FORGOT YOUR DETAILS?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

16 de Abril de 2026

SIDERURGIA

Portal Fator Brasil - RJ   16/04/2026

É principal prêmio de sustentabilidade da indústria do aço. Companhia passa a integrar o programa de reconhecimento “Steel Sustainability Champions”, da Associação Mundial do Aço, que reúne produtoras que demonstram excelência em práticas ambientais, sociais e de governança.

A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, foi reconhecida pela primeira vez como “Campeã em Sustentabilidade do Aço” (Steel Sustainability Champion, em inglês), reconhecimento concedido pela Associação Mundial do Aço (Worldsteel), principal entidade global da indústria do aço. O anúncio, realizado no dia 14 de abril (terça-feira) durante encontro anual da entidade em Berlim, Alemanha, integra a edição de 2026 do programa, que reúne produtoras de aço de diversas regiões do mundo que demonstram compromisso efetivo e avanços consistentes com a sustentabilidade e com a evolução das práticas industriais.

Para a Gerdau, o reconhecimento reforça uma trajetória de mais de 125 anos marcada pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável da indústria do aço. —A conquista deste reconhecimento pela worldsteel coloca a Gerdau em um grupo seleto de empresas que poucas organizações no mundo conseguem acessar, ratificando nossa credibilidade no cenário global. Esta certificação mostra a evolução consistente da nossa jornada e reforça que a sustentabilidade é um compromisso transversal na companhia —afirma André Bier Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau.

Para receber o certificado, as companhias precisam atender a critérios rigorosos estabelecidos pela entidade, que incluem a adesão à carta de sustentabilidade da Worldsteel (Worldsteel Sustainability Charter), o atendimento a 20 indicadores relacionados a aspectos ambientais, sociais, de governança e econômicos, além da disponibilização de dados de inventário de ciclo de vida da produção de aço (Life Cycle Inventory – LCI), da participação em iniciativas globais de avaliação e transparência promovidas pela associação e ficar entre os finalistas em uma das seis categorias do Steelie Awards ou receber o reconhecimento do Programa de Saúde e Segurança da worldsteel.

A worldsteel reúne algumas das principais empresas produtoras de aço do mundo, além de associações do setor e institutos de pesquisa, representando cerca de 85% da produção global de aço. Entre suas iniciativas está o programa “Campeãs em Sustentabilidade do Aço” (Steel Sustainability Champions), que reconhece anualmente empresas que demonstram liderança e progresso contínuo na integração da sustentabilidade às suas operações e estratégias de negócio.

Gerdau — Com 125 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos e de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia é referência de internacionalização no setor industrial brasileiro, está presente em vários países nas Américas e conta com 30 mil colaboradores em todas as suas operações. A empresa possui 29 unidades produtoras de aço, sendo 13 plantas na América do Norte. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, dez milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO2e), que representa metade da média global do setor. A companhia possui, inclusive, uma marca destinada a uma linha de produtos com baixa emissão de carbono, chamada Gerdau NewEco. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (Nyse).

Valor - SP   16/04/2026

Agência informou que, com base em estimativas da World Steel Association, a demanda pelo metal na América Latina deve registrar uma retração de aproximadamente 1% em 2026

A demanda por aço na América Latina deve registrar uma retração de aproximadamente 1% em 2026 na comparação anual, segundo as novas estimativas da World Steel Association, trazendo uma leitura díspar para a Gerdau, diz o Jefferies.

Os analistas Pedro Baptista e Alejandro Demichelis escrevem que esse desempenho contido reflete um cenário de contrastes na região, enquanto o Brasil deve apresentar um leve avanço de 1% neste ano, Argentina e México têm recuperação mais lenta.

Apesar do horizonte de curto prazo moderado, as perspectivas para 2027 são mais promissoras para as siderúrgicas que atuam na região, com a expectativa da WorldSteel que a demanda agregada cresça 2% no ano.

Esse movimento de virada será majoritariamente impulsionado pelo Brasil, cuja projeção da entidade aponta para uma expansão mais robusta, na ordem de 2,6%, o que favorece as siderúrgicas locais, afirma o banco.

Para efeito de contexto, eles notam que o que o consumo global de aço, excluindo a China, deve crescer 1,9% em 2026 e engatar uma alta de 4% em 2027, dando sequência à expansão de 3,1% já consolidada ao longo de 2025.

Portal Fator Brasil - RJ   16/04/2026

Em um mercado de constante volatilidade econômica, excesso de capacidade produtiva e pressão sobre custos, a indústria siderúrgica global passa por um período decisivo: ela precisa lidar com uma mudança estrutural que exige respostas mais profundas e estratégicas.

Dados recentes da World Steel Association apontam que a produção mundial de aço, que alcançou cerca de 1,83 bilhão de toneladas em 2024, apresentou leve retração em relação ao ano anterior. O movimento sinaliza o fim de um período de expansão e reforça um cenário de desaceleração que já impacta diretamente margens, investimentos e decisões estratégicas no setor.

Nesse contexto, o turnaround financeiro não se torna apenas uma resposta emergencial, ele passa a ocupar o centro da estratégia das empresas siderúrgicas. A lógica tradicional de reagir à crise com cortes imediatos de custos já não é suficiente e, em muitos casos, pode até agravar o problema no médio prazo.

A siderurgia é, por natureza, uma indústria cíclica, intensiva em capital e altamente dependente de dinâmicas globais. Por isso, qualquer movimento de recuperação precisa partir de um diagnóstico preciso sobre posicionamento competitivo, eficiência operacional e inserção nos mercados internacionais. Não se trata apenas de “enxugar a máquina”, mas de adequar a estrutura de custos à realidade da demanda.

Na prática, o erro mais comum em processos de reestruturação é tratar o passivo de forma isolada. Em indústrias vulneráveis à volatilidade internacional de commodities, renegociar dívidas torna-se uma medida inofensiva se o modelo não contemplar uma blindagem estrutural contra a flutuação cambial. O verdadeiro turnaround exige que o fluxo de caixa e os prazos de amortização sejam recalibrados não apenas pela matemática contábil, mas pelo ciclo real de Supply Chain e pelas janelas de importação.

É nesse ponto que a inteligência de dados e a arquitetura logística assumem o protagonismo. A capacidade de prever oscilações de mercado, otimizar rotas transfronteiriças e mitigar perdas operacionais se tornou o principal pilar de sustentação das margens de lucro durante uma reestruturação financeira profunda.

Ao mesmo tempo, a agenda de sustentabilidade deixou de ser periférica e passou a influenciar diretamente a competitividade. A adoção de tecnologias como fornos elétricos, o uso de fontes de energia mais limpas e práticas de economia circular não apenas respondem às exigências regulatórias e de mercado, mas também contribuem para ganhos de eficiência no longo prazo. Em um setor historicamente intensivo em carbono, essa transição tende a separar empresas preparadas daquelas que ficarão para trás.

Os casos mais recentes da indústria mostram que o turnaround bem-sucedido não está necessariamente ligado ao tamanho da empresa, mas à sua capacidade de executar mudanças estruturais com consistência. Disciplina financeira, inovação e clareza estratégica formam a base desse processo.

Mais do que superar uma crise pontual, o verdadeiro turnaround exige a construção de um modelo de negócio mais resiliente, adaptável e alinhado às novas dinâmicas globais.

• Por: Matheus Antonio Rodrigues, estrategista de negócios e especialista em comércio internacional, com mais de 20 anos de atuação no setor siderúrgico.

Valor - SP   16/04/2026

A Nippon Steel iniciou o processo de transição de altos-fornos para fornos elétricos a arco, considerado crucial para a redução das emissões da indústria, mas ainda existem dúvidas sobre as enormes necessidades energéticas da tecnologia e a demanda por aço "verde", mais caro.

A empresa japonesa realizou na quarta-feira uma cerimônia de inauguração para um forno elétrico a arco na área de Yawata, em sua unidade de Kyushu, onde planeja construir em um enorme terreno ao longo de vários anos.

"Este é o início de um grande projeto em Yawata, que tem 125 anos de história", disse Masahiro Nakata, gerente geral da unidade de Kyushu.

A Nippon Steel investirá 630,2 bilhões de ienes (US$ 3,96 bilhões) no projeto, com subsídios governamentais cobrindo cerca de 30%. Juntamente com o forno, que terá capacidade para produzir 2 milhões de toneladas métricas de aço anualmente, os planos também incluem uma unidade de produção de chapas de aço, bem como geração de energia no local.

A previsão é que o forno entre em operação no segundo semestre do ano fiscal de 2029.

A transição atende à pressão social pela descarbonização. A indústria siderúrgica gera aproximadamente 40% das emissões totais de dióxido de carbono da indústria japonesa. Os fornos elétricos a arco, que reciclam sucata de aço, emitem cerca de um quarto do dióxido de carbono emitido pelos altos-fornos, que queimam carvão para extrair ferro do minério.

Garantir energia elétrica suficiente para alimentá-los é um desafio. Um grande forno elétrico a arco com capacidade superior a 1 milhão de toneladas pode consumir o equivalente a toda a produção de um reator nuclear.

Este é um problema compartilhado por outros setores. Kyushu também abriga instalações da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), que fabrica chips para aplicações de inteligência artificial. A demanda total de energia da fábrica de usinas existente e de uma segunda unidade planejada foi estimada em 30% a 40% da produção de um reator nuclear.

Os data centers, que proliferaram com o advento da inteligência artificial, também consomem muita energia.

Ao contrário dos fornos elétricos a arco ou das fábricas de semicondutores, essas instalações levam apenas um ou dois anos para serem construídas, o que pode levar a um rápido aumento no consumo de eletricidade. A Organização para a Coordenação Inter-regional de Operadores de Transmissão do Japão prevê que o consumo de energia dos data centers crescerá dez vezes entre os anos fiscais de 2026 e 2035.

Os planos da Nippon Steel para Yawata levam em conta o risco de futuras escassez. Além de obter energia da Kyushu Electric Power, a siderúrgica planeja construir quatro usinas de 500 megawatts movidas a gás natural liquefeito no local, com previsão de início de operação em 2031 e anos subsequentes. Espera-se que essas usinas forneçam quase toda a energia necessária para o forno elétrico a arco.

As usinas termelétricas a GNL emitem metade do dióxido de carbono emitido por suas contrapartes a carvão. A Nippon Steel pode destinar essa redução a uma parcela dos produtos de aço fabricados em Yawata, comercializando-os como aço "verde". Essa quantidade poderia ser aumentada no futuro com a combustão híbirda do GNL com hidrogênio ou amônia.

Encontrar compradores é outro desafio. O aço produzido em forno elétrico a arco é cerca de 40% mais caro do que produtos equivalentes produzidos em alto-forno.

No ano fiscal de 2025, o Japão introduziu um subsídio de até 50 mil ienes para veículos de energia limpa fabricados com aço verde. Isso "pode absorver o aumento de preço do aço verde", afirmou uma fonte de uma grande siderúrgica.

Toyota e Nissan já começaram a adquirir aço de baixa emissão. Os compradores recebem documentos que comprovam a redução de emissões, que podem ser consideradas no cálculo da pegada ambiental de seus próprios produtos.

Se o aço verde se popularizar na indústria automobilística, que utiliza enormes quantidades de aço, isso poderá impulsionar sua adoção em outros setores.

"A descarbonização não é algo cujo investimento possa ser recuperado no curto prazo", disse Tadashi Imai, presidente da Nippon Steel. "Empresas privadas não podem avançar sozinhas nesse processo."

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   16/04/2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo. O alerta consta do novo relatório Monitor Fiscal, publicado nesta quarta-feira, 15, às margens das reuniões de Primavera do organismo, nesta semana, em Washington, nos Estados Unidos.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O fundo espera que a dívida pública global alcance 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo, feita há um ano.

No caso do Brasil, o marco preocupante virá depois de meia década de piora da situação das contas públicas domésticas. A dívida pública brasileira segue em trajetória crescente desde 2023, no primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e deve alcançar 96,5% neste ano. Trata-se do maior nível de endividamento desde 2020, quando o mundo teve de afrouxar suas políticas fiscais para lidar com a covid-19. Na ocasião, a dívida pública como proporção do PIB brasileiro chegou a 96%.

