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21 de Julho de 2025

SIDERURGIA

Valor - SP   21/07/2025

Medidas de defesa comercial vistas como insuficientes pela indústria e a imposição da tarifa de 50% por Donald Trump para as exportações brasileiras acenderam a luz vermelha para as usinas.

O sentimento negativo entre a alta liderança da indústria do aço instalada no país se aproximou, neste mês, ainda mais dos níveis vistos na pandemia, quando as incertezas sobre o futuro atingiram nível máximo globalmente. Foi a nona queda consecutiva do índice que mede a confiança das siderúrgicas, marcando a maior sequência de deterioração já vista no setor.

Medidas de defesa comercial vistas como insuficientes pela indústria — leitura que é corroborada pelas estatísticas de importação de produtos siderúrgicos — e a imposição da tarifa de 50% por parte dos Estados Unidos de Donald Trump para as exportações brasileiras ao país acenderam, definitivamente, a luz vermelha para as usinas locais.

Segundo pesquisa divulgada na sexta-feira (18) pelo Instituto Aço Brasil, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA), que avalia as expectativas dos CEOs, caiu para 21 pontos em julho, o segundo pior da história, atrás dos 16,3 pontos marcados em abril de 2020, um mês depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar a covid-19 como pandemia — o que levou a um “lockdown” global.

Frente a junho, a queda no indicador foi de 1,7 ponto. Ante a média histórica, que é de 51,7 pontos, a diferença chegou a 30,7 pontos. Abaixo dos 50 pontos, o índice denota falta de confiança dos CEOs, conforme observa a entidade.

A percepção sobre a situação atual, mostra o levantamento, ficou estável em julho, em 22,4 pontos. Mas o indicador de expectativas para os próximos seis meses recuou 2,5 pontos, para 20,3 pontos, confirmando a sinalização das siderúrgicas de que o segundo semestre será mais desafiador.

As incertezas não se resumem à balança comercial da indústria ou aos potenciais desdobramentos da medida recém-anunciada por Trump. Sinais de desaceleração da economia brasileira, manutenção dos juros em patamares elevados e crédito mais restrito também contribuem para a apreensão das siderúrgicas.

Os primeiros 12 meses de implementação do sistema de cota-tarifa determinado pelo governo federal para 11 tipos de produtos de ferro e aço mostraram que a medida não reduziu a entrada das importações. Pelo contrário: houve aceleração praticamente mensal, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A expectativa era que, em junho, quando o sistema acabou sendo prorrogado, houvesse revisão da medida, ou com revisão para baixo dos volumes que não estão sujeitos à alíquota de 15% ou com elevação do Imposto de Importação. No entanto, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve as mesmas regras, ampliando para 23 o total de produtos sujeitos à proteção.

A frustração no setor foi geral. Isso porque a China, maior produtora mundial de aço e grande fornecedora da maior parte das “NCMs” abarcadas pela medida, segue deslocando volumes que antes eram vendidos a países que adotaram proteções comerciais mais agressivas, como os europeus e os Estados Unidos, para mercados mais porosos, caso do Brasil. O resultado é que a entrada de importados seguiu em ascensão.

No primeiro semestre, segundo o Instituto Aço Brasil, as importações cresceram 28,8% na comparação anual, para 3,5 milhões de toneladas, com destaque para o avanço de 40% em laminados, para 3,2 milhões de toneladas. Os laminados são usados em uma série de indústrias, incluindo construção civil e automotiva, que estão entre os principais consumidores de produtos siderúrgicos.

No semestre, o consumo aparente nacional, que é medido pela soma da produção local e das importações, menos as exportações, cresceu 9,9%, para 13,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de aço bruto subiu apenas 0,5%, para 16,5 milhões de toneladas, e as exportações avançaram 11,5%, a 5,2 milhões de toneladas. As vendas internas, por sua vez, chegaram a 10,5 milhões de toneladas, alta de 3,1%.

Petro Notícias - SP   21/07/2025

A produção de aço bruto no primeiro semestre de 2025 alcançou 16,5 milhões de toneladas, elevação de 0,5% no período, segundo o Instituto Aço Brasil. As importações elevaram-se 28,8% no período, para 3,5 milhões de toneladas, sendo que a de laminados cresceu 40,1%, para 3,2 milhões de toneladas. As vendas internas subiram 3,1%, atingindo 10,5 milhões de toneladas; exportações variaram 11,5%, com 5,2 milhões de toneladas; e o consumo aparente chegou a 13,7 milhões de toneladas, 9,9% de alta. Na variação mensal ante igual mês do ano anterior, a produção fechou em 2,8 milhões de toneladas em junho, queda de 0,5%; as vendas internas atingiram 1,9 milhão de toneladas, com variação positiva de 2,2%; as importações subiram 39,2%, tendo fechado em 596 mil toneladas; e as exportações foram a 1,1 milhão de toneladas, elevação de 62,8%.

O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA), que avalia as expectativas dos CEOs da indústria do aço, fechou em 21,0, um recuo de 1,7 ponto em julho em relação a junho. O indicador está a 30,7 pontos da média histórica de 51,7, no segundo pior resultado da série histórica. Quando abaixo dos 50 pontos, índice denota falta de confiança dos CEOs. Estão disponíveis no site do Instituto os dados da indústria brasileira do aço no mês de junho e o ICIA de julho de 2025, indicador desenvolvido pelo Aço Brasil que identifica alterações de curto prazo na atividade da indústria brasileira do aço. Acesse os dados estatísticos de junho do setor e o vídeo com análise das informações divulgadas. Acesse o ICIA de julho.

Veja - SP   21/07/2025

O MPF abriu, na semana passada, um inquérito para investigar irregularidades envolvendo o descarte de resíduos siderúrgicos da CSN no Rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda (RJ).

O procedimento cita “possíveis irregularidades no descarte de resíduo agregado siderúrgico oriundo das escórias de aciaria, provenientes das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional”.

Segundo os investigadores, há indícios de “não atendimento aos requisitos ambientais, legais e de controle da destinação dos resíduos pela empresa MCI Reciclagem e Comércio, com possível afetação a faixa marginal de proteção do rio Paraíba do Sul, no município de Volta Redonda”.

Valor - SP   21/07/2025

Exportações tiveram alta de 11,5% no período, para 5,2 milhões de toneladas, enquanto no consumo aparente houve avanço de 9,9%, para 13,7 milhões de toneladas.

A importação de aço no Brasil aumentou 28,8% no primeiro semestre de 2025, para 3,5 milhões de toneladas, segundo o Instituo Aço Brasil. Em dados divulgados nesta sexta-feira (18), o Instituto registra que a importação de aço laminado aumentou 40,1%, para 3,2 milhões de toneladas.

Entre janeiro e junho deste ano, a produção brasileira de aço bruto alcançou 16,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,5%, diz o Aço Brasil.

As exportações tiveram alta de 11,5% no primeiro semestre, para 5,2 milhões de toneladas, enquanto no consumo aparente houve alta de 9,9%, para 13,7 milhões de toneladas.

As vendas internas subiram 3,1%, para 10,5 milhões de toneladas.

No mês de junho, a produção de aço do país foi de 2,8 milhões de toneladas, uma queda de 0,5% em comparação com igual período de 2024. As vendas internas atingiram 1,9 milhão de toneladas, aumento de 2,2%.

As importações subiram 39,2% em junho, para 596 mil toneladas. As exportações alcançaram 1,1 milhão de toneladas, alta de 62,8%.

O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (Icia), que avalia as expectativas dos CEOs da indústria do aço, fechou em 21,0, um recuo de 1,7 ponto em julho em relação a junho. O indicador está a 30,7 pontos da média histórica de 51,7, no segundo pior resultado da série histórica. Quando abaixo dos 50 pontos, índice denota falta de confiança dos CEOs.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   21/07/2025

A economia da China enfrenta “uma situação muito grave e complexa”, advertiu nesta sexta-feira (18) o ministro do Comércio, que sugeriu que o governo adotará medidas no segundo semestre para tentar superar os desafios.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático cresceu 5,2% no segundo trimestre, segundo dados oficiais publicados na terça-feira, mas vários analistas alertam que são necessárias ações para evitar uma desaceleração no segundo semestre de 2025.

As perturbações no comércio global provocadas pelas tarifas americanas ameaçam as exportações da China, cruciais para o crescimento diante da persistente fragilidade do consumo interno.

“Ainda enfrentamos uma situação muito grave e complexa. As mudanças globais são instáveis e incertas. Algumas de nossas políticas apresentarão respostas novas, alinhadas aos tempos e às circunstâncias”, afirmou Wang Wentao em uma entrevista coletiva.

“Nossa caixa de ferramentas está cheia e estaremos totalmente preparados”, acrescentou.

Quando questionado especificamente sobre a dependência chinesa das exportações, Wang destacou que o governo estava preparando políticas “para estimular ainda mais o desenvolvimento do consumo”.

“A economia da China está melhorando e os fundamentos a longo prazo não mudaram. As características do mercado de consumo de grande potencial, forte resiliência e vitalidade não mudaram”, insistiu.

“Também estamos promovendo novas formas de consumo”, acrescentou. “Por exemplo, Pop Mart, esse tipo de novas tendências, novas modas e estilos ( ) o fenômeno Labubu conquistou o mundo”, disse.

As bonecas Labubu, do fabricante de brinquedos chinês Pop Mart, viraram um fenômeno internacional e decoram as bolsas de celebridades como Rihanna e Cher.

O ministro também abordou as tensões tarifárias com os Estados Unidos e assegurou que Washington continuará sendo um importante parceiro comercial, apesar da “tempestade”.

As duas principais economias do mundo aplicaram tarifas exorbitantes recíprocas antes do anúncio, em maio, com uma trégua temporária de conclusão ainda incerta.

Wang destacou que os fortes vínculos econômicos entre os países “tornam impossível a desconexão artificial e a ruptura das cadeias de suprimento”.

O ministro reconheceu, no entanto, que as disputas “afetaram e perturbaram seriamente a cooperação comercial normal entre China e Estados Unidos”.

Infomoney - SP   21/07/2025

O Goldman Sachs alertou nesta sexta-feira, 18, em relatório que a economia brasileira está “fora de sincronia” e exige um ajuste fiscal permanente para evitar desequilíbrios domésticos e externos. “Nos últimos anos, o macro brasileiro tem se desviado gradualmente tanto do equilíbrio interno quanto externo: inflação alta acima da meta, expectativas de inflação desancoradas, aumento da dívida pública e erosão do saldo em conta corrente”, afirma um trecho do relatório.

Segundo o banco, esse cenário combina política fiscal frouxa com política monetária apertada, o que fortalece o real no curto prazo, mas tende a fragilizar a moeda mais adiante.

De acordo com o documento, somente o aperto dos juros não será capaz de recolocar a inflação na meta nem de conter o déficit em transações correntes. A instituição ressalta que “será necessário muito mais do que apenas o aperto da política monetária para garantir simultaneamente baixa inflação e equilíbrio externo.”
Na avaliação do Goldman, o remédio passa por um “grande e permanente ajuste fiscal estrutural”, que reduza a absorção doméstica, contenha a alta de preços e mantenha o déficit externo em nível sustentável. Esse mix de medidas, afirma o relatório, resolveria o chamado problema de atribuição ótima entre política monetária e fiscal descrito por Robert Mundell (1962).

Enquanto o governo não sinaliza cortes de gastos ou aumento de receitas capazes de gerar superávits primários, o ônus recai sobre o Banco Central, afirmam os economistas. Porém, adverte o documento, “taxas reais altas são indiscutivelmente necessárias no curto prazo, mas não são o remédio que curará a economia no médio prazo se o equilíbrio fiscal não se deslocar para superávits primários estruturais.”

