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INDA

Investing - SP   21/06/2024

As importações de aço plano no Brasil devem começar a ser impactadas pela medida de proteção comercial adotada pelo governo federal entre o final do terceiro trimestre e o último trimestre deste ano, afirmou nesta quinta-feira o presidente da associação de distribuidores Inda, Carlos Loureiro.

De acordo com dados do Inda divulgados nesta quinta-feira, as importações de aço plano pelo Brasil no mês passado subiram 28% ano a ano, para 243,6 mil toneladas. No acumulado de janeiro a maio, o avanço foi de 26% sobre o mesmo período em 2023.

O Inda prevê que as vendas de distribuidores de aços planos no Brasil cresça 1% em junho ante maio, para 318,7 mil toneladas. Segundo a associação, as vendas de aço plano no país recuaram 5% no mês passado na comparação com abril, e caíram 4,7% sobre o mesmo período um ano antes.

O presidente do Inda também disse que o setor não deve observar grandes aumentos de preços pelas usinas, já que há um grande volume de material na mão de importadores que ainda não foi colocado no mercado.

Portal Fator Brasil - RJ   27/06/2024

As compras de aço do mês de maio registraram queda de 9,1% perante a abril, com volume total de 314,2 mil toneladas contra 345,7 mil. Frente a maio do ano passado (354,5 mil toneladas), apresentou queda de 11,4%, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), divulgados no dia 25 de junho (terça-feira).

Importações: Chapas Grossas, Laminados a Quente, Laminados a Frio, Chapas Zincadas a Quente, Chapas Eletro-Galvanizadas, Chapas Pré-Pintadas e Galvalume. As importações encerraram o mês de maio com alta de 0,6% em relação ao mês anterior, com volume total de 243,6 mil toneladas contra 242,3 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (190,4 mil toneladas), as importações registraram alta de 28,0%.

Projeções — O presidente Executivo do Instituto, Carlos Jorge Loureiro, apresentou os números de fechamento do mês de maio de 2024 e as previsões para este mês. Para junho de 2024, a expectativa da rede associada é de que as compras e vendas tenham uma alta de 1,0% em relação a maio.

SIDERURGIA

Valor - SP   05/06/2024

Cerca de um mês depois de fixar cotas para importação de 11 tipos de produtos siderúrgicos, o governo brasileiro decidiu estender a aplicação do direito definitivo de antidumping sobre dois tipos de aço inoxidável com origem na China. A medida veio em resposta a um pedido da Aperam South America, maior produtora de aço inoxidável da América Latina.

Em sua decisão, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aponta que, embora o volume importado de laminados a frio que já eram alvo do antidumping tenha crescido 278,8% no período analisado, as importações dos outros dois tipos de aço inoxidável saltaram 514,4% no mesmo intervalo.

No fim do ano passado, a Aperam anunciou a suspensão da terceira etapa de seu pacote de investimentos no país, previsto para os anos de 2024 e 2025, diante do excesso de oferta de aço inoxidável no mercado doméstico provocada pela forte entrada de produtos chineses. Conforme Damasceno, ainda não é possível dizer que os investimentos serão descongelados.

IstoÉ Dinheiro - SP   06/06/2024

Em 2023, as autoridades argentinas iniciaram processo de revisão da medida, com participação ativa do governo brasileiro, que prestou todos os esclarecimentos. Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mantiveram diálogo com as empresas nacionais envolvidas e atuaram de modo constante no processo.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Mdic informaram que a suspensão da medida torna as exportações de talheres do Brasil mais competitivas para aquele mercado e abre novas oportunidades para mais produtores brasileiros. “Trata-se de resultado positivo para o setor e para a relação econômico-comercial do Brasil com a Argentina”, destacou o comunicado.

Prática autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), a tarifa antidumping consiste na sobretaxação de produtos produzidos abaixo do nível de custo. Esse tipo de medida tem como objetivo proteger a indústria nacional de concorrência desleal com produtos importados.

Globo Online - RJ   12/06/2024

O setor siderúrgico no Brasil teme que uma nova regra da União Europeia (UE), que vai entrar em vigor em 2026 e visa a evitar a entrada de produtos com alta pegada de carbono no bloco, acabe elevando as importações de aço aqui, acirrando a concorrência com o produto nacional. Por isso, quer que o governo brasileiro adote norma semelhante.

A ideia é evitar o que os especialistas chamam de vazamento de carbono, ou seja, que as fábricas europeias transfiram suas instalações para países que não têm normas ambientais tão rígidas e, assim, possam continuar produzindo produtos com altas taxas de emissão de CO2. Com o Cbam, os produtos fabricados fora da UE terão de fazer o ajuste de fronteira e pagar pelas emissões.

Inicialmente, o Cbam será aplicado a importações de aço, minério de ferro, alumínio, eletricidade, fertilizantes e cimento. No caso do setor siderúrgico, as exportações para a União Europeia representaram 8,3% do total exportado em 2023.

O instituto diz ainda que a produção de aço no Brasil responde por 4% das emissões de gases de efeito estufa no país, inferior à média de 7% dessas emissões na produção mundial de aço.

O Estado de S.Paulo - SP   18/06/2024

No início de março, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obteve da Secex uma decisão para investigação das importações de folha metálica (estanhada e cromada) de origem chinesa. A CSN é a única fabricante desse tipo de aço no País, utilizado na fabricação de embalagens diversas, como latas de tintas. O pleito foi feito em novembro.

Outros pedidos de investigação estão a caminho. Segundo o Estadão apurou com pessoas ligadas às empresas, recentemente pelo menos três pedidos entraram na Secex. A China, maior produtor mundial de aço e maior exportador de produtos siderúrgicos, é o alvo dos pleitos. Estimativas apontam que os embarques do país ao exterior neste ano podem chegar a 113 milhões de toneladas, alta de 25% ante 2023. O Brasil, além de outros países da América Latina, são mercados em que as usinas chinesas vêm fazendo desova de excedentes devido à retração da demanda no mercado chinês.

O aço inox é empregado na fabricação de utensílios domésticos diversos, na indústria alimentícia (tanques de leite, de cerveja), material hospitalar, escapamentos de automóveis e bens de linha branca. Segundo dados do MDIC, importações de aços inoxidáveis planos e não planos subiram de 113 mil toneladas em 2019 para 170 mil em 2022 e ficaram próximas de 160 mil toneladas no ano passado. O mercado nacional demanda cerca de 360 mil toneladas. Ou seja, um índice de penetração de quase 45%.

Os recursos seriam aplicados em melhorias tecnológicas na usina e no enobrecimento do mix de produtos, com a instalação de novo equipamento de laminação a frio de aço em bobinas na usina.

Investing - SP   19/06/2024

O sistema que eleva para 25% o imposto de importação de alguns produtos de aço e fixa cotas de volume de importação para esses produtos deve começar a ter efeitos no setor a partir do segundo semestre, afirmou o presidente do conselho do Instituto AçoBrasil, Jefferson de Paula, nesta terça-feira.

O Aço Brasil estima que, com a medida do governo, deixarão de ser importadas entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas do material, que em vez de serem importadas serão vendidas no mercado interno em 2024. Além disso, o consumo aparente deve subir entre 1% e 3% no mesmo período.

As importações, antes esperadas para subirem 20% este ano, agora devem cair 7%, segundo dados divulgados pela entidade representativa do setor. As exportações, por sua vez, devem recuar 4,2%, contra previsão de alta de 1,3% no ano passado.

A exportação de aço neste período recuou 16% na comparação anual, a 4,24 milhões de toneladas, enquanto as importações do material no acumulado do ano até maio subiram 26,4%, para 2,31 milhões de toneladas, de acordo com o Aço Brasil.

Após a decisão do Gecex, a entidade prevê um leve aumento de 0,7% na produção de aço bruto em 2024, versus previsão anterior de queda de 3% no período. As vendas internas do material devem subir 2,5%, ante expectativa passada de queda de 6%.

Portal Fator Brasil - RJ   24/06/2024

Em maio de 2024 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,6 milhões de toneladas, uma redução de 7,4% frente ao apurado no mesmo mês de 2023. Já a produção de laminados foi de 1,9 milhão de toneladas, 1,9% inferior à registrada em maio de 2023. A produção de semiacabados para vendas foi de 586 mil toneladas, uma queda de 37,6% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2023, de acordo com dados do Instituto Aço Brasil (IABr), divulgados no dia 18 de junho de 2024 (terça-feira).

— A indústria siderúrgica exerce um papel relevante no desenvolvimento econômico, tanto do estado quanto do país. Mantém a economia em movimento, gera empregos, investimentos, fornece insumos para diversos outros setores, e contribui para o comércio exterior. Temos um importante parque siderúrgico instalado no estado e o crescimento da produção de aço reflete o avanço da economia fluminense — afirmou o governador Cláudio Castro.

De acordo com o Instituto Aço Brasil(IABr), em maio de 2024, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,5 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 7,4% na produção nacional frente ao apurado no mesmo mês de 2023. No acumulado do ano, o país produziu 13,5 milhões de toneladas de aço bruto, o que representa um aumento de 0,6% ante o mesmo período de 2023.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   06/06/2024

O dado mais significativo das Contas Nacionais reveladas nesta terça-feira foi o forte avanço do consumo das famílias, de 1,5% em relação ao trimestre anterior, que guarda correspondência, na ótica da demanda, com o crescimento de 1,4% do setor de serviços.

A contrapartida desse efeito é o aumento da inflação dos serviços, principal preocupação do Banco Central na definição da política monetária. Se vier ou uma parada na redução dos juros ou, até mesmo, um certo aumento, será inevitável o impacto sobre este setor que mostrou forte dinamismo no primeiro trimestre.

Embora mostre bom crescimento no trimestre, o volume de poupança e o de investimento em relação ao PIB continua muito baixo, de 16,3% e de 16,9%, respectivamente. Continua muito aquém dos 22% do PIB que poderiam garantir crescimento futuro sustentável do PIB.

Globo Online - RJ   07/06/2024

O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou nesta quinta em Pequim as afinidades geopolíticas entre Brasil e China, em meio às turbulências atuais do cenário mundial. A sintonia entre os dois países em busca de uma reforma na governança global contribui para “um mundo mais justo”, disse Alckmin durante a VII sessão plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). Nesta sexta está previsto um encontro de Alckmin com o presidente da China, Xi Jinping.

Após a reunião, que incluiu relatos das onze subcomissões temáticas da Cosban, foi divulgada uma série de acordos entre os dois países, entre eles a nova versão do Fundo Brasil-China. O mecanismo destinado a financiar projetos de infraestrutura prioritários no Brasil foi lançado originalmente em 2015, mas não andou por uma série de entraves burocráticos. Agora a expectativa é que ele ganhe agilidade sob a operação do BNDES e do chinês Claifund, que tem US$ 10 bilhões disponíveis para investimentos na América Latina.

Sintonias geopolíticas à parte, Alckmin demonstrou afinidades culturais com a China que agradaram em cheio os anfitriões. Médico com especialização em anestesiologia, o vice-presidente também tem formação em acupuntura, uma das principais práticas da medicina tradicional chinesa. Em visita à famosa farmácia Tong Ren Tang, fundada em 1669, Alckmin recebeu explicações sobre medicamentos curiosos, como uma pílula contra AVC feita de pedra de vesícula de boi, e fez uma demonstração de acupuntura aos seus anfitriões.