As novas projeções do fundo pioram o cenário traçado para as contas públicas brasileiras em relação às estimativas divulgadas em outubro do ano passado, durante as reuniões anuais do organismo. Na ocasião, o FMI previu que a dívida pública chegaria a 98,1% do PIB apenas em 2030 e traçou um cenário menos grave para o País. No cenário atualizado, a taxa alcançará 105,5% no primeiro ano da próxima década.

Se nada for feito, o FMI estima que a dívida pública brasileira chegará a 106,5% do PIB até 2031. O fundo projeta piora de 12,6 pontos porcentuais na atual gestão de Lula. Na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve melhora de menos de 1 ponto porcentual, segundo o organismo.

A dívida bruta como proporção do PIB é um dos principais indicadores de solvência de um país e, por isso, é monitorada de perto por agências de classificação de risco e investidores. O FMI calcula o indicador de modo distinto: inclui os títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central (BC), que não entram nas contas do governo brasileiro, para garantir comparabilidade com os demais países.
Superávit primário só em 2027

O FMI também está mais cético em relação às metas fiscais de curto prazo e segue descartando que o País coloque as contas no azul no governo Lula 3. O organismo projeta déficit primário de 0,5% do PIB neste ano, ante 0,4% no ano passado. A meta do governo é resultado primário zero, com margem de 0,25% do PIB para cima ou para baixo.

A piora das projeções do FMI acompanha um temor do mercado de aumento de gastos públicos em 2026 por conta da corrida ao Planalto. A indicação do novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, para suceder Fernando Haddad, contudo, foi vista como uma blindagem às contas públicas brasileiras. Na semana passada, ele disse que ainda há um debate interno na bancada do PT na Câmara sobre projetos que estão para entrar na pauta da Casa e que têm potencial impacto fiscal.

Para o FMI, o Brasil deve engrenar em uma melhor trajetória fiscal a partir de 2027. Na ocasião, ainda deve apresentar déficit primário de 0,4% do PIB. O esperado retorno do superávit primário deve vir em 2028, segundo ano do futuro governo, quando deve ficar em 0,1% do PIB, prevê o FMI.

Se suas projeções se confirmarem, serão cinco anos de contas no vermelho desde o último resultado primário, alcançado em 2022, último ano da gestão Bolsonaro. Vale notar que, naquele ano, o governo contou com receitas extraordinárias da privatização da Eletrobras e com a PEC dos Precatórios, que permitiu o parcelamento e o adiamento de dívidas judiciais da União, aliviando o gasto no curto prazo.

A partir de 2028, o FMI prevê melhores notícias para o Brasil no que se refere às metas fiscais. O resultado primário como proporção do PIB deve melhorar de forma gradual e alcançar 0,6% em 2031.

IstoÉ Dinheiro - SP   16/04/2026

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, disse nesta quarta-feira, 15, que o real tem mostrado uma resiliência surpreendente em meio aos conflitos no Oriente Médio. Ele frisou, no entanto, que o BC não conta com o câmbio na missão de levar a inflação para a meta central de 3%.

“Não contamos com esses efeitos para fazer o trabalho de trazer a inflação para a meta. Eu até brinco que, quando eu era operador de câmbio no passado, eu acertava 50% das vezes, e aqui não é diferente. Então, eu não ousaria adivinhar o que vai acontecer”, comentou o diretor do BC durante participação no seminário promovido pelo JP Morgan às margens das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acontecem em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo Nilton, o real tem mostrado uma resiliência incomum, com volatilidade menor do que costuma apresentar em momentos de instabilidade internacional. Esse comportamento da moeda, ressaltou, ajuda muito o trabalho do BC no controle da inflação.

Ele pontuou, contudo, que o impacto do câmbio nas expectativas é maior nos períodos de depreciação, e não de valorização do real. “Por isso, não é algo com que eu possa contar, porque eu sei que, em algum momento, ele dólar vai subir, e isso não vai ser uma situação confortável para a inflação.”

O diretor do BC disse que se surpreendeu positivamente com o desempenho do real frente ao dólar, que tem sido diferente do que se esperava. Nilton, no entanto, enfatizou que as explicações para esse comportamento são mais conjunturais do que propriamente estruturais, de modo que é impossível assegurar que o câmbio seguirá estável.

“Então, não conto com isso daqui para frente”, comentou Nilton, aproveitando também uma pergunta sobre o tema para reforçar a mensagem de que o câmbio no Brasil é flutuante, e que Banco Central só intervém quando há alguma disfuncionalidade no mercado.

Ele acrescentou que, para a inflação convergir em direção à meta de forma sustentável, é preciso garantir que a atividade volte a ficar em linha com o seu potencial.

O Estado de S.Paulo - SP   16/04/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar demitir Jerome Powell nesta quarta-feira, 15, caso o presidente do Federal Reserve decida permanecer no conselho de administração do Banco Central norte-americano após o término de seu mandato no próximo mês.

“Bem, então terei que demiti-lo, certo?”, disse Trump à Fox Business em entrevista exibida nesta quarta-feira, ao ser lembrado de que Powell afirmou que não deixará o cargo enquanto houver uma investigação pendente contra ele.

Powell afirmou que permaneceria como presidente do comitê responsável pela definição das taxas de juros do Fed após o término de seu mandato, em maio deste ano, caso nenhum sucessor fosse confirmado. E acrescentou que poderia permanecer no cargo por mais tempo ainda se a investigação continuasse.

Há meses, Trump vem tentando destituir Powell da presidência do Fed, alegando que ele tem demorado demais a implementar cortes nas taxas de juros que dariam um impulso rápido à economia dos EUA.

Trump indicou o ex-funcionário do Fed Kevin Warsh para suceder Powell. No entanto, a confirmação de Warsh foi adiada por uma investigação do Departamento de Justiça sobre breves comentários que Powell fez perante a Comissão Bancária do Senado em junho passado a respeito da reforma do prédio do Fed.

O senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, afirmou que não votará a favor da confirmação de nenhum indicado para o Fed até que a investigação seja encerrada.

O Estado de S.Paulo - SP   16/04/2026

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o Brasil está “relativamente bem posicionado” para enfrentar a turbulência global devido à guerra no Oriente Médio. No entanto, ela cobrou esforços para fortalecer as finanças públicas domésticas e a continuidade de reformas.

Georgieva se reuniu na terça-feira, 14, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, às margens das reuniões de Primavera do organismo, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos. Segundo ela, foi uma “boa reunião”.

“O Brasil está relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global”, escreveu a diretora-geral do FMI, em seu perfil no X, nesta quarta-feira.

O FMI melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual em relação à atualização feita em janeiro.

Apesar disso, o FMI demonstrou maior ceticismo em relação às contas públicas brasileiras. O organismo prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O fundo espera que a dívida pública global alcance 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo feita há um ano.

“Os esforços para fortalecer as finanças públicas são bem-vindos, e a continuidade das reformas aumentaria ainda mais a resiliência”, avaliou Geoergieva.

Infomoney - SP   16/04/2026

A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu, em abril, o menor nível desde junho de 2020. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto, chegando a 45,2 pontos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, há 16 meses seguidos. Segundo a CNI, isso evidencia um cenário persistente de pessimismo entre os industriais desde o início de 2025.

De acordo com a entidade, a queda recente está associada a fatores como juros elevados, desaceleração da demanda por bens industriais e agravamento do cenário externo. A alta nos preços do petróleo também tem pressionado os custos das empresas.
“A piora do ambiente internacional e o aumento de custos têm intensificado o pessimismo em 2026”, explica em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.

Os dois principais componentes do Icei apresentaram queda em abril. O índice de condições atuais recuou 1,6 ponto, para 40,5 pontos, indicando avaliação mais negativa sobre a situação das empresas e da economia. O índice de expectativas caiu 1,2 ponto, para 47,6 pontos, sinalizando projeções desfavoráveis para os próximos seis meses.

A pesquisa ouviu 1.070 empresas entre os dias 1º e 8 de abril, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte.

CNN Brasil - SP   16/04/2026

A percepção de que as metas e projeções feitas pelo governo no PLDO 2027 (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) são "pouco críveis" é compartilhada pelo vocabulário dos economistas ouvidos pelo CNN Money.

Divulgado na quarta-feira (15), o texto manteve para o próximo ano a meta de superávit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a R$ 73,2 bilhões. Na sequência, a projeção escala os resultados das contas públicas até 1,5% do PIB de 2030 em diante.

"A estabilidade da dívida pública exigiria um superávit de ao menos 2% do PIB. Além disso, essas metas são pouco críveis na ausência de medidas de ajuste fiscal estruturais", diz nota da Warren Rena assinada pelos economistas Felipe Salto, Josué Pellegrini e Daniel Ferraz.

Os analistas ressaltam que o resultado esperado viria descontando 0,45% do PIB (ou R$ 65,7 bilhões) de precatórios e outras despesas, de modo que o resultado efetivo seria de superávit de 0,05% do PIB (R$ 8 bilhões).

"O cumprimento da meta só é viabilizado com a exclusão de 0,45% do PIB em despesas primárias", questionam os economistas da Warren.

Ademais, o resultado esperado se sustenta na expectativa de que o PIB encerre o próximo ano em alta de 2,56%, acelerando em comparação aos 2,33% esperados para 2026; e na esperança de que a inflação feche ligeiramente acima dos 3%.

"É bom ter mantido a meta em 0,5% do PIB (havia alguns analistas falando na possibilidade de o governo mudar a meta de primário). Mas as premissas estão muito fora da realidade. Então, perde-se a chance de ganhar credibilidade", pondera Tatiana Pinheiro, consultora econômica e pesquisadora da FGV EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas).

"As projeções estão muito fora do que estamos vivendo com o conflito no Oriente Médio e nos desdobramentos que podem restar para 2027", pontua.

O mercado vê o PIB subindo 1,8% em 2027, projeção mantida há 15 semanas segundo o boletim Focus, apurado pelo BC (Banco Central). A mediana dos agentes econômicos ainda indica que o IPCA deve fechar o próximo ano em 3,91%. Por fim, é esperado um déficit de 0,4% do PIB.

Além dos dados macroeconômicos, o governo aposta em um aumento das receitas e queda das despesas obrigatórias como proporção do PIB.

"Devem estar contando com novas fontes de arrecadação, porque geralmente a elasticidade entre PIB e arrecadação é mais ou menos em torno de um. Então, se está crescendo a arrecadação como proporção do PIB, está se esperando algum aumento da base tributária, o que é realmente difícil porque a dificuldade política está cada vez mais clara em relação a aumentar carga tributária", observa Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting.

"Em relação às despesas, [...] necessariamente, vai ter que ter reformas aqui. O resultado de um aumento do superávit primário, algo na casa de 1,5% do PIB, assumindo que a gente vai sair de praticamente zero este ano, é um ajuste forte", ressalta.

Latif avalia que a hipótese de redução de despesas obrigatórias como proporção do PIB se sustenta se vier acompanhada de medidas de contenção, reformas, principalmente do lado de políticas assistenciais e previdência.

"Necessariamente, vai ter que fazer reforma. [...] A questão é que são realmente números que só seriam viáveis com reformas constitucionais", pontua a economista.

"E hoje é pouco crível, hoje é realmente pouco crível esse compromisso. Não quer dizer que não vai ter nada, eu acho que fazer mais do mesmo não vai ser possível, mas a valor de face realmente é pouco crível essas projeções", conclui.

Com suas estimativas, a Fazenda crê que a dívida bruta do Brasil vai entrar em trajetória descendente a partir de 2030.

Porém, por uma questão de metodologia, o FMI (Fundo Monetário Internacional) aponta que a dívida do Brasil pode chegar a 100% do PIB no primeiro ano do novo governo.

Questionado sobre as projeções do órgão, que vê um cenário mais otimista para o país neste ano e pior no próximo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou ter recebido bem a prospecção e ressaltou que temos superado as estimativas do mercado nos últimos anos.

