Valor - SP 26/06/2026
Instituto informou que a alta das vendas foi de 8,7% ante abril e 3,8% na comparação anual, para 341,3 mil toneladas
A venda de aços planos por distribuidores brasileiros em maio subiu 8,7% ante abril e 3,8% na comparação anual, para 341,3 mil toneladas, enquanto o nível de estoques caiu, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).
O setor, tradicionalmente visto como responsável por cerca de 30% do consumo de aço plano produzido no Brasil, terminou maio com um volume estocado de quase 1,16 milhão de toneladas, suficiente para 3,4 meses de comercialização.
Já as importações caíram 27,4% em relação ao mês anterior e 71,1% em relação ao mesmo mês no ano passado, com volume total de 120,9 mil.
Para o mês de junho, o Inda espera que tanto as vendas como os estoques permaneçam estáveis em relação aos níveis observados em maio.
De acordo com o presidente do grupo, Carlos Jorge Loureiro, o ano de 2026 deve ter um crescimento nas vendas de 1,5% e uma queda de 40% nas importações.
O presidente acrescentou que o setor está observando uma melhora no mercado, com expectativas de um segundo semestre mais positivo em relação ao primeiro, apesar de se observar certa dificuldade no repasse da recente alta dos preços.
Diário do Comércio - MG 26/06/2026
Após um início de ano marcado por dificuldades, o mercado brasileiro de aço começou a apresentar sinais mais consistentes de recuperação em maio. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) nesta quinta-feira (25) mostram melhora nas vendas, redução das importações e uma perspectiva mais positiva para o segundo semestre. A expectativa do setor é encerrar 2026 com crescimento entre 1,5% e 2%.
Segundo o presidente do Inda, Carlos Loureiro, os resultados de maio confirmam uma retomada gradual da atividade. "Há uma pequena recuperação do mercado. A gente acredita que vai conseguir recuperar a queda que tivemos no início do ano e fechar 2026 com um crescimento", afirmou.
As compras de aço pelos distribuidores cresceram 2,3% em maio na comparação com abril. Apesar disso, o acumulado dos cinco primeiros meses do ano ainda registra queda de 3,1%.
Já as vendas avançaram 8,7% em maio na comparação com o mês anterior, resultado próximo da projeção de 10% feita pelo setor. O desempenho contribuiu para a redução dos estoques e diminuiu as perdas acumuladas. Entre janeiro e maio, as vendas ficaram 1,3% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
De acordo com Loureiro, o quinto mês do ano marcou uma mudança importante na trajetória do mercado. "Foi o melhor mês de maio dos últimos cinco anos. Estamos retomando as nossas vendas", destacou.
O presidente do Inda ressaltou ainda que o desempenho diário das vendas foi o melhor da última década. "Também foi a melhor venda diária dos últimos 10 anos. Ou seja, há uma recuperação e o setor está conseguindo se recuperar, pelo menos, em volume", afirmou.
Valor - SP 12/06/2026
Ainda assim, setor aposta em novas medidas de defesa ao longo deste ano
Os dados da indústria brasileira de aço no mês de abril chamaram atenção quanto à queda nas importações, após um 2025 de entradas recorde. No quarto mês deste ano, a aquisição no exterior somou 363 mil toneladas, volume que representa um recuo de 33% na comparação anual e de cerca de 40% frente a março. A leitura do mercado é que a redução reflete os efeitos das medidas antidumping adotadas pelo governo federal, mas a dimensão desse movimento considerado positivo, para os próximos meses, ainda é incerta.
Para Daniel Sasson, analista de commodities do Itaú BBA, o movimento reflete os efeitos das iniciativas de proteção comercial, sobretudo em aço plano. "Depois de um primeiro trimestre mais forte, com antecipação de volumes, abril mostrou uma inflexão clara: a penetração do importado caiu de forma relevante e voltou para níveis mais próximos da média histórica. Em aços longos, o movimento também foi expressivo", afirmou ao Valor.