A incerteza sobre quando e como ocorrerá a consolidação das contas públicas mantém elevado o prêmio de risco nos títulos de médio e longo prazo, ressalta o Goldman. Até que haja clareza sobre a trajetória fiscal, os investidores devem continuar exigindo retorno maior para financiar o Tesouro.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Money Times - SP   21/07/2025

Diante da ameaça do presidente americano, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o banco Daycoval estima que a medida poderia reduzir em cerca de 15% o volume das exportações do Brasil para os Estados Unidos.

Com isso, a receita com as vendas externas sofreria um impacto estimado em US$ 5,9 bilhões, o que representaria uma queda de aproximadamente 0,3 ponto percentual (p.p.) no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Apesar do impacto expressivo em setores específicos como combustíveis, aço e aeronaves, a demanda americana por produtos brasileiros é considerada relativamente inelástica no curto prazo, ou seja, os EUA têm dificuldade para substituir esses itens por fornecedores de outros países.
Impacto reduzido

De acordo com o Daycoval, a principal categoria exportada para os EUA — bens intermediários, que respondem por 54% das vendas — foi a que apresentou a menor elasticidade.

Neste segmento, um aumento de 50% no preço resultaria em uma queda de apenas 8,2% no volume exportado, já que a metodologia apurou a dificuldade dos americanos em substituir essas importações no curto prazo.

Outras categorias também mostraram baixa sensibilidade ao preço. As exportações de combustíveis e lubrificantes podem cair cerca de 21,8%, enquanto os bens de capital, que incluem aeronaves da Embraer (EMBR3), podem recuar aproximadamente 23,4% diante do mesmo aumento tarifário.

Para chegar às estimativas, o Daycoval utilizou um modelo econométrico baseado em séries trimestrais históricas, que relaciona o volume exportado pelo Brasil ao nível de atividade econômica e aos preços relativos nos EUA.

A abordagem considera a capacidade do Brasil de desviar parte das exportações para outros mercados e calcula elasticidades específicas por categoria de produto, capturando a sensibilidade real da demanda americana aos aumentos de preço.

Embora o impacto macroeconômico total seja relativamente limitado, o choque de receita para alguns setores específicos é significativo. Só as perdas estimadas com as exportações de bens intermediários somariam US$ 1,79 bilhão, enquanto os combustíveis e lubrificantes responderiam por um prejuízo de cerca de US$ 1,76 bilhão.

O banco ressalta que as estimativas consideram apenas os efeitos diretos da tarifa sobre as exportações e o PIB. Impactos indiretos, como uma eventual apreciação do câmbio ou deterioração das condições financeiras, podem agravar os efeitos sobre a economia brasileira.

O Estado de S.Paulo - SP   21/07/2025

Mesmo antes de Donald Trump deflagrar sua guerra tarifária, economistas já alertavam para o caráter inflacionário das medidas do presidente dos EUA.

Como, de modo geral, inflação não se materializa de um dia para o outro, o entorno trumpista passou a propagar a ideia de que o Dia da Libertação – nome que o próprio Trump deu ao dia 2 de abril, quando anunciou suas tarifas retaliatórias – não estava pesando no bolso dos americanos. Os dados de inflação de junho desmontam tal narrativa.

No mês passado, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% em relação a maio, o maior patamar mensal desde janeiro. Na comparação com junho de 2024, o avanço foi de 2,7% – a meta de inflação do Fed, banco central dos EUA, é de 2%.

Além da alta dos preços imobiliários e de energia, a inflação também subiu porque as empresas começam a repassar as tarifas de Trump para o consumidor. Os preços do café, por exemplo, aumentaram 2,2% em junho ante maio, enquanto os de frutas cítricas subiram 2,3% no mesmo período.

Ressalte-se que essa elevação de preços ocorreu mesmo com a suspensão temporária de boa parte das tarifas e antes da ameaça do republicano de sobretaxar importações brasileiras destinadas aos EUA em 50%. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), 33% de todo o café consumido nos EUA é brasileiro.

A expectativa agora é de piora do quadro inflacionário nos próximos meses, tendência negativa que pode ser ainda mais agravada se as novas tarifas de Trump (além dos 50% contra o Brasil, serão 30% para México e União Europeia) realmente vingarem.

Ao iniciar a guerra comercial, Trump afirmou que estava protegendo os americanos, que recuperariam empregos e pagariam menos pelo que consomem. Agora, porém, os próprios indicadores econômicos começam a desmentir o presidente.

Não que Trump se importe. Ao mesmo tempo em que ameaça países com tarifas que custam caro aos consumidores dos EUA, ele escala a retórica contra o presidente do Fed, Jerome Powell, que se mantém firme no compromisso de combater a inflação, como, aliás, é o que qualquer autoridade monetária séria e independente deve fazer.

Se a inflação está distante da meta, ao Fed só resta manter ou até mesmo elevar os juros. Trump, porém, que já disparou diversos impropérios contra Powell, agora busca meios de livrar-se do atual presidente do Fed, cujo mandato termina apenas em maio de 2026.

Trump vem tentando convencer lideranças republicanas a ajudá-lo a demitir Powell, tarefa complexa e nada usual na história dos EUA, dada a autonomia de que goza o Fed. E tudo isso porque o presidente acha que os juros devem cair.

Ocorre que a mão que alimenta a inflação, e impede a queda dos juros, é a do próprio Trump. Demitir Powell, além de temerário, em nada contribuiria para a queda da inflação e, consequentemente, dos juros. Pelo contrário: é muito provável que a subsequente turbulência torne ainda mais caro financiar a astronômica dívida americana.

O fato é que a conta do tarifaço chegou. E a julgar pelas ações do presidente dos EUA, seguirá subindo.

AUTOMOTIVO

IstoÉ Dinheiro - SP   21/07/2025

O setor do comércio de peças e acessórios para veículos automotores nacional avalia que o impacto do tarifaço estadunidense contra o Brasil deverá causar maior dano às montadoras instaladas nos Estados Unidos.

Segundo o presidente do Sindicato Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos (Sincopeças Brasil), Ranieri Leitão, o processo de montagem de carros no Brasil deverá sofrer poucas alterações.

“Em nosso entender, o impacto talvez seja maior para as montadoras de veículos instaladas no mercado norte-americano e que se valem de fornecedores brasileiros. Dentro do Brasil, não enxergamos qualquer alteração no processo de montagem dos veículos”, disse em entrevista à imprensa.

Segundo Leitão, o setor do comércio de autopeças nacional atua basicamente no mercado interno e não deverá sofrer impacto direto do tarifaço. “Mas nossa posição é que qualquer movimento de taxação excessiva é desastroso para os negócios em geral”, ressaltou.

O Sindipeças, que representa os fabricantes de autopeças, disse, em nota, que ainda é necessário aguardar a publicação da legislação estadunidense para confirmar qual será o alcance da sobretaxa no setor. As fabricantes nacionais produzem peças específicas para veículos dos Estados Unidos o que torna inviável redirecioná-las para outro mercado.

A balança comercial de autopeças do Brasil com os Estados Unidos é deficitária ao Brasil desde 2009. Em 2024, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 2,2 bilhões e importou US$ 1,3 bilhão em peças.

Portal Fator Brasil - RJ   21/07/2025

Caiado participa de assinatura de contrato que autoriza a exportação de veículos Mitsubishi fabricados em Goiás.

Primeiro dia de missão oficial goiana resulta em acordo que impulsionará a economia de Catalão, com aumento de produção para atender os países da América do Sul.

Já no primeiro dia de agendas de sua primeira missão oficial ao Japão, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) participou de momento estratégico para o desenvolvimento econômico de Goiás. Em visita à sede da montadora Mitsubishi, em Tóquio, no dia 14 de julho (segunda-feira), Caiado acompanhou a assinatura de um contrato que viabiliza a exportação de veículos produzidos na fábrica HPE, representada pelo grupo Souza Ramos e localizada em Catalão, para diversos países da América Latina. Até então, a unidade no Sul do Estado só podia fabricar carros para o mercado brasileiro.

—A Mitsubishi Motors é uma das empresas de maior renome internacional. Viemos aqui especialmente para ampliar nossas parcerias —afirmou Caiado. —Receba a garantia de que Goiás está de portas abertas, para cada vez mais buscarmos a ampliação da nossa fábrica da Mitsubishi. Enche de orgulho nós, goianos, poder sediá-la no Brasil —acrescentou o governador.

A missão ao país asiático busca consolidar Goiás como polo de excelência na produção de veículos, especialmente no segmento de veículos híbridos, além de atrair investimentos em tecnologias industriais avançadas. O governador destacou um dos principais diferenciais do Estado. —É um estado que tem a sua localização bem no meio do país, equidistante dos extremos — pontuou. Caiado também exaltou a cultura e a educação do povo japonês. —É algo que encanta a todos nós, por aquilo que nós queremos também transformar o nosso Estado de Goiás em futuro, o nosso Brasil. Poder avançar também na parceria na área da saúde, inteligência artificial, com energia renovável, água em abundância e, ao mesmo tempo, com uma legislação moderna para que as empresas ali possam se instalar —acrescentou.

A assinatura do acordo, articulada com o apoio institucional do Governo de Goiás, representa um marco para a indústria goiana e fortalece a política estadual de atração de investimentos com foco em inovação, sustentabilidade e geração de emprego. —Além de aumentar o número de carros fabricados em Catalão, crescendo consequentemente a geração de emprego e de ICMS também para a cidade e para o Estado, o acordo permite que a HPE exporte para toda a América do Sul. Goiás vai agora fabricar carros para exportar para a Argentina, para o Chile, para todos os países do Mercosul e todos os países que tiverem Mitsubishi na América do Sul, ela tem o direito de exportar —explicou o titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Investimentos — Recentemente, a Mitsubishi Motors no Japão anunciou investimentos de R$ 4 bilhões até 2032 em Goiás. A montadora japonesa mantém uma unidade produtiva no município de Catalão, região sul do Estado, há mais de três décadas, sendo um dos pilares da indústria automotiva no estado.

— Em 1998, começamos a produção local em Goiás. Desde então, a produção [de Catalão] acumulada atingiu 600.000 veículos. O Brasil é um mercado importante para nossa empresa —salientou o CEO da Mitsubishi Motors, Takao Kato, que destacou o apoio fundamental do Estado para expansão da atuação da multinacional no país. —O sucesso dos nossos negócios no Brasil se deve em grande parte ao apoio caloroso do Governo de Goiás, incluindo incentivos fiscais e melhorias na infraestrutura— reconheceu.

Globo Online - RJ   21/07/2025

A Uber está se unindo à fabricante de veículos elétricos Lucid e à startup de tecnologia de direção autônoma Nuro para lançar uma frota de robotáxis elétricos. A empresa anunciou nesta quinta-feira que ela e seus parceiros irão adquirir e operar SUVs Lucid Gravity equipados com a tecnologia Nuro Driver em sua rede de transporte por aplicativo.

A Uber pretende lançar o primeiro veículo no final de 2026, em uma grande cidade dos Estados Unidos ainda não revelada, com planos de implantar pelo menos 20 mil robotáxis ao longo de seis anos.

A empresa de transporte também anunciou investimentos separados de centenas de milhões de dólares na Lucid e na Nuro. Esse financiamento incluirá US$ 300 milhões para a Lucid, que serão usados, em parte, para atualizar sua linha de montagem e integrar o hardware da Nuro aos veículos Gravity, segundo a montadora de elétricos.

A Lucid não terá dificuldades para entregar veículos suficientes para atender à demanda da Uber , afirmou o CEO interino da montadora, Marc Winterhoff, à Bloomberg TV.

— Temos capacidade suficiente — disse ele, reconhecendo que a Lucid ainda tem “algumas questões a superar” à medida que aumenta a produção. — Não prevejo nenhuma escassez.

