Valor - SP 09/07/2025
Companhia tem visto melhora sequencial dos resultados, mas ações caem 60% em 15 meses.
Maior produtora de aços planos do Brasil, a Usiminas é também a mais afetada, entre as companhias do setor listadas na B3, pelo avanço das importações de produtos siderúrgicos. Apesar dos esforços de reestruturação de seus passivos e dos ganhos de custo e eficiência com a reforma bilionária do alto-forno 3, em Ipatinga (MG), a empresa viu suas ações voltarem a rondar os níveis mais baixos em cinco anos, com queda de quase 60% no acumulado dos últimos 15 meses.
No fechamento desta terça-feira (8), os papéis da siderúrgica mineira eram cotados a R$ 4,38, baixa diária de 0,23%. Em 2025, a desvalorização chegou a 17,7%.
“Continuamos a ver um cenário desafiador para os produtores de aços planos no Brasil, com concorrência feroz de produtos importados, intensificada pela recente valorização do real, que pode ter impacto negativo sobre preços domésticos e demanda no segundo semestre”, escreveram analistas do Itaú BBA, em relatório recente.
Além disso, a Usiminas tem sua atuação focada em aços planos (usados pela indústria automotiva, por exemplo), justamente o tipo de produto siderúrgico mais importado pelo país. Dessa forma, acaba sentindo mais a queda dos preços domésticos, que chegou a 15% de janeiro a maio, segundo o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Jorge Loureiro. “É certo que [o preço] vai cair mais”, disse.
Segundo Loureiro, considerando-se o volume de material que está chegando ou aguardando para ser descarregado em portos, como São Francisco do Sul (SC), é possível prever mais pressão. “São mais de 900 mil toneladas, o que mostra que os números de importação em junho foram iguais ou maiores do que em maio”, comentou.
Dados do Instituto Aço Brasil mostram que a produção nacional de aço bruto cresceu pouco, 0,7%, entre janeiro e maio, para 13,7 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, as importações subiram 26,8%, para 2,9 milhões.
Alguns distribuidores de aço, conforme o presidente do Inda, também passaram a importar certos volumes, a despeito do sistema de cota-tarifa implementado em junho do ano passado pelo governo federal, hoje válido para 23 produtos. “Com a queda de preços e o câmbio, ficou mais atrativo. Mesmo com 25% [de alíquota], eventualmente tem alguma vantagem na importação”.
IstoÉ Dinheiro - SP 25/07/2025
O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, afirmou que o entendimento do instituto é de que exportações de aço brasileiras para os Estados Unidos não receberão sobretaxação além dos 50% que esses produtos já receberam.
“Nosso entendimento é de que não haverá sobretaxa. Tanto é que as vendas para os Estados Unidos não caíram em julho”, disse Loureiro. Ele explica que esse tipo de contrato é fechado com planejamento e antecedência e que as compras de julho devem chegar ao destino já em agosto. A taxa de 50% sobre os produtos brasileiros anunciada pelo presidente Donald Trump deve passar a valer em 1º de agosto.
Ele disse ainda que o mercado interno de aço, afetado ao seu ver pela alta de importações, deve ter um segundo semestre pressionado. Entre outros pontos, ele cita clientes já com dificuldades de crédito.
Valor - SP 25/07/2025
Comercialização somou 313,8 mil toneladas em junho, queda de 4,6% em relação a maio, de acordo com dados divulgados
As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil somaram 313,8 mil toneladas em junho, queda de 4,6% em relação a maio, de acordo com dados divulgados, nesta quinta-feira (24), pelo Inda. Os números contrariam expectativa de alta de 4% divulgada anteriormente pela entidade que representa o setor no país.
Na comparação anual, houve declínio de 7,3%, fazendo com que as vendas no acumulado do primeiro semestre somassem 1,93 milhão de toneladas, ficando no zero a zero ante os mesmos seis meses de 2024.
“Nós continuamos achando que podemos chegar a 1,5% (de crescimento no ano), mas esse número do primeiro semestre faz com que a gente se preocupe um pouco com essa nossa previsão”, afirmou o presidente-executivo do Inda, Carlos Jorge Loureiro, em coletiva de imprensa.
Loureiro também citou as taxas de juros elevadas e que estão aparecendo algumas dificuldades de crédito. “A gente está tendo que ter muito cuidado com alguns pedidos para clientes que você não conhece muito bem, porque já está havendo problema de crédito. Também é uma das coisas que estão segurando um pouco a nossa venda.”
Para julho, a expectativa da entidade é que as vendas cresçam 5% ante junho, para 329,5 mil toneladas. Tal melhora, de acordo com o presidente do Inda, deve decorrer de uma acomodação no mercado, enquanto, do ponto de vista macroeconômico, o cenário é de “mais dificuldade”.
Ainda de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Inda, o setor terminou junho com estoques de 1,068 milhão de toneladas, declínio de 0,3% na base mensal e um crescimento de 14,9% sobre um ano antes. Esse volume equivale a 3,4 meses de comercialização, nível considerado elevado pela entidade.
Portal Fator Brasil - RJ 28/07/2025
Comparado a junho de 2024. Mas 11,2% menos ante o mês de maio deste ano.
O instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), divulgou os resultados do mês de junho no dia 25 de julho (sexta-feira), onde mostrou que as compras do mês registraram queda de 8,7% perante a maio, com volume total de 310,1 mil toneladas contra 339,5 mil. Frente a junho do ano passado —352,9 mil toneladas—, apresentou queda de 12,1%.
Vendas — De acordo com o Instituto as vendas de aços planos em junho contabilizaram queda de 4,6% quando comparada a maio, atingindo o montante de 313,8 mil toneladas contra 328,9 mil. Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 338,7 mil toneladas, registrou queda de 7,3%.
Estoques — Em número absoluto, o estoque de junho obteve queda de 0,3% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 1.068,2 mil toneladas contra 1.071,9 mil. O giro de estoque fechou em 3,4 meses.
Importações (chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quente, chapas eletro-galvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume) — As importações encerraram o mês de junho com queda de 11,2% em relação ao mês anterior, com volume total de 371,3 mil toneladas contra 417,9 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior —211,2 mil toneladas —, as importações registraram alta de 75,8%.
Valor - SP 07/07/2025
Após a aquisição da U.S. Steel, a Nippon Steel pretende aumentar a produção de aço bruto em mais de 60%, para 100 milhões de toneladas métricas em dez anos, e retomar a liderança entre os produtores globais, afirmou o executivo-chefe (CEO), Eiji Hashimoto, ao "Nikkei Asia".
A empresa japonesa tornou-se a siderúrgica número um do mundo no início da década de 1970, mas perdeu o posto na década de 2000, com o fortalecimento das rivais chinesas.
"Nos tornaremos uma empresa líder mundial para deixar sonhos e opções para a próxima geração", disse Hashimoto em entrevista.
A aquisição da U.S. Steel pela empresa por US$ 14,1 bilhões, concluída em junho, representa o cerne desse esforço. A Nippon Steel construirá novas siderúrgicas e fará investimentos de ponta, como equipamentos para a produção de chapas de aço elétrico, o que a unidade americana não pode fazer atualmente.
A siderúrgica japonesa planeja investir US$ 11 bilhões na empresa americana até 2028, buscando aumentar a produção de aço bruto da unidade em mais de 20 milhões de toneladas nos próximos dez anos, em relação aos 14,18 milhões de toneladas produzidos em 2024.
"A indústria siderúrgica americana está em declínio há muito tempo, então há uma escassez avassaladora de engenheiros", disse Hashimoto. A Nippon Steel enviará inicialmente cerca de 40 engenheiros do Japão para trabalhar na redução de custos.
Valor - SP 07/07/2025
Gecex também estendeu o direito antidumping definitivo às importações brasileiras de polióis poliéteres originárias da China e EUA.
Após encerrar processo de investigação, o governo decidiu aplicar, por até cinco anos, o direito antidumping definitivo às importações brasileiras de polióis poliéteres originárias da China e EUA.
Além disso, também estendeu por mais cinco anos o direito de antidumping aplicado às importações brasileiras de tubos de aço inoxidável da China.
A decisão consta de resoluções do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio (Gecex) publicadas nesta sexta-feira (04) no Diário Oficial da União (DOU).
O Estado de S.Paulo - SP 07/07/2025
Em meio a mudanças no comércio global com a política de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, o mês de junho registrou crescimento das exportações brasileiras para China (2,3%), Estados Unidos (2,4%) e Argentina (70,8%). Já a União Europeia (UE) comprou menos no mês passado (queda de 14,0%).
