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O Estado de S. Paulo - SP   02/02/2026

A aprovação de medida antidumping para as importações de aços pré-pintados, originárias da China e da Índia trouxe uma vitória para o setor no Brasil, que vinha alertando para os riscos de os gigantes asiáticos abocanharem o mercado nacional.

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) confirmou a iniciativa na quarta-feira, 28, mas o valor exato da taxação ainda não foi divulgado, o que deve ocorrer nos próximos dias. Operadores do setor estimam que seja de US$ 400 a US$ 450 por tonelada.

Embora essa especificação de produto alvo da medida seja menos representativa do que os laminados a frio e os galvanizados, para os quais se espera aprovação de antidumping entre fevereiro e março, a sinalização é de que o governo começou a dar mais atenção ao pleito da indústria siderúrgica.

Além do antidumping, com aplicação imediata assim que os valores vierem a público, a Camex determinou alíquota de 25% sobre as importações de nove tipos de produtos siderúrgicos, identificados por nove Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCM) diferentes. Dentre os produtos estão chapas e bobinas revestidas, inoxidáveis e siliciosas, fio máquina, bobinas a quente e trefilados

O que o setor havia pedido ao governo

O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, diz que o primeiro pleito do setor ao governo era da implementação de um sistema "hard quota", quando os órgãos responsáveis estabelecem um limite de importações e não permitem que a entrada de produtos estrangeiros exceda esse montante. Como o pedido não prosperou, foram propostas outras medidas; entre elas, processos antidumping e imposição de tarifas para determinadas NCMs.

O setor já conta com o sistema cota tarifa, que estabelece alíquotas para importações que excedam determinados limites. Ao todo, 16 NCMs estão inclusas neste tipo de taxação considerada falha pelo setor.

"Fechamos 2025 com 5,7 milhões de toneladas de aços laminados importados. A média histórica anual, de 2000 a 2019, era de 2,2 milhões de toneladas. Vínhamos trabalhando com o governo na busca de soluções. Após o pleito da ‘hard quota’ não prosperar, houve celeridade do governo aos pleitos do setor para ampliar a defesa comercial", afirma Lopes.

Para o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Jorge Loureiro, as medidas apresentadas ontem sinalizam que o governo está começando a dar atenção ao temas levantados pela siderurgia nacional, além de trazer uma expectativa maior de que os processos antidumping de aços laminados a frio e galvanizados também sejam aprovados.

"Entre os importadores, cresce a leitura de que importações fechadas agora possam ser taxadas daqui dois ou três meses e isso já reduz as negociações", diz Loureiro. Ele explica que a produção brasileira de aços pré-pintados é menos relevante do que as outras duas especificações com processos antidumping em fase final.

O analista do Itaú BBA, Daniel Sasson, lembra que as ações da Usiminas chegaram a subir mais de 7% durante a quarta-feira. "Estamos confiantes em que haja espaço para que as demais medidas antidumping sejam aprovadas: laminado a frio, laminado a quente, galvanizado. A Usiminas é a mais beneficiada nesse cenário; depois, a CSN; e, depois, a Gerdau", afirma.

Diário do Comércio - MG   27/02/2026

Pressionado por vendas menores, compras em retração e estoques elevados, o mercado brasileiro de distribuição de aço começa 2026 em compasso mais lento e com perspectiva de crescimento modesto, de 1,5%. No centro das preocupações do setor seguem as importações, que continuam em volume relevante, mesmo diante de medidas antidumping e da sinalização de novas restrições, em um cenário de disputa por mercado, tentativa de recomposição de preços e forte influência do câmbio.

Conforme dados do Inda, em janeiro, 225,6 mil toneladas de produtos siderúrgicos entraram no Brasil, volume 6,6% inferior ao registrado um ano antes, mas ainda expressivo. Na comparação com dezembro, as importações tiveram alta de 9,7%. Em relação a 2024, 2025 registrou alta de 24%. A tendência agora, no entanto, é de redução das importações.

O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, pondera que a retirada da China de alguns segmentos, após a aplicação de medidas antidumping, deve reduzir gradativamente as importações. O anúncio de que o governo federal está analisando novos produtos também contribuirá para a redução do volume total importado, ainda que as importações não sejam extintas.

"A grande maioria da importação desses produtos é de origem chinesa, mas, mesmo estando fora desses mercados atingidos, outros países, como a Coreia do Sul e o Egito, devem encontrar espaço. A importação não vai zerar", analisa Loureiro.

As medidas antidumping já estão em vigor para alguns produtos chineses, mas outros podem ser incluídos em eventual decisão no fim deste ano. Apenas o anúncio das possíveis medidas já causou impacto nos preços de alguns produtos.

Na avaliação do presidente do Inda, parte do volume antes suprido pela China poderá ser absorvida pela indústria nacional, especialmente no galvanizado comum, em que até 60% do que era importado poderia ser substituído por produção local.

No galvalume, porém, a capacidade instalada das usinas brasileiras ainda é insuficiente para atender a toda a demanda, estimada em cerca de 80 mil toneladas mensais, o que deve manter espaço para importações.

Questionado sobre a possibilidade de triangulação de aço chinês via Vietnã e Coreia do Sul, Loureiro reconhece que o risco existe, mas ressalta que a operação encarece o produto: "O governo está atento a esses detalhes. Agora, se vai ser suficiente, só o tempo dirá."

Em relação ao preço do produto no mercado interno, Loureiro acredita que as usinas devem aumentá-lo em torno de 10%. "Elas estão desesperadas. Estão precisando realmente de um certo ajuste", afirma. No entanto, o que ainda sustenta o mercado é a volatilidade da moeda norte-americana. "O dólar está caindo muito, e isso ajuda a estimular a importação de terceiros que não têm preços tão baixos quanto a China", completa.
Compras e vendas em ritmo mais lento

Nesse cenário, as compras dos distribuidores do Inda caíram 2,3% em janeiro, na comparação com dezembro. Em relação a janeiro de 2025, a retração foi ainda mais expressiva: 14,8%, passando de 341,9 mil toneladas para 291,3 mil toneladas.

As vendas somaram 293,9 mil toneladas, alta de 18% sobre dezembro, mas queda de 8,2% frente a janeiro do ano passado. "Já começamos o ano com um número um pouco baixo em relação a janeiro do ano passado. Vamos ter que brigar muito para chegar ao nosso crescimento projetado", diz Loureiro.

A previsão do Inda para fevereiro indica nova retração de 4% sobre janeiro. Se confirmada, o primeiro bimestre fechará com queda de 10,3% ante o mesmo período de 2025.

Mesmo com queda nas compras e alta nas vendas, o estoque, que estava alto no mês anterior, recuou apenas 2 mil toneladas, permanecendo no nível de 3,8 meses de cobertura, o que Loureiro considera elevado para janeiro.

O quadro que se desenha para 2026 é de ajuste fino em um ambiente ainda instável. O setor entra no ano com demanda enfraquecida, estoques elevados e margens pressionadas, ao mesmo tempo em que tenta lidar com a concorrência externa e com a necessidade de recomposição de preços pelas usinas. As medidas antidumping podem reduzir parte do fluxo de importações, mas não eliminam o problema estrutural, sobretudo em segmentos em que a indústria nacional não tem capacidade suficiente para suprir toda a demanda.

Nesse contexto, o crescimento projetado de 1,5% depende menos de uma expansão vigorosa do mercado e mais de uma reorganização do próprio setor, com controle de estoques, disciplina nas compras e maior previsibilidade regulatória. A combinação entre câmbio, política comercial e ritmo da atividade interna será decisiva. O início de ano indica que 2026 tende a ser menos um período de avanço acelerado e mais um exercício de resistência e ajuste competitivo.

Raio-X do setor de distribuição de aço

Crescimento projetado para 2026: 1,5%

Importações em janeiro: 225,6 mil toneladas
• -6,6% em relação a janeiro de 2025
• +9,7% frente a dezembro
• 2025 fechou 24% acima de 2024

Compras dos distribuidores:
• -2,3% na comparação mensal
• -14,8% frente a janeiro de 2025

Vendas:
• +18% sobre dezembro
• -8,2% na comparação anual

Estoque:
• 3,8 meses de cobertura
• Recuo de 2 mil toneladas no mês

Pressões do setor:
• Importações, sobretudo de origem chinesa
• Possível ampliação de medidas antidumping
• Reajuste estimado de até 10% nos preços internos
• Influência do câmbio na competitividade do aço importado

Valor - SP   27/02/2026

Sobre dezembro, um mês tradicionalmente mais fraco, as vendas do mês passado subiram 18,3%, o estoque caiu 0,2% e as importações cresceram 9,7%

As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil somaram 293,9 mil toneladas em janeiro, queda de 8,2% ante o mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Inda, entidade que representa o setor.

Na comparação com dezembro, um mês tradicionalmente mais fraco ante janeiro, as vendas do mês passado subiram 18,3%, superando a previsão divulgada pelo Inda no mês passado, de alta de 15%.

Para fevereiro, a entidade prevê um declínio de 4% nas vendas ante janeiro.

O estoque no mês passado caiu 0,2% em números absolutos em relação a dezembro, atingindo 1,127 milhão de toneladas, o que equivale a 3,8 meses de comercialização, nível considerado elevado pelo setor.

Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Inda, as importações cresceram 9,7% em janeiro ante dezembro, com volume total de 225,6 mil toneladas. Frente a janeiro do ano passado, as compras do exterior registraram retração de 6,6%.

SIDERURGIA

Portal Fator Brasil - RJ   02/02/2026

Retração de 1,6% frente ao mesmo período em 2024. Queda também nas vendas em 0,4% no ano. Em 2025 foram exportados 11,0 milhões de toneladas, totalizando em valor US$ 7,4 bilhões, em volume aumentou 14,7%, mas reduziu em valor 3,3% ante 2024. As importações foram 6,4 milhões de toneladas, aumento de 7,4% no ano e, em valor recuou 0,6%, totalizando US$ 5,8 bilhões. Entre exportação e importação o superávit foi de apenas US$ 1,6 bilhão em 2025.

Produção em dezembro de 2025 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,6 milhões de toneladas, uma queda de 1,9% frente ao apurado no mesmo mês de 2024, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil neste mês de janeiro. Já a produção de laminados foi de 1,5 milhão de toneladas, 13,4% inferior à registrada em dezembro de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 977 mil toneladas, um aumento de 23,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024.

Valor - SP   02/02/2026

Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior se reuniu nesta semana e deliberou sobre medidas de defesa comercial para importações do metal

O Bank of América (BofA) e o Itaú BBA avaliam que as novas medidas de defesa comercial anunciadas pelo governo brasileiro representam um avanço relevante para o setor de aço — embora ainda existam brechas que podem limitar o impacto total.

O Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) se reuniu nesta semana e deliberou sobre medidas de defesa comercial para importações de aço. Eles aprovaram direitos antidumping definitivos sobre importações de aço pré-pintado da China e da Índia, a serem aplicados por um período de cinco anos. Também introduziram uma tarifa de importação provisória de 25%, válida por 12 meses, cobrindo nove códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) adicionais de aço.

"Vemos o resultado como positivo para o setor siderúrgico brasileiro, já que a combinação de medidas antidumping de longo prazo e tarifas provisórias mais amplas reflete uma postura mais assertiva de política voltada a proteger a produção doméstica, melhorar a competitividade e sustentar preços domésticos", comentam os analistas do BofA Caio Ribeiro, Guilherme Rosito e Mariana Leite.

De acordo com o BofA, o direito antidumping de 25% sobre aço pré-pintado é particularmente relevante para a CSN, onde esse produto representa pouco menos de 10% do volume total de embarques. Esse segmento tem sido um dos mais expostos às importações asiáticas, e a tarifa deve ajudar a reequilibrar a dinâmica de oferta, reduzir a pressão de importações e sustentar preços realizados dentro do portfólio da CSN.

"Com base em nossa análise dos dados de importação da Secex, vemos a medida como altamente eficaz, já que a China responde por mais de noventa por cento das importações de aço pré-pintado e seus preços são substancialmente mais baixos do que os de outros fornecedores", dizem os analistas.

Ainda segundo o banco, o aumento do peso tarifário eleva o custo de internalização do aço importado, o que deve fornecer suporte adicional para preços domésticos e prêmios de qualidade, especialmente em segmentos de maior valor.

CNN Brasil - SP   13/02/2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja reduzir algumas tarifas sobre produtos de aço e alumínio, informou o jornal britânico Financial Times nesta sexta-feira (13), citando fontes familiarizadas com o assunto.

Autoridades do Departamento de Comércio e do escritório do representante comercial dos EUA acreditam que as tarifas estão prejudicando os consumidores, aumentando os preços de produtos como formas de torta e latas de alimentos e bebidas, segundo a reportagem.

Eleitores em todo o país estão preocupados com os preços ao consumidor, e a alta do custo de vida deve ser um fator importante para os americanos nas eleições de meio de mandato de novembro.

Uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos mostrou que 30% dos americanos aprovam a gestão de Trump em relação ao aumento do custo de vida, enquanto 59% desaprovam, incluindo nove em cada dez democratas e um em cada cinco republicanos.

Trump impôs tarifas de até 50% sobre as importações de aço e alumínio no ano passado e tem usado repetidamente tarifas como ferramenta de negociação com diversos parceiros comerciais.

O governo Trump está revisando uma lista de produtos afetados pelas tarifas e planeja isentar alguns itens, interromper a expansão das listas e, em vez disso, lançar investigações de segurança nacional mais direcionadas a bens específicos, acrescentou a matéria do Financial Times.

IstoÉ Dinheiro - SP   18/02/2026

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União (DOU) a decisão sobre a aplicação de antidumping definitivo por até cinco anos às importações brasileiras de laminados planos a frio originárias da China.

De acordo com a resolução, a sobretaxa atinge laminados planos de aço carbono, ligados ou não ligados, em forma de chapas (não enrolados) ou em bobinas (rolos), de qualquer largura ou espessura, laminados a frio. Esses produtos são classificados nos subitens 7209.15.00, 7209.16.00, 7209.17.00, 7209.18.00, 7209.25.00, 7209.26.00, 7209.27.00, 7209.28.00, 7209.90.00, 7211.23.00, 7211.29.10, 7211.29.20, 7225.50.90 e 7226.92.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

A investigação partiu de uma denúncia feita pela Usiminas em abril de 2024. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), há meses as siderúrgicas brasileiras esperavam essa medida.

Desde o fim de janeiro, o setor via como próxima de ser tomada pelo governo. Isso porque, há duas semanas, a Camex aprovou um antidumping para o aço pré-pintado vindo da China e da Índia. A leitura nos bastidores era que o pleito começava a ser atendido.

A medida visa reduzir as importações chinesas em alta desde 2019.

Segundo o Instituto Aço Brasil, o País fechou o ano de 2025 com 5,7 milhões de toneladas de aços laminados importados, uma participação de 21% de importações no mercado. A média histórica anual, de 2000 a 2019, era de 2,2 milhões de toneladas, uma participação de 21%.

IstoÉ Dinheiro - SP   25/02/2026

A produção de aço bruto no Brasil inicia o ano com o pé no freio. Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABR), em janeiro as siderúrgicas fabricaram 2,7 milhões de toneladas, uma queda de 1,4% em relação ao igual mês de 2025. Já a produção de laminados totalizou 1,9 milhão de toneladas, uma queda de 4,1% na comparação com janeiro do ano passado. A produção de semiacabados para venda foi de 612 mil toneladas, 4,9% inferior na mesma base de comparação.

De acordo com os dados, as vendas somaram 1,6 milhão de toneladas, um recuo de 6,3% em relação a janeiro de 2025. O consumo aparente de produtos de aço, por sua vez, chegou a 2,0 milhões de toneladas, 7,0% inferior ao observado um ano antes.

O Aço Brasil mostra que no mês passado as importações também apresentaram queda no volume das compras. Segundo os dados, em volume foram importados 516 mil toneladas, um recuo de 6,5% no comparativo com janeiro de 2025. Já em valor, a desaceleração foi de 7,5%, para US$ 502 milhões em janeiro.

O dado positivo para o setor em janeiro foi a exportação. De acordo com o Aço Brasil, as vendas externas de aço somaram, em janeiro de 2026, 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 738 milhões, representando aumentos de 34,2% em volume e de 14,3% em valor, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Brasil Mineral - SP   27/02/2026

Estima-se que a China, maior produtor, tenha produzido 75,3 milhões de toneladas em janeiro de 2026, uma queda de 13,9% em relação a janeiro de 2025.