O acordo entre Lucid e Nuro se soma a mais de uma dúzia de parcerias que a Uber já anunciou com desenvolvedores de tecnologia para veículos autônomos e montadoras, incluindo a Waymo e a Volkswagen, à medida que busca se tornar o principal aplicativo comercial de robotáxis.

No início desta semana, a Uber anunciou uma parceria com a fabricante chinesa de veículos autônomos Baidu para implantar robotáxis em vários mercados fora dos EUA. Atualmente, corridas autônomas estão disponíveis no aplicativo da Uber em Phoenix, Austin e Atlanta, nos Estados Unidos, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Os investimentos significativos da Uber reforçam ainda mais sua mudança de estratégia, abandonando o desenvolvimento interno de tecnologia autônoma — que acontecia sob a liderança do cofundador e ex-CEO Travis Kalanick — em favor de parcerias e investimentos em empresas especializadas em veículos autônomos.

A Uber tem monetizado parte de suas participações em empresas como a Aurora, de frete autônomo, para financiar investimentos futuros no ecossistema de veículos sem motorista, segundo o CEO Dara Khosrowshahi.

A concorrência está se intensificando no ainda incipiente mercado de robotáxis, com a gigante dos veículos elétricos Tesla lançando seu serviço há muito prometido em Austin, no Texas, no mês passado, e o CEO Elon Musk prometendo expandi-lo para outras cidades.

A Uber fez sua primeira parceria com a Nuro em 2022, com robôs de entrega de comida. No ano seguinte, a Nuro passou a focar no desenvolvimento de software autônomo, deixando de lado a produção e escalonamento de veículos próprios.

A parceria com a Uber também representa um cliente de destaque para a Lucid, uma das poucas fabricantes de elétricos puras nos EUA, enquanto tenta popularizar o Gravity, seu segundo modelo de veículo. A empresa vem trabalhando para acelerar a produção e as entregas, e estimou que produzirá 20 mil veículos em 2025 — mais que o dobro do ano anterior.

Protótipos de robotáxis desenvolvidos pela Lucid e pela Nuro já estão em operação nas pistas de testes fechadas da Nuro em Las Vegas. O presidente da Nuro, Dave Ferguson, que não quis especificar o valor do investimento recebido da Uber, disse à Bloomberg TV, em entrevista separada, que sua empresa e a Lucid conseguiram colocar um veículo protótipo em funcionamento em cerca de sete semanas.

Winterhoff disse que a Uber escolheu seu SUV porque a empresa consegue integrar o hardware necessário diretamente em sua fábrica. O software da Nuro será adicionado quando a Uber receber os veículos. Winterhoff já havia dito, em uma ligação com investidores em maio, que a empresa estava em negociações avançadas com parceiros para usar o Gravity com fins de direção autônoma.

“Esse é um passo na nossa jornada para expandir nossa liderança tecnológica de veículos elétricos e licenciamento para parcerias em outras áreas”, disse Winterhoff à Bloomberg esta semana. “Muita coisa pode acontecer em seis anos. Vejo isso realmente como um ponto de partida.”

A Lucid também tem trabalhado em sistemas avançados de direção e anunciou, no início deste ano, uma parceria com a Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah, na Arábia Saudita.

Winterhoff afirmou que a empresa ainda planeja continuar desenvolvendo sua própria tecnologia de direção autônoma e de assistência ao condutor. Nesta semana, a Lucid anunciou separadamente a adição de direção sem as mãos e assistente de mudança de faixa ao seu pacote de softwares.

O Estado de S.Paulo - SP   21/07/2025

A Tesla finalmente chegou à Índia, com a inauguração de um showroom na super poluída Mumbai, a capital econômica do país. É uma jogada que levou anos pra acontecer.

Os fãs estão considerando esse movimento uma virada de jogo, uma vez que abre para a marca de veículos elétricos o terceiro maior mercado automobilístico do mundo em volume, numa altura em que as vendas em declínio da empresa de Elon Musk precisam urgentemente de um impulso.

A Tesla não é a primeira fabricante de automóveis a encontrar atrativos nessa economia em rápido crescimento. Mas muitas marcas ocidentais têm sofrido ao tentar conquistar a sua fatia do bolo indiano.

Tarifas de importação punitivas sobre carros forçam efetivamente as montadoras a produzir localmente. A concorrência é acirrada: a marca local Maruti, a décima montadora mais valiosa do mundo, à frente de rivais como Ford e Stellantis, domina o mercado, ao lado de concorrentes nacionais como Mahindra e Tata. E é difícil ser lucrativo no país, já que os consumidores indianos que podem comprar carros normalmente não podem ir além de subcompactos baratos.

“Nenhuma das outras marcas que tinham grandes esperanças ao entrar no mercado indiano teve sucesso”, disse o analista da PwC Autofacts, Steven Van Arsdale, à Fortune.

Quando se trata especificamente de veículos elétricos, a demanda, embora crescente, continua insignificante. Apenas 3% dos 1,97 milhão de carros vendidos na Índia durante o primeiro semestre deste ano eram totalmente elétricos, de acordo com números fornecidos por Van Arsdale.

Isso representa apenas 60 mil carros no total, mas o segmento cresceu a uma taxa de 23% em relação ao ano anterior. “Não é muito, mas é mais do que no Japão, por exemplo”, acrescenta. Apenas 17,7 mil veículos elétricos foram vendidos no Japão durante o mesmo período, uma participação de apenas 1,3% do mercado automotivo japonês.

“Mesmo uma pequena fatia do terceiro maior mercado do mundo é certamente mais atraente do que uma grande fatia em um lugar mais rico, como Hong Kong ou Cingapura”, diz Van Arsdale.

O segmento de veículos elétricos da Índia tem sido liderado pelo modelo Tata Nexon EV, embora ele agora esteja enfrentando forte concorrência do MG Windsor, fabricado no país - em parte porque a bateria cara pode ser alugada para reduzir o preço para o equivalente a cerca de US$ 11,5 mil.

E, embora o mercado de veículos elétricos continue pequeno, o governo estabeleceu uma meta de 30% do mercado de carros novos sendo veículos elétricos até 2030. A Índia certamente poderia ter mais veículos elétricos nas ruas, já que sua poluição do ar é a quinta maior do mundo, de acordo com o Relatório Mundial sobre a Qualidade do Ar de 2024.

As concentrações de partículas finas perigosas são, em média, superiores a 50 microgramas por metro cúbico, mais de 10 vezes a diretriz recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Doze das 20 piores cidades do mundo nesse quesito estão localizadas na Índia, com Nova Délhi no topo da lista pelo sexto ano consecutivo.

Esta semana, a Tesla começou a receber pedidos para entrega em duas áreas metropolitanas: Mumbai, no sul, e Delhi, no norte. Agora, está oferecendo o Model Y em duas versões: alcance padrão, com 500 quilômetros, e longo alcance, com 622 km.

No entanto, eles têm um preço alto, o equivalente a cerca de US$ 71 mil por um veículo que custa cerca de metade disso nos Estados Unidos. Os impostos de 70% cobrados sobre os carros importados para o país são responsáveis pelo preço elevado. Um preço como esse posiciona firmemente a Tesla no segmento de luxo do mercado automotivo indiano, quando se compara com o já citado MG Windsor.

No entanto, foi uma decisão inteligente da Tesla optar por não entrar no mercado com uma versão simplificada, como fez no México, outro mercado emergente. Os consumidores indianos rejeitaram o Tata Nano, um carro deliberadamente projetado para fazer com que famílias de baixa renda trocassem suas motocicletas por carros, em parte porque o carro mais barato do mundo carecia de prestígio e status.

“Os consumidores indianos sabem que o Model Y é um carro vendido em todo o mundo que um motorista alemão ou americano também compraria”, diz o executivo da PwC.

As reformas econômicas de Modi

Muitas marcas ocidentais foram atraídas pela iniciativa do primeiro-ministro Narendra Modi de reformar uma economia burocrática que sufocava o crescimento. Seu novo Imposto sobre Bens e Serviços substituiu um código tributário bizantino que incluía esquisitices como o octroi, uma taxa municipal sobre mercadorias originárias do Império Romano. Sua abolição, em julho de 2017, foi posteriormente descrita pelo jornal The Hindu como um “evento de extinção” para empresas inteiras que surgiram em torno desse anacronismo: “Como um meteoro do espaço sideral para os dinossauros”.

No entanto, ainda existem grandes diferenças entre os governos regionais. Receber um Tesla Model Y não em Délhi, mas na cidade-satélite vizinha de Gurugram (antiga Gurgaon), a menos de 32 km de distância, custará caro ao consumidor. Isso porque um imposto rodoviário muito mais pesado cobrado no Estado de Haryana, onde Gurugram está localizada, acrescenta US$ 6,7 mil ao preço de compra.

Essas dificuldades específicas da Índia são, em parte, a razão pela qual as montadoras europeias Fiat e Opel fecharam suas portas. Até mesmo a marca de baixo custo Datsun, da Nissan, que escolheu a Índia para seu relançamento, acabou fechando. O Grupo Volkswagen, segundo colocado no mundo atrás da Toyota, ainda está presente, mas continua enfrentando dificuldades.

“A General Motors e a Ford também tentaram entrar no mercado, chegando a montar fábricas, mas não eram competitivas e acabaram redirecionando suas unidades para a exportação, porque pelo menos os custos de mão de obra na Índia são baixos”, diz Van Arsdale.

Valor - SP   21/07/2025

Empresas registraram seguros obrigatórios antecipadamente, o que permitiu computar número antes mesmo do interesse de compradores.

As fabricantes de veículos elétricos chinesas Neta e Zeekr inflaram suas vendas nos últimos anos para bater metas agressivas, ultrapassando os 60 mil carros no caso da Neta, segundo documentos a que a Reuters teve acesso e entrevistas com revendedores e compradores.

As empresas fecharam esquemas para que os carros fossem segurados antes de ser vendidos para os compradores, segundo os documentos, o que permitiu às empresas registrar as vendas mais cedo, conforme as práticas de registro chinesas, para cumprir as metas de vendas mensais e trimestrais, afirmam vendedores e clientes.

A Neta registrou a venda antecipada de pelo menos 64.719 carros usando esse método, entre janeiro de 2023 e março de 2024, segundo cópias de registros enviadas aos vendedores e vistas pela Reuters. O número representa mais da metade das vendas totais, de 117 mil veículos, que a empresa divulgou ao longo do período de 15 meses. O esforço da Neta para antecipar o registro das vendas não era conhecido até agora.

A Zeekr, uma marca premium de veículos elétricos pertencente à Geely, usou o mesmo método para registrar antecipadamente vendas no final de 2024, na cidade de Xiamen, no sul da China, por meio de sua principal revendedora, a Xiamen C&D Automobile, que pertence ao governo, de acordo com vendedores, compradores e recibos de vendas a que a Reuters teve acesso.

Analistas e investidores que acompanham o mercado automobilístico da China medem a performance e estimam os níveis de estoque com base em dois sistemas de dados. Por um lado, os números do atacado são informados pelas fabricantes para as associações industriais e mostram as vendas das fabricantes para os vendedores; por outro, os dados do comércio são levantados a partir do registro do seguro obrigatório para veículos, e mostram as vendas para usuários.

Veículos que são registrados como vendidos antes de chegar ao comprador são chamados de “carros usados zero quilômetro” na indústria automobilística chinesa. A prática surgiu devido à competição intensa por vendas no maior mercado automobilístico do mundo, que está claudicante depois de anos de uma guerra de preços brutal causada por superprodução crônica.

Agora, a indústria está tendo que acertar as contas, à medida que a mídia estatal tem chamado atenção para a prática do carro usado zero quilômetro, o governo central tem pedido regulação da competição “irracional”, e outros órgãos públicos têm organizado reuniões com representantes da indústria para demonstrar preocupação com esses métodos. No sábado (19), uma publicação da Associação de Fabricantes de Veículos da China disse que o ministro da indústria estava planejando atacar a prática banindo a revenda de veículos por seis meses após o registro de venda.

