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16 de Março de 2026

SIDERURGIA

Globo Online - RJ   16/03/2026

A Ternium, uma das maiores produtoras de aço da América Latina, inaugurou em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a Escola Técnica Roberto Rocca, em um investimento privado de R$ 260 milhões. Atualmente, 384 jovens estudam na unidade, que oferece ensino médio e técnico integrados nas áreas de Mecatrônica e Eletromecânica, em um projeto educacional voltado à formação de profissionais para a indústria. A previsão é que, até 2027, cerca de 600 alunos sejam beneficiados. O projeto é uma iniciativa do Grupo Techint, do qual a Ternium faz parte, e integra uma rede global presente também na Argentina e no México.

A cerimônia de inauguração reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Grupo Techint, Paolo Rocca; o CEO da Ternium, Máximo Vedoya; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere; o ministro da Educação, Camilo Santana; e outras autoridades.

“Eu quero que os empresários brasileiros aprendam uma lição. Essa escola não é para ensinar as pessoas só para trabalhar para eles, mas para garantir o futuro da comunidade. Você está investindo no futuro da sua empresa, dos seus profissionais e do país", afirmou Lula.

Paolo Rocca ressaltou que a escola é um símbolo do compromisso do grupo com o Brasil e com a educação. “Investimos na educação técnica porque acreditamos no papel central da indústria no desenvolvimento econômico e social do Brasil e de todos os países onde operamos", comentou.

A escola é exclusiva para jovens dos bairros de Santa Cruz, Paciência e Sepetiba e do município de Itaguaí, o que reforça o compromisso da Ternium com o desenvolvimento das regiões onde atua. A localidade concentra o principal polo industrial da cidade, o Distrito Industrial de Santa Cruz, que reúne grandes empresas e gera milhares de empregos, e os alunos já enxergam novas possibilidades para o futuro.

Para Júlio César, aluno do curso de eletromecânica, a escola representa uma oportunidade concreta de mudança de trajetória. “Eu consigo me ver diferente, sinto que posso mudar o futuro da minha família através dessa escola. Isso é muito importante para mim.”

Júlio Egreja, diretor da unidade, relembrou o processo de criação e desenvolvimento da escola, que culminou na inauguração. “Para nós, que participamos desse processo de construção, elaboração da proposta, contratação da equipe e seleção dos alunos, ver a escola funcionando, com alunos motivados, aprendendo e demonstrando capacidade de comunicação e conhecimento, é realmente inesquecível.”

Marta Caetano, mãe de Victor Hugo, aluno do 1º ano, acredita que toda a família será impactada pelo aprendizado e pelas experiências do filho na nova escola. “Quando você aposta em um jovem, você está apostando em toda a sua família, porque ele vai levar tudo o que aprendeu para casa, vai levar uma nova cultura, e todos nós ganhamos com isso.”

Indústria e comunidade crescendo juntas

Em 2017, quando a Ternium adquiriu o centro industrial da Thyssenkrupp e começou a operar em Santa Cruz, a empresa assumiu o compromisso de aliar o crescimento da indústria ao desenvolvimento do território. Por isso, além da formação técnica, a escola também deve funcionar como um polo educacional e cultural, com oferta de cursos livres e capacitação para profissionais da educação e das indústrias da região.

A diretora de Relações com a Comunidade da Ternium, Fernanda Candeias, aposta na Escola Técnica Roberto Rocca como um vetor de desenvolvimento da região, para além da educação formal. “O nosso objetivo é que a escola possa cumprir um papel social relevante na região. Sabemos o impacto direto nos alunos e em seus familiares, mas queremos estender isso a toda a comunidade com a oferta de cursos e qualificação profissional variada.”

A iniciativa faz parte da estratégia de investimento da Ternium no Brasil. Controlada pelo Grupo Techint, a companhia é uma das maiores produtoras de aço da América Latina e mantém presença industrial em diversos países. No Brasil, o grupo já investiu mais de R$ 25 bilhões e gera mais de 20 mil empregos diretos.

Globo Online - RJ   16/03/2026

A Votorantim e a Huaxin estão entre as empresas em negociações para adquirir a unidade de cimento do conglomerado brasileiro CSN, segundo fontes. O valor da transação pode chegar a US$ 3 bilhões, disseram essas fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas. A CSN está trabalhando com o Morgan Stanley na venda, informou a empresa na quinta-feira. As conversas ainda estão em estágio inicial e podem terminar sem acordo.

A Votorantim e sua unidade de cimento preferiram não comentar. A CSN e a Huaxin não responderam aos pedidos de comentário.

A Companhia Siderúrgica Nacional, como a empresa é formalmente conhecida, enfrenta pressão financeira depois que a dívida líquida subiu 11%, para R$ 41,2 bilhões (US$ 8 bilhões) no quarto trimestre, elevando a alavancagem líquida da companhia para 3,47 vezes o Ebitda.

O aumento foi um “evento pontual”, disse o presidente-executivo Benjamin Steinbruch a investidores e analistas durante uma teleconferência na quinta-feira.

A companhia, controlada pela família bilionária Steinbruch, contratou assessores para vender uma participação relevante em sua divisão de infraestrutura e logística, além do controle do negócio de cimento. O objetivo é fechar acordos no terceiro trimestre que gerem entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, quase metade da dívida líquida atual.

A CSN também pretende usar ações da sua unidade de cimento como garantia em um empréstimo, disse o diretor financeiro Marco Rabello em conversa com investidores.

Embora não tenha detalhado o valor planejado, ele citou reportagens da imprensa que mencionam um financiamento entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

A Votorantim provavelmente teria de formar um consórcio para obter aprovação do Cade, órgão antitruste brasileiro. Nesse arranjo, ficaria com ativos em regiões onde tem menor presença de mercado, enquanto parceiros assumiriam participações em negócios nos quais ela é mais forte, disse uma das pessoas. A Huaxin provavelmente não faria parte desse consórcio.

A gigante chinesa Huaxin Cement entrou no mercado brasileiro no fim de 2024, ao adquirir a Embu S.A. Engenharia e Comércio por US$ 186 milhões. A operação incluiu quatro pedreiras no estado de São Paulo voltadas à produção de agregados para a construção civil.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   16/03/2026

O Brasil convive com uma taxa Selic ao redor de 15% ao ano, enquanto a inflação em 12 meses está em 3,81%; juros tão elevados por muito tempo aceleram o endividamento público e privado

O Banco Central (BC) tem repetido que a política monetária exige cautela. O princípio é correto. O problema é que, em determinadas circunstâncias, cautela excessiva também pode gerar custos relevantes para a economia.

A escalada do conflito no Oriente Médio tende a provocar severos choques de oferta, pois ameaça cadeias produtivas e rotas comerciais. O impacto inicial é o aumento do custo de insumos estratégicos, como petróleo, fertilizantes, matérias-primas industriais e transporte internacional.

Depois podem vir os efeitos secundários desses choques, com elevação de outros preços da economia. Por ora, porém, trata-se de um caso típico de choque de oferta, não de elevação da demanda, e assim deveria ser tratado pelo BC.

Esse tipo de inflação coloca a política monetária diante de um dilema: reagir de forma excessivamente dura, com juros elevados que pouco fazem para resolver o choque de custos, ou adotar atitude mais amena e tolerar temporariamente uma inflação um pouco mais alta.

Se o atual conflito geopolítico se prolongar, é provável que vejamos exatamente esse tipo de pressão inflacionária em escala global. No caso brasileiro, os efeitos podem ir além da energia. Fertilizantes importados, matérias-primas industriais e até medicamentos, muitos deles produzidos com insumos vindos da Índia, podem enfrentar dificuldades logísticas.

Nesse contexto, seria prudente que o BC evitasse reagir de forma precipitada. O ideal é manter a estratégia já anunciada de redução gradual da Selic. Claro, deve permanecer vigilante caso o choque de custos gere efeitos secundários, como pressões salariais mais disseminadas ou um processo mais intenso de indexação da inflação.

Hoje, o Brasil convive com uma taxa Selic ao redor de 15% ao ano, enquanto a inflação acumulada em 12 meses está em 3,81%. Manter juros tão elevados por muito tempo cobra um preço alto da economia, acelerando o endividamento público e privado.

O impacto já começa a aparecer no balanço das empresas, inclusive no eficiente setor agropecuário. Em 11 de março, a Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do mundo, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.

Os juros elevados têm peso relevante nisso, embora não sejam a única causa. A Raízen é apenas um exemplo eloquente de muitas empresas em dificuldades.

A política monetária não afeta apenas a inflação. Ela também influencia o custo da dívida pública, a saúde financeira do setor privado e a capacidade de investimento da economia. Choques de oferta exigem vigilância. Mas exigem também cautela na dose de cautela.

O Estado de S.Paulo - SP   16/03/2026

A reunião do Copom de terça-feira, 17, e quarta-feira, 18, acontece em meio a um novo choque do petróleo, um fato recorrente que desencadeia pressões inflacionárias e ameaça o crescimento da economia mundial. Até o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, estava posto que o Banco Central iniciaria a temporada de redução dos juros. Mas o cenário para a inflação mudou para pior.

O preço do barril de petróleo tipo Brent saltou de US$ 77 no dia 27 de fevereiro para mais de US$ 100 na semana passada. Chegou a ser negociado a US$ 119 nos dias 8 e 9 de março. Não se sabe quando a guerra acabará, quando o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz — por onde passa 20% da produção mundial de petróleo — será normalizado e, portanto, quando os preços se estabilizarão; nem em qual nível.

Incertezas são parte da rotina das autoridades monetárias na hora de decidir sobre juros. A questão nesse caso em particular é que o choque de preços é muito recente. Antes dele havia a convicção de que a inflação estava em lento recuo, o que permitia alguma redução na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.

Agora, o Banco Central tem de lidar com a perspectiva de petróleo mais caro por tempo indeterminado e sem ter ainda à disposição indicadores suficientes para tentar calcular os efeitos futuros na inflação.

Sabe-se que esses efeitos virão. O preço do petróleo se dissemina rapidamente pelas cadeias produtivas e impacta os preços ao consumidor. Apenas recentemente as projeções haviam voltado a indicar inflação dentro da meta de 3%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na semana passada, as primeiras projeções do mercado já levavam esse número para perto de 5%, de volta para fora da meta que o BC tem de perseguir.

Até o final de fevereiro, o Banco Central tinha em seu cenário uma política fiscal expansionista por parte do governo, que alimenta a inflação, e não vai mudar no médio prazo.

Agora, soma-se a isso um choque inflacionário em escala mundial, causado por uma das principais fontes de energia, com capacidade de rápida disseminação pelos preços. É um cenário mais pessimista, que deixa menor espaço para eventuais cortes nos juros.

