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11 de Dezembro de 2023

SIDERURGIA

Money Times - SP   11/12/2023

O setor de mineração e siderurgia ainda tem a Vale (VALE3) como a ação favorita dos analistas. O nome é, de longe, o mais recomendado nas carteiras mensais, tendo aparecido em dezembro em 19 de 27 portfólios diferentes.

A forte recomendação sobre os papéis da mineradora pode ser explicada pela expectativa de melhora operacional daqui para frente, além de um valuation bem descontado em relação aos pares globais.

“Vemos alguma proteção para o desempenho das ações no curto prazo, enquanto a empresa entra em um período de sazonalidade positiva para os volumes exportados de minério de ferro, justificando a permanência do ativo em carteira neste momento”, diz a Ágora Investimentos, uma das instituições com Vale no portfólio.
Outra ação de mineração e siderurgia atrai analistas

Apesar da clara preferência dos analistas, outra ação do setor também ganhou algumas recomendação para este mês.

Citada quatro vezes, a Gerdau (GGBR4) é um dos poucos papéis com indicações pelos analistas. Segundo o BB Investimentos, a companhia conseguiu manter a solidez dos resultados mesmo em meio a um cenário mais desafiador para a indústria siderúrgica.

O BB destaca que, nos Estados Unidos, os efeitos da taxa de juros elevada ainda não trouxeram pressão de margens o suficiente para colocar o balanço da companhia em risco e alterar o viés positivo de longo prazo, “que ainda conta com uma robustez em termos de alavancagem financeira”.

Ainda, analistas da instituição levantam que o plano estratégico recentemente anunciado pela Gerdau, com investimentos de R$ 12 bilhões para os quatro anos seguintes, deve sustentar a perenidade do negócio da empresa nos próximos anos.

Tirando Vale e Gerdau, nas carteiras recomendadas para dezembro, não houve mais inclusões de nomes do setor. CSN (CSNA3) e sua controlada CSN Mineração (CMIN3), além de Usiminas (USIM5), ficaram de fora.
Empresa Ticker Recomendações
Vale VALE3 19
Gerdau GGBR4 4
CSN CSNA3 0
CSN Mineração CMIN3 0
Usiminas USIM5 0 Levantamento

O levantamento do Money Times foi realizado com base em informações de carteiras recomendadas divulgadas por 27 instituições. Para dezembro, foram indicadas duas ações do setor de mineração e siderurgia, somando 23 recomendações.

Participaram do levantamento Ágora Investimentos, Ativa Investimentos, BB Investimentos, Benndorf, BTG Pactual,CM Capital, EQI Research, Eleven, Empiricus Research, Genial Investimentos, Guide Investimentos, Inter Research, Itaú BBA, Levante, Mirae Asset, MyCap, Modal Mais, Nova Futura, Órama, Planner, RB Investimentos, Banco Safra, Santander, Terra Investimentos, XP Investimentos, Warren e PagBank.

Valor - SP   11/12/2023

A venda terá impacto negativo de US$ 800 milhões no patrimônio líquido

A ArcelorMittal vendeu suas operações de aço e mineração de Temirtau para o fundo de investimentos do governo do Cazaquistão por US$ 286 milhões.

A siderúrgica afirma que o acordo inclui também US$ 700 milhões como reembolso de dívida intra-grupo pendente. A venda terá impacto negativo de US$ 800 milhões no patrimônio líquido.

Os ativos de Temirtau foram avaliados pela empresa em US$ 1,8 bilhão no último mês de setembro e agora estão sob total controle do governo do Cazaquistão por meio da Qazaqstan Investment Corporation.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

O enfraquecimento da indústria ficou mais uma vez patente com a divulgação do resultado do PIB. Tomando como base o primeiro trimestre de 2014, o PIB total acumulou um crescimento de apenas 4,5% até agora. A área de serviços desempenhou um pouco melhor, atingindo 7,6% positivo. A agropecuária acumulou 40% de expansão, contrastando significativamente com uma queda de 18,3% da indústria de transformação.

Se considerarmos apenas o desempenho desde a pandemia, o quadro se repete: 7,7% no PIB, 7,9% nos serviços, 21,7% na agropecuária e -3,2% na indústria de transformação.

Se considerarmos que a parte da indústria ligada ao setor de commodities (tratores, colheitadeiras, implementos, silos e construções, fertilizantes, bioprodutos de todos os tipos, defensivos, caminhões, biocombustíveis, processamento de alimentos, madeira e outras fibras etc.) tem se expandido muito rapidamente, o quadro é ainda mais desolador.

Certamente o custo Brasil ainda aflige a produção local. Mas existem três questões a mencionar. Alguns segmentos, desde a recessão, perderam o norte, como os setores naval e automotivo.

Esse último, com muitas doses de subsídios e proteção, elevou a capacidade de produção a mais de 5 milhões de unidades por ano, número jamais atingido na prática. Em resposta à estagnação do mercado, algumas montadoras viraram importadoras, outras passaram a produzir carros com maior margem, porém caros para o consumidor médio brasileiro, outras querem elétricos, outras preferem os híbridos etc. Todas sem grande horizonte.

Uma segunda questão tem de ser vista no plano das empresas: quem saiu muito alavancado do período 2014-2016 e assim enfrentou a pandemia e a alta de juros está morrendo aos poucos. Isso não vale apenas para a indústria. Em mercados estagnados, o resultado é contracionista.

Mais recentemente, o fortalecimento das contas externas tem valorizado o real. A feroz competição dos mercados globais tem levado muitos produtores de matérias-primas e commodities industriais básicas a colocar seus produtos diretamente nas mãos de distribuidores locais, reduzindo o risco comercial das indústrias consumidoras e provocando quedas significativas de custo, porque em geral a produção nacional é bem mais cara que o produto trazido do exterior. Vemos isso nos segmentos de aço e metais, químicos e petroquímicos, combustíveis, dentre outros.

Está em curso uma abertura comercial ad hoc que tem ativo apoio dos compradores nacionais.

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

As expectativas de que o mercado de trabalho nos Estados Unidos estava esfriando caíram por terra com o esperado relatório payroll, divulgado na sexta-feira, 8. A criação de vagas em novembro veio ligeiramente acima do esperado, no mês em que os trabalhadores do setor automotivo e de Hollywood voltaram ao batente, e obrigou Wall Street a dar um passo atrás na esperança quanto ao primeiro corte de juros no país. Se dados anteriores ajudaram a cravar março, os desta sexta-feira trouxeram maio de volta à mesa.

Os EUA criaram 199 mil vagas no mês de novembro, resultado ligeiramente acima da mediana calculada pelo Projeções Broadcast, que apontava para a geração de 198 mil postos de trabalho. Na contramão do que previam analistas, a taxa de desemprego no país caiu de 3,9% em outubro para 3,7% em novembro.

O economista-chefe do Bank of America para os EUA, Michael Gapen, lembra que grande parte do crescimento do emprego em novembro pode ser atribuída ao fim das greves do sindicato United Auto Workers (UAW) e de Hollywood. Cerca de 50 mil vagas estão relacionadas ao término das paralisações, calcula. Para além do fim das greves, o ímpeto de crescimento do emprego nos EUA continua aquecido. “O emprego público, a educação e a saúde, o lazer e a hospitalidade continuam a ser os motores dos ganhos de emprego”, diz Gapen.

Na opinião do economista-chefe do JPMorgan, Bruce Kasman, o payroll de novembro está consistente com o crescimento da economia americana, que consegue continuar forte a despeito das elevadas taxas de juros no país. O mercado de trabalho americano dá sinais de arrefecimento, mas continua sólido, resumiu. Foi, porém, um balde de água fria nas expectativas do mercado e no apetite ao risco, definiu Kasman.