O vice-presidente arrancou gargalhadas ao ser perguntado se lhe sobra tempo de praticar o acupunturismo em meio a sua agenda de trabalho no governo.

CNN Brasil - SP   11/06/2024

O diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, reforçou nesta segunda-feira (10) que não há relação uma mecânica entre as políticas monetárias dos Estados Unidos e do Brasil.

Em sua apresentação, Picchetti também voltou a abordar a preocupação do BC com a melhora do mercado de trabalho e, em especial, da renda, que podem pressionar a inflação no Brasil. Ao mesmo tempo, ele pontuou que não existe uma transmissão direta dos rendimentos salariais para preços de serviços.

Picchetti participou nesta segunda-feira do webinar “Desafios de Política Monetária”, promovido pela FGV/EESP.

O Estado de S.Paulo - SP   12/06/2024

O Banco Mundial projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2% este ano e 2,2% no próximo, segundo relatório de perspectivas econômicas globais, divulgado nesta terça-feira, 11. Em abril, a instituição havia previsto expansão de 1,7% em 2024 e 2,0% em 2025.

No entanto, a instituição ressalta o impacto dos juros sobre a expansão econômica, pontuando que os cortes esperados sofreram uma moderação em meio a pressões inflacionárias persistentes nas principais economias. “Pelos padrões históricos, as perspectivas globais permanecem moderadas: tanto os países com economias avançadas quanto mercados emergentes e em desenvolvimento deverão crescer a um ritmo mais lento entre 2024-26 do que na década anterior à pandemia”, escreveu o Banco Mundial.

Estima-se que as economias em desenvolvimento cresçam 4%, em média, entre 2024 e 2025, um pouco mais devagar do que em 2023. Já entre economias de baixo rendimento, espera-se que o crescimento acelere para 5% em 2024, contra 3,8% em 2023. Nas economias avançadas, o crescimento deverá permanecer em 1,5% em 2024, antes de subir para 1,7% em 2025, afirma o Banco Mundial.

O Estado de S.Paulo - SP   14/06/2024

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, defendeu nesta quinta-feira, 13, o compromisso do governo federal com a responsabilidade fiscal. Alckmin declarou ter “absoluta confiança” de que o dólar voltará a se desvalorizar ante o real, passado o momento atual de turbulência.

Alckmin refutou mirar um câmbio de equilíbrio para a economia brasileira, mas garantiu que a valorização recente do dólar é passageira. “Eu tenho certeza de que essa elevação dos últimos dias é transitória. (Tenho) Absoluta confiança nisso. O Brasil tem números, tem bases sólidas e tem compromisso com a responsabilidade fiscal”, reforçou.

Alckmin aproveitou a oportunidade para destacar a assinatura, na quarta-feira, de um decreto como presidente em exercício, tirando o IPI na saída dos produtos para doação ao Rio Grande do Sul. “São R$ 140 milhões até 31 de dezembro. Foi retirado o IPI na saída dos produtos quando for doação para o Estado do Rio Grande do Sul.”

Infomoney - SP   20/06/2024

A indústria brasileira, que vinha ensaiando uma recuperação nos últimos meses, sofreu o impacto da calamidade climática no Rio Grande do Sul e teve piora em seus principais indicadores setoriais no mês, segundo a Sondagem Industrial divulgada nesta quarta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A CNI disse em nota que o movimento de recuo da produção é comum para os meses de maio, mas que ele se mostrou mais intenso e disseminado neste ano e que ele foi influenciado, principalmente, pela queda da produção na região Sul. Com as fortes chuvas e enchentes no índice para a região atingiu 39,6 pontos em maio.

Em linha com o recuo na produção, houve queda de 1 ponto percentual na Utilização da Capacidade Instalada, que atingiu 69% no período. Esse recuo também foi altamente influenciado pelo resultado do Sul. A região teve queda de 9 p.p., para 63% no uso da capacidade.

Em junho de 2024, o indicador de expectativa de quantidade exportada atingiu 52,8 pontos, enquanto o indicador de expectativa de número de empregados atingiu 51,8 pontos. Na passagem de maio para junho, ambos os indicadores avançaram 0,2 ponto percentual para cima.

O indicador de intenção de investimento atingiu 57,4 pontos, após avançar 0,5 ponto a mais que o de maio. Com o avanço, o índice se encontra 5,5 pontos acima da média histórica da série, de 51,9 pontos.

CNN Brasil - SP   24/06/2024

A desvalorização do real superou as perdas do peso argentino, colocando a moeda com o segundo pior desempenho do ano, de acordo com levantamento feito a pedido da CNN por Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta Consultoria.

O que chama atenção é que a moeda brasileira passava por um momento positivo forte no final do ano passado. Entre os fatores que impulsionaram os ativos brasileiros, estava a perspectiva favorável em relação ao exterior.

Com os juros se mantendo elevados por mais tempo nos EUA, o cenário tende a ser desfavorável para o resto do mundo como um todo. Porém, mesmo que o “externo esteja ruim [para todos], o Brasil fica no fim da fila por causa das razões internas”, diz Evandro Buccini, sócio e diretor de Crédito e Multimercados da Rio Bravo Investimentos.

Não obstante, a alta do dólar ante o real, apesar de ser observada desde o começo do ano, ganhou muito mais força em abril.

Perspectiva

De acordo com as projeções do Prisma Fiscal, pesquisa de mercado realizada pelo Ministério da Fazenda, a dívida pública deve se estabilizar apenas entre 2032 e 2033 no patamar de 90% do PIB.

O último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central aponta que o mercado vê o dólar cotado em R$ 5,13 no final deste ano.

Infomoney - SP   25/06/2024

O Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 3,4 bilhões em maio, ante um superávit de US$ 1,1 bilhão no mesmo mês do ano passado, informou nesta segunda-feira (24) o Banco Central do Brasil.

Com isso, o déficit acumulado em 12 meses encerrados em maio de 2024 passou para US$ 40,1 bilhões (1,79% do PIB), ante US$ 35,7 bilhões (1,60% do PIB) no mês anterior. Mas ficou abaixo dos US$ 45,3 bilhões (2,24% do PIB) observados em maio de 2023.

O superávit da balança comercial de bens atingiu US$ 6,4 bilhões em maio de 2024, ante saldo positivo de US$ 9,3 bilhões em maio de 2023. As exportações de bens totalizaram US$ 30,7 bilhões (-6,9% na comparação interanual) e as importações de bens somaram US$ 24,3 bilhões (+3,1%).

O déficit na conta de serviços totalizou US$ 4,5 bilhões em maio de 2024, ante US$3,2 bilhões em maio de 2023, com crescimento de 38,9%.

O déficit em renda primária somou US$ 5,2 bilhões em maio de 2024, ligeiramente acima do déficit registrado em maio de 2023, de US$ 5,1 bilhões.

As reservas internacionais somaram US$ 355,6 bilhões em maio de 2024, um aumento de US$ 4,0 bilhões em relação ao mês anterior. Esse aumento decorreu, principalmente, de contribuições positivas de variações por preços, US$ 1,9 bilhão, e por paridades, US$ 804 milhões. As receitas de juros somaram US$727 milhões no mês.

CNN Brasil - SP   27/06/2024

A confiança da indústria no Brasil apresentou ganho em junho pelo terceiro mês seguido diante da melhora na avaliação da situação atual, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (26).

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,4 ponto na comparação com o mês anterior e foi a 98,4 pontos, de acordo com os dados da FGV.

Apesar da queda pontual nas expectativas, há uma perspectiva positiva relacionada ao ambiente de negócios no decorrer do segundo semestre”, explicou o economista do FGV IBRE Stéfano Pacini em nota.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, teve alta de 1,1 ponto, a 99,3 pontos, maior patamar desde setembro de 2022, segundo a FGV.

Por outro lado o Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, caiu 0,4 ponto, para 97,6 pontos, interrompendo sequência de três altas consecutivas.

Agência Brasil - DF   28/06/2024

O Banco Central (BC) elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 1,9% para 2,3%, segundo o relatório de inflação do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (27). No primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 0.8%, ritmo considerado “robusto e superior ao esperado” pelo BC. O banco avaliou ainda que as enchentes no Rio Grande do Sul terão um impacto menor na atividade econômica do que o esperado.

Segundo o relatório, no cenário doméstico, a atividade econômica e o mercado de trabalho se mostraram aquecidos, o que contribuiu para a queda no desemprego e aumento nos salários. “Esses fatores justificaram revisão para cima da projeção de crescimento do PIB em 2024, de 1,9% para 2,3%. As enchentes no Rio Grande do Sul causaram expressiva queda na atividade econômica gaúcha, mas já há sinais de recuperação”, disse o BC.

Cenário externo

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   06/06/2024

A extração mineral no local atualmente está proibida. No entanto, em outubro do ano passado, a Agência Nacional de Mineração (ANM) permitiu a retirada de 800 mil toneladas de minério que já haviam sido beneficiados e estavam estocados. Com a grande movimentação de caminhões, moradores das comunidades vizinhas e ativistas do Fórum Pemanente São Francisco e do Projeto Manuelzão passaram a questionar se os órgãos públicos estavam acompanhando os trabalhos e se havia garantias de que a Empabra não teria voltado a extrair minério.

Segundo nota divulgada pela Empabra, o controle da mineradora foi assumido em 2013 pela empresa Green Metals com o objetivo de recuperar a área da Mina Granja Corumi. A ideia é formar um corredor ecológico integrando o Parque Estadual da Baleia ao Parque das Mangabeiras. Ações de restauração teriam sido realizadas até 2018, quando a Semad embargou as atividades no local. De acordo com a mineradora, a paralisação gerou novos problemas como erosão a acúmulo de materiais, que estavam sendo enfrentados desde o aval da ANM no ano passado até a nova suspensão determinada no mês passado pela prefeitura de Belo Horizonte.

Agência Brasil - DF   07/06/2024

A caução ambiental instituída em Minas Gerais para assegurar a recuperação de áreas afetadas por barragens está em revisão. A medida obriga os empreendedores responsáveis pelas estruturas a garantir recursos que poderão ser usados em caso de necessidade. Embora esteja prevista na Lei Mar de Lama Nunca Mais, que foi aprovada em 2019, a norma só saiu do papel no fim do ano passado, quando foi regulamentada em decreto assinado pelo governador Romeu Zema.

Em março, uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) evidenciou o descontentamento em torno do decreto. Atingidos por barragens e ambientalistas criticaram o governo por publicar o decreto no apagar das luzes de 2023 sem que houvesse uma discussão prévia com a participação da sociedade civil. Além disso, eles consideraram que a fórmula estabelecida subdimensiona os valores necessários.

Conforme as regras fixadas, a caução poderia ser implementada em até três anos, com garantia de 50% do valor no primeiro ano e de 25% nos demais. Caberia ao empreendedor apresentar proposta a ser aprovada como um dos requisitos no processo de licenciamento. No caso de estruturas já existentes e licenciadas, foi dado prazo de 180 dias para formalização da proposta.

O decreto prevê a necessidade de uma caução ambiental para cada barragem. A caução como garantia durante toda a vida útil da estrutura, podendo o empreendedor resgatá-la após a conclusão da descaracterização e da recuperação ambiental da área.

IstoÉ Dinheiro - SP   10/06/2024

As cobranças por transições energéticas e a redução de carbono na atmosfera devem causar uma revolução industrial no setor de minérios, avaliou o empresário Lucas Kallas. A declaração foi dada neste sábado, 8, durante o evento do Esfera Brasil.