Já escrevi aqui que autoridades monetárias precisam, antes de tudo, ter coragem de tomar as medidas necessárias para manter a estabilidade da economia. Em momentos de incerteza, a cautela de esperar pela evolução do cenário pode ser um sinal de coragem. O Copom tem uma decisão difícil à frente.

CNN Brasil - SP   16/03/2026

Se até o fim de fevereiro o cenário era favorável ao ciclo de corte de juros pelo BC (Banco Central), a eclosão do conflito no Oriente Médio e a volatilidade gerada no preço do petróleo tornaram o cenário mais incerto.

O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção da inflação de 2026, devido ao movimento dos preços da commoditie, e o recente reajuste anunciado no preço do diesel terá efeito direto e indireto na inflação brasileira, conforme análise de especialistas.

Segundo Lucinda Pinto, analista de Economia da CNN Brasil, o efeito direto do reajuste do combustível é pequeno, já que o diesel tem peso reduzido no cálculo do índice inflacionário.

No entanto, o verdadeiro problema está no efeito cascata que esse aumento provoca na economia.

"O transporte de alimentos ou de outros produtos, tudo isso pode trazer um impacto que é calculado pelos economistas como algo 0,10 ponto a 0,30 ponto percentual adicionalmente à inflação", explicou Lucinda.

Isso significa que se o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fosse projetado em 4% para este ano, por causa do reajuste do diesel, poderia ficar entre 4,1% e 4,3%.

A preocupação do mercado vai além deste primeiro aumento. Há consenso entre especialistas de que, com o petróleo mantendo-se em patamares elevados, próximo aos US$ 100, a Petrobras precisará realizar um segundo reajuste no diesel e, possivelmente, também na gasolina.

"E se acontecer na gasolina, o impacto é bem mais forte. As estimativas são de que para cada 10% de aumento da gasolina, a inflação suba 0,15 ponto percentual", alertou a analista.

O cenário que estava favorável para o corte de juros perdeu força não apenas por causa da questão dos combustíveis, mas também devido a outros indicadores econômicos recentes.

A inflação medida pelo IPCA subiu 0,7% em fevereiro, acima das projeções dos economistas.

Além disso, as vendas no varejo tiveram um avanço de 0,4% em janeiro, demonstrando que o consumo segue vigoroso, e o desemprego está no menor nível da história.

Esses fatores, combinados com a escalada persistente do petróleo, estão empurrando a projeção dos economistas para a inflação mais para 4,5% do que para 4%, como estava anteriormente. Vale lembrar que a meta de inflação é de 3%.

Diante desse quadro, o mercado começou a revisar as expectativas para a taxa de juros.

"O mercado começando a questionar se vai ter um corte de 0,25 ponto percentual ou se simplesmente o Banco Central vai esperar mais um pouco para começar o ciclo", explicou Lucinda Pinto.

O que antes era uma expectation de corte de 0,50 ponto percentual, passou para 0,25 e agora existe a possibilidade de não haver corte algum na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Um fator adicional que preocupa o mercado é o impacto fiscal da isenção de PIS/Cofins sobre o diesel.

O governo afirmou que os R$ 30 bilhões que deixará de arrecadar seriam compensados com a taxação das exportações.

No entanto, a avaliação do mercado é que essa conta não fechará, o que representa um agravante do ponto de vista fiscal que dificulta ainda mais o trabalho do Banco Central no controle da inflação.

O Estado de S.Paulo - SP   16/03/2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o aumento da taxa de juros real (deescontada a inflação) desde meados de 2024. Em entrevista ao portal de notícias Opera Mundi, no YouTube, ele foi questionado por que a percepção da população sobre a economia está ruim, mesmo com indicadores econômicos perfomando bem.

“O Brasil desde a metade do ano de 2024 está aumentando a taxa de juro real. Nós estamos falando de dois anos, quase, de aumento da taxa de juro. É literalmente impossível que isso não tenha produzido efeitos também no bem-estar, sobretudo porque a gente sabe do nível de endividamento das famílias. Então, eu exploraria essa possibilidade”, argumentou o ministro.

Em seguida, indagado sobre o fato de todos os atuais diretores do Banco Central terem sido indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad disse que há um problema estrutural. “Existe essa coisa de mandato que não existia, de autonomia que não existia, mas assim, existe uma coisa estrutural no Brasil. Então, eu não quero fulanizar esse debate porque eu acho que não vai contribuir”, respondeu.

“Nós estamos falando da menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil”, continuou. Ele afirmou que há setores que vocalizam suas opiniões, sem especificar quais, que entendem que errar para mais é melhor do que errar para menos. “Tem uma ideia de que nós temos que sempre estar comprando credibilidade”.

‘Não faria nada diferente na Fazenda’

Haddad, que deixará a Fazenda na próxima semana e deve concorrer ao governo de São Paulo, disse que não faria nada de diferente do que fez no comando da pasta. Ele afirmou que, ao chegar na Fazenda, olhou para os dados e viu que estava “todo mundo arrochado”. “

Eu pensei: vou cuidar de outro gasto que ninguém olha, que é o gasto tributário, que é justamente o patrimonialista. Os subsídios, subvenções, isenções, renúncias. É uma monstruosidade. 6% do PIB”, argumentou. “Nós fizemos essa mudança. E, na minha opinião, não faria nada diferente.”

O ministro ainda projetou que, neste primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira poderá crescer entre 0,8% e 1%, em função dos mecanismos de mudança no crédito e das demais medidas adotadas para manter a demanda efetiva. No ano, ele evitou cravar uma estimativa, dizendo que vai depender.

“Eu estou tranquilo em relação à questão das projeções fiscais. Até com esse negócio do petróleo, você tem um aumento de arrecadação natural, porque o Brasil é um grande produtor de petróleo. Você vai ter aumento da arrecadação por conta disso, naturalmente”, disse. “Eu acho que nós precisamos de um trabalho de saneamento das contas. Então, eu não estou preocupado com as metas fiscais”, completou.

Ele ponderou, voltando ao assunto dos juros: “Mas eu fico preocupado com esse freio de mão puxado, diante da menor inflação acumulada em quatro anos”. E reforçou que o endividamento das empresas e das famílias, em decorrência do patamar dos juros, pode ser o fator que gera uma visão negativa da população sobre o atual governo.
Gasto público

Haddad defendeu que o gasto público “tem que render para a sociedade”. “Gastamos com coisas sem sentido”, disse ele, citando os supersalários e as emendas parlamentares. Segundo ele, o País não consegue regular essas questões porque “há forças contrárias”.
Meta de inflação

O ministro da Fazenda defendeu a mudança da meta de inflação calendário para meta contínua, flexibilizando o momento em que se atinge a meta, e não a própria meta - ao ser perguntado sobre um aumento da meta de inflação, hoje em 3%, ao que respondeu que é outra questão que está colocada.

“As explicações que são dadas pelo mercado para cobrar essa taxa de juros realmente não me convencem”, continuou. Ele prosseguiu dizendo que essa questão estrutural está emperrando a harmonização entre as políticas fiscal e monetária com vistas a um equilíbrio da economia.

A respeito das críticas do mercado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, o ministro, disse que há “muito preconceito” por parte do mercado contra ele e sua origem. Haddad ainda disse que a comunicação digital complicou o debate público e disse que não é fácil lidar com ela.

Money Times - SP   16/03/2026

O Brasil convive com a mesma meta de inflação que seus pares emergentes latinos – México, Colômbia e Chile – mas mantém as maiores taxas de juros, ainda que esteja à beira de um processo de flexibilização monetária.

Questões históricas, estruturais e de curto prazo da economia brasileira ajudam a explicar o juro elevado, mas economistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ainda colocam em debate a sustentabilidade do alvo de inflação em 3% no desenho do País.

Em evento do BTG Pactual no mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que a meta de inflação do Brasil é compatível com a dos seus pares, mas questionou a necessidade de taxas de juros tão elevadas no País, em 15% ao ano, quando comparado a México (7%), Colômbia (10,25%) e Chile (4,5%).

Uma economia com a maior pressão de dívida pública entre seus pares, uma taxa de juro neutra historicamente elevada, e expectativas de inflação – tanto corrente quanto futuras – ainda desancoradas ajudam a explicar o porquê de uma taxa de juros nominal em 15% no Brasil, segundo os analistas, que defendem um maior esforço no controle das contas públicas.

Mesmo que o nível do juro seja o maior entre os seus pares, o economista para América Latina do Citi, Ernesto Revilla, considera que o BC brasileiro tem tido mais sucesso entre seus pares na missão de atingir a meta de 3%. No horizonte relevante, no terceiro trimestre de 2027, o BCB projeta inflação em 3,2%.

“México e Colômbia, por exemplo, podem ter a mesma meta, mas os bancos centrais desses países estão relutantes em realmente reduzir a inflação até a meta. Diria que o BCB é mais respeitado por sua comunicação e análise técnica quando comparado aos bancos centrais do México e Colômbia”, avalia.

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%, “compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade”.

O debate sobre uma eventual mudança na meta em um momento em que as expectativas de inflação estão desancoradas, porém, não seria a melhor ideia, segundo os economistas.

“Nunca é uma boa ideia discutir isso quando você está acima da meta, porque parece que está mudando as regras do jogo”, diz Revilla.

Ele reconhece, porém, que é um tema que vale a pena ser revisitado após um processo de ganho de credibilidade.

Na mesma linha, o professor do Insper Marcelo Kfoury Moinhos considera que a meta de 3% no País é “ambiciosa” e concorda que uma mudança seria “contraproducente”.

Mas ele pondera que, ainda que o alvo fosse maior – de 4%, por exemplo, a dinâmica nos juros não seria tão diferente. “Vimos que a desaceleração da economia foi pequena frente ao nível do juro, por exemplo”, disse.
O problema é fiscal

Ex-diretor de Política Econômica do BC e professor da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Werlang, defende há tempos uma meta de inflação maior para o desenho da economia brasileira, mas pondera que isso só será possível com um ajuste do lado fiscal.

Werlang lembra que os pares latinos não têm o mesmo grau de indexação de gastos frente ao Orçamento brasileiro. “Se esses países conseguem conviver com uma meta de 3%, o Brasil talvez precise conviver com uma meta um pouco mais alta”, afirma.

Uma reforma na estrutura de gastos públicos deve ser o principal desafio a ser enfrentado para novos desenhos da inflação no Brasil, segundo o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani.

Ele também chama atenção para o momento atual, em que o BC passa por um processo de consolidação da credibilidade. “Quando alcançar o alvo de 3% e ancorar as expectativas, vale a pena o debate estrutural para uma eventual mudança”, acrescenta.

Kfoury, do Insper, ainda considera que a potência da política monetária, sozinha, têm se mostrado insuficiente para uma ancoragem das expectativas de inflação. “Uma hipótese é a má coordenação com a política fiscal. É como estar com o acelerador em um pé e o freio no outro – o carro derrapa.”

