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12 de Agosto de 2025

SIDERURGIA

Infomoney - SP   12/08/2025

O Morgan Stanley manteve recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para as ações da CSN (CSNA3), com preço-alvo de R$ 7,70 por ação para meados de 2026, após atualizar suas projeções para o período de 2025 a 2028. Às 10h51, a ação da siderúrgica caía 0,94%, a R$ 7,34.

A revisão incorpora o segmento multimodal da divisão de logística ao modelo do banco, que agora projeta um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,615 bilhões no 3T25 (+2,3% ante a estimativa anterior), R$ 10,462 bilhões em 2025 (+2,0%), R$ 11,120 bilhões em 2026 (inalterado), R$ 11,810 bilhões em 2027 (+1%) e R$ 17,500 bilhões em 2028 (inalterado). As novas estimativas de prejuízo por ação (EPS) normalizado são de R$ 0,36 no 3T25, R$ 1,27 em 2025, R$ 1,20 em 2026 e R$ 0,79 em 2027, com reversão para lucro apenas em 2028, estimado em R$ 0,79.

Segundo a instituição, a combinação de um negócio cíclico, o apetite da companhia por investimentos e o elevado nível de alavancagem cria um perfil de risco-retorno desafiador.
O banco projeta que o alto capex, aliado à entrega de contratos de minério de ferro pré-pagos, resultará em fluxo de caixa livre negativo até 2028, sem pagamento de dividendos nos próximos anos.

Além disso, o Morgan aponta riscos de execução no principal projeto de crescimento da companhia (P15) e avalia que o elevado volume de importações de aço no Brasil deve manter a concorrência acirrada e os preços sob pressão, limitando a rentabilidade. Pelas estimativas de EBITDA para 2026, as ações são negociadas acima da média histórica de 5 anos, de 4,5 vezes.

CNN Brasil - SP   12/08/2025

Uma pessoa morreu e uma continua desaparecida após uma explosão em uma fábrica de aço na Pensilvânia, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (11), segundo autoridades.

Várias pessoas receberam atendimento por ferimentos adicionais, disse o departamento de polícia do Condado de Allegheny em comunicado online, embora a extensão dos ferimentos não esteja clara.

A área ainda está ativa, e os Serviços de Emergência do Condado de Allegheny pedem que as pessoas evitem o local.

Ao menos sete pessoas ficaram feridas na explosão e foram levados a um hospital local. Outras cinco pessoas foram levadas a outro hospital da região.

Segundo autoridades, o aciente envolveu pelo menos duas baterias de fornos de coque, equipamentos utilizados para transformar carvão em coque, um tipo de combustível muito utilizado nas fábricas de aço.

“Estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades competentes para investigar a causa do acidente e forneceremos atualizações adicionais assim que estiverem disponíveis”, disse David B. Burritt, presidente e CEO da US Steel.

Quase 1.300 funcionários trabalham diariamente na planta de Clairton, acrescentou Burritt.

“Nossa maior prioridade é a segurança e o bem-estar dos nossos funcionários e do meio ambiente”, afirmou.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   12/08/2025

Pela 11ª semana seguida, o mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação para 2025. Atualmente, as projeções apontam que o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – em 5,05%, percentual inferior aos 5,07% projetados há uma semana; e aos 5,17% projetados há quatro semanas.

É o que mostra o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central.

Para 2026, as expectativas de queda de inflação se mantêm há quatro semanas, quando chegou a 4,5%. Atualmente, o IPCA projetado para o ano que vem está está em 4,41%; e para 2027, em 4%.

Apesar de uma melhora nas expectativas relacionadas à inflação, a estimativa para 2025 continua acima do teto da meta de inflação a ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite inferior, portanto, é 1,5%; e o superior, 4,5%.

Mesmo com a desaceleração inflacionária dos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento; as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Uma das preocupações manifestadas pelo Copom é a política comercial dos Estados Unidos, algo que pode, inclusive, levar a autoridade monetária a não descartar a possibilidade de retomada de alta da Selic “caso seja necessário”.

Por enquanto, a estimativa dos analistas consultados se mantém estável pela sétima semana consecutiva, em 15% ao final de 2025. O mercado manteve, também, as projeções da Selic para 2026 (12,50%); e 2027 (10,50%).
PIB e dólar

O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando, para o final de 2025, um Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) de 2,21%. Há uma semana, a projeção era de que a economia fecharia o ano com um crescimento de 2,23% (mesmo percentual projetado há quatro semanas).

Para os anos subsequentes, as projeções de PIB estão em 1,87%, para 2026, e em 1,93% para 2027.

Já as projeções do mercado para a cotação do dólar em 2026 se mantém estável, em R$ 5,60 desde a semana passada.

Há quatro semanas, as expectativas eram de que a moeda norte-americana terminaria o ano cotada a R$ 5,65. Para 2026 e 2027, as projeções são a mesma: dólar cotado a R$ 5,70.

Globo Online - RJ   12/08/2025

O Bradesco divulgou nesta segunda-feira um relatório de análise da conjuntura que mostra o impacto do tarifaço sobre vários aspectos da economia brasileira. E considera que, apesar das exceções de alguns produtos divulgadas pelo governo Trump, espera-se redução nas exportações e no PIB.

De acordo com o banco, o efeito vai ser deflacionário. A tendência da inflação é baixista, por isso eles reduziram a projeção de 5% para 4,9% este ano. Ao mesmo tempo, os economistas preveem um aumento do déficit da conta corrente para 3% do PIB.

Isto porque o balanço de pagamentos vai ter uma folga menor. O banco considera que haverá perda adicional de US$ 4 bilhões nas exportações. Não é muito, mas faz diferença.

"O número já contabiliza um possível redirecionamento para outros mercados, especialmente de commodities. A indústria, por sua vez, será mais impactada, com menor possibilidade de redirecionamento a outros parceiros comerciais. Além disso, na balança comercial, ajustamos as surpresas para cima com as importações no curto prazo", diz o documento.

Pela projeção do banco, o PIB ficará em 2,1% este ano e 1,4% no ano que vem. Alguns economistas projetam redução de 0,02% do crescimento, o que é pouco no macro. Mas na microeconomia afeta as empresas e setores que baseiam suas vendas internacionais nos Estados Unidos.

