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24 de Julho de 2025

SIDERURGIA

IstoÉ Dinheiro - SP   24/07/2025

O principal negociador tarifário do Japão, Ryosei Akazawa, disse que não há mudanças nas tarifas americanas impostas sobre o aço e alumínio, atualmente em 50%. A declaração foi dada nesta quarta-feira, 23, após o anúncio do acordo comercial entre os Estados Unidos e Japão.

Akazawa afirmou que o Japão negociou uma redução nas tarifas destinadas aos automóveis para 15%, em vez de 25%, como indicado inicialmente pelo governo dos Estados Unidos. O negociador ainda reforçou que “tomará as medidas necessárias para proteger as empresas japonesas afetadas pelas tarifas”. Fonte: Dow Jones Newswires*.

Brasil Mineral - SP   24/07/2025

A produção mundial de aço bruto caiu 5,8% em junho e 2,2% no semestre, com destaque para a queda na produção da China e da Europa, enquanto a América do Norte registrou crescimento.

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 151,4 milhões de toneladas em junho de 2025, uma queda de 5,8% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 112,9 milhões de toneladas em junho, um retrocesso de 6,2% sobre junho de 2024. Apenas a China produziu 83,2 milhões de toneladas, 9,2% a menos que em junho do ano passado, enquanto a Índia produziu 13,6 milhões de toneladas no mês, um incremento de 13,3%. Japão e Coreia do Sul produziram 6,7 milhões e 5 milhões de toneladas de aço bruto em junho, respectivamente, com decréscimos de 4,4% e 1,8%.

Os países do Bloco Europeu produziram 10,4 milhões de toneladas de aço em junho de 2025, ou 8,2% inferior que no mesmo mês de 2024, sendo que a Alemanha produziu 2,7 milhões de toneladas, um decréscimo de 15,9% sobre junho de 2024. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,3 milhões de toneladas, uma redução de 8,4% sobre junho do último ano. A Turquia produziu 2,9 milhões de toneladas, 3,5% a menos que junho do ano passado.

A África -- Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,7 milhão de toneladas de aço bruto em junho e cresceu 3%, na comparação com junho do último ano. Já os países da CIS produziram 6,7 milhões de toneladas, uma diminuição de 8,8%, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5,6 milhões de toneladas, mas caiu 7,4% no mês.

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 4,3 milhões de toneladas de aço bruto, 4,9% inferior na comparação com junho de 2024. O Irã produziu 2,2 milhões de toneladas, o que representa um decréscimo de 15,5% sobre o mesmo mês de 2024.

A produção na América do Norte cresceu 1,2% em junho de 2025, somando 8,7 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 6,9 milhões de toneladas, 4,6% a mais que em junho de 2024, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,5 milhões de toneladas, aumento de 1,3% sobre junho de 2024. A produção brasileira somou 2,8 milhões de toneladas e recuou 0,5% em junho de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No primeiro semestre de 2025, a produção global de aço bruto atingiu 934,3 milhões de toneladas e registrou queda de 2,2% em relação aos seis primeiros meses de 2024.

ADVFN - SP   24/07/2025

A Gerdau comunicou ao mercado que os fundos administrados pela SPX Gestão de Recursos passaram a deter 31.833.542 ações preferenciais da companhia, o que equivale a cerca de 5,06% do total dessa classe de papéis.

Desse volume, 401.365 ações estão alugadas por meio de operações de empréstimo, enquanto outras 9.718.009 estão vinculadas a instrumentos derivativos com liquidação exclusivamente financeira, atrelados às ações da própria Gerdau (BOV:GGBR3) (BOV:GGBR4).

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   24/07/2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 23, que a informação que chegou ao governo brasileiro é de que o País tem razão em querer sentar à mesa com os Estados Unidos para debater a sobretaxa de 50% anunciada a produtos brasileiros. Ele disse ainda que, na esteira dos acordos firmados pelos EUA com outros países nos últimos dias, “vai chegar a vez do Brasil”.

“A informação que chega é que o Brasil tem um ponto. O Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca. Daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento de lá”, afirmou.

Questionado se o governo passa a trabalhar com o cenário de início das tarifas de 50% em 1º de agosto - data anunciada pelo presidente americano Donald Trump -, Haddad citou exemplos de outros países que conseguiram negociar com os EUA.

“Nós tivemos boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Então, podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo”, argumentou. “Mas para haver acordo, precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós”, ponderou.

Ele repetiu que o Brasil “nunca saiu da mesa de negociação”. “Em nenhum momento abrimos mão de conversar. Mas para ter um acordo, precisa ter vontade recíproca. Espero que isso vá acontecer.”

O titular da Fazenda disse ainda não ver escalada política no fato de os países terem “a sua dinâmica institucional normal”. “Ninguém está escalando nada. Está todo mundo fazendo o seu trabalho”, defendeu.

“Tem algumas coisas acontecendo. Eu estou vendo que a Europa, o Japão se movimentaram, a Indonésia e as Filipinas se movimentaram, o Vietnã se movimentou”, exemplificou.

“Estão acontecendo rodadas de negociação. Vai chegar a vez do Brasil. E nós temos que estar preparados para quando sentarmos à mesa. Nós temos que expor o nosso ponto de vista com base técnica. Nós queremos um debate técnico, não queremos um debate que fuja da racionalidade”, finalizou.

Socorro a empresas

Haddad disse nesta noite que avançaram as discussões em torno do plano de contingência para socorrer as empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço norte-americano. Segundo ele, a área técnica vai apresentar os detalhes nesta quinta-feira, 24, e, provavelmente, na próxima semana as medidas serão levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“As área técnicas dos três ministérios envolvidos (Fazenda, Indústria e Comércio e Relações Exteriores) vão me apresentar amanhã os detalhes. Provavelmente semana que vem nós devemos levar para o presidente, porque amanhã e sexta-feira ele vai estar fora. Devemos marcar uma reunião para nós apresentarmos os cenários possíveis”, informou Haddad a jornalistas.

O ministro completou: “Evidentemente, isso não é uma decisão nossa; é uma decisão dele (Lula), política. Ele vai ouvir o Itamaraty, ele vai ouvir como andam os contatos lá com a nossa contraparte", disse.

CNN Brasil - SP   24/07/2025

O governo brasileiro mantém expectativas de que Donald Trump possa recuar parcialmente na aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, prevista para começar em 1º de agosto. A avaliação foi feita pela repórter e colunista da Rádio Itatiaia Edilene Lopes durante o CNN Arena. A percepção é de que a medida pode ser implementada de forma seletiva, considerando impactos inflacionários no mercado interno americano.

A análise indica que produtos alimentícios como frutas, suco de laranja e carne podem ser poupados do aumento tarifário, devido à possibilidade de causarem pressão inflacionária nos Estados Unidos. A ausência destes itens no mercado americano poderia resultar em aumentos de preços para os consumidores locais.

Em caso de confirmação das tarifas, mesmo que parcialmente, o Brasil já prepara uma resposta baseada no princípio da reciprocidade. A estratégia brasileira inclui a possibilidade de regular e taxar as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como "big techs", uma medida que já vinha sendo considerada anteriormente.

O plano de retaliação brasileiro seria implementado de forma proporcional às medidas americanas, focando especialmente em setores estratégicos para os interesses nacionais. A resposta seria calibrada para manter equivalência com as restrições impostas pelos Estados Unidos, demonstrando uma postura firme nas relações comerciais entre os dois países.

Monitor Digital - RJ   24/07/2025

Conversamos com Paulo Feldmann sobre a questão tarifária envolvendo Brasil e Estados Unidos. Feldman é economista e professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo).

Caso não haja uma negociação entre os dois países ou uma prorrogação de prazo por parte dos Estados Unidos, a tarifa de importação adicional de 50% sobre produtos brasileiros entrará em vigor no dia 1º de agosto, sexta-feira da próxima semana.
Qual a sua avaliação sobre o desenrolar da questão tarifária envolvendo Brasil e Estados Unidos?

Aparentemente, o presidente Donald Trump vem sendo mal assessorado pela sua equipe econômica, pois ele já deveria ter sido alertado que as super tarifas vão aumentar os preços dos produtos dentro dos Estados Unidos. Além disso, os Estados Unidos vão ter que trocar boa parte dos seus fornecedores brasileiros, pois eles terão muitas dificuldades para colocar os seus produtos no mercado americano com uma tarifa de importação adicional de 50%. O problema é que os novos fornecedores não vão ser mais baratos que os brasileiros, que são muito competitivos, principalmente no setor agropecuário.

Muitas pessoas, que conhecem o presidente Trump, acham que ele está blefando para poder negociar, o que já aconteceu com outros países. O problema é que mesmo que se chegue a uma tarifa de 20%, 30%, os produtos brasileiros deixarão de ser competitivos. Cabe ressaltar que, como o setor agropecuário foi pego de surpresa, e os seus produtos precisam de um tempo de maturação, se essa tarifa entrar em vigor, o segundo semestre estará perdido. É por isso que o agro deveria aproveitar esse período para buscar novos mercados, da mesma forma que a mineração brasileira, que também é competitiva, principalmente em minério de ferro.

O problema é que, mesmo que se chegue a uma negociação interessante, nós já tivemos um grande impacto na nossa economia, pois as empresas suspenderam investimentos e o dólar se valorizou, e pode se valorizar ainda mais dependendo do resultado da negociação, sendo que com a desvalorização do real, os produtos importados, principalmente os produtos industriais manufaturados, ficam mais caros.

Como essa será uma negociação difícil, já que Trump possui uma série de restrições políticas ao Brasil, eu não consigo ver um bom cenário para os dois países. O ano vai terminar mal, com inflação crescente e desemprego aumentando. Como Trump ainda tem três anos de mandato, talvez ele consiga fazer algo para melhorar a situação dos Estados Unidos, apesar de não poder concorrer à reeleição, mas no caso do presidente Lula, que concorrerá à reeleição em 2026, uma economia muito ruim pode ser um sério problema.
Com o início da aplicação da tarifa de importação adicional previsto para 1º de agosto, como você tem visto a condução desse assunto por parte do governo brasileiro?