Jornal de Brasília - DF   16/03/2026

O representante dos Estados Unidos para o Comércio, Jamieson Greer, afirmou que Washington quer concluir a investigação da Seção 301 —que abrange 60 países, incluindo o Brasil— de forma “rápida, em meses”.

Em entrevista à rede americana CNBC, Greer detalhou a importância do processo, anunciado na noite desta quinta-feira (13). Segundo ele, o objetivo da nova apuração, cujo foco é o combate ao trabalho forçado, é superar distorções que afetam a ordem comercial global há décadas.

O mecanismo permite que os Estados Unidos imponham tarifas sobre países que violem acordos comerciais —o que coloca o Brasil sob ameaça de novas cobranças por tempo indeterminado.

A legislação americana exige, no entanto, que os países investigados sejam ouvidos e possam apresentar seus argumentos.

Segundo o cronograma divulgado pelo USTR, escritório do representante comercial norte-americano responsável pela apuração, os países têm até 15 de abril para se manifestar. Audiências para análise dos casos também estão previstas para o dia 28 de abril.

Greer sinalizou que as conclusões podem apontar para a necessidade de acordos bilaterais. “Se os países não quiserem negociar, poderemos impor novas tarifas ou multas”, afirmou.

A decisão de abrir investigações contra cerca de 60 países é vista por especialistas como uma tentativa de manter a agenda tarifária da Casa Branca após a Suprema Corte rejeitar o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), que foi utilizada para justificar medidas tarifárias mais amplas.

“Isso é claramente outra forma de o governo implementar sua política de tarifas depois que o mecanismo anterior foi considerado ilegal”, avalia Ryan Cummings, economista-chefe do gabinete do Instituto para Pesquisa de Política Econômica de Stanford.

Segundo Cummings, porém, o caminho escolhido agora pode enfrentar obstáculos jurídicos e práticos. Historicamente, investigações sob a Seção 301 são direcionadas a práticas específicas, geralmente envolvendo um setor ou produto determinado em um país específico.

“Normalmente você investiga algo muito concreto, como aço de um determinado mercado. Abrir um processo amplo contra dezenas de países ao mesmo tempo foge bastante do padrão”, explica o economista.

Outro fator que pode limitar o avanço das investigações é a necessidade de comprovar as acusações. Parte das justificativas apresentadas pelo governo americano envolve suspeitas de uso de trabalho forçado — argumento que, segundo Cummings, exige provas robustas.

Caso as investigações avancem e resultem em decisões favoráveis ao governo americano, a Casa Branca poderia impor novas tarifas ou outras medidas comerciais. Ainda assim, a implementação provavelmente enfrentaria contestação judicial dentro dos próprios Estados Unidos.

“Empresas americanas que dependem de importações —como companhias que compram café brasileiro, por exemplo— podem recorrer à Justiça imediatamente”, afirma Cummings.

Na avaliação do economista, esse tipo de reação do setor privado foi decisiva em disputas comerciais recentes. Grandes empresas afetadas por tarifas tendem a contestar rapidamente as medidas, alegando impacto sobre preços e cadeias de abastecimento.

Além dos desafios jurídicos, a estratégia ocorre em um momento politicamente delicado. O aumento de tarifas pode elevar custos para consumidores e empresas, pressionando a inflação. “Se as tarifas elevarem os custos para os americanos, isso pode se tornar um tema importante nas eleições de meio de mandato”, diz Cummings.

O economista também destaca que a ofensiva comercial se insere em um contexto internacional mais amplo, marcado por tensões geopolíticas e alta nos preços de energia. O conflito envolvendo o Irã, por exemplo, já pressiona o mercado global de petróleo e fertilizantes —produtos essenciais para a agricultura brasileira.

“Cerca de 30% do fertilizante global passa pelo estreito de Hormuz. Qualquer instabilidade ali tem impacto direto nos preços internacionais”, alerta.

Nesse cenário, a combinação de disputas comerciais, tensões geopolíticas e pressão sobre custos tende a tornar as relações econômicas internacionais ainda mais complexas nos próximos meses.

Para o Brasil, as investigações abertas por Washington representam mais um fator de incerteza. O país já enfrentava um processo anterior, aberto em julho do ano passado, que investiga comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, como o Pix; tarifas “injustas e preferenciais”; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal

MINERAÇÃO

Revista Mineração - SP   16/03/2026

A Vale registrou um forte avanço na produção de minério de ferro a partir de fontes circulares em 2025. No período, a mineradora alcançou 26,3 milhões de toneladas produzidas por meio do reaproveitamento de materiais, mais que o dobro do volume registrado em 2024, quando foram produzidas 12,7 milhões de toneladas.

O crescimento de 107% evidencia a consolidação da mineração circular como um dos pilares estratégicos da companhia, contribuindo para ganhos de eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e geração de novas oportunidades de negócio.

Durante o ano, as iniciativas de circularidade evoluíram de projetos experimentais para práticas industriais em larga escala. Esse movimento permitiu reduzir a geração de estéril e rejeitos, além de ampliar o uso de materiais reaproveitados dentro e fora das operações.

Entre os projetos de destaque está a Areia Sustentável Vale, que já ultrapassou a marca de 3 milhões de toneladas destinadas a aplicações desde 2023. Outro exemplo é a Fábrica de Blocos da Mina do Pico, onde rejeitos da mineração são transformados em insumos utilizados na construção civil.

Nas unidades operacionais, as minas de Mina de Capanema e Complexo de Vargem Grande, localizadas em Minas Gerais, mostram como a mineração circular pode gerar múltiplos benefícios, incluindo maior segurança operacional, liberação de áreas, eficiência produtiva e impacto socioambiental positivo.

Para Rafael Bittar, vice-presidente técnico da Vale, o desempenho registrado em 2025 confirma que a circularidade já se tornou um componente relevante da estratégia da empresa.

De acordo com o executivo, o próximo passo é acelerar a expansão dessas iniciativas até 2030, com foco em consolidar um modelo de mineração mais tecnológico, eficiente e centrado nas pessoas.

Do ponto de vista ambiental, o programa evitou a ocupação de espaço para descarte de resíduos equivalente ao volume transportado por mais de 300 vagões carregados de minério de ferro. O impacto positivo em emissões também foi expressivo, com benefício climático comparável à retirada de mais de 40 mil carros das ruas por um ano.

As iniciativas fazem parte da estratégia Mineração do Futuro, que orienta a transformação da companhia por meio de cinco pilares: operações inteligentes, minas menos invasivas, eliminação de estéril, rejeitos e carbono, compartilhamento de valor e desenvolvimento da força de trabalho do futuro.

Em 2025, o programa de mineração circular da Vale também recebeu reconhecimento internacional ao ser selecionado pelo Business Action Bank, iniciativa vinculada ao World Business Council for Sustainable Development, como uma das cinco principais práticas globais de descarbonização.

A empresa estima que, até 2030, cerca de 10% de toda a sua produção de minério de ferro no Brasil seja originada de fontes circulares.

Revista Mineração - SP   16/03/2026

A CSN Mineração superou o guidance anual de produção e compras em 4,6%, ao alcançar 45,52 milhões de toneladas em 2025 — o maior volume já registrado em sua história. O volume de vendas também superou pela primeira vez a marca de 45 milhões de toneladas, ao registrar 45,85 milhões de toneladas comercializadas no ano, um crescimento expressivo de 7,7% frente a 2024.

Já o lucro líquido registrado foi de R$ 1,65 bilhão, uma queda de 63,6% em relação ao resultado registrado em 2024, segundo o balanço financeiro divulgado pela companhia. A retração foi impactada principalmente pelos efeitos da variação cambial ao longo do ano, apesar do desempenho operacional robusto da mineradora.

A receita líquida alcançou R$ 15,33 bilhões, crescimento de 17,9% em relação ao R$ 13 bilhões apurados em 2024. Mesmo com o recuo no lucro, a empresa destacou os recordes de produção e vendas no período, sustentando o desempenho operacional e a geração de caixa ao longo do exercício.

No quarto trimestre de 2025 (4T25), a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,19 bilhão, o que representa uma queda de 40,8% na comparação com o 4T24 e crescimento de 71,6% em relação ao 3T25. Ainda assim, o resultado superou as expectativas do mercado, que projetavam lucro de cerca de R$ 824 milhões.

A receita líquida da mineradora no 4T25 somou R$ 4,11 bilhões, avanço de 5,2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior, impulsionada principalmente pelo desempenho das vendas de minério de ferro.

Já o Ebitda ajustado — indicador que mede o desempenho operacional da empresa — atingiu R$ 1,76 bilhão entre outubro e dezembro, uma queda de 12,6% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 42,9%, recuo de 8,7 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre de 2024.

A produção de minério de ferro (incluindo compras de terceiros) registrou o melhor desempenho para um quarto trimestre da história da companhia, totalizando 11,81 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 7,3% em relação ao mesmo 4T24 e apenas 0,8% abaixo do 3T25, que foi o melhor trimestre já registrado.

Segundo a companhia, o desempenho operacional do trimestre foi impactado principalmente por maiores custos com compras de minério de terceiros e aumento do custo unitário de produção (C1).

A mineradora também encerrou o ano com dívida líquida de R$ 725,2 milhões, revertendo a posição de caixa líquido observada anteriormente. A mudança foi influenciada pela aquisição de participação na MRS Logística, realizada ao longo do período.

Apesar da pressão sobre os resultados financeiros, a empresa reforçou que o ano foi marcado por forte desempenho operacional, com avanços na produção e nas vendas de minério de ferro.

Para 2026, a companhia projeta produção estável entre 45 e 47 milhões de toneladas de minério de ferro.

Valor - SP   16/03/2026

A alta, dizem analistas, foi apoiada por temores a respeito de uma potencial restrição da liquidez no mercado à vista

O preço do minério de ferro avançou com força nesta sexta-feira (13), na China, apoiado por temores a respeito de uma potencial restrição da liquidez no mercado à vista, dizem analistas.

O contrato futuro com vencimento em maio, o mais negociado na bolsa de Dalian, fechou em alta de 2,33%, cotado a 811,5 yuans (US$ 118,13).

Segundo a agência de notícias Bloomberg, a empresa chinesa compradora oficial de minério de ferro, o Grupo China de Recursos Minerais, teria ampliado restrições para produtos da BHP após ter descoberto violações pela empresa.

Ao mesmo tempo, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã segue levantando questões quanto ao fornecimento de commodities.

AUTOMOTIVO

Globo Online - RJ   16/03/2026

Durante uma apresentação que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, a vice-presidente e CEO para as Américas e Europa da BYD, Stella Li, anunciou um investimento de R$ 300 milhões da montadora para a construção de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva e o lançamento de uma nova plataforma de experiência e de pesquisa e desenvolvimento no Rio.

O novo espaço será desenvolvido no complexo do Aeroporto Internacional Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, na Zona Norte do Rio, com área total de 183 mil metros quadrados.