Quanto ao cenário fiscal, reforçou que "a gente tem um compromisso com a estabilização da trajetória da dívida pública brasileira".

Segundo o ministro, o país "tem caminhado bem e surpreendido" no sentido de "dar resiliência para que a economia siga forte e recomponha o fiscal".

Durigan ressaltou que o governo trabalha com um orçamento que trará um "grande aperto em termos de despesa com pessoal" e "recomposição dos precatórios cuidadosa e conservadora".

"Vamos resolver assim, não com narrativa ideológica, e sim com compromissos pragmáticos", pontuou.

Globo Online - RJ   16/04/2026

Com a revisão para cima na projeção de crescimento econômico do Brasil este ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) agora vê a economia brasileira de volta ao posto de décima maior do mundo, já em 2026, ao ultrapassar o Canadá.

Ano passado, embora tenha crescido, o Brasil ficou de fora do top 10. A Rússia, impulsionada pela valorização do rublo, confirmou a ultrapassagem do Brasil, ocorrida em 2024, e superou a Itália e o Canadá. Tanto em 2024 quanto em 2025, a economia brasileira foi a 11ª maior do mundo.

A comparação das projeções do FMI para o Produto Interno Bruto (PIB, valor de todos os bens e serviços produzidos numa economia) em valores correntes dos países é feita em dólares, que depende tanto do crescimento econômico quanto da taxa de câmbio entre as moedas locais e a divisa americana.

Quando a taxa de câmbio cai (a cotação do dólar fica menor), o PIB do Brasil em dólares aumenta, mesmo que o crescimento econômico por aqui tenha mantido o mesmo ritmo.

Veja abaixo a evolução dos PIBs das maiores economias do mundo, conforme as mais recentes projeções do FMI, que vão até 2031:

Em 2025, o dólar se desvalorizou na Rússia, o que fez o PIB russo aumentar. No caso do Brasil, o câmbio caiu mais para o fim do ano, em movimento que vem se intensificando desde o início de 2026, o que também explica o avanço da economia brasileira de volta ao top 10 global.

Brasil crescerá mais este ano, diz FMI

O FMI revisou sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro neste ano para 1,9%, ante a previsão anterior de 1,6%, segundo relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado na terça-feira em Washington.

O desempenho do Brasil ficou na contramão da economia global. O FMI agora espera um crescimento econômico mundial de 3,1% este ano, ante os 3,3% previstos antes. Tudo por causa da alta nos preços dos combustíveis, provocada pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã – no que já é considerado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como o maior choque do petróleo da história.

A Rússia também teve a projeção de crescimento revisada para cima este ano, de 0,8% para 1,1%. Segundo o FMI, a disparada nas cotações do petróleo por causa da guerra beneficiarão os PIBs russo e brasileiro, já que, com o pré-sal, o Brasil se tornou exportador líquido da matéria-prima.

Para 2027, a estimativa é de crescimento de 2% do PIB brasileiro, levemente acima do previsto para este ano, mas 0,3 ponto percentual abaixo da projeção anterior do FMI, por causa da “desaceleração da demanda global, dos custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e de condições financeiras mais restritivas”.

Nona posição, em 2027

Mesmo assim, o Brasil seguirá galgando posição entre as maiores economias do mundo. Nas projeções recém-atualizadas do FMI, após ficar na 10ª posição este ano, logo atrás da Rússia, a economia brasileira deverá superar a russa em 2027, chegando à nona posição, logo atrás da Itália.

Segundo o relatório de terça-feira do FMI, “reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grandes reservas de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a enfrentar o choque” na oferta de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.

As estimativas do FMI vão até 2031. Pelas contas, em 2028, será a vez de ultrapassar a Itália, com o Brasil ficando na posição de oitava maior economia, atrás da França, posto que deverá manter até a virada da década.

No longo prazo, a principal tendência, mantida nas projeções, é a ascensão da Índia, país mais populoso do mundo. Segundo o FMI, em 2031, a economia indiana deverá ultrapassar a Alemanha e assumir o posto de terceira maior economia do mundo, atrás dos EUA e da China.

PIB per capita, ranking dos mais ricos

Apesar da posição relevante do Brasil no tamanho do PIB anual, o indicador nem sempre é a melhor referência de riqueza de um país. No agregado, é esperado que países populosos, como EUA, China, Índia e Brasil — o sétimo maior em número de habitantes — gerem muito PIB, porque têm mais gente trabalhando.

Para medir o quão rico é um país, muitos economistas preferem olhar para o PIB per capita — indicador que pondera o nível do valor agregado na economia pelo tamanho da população.

Nessa métrica, o ranking de 2025 foi liderado pelo Principado de Liechtenstein, encravado entre a Suíça e a Áustria, com apenas 40 mil habitantes e PIB per capita de US$ 217.927,88. O segundo mais rico do mundo, com US$ 148.246,98, é o Grão-ducado de Luxemburgo, outra cidade-estado europeia, entre França, Bélgica e Alemanha, onde vivem 700 mil pessoas.

Os EUA, maior PIB do mundo, caem para oitava posição no ranking dos mais ricos de 2025, quando se considera o tamanho da população. Terceiro mais populoso do mundo, é o único país que figura no topo tanto dos maiores PIBs quanto dos maiores PIBs per capita.

O Brasil registrou em 2025 um PIB per capita de US$ 10.685,69, segundo o FMI. É logo abaixo da Albânia, com US$ 11.234,556. E logo acima de São Vicente e Granadinas, com US$ 10.572,654, conforme os dados do FMI.

MINERAÇÃO

Revista Mineração - SP   16/04/2026

A J. Mendes apresentou, durante o Mining Processing Latam Forum 2026, os avanços de um projeto voltado à produção de minério de ferro de alta qualidade, com foco no fornecimento para o mercado de redução direta (DRI) e na crescente demanda global por soluções de descarbonização na siderurgia.

O estudo foi detalhado por André Nogueira, gerente de Planejamento, Programação e Controle da companhia, e propõe uma rota eficiente para o beneficiamento de itabiritos compactos e friáveis da Ferro+ Mineração. A estratégia combina etapas de cominuição, separação magnética de alta intensidade e flotação, permitindo ganhos relevantes de eficiência operacional.

Com a adoção do sistema integrado, a empresa projeta maximizar a recuperação metálica e obter um concentrado de alto valor agregado, com teor de ferro superior a 68% e baixos níveis de impurezas, como sílica e alumina, inferiores a 2,2%.

Além de otimizar o aproveitamento de ativos já existentes, o projeto também prevê expansão da capacidade produtiva para cerca de 5,5 milhões de toneladas por ano de pellet feed, reforçando a estratégia de crescimento sustentável da mineradora.

Outro destaque é o potencial do minério produzido como insumo estratégico para a indústria siderúrgica de baixo carbono. Produtos com maior teor de ferro e menor nível de contaminantes são fundamentais para processos como a redução direta do ferro e o uso em fornos elétricos a arco, que apresentam emissões significativamente menores de CO2‚.

Ao reduzir impurezas por meio da flotação e elevar a qualidade do concentrado, a J. Mendes contribui diretamente para a produção de aço com menor pegada de carbono, alinhando-se às exigências ambientais e aos padrões internacionais de mercados como Europa, Oriente Médio e Ásia.

Segundo André Nogueira, a iniciativa posiciona a empresa de forma competitiva no segmento de aço verde. “Estamos preparados para atender aos padrões exigidos por esse mercado, gerando desenvolvimento, empregos e valor sustentável. O avanço no DRI reflete nossa estratégia de apoiar a transição da siderurgia para rotas de menor emissão e consolidar Congonhas e Ouro Preto como polos relevantes dessa nova indústria”, afirmou.

Com o projeto, a J. Mendes reforça sua presença no setor mineral e se alinha às tendências globais de sustentabilidade, ampliando sua contribuição para uma economia de baixo carbono.

Infomoney - SP   16/04/2026

Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta quarta-feira devido a esperanças de possíveis negociações de paz para acabar com a guerra do Irã, aliviando as preocupações sobre interrupções no fornecimento de aço chinês ao Golfo.

Ao mesmo tempo, o aumento da produção de ferro-gusa continuou a apoiar a demanda pelo ingrediente siderúrgico.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China avançou 0,99%, a 764 iuanes (US$112,06) a tonelada.

O minério de ferro de maio, referência na Bolsa de Cingapura, subia 0,97%, a US$104,5 a tonelada.

As negociações para acabar com a guerra do Irã podem ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira, depois que o colapso das conversas do fim de semana levou Washington a bloquear o tráfego marítimo de e para os portos do Irã.

A guerra interrompeu os fluxos comerciais através do Estreito de Ormuz, levando à redução dos embarques para o Golfo e resultando em queda dos embarques de aço em março no comparativo anual, disse Zhuo Guiqiu, analista da Jinrui Futures.

O Golfo foi o segundo maior destino de exportação de aço da China no ano passado, respondendo por aproximadamente 16% das exportações recordes de aço do país, depois que outras nações impuseram barreiras comerciais.

A demanda por minério de ferro permanece atualmente próxima dos níveis de pico na China, sustentando os preços, de acordo com uma nota do Shanghai Metals Market.

A demanda global de aço bruto deve aumentar 0,3% este ano, para 1,72 bilhão de toneladas, informou a World Steel Association na terça-feira.

Outros ingredientes de fabricação de aço avançaram na Bolsa de Dalian nesta quarta-feira, com o carvão metalúrgico e o coque subindo 1,93% e 3,11%, respectivamente.

Devido ao aumento da produção de ferro-gusa, a demanda de carvão metalúrgico e coque está forte, com as usinas siderúrgicas relatando níveis relativamente baixos de estoque, levando à aquisição urgente de cargas, disse uma nota separada do Shanghai Metals Market.

Valor - SP   16/04/2026

Minério de ferro respondeu por 48% do faturamento do setor

A indústria da mineração faturou no primeiro trimestre R$ 77,9 bilhões, o que representou um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O minério de ferro respondeu por 48% do faturamento do setor. No primeiro trimestre, a mineração de ferro faturou R$ 37,5 bilhões, queda de 3% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

O preço médio do minério de ferro subiu 0,7% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo intervalo de 2025, atingindo US$ 106,38 por tonelada.

O preço médio do ouro foi o que mais subiu no trimestre, com valorização de 70,3%, para US$ 4.875,39 a onça troy. O faturamento da indústria de mineração de ouro cresceu 45% no trimestre, para R$ 13,5 bilhões. As exportações de ouro cresceram 89,3% no trimestre, para US$ 2,34 bilhões.

Outro destaque positivo foi o faturamento no segmento de minério de cobre, que subiu 28%, para R$ 10,3 bilhões. As exportações da commodity aumentaram 65,7% no trimestre, para US$ 1,59 bilhão.

O preço médio da tonelada do cobre subiu 37,5% no mercado internacional, para US$ 12.851,90.

Balança comercial

As exportações do setor minerário somaram 87,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre, volume 0,9% acima do registrado no mesmo período de 2025.

Em valor, as exportações da mineração somaram US$ 11,4 bilhões, aumento de 21,5% em comparação com o primeiro trimestre 2025.

O minério de ferro foi responsável por 53,9% das exportações.

As importações do setor, por sua vez, aumentaram 15,1% em volume no período, para 10 milhões de toneladas. Em valor, as importações minerais aumentaram 29% no primeiro trimestre, para US$ 2,1 bilhões.

O saldo da balança comercial mineral foi de US$ 9,29 bilhões no primeiro trimestre, que equivale a um aumento de 20% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse valor corresponde a 66% do saldo da balança comercial brasileira, que foi de US$ 14,17 bilhões.

A China foi o principal destino das exportações minerais brasileiras, respondendo por 66% dos embarques em toneladas. Já as importações vieram principalmente dos Estados Unidos (19,4%), da Colômbia (13,2%), do Canadá (12,9%) e da Rússia (11,3%).

Impostos e tributos

A arrecadação de impostos e tributos pelo setor aumentou 5,5% no primeiro trimestre, para R$ 26,9 bilhões.