Em um primeiro momento, o presidente Lula falou em retaliação, mas o governo já mudou o discurso. Por exemplo, essa é uma palavra que nunca foi utilizada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pois ela poderia estimular o presidente Trump a tomar medidas ainda mais duras. Diga-se de passagem, a escolha do vice-presidente Alckmin para liderar essa negociação foi muito boa, pois ele é uma pessoa bastante ponderada, sensata e pouco emocional, além de possuir um trânsito muito bom entre os empresários, principalmente os paulistas, cujo estado será o mais afetado. Isso porque, além de São Paulo ser responsável por quase 50% das exportações para os Estados Unidos, a Embraer fica no Estado.

Um ponto importante é que estamos lidando com Trump, que não é uma pessoa convencional. É por isso que nós temos que esperar tudo, inclusive a tarifa adicional de 50%, o que seria uma desmoralização para os negociadores brasileiros, mas acredito que esse cenário seja pouco provável. O mais provável é que tenhamos uma tarifa entre 25% e 30%, sendo que esse cenário não é bom para os produtos agropecuários e para os produtos industriais, principalmente.

O que não podemos nos esquecer é que o Brasil foi o único país onde Trump colocou uma questão política na negociação: a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. É por isso que fica muito difícil fazer uma previsão. Independente disso, como os empresários norte-americanos serão os maiores prejudicados, eu acredito que eles vão fazer lobby junto ao presidente americano para que ele não crie dificuldades para o Brasil.
Se a balança é levemente superavitária para os Estados Unidos, o que incomoda os americanos na relação comercial com o Brasil?

O que está por trás de toda essa negociação é a situação do ex-presidente Bolsonaro. Repare que Trump não ataca Lula, e sim o ministro Alexandre de Moraes. Como Trump quer aumentar o bloco de países de direita, para ele é importante ter Bolsonaro no poder. Inclusive, essa questão pode fazer com que Trump tome medidas completamente irracionais.
O Brasil é um país fechado a produtos estrangeiros?

Nos últimos anos, as taxas de importação foram reduzidas de forma gradativa. Atualmente, elas estão um pouco acima da média da OCDE. Ainda há espaço para baixá-las, mas eu não creio que o Brasil possa ser considerado fechado para importações por conta disso. Apesar dos pesares, o país possui um grande volume de importações, principalmente de produtos industrializados. Veja o volume de vendas da China para o Brasil. É por isso que eu não concordo com essa afirmação de que o Brasil é fechado.

Eventualmente, o Brasil fecha alguns segmentos por um tempo para proteger a indústria local, da mesma forma como fez com sucesso entre as décadas de 1950 e 1980, mas, de uma forma geral, as tarifas brasileiras de importação vêm sendo reduzidas. Para que o Brasil fosse mais competitivo, seria preciso resolver os problemas do seu ambiente de negócios, já que a energia elétrica e o transporte são muito caros, a mão de obra é pouco qualificada e a carga tributária é muito alta. Se todas essas questões fossem resolvidas, nós seríamos mais competitivos e importaríamos menos.

Além da crítica de que o Brasil é fechado ser infundada, ela é feita por quem quer forçar o país a abrir o mercado justamente para que possa colocar os seus produtos aqui.
O que o Brasil pode fazer para resolver essa situação?

Por causa do componente político, essa é uma questão dificílima de ser resolvida, mas nós temos que lembrar que os principais prejudicados por essa tarifa de importação adicional de 50% serão os empresários americanos. Os empresários brasileiros deveriam procurá-los o quanto antes para combinar uma estratégia comum, principalmente os empresários brasileiros do setor agropecuário.

Veja o exemplo do suco de laranja. As empresas brasileiras vendem suco de laranja in natura para as empresas americanas, que embalam, colocam uma marca e vendem para os supermercados americanos. Com isso, elas ganham mais dinheiro do que as próprias empresas brasileiras, que vendem o suco in natura. Vale comentar que isso é uma grande incompetência da nossa parte. Como essas empresas americanas não vão conseguir comprar o suco de laranja in natura das empresas brasileiras, elas vão quebrar.

Como isso também vai acontecer em vários outros segmentos, o Brasil precisa se aproximar dos empresários americanos, tanto no caso da agropecuária quanto da manufatura. Contudo, por mais que essa seja a principal recomendação, nós não temos muito tempo para isso. Outro ponto é evitar o conflito para não fechar a porta de uma vez.

O Estado de S.Paulo - SP   24/07/2025

O dia 1º de agosto (mês do desgosto) está logo aí e, até lá, não há muito o que fazer para enfrentar a barbaridade do tarifaço do presidente Donald Trump.

Não há abertura para negociação comercial, até porque a questão de fundo não é comercial, é política. Nem mesmo a primeira carta do presidente Lula, enviada por ocasião do anúncio do tarifaço anterior, de 10%, mereceu resposta. Quem recebeu uma carta especial de Trump, com apoio e tudo mais, foi o ex-presidente Bolsonaro. A revogação dos vistos dos ministros do STF é outra demonstração de que o Brasil está sendo castigado para livrar a cara de Bolsonaro.

Há outras alegações para a pancada, todas políticas: de que o presidente Lula vem provocando o império com acenos ao inimigo Irã, ou que está empurrando os países membros do Brics a escantear o dólar como moeda para liquidação de contas entre eles.

Como Trump é dado a “recuetas”, há quem espere uma redução do tarifaço, fixado em 50% sobre todas as exportações do Brasil aos Estados Unidos. Mas é melhor não contar com isso. Mesmo o simples adiamento da entrada em vigor das novas alíquotas parece pouco provável, porque não resolve o problema principal, apenas mantém suspensa a espada de Dâmocles.

Um revide de qualquer natureza, já cogitado com base na Lei da Reciprocidade, é mais do que contraindicado. Pode atiçar novas vinganças, dado o telhado de vidro que tem o Brasil.

Uma das tentativas ensaiadas pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, é coordenar as empresas importadoras de produtos brasileiros para pressionar o governo Trump, sob o argumento de que o tarifaço desarticula seus negócios e, além disso, produz inflação sobre a cesta básica dos Estados Unidos, na medida em que encarece o café, o suco de laranja, a carne e os pescados. Pode-se tentar por aí, mas parece difícil que funcione, dada a natureza política do problema.

Já deu para ver que as autoridades dos Estados Unidos inventarão quaisquer pretextos para continuar bombardeando a economia brasileira: pode ser pelo sucesso do Pix, por vendas de produtos pirateados na rua 25 de Março ou pela suposta falta de empenho do presidente Lula em desenvolver a produção de terras raras.

O governo Lula parece ter começado a aceitar o pior – que é a perda de 2% do PIB em receitas de exportação para os Estados Unidos. Já avisou que os setores mais prejudicados terão ajuda para compensar os estragos.

Mas há o que pode e deve ser feito aqui. Primeiramente, fortalecer a economia, especialmente na área fiscal, para reduzir a vulnerabilidade em relação à dívida pública, à inflação e ao alto custo do crédito provocado pelos juros elevados. Outra frente de trabalho deve ser o fechamento de novos acordos comerciais e a diversificação dos destinos das exportações, a fim de reduzir a dependência das receitas vindas dos Estados Unidos.

No mais, nada afastará definitivamente o mundaréu de incertezas. Trump já disse que distribui maldades “porque quer e porque pode”.

Monitor Digital - RJ   24/07/2025

As empresas multinacionais continuarão a aumentar seus investimentos no mercado chinês, impulsionadas pelo cenário próspero de novas forças produtivas de qualidade, por um ecossistema de inovação vibrante e pelo avanço constante de um mercado nacional unificado, afirmaram executivos de empresas estrangeiras.

Segundo eles, à medida que a China entra em uma nova era de crescimento impulsionado pela inovação e acelera a criação de um mercado nacional unificado, investidores globais estão dando cada vez mais ênfase a áreas como transformação digital, otimização da cadeia de suprimentos, manufatura de ponta, inovação personalizada e crescimento sustentável.

A construção de um mercado nacional unificado é essencial para liberar o potencial da demanda interna, facilitar o fluxo eficiente de bens e fatores, melhorar a alocação de recursos e aproveitar plenamente as vantagens industriais e de demanda do mercado, de acordo com informações divulgadas pelo Departamento de Pesquisa do Conselho de Estado, o gabinete da China.

Atraída pelo promissor potencial de crescimento do mercado nacional unificado da China e pelas robustas capacidades de inovação do país, a empresa de tecnologia suíça ABB Group planeja fortalecer ainda mais sua presença na China, o maior mercado de robótica do mundo, por meio de uma série de inovações impulsionadas pela inteligência artificial e lançamentos de novos produtos nos próximos anos.

“Vamos ampliar nosso portfólio de produtos para atender melhor às demandas em rápida mudança do segmento de robótica de nível médio da China, bem como setores emergentes, incluindo eletrônicos, saúde, logística e construção”, disse Marc Segura, presidente da divisão de robótica da ABB.

Com sede em Zurique, o grupo lançou três novos robôs na China no início de julho. Esses novos produtos, manufaturados em sua fábrica de robôs de US$ 150 milhões em Shanghai, atendem a uma ampla gama de necessidades de automação em setores de alto crescimento, incluindo eletrônicos, bens de consumo e indústrias em geral.

A China é o maior mercado da ABB para entregas de robótica e mais de 90% dos robôs da ABB para clientes chineses agora são fabricados localmente. Este ano, a proporção de fornecedores domésticos de robótica da ABB na China deve chegar a cerca de 80%, estabelecendo efetivamente uma cadeia de suprimentos doméstica de ciclo fechado no país.

Com oito fábricas e um centro de inovação em toda a China, a empresa Eastman Chemical Co, fabricante de materiais especiais com sede nos Estados Unidos, lançou duas novas linhas em sua fábrica em Dalian, na Província de Liaoning, em junho, para aumentar a produção de seus produtos de películas automotivas.

Essa medida desempenhará um papel fundamental no apoio à crescente procura de películas para janelas de automóveis e produtos de proteção de pintura na China e em toda a Ásia, informou a empresa.