Em relatórios, a instituição financeira já vinha destacando que a diminuição das exportações de países asiáticos (China e Coreia do Sul) estava aparecendo nos dados portuários desses países, e que a tendência era que isso se refletisse no Brasil com uma defasagem de três a quatro meses.
Neste contexto, ainda para o analista, a visão é que o decréscimo se apresente mais como uma tendência do que como um evento pontual. "O ponto principal aqui é que os dados de exportação de países como China e Coreia do Sul já sugeriam desaceleração dos embarques para o Brasil, e esse efeito costuma aparecer com alguma defasagem nas estatísticas locais. Esse ‘vácuo’ de produto importado chegando pode abrir espaço para reajustes de preço no mercado brasileiro e deixar o ambiente da indústria mais saudável ao longo dos próximos trimestres", completou.
Valor - SP 22/06/2026
Vendas do segmento no período cresceram 0,9%, informou o Instituto Aço Brasil
A produção brasileira de aço bruto recuou 1,9% entre janeiro e maio na comparação com igual período de 2025, para 13,4 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil. As vendas no período cresceram 0,9%, para 8,7 milhões de toneladas.
Já as importações, ponto crítico para o setor siderúrgico doméstico, caíram 17%, para 2,4 milhões de toneladas. As exportações aumentaram 7,8% nos cinco primeiros meses do ano, para 4,4 milhões de toneladas, informou o Aço Brasil.
Conforme o instituto, o consumo aparente caiu 4,1% entre janeiro e maio, a 10,8 milhões de toneladas, puxado pela queda das importações.
Estatísticas de maio
Em maio, a produção aumentou 2,4% em relação a igual mês de 2025, a 2,8 milhões de toneladas. As vendas internas avançaram 1,3%, para 1,8 milhão de toneladas, enquanto o consumo aparente recuou 14,1%, para 2,1 milhões de toneladas.
As exportações somaram 645 mil toneladas no mês, queda de 35%, e as importações atingiram 312 mil toneladas, recuo de 55,4% frente a maio de 2025.
O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) recuou de forma significativa em junho, atingindo 47,8 pontos, uma queda de 12,1 pontos em relação a maio. Com isso, o indicador voltou a níveis abaixo de 50 pontos, sinalizando falta de confiança dos CEOs do setor e atingindo o menor patamar do ano.
Diário do Comércio - MG 22/06/2026
Minas Gerais registrou mais um mês de queda na produção de aço. Segundo os dados do Instituto Aço Brasil, o estado teve nova retração em maio, com 767 mil toneladas produzidas ante 845 mil toneladas em abril, recuo de 3,2%.
Os dados do mês passado também ficaram abaixo dos de maio de 2025, quando as siderúrgicas mineiras registraram 809 mil toneladas de aço bruto fabricadas, o que representa redução de 5,2%.
No acumulado do ano, de janeiro a maio, também houve queda em relação a 2025. Minas Gerais produziu 4,023 milhões de toneladas em 2026, contra 4,13 milhões nos cinco primeiros meses do ano passado, queda de 2,8%.
A redução na produção mineira de aço gerou também uma queda na participação do Estado no mercado nacional. Minas saiu de 30,6% para 30,3% do volume produzido no País.
Diário do Comércio - MG 25/06/2026
Cenário incomum nos últimos anos, as importações brasileiras de aço estão em queda significativa. O movimento, na avaliação do mercado, reflete as recentes medidas de defesa comercial do setor siderúrgico implementadas pelo governo federal.
Dados do Instituto Aço Brasil mostram que, nos primeiros cinco meses deste ano, foram importadas 2,4 milhões de toneladas de laminados e semiacabados, o que representa uma redução de 17% ante o mesmo período de 2025. Quando se observam somente as compras externas de aço laminado (2,1 milhões de t), o recuo também foi de 17%.
Em baixa gradual desde março, as importações alcançaram, nos dois meses seguintes, os menores patamares em anos. Em maio, por exemplo, o País importou 266 mil t de laminados e 312 mil t na somatória com semiacabados, mínimas mensais que não eram registradas, respectivamente, desde fevereiro de 2023 e setembro de 2022.