O projeto, anunciado em outubro do ano passado e já divulgado pelo GLOBO, prevê a construção de uma infraestrutura para “testes de velocidade, potência, resistência, durabilidade e performance”, segundo a executiva.

Haverá ainda pistas específicas para avaliações em diferentes condições de terreno, incluindo um circuito, uma piscina para testes de flutuação do modelo "BYD Yangwang U8" e uma pista de gelo.

— A BYD vive hoje um momento muito especial no Brasil. Temos visto um crescimento consistente da nossa marca e uma conexão cada vez mais forte dos brasileiros com os nossos veículos. Esse novo centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro representa mais um passo importante nessa trajetória e reforça o papel estratégico que o Brasil passou a ocupar para nós e para o futuro da mobilidade elétrica — disse Stella.

Dados em condições tropicais

Segundo a executiva, o espaço permitirá que a empresa gere dados em condições tropicais, o que ela considera “essencial para desenvolver e adaptar as tecnologias dos veículos”.

Em sua fala, Stella também relembrou a notícia divulgada na véspera de que a montadora está realizando a contratação imediata de três mil trabalhadores para atuar no complexo industrial da BYD em Camaçari, na Bahia.

— Serão seis mil pessoas empregadas em Camaçari. Essa nova leva atuará no início do segundo turno de produção, com foco também nas exportações.

Durante o encerramento de sua fala, Stella anunciou que a fábrica na Bahia já soma 100 mil encomendas de veículos, sendo 50 mil vindas da Argentina e outras 50 mil do México.

Presente no evento, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que é “uma alegria ver a BYD ampliando seus investimentos no Brasil e agora também no Rio de Janeiro”.

— Nosso compromisso é continuar criando um ambiente favorável para atrair empresas, com segurança jurídica e um ambiente econômico que permita novos investimentos.

O anúncio, que estava previsto para ocorrer apenas no sábado, foi antecipado e realizado no Terceiro Comando Aéreo Regional, no Rio.

O Estado de S.Paulo - SP   16/03/2026

Não é só no Brasil que as fabricantes chinesas de automóveis estão ganhando mercados. Prova disso é que no último mês de fevereiro, BYD e Great Wall Motors (GWM), venderam mais carros fora da China do que em seu próprio país de origem.

A BYD, por exemplo, emplacou 190.190 unidades em fevereiro, sendo que 100.600 foram destinadas para outros mercados fora da China - o que representou cerca de 53% do volume global. É a primeira vez que as exportações superam as vendas domésticas.

O caso da GWM é bem parecido, mas o volume é consideravelmente menor. A marca registrou 72.600 vendas em fevereiro, sendo que 42.600 foram exportados para diferentes países. Ou seja, “somente” 30 mil ficaram na China.

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O motivo? Bom, alguns. Primeiro é a guerra de preços na China que diminui as margens de lucros, a diminuição de incentivos governamentais, aumento da concorrência, além de um controle maior de gastos das montadoras e diminuição do apetite de compra dos consumidores.

E também não é de hoje também que as marcas chinesas perceberam que, com sua cadeia de suprimentos, produção de baterias (no caso de carros eletrificados) e a grande escala de produção conferem preços e vantagens competitivas, especialmente em mercados emergentes, frente aos concorrentes.

Em 2025, a China exportou mais de 2,6 milhões de carros para o exterior - o o dobro se comparado a 2024. Mas esta estratégia traz alguns riscos, como as recentes tensões comerciais da China com a Europa e a América do Norte, além do maior protecionismo, que dificultam e complicam a expansão das fabricantes.

Na China, crise?

As mais de 190 mil unidades vendidas pela BYD em fevereiro na China representam uma queda de nada menos que 41,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Vale ressaltar que o feriado do Ano Novo Chinês, entre os dias 15 e 23 de fevereiro, impactaram o número de dias úteis e, consequentemente, o desempenho do mercado de carros chinês.

Se comparado com janeiro deste ano, quando o número chegou a 210.051 exemplares, a perda é de 9,5%. É o sexto mês consecutivo que a BYD registra declínio nos emplacamentos no país oriental.

Em relação às matrizes energéticas, os números mostram que os híbridos plug-in ainda são maioria, com 108.243 unidades. Já os elétricos responderam por 79.539 modelos. Os veículos comerciais, pouco mais de 2.400 unidades, consistiram em 334 ônibus elétricos e 2.074 vans e caminhões - elétricos ou PHEVs.

CNN Brasil - SP   16/03/2026

As principais associações do setor automotivo provocaram o governo dos EUA a impedir a entrada de montadoras chinesas no país, segundo uma carta vista pela agência de notícia Reuters.

O pedido pode complicar a planejada cúpula entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

Os grupos expressaram "sérias preocupações sobre os esforços contínuos da China para dominar a fabricação global de automóveis e obter acesso ao mercado americano. Essas ações representam uma ameaça direta à competitividade global dos Estados Unidos, à sua segurança nacional e à sua base industrial automotiva."

Os cinco grupos que representam montadoras, concessionárias de veículos e fabricantes de autopeças defenderam a manutenção de uma regulamentação de segurança cibernética do Departamento de Comércio, de 2025, que efetivamente impede a entrada de quase todos os veículos chineses no mercado americano.

A embaixada chinesa em Washington rejeitou as críticas, afirmando que os carros fabricados na China são populares globalmente "não por meio de supostas práticas desleais, mas sim por emergirem da acirrada competição de mercado com inovação tecnológica e qualidade superior. As portas da China estão abertas para montadoras globais, incluindo as americanas, que têm se beneficiado integralmente do vasto mercado chinês."

A carta da indústria automobilística também criticou o anúncio do Canadá de que permitiria a entrada de alguns veículos chineses em seu mercado.

Espera-se que Trump visite a China a partir de 31 de março, enquanto as duas maiores economias do mundo buscam manter a estabilidade que tem caracterizado suas relações desde o final do ano passado, após um período conturbado marcado pelas tarifas de Trump e pelo controle da China sobre as exportações de terras raras.

"Instamos veementemente o governo a rejeitar qualquer tentativa dos fabricantes chineses de contornar essas restrições existentes, estabelecendo instalações de produção nos EUA", dizia a carta, datada de quinta-feira, da Alliance for Automotive Innovation, da National Automobile Dealers Association, da Autos Drive America, do American Automotive Policy Council e da MEMA, a Vehicle Suppliers Association.

A Tribuna - SP   16/03/2026

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, afirmou neste sábado que a produção de veículos cresceu 20% de janeiro para fevereiro em 2026. Ele participa de visita a concessionária da Scania no entorno de Brasília, com o vice-presidente, Geraldo Alckmin.

"Se eu comparar com os dados lá do primeiro bimestre de 2025, nós realmente caímos 30%. Mas se eu olhar de um mês pra outro, o que aconteceu em fevereiro, depois de um janeiro também difícil, já crescemos a produção em 20%. De janeiro para fevereiro. E grande parte disso é fruto do Move Brasil", afirmou.

Segundo ele, os emplacamentos também cresceram, 0,5%, mas o real impacto nesse indicador é mais lento, demorando mais algumas semanas para entrar.

"Emplacamentos veremos daqui a várias semanas, porque entre o faturamento e o implemento tem uma distância de várias semanas", completou.

Infomoney - SP   16/03/2026

A Volkswagen recuperou o domínio das vendas de carros na China, o maior mercado automotivo do mundo, nos dois primeiros meses de 2026, quando a Toyota também recuperou terreno, ambas ultrapassando a campeã local de veículos elétricos BYD em meio à diminuição de subsídios para carros eletrificados.

As joint ventures chinesas da VW com a FAW e a SAIC ficaram com uma participação combinada de 13,9% do mercado de carros do país, seguidas pela Geely, com 13,8%, e pelos 7,8% da combinação de joint ventures da Toyota com a GAC e a FAW, mostraram dados da Associação de Carros de Passageiros da China.

O retorno das montadoras tradicionais no mercado chinês, onde elas vêm lutando para alcançar as rivais locais em veículos elétricos, ocorre no momento em que as isenções de impostos sobre a compra de carros elétricos expiram e Pequim reduz subsídios para o segmento.

As montadoras locais que apostam em veículos elétricos e híbridos plug-in de baixo custo sofreram os maiores impactos da redução dos incentivos.

A BYD, que desbancou a VW como a maior montadora da China em vendas em 2024 e manteve a coroa no ano passado, caiu para o quarto lugar, com 7,1% de participação de mercado no período de janeiro a fevereiro, quando suas vendas tiveram a maior queda desde a pandemia.

A BYD revelou sua primeira grande atualização de bateria em seis anos na semana passada, na expectativa de recuperar vendas em seu mercado doméstico.

A VW iniciou a produção em massa de seu primeiro modelo desenvolvido em conjunto com o parceiro chinês Xpeng, informou a montadora alemã nesta sexta-feira. A empresa está pronta para lançar mais de 20 novos modelos de veículos elétricos na China somente este ano.

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   16/03/2026

Os projetos de revitalização dos Campos Elíseos têm aumentado o interesse das incorporadoras pela região. Algumas já vinham explorando o mercado imobiliário por ali e decidiram agora acelerar o passo. Outras estão sendo atraídas pelas promessas de mudanças.

O novo complexo terá investimentos de R$ 6 bilhões para construção de sete prédios de escritórios nos entornos da Praça Princesa Isabel até 2031. Quando pronto, reunirá 22 mil servidores públicos, com a expectativa de estimular o comércio e as moradias na vizinhança.

Outra promessa é o reassentamento dos moradores da Favela do Moinho. Segundo o governo estadual, mais de 80% das famílias já deixaram o local, onde será construído um parque público e uma estação de trem, com entregas estimadas para 2032. Outro passo foi a dissolução da Cracolândia.

Esse “pacote de revitalização” serviu como um sinal para as incorporadoras. “Há muito interesse do mercado imobiliário. A demanda já vem crescendo e vai crescer ainda mais com as notícias recentes”, afirma o presidente executivo do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ely Wertheim.

Segundo ele, a busca por terrenos nas imediações dos Campos Elíseos aumentou há cerca de dois a três anos, com algumas incorporadoras se antecipando aos projetos públicos desse “pacote”.

A tendência é que o interesse aumente com o avanço dos investimentos na infraestrutura urbana. “Eu acredito que nos próximos meses vamos ver anúncios de mais lançamentos. Essas notícias [de revitalização] vão ser usadas no marketing dos empreendimentos para mostrar aos compradores de imóveis como a região vai ficar melhor para se morar”, estima o presidente do Secovi-SP.

Quais construtoras apostam na revitalização do Centro de SP

A companhia que mais aposta na região é a Plano & Plano, dona de quatro terrenos por ali, dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV). “Vimos o desenvolvimento da paisagem e fomos adquirindo esses terrenos. A maioria foi comprada em 2020 e 2021, identificando os ‘pulos’ que iriam acontecer pela frente”, diz a diretora de incorporação, Renée Silveira. “Hoje estamos visitando terrenos que antes não conseguíamos entrar porque estavam dentro da Cracolândia.”