“Em comparação com outros mercados, o ritmo da inovação e da transformação do modelo de negócios na China é significativamente mais rápido, especialmente na esfera digital. Os consumidores chineses estão entre os mais experientes em tecnologia digital do mundo, o que impulsiona a inovação contínua de nossas equipes”, destacou Brad Lich, vice-presidente executivo e diretor comercial da Eastman.

De janeiro a maio, o uso real do investimento estrangeiro direto (IED) nas indústrias de alta tecnologia da China atingiu 109,04 bilhões de yuans (US$ 14,96 bilhões), de acordo com dados emitidos pelo Ministério do Comércio chinês.

O IED na fabricação de equipamentos aeroespaciais subiu 74,9% em relação ao ano anterior, enquanto o IED no setor de fabricação de produtos químicos e farmacêuticos cresceu 59,2% anualmente.

Infomoney - SP   24/07/2025

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse esperar avançar em questões maiores durante negociações comerciais com a China, considerando que ambos os países estão em uma “boa posição” no momento. “Podemos conseguir um grande e lindo reequilíbrio com a China”, afirmou, em entrevista à Bloomberg TV nesta quarta-feira, 23, acrescentando que o prazo final para um acordo pode ser estendido em mais 90 dias, se necessário.

Bessent defendeu que a potência asiática precisa reestruturar sua economia para ser mais “consumidora”, reduzindo a participação de aproximadamente 30% na indústria global. “Não é sustentável”, disse.

O secretário do Tesouro disse que pretende restabelecer acordo de compras com a China para equilibrar a relação em diversas áreas, como agricultura e ovos. Ao ser questionado, Bessent apontou que os chineses cumpriram um acordo semelhante no primeiro mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, que, segundo ele, somente deixou de ser cumprido na gestão de Joe Biden. “O importante é que estamos de volta nas negociações”, ressaltou.
Bessent negou ter informações sobre datas para uma possível visita de Trump ao presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, afirmando que não sabe a agenda do republicano após setembro. “Sei que Xi convidou Trump e que eles têm relação fantástica”, disse.

O secretário americano também descartou a ideia de que os Estados Unidos buscam desacoplar completamente sua economia da China, mas querem reduzir riscos das cadeias de oferta, e minimizou preocupações sobre a retomada de exportações de semicondutores. “O H20 não é o chip mais avançado da Nvidia, não acredito que teremos problemas”, respondeu, ao ser questionado se a decisão pode representar riscos para a segurança nacional.

Bessent afirmou que pretende endereçar outras questões nas negociações, incluindo a decisão da China de impedir as saídas de um banqueiro americano do Wells Fargo e de um funcionário do Departamento do Comércio do país. “Posso dizer que isso não trará nenhuma vantagem comigo”, disse. Entre outros temas, o secretário também pretende falar sobre as compras chinesas de petróleo da Rússia e do Irã.

Exame - SP   24/07/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 23, que só irá abaixar as tarifas impostas aos países caso eles concordem em abrir o mercado para os EUA. A postagem de Trump em seu perfil no TruthSocial acontece um dia depois de o presidente anunciar um acordo com o Japão, e não cita nominalmente nenhum outro país.

"Eu só vou reduzir as tarifas se um país concordar em abrir seu mercado. Se não, tarifas muito mais altas! Os mercados do Japão estão agora abertos (pela primeira vez na história!). As empresas dos EUA vão crescer", escreveu o presidente.

Ibovespa abre em queda de 0,2% de olho em balanços nos EUA e acordos de TrumpO que está na mesa de Trump na questão big techs e tarifas contra o Brasil?Lula sanciona reserva de 30% das vagas para mulheres em conselhos de administração de estatais

Brasil tenta evitar tarifas de Trump

O Brasil segue tentando impedir a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. As taxas, que incidem sobre itens como aço, café e aeronaves, estão previstas para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025. Até o momento, não houve avanço significativo nas negociações, e o governo brasileiro já reconheceu a possibilidade de não conseguir um acordo a tempo.

Apesar dos esforços diplomáticos, o Brasil tem buscado apoio internacional, criticando as tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde recebeu o respaldo de cerca de 40 países, incluindo grandes parceiros como a União Europeia, China e Rússia. O governo brasileiro argumenta que as medidas de Trump são uma tentativa de interferência nos assuntos internos do país, além de violar as normas do comércio internacional.

Trump anuncia acordo com Japão

O acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão, anunciado na terça-feira, 22, trouxe uma redução significativa nas tarifas sobre produtos japoneses, especialmente no setor automotivo. A tarifa foi ajustada para 15% sobre a maioria dos produtos, incluindo automóveis, que anteriormente enfrentavam uma ameaça de 25%. Em contrapartida, o Japão se comprometeu a investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, com foco em setores estratégicos como farmacêuticos e semicondutores.

O Japão também concordou em aumentar suas importações de produtos agrícolas americanos, como arroz e caminhões, oferecendo mais acesso ao seu mercado doméstico para os exportadores dos EUA. No entanto, as tarifas sobre aço e alumínio permanecem inalteradas, com uma taxa de 25% ainda aplicada.

O acordo foi amplamente visto como uma vitória para o Japão, que conseguiu evitar tarifas ainda mais altas, especialmente no setor automotivo, e ajudou a estabilizar as cadeias produtivas de ambos os países. O mercado financeiro reagiu positivamente, com as ações das montadoras japonesas subindo após o anúncio.

Money Times - SP   24/07/2025

O mercado já está convencido de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic estável no patamar de 15% na reunião da semana que vem — as Opções de Copom mostram que as apostas em uma manutenção da taxa valem R$ 93,10. O que deve ficar no centro das atenções são a mensagem e o tom da comunicação do Banco Central (BC).

A Warren Investimentos espera que os diretores mantenham um discurso “prudente”, reiterando a necessidade de observar os efeitos defasados da política monetária e a importância de manter os juros em nível restritivo por tempo prolongado. A estratégia é reforçar o compromisso com a convergência da inflação para o centro da meta.

“A ata da reunião anterior já havia deixado claro que o Comitê considera o nível atual suficientemente contracionista e que os efeitos do aperto monetário — rápido e intenso — ainda estão em curso”, dizem os especialistas da casa.

Desde a última reunião, os dados de atividade mostraram sinais mais claros de moderação, enquanto os indicadores de inflação apresentaram melhora — especialmente os núcleos, com dinâmica e composição mais favoráveis.

A Warren pontua que é natural que o mercado já discuta quando o BC estará em condições de cortar a Selic e, nesse contexto, alguma orientação futura na comunicação da próxima semana, ainda que sutil, seria bem-vinda. No entanto, eles acreditam que só haverá espaço para cortes após o primeiro trimestre de 2026.

Os especialistas afirmam ainda que a conjuntura internacional e o cenário fiscal devem seguir no radar. ” O Copom pode abordar em seu balanço os riscos relacionados às novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos, inclusive contra o Brasil, destacando incertezas sobre seus efeitos em inflação, atividade e câmbio“, observam.

No campo fiscal, a expectativa é de manutenção do diagnóstico da ata passada, com ênfase nos desafios estruturais do orçamento e na importância da redução de gastos tributários para a sustentabilidade da dívida.

MINERAÇÃO

Valor - SP   24/07/2025

Contratos para setembro, os mais líquidos, fecharam cotados a US$ 113,1 por tonelada.

Após dez pregões consecutivos de alta, os futuros do minério de ferro caíram provavelmente devido à realização de lucros, segundo os analistas da China Galaxy Futures, citados pela Dow Jones Newswires.

A construção de uma usina hidrelétrica maior que a Três Gargantas e a intenção de Pequim de reduzir a capacidade excedente ainda carregam o sentimento otimista dos investidores, o que pode levar o preço da commodity a oscilar em alta.

Os contratos do minério para setembro, os mais líquidos, fecharam em baixa de 0,61% na Bolsa de Dalian, para 812 yuan (US$ 113,1) a tonelada.

Infomoney - SP   24/07/2025

Na avaliação do Bradeco BBI, a Vale apresentou mais um ótimo conjunto de resultados operacionais, com a produção de iodetos de níquel no Sistema Norte atingindo o maior nível de produção no segundo trimestre desde 2021.

Produção de minério de ferro da Vale (VALE3) soma 83,6 mi t no 2º tri, alta de 3,7%

As vendas da mineradora, por sua vez, caíram 3,1% na mesma comparação, para 77,3 milhões de toneladas

Apesar da queda em relação ao ano anterior nas vendas de iodetos de níquel e pelotas, o BBI observa que isso está em linha com a estratégia da Vale de direcionar mais volumes para se concentrar na China.
Em relação aos metais básicos, a mineradora também apresentou forte desempenho, com a produção de níquel e cobre atingindo a maior produção no segundo trimestre desde 2021 e 2019, respectivamente.

O BBI apontou que esperava uma reação neutra do mercado a esses resultados, pois eles reforçam a estimativa de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para o segundo trimestre de US$ 3,2 bilhões (1% menor no trimestre e 20% em relação ao ano anterior —com resultados a serem divulgados em 31 de julho). No fim da manhã, os ativos VALE3 tinham leve alta nesta quarta-feira (23).

Dessa forma, o BBI manteve recomendação de compra para Vale.

O JPMorgan classificou como ligeiramente positiva a prévia operacional da Vale, destacando que as vendas de minério de ferro no trimestre, de 77,3 milhões de toneladas, superaram suas estimativas em 4,1%, apesar de uma queda anual de 3,1%. Para o banco, o desempenho reforça a estratégia de otimização do portfólio da companhia, com foco no direcionamento de minério para a China — movimento que resultou em prazos de entrega mais longos e reconstrução de estoques ao longo do trimestre.

Na contramão das vendas, a produção de minério avançou 3,7% na comparação anual, impulsionada tanto pelo aumento da produção própria da Vale quanto pelas compras de terceiros.

Nos metais básicos, o desempenho também foi sólido, com vendas de cobre e níquel superando as projeções do JPMorgan. A produção de cobre subiu 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentada por operações mais fortes no Brasil e no Canadá. Já a produção de níquel avançou 44,4% no mesmo intervalo, refletindo ganhos de produtividade e maior produção nas minas.