A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Naturais (CFEM) totalizou R$ 1,98 bilhões, com aumento de 1,3% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Em termos de substâncias minerais, o minério de ferro tem maior participação na arrecadação da CFEM, com 65,8% do total.

Investimento

De acordo com levantamento do Ibram, o setor prevê investir US$ 76,92 bilhões entre 2026 e 2030.

O montante representa um aumento de 12,5% em relação ao período de 2025 a 2029, para o qual se esperam investimentos de R$ 68,34 bilhões. Não houve revisão no montante, em comparação com o relatório divulgado em fevereiro.

Os investimentos em projetos com minerais críticos e estratégicos (grafita, vanádio, nióbio, cobre, níquel, terras raras, bauxita, lítio, titânio e zinco) somam US$ 21,3 bilhões de 2026 a 2030, o que corresponde a um crescimento de 16,2% em relação ao período de 2025 a 2029.

Os investimentos em minério de ferro são estimados em US$ 19,81 bilhões no período de 2026 a 2030, alta de 1,1% em relação ao intervalo de 2025 a 2029.

Os investimentos em projetos socioambientais, por sua vez, têm aumento previsto de 29,7%, para US$ 14,70 bilhões. Os investimentos em logística crescem 3,4%, para US$ 11,27 bilhões.

Máquinas e Equipamentos

CIMM - SP   16/04/2026

A Sany confirmou a instalação de uma nova fábrica em Campinas (SP), com início das operações previsto ainda para 2026. A decisão estratégica leva em consideração fatores como logística, infraestrutura e a proximidade com grandes centros consumidores do país.

Em entrevista ao site Frota&Cia, o diretor de Vendas e Marketing da Sany Brasil, Dieter Lommer, destacou que a fábrica ocupará um galpão já existente. A opção deve reduzir significativamente o investimento inicial e acelerar o cronograma de implantação.

De acordo com o executivo, a operação inicial será concentrada na montagem de caminhões rodoviários e máquinas da chamada “linha amarela”, utilizando predominantemente o sistema Completely Knocked Down (CKD , no qual os equipamentos chegam em kits da China para montagem local.

A expectativa é que o início da produção nacional impulsione a geração de empregos, elevando o quadro de funcionários da Sany Brasil dos atuais 400 para mais de 600.

A Sany nasceu em 1986 na China. Desde então, passou por um processo de expansão e diversificação, consolidando-se como uma referência global no setor de máquinas pesadas. Atualmente, a companhia atua em segmentos como construção, mineração, máquinas portuárias e energia eólica.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   16/04/2026

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) projeta um ano desafiador para os segmentos de máquinas agrícolas e rodoviárias, com recuo nas vendas e nas exportações, após um 2025 com poucos indicadores de alta e uma entrada recorde de produtos importados, sobretudo chineses e indianos.

O setor de máquinas rodoviárias, que engloba tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, minicarregadeiras e manipuladores telescópicos, registrou 37 mil unidades vendidas em 2025, mesmo patamar de 2024 e 2 mil a menos que o recorde histórico de 2022.

A alta na mineração ajudou a compensar a queda nas entregas para a construção civil, setor negativamente impactado pelos juros elevados.

Para este ano, a Anfavea estima um recuo de 4,7%, com 35,3 mil unidades vendidas.

Se o mercado interno se mostrou estável, as exportações cresceram 17,8%, com 17,1 mil máquinas embarcadas.

A maioria teve como destino os Estados Unidos, ainda que em volume inferior ao de 2024.

Os mercados sul-americanos foram os principais responsáveis pela alta nos embarques.

Para este ano, a projeção é de queda de 10,7% nas exportações, em função da instabilidade relacionada a questões tarifárias envolvendo nosso principal destino, os Estados Unidos.

Já as importações cresceram 10%, superando a marca de 20 mil unidades.

“Mais de 16 mil dessas máquinas rodoviárias vieram da China, muitas delas em concorrências públicas que deveriam considerar não apenas a localização da produção e os empregos gerados no país, mas também a qualidade dos produtos e dos serviços de assistência técnica — aspecto que precisa ser revisto com urgência”, alertou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Fonte: Anfavea

Máquinas agrícolas – Há quatro anos, as vendas internas de máquinas agrícolas vêm registrando quedas sucessivas.

Em 2025, as vendas no varejo somaram 49,8 mil unidades, 3,6% abaixo do ano anterior e 10 mil a menos que em 2021, com destaque para as colheitadeiras, cujo volume foi reduzido a quase um terço.

“O crescimento da atividade agropecuária, mais volátil e incerto do que o de máquinas rodoviárias, ocorre em um contexto de juros elevados, o que afeta diretamente o setor de máquinas agrícolas”, afirmou Calvet, ressaltando a necessidade de fortalecimento de instrumentos de financiamento, como o Plano Safra e linhas do BNDES.

Por outro lado, observa-se crescimento na venda de tratores de baixa potência, associados à agricultura familiar e estimulados por programas como o PRONAF Mais Alimentos, cujos juros são mais atrativos, em torno de 5%.

Para 2026, a projeção da Anfavea é de novo recuo, de 6,2% nas vendas no varejo.

Para as exportações, espera-se também retração de 12,8%, após leve alta de 2,4% em 2025.

O ponto de maior atenção no momento são as importações, que atingiram um patamar recorde de 11 mil unidades, 17% acima de 2024.

O crescimento expressivo dos importados transformou o superávit em déficit na balança comercial pelo segundo ano consecutivo.

A Índia, com 6 mil unidades, lidera o ranking de modelos estrangeiros, enquanto a China, com crescimento de 85,7%, se aproxima, com 3,9 mil unidades importadas no ano passado.

Estudo de competitividade encomendado pela Anfavea ao BCG indica que produtos chineses e indianos apresentam vantagens em relação aos nacionais em escala, preço do aço e mão de obra, reduzindo o custo de produção em até 27%.

“Isso nos coloca diante de um desafio urgente de apoio à produção nacional, sob pena de perdermos investimentos, empregos, conhecimento estratégico e arrecadação gerada pela indústria de máquinas autopropulsadas, justamente em um país reconhecido pela força do seu agronegócio e da construção civil”, concluiu o presidente da Anfavea.

AUTOMOTIVO

O Estado de S.Paulo - SP   16/04/2026

O segundo trimestre mal começou, mas o mercado brasileiro já recebeu mais de uma dezena de lançamentos de carros com bom potencial de volume de vendas. São veículos aguardados, como o Toyota Yaris Cross, o novo Volkswagen Taos e a versão híbrida leve do Jeep Renegade, mas também uma série de novidades chinesas.

Acompanhamos a chegada do GAC GS3, Caoa Changan Uni-T, Jetour S06, Caoa Chery Tiggo 5X, Leapmotor B10 e novas versões de carros da BYD. E o ritmo acelerado de lançamentos está pressionando o mercado. Com tantos modelos chegando a valores competitivos, o preço médio do carro tem se mantido estável.

Um levantamento da Bright Consulting feito com exclusividade para o Jornal do Carro mostra o preço público médio dos veículos novos nos últimos dez anos. E os dados indicam, com clareza, a influência da concorrência chinesa.
Preço do carro disparou na pandemia

Em 2016, o valor médio de carros novos no Brasil era de R$ 113.217. O período da pandemia foi responsável por uma disparada nos preços. Os valores públicos dos veículos novos saltaram de R$ 117.992 em 2019 para R$ 128.356 em 2020, alta de 8,8%, e continuaram subindo: R$ 150.230 em 2021 (aumento de 17%) e R$ 160.557 em 2022, mais 6,9% de aumento.

O período pós pandemia coincide com a chegada das chinesas. A BYD começou a vender seus veículos em 2022, com os elétricos de luxo Han e Tan, e, em 2023, lançou o compacto Dolphin. A GWM também anunciou sua chegada em 2022 e colocou os primeiros veículos nas ruas brasileiras em 2023.

A partir daí, os dados indicam uma mudança. Desde 2022, os valores se mantiveram na faixa dos R$ 160 mil. Os preços continuam subindo, mas em ritmo bem mais lento. Em 2025, os valores ficaram em R$ 168.949, alta de 0,5% em relação a 2024. Neste ano, o levantamento aponta uma média de R$ 169.340, aumento de apenas 0,2%.
Montadoras chinesas pressionam preço do carro

Basta ver os preços dos lançamentos chineses para entender como as montadoras tradicionais estão sendo pressionadas. O novo Caoa Chery Tiggo 5X parte de R$ 124.990 na versão Sport, com um pacote de tecnologias, como um painel integrado de 20,5 polegadas, ajustes elétricos do banco do motorista, seis airbags, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro e outros “mimos”.

O GAC GS3 é outro exemplo. O modelo movido a gasolina, com motor 1.5 Turbo de 170 cv de potência parte de R$ 129.990, com preço promocional de lançamento. A versão topo de gama, com teto solar panorâmico e pacote Adas, custa R$ 159.990.

Até modelos das montadoras ditas tradicionais tiveram que rever seus valores. A nova versão do Jeep Renegade, por exemplo, ganhou o sistema híbrido leve em algumas versões. Algumas ficaram mais baratas, outras tiveram reajustes menores.

Em 2023, quando ganhou um facelift, a versão Altitude, posicionada acima da Sport, custava R$ 147 mil, enquanto a Willys, topo de linha, com tração nas quatro rodas e outras tecnologias, custava R$ 180 mil. Agora, a Altitude, que passou a ser a versão de entrada, custa R$ 129.990, enquanto a Willys teve leve reajuste, passando para R$ 189.990.

A briga pelo volume de mercado está muito mais acirrada. Não à toa, a BYD conseguiu fazer com que o Dolphin Mini se tornasse o veículo de passeio mais vendido do país em março, um feito surpreendente para um modelo totalmente elétrico.

As tecnologias embarcadas, o acabamento interno, com superfícies macias ao toque, e o aumento na oferta de modelos eletrificados estão mudando o mercado rapidamente. E as montadoras já estabelecidas no Brasil estão tentando acompanhar o ritmo acelerado.

Auto Industria - SP   16/04/2026

A máxima “se não pode com eles, junte-se a eles” nunca foi tão apropriada na indústria automobilistica mundial após a ascensão da China como maior mercado global e principal fabricante de veículos eletrificados.

É cada vez maior a disposição das montadoras ocidentais para estabelecer parcerias com as marcas chinesas de modo a não perderem mais terreno no mercado internacional  — pelo contrário, acelerar eventual retomada sem gastar tanto — e especialmente na mobilidade elétrica.

Não há exceções. Tradicionais fabricantes europeias ou estadunidenses estão estabelecendo, ampliando ou resgatando acordos com as concorrentes chinesas. Algumas, com várias ao mesmo tempo.

É o caso da Stellantis, que já tem atuado com a Leapmotor, com a qual criou joint venture para vender e produzir modelos da marca chinesa em todo o mundo.

Segundo a agência global de notícias Bloomberg, a montadora agora estaria discutindo também a retomada de antiga parceria com a Dongfeng Motor, que durante anos, a partir da década de 1990, produziu modelos da PSA Peugeot Citroën em território chinês.

Automotive Business - SP   16/04/2026

Quase como um rolo compressor. Assim pode ser definido o avanço da BYD, que desbancou as tradicionais fabricantes japonesas e foi a marca que mais ganhou participação de mercado no primeiro trimestre.

Com base nos dados de emplacamentos do Renavam fornecidos pela Fenabrave, a BYD abocanhou 2,1 pontos percentuais (p.p.) neste período na comparação com os três meses iniciais de 2025. Com isso, passou de 4,19% de market share para 6,30%.

A chinesa ainda pode se vangloriar de outro feito. Em março, teve o veículo leve mais emplacado do mês no varejo, o Dolphin Mini. No trimestre, o subcompacto elétrico é o segundo mais licenciado nas vendas para pessoa física.
Quem ficou atrás da BYD em participação de mercado

Desta forma, a BYD, no espaço de um ano, ultrapassou as marcas japonesas e outras tradicionais em participação de mercado. Saiu do 9o lugar em 2025 para o 5o, à frente de Toyota e Honda, além de Renault e Jeep ela já estava à frente da Nissan no recorte de 2025.