O painel ainda destacou o futuro da infraestrutura do Brasil e o convênio com a iniciativa privada. Além de Kallas, participaram do painel os ministros Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.

Investing - SP   13/06/2024

Os preços dos contratos futuros do minério de ferro tiveram negociações sem direção única nesta quarta-feira, com o apoio da melhora dos dados econômicos da China, principal mercado consumidor do minério, compensando parcialmente a pressão persistente da fraca demanda de curto prazo, dos altos estoques no porto e do dólar norte-americano mais forte.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 0,92%, a 810,5 iuanes (111,74 dólares) a tonelada. O contrato caiu mais de 4% na terça-feira.

Os preços ao produtor, que estavam em deflação desde setembro de 2022, caíram em um ritmo mais lento de 1,4% em maio, após uma contração de 2,5% em abril, frente à previsão de queda de 1,5%.

Os analistas da Soochow Futures preveem que os preços manterão a tendência de baixa nesta semana, citando a demanda moderada, os embarques relativamente estáveis e um novo aumento nos estoques portuários.

Monitor Digital - RJ   14/06/2024

A Vale participou nesta terça e quarta-feira, no Rio de Janeiro, da primeira edição latino-americana do FII Priority Summit, evento realizado pelo FII Institute para discutir como o investimento em transição ecológica, tecnologia, inovação e inclusão social pode construir uma nova ordem global que priorize a dignidade para todos. A empresa apresentou sua estratégia para acelerar a transição energética e a descarbonização do planeta.

A Vale já anunciou três Mega Hubs no Oriente Médio (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã) e assinou acordos para estudar o desenvolvimento do mesmo modelo no Brasil. Nos Mega Hubs, a empresa irá produzir briquetes, aglomerados de minério de ferro de baixa emissão de carbono, que serão usados como insumo para a produção de metálicos.

A Future Investment Initiative (FII) é uma fundação global sem fins lucrativos, orientada por dados, com um braço de investimento centrado em iniciativas de impacto para a humanidade. Através das suas cúpulas Priority, o instituto reúne as principais mentes para promover a inovação e soluções sustentáveis em todo o mundo.

Revista Mineração - SP   21/06/2024

A indústria da mineração investiu mais de R$ 10 bilhões em medidas de segurança e prevê ainda mais de R$ 30 bilhões em investimentos para descaracterizar todas as barragens construídas pelo método conhecido como ‘a montante’.

Segundo o levantamento apresentado, com base em dados oficiais, de fevereiro de 2019, mês seguinte ao rompimento da barragem em Brumadinho (MG), até abril de 2024 o número de barragens em descaracterização diminuiu de 74 para 52. A expectativa é que mais de 90% sejam descaracterizadas até 2027.

Ainda segundo os dados divilgados, das 52 barragens a montante, 5 estão no Nível de Emergência 2 e outras 3 no Nível de Emergência 3, e as pessoas que se situavam nas áreas próximas a estas estruturas foram evacuadas temporariamente.

O diretor-presidente pontuou ainda que o Ibram e as mineradoras associadas assumiram compromissos públicos de agir para tornar o setor ainda mais seguro, responsável e sustentável e tornar a relação dessa indústria com o público mais próxima, aberta ao diálogo e transparente.

No entanto, o executivo fez questão de observar que nenhuma atitude do setor será capaz de repor as vidas perdidas por causa dos rompimentos, eventos que custaram as vidas, inclusive, de pessoas que atuavam na mineração.

Valor - SP   24/06/2024

Com US$ 64,5 bilhões em investimentos estimados até 2028 e reservas que estão entre as maiores do mundo, o setor mineral coloca o Brasil na dianteira da corrida global pelo fornecimento de metais e insumos críticos para a transição energética. Mas há gargalos que podem comprometer essa posição, mostra estudo da EY, intitulado “A atratividade do setor mineral brasileiro”.

Muitos desses minerais, afirmou Sartorio, terão demanda global crescente com a transição energética, abrindo novas oportunidades para o setor. Carros elétricos, por exemplo, tem quase seis vezes mais quantidade de minerais críticos, cerca de 200 quilos, que os automóveis com motores a combustão. Estruturas solares e de geração eólica também levam esses insumos. Conforme o estudo, enquanto a demanda global de lítio pode crescer até 42 vezes até 2040, a de grafita deve subir 25 vezes e a de terras raras, 7 vezes.

O primeiro desafio mapeado pelo estudo, que pode jogar contra futuros investimentos, é o baixo conhecimento geológico em relação a outros países mineradores, como Canadá e Austrália, que contam com mapeamento mais abrangente e são mais ágeis no compartilhamento dessas informações, muitas vezes oferecendo incentivos à iniciativa privada para atuar nessa frente junto com os órgãos de governo. Por aqui, somente 27% do território está mapeado na escala mínima (1:100.000) adequada para início de um projeto de prospecção mineral.

Condições menos atraentes para a captação doméstica de recursos se reflete ainda na origem do dinheiro que tem sido aplicado em projetos de exploração: menos de 1% do total foi levantado internamente em 2023. Nos últimos três anos, as empresas brasileiras de mineração captaram um total de US$ 9,6 bilhões, dos quais 81% em dólares. Na China, esse valor chegou a US$ 327 bilhões e no Canadá, a US$ 68,6 bilhões.

Do lado do marco regulatório, a constatação é que os processos de outorga e licenciamento são mais demorados no Brasil do que em outros países produtores. Já houve alinhamento aos critérios internacionais e melhorias, mas ainda há mais a fazer. A expectativa, agora, gira em torno da publicação do Plano Nacional de Mineração 2050.

Portal Fator Brasil - RJ   27/06/2024

Transação ajuda companhia a reduzir os custos de juros. A operação foi realizada pela Vale Overseas Ltd, subsidiária da empresa sediada no Rio de Janeiro.

A Vale, segunda maior produtora mundial de minério de ferro, acessou o mercado internacional de dívida pela primeira vez em um ano. A companhia captou US$ 1 bilhão por meio da emissão de títulos com vencimento em 30 anos.

Ao mesmo tempo, a empresa quer recomprar até US$ 500 milhões em títulos com vencimento em 2034, 2036 e 2039, de acordo com um comunicado divulgado na terça-feira. A transação está sujeita à conclusão de uma oferta de notas da Vale Overseas, disse a empresa.

A Vale acessou o mercados global pela última vez em junho de 2023, quando vendeu US$ 1,5 bilhão em títulos com vencimento em 2033. Essas notas proporcionaram aos investidores uma perda de 1% desde o início do ano, em comparação com um ganho de 2,7% para títulos de mercados emergentes. de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Agência Senado - DF   04/06/2024

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou no último dia 28 de maio a lei que concede incentivo fiscal para estimular a troca de máquinas e equipamentos pelas empresas (Lei 14.871, de 20224). A lei decorre do PL 2/2024 e autoriza o Poder Executivo a conceder cotas de depreciação acelerada para máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos adquiridos até 31 de dezembro de 2025, destinados ao ativo imobilizado e utilizados em atividades econômicas a serem definidas por decreto. Relatado pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), o projeto foi aprovado no Senado no final do mês de abril.

O texto permite que a empresa deduza do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 50% do valor do equipamento adquirido no ano em que for instalado ou entrar em operação e 50% no ano seguinte. Isso é o que se chama “depreciação acelerada”. Caso haja saldo remanescente não depreciado no ano de instalação do bem, o valor poderá ser depreciado nos anos seguintes, até o limite do valor total do bem.

A lei foi sancionada com veto a apenas um item (VET 12/2024). O presidente Lula vetou a parte que determinava um prazo para o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliar a política pública prevista na lei. Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, o Executivo reconhece a boa intenção da medida, mas aponta que a previsão "prejudica a autonomia do gestor público da política, ao prever que o Tribunal avalie a ação governamental anteriormente à avaliação que compete ao órgão responsável no âmbito do Poder Executivo federal".

Valor - SP   05/06/2024

A América do Sul foi responsável por 3,3% das vendas líquidas da fabricante de máquinas de linha amarela Volvo CE no primeiro trimestre, com receita de 759 milhões de coroas suecas (R$ 369,7 milhões). O valor ficou estável na comparação com o início de 2023, mas foi a única área geográfica que não retrocedeu no indicador.

O principal gargalo para aumentar as vendas de máquinas de construção está no financiamento ao cliente, aponta Daniel, e uma solução para o problema fica mais distante com a incerteza sobre o corte nos juros. “Quando você financia bem de capital com custo de bem de consumo, você obviamente restringe a possibilidade de escalabilidade”, diz o executivo.

Com financiamento mais caro, os clientes preferem postergar o investimento, utilizar maquinário antigo e não receber o incremento de produtividade que as novas tecnologias poderiam oferecer.

O futuro do negócio envolve menos a venda de maquinário “solto” e mais a comercialização de plataformas de soluções que visem o aumento de produtividade. A empresa tem divisões focadas em monitorar o uso dos equipamentos e identificar gargalos na produção. O monitoramento também pode ser feito em máquinas concorrentes.

A companhia, que é parte do grupo Volvo, registrou lucro operacional equivalente a R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre, na operação global, queda de 20% na base anual.

Valor - SP   06/06/2024

A Formação Bruta de Capital Fixo, conhecida como a medida de investimentos no PIB, cresceu 4,1% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao trimestre anterior, mas nem todos os subsetores agregados nesse indicador se saíram bem. Segundo a diretora de competitividade, economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Cristina Zanella, o crescimento foi puxado pelos investimentos em construção.

Segundo levantamento interno da Abimaq, no primeiro trimestre deste ano em comparação ao trimestre imediatamente anterior, o consumo de maquinas e equipamentos cresceu 1,2%, mas a receita do setor caiu 4,5%.

Zanella relata que a importação de máquinas e equipamentos cresceu 10%, mas a produção local não teve a mesma demanda e vive um momento difícil.

Para Zanella, não há expectativa de que esse cenário seja revertido ao longo do ano. “Esperávamos que a taxa Selic fosse para 9%, mas agora já vimos que não vai. Isso é ruim para o mercado porque a taxa básica de juros é o direcionamento para as outras taxas. Ela vai continuar alta e isso inibe os investimentos em máquinas”, diz.

Terra - SP   20/06/2024

Segundo estudo divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor de máquinas e equipamentos registrou uma queda na receita líquida de vendas em março de 2024, em comparação ao mês anterior. Ajustando para os fatores sazonais, a retração ocorreu tanto no mercado interno quanto no externo, marcando uma diminuição de 21,3% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo apontamento do relatório.

No comércio exterior, março de 2024 encerrou com exportações totais de US$ 1.018,36 milhões, um aumento de 24,6% em relação a fevereiro. Apesar dessa recuperação mensal, o setor acumulou uma queda nas exportações no primeiro trimestre do ano em comparação com 2023. O relatório ainda informa que, em termos de quantidade física, as exportações cresceram 24,7% em março, mas caíram 13,1% no trimestre, refletindo a valorização do real e uma base de comparação alta do ano anterior.

Em março de 2024, a publicação afirmou que o consumo aparente nacional de máquinas e equipamentos caiu 20,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, resultando em uma contração de 14,5% nos investimentos nacionais no primeiro trimestre. A desaceleração na agricultura e o baixo nível de utilização da capacidade instalada nos setores de bens de consumo duráveis e de bens de capital foram fatores determinantes para essa retração. Enquanto o consumo de máquinas agrícolas caiu 35%, o setor de transformação registrou uma queda de 6%.