A produção mundial de aço bruto nos 69 países que reportam à Associação Mundial do Aço (worldsteel) foi de 147,3 milhões de toneladas em janeiro de 2026, uma queda de 6,5% em comparação com janeiro de 2025.

A África produziu 2,0 Mt em janeiro de 2026, um aumento de 5,8% em relação a janeiro de 2025. A Ásia e a Oceania produziram 107,6 Mt, uma queda de 8,6%. A UE produziu 10,3 Mt, uma queda de 2,3%. A Europa e outras regiões produziram 3,7 Mt, um aumento de 4,4%. O Oriente Médio produziu 4,8 Mt, um aumento de 12,6%. A América do Norte produziu 9,2 Mt, uma queda de 0,6%. A Rússia e outros países da CEI + Ucrânia produziram 6,5 Mt, uma queda de 8,6%. A América do Sul produziu 3,4 Mt, uma queda de 1,2%.

Estima-se que a China tenha produzido 75,3 milhões de toneladas em janeiro de 2026, uma queda de 13,9% em relação a janeiro de 2025. A Índia produziu 15,1 milhões de toneladas, um aumento de 10,5%. Os Estados Unidos produziram 7,1 milhões de toneladas, um aumento de 3,3%. O Japão produziu 6,8 milhões de toneladas, uma queda de 0,5%. A Coreia do Sul produziu 5,6 milhões de toneladas, um aumento de 5,0%. Estima-se que a Rússia tenha produzido 5,5 milhões de toneladas, uma queda de 7,4%. A Turquia produziu 3,4 milhões de toneladas, um aumento de 5,8%. A Alemanha produziu 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 15,0%. O Brasil produziu 2,7 milhões de toneladas, uma queda de 1,4%. O Irã produziu 2,6 milhões de toneladas, um aumento de 15,1%.

Valor - SP   27/02/2026

Disposição "Made in Europe" foi concebida para abranger "setores estratégicos-chave", incluindo baterias, energia solar e eólica, produção de hidrogênio, energia nuclear e veículos elétricos, e não o aço

A indústria siderúrgica da Europa afirmou nesta quinta-feira (26) que as disposições da União Europeia que devem ser apresentadas na próxima semana e que priorizam o uso de materiais produzidos localmente precisam incluir o aço, e que "local" deve ser entendido como apenas vizinhos próximos da UE, como Reino Unido e Noruega.

O braço executivo da UE deve propor sua "Lei do Acelerador Industrial" na próxima quarta-feira, com exigências para priorizar produtos fabricados localmente quando recursos públicos forem utilizados.

A disposição "Made in Europe" foi concebida para abranger "setores estratégicos-chave", incluindo baterias, energia solar e eólica, produção de hidrogênio, energia nuclear e veículos elétricos. Não está claro se o aço de baixo carbono será incluído.

Os planos deveriam ter sido apresentados nesta semana, mas foram adiados devido a divergências sobre o escopo geográfico. Noruega, Islândia e Liechtenstein, membros do mercado único da UE, provavelmente serão incluídos.

"Eu concordaria em adicionar aqueles que têm um sistema muito semelhante ao da UE. Não tenho problema com o Reino Unido, mas não se pode incluir todos os países com Acordo de Livre Comércio (FTA)", disse Axel Eggert, diretor-geral da associação siderúrgica Eurofer.

A região do Oriente Médio/Norte da África, Índia, Indonésia e Vietnã deveriam ser excluídos, afirmou.

"São exatamente esses que criam a sobrecapacidade, que não descarbonizam da forma como precisamos na UE", continuou.

Montadoras e outras indústrias pediram que as disposições fossem ampliadas para incluir países presentes em suas cadeias de suprimentos, como Reino Unido e Turquia.

ECONOMIA

Infomoney - SP   03/02/2026

As condições a indústria brasileira se deterioram ainda mais no â  início de 2026, pressionadas por declínios nas encomendas e na produção diante do enfraquecimento da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta segunda-feira.

O PMI, compilado pela S&P Global, caiu a 47,0 em janeiro, de 47,6 em dezembro, marcando a deterioração mais acentuada em quatro meses ao ir ainda mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

"Os primeiros dados do PMI de 2026 reforçam um padrão observado nos meses recentes, com os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, em função da persistente fraqueza da demanda’, disse em nota a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.
"Diante da contínua redução nos pedidos em atraso, a ausência de novos projetos e a preferência das empresas por estoques enxutos, é provável que a produção permaneça em território contracionista no curto prazo’, completou.

Segundo a pesquisa, deteriorações significativas tanto na demanda interna quanto na internacional por bens brasileiros impactaram fortemente as carteiras de pedidos e os volumes de produção em janeiro. Os bens de capital lideraram o declínio da produção.

A contração das vendas foi a décima consecutiva, além de representar a segunda mais acentuada em quase três anos. Em relação às vendas externas, os participantes da pesquisa indicaram as tarifas norte-americanas como a principal razão por trás da queda, com algumas menções à suspensão de pedidos de clientes dos Estados Unidos.

Os fabricantes de bens intermediários e de investimento registraram fortes retrações nas vendas totais, enquanto a queda observada entre os produtores de bens de consumo foi apenas marginal. Os bens de capital foram o único â  segmento a registrar â  aumento nos novos pedidos para exportação.

Os dados de janeiro mostraram ainda que o emprego no setor industrial recuou pelo segundo mês consecutivo, segundo os participantes da pesquisa, devido a medidas de controle de custos e avaliação das condições de demanda.

Brasileiro continuará no saldo devedor em 2026, com juro alto e menos emprego

Mesmo com recordes de renda em 2025, juro real elevado e desaceleração econômica devem manter o saldo devedor das famílias no próximo ano.

IstoÉ Dinheiro - SP   04/02/2026

A pressão causada pelos juros altos fez a indústria brasileira perder ritmo nos últimos meses do ano e fechar 2025 com crescimento de 0,6%. Apesar da desaceleração na reta final do ano, o resultado marca o terceiro ano seguido de expansão da produção industrial brasileira.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o avanço foi de 3,1%; e em 2023, de 0,1%. A perda de ritmo em 2025 é fácil de ser percebida quando são comparados dados do primeiro e do segundo semestres.

Até junho, a produção indústria acumulou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já nos últimos seis meses do ano, a variação foi nula (0%) nesse mesmo tipo de comparação. Especificamente de setembro até dezembro, o resultado foi recuo de 1,9%.

O IBGE apurou que em dezembro a produção das indústrias do país caiu 1,2%, o pior resultado desde julho de 2024 (-1,5%). Dos últimos quatro meses do ano, três foram queda e um (outubro) teve variação nula.

O desempenho de 2025 coloca a indústria em um patamar 0,6% acima do período pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 16,3% abaixo do ponto mais alto já alcançado, em maio de 2011.

Monitor Digital - RJ   04/02/2026

Importadores e consumidores nos EUA arcam com 96% do tarifaço imposto a importações por Donald Trump, de acordo com pesquisa do Instituto Kiel para a Economia Mundial. "Ao contrário da retórica do governo americano, o custo das tarifas de importação dos EUA não é arcado pelos exportadores estrangeiros. Em vez disso, atinge a própria economia americana", sustenta a entidade alemã.

A equipe de pesquisa analisou mais de 25 milhões de registros de remessas, abrangendo um valor total de quase US$ 4 trilhões em importações dos EUA. As conclusões são claras: a receita alfandegária dos EUA aumentou em aproximadamente 200 bilhões de dólares em 2025; os exportadores estrangeiros absorveram apenas cerca de 4% do ônus tarifário; 96% foram repassados aos compradores estadunidenses; os volumes de comércio despencaram, mas os preços de exportação não caíram.

"As tarifas são um gol contra", afirma Julian Hinz, diretor de pesquisa do Instituto Kiel e um dos autores do estudo "Gol contra dos EUA: quem paga as tarifas?", divulgado no final de janeiro. "A alegação de que países estrangeiros pagam essas tarifas é um mito.

Os dados mostram o contrário: os americanos estão pagando a conta." As tarifas funcionam como um imposto sobre o consumo de bens importados. Ao mesmo tempo, tanto a variedade quanto o volume de produtos disponíveis diminuem.

Kiel é o mais antigo instituto de pesquisas da Alemanha e considerado um dos 50 mais influentes think tanks do planeta.

Brasil e Índia são citados no estudo. Ambos os países tiveram tarifas dos EUA sobre importações elevadas para 50% – Trump depois recuou, primeiro em relação ao Brasil, e nesta segunda-feira anunciou uma redução para a Índia.
Os dados mostram que os exportadores estrangeiros não reduziram seus preços para compensar as tarifas adicionais. Se os exportadores tivessem absorvido as tarifas, seus preços nos EUA teriam caído em relação a outros mercados — mas não foi o que aconteceu, mostra o estudo.

"Comparamos as exportações indianas para os EUA com as remessas para a Europa e o Canadá e identificamos um padrão claro", explica Hinz. "Tanto o valor quanto o volume das exportações para os EUA caíram drasticamente, em até 24%. Mas os preços unitários — os preços cobrados pelos exportadores indianos — ficaram inalterados. Eles exportaram menos, não mais barato."

Em última análise, essas descobertas significam que as empresas estadunidenses enfrentarão margens de lucro cada vez menores e preços mais altos para os consumidores a longo prazo. Os países que exportam para os EUA venderão menos e estarão sob pressão para encontrar novos mercados de exportação. "As tarifas acabam prejudicando a todos", afirma Hinz.

CNN Brasil - SP   05/02/2026

O Brasil tem perdido participação na economia mundial nas últimas décadas. Especialistas consultados pelo CNN Money apontam que entraves fiscais, baixa produtividade e o elevado custo do Estado ajudam a explicar por que o país vem encolhendo no PIB (Produto Interno Bruto) global.

Segundo dados do Banco Mundial, entre os anos 1980 e 1990, a participação brasileira no PIB mundial saiu de 2,96% para mais de 3,5%. Nos anos seguintes, o indicador praticamente não avançou, oscilando entre 3,2% e 3,4%.

No início da década de 2010, houve uma recuperação temporária para o patamar de 3,5%, mas o movimento não se sustentou. Em 2023, a fatia do Brasil no PIB global caiu para 2,08%.

Um dos principais fatores por trás desse desempenho é a baixa produtividade do trabalho. Analistas alertam que o fim do bônus demográfico torna o problema ainda mais urgente.

Segundo Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior do governo, o país corre o risco de ver a renda per capita estagnar ou até recuar se não conseguir produzir mais com a mesma força de trabalho.

"O bônus demográfico está acabando. Se o Brasil não conseguir aumentar a produtividade no trabalho, isso pode significar queda da renda per capita", afirma.

E com a perspectiva de envelhecimento da população brasileira, o que se projeta é que o mercado de trabalho tem ainda mais a perder.

"20 anos atrás a força de trabalho no Brasil crescia 2% ao ano, hoje estamos em menos de 0,5%. Daqui a pouco, vai estar decrescente", pondera Cornelius Fleischhaker, economista sênior para o Brasil do Banco Mundial.

Além disso, analistas veem uma inadequação no modelo econômico adotado ao longo dos últimos anos. Para Fabio Kanczuk, diretor de Macroeconomia do ASA e ex-diretor do BC (Banco Central), o tamanho do Estado é um dos principais entraves ao crescimento.

"O Estado é imenso e causa uma distorção tributária enorme. Se uma empresa quer crescer, paga muito imposto e fica difícil absorver melhor tecnologia", diz.

IstoÉ Dinheiro - SP   06/02/2026

As exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 17,4% em janeiro de 2026 (somando US$ 6,47 bilhões no mês, ante US$ 5,51 bilhões em janeiro de 2025). Pelo lado das importações, houve diminuição de 4,9% nas compras vindas da China em janeiro (totalizando US$ 5,75 bilhões, ante US$ 6,05 em igual mês do ano passado).

Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 720 milhões com a China no primeiro mês deste ano.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 5, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

IstoÉ Dinheiro - SP   06/02/2026

Pelo sexto mês seguido desde o tarifaço do governo de Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos acumularam queda. As vendas para a China, no entanto, continuaram a subir, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Em janeiro, as vendas para os Estados Unidos totalizaram US$ 2,4 bilhões, recuo de 25,5% em relação aos US$ 3,22 bilhões no mesmo mês de 2025. As importações de produtos norte-americanos também caíram 10,9% para US$ 3,07 bilhões. O resultado foi um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral em desfavor do Brasil.

Esta foi a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras aos EUA desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo de Donald Trump a produtos do Brasil, em meados de 2025. Apesar de a tarifa ter sido parcialmente revista no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas às alíquotas extras, que variam entre 40% e 50%.

China

Na contramão do desempenho com os Estados Unidos, o comércio com a China apresentou resultado positivo. As exportações brasileiras ao país asiático cresceram 17,4% em janeiro, somando US$ 6,47 bilhões, contra US$ 5,51 bilhões um ano antes. As importações caíram 4,9% para US$ 5,75 bilhões, o que garantiu ao Brasil um superávit de US$ 720 milhões no mês.

Entre os principais parceiros comerciais, a corrente de comércio – soma de importações e exportações – com a China alcançou US$ 12,23 bilhões, alta de 5,7%. Já o intercâmbio com os Estados Unidos somou US$ 5,47 bilhões, queda de 18%, refletindo a redução tanto nas exportações quanto nas importações.
Outros mercados

O comércio com a União Europeia gerou superávit de US$ 310 milhões para o Brasil, embora a corrente comercial tenha recuado 8,8% em relação a janeiro de 2025. As exportações para o bloco caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

Com a Argentina, o Brasil registrou superávit de US$ 150 milhões, mesmo com a forte retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras ao país vizinho caíram 24,5% e as importações recuaram 13,6% na comparação anual.

CNN Brasil - SP   09/02/2026

O Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento da economia de 2,2% para 2,3% em 2025. Para 2026, a previsão de crescimento foi revisada de 2,4% para 2,3%. Os números estão no boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), divulgado nesta sexta-feira (6).

De acordo com a pasta, a revisão dos dados de atividade com a divulgação do PIB do terceiro trimestre levaram a mudanças relevantes no carregamento estatístico para o ano e à alta nessa estimativa para 2025.

Já para este ano, a revisão para baixo foi motivada pela desaceleração mais pronunciada da atividade projetada para o segundo semestre de 2025, reduzindo o carregamento estatístico para 2026.

Caso a projeção da SPE se confirme, haverá uma desaceleração em relação ao PIB de 2024, quando a economia brasileira cresceu 3,4%. O dado oficial do PIB de 2025 será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em março.

"Mesmo com a surpresa positiva, a expansão da atividade em 2025 será inferior à observada nos dois anos anteriores. A desaceleração repercute principalmente a manutenção da política monetária em patamar restritivo em um contexto de redução da inflação, contribuindo para elevar a taxa de juros real para o nível mais alto da última década", diz o boletim.

IstoÉ Dinheiro - SP   09/02/2026

O Brasil está considerando pela primeira vez promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, disseram altos funcionários do governo brasileiro.

Mas, como Pequim busca laços comerciais mais profundos e os Estados Unidos impuseram ondas de tarifas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está agora reconsiderando essa postura.

Uma declaração conjunta emitida durante a visita do presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, a Pequim para se reunir com o presidente da China, Xi Jinping, nesta semana disse que ambos presidentes esperavam que as negociações de livre comércio entre a China e o Mercosul pudessem começar "o mais rápido possível".

O Mercosul inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia prestes a se tornar membro pleno.

Os ministérios das Relações Exteriores e do Comércio da China não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

O Estado de S. Paulo - SP   09/02/2026

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) aumentou marginalmente a sua projeção para a inflação de 2026, de 3,5% para "cerca de" 3,6% - acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%. Porém, o alívio frente a 2025, quando o IPCA teve alta de 4,26%, deve possibilitar uma redução na taxa Selic, segundo indica o órgão na publicação Balanço Macrofiscal 2025 e Perspectivas 2026.

"A expectativa é de estabilidade no ritmo de crescimento e de continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos", diz relatório de projeções divulgado nesta sexta-feira, 6, pela SPE, comandada por Guilherme Mello - um dos nomes sugeridos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a diretoria do Banco Central.

Segundo a secretaria, o alívio esperado no ritmo de alta dos preços este ano reflete o excesso da oferta global de bens e combustíveis, além dos efeitos defasados da política monetária e do enfraquecimento recente do dólar. Esses impactos devem afetar principalmente a inflação de serviços e bens industriais.