Foco da mídia estatal

Ainda no sábado, a mídia estatal chinesa noticiou que a Zeekr tem vendido carros com o seguro já comprado para inflar os números, nomeando uma empresa específica pela primeira vez, um sinal e que as autoridades chinesas estão tratando as medidas de repressão com seriedade.

Em uma reportagem de primeira página, o Diário de Títulos da China, um dos jornais financeiros mais importantes do país, gerido pelo governo, entrevistou compradores de carros Zeekr em cidades como Guanghzou e Chongqing. O jornal disse que esses consumidores descobriram que seus carros já tinham seguro antes de ser vendidos.

Os compradores negaram uma oferta de reembolso, apesar de terem se sentido enganados. O jornal questionou as vendas incomumente altas nas cidades de Shenzhen e Xiamen em dezembro. As vendas registradas com base no volume de contratação de seguro aumentaram para 2.737 em Xiamen naquele mês, mais de 14 vezes a média mensal de vendas.

O Diário de Títulos da China também questionou as vendas da Neta, apontando anomalias. Agora, a Reuters está revelando detalhes de como a Neta inflou as vendas. A dona da Neta, Zhejiang Hozon New Energy Automobile, e a Xiamen C&D, não responderam aos pedidos de comentário feitos no sábado. Um porta-voz da Geely disse que a empresa “rejeita veementemente as notícias divulgadas pelo Diário de Títulos da China”. O porta-voz não quis comentar as descobertas da Reuters ou abordar detalhes.

A Zeekr afirmou, neste domingo (20), por meio de sua conta na rede social chinesa Weibo, que os veículos mencionados na reportagem eram destinados às vitrines das concessionárias. A empresa confirmou que os carros tinham sido segurados com o seguro obrigatório para garantir a segurança durante sua exibição, e que os veículos ainda eram legalmente novos quando foram vendidos aos consumidores. A empresa não respondeu diretamente os questionamentos da Reuters a respeito de sua contabilização nas vendas.

A nota divulgada na Weibo também afirmou que a empresa montou uma investigação interna para averiguar as acusações, sem apresentar detalhes. Li Yanwei, um analista da Associação de Vendedores de Automóveis da China, afirmou na Weibo no sábado que ele acredita que a Zeekr e a Neta adotaram esse procedimento para embelezar seus relatórios financeiros e atingir metas de performance. “Essa forma de valorizar a performance não é recomendável”, ele afirma.

Pressão sobre os vendedores

No mês passado, o Diário do Povo, que costuma se alinhar à visão do Partido Comunista Chinês, publicou um editorial condenando a venda de carros usados zero quilômetro no mercado interno, e listando um rol de prejuízos que a prática causa para a indústria e os compradores. Neste mês, quatro associações de concessionárias baseadas na próspera região do Delata do Rio Yangtze pressionaram as fabricantes a fixar metas e políticas de incentivo mais razoáveis, afirmando, sem apresentar detalhes, que os vendedores estão sendo forçados a falsificar as vendas.

A Neta registrou vendas antecipadas contratando seguros para os carros antes de enviá-los aos revendedores, segundo registros compartilhados com a Reuters e o depoimento de um revendedor da marca.

Os registros detalham cada veículo vendido e o seguro contratado, acompanhados do nome do agente de seguro que fez a transação. Os revendedores podiam consultar esse registro quando encontrassem um comprador para transferir a apólice, de acordo com cópias dos documentos a que a Reuters teve acesso. A companhia registrou a venda antecipada de 64.719 carros desta forma. “No caso da Neta, a empresa deixou claro para os revendedores que os carros estavam segurados antes da hora e, portanto, contavam como vendidos”, afirmou o vendedor, que não quis ser identificado por medo de retaliação. “Nós tivemos que lembrar os consumidores que o seguro era gratuito e que iria vencer antes do aniversário da compra, e precisaria ser renovado no momento certo”, disse.

Mas três compradores de carros da marca, que também pediram para não ser identificados, disseram à Reuters não ter sido informados de que os seguros estavam ativos muito antes do momento da compra, só descobrindo o fato quando as apólices venceram. O vendedor disse que a Neta começou a adotar a prática desde o fim de 2022, para conseguir subsídios para veículos elétricos que acabariam naquele ano.

As vendas da Neta tiveram um pico em 2022, quando ela alcançou o posto de oitava maior fabricante de veículos elétricos da China, com 152 mil veículos vendidos. As vendas caíram para 87.948 veículos no ano passado, incluindo 23.399 carros exportados. No primeiro trimestre, foram vendidos 1.215 carros da marca, segundo dados da Associação de Fabricantes Automotivos da China. A empresa está enfrentando dificuldades financeiras desde o final de 2024, e sua dona, a Zhejiang Hozon New Energy Automobile, ingressou com procedimentos para declaração de falência, segundo a mídia estatal.

“Just do it”

A Zeekr, que está sendo privatizada pela Geely Auto, registrou vendas com a ajuda da Xiamen C&D, que cuida das transações para a Zeekr e outras marcas. A Xiamen C&D registrou os seguros dos veículos em nome de duas subsidiárias em dezembro, permitindo à Zeekr registrar as vendas antes do fim do ano, segundo quatro revendedores e dois compradores, além de um recibo a que a Reuters teve acesso. Nos meses seguintes, os carros foram revendidos para compradores em outras cidades, como Pequim e Chongqing, segundo as fontes.

“O vendedor disse que o carro custaria 3 mil yuans (US$ 420, ou R$ 2,3 mil) a menos que um carro que eu comprasse na loja, e eu também ganharia um cupom de 10 mil yuans”, disse um comprador em outra cidade do sul da China. Ele pediu para não ser identificado, temendo retaliação da empresa.

O Diário de Títulos da China noticiou que a maioria dos compradores falou que seus carros foram segurados pela Xiamen C&D e suas afiliadas.

A Reuters não conseguiu determinar qual proporção das vendas da Zeekr em Xiamen em dezembro foram antecipadas. Dados da Associação de Concessionárias de Automóveis da China mostram que 2.508 das 2.737 vendas da Zeekr em Xiamen em dezembro foram feitas para empresas, e 257 para compradores individuais. Mas dados publicados pelo departamento de administração de veículos de Xiamen mostrou que só 217 carros foram emplacados em dezembro, que normalmente é a primeira coisa que os compradores fazem quando adquirem automóveis.

O revendedor da Neta disse que muitos dos carros usados zero quilômetro que ele recebeu da empresa continuam em seu estoque, sem ter sido vendidos. A empresa “só tinha um recado: Só faça, todo mundo está fazendo”.

Valor - SP   21/07/2025

Tesla deve divulgar os resultados do segundo trimestre, no dia 23.

Parece que Elon Musk, CEO da Tesla, voltou a dar duro no trabalho. Os investidores da fabricante de automóveis vão ficar felizes em saber. Eles estarão ansiosos para ouvir mais de Musk ao longo da semana, quando a Tesla vai divulgar os resultados do segundo trimestre, no dia 23.

“De volta ao trabalho 7 dias por semana e dormindo no escritório se meus filhos pequenos não estão por perto”, Musk tuitou no sábado (19).

Os últimos meses têm sido um furacão na vida de Musk, que foi de apoiador público da candidatura de Donald Trump, a funcionário do presidente em um emprego controverso reduzindo o governo federal, e depois abandonando o posto e brigando publicamente com Trump nas redes sociais. Musk também ameaçou fundar um novo partido político.

A ação da Tesla era negociada por aproximadamente US$ 250 quando Musk passou a apoiar Trump em julho de 2024. O valor atingiu um pico de US$ 488,54 logo após a posse presidencial, com a euforia dos investidores de que a relação entre Trump e Musk beneficiaria os negócios do empresário. Mas então a situação se deteriorou. A ação da Tesla passou a ser negociada abaixo de US$ 215 em abril em meio ao temor pelas tarifas e as vendas decrescentes da Tesla.

A empresa vendeu 721 mil veículos na primeira metade do ano, uma queda de 13% em relação ao mesmo período de 2024, o que levantou o temor de que a política de Musk esteja afastando clientes essenciais da Tesla — pessoas com tendências à esquerda buscando por alternativas sustentáveis. No início de 2025, Wall Street esperava que as vendas estivessem próximas de 970 mil no primeiro semestre, segundo o FactSet.

Para o segundo trimestre, a Tesla vendeu cerca de 384 mil veículos, em linha com as expectativas reduzidas. Wall Street agora espera ganhos de cerca de US$ 0,40 por ação, uma queda em relação aos US$ 0,50 do mesmo período de 2024.

Se os ganhos caírem de novo, vai ser a sexta queda trimestral nos últimos oito trimestres. Ainda assim, as ações da Tesla são negociadas na proporção de quase 180 vezes o ganho estimado da empresa para 2025.

Muito dessa expectativa está ligado ao próprio Musk. Investidores acreditam que ele vai inaugurar uma nova onda de crescimento de ganhos por meio de inovação e inteligência artificial. A Tesla lançou seus táxis-robôs treinados por IA em Austin, no Texas, em junho.

Na quarta-feira, os investidores esperam uma atualização sobre os táxis-robôs e outros robôs treinados por IA, que a Tesla espera começar a comercializar em 2026.

Eles também vão estar de olho em planos para recuperar a venda de carros, que poderiam incluir um prometido modelo mais barato, um plano que vem sendo aventado há algum tempo. A gerência da Tesla reiterou estar comprometida com carros mais baratos na conferência para investidores do primeiro trimestre, mas ninguém viu o carro prometido ainda.

O mais importante, no entanto, é que investidores querem ver Musk totalmente comprometido com a Tesla, e perceber que a situação vai continuar assim por um período razoável.

Antes da abertura de segunda-feira, a ação da Tesla tinha caído cerca de 18% no ano até agora, mas subido cerca de 38% nos últimos 12 meses.

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   21/07/2025

As construtoras que atuam com imóveis de até R$ 500 mil ampliaram os lançamentos e as vendas no segundo trimestre, conforme mostram os balanços operacionais divulgados nos últimos dias. O setor já vinha em alta nos trimestres anteriores e teve o fôlego renovado com a recente criação da faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que entrou em vigor em maio e passou a cobrir uma parcela de empreendimentos que estavam enfrentando baixa liquidez.

As maiores empresas do setor listadas na Bolsa (Cury, Direcional, MRV, Plano & Plano e Tenda) lançaram, juntas, empreendimentos avaliados em R$ 9 bilhões no segundo trimestre de 2025, o equivalente a uma expansão de 28,3% em relação ao mesmo período de 2024. As vendas líquidas totalizaram R$ 8,2 bilhões, subida de 12,3%.

A faixa 4 veio para cumprir uma promessa de campanha do governo Lula e atender os consumidores de classe média-alta, com renda mensal entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil. Este segmento vinha sendo espremido pela subida de juros dos financiamentos, que foram ao patamar de 12% a 13% por ano. Por sua vez, a faixa 4 oferece crédito subsidiado, com taxas na ordem de 10,5% ao ano, patamar inferior ao praticado fora do MCMV. Para isso, o governo captou recursos do fundo de exploração do pré-sal.

“A venda está bastante forte no Minha Casa Minha Vida, com a demanda aquecida. Por isso temos sido mais agressivos em lançamentos”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da MRV, Ricardo Paixão. “Com as vendas crescentes, esperamos uma receita maior trimestre a trimestre.”

O diretor financeiro disse que a faixa 4 já responde por cerca de 20% dos lançamentos da MRV. A empresa não está criando projetos específicos para o setor, mas sim enquadrando projetos que já estavam em desenvolvimento nessa faixa de preço. Com juros mais baixos, a MRV tem observado melhora no acesso das famílias à casa própria.