Auto Data - SP   26/06/2024

A indústria de máquinas autopropulsadas encara momentos diferentes em 2024: enquanto o segmento de equipamentos para construção está desfrutando de uma alta demanda, com previsão de vendas de 31 mil a 34 mil máquinas no ano, a expectativa do segmento agrícola é de retração nas vendas em torno de 18% na comparação com 2023, quando foram vendidas 61 mil unidades. A situação do setor foi debatida por Carlo Martorano, vice-presidente de compras da AGCO, e Carlos França, responsável pela Case Construction na América Latina, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2024.

O executivo acredita que o mercado brasileiro vive um bom momento e tem perspectivas positivas para os próximos anos, arriscando uma projeção de crescimento de 5% para 2025 sobre 2024. A expansão se mostra cada vez mais sustentável, segundo França, que ressaltou que no Brasil ainda existe muito trabalho de infraestrutura que demandarão máquinas de construção.

O executivo acredita que o mercado brasileiro vive um bom momento e tem perspectivas positivas para os próximos anos, arriscando uma projeção de crescimento de 5% para 2025 sobre 2024. A expansão se mostra cada vez mais sustentável, segundo França, que ressaltou que no Brasil ainda existe muito trabalho de infraestrutura que demandarão máquinas de construção.

Martorano afirmou que em máquinas agrícolas empresa trabalha com base na projeção da Abimaq, que é de recuo de 18% nas vendas na comparação com 2023, sendo que a projeção inicial era de 11%. O que pode ajudar o setor no segundo semestre é o anúncio do novo Plano Safra, que deverá acontecer nos próximos dias, com valor de cerca de R$ 500 bilhões.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   03/06/2024

As montadoras devem investir R$ 125 bilhões no Brasil até 2032, segundo a Associação de Fabricantes de Veículos (Anfavea). Com o ciclo de aportes, centrado no aumento da capacidade instalada, produção de veículos híbridos e recursos fabris baseados em inovações como a inteligência artificial (IA), as chefias de recursos humanos das empresas estão de olho em novos perfis de lideranças.

De acordo com Rodrigo Videira, gerente executivo da Michael Page, de recrutamento para a alta e média gerência, o número de posições demandadas pelo setor na consultoria cresceu 16%, entre o primeiro trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024. “As companhias querem profissionais que executem planejamentos estratégicos de curto, médio e longo prazo, com visão de gestão de risco”, explica. “Devem mostrar capacidade de implementar tecnologias inovadoras e monitorar tendências de mercado.”

Nessa linha, para garantir uma linha de frente eficaz, a Stellantis encampa iniciativas de base, como estágios para candidatos acima de 40 anos; e de topo de carreira, como programas de desenvolvimento de lideranças e ações de coaching. “O aumento de investimentos caminha com o crescimento da operação. Para operar mais, precisamos de pessoas”, justifica. Há uma demanda crescente por perfis específicos, como engenheiros de software, especialistas em IA e desenvolvedores de veículos elétricos, afirma. “Esses talentos são escassos e disputados, o que leva as empresas a tentar atrair profissionais da indústria automotiva ou fora dela.”

Em 2023, segundo Berti, o tempo médio para concluir o recrutamento de executivos variou de 45 a 90 dias, dependendo da área e da “temperatura” do mercado. “Em mais de 90% dos casos, trabalhamos com consultorias especializadas em seleção”, diz.

O Estado de S.Paulo - SP   04/06/2024

Sentada ao volante de seu Tesla Model Y cinza, Stephanie Doba, moradora do bairro Brooklyn, em Nova York, usa seu celular para digitar a marca, o modelo e o número da placa de um Toyota Camry no formulário online da cidade de Nova Iorque para denunciar estacionamento ilegal. Solicitada a descrever o problema, ela responde: “Carro a gasolina estacionando em um posto de carregamento de veículos elétricos”.

A frustração de Stephanie é familiar para muitos dos motoristas de veículos elétricos da cidade de Nova York. A cidade anunciou planos para instalar 40 mil tomadas de nível 2, que podem fornecer a um veículo elétrico carga completa em cerca de quatro a oito horas, e 6 mil carregadores rápidos até 2030.

Quando a cidade analisou os dados de uso de 100 carregadores de nível 2, constatou uma taxa de utilização média de 72% até o momento neste ano. Também constatou que, nos últimos 18 meses, os carros a gasolina bloquearam os carregadores em 20% das vezes.

À medida que mais motoristas urbanos adotarem os elétricos, áreas densamente povoadas, como a cidade Nova York, terão de implementar suas próprias soluções inteligentes. Muitos entusiastas da eletricidade, incluindo Doba e Cameli, sonham com um futuro com uma infraestrutura mais criativa, como carregadores em postes de iluminação ou calçadas com carregamento sem fio embutido no pavimento.

Outros estão sonhando com maneiras de conectar motoristas de veículos elétricos que precisam de plugues com pessoas que os têm. Em 2019, James Francois, morador do bairro Queens, fundou uma startup que ele está chamando de Alternative Energy Resource. Com o objetivo de lançar a versão beta em setembro, François prevê um aplicativo apoiado pela comunidade que conecta nova-iorquinos dispostos a alugar seus espaços de recarga doméstica a motoristas que, de outra forma, teriam de depender de tomadas públicas, especialmente motoristas de caronas compartilhadas.

Infomoney - SP   05/06/2024.

Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus subiram 10,1% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, embora tenham mostrado queda de 12% ante abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pela associação de concessionárias, a Fenabrave.

A Fenabrave decidiu manter sua projeção de vendas para o ano, de alta de 12%, para 2,585 milhões de veículos, citando os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul.

Segundo o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, as “condições favoráveis do crédito” mantiveram o mercado de veículos aquecido no restante do país.

Impacto de enchentes no Rio Grande do Sul

O executivo avaliou que ainda é cedo para se ter uma noção precisa do impacto das chuvas no Rio Grande do Sul no mercado de veículos este ano.

Para além das enchentes no sul do país, as vendas de ônibus novos foram destaque negativo em maio, desabando 24,8% sobre um ano antes e caindo 23% frente a abril deste ano, para 1.683 unidades. O desempenho aprofundou a queda acumulada no ano para 18,6%.

Valor - SP   06/06/2024

A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias disparou 13,2% em abril, ante março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento veio após queda de 4,6% em março, ante fevereiro.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou a melhoria do comportamento da indústria automobilística em 2024, com altas em janeiro (4,4%), fevereiro (3,5%) e abril (13,2%).

Ainda assim, a produção de veículos está 2% abaixo do patamar do pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

O momento positivo da indústria automobilística em abril já tinha sido apontado pelos dados da Associação Nacional da Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que apontou alta de 16,7% da produção de automóveis em abril, ante março, para 167.402 unidades.

Auto Industria - SP   07/06/2024

O Sindipeças revisou algumas das projeções para este ano, incluindo o valor de investimentos. A estimativa divulgada em fevereiro indicava aporte no setor de R$ 5,9 bilhões, o que representaria alta de 2,1% sobre os R$ 5,8 bilhões de 2023.  Agora a meta é chegar a R$ 6,2 bilhões, com expansão anual de 6,5%.

Alguns fatores foram determinantes nessa revisão, entre os quais o Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação, que gerou anúncios consecutivos de novos aportes das montadoras este ano, ampliando a confiança da indústria de autopeças quanto à continuidade de crescimento do setor.

Automotive Business - SP   10/06/2024

A produção de caminhões aumentou mais de 30% em maio no comparativo anual. Saíram das linhas de montagem 11,2 mil veículos, uma alta de 33,1% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Em cinco meses, foram produzidos 52,2 mil veículos ante 40,1 mil pesados, evolução de 29,9%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 7, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Para Eduardo Freitas, da Anfavea, há uma perspectiva de que o segmento voltou a normalidade, mas há espaço para crescimento de volume neste ano. "Os dados do PIB (Produto Interno Bruto) foram animadores, principalmente no número de investimentos em máquinas e equipamentos e caminhões entram nesta linha. Há uma perspectiva positiva."

Caminho da Escola dita ritmo em ônibus

O Estado de S.Paulo - SP   11/06/2024

O representante comercial observa que acabou fechando um negócio completamente diferente do planejado. “Comprei um carro mais caro e com uma parcela que coube no meu bolso, sem me descapitalizar.” Pelo veículo, deu R$ 65 mil de entrada e parcelou o saldo em 36 meses, com prestações fixas de R$ 1.890 e juros de 0,60% ao mês.

Essa linha de financiamento ao consumidor, que encerrou abril com R$ 17,670 bilhões no total de novos empréstimos – cifra 69% maior que no mesmo mês de 2023 –, foi uma das que mais avançaram em 12 meses até abril. Perdeu a corrida apenas para o cartão de crédito parcelado (32%).

Para o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Paulo Noman, o fator que mais tem pesado no aumento dos financiamentos de veículos novos são as campanhas das montadoras, por meio de seus bancos, para oferecer taxas de juros mais vantajosas.

Segundo dados Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação, esse movimento vem perdendo força. Em 12 meses até abril, o preço do carro novo subiu 1,18%, bem abaixo do IPCA cheio do período, que foi de 3,69%. No caso do carro usado, houve até deflação de 4,87%, na mesma base de comparação. “Inflação baixa e queda nos juros é a combinação para puxar vendas financiadas”, diz o economista.

Quanto à tendência, o economista observa que, no momento, está sendo desafogada a demanda por financiamento de veículos que havia sido represada por causa de preços e juros altos. A perspectiva da procura por financiamentos de veículos daqui para frente, diz ele, é de acomodação em razão do escoamento da demanda represada e do aumento das bases anuais de comparação.

Monitor Digital - RJ   12/06/2024

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), de janeiro a março, as vendas de eletrificados chegaram a 36.090 e bateram mais um recorde, com aumento de 145% sobre o mesmo período do ano anterior (14.786).

Já segundo levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), divulgado hoje em São Paulo, a melhoria da renda e o preço acessível aos brasileiros são os principais motivos para o recorde de produção de motocicletas de indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Em maio, foram fabricadas 160.389 unidades, sendo o melhor número para o mês de maio desde 2012.

Os licenciamentos em maio somaram 164.533 unidades, alta de 1,9% em relação a maio de 2023. Foi o melhor resultado desde 2011. A categoria de motocicleta mais emplacada foi a street, com 77.117 unidades, o que indica uma participação de 46,9% no mercado. Os licenciamentos acumulados de janeiro a maio deste ano somaram 767.281 unidades, um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período de 2023, sendo o melhor resultado desde 2008.

Automotive Business - SP   13/06/2024

O desempenho nos licenciamentos de veículos neste ano já se assemelha ao de 2019. Pela primeira vez em cinco anos, as vendas alcançaram 1 milhão de veículos na primeira quinzena de junho.

Para 2024, a Anfavea projeta vendas de 2,45 milhões de veículos, o que representaria alta de 7% sobre 2023. Na divisão por grandes segmentos, espera-se aumento de 6,6% para automóveis e comerciais leves, e de 14,1% para caminhões e ônibus.