A Toyota, por sinal, foi a que mais perdeu market share entre as montadoras do top 10. Caiu de 8,14% no primeiro trimestre de 2025 para os atuais 6,03%, queda 2,1 p.p.

Importante salientar que a Toyota teve um ano complicado em 2025. Além da parada na produção para a linha de montagem do Yaris Cross, a planta de Porto Feliz (SP) foi destruída por um vendaval, o que afetou o lançamento do SUV e também as operações em todas as fábricas da marca no país.
Volks cresce e Fiat segue na ponta

Quem também segue o ritmo de crescimento é a Volkswagen. A marca alemã avançou 1,02 p.p. em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Agora tem 16,25% de participação.

A Fiat segue descansada na liderança. A marca italiana fechou esses três meses iniciais de 2026 com 21,19% de mix, pequena queda de 0,17 p.p. em relação ao janeiro-março do ano anterior.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   16/04/2026

Medidas incluem a elevação do limite de renda das famílias elegíveis, que passa de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil, e o aumento do valor máximo financiado, de R$ 30 mil para R$ 50 mil

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) mudanças no programa Reforma Casa Brasil, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para melhorias habitacionais. As medidas incluem a elevação do limite de renda das famílias elegíveis, que passa de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil, e o aumento do valor máximo financiado, de R$ 30 mil para R$ 50 mil - o chamado “ticket máximo”.

Também houve redução das taxas de juros, que caem para 0,99% ao mês tanto para famílias com renda de até R$ 3,2 mil ´- antes em 1,17% - quanto para aquelas com renda superior a este limite, limitado a R$ 13 mil, que pagavam 1,95%. Além disso, o prazo de amortização foi ampliado de 60 para 72 meses.

Outra mudança é a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Habitação (FGHab), que passa a garantir todos os financiamentos do programa, o que, na prática, reduz o risco para os bancos e deve facilitar a concessão de crédito. A alteração ocorrerá via Medida Provisória (MP).

O Programa Reforma Casa Brasil é uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal voltada a famílias que desejam realizar melhorias em suas moradias. As mudanças anunciadas hoje utilizarão recursos já alocados do Fundo Social do Pré-Sal.

“O senhor (Lula) não está preocupado apenas com a unidade habitacional daquelas famílias que realmente precisam. O senhor está preocupado também com o conjunto de famílias que a gente chama de um índice de inadequação, que são famílias que precisam de um banheiro porque elas não têm um banheiro”, disse o ministro das Cidades, Vladimir Lima, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros.

“São famílias que precisam ampliar um quarto porque elas não têm um quarto a mais. Uma questão de uma reforma na casa, de um telhado, de um piso, para que você consiga dar qualidade de vida, dignidade para essa família, que ajustando o imóvel dela ela não precisa de uma casa nova”, acrescentou.

Infomoney - SP   16/04/2026

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse nesta quarta-feira, 15, que o governo fará um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o orçamento do programa de habitação vai a R$ 200 bilhões, anunciou o ministro.

Lima reforçou uma promessa que já vinha sendo falada pelo ex-ministro Jader Filho de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Em uma cerimônia de anúncio de medidas para o setor com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o ministro confirmou o aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.
Os limites de renda para as diferentes faixas também foram ajustados. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200. A Faixa 2, para quem tem de R$ 3.201 a R$ 5.000. A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600. O Classe Média, até R$ 13.000.

A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que o déficit habitacional do Brasil vem diminuindo por causa dos investimentos do governo na área, em parceria com o setor da construção civil.
Crédito imobiliário

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, disse que os investimentos do governo federal no setor de habitação fizeram a participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) crescer de 7,5% em 2009 para 10% hoje, com viés de alta.

Também na cerimônia, Vieira defendeu a importância das políticas de habitação. O presidente da Caixa classificou esses programas como uma “verdadeira PPP”, parceria-público-privada.

“O presidente da República cria um programa que adiciona-se a outros programas habitacionais, mas quem executa esse programa, de fato, é o setor da construção civil. E, comparativamente com outros segmentos, é um segmento que tem o menor índice de inadimplência no Brasil”, disse Vieira.
Continuidade das obras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o que chamou de uma “mania” de governos não continuarem obras planejadas por administrações anteriores. O petista defendeu que o déficit de residências no Brasil teria caído se políticas tivessem sido mantidas.

Ele lembrou que, durante a sua gestão nos anos 2000, o governo federal já atuava para diminuir o déficit habitacional e conseguiu contratar mais de 1 milhão de financiamentos em 2010. “De lá para cá, se a gente não tivesse parado, a gente possivelmente teria um déficit ainda menor do que a gente tem hoje. O problema no Brasil é exatamente esse”, disse Lula.

O presidente defendeu a importância do setor da construção civil na geração de empregos, além de ter reiterado a importância de um programa contínuo para resolver problemas de infraestrutura. Lula disse, ainda, que é importante que o Minha Casa, Minha Vida contemple também famílias de classe média, citando profissões como metalúrgico e bancário.
FGTS

Lula sugeriu a empresários do setor de construção civil que se engajem na campanha pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O chamado foi feito por Lula após um representante do setor fazer uma defesa enfática da indicação de Messias.

André Baía, diretor do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), discursou na reunião com Lula nesta quarta-feira a favor de Messias. Baía sugeriu que os representantes do setor da construção civil se engajassem na votação da indicação de Messias por ele ser um defensor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Quero fazer uma conclamação a todos nós nesta sala. No dia 29 deste mês, haverá uma sabatina, que é muito importante para guardarmos bem o FGTS para a finalidade para a qual foi criado, que é dar segurança financeira ou funcionário quando é demitido, mas também financiar habitação e casa própria”, disse Baía.

O empresário disse desconhecer alguém no Judiciário “que entenda do FGTS tanto quanto Jorge Messias”. Baía disse ter frequentado a mesma igreja de Messias na infância e que, apesar de ser de centro-direita, defendia sua indicação.

“Temos a chance de tê-lo dentro do STF. Será um grande guardião do FGTS na Suprema Corte. Não podemos perder essa oportunidade. Messias é um homem equilibrado. Na infância, fiz parte da igreja que ele também congregava, e acho que é obrigação de quem quer defender o FGTS até o dia 29 procurar senadores para que possamos ser vitoriosos nessa sabatina. Eu sou de centro-direita, mas não posso perder diálogo com um homem como Jorge Messias”, declarou.

Lula, então, apoiou o pleito. “Se você acredita nisso, penso que você deveria, junto com o seu setor, mandar uma carta para os 81 senadores, dizendo o que vocês imaginam do companheiro Messias, porque acho que ele tem tudo para ser um extraordinário ministro da Suprema Corte”, respondeu o presidente.

FERROVIÁRIO

Jornal de Brasília - DF   16/04/2026

O Ministério dos Transportes prepara uma lista com cerca de 20 trechos de ferrovias abandonadas e de curta extensão, com média de 50 km a 60 km, para oferecer à iniciativa privada por meio de chamamento público. Trata-se de um modelo inédito de leilão, em que a administração pública oferece a malha ao mercado e cobra apenas investimentos na reconstrução e operação no trecho, sem exigir pagamentos à União (outorga).

Conforme informações obtidas pela reportagem, os trechos começarão a ser oferecidos no segundo semestre deste ano e terão como base o edital que está em vias de ser aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que analisa a oferta do “corredor Minas-Rio”, uma malha já existente que faz parte hoje da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica).

A lista de trechos é resultado de uma filtragem que o Ministério dos Transportes fez sobre um estudo realizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em parceria com a estatal Infra SA, vinculada à pasta.

Como mostrou a Folha de S. Paulo, esse estudo preliminar, que será usado para embasar o planejamento logístico e definir prioridades de investimento, concluiu que há 7.412 quilômetros de trilhos em 37 trechos de ferrovias que teriam condições de voltar a operar, desde que contassem com algum tipo de subsídio ou investimento público, uma conta que poderia chegar a custar até R$ 75 bilhões aos cofres públicos ao longo dos anos.

As restrições orçamentárias, porém, levaram o governo não só a reduzir o número de trechos que devem ir a mercado, como também a extensão de cada um deles. Ficou acertado que, das 37 malhas identificadas, cerca de 20 devem ser oferecidas.

A maior parte delas prevê o modelo de chamamento público, mas o ministério também vai colocar trechos que não despertem interesse imediato em um banco de “oferta permanente”, como acontece com os blocos de petróleo. Dessa forma, haverá uma lista de projetos que, se não atraírem investidores de imediato, poderão ser solicitados a qualquer momento.

Os projetos vão prever aporte público, mas em cifras bem inferiores ao que apontou o estudo do BID. A previsão é que os trechos possam contar com um aporte público total de aproximadamente R$ 600 milhões por ano.

O Ministério dos Transportes afirma que pretende usar como fonte a redução de gastos da União com as rodovias que foram concedidas nos últimos quatro anos.

Entre 2023 e 2026, a malha rodoviária concedida à iniciativa privada deve saltar de cerca de 13 mil km para cerca de 25 mil km, segundo estimativas do ministério. A pasta calcula que isso deve gerar economia anual da ordem de R$ 600 milhões em despesas de manutenção, valor que poderá ser direcionado aos projetos ferroviários.

Entre os trechos para carga já confirmados para o chamamento público estão as malhas entre Cruz Alta e Santo Ângelo (RS); e de Santo Ângelo até Santa Rosa (RS).

Já na área de turismo, o ministério pretende oferecer o traçado que liga Ouro Preto a Mariana (MG).
A lógica é apostar nas chamadas “shortlines”, ferrovias de menor extensão, mais baratas para recuperar e com maior chance de retorno financeiro.

O plano do governo não prevê oferta de trechos que demandem subsídio público durante a operação dos trens, mas apenas aporte da União para bancar parte dos investimentos durante a reconstrução. A lógica é fazer algum apoio inicial para recuperação da infraestrutura, mas deixar o risco da operação com o investidor privado.

A expectativa do ministério é que o TCU conclua a sua análise do corredor Minas-Rio até meados de maio, para que possa ser feito o chamamento público. A partir desse modelo de oferta consolidado, a intenção é que esse processo se transforme em uma referência para todos os demais, como acontece com a oferta de terminais portuários privados, os TUPs, que não precisam ser submetidos ao crivo da corte de contas.

A replicação do modelo traz rapidez e reduz a necessidade de análise individual de cada projeto pelos órgãos de controle.

Do total de 7.412 quilômetros de trilhos que poderiam ser retomados, 1.310 quilômetros têm menor dependência de dinheiro público. Essa parcela necessitaria apenas de um aporte estatal para recuperar a infraestrutura abandonada.

A maior parte da rede considerada viável, porém, com cerca de 6.102 quilômetros, dependeria também de subsídios operacionais regulares para manter o funcionamento.

Os dados mostram que a maior parte desses trechos tem vocação para transporte de cargas. Dos quilômetros considerados viáveis, cerca de 5.900 seriam destinados principalmente à movimentação de mercadorias. Aproximadamente 1.200 km poderiam operar em modelo misto, com transporte de cargas e de passageiros. Apenas 300 quilômetros de trilhos aparecem como viáveis para transporte específico de passageiros.

 

Portal Fator Brasil - RJ   16/04/2026

Equipamentos de alta tecnologia serão operados pela própria multinacional em um modelo que foca na expansão da atuação da empresa na América do Sul.

A Loram South America deu início a um contrato estimado em R$ 1 bilhão com a MRS Logística, que contempla a aquisição de duas novas máquinas esmerilhadoras e a prestação de serviços, oficializado após a entrega dos equipamentos durante cerimônia realizada no pátio ferroviário P1-07, na divisa dos municípios de Jeceaba e São Brás do Suaçuí (MG). A entrega do maquinário, realizada no dia 12 de março (quinta-feira), marca o início de um acordo de 15 anos, no qual a empresa será responsável pela operação e pela manutenção dos equipamentos. Pela primeira vez, o contrato entre as companhias segue o modelo Operation and Maintenance (O&M), no qual a operadora ferroviária realiza a aquisição das máquinas, enquanto a Loram assume integralmente a operação técnica e manutenção. A iniciativa reforça a presença da empresa no setor ferroviário brasileiro e amplia a parceria de longa data entre as duas companhias.