O JPMorgan reiterou classificação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 86.

Na mesma linha BBI e JPMorgan, o BTG Pactual avaliou como levemente positivos os dados operacionais da Vale no segundo trimestre de 2025, com produção de minério de ferro 2% acima da expectativa, impulsionada por Brucutu e S11D. No entanto, os embarques recuaram 3% na comparação anual e a produção de pelotas caiu 16%, refletindo a estratégia da companhia de priorizar produtos de média qualidade.

Apesar dos avanços microeconômicos e da melhora na governança, o banco segue com visão conservadora sobre a ação, citando fundamentos fracos para o minério, demanda chinesa incerta e perspectiva de preços em queda. Com isso, manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 65.

Os números operacionais também vieram, em sua maioria, levemente acima das estimativas da Genial, mas ainda assim, não sendo suficiente para alterar a trajetória de uma narrativa fraca para o trimestre.

A equipe da Genial Investimentos avalia que a recente valorização das ações da Vale — alta de 6% em dois dias — foi impulsionada pela notícia da construção da maior hidrelétrica do mundo no leste do planalto tibetano, anunciada oficialmente no sábado (19). Apesar da magnitude do projeto, com CAPEX estimado em US$ 170 bilhões, a corretora considera que o alívio no sentimento negativo do mercado deve ser interpretado com cautela.

Na visão da casa, o impacto real sobre a demanda por aço — e, consequentemente, por minério de ferro — será bastante limitado no curto e médio prazo.

Embora o projeto tenha impulsionado os preços do minério em cerca de 3% no contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian, a Genial avalia que o efeito sobre os fundamentos é marginal. Parte do mercado pode estar antecipando um movimento mais forte do governo chinês para estimular a economia via grandes obras de infraestrutura, como forma de compensar a fraqueza do setor imobiliário. Ainda assim, na avaliação da gestora, o movimento recente tem caráter especulativo e não altera o cenário de excesso de oferta de minério de ferro.

Já o Morgan Stanley pontua que os números operacionais sugerem que o EBITDA do 2T25 pode ficar em linha com sua estimativa de US$ 3,15 bilhões, principalmente devido à redução nas remessas de pelotas, níquel e cobre, aliada à queda no preço realizado do cobre.

Segundo o BBA, as vendas superaram levemente as expectativas, mas com um mix mais fraco, refletido pela menor participação de pelotas. O preço realizado do minério ficou em US$ 85,1 por tonelada, ligeiramente acima da projeção de US$ 84,6 por tonelada, mas ainda com queda de 6% no trimestre e de 13% na comparação anual. Já o preço das pelotas foi de US$ 134,1 por tonelada, 3% abaixo da estimativa do BBA.

O BBA destacou que o desempenho operacional foi impactado por uma perda de massa de 4,3 milhões de toneladas no processo de pelotização, concentração e mudanças na umidade, além de um aumento de 2 milhões de toneladas nos estoques.

O BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de US$ 13 por ADR.

A XP Investimentos, por sua vez, considera os números da Vale como neutros, reforçando a flexibilidade do portfólio da mineradora, com um atual ambiente de mercado fraco para prêmios (especialmente na China) implicando em uma aceleração das vendas de produtos de menor valor agregado ante produtos de maior qualidade.

Nesse sentido, embora a Vale deva naturalmente se beneficiar de um cenário com prêmios mais altos, a XP vê sua diversificação de portfólio ajudando-a a otimizar as vendas sempre que as condições comerciais estiverem abaixo do ideal.

A Ativa Investimentos também classificou os dados operacionais como neutros e destacou que não alteração suas expectativas em torno da tese de investimento. Com isso, reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 65.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   24/07/2025

Acordo coloca em desvantagem as montadoras sediadas nos EUA com instalações no Canadá e no México.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou um acordo comercial com o Japão. É uma ótima notícia para a indústria automobilística japonesa. No entanto, não é uma vitória para a Ford e a General Motors (GM). Na verdade, é um resultado assustador para a indústria automobilística americana.

Na terça-feira, Trump anunciou detalhes do acordo. “O Japão investirá, sob minha orientação, US$ 550 bilhões nos Estados Unidos. Este acordo criará centenas de milhares de empregos”, escreveu, em uma postagem na Truth Social. “O Japão pagará tarifas recíprocas aos EUA de 15%.”

A taxa de 15%, no entanto, também se aplica a carros e peças de automóveis, segundo pessoas familiarizadas com o acordo. Isso significa que é mais barato para o Japão importar carros para os EUA do que para a Ford ou a GM importarem veículos de suas fábricas no México. Os EUA estão cobrando 25% sobre essas importações, como parte das tarifas setoriais de Trump sobre a indústria automobilística.

O acordo comercial com o Japão simultaneamente reduz os custos para as montadoras japonesas, e a pressão para que elas construam mais carros nos EUA, ao mesmo tempo em que coloca em desvantagem as montadoras sediadas nos EUA com instalações no Canadá e no México.

Ford e GM não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

O acordo com o Japão também torna a vida mais difícil para os investidores, que agora precisam entender como o acordo de cada país impacta as tarifas setoriais anunciadas anteriormente.

As ações da Toyota dispararam 14,3% na Bolsa de Tóquio. As ações da Honda subiram 11,2% e Nissan avançou 8,28%. Já as ações da Ford e da GM sobem apenas 0,3% e 2,5%, respectivamente, no pré-mercado da Bolsa de Nova York (Nyse).

A ação da GM parece estar se recuperando após sua recente divulgação de resultados. Na terça-feira, as ações caíram 8,1%, apesar de a empresa ter lucro do segundo trimestre melhor do que o esperado. Os investidores também podem estar esperando por um acordo semelhante com a Coreia do Sul, já que a GM importa carros daquele país, e tarifas mais baixas sobre esses veículos seriam um grande benefício para a montadora.

O Mecânico - SP   24/07/2025

A Toyota anunciou que irá desativar sua fábrica de Indaiatuba (SP) até o final de 2026, encerrando um ciclo de quase três décadas de produção do Corolla nacional na unidade. A mudança faz parte de um plano de investimento de R$ 11 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos, focado na modernização industrial, ampliação da capacidade produtiva e nacionalização de veículos eletrificados.

Inaugurada em 1998 (embora a obra tenha começado em 1996), a planta de Indaiatuba foi a primeira fábrica da Toyota no Brasil dedicada exclusivamente à produção de automóveis. Com capacidade instalada para 74 mil unidades por ano, a unidade produziu todas as gerações do Corolla vendidas no país desde então. No entanto, seus processos de estamparia, soldagem, pintura e montagem final seguem padrões da década de 1990, o que tornaria a atualização para tecnologias mais modernas economicamente inviável.

Nova fase em Sorocaba

A Toyota optou por centralizar suas operações em Sorocaba, onde já fabrica os modelos Yaris hatch e sedã, Corolla Cross e, em breve, o Yaris Cross. Como parte do novo ciclo de investimentos, a empresa está construindo uma nova planta vizinha à atual, com 160 mil m² de área construída, que abrigará a futura produção do Corolla nacional renovado e de um segundo modelo ainda não revelado.

Esse novo modelo poderá ser uma picape monobloco com motorização híbrida, posicionada abaixo da Hilux, para disputar mercado com Fiat Toro, Ford Maverick e RAM Rampage. A Toyota não confirma oficialmente, mas fornecedores e fontes do setor indicam que o projeto já está em estágio avançado de desenvolvimento, com produção nacional prevista para 2026.

Transição e força de trabalho

O plano da montadora inclui uma transição gradual. A produção do Corolla será encerrada em Indaiatuba ao longo de 2025 e iniciada em Sorocaba, inicialmente em volumes reduzidos. A Toyota também já iniciou a contratação e treinamento de novos colaboradores, com parte da equipe atual de Indaiatuba sendo realocada para a nova linha de produção. Cerca de 550 funcionários já foram empregados e uma parte não revelada irá para Sorocaba para atuar na nova unidade.

A modernização de Sorocaba segue os padrões globais de manufatura da Toyota, com foco em eficiência energética, digitalização de processos e maior flexibilidade para veículos eletrificados. A unificação da produção em um único polo industrial também permitirá reduzir custos logísticos e operacionais, além de facilitar a adoção de tecnologias mais limpas e conectadas.

Valor - SP   24/07/2025

As ações da Tesla caíram quase 5% após a declaração do empresário, feita durante a teleconferência de resultados trimestrais da montadora.

Nesta quarta-feira (23), o empresário Elon Musk afirmou que os cortes do governo dos Estados Unidos no apoio às montadoras de veículos elétricos podem levar a “alguns trimestres difíceis” para a Tesla antes que uma nova onda de receita, vinda do software de direção autônoma e serviços, comece no final do próximo ano.

As ações da empresa caíram quase 5% após a declaração de Musk, feita durante a teleconferência de resultados trimestrais, ao responder a perguntas sobre as novas políticas do governo na administração do presidente Donald Trump.

A fabricante de carros elétricos registrou sua pior queda trimestral em vendas em mais de uma década e teve lucros abaixo das expectativas de Wall Street, embora a margem de lucro na fabricação de veículos tenha superado os temores.

Musk, por sua vez, está apostando na direção autônoma tanto para veículos particulares quanto para robotáxis, cuja produção em escala está prevista para o ano que vem.

Aposta em modelo mais barato

Enquanto isso, a Tesla trabalha num carro mais barato. O diretor financeiro, Vaibhav Taneja, afirmou que a produção desse modelo mais acessível começará a aumentar no próximo trimestre, mas de forma mais lenta do que o esperado inicialmente. Algumas unidades já foram produzidas até o fim de junho.

A empresa, no entanto, não atualizou sua previsão de entregas para o ano inteiro, citando incertezas econômicas e o cronograma do novo modelo.

“Os resultados decepcionantes da Tesla não são uma surpresa, dado o caminho turbulento que a empresa percorreu recentemente”, disse Jacob Bourne, analista da eMarketer. “Um modelo realmente acessível pode atingir em cheio o objetivo de impulsionar as vendas, se for bem posicionado sem canibalizar os modelos mais caros."