Revisão das estimativas em julho

Esta estimativa, no entanto, deve ser revisada ao fim, do primeiro semestre. O presidente da entidade, Marcio de Lima Leite, informou que na próxima divulgação dos dados de vendas, produção e exportação, a Anfavea deverá apresentar uma nova expectativa para o mercado este ano.

Valor - SP   17/06/2024

O Brasil tornou-se o maior destino externo em quantidade de veículos chineses elétricos puros e híbridos, que têm tanto o motor a combustão quanto o movido a energia elétrica. De janeiro a abril o embarque da China desse tipo de automóvel ao Brasil somou 88,32 mil unidades, pouco acima dos 88,16 mil que rumaram à Bélgica. A ultrapassagem brasileira à frente dos belgas se deu em abril. Somente nesse mês o país asiático exportou 40,9 mil carros para o Brasil, muito próximo dos 47,4 mil embarcados em todo o primeiro trimestre.

Especialistas acreditam que há um movimento de antecipação de embarques de carros elétricos e híbridos da China para o Brasil em razão do calendário brasileiro de aumento de alíquotas do imposto de importação, embora o movimento seja visto também como estratégia de fabricantes chineses para conquistar o mercado doméstico. A venda atual de carros integra planos em horizonte de médio e longo prazo e que inclui a produção de veículos elétricos e híbridos de marcas chinesas em território nacional.

A China embarcou para a Rússia US$ 3,52 bilhões em veículos de janeiro a abril, seguida da Bélgica, com US$ 2,49 bilhões e pelo Reino Unido, com US$ 2,12 bilhões. Nesse universo mais amplo o Brasil, com US$ 2,05 bilhões, fica em quarto lugar, posição conquistada em curto período de tempo. No primeiro bimestre do ano passado, nesse mesmo critério, o Brasil era 19 maior destino.

Como a “viagem” dos carros que saem da China ao Brasil leva de 45 a 60 dias, parte desses automóveis que já deixaram o Oriente nem desembarcou ainda em território brasileiro. Por isso a estatística da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) indica que de janeiro a maio o Brasil importou US$ 1,14 bilhão em carros da China, incluindo movidos a combustão, híbridos e elétricos. Em igual período de 2023 foram US$ 202 milhoes, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).

Infomoney - SP   18/06/2024

As vendas financiadas de veículos novos e usados aumentaram 15,4% em maio deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram vendidas 577 mil unidades incluindo autos leves, motos e veículos pesados em todo o país. Já na comparação com o mês de abril, houve queda de 5,6%, de acordo com dados da B3.

Segundo o balanço, no segmento de autos leves, houve alta de 14,4% ante maio de 2023 e queda de 6% comparado a abril. Já o financiamento de veículos pesados cresceu 12,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas caiu 5,1% em relação a abril. O número de financiamentos de motos no mês foi 18,1% maior do que em maio de 2023 e 1% menor do que em abril.

Com as atividades restabelecidas no dia 26, parte das operações represadas acabou sendo efetivada nos últimos dias de maio e outra parte, nos primeiros dias de junho. Segundo a B3, os financiamentos de veículos no Rio Grande do Sul representavam 5,8% do total do Brasil até abril deste ano. Em maio, essa percentual caiu para 2,6%.

O Estado de S.Paulo - SP   25/06/2024

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, está defendendo que os carros 100% elétricos, movidos exclusivamente a bateria, também sejam tributados pelo Imposto Seletivo. A proposta de regulamentação da reforma tributária, em tramitação na Câmara dos Deputados, já prevê a incidência do chamado “imposto do pecado” sobre os automóveis a combustão e híbridos.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), um carro fabricado atualmente emite 20 vezes menos do que um fabricado em 2000. Isso significa que os carros que estão saindo de fábrica estão vindo mais eficientes e que, se o objetivo é reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o desejável seria incentivar a compra de carros novos, não o contrário.

O tributarista Francisco Mata Machado Tavares, que é coordenador do Observatório Brasileiro do Sistema Tributário, think-tank financiado pelo Sindicato dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco), afirma que a lógica do Imposto Seletivo proposta pelo governo está ultrapassada.

Segundo ele, países como a China e os membros da União Europeia fixaram Seletivo sobre a emissão de carbono, e não sobre atividades selecionadas. “Estudos mostram que essas alternativas têm sido bem sucedidas na redução de emissões com o PIB constante”, disse. “Se a caça for por atividade, o carbono escapa para outra atividade.”

Auto Industria - SP   26/06/2024

Nesta terça-feira, 25,  Márcio de Lima Leite, presidente da entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil, revelou, em seminário promovido pela publicação especializada AutoData, em São Paulo, que o setor está solicitando ao governo federal a antecipação da aliquota máxima de 35% prevista para ser adotada somente em 2026.

Desde o começo deste ano, o governo começou a cobrar imposto de importação sobre veículos eletrificados em índices que crescerão gradualmente ao longo de dois anos. Os elétricos, até então isentos, passaram a recolher 10% em janeiro, chegarão a 18% no mês que vem, 25% em julho de 2025 e finalmente 35% em julho de 2026.

Automotive Business - SP   27/06/2024

As montadoras voltaram atrás e, enfim, vão pleitear que o governo antecipe em dois anos o aumento do imposto de importação para veículos elétricos.

Antes, um contexto: com o aumento das importações, o governo federal acabou cedendo às pressões das montadoras e, assim, retomou o imposto de importação para o segmento, criando uma barreira tributária.

A medida passou a valer em janeiro deste ano, com um aumento escalonado que chegaria a uma alíquota de 35% até 2026.

O próprio presidente da Anfavea, na quarta-feira, 25, durante o evento Seminário AutoData Revisões das Perspectivas 2024, afirmou que a associação já negocia mudanças nos prazos da retomada do imposto.

As restrições a carros chineses têm gerado efeitos diretos no Brasil. Enquanto Estados Unidos e União Europeia impõem barreiras aos veículos eletrificados do país asiático, o mercado aqui recebe mais e mais automóveis e marcas de lá.

Isso mesmo com as barreiras criadas aqui também, como o aumento gradual do imposto de importação para eletrificados, que afeta em especial o preço dos carros chineses.Porém, que ainda não foi capaz de arrefecer as vendas - vide o aumento das importações neste ano de 2024.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Globo Online - RJ   03/06/2024

De acordo com a publicação, o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre a situação corrente das empresas e da economia, ficou em 46,8 pontos em maio, uma queda de 0,6 ponto em relação a abril. Isso indica que, apesar do otimismo geral, a avaliação sobre a situação atual ainda é negativa, mostrando uma piora comparada ao mês anterior.

O relatório destaca ainda que, em abril de 2024, o índice de evolução do nível de atividade e o índice de evolução do número de empregados permaneceram abaixo da linha de 50 pontos, registrando 48,4 pontos. Estes valores indicam uma queda na atividade e no emprego, embora a queda no número de empregados tenha sido mais branda e disseminada que no mês anterior.

Perguntado sobre o assunto, José Antônio disse que se o ambiente econômico se tornar mais favorável, com redução nas incertezas e melhorias nas condições de financiamento, o setor pode não apenas recuperar o terreno perdido, mas também liderar um ciclo de crescimento mais robusto. “A diversificação dos investimentos, a inovação tecnológica e a capacitação da força de trabalho serão fatores determinantes para sustentar este crescimento. Vimos esse reflexo na nossa unidade da empresa de locação de equipamentos em Campinas, São Paulo. Inovamos em diversificação de máquinas e equipamentos para aluguel na construção civil, cuidamos para que nossos produtos oferecidos sejam altamente tecnológicos e trabalhamos todos os dias com uma equipe muito motivada em entregar resultados”.

IstoÉ Dinheiro - SP   04/06/2024

Quem deseja comprar um imóvel terá que se preparar para uma alta acima da inflação dos preços em 2024. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços residenciais subiram, em média, 0,74% no mês de maio nas 50 principais cidades brasileiras.

Curitiba (+1,88%); Goiânia (+1,47%); Maceió (+1,27%); Salvador (+1,18%); Florianópolis (+1,05%) e Belo Horizonte (+0,98%) registraram as maiores altas no mês.

Confira a lista com as 10 cidades mais caras do índice.

O resultado representou uma nova aceleração dos preços em relação aos resultados do índice nos meses de março/2024 (+0,64%) e abril/2024 (+0,66%). No final de maio o índice registrou uma valorização de 2,93% em 2024, resultado que se manteve acima da variação acumulada dos preços da economia, segundo o IGP-M/FGV (+0,28%), assim como a inflação ao consumidor de 2,25%, considerando os resultados do IPCA no ano até abril e o IPCA-15 de maio.

Levando em conta o tamanho dos imóveis, os de um dormitório foram os que tiveram a maior alta no período (0,89%), na sequência vieram os de três dormitórios (0,85%), os de dois dormitórios (0,68%) e os de três ou mais dormitórios (0,41%).

Confira a tabela com as 50 cidades com o m2 mais caro do Brasil.

Valor - SP   05/06/2024

A diminuição do consumo de materiais de construção por parte das famílias foi a principal responsável pela queda de 0,5% da construção civil no PIB do primeiro trimestre, segundo análise do vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

De acordo com o Sinduscon-SP, as atividades imobiliárias aumentaram 1% no primeiro trimestre de 2024, comparado ao último trimestre de 2023. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, houve crescimento de 3,9%.

Especialistas apontam que, para aumentar o potencial de crescimento da economia brasileira a longo prazo no nível adequado, a taxa de investimento precisaria estar próxima de 25% ou, pelo menos, acima de 20%.

Grandes Construções - SP   06/06/2024

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulga a nova edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção, pesquisa de opinião realizada com as lideranças das empresas associadas.

A pesquisa indica que o mês de maio apresentou um desempenho bom e muito bom para 52% dos associados da Abramat, enquanto 40% consideraram o período regular e apenas 8% ruim e muito ruim.

Sobre as pretensões de investimento no médio prazo (próximos 12 meses), a pesquisa de maio apontou que 76% das indústrias associadas pretendem investir no período. O número é 13p.p. maior do que apontado em maio de 2023.

O nível de utilização da capacidade instalada está em 78% na média das empresas, que mostra crescimento de 8p.p. em relação ao mesmo período do ano passado, quando atingiu 70%.

InfraRoi - SP   10/06/2024

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), a Construção Civil cresceu 2,1% frente ao primeiro trimestre de 2023. Já na comparação com o último trimestre de 2023, o setor registrou queda de 0,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB). O número, no entanto, não chega a ser tão preocupante porque o resultado de 2023 foi o melhor daquele ano, ou seja, o recuo ocorreu em cima de uma base elevada.

O segmento formal da Construção continua contribuindo positivamente para a economia. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, demonstram que a construção gerou, de janeiro a março, 109.535 novos postos de trabalho com carteira assinada. E de janeiro a abril, o setor já contabiliza 141.428 novos empregos formais.

Valor - SP   11/06/2024

No acumulado deste ano, a região Sul é a única do país com queda nas vendas, de 2,2%

A venda de cimento recuou 5,6% no país em maio, na comparação com o mesmo mês de 2023. Foram comercializadas 5,3 milhões de toneladas do material, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).

De janeiro a maio, foram vendidas 25,2 milhões de toneladas de cimento no país, um aumento de 0,8%. O acumulado dos últimos 12 meses ficou estável, em 62,1 milhões de toneladas.