No caso da China e dos EUA, a alta é decorrente do aumento nas vendas de carne bovina brasileira. Já o incremento das exportações para a Argentina foi motivado pelo aquecimento do setor automotivo, já que aquele país vem recuperando a demanda nessa área.
Também houve aumento das importações com origem na China (4,5%), na União Europeia (6,6%), nos EUA (18,5%) e na Argentina (8,9%). No caso dos EUA, a alta foi decorrente da compra de motores, máquinas e combustíveis.
Os dados foram apresentados na tarde desta sexta-feira, 4, pelo diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.
Brandão argumentou que tanto exportações quanto importações cresceram em junho em valor e volume, mas caíram em preço. No caso das exportações, a queda dos preços no mês passado foi mais acentuada, de 4,3%, enquanto nas importações, a redução dos preços foi de 1,1%.
Exportações no primeiro semestre tiveram leve baixa
Brandão ainda explicou que, no primeiro semestre deste ano, as exportações ficaram ligeiramente abaixo das registradas no ano passado (US$ 165,87 bilhões em 2025 contra US$ 166,96 bilhões em 2024, queda de 0,7%), motivadas por preços menores.
"O valor exportado deste ano é sustentado pelos volumes crescentes, já que temos observado uma redução dos preços internacionais dos bens", explicou. Entre os destaques nas exportações nos seis primeiros meses do ano, está a queda de 7,6% nas vendas para a China e a redução de 18,7% para o Oriente Médio. Houve aumento de valor exportado para a UE, os EUA e a Argentina (2,6%, 4,4% e 55,4% respectivamente).
No caso das importações, o técnico explicou que a economia brasileira vem demandando mais bens importados, em especial de capital e intermediários. Houve crescimento de 8,3% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 (US$ 135,78 bilhões) e o mesmo período de 2024 (US$ 125,4 bilhões).
No primeiro semestre, cresceu a importação das principais origens: 21,4% da China, 4,5% da UE, 11,5% dos EUA e 1,6% da Argentina.
O Estado de S.Paulo - SP 07/07/2025
O presidente Donald Trump anunciou na noite deste domingo, 06, que os acordos tarifários feitos pelos Estados Unidos com diversos países serão divulgados a partir das 13h (horário de Brasília) desta segunda-feira, 07. O republicano disse ainda que países alinhados às "políticas antiamericanas do Brics" vão pagar uma tarifa adicional de 10%. Segundo ele, "não haverá exceções a esta regra". As declarações foram feitas através da Truth Social.
A ameaça ao pagamento de uma taxa extra aos países de acordo aos ideais ‘anti-EUA’ dos Brics foi feita durante a cúpula do bloco, que ocorre esta semana no Rio de Janeiro.
Mais cedo no domingo, os líderes do bloco publicaram a Declaração do Rio de Janeiro. Mesmo sem citar nominalmente os Estados Unidos, o texto faz referência ao país ao condenar ataques realizados contra o Irã e a Rússia, dois membros plenos do bloco.
O Brics expressou "séria preocupação" com os "ataques deliberados" contra as "infraestruturas civis", mas não apenas as iranianas, como desejava Teerã, e também às "instalações nucleares pacíficas".
A cúpula também condenou "os ataques contra pontes e infraestrutura ferroviária que visaram deliberadamente civis nas regiões de Bryansk, Kursk e Voronezh, na Federação Russa, em 31 de maio e 1.º e 5 de junho de 2025, resultando em várias vítimas civis, incluindo crianças".
É a primeira vez que o Brics cita ataques específicos em território russo desde a invasão russa à Ucrânia, em 2022.
G1 – Minas Gerais 09/07/2025
Donald Trump anunciou nesta quarta aumento de taxa sobre produtos brasileiros. Decisão impacta especialmente a siderurgia brasileira, que já enfrenta tarifas de 50%.
O economista Bruno Carazza, doutor em direito econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou em entrevista à TV Globo nesta quarta-feira (9) que a decisão de Donald Trump de taxar produtos brasileiros nos Estados Unidos com tarifa de 50% representa uma ’porta se fechando’ para os produtos mineiros.
A decisão de Trump impacta especialmente a siderurgia brasileira, que já enfrenta tarifas de 50%. Ainda não está claro se, no caso da nova determinação de Trump, incidirão mais 50% sobre as atuais taxas ou se ficará padronizado 50% de taxa para todos os produtos.
No caso do aço bruto, afeta diretamente a indústria mineira. MG é o maior fabricante brasileiro de aço bruto e semiacabado, segundo o Instituto Aço Brasil. Em 2024, o estado liderou a produção nacional, com uma fatia equivalente a 30,1% (10,2 milhões de toneladas) do setor no país.
’Quando Trump põe sobre taxa de 50%, praticamente fecha mercado americano para produtores em Minas. O produtor mineiro muito provavelmente vai ter que procurar outros mercado porque cada vez fica mais difícil vender para o mercado americano [...] É uma porta que está se fechando’, avalia Bruno Carazza sobre o anúncio feito por Trump.
O economista explicou que a medida do governo norte-americano deverá influenciar no preço do produto no mercado internacional, afetar os ganhos das empresas brasileiras e obrigar o empresariado mineiro a agir.
ISTOÉ – 16/07/25
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta quarta-feira (16) a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço de todos os países, exceto os Estados Unidos, quando o produto contiver material "derretido e derramado na China". A medida visa proteger a indústria siderúrgica nacional diante do que classificou como práticas desleais. "Vamos estabilizar nosso mercado nacional de aço e deixá-lo longe de tensões comerciais", afirmou Carney.
Como parte do pacote, Carney também anunciou que o Canadá reduzirá as cotas tarifárias para produtos siderúrgicos de países que não têm acordo de livre comércio com o país. "Vamos reduzir os níveis de cotas tarifárias de 100% para 50% dos volumes de 2024", disse o premiê.
"Nos tornamos muito dependentes dos EUA e devemos diversificar relações comerciais", declarou Carney. Segundo ele, o país tem "potencial de ser nosso maior consumidor de nosso próprio aço" e usará mais insumos nacionais em obras públicas. "Vamos usar mais aço canadense em projetos nacionais", prometeu.
As novas regras entrarão em vigor até o fim de julho e devem afetar principalmente exportadores asiáticos. Segundo Carney, o Canadá continuará a respeitar os acordos comerciais com países parceiros, mas tomará medidas firmes para garantir a competitividade da produção local.
Carney ainda reconheceu dificuldades nas tratativas com Washington. "Estamos em negociações comerciais duras com os EUA", afirmou. Ele acrescentou que "não temos um acordo com os EUA ainda pois ainda não chegamos em uma negociação boa para o Canadá e os trabalhadores canadenses".
O premiê canadense ainda pontuou que o comércio de madeira de coníferas "é uma prioridade nas negociações com os EUA. Gostaria de resolver isso ao mesmo tempo que outras questões comerciais".
Petro Notícias - SP 21/07/2025
A produção de aço bruto no primeiro semestre de 2025 alcançou 16,5 milhões de toneladas, elevação de 0,5% no período, segundo o Instituto Aço Brasil. As importações elevaram-se 28,8% no período, para 3,5 milhões de toneladas, sendo que a de laminados cresceu 40,1%, para 3,2 milhões de toneladas. As vendas internas subiram 3,1%, atingindo 10,5 milhões de toneladas; exportações variaram 11,5%, com 5,2 milhões de toneladas; e o consumo aparente chegou a 13,7 milhões de toneladas, 9,9% de alta. Na variação mensal ante igual mês do ano anterior, a produção fechou em 2,8 milhões de toneladas em junho, queda de 0,5%; as vendas internas atingiram 1,9 milhão de toneladas, com variação positiva de 2,2%; as importações subiram 39,2%, tendo fechado em 596 mil toneladas; e as exportações foram a 1,1 milhão de toneladas, elevação de 62,8%.
O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA), que avalia as expectativas dos CEOs da indústria do aço, fechou em 21,0, um recuo de 1,7 ponto em julho em relação a junho. O indicador está a 30,7 pontos da média histórica de 51,7, no segundo pior resultado da série histórica. Quando abaixo dos 50 pontos, índice denota falta de confiança dos CEOs. Estão disponíveis no site do Instituto os dados da indústria brasileira do aço no mês de junho e o ICIA de julho de 2025, indicador desenvolvido pelo Aço Brasil que identifica alterações de curto prazo na atividade da indústria brasileira do aço. Acesse os dados estatísticos de junho do setor e o vídeo com análise das informações divulgadas. Acesse o ICIA de julho.
