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Portal Siderurgia Brasil - SP   24/04/2026

O Inda – Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço divulgou os números do desempenho do setor de processamento e venda de aços planos de março.

Em março de 2026, o setor de aços planos apresentou desempenho positivo em compras e vendas, mas com retração nas importações.

As vendas avançaram 18,4% sobre fevereiro, alcançando 351,9 mil toneladas, contra um total de 297,2 mil toneladas daquele mês e cresceram 6,1% na comparação anual.

As compras somaram 354,8 mil toneladas, alta de 16,0% frente a fevereiro que havia registrado um total de 306 mil toneladas e 7,3% em relação ao mesmo mês de 2025.

O movimento dos estoques registrou uma posição estável, com leve alta de 0,2%, totalizando 1.138,6 mil toneladas, o que representa giro de 3,2 meses de vendas.

Já as importações recuaram fortemente: queda de 33,0% frente ao mês anterior e de 21,0% em relação a março de 2025, encerrando em 271,4 mil toneladas.

Para abril, a expectativa da rede associada é de retração de 7,5% tanto nas compras quanto nas vendas, sinalizando possível ajuste após o crescimento observado em março.

Segundo Carlos Loureiro, presidente do INDA, neste momento o grande problema está na importação do chamado aço contido, ou seja aquele aço que já vem processado em forma de veículos, de máquinas, de implementos agrícolas e rodoviários, de utensílios domésticos etc. Este aço na verdade está roubando além do mercado de distribuição, toda uma cadeia de industrias e mais diretamente empregos de brasileiros, pois os produtos chegam prontos, desativando por aqui as fábricas nacionais.

Reuters - SP   24/04/2026

23 Abr (Reuters) - O setor de distribuição de aços planos ​no Brasil seguiu ​elevando estoques em março, alcançando um volume acumulado pouco mais de três ​meses de ⁠comercialização, ​segundo a associação que ⁠representa a atividade, ​Inda.

Os estoques do setor terminaram março em quase 1,139 ‌milhão de toneladas, um ‌crescimento ​7,6% sobre o mesmo mês de 2025 e apenas ‌0,2% acima do nível de fevereiro, segundo dados do Inda apresentados nesta quinta-feira.

Em março, as vendas do setor subiram 6,1% sobre um ano antes, para 351,9 ‌mil toneladas, e subiram 18,4% ante fevereiro.

Para abril, a expectativa do ​Inda é de queda de 7,5% ‌nas vendas ante março, para 325,5 mil toneladas.

Segundo o presidente-executivo ‌da Inda, Carlos Loureiro, ‌o mercado segue "muito fraco" e o ⁠segmento está sob pressão devido aos grandes volumes de importação e a dificuldade que o setor ​vem enfrentando ​em repassar os recentes aumentos.

"Esperamos que, com a queda na importação que se avizinha nos próximos meses, a condição do mercado melhore um pouco", ⁠acrescentou Loureiro.

SIDERURGIA

Valor - SP   07/04/2026

Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu as investigações e definiu a aplicação do direito antidumping definitiva por até cinco anos

Com as decisões recentes do governo de aplicar medidas antidumping sobre o aço vindo da China e da Índia, desde fevereiro, analistas já têm visto sinais de desaceleração na importação.

Segundo o Citi, os dados de fevereiro apontam uma desaceleração nas importações. "Ao mesmo tempo, os custos de frete aumentaram tanto para o aço plano quanto para o aço longo, elevando o custo final do material importado e atuando como uma barreira parcial à penetração das importações", afirmou o banco em relatório.

"Esse efeito foi parcialmente compensado pelo real ainda relativamente forte. Interpretamos esses movimentos como parcialmente ligados à dinâmica comercial, incluindo as expectativas em torno das medidas antidumping, que já estão influenciando o comportamento dos preços e o momento das importações", conclui o Citi.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/04/2026

A União Europeia (UE) chegou a um acordo político para elevar de 25% para 50% as tarifas sobre importações de aço acima de cotas e reduzir significativamente os volumes isentos, em uma tentativa de proteger o setor diante do excesso global de oferta, segundo comunicado do Parlamento Europeu.

O entendimento prevê cortar quase pela metade o volume de importações livres de tarifa, para 18,3 milhões de toneladas por ano, uma redução de 47% em relação a 2024. A nova alíquota de 50% também será aplicada a produtos de aço fora do escopo das cotas.