O sindicato lembra que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção caiu 0,5% no primeiro trimestre de 2024, indo contra o aumento de 0,8% do PIB nacional. Segundo a entidade, isso foi causado pela taxa de juros “ainda elevada, que desafia o setor e traz reflexos diretos tanto para os financiamentos quanto para os investimentos produtivos e o consumo da população”.

Valor - SP   12/06/2024

A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) ficou em 0,17% em maio, ante 0,41% um mês antes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o indicador subiu 2,31% no acumulado em 12 meses, ante 2,51% até abril. O índice de maio de 2023 foi de 0,36%.

O custo nacional da construção por metro quadrado em maio foi de R$ 1.739,26, sendo R$ 1.006,80 relativos aos materiais e R$ 732,46 à mão de obra. Em abril, esse custo totalizava R$ 1.736,37, sendo R$ 1.007,30 relativos aos materiais e R$ 729,07 à mão de obra.

A parcela dos materiais caiu 0,05%, abaixo da alta de 0,11% em abril e a menor variação observada no ano. Com relação a maio de 2023 (-0,24%), houve aumento de 0,19 ponto percentual.

Já a mão de obra, com taxa 0,46%, apesar dos dissídios coletivos observados, registrou queda tanto em relação a abril (0,83%) quanto a maio de 2023 (1,24%).

IstoÉ Online - SP   18/06/2024

A Coordenadora de projetos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo, disse que a expectativa mais otimista é reflexo de um aumento na demanda de materiais tanto por parte das construtoras quanto das famílias.

Segundo ela, o crescimento das obras do Minha Casa Minha Vida desde o ano passado tiveram um efeito positivo para a indústria de materiais.

Em maio, as vendas da indústria de materiais subiram 2,9% na comparação anual. Entre janeiro e maio de 2024, as vendas cresceram 4,1% frente ao mesmo período de 2023.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   04/06/2024

No dia 23 de maio, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o projeto Trem Intercidades (TIC) Eixo Leste, entre São José e SP, foi incluído no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP).

O projeto previa que a primeira estação seria no centro de Campinas e a última em Leopoldina, no Rio de Janeiro. O trem-bala faria paradas nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), além das estações no Campo de Marte (SP) em São José dos Campos (SP) e em Volta Redonda (RJ). Haveria ainda estações alternativas em Jundiaí (SP) e Aparecida (SP).

Pouco mais de um ano depois, em julho de 2010, o governo federal publicou o edital para o ‘trem-bala’. Até aquele momento, já haviam sido investidos US$ 10 milhões na realização de estudos e projetos que possibilitaram a elaboração do edital.

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que era “plenamente possível” o Brasil inaugurar o trem-bala até 2016, ano em que o país foi sede dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

Em 2012, o governo federal descartou oficialmente a entrega das obras para a Olimpíada e passou a prever para 2020.

Outro projeto de Trem Intercidades em andamento no estado – o do Eixo Norte, para Campinas, tem como previsão para preço máximo da passagem o valor de R$ 64, conforme o edital.

Considerando que a distância de São José dos Campos para São Paulo (cerca de 92 quilômetros) é próxima da distância entre Campinas e SP (cerca de 98 quilômetros), é possível imaginar que o valor da tarifa também seja parecido.

InfraRoi - SP   07/06/2024

O Governo de Minas anunciou a compra de 24 novos trens pela concessionária Metrô BH, responsável pela operação, modernização e ampliação do sistema metroviário da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo é proporcionar mais conforto e regularidade nas viagens para os usuários do transporte público, sendo que a modernização dos trens faz parte do contrato de concessão gerido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).

Atualmente, a frota é composta por 35 trens, sendo 25 da série 900, da década de 1980, e dez trens da série 1000, que começaram a operar em 2015 e já possuem ar-condicionado e sistemas modernos. Os novos carros vão substituir os trens da Série 900.

O novo traçado terá 10,5 quilômetros e vai contar com sete estações: Nova Suíça, Amazonas, Salgado Filho, Vista Alegre, Ferrugem, M. Vallourec e Barreiro. Quando concluído, a estimativa é que mais de 50 mil usuários devem utilizar a nova linha, todos os dias.

Investing - SP   10/06/2024

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos, realizará 3 audiências públicas para ouvir sugestões e contribuições sobre o projeto de PPP (Parceria público-privada) das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP) qualificou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM para serem administradas pela iniciativa privada. O escopo estipular, por exemplo, a extensão da Linha 13-Jade até Parque da Mooca e Bonsucesso e a construção de 11 novas estações e adequação das existentes.

IstoÉ Dinheiro - SP   11/06/2024

O governo de São Paulo vai privatizar as linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Está prevista para o próximo dia 19 a primeira de três audiências públicas sobre o processo de concessão. Segundo a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos, nos encontros o governo vai pedir contribuições e opiniões da sociedade civil a respeito do projeto

O processo de transferência das linhas para a iniciativa privada prevê, segundo o governo de São Paulo, a ampliação da Linha Jade, com a construção de dez novas estações. A empresa que assumir essa parte do sistema deverá ainda requalificar a infraestrutura das linhas.

O valor total do acordo ficou em R$ 150 milhões, sendo R$ 97 milhões em investimentos em infraestrutura e o restante para outras ações, como construção de escolas e centros educacionais nos municípios que ficam no trajeto das linhas.

Exame - SP   13/06/2024

O ministro de Transportes, Renan Filho, afirmou nesta quarta-feira que o governo quer realizar entre dois a três leilões em 2025 voltados para grandes ferrovias. Uma delas é a ferrovia Leste-Oeste, segundo o ministro, a fim de facilitar a integração da produção e exportação brasileira.

Renan Filho participou de um painel sobre cadeias de fornecimento globais e gargalos logísticos em meio às tensões geopolíticas no Fórum de Investimentos Prioridade 2024. O encontro reúne líderes, investidores e CEOs globais no Copacabana Palace, no Rio.

CNN Brasil - SP   20/06/2024

O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, afirmou que a pasta deve anunciar um pacote de investimento em ferrovias e rodovias de R$ 400 bilhões.

Em entrevista à CNN, Santoro havia classificado os projetos como “ambiciosos”. A expectativa é que o ministro do Transportes, Renan Filho, apresente no início de julho, em solenidade na sede da B3, em São Paulo, a carteira de projetos em ferrovias.

Sobre as concessões de rodovias, Santoro mencionou os leilões da BR-381 e da BR-040, do trecho que liga Belo Horizonte (MG) a Cristalina (GO).

No mês passado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o edital da concessão da BR-040 com previsão de leilão para 26 de setembro.

Estão previstos R$ 12 bilhões de investimentos ao longo dos 30 anos de concessão para o trecho de 594,8 Km.

A agência também aprovou a concessão de 303,4 km da BR-381/MG entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, o projeto está previsto para ser leiloado em 29 de agosto.

Grandes Construções - SP   27/06/2024

A Alstom e a Linha Universidade (Linha Uni), revelaram hoje (26 de junho) o design dos trens que prestarão serviço na Linha 6 do Metrô de São Paulo (SP). Destacados pela cor Laranja, que reforça o nome e a identidade da linha, as novas composições são mais leves, com menor consumo de energia elétrica e layout desenvolvido para oferecer uma melhor experiência aos passageiros.

Cada trem terá capacidade para transportar até 2.044 passageiros. A expectativa é de que a linha transporte cerca de 633 mil passageiros por dia. Contando com a tecnologia Unattended Train Operation (UTO), que permite o funcionamento sem um operador a bordo, o trem da Linha-6 Laranja poderá alcançar 90 quilômetros/hora.

A Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo é uma concessão do Estado de São Paulo que inclui a construção e operação de uma linha de metrô que ligará os bairros de Brasilândia e Freguesia de Ó ao centro da cidade. Quando concluído, o projeto terá 15,3 quilômetros de extensão e contará com 15 estações subterrâneas, incluindo três grandes trevos.

O projeto também prevê ampliação de 7 quilômetros da Linha 6-Laranja, acrescentando outras seis estações: Morro Grande, Velha Campinas; Aclimação, Cambuci; Vila Monumento e São Carlos. O trecho terá integração com as linhas 1-Azul e 4-Amarela de metrô e 7-Rubi e 8-Diamante de trens metropolitanos.

RODOVIÁRIO

Investing - SP   04/06/2024

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou nesta 2ª feira (3.jun.2024) que serão necessários pelo menos R$ 3 bilhões para reparar as pontes e rodovias destruídas pelas fortes chuvas que atingem o Estado desde o mês de maio.

Durante o anúncio, Leite e o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, afirmaram que ainda há, no Estado, 95 pontos bloqueados ao tráfego de veículos, dos quais 65 são de responsabilidade estadual, e 30 federais.

Além destas, a EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias) e a Engedal Construtora de Obras Ltda. assinam nesta 2ª feira (3.jun) o contrato para a construção da nova ponte sobre o rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, no Vale do Taquari.

A estrutura anterior, de cerca de 150 metros, foi danificada pelas chuvas intensas, forçando o Exército a instalar passarelas flutuantes (ou passadeiras) para permitir acesso aos municípios. Só a ponte do Forqueta está orçada em cerca de R$ 14 milhões.

Valor - SP   06/06/2024

A 1ª Vara Federal de Petrópolis determinou, em julgamento de ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), que a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) retomem o controle da rodovia BR-040 no trecho de subida da serra de Petrópolis (RJ), que começa na Baixada Fluminense.

A medida da primeira instância antecipa tutela, ou seja, concede liminar dando 60 dias para o poder público reassumir o serviço, que hoje é realizado pela concessionária Concer. O descumprimento desse item da liminar gerará multa diária de R$ 1 milhão.

A ordem liminar também obriga a União e a ANTT a realizarem, em 180 dias, licitação para concluir as obras da estrada Nova Subida da Serra (NSS). Alternativamente, a licitação poderá ser feita para escolha de uma nova concessionária para finalizar a rodovia.

Ainda na sentença, o juiz federal condenou a Concer a elaborar o projeto executivo da nova via. Além disso, a empresa deverá concluir a parte da obra cujos recursos estavam.

previstos originalmente no programa de exploração da rodovia. Já a ANTT deve fiscalizar e assegurar que a pista atual “continue operando perfeitamente integrada ao sistema rodoviário, mantida, conservada e monitorada como os demais segmentos da BR-040”, até ser substituída pela futura NSS.

A atual estrada de subida da Serra de Petrópolis foi inaugurada em 1928. Por seus 20 quilômetros trafegam diariamente, em média, 12 mil veículos, dos quais cerca de 20% são caminhões.

Valor - SP   11/06/2024

O Ministério dos Transportes vai apresentar hoje o relatório final do grupo de trabalho criado para analisar o projeto de pavimentação da BR-319, rodovia de 900 quilômetros que liga Porto Velho a Manaus. O documento, ao qual o Valor teve acesso, concluiu que a obra é tecnicamente viável e ambientalmente sustentável. Estimado em cerca de R$ 2 bilhões, o projeto sofre forte resistência da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que vê na pavimentação um incentivo à exploração predatória na região.

Além das cercas e das passagens para os animais, o monitoramento da via é outro ponto destacado no relatório. A ideia é que portais sejam instalados na entrada e na saída do Trecho do Meio e que fiquem sob a responsabilidade de Ibama, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. De acordo com a proposta, o fluxo de máquinas pesadas, como tratores, e caminhões carregando madeira será fiscalizado de forma rigorosa. Atividades comerciais, como postos de combustíveis e restaurantes, também seriam proibidos nesse trecho.