A receita caiu pelo segundo trimestre consecutivo, com retração de 12%, mesmo após o lançamento da versão atualizada do SUV Model Y, o carro mais vendido da marca, que investidores esperavam que ajudasse a reaquecer a demanda.

A queda de 51% na venda de créditos regulatórios automotivos — comprados por outras montadoras para compensar emissões — também prejudicou a receita e os lucros. A receita caiu para US$ 22,5 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 25,5 bilhões no mesmo período do ano passado, ficando ligeiramente abaixo das estimativas compiladas pela LSEG.

O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,40, abaixo do consenso de Wall Street. A margem bruta do setor automotivo, excluindo os créditos, ficou em 14,96%, acima das estimativas, ajudada por redução no custo por veículo.

Preços e margens são pontos críticos no momento em que a Tesla enfrenta queda na demanda e menos apoio governamental. As entregas globais da empresa caíram 13,5% no segundo trimestre, e o governo dos EUA vai cortar os créditos fiscais de US$ 7.500 para compradores de veículos elétricos ainda este ano.

“Provavelmente teremos alguns trimestres difíceis”, disse Musk, ao ser questionado sobre os créditos. “Não estou dizendo que teremos, mas poderíamos ter — no quarto trimestre, no primeiro, talvez no segundo trimestre do próximo ano. Mas uma vez que a direção autônoma esteja disponível em escala, na segunda metade do ano que vem — certamente até o fim do ano que vem —, eu ficaria surpreso se a economia da Tesla não fosse muito atraente.”

A Tesla havia dito em abril que começaria a produzir o modelo mais acessível até o fim do primeiro semestre, mas fontes disseram à Reuters que o carro — uma versão simplificada do Model Y — teria seu lançamento adiado por alguns meses.

Nesta quarta-feira, a empresa não divulgou detalhes sobre o novo modelo, como número de unidades produzidas ou faixa de preço. Ao ser questionado sobre a aparência do carro, Musk respondeu: “É só um Model Y”, brincando que havia “deixado escapar o segredo”.

Direção autônoma

A linha de veículos da Tesla está relativamente envelhecida, apesar da recente atualização do Model Y, e enfrenta concorrência crescente de elétricos mais baratos, especialmente da China, além de uma reação negativa constante às posições políticas ultraconservadoras de Musk. A empresa afirmou ainda que segue com planos de iniciar a produção em escala do robotáxi personalizado — chamado de Cybercab — e do caminhão Semi em 2026.

Grande parte da avaliação de mais de US$ 1 trilhão da empresa está atrelada à aposta no serviço de robotáxis — um pequeno teste foi iniciado em Austin, Texas, no mês passado com cerca de uma dúzia de Model Y — e no desenvolvimento de robôs humanoides.

“Direção autônoma é a grande história aqui”, disse Musk na conferência, detalhando planos para lançar o serviço de transporte autônomo para cerca de metade da população dos EUA até o final deste ano.

A Tesla está buscando aprovação regulatória para os robotáxis nas regiões da Baía de São Francisco, Nevada, Arizona, Flórida e outros Estados, segundo Musk.

Ele acrescentou que a empresa está próxima de obter aprovação para seu sistema de direção assistida Full Self-Driving na Holanda. Segundo Musk, o negócio de robotáxis deve começar a impactar os resultados financeiros da empresa de forma significativa por volta do fim de 2025.

Investidores também estão preocupados com a capacidade de Musk de se dedicar integralmente à Tesla, após ele bater de frente com Trump ao formar um novo partido político neste mês. Musk havia prometido, semanas antes, que deixaria de lado a política para se concentrar em suas empresas.

A saída de diversos executivos importantes — incluindo um dos mais antigos e próximos de Musk, que liderava vendas e manufatura na América do Norte e Europa — também alimenta as incertezas.

Valor - SP   24/07/2025

Ainda assim, o relatório não apresentou novas bombas e a empresa afirmou que continua avançando com os planos de robotáxis e veículos acessíveis.

A Tesla Inc. ficou aquém das expectativas de Wall Street em um dos piores trimestres da montadora em anos, um sinal do preço que a crescente concorrência e a reação negativa contra o CEO, Elon Musk, cobraram da empresa.

O lucro ajustado foi de 40 centavos por ação, informou a Tesla em um comunicado nesta quarta-feira (23), logo abaixo da estimativa média dos analistas. A receita caiu 12%, para US$ 22,5 bilhões, a maior queda em pelo menos uma década.

Ainda assim, o relatório não apresentou novas bombas e a empresa afirmou que continua avançando com os planos de robotáxis e veículos acessíveis, proporcionando certo alívio aos investidores. Isso ocorre "apesar de um ambiente macroeconômico incerto e persistente, resultante de mudanças nas tarifas, impactos incertos de mudanças na política fiscal e sentimento político", afirmou a Tesla.

A queda na receita deveu-se à queda nas entregas de veículos, à menor receita de crédito regulatório e ao menor preço médio de venda de seus carros. A Tesla também relatou queda na receita de geração e armazenamento de energia. A empresa viu um impulso no segmento de negócios, que inclui sua rede de supercarregamento.

As ações apresentavam pouca variação às 16h48 no pregão estendido em Nova York (hora local), anulando um ganho anterior. O valor das ações caiu 18% desde o início do ano até o fechamento de quarta-feira, mas se recuperou amplamente das mínimas de março e abril.

Alguns investidores estão ignorando os resultados financeiros irregulares da Tesla e se voltando para as promessas de Musk de um futuro construído em torno de inteligência artificial, robôs humanoides e tecnologia de direção autônoma.

“Se alguém pensa que a Tesla é, em sua essência, apenas um negócio automobilístico, então os resultados foram ruins”, disse Adam Crisafulli, fundador da empresa de inteligência de mercado Vital Knowledge, em nota de pesquisa. “Se alguém pensa que a Tesla é um gigante da IA/robótica, provavelmente terá a mesma opinião sobre suas perspectivas após o lançamento do segundo trimestre que tinha antes.”

Polarização

A marca Tesla tornou-se cada vez mais polarizada após o apoio de Musk ao presidente Donald Trump. Durante seu breve mandato como assessor do governo, as tentativas de Musk de cortar gastos governamentais geraram críticas de muitos consumidores da Tesla, tradicionalmente de esquerda, enquanto alguns investidores temiam que o projeto fosse uma distração. Vários analistas reduziram suas expectativas nas últimas semanas.

A receita com créditos regulatórios — uma área que se tornou uma fonte significativa de receita para a empresa — caiu mais de 26%, para US$ 439 milhões no segundo trimestre. Isso representa uma queda em relação aos US$ 595 milhões do primeiro trimestre e aos US$ 890 milhões do mesmo período do ano anterior.

Espera-se que essa receita caia drasticamente à medida que o governo Trump elimina penalidades para montadoras que não atendem aos padrões federais de economia de combustível.

A Tesla relatou uma margem bruta — um indicador de lucratividade — que excedeu a estimativa média.

Os investidores ainda estão ansiosos por mais detalhes sobre o futuro da robotaxis, incluindo a rapidez com que o serviço pode crescer em Austin e alcançar outras cidades. A empresa afirmou que pretende aprimorar e expandir ainda mais o serviço, mas não divulgou prazos ou locais específicos.

CONSTRUÇÃO CIVIL

InfraRoi - SP   24/07/2025

Os custos de construção continuadamente baixos na América Latina, em comparação com outros mercados globais, estão ajudando a atrair investidores — mesmo diante da incerteza sobre o comércio internacional e a política doméstica em alguns países. Essa análise vem do relatório Global Construction Market Intelligence (GCMI) 2025 da consultoria global de gestão de projetos Turner & Townsend.

O estudo analisou os mercados de construção de 99 cidades e destaca que todos os mercados latino-americanos estão posicionados na metade inferior do ranking de custos. Bogotá (Colômbia) se destaca como o mercado regional mais barato, com uma média de US$ 1.265 por metro quadrado, enquanto o Rio de Janeiro aparece como o segundo, com US$ 1.413 por metro quadrado.
Cenário político traz certa estabilidade para custos da construção na América Latina

A atratividade da América Latina para investidores tem sido favorecida pelo encerramento de diversas eleições nacionais ao longo do último ano, incluindo no México, Brasil e Colômbia, o que reduziu a incerteza política. As taxas de juros também se estabilizaram, incentivando o investimento, embora esse cenário ainda não tenha impactado diretamente as taxas de inflação dos custos de construção.

Enquanto se prevê que a inflação média dos custos de construção na América Latina caia de 7,16% em 2024 para 4,16% em 2025, essa tendência é impulsionada pelo mercado de Buenos Aires (Argentina). Nesse caso específico, a Turner & Townsend projeta uma queda da taxa de inflação dos custos de construção de 30% em 2024 para uma estimativa de 5% até 2026.

No entanto, em todos os demais mercados da região, espera-se que a escalada dos custos de construção permaneça estável ou aumente. Em Santiago (Chile), a turbulência política prevista devido às próximas eleições deve elevar a inflação dos custos para 4%. A instabilidade política e de políticas públicas continua sendo o maior desafio relatado para a construção regional na pesquisa GCMI — com alguns investidores optando por desacelerar ou pausar a tomada de decisões.
Outros mercados de infraestrutura impactam positivamente a região

A América Latina tem sido parcialmente protegida dos choques econômicos globais graças à sua forte indústria de mineração, o que tem viabilizado investimentos em real estate e outros setores, como ocupação corporativa e transporte — conforme refletido nos dados do relatório. Uma corrida por minerais, impulsionada por avanços tecnológicos, tem levado à expansão de plantas de processamento de cobre e lítio em mercados como Chile e Argentina. Em Santiago, essa demanda está elevando os custos de real estate, que atualmente estão em US$1.899 por metro quadrado, com previsão de novo aumento de 4% em 2025.