A SPE diz esperar, no entanto, "pressões moderadas" para os preços de alimentos ao longo de 2026. Eventos climáticos podem afetar os preços de alimentos in natura. A carne bovina deve ter menor oferta, por causa da retenção de fêmeas no Brasil e Estados Unidos. E há perspectiva de menor produção de alguns semielaborados (arroz, trigo e derivados) e produtos in natura (tomate e batata).

Monitor Digital - RJ   10/02/2026

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,99% para 3,97% em 2026.

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela quinta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro.

Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA acumular alta de 4,26% em 2025.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Taxa Selic, definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

Agência Brasil - DF   11/02/2026

Em 2025, sete estados do país viram a produção industrial crescer em ritmo superior ao da média nacional, com destaque para o Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, o Espírito Santo saltou mais de 10%, e o Rio, mais de 5%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, o IBGE apura informações em 18 localidades. Fazem parte da pesquisa 17 unidades da federação (UF) que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da industrial nacional, e o Nordeste como um todo.

O Estado de S. Paulo - SP   11/02/2026

Entidades da indústria manifestaram nesta terça-feira, 10, preocupação com a proposta que trata do fim da escala de trabalho 6X1. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota em que expressa preocupação com a forma como o debate vem sendo conduzido.

Já a Abimaq, que representa fabricantes de máquinas e equipamentos, citou estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que aponta impacto de R$ 178,8 bilhões nos custos de empregados formais na indústria ao também manifestar preocupação com a proposta.

O cálculo apresentado no estudo da CNI considera uma eventual redução legal da jornada para 36 horas semanais, no modelo 4x3, sem redução proporcional dos salários. O impacto representaria um acréscimo de 25,1% em relação ao custo com pessoal, tendo como base valores de 2023.

Conforme o estudo, caso optem por contratar novos empregados para manter o nível de produção, as empresas terão mais despesas com salários, encargos legais e benefícios, como plano de saúde, previdência privada, auxílio-creche, transporte e alimentação.

Em posicionamento sobre o tema, a CNI defende que qualquer mudança na legislação trabalhista considere a diversidade de realidades produtivas do País, os efeitos sobre os setores econômicos e empresas de diferentes portes, além das disparidades regionais e do impacto sobre a competitividade e a criação de empregos formais.

A Fiesp informa que tem dialogado com lideranças sindicais de trabalhadores e setores produtivos sobre a jornada de trabalho. Para a entidade da indústria paulista, qualquer alteração deve respeitar a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal.

"O engessamento da jornada por via constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores", comenta Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

O Estado de S. Paulo - SP   12/02/2026

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 25,5% em janeiro em relação a igual mês de 2025, alcançando US$ 2,4 bilhões em janeiro, no sexto declínio consecutivo, segundo a Amcham Brasil. Paralelamente, as importações do País provenientes dos EUA registraram retração de 10,9% no primeiro mês de 2026 no confronto com um ano antes.

Como a queda nas exportações foi mais intensa, o déficit mensal do Brasil na balança bilateral se aprofundou para cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do observado em janeiro de 2025, diz em nota.

"Os dados de janeiro confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral", diz a Amcham Brasil. "A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e EUA", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Segundo a entidade, o recuo nas exportações foi fortemente influenciado pelo desempenho dos óleos brutos de petróleo, que caíram 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a tarifas adicionais tiveram queda média de 26,7%. Neste caso, cita como destaque bens que tiveram impacto da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA.

Entre os produtos com maior influência negativa em janeiro, a Amcham menciona semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

IstoÉ Dinheiro - SP   12/02/2026

A chamada inflação na porta de fábrica terminou 2025 em -4,53%. Este é o segundo menor resultado desde 2014, perdendo apenas para a de 2023, quando houve queda média de preços de 4,99%. No ano passado, houve alta de 9,28%.

Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPP é conhecido como inflação na porta da fábrica porque mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria e antes de chegar ao comércio e ao consumidor, sem cobrança de impostos e frete.

A série histórica do IBGE começa em 2014. Nos 12 anos de levantamento, apenas 2025 e 2023 apresentaram deflação, isto é, inflação negativa. No outro extremo, em 2020 e 2021, anos de pandemia de covid-19, o IPP fechou positivo em dois dígitos.

IstoÉ Dinheiro - SP   18/02/2026

O unilateralismo do presidente norte-americano Donald Trump e os acordos preferenciais tornam mais imprevisíveis e incertas as tendências de fluxos de comércio exterior no momento atual. A avaliação é do relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

"Começamos 2026 com a ‘certeza’ de que a imprevisibilidade e as incertezas continuarão a fazer parte do cenário mundial. No curto prazo, o possível encontro entre Trump e o presidente Lula, agendado para março, poderá ou não resultar na retirada dos produtos afetados, em especial manufaturas, que ainda estão com o tarifaço de 50%. Em adição, espera-se a aprovação da parte comercial do acordo Mercosul-União Europeia pelo Conselho Europeu", apontou o Icomex.

Segundo o relatório da FGV, em 2025, houve efeito "nítido" da influência de Trump com a queda do câmbio, após um período de desvalorização.

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro de 2026, um aumento de US$ 2 bilhões em relação a janeiro de 2025.

"A principal contribuição para esse aumento foi o saldo da balança comercial da China, que passou de um déficit de US$ 536,6 milhões em janeiro de 2025 para um saldo positivo de US$ 717,7 milhões no mesmo mês de 2026. A segunda principal contribuição foi da União Europeia, com um superávit de US$ 308,4 milhões em 2026, enquanto em janeiro de 2025 o saldo positivo foi de US$ 98,5 milhões. Os demais mercados registraram redução do superávit (América do Sul e Ásia, exclusive China) ou aumento do déficit (Estados Unidos)", frisou a FGV.

Diário do Comércio - MG   19/02/2026

A mediana das estimativas do mercado financeiro do relatório Focus do Banco Central para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25%, pela 8ª semana seguida. Considerando só as 45 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,00%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 53ª semana seguida. Considerando só as 43 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 10,50%.

A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,00%, pela 4ª semana consecutiva. Para 2029, a mediana ficou em 9,50%, pela 16ª leitura seguida.

Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.

"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse a ata da decisão.

O Estado de S. Paulo - SP   19/02/2026

Analistas do mercado financeiro reduziram de 3,97% para 3,95% a estimativa de inflação para 2026, segundo o Boletim Focus, divulgado pela quarta-feira, 18, pelo Banco Central. Foi o sexto recuo seguido.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está 0,55 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,02%.

A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, pela 15ª semana consecutiva. Considerando apenas as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,80% para 3,70%.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.

Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de

3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

No Focus desta quarta-feira, a projeção para o IPCA de 2028 ficou estável em 3,50%, pela 15ª semana seguida. Para 2029, a projeção também ficou em 3,50%, pela 24ª semana consecutiva.

Agrolink - RS   20/02/2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,136 bilhões entre janeiro e a segunda semana de fevereiro, com corrente de comércio de US$ 72,625 bilhões. O resultado decorre de US$ 38,88 bilhões em exportações e US$ 33,744 bilhões em importações. Os dados preliminares foram divulgados nesta quinta-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apenas na segunda semana de fevereiro de 2026, a balança apresentou superávit de US$ 1,501 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,403 bilhões, com exportações de US$ 6,952 bilhões e importações de US$ 5,451 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somam US$ 13,727 bilhões e as importações, US$ 12,934 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 793 milhões e corrente de comércio de US$ 26,661 bilhões.

Na comparação das médias diárias até a segunda semana de fevereiro de 2026 com igual período de 2025, as exportações cresceram 20,7%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,3 bilhão. As importações avançaram 11,4%, de US$ 1,16 bilhão para US$ 1,29 bilhão.

No acumulado até a segunda semana de fevereiro, frente ao mesmo mês do ano anterior, as exportações registraram aumento médio diário de US$ 121,93 milhões na Indústria Extrativa, alta de 57,2%; de US$ 107,5 milhões na Indústria de Transformação, crescimento de 15,9%; e de US$ 3,41 milhões na Agropecuária, elevação de 1,4%.

O Estado de S. Paulo - SP   20/02/2026

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), fechou 2025 com alta de 2,45% em relação a 2024, na série sem ajuste sazonal, informou a autarquia nesta quinta-feira, 19.

Considerando a métrica acumulada em 12 meses, o resultado representou uma aceleração em relação ao mesmo período até novembro, quando o avanço era de 2,39%.

O índice ex-agropecuário, que exclui os efeitos do setor, encerrou o ano com alta de 1,80% — também acelerando em relação ao mesmo intervalo de tempo até novembro, quando avançava 1,72% (revisado, de 1,71%).

O indicador da agropecuária acumulou alta de 13,05%, contra 13,22% (revisado, de 13,20%), no mesmo período até o mês anterior.

Na mesma base de comparação, a taxa acumulada pelo IBC-Br da indústria passou de 1,26% (revisado, de 1,24%) para 1,45%. O índice de serviços passou de 2,00% (revisado, de 2,02%) para 2,06%. O indicador de impostos — equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do PIB — passou de 1,23% (revisado, de 1,17%) para 1,24%.
Trimestre

O IBC-Br total cresceu 0,4% no trimestre móvel encerrado em dezembro, na série com ajuste sazonal e na comparação com os três meses anteriores. O índice ex-agro teve alta de 0,3%, e o específico do agro cresceu 2,8%. A indústria caiu 0,2%; os serviços aumentaram 0,5%; e os impostos subiram 0,3%.

Considerando o trimestre até dezembro, mas frente ao mesmo período de 2024 e na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 1,69%. O índice ex-agropecuária teve alta de 1,62%, e o específico do agro, de 4,41%. A indústria avançou 0,81%; os serviços, 2,09%; e os impostos ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,58%.

O Estado de S. Paulo - SP   23/02/2026

A economia dos Estados Unidos cresceu 2,2% em 2025, em comparação com 2,3% no ano anterior. Os números são preliminares e serão revisados pelo menos duas vezes nos próximos meses.

No final do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) americano — a produção nacional de bens e serviços — desacelerou, encerrando um ano volátil. Em 2025, o crescimento da economia se manteve firme, já que consumidores resilientes e um boom de investimentos em inteligência artificial ajudaram a manter o crescimento nos trilhos, apesar das tarifas, da incerteza e da mais longa paralisação do governo da história.

O PIB ajustado pela inflação cresceu a uma taxa anual de 1,4% nos últimos três meses do ano, segundo informou o Departamento de Comércio dos EUA nesta sexta-feira, 20. Isso representou uma queda acentuada em relação à taxa de 4,4% no terceiro trimestre (de julho a setembro) e de 3,8% no trimestre anterior, em parte devido à paralisação prolongada.

Uma desaceleração nos gastos do governo e dos consumidores contribuiu para a desaceleração do crescimento no quarto trimestre, informou o governo.

O crescimento no período foi prejudicado pela paralisação do governo federal de 43 dias, que deixou centenas de milhares de funcionários públicos temporariamente sem salários. Os trabalhadores afastados acabaram recebendo seus salários atrasados, e os economistas acreditam que o impacto de longo prazo da paralisação no PIB será pequeno. Mas o episódio pode ter reduzido o crescimento em cerca de 1 ponto percentual no final de 2025; a recuperação subsequente deve elevar o crescimento em uma quantidade semelhante no início de 2026.

Os gastos dos consumidores aumentaram apenas 2,2%, uma desaceleração significativa em relação ao ganho de 3,5% do terceiro trimestre. O relatório destaca um aspecto curioso da economia dos EUA: ela cresce constantemente, mas sem criar muitos empregos.

Um relatório do governo divulgado na semana passada mostrou que os empregadores criaram menos de 200 mil vagas no ano passado — o menor número desde o início da pandemia da covid, em 2020

IstoÉ Online - SP   23/02/2026

Após Suprema Corte derrubar "tarifaço", presidente busca bases legais para manter ofensiva comercial. Sobretaxa de 50% a produtos brasileiros serão substituídas por nova alíquota. Um dia após anunciar uma tarifa global comum de 10% sobre importações, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o percentual da sanção para 15%. As decisões ocorrem após a Suprema Corte americana considerar ilegal grande parte do tarifaço anteriormente imposto por ele, o que obrigou a Casa Branca a recalibrar sua política comercial.

Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que, após uma análise detalhada da "decisão extraordinariamente antiamericana" tomada na sexta-feira pela Corte para limitar seu programa tarifário, o governo aumentaria as tarifas "para o nível totalmente permitido e já testado legalmente de 15%".

As novas tarifas se apoiam em uma legislação separada, ainda não testada, conhecida como Seção 122, que permite barreiras comerciais de até 15%. Elas são válidas por 150 dias e precisam de aprovação do Congresso para serem prorrogadas. Nenhum presidente havia recorrido antes ao dispositivo, e seu uso pode gerar novos questionamentos legais.

Segundo um informativo da Casa Branca, continuam valendo isenções para setores que estão sob investigações separadas, incluindo o farmacêutico, minerais críticos e energia, e para bens que entram nos EUA sob o acordo Estados Unidos-México-Canadá. Já tarifas específicas adicionais para o aço e alumínio continuam em vigor.

Na sexta-feira, o governo afirmou que parceiros que firmaram acordos tarifários separados com os EUA também estarão sujeitos à nova tarifa global.

Suprema Corte derruba tarifas "recíprocas"

Por 6 votos a 3, os magistrados rejeitaram o uso de uma lei de poderes de emergência para impor as amplas tarifas "recíprocas" de Trump, aplicadas a quase todo o mundo em abril do ano passado – chegando, em alguns casos, a 50%.

Na prática, a decisão estabelece limites ao poder do presidente para impor tarifas sem a aprovação do Congresso, afetando diretamente as sobretaxas adotadas contra o Brasil.

Nesse caso, caem as "tarifas recíprocas" de 10% anunciadas contra o Brasil em abril de 2025 e a sobretaxa de 40% que retaliava o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na prática, a nova alíquota de 15% passa a ser somada às tarifas que já estavam em vigor antes das medidas de Trump para cada conjunto de produtos brasileiros.

Agência Brasil - DF   25/02/2026

O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou nesta terça-feira (24) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Entre os itens beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo do presidente Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.

Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo estadunidense.

Já 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.

O Estado de S.Paulo - SP   25/02/2026

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aumentou no início de fevereiro as alíquotas do Imposto de Importação de uma lista ampla de bens de capital (BK), incluindo máquinas, ferramentas e equipamentos, e de bens de informática e telecomunicação (BIT). São englobados mais de 1.200 produtos eletrônicos, incluindo smartphones, freezers e painéis com LED (veja a lista abaixo).

A deliberação ocorreu em 28 de janeiro e parte dos aumentos de alíquotas já entrou em vigor em 6 de fevereiro. Outras elevações — no caso das NCMs (Nomenclaturas Comuns do Mercosul) que hoje possuem alíquota zero, mas não estão enquadradas em ex-tarifários — começam a valer em 1º de março, para que os importadores tenham tempo de pedir seu enquadramento no regime especial, segundo o governo.

Em nota técnica elaborada para embasar a proposta, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda citou a "escalada das importações de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT)", dizendo que elas somaram US$ 75,1 bilhões em 2025, com crescimento acumulado desde 2022 de 33,4%.

Segundo a pasta, a penetração de importações está em níveis que "ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do País, de difícil reversão".

Em 2025, as principais origens de importações desses bens foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. O órgão destacou que a participação chinesa cresce em BK e BIT, enquanto EUA mantêm relevância agregada, como principal fonte do conjunto das importações. "Importante levar em consideração que o crescimento da participação chinesa como origem das importações de BK e BIT apontam para uma dinâmica estrutural e não apenas conjuntural", continua a nota.

Ainda segundo o documento, a elevação das alíquotas deve ter efeito indireto baixo e defasado no IPCA, pois BK e BIT são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva. "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", completa o órgão da Fazenda.

Globo Online - RJ   26/02/2026

A decisão do governo brasileiro de elevar as alíquotas de impostos de importação entre 7% e 20% para mais de mil produtos dos setores de bens de capital e informática e telecomunicações carece de lógica. Com a intenção de proteger e incentivar a produção local, o governo prejudica indústrias e consumidores. Máquinas e produtos de informática de última geração são imprescindíveis para que as empresas brasileiras tenham condições de competir nos mercados internacionais. Ao encarecer esses equipamentos, o governo torna as exportações industriais brasileiras menos atraentes. O imposto mais alto também tem impacto negativo no mercado doméstico, pois aumentos de custos são repassados de forma automática a consumidores locais. Crítico da política protecionista do presidente americano, Donald Trump, o governo brasileiro insiste em cometer o mesmo erro.