Dados divulgados pela Universidade de Michigan mostraram um consumidor americano mais otimista. Por sua vez, as expectativas para a inflação em 12 meses desaceleraram de 4,5% em novembro a 3,1% em dezembro, o que contribui para a visão de que o Fed pode ser menos agressivo na condução da política monetária nos EUA.

Lembrete para Wall Street

Para o diretor executivo e economista sênior do canadense CIBC Capital Markets, Ali Jaffery, o payroll de novembro foi como um lembrete para Wall Street de que o trabalho nos EUA continua apertado a despeito da onda “dovish” (suave) que se alastrou nos mercados no mês passado. “O relatório desta sexta-feira irá certamente levantar algumas sobrancelhas no FOMC”, avaliou Jaffery, em referência ao encontro dos dirigentes do Fed nesta semana, o último de 2023.

Na opinião de Kasman, do JPMorgan, Powell terá de ser mais “hawkish” (duro) ao falar à imprensa após a reunião que deve manter inalterados os juros nos EUA pela terceira vez consecutiva. Atualmente, a taxa dos Fed Funds, que são os juros básicos do país, está entre 5,25% e 5,50% ao ano.

“Acho que ele (Powell) terá de jogar um balde de água fria na flexibilização (monetária) no curto prazo. Certamente, ele manterá a postura que tem tido, indicando a possibilidade de aperto ainda”, disse Kasman, ao avaliar os dados do payroll a investidores, na sexta-feira.

A postura “hawkish” de Powell dependerá, contudo, dos dados da inflação no País. Na próxima terça-feira, será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA no mês de novembro.

Mas o próprio payroll já fez parte do trabalho de Powell e embaralhou as expectativas para o primeiro corte de juros nos EUA. As chances de o ciclo de flexibilização monetária começar em março nos EUA caíram para 44% contra 51,4% antes do dado, conforme a plataforma CME Group. Já as de manutenção das taxas subiram a 52,4% e passaram a ser majoritárias, contra 39,7%, na mesma base de comparação.

“A força contínua do mercado de trabalho é um choque de realidade para os investidores que precificaram até 125 pontos base de cortes nas taxas em 2024", afirma o estrategista-chefe de mercados da Lazard Asset Management, Ronald Temple, em comentário a clientes.

Enquanto Wall Street minguou com o payroll, o presidente Joe Biden celebrou. Ao comentar o relatório, o presidente dos EUA disse que sob sua gestão “os salários e a riqueza doméstica estão mais altos do que antes da pandemia”. Mas admitiu que a inflação americana continua muito elevada. “Minha prioridade é reduzir os custos para os trabalhadores americanos”, disse Biden, em comunicado.

Investing - SP   11/12/2023

Economistas esperam um novo corte de meio ponto percentual na Selic na próxima semana. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) inicia na terça à reunião de dois dias para definir a taxa de juros básica da economia brasileira. O anúncio será divulgado na noite de quarta-feira, 13.

Todos os economistas consultados esperam uma diminuição nesta magnitude, levando em consideração os últimos documentos da autoridade monetária brasileira, comunicado e ata, indicando que esta seria a escolha. No entanto, rondam dúvidas sobre os próximos passos e há divergências sobre o patamar em que a Selic pode atingir taxa terminal em 2024.

Rafael Ihara, economista na Meraki Asset, avalia que há consenso em relação ao corte de 50 bps nesta reunião, mas pondera que há discussão sobre as próximas. “Se o Banco Central vai manter o plural ou não, nossa leitura é de que sim, que ele vai manter o plural. Tem gente argumentando que o BC não quer ficar de mãos amarradas, ele ganharia graus de liberdade, mas, a gente tem percebido as falas dos diretores e existe um grande consenso lá dentro para manter esse ritmo”, destaca o economista, que julga que mudar a comunicação agora traria prejuízos e que faria pouco sentido neste momento.

Helena Veronese, economista na B.Side, concorda que o corte não trará grandes surpresas e que o foco estará no comunicado. Em sua visão, o último documento adotou um tom duro, devido ao cenário externo adverso. “A gente estava tendo juros longos nos Estados Unidos abrindo muito, com aquelas incertezas ainda em torno de política monetária norte-americana. Isso me parece que, no último mês, aliviou muito. Os juros longos agora estão caindo, o mercado já consolida a visão de que acabou o ciclo de alta nos Estados Unidos e o próximo movimento é de corte”. Com a melhora no cenário internacional, a tendência é de que o comunicado reflita esse momento e adote um tom mais suave, espera. Os receios de um boom no preço do petróleo, por exemplo, não foram concretizados, completa.

A nível local, a economista considera a inflação com tendência benigna e o Copom tende a sinalizar isso, mas pondera que o fiscal ainda preocupa. A manutenção da meta fiscal e sensibilidade em relação à judicialização da desoneração da folha de pagamentos seguem no radar. “Além disso, embora a gente tenha tido um PIB mais fraco, demonstrando estabilização, há alguma resistência da atividade. Quando a gente olha a abertura do PIB, foi consumo que manteve a economia”. Assim, Veronese não enxerga espaço para sinalização de uma eventual aceleração no ritmo de cortes e projeta taxa terminal de 9,75% no ano que vem.

Quem também não acredita na perspectiva de indicativos de cortes de maior magnitude neste momento é Paula Magalhães, economista-chefe da A.C. Pastore Consultores, devido ao peso do consumo na divulgação da atividade econômica brasileira. A expectativa da consultoria é de Selic a 10,5% no ano que vem.

“O consumo, na margem, até acelerou. Então, em termos de desinflação, a gente já conseguiu bastante esse ano, mas isto adiciona um risco para o que será possível ao longo do ano, já que o ritmo de cortes já começou em uma velocidade bem grande”.

Magalhães indica ser importante que o Copom pare de se comprometer com cortes de meio ponto e, para não deixar o mercado precificar uma aceleração, diz que o Comitê deveria colocar condicionantes para manter esse nível de cortes nas próximas reuniões. A batalha para inflação não estaria ganha e ainda há desancoragem do indicador, alerta.

“O investimento é bem sensível mesmo à taxa de juros e demonstrou isso. Agora, pelo lado do consumo, o mercado de trabalho ficou muito resiliente o ano inteiro, sustentando uma massa salarial alta, teve um impulso fiscal bem grande esse ano, focado em transferências de renda, que são fatores que devem ter contrabalanceado o efeito dos juros. Olhando para o mercado de crédito, a inadimplência já parou de subir e está, na verdade, caindo”. Assim, em sua visão o maior efeito, dos juros nas famílias, deve ter ficado para trás.

Em relatório, José Francisco de Lima, economista-chefe do Banco Fator, afirma que o Copom tende a não anunciar mais sua intenção para dois meses adiante, posição que vem sendo adotada. “Sinais de posturas divididas no Copom, principalmente depois das mudanças em sua composição, com dois novos membros indicados por Lula, podem aparecer já no comunicado”, conclui o economista, apontando que a medida deixaria o Comitê mais flexível para ajustes no ritmo de queda da Selic.

CNN Brasil - SP   11/12/2023

Os preços ao consumidor da China caíram no ritmo mais rápido em três anos em novembro, enquanto a deflação nos portões das fábrica se aprofundou, indicando o aumento das pressões deflacionárias, conforme a fraca demanda doméstica lança dúvidas sobre a recuperação econômica.