O dólar continua fraco, segundo o relatório, e a causa é toda esta crise nos Estados Unidos; a partir do momento que eles atacam todos os países, a economia americana é afetada.

O ambiente de apreciação do real vai continuar, mas não por muito tempo, porque as incertezas também pressionam o mercado de câmbio. A projeção é que o dólar termine o ano em R$ 5,50.

Para os juros, o Bradesco havia considerado que o Banco Central começaria a reduzir ainda este ano a Selic, porém saiu dessa posição. Projetam agora que o ciclo de cortes vai começar somente no ano que vem, chegando ao final de 2026 a 11,75%. Ou seja, em 2026 sairia de 15% para 11,75%, com várias quedas graduais. A inflação permanece fora do teto, e permanece muita incerteza por causa de tudo isso que está acontecendo na relação entre Brasil e Estados Unidos.

O Estado de S.Paulo - SP   12/08/2025

Barry Barr tomou diversas medidas de contenção de custos nos últimos meses para manter sua empresa de roupas para atividades ao ar livre funcionando em meio à guerra comercial desestabilizadora de Donald Trump.

Ele congelou gastos com marketing e até proibiu que funcionários viajassem para visitar clientes.

Enquanto aguardava que as tarifas de Trump ficassem mais claras, resistiu a tomar decisões mais drásticas na Kavu True Outdoor Wear. Não aumentou preços na coleção de outono e manteve a produção de bolsas, camisas de tecido, blusas de fleece (textura felpuda) e outros itens em fábricas na China, Índia e Vietnã, apesar de Trump ter sinalizado tarifas pesadas contra esses países.

“É esperar para ver”, disse ele no mês passado. “A gente simplesmente não sabe.”

Nesta semana, Barr tentava assimilar as novas tarifas pesadas que entrariam em vigor logo após a meia-noite de quinta-feira, 31. Ele não tinha certeza se a lista de taxas contra cerca de 90 países se manteria, dada a natureza volátil da política comercial de Trump.

Na quarta-feira, Trump assinou uma ordem executiva dobrando as tarifas sobre a Índia para 50% a partir deste mês, em tentativa de impedir o país de comprar petróleo russo. Ele também ameaçou impor tarifa de 100% sobre semicondutores estrangeiros.

As novas ordens tarifárias confirmaram para Barr que ele teria de aumentar preços e demitir funcionários nos próximos meses.

“Certamente teremos que tomar decisões difíceis”, disse ele. “Você tem que se vestir como um menino grande e fazer isso.”

O raciocínio de Barr reflete a mudança de estratégia que está ocorrendo em empresas de todo o país.

Para fabricantes, varejistas e outras empresas dependentes de produtos importados, a política tarifária de Trump virou um exercício de paciência. Desde a primavera, companhias têm enfrentado uma sequência de adiamentos, novas ameaças e acordos improvisados que dificultaram decisões de longo prazo.

“Vimos este verão como um período de espera para muitas empresas”, disse Courtney Shupert, economista da MacroPolicy Perspectives. “Elas estavam pensando: ‘Vamos ver se a demanda será maior ou menor.’”

Agora que muitas tarifas de Trump entraram oficialmente em vigor e sua política comercial parece mais definida, várias empresas concluíram que não podem mais adiar ações.

Em teleconferências de resultados com investidores nesta semana, empresas como o conglomerado de compras QVC Group, a marca de calçados Allbirds e a fabricante de óculos Warby Parker falaram abertamente sobre suas táticas para lidar com os custos crescentes, incluindo aumento de preços.

“Acho que podemos, no médio prazo, mitigar o impacto das tarifas”, disse Andrew Rees, presidente da marca de calçados Crocs, na quinta-feira, 7. Ele apresentou planos para aumentar preços, reduzir despesas e extrair economias na cadeia de suprimentos, inclusive negociando com fábricas.

A velocidade dessas ações pode ter efeitos amplos na economia. Se mais empresas repassarem os aumentos para o consumidor, isso pode pressionar a inflação e esfriar o consumo.

Nos últimos meses, muitas companhias também hesitaram em contratar ou demitir, devido à imprevisibilidade das tarifas, num comportamento parecido com a retenção de mão de obra após o auge da pandemia. Com tarifas mais estáveis, esse bloqueio pode acabar. De fato, o último relatório de empregos do Departamento do Trabalho, divulgado na semana passada, sugere que as empresas podem estar mais perto desse ponto de virada.

“Se as tarifas forem mais pesadas do que as empresas esperavam, isso pode impactar suas decisões de contratação”, disse Shupert.

O Federal Reserve acompanha de perto inflação e mercado de trabalho em busca de sinais de que as tarifas estejam afetando a economia, embora especialistas admitam que os efeitos completos podem levar tempo para aparecer.

“Esses choques tarifários são praticamente inéditos nos últimos 100 anos”, disse Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve de Minneapolis, à CNBC na quarta-feira. “E as empresas têm levado tempo para processar tudo isso.”

Em entrevistas por telefone e mensagens nos últimos dias, Barr, que fundou a Kavu em 1993, contou como a empresa vem lidando com a pressão crescente das tarifas de Trump.

Ele sempre pagou alguns impostos de importação, mas as tarifas adicionais anunciadas em abril — de até 46% para o Vietnã e 26% para a Índia — foram muito mais pesadas.

Inicialmente, Barr decidiu absorver a tarifa básica de 10% de Trump, além das já aplicadas contra a China.

Mas, com a guerra comercial se arrastando, começou a buscar alternativas.

“Não tem como eu ter lucro este ano absorvendo todas essas tarifas”, disse Barr. “É maior que qualquer conta de imposto que já paguei.”

Seus fornecedores estrangeiros reduziram levemente os preços para ajudar a compensar, mas o alívio foi pequeno.

Ele avaliou fabricar alguns itens numa fábrica parceira em Seattle, mas desistiu — seria caro demais e inviável importar as máquinas de costura necessárias. Também temia que as tarifas tornassem muito caro comprar tecidos e matérias-primas do exterior. Avalia transferir parte da produção para fábricas na América Central, mas ainda não sabe se será possível.

Com o cenário tarifário mais definido, Barr começou a implementar mudanças mais profundas.

Ele optou por não aumentar preços na coleção de outono, mesmo com tarifas sobre produtos que chegaram ao país no verão. Mas, com as tarifas altas persistindo, aumentou preços para o próximo ano.