CNN Brasil - SP 09/06/2026
Um estudo realizado pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo) afirma que, caso as novas tarifas propostas contra produtos brasileiros entrem em vigor, o Brasil poderá perder até US$ 9,5 bilhões em exportações industriais.
Ainda de acordo com o levantamento, as medidas podem retirar entre R$ 15 bilhões e R$ 38 bilhões do consumo das famílias em 2026 e reduzir o crescimento do PIB brasileiro em até 0,6 ponto percentual.
Enquanto isso, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) tem trabalhado, quando procurado por empresários, para negar que qualquer prejuízo já tenha sido calculado.
No Ministério da Fazenda, a ordem também é dizer que "tudo ainda está em aberto" e que é preciso calma antes de qualquer alarde numérico, principalmente em relação ao Produto Interno Bruto.
No Itamaraty, o entendimento é parecido. Fontes acreditam que, desta vez, a tarifa de 25% pode trazer uma perda menor de competitividade na comparação com o que pode vir para outros países.
Dados da Confederação Nacional da Indústria mostram que, em 2025, as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos diminuíram em 4,2% em comparação com 2024.
As confederações estaduais também têm pedido maior clareza por parte do governo brasileiro e uma melhor diplomacia com norte-americanos.
Exame - SP 16/06/2026
O novo tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump pode afetar as relações comerciais com o Brasil. Segundo um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 31,6% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos poderão ser submetidas a uma tarifa de 37,5% caso sejam adotadas as novas medidas sugeridas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
No momento, esses produtos estão sujeitos a uma alíquota de 10%, o que representaria um aumento de 27,5 pontos percentuais.
Agência Brasil - DF 19/06/2026
Mesmo em um cenário de juros elevados e choque de preço do barril do petróleo, a economia brasileira cresceu 0,1% na passagem de março para abril. Já na comparação com abril de 2025, houve avanço de 1,8%.
As estimativas fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta quinta-feira (18).
No trimestre móvel terminado em abril (fevereiro/março/abril), houve crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 2%.
Monitor Digital - RJ 24/06/2026
A guerra comercial impulsionada pelo presidente dos EUA, Donald Trump — especificamente a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros durante o segundo semestre de 2025 — acelerou a busca por novos mercados por parte das empresas exportadoras brasileiras, segundo analistas e autoridades. Especialistas e o governo brasileiro observam que esse novo cenário se reflete em números recordes de diversificação comercial e em avanços em acordos internacionais.
Em 2025, o Brasil registrou um recorde nas exportações para 42 países, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os destinos que atingiram níveis recordes de compra de produtos brasileiros incluem Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Bangladesh, Filipinas, Panamá, Paquistão e Noruega, além de China e Estados Unidos.
Paulo Borba Casella, professor de direito internacional público da Universidade de São Paulo e coordenador do Grupo de Estudos do Btics, acredita que as medidas comerciais adotadas por Washington estão acelerando a busca por alternativas por parte do Brasil e de outras economias emergentes.
Agência Brasil - DF 26/06/2026
O Banco Central (BC) elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (25), a autarquia destaca a surpresa positiva no resultado do Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) do primeiro trimestre e a melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa.
No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu 1,1% na comparação com o último trimestre de 2025, com expansão nos três grandes setores da economia - agropecuária, indústria e serviços. Diante do resultado, de acordo com o BC, as estimativas para os três setores foram elevadas, bem como para a demanda interna, de consumo das famílias e investimentos por parte de empresários.
"A revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia", diz o BC no relatório.
"Em sentido oposto, a expectativa de trajetória mais elevada para as taxas de juros tende a mitigar esse impulso", acrescentou.
Investing - SP 17/06/2026
O minério de ferro importado pela China deverá representar metade do consumo total do país até 2030, ante aproximadamente 80% atualmente, de acordo com um analista de um think tank afiliado ao estatal China Mineral Resources Group.