O investimento em infraestrutura também está impulsionando os preços no Brasil, onde se prevê um aumento nos custos à medida que os recursos são direcionados para melhorar a conectividade dentro das cidades e entre elas. Com Belém (PA), prestes a sediar a COP30, por exemplo, há um esforço crescente para ampliar o transporte nos principais centros urbanos do país, por meio de programas como o NOA Belém Airport District.
Trump pode ser um desafio

O impacto de tarifas e guerras comerciais é apontado como uma ameaça importante no relatório, especialmente para mercados com forte ligação aos Estados Unidos, como o México — o estudo foi feito antes da crise tarifária entre Brasil e EUA. Embora a demanda por espaços comerciais corporativos esteja crescendo no país, a dependência de importações para muitos materiais de acabamento, em um momento de incerteza nas negociações comerciais, tende a elevar a inflação dos custos de construção em Monterrey de 5% em 2025 para 7% em 2026. Atualmente, o custo médio de construção na cidade é de US$ 2.199 por metro quadrado.

O relatório recomenda aos clientes olharem além da turbulência política de curto prazo e considerarem os fundamentos sólidos da região para investimentos futuros. Em vez de interromper projetos devido a choques momentâneos, é importante focar em produtividade e eficiência — inclusive por meio de soluções digitais — para manter os programas em andamento diante da incerteza.

Ranking dos mercados latino-americanos:

Região Ranking (/99 mercados) Custo por m2  (US$) Inflação dos custos de construção em 2024 (%) Inflação dos custos de construção em 2025 (%) Salário / hora(US$)
Buenos Aires América Latina 66 2,400 30.0 10.0 8.0
Monterrey América Latina 70 2,199 5.0 5.0 4.0
Cidade do México América Latina 73 1,935 3.6 3.7 6.8
Santiago América Latina 75 1,899 3.0 4.0 8.6
São Paulo América Latina 77 1,454 2.6 2.8 6.4
Rio de Janeiro América Latina 78 1,413 2.6 2.8 6.2
Bogotá América Latina 80 1,265 3.5 4.0 4.9

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   24/07/2025

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), irá viabilizar dois estudos para instalação ou revitalização de trechos ferroviários do estado. O anúncio foi feito pelo superintendente da autarquia, Danilo Cabral, nesta terça-feira (22), e faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a malha logística da Região e aumentar a competitividade dos setores produtivos locais.

Com o objetivo de impulsionar o transporte de passageiros, o primeiro estudo vai avaliar a viabilidade da reativação de um novo trecho ferroviário, com extensão estimada de 120 km, entre a capital Recife e Caruaru, no Agreste do estado.

O projeto tem como proposta analisar cenários de aproveitamento da estrutura já existente e verificar se é possível a sua recuperação e se será necessária a construção de uma nova ferrovia. Após a conclusão desse levantamento inicial, a próxima etapa será a avaliação da viabilidade técnica e ambiental do projeto.

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, destacou que a ideia da proposta é retomar o uso do modal que, historicamente, já teve mais força na região. “A gente está se dispondo a estudar quais as melhores alternativas do ponto de vista econômico, ambiental e social que podem ser utilizadas para resgatar esse modal, que é usado no mundo todo. A gente tinha tudo isso em meados do século passado e depois veio a indústria automotiva achando que era a única solução de modalidade no nosso país e o estado brasileiro optou por sucatear a malha ferroviária”, disse Cabral em entrevista à Rádio Folha.

De acordo com a Sudene, a formalização da parceria com a universidade deve ocorrer nas próximas semanas. Após essa etapa, os estudos devem ser apresentados no primeiro trimestre de 2026.

Ainda de acordo com Cabral, qualificar a rota entre as duas cidades é importante para melhorar, inclusive, a mobilidade na BR-232. “Temos um potencial econômico que está no decorrer dessa rodovia, seja em Vitória, Gravatá, Bezerros e Caruaru com o polo de confecções e a atividade turística. Estima-se algo em torno de 70 milhões de pessoas que circulam anualmente nesse trecho por transporte rodoviário”, apontou.

Transporte de cargas

Já o segundo estudo tem foco no escoamento de cargas e prevê a instalação ou requalificação de um trecho ferroviário de aproximadamente 250 km entre Petrolina e Salgueiro, no Sertão do estado.

O projeto tem como objetivo fortalecer a logística da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco e de outros produtos. Além de conectar a produção local à Transnordestina, com possibilidade de acesso facilitado aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE).

O modal ferroviário reforçaria o papel estratégico de Petrolina como ponto hidroferroviário, levando em consideração a sua localização às margens do Rio São Francisco, com mais de 1.300 km navegáveis.

De acordo com a Sudene, Salgueiro se integra ao projeto por ser um rota estratégica logística, no entroncamento das BRs 232 e 116, além de ser ramal da Transnordestina. A ideia é reforçar a integração entre os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário, estratégia que pode trazer maior eficiência logística e ganhos para a economia nordestina.

“Este movimento da Sudene está integrado a uma política do presidente Lula de requalificar a malha ferroviária brasileira, especialmente a nordestina, qualificando a competitividade da Região. Estamos olhando para todos os modais. Do ponto de vista logístico, estima-se que o transporte de cargas ferroviário reduz em 40% o custo do transporte quando comparado ao rodoviário. Ao conectar Petrolina a Salgueiro, aumentamos o potencial de integrar os arranjos produtivos com outros mercados. Isso abre espaço para novos mercados internacionais e reduz custos operacionais”, disse o superintendente.

Modal no Nordeste

A iniciativa da Sudene faz parte das ações do Governo Federal para expandir o transporte ferroviário de passageiros. Alguns dos exemplos em planejamento pelo Ministério dos Transportes através da Infra S.A são os trechos interligando os municípios de Salvador – Feira de Santana, na Bahia; Fortaleza – Sobral, em solo cearense, e São Luís – Itapecuru Mirim, no Maranhão.

NAVAL

Valor - SP   24/07/2025

A Maersk questionava mudanças feitas pela Antaq na minuta do edital da licitação.

A Justiça Federal de São Paulo negou o pedido de liminar apresentado pela Maersk em ação contra a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), para suspender o processo licitatório do terminal portuário Tecon Santos 10, no porto de Santos.

A empresa, que faz parte do grupo dinamarquês A.P. Moller-Maersk, questionava mudanças feitas pela Antaq na minuta do edital da licitação após a realização de audiências públicas sobre a licitação. Entre essas mudanças, está a criação de uma regra que impede a participação, na primeira fase do leilão, de empresas já operantes no porto como a própria Maersk, autorizando sua participação apenas em uma segunda etapa e sob condição de vender as operações atuais.

Para a Maersk, essa alteração seria uma inovação “superveniente e inédita”, o que, segundo a empresa, exigiria uma nova audiência pública, conforme previsto na legislação. A companhia pedia, portanto, a anulação do ato da Antaq e a realização de uma nova rodada de participação pública antes da continuidade do processo licitatório.

O juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou o pedido de liminar. Segundo o juiz, não houve ilegalidade no procedimento da Antaq, por entender que as questões concorrenciais incluindo a possibilidade de restrições à participação de operadores já atuantes no porto de Santos foram discutidas desde 2019, tanto internamente na agência quanto em audiências públicas realizadas em 2022 e 2025.

O juiz afirmou que a própria audiência pública de fevereiro e março de 2025 tratou de aspectos concorrenciais, incluindo sugestões para limitar a concentração de mercado e prevenir práticas anticompetitivas. “Verifica-se que a matéria concorrencial sempre esteve presente nas reuniões da Antaq e nas duas audiências públicas mencionadas”, declarou.

Segundo a decisão, a legislação não exige nova audiência pública a cada alteração feita na minuta do edital, desde que os temas em questão tenham sido previamente debatidos com a sociedade. O juiz entendeu que houve discussão sobre o tema e que o projeto passou por revisão, a pedido do Ministério dos Portos e Aeroportos, além de estar, neste momento, sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União).

O TCU marcou um painel público sobre o tema, que ocorrerá na próxima terça-feira, dia 29 de julho, em Brasília. Representantes de todos os setores foram convidados para o encontro que vai debater publicamente os pontos mais controversos do projeto, especialmente os relacionados à concorrência e à legalidade do modelo proposto.

“O indeferimento da liminar da Maersk é um marco importante, pois mostra que o Judiciário reconheceu a legitimidade da atuação técnica da Antaq. Essa decisão reforça o papel do Estado na defesa da infraestrutura estratégica e sinaliza que o setor portuário brasileiro é mais do que uma via de escoamento de cargas. É uma peça central na arquitetura da soberania nacional”, disse Marcela Bocayuva, mestre em Direito Público e especialista em Direito Portuário.

A Maersk sustenta que houve mudança abrupta e sem precedentes, comprometendo a transparência, além de violar o direito à ampla participação no processo licitatório. Outro ponto central das alegações é a falta de fundamentação técnica ou normativa para justificar a proibição. A Antaq afirmou que a medida estaria baseada em “sólidas pesquisas, reflexões e normas”, mas, segundo a Maersk, não há estudo ou norma citada formalmente no ato administrativo que imponha a restrição.

O ministro de Portos e Aeroportos (Mpor), Silvio Costa Filho, defendeu o modelo de licitação do terminal de contêineres de Santos e reagiu a críticas de parte do mercado, dizendo que empresas promovem um debate enviesado sobre o assunto.

Como mostrou a reportagem, uma avaliação técnica feita até agora pelo TCU (Tribunal de Contas da União) sinaliza preocupação com eventual concentração de mercado a partir do leilão.

O Tecon 10 será instalado em uma área do bairro do Saboó, em Santos. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. A capacidade vai chegar a 3,5 milhões de TEUs por ano (cada TEU representa um contêiner de 20 pés), o equivalente a um acréscimo de mais de 50% em relação à atual movimentação de contêineres do porto.

Durante os primeiros 25 anos de concessão, os investimentos em infraestrutura são estimados em mais de R$ 5,6 bilhões, com geração de cerca de 3.300 empregos diretos na execução do projeto. Será o maior terminal do tipo no país.