Assumindo que as tarifas para Vietnã e Índia ficariam em torno de 10% e para a China em 37,5%, Barr elevou os preços de varejo para a coleção de verão de 2026 em cerca de 15% a 30% — o máximo que acreditava que os clientes aceitariam. Com isso, um moletom produzido na China passaria de US$ 90 para US$ 120, e uma camisa da Índia, de US$ 80 para US$ 105.

Mas, com tarifas fixadas em patamares mais altos — 20% para o Vietnã e 50% para a Índia —, Barr teme precisar subir os preços ainda mais.

Ao mesmo tempo, as vendas da pré-temporada de verão caíram 15% em relação ao ano anterior.

Com a margem de lucro encolhendo e os custos já reduzidos ao mínimo, Barr afirma que provavelmente terá de demitir parte dos 28 funcionários nos próximos três a quatro meses.

“É preciso economizar em algum lugar para a empresa seguir adiante”, disse ele.

Frustrado, Barr vem conversando com membros do Congresso sobre o impacto da política comercial de Trump em pequenas empresas como a sua.

“O que precisamos para prosperar é estabilidade, não caos”, afirmou na semana passada, em uma conferência virtual com a senadora democrata Patty Murray.

E, embora tema que as tarifas prejudiquem severamente a Kavu, mantém a esperança de que a empresa sobreviva com os ajustes certos.

“Vamos lutar muito para sobreviver”, disse Barr. “É tudo o que podemos fazer.”

IstoÉ Dinheiro - SP   12/08/2025

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,286 bilhão na segunda semana de agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 11, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,727 bilhões e importações de US$ 5,441 bilhões.

O superávit acumulado no mês de agosto é de US$ 2,217 bilhões. No ano, o superávit soma um total de US$ 39,199 bilhões.

Até a segunda semana de agosto, comparado a agosto de 2024, as exportações cresceram 13,0% e somaram US$ 8,86 bilhões. O resultado se deu devido a um crescimento de 13,1% em Agropecuária, que somou US$ 1,90 bilhão; crescimento de 17,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,08 bilhões e, por fim, crescimento de 11,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,83 bilhões.

As importações também cresceram 0,5% e totalizaram US$ 6,64 bilhões na mesma comparação, com queda de 13,0% em Agropecuária, que somou US$ 104 milhões; crescimento de 14,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 434 milhões e, por fim, queda de 0,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,06 bilhões.

Veja - SP   12/08/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta segunda-feira, 11, que estendeu a trégua tarifária com a China por mais 90 dias, disse uma autoridade da Casa Branca à agência de notícias Reuters. A pausa nos impostos estava prestes a expirar, com prazo anterior estabelecido para esta terça-feira, 12.

A movimentação ocorre após o republicano afirmar a repórteres nesta segunda que os EUA têm “lidado muito bem com a China”, justificando: “Como vocês provavelmente já ouviram, eles estão pagando tarifas tremendas aos Estados Unidos da América”. Com o acordo tarifário, os dois países abrandaram a guerra tarifária: as taxas americanas sobre as importações chinesas despencaram de 145% para 30%, enquanto os impostos chineses sobre os produtos americanos caíram de 125% para 10%.

No anúncio do acordo, em maio, EUA e China reconheceram “a importância da relação bilateral” para ambos os países e para a “economia global”. Eles também concordaram em estabelecer “um mecanismo para continuar as discussões sobre relações econômicas e de comércio”. No final de julho, representantes dos dois lados voltaram a se reunir em Estocolmo, na Suécia, mas não houve anúncio sobre a prorrogação da pausa nas hostilidades tarifárias.
Economia da China

A economia chinesa superou ligeiramente as previsões e cresceu 5,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, informou o Escritório Nacional de Estatística no mês passado. A consultoria chinesa Wind apontava expectativa de 5,17%, e a agência de notícias Reuters, 5,1%. Os dados mostram que, pelo menos até junho, a China conseguiu resistir ao impacto do tarifaço do governo Trump, embora seja difícil a manutenção do ritmo na segunda metade do ano.

O resultado deste período já representa um abrandamento face ao avanço de 5,4% no primeiro trimestre (embora mantenha a economia chinesa em linha com o objetivo final de crescimento de 5% no total de 2025). O gigante asiático tem um modelo de crescimento fortemente baseado nas suas exportações. Um cenário de guerra comercial mundial pode limitar a capacidade da China prolongar o seu ciclo de crescimento. Mesmo com uma trégua entre Pequim e Washington, teme-se um abrandamento das exportações chinesas.

O Estado de S.Paulo - SP   12/08/2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta segunda-feira, 11, que a preservação de empregos está prevista na medida provisória (MP) do plano de contingência para socorrer as empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. No entanto, ele disse que há exceções, pois algumas empresas não poderão garantir os postos de trabalho, já que sofrerão um impacto muito grande em sua produção.

“A MP flexibiliza para alguns casos outros tipos de contrapartida”, disse Haddad em entrevista à GloboNews. Ele afirmou que a medida trará “certa flexibilidade”, visto que são afetados mais de 10 mil empregos.

“A MP oferece os instrumentos e abre as diretrizes de como cada empresa vai ser atingida”, completou. E afirmou que o texto busca tornar os mecanismos poucos mais flexíveis para atender cada CNPJ; até porque, no mesmo setor, há várias situações diferentes.

Reformas estruturais

Haddad afirmou ainda que o plano de contingência tem viés estrutural, para além de medidas conjunturais. Ele disse que estão incluídas duas reformas estruturais, que envolvem medidas de crédito e o Fundo de Garantia para Exportações (FGE). Segundo ele, crédito e seguro para exportação ainda são gargalos no Brasil

“Estamos fazendo uma reforma estrutural no FGE, com suporte dos demais fundos, para garantir que toda empresa brasileira - não só as grandes - que tiver vocação de exportação terá instrumentos modernos para fomentar a exportação para o mundo inteiro”, disse ele, citando a necessidade de redirecionar as exportações.

O ministro confirmou que o plano de contingência terá linhas de financiamento, além de contemplar a questão tributária e autorizar compras governamentais em determinados casos.