Yilin Wang, diretor-geral do departamento de pesquisa de mercado e cooperação externa do Instituto CMRG, apresentou a projeção na terça-feira durante uma conferência do setor em Singapura. A redução na dependência de importações será resultado do aumento da oferta doméstica e do maior uso de sucata de aço.
Wang afirmou que a capacidade de concentrado de minério de ferro da China deve atingir cerca de 350 milhões de toneladas até 2030. O minério de ferro de participação acionária do país deve aumentar para 216 milhões de toneladas métricas no mesmo período.
CNN Brasil - SP 01/06/2026
As vendas de carros elétricos (EVs) continuam acelerando no mundo. Prova disto é que o novo relatório Global EV Outlook, da Agência Internacional de Energia (IEA), aponta para 23 milhões de carros elétricos vendidos até o fim de 2026, o equivalente a quase 30% de todos os automóveis comercializados no planeta.
Em termos de produção, no ano passado, as montadoras chinesas forneciam 60% dos carros elétricos vendidos em todo o mundo, enquanto as montadoras europeias e norte-americanas eram responsáveis por cerca de 15% das vendas globais.
A pesquisa ainda ressalta que os EVs são cada vez mais competitivos em termos de custos nos principais mercados, o que pode reforçar a demanda.
No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais caíram 8%, mas diversas regiões mantiveram forte crescimento. Por outro lado, a América Latina registrou crescimento de 75%.
Auto Industria - SP 02/06/2026
O mercado de veículos leves segue surpreendendo com desempenho acima do esperado por Anfavea e Fenabrave no início do ano. Foram 263 mil emplacamentos em maio, crescimento de 11,2% sobre abril e de 22,7% em relação ao mesmo mês de 2025.
Conforme dados da Consultoria K.Lume, a alta no acumulado do ano é de 17,8%, com quase 1,1 milhão de unidades licenciadas em cinco meses. As entidades do setor devem rever na virada do ano as projeções iniciais que indicavam evolução de apenas 3%.
Os veículos de passeio lideram o crescimento no ano, com 21,4%, enquanto os comerciais leves tiveram evolução menor, de 5,7%.
Monitor Digital - RJ 02/06/2026
Os modelos eletrificados iniciaram 2026 em alta na preferência dos brasileiros. De acordo com dados do Webmotors Autoinsights, ferramenta de dados e inteligência sobre o mercado automotivo, as buscas e visitas por carros elétricos zero quilômetro cresceram 48% entre janeiro e março deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2025. No mesmo período, os híbridos novos avançaram 16,7%.
Apesar de os modelos elétricos apresentarem maior crescimento em buscas, são os híbridos, no entanto, que concentram o maior volume de interesse neste começo de ano. Entre todas as buscas por eletrificados na plataforma (considerando novos e usados somados), 75% foram direcionadas a esses modelos, ao passo que 25% corresponderam aos elétricos.
Do total de modelos eletrificados na plataforma, os usados também se mantiveram aquecidos, com alta de 23% nas buscas e visitas em relação ao ano anterior. Os híbridos seminovos lideram com folga a procura no marketplace, representando 76% do total de buscas por eletrificados desta categoria, enquanto os elétricos responderam por 24%.
Valor - SP 12/06/2026
Expectativa da Abraciclo para o ano é de alta de 4,4% nas exportações, somando 45 mil motocicletas
As montadoras mantiveram o ritmo de produção de motos em maio e o setor acumula alta de 10,1% no volume produzido nos cinco primeiros meses do ano na comparação anual, com 932,5 mil unidades.
Segundo números divulgados nesta quinta-feira (11) pela Abraciclo, associação que representa 11 fabricantes com linhas de produção no Polo Industrial de Manaus e que detêm cerca de 97% do mercado, somente em maio foram montadas 186,7 mil motocicletas, alta de 8,2% sobre o mesmo mês de 2025 e de 1,3% na comparação com abril de 2026.