Assim, a construtora tem aproveitado para reduzir o parcelamento do valor da entrada (chamada “pro soluto”, no jargão do mercado), um mecanismo usado para não perder clientes com dificuldade de fechar negócio. Em outros casos, a prioridade é acelerar a velocidade de vendas ou subir o preço em busca de melhora da margem de lucro. No segundo trimestre, o preço médio dos imóveis vendidos foi de R$ 270 mil, crescimento de 7,6%.

Na Cury, o resultado trimestral também foi considerado positivo. “Lançamentos, vendas e repasses estão muito saudáveis, com geração de caixa forte. Não podemos reclamar de nada”, afirmou o diretor de Relações Institucionais e com Investidores, Ronaldo Cury. O empresário disse que o desempenho favorável é resultado de um “alinhamento dos planetas”, isto é, uma conjunção de fatores favoráveis. Os principais foram os ajustes no MCMV. Com a criação da faixa 4, 94% dos projetos da empresa passaram a se enquadrar no programa e a ter acesso a financiamento com juros subsidiados. Antes, eram 70%.

“Parte das nossas unidades tinham valores acima de R$ 350 mil ou eram negociadas para clientes com renda acima de R$ 8,6 mil. Após a criação da faixa 4, a cobertura aumentou”, ressaltou. Para ele, a destinação de recursos do pré-sal para o segmento foi “um golaço”. Na Cury, o preço médio dos novos apartamentos foi a R$ 337,8 mil no segundo trimestre, aumento de 8,8% na comparação anual. A subida refletiu o mix com mais produtos de maior valor agregado, como também um reajuste de preços visando ganhos reais na margem de lucro.

O presidente da Direcional, Ricardo Gontijo, afirmou que está otimista com as perspectivas para os negócios enquadrados no MCMV. Após as mudanças, 90% dos empreendimentos da companhia ficaram elegíveis ao programa. “A faixa 4 trouxe para o mercado uma quantidade muito grande de famílias que, antes, não conseguiam comprar. Havia uma demanda reprimida. Nós estamos otimistas porque agora elas voltam a ter capacidade de compra”, afirmou, prevendo elevação das vendas também ao longo do segundo semestre. “Vejo uma demanda muito forte por imóveis até R$ 500 mil.”

A Emccamp, com sede em Belo Horizonte e empreendimentos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, está se preparando para dobrar o volume anual de lançamentos entre 2025 e 2027, quando planeja atingir R$ 2 bilhões em negócios. O diretor financeiro e de relações com investidores, André Avelar, disse que a empresa está deslanchando junto com o MCMV. “A perspectiva continua excelente para nós e para o segmento como um todo. Agora é a hora da habitação popular entregar muitos bons resultados”, falou.

Com a faixa 4, todos os projetos da empresa estão dentro do programa, o que gerou um ganho de liquidez para a Emccamp. “Tínhamos apartamentos acima de R$ 350 mil que antes eram comercializados fora do programa, a juros mais altos. Com a nova faixa, conseguimos enquadrar esses produtos.”

A Tribuna - SP   21/07/2025

A construção de grandes empreendimentos pelo setor privado em Praia Grande promete mudar o patamar da cidade nos próximos anos. Ao todo, são cinco projetos, sendo que dois estão em obras. O município já apresenta um crescimento econômico nos últimos anos, porém os novos projetos tendem a elevar ainda mais o desenvolvimento local.

O prefeito Alberto Mourão (MDB) ressaltou que a população de Praia Grande e de toda a Baixada Santista será beneficiada com os empreendimentos. A estimativa da Administração Municipal é que mais de 6 mil vagas diretas de emprego sejam criadas. Além disso, os locais vão proporcionar oportunidades de trabalho de forma indireta.

“Com o aumento da arrecadação do município com os empreendimentos, certamente vamos ter mais recursos para investir na melhoria dos serviços públicos da cidade”, comentou Mourão.

Para o prefeito, além da economia, os empreendimentos vão trazer diversão e lazer para os moradores da Baixada Santista e turistas. O chefe do Executivo lembrou também a questão da mobilidade urbana, citando a necessidade da chegada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Praia Grande.

Em construção
As obras do Villamar Shopping, localizado na Avenida Presidente Kennedy, próximo ao Paço Municipal, no Mirim, tiveram início neste mês. A previsão é que o novo shopping do Grupo Mendes seja entregue no segundo semestre de 2027.

O complexo contará com 160 mil m². Só na área bruta locável (ABL), serão 42 mil m², ultrapassando o Praiamar Shopping, na Aparecida, em Santos, que possui 40 mil m² de ABL.

O empreendimento será distribuído em três níveis de lojas, totalizando 345 unidades comerciais. A estrutura inclui seis salas de cinema, oito lojas âncoras, uma praça de alimentação com 30 operações e capacidade para 1.700 pessoas. O estacionamento foi projetado para oferecer 1.920 vagas a veículos, distribuídas em três pisos, além de 380 vagas exclusivas para motocicletas.

A superintendente de malls do Grupo Mendes, Mariane Doconski, salienta que o Villamar Shopping é um empreendimento planejado para atender tanto às necessidades atuais e futuras da população, oferecendo um mix completo de lojas, serviços, lazer e comodidade.

“A presença do shopping certamente atrairá novos investimentos para a região, contribuindo para a valorização imobiliária, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da Baixada Santista como destino estratégico para grandes empreendimentos”, pontuou Mariane.

A expectativa é que, depois da inauguração, sejam geradas entre 3 mil e 4 mil oportunidades de trabalho de forma direta e indireta. Só na construção do empreendimento, a estimativa é de 2 mil trabalhadores empregados.

Outro empreendimento de grande porte que está em obras é a unidade da rede internacional de restaurantes Hard Rock Cafe, que ficará dentro do Litoral Plaza Shopping. As obras estão dentro do cronograma e o local deve ser inaugurado ainda neste ano.

Além da parte de alimentação, o Hard Rock Cafe Praia Grande contará com um museu com itens ligados à música, inclusive com objetos relacionados à banda Charlie Brown Jr.

Projetos
O projeto do hotel Hampton By Hilton deve ser o próximo a sair do papel. O empreendimento será construído pela NR Sports, empresa da família de Neymar, em parceria com o Grupo Peralta.

O hotel que deve ser entregue no primeiro semestre de 2026 terá 100 quartos. O empreendimento faz parte do segmento upper midscale, acima do padrão médio, mas sem chegar à categoria de resorts de luxo.

De acordo com Júlio Peralta, diretor executivo do Grupo Peralta, o espaço comercial do grupo tem acompanhado o crescimento de Praia Grande. “Buscamos gerar experiências para os visitantes muito além de um centro de compras”.

Por fim, a criação de um terminal marítimo de cruzeiros com capacidade para receber dois navios e com foco no embarque e desembarque de passageiros também está em pauta. O Grupo Peralta estima que o investimento seja de R$ 1 bilhão.

Novo CT do Santos Futebol Clube será atração
Outra atração que promete movimentar Praia Grande é o novo Centro de Treinamento do Santos Futebol Clube, que foi anunciado pelo presidente do clube, Marcelo Teixeira, e pelo empresário Neymar da Silva, pai de Neymar, em evento no início de junho.

O CT será destinado ao elenco profissional do Peixe, em uma área de mais de 90 mil m², na entrada da cidade. No total, são cinco campos. O Santos Futebol Clube ficará com dois de forma exclusiva e três serão destinados para parceiros comerciais.

Além disso, está previsto aparato com hotelaria e alojamento para receber os atletas e as delegações. Ainda não existe uma previsão para início das obras, já que o projeto depende da autorização de órgãos reguladores na questão ambiental.

Existe também a possibilidade de uma construção de uma arena multiuso no local com capacidade para 35 mil pessoas, que está na fase de estudos. A arena gerenciada pela NR Sports poderá servir como palco para jogos do Santos, shows e eventos de grande porte.

Turistas
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Praia Grande (ACEPG), Fabrício Fernandes, citou que o setor vê com bons olhos os novos projetos da cidade. “Os empreendimentos devem atrair ainda mais os turistas para cidade, movimentando diversos setores do comércio, que ainda carrega as consequências deixadas pela pandemia da covid-19”, ressaltou.

Fabrício também pontuou a movimentação intensa de pessoas na temporada de verão. Segundo dados do Ministério do Turismo, Praia Grande é a quarta cidade mais visitada do País durante o período. Outro ponto que favorece o número de comércios na cidade é o crescimento populacional de Praia Grande. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que nos últimos 10 anos, a cidade ganhou mais de 70 mil novos moradores e a população passou de 293.695 para 365.577.

FERROVIÁRIO

Porto Gente - SP   21/07/2025

O engajamento dos governadores no Movimento Pró-Ferrovias inaugura um novo capítulo na campanha de entidades empresariais do Sul e Centro-Oeste brasileiro para o projeto logístico intermodal, com foco no ferroviário. A avaliação é do diretor de ferrovias da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e da Associação Comercial, Industrial, Agronegócios e Serviços de Chapecó (ACIC), Lenoir Antônio Broch.

O dirigente manifestou que a recente iniciativa do governador Jorginho Mello em articular lideranças dos quatro Estados – Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – em favor da ferrovia norte-sul (Ferrosul) dará impulso ao movimento, podendo acelerar as etapas para elaboração de estudos de viabilidade, projetos de engenharia e definição de processos licitatórios para construção das vias férreas.

Broch anunciou que, para robustecer o movimento, o 2º Simpósio de Integração Logística do Sul está programado para os dias 13 e 14 de novembro, em Chapecó, ocasião em que estarão reunidas as lideranças do movimento com autoridades, empresários e investidores. "Também reuniremos os governadores e avançaremos em definitivo para viabilizar os projetos ferroviários", acrescentou.

O Seminário discutirá a integração dos modais para que se integre o ferroviário, o rodoviário e o marítimo, buscando solução para movimentar insumos e produtos acabados para a indústria e comércio de alimentos e bebidas, móveis, combustíveis e biocombustíveis, madeira e aço, grãos, construção, têxtil, equipamentos elétricos, cerâmico, fármaco, metalomecânico, plástico, dentre outros.

O diretor da Facisc e da ACIC assinalou que "precisamos ampliar os modais logísticos brasileiros, com olhar integrador e desenvolvimentista sobre o futuro que se quer. Por isso, as entidades catarinenses do movimento Pró-Ferrovias propõem um transporte ferroviário integrado, com o objetivo de garantir e viabilizar a continuidade de uma das maiores cadeias produtivas do Brasil – o Agronegócio, entre outros setores ameaçados pela falta de competitividade com outros mercados".

"Um dos principais dramas é do parque agroindustrial de Santa Catarina, que necessita cobrir seu déficit de 7 milhões de toneladas de milho, buscando esse grão no Centro-Oeste brasileiro, em uma imensa, cara e insustentável operação rodoviária. Se não construirmos uma ferrovia, em médio prazo essas agroindústrias se transferirão para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás", relatou Broch.

Lenoir Broch apontou que a atividade agroindustrial, em Santa Catarina, é responsável por 70% do volume de exportação e 50% da arrecadação com exportações, o que não difere dos demais Estados. O movimento econômico gerado no mercado interno catarinense por meio da produção agroindustrial é de mais de R$ 12 bilhões e soma-se a este os mais de US$ 4 bilhões das exportações para mais de 150 países.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/07/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (18), R$ 1,4 bilhão em novos recursos para as obras da Ferrovia Transnordestina. Lula visitou um dos trechos já finalizados do empreendimento, no município de Missão Velha, no Ceará, e disse que não faltarão recursos para as obras.

Lula destacou a importância da ferrovia para as cadeias produtivas da região e afirmou que o Nordeste precisa ter a chance de progredir.

“O Nordeste precisa dessa obra. O Nordeste não quer ser mais tratado como se fosse a parte pobre do Brasil. O Nordeste precisa ser respeitado”, disse.