Haddad considerou que os EUA estão mudando a relação com o mundo inteiro e que não é questão meramente ideológica. Ele citou o caso da Índia para afirmar que há uma “mudança de postura geopolítica global” por parte dos americanos.

Internamente, Haddad disse entender que o caso atual, de enfrentamento ao tarifaço dos EUA, não é similar ao do Rio Grande do Sul, que enfrentou graves enchentes em 2024. Ele frisou que as medidas do plano de contingência para socorrer as empresas brasileiras terão “o tamanho necessário para enfrentar a situação”, com apoio aos exportadores e proteção da economia brasileira.

“Estamos trabalhando dentro da meta estabelecida para o ano”, destacou. Ecoando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad defendeu a abertura de mercados para não haver dependência das exportações para os EUA.

Depois de enviar a medida provisória (MP) do plano de contingência ao Congresso, ele afirmou que os bancos públicos cuidarão da regulamentação das medidas.
Medidas de reciprocidade

O ministro da Fazenda disse que o Itamaraty está elencando medidas sobre a Lei de Reciprocidade Econômica em resposta à sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

Ele citou como exemplo de medida já sinalizada o questionamento feito pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a ordem executiva americana.

Como mostrou o Estadão na semana passada, o governo Lula enxerga medidas de retaliação como uma “carta na manga” a ser usada para um cenário que já antevê: a escalada de tensão com possíveis novas sanções do presidente dos EUA, Donald Trump, a partir de setembro, quando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado entra em fase final, podendo ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Inflação

Haddad afirmou não acreditar que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos trará impactos negativos à inflação no Brasil. Pelo contrário, disse ver na medida um efeito deflacionário, alinhado à avaliação de agentes do mercado financeiro.

“A pesquisa Focus, desde que o tarifaço foi anunciado, mostra que o mercado, que não costuma ser muito leniente com esse tema, vem reduzindo as projeções de inflação para este ano. Então eu quero crer que, nesse quesito, nós estamos sintonizados (com o mercado). O que tem acontecido no Brasil pode ter efeitos deflacionários, e não inflacionários”, disse.

O ministro avaliou que o Brasil tem “virado a página” do déficit crônico nas contas públicas e reafirmou que, mantidas as condições atuais, o governo deve atingir a meta de superávit primário no próximo ano.

Ele afirmou que a busca pelas metas fiscais tem sido feita com cautela, evitando desacelerar a economia e preservando emprego e renda.

Money Times - SP   12/08/2025

A inflação deve voltar a acelerar no mês de julho, mas o cenário geral segue favorável, afirmam os especialistas da Warren. O indicador será divulgado na terça-feira (12), às 9h (horário de Brasília).

A expectativa é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba 0,35%, frente à alta de 0,24% em junho. Já no acumulado de um ano, a previsão é de queda de 5,35% no mês anterior para 5,34%, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Money Times.

A Warren — que espera altas de 0,36% e 5,33% — estima avanço de 0,77% dos preços administrados, diante de 0,60% em junho e 0,70% em maio.

Essa pressão vem principalmente de dois itens: jogos de azar, que devem subir 12,75% após o reajuste aplicado pela Caixa Econômica; e energia elétrica, que reflete os reajustes tarifários em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, com impacto estimado de 3,25%.

No grupo de higiene pessoal, que deve avançar 0,76%, o destaque fica por conta dos perfumes, que apresentam variação historicamente oscilante. Após uma deflação de 3,26% no mês anterior, a Warren projeta alta de 0,31%.

Além disso, o grupo de serviços deve subir 0,62% em julho. A principal contribuição para esse aumento vem, mais uma vez, das passagens aéreas, com alta estimada de 19,86%.

O aluguel residencial deve avançar 0,39% no mês e ganhar protagonismo nas próximas leituras, dado o descompasso atual em relação ao comportamento esperado para o grupo. “Projetamos uma média mensal em torno de 0,42% para os próximos meses, acima da média registrada ao longo de 2024”, dizem.

Por outro lado, o grupo de alimentação no domicílio deve seguir em deflação, com queda estimada de 0,46% no mês. O principal vetor de baixa são os alimentos in natura, cuja variação projetada é de 1,99%. Entre os destaques estão os tubérculos (-4,2%), carnes (-0,43%) e farinhas (-0,73%).

“Essa dinâmica tem sido influenciada pela queda de preços tanto na média quanto na ponta no atacado, e segundo nossa coleta proprietária, tem sido refletida também na ponta do varejo. Nossa visão é de que esse comportamento siga favorecendo a desaceleração da inflação nos próximos meses”.

Um novo fator de impacto deflacionário deve aparecer na leitura com o início da vigência da isenção de IPI para carros sustentáveis: automóveis novos. “Estimamos queda de 0,65% na categoria em julho, frente à alta de 0,27% observada em junho. Acreditamos que os efeitos da medida devam aparecer com mais força nas próximas leituras”.

Os especialistas ponderam que o cenário inflacionário segue favorável. “As deflações persistentes em alimentação no domicílio, a estabilidade nos núcleos e o impacto inicial de medidas como o IPI zero para carros sustentáveis sustentam nossa projeção de IPCA em 4,9% para 2025 e 4,5% para 2026”.

Veja - SP   12/08/2025

O IBGE divulga na próxima semana o IPCA de julho. Trata-se do índice de inflação considerado o oficial do país, principalmente porque o dado é usado pelo Banco Central na formulação da política monetária. O novo número será conhecido na terça-feira, 12. “Nós projetamos aqui um IPCA de 0,37%”, indicou Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica investimentos. Em junho, a inflação ficou em 0,24% e um mês antes marcou 0,26%.

A previsão de Natalie foi feita nesta sexta-feira, 8, durante o Mercado, programa de economia, negócios e mercado financeiro de Veja+. A especialista gosta de observar o IPCA a partir de uma perspectiva qualitativa, ou seja, retirando aumentos ou quedas de preços que podem ser consideradas mera volatilidade.

“A gente continua vendo um qualitativo da inflação mais benigno do que já foi. Vale a gente pensar que no início do ano a gente viu números de inflação muito complicados”, indica. A inflação de serviços estava alta, e também a de alimentos.

Para Natalie, a desvalorização do dólar em relação ao real ajuda neste movimento de arrefecimento da inflação. A economista lembrou que o dólar, que chegou a ‘tocar’ 6,30 reais, hoje orbita na casa de 5,50 reais. “Ajuda o IPCA”. Mas de acordo com Victal, o que preocupa ainda são os preços de serviços.