Apesar do bom desempenho acumulado nos cinco primeiros meses do ano, a Abraciclo mantém a projeção para 2026 divulgada em janeiro. A entidade estima crescimento de 4,5% na produção este ano, atingindo 2,07 milhões de unidades montadas. Tradicionalmente, o segundo semestre apresenta maiores desafios ao setor, entre eles, a estiagem que afeta a região amazônica nos meses de setembro e outubro e que pode causar problemas no sistema de logística.
Diário do Comércio - MG 15/06/2026
No melhor maio desde 2019 (portanto, antes da pandemia), a produção de veículos subiu 15,2% no mês passado, frente ao mesmo período de 2025, chegando a 253,5 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com abril, houve alta de 6,3% na produção das montadoras.
Divulgado nesta sexta-feira, 12, pela Anfavea, entidade que representa o setor, o desempenho foi impulsionado pelos automóveis, cujas vendas subiram 28,1% no comparativo interanual, puxadas por modelos de entrada apoiados por descontos no IPI do programa Carro Sustentável.
No acumulado de janeiro a maio, a produção de veículos atingiu 1,13 milhão de unidades, um crescimento de 7,1% frente ao número registrado nos cinco primeiros meses do ano passado.
Auto Industria - SP 15/06/2026
Diante do relevante crescimento de 86,6% na importação de carros chineses este ano, com total de 108,4 mil unidades no acumulado até maio ante 58,1 mil no mesmo período de 2025, o estoque de veículos estrangeiros também segue em alta no mercado brasileiro.
Conforme dados divulgados pela Anfavea, o número de veículos estocados atingiu 498 mil unidades em maio, das quais 329 mil importadas, a maioria proveniente da China. Esse estoque em abril era de 270 mil, alta de 21,8% no comparativo mensal dos importados.
Em contrapartida, o estoque de veículos nacionais baixou 2,3%, de 173 mil para 169 mil (veja tabela abaixo). Um volume estocado de quase 500 mil veículos equivale praticamente à metade da produção de veículos no país, que ficou na casa de 1,1 milhão até maio.
Auto Industria - SP 18/06/2026
As marcas chinesas responderam por 20,3% das vendas na 1ª quinzena de junho, acima dos 18,4% de maio, conforme balanço parcial do mês divulgado pela Bright Consulting. Ou seja, os chineses acabam de superar um quinto do mercado brasileiro.
“Com a BYD ocupando a 4ª posição geral entre montadoras e nomes como Geely, Chery, GWM e Jaecoo ganhando participação, o avanço chinês deixou de ser tendência marginal. É o movimento competitivo mais relevante do mercado brasileiro no momento”, avalia a consultoria.
O Estado de S.Paulo - SP 24/06/2026
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) renovou nesta terça-feira, 23, por mais seis meses, a cota de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), no valor total de US$ 463 milhões.
No início do ano, o governo deixou expirar, em 31 de janeiro, as cotas que permitiam a importação com alíquota zero de veículos híbridos e elétricos desmontados e semidesmontados destinados à finalização da produção no Brasil, mecanismo que vinha sendo usado, sobretudo pela BYD em Camaçari (BA).
A medida é duramente criticada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na segunda-feira, 22, o presidente da entidade, Igor Calvet, disse que recebeu a informação, então ainda não confirmada pelo governo, de que o Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) recomendou a volta das cotas durante a reunião extraordinária que antecede o encontro da Camex.
Apontando risco aos investimentos de R$ 140 bilhões anunciados pelas montadoras, a direção da Anfavea dizia que considerava ir à Justiça em caso de retorno das cotas, que valeram por seis meses até janeiro. O benefício permitiu que a BYD trouxesse, com alíquota zero do imposto de importação, carros parcialmente montados da China. A produção é finalizada na fábrica da marca chinesa em Camaçari, na Bahia.