Lula falou sobre as dificuldades para dar andamento ao projeto, lançado em 2006, em seu segundo mandato na Presidência da República, e afirmou que quer inaugurar a Transnordestina antes do fim do atual mandato, em 2026.

“Todo dia tinha um problema. Era um problema na Justiça, era um problema no meio ambiente, era um problema de dinheiro. Essa estrada foi, foi, foi, e eu imaginava que ela fosse acabar em 2012. Eu saí em 2010, voltei à Presidência 15 anos depois, e essa ferrovia tinha andado muito pouco. Aliás, já não havia mais interesse de fazer essa ferrovia. Eu assumi a responsabilidade de que nós vamos concluir essa ferrovia, custe o que custar”, acrescentou.

Dos novos aportes do governo federal, R$ 600 milhões serão liberados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) nos próximos meses e R$ 816 milhões a partir do leilão de desinvestimento e liquidação do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor).

O orçamento total do empreendimento chega a R$ 15 bilhões, dos quais, R$ 8,2 bilhões já realizados, entre recursos públicos e privados. Ao citar os valores aplicados, o governo destacou que o retorno anual estimado da ferrovia no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos) do Semiárido é de até R$ 7 bilhões.

Atualmente, 280 quilômetros de obras de infraestrutura estão em execução na Transnordestina, gerando mais de 4 mil empregos diretos e envolvendo mais de R$ 4 bilhões em contratos assinados. No total, a ferrovia tem 1.209 quilômetros de extensão e passa por 53 municípios; de Eliseu Martins, no Piauí, vai até o Porto do Pecém, no Ceará, passando por Salgueiro, em Pernambuco.

O início da operação da ferrovia está previsto para o final deste ano, em fase de comissionamento, com os primeiros transportes de cargas saindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí até a região centro-sul do Ceará e a algumas regiões de Pernambuco.

Soja, farelo de soja, milho e calcário estão entre os principais produtos a serem transportados.

Infomoney - SP   21/07/2025

A licitação para as obras da construção da Linha 19 (Celeste) do Metrô de São Paulo foi novamente adiada, segundo publicação no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 18. O projeto, dividido em três lotes, estava previsto para ser licitado na próxima semana. No entanto, o processo foi reagendado para 22, 23 e 24 de setembro.

O investimento previsto é de R$ 19,5 bilhões. Com 17,6 quilômetros, a Linha 19-Celeste vai ligar a região do Anhangabaú, no centro de São Paulo, até o Bosque Maia, na cidade de Guarulhos, passando pela zona norte da capital.

O Metrô de São Paulo já havia adiado o processo do início de junho para os dias 22 a 24 de julho. Com o nova postergação, está prevista a licitação do Lote 1 em 22 de setembro, do Lote 2 na data subsequente e do Lote 3 no dia 24.
O Metrô de São Paulo afirma que o adiamento busca atender às diversas “solicitações encaminhadas por empresas interessadas em participar da licitação, justificadas com base na complexidade multidisciplinar do objeto”.

A previsão é de que as obras para construção da Linha 19 comecem em 2026 com prazo de 75 meses para conclusão. No total, serão 15 estações, sendo 10 em São Paulo e 5 em Guarulhos.

Rodoviário

Diário do Comércio - MG   21/07/2025

Em 2025, o Governo de Minas, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), está investindo mais de R$ 700 milhões em serviços de infraestrutura rodoviária por meio dos novos contratos de manutenção e conservação, que atendem as 40 unidades regionais da autarquia em todo o estado.

O aporte de recursos representa um aumento de 125% em comparação ao praticado em 2022, que foi da ordem de R$ 310 milhões, e vai permitir a revitalização de mais de mil quilômetros de segmentos rodoviários até o final do ano.

“O DER-MG vem investindo cada vez mais na malha rodoviária estadual. O resultado é que temos rodovias melhores na medida da evolução das obras que acontecem em todas as regiões mineiras”, destaca o diretor-geral do DER-MG, Rodrigo Tavares.

Segundo ele, dados consolidados sobre a qualidade da malha estadual mineira, levantados pela equipe do DER-MG, apresentam queda no índice de rodovias consideradas ruins, passando de 22,1% em outubro de 2022 para 13,4 %, em abril de 2025, redução de quase 9%. Neste mesmo período, o índice de rodovias boas subiu, saltando de 34,1% para 45,9%.

Os novos contratos abrangem dezenas de obras de manutenção e conservação, tanto na rede pavimentada quanto na não pavimentada, e inclui, também, a recuperação de aterros, revitalização de sinalização, podas, capinas, entre outras atividades.

Um exemplo de trabalho já realizado por meio dos novos contratos é a MG-255, entre Cruzeta e Tapagipe, no Triângulo Mineiro. O trecho foi todo revitalizado e ganhou nova sinalização nas pistas, além de serviços de limpeza dos dispositivos de drenagem, capina, e outras intervenções.

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Em outro ponto do estado, na região Central, o DER está revitalizando o pavimento da MGC-259, entre Curvelo e Felixlândia e entre Curvelo e Presidente Juscelino, em uma extensão de mais de 85 quilômetros.

O novo modelo de contrato praticado pelo DER-MG tem permitido mais agilidade nas respostas às demandas que surgem no dia a dia, sobretudo em período de chuvas, que temos enfrentado de forma mais tranquila que em anos anteriores, por causa do grande volume de recursos, conforme explica o diretor-geral.

“No momento estamos com apenas com dois trechos de interrupção total, um em Botumirim, Norte de Minas (projeto concluído) e outro na região Central, em Igaratinga (projeto em andamento). Além disso, são apenas sete pontos com tráfego por meio de variante e em todos já fase de licitação”, detalha Tavares.

Além das obras de conservação e manutenção de natureza continua, previstas nos novos contratos, o Governo de Minas deve terminar 2025 com outro dado importante. Serão mais de 2,2 mil quilômetros de rodovias estaduais recuperadas por meio o programa Caminhos pra Avançar.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   21/07/2025

Terminais em Santos (SP) e em São João da Barra (RJ) receberam autorização do Ministério de Portos e Aeroportos para investimentos privados.

O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou investimentos de mais de R$ 1,5 bilhão de recursos privados para projetos de modernização de portos em São João da Barra (RJ) e em Santos (SP). As autorizações fazem parte de um pacote nacional, lançado no início deste mês pelo ministro Silvio Costa Filho, que totaliza, apenas nesta fase, R$ 4,7 bilhões em investimentos do setor produtivo para modernizar a infraestrutura portuária em várias regiões do Brasil.

O Terminal de Combustíveis Marítimos do Açu (Tecma), na cidade de São João da Barra (RJ), receberá R$ 275,3 milhões para ampliação de sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. O investimento, que representa o primeiro termo de apostilamento do terminal, expandirá a infraestrutura dedicada para importação e comercialização de combustíveis marítimos.

O Tecma possui flexibilidade operacional para entregar combustível marítimo MGO (óleo diesel marítimo) tanto no Porto do Açu quanto offshore, diretamente às plataformas petrolíferas, posicionando o terminal como hub estratégico para abastecimento de embarcações e operações marítimas.

Já no Porto de Santos (SP), o maior da América Latina, o investimento autorizado chega a R$ 1,24 bilhão e será direcionado à modernização da estrutura voltada ao transporte de passageiros. O “Projeto Santos + Vivo” prevê a construção de um novo terminal de cruzeiros na Ponta da Praia, com uma área de 294 mil metros quadrados, ampliando a capacidade de atendimento ao turismo marítimo e fomentando a economia local.

Terminais de uso privado — Durante a cerimônia de assinatura de novas autorizações portuárias, realizada no dia 9 de junho, o ministro Silvio Costa Filho reforçou o papel estratégico dessas autorizações. —Além dos R$ 4,7 bilhões de recursos movimentados com as autorizações assinadas nesta solenidade, até o final do ano devem ser autorizados projetos no valor de mais de R$ 5 bilhões; ou seja, a autorização de contratos destinando mais de R$ 10 bilhões para o setor portuário— destacou.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou que os investimentos privados vêm mostrando a força do modelo portuário brasileiro e o papel complementar entre portos públicos e privados. —Ao contrário do que já se pensou, não há uma disputa entre portos públicos e portos privados, mas sim iniciativas que se complementam. Quando se olha para a matriz de movimentação de carga do nosso país, vê-se que 65% das nossas movimentações são realizadas nos terminais de uso privativo, o que mostra essa dimensão e essa importância — disse.

Mais investimento no Sudeste — O Sudeste também avança em outras frentes de modernização portuária. Em fevereiro deste ano, os governos Federal e do Estado de São Paulo assinaram a prorrogação da delegação do Porto de São Sebastião, estendendo sua operação até 2057. O objetivo, segundo o ministro Silvio Costa Filho, é viabilizar um grande projeto para transformar São Sebastião em um hub logístico de operações de contêineres, reforçando o papel estratégico da região no desenvolvimento econômico nacional.

Valor - SP   21/07/2025

Pequim quer que a empresa chinesa Cosco receba uma participação da venda dos terminais da CK Hutchison para a BlackRock e a Mediterranean Shipping Company.

A China está ameaçando bloquear a venda de mais de 40 portos, pertencentes à empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong, para a gestora BlackRock e a Mediterranean Shipping Company, caso a empresa chinesa de navegação Cosco não receba uma participação, segundo informações publicadas do “Wall Street Journal”.

A proposta de venda também chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que repetidamente expressou o desejo de reduzir a influência chinesa na região do Canal do Panamá e classificou o acordo como uma "recuperação" da hidrovia desde que foi anunciado.

Segundo o jornal, autoridades chinesas informaram à BlackRock, MSC e Hutchison que, se a Cosco for deixada de fora do acordo, Pequim tomará medidas para bloquear a venda proposta dos portos pela Hutchison.

"A China sempre se opôs firmemente ao uso de coerção econômica, hegemonia, intimidação e violação dos direitos e interesses legítimos de outros países", disse hoje o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, ao questionado sobre o relatório em coletiva de imprensa.

A CK Hutchison, do magnata Li Ka-shing, anunciou em março que venderia sua participação de 80% no negócio de portos, que abrange 43 portos em 23 países. O negócio tem um valor empresarial de US$ 22,8 bilhões, incluindo dívidas.

Após muita análise e críticas na China, a CK Hutchison confirmou em maio que a MSC, operada pela família do bilionário italiano Gianluigi Aponte e uma das maiores empresas de transporte marítimo de contêineres do mundo, era o principal investidor de um grupo interessado em comprar os portos.

A BlackRock, MSC e Hutchison estão abertas à possibilidade de a Cosco adquirir uma participação. No entanto, é provável que as partes não cheguem a um acordo antes do prazo final de 27 de julho para as negociações exclusivas entre a BlackRock, MSC e Hutchison, segundo o relatório.

A Tribuna - SP   21/07/2025

A regulamentação da Lei Federal 14.301/2022, que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, por meio de decreto presidencial na última quarta-feira (16), ajuda o transporte marítimo de cargas entre os portos nacionais. Porém, o avanço do modal depende de previsibilidade, estabilidade regulatória e infraestrutura. É o que afirmam executivos de empresas de cabotagem consultados por A Tribuna.

A regulamentação prevê, entre outras coisas, a redução do custo do frete e do impacto ambiental do transporte de cargas no País, estimulando o uso de navios verdes. O Governo Federal pretende ampliar a oferta de embarcações para a navegação, criar rotas, reduzir custos logísticos e aumentar empregos no setor.

“Esse decreto era muito esperado pelo setor para dar segurança jurídica aos novos investimentos e continuidade, mas a BR do Mar ainda tem pendências regulatórias por parte da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), especialmente em relação aos navios sustentáveis”, afirma o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), Luis Fernando Resano.