A medida substituirá o atual mecanismo de salvaguardas, em vigor desde 2018 e com vencimento em 30 de junho de 2026, e pode entrar em vigor já em 1º de julho, após aprovação formal do Conselho e do Parlamento.

Valor - SP   17/04/2026

As vendas internas anotaram alta de 5%, para 1,923 milhão de toneladas, em março; as exportações caíram 26% no mês

A produção brasileira de aço em março somou 2,811 milhões de toneladas, uma queda de 2,5% na comparação com os 2,882 milhões de toneladas registradas no mesmo mês do ano passado. No primeiro trimestre, a produção somou 8,073 milhões de toneladas, 3,1% a menos que as 8,328 milhões de toneladas dos três primeiros meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Aço Brasil.

As vendas internas em março somaram 1,923 milhão de toneladas, 4,9% a mais que as 1,833 milhão de toneladas de março do ano passado. No primeiro trimestre, as vendas internas de aço no país atingiram 5,101 milhões de toneladas, 1,1% abaixo das 5,158 milhões de toneladas dos três primeiros meses de 2025.

As exportações caíram 25,8% em março, para 584 mil toneladas, ante 786 mil toneladas em igual mês do ano passado. Entre janeiro e março foram exportadas 2,757 milhões de toneladas, 12,1% a mais que as 2,461 milhões de toneladas do primeiro trimestre do ano passado.

CNN Brasil - SP   23/04/2026

O mercado brasileiro de aço deve apresentar desempenho melhor em 2026 na comparação com 2025, avalia o CEO da ArcelorMittal Pecém, Erick Torres. Em entrevista à CNN, o executivo afirmou que alguns dos principais setores consumidores do produto já demonstram condições mais favoráveis de atividade.

Segundo Torres, áreas como construção civil, linha branca e até o setor automotivo indicam melhora nas perspectivas de demanda por aço no país. "Esses setores estão com condições de mercado melhores, o que tende a refletir em uma recuperação gradual do consumo de aço", afirmou.

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   22/04/2026

A Rio Tinto informou que produziu mais minério de ferro, cobre e alumínio no primeiro trimestre do ano, enquanto tranquilizou os investidores sobre os impactos limitados até o momento do conflito no Oriente Médio.

A segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado relatou um aumento de 13% na produção de minério de ferro na região de Pilbara, na Austrália, para 78,8 milhões de toneladas métricas. Esse foi seu segundo melhor resultado para o primeiro trimestre desde 2018.

ECONOMIA

Infomoney - SP   02/04/2026

As despesas do governo geral, que incluem gastos primários e com juros da dívida pública, voltaram a acelerar em 2025 e atingiram no fechamento do ano 46,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior nível em pelo menos 16 anos, apontou nesta quarta-feira o Tesouro Nacional, uma deterioração gerada principalmente pelos dados do governo federal.

Após desacelerar entre 2023 e 2024, o indicador de despesa cresceu 1,3 ponto percentual no ano passado, mostrou relatório anual do Tesouro. O número diz respeito a União, Estados e municípios, mas a alta foi pressionada pelo governo federal, que viu seu patamar de despesas subir de 32,1% para 34,0% do PIB no ano. A série do Tesouro tem início em 2010.

Agência Brasil - DF   06/04/2026

A produção industrial avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo crescimento consecutivo. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3% este ano.

A produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O gerente da PIM, André Macedo, avalia que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses de 2025, com perfil disseminado de crescimento.

IstoÉ Dinheiro - SP   06/04/2026

A decisão do governo dos Estados Unidos de ajustar as tarifas sobre importações de aço, alumínio e cobre é vista como positiva pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pois reduz a burocracia do regime anterior, mas a entidade avalia que as novas regras seguirão pesando sobre as vendas externas do setor ao país.

"A notícia boa é que não vai ter mais aquela burocracia de calcular o quanto o aço significa no custo da máquina. O lado ruim é que a alíquota das máquinas que estão na lista passam de 10% para 25%", disse José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, à Reuters.

Entre as mudanças aprovadas nesta quinta-feira pelo governo dos EUA está a eliminação da tarifa anterior de 50% sobre produtos acabados feitos com aço, alumínio e cobre se o conteúdo do produto com esses metais for inferior a 15% em peso.

Exame - SP   07/04/2026

A China National Light Industry Council informou que a indústria leve da China registrou crescimento no início de 2026. Nos dois primeiros meses do ano, o valor agregado das empresas acima do porte designado avançou 7,0% na comparação anual, enquanto a receita operacional somou RMB 3,6 trilhões, alta de 6,8%.

No mesmo período, a demanda interna reagiu após a adoção de políticas de estímulo ao consumo. As vendas no varejo de 11 categorias de produtos da indústria leve atingiram RMB 1,5 trilhão entre janeiro e fevereiro, com crescimento de 9,3% em relação ao ano anterior.

Além disso, programas de substituição de bens antigos por novos sustentaram o desempenho de segmentos específicos. As vendas de eletrodomésticos e equipamentos audiovisuais chegaram a RMB 157,2 bilhões, alta de 3,3% mesmo sobre uma base elevada. Dentro desse grupo, produtos com maior eficiência energética registraram crescimento de dois dígitos.

IstoÉ Dinheiro - SP   08/04/2026

As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 9,1% em março de 2026 (somando US$ 2,894 bilhões no mês, ante US$ 3,182 bilhões em março de 2025). Pelo lado das importações, houve diminuição de 6,31% nas compras vindas dos EUA em março (totalizando US$ 3,314 bilhões, ante US$ 3,537 bilhões em igual mês do ano passado). Assim, a balança comercial com os EUA resultou num déficit de US$ 420 milhões em março.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 7, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Esta é a oitava queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano, após a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, em meados de 2025.

Diário do Comércio - MG   09/04/2026

O Banco Mundial revisou para baixo a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. A projeção de avanço do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos) passou de 2% para 1,6%.

A estimativa consta no relatório Panorama Econômico da América Latina e o Caribe, lançado nesta quarta-feira (8), em Washington, nos Estados Unidos.

A previsão anterior havia sido divulgada em janeiro. O Banco Mundial é uma instituição financeira internacional formada por 189 países. A instituição faz parte do sistema das Nações Unidas e fica sediada na capital americana.

Ao comentar a redução do crescimento, o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, William Maloney, apontou efeitos externos, como o choque no preço do petróleo, e elementos internos.

Afetada pelos juros altos, a economia brasileira desacelerou no ano passado. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 3.

O resultado ficou dentro do esperado pelos analistas consultados pelo Projeções Broadcast. As estimativas variavam de alta de 2,1% a 2,6%.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 12,7 trilhões.

No ano passado, o crescimento econômico do Brasil foi o mais baixo desde 2020, quando a economia brasileira recuou 3,3% por causa dos impactos provocados pela pandemia de covid-19. Em 2024, o PIB cresceu 3,4%.

"O desempenho de 2025 foi como se esperava desde o início do ano, com um PIB um pouco mais fraco, depois de uma sequência de vários anos com um PIB crescendo em torno de 3%", diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

"Em 2025, começamos a fazer o ajuste da taxa de juros para conter a inflação, e a economia passou a desacelerar. Apesar de tudo, o País conseguiu um crescimento até razoável", afirma Vale.

O Estado de S.Paulo - SP   13/04/2026

A carga tributária bruta do governo geral (governo central, Estados e municípios) cresceu de 32,22% para 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2024 e 2025, segundo estimativas publicadas nesta sexta-feira, 10, pelo Tesouro Nacional. É o maior nível da série histórica disponibilizada pelo órgão, que vai de 2010 até o ano passado.

O aumento geral foi puxado pelo governo central, cuja carga tributária bruta cresceu de 21,34% para 21,60% do PIB no período, uma alta de 0,26 ponto porcentual. Também é o maior nível da série. A carga tributária dos Estados diminuiu 0,10 ponto do PIB, de 8,48% para 8,38%, e a dos municípios cresceu 0,03 ponto, de 2,40% para 2,43%.

Globo Online - RJ   15/04/2026

O ritmo de crescimento das exportações chinesas desacelerou acentuadamente em março, após começar o ano com um avanço expressivo, enquanto as importações dispararam, à medida que fatores sazonais se somaram aos efeitos da guerra no Irã sobre o fornecimento global de energia.

Quase 40% do crescimento das importações veio de produtos de alta tecnologia, segundo a Pantheon Macroeconomics. As compras de circuitos integrados saltaram mais de 50% em relação ao ano anterior, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial.

"A queda no crescimento das exportações da China em março provavelmente tem mais a ver com distorções causadas pelo feriado do Ano Novo Lunar do que com o choque da guerra no Irã. Mas o impacto do conflito sobre a demanda global e a logística do comércio cobrará seu preço sobre os embarques daqui para frente — e quanto mais tempo durar, maiores serão os danos", afirmou Eric Zhu, economista da Bloomberg Economics.

IstoÉ Dinheiro - SP   30/04/2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) revisou sua projeção a inflação acumulada em 12 meses até o fim de 2027, de 3,3% para 3,5%. Na reunião desta quarta-feira, 29, esse se tornou o horizonte relevante da política monetária.

A projeção segue ligeiramente acima do centro da meta, de 3%. Isso indica que a trajetória de juros embutida no relatório Focus é insuficiente para fazer a inflação convergir ao alvo no período de seis trimestres observado pelo BC. Nesta quarta, as medianas indicam que a Selic estará em 13% no fim deste ano e vai cair a 11% no fim de 2027.

O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50%, como previam 33 de 37 casas consultadas pelo Projeções Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A decisão do colegiado foi unânime.

AUTOMOTIVO

Jornal de Brasília - DF   02/04/2026

Ex-presidente da Anfavea, a associação das montadoras instaladas no Brasil, e atualmente consultor, Rogélio Golfarb prevê que, em dez anos, um a cada três veículos vendidos no País será de alguma marca chinesa.

A participação dos chineses, que foi de 10% no ano passado, deve dobrar para 20%, em 2030, e chegar a 35% do mercado de veículos em 2035, conforme as projeções de Golfarb, que, após se aposentar da Ford, onde era vice-presidente de assuntos governamentais, fundou a consultoria Zag Work.

O prognóstico leva em conta o ingresso das marcas chinesas em segmentos de entrada, onde estão os maiores volumes, e em categorias como picapes, vans e caminhões. Para ele, as marcas chinesas seguirão competitivas mesmo quando começarem a carregar os custos de produção no Brasil. Isso porque elas têm a vantagem de trazer a custo baixo da China os principais componentes das novas tecnologias automotivas, entre baterias de carros eletrificados, semicondutores, tela de cristal liquido e componentes eletrônicos.

CNN Brasil - SP   08/04/2026

Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos em março dispararam 45,6% ante fevereiro e saltaram 37,9% ante o mesmo mês do ano passado, para 269,5 mil unidades, afirmou a associação de concessionários de veículos Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), nesta terça-feira (7).

Segundo representantes da entidade, o movimento ocorreu em meio a efeitos de calendário, um forte ambiente competitivo entre montadoras e ao programa de incentivo Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o final deste ano.

O Estado de S.Paulo - SP   13/04/2026

As vendas de caminhões voltaram a crescer em fevereiro na comparação com janeiro, mas seguem em forte queda no acumulado de 2026, indicando um início de ano ainda fraco para o segmento de pesados. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Foram emplacadas cerca de 6,7 mil unidades em fevereiro, alta de 3,3% em relação ao mês anterior. Apesar da reação pontual, o volume representa uma queda de 25,7% na comparação com fevereiro de 2025. No primeiro bimestre, o recuo chega a 28,7%.

A retração já havia sido observada na virada do ano. Em janeiro, os emplacamentos de caminhões haviam recuado 31,5% na comparação anual, sinalizando um enfraquecimento da demanda por veículos pesados mesmo diante de um mercado geral mais estável.

O Estado de S.Paulo - SP   15/04/2026

Carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in foram a escolha de cerca de 16% dos consumidores brasileiros que compraram carros novos no Brasil no primeiro trimestre deste ano. Em todo o ano passado, a participação foi de 11%, conforme números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De janeiro a março, foram vendidos 95.621 modelos eletrificados, mais de 40% fabricados no País, especialmente os híbridos. Em relação ao total comercializado no mesmo período de 2025, o crescimento foi de 88,6%.

O aumento constante da participação de veículos com novas tecnologias está relacionado, em grande parte, à chegada de montadoras chinesas nos últimos três anos. Elas oferecem carros elétricos e híbridos a preços competitivos, alto nível de tecnologia e design diferenciado.

O Estado de S.Paulo - SP   16/04/2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo. O alerta consta do novo relatório Monitor Fiscal, publicado nesta quarta-feira, 15, às margens das reuniões de Primavera do organismo, nesta semana, em Washington, nos Estados Unidos.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O fundo espera que a dívida pública global alcance 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo, feita há um ano.

CNN Brasil - SP   17/04/2026

Representantes de montadoras e fabricantes de autopeças do Brasil e Argentina deram início a uma agenda de convergência para modernizar a política automotiva bilateral, em reunião realizada em Buenos Aires nos últimos dias.

O encontro reuniu as principais entidades representativas do setor nos dois países, a Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), pelo lado brasileiro, e a Adefa (Asociación de Fábricas de Automotores) e a Afac (Asociación de Fábricas Argentinas de Componentes), pelo lado argentino.

O objetivo central é adequar e fortalecer a Política Automotiva Bilateral, conhecida como ACE 14, diante de um cenário de transformação tecnológica acelerada, além da crescente competição comercial e tensões geopolíticas.

Diário do Comércio - MG   22/04/2026

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, comemorou neste sábado, 18 de abril, os resultados do programa Carro Sustentável, lançado pelo Governo do Brasil em julho de 2025. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a venda de carros de entrada subiu 32,9% nos dez meses do programa.

O Carro Sustentável faz parte do programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER) e prevê a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a zero para carros de entrada flex fabricados no Brasil, com 80% de reciclabilidade e baixa emissão de CO2. Alckmin visitou duas concessionárias em Valparaíso (GO), que registraram aumentos de 31% e 50% nas vendas desse tipo de veículo desde a implementação do programa.

CNN Brasil - SP   24/04/2026

O mercado de carros elétricos no Brasil deve ganhar força expressiva nos próximos anos, com projeção de ocupar cerca de 15% do mercado automotivo nacional em 2026.

A informação foi compartilhada pelo colunista de Auto da CNN, Jorge Moraes, que está a caminho do Salão Internacional do Automóvel em Pequim, na China.

De acordo com o especialista, o Brasil deve receber aproximadamente 15 novos modelos eletrificados até o final deste ano. "São 15 novos automóveis que você vai acompanhar, assim como a audiência vai perceber que, aos poucos, as montadoras vão soltar as novidades", destacou Moraes. Muitos desses lançamentos estão previstos para depois da Copa do Mundo, quando ocorrerá "uma avalanche de lançamentos, modificando muito o cenário da indústria automotiva brasileira".

Globo Online - RJ   27/04/2026

Com mais veículos elétricos e híbridos nas ruas e a gasolina mais cara, a demanda por postos de carregamento de baterias automotivas cresce no Brasil sem ser acompanhada por essa infraestrutura.

No início deste ano, houve um crescimento explosivo das vendas de carros eletrificados: 100 mil entre janeiro e março, um salto de 90% em comparação aos três primeiros meses de 2025. O período também foi marcado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo e os combustíveis.

A alta de quase 7,5% no preço médio da gasolina no país desde o início do conflito, no fim de fevereiro, provocou uma mudança de comportamento nos donos de veículos híbridos plug in (aqueles com saída para ligar nos carregadores), que passaram a recorrer à eletricidade para economizar.

O resultado dessa combinação é a maior procura nos eletropostos do país, evidenciando que eles são muito poucos. Até o fim de fevereiro, dado mais recente, havia cerca de 21 mil eletropostos (públicos e semipúblicos) no Brasil, o que significa uma média de um ponto de carregamento para quase 30 veículos. A China, que tem atualmente a maior frota de veículos eletrificados do mundo (40 milhões, sendo 37 milhões puramente elétricos), conta com 16,7 milhões de eletropostos, o que dá um ponto para cada 2,3 veículos.

Valor - SP   28/04/2026

País vira terceiro maior mercado para veículos do gigante asiático no 1º trimestre

De janeiro a março de 2026 a China exportou ao Brasil US$ 2,16 bilhões em veículos, quase o triplo dos US$ 763,8 milhões de iguais meses de 2025, o que inclui carros a combustão que, apesar de ainda serem menos representativos, dobraram de valor, mostrando que o apetite chinês pelo mercado brasileiro não se restringe aos eletrificados. O valor total de carros exportados pela China ao Brasil no primeiro trimestre deste ano também foi maior que o US$ 1,17 bilhão de igual período de 2024, até então recorde para o período.

Com o desempenho, o Brasil saltou de sétimo para o terceiro maior destino de veículos de 2025 para 2026, ainda de janeiro a março, atrás apenas de Rússia e Reino Unido. Nos eletrificados, o que inclui os elétricos puros ou os híbridos, o Brasil saiu do quinto para o terceiro lugar, atrás de Bélgica e Reino Unido. No ranking dos carros a combustão, o Brasil também ganha mais destaque, subindo da 16ª para a sétima posição.

CONSTRUÇÃO CIVIL

InfraRoi - SP   01/04/2026

O consumo de materiais de construção por construtoras e incorporadoras subiu nos dois primeiros meses de 2026, como aponta um levantamento do Ecossistema Sienge. Materiais de base avançaram 23,5% e de acabamento cresceram 53,7% nos dois primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025.

O índice considera janeiro de 2023 como referência (100 pontos) e usa esse patamar para acompanhar a evolução do consumo ao longo do tempo. Em média, o consumo de materiais de base – cimento, areia, blocos e aço – registrou 126 pontos em 2026, acima dos 102 de 2025 e dos 116,5 verificados em 2024. Já os materiais de acabamento — como pisos cerâmicos e tintas — alcançaram média de 176 pontos, contra 114,5 em 2025 e 129,5 em 2024, mantendo o consumo em patamar elevado na comparação anual.

Investing - SP   13/04/2026

Revendedores de equipamentos de construção reportaram crescimento de vendas de baixos dígitos simples em relação ao ano anterior no primeiro trimestre de 2026, superando ligeiramente as expectativas iniciais, de acordo com uma pesquisa com aproximadamente 20 revendedores dos EUA conduzida pela DA Davidson em março.

Os resultados do primeiro trimestre marcam uma melhora em relação ao declínio de baixos dígitos simples registrado no terceiro trimestre. Os revendedores pesquisados esperam vendas estáveis em relação ao ano anterior para o segundo trimestre.

IstoÉ Dinheiro - SP   20/04/2026

As vendas de materiais de construção no Brasil cresceram 1,6% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado e subiram 3,1% na comparação com fevereiro. O desempenho positivo das vendas em março foi o primeiro após nove meses consecutivos de quedas.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 17, pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Os números já são deflacionados.

AGRÍCOLA

Canal Rural - SP   07/04/2026

A venda de máquinas agrícolas deve ter queda de 8% em 2026, estima a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a entidade, os reflexos da guerra no Oriente Médio, como o aumento internacional do petróleo, podem se somar aos juros altos e ao aumento da inadimplência, levando produtores rurais a diminuir a renovação do maquinário.

Apenas no primeiro bimestre do ano, a queda nas vendas chegou a 17% em comparação ao mesmo período de 2025, somando R$ 8 bilhões.

Nesse contexto, o mercado interno concentrou a maior parte desse montante, com R$ 6,8 bilhões, o equivalente a 85% do total. Já as exportações alcançaram cerca de R$ 1,2 bilhão, alta de 9%, mas ainda insuficientes para compensar o cenário negativo.

Diário do Comércio - MG   08/04/2026

As vendas de colheitadeiras no Brasil caíram quase pela metade em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, pressionadas pelo cenário macroeconômico adverso, aumento de custos e pela maior preferência dos produtores pela locação de máquinas, mostraram dados divulgados nesta terça-feira (07) pela Fenabrave.

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram vendidas 142 colheitadeiras em fevereiro, queda de 17% em relação a janeiro.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o recuo foi ainda mais acentuado, de 49,5%, ante 281 máquinas comercializadas em igual período do ano passado.

No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas de colheitadeiras somaram 313 unidades, queda de 42,4% frente às 543 registradas nos dois primeiros meses do ano passado, segundo dados da entidade.

Canal Rural - SP   16/04/2026

Os dados fazem parte do balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado nesta quarta-feira (15).
Importações avançam e ampliam pressão sobre o setor

Enquanto o mercado interno recua, as importações seguem em alta. No primeiro trimestre, foram adquiridas 3,35 mil máquinas agrícolas, crescimento de 48,4% na comparação anual.

Já as exportações apresentaram leve avanço. Os embarques totalizaram 1,33 mil unidades, alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O cenário reforça a tendência de aumento da participação de máquinas estrangeiras no mercado brasileiro.

IstoÉ Dinheiro - SP   17/04/2026

As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O valor é recorde para o período, segundo o ministério. O valor é 0,9% superior ao obtido nos primeiros três meses do ano anterior, o equivalente a uma alta de US$ 342 milhões ante os US$ 37,74 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025. O setor representou 46,3% dos embarques totais do País nos primeiros três meses do ano, em comparação com 49,1% de 2025.

O resultado do setor, segundo a pasta, foi impulsionado pelo aumento de 3,8% no volume de produtos comercializados no exterior, que compensou a queda de 2,8% dos preços médios dos produtos exportados.

"Entre os fatores associados ao recuo está a redução do preço médio das cotações de algumas commodities da pauta exportadora, como açúcar de cana em bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja", justificou a pasta, em nota técnica.

IstoÉ Dinheiro - SP   22/04/2026

O Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) deve recuar 4,4% neste ano, para R$ 1,416 trilhão ante R$ 1,481 trilhão registrados no ano passado, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com a confederação, a recuperação lenta dos preços dos produtos agrícolas neste ano mantém a projeção de queda do VBP.

"Esse resultado ainda reflete a combinação da redução dos preços reais na comparação com 2025, embora se verifique uma recuperação nos preços de algumas commodities agrícolas em 2026, associada a variações positivas na produção agropecuária", explicou a confederação em nota técnica.

Valor - SP   27/04/2026

Vendas recuam desde o segundo semestre do ano passado

A indústria de máquinas e equipamentos agrícolas mantém uma previsão menos otimista para o setor ao longo deste ano e teme que os números finais confirmem uma redução de 8% nas receitas líquidas, revertendo o ganho de 7,3% de 2025, avalia Pedro Estêvão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq). Mas a tendência negativa vem sendo observada, de fato, desde a segunda metade do ano passado. Segundo o executivo, o resultado final de 2025 escondeu uma diferença muito grande entre o primeiro e o segundo semestres.

As receitas chegaram a aumentar quase 20% nos seis primeiros meses de 2025, mas caíram em torno de 7% na sequência, numa reversão atribuída por Bastos principalmente à queda do dólar, o que tirou rentabilidade do agricultor. No primeiro bimestre de 2026, dado mais recente da Abimaq, a receita líquida total caiu 17% em termos reais na comparação com igual período de 2025, com tombo de 18,9% no mercado doméstico, compensado parcialmente pela alta de 8,9% nas receitas alcançadas nas exportações.

Valor - SP   28/04/2026

Avanço foi sustentado sobretudo pelo crescimento da produção agropecuária nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro avançou 12,2% em 2025 sobre o ano anterior, sustentado sobretudo pelo crescimento da produção agropecuária nacional, que também impulsionou os agrosserviços. Os números, divulgados ontem, foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo o Cepea/CNA, o PIB do agronegócio alcançou R$ 3,20 trilhões no ano passado, sendo aproximadamente R$ 2,06 trilhões no ramo agrícola e R$ 1,14 trilhão no ramo pecuário, a preços do quarto trimestre.

Com esse resultado, a participação do agronegócio na economia brasileira foi de 25,13% em 2025, acima dos 22,9% registrados no ano anterior.

CNN Brasil - SP   30/04/2026

O segmento de máquinas e implementos agrícolas apresentou retração nos principais indicadores no primeiro trimestre, segundo dados divulgados pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) em coletiva na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

"De forma geral, a gente vê um ano que foi desafiador desde o ano passado. [Março] foi um mês de resultado positivo, mas em comparação interanual tem queda", disse Pedro Estevão, presidente da CSMIA (Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas) da Abimaq.

Em março, a receita líquida total do setor somou R$ 4,78 bilhões, com queda de 15,5% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a retração foi de 16,4%. A receita no mercado interno apresentou recuo de 21,8% na comparação interanual e de 19,9% no trimestre.

O desempenho do segmento de máquinas agrícolas acompanha a redução dos investimentos produtivos observada no início de 2026, especialmente nas atividades agrícolas. No conjunto da indústria de máquinas e equipamentos, o consumo aparente recuou 11,4% no primeiro trimestre, com destaque para a queda nos investimentos no setor agropecuário.

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