Monitor Digital - RJ   24/07/2025

Fundo da Marinha Mercante (FMM), sob a coordenação do Ministério de Portos e Aeroportos, já aprovou neste ano R$ 29,5 bilhões em investimentos para 44 projetos, novos e reapresentações tendo como destaque os projetos de expansão de infraestrutura portuária e construção de embarcações. Desde 2023, no atual governo, já foram priorizados quase R$ 70 bilhões em recursos do FMM para projetos.

“Estamos dando prioridade à retomada da indústria naval e ao fortalecimento da infraestrutura portuária. Esse valor de R$ 70 bilhões, priorizados desde o início do atual mandato do presidente Lula, em dois anos e meio, é três vezes maior do que o aprovado entre 2019 e 2022, no governo anterior, que foi de R$ 22,7 bilhões em quatro anos”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Desde 2023, já foram contratados recursos para 669 obras e geração de 43,1 mil empregos diretos e indiretos. Neste ano de 2025 são quatro reuniões do Conselho Diretor do FMM. Duas já ocorreram no primeiro semestre e outras duas serão realizadas até o fim do ano, sendo a próxima em setembro e a última em dezembro.

Na primeira reunião, de maio, a aprovação de recursos foi recorde, de R$ 22,2 bilhões, para investimentos em 26 projetos ligados à construção de embarcações, reparos, docagens, modernização de unidades existentes, ampliação de estaleiros e novas infraestruturas portuárias.

Na segunda reunião, em julho, a aprovação foi de R$ 7,3 bilhões, com destaque para os recursos de R$ 1,1 bilhão aprovados para o futuro concessionário do porto de Paranaguá. O leilão do canal de acesso ao porto está previsto para setembro, mas o empreendedor terá taxas e condições especiais para realizar os investimentos exigidos. Os outros R$ 6,2 bilhões aprovados são para a construção, reparo e modernização de 105 embarcações.
Projetos

Em 2025, foram aprovados R$ 5,7 bilhões do fundo para 12 projetos pleiteados pela Petrobras, sendo quatro petroleiros do tipo Handy e oito navios-tanque do tipo gaseiros para transporte de GLP.

Entre os outros projetos aprovados, no setor naval, estão também o projeto da DOF Subsea Brasil Serviços para a construção de 4 embarcações do tipo RSV (Remotely Support Vessel), no valor de R$ 2,8 bilhões, e o projeto da Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda., que prevê a construção de 4 embarcações de apoio marítimo do tipo RSV, especializadas em operações com equipamentos submarinos, no valor de R$ 2,4 bilhões.

No setor de infraestrutura, destacam-se, entre os projetos aprovados, a modernização do estaleiro da Green Port Logística Portuária Ltda, em Niterói (RJ), no valor de R$ 242 milhões; a construção de terminal para exportação de minério de ferro da Cedro Participações, em Itaguaí (RJ), parte da carteira de licitações de arrendamentos portuários de 2024 do Ministério de Portos e Aeroportos, no valor de R$ 3,6 bilhões; e a modernização do Tecon Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, no valor de R$ 496,7 milhões.

Grandes Construções - SP   24/07/2025

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera o Marco Legal de Cabotagem (Lei 14.301/22) um passo importante para o setor, na medida em que prioriza a ampliação do transporte de cargas entre os portos brasileiros com potencial de estimular à indústria naval brasileira.

O decreto que normatiza a legislação foi publicado no dia 17 de julho no Diário Oficial da União.

Desde a aprovação da lei, em janeiro de 2022, o setor aguardava o ato do Poder Executivo, fundamental para definir regras e procedimentos para a execução do programa BR do Mar.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a regulamentação cria as condições para maior desenvolvimento da navegação.

“O BR do Mar inaugura um novo momento para a infraestrutura do país. Teremos maior segurança jurídica com o estabelecimento de regras claras para as operações de transporte de cargas por cabotagem no Brasil, o que vai estimular o crescimento do setor”, afirma Muniz.

A navegação de cabotagem é o transporte de pessoas e cargas entre portos de um mesmo país, tanto por via marítima quanto por vias navegáveis interiores.

Com mais de 8 mil km de faixa litorâneas, o modal desempenha um papel estratégico para a sustentabilidade do transporte no Brasil, bem como para a redução dos custos logísticos, com maior segurança e integração regional.

Apesar das vantagens, hoje a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes brasileira.

Com a plena regulamentação do novo Marco Legal da Cabotagem, a expectativa é ampliar o uso do modal no transporte doméstico de cargas.

“Um país continental como o Brasil, com o tamanho dessa costa, não pode ficar escolhendo qual modal vai fazer. Os modais são complementares e necessários. Nós estamos aqui lançando um modal da cabotagem. Mas para ter cabotagem é preciso investir fortemente nos portos”, disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacando que o governo federal está trabalhando para concluir a ferrovia Transnordestina, que ajudará a acessar e integrar outros modais, como os portos de Pecém (CE) e Suape (PE).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, pontuou que a regulamentação do Marco Legal da Cabotagem, além de fortalecer a indústria naval, traz ganhos que vão além da melhoria da infraestrutura e logística de transportes no país.

“Esse programa vai reduzir os custos logísticos de 20% a 60%, potencializando ainda mais o setor portuário brasileiro e ajudando na agenda de descarbonização, ajudando na agenda da sustentabilidade. Isso vai fazer com que o setor cresça, possa se desenvolver, gerar emprego, renda e fortalecer os cofres públicos brasileiros”, destacou.

Para o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, as políticas de Estado que estão sendo implementadas pelo atual governo garantirão a perenidade e a sustentabilidade da indústria e da sua extensa cadeia produtiva.

Em relação ao decreto regulamentador, salienta que o texto garante conforto para a continuidade do desenvolvimento da indústria naval. Contudo, ressalta que o conteúdo não atende em sua plenitude os interesses do setor.

“Embora não atenda 100% a indústria naval brasileira, nos dá conforto, pelo menos, para dar continuidade nessa indústria, que se penaliza nos últimos 200 anos de país”, afirmou Rocha.

Principais mudanças trazidas pelo novo Marco Legal de Cabotagem – Antes da aprovação do novo marco e da publicação do decreto regulamentador, só quem tinha o “lastro” em navios próprios poderia afretar (alugar) embarcações estrangeiras na modalidade a “casco nu” e o afretamento “a tempo” era limitado aos casos em que não houvesse embarcação com bandeira brasileira disponível.

Na modalidade a “casco nu”, o afretador tem a posse, o uso e o controle da embarcação, por tempo determinado, incluindo o direito de designar o comandante e a tribulação. Já na modalidade “a tempo”, o afretador recebe a embarcação armada e tripulada, ou parte dela, para operá-la por tempo determinado.

Com a aprovação do novo Marco Legal da Cabotagem, parte das regras de afretamento de embarcações estrangeiras na modalidade a “casco nu” foi flexibilizada, já sendo possível observar a entrada de uma nova empresa de navegação de contêineres, assim como novos afretamentos nessa modalidade.

Com a publicação do Decreto nº 12.555/2025, foram apresentadas as regras a serem cumpridas pela Empresa Brasileira de Navegação (EBN), de modo que esta possa realizar o afretamento de embarcações estrangeiras na modalidade “a tempo”, de acordo com as condições previstas no BR do Mar.

Na avaliação da CNI, a grande inovação trazida pelo decreto foi a inclusão de requisitos vinculados à utilização de embarcações sustentáveis nas hipóteses de afretamento.

A ideia do governo federal é que o programa fomente a indústria naval brasileira, com a ampliação da oferta e da qualidade do transporte por cabotagem e, ao mesmo tempo, estimule o desenvolvimento sustentável do setor. Os requisitos para definição do que seria uma “embarcação sustentável” serão definidos posteriormente, por meio de portaria ministerial.

Sobre esse ponto, o diretor Roberto Muniz ressalta que a CNI busca ativamente a integração da indústria com a agenda ambiental e social, de forma a promover práticas sustentáveis e contribuir para a construção de uma economia de baixo carbono.

“A Lei tem o objetivo de incentivar a cabotagem. Entendemos a importância de termos embarcações sustentáveis, mas os parâmetros a serem definidos em Portaria para políticas de sustentabilidade não podem comprometer a necessária ampliação do uso do modal e o desenvolvimento da indústria naval brasileira, tampouco ser mais restritivos que em outros países”, pondera. “A cabotagem já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário, se considerados a distância e o volume transportado”, acrescenta Muniz.

O superintendente de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, salienta, por sua vez, que se forem impostos critérios rígidos na portaria ministerial para definição do conceito de “embarcação sustentável”, pode ser que a opção dos usuários fique no modal mais poluente.

Próximos passos – Ainda que o decreto tenha apresentado os principais requisitos para habilitação das empresas ao BR do Mar, outros dispositivos importantes relacionados à plena execução do novo Marco Legal da Cabotagem ainda deverão ser regulamentados neste ano.

Merecem atenção especial a portaria que tratará das cláusulas essenciais de um contrato de longo prazo para afretamento de navios, assim como a portaria que vai dispor sobre a definição do conceito de embarcação sustentável para fins de atendimento dos requisitos do programa.

Como a habilitação das empresas no BR do Mar está diretamente vinculada à delimitação desses conceitos, a CNI avalia que é essencial a participação do setor produtivo nas Consultas Públicas. Essa presença no debate é importante para garantir que o texto proposto nas portarias esteja alinhado não apenas às necessidades do setor transportador, como da indústria naval brasileira e dos usuários do transporte por cabotagem.

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   24/07/2025

O último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias divulgado pelo governo federal tem “visão menos realista” em relação a períodos anteriores. A avaliação é Tiago Sbardelotto, economista da XP. Ele participou do programa Morning Call da XP nesta quarta (23) e analisou o relatório bimestral apresentado nesta terça (22).

“Ao contrário do relatório anterior, quando ele retirou várias receitas que eram incertas e tinha uma probabilidade baixa de ocorrer, nesse ele inclui uma receita cuja probabilidade de acontecer esse ano e o seu valor são questionáveis”, disse. “Trata-se do leilão de áreas contratadas de petróleo”, complementou.