O evento contou com a presença de executivos das duas empresas e de representantes do setor ferroviário, incluindo o presidente da MRS Logística, Guilherme Segalla de Mello; o Chief Operating Officer (COO) Global da Loram, Luke Olson; e o acionista da companhia, Mike Mannix, além de representantes do setor ferroviário nacional e de autoridades públicas. O momento simbólico da entrega foi marcado pelo corte de faixa realizado em conjunto por colaboradoras da Loram e da MRS, em reconhecimento à crescente presença de mulheres na indústria ferroviária.

As duas máquinas entregues são equipamentos de grande porte voltados à manutenção da infraestrutura ferroviária e foram projetadas para restaurar o perfil dos trilhos, remover irregularidades microscópicas e prevenir falhas prematuras, contribuindo diretamente para ampliar a vida útil dos componentes e a segurança da operação ferroviária. O primeiro equipamento é a RG426, uma esmerilhadora de linha corrida equipada com 90 rebolos, considerada uma das maiores do mundo em sua categoria. A máquina é capaz de operar a velocidades superiores a 25 quilômetros por hora, dependendo das condições da linha, possui oito carros e reúne tecnologias avançadas de esmerilhamento e monitoramento.

O segundo equipamento é a RGS27, uma máquina especializada na manutenção de pontos críticos da ferrovia, como aparelhos de mudança de via (AMVs) e passagens de nível (PNs). O equipamento opera a uma velocidade média de 18 km/h e é capaz de realizar três ciclos de esmerilhamento em AMVs em aproximadamente cinco minutos. As máquinas também contam com modernos sistemas integrados de mitigação de incêndios, projetados para controlar as faíscas geradas durante o processo de esmerilhamento dos trilhos.

Fabricados na unidade da Loram em Hamel, Minnesota, nos Estados Unidos, os equipamentos levaram cerca de um ano para serem produzidos e foram transportados ao Brasil por via marítima. Após a chegada ao país, passaram por etapas de preparação antes da entrega oficial à operadora ferroviária. Fundada nos Estados Unidos há mais de 70 anos, a Loram tornou-se referência global em manutenção ferroviária com atuação em dezenas de países.

A parceria entre a MRS e a Loram teve início em 2002, com a aquisição da primeira máquina esmerilhadora pela companhia ferroviária, e vem sendo ampliada ao longo das últimas duas décadas com a incorporação de novos modelos e tecnologias. —Em 2023, passamos a contar também com a Loram na operação e manutenção, o que aumentou significativamente a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos —afirma a gerente-geral de engenharia da MRS, Anelise Salzane. Segundo a executiva, a chegada dos novos equipamentos representa um avanço na estratégia de manutenção da ferrovia. Pela primeira vez, a companhia contará com uma máquina dedicada ao esmerilhamento de AMVs e PNs, ativos considerados fundamentais para a operação ferroviária.

Segundo o consultor de engenharia da manutenção de vias da MRS e CEO da International Heavy Haul Association (IHHA), Antônio Merheb, a modernização acompanha a expansão da operação ferroviária da companhia. —À medida que a MRS amplia sua capacidade de transporte, torna-se essencial investir em tecnologias que aumentem a segurança e a eficiência da via permanente. Nesse sentido, a Loram tem sido uma parceira importante da MRS—disse.

Para a Loram, o projeto representa um avanço na presença da empresa no mercado ferroviário brasileiro e reforça o papel da companhia como fornecedora global de soluções tecnológicas para manutenção de infraestrutura ferroviária. —Estamos trazendo para o Brasil o que existe de mais avançado no mundo em manutenção ferroviária. Essa tecnologia contribui não apenas para a operação da MRS, mas também para o desenvolvimento do setor ferroviário nacional—ressalta o diretor executivo da Loram South America, Murilo Martins.

De acordo com o diretor comercial da empresa, Rafael Araújo, parte da cadeia produtiva dos equipamentos envolve fornecedores nacionais, contribuindo para o desenvolvimento da indústria ferroviária local. —Embora as máquinas sejam fabricadas fora do Brasil, há um processo de nacionalização de componentes que fomenta a geração de empregos e fortalece a cadeia ferroviária no país—destaca.

Após a entrega, as máquinas passarão por processos de integração e testes operacionais no próprio pátio P1-07 da MRS. O início das atividades está previsto para 1º de abril, quando os equipamentos começarão a atuar na manutenção da malha ferroviária administrada pela companhia.

Perfil — A Loram South America é uma empresa americana do setor logístico ferroviário fundada há 70 anos e que iniciou suas operações no Brasil há mais de três anos. Atualmente, está presente em 27 países e é líder nos serviços de manutenção de trilhos, serviços de inspeção e otimização de infraestrutura e equipamentos ao redor do mundo. Seu conceito é “Eficiência ferroviária de ponta a ponta”, que sintetiza o propósito da Loram de oferecer soluções completas, combinando expertise técnica e inovação em cada etapa do serviço. | https://loram.com/pt-br

Revista Ferroviaria - RJ   16/04/2026

Em um olhar para o futuro, o Metrô do Distrito Federal tem previsão de investimentos acima de R$1 bilhão para os próximos anos, com possibilidade real de movimentar o mercado nacional e internacional.

Recentemente, ao relatar o andamento das obras de expansão na Linha 1 (mais abaixo), a empresa divulgou que o sistema precisará, para manter a qualidade de atendimento aos passageiros, a aquisição de nova frota de trens, de uma manutenção completa na Série 1000 a pioneira do metrô , além de intervenções na sinalização.

As compras representam um montante total variável entre R$ 1,5 e R$ 1,7 bilhão, com a maior quantia destinada para material rodante.

Com a frota atual composta por 20 trens de quatro carros, da Série 1000, fabricada no final dos anos 1990, pela Mafersa e pela Alstom, e outros 12 trens de quatro carros cada, da Série 2000, produzidos também pelos franceses em meados de 2010, a companhia identificou a necessidade de intervenção nas unidades mais antigas.

Os 20 modelos da Série 1000 passarão por uma manutenção completa, sinalizando uma modernização, ao mesmo tempo em que 15 novos trens serão encomendados, totalizando R$ 900 milhões em investimentos, acompanhando também o crescimento de usuários com a entrada de novas estações.

O restante, variável entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, trata-se da substituição completa do sistema de sinalização e controle. Trata-se, porém, de um investimento de médio prazo, programado para os próximos anos, com foco em maior segurança e eficiência energética, representando por sua vez, intervalos mais regulares entre as composições.

Obras em Samambaia atingem 23% de conclusão

A expansão da Linha 1 em Samambaia recebe investimento total de R$ 319 milhões, chegando a quase 1/4 da realização (23%) e emprega atualmente 760 pessoas.

De acordo com o diretor técnico do Metrô-DF, Fernando Jorge Rodrigues, há várias frentes de trabalho construindo simultaneamente duas estações.

A Estação 35 ficará perto da UPA de Samambaia e já teve concluída a concretagem da plataforma de passageiros, além da finalização da fundação e do levantamento dos pilares e vigas principais.

Na outra parada, definida como ponto final do Metrô DF, a Estação 36, os trabalhos estão perto de terminar a fundação e, em paralelo, começou a concretagem dos pilares e vigas. Quando este processo for finalizado, o passo seguinte será a concretagem das futuras plataformas, de acordo com o diretor.

O trecho de Samambaia, nas estações 35 e 36, tem a projeção de atender diariamente entre 12 a 15 mil pessoas.

NAVAL

A Tribuna - SP   16/04/2026

Embora pareça improvável, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, espera que o leilão do Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, no cais do Saboó (STS10), no Porto de Santos, aconteça ainda neste ano.

“Esse é o nosso desejo. Estamos em um momento de discussão dos últimos pontos com relação ao edital. Estamos verificando de que forma podemos adequar as posições técnicas para que, em breve, possamos ter esse edital. O nosso desejo é que possamos lançar esse edital e fazer o leilão ainda este ano”, afirma.

Em 19 de março, o então titular da pasta, Silvio Costa Filho, projetou que o certame ocorreria entre outubro e novembro. A fala aconteceu durante visita a Santos. Já Tomé Franca preferiu não estimar um mês. “Não tem exatamente um prazo definido, mas o nosso desejo é esse, de poder fazer o lançamento do edital e publicar esse ano”.

Franca acredita no diálogo para adequação definitiva das normas envolvendo o leilão do Tecon Santos 10. Enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou restrições de empresas para a disputa, incluindo armadores e as que operam no complexo santista, o Governo Federal pensa com mais liberalidade a respeito do tema.

“Essa é a orientação do Governo. Estamos alinhados e, agora, é aguardar que a Antaq possa fazer esses ajustes para que a gente ofereça ao mercado o melhor projeto possível que possa gerar competitividade no Porto de Santos”, afirma. “Vamos conseguir, no diálogo, encontrar uma solução para que a gente tenha a convergência de todos esses interesses e posições técnicas”, emenda.

Canal de acesso
O ministro definiu a audiência pública como grande palco para alterações no leilão do canal de acesso do Porto de Santos. Ela está marcada para dia 23. A consulta pública segue até 2 de maio.

Tomé Franca falou sobre o assunto ao ser perguntado a respeito das alterações propostas pela Autoridade Portuária de Santos (APS), que não deseja que as normas sejam um espelho do que foi aplicado no de Paranaguá, no Paraná, a primeira experiência do gênero no Brasil.

“Fizemos um projeto disruptivo que foi o canal de Paranaguá e queremos avançar com esse projeto de concessão para outros portos. A audiência pública vai ser esse espaço para colher as contribuições da sociedade e do setor para a construção do melhor projeto possível”, comenta.

Globo Online - RJ   16/04/2026

As Forças Armadas do Irã ameaçaram nesta quarta-feira fechar o tráfego naval no Mar Vermelho, ao qual a nação persa não tem acesso territorial, caso os EUA mantenham o bloqueio à entrada ou à saída de embarcações de portos iranianos e do Estreito de Ormuz. A ameaça por parte de Teerã, que provavelmente precisaria do apoio de aliados para cumpri-la, foi endereçada horas após o anúncio do Comando Central dos EUA (Centcom) sobre a "plena aplicação" do bloqueio — o que foi denunciado pela parte iraniana como uma violação ao cessar-fogo de duas semanas acordado entre os rivais para conversas diplomáticas mediadas pelo Paquistão. Paralelamente, mediadores paquistaneses chegaram nesta quarta-feira a Teerã para tentar fortalecer a trégua, enquanto surgiram informações de que pode haver a declaração de um cessar-fogo de uma semana entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah.

— As poderosas Forças Armadas da República Islâmica [do Irã] não permitirão qualquer exportação ou importação no Golfo Pérsico, no Mar de Omã ou no Mar Vermelho — afirmou o general Ali Abdollahi em um comunicado divulgado pela TV estatal, após acusar Washington de "criar insegurança para os navios comerciais do Irã e para os petroleiros", no que se referiu como "prelúdio" de uma violação do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril.

Sem acesso ao Mar Vermelho e com as capacidades militares enfraquecidas após os bombardeios incessantes de EUA e Israel nos últimos meses, a ameaça do Irã provavelmente necessitaria de um aliado-chave do Eixo da Resistência: o grupo rebelde Houthi, do Iêmen, que sinalizou disposição para entrar no conflito quando necessário. Munidos de um arsenal que inclui drones e foguetes iranianos, os rebeldes controlam áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, um outro gargalo essencial que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Um bloqueio perturbaria a rota por onde passa cerca de 12% do comércio marítimo global, incluindo petróleo.