Brasil Mineral - SP 24/07/2025
A produção mundial de aço bruto caiu 5,8% em junho e 2,2% no semestre, com destaque para a queda na produção da China e da Europa, enquanto a América do Norte registrou crescimento.
A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 151,4 milhões de toneladas em junho de 2025, uma queda de 5,8% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 112,9 milhões de toneladas em junho, um retrocesso de 6,2% sobre junho de 2024. Apenas a China produziu 83,2 milhões de toneladas, 9,2% a menos que em junho do ano passado, enquanto a Índia produziu 13,6 milhões de toneladas no mês, um incremento de 13,3%. Japão e Coreia do Sul produziram 6,7 milhões e 5 milhões de toneladas de aço bruto em junho, respectivamente, com decréscimos de 4,4% e 1,8%.
Os países do Bloco Europeu produziram 10,4 milhões de toneladas de aço em junho de 2025, ou 8,2% inferior que no mesmo mês de 2024, sendo que a Alemanha produziu 2,7 milhões de toneladas, um decréscimo de 15,9% sobre junho de 2024. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,3 milhões de toneladas, uma redução de 8,4% sobre junho do último ano. A Turquia produziu 2,9 milhões de toneladas, 3,5% a menos que junho do ano passado.
O Estado de S.Paulo - SP 25/07/2025
Sete Lagoas, município de 227 mil habitantes a 74 quilômetros de Belo Horizonte, é um dos maiores polos industriais de Minas Gerais, em setores como metalurgia, siderurgia, alimentos, bebidas e têxteis. Concentra 21 das 53 usinas produtoras de ferro-gusa do Estado e a maior capacidade de produção da matéria-prima. Das exportações da commodity metálica por usinas mineiras, Sete Lagoas responde por cerca de US$ 600 milhões, ou R$ 3,3 bilhões pela cotação do dólar nesta quinta-feira, 24.
As divisas brasileiras com exportação de ferro-gusa no ano passado atingiram US$ 1,65 bilhão, o equivalente a R$ 9,1 bilhões. As exportações de siderúrgicas de Minas representaram 70% desse valor (US$ 1,15 bilhão). Em volume, os EUA importam 86,9% (de Minas Gerais, 85%), o correspondente a 3,3 milhões de toneladas, conforme dados de 2024 do Sindifer, entidade que reúne os produtores de ferro-gusa em Minas Gerais, além de empresas de Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.
A tarifa de 50% para exportações de produtos brasileiros aos EUA, se confirmada a partir de 1º de agosto, terá um grande impacto na economia da cidade mineira, disse Fausto Varela Cançado, presidente do Sindifer.
“Não há como redirecionar essas vendas em pouco tempo para outros mercados”, diz Varela, lembrando que 68% dos embarques de Minas Gerais têm como destino portos dos EUA.
O dirigente admite que algumas siderúrgicas de gusa poderão paralisar usinas já a partir de agosto, se não for adiada ou suspensa a tarifa, e conceder férias coletivas.
Ferro-gusa é uma liga de ferro e carbono obtida com minério de ferro e carvão vegetal ou coque, produzida em altos-fornos e utilizada como matéria-prima na fabricação de aço e autopeças e componentes automotivos.
“Somos o maior fornecedor do mercado americano. Há siderúrgicas de gusa no País que dependem 90% das vendas para os EUA”, informa Varela.
Portal Fator Brasil - RJ 28/07/2025
Resultado ante o mesmo mês de 2024. As exportações em junho tiveram elevação de 62,8% no volume e 17,8% em valor, mas as importações também avançaram bastante em volume e valor, tanto no mês, quanto no semestre.
O Instituto Aço Brasil divulgou no dia 23 de julho (quarta-feira), os dados do segmento referentes ao mês de junho de 2025, onde demonstra que a produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, uma redução de 0,5% frente ao apurado no mesmo mês de 2024. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 5,2% superior à registrada em junho de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 730 mil toneladas, uma queda de 13,3% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024.
Consumo e vendas — As vendas internas avançaram 2,2% frente ao apurado em junho de 2024 e atingiram 1,9 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,5 milhões de toneladas, 13,2% superior ao apurado no mesmo período de 2024.
Exportações — As exportações de junho de 2025 foram de 1,1 milhão de toneladas, ou US$ 677 milhões, o que resultou em elevação de 62,8% e de 17,8%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2024.
Importações— As importações de junho de 2025 foram de 596 mil toneladas e de US$ 543 milhões, um aumento de 39,2% em quantum e de 28,3% em valor na comparação com o registrado em junho de 2024.
Produção no acumulado do ano — Ainda de acordo com o Aço Brasil, a produção brasileira de aço bruto foi de 16,5 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a junho de 2025, o que representa um crescimento de 0,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 11,8 milhões de toneladas, expandindo 2,1% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2024. A produção de semiacabados para vendas totalizou 4,0 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2025, uma queda de 8,7% na mesma base de comparação.
IstoÉ Dinheiro - SP 29/07/2025
O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aplicou direito antidumping definitivo por um prazo de até cinco anos às importações de tubos de aço inoxidável originárias da Índia e Taipé Chinês. De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU), a investigação foi aberta após denúncia da Associação Brasileira dos Processadores e Distribuidores de Aços Inoxidáveis (Aprodinox) em maio do ano passado.
O órgão também aplicou direito antidumping definitivo por um prazo de até cinco anos às importações brasileiras de anidrido ftálico originárias da China. A Camex ainda prorrogou por mais cinco anos o direito antidumping definitivo às importações brasileiras de tubos de aço carbono – sem costura, de condução (line pipe), utilizados para oleodutos e gasodutos, com diâmetro externo superior a cinco polegadas nominais (141,3 mm), mas não superior a 14 polegadas nominais (355,6 mm) – originárias da China.
O Estado de S.Paulo - SP 29/07/2025
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira, 28, que os Estados Unidos vão estabelecer uma tarifa-base de 15% a 20% para os países que não fecharem acordos comerciais separados até a sexta-feira. "Para o mundo, eu diria que ficará em algum lugar na faixa de 15% a 20%... Só quero ser legal", disse o presidente americano em Turnberry, na Escócia, ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
Trump não especificou, porém, se todos os países que não fecharem acordo estarão dentro desse patamar. Isso é especialmente importante para o Brasil, o país mais ameaçado, neste momento, pela política tarifária do presidente americano.
Neste mês, Trump anunciou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, dando como principal justificativa o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas norte-americanas. Desde então, o governo Lula afirma ter tentado negociar, mas sem nenhum sinal de avanço.
Tarifas de 15% têm sido a base dos acordos fechados recentemente por Trump. Esse é o número, por exemplo, dos acertos anunciados com o Japão, na semana passada, e com a União Europeia, neste domingo, 28.
Revista Mineração - SP 02/07/2025
A Itaminas, sediada Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), realizou a primeira exportação direta de minério de ferro para o mercado internacional. A operação contou com a infraestrutura do Porto Sudeste, localizado no litoral do Rio de Janeiro, conforme previsto em parceria fechada em março deste ano.
Além de aumentar a agilidade e a competitividade da Itaminas, a exportação direta dos produtos aumenta a autonomia comercial da mineradora e amplia o acesso a diferentes destinos globais.
A previsão da mineradora é de exportar 4 milhões de toneladas de minério por ano para novos mercados internacionais, como o Oriente Médio.
Para o CEO da Itaminas, Thiago Toscano, a exportação direta é um passo fundamental na consolidação da empresa como uma mineradora de referência no Brasil, além de abrir portas para novas oportunidades de negócio.
Alinhada com a estratégia de internacionalização da empresa, a iniciativa em parceria com o Porto Sudeste busca expandir o volume exportado, além de diversificar os destinos.
O vice-presidente de Operações da Itaminas, Argeu Géo Filho, destaca que a nova rota logística vai impactar na redução de prazos para entrega do minério de ferro no exterior, ampliando o alcance de mercados internacionais.
IstoÉ Dinheiro - SP 23/07/2025
A produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre deste ano aumentou 3,7% em relação ao mesmo período de 2024, alcançando 83,599 milhões de toneladas (Mt). Na comparação com o trimestre anterior, a produção de minério avançou 23,6%, informou a mineradora em seu relatório de produção e vendas divulgado há pouco.