A aposta da Plano & Plano não se baseou só em promessas, mas também em ações efetivas, como o Plano de Intervenção Urbana (PIU) sancionado pela Prefeitura em 2022. Ele concedeu isenção de outorga onerosa para empreendimentos voltados à habitação social na região central. A outorga é a taxa para se construir acima do limite básico de cada terreno. Sem esse custo, foi possível viabilizar novos projetos, observa a diretora.

Um levantamento de mercado feito pela companhia apurou que os lançamentos nos Campos Elíseos passaram de zero, em 2020, para 673 apartamentos em 2021; 1.261 em 2022; 529 em 2023; 1.860 em 2024; e 1.825 em 2025. Portanto, o mercado imobiliário ali já evoluiu nos últimos anos.

A Plano & Plano entregou em fevereiro um residencial na Av. Rio Branco, com 300 apartamentos de um e dois dormitórios, 100% vendido. Na fila para o lançamento há outro residencial, na Av. Duque de Caxias, com 430 apartamentos. “O nosso foco é atender quem quer morar perto do trabalho e também pessoas interessadas em valorização do imóvel como forma de investimento”, explica Renée. Os projetos seguintes ficarão na Rua Conselheiro Nébias e na Rua Barão de Campinas.

A Cury é outra gigante na região. A construtora tem dois empreendimentos no Bom Retiro, atravessando o viaduto Eng. Orlando Murgel, na continuidade da Av. Rio Branco.

O primeiro fica na Rua Solon, ao lado da Favela do Moinho, com duas torres e mais de 300 apartamentos, já em obras. O segundo fica a sete quarteirões de distância, na Rua Matarazzo. “Temos uma série de projetos porque essa é uma região de desejo dos moradores, que querem estar nas áreas centrais da cidade”, afirma o vice-presidente comercial da Cury, Leonardo Mesquita.

Ele defende que o Plano Diretor e as demais políticas com benefícios fiscais permitiram que as empresas viabilizassem empreendimentos no Centro, e não somente nos bairros periféricos, onde os terrenos são mais baratos. As iniciativas mais recentes – como a transferência da sede do governo – são um complemento a esses incentivos. “Acreditamos nesse tipo de política. E a resposta vem na forma de mais projetos e mais moradores na região.”

O movimento das grandes construtoras serve como um farol para as empresas menores. A Astus, fundada em 2018 por três empresários de Belo Horizonte, está avançando no mercado imobiliário paulistano em parceria com empresas locais. Seu foco se voltou agora para o Centro, onde vê potencial para desenvolver moradias para famílias de menor renda. “Estamos prospectando terrenos para comprar”, afirma o sócio e presidente, Filipe Coutinho. “A nova sede administrativa vai fazer toda a diferença, porque vai levar vida para uma região que já tem a infraestrutura de transportes pronta.”

Grandes Construções - SP   16/03/2026

A expectativa de um desempenho mais favorável da construção civil em 2026, em comparação ao último ano, e os possíveis impactos de uma eventual redução da jornada de trabalho foram os temas mais discutidos na Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP realizada em 11/03.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, e contou com a participação do presidente da entidade, Yorki Estefan, da economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getulio Vargas / FGV Ibre, do professor da FGV Robson Gonçalves e de executivos das empresas associadas.

Ana Maria Castelo mostrou que a queda do PIB da construção no quarto trimestre levou o resultado de 2025 a um avanço de apenas 0,5%.

O desempenho foi influenciado pela retração do segmento informal, como autoconstrução e reformas, enquanto o mercado formal manteve expansão, com aumento de 3,1% no emprego com carteira assinada, segundo o Novo Caged.

Para ela, há fatores que podem sustentar a atividade neste ano. Há um conjunto expressivo de obras contratadas em 2025, especialmente no Minha Casa, Minha Vida, além de projetos de infraestrutura previstos para este ano , afirmou.

No cenário internacional, o economista Robson Gonçalves destacou que tensões geopolíticas e possíveis pressões sobre os preços do petróleo podem afetar a inflação e a trajetória dos juros no Brasil, com reflexos sobre a atividade econômica.

Eduardo Zaidan disse ter um otimismo moderado com o desempenho da economia em 2026. Gastos relativos ao ciclo eleitoral, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o baixo desemprego, o bom desempenho do agronegócio e a atração de capitais estrangeiros, favorecida pela manutenção de juros elevados, tendem a sustentar algum crescimento do PIB , disse Zaidan.

No final do encontro, também foi discutida a PEC 8/2025, que trata da redução da jornada de trabalho. Estefan alertou para os possíveis impactos da medida sobre a construção civil.

"Se essa PEC for aprovada e for necessário ampliar o quadro em cerca de 10% para compensar a redução da jornada, estaríamos falando de aproximadamente 300 mil trabalhadores adicionais no setor. Esse contingente hoje não existe no mercado, diante da escassez de mão de obra. Isso levaria ao aumento dos custos e à extensão do prazo das obras, com impacto também nos custos financeiros da construção , finalizou.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   16/03/2026

Após quase 20 anos de espera e diversas paralisações, a Ferrovia Transnordestina, iniciada em 2006, tem nova previsão de entrega total para 2028. O projeto busca ligar o interior do Nordeste ao Porto do Pecém, no Ceará, otimizando o escoamento de grãos e minérios com investimentos bilionários.
Qual é o atual estágio das obras da ferrovia?

Atualmente, o projeto apresenta um avanço físico global de aproximadamente 71%. As obras estão divididas em duas fases: a primeira, que liga o Piauí ao Porto do Pecém, está com cerca de 80% de conclusão e deve ser finalizada até 2027. Já a segunda fase, abrangendo outros trechos no Piauí, tem previsão de entrega para o ano de 2028.

Em entrevista exclusiva, Danilo Miyasato, presidente da Wabtec na América Latina, detalha o novo ciclo da companhia no país, marcado pelo investimento de mais de R$ 20 milhões no primeiro Centro Global de Engenharia em Contagem (MG).
Destaques: expansão industrial da fábrica (+28% de capacidade), meta de elevar a participação ferroviária nas exportações para 40%, avanços no sistema PTC 2.0 e testes de locomotivas movidas a etanol com a Vale.
Leia a entrevista completa

Como a Transnordestina vai impactar o custo do transporte?

A ferrovia promete uma revolução logística ao reduzir a dependência de caminhões. Estimativas indicam que o custo do frete para cargas em geral pode cair até 53% em distâncias médias de 500 quilômetros. Isso torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado externo e reduz os gastos operacionais das indústrias locais.
Quais setores da economia serão os maiores beneficiados?

Os setores que movimentam grandes volumes, como o de grãos (milho e soja), minérios, fertilizantes e cimento, serão os principais favorecidos. Além da redução de custos, a ferrovia oferece maior previsibilidade e segurança no transporte, conectando áreas Produtoras do interior diretamente aos portos de exportação.
De onde vêm os materiais para a finalização da linha?

Uma etapa crucial foi vencida recentemente com a chegada de mais de 33 mil toneladas de trilhos vindos da China. Esse carregamento, somado ao estoque que já existia em Pernambuco, é suficiente para montar toda a extensão que falta do projeto. Os trilhos passam por um processo de soldagem antes de serem instalados nas frentes de trabalho.
Por que o projeto demorou tanto para sair do papel?

A ferrovia enfrentou uma série de paralisações, entraves contratuais e falta de recursos ao longo de duas décadas. Somente em 2023 o governo federal mobilizou novos aportes, somando R$ 3,6 bilhões para reativar os canteiros. Apesar dos atrasos históricos, o Ministério dos Transportes afirma que não há mais pendências ambientais ou desapropriações que travem o cronograma atual.

CNN Brasil - SP   16/03/2026

A TIC Trens, concessionária formada pelo grupo Comporte (da família Constantino) e pela chinesa CRRC, espera obter nos próximos dias a licença de instalação para o início das obras do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas.

O documento está em reta final de análise pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e deve permitir a montagem dos primeiros canteiros ainda neste mês.

As obras vão começar com serviços de drenagem e remoção de interferências no trecho Jundiaí-Campinas, que já tem projeto executivo de engenharia, e preveem a instalação de trilhos na faixa de domínio da ferrovia de cargas hoje operada pela MRS Logística.

"Começaremos por esse trecho porque ele é praticamente greenfield (novo)", afirmou à CNN o diretor-presidente da TIC Trens, Pedro Moro.

"Se tudo der certo, teremos os canteiros iniciais até o fim de março."

Para executar as obras civis, o grupo Comporte montou uma empresa própria de engenharia -- a Engetrens --, que assumiu o contrato de EPC (engenharia, gestão de compras e construção).

Os trabalhos também abrangem a reforma das estações de Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas. "Todas elas são tombadas, o que exige cuidado redobrado", explica Moro.

Já a chinesa CRRC ficará responsável por toda a infraestrutura de sinalização e comunicações, além do fornecimento de material rodante.

Serão, no total, 22 novos trens. Quinze virão da China para fazer o serviço expresso São Paulo-Campinas (com parada em Jundiaí).

Outras sete composições, produzidas pela CRRC em sua nova fábrica em Araraquara (SP), serão destinados ao TIM (Trem Intermetropolitano) que rodará entre Jundiaí e Campinas.
Projeto

Leiloada em 2024, a concessão é uma PPP (parceria público-privada) de aproximadamente R$ 14 bilhões, com aportes do governo estadual e do consórcio vencedor da disputa.

Em novembro do ano passado, a concessionária assumiu integralmente a operação da Linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com 17 estações entre a Barra Funda e Jundiaí.

O expresso São Paulo-Campinas, com velocidade de até 140 km/h e 64 minutos de duração, deverá entrar em funcionamento em 2031.

Antes disso, em 2029, a previsão é de entrega do novo TIM entre Jundiaí e Campinas -- com três paradas intermediárias.

Hoje o trajeto da Linha 7-Rubi divide espaço com os trens de carga da MRS. Para prorrogar seu contrato de concessão com o governo federal, a empresa de logística se comprometeu a construir uma nova via entre São Paulo e Jundiaí, segregando os trilhos voltados para cargas e para passageiros.
Água Branca

A viagem do Trem Intercidades partirá da estação Água Branca, na zona oeste de São Paulo, que será totalmente reformulada e se tornará um dos maiores polos de integração metroferroviária da América Latina.

No futuro, a "superestação" Água Branca terá cinco andares, 70 mil metros quadrados de área construída e sete plataformas.

Essas plataformas, além do TIC e da Linha 7-Rubi, vão receber os passageiros de outras cinco operações: Linha 3-Vermelha, Linha 6-Laranja, Linha 8-Diamante, Linha 9-Esmeralda e o Trem Intercidades São Paulo-Sorocaba.