“O que chama a atenção é a inflação ancorada”, comenta Julio Ortiz, que é CEO e co-fundador da CX3 Investimentos. “A partir de março, abril, a inflação reagiu positivamente”, conta.

Ele lembra que a previsão de inflação para 2025 cai por dez semanas seguidas no Boletim Focus, hoje está em 5,07%. No IPCA de junho, essa inflação estava em 5,35% no período de doze meses. A previsão, portanto, ainda está acima da meta de inflação, que é de 3% – e pode ser 1,5 ponto percentual pra cima ou para baixo do centro.

47 vezes inflação

A palavra ‘inflação’ foi escrita exatas 47 vezes na ata do Copom, que explicou os motivos para a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano. O número é uma medida da importância que o colegiado dá ao IPCA. “O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária”, indica o comunicado.

“Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma continuação na interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.

O Estado de S.Paulo - SP   12/08/2025

Diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos avalia que o Brasil não tem sido “competente” na negociação comercial com os Estados Unidos depois do tarifaço imposto por Donald Trump.

“A verdade é que o Brasil é uma economia extremamente protegida. Há tarifas muito elevadas no Brasil. Os Estados Unidos gostariam de ver alguma reciprocidade, alguma abertura do mercado doméstico aos exportadores. Por mim, é por aí que a negociação vai”, afirma Ramos.

Nas contas dele, o impacto do tarifaço dos EUA na economia brasileira deve ser pequeno e pode ficar até no “zero a zero”. Por ora, o cenário do Goldman Sachs é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 2,3% este ano. O banco também projeta que a taxa básica de juros pode ficar no patamar atual - de 15% ao ano - até o primeiro semestre de 2026.

“O impacto na economia não é muito significativo. Também já houve algumas exceções, e eu acho que é possível até negociar isso mais um pouco”, diz.

A seguir, leia os principais trechos da entrevista concedida ao Estadão.
Como o Brasil tem se saído nas negociações com os Estados Unidos?

Há duas dimensões importantes. A tarifa que os Estados Unidos impuseram às importações sobre o Brasil é muito mais elevada do que a tarifa média comparada com a de outros países sul-americanos e até com a do México. Por outro lado, infelizmente, o Brasil é uma economia fechada ao comércio internacional. As exportações para os Estados Unidos são menos de 2% do PIB. É uma tarifa alta sobre uma base muito estreita. Isso acaba por proteger a economia. O impacto das tarifas sobre a atividade vai ser relativamente modesto ou limitado. No final, o Brasil exporta US$ 40 bilhões numa economia de mais de US$ 2 trilhões. Não é muito significativo.
De quanto deve ser o impacto no PIB, então?

O impacto econômico é limitado. Sem retaliação, a gente acha que o impacto fica por volta de 0,2% do PIB. Pode ser que nem chegue a isso. E além do mais, há um fenômeno de adaptação. O cara encontra outros canais de distribuição, de venda e outros clientes. Pode mitigar esse impacto com o passar do tempo. O governo também parece estar muito engajado em dar algum tipo de apoio aos setores mais afetados, até por uma questão política. O próximo ano é de eleição e é uma oportunidade de distribuir algumas benesses neste ano.

Então, assumindo que o impacto é limitado, que há um fator de adaptação com o passar do tempo, e que o governo deve dar algum apoio aos setores mais impactados, eu acho que fica no zero a zero. O impacto na economia não é muito significativo. Também já houve algumas exceções, e eu acho que é possível até negociar isso mais um pouco. Agora, o Brasil não tem sido particularmente competente nessa negociação.

Por quê?

Praticamente não houve negociação. Se olharmos um pouco a linha de argumentação que motivou as tarifas, tem um componente não econômico muito forte. É o tratamento que o Judiciário tem dado ao Bolsonaro, a questão da liberdade de expressão, a regulação das (big) techs. São áreas em que o Brasil pouco ou nada pode entregar. O governo não vai pedir ao Supremo para dar uma sentença favorável (ao Bolsonaro). Pode aliviar um pouco a pressão da regulação das plataformas digitais.

Agora, também há, embora se fale pouco, uma vertente econômica por trás das tarifas. A verdade é que o Brasil é uma economia extremamente protegida. Há tarifas muito elevadas no Brasil. Os Estados Unidos gostariam de ver alguma reciprocidade, alguma abertura do mercado doméstico aos exportadores. Por mim, é por aí que a negociação vai. O Brasil tem de apresentar alguma coisa na mesa de negociação que abra um pouquinho mais o mercado doméstico, que é altamente protegido até dentro do ordenamento jurídico-econômico do Mercosul.
A negociação brasileira passa por abrir a economia e reduzir as tarifas para os produtos norte-americanos, então?

Há barreiras tarifárias e barreiras não tarifárias. Eu diria que o Brasil abusa um pouco dos dois. Nesse aspecto, seria tipo uma mesa de negociação, mas não é claro o que o Brasil quer apresentar ou vai apresentar.
Para os Estados Unidos, qual será o impacto desse tarifaço global?

Não precisa reinventar a teoria econômica. Tem o impacto na inflação, o preço dos importados fica mais caro. A única questão é: quem paga a tarifa? É o exportador que baixa o seu preço, o importador que passa (o custo) para o consumidor, o importador que absorve a tarifa na sua margem? São as três dimensões em que se distribui o custo da tarifa. O impacto é um pouquinho mais de inflação, que reduz a renda disponível. Também tem algum impacto negativo no crescimento.

O Trump acha que isso vai atrair mais investimento e que há algum benefício associado a isso ao proteger um pouco a produção local. Acho que o impacto não vai ser extraordinariamente elevado, mas algum impacto tem, sem dúvida.

O governo brasileiro tem uma certa predisposição para usar o gasto público como instrumento para manter a economia aquecida

O Goldman Sachs avalia que a Selic pode ficar parada até o primeiro semestre de 2026. Como avalia os próximos meses da economia brasileira?