O efeito será sentido de forma mais aguda nos setores de metalurgia, mecânica, automotivo, alimentos e bebidas, papel e celulose, farmacêutico, mineração, óleo e gás, energia, construção pesada, logística e agronegócio. Não há sentido em manter taxação tão alta sobre computadores ou smartphones, hoje ferramenta de trabalho para milhões de brasileiros também na prestação de serviços.

A possibilidade de zerar o imposto de importação para alguns itens estrangeiros sem similar no Brasil e a preservação dos regimes especiais vigentes não mudam o quadro geral. Ficou mais caro investir em eficiência e em novos negócios baseados na economia digital. Essa realidade ressalta a teimosia extraordinária dos governos petistas em apostar no protecionismo como alavanca de desenvolvimento. Se proteger a indústria local fosse uma política eficaz, o Brasil já seria potência fabril há muito tempo.

Na tentativa de se justificar, o Ministério da Fazenda publicou nota mencionando o aumento da participação de bens de capital importados no consumo nacional (de 33,6% em 2017 para 45% no ano passado). Incluindo bens de informática, as importações cresceram 33,4% em dólar desde 2022. "Em 2025, as importações especificamente de máquinas e equipamentos alcançaram US$ 28,8 bilhões, mais que o dobro das exportações, estimadas em US$ 11,5 bilhões", diz o governo. Ora, tais números deveriam ser motivo de celebração, indício da modernização das empresas brasileiras, com acesso a equipamento de melhor qualidade e mais baratos que os produzidos localmente.

A Fazenda aponta como ameaça a ascensão chinesa nos setores de bens de capital, aço e tecnologia. Mas, para enfrentar eventuais práticas desleais chinesas, há outros mecanismos mais eficazes que as tarifas. A China, por sinal, nem será o país mais afetado pela medida brasileira. Quem mais perderá são os Estados Unidos.

Globo Online - RJ   26/02/2026

A decisão do governo dos Estados Unidos de substituir as sobretaxas de 40% e 50% por uma sobretaxa global de 10% reduziu, ao menos temporariamente, o impacto tarifário sobre uma parcela relevante das exportações brasileiras. Levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostra que 34,9% da pauta exportadora do Brasil aos EUA, o equivalente a US$ 14,9 bilhões, passou a enfrentar uma carga tarifária menor no acesso ao mercado americano.

A nova sobretaxa entrou em vigor em 24 de fevereiro e tem vigência temporária de 150 dias, com base jurídica na Seção 122 da lei de comércio americana, mecanismo acionado para lidar com desequilíbrios no balanço de pagamentos dos EUA. O presidente Donald Trump já indicou que a alíquota poderá ser elevada para até 15% ao fim desse período.

Com a mudança, a participação de produtos brasileiros sujeitos à sobretaxa adicional de 10% saltou de 13,2% para 40% da pauta exportadora aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a parcela de bens não sujeitos a sobretaxas aumentou de 37,5% para 45,6%, ampliando o espaço de produtos brasileiros com acesso menos oneroso ao mercado americano.

As tarifas impostas por razões de segurança nacional, com base na Seção 232 da legislação dos EUA não foram afetadas pela decisão e permanecem em vigor. Esses produtos continuam representando 14,4% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, concentradas sobretudo nos segmentos de aço, alumínio e autopeças.

Segundo a Amcham, a redução das alíquotas beneficiou um conjunto amplo de itens da pauta brasileira, incluindo máquinas e equipamentos industriais, açúcar bruto, café solúvel, álcool etílico, transformadores elétricos, tratores agrícolas, pedras ornamentais e produtos florestais. Em vários casos, mercadorias que antes estavam sujeitas a sobretaxas de 50% passaram diretamente a enfrentar a alíquota adicional de 10%, reduzindo de forma significativa o custo de acesso ao mercado americano.

A Ordem Executiva também ampliou a lista de produtos excluídos das sobretaxas, como aeronaves e partes aeronáuticas, nióbio, zinco, estanho, óxidos metálicos e outros insumos industriais. De acordo com o levantamento, os 15 principais itens agora isentos concentram quase 80% do valor exportado pelo Brasil dentro desse grupo, com base em dados de 2024 da U.S. International Trade Commission (USITC).

IstoÉ Dinheiro - SP   27/02/2026

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 0,6 ponto em fevereiro em comparação a janeiro, para 96,7 pontos. Este aumento marca o terceiro mês consecutivo de crescimento do índice. Em médias móveis trimestrais, o ICI subiu 2,4 pontos, alcançando 96,4 pontos, o que sinaliza uma recuperação gradual no setor.

Stéfano Pacini, economista do FGV/Ibre, destacou que a indústria segue mostrando sinais de recuperação de confiança, especialmente nas avaliações do momento atual dos negócios. "É notável que as perspectivas sobre os negócios são mais otimistas em um horizonte de tempo maior e de forma disseminada entre os setores. Porém, ainda é prematuro afirmar que esse resultado positivo será mantido por muito tempo, considerando a política monetária contracionista vigente e o cenário macroeconômico desafiador", comenta Pacini.

Por outro lado, ele aponta que a expectativa de início do ciclo de queda de juros, o mercado de trabalho aquecido, o câmbio apreciado e uma inflação mais próxima da meta são fatores que podem favorecer o setor industrial nos próximos meses.

No detalhamento dos componentes do índice, o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 1 ponto, para 97,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) teve um aumento de 0,3 ponto, para 96 pontos. O cenário de atual normalidade dos estoques e um ambiente de negócios mais favorável foram aspectos positivos destacados para o mês.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI), teve uma elevação de 0,3 ponto porcentual, situando-se em 81,6% no mês de fevereiro.

A coleta de dados para esta edição de fevereiro de 2026 foi realizada entre os dias 01 e 24 do mês. A divulgação do próximo levantamento da Sondagem da Indústria ocorrerá em 27 de março de 2026.

MINERAÇÃO

Revista Mineração - SP   10/02/2026

A produção de substâncias metálicas no Brasil somou R$ 220,5 bilhões em 2024, consolidando o país como um dos grandes exportadores mundiais de minerais estratégicos, segundo os dados do Anuário Mineral Brasileiro 2025, divulgado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) nesta segunda-feira (9).

O levantamento, com base nos relatórios anuais de lavra enviados pelos mineradores, revela que o conjunto de 14 substâncias metálicas mais a grafita respondeu por 82% do valor total da produção mineral no país, destacando a importância desses elementos tanto para a economia nacional quanto para a transição energética global.

Segundo o relatório, o minério de ferro liderou o valor agregado, com R$ 159 bilhões, seguido por outros minerais essenciais como alumínio, cobre, cromo, lítio, manganês, níquel e zinco, que também figuram como insumos críticos para tecnologias verdes e setores industriais estratégicos.

Além de seu impacto econômico doméstico, a produção mineral brasileira teve forte desempenho no comércio exterior em 2024, com exportações que somaram US$ 59,9 bilhões e um saldo comercial de US$ 42 bilhões. A China manteve-se como principal parceiro comercial, sendo o principal destino das exportações e maior fornecedor de substâncias metálicas ao Brasil.

No âmbito interno, mais de 270 minas das substâncias analisadas estavam em operação no ano-base, com destaque para as 109 operações de minério de ferro. A atividade também rendeu ao Estado cerca de R$ 7 bilhões em arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

Para apoiar o desenvolvimento do setor, a ANM concedeu aproximadamente 4.800 autorizações de pesquisa, 56 concessões de lavra e 141 permissões de lavra garimpeira em 2024, reforçando o papel regulatório do órgão frente à crescente demanda global por minerais estratégicos.

De acordo com a ANM, o Anuário Mineral Brasileiro 2025 oferece um retrato detalhado do desempenho da mineração no país, destacando sua relevância não apenas para a economia, mas também para políticas públicas e decisões estratégicas nos setores público e privado.

AUTOMOTIVO

Auto Informe - SP   02/02/2026

A participação das marcas chinesas no mercado brasileiro deve crescer em 2026, com a expectativa de um novo recorde de importações, até dezembro. É que enquanto a produção brasileira de carros de passeio, comerciais leves e pesados cresceu apenas 3,5% no ano passado, em relação a 2024, a entrada de modelos estrangeiros chegou a quase 530 mil unidades, com alta de mais de 30%. Apesar de a balança comercial do setor ser minimamente positiva, na prática, há um empobrecimento da cadeia produtiva nacional, avalia o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet. A manufatura brasileira também enfrenta a concorrência da montagem em regimes de CKD (completely knocked down) e SKD (semi knocked down), em que os conjuntos chegam total ou parcialmente integrados. Trata-se de um processo produtivo usado e abusado por nada menos que 15 marcas nacionais, como a BYD (em Camaçari), a Great Wall (Iracemápolis), BMW (na planta catarinense de Araquari), Audi (em São José dos Pinhais) e a Caoa Chery (em Anápolis).

O leitor adulto deve saber que a reconfiguração da manufatura nacional depende muito de questões tributárias, afinal, incentivos para importações impactam direta e negativamente na produção doméstica, mas o produto made in Brazil não parece apto para retomar os volumes de outrora. É que mesmo acumulando ganhos desde 2020, dificilmente repetiremos as 724,1 mil unidades exportadas em 2005 ou as 766 mil unidades enviadas em 2017. Nos últimos cinco anos, as exportações brasileiras saltaram de 376,3 mil para 528,8 mil unidades alta de 40,5%. Já as importações, no mesmíssimo período, foram de 253,7 mil para 497,7 mil unidades alta de 95%. Ou seja: se as curvas forem mantidas, fecharemos 2026 com uma balança comercial negativa.

A chegada de novas marcas chinesas ao Brasil foi apoiada pelo setor, que as enxergava como um fator de impulsionamento tanto da produção quanto da cadeia de autopeças, que iria aumentar a oferta de postos de trabalho e trazer novas tecnologias, pontua Calvet. A partir do momento em que as importações crescem a ponto de determinarem a redução dos investimentos na produção nacional, surgem preocupações. E nossas preocupações estão demonstradas no mais recente estudo da Anfavea, que prevê o corte de quase 70 mil empregos e perdas de mais de R$ 100 bilhões, caso os incentivos atuais sejam mantidos, complementa o executivo, cuja ingenuidade inicial terá, agora, que ser contrapesada pelo protecionismo que os liberais tanto demonizam um caso freudiano.

Jornal de Brasília - DF   04/02/2026

As vendas de veículos novos no Brasil registraram queda de 0,38% em janeiro de 2026 em comparação com janeiro de 2025, com 170,5 mil unidades comercializadas, segundo balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em relação a dezembro de 2025, houve retração de 38,96%. No entanto, considerando os emplacamentos totais de todos os segmentos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos, o mercado cresceu 7,42% na comparação anual, totalizando 366.713 unidades, apesar de um dia útil a menos. Comparado a dezembro, os emplacamentos caíram 25,54%, o que é considerado típico para o primeiro mês do ano devido ao período de férias e ao menor ritmo da atividade econômica.

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho demonstra a resiliência da demanda por veículos novos, mesmo com dificuldades no crédito devido às taxas de juros elevadas. "O resultado confirma que o setor inicia 2026 com bases consistentes. Mesmo com menos dias úteis na comparação anual, observamos crescimento real do mercado, o que demonstra manutenção da demanda", afirmou em nota.

O segmento de motocicletas se destacou com alta de 17,49% em relação a janeiro de 2025 e queda de 7,57% ante dezembro de 2025. O crescimento é atribuído à procura por serviços de entrega, mobilidade individual e ao aumento do uso de consórcios. "O segmento de motocicletas mantém trajetória consistente de expansão. Trata-se de um movimento ligado a mudanças no perfil de mobilidade e no comportamento do consumidor", comentou Arcelio Junior.

Já o mercado de caminhões iniciou o ano com retração de 34,67% na comparação anual, ainda sem refletir o impacto do Programa Move Brasil, que oferece crédito para compra de caminhões. A Fenabrave espera que os efeitos do programa sejam observados nos próximos meses. "O desempenho do segmento está diretamente ligado ao nível de atividade econômica, ao comportamento do agronegócio e ao custo do crédito para aquisição de veículos pesados e, com o Move Brasil, esperamos uma retomada nos emplacamentos, principalmente, entre os caminhões pesados, que representam 45% do mercado", disse o presidente da entidade.

Em relação aos automóveis e veículos leves, o desempenho foi estável, com aumento de 1,64% ante janeiro de 2025 e queda de 39,17% em relação a dezembro de 2025. "Os veículos leves iniciam 2026 mantendo o nível de atividade. O mercado segue sensível às condições de financiamento, mas demonstra capacidade de sustentação do volume", afirmou Arcelio Junior.

Valor - SP   09/02/2026

Exportações de autoveículos, mostram os dados, somaram 25,9 mil unidades em janeiro deste ano

As vendas de veículos ficaram estáveis no país em janeiro de 2026, mas as exportações tiveram queda de quase 20% e a produção, de mais de 10%. O resultado é influenciado por baixas nos embarques para a Argentina e pela alta base de comparação da produção em 2025, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com o balanço da entidade, divulgado hoje (6), foram 170,5 mil autoveículos, categoria que engloba automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, licenciados em janeiro, queda de 0,4% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Já as exportações de autoveículos, mostram os dados, somaram 25,9 mil unidades em janeiro deste ano, queda de 18,3% na comparação com janeiro de 2025. E a produção, somou 159,6 mil autoveículos em janeiro, queda de 12% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

"A produção é um número menor, mas janeiro de 2025 foi atípico na média de produção de autoveículos", disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet, na coletiva que apresentou os resultados de janeiro. "Essa é uma queda que também se deveu muito ao fato de que nossas associadas têm dado férias coletivas, algumas voltaram na terceira semana de janeiro. Ou seja, tivemos um mês comprimido do ponto de vista da produção."

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   09/02/2026

A indústria automotiva brasileira, especialmente o segmento de caminhões, iniciou um movimento de revisão de práticas tradicionais de gestão para preservar capital de giro em um ambiente de juros elevados.

Um dos principais focos está nos estoques de peças e componentes, historicamente mantidos em níveis elevados para garantir produção contínua e atendimento ao pós-venda, mas que agora passam a ser recalculados à luz de critérios financeiros mais rigorosos.

Estudos conduzidos pela Mirow & Co. em montadoras de veículos leves e pesados indicam que até 20% dos volumes estocados podem ser eliminados sem comprometer a operação industrial ou a assistência ao mercado.

O redesenho, segundo a consultoria, libera recursos relevantes em um momento em que o custo do dinheiro pressiona margens e decisões de investimento.

"Historicamente, as montadoras mantêm estoques com cobertura acima do necessário para atender às demandas de produção e pós-vendas, visando evitar o desabastecimento do mercado e impactos na marca, além de atrasos na fábrica. A mentalidade sempre foi de ‘não pode faltar’, então as montadoras carregavam nos estoques", afirma Elmar Gans, sócio da Mirow & Co.

Cultura da abundância sob pressão financeira - A prática de manter estoques elevados também foi moldada por exigências legais e pela jurisprudência associada ao Código de Defesa do Consumidor, que obriga fabricantes e importadores a assegurarem a oferta de peças mesmo após o fim da produção dos modelos, o que, ao longo dos anos, ajudou a consolidar a lógica da abundância como uma espécie de seguro operacional e reputacional.

Globo Online - RJ   09/02/2026

Os veículos eletrificados responderam por 16,8% dos emplacamentos em janeiro, o maior percentual da série histórica. Desse total, 35% correspondem a veículos híbridos produzidos no Brasil, também um recorde de participação. No ano passado, em janeiro, os emplacamentos de eletrificados correspondia a 10,3%. Foram emplacados 27 mil veículos eletrificados e 9,6 mil foram fabricados no Brasil. Os números foram divulgados nesta sexta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa a montadoras instaladas no país.

— Estamos falando em janeiro um duplo recorde. Isso significa que nossos investimentos em novas tecnologias e portfólio de produtos já começa a dar resultados — disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.

De acordo com levantamento da Bright Consulting, consultoria especializada no setor automobilístico, os carros mais vendidos em janeiro foram o BYD Dolphin Mini (2,8 mil unidades), o BYD Dolphin (15 mil) e o Geely EX2 (1,1 mil).