Quando tudo estiver pronto, a previsão de Moro é que as receitas da TIC Trens sejam divididas da seguinte forma: 55% provenientes de tarifas, 30% do aporte público do governo estadual e 15% de receitas não tarifárias/acessórias.

Essa parte da arrecadação seria oriunda de exploração comercial, imobiliária e de mídia (publicidade). "Estamos sendo ousados na participação de receitas não tarifárias", diz Moro.
Duplicação

De acordo com o executivo, a concessionária deve propor ao governo estadual um aditivo para a duplicação da linha no trecho entre São Paulo e Jundiaí, onde o contrato prevê apenas via singela (única) e pátios de manobra ao longo do trajeto para desvio dos trens em cada um dos sentidos. No trecho entre Jundiaí e Campinas, já existe previsão de via dupla para os trens de passageiros.

A TIC Trens está elaborando o projeto básico de engenharia, com uma estimativa detalhada de custos e apontando as vantagens da operação duplicada em todo o caminho do Trem Intercidades, e o apresentará no fim do ano para o poder concedente.

O contrato original, explica Moro, já prevê essa possibilidade. Há um limite máximo de 20% no acréscimo dos aportes estaduais para bancar essa eventual duplicação. A preços de hoje, seria um teto de R$ 2,8 bilhões (considerando o contrato a valores de R$ 14 bilhões aproximadamente).

"Com uma via singela, fizemos todas as simulações e temos plena capacidade de operar com a segurança necessária, respeitando os tempos previstos de viagem em cada serviço", afirma o executivo.

Por que, então, duplicar? Segundo ele, há dois motivos: diminuir o tempo de recomposição total das operações em caso de qualquer parada inesperada e criar novas possibilidades de serviços alternativos.

"Imagine o caso de uma pessoa que passa mal a bordo, precisa ser socorrida e gera três minutos de atraso numa viagem. Isso provoca um efeito dominó nas operações e pelo menos uma hora até conseguirmos voltar à grade horária prevista. Com a duplicação da via, esse tempo se encurta", exemplifica Moro.

"Outro ponto são serviços específicos e alternativos ou eventuais expansões. Se for o caso de atender o aeroporto de Viracopos algum dia. Ou uma flexibilidade operacional para transportar passageiros de Campinas para um show no Allianz Parque com intervalos menores do que os previstos. Significa, em resumo, menos engessamento."

NAVAL

Valor - SP   16/03/2026

Apesar do apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros para que enviem navios de guerra a fim de manter o Estreito de Ormuz "aberto e seguro" em meio à disparada dos preços do petróleo durante a guerra com o Irã, nenhum país se comprometeu a fazê-lo neste domingo.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse à NBC que tem estado "em diálogo" com alguns dos países, sem nomeá-los, e afirmou esperar que a China "seja uma parceira construtiva" na reabertura do estreito, por onde normalmente passa um quinto das exportações globais de petróleo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à NBC que Teerã foi "abordada por diversos países" buscando passagem segura para seus navios, "e isso cabe às nossas forças armadas decidirem". Ele disse que um grupo de navios de "diferentes países" teve permissão para passar, sem fornecer detalhes.

O Irã afirmou que o estreito está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados. "Não vemos nenhum motivo para conversarmos com os americanos" sobre uma forma de pôr fim à guerra, acrescentou Araghchi, observando que Israel e os Estados Unidos iniciaram os combates com ataques coordenados em 28 de fevereiro, durante negociações indiretas entre americanos e iranianos.

As negociações se concentraram no programa nuclear iraniano, e Araghchi disse que Teerã "não tem nenhum plano para recuperar" o urânio enriquecido que está sob os escombros após os ataques americanos e israelenses do ano passado.

"Estamos analisando intensamente, com nossos aliados, o que pode ser feito, porque é crucial que o estreito seja reaberto", disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, à Sky News, acrescentando que o fim da guerra é a maneira "melhor e mais segura" de fazê-lo."Estamos analisando intensamente, com nossos aliados, o que pode ser feito, porque é crucial que o estreito seja reaberto", disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, à Sky News, acrescentando que o fim da guerra é a maneira "melhor e mais segura" de fazê-lo.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que "tomou nota" da ligação de Trump e que "coordenará de perto e analisará cuidadosamente" a situação com os EUA.

Há também grande expectativa de que Trump possa pedir ao Japão que envie navios de guerra quando a primeira-ministra, Sanae Takaichi, se encontrar com ele na quinta-feira na Casa Branca.

Não houve resposta imediata da China.]A França já havia declarado que está trabalhando com outros países — o presidente Emmanuel Macron mencionou parceiros na Europa, Índia e outros países asiáticos — em uma possível missão internacional para escoltar navios pelo estreito, mas ressaltou que isso só ocorreria quando "as circunstâncias permitirem", após a diminuição dos combates.

Enquanto isso, os estoques emergenciais de petróleo "em breve começarão a fluir para os mercados globais", afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) no domingo, descrevendo a ação coletiva para reduzir os preços como "a maior de todos os tempos".

A AIE atualizou o anúncio da semana passada de 400 milhões de barris para quase 412 milhões. Os países membros da Ásia planejam liberar os estoques "imediatamente", afirmou, e as reservas da Europa e das Américas serão liberadas "a partir do final de março".

Petro Notícias - SP   16/03/2026

Mudança relevante no desenrolar de uma importante licitação da Transpetro. A empresa anunciou nesta sexta-feira (13) uma nova lista de classificação na concorrência para a aquisição de quatro navios da classe MR1. Nessa nova relação, o estaleiro brasileiro Ecovix largou na frente pela disputa dos contratos, com uma proposta de US$ 266,9 milhões. Logo em seguida, aparece o estaleiro indiano Swan Defence and Heavy Industries, com uma oferta de US$ 309,4 milhões. A lista conta ainda com lances do chinês Dalian Shipbuilding Offshore (US$ 369 milhões) e do brasileiro GreenPort/Mac Laren (US$ 403 milhões).

Para lembrar, conforme o Petronotícias publicou na terça-feira (10), a lista inicial divulgada pela Transpetro tinha outra disposição de concorrentes. Inicialmente, a menor proposta foi apresentada pela Swan Defence and Heavy Industries, no valor de US$ 227,9 milhões, seguida pela Dalian Shipbuilding Offshore, com US$ 271,5 milhões. Em terceiro lugar aparecia a Ecovix, com oferta de US$ 427,4 milhões. Já a Green Port Logística Portuária apresentou proposta de US$ 678 milhões.

Em nota, a Transpetro explicou que a lista de classificação divulgada hoje é resultado da aplicação da fórmula de equalização entre as propostas de estaleiros estrangeiros e nacionais, considerando a aplicação do imposto de importação e a política de depreciação acelerada. Ainda de acordo com a companhia, a concorrência segue agora para as próximas por meio da comissão de licitação, que irá avaliar as propostas recebidas e dar continuidade ao processo até a homologação do resultado final.

Pelas regras do edital, após a abertura das propostas comerciais, a comissão de licitação dará início à fase de negociação com os proponentes. Em seguida, serão analisadas as condições de habilitação, com a verificação de documentação para qualificação jurídica, econômica e técnica. Será julgado vencedor da licitação o estaleiro com a proposta classificada em primeiro lugar e que apresente todos os requisitos e documentos exigidos.

Portos e Navios - SP   16/03/2026

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) anunciou que abrirá na próxima terça-feira (17), até 2 de maio, a consulta e audiência públicas para receber sugestões visando o aprimoramento dos documentos técnicos e jurídicos relativos ao processo de licitação para a concessão do canal de acesso do Porto de Santos (SP). Segundo a agência reguladora, o objetivo é incentivar a discussão sobre as condições para a concessão e esclarecer dúvidas sobre os documentos referentes a ela para embasar a audiência que será marcada para discutir o tema.

A Antaq explicou que só vai considerar as contribuições, subsídios e sugestões que envolvam questões relativas às minutas colocadas em consulta e audiência públicas. Elas devem ser enviadas até as 23h59 de 2 de maio, exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site da autarquia. Informou ainda que imagens digitais, como mapas, plantas e fotos, poderão ser anexadas e enviadas pelo e-mail anexo_audiencia022026@antaq.gov.br.

As contribuições em texto deverão ser preenchidas nos campos apropriados do formulário eletrônico, mediante identificação do proponente e no prazo estipulado. A Antaq explicou que o interessado que não dispõe dos recursos necessários para enviar as contribuições pelo formulário eletrônico poderá usar o computador de sua Secretaria-Geral (SGE) em Brasília ou de suas unidades regionais, cujos endereços encontram-se disponíveis no seu site.

A Tribuna - SP   16/03/2026

O Governo Federal assinou nesta quinta-feira (12) o contrato de concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná. O investimento previsto é de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. O valor é destinado à dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária que conecta o porto ao mar aberto.

A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa é a primeira concessão de canal de acesso do Brasil.

A assinatura do contrato marca um avanço relevante para a logística portuária brasileira. Com a iniciativa, o canal terá a profundidade ampliada para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e aumentando a capacidade operacional do complexo portuário. Atualmente, canal tem 13,3 metros.

“A medida tende a reduzir custos logísticos e fortalecer o escoamento da produção agrícola do Sul e do Centro-Oeste do País”, afirma o Governo Federal.

O Porto de Paranaguá (PR) é um dos principais corredores logísticos do País, com forte atuação no escoamento de grãos e outras commodities agrícolas, conectando a produção nacional aos mercados internacionais.

Modelo

Segundo a Portos do Paraná, empresa do Governo do Estado que administra o Porto, o modelo econômico-financeiro foi estruturado com regras rígidas de controle. Entre as melhorias previstas estão o alargamento, a derrocagem e o aprofundamento, até que seja atingido o calado desejado.

Em paralelo, serão executadas as dragagens de manutenção para garantir a navegabilidade com total segurança, além da implantação do sistema de sinalização.

Ao final dos cinco primeiros anos de concessão, a concessionária deverá realizar o aprofundamento do canal para garantir a profundidade de 15,5 metros.

O aumento superior a dois metros no calado representa um salto expressivo na capacidade de embarque de mercadorias, com um adicional de até mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis vegetais sólidos em um único navio.

A arrendatária fará a cobrança da tarifa de uso da infraestrutura, paga por todas as embarcações que acessam os portos. Inicialmente, a taxa sofrerá uma redução de 12,63%. A concessionária só passará a receber a tarifa completa — e poderá solicitar ajustes gradativos — após cumprir o cronograma de melhorias estipulado no edital e no contrato de concessão.

Obras melhoram escoamento em rodovias

O Ministério dos Transportes também assinou ontem duas ordens de serviço que somam R$ 730 milhões em recursos públicos e que devem melhorar o trânsito e caminhões e o escoamento de cargas no Paraná. Uma delas autoriza o início das obras do Contorno Sul Metropolitano de Maringá (BR-376/PR), com aporte de R$ 409 milhões, destinado a melhorar o tráfego urbano e reduzir o fluxo de veículos pesados na cidade.