Marina reconhece a demanda da população pela obra, mas defende que a viabilidade ambiental seja olhada não apenas para a pavimentação em si, mas para todos os seus possíveis efeitos colaterais. "Você não vai fazer a licença olhando só para o empreendimento, tem que ver toda a área de abrangência, como isso vai repercutir nas terras indígenas, em desmatamento e qual a capacidade desta estrada de dar respostas a determinados problemas", disse ela em entrevista recente.

InfraRoi - SP   18/06/2024

O Governo de Pernambuco restaurou a rodovia APE-062 e pavimentou a estrada vicinal VPE-092 (PE-080), nos municípios de Aliança e Vicência, respectivamente, região da Mata Norte. As iniciativas foram realizadas pela Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Elas foram contempladas com investimentos de aproximadamente R$ 46,3 milhões, beneficiando diretamente mais de 64 mil habitantes dessa região.

Já a restauração de um trecho de 2,78 quilômetros da APE-062, que a dá acesso ao distrito de Caueiras, em Aliança, custou R$ 4,1 milhões e beneficiará diretamente 38 mil moradores. As intervenções realizadas contemplaram a restauração estrutural do pavimento e do sistema de drenagem, implantação da camada asfáltica e nova sinalização, que melhorando mobilidade dos seus moradores e a trafegabilidade da via.

NAVAL

Valor - SP   03/06/2024

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), anunciou nesta sexta-feira (31) que o primeiro leilão de portos de 2024 deve ocorrer em agosto.

Em nota, o ministério disse que serão leiloadas na B3, em São Paulo, três áreas localizadas no Porto do Recife (PE), com expectativa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões.

O governo planejava leiloar seis áreas em maio, mas adiou a disputa por causa do impacto das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul.

Segundo o ministério comandado por Costa Filho, as áreas leiloadas serão: "REC08 - Granel Sólido Vegetal (Malte, Trigo, Milho)", "REC09 - Carga Geral e Granel Sólido (Arroz)" e "REC10 - Carga Geral e Granel Sólido (Barrilha)". Os prazos de concessão são de 10 anos.

O leilão estava previsto para 23 de maio, mas foi adiado no último dia 13. O governo planejava leiloar seis áreas, sendo quatro no porto de Recife (PE), uma no Rio de Janeiro e outra em Rio Grande (RS).

O Petróleo - SP   05/06/2024

Egito e Brasil se preparam para ingressar no setor de reciclagem de navios, visando diversificar suas economias e reduzir a dependência de sucata importada. Autoridades assinam memorandos de entendimento para estabelecer estaleiros de desmantelamento e reciclagem.

O Ministério dos Transportes do Egito firmou um memorando de entendimento com a El Wehda Industrial Company para desenvolver um estaleiro de desmantelamento de navios no porto de Damietta. Com uma área coberta de aproximadamente 155 mil metros quadrados, o estaleiro terá capacidade para receber navios de até 230 metros de comprimento. Essa iniciativa faz parte dos esforços do governo egípcio para reduzir sua dependência de sucata importada e fortalecer sua indústria naval.

Embora as iniciativas do Egito e do Brasil representem uma nova abordagem para o gerenciamento de navios no final de sua vida útil, elas também enfrentam desafios significativos. Questões ambientais, regulatórias e de segurança precisam ser abordadas de forma abrangente para garantir a sustentabilidade desses empreendimentos. No entanto, com um planejamento cuidadoso e investimentos adequados, esses países podem se tornar importantes players no mercado global de reciclagem de navios, contribuindo para uma economia mais diversificada e sustentável.

O Egito e o Brasil estão abrindo novos horizontes no setor de reciclagem de navios, buscando reduzir sua dependência de sucata importada e impulsionar suas economias locais. Com investimentos em infraestrutura naval e parcerias estratégicas, esses países estão se preparando para desempenhar um papel significativo no mercado global de reciclagem de navios, ao mesmo tempo em que enfrentam desafios importantes relacionados a questões ambientais e de segurança.

InfraRoi - SP   06/06/2024

A CLI Sul, unidade de negócios da CLI em Santos, anunciou o início dos trabalhos de engenharia para investimentos de R$ 565 milhões no Porto de Santos (SP) com a assinatura do aditivo ao contrato de arrendamento com o Ministério de Portos e Aeroportos. As melhorias devem permitir um aumento entre 2 milhões e 2,5 milhões de toneladas por ano na capacidade de movimentação do terminal. Isso beneficiará toda a cadeia logística, os produtores rurais no interior do país e as exportações do Brasil.

Portos e Navios - SP   07/06/2024

A APM Terminals Suape adquiriu 28 equipamentos para operação do terminal, todos eletrificados. A empresa fabricante escolhida foi a Sany. O processo envolve um longo período de desenvolvimento de projeto para customização de cada detalhe dos equipamentos. A APM Terminals visa acelerar a adoção de equipamentos elétricos de manuseio de contêineres.

Dos 28 equipamentos adquiridos, dois são guindastes STS (Ship to Shore), modelos operados por controle remoto, com sistemas que auxiliam no primeiro posicionamento e conferem mais segurança e produtividade às operações. Além de OCR (Optical Character Recognition), que proporciona alta confiabilidade no embarque e desembarque dos contêineres, conta com dispositivos que aumentam a acuracidade do movimento e com tecnologias e sistemas que evitam avarias no equipamento e conferem mais proteção para a carga transportada.

A APM Terminals Suape terá rede 5G própria, que possibilitará transmitir informações em tempo real para os clientes em qualquer lugar do mundo, 24 horas por dia, sete dias por semana.

InfraRoi - SP   13/06/2024

O Porto Itapoá, em Santa Catarina, movimentou mais de 500 mil TEUs nos primeiros cinco meses deste ano, um marco histórico. Em maio, o terminal registrou 102.270 TEUs em maio, a terceira maior movimentação mensal já registrada, sendo que no mês anterior havia batido o recorde histórico de 107.475 TEUs mensais. Ainda em maio, o porto registrou seu maior volume mensal de importação dry (cargas secas, não refrigeradas), com 37.562 TEUs.

Outro destaque de maio foi a movimentação no gate, com 47.073 entradas de caminhões, superando o recorde anterior de abril, que registrou 45.827 movimentos. Esse crescimento reflete a capacidade do porto em lidar com grandes volumes de carga de forma eficiente.

O fundo BRZ Infra Portos, que possui uma participação de 22,9% no Porto, anunciou recentemente um aumento de 40% na distribuição mensal de proventos, destacando a sólida posição financeira do fundo. Segundo a gestão, o aumento reflete a robustez dos investimentos e o sucesso operacional, tendo em vista o déficit de infraestrutura do País e a carência de bons ativos.

Portos e Navios - SP   17/06/2024

O Porto do Rio Grande, que não paralisou as atividades durante o período das cheias, foi responsável pela movimentação de 15.475.165 toneladas, número 2,27% menor que o obtido nos cinco primeiros meses de 2023. A soja em grão foi responsável pela movimentação de 2.565.882 toneladas, enquanto o trigo atingiu 2.338.544 toneladas, a celulose alcançou 1.492.106 toneladas e a madeira, outras 209.192 toneladas.

A movimentação de contêineres, de janeiro a maio deste ano, totalizou 289.597 TEUs. Nos meses de março e de abril a movimentação aumentou, quando passaram pelo complexo portuário rio-grandino 58.725 TEUs e 64.891 TEUs, respectivamente.

Já as importações têm como países de origem a Argentina com 661.102 toneladas, a China com 443.272 toneladas, a Rússia com 260.490 toneladas, o Marrocos com 233.321 toneladas, e os Estados Unidos com 188.109 toneladas. Produtos originados no Peru, Canadá, Uruguai, Holanda e Nigéria também fazem parte da lista de nações.

Portos e Navios - SP   18/06/2024

Os portos públicos tiveram um aumento na movimentação de 8,17% no mês de abril deste ano, atingindo 38,78 milhões de toneladas de cargas, segundo os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Esses terminais representam 36,9% de toda a movimentação portuária brasileira.

No mês, as cargas que apresentaram maior crescimento, na movimentação portuária total, foram bauxita (+43,05%), açúcar (+32,89%) e trigo (+27,78%).

Em relação às cargas conteinerizadas, a movimentação de abril atingiu 12,40 milhões de toneladas, um aumento de 23,18% em comparação com o mesmo período do ano passado, representando 1,12 milhão de TEUs. Desse total, 0,74 milhão de toneladas foram movimentadas em longo curso e 0,37 milhões por cabotagem. O crescimento dessa carga foi de 23,40% entre os meses de janeiro a abril, atingindo 47,40 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em abril, o terminal privado que mais cresceu no mês, em comparação com 2023, foi o Terminal da Alumar (MA), com 76,96%. Ao todo foram movimentados 1,22 milhão de toneladas de cargas no terminal no quarto mês do ano.

PETROLÍFERO

Investing - SP   11/06/2024

Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira cerca de 3%, para o maior nível em uma semana, impulsionados pelas esperanças de um aumento na demanda por combustível neste verão, apesar de um dólar norte-americano mais forte e das expectativas de que o Federal Reserve dos Estados Unidos deixe as taxas de juros mais altas por mais tempo.

Da mesma forma, um dólar norte-americano mais forte pode reduzir a procura de petróleo, tornando as mercadorias denominadas em dólares, como o petróleo, mais caras para os detentores de outras moedas.

Os futuros do Brent subiram 2,01 dólares, ou 2,5%, a 81,63 dólares o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu 2,21 dólares, ou 2,9%, a 77,74 dólares.

Esse foi o fechamento mais alto para ambos os contratos de referência desde 30 de maio.

Valor Investe - SP   12/06/2024

Hoje, grandes expectativas rondavam o relatório mensal sobre o mercado de petróleo, divulgado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A Opep manteve a sua perspectiva otimista para o crescimento da demanda de petróleo depois de estabelecer um plano para eliminar gradualmente seus cortes de produção, levantando preocupações sobre se o mercado será capaz de absorver os barris extras.

Segundo a Opep, segundo semestre deste ano, o crescimento da demanda de petróleo deverá situar-se numa média de 2,3 milhões de barris por dia. Espera-se que o querosene de aviação e a gasolina sejam os principais impulsionadores da demanda durante a temporada de viagens de verão nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, da sigla em inglês), disse a Opep.

Valor - SP   13/06/2024

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, nesta quarta-feira (12), que a Petrobras irá usar todos os recursos para investir no Brasil. Em participação no FII Priority Summit, encontro internacional de líderes e executivos, ela também destacou que o país tem vantagens na matriz energética renovável.

Ao destacar a abundância de recursos naturais no país, Chambriard afirmou que eles serão utilizados na transição energética. “Temos vantagem na matriz energética renovável, vamos usar isso na transição energética”, disse ela, no painel sobre "investimentos em dignidade".

Também participam da mesa Mike Pompeo, ex-secretário de Estado dos Unidos, a embaixadora da Arábia Saudita nos Estados Unidos, Reema Bandar Al-Saud, e empresários.

Petro Notícias - SP   14/06/2024

O gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobrás na Bacia de Campos (UN-BC), Alex Murteira Celem, revelou hoje (13) que a companhia pretende perfurar três poços no pré-sal da Bacia de Campos em 2025. A novidade foi anunciada pelo executivo durante o evento Macaé Energy, correalizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Sebrae RJ e Prefeitura de Macaé.