O índice de preços ao consumidor chinês caiu 0,5% tanto em base anual quanto em comparação com outubro, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas divulgados neste sábado (9).

Esse resultado foi mais baixo do que a mediana das previsões em uma pesquisa da Reuters de quedas de 0,1% tanto no ano quanto no mês. O declínio anual do IPC foi o mais acentuado desde novembro de 2020.

Os números se somam aos recentes dados mistos de comércio e pesquisas de manufatura que mantiveram vivos os pedidos de mais apoio político para sustentar o crescimento.

Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, disse que os dados seriam alarmantes para os autoridades de política monetária e citou três fatores principais por trás disso: a queda dos preços globais de energia, o desvanecimento do boom das viagens de inverno e um excesso crônico de oferta.

“A pressão de baixa continuará a aumentar em 2024, uma vez que as incorporadoras e os governos locais continuarão a desalavancar e o crescimento global deverá arrefecer“, disse Xu.

O índice de preços ao produtor caiu 3% em relação ao ano anterior, contra uma queda de 2,6% em outubro, marcando o 14º mês consecutivo de declínio e o mais rápido desde agosto. Os economistas haviam previsto uma queda de 2,8% em novembro.

A economia da China tem enfrentado vários ventos contrários este ano, incluindo o aumento da dívida do governo local, um mercado imobiliário em dificuldades e uma demanda morna no país e no exterior.

Os consumidores chineses, em especial, têm evitado gastar, cautelosos com as incertezas da recuperação econômica.

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

Ministro reconhece dificuldades ao dizer que governo não tem base progressista no Congresso e reclama de perfil conservador do Copom na condução da taxa de juros

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu neste sábado, 9, as dificuldades que o governo vem enfrentando para aprovar as medidas necessárias para ampliar a arrecadação no Congresso. Isso vem interferindo, segundo o ministro, na queda da taxa de juros pela diretoria do Banco Central, que ele classificou como “durona”.

A próxima semana será fundamental para o governo no Congresso, uma vez que os trabalhos no Legislativo chegam à reta final com importantes medidas de arrecadação à espera de votação. A Medida Provisória da Subvenção, cuja estimativa da Fazenda é de arrecadação de R$ 35 bilhões, tem previsão para começar a ser analisada na terça, após dias de atraso, com a apresentação do relatório do deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG).

No Senado, a expectativa é que seja votado o projeto de lei que taxa as apostas esportivas online.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também já disse que pretende colocar em votação a segunda rodada da reforma tributária, para que o texto seja promulgado antes do fim do ano. O prazo é necessário para que se comecem a contar os prazos da transição da reforma para o novo modelo de tributação sobre o consumo.

Há a expectativa ainda que o Congresso aprove a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024, fase anterior à votação do Orçamento, prevista para a última semana antes do Natal. O calendário é apertado, e Haddad admitiu entraves políticos.

“Tudo isso (a aprovação das medidas de arrecadação) está sendo feito a duríssimas penas, talvez poucos possam imaginar a luta que é aprovar essas medidas. Semana que vem será decisiva para 2024. O governo terá de aprovar meia dúzia de medidas que estão maduras e que precisam avançar para garantir um orçamento mais consistente”, disse o ministro.

Ele participou de uma conferência do PT em Brasília.

Em sua fala, o ministro fez um balanço de medidas já aprovadas, como a retomada do voto de qualidade no Carf e a taxação de fundos exclusivos e offshore.

“Paralelamente criamos condições para exigir da autoridade monetária a redução dos juros. Os juros precisam cair no Brasil”, disse.

O ministro reclamou que o Banco Central demorou a começar o ciclo de corte de juros - iniciada em agosto - e diz esperar um novo corte de 0,50 ponto porcentual na próxima semana, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir nos dias 12 e 13 de dezembro.

“Nós não temos uma base progressista no Congresso. Não estou falando mal ou bem, é um fato. Não temos um diretoria mais arejada no Banco Central, é uma diretoria muito hawkish, muito durona. Começaram a baixar a taxa de juros só em agosto”, afirmou Haddad.

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

A economia brasileira está desacelerando, como atesta o resultado do PIB divulgado pelo IBGE na semana passada. O crescimento do segundo trimestre foi de 1% e do terceiro de apenas 0,1%, em linha com o que esperavam os analistas. Os dados indicam que o Brasil crescerá menos no ano que vem. O relatório Focus, do Banco Central, indica um crescimento de 2,8% do PIB este ano e de apenas 1,5% em 2024.

Um dos aspectos negativos deste quadro é a possibilidade de o governo gastar mais, com a intenção de melhorar este desempenho e buscar popularidade. Sabemos que isso não dá certo. Em vez de pegar um atalho, o Brasil precisa focar em uma política econômica consistente, com responsabilidade fiscal, para garantir um crescimento sustentável nos próximos anos.

As pressões serão fortes. Teremos eleições municipais no ano que vem, o que sempre resulta em mais pedidos por mais gastos públicos, como vemos agora nos passos finais da elaboração do Orçamento. Isso é normal. Mas não devemos esquecer que um dos ganhos para o país este ano foi o arcabouço fiscal, que, apesar de possibilitar algum aumento de despesas, sinaliza a preocupação do governo em ser responsável na área fiscal.

Foi este compromisso que resgatou a confiança dos mercados e investidores no Brasil. Em seguida veio a reforma tributária, que tem pontos controversos que, se não forem corrigidos, podem gerar um resultado pior do que o sistema atual. É uma discussão importante e uma reforma bem feita pode resultar em ganhos de produtividade pela simplificação do sistema.

Neste momento é importante que o Brasil se mantenha no caminho da responsabilidade fiscal e do controle da dívida pública. O ministro da Fazenda deve insistir no déficit zero para sinalizar a todos este compromisso. É um caminho mais longo e difícil no começo, mas que dá resultados consistentes. O caminho dos gastos nós conhecemos: resultou na pior recessão da história nacional, entre 2015 e 2016. Em 2016, o teto de gastos colocou um freio no crescimento dos gastos públicos.

Depois de cair mais de 3% por dois anos seguidos (2015 e 2016) quando caiu 5,2% de junho de 2015 a maio de 2016, o PIB cresceu 1,8% em 2017, o que resulta num salto de 7 pontos porcentuais.

Na ocasião, o controle da despesa ajudou o Banco Central, que conseguiu fazer uma política monetária menos restritiva. O mesmo pode ocorrer agora. Gastos sob controle criam o ambiente propício para juros menores – que, como sabemos, possibilitam mais investimentos e ajudam no crescimento. Assim poderemos ter uma expansão do PIB acima do 1,5% que o mercado enxerga hoje.

CNN Brasil - SP   11/12/2023

Diante das pressões cada vez maiores do PT pelo abandono da meta de déficit zero em 2024, a equipe econômica identificou riscos de que o Banco Central interrompa o atual ciclo de queda dos juros com a taxa Selic ainda em dois dígitos.

Por isso, em uma espécie de antídoto contra atitudes mais conservadoras do BC, o Ministério da Fazenda já avisou ao restante do governo que descarta medidas para acelerar artificialmente o PIB de 2024 e que sua prioridade é entregar resultados fiscais “robustos” nos primeiros meses do ano.

A ordem é não ceder à tentação de um crescimento maior da economia na base da “marretada” — palavra usada por um interlocutor do ministro Fernando Haddad — e continuar apostando na meta de déficit zero como senha para que o BC siga adiante no movimento de corte dos juros.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta semana e a expectativa praticamente unânime do mercado é que venha mais uma queda de 0,5 ponto percentual — para 11,75% ao ano.