Ele quer saber o que será feito da frota atual, que não é sustentável. “Temos dez navios afretados a casco nu na cabotagem, operando de acordo com as alterações que ocorreram na Lei 9.432/1997 (que ordena o transporte aquaviário). Esses navios terão que ser devolvidos ou trocados por outros que atendam essas regras de sustentabilidade, e nem sempre existe a disponibilidade”, diz.

Impulsionar
O CEO da Norcoast, Fabiano Lorenzi, pontua que o fortalecimento da cabotagem é fundamental para impulsionar a competitividade logística do Brasil, além de contribuir para uma matriz de transporte mais equilibrada, eficiente e sustentável.

“A regulamentação representa um avanço relevante nesse contexto, e é essencial que iniciativas como essa venham acompanhadas de medidas que assegurem previsibilidade, estabilidade regulatória e um ambiente favorável ao desenvolvimento.”

A diretora comercial da Costa Brasil, Audrinha Nascimento, também afirma que a regulamentação fortalece a cabotagem. “Na prática, projeta-se redução de fretes, ampliação de rotas e estímulo a embarcações sustentáveis, refletindo positivamente no desenvolvimento da atividade econômica.”

Contudo, Audrinha faz uma ressalva. “Para que os benefícios se concretizem de forma efetiva, é fundamental que os avanços estejam acompanhados da superação de desafios estruturais — em especial, a modernização da infraestrutura portuária, ainda um dos principais gargalos do setor.”

Destaques
A Aliança Navegação e Logística afirma, em nota, que a nova norma estabelece regras operacionais mais claras e flexíveis para o afretamento a tempo de embarcações estrangeiras, garantindo segurança jurídica e previsibilidade regulatória.

“Entre os destaques estão a ampliação das modalidades de afretamento com critérios técnicos definidos, a manutenção da exigência de comando nacional nas embarcações e a simplificação de procedimentos, como a contratação de seguros no exterior”, diz a empresa.

Com mais oferta, acrescenta a empresa, a indústria terá à disposição maior capacidade, acesso a novas rotas, mais frequência e alternativas logísticas. Por outro lado, o cliente contará com um serviço a um valor mais competitivo e com melhor disponibilidade, o que representa uma evolução.

“Esse cenário impulsiona a migração para a cabotagem, resultando em benefícios diretos como a redução dos custos logísticos, a diminuição das emissões de CO2 e o aumento da segurança e da qualidade no transporte”, cita a Aliança.

A Tribuna - SP   21/07/2025

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deve definir ainda este mês, por meio da publicação de uma portaria, um novo traçado para expandir a área do Porto de Santos. Essa é a expectativa do presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

“Pode ser que o MPor autorize todas as áreas que nós pedimos para a nova poligonal ou apenas uma parte, nesse primeiro momento”, afirma o presidente da APS para A Tribuna.

Atualmente, o maior ativo portuário do Brasil tem 7,8 milhões de metros quadrados (m²). A administração portuária quer incorporar 15 áreas localizadas em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, que totalizam 12,6 milhões de m². Se for autorizado integralmente, o Porto de Santos ampliará a sua poligonal para 20,4 milhões de m² em até 30 anos, o que representa um aumento de 162,4%.

O MPor ainda não definiu quando publicará a portaria que autoriza a expansão da poligonal. A pasta diz que aguarda ajustes finais na documentação que foram solicitados à APS.

“Após o recebimento da manifestação da Autoridade Portuária, serão redefinidos os prazos para a conclusão do processo. A definição das áreas será oficializada por meio de portaria”, afirma a pasta, em nota.

A gestora do Porto de Santos explica que após receber e avaliar toda a documentação das áreas nos municípios que serão objeto da expansão portuária, o Ministério fez alguns questionamentos sobre esses espaços. “A APS concluirá essas revisões e encaminhará toda a documentação novamente ao MPor, que dará a decisão final sobre a expansão da poligonal”.

Segundo Pomini, “todas as diligências requeridas para o Porto de Santos sobre esse aumento da poligonal foram entregues à Secretaria Nacional de Portos. Estamos propondo a maior ampliação da história do Porto de Santos”, ressalta.

Segundo o presidente do Porto, foram feitas consultas públicas para inclusão da Vila dos Criadores, em Santos, de todas as áreas de São Vicente e, na sequência, o MPor também fez uma consulta pública que ficou 30 dias on-line recebendo sugestões para adequações. “Então, nós fizemos até mais do que a norma exige”, diz Pomini.

A consulta pública aberta pelo MPor foi concluída no dia 22 de maio. “A Secretaria Nacional de Portos encaminhou, para participação na instrução técnica e edição das respostas, as contribuições apresentadas na consulta pública”, informa o Ministério.

Áreas
A área mais visada do plano de expansão do Porto é a Vila dos Criadores, na Alemoa, em Santos, de 420 mil m². Contudo, trata-se de um terreno contaminado pelo antigo lixão e ocupado por cerca de 5 mil pessoas. Localizada junto ao Rio Casqueiro, no limite entre Santos e Cubatão, a área está envolvida em um imbróglio jurídico que se arrasta há 23 anos. A audiência pública sobre essa área ocorreu em junho de 2024, na sede da APS.

Em janeiro deste ano, a Prefeitura de São Vicente ofertou à APS uma área verde localizada na Área Continental, de 6,2 milhões de m². A região equivale a 574 campos de futebol e fica entre o Conjunto Residencial Humaitá e a margem do Rio Santana, próximo ao km 280 da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega.

O Município também ofereceu o Porto de Naus, uma ruína histórica situada sobre uma área de 850 mil m², onde foi construído o primeiro trapiche alfandegado do Brasil e, depois, um engenho de açúcar, próximo à Ponte Pênsil. O objetivo é explorar novos acessos hidroviários nessas regiões.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   21/07/2025

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de propor regras que invadem as competências das agências reguladoras estaduais, o que pode provocar uma enorme judicialização em que todos vão perder.

Em resumo: a ANP quer classificar gasodutos de transporte (elo da cadeia regulado pela União) com base em critérios como diâmetro, pressão e extensão, o que tem impacto direto sobre infraestruturas existentes ou que venham a ser construídas por distribuidoras de gás canalizado (elo regulado pelos Estados).

A proposta da ANP diz que serão considerados gasodutos de transporte aqueles que tenham diâmetro de tubulação igual ou superior a oito polegadas ou pressão de projeto igual ou superior a 36,5kgf/cm², independentemente da sua extensão. A pegadinha é que esse artifício limita projetos de expansão das distribuidoras, ativos sob concessão dos governos estaduais.

Se aprovada, a resolução terá efeito retroativo. A ANP poderá, a qualquer momento, questionar os gasodutos estaduais construídos após o dia 9/4/2021, data da publicação da Lei n.º 14.134 (Nova Lei do Gás) no Diário Oficial da União. Ou seja, o governo federal poderá expropriar os governos estaduais.

Essa medida poderá afetar mais de 830 quilômetros de gasodutos de propriedade dos governos estaduais, já que se trata de uma concessão. O impacto atingirá 11 Estados em quatro regiões do País.

É bom esclarecer que no setor de gás natural, as responsabilidades dos entes são definidas pela Constituição federal de 1988. Cabe à União a regulação de dois elos da cadeia, a produção e o transporte por gasodutos, enquanto a distribuição dos serviços locais de gás canalizado é responsabilidade dos governos estaduais, o que está explícito no artigo 25, inciso 2.º da Carta Magna, que segue soberana em relação à lei.

Em vez de trabalhar na prioridade – os contratos legados de transporte da Petrobras que deixam o gás mais caro para todos os consumidores –, a ANP, talvez pressionada pelo atraso em sua agenda regulatória, pegou um atalho.

Com base numa análise de impacto regulatório, a autarquia parece esquecer o próprio pacto federativo, assumindo um viés que contraria o princípio da independência.

Com esse movimento, a ANP abre a porta para as judicializações, traz insegurança jurídica e provoca uma retração de investimentos em infraestrutura de gasodutos de distribuição, impactando a expansão das energias limpas, como o biometano.

O efeito provável: caos regulatório com impactos tarifários. Ou seja, gás mais caro.

É fundamental que um tema dessa relevância seja discutido e tenha a devida atenção do Congresso Nacional. Um desnecessário conflito federativo com os Estados representa péssimo sinal para o mercado de gás, que, finalmente, com as recentes medidas propostas pelo Ministério de Minas e Energia, está saindo do imobilismo.

Medidas infralegais não podem alterar o entendimento consagrado na Constituição.

Petro Notícias - SP   21/07/2025

A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) pretende iniciar no segundo semestre deste ano as obras de um novo gasoduto de 52 quilômetros entre os municípios de Araucária e Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. Com investimento estimado em R$ 108 milhões, o projeto busca ampliar o fornecimento de gás natural para um polo agroindustrial estratégico, que inclui o futuro complexo de biodiesel do Grupo Potencial. Segundo o diretor comercial da Compagas, Luiz Carlos Kuns Passos, a expectativa é concluir as obras e iniciar a operação em 2026. Além desse empreendimento, a companhia também avança com a interiorização da rede de gás no Paraná, com destaque para os projetos em Londrina e Maringá, onde estão sendo implantados cerca de 70 quilômetros de dutos para atender segmentos industriais, comerciais, residenciais e veiculares. Em paralelo, a empresa segue ampliando a infraestrutura de GNV no estado, dentro da estratégia dos Corredores Sustentáveis, e mantém diálogo com prefeituras para incentivar o uso de ônibus movidos a gás natural e biometano.

A Compagas tem um compromisso de investir R$ 505 milhões em cinco anos, entre o final de 2024 e 2029. Quais são os destaques desse plano de investimentos?

Os projetos aprovados pelo Paraná têm como maior destaque a construção de novos gasodutos de distribuição para abastecer municípios bastante relevantes no Estado, como Curitiba e Região Metropolitana, além dos Campos Gerais e no Norte do Estado. Também planejamos aumentar a oferta de gás natural e biometano para veículos pesados, o que representa um grande passo para a transição energética paranaense do Sul do País.

Uma das prioridades da Compagas é a construção de um gasoduto de 52 quilômetros entre Araucária e Lapa, na região metropolitana de Curitiba. Esse investimento, estimado em R$ 108 milhões, abre um corredor para o desenvolvimento econômico de um importante polo agroindustrial, inclusive o fornecimento de gás ao maior complexo de biodiesel do mundo a base de óleo de soja, anunciado pelo Grupo Potencial. As obras devem começar no segundo semestre e a estimativa é entregar o projeto em 2026.

Outro projeto fundamental é a construção de rede em Londrina e Maringá. São as maiores cidades do interior do Paraná e o quarto e sétimo municípios mais populosos da região Sul, respectivamente. O projeto abrange um total de 70 quilômetros de dutos para atender os segmentos industrial, residencial, comercial e veicular de Londrina. A primeira etapa das obras, ligando Cambé a Londrina, já começou, com quatro quilômetros de extensão, motivando a assinatura dos primeiros contratos com indústrias instaladas na região. Já em Maringá será construído um total de 19 quilômetros, para atendimento ao setor industrial, além de postos e usuários residenciais.

Qual a estratégia para o abastecimento desses municípios no Norte do Paraná?

As duas cidades terão uma rede local, ou seja, sem conexão com a infraestrutura já existente da Compagas. A ideia é começar a abastecer as cidades com biometano. Inicialmente, o transporte será feito com caminhões movidos a biometano, solução essa que promove a economia circular, reduz de forma expressiva a geração de CO2 e contribui de forma ativa para as metas de descarbonização de empresas e centros urbanos.

Nosso objetivo é fomentar a transição energética no Paraná e no Brasil. Um grande passo nessa direção é a conexão de usinas de biometano no Paraná, um dos estados com maior potencial de produção de gás renovável, seja de origem agrossilvipastoril, seja de aterros sanitários.

Qual a estratégia para ampliar o atendimento a veículos pesados com gás natural?