A segunda ordem de serviço viabiliza a execução do quarto e último trecho da BR-487/PR, conhecida como Estrada Boiadeira, entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste. Com investimento de R$ 321,2 milhões, serão concluídos 37 quilômetros da rodovia que conecta regiões produtoras de grãos ao Porto de Paranaguá.

“O Paraná não tinha a Estrada Boiadeira concluída, o Paraná não tinha o contorno da cidade de Maringá, e sua região metropolitana, e essas obras começam hoje (ontem). Além disso, o estado do Paraná está recebendo o maior ciclo de investimento de infraestrutura de sua história”, destacou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Segundo ele, já foram realizadas seis concessões rodoviárias no estado desde 2023, de um total de 35 concessões de rodovias em andamento em todo o País.

Outra iniciativa do Governo Federal ontem foi assinatura da autorização da licitação para reforma e ampliação do terminal de passageiros e modernização da torre de controle do Aeroporto Regional de Maringá, com investimento de R$ 129,1 milhões.

A reforma deverá fazer com que o terminal salte da capacidade atual de 855 mil passageiros para cerca de 1,4 milhão por ano. A área de passageiros do aeroporto terá o tamanho praticamente duplicado.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   16/03/2026

Em um esforço para reprimir países que considera promotores do terrorismo, o governo Trump vem conduzindo uma campanha de apreensão de navios petroleiros, uma medida que o presidente tem repetidamente caracterizado como um benefício financeiro para os americanos. Mas há um problema. As apreensões colocaram o governo dos Estados Unidos em uma situação financeira difícil. Os navios são extremamente caros de manter. E o governo Trump não pode vender legalmente o petróleo sem a autorização de um juiz.

Manter os petroleiros apreendidos já custou aos Estados Unidos dezenas de milhões de dólares — em um caso, US$ 47 milhões em apenas três meses — e complica as afirmações do presidente Donald Trump de vitórias financeiras rápidas provenientes de suas operações militares contra a Venezuela e o Irã. A situação está sendo exposta no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Washington, onde autoridades do governo Trump detalham o peso financeiro de manter um petroleiro apreendido.

Considere o caso do Motor Tanker Skipper No. 9304667. Os Estados Unidos apreenderam o petroleiro e seus mais de 1,8 milhão de barris de petróleo venezuelano em 10 de dezembro, quando ele seguia da Venezuela para a Ásia. Desde então, os custos para manter o navio e sua carga de petróleo têm aumentado.

O governo já gastou US$ 47 milhões reparando e mantendo o navio envelhecido, que está avaliado em apenas US$ 10 milhões, disseram promotores federais em um documento judicial. E provavelmente precisará gastar mais US$ 5 milhões nos próximos meses para cobrir seguros e tripulação, entre outros custos. Além disso, armazenar o petróleo do navio custa ao governo US$ 15 mil por dia — cerca de US$ 450 mil por mês.

“Sei que aeronaves, embarcações e cargas apresentam desafios únicos na gestão de ativos”, escreveu Gene Patton, um alto funcionário do Departamento de Justiça, em um documento apresentado ao tribunal. “Esses ativos têm custos de manutenção e armazenamento que superam em muito os ativos comuns. Os ativos maiores nessas categorias são particularmente difíceis de manter, já que tripulações podem precisar ser mantidas em serviço contínuo e apenas um número limitado de locais pode armazenar esses itens.”

A carga de petróleo apreendida do navio tem valor entre US$ 120 milhões e US$ 135 milhões, escreveu Patton. Na quinta-feira, 12, promotores federais pediram a um juiz autorização para que o Departamento de Justiça venda o petroleiro e o petróleo, mesmo antes de uma decisão final sobre se os Estados Unidos podem mantê-los. Os recursos seriam então depositados em uma conta bancária até que o juiz tome uma decisão.

Casa Branca pretende ampliar o plano de apreensão de petroleiros

Em operações anteriores contra petróleo sob sanções, as autoridades americanas evitavam intencionalmente apreender os próprios petroleiros por causa dos custos envolvidos — às vezes até retirando o petróleo mais valioso em alto-mar e permitindo que os navios seguissem viagem.

Mas o governo Trump afirma que nem sempre é o melhor plano, do ponto de vista legal ou operacional, apreender apenas o petróleo, e optou por apreender também os petroleiros. Na recente ofensiva, os Estados Unidos apreenderam 10 navios com vínculos com a Venezuela, embora não esteja claro quantos pretendem manter.

Dois dos navios apreendidos pelos Estados Unidos não transportavam petróleo no momento da apreensão — o que significa que o governo provavelmente arcará com grande parte dos altos custos de manutenção, reparo e tripulação. Um desses navios é o Bella 1, que levou as forças americanas a uma longa e cara perseguição pelo Atlântico no início deste ano.

A Casa Branca também está elaborando um plano para ampliar a apreensão de petroleiros, incluindo aqueles que transportam petróleo iraniano, como parte de sua estratégia para desestabilizar o governo do Irã, segundo duas pessoas com conhecimento dos preparativos.

Embora o Skipper transportasse petróleo venezuelano, os Estados Unidos afirmaram ter base legal para apreender o navio por causa de seu envolvimento anterior no transporte de petróleo iraniano, que promotores alegam ser vendido para financiar o terrorismo.

Nos últimos dois anos, o Skipper carregou mais de 7 milhões de barris de petróleo bruto iraniano — avaliados em centenas de milhões de dólares — a partir da Ilha de Kharg, no Irã, segundo documentos apresentados ao tribunal.

Promotores afirmaram que o navio fazia parte de uma frota global de “petroleiros fantasma”, que transportam petróleo de países sob sanções dos Estados Unidos, incluindo Irã, Venezuela e Rússia. O Skipper navegava sob bandeira da Guiana quando foi abordado, mas promotores disseram que se tratava de uma bandeira falsa e que o navio é apátrida, o que permitiu aos Estados Unidos apreendê-lo.

A Windward Shipmanagement Corp., proprietária do Skipper, é uma empresa registrada nas Seychelles. Ela compartilha um endereço nas Seychelles com pelo menos uma dúzia de outras empresas que foram sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos sob os programas de sanções contra Irã, Rússia e terrorismo global, segundo promotores.

Caso um juiz autorize a venda do petróleo do navio, parte dos recursos seria destinada a vítimas internacionais de terrorismo prejudicadas por terrorismo patrocinado por Estados, disseram os promotores. Apesar dos custos, autoridades da Casa Branca afirmam que as apreensões valem a pena porque responsabilizam empresas e países que tentam contornar as sanções dos Estados Unidos.

Um alto funcionário da Casa Branca disse que o governo acredita que as apreensões desestimularam agentes mal-intencionados de fazer negócios com o governo de Nicolás Maduro, antes da intervenção americana para removê-lo do poder, e que a operação continua com o objetivo de prejudicar as finanças do Irã.

Valor - SP   16/03/2026

Juros futuros tiveram forte estresse e exibiram a pior sessão desde dezembro diante do acionamento de ordens de 'stop-loss'

Ainda que as últimas semanas tenham sido já bastante instáveis nos mercados locais e globais, a dinâmica da sessão de ontem marcou um ponto de inflexão importante entre os investidores, em especial no mercado de juros. A disparada do petróleo provocou um estresse bastante relevante nas taxas futuras, que ajudou a contaminar o humor dos agentes financeiros, e expôs o fato de que o mercado local estava amplamente ancorado nas expectativas de queda de juros em seus portfólios.

O Ibovespa e o real também anotaram desempenhos negativos na sexta-feira, mas nada se comparou à turbulência observada nos juros futuros. Na medida em que o petróleo Brent se firmou acima de US$ 100 por barril, se fortaleceram os temores inflacionários e a incerteza relativa à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil na próxima semana.

Com todo o mercado posicionado para os cortes na Selic, a alta dos juros acionou mecanismos de “stop loss” — encerramento automático de posições para limitar perdas dentro do portfólio —, o que retroalimentou a disparada das taxas.

O mês é amplamente negativo para os ativos domésticos: no acumulado de março, o dólar acumula valorização de 3,51% frente ao real e o Ibovespa cede 5,90%. Nos juros, as perdas são ainda mais agudas: neste mês, a taxa do DI para janeiro de 2028 foi o contrato mais afetado entre os mais líquidos, ao subir expressivos 130,5 pontos-base (1,305 ponto percentual), para 13,915%, o que representa uma alta até então impensável de 10,35% da taxa. Somente ontem, foi uma alta de mais de 40 pontos-base nesse vencimento, no maior estresse diário desde o “Flávio Day”, em 5 de dezembro.

“O mercado estava muito alocado e sofreu um choque de volatilidade. Foi uma chuva de ‘stops’”, resume um importante gestor de renda fixa de uma casa carioca.

De fato, ao menos desde julho de 2025 o Valor tem mostrado que o consenso dos players locais mostra uma preferência na aposta na queda dos juros nominais, enquanto o investidor estrangeiro tem optado pelo cavalo do real e, mais recentemente, apostado na bolsa brasileira para diversificar suas estratégias na renda variável. Foi justamente por isso que a agressividade dos movimentos mais recentes no mercado de juros afetaram em cheio os investidores locais poucos dias antes da decisão do Copom.

“Nos últimos dias, os ativos brasileiros e, em especial o mercado de juros, têm apresentado desempenho relativamente mais fraco. De acordo com nossa análise quantitativa de fatores, há indícios de que os fundos locais realizaram ajustes em suas posições de maneira geral (Ibovespa, dólar, S&P 500 e Treasuries). Ainda assim, mantiveram uma alocação elevada (inclusive adicionando posição) em ativos atrelados à curva de juros”, observa Dan Kawa, sócio da We Capital, em nota.

Para ele, o posicionamento técnico carregado “ajuda a explicar o movimento observado hoje [ontem], que parece refletir uma dinâmica de realização forçada ou execução de ‘stops’ nessas posições”. “O forte ‘drawdown’ [perdas] das cotas dos fundos multimercados nos últimos dias reforça essa interpretação, sugerindo que parte relevante do ajuste atual pode estar associada à redução de risco e à desalavancagem por parte dessas gestoras”, afirma Kawa.

O trader de renda fixa da tesouraria de um grande banco observa que o Brasil teve o pior desempenho entre os mercados emergentes na sessão, após um “verdadeiro festival de ‘stops’” na sessão. “Quando a liquidez desaparece, o pânico domina. Simples assim. Não há mais posições aplicadas de verdade”, enfatiza o profissional. “Foi, de fato, uma sexta-feira 13.”