A grande dúvida agora é quando esse movimento terminará e qual será o piso dos juros no atual ciclo de afrouxamento monetário.

O mercado previa inicialmente a Selic em 9% no ano que vem e já ajustou suas estimativas para 9,25% — segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. A projeção é uma média, mas boa parte das consultorias e bancos renomados moveu suas apostas para um piso de 9,5%.

O Ministério da Fazenda está mais preocupado. Integrantes da equipe econômica detectaram que uma ala do BC preferiria interromper esse ciclo com a taxa básica de juros em pelo menos 10%.

Na avaliação da pasta, o Copom está dividido sobre esses próximos passos. Mas um resultado fiscal ruim nos primeiros de 2024 daria munição para o grupo mais cauteloso do BC.

No último comunicado do Copom, logo após a decisão que reduziu a taxa de juros de 12,75% para 12,25% ao ano, o BC enfatizou “a importância da firme persecução” das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação.

Por isso, conforme disseram fontes da área econômica à CNN, é uma prioridade demonstrar o compromisso do governo com a tentativa — ainda que muito difícil — de déficit zero em 2024.

E um gesto seria a entrega de resultados mais consistentes nos dois primeiros meses do ano, antes da primeira reavaliação bimestral de receitas e despesas, que deverá definir o tamanho do contingenciamento orçamentário.
Reajuste zero para servidores

Um ponto já definido pela equipe econômica é o reajuste zero para servidores públicos federais em 2024. Neste ano, houve aumento de 9% — como forma de recompor perdas de salário real acumuladas nos últimos anos.

Na mesa de negociações estabelecida pelo Ministério da Gestão e Inovação com servidores do Poder Executivo, o governo deixou claro que teria recursos, no limite, para um reajuste simbólico inferior a 1%. A ordem é não oferecer mais.

Enquanto isso, a agenda legislativa para aprovar medidas arrecadatórias entra em fase decisiva nesta semana. O ponto mais importante é a MP 1.185, a medida provisória que regulamenta a cobrança de impostos federais para projetos do setor privado que gozam de isenções de tributos estaduais.

A chamada MP das Subvenções deverá propiciar receitas de quase R$ 35 bilhões e 2024. A Fazenda conta, ainda, com um adicional proveniente da cobrança de impostos não pagos no passado e contestados pelas empresas.

A equipe econômica já concordou com um desconto de 80% para as dívidas que sejam acertadas em um prazo de seis meses. Para dívidas a serem quitadas em 12 parcelas, o desconto seria de 65%.

Os débitos acumulados pelas empresas com a União, nos cálculos do governo, chegam a R$ 90 bilhões. Mesmo com o desconto, seria possível recuperar de R$ 15 bilhões a R$ 30 bilhões ainda em 2024.

Esse valor não está nas estimativas de receitas contempladas no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional e conta como um ganho “extra” para o resultado fiscal do próximo ano.

Além disso, a Fazenda espera arrecadar em torno de R$ 10 bilhões com a cobrança de Imposto de Renda sobre os precatórios que serão pagos em 2024.

Na semana retrasada, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o governo a abrir crédito extraordinário para o pagamento de R$ 90 bilhões a R$ 95 bilhões em precatórios acumulados.

O passivo foi acumulado após emenda constitucional, promulgada em 2021, que fixava um teto anual para a quitação dos precatórios e jogava todas as despesas represadas para depois de 2026.

A liquidação do passivo não será contabilizada dentro das metas fiscais definidas para o ano que vem. Por isso, contando as medidas em tramitação e essas possibilidades adicionais de receita, a equipe econômica defende a necessidade de continuar perseguindo o déficit zero em 2024 como sinal de comprometimento com a saúde das finanças públicas.
PT, “pibinho”, “pibão”

A projeção do mercado para o crescimento do PIB em 2024, segundo o boletim Focus, está em 1,5% — uma desaceleração em relação à alta de aproximadamente 3% neste ano.

Neste fim de semana, durante evento do PT, lideranças do partido criticaram a tentativa de alcançar déficit zero e defenderam uma aceleração do crescimento econômico.

“Eu acho que, sinceramente, a gente não tinha que se preocupar com resultado fiscal no ano que vem. Por mim, faria um déficit de 1%, 2%, não iria mexer na economia”, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), manifestou preocupação com o resultado das eleições municipais caso o ajuste nas contas públicas seja do tamanho desejado pela Fazenda.

“Eu falei para a Gleisi: se tiver que fazer déficit, nós vamos ter que fazer, porque, se não, nós não ganhamos eleição em 2024”, afirmou Guimarães.

Nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2003 e 2010, houve essencialmente uma alternância entre recessão e forte expansão do PIB.

A economia começou a crescer mais fortemente a partir de 2004 e, à exceção de 2009 (como reflexo da crise financeira internacional), manteve ritmo de pelo menos 4% a 5% ao ano.

As taxas mais baixas de crescimento foram uma característica do governo de Dilma Rousseff (2011-2016), mas nunca de Lula.

Por isso, assessores presidenciais comentam frequentemente que ainda está para ser observado o comportamento do petista diante de um “pibinho”.

Na Fazenda, a convicção dos auxiliares de Haddad é não pisar indevidamente no acelerador e arriscar uma “rampa de crescimento” da economia nos próximos anos.

A crença da equipe econômica é que a agenda de responsabilidade fiscal tem o apoio dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), bem como do Supremo Tribunal Federal (STF).
Brasil vai lançar plano de integração com a América do Sul; Tebet fala em 5 rotas

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

Nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro foram aprovadas algumas medidas estruturantes para a economia brasileira, com destaque para as reformas da Previdência e a trabalhista, o Marco Legal do Saneamento e a autonomia administrativa do Banco Central.

Nos últimos quatro anos os economistas vêm subestimando o crescimento do PIB de forma sistemática e expressiva. Alguns atribuem isso a não consideração nas projeções dos efeitos positivos dessas reformas, o que não me parece correto. Reformas afetam a capacidade de crescimento a médio e longo prazo, na medida em que elevam o PIB potencial, não necessariamente o observado.

Todas as estimativas de evolução do PIB potencial que consultei, elaboradas por economistas e instituições de pesquisa de alta qualificação técnica, mostram crescimento pífio da capacidade de crescimento da economia brasileira desde o primeiro trimestre de 2015 até o segundo trimestre de 2023. As exceções foram alguns poucos trimestres de recuperação após o fundo do poço atingido no início da pandemia.

Será que a melhora de expectativas, decorrente da aprovação das reformas, não teria antecipado seus efeitos sobre o crescimento? Se levarmos em conta as pesquisas de confiança de empresários e consumidores, bem como projeções da tendência de crescimento a médio prazo do Brasil feitas anualmente pelo FMI, a resposta é não.

Além do mais, as estimativas que mencionei mostram também que a economia brasileira operou com ociosidade na utilização de seus recursos produtivos (em economês, hiato do produto negativo), desde o segundo trimestre de 2015 até o quarto trimestre de 2022. Assim, a pífia recuperação observada nos três anos que se seguiram à recessão do período Dilma parece ser decorrente mais de escassez de demanda do que de entraves estruturais. Isso porque a consolidação fiscal do governo Temer somou-se à política monetária restritiva praticada em 2017-2018.

O Banco Central intensificou a redução da taxa básica de juro em 2019 e 2020. Mesmo antes da pandemia, a Selic já estava em 4,25% ao ano, tendo chegado a 2%, em agosto de 2020. Do lado fiscal, as medidas de suporte às famílias e às empresas, quando a covid já era uma realidade, reforçaram ainda mais a recuperação da demanda agregada.