Os Houthi demonstraram capacidades militares importantes nos últimos anos, sobretudo após o início da guerra entre Israel e Hamas, em 7 de outubro de 2023. O grupo lançou ataques contra o território do Estado judeu, a mais de 1,6 mil km, e conseguiu impor bloqueios navais parciais no Mar Vermelho e no Canal de Suez mesmo sem ter poderes navais relevantes, por meio de inovações táticas e meios de guerra como drones, projéteis e lanchas rápidas. A atuação do grupo chegou a ser combatida por uma iniciativa internacional encabeçada pelos EUA, até um acordo interromper as hostilidades.

Uma perturbação no Mar Vermelho aprofundaria ainda mais a crise provocada pela guerra entre a aliança entre EUA e Israel contra o Irã. A instabilidade no Estreito de Ormuz, rota por onde passava 20% do petróleo e do gás natural produzido no mundo antes do conflito, provocou um novo choque do petróleo, com uma disparada do preço do barril no mercado internacional. A reabertura da via marítima foi o ponto central da frágil trégua obtida para interromper os conflitos por duas semanas, mas após a fracassada rodada de negociação entre os países em Islamabad, o presidente americano, Donald Trump, anunciou um bloqueio a todos os navios que tentassem entrar ou sair de Ormuz. A medida foi apontada como uma forma de sufocar financeiramente o Irã e impor pressão sobre a China, uma grande importadora do petróleo bruto da região, que continuava tendo acesso a parte da produção.

Em uma publicação nas redes sociais, o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, afirmou que o bloqueio ordenado por Trump teria sido "totalmente implementado", interrompendo a maior parte da atividade econômica de Teerã em apenas um dia e meio.

"Estima-se que 90% da economia do Irã seja impulsionada pelo comércio internacional por via marítima. Em menos de 36 horas desde a implementação do bloqueio, as forças dos EUA interromperam completamente todo o comércio econômico que entra e sai do Irã por mar", disse Cooper.

O bloqueio naval americano conta com uma Armada de mais de 10 navios de guerra, além do maior contingente militar deslocado para a região desde a invasão do Iraque, em 2003, incluindo forças de operações especiais e fuzileiros navais. O ex-capitão da Marinha dos EUA Carl Schuster explicou, em entrevista à rede americana CNN, que o bloqueio não era propriamente uma barreira física, e que os navios provavelmente sequer estão dentro de Ormuz neste momento. Contudo, os equipamentos que foram enviados para a região permitiriam perseguir e interceptar qualquer embarcação.

Mesmo com todo o poderio bélico destacado, há indícios de que o tráfego em Ormuz não parou inteiramente. Dados de rastreamento marítimo de terça-feira — quando o bloqueio estava em curso, segundo o Centcom —, apontam que vários navios zarparam de portos iranianos e atravessaram Ormuz. Em uma publicação no X nesta quarta, o perfil oficial do Centcom afirmou que nenhum navio "saindo ou entrando de portos iranianos" conseguiu passar pelas forças dos EUA "durante as primeiras 48 horas" de bloqueio. Além disso, nove navios teriam cumprido instruções para dar meia-volta e retornar a um porto ou área costeira.

Especialistas em inteligência marítima afirmam que cada vez mais navios em Ormuz e ao redor da rota parecem estar adotando táticas para evitar serem detectados pelo sistema global que monitora o tráfego marítimo. Entre as estratégias, os navios estariam desligando seus transponders — equipamentos de localização que grandes embarcações comerciais são obrigadas a utilizar, segundo o Direito Internacional — ou alterando dados abastecidos nos sistemas globais, a fim de manipular sua localização, origem ou destino.

Um relatório divulgado nesta terça-feira pela provedora de dados de inteligência marítima Windward apontou que navios iranianos "apagaram" seus sinais, enquanto embarcações sancionadas e com bandeiras falsas continuam ativas — o que torna uma leitura precisa do real tráfego por Ormuz muito difícil de ser checada de forma independente.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   16/04/2026

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e a SCGás inauguram, em 16 de abril, a Estação de Transferência de Custódia (ETC-10), em Siderópolis (SC), consolidando um novo marco para a infraestrutura de gás natural no país. Com capacidade de até 1,8 milhão de metros cúbicos por dia, a unidade amplia a oferta de gás e fortalece a integração do sistema de transporte na região Sul, com reflexos positivos em escala nacional.

A ETC-10 estabelece um novo ponto de conexão e entrega de gás natural, reforçando a presença da TBG no estado e ampliando a capacidade de atendimento à demanda de indústrias, comércios e residências. A iniciativa, assim, contribui para a expansão da infraestrutura e para o desenvolvimento do mercado de gás natural no Brasil.

Para a TBG, a entrada em operação da estação representa o cumprimento de metas de expansão contratual, além de avanços em eficiência logística e no atendimento aos clientes de distribuição, firmando seu papel no fortalecimento da segurança energética e da competitividade do país.

Instalada em localização estratégica, próxima à estação de compressão da TBG, a unidade opera em condições ideais de pressão e oferta, assegurando maior estabilidade no fornecimento e reforçando a segurança operacional do sistema. Essa configuração também favorece ganhos de eficiência no transporte e na distribuição do energético.

A ETC-10 é resultado da Chamada Pública CP03/2021 da TBG, que viabilizou a ampliação da capacidade na zona de saída SC2, no sul do Estado, de 826 mil m³/dia para 1,469 milhão de m³/dia a partir de 2024. O contrato para viabilizar o projeto foi assinado entre a TBG e a SCGás em agosto de 2023, consolidando mais uma etapa na expansão da infraestrutura e no fortalecimento do mercado de gás natural no Brasil.

Valor - SP   16/04/2026

Apesar dessa situação, o Irã tem afirmado que pode resistir à pressão econômica melhor do que Trump consegue suportar preços elevados

O Irã terá que começar a reduzir significativamente a produção de petróleo dentro de cerca de duas semanas caso um bloqueio naval dos Estados Unidos consiga sufocar suas exportações, de acordo com o jornal Financial Times (FT).

Apesar dessa situação, o Irã tem afirmado que pode resistir à pressão econômica melhor do que o governo do presidente americano, Donald Trump, consegue suportar preços elevados.

Os tanques de armazenamento do país, usados para guardar o petróleo que não pode ser carregado em navios e exportado, estão pouco mais de 51% cheios, segundo dados de satélite da Kayrros.

Nos níveis atuais de exportação, de cerca de 1,8 milhão de barris por dia, isso deixa espaço para aproximadamente 16 dias de produção antes que o país ultrapasse seu recorde de armazenamento de 92 milhões de barris, registrado durante a pandemia da covid-19 em 2020.

Na prática, é improvável que o Irã espere até que seus tanques estejam completamente cheios antes de seguir seus vizinhos do Golfo e reduzir a produção. Após anos operando sob diferentes regimes de sanções internacionais, o país tem ampla experiência em ajustar sua produção.

Richard Bronze, chefe de geopolítica da consultoria Energy Aspects, em entrevista à FT, estimou que Teerã continuaria bombeando por “10 a 15 dias” caso as exportações sejam interrompidas, antes de começar a reduzir a produção em vários campos.

Ele acrescentou que um número normal de petroleiros entrou no Golfo nos últimos dias para iniciar carregamentos nos terminais iranianos, dando a Teerã a possibilidade de armazenar mais petróleo a bordo de navios.

Ao longo do conflito, o Irã tem carregado um ou dois superpetroleiros por dia, com capacidade de transportar 2 milhões de barris cada, em seu principal centro de exportação na Ilha de Kharg, de acordo com o jornal.

O Financial Times também destaca que os produtores regionais, que viram cerca de 350 milhões de barris de petróleo ficarem retidos no Golfo desde o início do conflito, começaram a cortar sua produção muito antes de esgotarem sua capacidade de armazenamento.

Embora essas decisões tenham sido parcialmente motivadas pelo temor de ataques com mísseis a campos em operação, geralmente se considera melhor restringir a produção mais cedo do que interromper completamente os campos, devido ao risco de danos de longo prazo aos reservatórios, segundo o FT.

Cerca de metade dos 3,6 milhões de barris por dia de produção do Irã é consumida internamente.

“O Irã pode estar disposto a continuar por mais tempo, especialmente se acreditar que a diplomacia pode encerrar o bloqueio relativamente rápido”, disse Bronze, acrescentando que não espera cortes profundos imediatos na oferta iraniana.

Ao contrário de seus vizinhos, o Irã continuou exportando petróleo pelo estreito durante as seis semanas de conflito, de acordo com o jornal. As vendas foram ainda mais impulsionadas no mês passado após Washington flexibilizar temporariamente as sanções para acalmar os mercados globais, permitindo que Teerã obtivesse preços mais altos.

Jornal de Brasília - DF   16/04/2026

As cotações do petróleo fecharam praticamente sem mudanças nesta quarta-feira (15), entre a esperança de uma desescalada entre Estados Unidos e Irã e as contínuas interrupções do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O preço do barril de tipo Brent, referência internacional, para entrega em junho, subiu 0,15%, aos 94,93 dólares. Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em maio, fechou praticamente sem variação em relação ao dia anterior, +0,01%, a 91,29 dólares.

“O mercado tenta ser o mais otimista possível, sem perder de vista a realidade da situação, ou seja, que ainda há pouco tráfego marítimo no Estreito de Ormuz”, disse à AFP John Kilduff, da Again Capital.

Por um lado, os operadores do mercado apostam na continuidade das negociações entre Irã e Estados Unidos, depois que o presidente americano Donald Trump afirmou na terça-feira que um novo diálogo com Teerã poderia ocorrer “nos próximos dois dias”.

Trump também afirmou que a guerra com o Irã estava “praticamente terminada” durante uma entrevista à emissora Fox News, assegurando que as autoridades iranianas “realmente desejam chegar a um acordo”.

No entanto, “a situação geopolítica continua sendo complexa, pois Teerã e Washington competem pelo controle do Estreito de Ormuz”, indicou José Torres, da Interactive Brokers.

Esta estratégica via marítima, por onde normalmente transita um quinto da produção mundial de petróleo e gás, esteve praticamente paralisada por Teerã desde os primeiros ataques israelenses e americanos ao Irã no fim de fevereiro.

Nesta quarta-feira, a República Islâmica também ameaçou bloquear o Mar Vermelho, com o qual não tem fronteira, se o bloqueio americano de seus portos continuar, já que isso poderia levar a uma violação do cessar-fogo vigente desde 8 de abril.

Um bloqueio do Mar Vermelho colocaria em perigo parte das exportações da Arábia Saudita, que o reino conseguiu desviar através do porto de Yanbu desde o início do conflito.

As ameaças do Irã podem ter como objetivo “jogar sua melhor carta” antes de retornar à mesa de negociação, declarou à AFP Ole R. Hvalbye, da SEB.

Valor - SP   16/04/2026

As 45 instalações em construção têm potencial para elevar capacidade diária para 3 milhões de m3

A indústria de biometano no Brasil pode mais que dobrar de tamanho até o fim da década, continuando a expansão iniciada nos últimos anos. Com o impulso das metas de descarbonização e da Lei do Combustível do Futuro, de 2024, que instituiu um programa de estímulo ao setor, o número de plantas em operação saltou de um, em 2020, para 19, em 2026, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O crescimento deve ganhar escala com outras 45 instalações em construção que, se autorizadas a entrar em funcionamento, elevarão a capacidade diária de produção nacional dos atuais 1,2 milhão de metros cúbicos para 3 milhões de m3.

O biometano é estratégico por reduzir em até 99% as emissões na comparação com combustíveis fósseis. É intercambiável com o gás natural, dada a composição química quase idêntica, e apresenta a mesma eficiência energética. Pode-se, inclusive, injetar ambos os gases na mesma rede de dutos, o que permite o aproveitamento da infraestrutura existente.

A expectativa é que a demanda pelo biocombustível avance. No último 1º de abril, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu a meta de redução de 0,5% nas emissões para o mercado de gás natural, que deverá ser cumprida por meio do consumo de biometano, a partir deste ano. A lei previa redução de 1%, mas o valor foi revisto com base em balanços recentes de oferta e demanda. A produção de biometano em fevereiro foi de 10,6 milhões de m3 - média de cerca de 380 mil m3 por dia -, de acordo com a ANP, o que indica que a capacidade instalada ainda não é plenamente utilizada.