É uma economia que desacelera, mas que se mantém em boa forma, até pelo fato de o governo, dia sim e dia não, pensar em mais programas de estímulo à economia. O governo tem uma certa predisposição para usar o gasto público como instrumento para manter a economia aquecida. Eu acho que a economia desacelera pela própria política monetária restritiva e porque já não tem muita margem de ociosidade. O hiato do produto (indicador que mede o espaço que o PIB tem para se expandir sem que estimule uma inflação de demanda) está positivo (ou seja, a demanda é maior que a capacidade de produção). O nível de desemprego está abaixo da taxa neutra. O crescimento com capacidade ociosa já foi. Há uma desaceleração, mas não há um colapso da atividade. O bom seria que a economia desacelerasse, porque ela está crescendo acima do seu potencial.

Como é possível ver isso?

Com o hiato do produto, com o mercado de trabalho, com a dinâmica de salários e uma deterioração já bastante forte da conta corrente. Também não vejo o pessoal analisando isso. O déficit em conta corrente mais do que dobrou. Estou preocupado com o déficit no nível em que está? Não, mas estou preocupado com a tendência. Como a economia está desacelerando, mas ainda é resiliente, o Banco Central tem de ser conservador na calibração da política monetária, porque a política fiscal está reduzindo a efetividade da política monetária. Eu acho que o Banco Central vai manter uma política monetária restritiva, não no grau atual, mas restritiva ainda por um par de anos.

Em que momento a situação do setor externo começa a ficar preocupante?

A preocupação é em que momento isso faz muito preço, em que o cara diz que está fora (do investimento no Brasil). Ninguém sabe. Você está espalhando nitroglicerina no chão. Em algum momento, acaba por gerar um fogo. Ninguém sabe qual é o momento, mas você está vivendo com uma vulnerabilidade e um dia você perde o controle da situação. A questão é essa.
E qual vai ser a consequência dessa política fiscal tão expansionista? Até quando o governo consegue sustentá-la num cenário de contas públicas frágil?

Claramente o governo não está muito sensibilizado por isso. Quer dizer, não parece se importar muito com as contas públicas. Eu acho que deveria, mas não está. É um problema que se agrava. As contas públicas já estavam preocupantes, e o governo piorou a situação. Nos últimos dois anos, a dinâmica da dívida pública piorou. A dívida continua subindo. As metas fiscais são muito frouxas. A economia está indo bem e o governo aprovou um monte de medidas de arrecadação, o que deveria gerar um primário muito maior. Não gera. Não quer. Eu vejo com grande preocupação. A situação fiscal já era ruim e piorou.
Isso preocupa o investidor?

Preocupa. O juro real está em 10%. É sinal dessa preocupação. A curva de juros tem um prêmio de risco fiscal muito elevado. Como o investidor lida com isso? Pedindo mais prêmio, pedindo mais juros. No curto prazo, o carry trade, o diferencial de juros, segura a onda. No médio e longo prazo, tem de sair disso, porque a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. A política monetária no curto prazo tem de ser restritiva. É o papel dela. Mas, no médio e longo prazos, tem de ser substituída por uma maior disciplina fiscal. Essa não é uma guerra que o Banco Central possa ganhar sozinho.

O cenário é de uma eleição apertada no ano que vem e o histórico brasileiro não é de ajuste em ano eleitoral. Dá para chegar até 2027 com um fiscal tão desajeitado?

Depende do contexto externo e da própria dinâmica política da eleição. Teoricamente, dá. Agora, postergar o ajuste aumenta o custo do ajuste. Fazer mais tarde vai ser mais caro do que começar a fazer agora. A expectativa é que o governo não vai fazer absolutamente nada para equacionar o problema fiscal, muito menos no ano de eleição. E para além do mais, é um governo que está predisposto a usar o instrumento fiscal como instrumento de estímulo econômico. E o governo tem essa preferência em termos de política macro em ano de eleição. É um risco, porque muda o contexto externo ou muda o contexto doméstico e a gente acaba por ter um episódio parecido como foi aquele estresse de dezembro.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   12/08/2025

Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta segunda-feira, apoiados pela forte demanda de reabastecimento das usinas siderúrgicas na China, em meio a margens de lucro saudáveis e baixos estoques, embora as expectativas de cortes de produção no norte da China tenham limitado os ganhos.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China registrou alta de 0,82%, a 796,5 iuanes (US$110,89) a tonelada.

O minério de ferro de referência para setembro na Bolsa de Cingapura avançava 1,32%, a US$103,45 a tonelada.

Margens saudáveis e baixos estoques levaram as usinas siderúrgicas a reabastecer seus estoques, contribuindo para o aumento da demanda de minério de ferro, embora os futuros tenham reduzido alguns ganhos devido a expectativa de investidores de cortes na produção de aço no norte da China antes de um desfile militar em 3 de setembro, disseram analistas do ANZ.

Em julho, as usinas siderúrgicas de alto-forno da China registraram melhora dos lucros nas vendas de aço acabado, apesar do aumento nos custos de produção, principalmente devido a uma rápida recuperação nos preços domésticos do aço, disse a consultoria chinesa Mysteel em nota.

Ainda assim, as quedas sazonais no consumo persistem, com as temperaturas altas e as fortes chuvas impactando significativamente a construção e resultando no acúmulo de estoques de aço, disseram os futuros da Hexun, acrescentando que os preços firmes das matérias-primas deram suporte aos preços do aço.

Valor - SP   12/08/2025

Mineradora ]egistrou receita líquida de US$ 469,9 milhões no período, alta de 47% sobre o segundo trimestre de 2024

A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a BHP, registrou prejuízo líquido de US$ 1,69 bilhão no segundo trimestre de 2025, versus lucro de US$ 1,38 bilhão no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (11).

“O desempenho foi impactado principalmente por um resultado financeiro negativo de US$ 1,352 bilhão, principalmente devido à variação cambial sobre passivos (US$ 972,8 milhões) e à provisão para despesas financeiras relacionadas a obrigações de reparação (US$ 466,3 milhões)”, afirmou a Samarco.

A empresa ainda lida com os impactos negativos decorrentes da queda da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015, mas ampliou as vendas na medida em que a produção cresceu mais de 90%, para 3,9 milhões de toneladas.

A companhia registrou receita líquida de US$ 469,9 milhões no segundo trimestre, alta de 47% versus o mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta segunda-feira.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$ 286,1 milhões entre abril e junho deste ano, alta de 66% ante o mesmo período de 2024.