Monitor Digital - RJ 25/06/2026
As montadoras chinesas poderão responder por 30% das vendas de veículos leves no Brasil até 2030, em um cenário considerado conservador pela Bright Consulting. Caso as fabricantes tradicionais não acelerem seus investimentos em eletrificação, desenvolvimento tecnológico e novos produtos na janela entre 2026 e 2027, essa participação poderá atingir 40% do mercado brasileiro, segundo projeções apresentadas por Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, durante sua participação na programação de conteúdo da Future Mobility, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Segundo o executivo, a indústria vive uma mudança estrutural impulsionada pela digitalização, pela transição energética e pela rápida evolução tecnológica liderada pelas fabricantes chinesas. "O automóvel deixa de ser apenas um hardware e passa a ser uma plataforma de software, capaz de evoluir continuamente por meio de atualizações e novos serviços. Essa mudança altera completamente a dinâmica de desenvolvimento dos veículos e o modelo de negócios da indústria", afirmou.
CNN Brasil - SP 29/06/2026
A nova decisão do Governo Federal sobre a importação de veículos eletrificados redesenha, mais uma vez, o jogo complexo da indústria automotiva brasileira. O Gecex-Camex (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) aprovou uma nova cota de US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) para importação de veículos elétricos e híbridos nos regimes CKD e SKD, com alíquota zero de Imposto de Importação, válida de 1º de julho a 31 de dezembro de 2026. A medida, no entanto, deixou de fora os veículos CBU, ou seja, os carros importados já montados.
Na prática, o governo não abriu uma isenção ampla para todos os eletrificados. A decisão criou uma janela específica para veículos desmontados ou semidesmontados que passam por algum nível de montagem no Brasil. Acima da cota, os modelos SKD passam a recolher 35% de imposto de importação a partir de julho, enquanto os CKD seguem com alíquota de 14% até o fim de 2026, antes de também subirem para 35% em janeiro de 2027.
Os carros importados prontos, por outro lado, não terão qualquer tipo de cota e voltam à tarifa cheia de 35% a partir de julho.
O efeito imediato é a criação de um mercado em duas velocidades. De um lado, marcas que dependem de veículos importados prontos tendem a enfrentar pressão de custo, maior necessidade de reajustes ou uso de estoques para segurar preços. De outro, empresas que já operam ou estruturam montagem local em CKD e SKD ganham fôlego para atravessar o período de transição com custo tributário menor.
Blogs do Globo - RJ 10/06/2026
O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a entidade está recomendando que as empresas antecipem embarques para os Estados Unidos diante da possibilidade de mudanças nas tarifas de importação aplicadas aos produtos brasileiros. Segundo Velloso, ainda há tempo para que mercadorias enviadas por via marítima, especialmente pela Costa Leste dos Estados Unidos, cheguem ao destino antes de uma eventual alteração tarifária.
A recomendação leva em conta o cronograma do processo conhecido como Seção 301. Empresas e entidades têm até 1º de julho para apresentar manifestações por escrito na consulta pública aberta pelo governo norte-americano. Já no dia 6 de julho está prevista uma audiência pública em Washington, salienta.
CNN Brasil - SP 01/06/2026
O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 230,4 bilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a alta foi de 0,7%.
A agropecuária respondeu por cerca de 7% do PIB brasileiro no período, que totalizou R$ 3,3 trilhões com alta de 1,1% na comparação com o trimestre anterior. Considerando atividades relacionadas, como insumos, agroindústria, transporte e comércio, a participação do agro na economia é maior.
No primeiro trimestre, também houve crescimento da Indústria, de 1,0%, e dos Serviços, de 0,5%.
CNN Brasil - SP 18/06/2026
O VBP (Valor Bruto da Produção agropecuária) de maio totalizou R$ 1,4 trilhão, um recuo de 4,6% frente ao valor do mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).
O índice foi puxado pela produção agrícola, que somou R$ 908,8 bilhões e correspondeu a 64% do total. Já a pecuária apresentou um recuo de 2,2% e fechou o mês com R$ 510,2 bilhões (36%).
Segundo o Mapa, o recuo de 4,6% foi puxado pela queda no preço de importantes commodites, como cacau, laranja e arroz. O ajuste na expectativa de outras culturas também influenciou o resultado.