Estamos dando um passo firme para a integração dos principais corredores rodoviários do estado com o Porto de Paranaguá, o segundo maior do Brasil e um dos maiores da América Latina. Paranaguá recebe boa parte da produção de grãos proveniente do Mato Grosso do Sul e até mesmo do interior de São Paulo, que, na sua rota, passam pelo Norte do Paraná e pelos chamados Campos Gerais, até atravessar a região metropolitana de Curitiba até descer a Serra para o Litoral.

Nossa missão, então, é propiciar a operadores logísticos totais condições para substituir caminhões a diesel por outros veículos movidos a gás natural e biometano, muito mais eficientes, competitivos e com ganhos ambientais expressivos – um estudo comparativo de Avaliação do Ciclo de Vida, do poço à roda realizado pela ACV Brasil, mostra que o gás natural veicular (GNV) apresenta emissões de gases de efeito estufa 25% menores que o diesel, enquanto o biometano alcança um percentual de emissões 87% menor nessa comparação com o diesel, considerando emissões de veículos pesados com motor Euro5.

Para isso, seguimos estruturando postos no projeto Corredores Sustentáveis. Atualmente, a infraestrutura de GNV no Paraná já conta com 33 pontos estrategicamente posicionados em áreas urbanas de grande demanda e ao longo de eixos rodoviários, especialmente em Curitiba, Região Metropolitana, Paranaguá, Londrina e Ponta Grossa. Essa base atende tanto veículos leves como frotas comerciais e 11 deles estão preparados para atender especialmente os caminhões que usam o gás.

Ainda falando de frotas pesadas, a Compagas também planeja atender o mercado de veículos para transporte de passageiros?

Temos interlocução com prefeituras de Curitiba e Londrina para estudar a possibilidade de adoção de ônibus a gás natural e biometano.

É uma solução que pode gerar benefícios consideráveis para a saúde pública, uma vez que os veículos a diesel lançam grande quantidade de material particulado – gases nocivos para os aparelhos respiratórios, como óxidos de nitrogênio (NOx) e s óxidos de enxofre (SOx).

Além dos novos projetos, quais são os planos de crescimento da Compagas para ampliar a base de clientes?

Compagas realizou workshops neste mês para apresentar projeto de expansão de rede no Norte do Paraná

Teremos muito foco nos segmentos residencial e comercial. A Compagas vai dobrar de tamanho até 2029, incorporando 65 mil novos clientes, na conexão de novos empreendimentos imobiliários, a maior parte em Curitiba e em Londrina. Também estamos dialogando com condomínios já existentes para reforçar os atributos do gás canalizado na comparação com outros menos seguros e eficientes, universalizando o uso do gás natural nas cidades. Na medida que clientes potenciais percebam os benefícios, essa escolha fica fácil. Acreditamos que, muito mais do que distribuir gás, nosso negócio é ser indutores de desenvolvimento econômico e social, promovendo, ao mesmo tempo, a transição energética no Estado.

No segundo semestre de 2024, a Compagas passou a ser controlada por um acionista com reconhecida experiência em distribuição de gás canalizado, a Compass, somando-se à experiência de acionistas como a Commit e a Mitsui, que, juntas, já vinham trabalhando para desenvolver e incorporar as melhores práticas de gestão e inovação no setor. Isso tem sido fundamental para estruturar uma cultura fortemente baseada em quatro pilares: Segurança, Eficiência, Pessoas e Centralidade no cliente.

Petro Notícias - SP   21/07/2025

O navio-plataforma (FPSO) do Projeto Raia, na Bacia de Campos, está com o cronograma de obras avançado. A unidade foi retirada do dique seco (dry-dock) 24 dias antes do cronograma, sinalizando progresso acelerado na execução do empreendimento. A informação foi divulgada pela Repsol Sinopec, que faz parte do consórcio de Raia em parceria com a operadora Equinor (35%) e a Petrobrás (30%). O início de produção da plataforma está previsto para 2028.

Além disso, de acordo com a Repsol Sinopec, a fabricação dos módulos do topside está sendo realizada em estaleiros no Rio de Janeiro, na China e em Singapura. Essas estruturas serão transferidas para o estaleiro Cosco Qidong na China, onde os trabalhos de integração ao casco da FPSO prosseguirão. “O Raia é um projeto estratégico para o Brasil, com foco no fornecimento de energia segura, eficiente e sustentável. Celebramos cada avanço em sintonia com o compromisso da Repsol de contribuir com a transição energética”, afirmou o CEO da Repsol Sinopec Brasil, Alejandro Ponce.

Como noticiamos recentemente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu no dia 12 de julho a Licença de Instalação Marítima, permitindo o início das atividades de instalação do gasoduto que integra o projeto. Antes disso, em junho, o órgão ambiental havia emitido a Licença Prévia (LP) que aprova a localização e concepção do projeto Raia, atestando sua viabilidade ambiental e estabelecendo requisitos básicos e condicionantes para as fases seguintes (Licença de Instalação e Licença de Operação).

O desenvolvimento do Projeto Raia envolve investimentos de US$ 9 bilhões, com potencial para a criação de 50 mil novas oportunidades de empregos diretos e indiretos durante toda a sua vida útil. O empreendimento compreende três descobertas diferentes na região do pré-sal da Bacia de Campos: Pão de Açúcar, Gávea e Seat, que contêm reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe).

O modelo de produção integra a unidade flutuante (FPSO) a um gasoduto offshore dedicado de 200km, que vai escoar o gás especificado, que foi tratado na FPSO, para venda até Cabiúnas, em Macaé (RJ); A capacidade de exportação de gás é de 16 milhões de metros cúbicos por dia, e poderá representar 15% da demanda total de gás do Brasil projetada para 2028.

Valor - SP   21/07/2025

O petróleo tipo Brent para entrega em setembro fechou em queda de 0,35% e o WTI para agosto perdeu 0,30%.

Os contratos futuros de petróleo fecharam esta sexta-feira (18) em leve queda e exibindo perdas semanais. A commodity chegou a operar no campo positivo durante o dia, após as sanções da União Europeia ao petróleo russo, mas o movimento perdeu tração no decorrer da tarde. O recrudescimento das tensões na relação comercial entre os Estados Unidos e a UE também pesou sobre o mercado.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent para entrega em setembro fechou em queda de 0,35%, a US$ 69,28 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto perdeu 0,30%, a US$ 67,34 por barril. Na semana, houve queda acumulada de 1,44% e 1,62%, respectivamente.

Os preços foram apoiados durante a maior parte do dia por preocupações com interrupções na oferta, após ataques com drones a campos petrolíferos na região do Curdistão, no Iraque, as sanções da UE aos gasodutos Nord Stream e a imposição de um teto de preço mais baixo para a compra de petróleo russo.

A Rússia tem conseguido vender óleo bruto acima dos preços impostos pelo G7 e traders duvidam que um novo teto atrapalhe significativamente o comércio do produto do país.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas exigências nas negociações comerciais com a União Europeia, pressionando por uma tarifa mínima de 15% a 20% em qualquer acordo com o bloco, de acordo com o "Financial Times", citando três pessoas a par das conversas.

Valor - SP   21/07/2025

Rússia foi a maior fornecedora de petróleo da Índia em 2024, respondendo por cerca de 38% das importações.

O governo da Índia rejeitou nesta quinta-feira (17) o alerta dado pelo chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, de que países que compram petróleo oriundo da Rússia, como Brasil, China e a própria Índia, poderiam ser alvo de sanções secundárias.

Na ocasião, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, afirmou que “garantir as necessidades energéticas do nosso povo é uma prioridade absoluta para nós.”

“Nesse esforço, somos guiados pelo que está disponível no mercado, bem como pelas circunstâncias globais atuais”, declarou o porta-voz, durante coletiva de imprensa.

As declarações ocorreram na esteira do alerta dado pelo secretário-geral da Otan na última quarta, após se reunir com senadores americanos em Washington.

“Se você é o presidente da China, ou o primeiro-ministro da Índia, ou o presidente do Brasil, e ainda está negociando com os russos e comprando seu petróleo e gás — e às vezes até revendendo por um preço mais alto — saiba que, se esse sujeito em Moscou [Vladimir Putin] não levar a sério as negociações de paz, eu vou impor sanções secundárias de 100% contra vocês”, afirmou Rutte.

O alerta dele ecoa a ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump de impor tarifas secundárias de 100% para quem continuar comprando exportações russas, caso não haja um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia dentro de 50 dias.

Além disso, um projeto de lei foi apresentado no Congresso dos EUA pelos senadores Lindsey Graham e Richard Blumenthal propondo tarifas de 500% sobre países que continuarem comprando petróleo e gás russos.

“Continuaremos a pressionar pelo projeto de sanções à Rússia do senador Graham e meu, com penalidades ainda mais duras, para dissuadir Índia, China, Brasil e outros de alimentarem a máquina de guerra de Putin”, publicou Blumenthal no X na terça-feira.

De acordo com um banco de dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a Rússia respondeu por 38% das importações totais de petróleo da Índia em 2024, mantendo-se como a principal fornecedora do país sul-asiático, seguida por Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Infomoney - SP   21/07/2025

A PRIO (PRIO3) informou nesta sexta-feira que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) concedeu licença prévia do sistema de desenvolvimento da produção do campo de Wahoo e interligação dos poços ao navio-plataforma (FPSO) Frade.

A empresa aguardava a licença do órgão ambiental para interligar seus poços produtores e iniciar a produção.

“Assim, a companhia dará continuidade ao processo para a emissão da licença de instalação, necessária para iniciar a construção submarina e interligação do campo ao FPSO Frade”, acrescentou a petroleira em fato relevante.
Em relatório recente, o Goldman Sachs reavaliou o potencial de geração de valor do projeto Wahoo e estimou que a execução do tieback (conexão entre um novo reservatório e uma instalação já operante) pode gerar uma TIR (taxa interna de retorno) de 26% em termos nominais em dólar, sem alavancagem.

O valor presente líquido (VPL) do projeto foi estimado em US$ 2,3 bilhões ao fim de 2025 — ou aproximadamente R$ 16 por ação —, o que representa cerca de 37% do valor de mercado atual da PRIO.

Portos e Navios - SP   21/07/2025

A empresa norueguesa Subsea 7 anunciou, nesta sexta-feira (18), ter firmado contrato de concessão, avaliado entre US$ 300 milhões e US$ 500 mihões, para a Equinor participar do desenvolvimento do projeto Fram Sør, de exploração de petróleo e gás na costa da Noruega. O acordo abrange engenharia, aquisição, construção e instalação de estruturas e linhas de fluxo submarinas, incluindo 53 quilômetros de linhas de produção, elevação de gás e injeção de água.

Em janeiro de 2025, já havia sido fechado contrato para projetos de engenharia e de divulgação de informações em tempo real que finalizou a definição técnica do empreendimento. Os serviços de engenharia e o gerenciamento de projetos começarão imediatamente nos escritórios da Subsea 7 na Noruega e no Reino Unido. As atividades de instalação offshore estão previstas para 2026, 2027 e 2028.

A área de Fram Sør está localizada de 10 a 30 quilômetros ao norte da plataforma Troll C, operada pela Equinor, a aproximadamente 70 quilômetros a noroeste de Bergen. O projeto Fram Sør será conectado à infraestrutura existente de Fram e Troll C.

Erik Femsteinevik, vice-presidente da Subsea 7 Noruega, explicou que a concessão dá continuidade à colaboração entre as duas empresas. Segundo o executivo, estudos possibilitaram que a companhia que dirige se envolvesse desde o início no processo de desenvolvimento em campo, otimizando soluções de projeto e contribuindo para a decisão final de investimento. “Estamos ansiosos para trabalhar em estreita colaboração com a Equinor para entregar o desenvolvimento de Fram Sør com segurança e eficiência”, afirmou.

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