As vendas de pelotas e finos de minério de ferro somaram 3,9 milhões de toneladas, salto de 93% na comparação com os mesmo período do ano passado.

Máquinas e Equipamentos

Eae Máquinas - SP   12/08/2025

New Holland Construction e Bamaq marcam presença na InfraBusiness 2025 com soluções que impulsionam o setor de construção em Minas
Marca e concessionária com raízes em Minas Gerais reforçam importância do estado para o setor com portfólio conectado de linha amarela

A New Holland Construction, marca de equipamentos de construção da CNH, em parceria com sua concessionária Bamaq Máquinas, estará presente na primeira edição da InfraBusiness 2025, que acontece entre os dias 12 e 14 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), apresentando um portfólio versátil e 100% conectado de linha amarela.

“Estamos celebrando 75 anos de atuação no país e não poderíamos ficar de fora de um evento deste porte no Estado, que é a nossa casa. Minas se consolida cada vez mais como um centro de investimentos para o setor, com um mercado em expansão”, afirma Pedro Silva, Líder da New Holland Construction para a América Latina. A marca conta com uma fábrica em Contagem (MG), além do Campo de Provas e Centro de Experiência do Cliente, em Sarzedo (MG) – este último inaugurado recentemente com investimento de cerca de R$ 12 milhões.

Para Clemente de Faria Jr., CEO do Grupo Bamaq fundado há mais de 50 anos, “receber a InfraBusiness é uma grande oportunidade de reforçar o posicionamento de Minas Gerais como polo estratégico de infraestrutura, estado onde começamos nossa história como concessionária New Holland Construction, em uma grande parceria de sucesso”.

De acordo com Emir Cadar Filho, idealizador da feira e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o novo evento deve receber aproximadamente 30 mil pessoas e movimentar cerca de R$ 1 bilhão em negócios. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e Fundação Dom Cabral, o estado é hoje um dos maiores polos da construção pesada do país, com mais de R$ 100 bilhões em investimentos previstos até 2031.

Pacote completo de soluções conectadas

No estande da New Holland Construction os visitantes poderão conhecer a ampla gama e soluções da marca, com as escavadeiras hidráulicas E385C EVO e E145C EVO, a motoniveladora RG200.B EVO, a retroescavadeira B110C, as pás-carregadeiras W12D e W190B, o trator de esteira D180C, o rolo compactador V110PD, a minicarregadeira L320 e a miniescavadeira E35D.

Outro destaque da New Holland Construction, em exposição logo na entrada da feira é a motoniveladora RG170.B EVO Titanium Edition, versão comemorativa alusiva aos 75 anos da marca no Brasil. A máquina é uma releitura da tradicional e reconhecida RG170.B EVO – em versão limitada, com pintura especial na cor cinza e placas personalizadas com numeração sequencial de 1 a 75, o que torna cada equipamento único.

Com produtos e soluções versáteis para o segmento de construção e infraestrutura, o portfólio da marca é 100% conectado, com todas as máquinas saindo de fábrica com sistema de telemetria embarcado, e com um novo diferencial: 3 anos de garantia ou 4.500 horas para toda a linha de produtos fabricados no Brasil.

A telemetria permite manutenção preditiva, identificação de falhas, uso otimizado de combustível e gestão inteligente das tarefas, reduzindo o tempo ocioso e aumentando a produtividade das operações.

Para facilitar a gestão da frota, a marca disponibiliza a todos os seus clientes o aplicativo My New Holland Construction, agora com mais um diferencial: sete anos de gratuidade na assinatura do serviço. A plataforma é acessível de qualquer dispositivo conectado à internet, e permite monitoramento em tempo real das máquinas, análise de desempenho e interação com a rede de concessionários e a fábrica.  Na planta de Contagem (MG), o Fleet Connect Center acompanha os alertas da frota em campo e conta com especialistas dedicados ao suporte, garantindo decisões rápidas, baseadas em dados, e uma operação mais eficiente para o cliente.

Versatilidade e economia

Durante a InfraBusiness, a New Holland Construction apresenta os implementos da linha FLEETPRO, com opções para os clientes que buscam preço competitivo e garantia de fábrica. “A nova gama de implementos é um diferencial. Isso expande o leque de aplicações e a redução de custos de aquisição por nossos clientes, possibilitando um maior retorno sobre o investimento” explica Fabio Oliveira, Diretor de Peças da CNH.

Comprometida com a qualidade e a evolução contínua do portfólio, a marca apresenta no evento uma série de novidades que poderão ser vistas no estande, como a Vassoura para minicarregadeira (implementada na L320), caçamba valetadeira de 12”, a nova linha de rompedores hidráulicos, kits de Pinos e Buchas e o recém-lançado material rodante para escavadeiras de 13 e 20 toneladas.

A New Holland Construction exibe ainda a retroescavadeira B110C, que está equipada com caçamba 6×1, braço extensível, válvula pró-control – que proporciona maior conforto ao operador e maior durabilidade dos componentes, graças ao amortecimento do movimento de angulação da torre de giro de escavação – além da terceira função hidráulica com pré-disposição para martelete.

Condições especiais de financiamento

Os clientes da New Holland Construction terão ainda opções diferenciadas de financiamento, oferecidas pelo Banco CNH durante a feira, de acordo com suas necessidades e perfis. Com uma equipe especializada presente no evento para garantir os melhores negócios, o Banco consolida seu compromisso de apoiar o desenvolvimento do país e de transformar sonhos em realizações.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   12/08/2025

A proibição, que os defensores dizem ser crucial para as ambições ecológicas da Europa, deve ser revisada neste segundo semestre

O diretor-presidente da Mercedes-Benz criticou o plano da União Europeia de proibir veículos que emitem dióxido de carbono (CO2) a partir de 2035, juntando-se a um coro de vozes que questionam a meta, que deve ser revista este ano.

A proibição, que os defensores dizem ser crucial para as ambições ecológicas da Europa, deve ser revisada neste segundo semestre, e críticos dizem que ela prejudica as montadoras europeias que já estão enfrentando fraca demanda, concorrência chinesa e vendas decepcionantes de veículos elétricos.

“Precisamos de uma verificação da realidade. Caso contrário, estaremos indo a toda velocidade contra a parede”, disse o diretor-presidente da Mercedes, Ola Kaellenius, ao jornal de negócios “Handelsblatt” sobre a meta de 2035, acrescentando que o mercado de automóveis da Europa pode “entrar em colapso” se o objetivo for mantido.