Ele explicou que o governo federal colocou um valor de cerca de R$ 15 bilhões para essa rubrica mas, para o economista, ela depende de uma série de etapas formais para se realizar ainda em 2025, incluindo publicação de edital, cronograma definido e averiguação de órgãos fiscalizadores.
“É uma receita que dificilmente se concretizará esse ano”, afirmou. “E ainda que se concretize, dificilmente vai atingir esse valor de R$ 15 bilhões que o governo está colocando no relatório”, acrescentou.
Revisão aquém do esperado

Para ele, o governo adotou uma premissa mais otimista do lado da receita. “Isso obviamente tem impacto ao permitir que o governo descontigencie R$ 20,7 bilhões, que ele tinha contingenciado em maio (na divulgação do último relatório)”, destacou.

Governo anuncia redução na contenção de gastos de R$ 20,6 bilhões

“Basicamente, ele reverteu tudo que ele tinha contingenciado nesse relatório, com gastos de R$ 20,7 bilhões nos próximos meses”, analisou.

No campo das despesas, Tiago Sbardelotto disse que o governo deixou um crescimento mais baixo do que se acredita, especialmente para benefícios previdenciários e assistenciais.

“Existe uma pressão sobre a Previdência, especialmente o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que continua crescendo a níveis muito acima da inflação”, disse. De acordo com o economista, essa despesa tem aumento de dois dígitos por ano.

“O governo fez uma revisão muito aquém do que seria necessário e com isso ele não precisou fazer um bloqueio adicional, mantendo o bloqueio que já tinha feito no último relatório”, afirmou.

“No geral, com essas medidas, o governo está mirando o limite inferior da meta (de resultado primário) e não o centro”, pontuou. “E ele está incluindo muito mais incerteza”, disse.

Sbardelotto avaliou, no entanto, que o governo deve atingir a meta de resultado primário em 2025 porque a “arrecadação continua respondendo bem e parte da despesa dificilmente será executada”.

Globo Online - RJ   24/07/2025

A Petrobras informou nesta quarta-feira que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) aprovou o Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, localizada na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo.

O acordo define como será feita a divisão da exploração de petróleo e gás natural em uma jazida que se espalha por diferentes áreas. No caso de Jubarte, 97,25% da jazida está dentro do Campo de Jubarte, operado pela Petrobras. Os outros 2,75% de dividem entre pequenas áreas pertencentes à União (representada pela estatal PPSA), à Sheel e a outras empresas parceiras — Brava e ONGC.

Essas jazidas compartilhadas surgem quando os limites de exploração de uma empresa se sobrepõem a outros blocos não contratados ou sob diferentes ocasiões. Por isso, a ANP exige a assinatura de um acordo para garantir que a produção seja feita de forma conjunta, transparente e com divisão justa entre os envolvidos.

A partir de 1º de agosto de 2025, passa a valar a nova repartição de participações no petróleo e gás extraído da jazida de Jubarte.

Petrobras: 97,25% União (PPSA): 1,89% Shell: 0,43% Brava: 0,198% ONGC: 0,232%

Além disso, as empresas envolvidas deverão negociar entre si compensações financeiras. Isso significa que quem extraiu mais petróleo antes da entrada em vigor do novo acordo pode ter que ressarcir quem ficou com menos para equilibrar os ganhos e gastos acumulados até aqui.

Governo prevê arrecadar R$ 1,7 bilhão com Jubarte

A aprovação do acordo acontece no momento em que o governo federal revisou para cima a expectativa de arrecadação com a exploração de recursos naturais. Durante a apresentação do relatório bimestral de receitas e despesas, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, informou que o campo de Jubarte deve render R$ 1,7 bilhão aos cofres públicos. Esse valor se soma aos R$ 16,5 bilhões esperados com leilões de petróleo previstos para este ano. Com isso, a projeção total de arrecadação com a exploração de recursos naturais subiu de R$ 122,3 bilhões para R$ 140,2 bilhões em 2025.

CNN Brasil - SP   24/07/2025

A Petrobras disse nesta quarta-feira (23) que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou o AIP (Acordo de Individualização da Produção) da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, localizada na Bacia de Campos.

Conforme o comunicado ao mercado da estatal, a empresa passará a ter uma participação na jazida de 97,25%, enquanto a britânica Shell ficou com 0,43%, a Brava 0,198%, a ONGC 0,232%, e a União com 1,89%.

A Petrobras acrescentou que há o compromisso das empresas em negociar a compensação financeira entre os gastos e as receitas relativas aos volumes produzidos até a data da efetividade do AIP, a partir de 1º de agosto.

O acordo também estabelece as regras da execução conjunta das operações de desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural, disse a Petrobras.

Valor - SP   24/07/2025

Em seu relatório anual, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo reservou um capítulo somente para o Brasil, no qual trouxe seção em que afirma a importância da nova fronteira.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) tem reconhecido o desenvolvimento do setor petroleiro no Brasil e defende que o país pode se tornar referência em exploração “offshore” (em alto-mar, em inglês) caso tenha sucesso na Margem Equatorial. No relatório anual do grupo, divulgado na semana passada, a Opep reservou um capítulo somente para o Brasil, no qual trouxe uma seção em que afirma a importância da nova fronteira.

“Se bem-sucedida, a Margem Equatorial poderá estabelecer o Brasil como um dos principais polos de exploração offshore do mundo, garantindo a segurança energética, diversificando o fornecimento e criando novas oportunidades econômicas para as próximas décadas”, diz o texto da Opep, que teve suporte do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

A Opep faz ainda ponderações sobre a atividade: “Apesar do significativo potencial da região, a exploração na Margem Equatorial enfrenta desafios técnicos e ambientais. A área exige investimentos substanciais em tecnologia e segurança operacional, além de garantir a sustentabilidade ambiental para minimizar potenciais impactos. O desenvolvimento de infraestrutura para transporte e refino também será um fator crucial para a viabilidade comercial da produção”.

30 bilhões de barris de óleo equivalente

O grupo reforça que a região pode garantir os níveis de produção de petróleo do Brasil após 2030, quando as bacias de Campos e Santos começam processos naturais de declínio. Conforme dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Margem Equatorial como um todo, incluindo as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, tem potencial de produzir cerca de 30 bilhões de barris de óleo equivalente. Segundo os estudos, a produção na região poderia incluir 1,1 milhão de barris por dia a partir de 2029.

O Brasil concretizou a proximidade da Opep quando oficializou, em fevereiro de 2025, a entrada no grupo de aliados da organização. O país não irá participar do sistema de cotas de produção, mas sinaliza a cooperação com o grupo.

Brasil como potência energética global

Para o IBP, o documento da Opep reafirma a posição do Brasil como potência energética global, com destaque para a matriz diversificada, que equilibra a significativa produção de petróleo e gás com um compromisso crescente com fontes renováveis. A produção total brasileira de líquidos, que inclui petróleo e condensados de gás natural, quase dobrou entre 2010 e 2024, atingindo 4,2 milhões de barris por dia em 2024, com projeção de pico em cerca de 5,8 milhões de barris por dia no final da década de 2030.

Na publicação anual da Opep, o grupo destaca o Brasil como um dos maiores produtores entre os países que não aderem às cotas de produção: “O Brasil se mantém como um dos principais impulsionadores do grupo não-Opep em crescimento de produção. A médio prazo, o Brasil só perde para os Estados Unidos com projeção de aumento da produção de 1,1 milhão de barris por dia em 2030”.

Conforme o estudo, o que favorece a perspectiva brasileira é a lista de projetos em preparação, com cerca de 17 plataformas esperadas a entrarem no sistema nos próximos anos.

“Mesmo além do horizonte de médio prazo, espera-se que o Brasil veja a produção total de líquidos continuar a se expandir, embora em um ritmo mais modesto”, diz o grupo.

A Opep completa: “Assumindo a continuidade da atividade nas bacias de águas profundas do pré-sal, a possível abertura de novas fronteiras, bem como um modesto aumento na produção de etanol, espera-se que a produção total de líquidos do Brasil atinja um pico de cerca de 5,8 milhões de barris por dia no final da década de 2030 e ainda mantenha uma média de 5,7 milhões de barris por dia até 2050”.

AGRÍCOLA

IstoÉ Dinheiro - SP   24/07/2025

O Banco do Brasil (BB) já desembolsou R$ 6,2 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra 2025/26, que começou no dia 1º deste mês e se estende até 30 de junho de 2026. O número preliminar foi apresentado pelo gerente executivo da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil Diego Ferrazzo, no webinar da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) sobre o Plano Safra 2025/26. Do montante, R$ 5,7 bilhões foram liberados em operações de crédito rural e outros R$ 500 milhões nos chamados negócios da cadeia de valor do agro, o que inclui títulos, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial e recursos para giro.

Ao todo, o BB vai oferecer R$ 230 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra atual. O valor é 2% superior ao desembolsado pelo banco na temporada anterior, 2024/25. Desse montante, R$ 106 bilhões serão destinados à agricultura empresarial (grandes produtores, cooperativas e agroindústrias) e R$ 54 bilhões vão para agricultura familiar e médios produtores. Outros R$ 70 bilhões deverão ser distribuídos em negócios da cadeia de valor do agro.

Na safra atual, o BBB lidera a distribuição de crédito rural com taxas equalizadas pelo Tesouro Nacional, com R$ 58,013 bilhões que poderão ser ofertados por diversas linhas com taxas de juros mais baixas, dos quais R$ 39,063 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 18,950 bilhões a produtores familiares. “Todo o ciclo está sendo financiado desde a publicação das portarias do Tesouro Nacional de recursos equalizados em 14 de julho. Os financiamentos estão sendo acolhidos e as liberações sendo efetuadas”, destacou Ferrazzo no webinar.

Na safra 2024/25, que se encerrou em 30 de junho, o Banco do Brasil desembolsou R$ 227 bilhões em financiamentos para o agronegócio, segundo os números apresentados pelo executivo. Do total, R$ 23,9 bilhões foram liberados para agricultura familiar (+3% ante ciclo anterior), R$ 19,2 bilhões no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp, alta de 67% ante 2023/24) e R$ 183,6 bilhões em financiamentos para demais produtores (-6% ante 2023/24). Por finalidade, os desembolsos de investimento somaram R$ 41 bilhões.

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