No período, a empresa comercializou 77,346 milhões de toneladas da commodity, recuo de 3,1% na comparação anual e avanço de 16,9% no intervalo trimestral.
Segundo a Vale, o trimestre foi marcado por "um sólido desempenho em todos os segmentos de negócio". Na produção de minério de ferro, a empresa avalia que a combinação de novos ativos em desenvolvimento (ramp-up) e a maior confiabilidade operacional têm suportado a maior aderência ao plano de produção de 2025.
A companhia diz ainda que a produção de minério de ferro totalizou 83,6 Mt, principalmente devido ao forte desempenho da planta de Brucutu, com o comissionamento da 4ª linha de processamento, e a um novo recorde de produção para um segundo trimestre na operação S11D.
As vendas de finos atingiram 67,678 milhões de toneladas, recuo de 1,2%% ante o mesmo período do ano passado e avanço de 19,2% na comparação sequencial.
CNN Brasil - SP 02/07/2025
A contração da atividade industrial do Brasil se aprofundou em junho, quando uma queda substancial nas encomendas de exportação provocou forte retração nas vendas totais, mostrou nesta terça-feira (1º) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI).
O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 48,3 em junho de 49,4 em maio, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração e marcando a deterioração mais intensa nas condições operacionais desde julho de 2023.
Além disso, o resultado leva ao pior desempenho trimestral do setor desde o quarto trimestre de 2023.
Os volumes de produção caíram pelo segundo mês seguido, o que as empresas associaram à fraqueza da demanda e à falta de novos negócios. A taxa de contração foi a mais forte em dois anos.
As novas encomendas continuaram a cair, chegando a três meses de redução e marcando o ritmo mais forte de queda em um ano e meio. O que mais pressionou as vendas em geral foi o fraco desempenho dos novos pedidos de exportação, que sofreram o terceiro mês seguido de contração e a mais forte desde o início de 2023.
O Estado de S.Paulo - SP 03/07/2025
A produção industrial caiu 0,5% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta quarta-feira, 2, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é igual à mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, com intervalo entre uma queda de 3,5% a uma alta de 0,4%.
Em relação a maio de 2024, a produção teve alta de 3,3%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de uma queda de 0,6% a um avanço de 4,9%, com mediana positiva de 3,6%.
No acumulado do ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, a indústria teve uma alta de 1,8%. No acumulado em 12 meses, a produção subiu 2,8%.
A queda em maio foi puxada por perdas, sobretudo, na produção de veículos e de derivados do petróleo. Houve recuos em 13 dos 25 ramos pesquisados no período.
IstoÉ Dinheiro - SP 08/07/2025
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,2% para 5,18% este ano. É a sexta redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (7), em Brasília. A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%. O resultado mostra desaceleração após o IPCA ter marcado 0,43% em abril. O índice – divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acumula taxas de 2,75% no ano e de 5,32% em 12 meses.
Globo Online - RJ 14/07/2025
Se o tarifaço de 50% anunciado pelo presidente Donald Trump entrar em vigor em 1º agosto, não apenas o agro vai ter dificuldades em um de seus principais mercados. O impacto em setores da indústria também será sentido.
Segundo dados revelados pelo Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham, as exportações industriais brasileiras para os EUA bateram recorde e chegaram a US$ 16 bilhões no primeiro semestre, alta de 8,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com esse desempenho, os EUA cresceram ainda mais como o principal destino das exportações da indústria nacional, representando 12,4% do total. O mercado americano comprou mais itens industriais do Brasil, neste ano, do que seus parceiros do Mercosul (US$ 11,5 bilhões), que a União Europeia (US$ 10,8 bilhões e com quem o Brasil pretende assinar um acordo comercial) e até mesmo a China, que fez compras de US$ 9,7 bilhões no primeiro semestre.
"O recente anúncio de tarifas de 50% para o Brasil a partir de 1º de agosto tem o potencial de inviabilizar parte expressiva das exportações brasileiras para os EUA. A Amcham defende esforço diplomático para uma solução negociada no curto prazo", diz a entidade em nota.
O Estado de S.Paulo - SP 15/07/2025
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, caiu 0,74% em maio, na comparação com abril e na série com ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira, 14. O resultado ficou abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast, de queda de 0,50%. A mediana indicava baixa de 0,02%, e o teto, alta de 0,54%.
O BC revisou os resultados do índice em abril (0,16% para 0,05%) e março (0,71% para 0,61%), e manteve a taxa de fevereiro em 0,60%. Mudanças na série com ajuste sazonal são comuns, normalmente refletindo a adição de um novo mês ao conjunto dos dados, mas a autarquia também revisou os números sem ajuste.
O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, caiu 0,31% em maio, após alta de 0,07% em abril (dado revisado). O indicador da agropecuária caiu 4,25%, após uma baixa de 0,93% no mês anterior (revisado), informou o BC.
O índice de serviços aumentou 0,01%, depois de ter crescido 0,39% no mês anterior (revisado); o da indústria recuou 0,52%, após baixa de 1,24% em abril (revisado); e o de impostos — equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) — cedeu 1,02%, após uma alta de 0,20% (revisado).
O Estado de S.Paulo - SP 18/07/2025
O Fundo Monetário Internacional (FMI) detalhou, em nota divulgada nesta quinta-feira, 17, que projeta crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, desacelerando em relação à alta de 3,4% observada em 2024. Na avaliação do conselho, a moderação deverá refletir as condições monetárias e financeiras apertadas, redução do impulso fiscal do governo e o aumento da incerteza política global. A nota foi publicada ao fim da missão do FMI ao Brasil, realizada no mês passado, no âmbito da Consulta do Artigo IV de 2025.
A expectativa do Fundo é que o crescimento médio do País fique estabilizado em cerca de 2,5% nos próximos anos, com a normalização da política monetária e os efeitos de reformas recentemente aprovadas, como o novo Imposto de Valor Agregado (IVA) e o Plano de Transformação Ecológica (PTE).
O Estado de S.Paulo - SP 22/07/2025
O Brasil pode sofrer uma perda de longo prazo de R$ 175 bilhões, com retração de 1,49% do PIB e com 1,3 milhão a menos de postos de trabalhos, caso a tarifa de 50% para as exportações brasileiras entre em vigor, conforme anunciado para o dia 1º de agosto, pelo presidente americano, Donald Trump. A queda na renda das famílias atingiria até R$ 24,39 bilhões e na arrecadação do governo seria de R$ 4,86 bilhões.
O estudo, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e feito por sua gerência de economia e finanças empresariais, contempla um período entre cinco e dez anos. “Os efeitos nocivos vão se acumulando ao longo do tempo”, afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
Parte desse efeito já seria sentido fortemente em curto prazo, num período entre um e dois anos, antes que o capital dedicado às exportações americanas fosse redirecionado para o mercado interno e para outros países. Nesse tempo, as perdas já somariam R$ 47 bilhões e o consumo das famílias seria afetado negativamente em até 0,67%, segundo a Fiemg.
O BTG Pactual divulgou este mês uma estimativa de perdas ainda maiores de curto prazo, entre 2025 e 2026, de US$ 20 bilhões.
Portos e Navios - SP 23/07/2025
As importações brasileiras de produtos vindos da China cresceram 37,2% no primeiro semestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano anterior, e os preços médios das importações chinesas registraram queda de 8,1%. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, 26,3% das compras externas brasileiras nos seis primeiros meses do ano vieram do país asiático, o maior índice já registrado, aumentando o protagonismo dos chineses no comércio bilateral. Já o volume total de mercadorias importadas pelo Brasil cresceu 16,7%.
Carlos Campos Jr., CEO da Target Trading, empresa brasileira que atua em comércio exterior, explica que o crescimento das compras da China reflete a melhor compreensão dos chineses sobre as características do mercado brasileiro, além de investimentos em fábricas e infraestrutura no Brasil, como em portos, além melhoria da qualidade do que produzem. Ele prevê que a tendência é mais aumento das compras no país asiático, mas alerta que esse movimento deve ser acompanhado com atenção para evitar dependência de um único país em nossas transações comerciais.
A Target Trading, que atua na importação de máquinas de grande porte e autopeças, observa que os números da balança comercial no primeiro semestre mostraram ainda queda de participação dos Estados Unidos para 16%, o segundo menor índice em 10 anos. "Devemos manter o bom diálogo e chegar a um bom termo com os EUA, que ainda se mantêm como um parceiro relevante para o país", sugeriu Campos Jr.