As demais “surpresas” parecem facilmente explicáveis pelos efeitos diretos e indiretos do espetacular crescimento da renda gerada nos setores agropecuário e de petróleo, desde 2021 até agora. Segundo estimativas do meu colega de consultoria Bráulio Borges, a renda desses segmentos atualmente é mais que o dobro, em termos reais, da observada durante o superciclo de commodities de 1999 a 2011.

No entanto, continuar crescendo apenas com estímulos de demanda será mais difícil. A baixa taxa de desocupação da mão de obra e outros indicadores sugerem que a economia brasileira já opera em pleno emprego.

MINERAÇÃO

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

A área jurídica da Controladoria-Geral da União (CGU) teve um entendimento distinto da área técnica do órgão e reduziu o valor da multa aplicada à multinacional alemã Tüv Süd, acusada de fraudar documentos sobre a segurança da barragem da Vale em Brumadinho (MG) que rompeu em 2019, em um desastre ambiental que deixou 270 mortos. A multa, originalmente estimada em R$ 22,7 milhões, foi aplicada em R$ 18 mil, com uma redução de 99,9% do valor.

O entendimento da área jurídica da CGU isentou a multinacionacial das irregularidades dos laudos, dirigindo a acusação apenas à filial brasileira. Por isso, o cálculo da multa passou a levar em conta o faturamento da filial e não da matriz, o que causou a drástica redução. Ao Estadão, a Tüv Süd Brasil disse discordar da decisão e afirmou que vai recorrer, “tendo em vista que a companhia emitiu as declarações de estabilidade em conformidade com a legislação aplicável”.

O processo foi instaurado pela CGU dois anos após o rompimento da barragem da Vale de Córrego do Feijão, em Brumadinho. Segundo a denúncia, a empresa brasileira teria fraudado documentos alegando que a barragem estaria estável em junho e em setembro de 2018, mesmo sabendo que havia riscos. Os laudos falsos foram enviados à Agência Nacional de Mineração (ANM) e garantiram a continuidade da operação da barragem.

Embora um executivo da empresa matriz tenha sido citado nas trocas de e-mails dos funcionários da Tüv Süd Brasil, a área jurídica entendeu que “não há qualquer indício” de que a matriz ficou sabendo ou tenha participado das fraudes.

A conclusão da CGU de agosto de 2021, entretanto, não estabelece causalidade entre os laudos falsos e o rompimento da barragem, se bastando apenas a analisar a conduta das empresas. Antes de o relatório técnico chegar à chefia do órgão, passou por revisão da área jurídica, que reviu a decisão, de outubro deste ano. A multa foi aplicada no final de novembro.

Procurada pelo Estadão, a empresa brasileira Tüv Süd Brasil, filial da multinacional Tüv Süd Industrie Service disse que vai recorrer.

Leia a nota na íntegra:

A TÜV SÜD Brasil foi informada sobre a decisão da Controladoria Geral da União (CGU). Contudo, a TÜV SÜD Brasil discorda dessa decisão, tendo em vista que a companhia emitiu as declarações de estabilidade em conformidade com a legislação aplicável. A TÜV SÜD Brasil apresentará um pedido de reconsideração da decisão.

AUTOMOTIVO

O Estado de S.Paulo - SP   11/12/2023

Xing Wei se formou em uma escola de ensino médio profissionalizante no nordeste da China em 2003 e foi trabalhar como eletricista em uma fábrica de autopeças no sul do país. O único conjunto de rodas que ele podia comprar era uma bicicleta preta de três marchas.

Ele ganhava US$ 1.150 por ano e dividia um dormitório sufocante com outros três trabalhadores. “Havia ar-condicionado, mas como tínhamos de pagar a eletricidade, basicamente não o ligávamos”, disse.

Duas décadas depois, Xing, de 42 anos, ganha cerca de US$ 60 mil por ano. Ele trabalha como eletricista sênior instalando robôs industriais em fábricas de carros elétricos para a Nio, uma montadora chinesa. No inverno passado, comprou um veículo utilitário esportivo Nio ES6 de US$ 52 mil.

O mercado de veículos elétricos da China é o maior do mundo e o que cresce mais rapidamente. Um frenesi de construção e expansão de fábricas fez com que os eletricistas e especialistas em robótica se tornassem uma mercadoria cobiçada.

“Se você quiser recrutar pessoas com experiência relevante, há relativamente poucas pessoas nesse setor”, disse Xing.

Atualmente, mais de 1,5 milhão de pessoas trabalham em dezenas de empresas de veículos elétricos na China e em seus fornecedores. A maior delas, a BYD, tem 570 mil funcionários, em comparação com os 610 mil das três montadoras de Detroit juntas.

Com a desaceleração de partes da economia chinesa, a China precisa transferir trabalhadores para setores que ainda estão crescendo rapidamente, principalmente a fabricação de veículos elétricos. Mas o país enfrenta um déficit no treinamento vocacional, bem como um excedente de jovens com diplomas universitários que não estão interessados em trabalhar em fábricas.

Os mais procurados são técnicos e engenheiros qualificados, como Xing. Os trabalhadores da linha de montagem em fábricas automotivas ganham menos da metade do seu salário.

Pequim estimou em 2021 que o país tinha mais do que o dobro de empregos para técnicos especializados do que o número real de trabalhadores qualificados.

Um relatório publicado no ano passado pelo governo de Xangai constatou que os 10% mais bem pagos dos técnicos sênior de fábrica ganhavam pelo menos US$ 51 mil por ano. Os trabalhadores com essas habilidades mudam de emprego com frequência: antes de se mudar para Hefei, no centro da China, há dois anos, para trabalhar na Nio, Xing montou uma linha de estamparia na vizinha Ningbo para a Zeekr, uma divisão da Zhejiang Geely.

Impulsionadas por empréstimos de bancos estatais e assistência de municípios, as montadoras chinesas estão construindo fábricas de carros elétricos mais rapidamente do que as vendas estão aumentando, provocando uma guerra de preços que fez com que a maioria das empresas perdesse dinheiro. Isso causou um abalo no setor. A Nio, por exemplo, anunciou em novembro que demitiu 10% de seus funcionários. Nenhum dos cortes foi na área de fabricação, disse a Nio.

“Já estamos muito preocupados com a falta de mão de obra”, disse Ji Huaqiang, vice-presidente de fabricação da Nio.

As sementes da escassez de mão de obra foram plantadas anos atrás, quando os planejadores econômicos do governo chinês não conseguiram ver a escala do boom dos veículos elétricos e treinar trabalhadores suficientes para isso.

Em 2016, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação previu que o setor de veículos elétricos precisaria de 1,2 milhão de trabalhadores em 2025 e alertou que a China tinha apenas 170 mil pessoas com as habilidades necessárias.

Sem dúvida, mais de 40% dos 11 milhões de graduados universitários do país estudam anualmente tópicos relacionados à ciência e à engenharia. Isso é o dobro da proporção nos Estados Unidos, que também tem um déficit de soldadores, eletricistas e outros trabalhadores industriais.

Mas muitos desses graduados universitários aspiram trabalhar em empregos de colarinho-branco em empresas de internet e no serviço público, não em fábricas.

Em 2014, o líder chinês Xi Jinping exortou as autoridades do governo e do Partido Comunista, bem como as empresas, a “cultivar centenas de milhões de trabalhadores de alta qualidade e pessoal técnico e qualificado”.

Mas essa meta colidiu com as aspirações crescentes dos pais chineses, que demonstraram menos interesse em enviar seus filhos para escolas de ensino médio profissionalizante para aprenderem as habilidades de um eletricista, um maquinista ou outro técnico.

O número de adolescentes que ingressam em escolas de ensino médio técnico e profissionalizante caiu 25% entre 2010 e 2021, o ano com os dados mais recentes. Ao mesmo tempo, o número de alunos que frequentam escolas de ensino médio acadêmico praticamente não mudou.

“Os empregos em fábricas são frequentemente associados a um trabalho sujo, perigoso e degradante”, disse Minhua Ling, professor-associado especializado no sistema de educação profissionalizante da China no Geneva Graduate Institute. Os chineses mais jovens “acham isso humilhante”, disse ela.

Hoje, cerca de 60% da população chinesa que completa 18 anos se matricula em uma universidade. Em 2000, eram 10%.

A China, e particularmente o setor de carros elétricos, está tentando usar a automação para resolver a escassez de braços.

Segundo a Federação Internacional de Robótica, as empresas da China instalaram mais robôs industriais em 2022 do que o resto do mundo combinado. Ela superou seus maiores rivais no setor de manufatura: Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Alemanha.

Valor - SP   11/12/2023

Desde que iniciou uma guerra de preços na China no final de 2022, a Tesla tem ajustado regularmente os preços dos seus veículos, incluindo dois aumentos desde o final de outubro deste ano

As entregas chinesas da Tesla Inc. aumentaram em novembro, à medida que os clientes foram motivados a fazer pedidos antes que a empresa aumentasse os preços de seus veículos elétricos.

As entregas na China totalizaram 65.504 EVs, um aumento de 5% em relação a novembro de 2022, mostraram dados da Associação de Automóveis de Passageiros do país na sexta-feira (8).

Desde que iniciou uma guerra de preços na China no final do ano passado, a Tesla tem ajustado regularmente os preços dos seus veículos, incluindo dois aumentos desde o final de outubro. Essas medidas foram sinalizadas antecipadamente, incentivando as pessoas a fazerem pedidos antes que os preços subissem. Um incentivo adicional de prazos de entrega tão curtos quanto duas semanas também contribuiu para o aumento das vendas do mês passado na China.

“As montadoras e os governos locais pressionaram mais nos incentivos de compra em comparação com os anos anteriores”, disse o secretário-geral do PCA, Cui Dongshu, durante um briefing.

A Tesla tende a antecipar as exportações em cada trimestre. Depois de enviar 43.389 EVs da China para o exterior em outubro, ele despachou apenas 16.928 em novembro.

Isso elevou o total de entregas da fábrica da Tesla em Xangai, que responde por mais da metade de sua produção global, para 82.432 EVs, representando uma queda de 18% em relação ao ano anterior, a maior queda em 11 meses.

A BYD Co., com sede em Shenzhen, vendeu um recorde de 170.150 veículos totalmente elétricos no mês passado, colocando-a no caminho certo para ultrapassar a Tesla nas entregas globais de veículos elétricos.

A guerra de preços na China, o maior mercado de veículos elétricos do mundo, tem sido contundente, levando empresas iniciantes, incluindo Nio Inc. e Xpeng Inc., a demitir trabalhadores e a anunciar planos de reestruturação para reduzir custos.

As vendas totais de veículos de nova energia na China aumentaram 40% em novembro em relação ao ano anterior – e 8,9% em relação a outubro – para 841.000 unidades, disse a PCA. As vendas de todos os veículos de passageiros totalizaram 2,08 milhões, um aumento de 26% em relação a novembro de 2022.

As exportações de veículos de passageiros da China para a Rússia aumentaram para cerca de 800 mil unidades este ano, de 160 mil em todo o ano de 2022, disse Cui.

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   11/12/2023

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) caiu 0,01% na primeira prévia de dezembro, dentro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). O INCC-M havia registrado alta de 0,18% na mesma leitura de novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

Houve decréscimo nas taxas de Serviços (0,35% para -0,21%) e Mão de Obra (0,54% para 0,16%). Já os Materiais e Equipamentos repetiram a mesma variação de novembro, queda de 0,12%.

Influências

As maiores pressões de baixa sobre o INCC-M na primeira prévia de dezembro partiram de vergalhões e arames de aço ao carbono (-1,96% para -0,47%), projetos (0,52% para -0,44%) e cimento Portland comum (0,05% para -0,75%), junto com eletrodutos de PVC (0,02% para -1,51%) e condutores elétricos (-2,67% para -0,87%).

Em contrapartida, as principais pressões para alta vieram dos itens elevador (1,01% para 0,77%), pedreiro (0,41% para 0,32%) e engenheiro (0,87% para 0,61%), seguidos por armador ou ferreiro (1,13% para 0,30%) e carpinteiro (0,67% para 0,29%).

Diário do Comércio - MG   11/12/2023

A fatura dos juros altos chegou na construção civil. A atividade do setor desacelerou neste ano em comparação a 2022, segundo dados da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgados nesta sexta-feira (8).

Depois de uma projeção de alta de 2,5% no início de 2023 e a revisão para crescimento de 1,5% em julho, o setor deve encerrar o ano com queda de 0,5%. No terceiro trimestre de 2023, o PIB da construção recuou 3,8%, em relação ao trimestre anterior. É o pior resultado desde o segundo trimestre de 2020.

“A perspectiva é que o preço dos imóveis suba acima da inflação em 2024, por causa do baixo estoque, do custo em altos patamares e do fim da desoneração, que encarece a mão de obra”, afirma Renato Correia, presidente da Cbic.

Os empresários associam o resultado fraco às elevadas taxas de juros no país. De acordo com Correia, o resultado aquém do esperado também é reflexo do fim do ciclo de pequenas obras e reformas iniciado na pandemia e da demora da divulgação das novas regras do MCMV (Minha Casa, Minha Vida).

O resultado poderia ser ainda pior não fossem as obras de infraestrutura, como projetos de saneamento e construção de rodovias e estações de metrô. O fato de 2024 ser um ano com eleições municipais aqueceu o segmento, que contratou quase 30% a mais de profissionais entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

No total, a construção civil criou 254 mil novas vagas nos dez primeiros meses do ano. O número é inferior a 2021 e 2022 -anos de recorde histórico para o mercado imobiliário, mas é o terceiro maior resultado desde 2012.

São Paulo foi o estado com a maior geração de empregos nos três segmentos da construção: construção de edifícios, serviços especializados e obras de infraestrutura.

A indústria da construção emprega 6% dos trabalhadores com carteira assinada do país, mas foi responsável por mais de 14% do total de novos empregos formais criados até outubro deste ano, segundo dados do Caged (cadastro de empregos com carteira assinada do governo federal).

Segundo Correia, porém, este percentual pode cair no ano que vem com o fim da desoneração da folha de pagamentos. “O custo da mão de obra é muito alto mesmo sem a desoneração. Se não pode ter estímulo, que não tenha desestímulo. Por isso estamos trabalhando para que não ocorra o fim da desoneração”, disse o presidente da Cbic.

Ieda Vasconcelos, economista da entidade, afirma que, com o fim da desoneração, os custos trabalhistas na construção civil -que envolvem encargos como FGTS, INSS, férias e 13º salário além dos acordados em convenções coletivas– vão subir quase 33% em São Paulo.

A variação percentual mensal do CUB (Custo Unitário Básico), calculado mensalmente pelos sindicatos da indústria da construção civil em todo o país, tem servido como mecanismo de reajuste de preços em contratos de compra de apartamentos em construção e até mesmo como índice setorial.