Normalmente, em momentos de aversão a risco, os juros de longo prazo costumam ter um desempenho pior que os curtos, mas, como desta vez o posicionamento técnico estava concentrado nas taxas curtas devido às apostas para a política monetária, a ponta curta da curva foi, de longe, a mais afetada. Se, em fevereiro, o mercado chegou a esboçar que poderia precificar até 4 pontos de corte na Selic neste ano, agora a precificação só indica 1 ponto de redução no juro básico.

As atenções, agora, se voltam para a decisão do Copom da próxima semana, onde a curva mostra os preços divididos entre a manutenção da Selic em 15% e um corte mínimo de 0,25 ponto. O cenário de uma redução de 0,5 ponto ficou para trás, ao menos nos preços da curva de juros.

“De uma forma geral, os números efetivos [dos dados econômicos] estão valendo menos do que o que está acontecendo no segmento de petróleo”, observa o economista-chefe da Novus Capital, Tomás Goulart, ao notar o movimento de desprecificação de cortes de juros no Brasil.

“O mercado estava todo posicionado para um corte de 0,5 ponto na semana que vem e para um ciclo de 3 até 4 pontos; o diretor Nilton David tinha deixado claro, na semana passada, que a estratégia seria a mesma, mas era outro patamar de preço de petróleo. Agora, com o petróleo mais próximo a US$ 100, o mercado está começando a acreditar que vai haver uma reavaliação em termos do que pode ser feito em termos de política monetária”, afirma o economista no podcast semanal da Novus.

Monitor Digital - RJ   16/03/2026

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira. O contrato West Texas Intermediate para entrega em abril subiu US$ 2,98, ou 3,11%, fechando a US$ 98,71 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York. O petróleo Brent para entrega em maio subiu US$ 2,68, ou 2,67%, fechando a US$ 103,14 o barril na Bolsa de Futuros ICE de Londres.

Os aumentos refletem as preocupações com a passagem de navios pelo Estreito de Hormuz, por onde circula boa parte do petróleo global. O Irã apenas deixa passar petroleiros e cargueiros de países que não são considerados inimigos, apesar dos EUA afirmarem que manterão a região navegável.

As ações dos EUA fecharam em baixa. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,26%, para 46.558,47 pontos. O S&P 500 recuou 0,61%, para 6.632,19 pontos. O Nasdaq Composite Index perdeu 0,93%, fechando em 22.105,36 pontos.

Seis dos 11 principais setores do S&P 500 fecharam em queda, com os setores de tecnologia e materiais liderando as perdas, com quedas de 1,29% e 1,04%, respectivamente. Enquanto isso, os setores de serviços públicos e bens de consumo básico lideraram os ganhos, com altas de 0,94% e 0,54%, respectivamente.

Petrobras reajusta preço do diesel em R$ 0,38 por litro | Monitor Mercantil

O dólar se fortaleceu no final do pregão desta sexta-feira. O índice DXY, que mede o valor da moeda estadunidense em relação a seis outras moedas principais, subiu 0,61%, para 100,357, às 19h GMT. É o maior nível observado desde maio do ano passado.

No final do pregão em Nova York, o euro caiu para US$ 1,144, ante US$ 1,1521 na sessão anterior, e a libra esterlina recuou para US$ 1,3245, ante US$ 1,3356 na sessão anterior.

No Brasil, o dólar teve forte alta, de 1,37%, cotado a R$ 5,314. A Bolsa de Valores B3 fechou em baixa de 0,91%, aos 177.653,31 pontos.

AGRÍCOLA

Diário do Comércio - MG   16/03/2026

A safra agrícola de 2026 deve totalizar 344,1 milhões de toneladas, uma queda de 0,6% em comparação com 2025. O resultado equivale a 2,0 milhões de toneladas a menos. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao terceiro Prognóstico da Safra Agrícola, com apuração em dezembro, a safra de 2026 será 1,3% maior, 4,3 milhões de toneladas a mais.

A produção de soja deve aumentar para 173,3 milhões de toneladas nesta temporada, um crescimento de 4,3%. Em compensação, o IBGE prevê safras menores para o algodão (-10,5%), o arroz (-8,0%) e o milho (-5,3%). Para o feijão, a estimativa indica uma estabilidade negativa de 0,2% na comparação anual.

Três culturas (a soja, o arroz e o milho) são os principais produtos que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 173,3 milhões de toneladas (4,3% de alta em relação a 2025); para o arroz (em casca) a estimativa foi de 11,6 milhões (8,0% inferior) e para o milho a estimativa foi de 134,3 milhões de toneladas (5,3% menor). A estimativa do milho foi de 28,9 milhões para a primeira safra (12,2% acima de 2025) e 105,4 milhões na segunda (9,1% menor).

Para o trigo, a estimativa de produção para 2026 em fevereiro foi de 7,7 milhões de toneladas (1,6% de baixa em relação a 2025). A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 8,8 milhões de toneladas (10,5% menor que no ano passado). O sorgo teve a safra estimada em 4,9 milhões de toneladas (9,5% menor) enquanto para o feijão, estima-se 3,0 milhões (0,2% a menos).

Área

A área a ser colhida na safra agrícola de 2026 deve alcançar 82,9 milhões de hectares, 1,6%, ou 1,3 milhão de hectares a mais em comparação com o desempenho de 2025. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao levantamento apurado em janeiro, houve um aumento de 0,2% na estimativa da área colhida.

Quanto aos principais produtos, são esperados aumentos na área colhida para as seguintes culturas: de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (aumentos de 9,3% no milho 1ª safra e de 0,6% no milho 2ª safra); e de 0,9% na do trigo. Na direção oposta, deve ocorrer redução de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,3% na do arroz em casca; de 2,5% na do feijão; e de 0,5% na do sorgo.
Regiões

Entre as regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

Em relação à produção de 2025, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas variou positivamente para as regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), e negativamente para as regiões Centro-Oeste (-6,0%), Norte (-3,5%) e Sudeste (-1,9%). Quanto à variação mensal da estimativa, em fevereiro cresceu o esperado na produção das regiões Nordeste (2,3%), Sudeste (1,1%), Centro-Oeste (0,3%) e Norte (0,2%). No Sul a estimativa de fevereiro foi 0,1% menor que a de janeiro.

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2% na safra nacional, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, estes Estados representaram 79,6% da estimativa de produção brasileira para 2026.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a janeiro, ocorreram na Bahia (alta de 652.211 toneladas), em Goiás (424.068 t), em Minas Gerais (321.243 t), no Paraná (306.400 t), em Rondônia (49.323 t), no Maranhão (6 474 t) e no Ceará (42 t). Já as variações negativas maiores ocorreram no Rio Grande do Sul (-359.430 t), no Amapá (-124 t), no Rio de Janeiro (-84 t) e em Roraima (-65 t).

O Estado de S.Paulo - SP   16/03/2026

É preciso ver algo mais importante no setor agropecuário do Brasil do que puramente os recordes sucessivos de produção. Trata-se da mudança de mentalidade que se espraia a partir do interior do Brasil.

No seu sexto levantamento das safra 2025/26, a Conab acusa novo recorde de produção de grãos, desta vez de 354,5 milhões de toneladas, um avanço de 0,3% em relação à safra anterior. O IBGE aponta volume alguma coisa mais baixo, de 344,1 milhões de toneladas, 0,6% inferior à da temporada anterior.

Ainda há aqueles que veem algo negativo na pujança do agro brasileiro, especialmente nas esquerdas não recicladas. Dizem que o Brasil está se tornando um fazendão, especialista na oferta de produtos primários de baixo valor agregado, que o prostra no estágio do subdesenvolvimento e o torna cada vez mais dependente das grandes potências econômicas.

Esquecem-se ou não querem enxergar que o maior país agrícola do mundo e maior produtor de bens primários do planeta continuam sendo os Estados Unidos e nem por isso são um fazendão do Norte.

O maior equívoco desse ponto de vista é o de que o agronegócio (e não só a agropecuária) seja um setor de desenvolvimento atrasado, tocado por jeca tatus, que impede o desenvolvimento nacional. É bem o contrário. Há mais de 30 anos, ninguém mais sai por aí denunciando o chamado latifúndio improdutivo que, no passado, foi a principal justificativa para uma reforma agrária radical.

O que vai caracterizando o agro brasileiro é o largo emprego de tecnologia avançada, em genética, em preparo e conservação do solo, em novas formas de semeadura e plantio (como o plantio direto) manejo da produção e do armazenamento. O setor vai empregando cada vez mais equipamentos avançados, drones e maquinário movido por aplicativos. Enfim, o agro é tech.

Os avanços não ficam por aí. Essa mudança de mentalidade modernizadora se espraia para o setor de serviços nas cidades do interior, que apoiam essa atividade. E não se restringem aos serviços de mecânica, informática ou de construção civil. Permeia também o ensino, o comércio e os serviços pessoais, como até mesmo o dos cabeleireiros e manicures.

É preciso também entender melhor o que seja valor agregado. A maior agregação de valor se dá justamente na agricultura e na mineração. Quanto não agrega valor o plantio de uma saca de semente de soja ou de milho? Minério ou petróleo enterrado não vale nada. Mas tirado de lá vale, o que sabemos.

A exuberância das contas externas do Brasil, que nas décadas de 70 e 80 foram a causa da brutal crise da dívida, se deve principalmente às exportações da agropecuária e da mineração. Esta, por sua vez, tem a ver com a vigorosa ascensão da China, de que o Brasil tirou proveito.

Enfim, há mais do que apenas ser celeiro do mundo.

IstoÉ Dinheiro - SP   16/03/2026

O segmento de máquinas e implementos agrícolas registrou em janeiro uma queda de 15,6% em janeiro na comparação anual e acumulou uma perda de 7% no acumulado dos últimos seis meses comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O balanço foi feito nesta sexta-feira, 13, pelo presidente da Câmara de Máquinas e implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos, durante reunião realizada na Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul.

Segundo, Estevão, os números indicam um cenário mais desafiador para o segmento de máquinas e implementos agrícolas neste ano.

“A alta inadimplência, o rigor para concessão de créditos, juros altos e preços das commodities em queda são os fundamentos econômicos que explicam este declínio de mercado”, disse Estevão.

Previsões

O presidente da Abimaq prevê que o segmento de máquinas e implementos agrícolas deve encerrar o ano em curso com uma queda da ordem de 8% no seu faturamento.

Entre os desafios a serem enfrentados neste ano, como o aumento da inadimplência, Estevão considera outras variáveis negativas provenientes da guerra dos Estados Unidos e Israel no Irã. Estas variáveis, de acordo com Estevão, serão abordadas posteriormente.

“Neste cenário de margens reduzidas e alta imprevisibilidade, os agricultores tendem a priorizar compra de insumos, Os investimentos em renovação de frota ficam em segundo plano. A expectativa para o faturamento do ano é uma queda de 8% em 2026 quando comparado a 2025, com forte viés de baixa, que abre perspectiva de reavaliações negativas”, disse o executivo da Abimaq.

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