O Estado de S.Paulo - SP 28/07/2025
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse neste sábado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado pode ser afetado negativamente entre 0,3% e 2,7% com a tarifa de 50% prometida pelos Estados Unidos contra os produtos do Brasil. A declaração foi feita na Expert XP 2025, em São Paulo. "A gente tem feito muitas simulações e o efeito pode ser muito severo de fato", afirmou.
Além do impacto no PIB, Tarcísio mencionou a possibilidade de 44 mil a 120 mil empregos a menos no Estado, e de uma perda de R$ 3 bilhões a R$ 7 bilhões na massa salarial.
Tarcísio afirmou ainda estar preocupado tanto com as pequenas empresas quanto com as grandes que operam no Estado. Ele citou o caso da Caterpillar, que tem fábrica em Piracicaba.
Mencionou também a Embraer. "Ela manda [aos EUA] os aviões executivos que são fabricados em Gavião Peixoto, manda os aviões da aviação comercial que são fabricados em São José dos Campos, e a gente está falando de impor um ônus significativo [à empresa]", disse.
Tarcísio esteve no evento da XP em um painel ao lado dos governadores de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
IstoÉ Dinheiro - SP 31/07/2025
O crescimento econômico dos Estados Unidos acelerou no segundo trimestre do ano, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (30), embora analistas alertem para distorções devido ao fato de as empresas estarem tentando se antecipar às tarifas do presidente Donald Trump.
A maior economia do mundo cresceu a uma taxa anual de 3% entre abril e junho, mais rápido que as previsões dos especialistas, revertendo a queda de 0,5% observada nos primeiros três meses do ano, segundo o Departamento do Comércio.
Isso levou rapidamente Trump a aumentar o tom de suas mensagens pedindo um corte nas taxas de juros: "Devem baixar a taxa agora", disse, em referência ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
O Fed (banco central americano) anunciará a decisão de seu comitê de política monetária sobre as taxas nesta quarta-feira.
Os analistas que participaram da pesquisa do Briefing.com esperavam uma taxa de crescimento do PIB de 2,5%.
No início do ano, as empresas começaram a se abastecer para evitar o impacto das eventuais altas das tarifas anunciadas por Trump, mas os estoques já começam a baixar.
Globo Online - RJ 02/07/2025
Em meio à chegada de novas marcas chinesas disputando a atenção do consumidor brasileiro para carros elétricos e híbridos importados, a BYD (Build Your Dreams) inaugura nesta terça a primeira unidade de uma montadora chinesa no país. A fábrica de Camaçari, onde no passado funcionou uma unidade da Ford, vai produzir o SUV Song Plus, um híbrido plug in, e o elétrico Dolphin Mini.
A BYD anunciou investimentos de R$ 5 bilhões no país, sendo que R$ 1,4 bilhão foram desembolsados na unidade baiana, que já emprega quase mil pessoas e deve abrir mais três mil vagas, segundo a empresa. O objetivo da BYD, que vem liderando uma guerra de preços baixos na China, é produzir 50 mil unidades ainda este ano e subir para 150 mil em 2026.
As obras da fábrica da BYD começaram em março de 2024, e a ideia era iniciar a produção no primeiro semestre deste ano, logo após o Carnaval. Mas houve atrasos no cronograma depois que a BYD teve problemas com uma empresa terceirizada chinesa, a Jinjiang Group, que foi acusada pelo Ministério do Trabalho da Bahia de submeter 163 operários chineses trazidos para a obra a condições degradantes de trabalho.
Em maio deste ano, o MPT processou a BYD e outras duas. A ação civil pública pede o pagamento de R$ 257 milhões por danos morais coletivos. Em nota, a BYD disse que mantém um compromisso "inegociável" com os direitos humanos e informou que vai se manifestar nos autos da ação civil pública.
Valor - SP 03/07/2025
Segundo o instituto, a produção industrial mostrou recuo em 13 de 25 atividades na comparação mensal, mas ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia.
Uma queda de 3,9% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, em maio ante abril, ajudou a compor recuo de 0,5% na atividade industrial brasileira como um todo, no mesmo período. A informação consta de comunicado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), veiculada pela instituição nesta quarta-feira (2).
Com a queda de maio, a produção industrial do país ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). No entanto, a produção de maio ainda permaneceu 15% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, detalharam os pesquisadores do IBGE em comunicado.
Em maio ante abril, a produção industrial mostrou recuo em 13 de 25 atividades.
Produções industriais de veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%), produtos alimentícios (-0,8%), produtos de metal (-2,0%), de bebidas (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,7%) e móveis (-2,6%) foram os destaques.
Infomoney - SP 04/07/2025
O mercado de veículos novos, que engloba o emplacamento de automóveis, comerciais leves como picapes e furgões, ônibus e caminhões, cresceu 4,82% de janeiro a junho deste ano, com a venda de 1.143.657 unidades. No mês, no entanto, o resultado foi negativo, com queda de 5,66% frente a maio e de 0,63% em relação a junho de 2024, com um total de 212.897 de novas unidades vendidas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
A venda de veículos novos, considerando-se apenas os automóveis e utilitários leves, teve um desempenho positivo de 5,05% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, com o emplacamento de 1.076.896 veículos. No entanto, o desempenho no mês também foi negativo, com queda de 5,69% em relação a maio e de 0,14%, em comparação ao mesmo mês do ano passado, somando a comercialização de 202.164 veículos.
Jornal de Brasília - DF 04/07/2025
A Fenabrave, associação que representa as concessionárias de automóveis, reduziu as previsões ao desempenho do setor neste ano, apontando o impacto dos juros mais altos nas vendas de caminhões. A expectativa ao crescimento das vendas de veículos em 2025 foi reduzida de 5% para 4,4%.
Se o prognóstico for confirmado, o ano terminará com 2,75 milhões de veículos vendidos, na soma de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. A revisão das projeções da Fenabrave se deve ao recuo no mercado de caminhões, em que as vendas encolheram 3,6% no primeiro semestre. A entidade das concessionárias espera que essa queda chegue a 7% até o fim do ano, refazendo a previsão inicial que apontava a um crescimento de 4,5% no segmento.
"Sabemos que o segmento de caminhões é muito vinculado a PIB e crédito. A taxa de juros chegou muito forte ao setor de caminhões", comentou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, durante apresentação das novas previsões à imprensa.
O Estado de S.Paulo - SP 07/07/2025
No primeiro trimestre de 2025, a Tesla culpou a paralisação temporária de fábricas para a produção da nova geração do Model Y. Mas, agora, o argumento não cola: a produção do SUV renovado está em plena capacidade desde abril, mas as vendas seguem abaixo do esperado — especialmente na Europa.
Na região, o baque foi pesado: de janeiro a maio, as vendas da Tesla caíram 45% em comparação ao mesmo período de 2024. Analistas apontam dois fatores principais: a perda de prestígio de Elon Musk, que tem manifestado apoio a políticos e movimentos de extrema-direita, algo que vem incomodando fortemente o público europeu; e o avanço das montadoras chinesas, que oferecem modelos elétricos mais baratos — e, em muitos casos, tecnologicamente mais avançados.
Os números da categoria "Outros modelos" — que inclui o polêmico Cybertruck, além dos Model S e X — também ligam o sinal de alerta: apenas 10.394 unidades foram entregues no trimestre, reflexo de um mercado pouco receptivo. O Cybertruck, apontado como uma das grandes apostas da Tesla, já é tratado como um fiasco comercial.
Auto Industria - SP 08/07/2025
As exportações estão "salvando" a produção basileira de veículos em 2025. Quem afirma é Ivo Calver, presidente da Anfavea, diante do levantamento da entidade que indica crescimento de 59,8% nos embarques acumulados no primeiro semestre.
Transpuseram as fronteiras rumo a outros países nesse período 264,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhôes e ônibus.
Em números absolutos a evolução também chama a atenção: são quase 100 mil veículos a mais na comparação com os 165,3 mil veículos exportados nos seis primeiros meses do ano passado.
Não há exceção, todos os segmentos de produtos estão acima de 2024. Automóveis e comerciais leves (247,4 mil), responsáveis pela maior fatia, cresceram 59,5%, marginalmente abaixo da média, e os ônibus (3,3 mil) avançaram 52% . Já a recuperação das vendas de caminhões no exterior é ainda mais expressiva: 91%, para 13,4 mil unidades.
Calvet atribui o salto das exportações ao longo de 2025 ao consumo ascendente em vários mercados de destino e especialmente à Argentina, historicamente maior comprador dos veículos brasileiros no exterior.