Considerando os dados do CUB de novembro deste ano, o custo com a mão de obra em Goiás, que passa por um boom imobiliário, vai subir cerca de 15% sem a desoneração, estimam empresários e a Cbic.

A desoneração da folha de pagamento vale para 17 setores da economia, entre eles está o de comunicação, no qual se insere o Grupo Folha, empresa que edita a Folha. A medida permite que os empregadores paguem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários.

O benefício iria até 2027, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a prorrogação. Parlamentares ainda podem derrubar o veto presidencial.

Enquanto isso, o Ministério da Fazenda afirma que trabalha em uma alternativa que atenda aos empresários e seja discutida com a Reforma Tributária para que não impacte as contas públicas. A desoneração custa R$ 9,4 bilhões por ano aos cofres públicos.

Considerada uma das maiores fontes de financiamento da construção, a poupança também sofre impacto da alta taxa de juros. “Mantendo o mesmo ritmo de janeiro a outubro de 2023, a caderneta deverá encerrar o ano com perda de quase R$ 100 bilhões”, disse Ieda.

O número de unidades financiadas com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) de janeiro a outubro de 2023 caiu 32,70% em relação ao mesmo período anterior. Já o de financiadas com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foi 30,16% superior ao resultado dos mesmos meses de 2022.

Para 2024, a Cbic prevê crescimento de 1,3%, na expectativa de que o Banco Central siga reduzindo a Selic (taxa básica de juros) e de que haja novo ciclo de lançamentos pelo Minha Casa, Minha Vida e de obras pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Os desafios, aponta a entidade, são o menor ritmo de crescimento da economia brasileira, os baixos investimentos no país, o endividamento das famílias e os juros, que embora em queda, seguem em patamar elevado.

“Nós precisamos de estabilidade para a construção civil para manter os empregos, investir e ganhar competitividade”, disse Correia.

“O custo da construção está se estabilizando em um patamar elevado, o que prejudica o setor. A quantidade de unidades habitacionais caiu, mas o VGV [Valor Geral de Vendas] subiu, mostrando que o custo subiu neste ano”, afirmou o presidente da Cbic.

Ele acredita numa tendência de recuperação com mais lançamentos pelo MCMV e pelo SBPE no segundo semestre de 2024, segmento que tem sofrido forte recuo com os altos saques da poupança por causa dos juros elevados.

“Enquanto não chegar a um dígito [a Selic], o efeito [da queda de juros na economia] não será sentido”, disse Correia. (Ana Paula Branco).

FERROVIÁRIO

Portal Fator Brasil - RJ   11/12/2023

Atualmente, a VLI atende a produtora de aço em fluxos na Estrada de Ferro Vitória a Minas e Ferrovia Centro-Atlântica.

A VLI — companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos — acaba de renovar o contrato com a Gerdau, a maior empresa brasileira produtora de aço. O novo acordo envolve o transporte ferroviário de carvão e aço entre portos do Espírito Santo e a unidade da empresa localizada em Minas Gerais, por meio da Estrada de Ferro Vitória a Minas, onde a VLI opera por direito de passagem.

O carvão é aplicado nas coquerias, onde é produzido o coque para a produção de ferro gusa no alto-forno, transformado em aço posteriormente. O produto chega ao Brasil por meio do Terminal de Praia Mole, operado pela VLI, em Vitória. A movimentação do carvão é feita 100% via modal ferroviário, numa operação porta a porta, que permite que o cliente receba o produto dentro da usina.

—A renovação de parceria com um cliente como a Gerdau, uma das maiores e mais importantes empresas do país, reforça a qualidade dos serviços executados pela VLI e os resultados obtidos com a logística multimodal, onde utilizamos o melhor de cada modal no transporte das cargas dos nossos parceiros. O cliente está sempre no centro das nossas tomadas de decisão, em que privilegiamos a qualidade, segurança e eficiência nos serviços —reforça o gerente Comercial da companhia, Igor Lima.

Além desta operação, a VLI também atende a Gerdau por meio da Ferrovia Centro-Atlântica, em um fluxo ferroviário que liga a cidade de Divinópolis, no centro-oeste mineiro, ao sistema portuário do Espírito Santo.

VLI —A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Por quatro anos consecutivos entre as três companhias mais inovadoras do setor de Transporte e Logística no ranking do Valor Inovação, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   11/12/2023

A dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto do Rio Grande segue o cronograma estabelecido pela Portos RS, com a retirada dos sedimentos acontecendo por setores. A draga Utrecht da empresa Van Oord Serviços de Operações Marítimas, vencedora da licitação, trabalha 24 horas por dia desde o início da obra.

De acordo com a Diretoria de Infraestrutura da Portos RS, até esta segunda-feira (4), já haviam sido realizados 38 ciclos de dragagem. Cada ciclo é composto pela retirada dos sedimentos do trecho estabelecido e todo o caminho de ida e volta percorrido pela embarcação até o sítio de despejo autorizado pelo Ibama, distante 17 km da costa.

Até o momento, foram realizados em média nove ciclos de dragagem por dia, o que representa a retirada diária de cerca de 45 mil metros cúbicos de sedimentos. Esses números levam em consideração o trecho em que o trabalho está sendo executado, porém podem variar de acordo com o avanço do processo.

Encontro do grande pacto da inovação reúne os projetos desenvolvidos em Rio Grande — Para apresentar os avanços e as ações executadas nos dezoito projetos desenvolvidos dentro do Grande Pacto da Inovação, a Câmara do Comércio de Rio Grande realizou uma reunião de encerramento de 2023 do programa. O encontro contou com a presença de todas as instituições que compõem o programa, como a Portos RS, que é proponente dos projetos: Porto do Rio Grande – HUB PORT do Cone Sul e VTS (Vessel Traffic Service).

Representando a empresa estiveram presentes o presidente, Cristiano Klinger, e o gerente de planejamento e desenvolvimento, Fernando Estima. Na ocasião, Klinger destacou os avanços nos projetos para a otimização da logística das operações portuárias, como os investimentos em tecnologia e inovação, como a assinatura do contrato com a Startup Docktech e a execução do ITEC 5.0, Vessel Traffic Service – VTS e Local Port Service – LPS. Além disso, apresentou as entregas já realizadas, em especial na busca do Porto do Rio Grande como o HUB PORT do Cone Sul, com a assinatura da segunda etapa da dragagem de manutenção do canal de acesso ao porto, que já está acontecendo e conta com um investimento de R$ 94,5 milhões de reais.

Para o futuro, o presidente da autoridade portuária apresentou os esforços contínuos para o ano que vem, como a atuação do Vessel Traffic Service – VTS e a manutenção da sinalização viária do Porto do Rio Grande. Ações como a modernização e manutenção da infraestrutura de acostagem e os levantamentos hidrográficos dos canais da hidrovia também foram apresentados.

Com relação aos demais projetos, as instituições que representam as quatro hélices do programa estiveram presentes com seus líderes, entre eles o Prefeito do Rio Grande, Fábio Branco, a Secretária de Desenvolvimento, Inovação e Turismo do Município, Luciane Compiani, o reitor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Danilo Giroldo, o diretor-presidente do Arranjo Produtivo Local (APL) Marítimo do Rio Grande do Sul, Arthur Baptista, entre outros representantes.

O Grande Pacto pela Inovação é formado pelo poder público, universidades, iniciativa privada e sociedade civil organizada.

Portal Fator Brasil - RJ   11/12/2023

Somente neste ano, foram operadas mais de 160 mil unidades no terminal administrado pela Santos Brasil.