Os emplacamentos de importados caíram em janeiro passado, para 38 mil de 39 mil na comparação com o mesmo mês do ano passado. Mas os carros importados da China tiveram aumento nos emplacamentos, de 10,4 mil para 16,8 mil, também na comparação anual de janeiro.

Setor automotivo e sindicatos pedem fim de isenção a veículos desmontados

Veja - SP   12/02/2026

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) recebeu o apoio de 19 centrais sindicais e sindicatos pela não renovação da isenção de imposto de importação para veículos híbridos e elétricos desmontados ou semidesmontados.

O benefício foi encerrado em janeiro, após seis meses, mas pode voltar a ser discutido na Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A Anfavea enviou, então, uma carta ao governo federal pedindo para os impostos serem mantidos. O documento ganhou adesão da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre outras entidades.

"A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)", diz o texto.

Veja - SP   12/02/2026

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) recebeu o apoio de 19 centrais sindicais e sindicatos pela não renovação da isenção de imposto de importação para veículos híbridos e elétricos desmontados ou semidesmontados.

O benefício foi encerrado em janeiro, após seis meses, mas pode voltar a ser discutido na Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A Anfavea enviou, então, uma carta ao governo federal pedindo para os impostos serem mantidos. O documento ganhou adesão da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre outras entidades.

"A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)", diz o texto.

IstoÉ Dinheiro - SP   13/02/2026

A produção de motos teve crescimento de 11% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o maior volume para o mês desde 2008. No mês passado, foram montadas 184,4 mil motocicletas, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 12, pela Abraciclo, a associação das montadoras instaladas no polo industrial de Manaus (AM), onde está concentrada a maior produção do veículo.

Na comparação com dezembro, mês de paradas nas fábricas por férias coletivas de fim de ano, a alta foi de 42,2%.

"O primeiro mês do ano confirmou as expectativas para o segmento em 2026. Janeiro foi um mês bastante positivo, com produção plena nas fábricas, diferentemente de dezembro, período em que as associadas adotaram férias coletivas", comentou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.

A entidade prevê a produção de 2,07 milhões de motos neste ano. Se confirmado, será uma alta de 4,5% na comparação com 2025.

Valor - SP   13/02/2026

Ao todo, 1.059 produtos poderão ser importados a tarifa zero, por inexistência de produção nacional similar

O governo aprovou nesta quinta-feira (12) uma série de pleitos do setor produtivo para redução do imposto de importação. Também foram aprovadas medidas de defesa comercial. As decisões aconteceram em reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Foi aprovada a redução a zero do Imposto de Importação (II) para 421 bens de capital e informática, com vigência de até 2 anos. Também foi zerado o Imposto de Importação (II) para 638 autopeças, em prazo não informado, totalizando 1.059 produtos que poderão ser importados a tarifa zero, por inexistência de produção nacional similar. O pedido atende a um pleito feito pelo setor produtivo nacional.

A isenção de Imposto de Importação alcançou, ainda, 20 insumos que são utilizados pelos setores industrial e agropecuário. O detalhamento completo dos itens beneficiados será incluído em anexos de resoluções do Gecex.

Medidas antidumping

O comitê aprovou, também, três novas aplicações de medidas antidumping de produtos oriundos da China, "com o objetivo de neutralizar danos causados à indústria nacional por importações a preços desleais", segundo o governo.

O colegiado aplicou direitos antidumping sobre agulhas hipodérmicas, laminados planos a frio e laminados planos revestidos que venham da China. A medida valerá por até cinco anos.

CNN Brasil - SP   18/02/2026

A indústria automobilística chinesa bateu novo recorde e produziu 34,78 milhões de unidades em 2025, um aumento de 10% em comparação a 2024. O faturamento do setor subiu 7,1% para US$ 1,16 trilhão no período, enquanto o lucro conjunto das montadoras locais (mais de cem marcas) se manteve estável: US$ 65,9 bilhões (0,6% de crescimento).

Os números são da CAAM, a entidade que congrega os fabricantes chineses.

Para efeito de comparação: o Brasil fechou 2025 com 2,644 milhões de carros produzidos, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. Exportações e importações estiveram muitos próximas em 2024. O Brasil embarcou para o exterior 528,8 mil unidades e as marcas importadas comercializadas no mercado nacional somaram 498 mil veículos, sendo 37,6% desse total abocanhados pelas marcas chinesas, que continuarão avançando por aqui.

A grande maioria daqueles automóveis vem montada da China, mas as marcas BYD e a GWM já possuem fábricas no Brasil e outros competidores consideram a mesma alternativa, cenário que configura uma aposta de longo prazo no mercado nacional.

O protagonismo da China na indústria automotiva global é fácil de entender: sua produção anual equivale a soma dos quatro outros países que vem a seguir no ranking do setor: Estados Unidos, Japão, Índia e México.

O Brasil é o oitavo colocado na lista dos maiores fabricantes, atrás ainda de Coréia do Sul e Alemanha.

A estratégia chinesa ao longo da última década foi a de praticamente criar para si um novo segmento de mercado. Em lugar de correr atrás de tradicionais marcas ocidentais com seus modelos equipados com motores a combustão, Pequim apostou alto na criação de uma ampla gama de carros elétricos.

Hoje seus modelos já possuem uma participação de 35% nas vendas globais de todos os tipos de automóveis e de 60% nas vendas específicas dos modelos elétricos. Além disso, nenhum outro país opera um ecossistema tão amplo nesse segmento, que inclui desde a liderança na fabricação de baterias como a de fornecimento de equipamentos para recarga dos chamados VEs.

Com restrições e tarifas limitadoras para vendas de grandes volumes em mercados atraentes como Estados Unidos e Europa, a China passou a buscar alternativas e expandiu agressivamente suas exportações para países do chamado "Sul Global" (economias emergentes de diferentes geografias, Brasil incluído). Na África do Sul, por exemplo, os chineses já possuem 15% de participação nas vendas de automóveis.

Estudos mostram que as marcas do país asiático chegarão a 2030 com uma participação de 34% não apenas na África como um todo, mas também em países do Oriente Médio, região de bom poder aquisitivo que passa por um amplo processo de expansão e modernização.

CNN Brasil - SP   24/02/2026

A engrenagem desse choque é menos conjuntural e mais estrutural. Ao longo da última década, a China expandiu sua capacidade automotiva com crédito abundante, incentivos locais e integração vertical de baterias, semicondutores e software embarcado. O parque industrial cresceu mirando a escala global. A demanda doméstica, porém, perdeu tração e previsibilidade. O resultado é uma indústria operando abaixo do ponto ótimo de utilização, com estoques elevados e competição interna que evoluiu para uma guerra de preços persistente.

Quando o preço vira a principal variável de ajuste, a margem é a primeira vítima. Descontos agressivos comprimem EBITDA, pressionam fluxo de caixa e elevam a necessidade de financiamento de giro. Em um setor intensivo em CAPEX, com plantas de alto custo fixo, desligar a produção não é trivial. Manter linhas ativas preserva emprego, cadeia de fornecedores e arrecadação local — fatores politicamente sensíveis. Exportar passa a ser a válvula de escape racional.

Esse excedente encontra no mercado externo uma saída dupla: sustenta volume e dilui custo fixo, ao mesmo tempo em que desloca a pressão deflacionária para fora das fronteiras chinesas. Para consumidores globais, o efeito imediato é preço mais baixo em veículos, sobretudo elétricos. Para incumbentes na Europa, Japão e EUA, o choque é de margem e de estratégia: vender menos caro ou perder participação. Em ambos os casos, o retorno sobre o capital investido é tensionado.

O impacto não se limita às montadoras. Fornecedores de aço, química, autopeças e semicondutores entram na espiral de renegociação de contratos. Planos de investimento são reavaliados à luz de um cenário em que o preço internacional passa a ser ancorado por uma indústria com escala e apoio financeiro superiores. O risco é de compressão generalizada de rentabilidade no setor automotivo global.

Há, ainda, a camada geopolítica. Quando o ajuste doméstico de uma economia do tamanho da chinesa é externalizado via exportações agressivas, a resposta tende a vir pela política comercial. Tarifas, investigações antidumping e exigências de conteúdo local tornam-se instrumentos de defesa industrial. O automóvel, pela sua densidade tecnológica e peso no emprego, converte-se rapidamente em tema de soberania econômica.

Monitor Digital - RJ   25/02/2026

A indústria automobilística chinesa voltou a atrair a atenção internacional. Desde as montadoras chinesas que conquistaram o público global na Consumer Electronics Show, em Las Vegas, até o Canadá, que anunciou ajustes em sua política de importação de veículos elétricos chineses, o entusiasmo global pelos automóveis da China continua aumentando.

Em 2025, a produção e as vendas de automóveis na China ultrapassaram 34 milhões de unidades. Em particular, a produção e as vendas de veículos de nova energia (NEV) ultrapassaram 16 milhões de unidades cada, liderando o ranking global pelo 11º ano consecutivo. Esses resultados impressionantes ressaltam o forte ímpeto da indústria para a inovação e sua liderança no desenvolvimento sustentável.
Automóveis chineses prestes a ser carregados em navios em Yancheng, na província de Jiangsu, no leste da China. (Foto/Li Gen)

A força do setor deriva do eficiente sistema de manufatura inteligente da China, da resiliente cadeia de suprimentos doméstica, do ritmo acelerado de atualização tecnológica e do lançamento contínuo de produtos competitivos. Esse ímpeto demonstra a força gerada pela combinação da capacidade de inovação do país e de seu vasto mercado interno.

De décadas atrás, quando avançava lentamente, importando tecnologias estrangeiras, a China evoluiu para um centro onde montadoras multinacionais se envolvem ativamente em "cocriação" e em "pesquisa e desenvolvimento (P&D) conjuntos". Essa mudança marca a chegada da era "Joint Venture 2.0" e reflete as transformações no cenário de oportunidades na China atual.

"A China lidera o desenvolvimento e a implantação de novas tecnologias", comentou um executivo de uma multinacional, enfatizando que acompanhar o "ritmo chinês" é fundamental para obter vantagem competitiva na era da eletrificação e da transformação inteligente.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Globo Online - RJ   24/02/2026

Para setores atingidos com tarifas de 50%, a sobretaxa de 15% anunciada pelo presidente Donald Trump no sábado, representa até um alívio. Mas teme-se que novas taxas sejam impostas após a conclusão das investigações da chamada Seção 301 da Lei de Comércio americana, em maio.

O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, avalia que, com uma tarifa de 15%, será possível possível recuperar os 9% de exportações para o mercado americano perdidos em 2025, pois o Brasil ficará "em pé de igualdade" com concorrentes europeus e asiáticos.

Ele lembra que 82% dos negócios do setor de máquinas e equipamentos são feitos entre companhias — multinacionais americanas vendendo para filiais brasileiras, e vice-versa. Como as investigações pela Seção 301 devem ser concluídas até o fim de maio, não se descartam novas tarifas. Por isso, Velloso recomenda que as companhias transfiram estoques para os EUA o mais rapidamente possível:

— Como a exportação leva cerca de 45 dias, essas máquinas chegariam antes de maio, ainda com a tarifa de 15%.

No ano passado, as exportações americanas de máquinas e equipamentos para o Brasil totalizaram aproximadamente US$ 4,8 bilhões, um crescimento de 2,5% em relação a 2024 (US$ 4,7 bilhões). Já as vendas brasileiras aos EUA ficaram em US$ 3,2 bilhões, uma queda de 9,1% frente a 2024 (US$ 3,5 bilhões). Portanto, os EUA possuem um superávit com as vendas ao Brasil, motivo para que não haja mais taxação, diz Velloso.

Segundo o presidente da Abimaq, o maior impacto para o setor ocorreu apenas no terceiro quadrimestre do ano passado, porque muitas negociações haviam sido fechadas antes do tarifaço. Por isso não houve demissões ou fechamento de fábricas, apenas queda de vendas. Se forem mantidos os 15% de taxas, será possível recuperar integralmente as vendas perdidas ano passado.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   12/02/2026

Cbic afirma que o crescimento inferior em 2025 sobre 2024, quando a expansão atingiu 4,2%, se deve ao impacto da taxa de juros no país

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta para 2026 um crescimento de 2% no produto interno bruto (PIB) do setor, após uma alta de 1,3% em 2025.

O dado do ano passado também é uma projeção, já que o IBGE divulga esse resultado apenas em março. Até novembro de 2025, o PIB do setor havia avançado 1,7%.

É um resultado inferior ao registrado em 2024, que terminou com aumento de 4,2% no PIB da construção. Ieda Vasconcelos, economista-chefe da Cbic, afirma que o crescimento inferior em 2025 se deve ao impacto da taxa de juros no país, "a maior em 20 anos", destacou em coletiva de imprensa da entidade, nesta quarta-feira (11).

Fernando Guedes Ferreira, presidente-executivo da entidade, afirmou que a projeção de alta de 2% para o PIB do setor se dá "com condições macroeconômicas deste momento", e apesar de 2026 ser um ano "atípico", com eleição, Copa do Mundo e um número grande de feriados.

Como pontos positivos para a construção civil, que podem levar ao crescimento do PIB setorial, Vasconcelos destacou o esperado início da queda dos juros, os investimentos em obras de infraestrutura e o orçamento recorde do FGTS para habitação no ano, de R$ 144,5 bilhões — ante R$ 136,8 bilhões em 2025.

Também podem contribuir para os resultados do ano o novo modelo de crédito habitacional e a sinalização dada pelo ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), de que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) poderá contratar 1 milhão de unidades em 2026 e mais 1 milhão em 2027. De 2023 a 2025, na atual gestão federal, o saldo foi de 2,1 milhões de unidades contratadas.

Valor - SP   18/02/2026

Para Secovi-SP e Cbic, setor já sofre com aumento de custo para contratar e valor deverá ser repassado ao consumidor

O fim da escala de trabalho 6x1, que é alvo de proposta de emenda constitucional (PEC) encaminhada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), tem tirado o sono do setor da construção civil, que reclama já sofrer com a inflação e a escassez da sua mão de obra.

Esse formato de escala de trabalho, no qual o trabalhador tem apenas uma folga semanal, é o modelo padrão nos canteiros. A proposta encaminhada pelo deputado prevê uma jornada máxima de 36 horas, que podem ser distribuídas em cinco ou quatro dias. Como informou o Valor na sexta-feira (13), o governo já tem uma posição fechada de redução para 40 horas semanais, sem perda de remuneração.

Em coletiva de imprensa neste mês, o presidente-executivo do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), Ely Wertheim, se posicionou contrário à alteração. "Primeiro, trabalho não mata, não dá câncer. O fato do homem trabalhar não quer dizer que a vida dele é ruim", disse.

A entidade enviou um posicionamento sobre o tema, no qual elenca comparações com a produtividade do trabalhador brasileiro e de países desenvolvidos que já adotam uma jornada de trabalho reduzida. "Os países que estão adotando a redução da jornada de trabalho são Noruega, Finlândia, Bélgica, vamos combinar que ainda não estamos lá", afirmou.

O setor da construção vive, nos últimos meses, uma disparada do custo da mão de obra, que subiu 8,98% em 2025, de acordo com recorte do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), mais do que o dobro do IPCA no período, que ficou em 4,26%.

Ao mesmo tempo, há um envelhecimento dos trabalhadores do setor. Para representantes do mercado imobiliário, a concorrência com trabalhos autônomos, como aplicativos de entrega e de transporte, e programas assistenciais explica a dificuldade em atrair novos funcionários.

"Os empreiteiros que começaram há 40 anos conosco já são avós, e os filhos continuaram trabalhando durante um período, mas os netos não querem trabalhar mais [nas obras], vão buscar trabalho de Uber, de entrega, um trabalho em home office, mais leve", disse Jorge Cury, novo presidente do Secovi-SP, também na coletiva.

O salário médio de admissão no setor ficou em R$ 2.476,70 no ano passado, segundo maior valor entre os setores, atrás apenas do grupo composto por administração pública, educação, saúde e serviços sociais. O dado foi apresentado na coletiva de outra entidade do setor, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), na última quarta-feira (11). Em 2025, o volume de empregados com carteira assinada na construção cresceu 3,1%, para 2,94 milhões. O segmento que mais puxou o aumento foi o de construção de edifícios, cujo aumento foi de 3,94%.