Com vendas internas em vigorosa recuperação de quase 80% até junho — depois de anos de quedas —, a Argentina, sozinho, comprpu 157,3 mil veículos fabricados no Brasil, 60% dototal exportado.
O Estado de S.Paulo - SP 08/07/2025
A produção de veículos teve queda de 4,9% no mês passado frente ao mesmo período de 2024, chegando a 200,8 mil unidades. Na comparação com maio, houve queda de 6,5% na fabricação de veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
Divulgado nesta segunda-feira, 7, pela Anfavea, a entidade que representa as montadoras, o balanço mostra que o primeiro semestre terminou com 1,23 milhão de veículos montados, 7,8% acima do volume registrado nos seis primeiros meses do ano passado.
Num sinal de acomodação do mercado, as vendas do mês passado, de 212,9 mil veículos, recuaram 0,6% no comparativo com junho de 2024. Na margem, ou seja, de maio para junho, as vendas caíram 5,7%. Com isso, o crescimento no acumulado do ano caiu para 4,8%, com 1,2 milhão de veículos vendidos no primeiro semestre.
Valor - SP 14/07/2025
Setor fabricou pouco mais de 1 milhão de motos entre janeiro e junho – melhor 1º semestre em 14 anos; a Abraciclo, contudo, alerta sobre possíveis impactos das medidas de Donald Trump.
A produção de motocicletas cresceu 15,3% no primeiro semestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo números apresentados, nesta sexta-feira (11), pela Abraciclo, que representa as montadoras do Polo Industrial de Manaus (PIM). O setor fabricou pouco mais de um milhão de motos entre janeiro e junho – melhor primeiro semestre em 14 anos.
Para a entidade, a motocicleta continua ocupando espaço como opção de transporte pessoal e ferramenta de trabalho. “As boas expectativas da indústria seguem para o segundo semestre, mas é preciso atenção diante do cenário macroeconômico, especialmente em relação aos juros e à inflação”, afirma Marcos Bento, presidente da Abraciclo.
A Abraciclo estima que a produção de motocicletas alcance 1,88 milhão de unidades em 2025, o que corresponde a um crescimento de 7,5% em relação a 2024. Somente em junho foram fabricadas 154,1 mil veículos, alta de 45% sobre o mesmo mês do ano passado, mas queda de 10,7% em relação a maio.
Segundo Bento, o bom desempenho no período se refletiu no nível de emprego na indústria. O segmento contabiliza 1,4 mil contratações no primeiro semestre, somando agora 20 mil trabalhadores no setor de duas rodas no PIM.
Auto Industria - SP 29/07/2025
O Sindipeças acaba de atualizar o relatório da balança comercial da indústria de autopeças em 2025, que indica déficit de US$ 1,3 bilhão em junho, resultado levemente superior ao de maio, mas ainda 22,5% acima do observado no mesmo mês de 2024.
No semestre, o saldo negativo chega a US$ 9,9 bilhões, uma alta de 20,8% sobre idêntico período do ano passado, quando o déficit comercial ficou em US$ 6,26 bilhões.
Esse resultado reflete um crescimento das importações superior ao das exportações. As vendas para outros países tiveram expansão de 7,5%, passando de US$ 3,73 bilhões para US$ 4 bilhões no comparativo interanual, enquanto as compras lá fora subiram 20,8%, saltando de US$ 9,9 bilhões para US$ 11,47 bilhões.
Pesa no resultado negativo do setor o aumento acentuado das aquisições de autopeças na China, que atingiram US$ 2,2 bilhões este ano, ante total de US$ 1,71 do primeiro semestre de 2024, evolução de 23,7%.
Também cresceram as compras de componentes produzidos nos Estados Unidos. A alta nesse caso foi de 10,4%, para US$ 1,56 bilhões. Só que as vendas para o mercado estadunidense estão em queda.
Terra - SP 03/07/2025
O setor de máquinas e equipamentos deve desacelerar no segundo semestre, em razão dos juros elevados e de "entraves estruturais" persistentes no ambiente de negócios brasileiro, disse a associação da indústria, Abimaq, nesta quarta-feira.
A perspectiva segue uma expansão de 15,9% na receita total da indústria nos primeiros cinco meses de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior.
"Embora o setor mantenha uma trajetória de crescimento em 2025, o ritmo será moderado", disse a entidade em comunicado, estimando que o faturamento de junho será menor ante maio.
A diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Cristina Zanella, no entanto, disse a jornalistas que essa retração estimada para o mês passado é modesta.
"A gente não espera uma queda grande, espera uma queda ao redor de 1%, 2%, no máximo, de receita para o mês de junho", afirmou, destacando, contudo, que a desaceleração deve continuar nos próximos meses.
"Por dois fatores: um, a base de comparação do período anterior é maior... E uma outra informação está relacionada à política macroeconômica supercontracionista do Banco Central, que a gente ainda não viu o impacto no nosso setor... mas que a gente teme que comece a dar resultado nos próximos trimestres."
Valor - SP 03/07/2025
Segundo a Abimaq, a receita líquida de vendas somou R$ 27,4 bilhões no mês, alta de 26,3% em relação ao mesmo período de 2024.
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou o mês de maio com números positivos, mas ainda enfrenta desequilíbrios no comércio exterior. Segundo dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida de vendas somou R$ 27,4 bilhões no mês, alta de 26,3% em relação ao mesmo período de 2024, e de 3,7% em relação a abril, com dados os ajustes sazonais.
Esse crescimento foi puxado pelo avanço de 35,5% nas vendas domésticas, que movimentou R$ 21,8 bilhões no mês.
A diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, Cristina Zanella, destacou que o desempenho de maio superou as expectativas, impulsionado principalmente pelo mercado doméstico, mas chamou atenção para o avanço das importações e a crescente perda de competitividade frente à China. "Vemos um acumulado negativo, o que reforça um cenário de preocupação com o comércio exterior", afirma.
O Estado de S.Paulo - SP 14/07/2025
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que representa a indústria de máquinas e equipamentos, confia na reversão da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump a produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Já o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, teme que o estresse político entre Brasil e EUA prejudique a negociação que estava em curso por cotas para livrar o Brasil da tarifa específica para o aço (leia mais abaixo).
Segundo o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, levar a medida adiante significa decretar o fim do comércio entre os países, o que não faz sentido estratégico na guerra comercial travada pelos EUA com a China.
Assim, a tendência, acredita Velloso, é de as partes negociarem um acordo, de forma que, apesar do susto com a elevação tarifária, as empresas não estão desesperadas. “A expectativa é de negociação porque não tem como aplicar uma tarifa de 50%. É como dizer ‘está proibido fazer negócio com o Brasil’, já que obriga o Brasil a aplicar a reciprocidade”, diz Velloso.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações das máquinas e equipamentos produzidos no Brasil. No ano passado, os embarques foram da ordem de US$ 3,5 bilhões. Porém, as empresas brasileiras trazem um número ainda maior de máquinas dos EUA: US$ 4,7 bilhões.
A avaliação da Abimaq é a de que não há justificativa para a imposição de tarifas adicionais se o comércio bilateral é vantajoso para os Estados Unidos. Quando se somam todos os produtos da pauta, o Brasil teve mais de US$ 88 bilhões em déficit comercial com os Estados Unidos nos últimos 16 anos.
Capital Econômico - SP 22/07/2025
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou forte expansão em maio deste ano. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), o setor movimentou R$ 37,6 bilhões no período, representando um crescimento de 24% em relação ao mesmo mês de 2024.
No mercado interno, o avanço foi ainda mais expressivo: as vendas totalizaram R$ 21,8 bilhões, alta de 35,5%. O desempenho positivo tem impactos diretos sobre a cadeia logística, especialmente no segmento de armazenagem e movimentação de grandes equipamentos.
Demanda crescente por soluções logísticas
O crescimento da produção e comercialização de maquinários, especialmente nos setores industrial e do agronegócio, tem impulsionado a busca por estruturas logísticas adaptáveis e eficientes.
A necessidade de espaços para armazenagem de máquinas pesadas, como implementos agrícolas e rodoviários, vem aumentando à medida que empresas expandem suas operações.
Empresas do setor de galpões modulares têm registrado alta na procura por soluções que atendam às especificações técnicas exigidas por esses equipamentos, como resistência, proteção e flexibilidade de instalação.
Grandes Construções - SP 03/07/2025
Desenvolvido pela consultoria Grant Thornton, o estudo "Incorporadoras Q4 2024" destaca um desempenho robusto do setor imobiliário em 2024 no país, com crescimento significativo nas vendas e nos lançamentos.