Ele também comentou sobre dois novos FPSOs, que vão chegar à Bacia de Campos, com capacidade de produzir 20% a mais do que se produzia até então, além de reduzir em 55% as emissões de gases do efeito estufa. O Plano de Renovação da Bacia de Campos prevê ainda investimentos para quase dobrar a atual produção de petróleo na região até 2028, além de diversas ações de descomissionamento que vão movimentar US$ 26 bilhões.

Infomoney - SP   18/06/2024

Os preços do petróleo subiram quase US$ 2 por barril nesta segunda-feira (17), para seus níveis mais altos em mais de um mês, somando-se aos ganhos da semana passada, à medida que os investidores ficaram mais otimistas com as perspectivas de demanda.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$ 1,88, ou 2,4%, a US$ 80,33 por barril, o maior valor desde o final de abril. O petróleo Brent avançou US$ 1,63, ou 2%, a US$ 84,25 por barril, também o maior valor desde abril.

As garantias da Opep+ de que um plano para aumentar a oferta a partir do quarto trimestre deste ano poderia ser interrompido ou revertido com base nas condições de mercado também ajudaram a firmar os preços. O plano, revelado após a reunião do grupo em 2 de junho, levou a uma forte queda nos preços.

O Estado de S.Paulo - SP   19/06/2024

Em paralelo, São Paulo vem intensificando sua agenda de transição energética. Em dezembro foi apresentado o Plano Estadual de Energia 2050, resultado de uma parceria da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Uma das premissas do planejamento para buscar a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa é intensificar o uso de fontes de energia mais limpas de modo combinado à garantia da segurança energética necessária para o crescimento da economia paulista.

Localizado no Porto de Santos, o empreendimento de aproximadamente R$ 1 bilhão conta com um navio especializado em armazenar e regaseificar gás natural liquefeito (GNL) importado. Com a iniciativa, a Edge viabiliza a expansão da oferta do energético e o mercado livre de gás.

Todos esses negócios convergem para uma das metas da Compass: liderar a distribuição do biometano até 2030. Em uma iniciativa inédita, a companhia lançou ainda em 2023 um total de R$ 1,7 bilhão em debêntures atreladas a metas ESG. São dois compromissos, um deles é atingir 250 mil metros cúbicos/dia de biometano distribuído até 2027 e, até 2030, alcançar 500 mil metros cúbicos/dia de biometano distribuído.

CNN Brasil - SP   20/06/2024

A nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (19) que os recursos do petróleo irão custear o processo de transição energética. Em sessão de posse no Rio de Janeiro, a executiva ainda classificou como “fundamental” o desenvolvimento da margem equatorial.

Sobre o processo de transição energética, uma das principais pautas globais na atualidade, a presidente da Petrobras destacou que a segurança energética do Brasil passa “obrigatoriamente” pela reposição das matrizes.

Neste ponto, Magda destacou a importância da exploração da margem equatorial, área a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas e que atualmente enfrenta resistência do Ibama.

No evento de posse, que ainda conta com a presença de Lula, sua esposa Janja e diversos ministros de Estado, Magda disse que recebeu a encomenda do chefe do Executivo de “movimentar a Petrobras, porque ela impulsiona o PIB do Brasil”, e destacou que a empresa “está totalmente alinhada com a visão do governo”.

No início de seu discurso, Chambriard agradeceu a confiança dada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira: “meu ministro de contato, obrigado”.

Infomoney - SP   25/06/2024

Dados parciais da produção de petróleo e gás natural do Brasil em maio apontam um aumento de volumes ante abril, interrompendo uma série de cinco quedas mensais consecutivas, disse a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por email à Reuters.

A ANP não explicou por que a produção vai subir em maio, sem citar quais fatores que causaram a queda consecutiva anteriormente não estão mais presentes.

Em abril, a produção de petróleo do Brasil somou 3,194 milhões de barris de petróleo ao dia em média, menor volume em 12 meses e uma queda de 4,8% na comparação com março, de acordo com dados da agência. Em relação a abril do ano passado, a ANP registrou na ocasião um aumento de 1,69% na produção brasileira de petróleo.

A recuperação em maio ocorre em momento em que servidores do Ibama planejam intensificar o movimento. Desde o início do ano, eles vêm atrasando a emissão de licenças no Brasil como parte de uma disputa contínua com o governo sobre salários e condições de trabalho.

Cálculos do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) apontaram na semana passada que os movimentos trabalhistas no Ibama e na reguladora ANP formam “tempestade perfeita” para o setor. O instituto calcula que o impacto de greve no órgão ambiental já atinge 80 mil barris por dia de petróleo na produção brasileira.

O Petróleo - SP   27/06/2024

O Grupo Potencial, empresa brasileira de propriedade privada, está planejando um investimento substancial de 200 milhões de reais na construção de dois oleodutos de biocombustíveis no sul do Brasil. Segundo Carlos Hammerschmidt, vice-presidente da empresa, os gasodutos terão 55 quilômetros de extensão cada e representarão um avanço significativo na infraestrutura energética da região.

A Potencial não só visa aumentar a produção de biodiesel na Lapa, mas também planeja comercializar etanol de milho e biocombustível de aviação sustentável à base de soja. Este movimento está alinhado com as metas ambientais do Brasil, que estão aumentando gradualmente a mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 15% até março próximo.

O projeto dos gasodutos de biocombustíveis da Potencial não só promove a sustentabilidade e eficiência operacional, mas também fortalece a posição do Brasil na produção de energia limpa. Com este investimento estratégico, a empresa está liderando iniciativas que não só beneficiam o meio ambiente, mas também impulsionam o desenvolvimento econômico regional.

AGRÍCOLA

IstoÉ Dinheiro - SP   05/06/2024

As vendas de máquinas agrícolas caíram 18,5% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira, 4, a Fenabrave, associação que representa revendedores de equipamentos usados no campo. No total, 4 mil tratores de rodas e colheitadeiras de grãos foram vendidos em abril.

Na comparação com março, quando foram vendidas 3,8 mil unidades, o número representa um aumento de 5,1%, atribuído pela Fenabrave ao início da nova safra.

Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado nesta terça pela Fenabrave com dados relativos a maio.

No acumulado de janeiro a abril, as vendas de máquinas agrícolas somaram 12,7 mil unidades, 33,5% a menos do que nos quatro primeiros meses de 2023.

IstoÉ Dinheiro - SP   14/06/2024

A safra agrícola brasileira de 2024 deve totalizar 296,8 milhões de toneladas, 18,6 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 5,9%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, divulgado nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação à estimativa de abril, a área a ser colhida é 0,6% maior, 445.140 hectares a mais.

O arroz, o milho e a soja – três principais produtos da safra brasileira de grãos – respondem juntos por 91,5% da estimativa da produção e por 87,2% da área a ser colhida.

Por outro lado, a expectativa é de redução na área para o sorgo (-3%), trigo (-11,8%) e milho (-4,7%).

A área colhida deve cair 8,6% no milho 1ª safra e 3,5% no milho 2ª safra.

IstoÉ Dinheiro - SP   17/06/2024

O saldo da balança comercial do agronegócio paulista atingiu superávit de US$ 9,42 bilhões nos primeiros cinco meses de 2024, representando aumento de 14,2% em comparação com janeiro a maio de 2023. O levantamento é do coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, e dos pesquisadores José Alberto Angelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Os cinco principais grupos nas exportações foram: Complexo sucroalcooleiro: totalizando US$ 4,37 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 90,4% e o álcool etílico – etanol, 9,6%; Produtos florestais: alcançaram US$ 1,28 bilhão, com participações de 52,5% de celulose e 41,1% de papel; Carnes: registraram US$ 1,256 bilhão, sendo que a carne bovina respondeu por 83,4%; Sucos: com vendas de US$ 971,10 milhões, sendo 97,6% referentes a suco de laranja; Complexo Soja: totalizando US$ 1,257 bilhão, dos quais a soja em grão participou com 82,7%. Esses cinco agregados representaram 77,6% das vendas externas setoriais paulistas.

O IEA/Apta ressaltou, ainda, que, apesar desses desafios, o setor agropecuário paulista conseguiu manter um saldo positivo, com exportações que totalizaram US$ 27,66 bilhões. Representando 19,9% do total nacional, enquanto as importações alcançaram US$ 29,97 bilhões, correspondendo a 29,1% do total nacional. Esses números resultaram em um déficit comercial de US$ 2,31 bilhões para o Estado.

Globo Online - RJ   18/06/2024

A tecnologia avança no campo, impulsionando a produtividade agrícola. A formação profissional se adapta, surgindo cursos de Big Data no Agronegócio para lidar com dados e tecnologia de ponta. A agricultura de precisão e digital se destacam, impactando positivamente a produção nas fazendas.

O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.

A proposta é formar profissionais capazes de organizar dados e transformá-los em informações e conhecimentos sistematizados, visando planejamento estratégico para as fazendas. A iniciativa uniu os departamentos de Ciência da Computação e de Agronomia.

Ela também aposta em sistemas digitais de gestão de processos para aumentar a produtividade e a saúde financeira do negócio. “Consigo entender a produção talhão a talhão”. Em uma área total de 2 mil hectares, ela cultiva soja, milho e feijão na safra de verão e trigo e cobertura verde no inverno. Na última safra de soja, a produtividade obtida na fazenda foi de 80 sacas por hectare. A média no Estado é de 62 sacas por hectare.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   20/06/2024

Passado pouco mais de um mês das piores enchentes da história no Rio Grande do Sul, empresas de máquinas e implementos agrícolas gaúchas que paralisaram operações já voltaram à ativa. E, embora assustadas com a tragédia, esperam uma recuperação das vendas após promessa do governo federal de garantir recursos extras e mais baratos aos produtores do Estado.

No fim de maio, o governo anunciou R$ 600 milhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para apoiar as operações de crédito rural aos pequenos e aos médios agricultores gaúchos. Na ocasião, também anunciou uma linha para financiar a compra de máquinas, equipamentos e serviços, com taxa base para o tomador de 1% e mais um spread bancário, que depende da situação de cada empresa. Mas não foram dados mais detalhes.

Além da queda dos preços dos grãos, colaboraram para o encolhimento das vendas de máquinas no ano passado os problemas climáticos provocados pelo fenômeno La Niña na região Sul na safra 2022/23 e também a expectativa de redução da taxa básica de juros, que levou produtores a adiarem aquisições, disse presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

Pesquisa da Anfavea apontou que 60% da decisão de compra dos produtores é norteada por questões ligadas ao crédito, como taxa de juros e prazo.

Valor - SP   28/06/2024

Fabricantes ficaram ilesos; Estado responde por 10% da receita com máquinas agrícolas no país

As enchentes afetaram mais a logística de distribuição de insumos, peças e acessórios do que a indústria de máquinas e equipamentos, sobretudo agrícolas. “Os fabricantes não foram afetados diretamente”, diz Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Houve problemas com fornecedores, mas não foi algo que tenha paralisado a produção”. Mas os impactos serão sentidos, já que o Rio Grande do Sul responde por cerca de 10% das vendas internas do setor.

O Estado enfrentou dois anos de seca e, em seguida, enchentes de proporções históricas, o que derrubou produtividade e rentabilidade - e capitalização - do campo. A Abimaq revisou sua projeção inicial de queda de até 10% nas vendas para um recuo de 18% por causa dos efeitos das enchentes e do cenário incerto na região.

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