"O custo da mão de obra é um dos pontos de preocupação do setor de construção", lembrou Fernando Guedes Ferreira, presidente-executivo da entidade. " É um ponto de atenção sobre eventual transferência para o preço final [dos imóveis]", disse.

Questionado sobre o possível impacto do fim da escala 6x1, ele afirmou defender "um debate mais amplo" sobre o tema. Fazer a redução sem outras medidas macroeconômicas que incidam sobre o custo de contratação poderia encarecer a mão de obra e afetar o pico de novas contratações que se espera que a medida possa trazer.

Money Times - SP   19/02/2026

A XP Investimentos manteve a Cyrela (CYRE3) como sua principal escolha (top pick) entre as construtoras listadas em bolsa e que são voltadas ao segmento de alta renda.

Em relatório, a corretora apontou que a companhia iniciou 2026 com uma operação diversificada, menos dependente do cenário macroeconômico do que seus concorrentes, apresentando um histórico sólido e sendo negociada a um "atraente" P/L (preço sobre lucro) de 5,7 vezes.

Segundo os analistas Ygor Altero e João Rodrigues, que assinam o documento, após quase dobrar o volume de lançamentos nos últimos dois anos, a Cyrela deve começar um ciclo de forte crescimento de receitas até 2027, quando o ritmo tende a se estabilizar.

De acordo com a dupla, no curto prazo, esse movimento pode até pressionar a alavancagem, mas a expectativa é de melhora à medida que lucro líquido e geração de caixa avancem.

"Mantemos a empresa como nossa preferência no setor devido à diversificação de operações, histórico operacional e desempenho de alto nível no segmento de alta renda", escreveram os analistas, que elevaram o preço-alvo das ações de R$ 37 para R$ 42, o que implica potencial valorização de 36% frente aos atuais R$ 31,55.

Altero e Rodrigues projetam um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 19% em 2026 para a companhia e esperam que a geração de caixa livre ganhe força a partir de 2028, abrindo espaço para maior distribuição de dividendos.

IstoÉ Dinheiro - SP   26/02/2026

O Índice de Confiança da Construção recuou 2,5 pontos em fevereiro ante janeiro, para 91,5 pontos, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 0,8 ponto.

"Em 2025, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas", apontou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, em nota oficial.

Castelo lembra que a queda na confiança registrada em fevereiro "devolveu quase toda a melhora observada em janeiro", quando o indicador tinha crescido 2,8 pontos.

"No entanto, os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, ou seja, não houve mudança significativa no cenário. Por outro lado, as fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra atingindo patamares historicamente elevados. Enfim, as dificuldades para sustentar o crescimento podem estar minando a confiança dos empresários", avaliou a pesquisadora.

Em fevereiro, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) diminuiu 2,4 pontos, para 91,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) encolheu 2,5 pontos, para 92,1 pontos.

Quanto ao momento presente, o item que mede a situação atual dos negócios recuou 2,4 pontos, a 89,7 pontos, e o componente de volume de carteira de contratos caiu 2,5 pontos, para 92,4 pontos.

Quanto às expectativas, o item demanda prevista nos próximos três meses teve queda de 2,8 pontos, para 94,4 pontos, e o item de tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 2,2 pontos, para 89,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Construção diminuiu 0,3 ponto porcentual em fevereiro, para 77,1%. O Nuci de Mão de Obra cresceu 0,3 ponto porcentual, para 78,7%, enquanto o de Máquinas e Equipamentos encolheu 1,3 ponto porcentual, para 71,7%.

Em fevereiro, 41,6% dos empresários da construção reportaram que a escassez de mão de obra tem sido um fator limitativo para melhoria dos seus negócios, maior proporção para o mês de fevereiro desde 2011.

"Além disso, esse também foi o fator mais citado desde maio de 2024, enquanto o segundo fator mais mencionado foi demanda insuficiente, para 22,9% das empresas", completou a FGV.

Infomoney - SP   27/02/2026

A indústria da construção começou 2026 em baixa. Em janeiro, o índice que mede o nível de atividade do setor registrou 43,1 pontos, pior resultado do indicador para o mês desde 2017, de acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A edição de janeiro da Sondagem Indústria da Construção ouviu 312 empresas – 122 pequenas, 125 médias e 65 grandes – entre os dias 2 e 12 de fevereiro.

Confiança da indústria do Brasil melhora em fevereiro pelo 3º mês

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,6 ponto em fevereiro na comparação com o mês anterior, para 96,7 pontos de acordo com os dados da FGV

"Os juros altos encareceram o crédito, dificultando o acesso ao crédito pelas empresas e, consequentemente, os investimentos do setor. Além disso, prejudicaram a demanda, impactando o desempenho da construção", argumentou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
A perda de ritmo da indústria da construção também foi evidenciada por outros indicadores, como o índice de evolução do número de empregados, que recuou de 45,7 pontos em dezembro de 2025 para 45,3 pontos em janeiro de 2026. Trata-se da terceira queda consecutiva do índice. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu 3 pontos porcentuais, de 67% para 64%, menor patamar para o período em cinco anos.

NAVAL

Portos e Navios - SP   05/02/2026

A China manteve em 2025, pelo 16º ano consecutivo, a posição de maior construtor naval do mundo e ampliou sua participação em importantes indicadores do setor. Dados recentes divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês indicaram que o país liderou em entrega de navios, novas encomendas e carteira de pedidos no ano passado.

As embarcações construídas na China em 2025 atingiram 53,69 milhões de toneladas de porte bruto, com alta de 11,4% em relação ao ano anterior, representando 56,1% da produção global. No fim de dezembro, a carteira de pedidos subiu 31,5%, chegando a 274,42 milhões de toneladas de porte bruto, equivalentes a 66,8% dos pedidos globais em aberto, e as novas encomendas atingiram 107,82 milhões de toneladas de porte bruto, representando 69% do mercado global.

Segundo Li Yanqing, vice-presidente da Associação Chinesa da Indústria Naval Nacional, os estaleiros chineses entraram em 2026 com encomendas para três a quatro anos, mantendo as linhas de produção em plena atividade. Ele disse que a inteligência artificial e os sistemas digitais estão sendo cada vez mais integrados ao projeto, à fabricação e às operações de navios, contribuindo para o aumento da eficiência e levando o setor a produção mais sustentável e inteligente.

O professor Yu Xinding, da Universidade de Negócios Internacionais e Economia de Pequim, afirmou que a China continua liderando em áreas como energia limpa e transporte marítimo inteligente. "Essas vantagens estruturais conferem à indústria naval chinesa maior resiliência diante da pressão externa", afirmou. Ele se referiu a taxas portuárias adicionais impostas a navios chineses pelo governo americano na esperança de reativar sua própria indústria naval. Pequim respondeu imediatamente com contramedidas, cobrando taxas portuárias especiais de navios provenientes dos Estados Unidos.

De acordo com o professor, as sobretaxas e sanções são incapazes de mudar o cenário da indústria naval. "Mais economias sentirão o enorme custo da ruptura das regras comerciais nos setores de construção naval e marítimo", disse Yu.

IstoÉ Dinheiro - SP   11/02/2026

A movimentação de cargas nos terminais portuários brasileiros atingiu 1,40 bilhão de toneladas (bi/t) em 2025. O resultado representa um aumento de 6,1% em comparação às 1,32 bi/t registradas em 2024.

O resultado, um novo recorde de movimentação, foi divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nesta terça-feira (10), em Brasília.

No mesmo período, a movimentação de cargas em contêineres aumentou 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas, em 2025, totalizaram 65,8 milhões/t, o que representou um aumento de 0,8% em comparação a 2024.

A movimentação de granéis sólidos variou 6,3%, atingindo 839,7 milhões/t em cargas, enquanto os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas (6,1%).

No geral, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) representam mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se manteve como principal destino do minério de ferro extraído em território brasileiro, consumindo 72% de todo o produto exportado.

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, "é dia de celebrarmos mais um recorde de movimentação do setor aquaviário".

A Tribuna - SP   12/02/2026

Os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas ao longo do ano passado. O volume representa um recorde e crescimento de 6,1% em relação a 2024, que registrou 1,32 bilhão de toneladas. Os dados são do Desempenho Aquaviário 2025, apresentado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O ano passado se encerrou com um desempenho elevado em dezembro. A movimentação de cargas saltou 14,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 119 milhões de toneladas em 30 dias, o que sinaliza uma tendência de alta para 2026.

"É mais um recorde no setor aquaviário. Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor que reflete a maturidade institucional do País e da atuação da Antaq", disse o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias. "Ao divulgar esses números, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações úteis e confiáveis para que o setor privado possa planejar e tomar as melhores decisões", completou.

Portal Fator Brasil - RJ   12/02/2026

Crescimento de 6,1% ante 2024. Destaque para a cabotagem que alcançou uma movimentação de 303,7 milhões de toneladas (+3,4%), enquanto a navegação interior chegou a 91,3 milhões de toneladas, um crescimento de 19,7% no comparativo com 2024. Destaque também para os terminais autorizados (provados) que alcançaram uma movimentação de 906,1 milhões de toneladas de cargas — um aumento de 7% se comparado ao mesmo período de 2024. Antaq prevê movimentação de 1,44 bilhão de toneladas em 2026,

Os dados estatísticos que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apresentou para o ano de 2025 no dia 10 de fevereiro (terça-feira), na sede da autarquia, em Brasília/DF mostram um crescimento significativo nos índices quando comparado ao mesmo período de 2024. Números registrados entre janeiro e dezembro de 2025 trazem uma movimentação de 1,4 bilhão de toneladas de cargas, enquanto, no ano retrasado, esse mesmo dado foi de 1,32 bilhão — representando um crescimento, portanto, de 6,1%.

Em seu discurso de abertura, o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, destacou a importância do Painel: —É mais um recorde no setor aquaviário. Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq". E completou: —Ao divulgar esses números, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações úteis e confiáveis para que o setor privado possa planejar e tomar as melhores decisões—.

Movimentação de mercadorias — Desde o início da série histórica do Estatístico Aquaviário da Antaq, o minério de ferro ocupa a primeira posição em mercadorias exportadas por peso bruto. Em 2025, foram movimentadas 425,8 milhões de toneladas desse produto, sendo que, desses, 406,2 milhões embarcadas no longo curso. Além do minério de ferro, ênfase também para soja, com movimentação de 139,7 milhões de toneladas e crescimento de 14% a mais em relação a 2024, para o gás de petróleo, com 5,8 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 10,4% e, ainda, adubos (fertilizantes), com 49,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10% no comparativo 2024-2025.

Valor - SP   12/02/2026

Após um ano no meio da disputa entre os Estados Unidos e a China, o Panamá deu um passo para se libertar da rivalidade geopolítica, numa estratégia que pode servir de modelo para outras pequenas nações.

A Suprema Corte do país decidiu recentemente que os contratos de concessão com o conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong, que operava os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá são inconstitucionais, o que significa que a empresa será removida da área ao redor da hidrovia.

"O Panamá não será ameaçado por nenhum país do mundo", afirmou o presidente panamenho, José Raúl Mulino, em 5 de fevereiro. Ele enfatizou que nenhuma empresa jamais terá novamente permissão para deter direitos operacionais sobre os principais portos. O governo já começou a revisar a estrutura dos contratos de terceirização da gestão de infraestrutura crítica.

Sob o novo sistema, espera-se que o Panamá reduza os períodos de concessão dos atuais 25 anos e imponha revisões mais rigorosas na renovação. O governo e a Autoridade do Canal do Panamá também devem assumir papéis mais importantes nas operações para evitar futuras disputas políticas. Até que o novo acordo seja finalizado, uma subsidiária da dinamarquesa AP Moller-Maersk administrará temporariamente os portos.

Enquanto isso, o CK Hutchison anunciou em 4 de fevereiro que iniciou um processo de arbitragem internacional contra o Panamá. A China também protestou, afirmando que as ações do Panamá prejudicam gravemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e de Hong Kong, e alertou que o Panamá pagará um "preço alto".

Exame - SP   19/02/2026

A China lançou mais submarinos do que os Estados Unidos entre 2021 e 2025, segundo relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

No período, Pequim colocou 10 submarinos em operação, somando 79 mil toneladas, enquanto os EUA lançaram sete unidades, com 55,5 mil toneladas.

O dado marca uma virada em relação ao período de 2016 a 2020, quando os Estados Unidos haviam superado a China tanto em número de embarcações quanto em tonelagem, de acordo com a CNN Portugal.

Produção chinesa cresce com foco em submarinos nucleares

O levantamento, feito com base em imagens de satélite, aponta que a Marinha do Exército de Libertação Popular ampliou a produção de submarinos nucleares. Entre os modelos destacados estão:

submarinos lançadores de mísseis balísticos (SSBN); submarinos de ataque e de mísseis guiados (SSGN).

No início de 2025, a China tinha 12 submarinos nucleares ativos — seis lançadores de mísseis balísticos e seis de ataque ou guiados. Além disso, opera 46 submarinos de propulsão convencional.

Como funcionam os cabos submarinos que sustentam a internet global

A maior parte dessa expansão ocorre no estaleiro de Huludao, no norte do país. O relatório cita a entrada de novos submarinos do Tipo 094, capazes de lançar mísseis balísticos com ogivas nucleares, reforçando a capacidade nuclear marítima chinesa.

O próximo modelo, o Tipo 096, está em desenvolvimento e deve entrar em operação no fim da década.

EUA mantêm frota maior, mas enfrentam atrasos na produção

Apesar do avanço chinês, os Estados Unidos ainda mantêm ampla vantagem em tamanho de frota, com 65 submarinos nucleares no total, sendo 14 equipados com mísseis balísticos. Diferentemente da China, Washington opera apenas submarinos de propulsão nuclear.

Veja - SP   26/02/2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou hoje, 25, a formalização de 25 instrumentos contratuais relacionados a Terminais de Uso Privado (TUPs) entre julho de 2025 e janeiro de 2026, totalizando 9,23 bilhões de reais em investimentos. São sete novos contratos de adesão (5,81 bilhões de reais) e 18 alterações contratuais (3,41 bilhões de reais). Os projetos abrangem todas as regiões do país.

PETROLÍFERO

Globo Online - RJ   02/02/2026

O presidente Donald Trump afirmou que recebe com bons olhos investimentos da China e da Índia na indústria petrolífera da Venezuela.

— A China é bem-vinda para entrar e fará um grande acordo de petróleo — disse Trump a repórteres durante um voo para Mar-a-Lago, na Flórida, a bordo do Air Force One, o avião presidencial americano.

Ele acrescentou que os EUA estão trabalhando com a Índia em um acordo para a compra de petróleo venezuelano. — A Índia está entrando e vai comprar petróleo da Venezuela, em vez de comprá-lo do Irã — disse. — Nós já fechamos o acordo, o conceito desse acordo.

No início desta semana, o presidente interino da Venezuela aprovou mudanças históricas na política nacionalista de petróleo do país, que reduzem impostos e permitem maior participação acionária de empresas estrangeiras do setor, menos de um mês depois de as forças dos EUA terem capturado o líder de longa data Nicolás Maduro.

Pouco depois, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença geral ampliando a capacidade de empresas americanas exportarem, venderem e refinarem petróleo bruto proveniente do país sul-americano sancionado.

Os EUA devem importar o maior volume de petróleo venezuelano em um ano, após o governo Trump se mover para controlar o fornecimento de energia do país e pressionar empresas petrolíferas a investir US$ 100 bilhões na reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana.

Ainda assim, à medida que os EUA emergem como o maior destino do petróleo venezuelano após a captura de Maduro, os embarques para a China — que tiveram média de 400 mil barris por dia no ano passado — caíram a zero em janeiro, em meio a uma repressão naval dos EUA à chamada "frota fantasma" de navios usada para transportar petróleo sancionado para a China.

A maior parte do petróleo que chega aos EUA vem da Chevron, que possui uma licença americana para vender petróleo venezuelano sancionado. Cerca de 20% estão sendo fornecido pelas negociadoras de commodities Trafigura Group e Vitol Group, que foram convocadas pelo governo Trump para ajudar a vender até 50 milhões de barris de petróleo após a queda de Maduro no início de janeiro.

IstoÉ Dinheiro - SP   03/02/2026

A produção de petróleo do Brasil em 2025 somou 3,770 milhões de barris por dia (bpd), com alta de 12,3% ante o volume de 2024, à medida que novas unidades na região do pré-sal impulsionam os números para um novo recorde, apontou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com isso, a produção brasileira de petróleo retoma trajetória de crescimento, após ter tido uma queda entre 2023 e 2024.

O campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi responsável por 21,36% da produção marítima de petróleo no ano passado, com alta de cerca de 1% em relação a 2024, já que a Petrobras tem investido para reduzir o impacto do declínio natural do campo.

Já o campo de Búzios, na mesma bacia, registrou uma alta na produção de 17,84% no mesmo período, representando 20,47% da produção marítima, embora a área tenha superado Tupi em agosto pela primeira vez.

A produção de gás natural no Brasil em 2025 aumentou mais, com alta de 17% no comparativo anual, para 179 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d).

Dessa forma, a produção de petróleo e gás natural atingiu a marca de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente/dia (boed), cerca de 12,7% maior que o recorde alcançado em 2023, que foi de 4,344 milhões de boed. Em 2024, a produção em óleo equivalente havia recuado a 4,322 milhões de boed.

Em 2025, a maior parte da produção de petróleo e gás natural foi proveniente de reservatórios do pré-sal, que representam, em média, 79,63% da produção nacional. Já as produções do pós-sal e terrestre representam, em média, 15,45% e 4,92%, respectivamente.

Em dezembro, a produção de petróleo do país atingiu 4,015 milhões de barris por dia, um aumento de 6,4% na comparação com novembro e de 17,4% em relação a dezembro de 2024. Para o gás natural, a produção foi de 194,33 milhões de m³/d, tendo crescido 6,4% frente ao mês anterior e 20,6% na comparação anual.

Ainda em dezembro, a Petrobras produziu 2,459 milhões de bpd de petróleo, contra 2,089 milhões de bpd no mesmo mês de 2024. Já a Shell, segunda maior produtora do país, produziu 408,135 mil bpd no mês passado, ante 387,811 mil bpd um ano antes.

Exame - SP   05/02/2026

A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar os preços do petróleo no centro do tabuleiro geopolítico global. Mesmo com tentativas da Casa Branca de ampliar a oferta internacional — incluindo a liberação de barris venezuelanos — o mercado segue reagindo principalmente ao risco de uma disrupção no Oriente Médio, com a possibilidade de o Irã impedir a navegação de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Desde dezembro de 2025, o barril do tipo Brent, que é referência internacional, abandonou a média próxima de US$ 60 e voltou a oscilar em patamares mais elevados, chegando recentemente à faixa de US$ 67 a US$ 70. Para analistas, esse movimento reflete menos uma escassez imediata de oferta e mais a incorporação de um prêmio de risco geopolítico.

"O mercado já embute um ‘prêmio de risco’ relevante, mas ainda parcial. Os preços reagem a cada episódio de segurança no Golfo, sem precificar plenamente um cenário de interrupção sustentada do fluxo pelo Estreito de Ormuz", avalia Leonardo Andreoli, analista da Hike Capital. Segundo ele, a volatilidade recente tem sido impulsionada sobretudo pela geopolítica, enquanto os fundamentos — como estoques globais e decisões da Opep+ — permanecem relativamente estáveis.

Esse receio fica ainda mais evidente no mercado financeiro. Andreoli destaca que houve aumento da demanda por instrumentos de proteção contra alta nos preços, sinalizando que investidores estão dispostos a pagar mais caro para se proteger de um evento extremo. "O gatilho para uma nova disparada costuma ser a transição do risco retórico para o risco físico, como ataques a navios, restrições ao trânsito ou sanções que reduzam materialmente as exportações iranianas", afirma.

Portal Fator Brasil - RJ   05/02/2026

Ante 498 mil bpd em dezembro, recuperação após a tomada de controle pelos EUA. Os embarques foram impulsionados por licenças concedidas a comerciantes internacionais.

As exportações de petróleo da Venezuela dispararam em janeiro, atingindo cerca de 800 mil barris por dia (bpd), ante 498 mil bpd em dezembro, segundo a Reuters. O aumento ocorreu após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e o fim do embargo de petróleo que restringia a saída de navios-tanque carregados com petróleo bruto.

A prorrogação, em janeiro, das primeiras licenças concedidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA às empresas Trafigura e Vitol permitiu a reativação das exportações de estoques.

O volume exportado em janeiro ficou próximo da média de 847 mil barris por dia (bpd) de petróleo bruto e combustíveis registrada no ano anterior, embora tenha sido ligeiramente inferior aos 867mil bpd embarcados no mesmo mês de 2025. No entanto, os parceiros e comerciantes da PDVSA precisarão manter um ritmo elevado de exportações para reduzir os milhões de barris que ainda permanecem nos estoques e permitir a reversão completa dos cortes de produção.

O mercado está em expansão. — O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença abrangente que autoriza empresas americanas a exportar, armazenar, transportar e refinar petróleo venezuelano. Enquanto isso, os parceiros da PDVSA, incluindo a Chevron, continuam aguardando licenças individuais que lhes permitam expandir suas operações.

Em janeiro, os Estados Unidos voltaram a ser o principal destino das exportações de petróleo bruto venezuelano, com importações de aproximadamente 284 mil barris por dia (bpd). Desse total, a Chevron exportou cerca de 220 mil bpd, em comparação com 99 mil bpd no mês anterior. A China, que até dezembro representava mais de 70% das exportações venezuelanas, recebeu cerca de 156 mil bpd. No entanto, não foram registradas exportações para Cuba no mês passado.

Petro Notícias - SP   06/02/2026

A produção das empresas ligadas à Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) fechou 2025 com média de 364,3 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), uma alta de 22,8% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado principalmente pela expansão no Rio de Janeiro, mas também refletiu ganhos relevantes em outros estados produtores, consolidando a contribuição da produção independente para o aumento da oferta nacional de energia.

Em dezembro de 2025, a produção alcançou 384,9 mil boe/d, crescimento de 48,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O volume corresponde a um "exit rate" 5,7% acima da média anual, indicando uma base de produção mais elevada para o início de 2026, caso esse nível seja mantido.

"O resultado de 2025 confirma a maturidade e a resiliência da produção independente no Brasil. Mesmo em um ambiente econômico mais desafiador, os associados da ABPIP ampliaram de forma consistente a oferta nacional de petróleo e gás, fortaleceram a base produtiva para 2026 e mantiveram uma contribuição relevante para a geração de empregos e renda nos estados produtores. É um desempenho que reforça a importância de políticas públicas e de um ambiente regulatório estável, capazes de sustentar investimentos e preservar a competitividade do setor nos médio e longo prazos", afirma Marcio Felix, presidente da ABPIP.

Considerando a média entre janeiro e dezembro, a produção de petróleo atingiu 273,0 mil barris por dia, crescimento de 25,0% em relação a 2024. A produção de gás natural, por sua vez, chegou a 14,5 milhões de metros cúbicos por dia, avanço de 16,6% no mesmo intervalo. Em dezembro, o crescimento do gás foi mais moderado, influenciado por fatores operacionais e regionais, enquanto o petróleo respondeu pela maior parte do aumento registrado no mês.

CNN Brasil - SP   10/02/2026

A petrolífera estatal venezuelana PDVSA reverteu a maior parte dos cortes de produção que havia ordenado nos próprios campos petrolíferos e joint ventures na principal região produtora de petróleo do país, a Faixa do Orinoco, elevando a produção total do país para cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd), de acordo com fontes próximas às operações.

O país membro da Opep teve que reduzir a produção de petróleo, a sua principal fonte de receita, depois de um bloqueio petrolífero imposto em dezembro pelos Estados Unidos para pressionar Nicolás Maduro, que foi capturado no início de janeiro por forças militares norte-americanas. Delcy Rodríguez ocupa o cargo de presidente interina do país, sob supervisão dos Estados Unidos.

O bloqueio dos EUA deixou milhões de barris de petróleo exportável presos em tanques terrestres e navios no país, forçando cortes na produção que a PDVSA começou recentemente a reverter, à medida que as exportações voltam a níveis próximos do normal.

A região do Orinoco está agora produzindo pouco mais de 500.000 bpd após aumentos no fim de semana em vários projetos, acrescentaram as fontes, mais de 100.000 bpd acima do início de janeiro.

As trading companies Trafigura e Vitol receberam no mês passado as primeiras licenças dos EUA para exportar e comercializar milhões de barris de petróleo venezuelano como parte de um acordo de fornecimento de US$ 2 bilhões entre Caracas e Washington.

O Departamento do Tesouro dos EUA também emitiu licenças gerais nas últimas semanas, permitindo amplamente que empresas americanas exportem petróleo venezuelano e forneçam combustível ao país, o que deve ser seguido por outras autorizações para explorar e produzir petróleo no país, segundo fontes separadas.

As licenças dos EUA ajudaram a desbloquear as exportações, liberando petróleo e combustível que estavam em estoque, fornecendo diluentes necessários para o petróleo extrapesado da Venezuela e permitindo que a PDVSA aumentasse a produção, particularmente na Faixa do Orinoco, apontaram as fontes.

Agência Brasil - DF   11/02/2026

A Petrobras encerrou 2025 com a maior produção de petróleo e gás de sua história, com quase 3 milhões de barris diários, impulsionada pelo avanço do pré-sal e pela entrada de novas plataformas.

O desempenho operacional recorde sustentou também um salto nas exportações, que atingiram o maior volume anual já registrado pela estatal.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10), a companhia superou com folga suas metas de produção e conseguiu renovar reservas mesmo em um ano marcado por paradas programadas para manutenção e declínio natural de campos maduros.

IstoÉ Dinheiro - SP   12/02/2026

O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) emitiu nova licença que facilita a exploração de petróleo e gás na Venezuela, mas exclui empresas e pessoas da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã de participarem dos negócios envolvendo a indústria petroleira do país sul-americano.

A licença representa uma flexibilização do embargo econômico imposto à Venezuela que tem prejudicado a economia do país, dono das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.

A medida ocorre pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolas Maduro por Washington durante invasão à Caracas.

A licença autoriza transações para pagamentos, serviços de transporte e logística, de fretamento de embarcações, para obtenção de seguros marítimos e para serviços portuários e de terminais, entre outras.

"O parágrafo (a) também autoriza transações para a manutenção de operações de petróleo ou gás na Venezuela, incluindo a reforma ou o reparo de itens usados para atividades de exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo ou gás", diz a licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

O mesmo documento proíbe qualquer transação com pessoa ou empresa ligada à Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e China, "ou qualquer entidade que seja detida ou controlada, direta ou indiretamente, por ou em joint venture com tais pessoas".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (11) que as novas restrições impostas à Rússia e outros países constituem uma discriminação flagrante, e que Moscou planeja pedir esclarecimentos aos EUA.

"Trata-se de uma discriminação flagrante, apesar de a Rússia, a China e o Irã terem investido no setor de petróleo e energia da Venezuela", afirmou Lavrov, segundo noticiou a agência de notícias Reuters.

Portal Fator Brasil - RJ   12/02/2026

Alta de 11% ante 2024. Reservas têm adição de 1,7 bilhão de boe, melhor índice de reposição na década. Exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mbpd, e novo recorde trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025.

A produção total de óleo e gás natural da Petrobras superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024, segundo dados divulgados pela Petrobras, no dia 10 de fevereiro (terça-feira).

Em 2025, a Petrobras alcançou o melhor resultado dos últimos dez anos ao adicionar 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo diante de uma produção recorde. A relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) atingiu 12,5 anos, refletindo a sustentabilidade do portfólio.

Em 2025, foram comercializados 1.747 mil barris por dia (mbpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% ante 2024, impulsionada pelo forte desempenho de diesel, gasolina e QAV, que responderam por 74% das vendas. As vendas de QAV tiveram uma elevação de 6% no ano, alcançando o melhor desempenho dos últimos 6 anos, refletindo a recuperação do mercado desde a pandemia.

. Principais destaques operacionais.: Exploração e Produção — A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 pontos percentuais do limite superior da meta (+4%) projetada.

. Principais fatores para o aumento da produção em 2025: aumento da capacidade de produção dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias; Manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba ; Ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão; Maior eficiência operacional (3,6% acima do resultado de 2024), principalmente em plataformas da Bacia de Santos; Menor volume de perdas com paradas para manutenções na Bacia de Campos.

— Neste ano, foram colocados em operação 44 novos poços produtores marítimos, sendo 22 na Bacia de Santos e 22 na Bacia de Campos.

Valor - SP   19/02/2026

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, citou que há um interesse "enorme" de empresas que querem entrar no país latino-americano

A Venezuela pode aumentar a produção de petróleo em 30% a 40% neste ano, uma alta de aproximadamente 300 mil a 400 mil barris por dia, de acordo com o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. Se confirmado, tal acréscimo equivaleria a cerca de um terço do crescimento do fornecimento global de petróleo neste ano.

Wright citou que há um interesse "enorme" de empresas que querem entrar no país latino-americano.

O governo Trump emitiu recentemente licenças que permitem a algumas petrolíferas operar na Venezuela. Os EUA estão tentando estimular a indústria no país e reaquecer a economia após a prisão do líder Nicolás Maduro no início deste ano.

A produção de petróleo da Venezuela caiu cerca de metade desde 2017, quando Washington impôs as primeiras sanções financeiras ao país.

Wright afirmou ainda que a busca de Trump pela "dominância energética" — incluindo o aumento da produção interna e a reconstrução de alianças no Oriente Médio e em outras regiões — reduziu as preocupações dos EUA com os preços da energia.

Atualmente, o petróleo está sendo negociado perto da máxima dos últimos seis meses em Londres, em meio a um temor de que Trump possa atacar o Irã para conter seu programa nuclear. O Irã é membro da Opep. Os preços também foram impulsionados por uma série de interrupções no fornecimento da commodity, devido a sanções impostas pelos EUA ao Irã e à Rússia.

Valor - SP   24/02/2026

Em lista de exceções divulgadas pela Casa Branca, estão incluídos os itens "energia e produtos de energia", além de "recursos naturais" e "minerais críticos"

O petróleo foi um dos produtos na lista de isenções da nova tarifa de 15% do presidente americano, Donald Trump, anunciada depois que a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço anteriormente instituído por ele, na sexta-feira (20). Em uma lista de exceções divulgadas pela Casa Branca ainda na sexta, estão incluídos os itens "energia e produtos de energia", além de "recursos naturais" e "minerais críticos".

Inicialmente, o documento dizia que a taxa seria de 10%, mas o presidente americano publicou em suas redes sociais, no sábado (21), que aumentaria para 15%.

A decisão passa a valer nesta terça-feira (24) e tem validade de 150 dias. Após esse período, o Congresso precisa validar a tarifa para que ela possa ser mantida.

"O presidente Trump está invocando sua autoridade nos termos da seção 122 da Lei Comercial de 1974, que confere ao presidente poderes para lidar com certos problemas fundamentais de pagamentos internacionais por meio de sobretaxas e outras restrições especiais à importação", disse o documento da Casa Branca

"Ao tomar essa medida, os Estados Unidos podem conter a saída de dólares para produtores estrangeiros e incentivar o retorno da produção doméstica. Ao aumentar sua produção doméstica, os Estados Unidos podem corrigir seu déficit na balança de pagamentos, ao mesmo tempo em que criam empregos com bons salários e reduzem os custos para os consumidores."

CNN Brasil - SP   25/02/2026

O petróleo voltou ao centro do tabuleiro geopolítico desde a última semana, com a escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã. O barril acumula alta, incorporando um prêmio de risco que, segundo analistas do setor, não está ligado aos fundamentos clássicos de oferta e demanda.

Para Adriano Pires, sócio-fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o movimento ainda não configura um choque real de oferta, mas sim um risco geopolítico sendo precificado.

"O que está acontecendo agora ainda é risco geopolítico. Choque a gente vai falar se houver interrupção no Estreito de Ormuz. Aí sim você pode ter um petróleo chegando a US$ 100 o barril tranquilamente", afirmou.

O contexto, segundo ele, ajuda a entender a mudança. O petróleo vinha de uma queda superior a 20% no último ano, com oferta global crescendo acima da demanda. A expectativa para 2026 era de barril próximo de US$ 60. O Irã alterou esse cenário.

Diferentemente da Venezuela, cuja produção representa cerca de 1% da oferta global, o Irã é a terceira maior reserva do mundo e está entre os cinco maiores produtores, com 4 a 5 milhões de barris por dia. Além disso, é fornecedor estratégico para a China.

O ponto mais sensível, porém, é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do petróleo comercializado no planeta. Uma interrupção ali transformaria risco em choque.