No entanto, o estudo também aponta desafios importantes para 2025, relacionados à alta taxa de juros e ao cenário econômico mais complexo.
O estudo corrobora os dados divulgados pela Brain/CBIC, que mostram um aumento de 18,6% no volume de lançamentos imobiliários entre 2023 e 2024, refletindo a confiança das incorporadoras na recuperação do mercado pós-pandemia.
As vendas cresceram 20,9%, demonstrando que, mesmo em um cenário de juros elevados, o setor manteve um ritmo sólido de negócios.
O lucro líquido combinado das incorporadoras teve crescimento expressivo, saltando 104% no 4º trimestre de 2024 e atingindo R$ 1,7 bilhão, frente aos R$ 841 milhões registrados no mesmo período de 2023.
No acumulado do ano, o lucro total do setor chegou a R$ 5,3 bilhões, um aumento de 88% em relação a 2023.
Valor - SP 11/07/2025
A alta é a maior taxa mensal desde julho de 2022.
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,88% em junho, ante 0,43% em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta é a maior taxa mensal desde julho de 2022 (1,48%).
Com o resultado, o indicador alcançou 5,34% no resultado acumulado em 12 meses, ante 5,01% até maio.
O custo nacional da construção por metro quadrado em junho foi de R$ 1.842,65 em junho, sendo R$ 1.056,33 referentes aos materiais e R$ 786,32 à mão de obra. Em maio, esse custo totalizava R$ 1.826,53, sendo R$ 1.051,98 relativos aos materiais e R$ 774,55 à mão de obra.
O Estado de S.Paulo - SP 17/07/2025
As vendas de materiais de construção estão surpreendendo positivamente e devem fechar o ano com um crescimento acima do esperado, puxadas pelo aquecimento da economia, com emprego e renda em alta.
O novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Paulo Engler, acredita que há boas chances de o avanço do faturamento do setor passar dos 3% em 2025 na comparação com 2024, superando a projeção inicial de 2,8%. "O mercado está indo muito bem até aqui. E o segundo semestre é normalmente muito mais forte em vendas. Então há muito potencial para passar do que foi previsto", diz.
Esta é a primeira entrevista de Paulo Engler desde que assumiu a presidência da Abramat, em junho, no lugar de Rodrigo Navarro. Engler é advogado, mestre na área tributária, e passou os últimos anos da sua carreira no comando de associações de empresas do setor químico e de produtos de limpeza.
Avanço em 12 meses foi de 4,9%
A pesquisa da Abramat mais recente mostra que as vendas da indústria de materiais nos 12 meses encerrados em junho de 2025 cresceram 4,9% em relação aos 12 meses anteriores. Já no primeiro semestre deste ano, as vendas aumentaram 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
IstoÉ Dinheiro - SP 29/07/2025
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 0,91% em julho, desacelerando o ritmo de alta em relação a junho, quando havia registrado 0,96%, segundo a Fundação Getulio Vargas. Com o resultado, o índice acumula alta de 4,40% no ano e de 7,43% em 12 meses.
Os preços de Materiais, Equipamentos e Serviços avançaram 0,86%, após alta de 0,13% no mês anterior, enquanto o custo da Mão de Obra desacelerou de 2,12% em junho para 0,99% em julho.
Influências
As principais influências para cima no INCC-M vieram dos preços de tubos e conexões de PVC (-0,24% para 12,89%), pedreiro (1,79% para 0,96%), eletrodutos de PVC (0,15% para 7,83%), engenheiro (2,22% para 1,43%) e operador de máquina (3% para 1,78%).
Na outra ponta, puxaram o índice para baixo vergalhões e arames de aço ao carbono (-1,60% para -0,94%), placas cerâmicas para revestimento (0,32% para -1,28%), tubos de concreto (-0,30% para -0,32%), concreto betuminoso usinado a quente (0,38% para -0,36%) e impermeabilizante (0,29% para -0,15%).
IstoÉ Dinheiro - SP 30/07/2025
O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Sandro Gamba, disse nesta terça-feira, 29, que a estimativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção cresça 2,3% no final de 2025.
De acordo com ele, o crescimento da renda real é um dos fatores mais importantes para o mercado de crédito imobiliário, e o indicador aumentou 3%, no acumulado do ano até aqui, na comparação com 2024.
Ainda de acordo com Gamba, a estrutura de crédito imobiliário terá cada vez mais correlação com a taxa Selic e a curva de juros, sobretudo a taxa de dez anos. No que diz respeito à valorização dos imóveis, a valorização acumulada nos últimos seis meses foi superior ao IPCA, afirmou.
Já o nível de estoque do mercado "continua baixo e tem permitido lançamentos", segundo o presidente da Abecip. Do primeiro trimestre de 2024 para o primeiro trimestre de 2025, os lançamentos aumentaram 15% no Brasil. Na cidade de São Paulo, a alta foi de 66% nos primeiros cinco meses do ano.
As vendas no País acompanharam a tendência de lançamentos e cresceram 16%. Na capital paulista, porém, a alta foi de 24%, de modo que "a velocidade de vendas está um pouco abaixo do volume de lançamento" e pode contribuir para a formação de estoque, falou Gama.
Valor - SP 02/07/2025
No mês, o país produziu 3,679 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d), um aumento de 10,9% em relação a maio de 2024.
O Brasil registrou recordes de produção de petróleo e gás natural em maio, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP). No mês, o país produziu 3,679 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d), um aumento de 10,9% em relação a maio de 2024.
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A produção de gás natural em maio deste ano foi de 172,30 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), aumento de 18,3% na comparação com igual mês de 2024. No total, a produção de petróleo e gás do Brasil em maio foi de 4,763 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
Infomoney - SP 11/07/2025
As novas tarifas de importação dos EUA contra o Brasil, estipuladas em 50% pelo governo do presidente Donald Trump, trouxeram incertezas e preocupação para o setor de petróleo e gás, que representa 17% do PIB industrial do país e gerou US$ 44,8 bilhões em exportação em 2024.
Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), principal porta-voz da área, afirmou que defende o diálogo entre as lideranças para reverter o percentual da alíquota.
Solução diplomática
Para o IBP, é preciso preservar a estabilidade institucional e o fluxo comercial entre os dois países. "O IBP defende o diálogo aberto entre as lideranças brasileiras e norte-americanas a fim de encontrar uma solução diplomática para esta questão e preservar a estabilidade institucional e o fluxo comercial entre as duas maiores economias do continente", diz a instituição.
O petróleo bruto é hoje o principal item na pauta de exportações para os EUA. O setor gera 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos no país, segundo o IBP.
Entre 2021 e 2023, as exportações líquidas de petróleo atingiram US$ 92,7 bilhões em receitas para o país, também de acordo com a entidade.
TN Petróleo - RJ 16/07/2025
A União teve direito a uma média de 128 mil barris de petróleo por dia (bpd) em maio, somando os volumes da produção nos contratos de partilha de produção – CPPs (117 mil bpd) e dos acordos de individualização da produção – AIPs (11 mil bpd). O resultado representa um aumento de 13,2% em relação ao mês anterior, influenciado principalmente pela elevação da produção no Campo de Itapu. Os dados fazem parte do Boletim Mensal da Produção divulgado nesta terça-feira (15/7) pela PPSA – Pré-Sal Petróleo S.A.
A produção total dos campos em regime de partilha de produção chegou a 1,25 milhão de barris de petróleo por dia. Desse montante, a União teve direito a uma parcela de 117 mil bpd, com destaque para Mero, responsável por 81% da parcela da União no mês. Desde 2017, início da série histórica, a produção acumulada dos contratos de partilha de produção soma 1,21 bilhão de barris, sendo 80,28 milhões de barris relativos à fatia da União.
A exportação de gás natural nos contratos de partilha foi de 4,94 milhões de m³ por dia, com 99,4 mil m³/dia destinados à União. O campo de Búzios foi responsável por 95% do total exportado no mês.
Jornal de Brasília - DF 04/07/2025
O governo federal aprovou nesta quinta-feira, 03, o financiamento de pouco mais de R$ 1,1 bilhão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para os investimentos na futura concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR). A medida antecipa condições especiais de crédito para o vencedor do leilão previsto para agosto, com o objetivo de ampliar a atratividade do projeto e estimular a concorrência na disputa.
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, avalia que a inclusão antecipada do projeto de Paranaguá na carteira do fundo estimula a concorrência ao permitir que os interessados considerem as condições facilitadas já na formulação de suas propostas. "Criamos uma solução que atrai investidores, ao assegurar que o vencedor poderá acessar financiamento com taxas e prazos favoráveis", diz.
A liberação chancelada pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) também contemplou outros 17 projetos, somando R$ 5,3 bilhões em financiamentos voltados à construção, modernização e reparo de 70 embarcações. O maior deles, de R$ 2,5 bilhões, prevê a construção de quatro unidades do tipo ROV Support Vessel (RSV), utilizadas em operações com equipamentos submarinos.
De acordo com o governo, desde 2023, foram liberadas quase R$ 70 bilhões do FMM para reserva a ser utilizada nos projetos aprovados. O montante é três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022. "O que mostra a importância que este governo está dando à retomada da indústria naval brasileira", afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho.
Portal Fator Brasil - RJ 17/07/2025
E responde por 96% da movimentação dos portos públicos do Rio Grande do Sul.
O porto do Rio Grande operou 19,7 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2025, no melhor desempenho desde 2021. Com 19.722.316 toneladas movimentadas no primeiro semestre de 2025, o Porto do Rio Grande registrou alta de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume representa o melhor desempenho semestral do terminal desde 2021.
—Este é o melhor resultado do Porto do Rio Grande desde o primeiro semestre de 2021. Voltamos a operar acima de 19 milhões de toneladas, o que reafirma a capacidade do porto público e terminais em sustentar a retomada econômica e atender às demandas logísticas do estado —destaca Cristiano Klinger, presidente da Portos RS.
Milho, arroz e farelo de soja tiveram crescimento expressivo —A movimentação foi impulsionada principalmente pelo crescimento expressivo de cargas como milho, arroz e farelo de soja. O desempenho do terminal rio-grandino puxou para cima os números gerais dos portos públicos sob gestão da Portos RS, que juntos movimentaram 20.449.457 toneladas entre janeiro e junho — crescimento de 5,23% em relação ao mesmo período de 2024. O Porto do Rio Grande respondeu por 96% desse volume.
Nos demais portos públicos gaúchos, Pelotas registrou alta de 8,75%, com 580.366 toneladas operadas, principalmente madeira. Já Porto Alegre movimentou 146.775 toneladas, com queda frente a 2024.
Jornal de Brasília - DF 04/07/2025
As vendas de tratores tiveram crescimento de 63,2% em maio, frente ao mesmo mês de 2024, somando 4,5 mil unidades. Frente a abril, o número corresponde a um crescimento mais modesto, de 3,5%, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.
No acumulado de janeiro a maio, as vendas de tratores tiveram crescimento de 22,6%, totalizando 18,9 mil unidades. Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho está sendo puxado por máquinas de menor potência, compradas por produtores de café e arroz, culturas onde os preços favoreceram as margens e, consequentemente, os investimentos.
Nas máquinas de maior cilindrada – usadas, em especial, em lavouras de soja -, o crescimento foi menor, refletindo as taxas de financiamento elevadas e a queda dos preços, explicou o executivo em entrevista coletiva à imprensa.
O balanço da Fenabrave mostra também que 224 colheitadeiras de grãos foram vendidas em maio, o dobro, alta de 109,3%, do número de um ano antes. Em relação a abril, a alta no segmento foi de 143,5%. Nos cinco primeiros meses do ano, as vendas de colheitadeiras, de 1,1 mil unidades, recuaram 1,2% frente ao mesmo período de 2024.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 08/07/2025
As vendas de máquinas agrícolas no Brasil somaram R$ 6,5 bilhões em maio, 30,4% superior ao registrado no mesmo período no ano passado, segundo dados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
No acumulado do ano, as vendas somam R$ 26,9 bilhões, alta de 22,8% na mesma comparação. De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, o resultado foi expressivo e pode ser atribuído ao desempenho do setor durante a feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
"Se olharmos as estatísticas de todos os anos, maio sempre há um salto nas vendas. Nós reputamos isso à Agrishow porque em maio os recursos do plano safra já se esgotaram, sendo esta a única explicação que temos", comentou o executivo.
Diante dos resultados do último mês, a Abimaq deve rever a partir do próximo mês as suas estimativas para o crescimento do setor este ano, avaliado em 8% até o mês passado. "Se somarmos o que vendemos até maio e repetir nos próximos meses os números do ano passado, isso já dá um aumento de 9%", detalhou Estevão.
Auto Data - SP 10/07/2025
A Abimaq, entidade que representa as fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos, ligou o sinal amarelo depois de ver o avanço das máquinas chinesas no Brasil nos últimos anos. Elas já representam 30% das vendas no mercado local, com um forte aumento de participação nos últimos anos, de acordo com Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq:
“Esse movimento acontece há 30 anos no setor geral de máquinas, mas nos últimos dez anos a participação das máquinas chinesas avançou de 18% para 30%. No ano passado esse porcentual foi de 25%”.
No segmento de máquinas agrícolas o avanço das marcas chinesas é algo relativamente novo, mas a participação já chegou a mais de 13%, contra 9,7% no ano passado. Veja abaixo a entrevista completa com a diretora da Abimaq.
Muito se fala em uma espécie de invasão chinesa no mercado de máquinas agrícolas e de construção. De fato está havendo crescimento de importação destes equipamentos da China? Como a Abimaq avalia a situação?
Esse movimento da China já acontece há décadas quando a gente olha para a indústria de máquinas como um todo, mas no setor de máquinas para agricultura o cenário é um pouco mais recente. Notamos um ligeiro crescimento na ponta, mas a China ainda tem uma participação menor do que as fabricantes locais no mercado nacional de máquinas, representando 30% do total das importações. Esse quadro é bastante preocupante porque a participação tem aumentado, uma vez que em igual período do ano passado eles tinham 25% de market share. Se olharmos para dez anos atrás, a China tinha 18% de participação. Olhando para o segmento de máquinas agrícolas o avanço é mais recente, mas também está acontecendo, com as máquinas chinesas representando 13,2% das vendas até maio, sendo que no ano passado esse porcentual era de 9,7%. Esse crescimento gradativo já nos fez acender uma luz amarela.
IstoÉ Dinheiro - SP 15/07/2025
As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram em junho US$ 14,615 bilhões, informou o Ministério da Agricultura, em nota da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais da pasta. O valor é 3,6% inferior ao obtido em junho de 2024, o equivalente a uma redução de US$ 540 milhões ante os US$ 15,155 bilhões registrados um ano antes. O setor representou 50,1% dos embarques totais do País no último mês, em comparação com 52,7% de junho de 2024.
A retração foi influenciada, principalmente, pelo índice de preço dos produtos exportados, que recuou 2,9% na comparação anual, explicou a secretaria. Além da queda nos preços médios de exportação, houve redução de 0,6% no volume embarcado. "A queda nos preços internacionais assim como no volume de exportação de alguns dos principais produtos de exportação explica o desempenho negativo da balança comercial do agronegócio nesse mês de junho de 2025", justificou a secretaria na nota.
No último mês, os cinco principais setores exportadores do agronegócio brasileiro foram: complexo soja (US$ 6,204 bilhões, -12,9%); carnes (US$ 2,431 bilhões, +20,8%); complexo sucroalcooleiro (US$ 1,519 bilhão; -4,1%); produtos florestais (US$ 1,425, -7,4%) e café (US$ 1,024 bilhão, +17,7%). Juntos, estes setores responderam por 86,2% do total embarcado pelo agronegócio em junho ante 86,7% do ano passado. "Ou seja, houve uma pequena desconcentração da pauta exportadora no período. A queda ocorreu em grande parte em virtude da redução das vendas externas do complexo soja, sendo em parte compensada pelo crescimento das exportações das carnes", observou a secretaria.
Canal Rural - SP 23/07/2025
No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de julho, as exportações do setor de agropecuária registrou queda de -1,9%, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex).
Já outros setores da economia do país tiveram crescimento nas exportações. A indústria de transformação registrou alta de 7,2% no volume de exportações e a indústria extrativa teve alta de 5%.
Superávit
Na 3ª semana de julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,53 bilhão e corrente de comércio somou US$ 13,43 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,48 bilhões e importações de US$ 5,95 bilhões
No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 185,48 bilhões e as importações US$ 151,78 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 337,26 bilhões.
Comparadas as médias até a 3ª semana de julho de 2024 com o mesmo período do ano passdado houve crescimento de 4,5%. Em relação às importações, o crescimento foi de 12,9%.