O Terminal de Veículos (TEV) administrado pela Santos Brasil no Porto de Santos bateu em outubro a marca de três milhões de unidades movimentadas em seus 15 anos de operação.

Único terminal do País projetado especificamente para atender veículos, o TEV possui capacidade operacional para 300 mil automóveis por ano e responde por mais de 90% de toda a movimentação do Porto de Santos e por cerca de 40% dos carros importados e exportados pelas montadoras brasileiras, de acordo com dados da Logcomex e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O terminal é um dos mais modernos de importação e exportação de veículos do mundo, com elevados padrões internacionais de eficiência e segurança na movimentação de veículos leves e pesados e atende, principalmente, o mercado da América da Sul.

Está localizado em área contígua à do Tecon Santos, terminal de contêineres também administrado pelo Santos Brasil, o que faz com que a Companhia tenha, no Porto de Santos, o maior berço linear da América Latina. São 1.510m de cais, permitindo a atracação simultânea de três navios de 366m, do tipo New Panamax, e um navio RoRo (para veículos e cargas rolantes), ou quatro porta-contêineres convencionais e um navio RoRo.

Em 2022, 281.014 veículos foram movimentados no terminal – 257.673 leves e 23.341 pesados (o que inclui ônibus, caminhões, máquinas agrícolas e equipamentos para a construção civil), com a quebra de sucessivos recordes de movimentação. Nos nove primeiros meses de 2023, ano que tem sido marcado por retração do consumo em todo o mundo, foram operadas 161.512 unidades, 141.831 leves e 19.681 pesadas.

—A marca dos 3 milhões de veículos movimentados é importante não apenas para a Santos Brasil, mas também para o Porto de Santos. É resultado de muito trabalho e da excelência do serviço realizado, tendo como pilares a capacitação e a segurança do nosso time, bem como a satisfação dos nossos clientes. Além disso, coloca o TEV e o Porto de Santos em posição de destaque no cenário logístico de movimentação de veículos, um segmento importantíssimo para a economia do Brasil— diz Vitor Lousada, gerente de Operações do TEV.

O TEV possui a certificação OEA — Operador Econômico Autorizado, o que faz do terminal um parceiro estratégico da Receita Federal e um operador de baixo risco, confiável nos âmbitos nacional e internacional. Na prática, a conquista se traduz em uma série de benefícios oferecidos pela Aduana Brasileira, relacionados à maior agilidade e previsibilidade de cargas nos fluxos do comércio internacional.

Santos Brasil —A Santos Brasil é referência em operações portuárias e logísticas. Foi criada há 26 anos para operar o Tecon Santos (SP), maior e mais eficiente terminal de contêineres da América do Sul. Neste período, já investiu mais de R$ 9 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos e tecnologia, contribuindo para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.

Atua nacionalmente por meio de dez terminais estrategicamente localizados — sendo três de contêineres (Tecon Santos em SP, Tecon Imbituba em SC e Tecon Vila do Conde no PA), um de veículos em Santos, três de carga geral (um em Imbituba e dois arrendamentos temporários em Santos, na margem direita do porto), e três de granéis líquidos em Itaqui (MA). Através da Santos Brasil Logística, que opera de maneira integrada aos terminais, oferece soluções completas do porto ao e-commerce aos seus mais de 9.400 clientes.

A Santos Brasil é listada no Novo Mercado da B3, o mais elevado padrão de governança corporativa, e signatária do Pacto Global, da ONU, que mobiliza empresas para o avanço relacionado à sustentabilidade. Faz parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 e do índice S&P/B3 ESG. É certificada pelo GPTW, como uma das melhores empresas para se trabalhar, pelo quinto ano consecutivo.

PETROLÍFERO

Valor - SP   11/12/2023

A Chevron Corporation é a segunda maior empresa petrolífera dos Estados Unidos

Depois de operar durante um século na Venezuela, passando por altos e baixos e sanções dos Estados Unidos, a Chevron Corp. está sendo testada novamente.

Se o presidente do país, Nicolás Maduro, cumprir a sua ameaça de anexar uma enorme área da vizinha Guiana, os analistas esperam que os EUA restabeleçam sanções e potencialmente revoguem uma licença que permitiu à gigante petrolífera retomar as operações na Venezuela. 

Se a ameaça de Maduro for mais longe, a administração dos EUA provavelmente limitará a capacidade da Chevron de operar naquele país”, segundo Shreiner Parker, diretor-executivo para a América Latina da empresa de pesquisa Rystad Energy.

“A própria Chevron pode decidir que não gostaria de operar num país que invadiu um vizinho soberano”, disse ele por telefone à "Bloomberg". 

A Chevron, que abriu seu primeiro escritório na Venezuela em 1923, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. Maduro afirma que concederá novas licenças de exploração de petróleo em Essequibo e ordenará a saída de empresas que já atuam na área. 

Guiana intensifica medidas de segurança

A Guiana está intensificando as medidas de segurança e os militares do Brasil aumentaram a sua presença ao longo da fronteira. Os EUA, entretanto, apelaram à Venezuela para que respeite o território como sendo da Guiana até que a questão seja resolvida num tribunal internacional. 

Na quinta-feira, o vice-presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, instou as empresas petrolíferas que operam lá a ignorarem a ordem de Maduro para partir, dizendo que o governo defenderá a sua soberania. “Qualquer tentativa de exploração de petróleo por parte de suas empresas petrolíferas ou de empresas estatais em nosso território será vista como uma incursão da Guiana”, disse Jagdeo em entrevista coletiva.

A disputa ocorre no momento em que a oposição política de Maduro se consolida antes das eleições presidenciais do próximo ano. As pesquisas mostram que a opositora María Corina Machado lidera as intençoes de voto, razão pela qual muitos analistas vêem a ameaça do Essequibo como um alarde político destinado a levantar o ânimo nacionalista e a reunir os principais apoiadores do governo socialista. 

Maduro conquistou uma vitória esmagadora em um plebiscito, realizado no domingo, que colocou cinco questões sobre se o pedaço de território rico em petróleo, do tamanho da Flórida, deveria ser governado pela Venezuela. Cerca de 95% dos eleitores apoiaram a posição do governo, mas os números de participação - que os críticos dizem ter sido inflacionados - ficaram muito aquém da meta de Maduro. 

“Acreditamos que o referendo serviu como uma demonstração de apoio às políticas de Maduro e uma tentativa de construir um sentimento de unificação entre os eleitores”, disse Luiz Hayum, analista de upstream para a América Latina da Wood Mackenzie, por e-mail. “Mas acreditamos que há uma probabilidade muito baixa de que se transforme num amplo conflito armado.” 

Em teoria, os campos petrolíferos ao largo da Guiana que a Chevron está  comprando com a sua aquisição da Hess Corp., por US$ 53 bilhões, que tem parceria com a Exxon Mobil Corp. na Guiana, também poderá estar em perigo devido à ameaça de Maduro. 

Mas os analistas consideram improvável que a Venezuela assuma essa produção offshore devido, em parte, aos desafios logísticos significativos que o país sul-americano não está preparado para enfrentar.

A Chevron espera que o seu acordo com Hess seja concluído no primeiro semestre de 2024. No entanto, os analistas alertam que Maduro é um ator irracional rodeado de bajuladores que nem sempre fornecem ao presidente fatos empíricos. 

Isso poderá levar Maduro a tomar decisões que atrapalhem os esforços da Venezuela para aumentar a produção de petróleo e gerar receitas tão necessárias, agora que os EUA aliviaram as sanções.

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