"Se houver interrupção do tráfego de petroleiros em Ormuz, você pode ter petróleo acima de US$ 100. Talvez até mais, dependendo da estratégia militar", alerta Pires.

O especialista diferencia o momento atual do início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Naquele período, havia restrição estrutural de oferta, após anos de redução de investimentos no setor. A demanda crescia e a oferta não acompanhava.

"Na época da Rússia e Ucrânia, você tinha um grande produtor envolvido e uma oferta que não crescia mais que a demanda. Hoje é diferente. Há bastante oferta no mercado", explicou.

Ou seja, o atual movimento é menos estrutural e mais dependente de desdobramentos geopolíticos. O preço reage ao noticiário: ameaça de ataque eleva o barril e sinal de negociação reduz a tensão.

AGRÍCOLA

IstoÉ Dinheiro - SP   02/02/2026

A liberação de dinheiro público para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas e veículos de tração mecânica, além dos repasses a instituições de caráter assistencial, cultural e educacional, foi a maior das emendas parlamentares do Orçamento de 2025, conforme os gastos descritos no sistema do governo federal.

O Poder Executivo empenhou, por decisão dos deputados e senadores, R$ 1,04 bilhão para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas e rodoviários. Outros R$ 898,75 milhões foram reservados para a compra de veículos de tração mecânica. Os congressistas também destinaram R$ 1,24 bilhão para instituições privadas de caráter assistencial, cultural e educacional, mas não há divisão clara sobre essa distribuição.

O empenho desses recursos não significa o pagamento efetivo dessas despesas. Apenas R$ 360 milhões foram pagos às instituições mencionadas. O pagamento para máquinas e equipamentos agrícolas foi de R$ 38,1 milhões, e para veículos de tração mecânica, de R$ 17 milhões.

Esses gastos ajudam a esclarecer as preferências dos deputados e senadores, que privilegiam gastos correntes e investimentos de curto prazo em detrimento de investimentos de longo prazo.

Especialistas ouvidos pelo Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) avaliam que a prevalência desses gastos evidencia uma estratégia eleitoral que busca apresentar soluções de curto prazo aos municípios. Com isso, investimentos que não oferecem retorno eleitoral imediato acabam ficando em segundo plano.

O Broadcast Político utilizou dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) para analisar como os recursos das emendas parlamentares foram aplicados em 2025.

Os empenhos descritos pelo governo somam cerca de R$ 7,25 bilhões, abrangendo desde a compra de máquinas e equipamentos agrícolas até a manutenção de bens imóveis e máquinas e equipamentos energéticos. Desse total, apenas R$ 1,56 bilhão foi efetivamente pago no ano passado. O restante ficou reservado para pagamento nos próximos anos.

A maior aplicação de recursos foi por meio de transferência direta aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios. A maior parte dos repasses foi feita por meio de transferências fundo a fundo, modalidade em que o governo transfere o dinheiro de um fundo federal, como o Fundo Nacional de Saúde (FNS), para um fundo estadual ou municipal. Foram R$ 21,97 bilhões enviados aos municípios dessa forma e R$ 3,4 bilhões aos Estados.

As prefeituras e governos estaduais receberam mais alguns bilhões em transferência direta para o caixa público: R$ 11,68 bilhões foram repassados aos municípios e R$ 2,48 bilhões aos Estados.

As transferências de fundo a fundo são feitas pelo Fundo Nacional de Saúde, pelo Fundo Nacional de Assistência Social, pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, pelo Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente e pelo Fundo Nacional do Idoso. A maioria, no entanto, é pelo FNS. Do total de R$ 26 bilhões de transferências fundo a fundo, R$ 25,33 bilhões foram por meio do fundo gerido pelo Ministério da Saúde.

Cenário MT - MT   03/02/2026

Depois de um 2025 marcado por crescimento consistente, o setor brasileiro de máquinas e equipamentos entra em 2026 com expectativa de avanço, mas em ritmo mais moderado. Dados do setor indicam que a indústria segue apoiada pela força do mercado interno, pela necessidade de modernização tecnológica e pelo papel estratégico do agronegócio como motor da economia nacional.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) já sinalizou que o segmento de máquinas agrícolas deve registrar crescimento próximo de 3,4% em 2026. O índice é considerado positivo, ainda que abaixo de períodos de forte expansão, refletindo um cenário ainda pressionado por juros elevados e instabilidades externas.

A leitura do setor é clara: o mercado segue aquecido, mas exige planejamento, crédito estruturado e estratégias mais eficientes para sustentar a competitividade industrial.
2025: base sólida para sustentar o próximo ciclo

O desempenho de 2025 ajudou a construir a base para as projeções atuais. O setor de máquinas e equipamentos encerrou o ano com receita próxima de R$ 299 bilhões, crescimento superior a 7%, com destaque para a demanda doméstica puxada principalmente pelo agro, mineração e infraestrutura.

Mesmo com desafios ligados à política monetária e ao custo do crédito, o mercado interno foi responsável por sustentar a expansão, mostrando que o Brasil segue com forte demanda por mecanização, tecnologia embarcada e ganho de produtividade no campo.

Ao mesmo tempo, o setor registrou recorde nas importações, reforçando um desafio estrutural: a concorrência internacional, especialmente de equipamentos asiáticos, que pressiona a indústria nacional e amplia o déficit comercial do segmento.

Portal Fator Brasil - RJ   04/02/2026

A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia é um marco histórico nas trocas comerciais no mundo. Os europeus desfrutarão de uma abertura de mercado para produtos de alto valor agregado, como os manufaturados (especiarias químicas, máquinas, equipamentos, veículos) e produtos agrícolas sofisticados (vinhos e outras bebidas alcoólicas, queijos, charcutaria, chocolates). Para o Mercosul, a principal vantagem advém da ampliação do mercado de produtos agropecuários.

No entanto, não se vislumbra um acordo de livre comércio, amplo e irrestrito. Apesar das décadas de negociação, e mesmo das aprovações, confirmações e assinaturas, ainda persiste uma forte oposição do setor agropecuário europeu, liderada pela França, Irlanda e Polônia, mesmo após a interposição das salvaguardas do Acordo. De nossa parte, exemplos como os avanços em produtividade, qualidade, rentabilidade e sustentabilidade, especialmente nos cultivos de grãos, enfraquecem os argumentos brandidos pelos agricultores europeus e nos conferem boas perspectivas para o médio prazo. Analisemos alguns aspectos do Acordo, que impactarão o futuro do comércio de produto agrícolas entre o Brasil e a União Europeia.

CNN Brasil - SP   09/02/2026

Em 2025 as exportações brasileiras para a China alcançaram novo recorde e somaram US$ 100 bilhões em receita. O valor é o segundo maior da série histórica de 29 anos, iniciada em 1997, ficando atrás apenas dos US$ 104 bilhões registrados em 2023, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China.

As relações comerciais entre os dois países são de longa data, mas se estreitaram principalmente a partir de 2018, quando o mercado chinês passou a concentrar parcela expressiva das compras de grãos e proteínas animais do Brasil.

Essa relação, embora estratégica e altamente rentável, expõe algumas

vulnerabilidades do setor: qualquer alteração nas regras sanitárias, na política comercial ou no ritmo da economia chinesa pode gerar impactos imediatos sobre cadeias produtivas inteiras. Ao mesmo tempo, o tamanho do mercado chinês, a demanda contínua por alimentos e a capacidade de absorver grandes volumes tornam o país um destino-chave para o escoamento da produção brasileira, sustentando preços e garantindo competitividade internacional ao agro nacional.

Segundo especialistas, essa relação bilateral é uma via de mão dupla. A China depende das importações brasileiras para alimentar sua população e controlar a inflação de alimentos, enquanto o Brasil encontra no país asiático a segurança de um comprador para grandes volumes de produção. Essa dinâmica é particularmente evidente nos mercados de carnes, soja, milho, algodão e produtos derivados de biocombustíveis.

O Estado de S. Paulo - SP   13/02/2026

As condições climáticas favoráveis no País vêm melhorando as projeções para a colheita nacional de grãos em 2026. A previsão para a safra deste ano já está próxima ao recorde alcançado em 2025, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgados nesta quinta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de grãos deve totalizar 342,7 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 1% em relação a 2025. O resultado equivale a 3,4 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. Porém, em relação ao terceiro Prognóstico da Safra Agrícola, que teve apuração feita em dezembro, a safra de 2026 já está 0,8% maior, ou 2,8 milhões de toneladas a mais.

"A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra", justificou o gerente do levantamento do IBGE, Carlos Barradas, em nota.

A colheita de soja deve crescer 3,9% em 2026 em relação ao desempenho já recorde de 2025, totalizando um novo ápice de 172,5 milhões de toneladas. A projeção também é de alta para o feijão. Por ora, ainda são esperados decréscimos de 11% para o algodão; de 7,9% para o arroz; de 5,6% para o milho (crescimento de 11,3% para o milho 1.ª safra e declínio de 9,3% para o milho 2.ª safra); de 13,9% para o sorgo; e de 1% para o trigo.

A área a ser colhida na safra de 2026 deve alcançar 82,7 milhões de hectares, 1,1 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2025, ou um aumento de 1,4%. Em relação ao prognóstico apurado em dezembro, houve uma redução de 27.452 mil hectares na estimativa da área colhida.

Quanto aos principais produtos, são esperados aumentos na área colhida para as seguintes culturas: de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (expansão de 9,3% no milho 1.ª safra e de 0,5% no milho 2.ª safra); e de 0,9% na do trigo. Na direção oposta, deve ocorrer redução de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo; de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão; e de 2,9% na do sorgo.

O Estado de S. Paulo - SP   19/02/2026

As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura, em nota técnica. O valor é 2,2% inferior ao obtido no ano anterior, o equivalente a uma queda de US$ 244 milhões ante os US$ 11 bilhões registrados um ano antes. O setor representou 42,8% dos embarques totais do País no último ano, em comparação com 43,3% de 2024.

Apesar da queda, o número é o terceiro maior registrado para janeiro da série histórica. O resultado do setor, segundo a pasta, foi pressionado pela queda de 8,6% nos preços médios dos produtos exportados, apesar do aumento de 7% no volume de produtos comercializados ao exterior.

"A cesta de alimentos que compõem o Índice de Preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,4% em janeiro em relação a dezembro ou 0,6% na comparação anual. Já a cesta de alimentos que compõem o índice de preço dos alimentos do Banco Mundial teve uma redução de 3,1% na comparação anual. Com efeito, as duas instituições apontam para quedas nos preços, fator que teve influência preponderante para a diminuição do valor exportado pelo Brasil", explicou o ministério em nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais.

A pasta destacou ainda que as proteínas animais apresentaram recorde de exportação, com a carne bovina in natura sendo o item de maior valor exportado no mês com US$ 1,3 bilhão comercializado ao exterior. Os seis principais setores exportadores do agronegócio brasileiro no último mês foram carnes (US$ 2,58 bilhões); complexo soja (US$ 1,66 bilhão); produtos florestais (US$ 1,38 bilhão); cereais, farinhas e preparações (US$ 1,12 bilhão); café (US$ 1,10 bilhão) e complexo sucroalcooleiro (US$ 750 milhões). Juntos, estes setores responderam por 79,8% do total embarcado pelo agronegócio em janeiro, somando US$ 8,6 bilhões.

Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro no mês passado, com US$ 2,16 bilhões comercializados ao país asiático, 20% das exportações do setor, 5,4% mais que em 2024. Na sequência, está a União Europeia, com US$ 1,69 bilhão exportados, 15,7% do total, 11% menos que em 2025, e Estados Unidos, com US$ 705,54 milhões, 6,6% do total e 31% menos que no ano anterior.

IstoÉ Dinheiro - SP   19/02/2026

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,371 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O número é inferior ao R$ 1,392 trilhão estimados pela pasta no mês passado. Em relação ao ano anterior, há queda de 3,6%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,419 trilhão para R$ 1,422 trilhão.

A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. Os dados foram compilados pela reportagem.

O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País.

Do total previsto para 2026, R$ 895,311 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 65% do total e recuo estimado de 4% ante 2025. Outros R$ 475,329 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 35% do total e queda de 3% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 932,342 bilhões, e alta de 14,3% no faturamento da pecuária, para R$ 488,801 bilhões.

CNN Brasil - SP   20/02/2026

A prévia do PIB divulgada pelo BC (Banco Central) nesta quinta-feira (19) mostra que a agropecuária acumula alta de 13,05% em 12 meses, encerrados em dezembro, sendo um dos principais fatores do avanço da atividade econômica geral que alcançou 2,45% no período.

Os números, que constam no IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), ainda indicam que o setor cresceu acima da média da economia brasileira no último ano.

O índice mostrou um crescimento mais moderado dos outros setores em 2025, com indústria registrando crescimento de 1,45% e os serviços, de 2,06%, o que evidencia a diferença de ritmo entre os setores medidos pelo BC.

Acumulado em 12 meses (IBC-Br):
* Agropecuária: +13,05%
* Indústria: +1,45%
* Serviços: +2,06%
* Índice geral: +2,45%

Na comparação mensal com o mesmo período do ano anterior, o agro também mantém desempenho superior. O setor avançou 6,35% em dezembro, enquanto serviços cresceram 2,88%, e indústria, 2,31%. Já o índice geral da atividade econômica subiu 3,05%, segundo o BC.

O IBC-Br reúne estimativas mensais para agropecuária, indústria, serviços e impostos e é considerado uma prévia do PIB. Embora não substitua o dado oficial do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador funciona como um termômetro da atividade econômica.

Canal Rural - SP   24/02/2026

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados à ampliação da cooperação bilateral em áreas como agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram formalizados na Casa Azul, sede do governo sul-coreano, durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os acordos reforçam a relação estratégica entre os dois países. A Coreia do Sul é um parceiro estratégico, e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar, afirmou.

O primeiro memorando, firmado entre os ministérios da Agricultura do Brasil e da Coreia do Sul, prevê a ampliação do intercâmbio técnico e institucional, com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O documento também contempla cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), incluindo harmonização de normas e troca de informações.

Além disso, o acordo estabelece iniciativas conjuntas em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos e intercâmbio científico. Também está prevista a criação de um Comitê de Cooperação Agrícola BrasilCoreia, responsável por acompanhar a implementação das ações.

O segundo memorando envolve o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O entendimento cria uma estrutura de cooperação voltada ao registro, à avaliação e à gestão de agrotóxicos e bioinsumos.

Entre as medidas previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, o intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e a realização de workshops e pesquisas conjuntas. Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e, segundo o governo, ampliam as bases para cooperação tecnológica, sanitária e regulatória no setor agropecuário.

CNN Brasil - SP   26/02/2026

São Paulo começou 2026 na liderança das exportações do agronegócio brasileiro. Em janeiro, o setor registrou superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em exportações frente a US$ 530 milhões em importações. O estado respondeu por 17,1% de todos os embarques do agro nacional, ficando à frente de Mato Grosso, com 16,7%, e de Minas Gerais, com 11,5%.

Mesmo com área territorial inferior à de outros grandes produtores, o agronegócio paulista representou 40,9% das exportações totais do estado em janeiro, enquanto as importações do setor corresponderam a 8% do total estadual, reforçando o peso estratégico do campo na balança comercial.

O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, com 25,3% das exportações e US$ 465,3 milhões, sendo o açúcar responsável por quase a totalidade desse valor.

Na sequência vieram os produtos florestais, com 18,8% e US$ 346,9 milhões, impulsionados principalmente pela celulose; as carnes, com 16,6% e US$ 305,8 milhões, puxadas pela carne bovina; os sucos, com 8,9%, majoritariamente de laranja; e o café, com 7,2%, com predominância do café verde. Juntos, esses cinco grupos concentraram 76,8% das vendas externas do agro paulista.

O complexo soja respondeu por 2,7% do total exportado, com expectativa de crescimento a partir de fevereiro, com o avanço da colheita.

Na comparação com janeiro do ano passado, houve aumento nas exportações de produtos florestais, carnes e complexo soja, enquanto os segmentos sucroalcooleiro, café e sucos registraram queda, reflexo das oscilações de preços e volumes embarcados.

A China segue como principal destino das exportações do agro paulista, com 21,9% de participação, seguida pela União Europeia, com 18,1%, e pelos Estados Unidos, com 8,1%. Os dados são elaborados pelo Instituto de Economia Agrícola, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

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O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

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