“A resolução do CNPE deve dar mais impulso à expansão, com investimentos em novas unidades” avalia o diretor-executivo da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), Tiago Santovito, acrescentando que a produção de biometano no país já atraiu aportes de cerca de R$ 3 bilhões. Outra vantagem do biometano é o preço, definido no mercado doméstico e, por isso, menos exposto às variações do câmbio. Segundo Santovito, a crise no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo devem aumentar o interesse no biocombustível.

O biometano é considerado um combustível nobre devido ao alto grau de pureza de metano, seu principal componente. A produção começa na decomposição de matéria orgânica, como lixo urbano, resíduos da agricultura e dejetos de animais. A ação de bactérias sobre esses substratos, em ambiente controlado e sem presença de oxigênio, gera o biogás, que, depois de purificado, dá origem ao biometano.

O objetivo é fazer com que o biometano chegue a várias regiões industriais”

— Daniela Teixeira

Na Gás Verde, a estratégia adotada foi instalar usinas em aterros sanitários. A empresa já tem duas plantas, uma em Seropédica (RJ) e outra em São Paulo, e prevê chegar a 11 até 2029, por meio da conversão de nove térmicas movidas a biogás em unidades produtoras do biocombustível. Com isso, a capacidade de produção passará quadruplicará, para 650 mil m3 diários.

A próxima planta a ser inaugurada fica em Pernambuco. Outros Estados que estão no plano de expansão são Bahia, Maranhão e Minas Gerais. Ao longo dos próximos três anos, a Gás Verde planeja investir R$ 900 milhões nos projetos. “O objetivo é fazer com que o biometano chegue a várias regiões industriais importantes” diz a diretora de comunicação e ESG da Gás Verde, Daniela Teixeira.

Hoje, a companhia atende multinacionais como Ambev, Vesuvius e Henkel, que utilizam o biocombustível para abastecer tanto fornos e caldeiras quanto veículos leves e pesados. A entrega aos clientes é feita por meio de carretas também movidas a biometano. “Todos os nossos clientes iniciaram o uso de biometano pelo processo industrial e depois ampliaram para a cadeia de suprimentos. O Brasil é muito dependente do modal rodoviário, e o biometano oferece o que empresas com compromissos de descarbonização precisam para ter uma frota sustentável, já que ele reduz emissões e pode substituir gás natural e diesel”, afirma Teixeira.

A H2A Bioenergia colocou em operação, em março, sua primeira planta de biometano, em Campos Novos (SC), um investimento de R$ 65 milhões.A segunda, em Rio Verde (GO), será inaugurada ainda neste ano. Até 2031, a empresa calcula investir mais R$ 2,9 bilhões para implantar outras 22 usinas no Centro-Sul do Brasil, das quais seis já estão autorizadas pela ANP.

A empresa vê no reaproveitamento de resíduos do agronegócio uma oportunidade de criar receita e resolver o problema do armazenamento e o tratamento de resíduos agropecuários. Na planta de Campos Novos, o biometano é produzido a partir de dejetos da suinocultura, por meio de uma parceria com os produtores, explica o diretor-presidente da H2A Bioenergia, Adilson Teixeira Lima. Enquanto a companhia entra com capital e tecnologia para fazer a gestão dos resíduos, a propriedade garante o terreno para implantação da usina e o insumo orgânico para a produção.

Por dia, a unidade produz 5 mil m3 de biometano com pureza de 99,86%. A ideia é crescer até a capacidade de 16 mil m3 /dia. O biocombustível abastece indústrias e veículos e, em breve, deve ser injetado em dutos de gás natural para distribuição pela rede. “O biometano sai da planta custando 50% do valor do diesel”, diz Lima. Os produtores parceiros ficam com um percentual que varia entre 10% e 20% da receita líquida da operação. “É a terceira safra do agro, diz o executivo. Novas usinas devem incluir o reaproveitamento de resíduos de outros segmentos, como os oriundos da produção sucroalcooleira e de frigoríficos.

A produção do biometano permite ainda o aproveitamento comercial do digestato (resíduo da decomposição da matéria orgânica), utilizado como fertilizante, e do gás carbônico separado durante a purificação do biogás, que pode ser empregado como insumo industrial em soldagens e na gaseificação de bebidas, por exemplo. Há também a possibilidade de comercialização de Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs) para empresas que querem abater emissões.

A ABiogás estima que o Brasil tem potencial teórico de produção diária de 120 milhões de metros cúbicos de biometano. Para isso se concretizar, seria necessária uma captura robusta da biomassa disponível para geração de energia. No entanto, ainda há baixo reaproveitamento de resíduos. O avanço do fechamento dos lixões no país - o prazo estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos era agosto de 2024, mas não foi cumprido - poderia destravar esse potencial ao estimular a destinação adequada de resíduos urbanos.

Para Santovito, também são necessárias linhas de crédito para construção de usinas e benefícios fiscais para os renováveis. Já o sócio da área de ambiente e clima do BMA Advogados, Marcio Pereira, observa que desburocratizar o licenciamento ambiental para plantas de biometano, nos casos em que as questões já foram analisadas na concessão da licença para o aterro sanitário, é outro fator relevante para fomentar negócios.

AGRÍCOLA

Canal Rural - SP   16/04/2026

Os dados fazem parte do balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado nesta quarta-feira (15).
Importações avançam e ampliam pressão sobre o setor

Enquanto o mercado interno recua, as importações seguem em alta. No primeiro trimestre, foram adquiridas 3,35 mil máquinas agrícolas, crescimento de 48,4% na comparação anual.

Já as exportações apresentaram leve avanço. Os embarques totalizaram 1,33 mil unidades, alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O cenário reforça a tendência de aumento da participação de máquinas estrangeiras no mercado brasileiro.
Setor acumula quatro anos de retração

A queda no início de 2026 mantém uma trajetória negativa. As vendas internas de máquinas agrícolas recuam há quatro anos consecutivos.

Em 2025, o setor comercializou 49,8 mil unidades, queda de 3,6% sobre 2024.
Na comparação com 2021, a redução chega a 10 mil unidades. O destaque negativo foi o desempenho das colheitadeiras, com volume reduzido a quase um terço no período.

Segundo a Anfavea, o cenário está ligado à volatilidade da renda no campo e ao custo elevado do crédito.
Juros altos limitam investimentos no campo

De acordo com o presidente da entidade, Igor Calvet, o nível de juros segue como um dos principais fatores de pressão.

O custo do financiamento impacta diretamente a decisão de compra de máquinas agrícolas.
Por isso, a entidade defende o fortalecimento de instrumentos como o Plano Safra e linhas do BNDES.

Por outro lado, há crescimento na venda de tratores de baixa potência. O avanço está associado à agricultura familiar e a programas como o Pronaf Mais Alimentos.
Projeção indica nova queda em 2026

Para o restante do ano, a Anfavea projeta retração de 6,2% nas vendas de máquinas agrícolas. As exportações também devem cair 12,8%.

O principal ponto de atenção segue sendo o avanço das importações. Em 2025, o volume já havia atingido 11 mil unidades, alta de 17% sobre o ano anterior. No ano anterior, foram 9,4 mil máquinas.

A Índia lidera o ranking de importações, com 6 mil unidades. A China aparece na sequência, com crescimento de 85,7% e 3,9 mil máquinas.

Segundo a entidade, produtos estrangeiros têm vantagem competitiva e podem custar até 27% menos. O resultado é o aumento da pressão sobre a indústria nacional.
Máquinas rodoviárias também enfrentam cenário desafiador

O segmento de máquinas rodoviárias apresentou estabilidade em 2025, com 37 mil unidades vendidas. O desempenho foi sustentado pela demanda da mineração, que compensou a fraqueza da construção civil.

Para 2026, a projeção é de queda de 4,7%, para 35,3 mil unidades. As exportações cresceram 17,8% no ano passado, mas devem recuar 10,7% neste ano.
A expectativa está ligada à instabilidade tarifária, principalmente nos Estados Unidos.

As importações também avançaram e superaram 20 mil unidades, com forte presença de máquinas chinesas.

Mais de 16 mil dessas máquinas rodoviárias vieram da China, muitas delas em concorrências públicas que deveriam considerar não apenas a localização da produção e os empregos gerados no país, mas também a qualidade dos produtos e dos serviços de assistência técnica aspecto que precisa ser revisto com urgência, afirma Igor Calvet.

Automotive Business - SP   16/04/2026

O mercado de máquinas agrícolas sente o impacto dos juros altos e registra queda pelo quarto ano consecutivo. Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta pressão com a entrada recorde de máquinas importadas da China e da Índia, aponta o balanço da Anfavea, divulgado na quarta-feira, 15.

Já as vendas de máquinas rodoviárias permaneceram no mesmo patamar entre 2024 e 2025, mas as exportações tiveram alta puxada pelos Estados Unidos e mercados sul-americanos. A Anfavea também chama a atenção para a alta importação de produtos e o impacto no mercado local.

Para 2026, o cenário não é nada animador. A Anfavea projeta retração de 5,6% no mercado interno de máquinas agrícolas e rodoviárias e queda 11,2% nas exportações.
Vendas de máquinas agrícolas caem 3,6%

As vendas de máquinas agrícolas registraram queda pelo quarto ano consecutivo. Em 2025, as vendas no varejo somaram 49.800 unidades, 3,6% abaixo do ano anterior.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, culpa os juros altos e pede o fortalecimento de programas de financiamento, como o Plano Safra e linhas do BNDES.

O crescimento da atividade agropecuária, mais volátil e incerto do que o de máquinas rodoviárias, ocorre em um contexto de juros elevados, o que afeta diretamente o setor de máquinas agrícolas, disse ele.

Por outro lado, observa-se o crescimento na venda de tratores de baixa potência, associados à agricultura familiar e estimulados por programas como o PRONAF Mais Alimentos, cujos juros são mais atrativos, em torno de 5%.
Recorde de importação preocupa Anfavea

Segundo a Anfavea, o ponto de maior atenção são as importações que atingiram um patamar recorde de 11 mil unidades em 2025, 17% mais do que o ano anterior, com forte presença de produtos indianos e chineses.

Um estudo da Anfavea e do BCG indica que produtos chineses e indianos apresentam vantagens em relação aos nacionais em escala, preço do aço e mão de obra, reduzindo o custo de produção em até 27%. Isso nos coloca diante de um desafio urgente de apoio à produção nacional, disse Calvet.
Máquinas rodoviárias têm vendas estáveis

As vendas do varejo de máquinas rodoviárias permaneceram estáveis entre 2024 e 2025, com 37 mil unidades vendidas. A categoria engloba tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, minicarregadeiras e manipuladores telescópicos.

As exportações tiveram alta de 17,8%, com mais de 17 mil máquinas embarcadas, tendo os Estados Unidos como principal destino. Os mercados sul-americanos também foram os principais responsáveis pela alta nos embarques.

Já as importações cresceram 10%, superando a marca de 20 mil unidades, sendo a maioria vinda da China.

Mais de 16 mil dessas máquinas rodoviárias vieram da China, muitas delas em concorrências públicas que deveriam considerar não apenas a localização da produção e os empregos gerados no país, mas também a qualidade dos produtos e dos serviços de assistência técnica aspecto que precisa ser revisto com urgência, alertou o presidente da Anfavea.
Projeção para 2026

A Anfavea projeta um cenário de retração e cautela para 2026, com retração de 5,6% no mercado interno de máquinas agrícolas e rodoviárias (82.000 unidades) e de 11,2% no mercado externo (20.800 máquinas).

Para o setor de máquinas agrícolas, a projeção é novo recuo de 6,2% nas vendas no varejo e queda de 12,8% nas exportações.

As vendas de máquinas rodoviárias devem cair 4,7%, em 2026. Para a exportação, a Anfavea espera queda de 10,7% nos embarques, em função da instabilidade tarifária dos Estados Unidos, principal destino dos envios.

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

contato@inda.org.br

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP