FORGOT YOUR DETAILS?

Seja bem-vindo ao INDA!

DESTAQUES DA SEMANA

Importação de máquinas agrícolas cresce 42% enquanto vendas internas caem 16% em 2026

BPMoney - SP   22/10/2026

Em unidades, a comercialização de máquinas agrícolas recuou 15,8% entre janeiro e agosto de 2026, informa a AnfaveaColheitadeiras tiveram a maior retração do setor, com recuo de 39,4% no períodoNo comparativo anual, as compras externas de máquinas agrícolas subiram 42% entre janeiro e setembroTratores da China saltaram 117% em doze meses; o fornecimento de fora é puxado por China e ÍndiaFaturamento do segmento somou R$ 36,3 bilhões até agosto, queda de 22,4%, segundo a AbimaqMáquinas rodoviárias contrariam o setor e crescem 13,1% puxadas pela construção civil

Entre os meses de janeiro e agosto de 2026, as vendas de máquinas agrícolas no Brasil, medidas em unidades, recuaram 15,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, aponta levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). No caso específico das colheitadeiras, o recuo é ainda maior e chega a 39,4%.

As importações desses equipamentos, por sua vez, cresceram 42% de janeiro a setembro, pressionando ainda mais a concorrência para a produção nacional.

Essa tendência de queda já aparecia nos dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). De acordo com a entidade, no início de outubro o faturamento do segmento ligado a equipamentos para o campo chegou a R$ 36,3 bilhões entre janeiro e agosto, o que significa recuo de 22,4% na comparação com o mesmo período de 2025.

Já em junho, a associação havia apontado perda de 21,3% na receita do primeiro semestre, que ficou em R$ 26,64 bilhões.

Os dois indicadores medem recortes distintos: a Anfavea acompanha o volume de máquinas comercializadas, e a Abimaq, a receita do setor. Juntos, os dados mostram que o enfraquecimento não se limita a uma única categoria de equipamento nem a um só indicador. Colheitadeiras puxam a maior queda

Entre janeiro e agosto, segundo a Anfavea, os tratores de rodas comercializados caíram 14,1%: chegaram a 25,5 mil, ante as 29,7 mil unidades registradas no igual intervalo de 2025. No caso das colheitadeiras, o volume recuou de 2,3 mil para 1,4 mil unidades.

Esse recuo acontece em meio a taxas de juros altas e margens apertadas para quem produz no campo. Para a entidade, o nível elevado de dívidas e a menor geração de caixa afastam o agricultor da compra de máquinas zero-quilômetro.

Nas colheitadeiras, o valor elevado do investimento deixa a decisão ainda mais dependente das condições de financiamento. A Abimaq já havia alertado antes que a dívida dos produtores, combinada à influência cambial sobre as cotações das commodities, reduz a margem disponível para investir e empurra para mais tarde a troca das máquinas. China e Índia lideram as importações

Em contraste com a retração do mercado interno, a entrada de máquinas agrícolas vindas de fora subiu 42% no acumulado de janeiro a setembro na comparação com igual período de 2024, aponta levantamento de comércio exterior da Anfavea. Pelo lado oposto, o que o Brasil vendeu para fora avançou 9% nesse mesmo intervalo.

Liderando o fornecimento de tratores agrícolas, China e Índia venderam, cada uma, 5.249 unidades ao Brasil até setembro. Em doze meses, a compra de tratores chineses disparou 117%, ao passo que os de procedência indiana tiveram alta de 11%.

Boa parte do crescimento chinês vem das máquinas de menor potência: entre as importações registradas até setembro, cerca de 90% não passavam de 100 cavalos. Na faixa entre 50 e 100 cavalos, por exemplo, somaram-se 6.412 unidades, um aumento de 56% ante igual período de 2025. Chineses avançam em licitações públicas

Outro aspecto destacado pela Anfavea é o peso dos equipamentos chineses nas compras públicas. A partir dos dados do Portal Nacional de Contratações Públicas, a entidade constatou que, durante 2025, os produtos originários da China responderam por 33,5% das máquinas autopropulsadas que passaram por licitação no país e por 26% dos valores envolvidos.

No total, foram avaliados 10.603 itens, que chegaram a R$ 3,7 bilhões.

No caso dos tratores agrícolas, do total de 3.318 unidades licitadas, 65% vieram de fora. Já em segmentos como retroescavadeiras e escavadeiras hidráulicas, a fabricação nacional teve maior participação, respondendo por 84% e 86%, respectivamente.

Ou seja, a fatia de importados oscila de acordo com o tipo de equipamento, sendo mais expressiva exatamente entre os tratores agrícolas. Custos pressionam os fabricantes

Além do mercado enfraquecido e da concorrência externa, a Anfavea aponta que ficou mais caro o componente plástico usado na fabricação. Pelas contas da entidade, manter em 20% o imposto de importação que recai sobre polímeros e resinas plásticas, somado às medidas antidumping, pode encarecer de 4% a 7% essas peças.

Tal pressão sobre os insumos se dá num momento em que o consumo doméstico recua e cresce a participação dos produtos importados.

Tal quadro, porém, não afeta da mesma forma todas as categorias de máquinas autopropulsadas. Entre janeiro e agosto, foram vendidas 27 mil unidades de máquinas rodoviárias no país, alta de 13,1% na comparação com igual intervalo de 2024.

A Anfavea atribui esse resultado à construção civil e aos investimentos em infraestrutura, que impulsionam a procura por pás carregadeiras, motoniveladoras e escavadeiras.

Fonte: https://bpmoney.com.br/agro/importacao-maquinas-agricolas-sobe-42-vendas-internas-caem-16/

© 1970-2026 Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço | Todos os direitos reservados.

Conheça também: www.sindisider.org.br

TOP