Kaellenius argumentou que os consumidores simplesmente vão antecipar compras de carros com motores a gasolina ou diesel antes da proibição entrar em vigor.

Atual presidente da associação de montadoras da Europa, ACEA, o executivo alemão pediu incentivos fiscais e preços de energia menores nas estações de recarga para incentivar a mudança para carros elétricos.

Globo Online - RJ   12/08/2025

Mesmo projetando um impacto menor que o de outras montadoras japonesas, a Honda já se prepara para um cenário de tarifas mais duradouro nos Estados Unidos. Em entrevista ao GLOBO, Hideto Yamasaki, presidente e CEO da Honda Aircraft Company (subsidiária da American Honda Motor responsável pela produção do jato HondaJet), afirma que a estrutura de produção automotiva na América do Norte, com 70% concentrada nos EUA, ajuda a mitigar os efeitos do tarifaço.

— O mercado americano será afetado, mas o lado positivo para a Honda é que o fornecimento de automóveis é totalmente baseado no Canadá, nos Estados Unidos e no México. Os Estados Unidos respondem por cerca de 70%, então somos menos impactados. Entre as montadoras japonesas, somos os menos impactados — disse Yamasaki, em entrevista concedida durante a Labace, maior feira de aviação executiva da América Latina, que ocorreu em São Paulo entre os dias 5 e 7 de agosto.

O evento recebeu 14.157 visitantes e estimativas indicam que foram vendidos mais de US$ 150 milhões em aeronaves (o equivalente a R$ 813,7 milhões na cotação atual).

Yamasaki acrescentou que outras montadoras japonesas, como Subaru e Mazda, tendem a ser mais afetadas pelas tarifas americanas. A Honda estaria em posição mais favorável até mesmo em comparação à americana General Motors, que depende amplamente de fornecedores da Coreia, América do Sul e China.

Mesmo assim, ele avalia que uma das estratégias da Honda para o longo prazo deve ser a ampliação da produção nos Estados Unidos, inclusive de componentes menores. Apenas no segmento de aviação, o impacto das tarifas já representa um aumento de 6% a 8% no custo dos materiais, disse Amod Kelkar, diretor comercial da Honda Aircraft.

Yamasaki explica que algumas dessas peças ainda são importadas de outros países. Há também componentes que cruzam fronteiras mais de uma vez: são produzidos no México, passam pelos Estados Unidos e retornam ao México. Esse vaivém complica o cumprimento das exigências do USMCA, o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá.

— Uma maior concentração da produção nos EUA seria uma estratégia de longo prazo. Agora, precisamos tomar decisões mais estratégicas para competir no mercado, talvez repassar parte dos custos para os consumidores ou dividir com os fornecedores. Esses são fatores que devem ter impacto duradouro e que, como um bumerangue, podem acabar voltando para o consumidor nos Estados Unidos.

Amod Kelkar acrescenta que, considerando apenas o braço de aviação, a recente decisão do governo americano de isentar produtos aeroespaciais em alguns países, como na Europa, ajudou a reduzir significativamente os impactos das tarifas.

— Inicialmente, o impacto parecia ser bem alto, mas com essas duas concessões importantes, agora está limitado a algo entre 6% e 8% do nosso custo de material.

Planos para o Brasil

Na Labace, uma das grandes estrelas da Honda foi o HondaJet Elite II, que se diferencia de outros jatos ultraleves por sua tecnologia de piloto automático e por permitir pousos automáticos em caso de emergência.

O Elite II também conta com uma terceira funcionalidade que ajuda a aumentar a pressão para baixo durante o pouso. Isso significa que, mesmo em pistas curtas, os spoilers (freio que impede o aumento excessivo de velocidade da aeronave durante a descida) criam mais arrasto, permitindo que a aeronave pare em uma distância menor.

— Se o piloto tiver algum problema durante o voo, qualquer passageiro pode acionar o procedimento autônomo de pouso — disse Anderson Markiewicz, diretor de vendas e aquisições de aeronaves na Líder Aviação, que comercializa as aeronaves da Honda no Brasil

Outro modelo que é uma aposta da empresa no Brasil é o HondaJet Echelon. Segundo Amod Kelkar, o Echelon será o jato leve com maior alcance do mundo, chegando a 4.862 km.

— O projeto está quase completo. Um programa de testes de voo está programado para daqui a mais ou menos um ano. Esse é o único jato leve que fará o trajeto transcontinental dos EUA, da costa leste à oeste, sem escalas. Estamos mirando o final de 2028 e início de 2029 para a certificação, e daí são alguns meses para a entrada em serviço.

Além do Echelon, Kelkar disse que o próximo passo da Honda no setor aéreo é o desenvolvimento do eVTOL, veículo elétrico de decolagem e pouso vertical. Diferentemente de companhias concorrentes, como a Eve, da Embraer, a Honda está investindo no desenvolvimento de um modelo híbrido, em vez de um totalmente elétrico.

Segundo o executivo, essa escolha se deve ao fato de que, para um eVTOL 100% elétrico, a relação peso-potência ainda não é favorável. O sistema híbrido, por sua vez, permitirá percorrer distâncias maiores com maior eficiência. Por enquanto, ainda não há um cronograma oficial para o lançamento dessa aeronave.

IstoÉ Dinheiro - SP   12/08/2025

A produção de motocicletas teve no mês passado uma queda de 4,7% na comparação com julho de 2024, somando 140,3 mil unidades. Frente a junho, a produção caiu 9%, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, 11, pela Abraciclo, a associação das montadoras de motos instaladas no polo industrial de Manaus, onde está a maior produção do veículo de duas rodas.

A queda na produção se deve, conforme a Abraciclo, às férias coletivas que já estavam programadas desde o início do ano.

As vendas de motos continuaram mostrando desempenho positivo, com alta de 23,1% na comparação com julho de 2024 e de 7,7% em relação a junho. Foi o segundo melhor mês de julho na história, somando 193,2 mil motos vendidas no mês passado.

Desde o início do ano, 1,14 milhão de motos já foram produzidas pelas montadoras de Manaus, o que corresponde a um crescimento de 12,4% na comparação com o volume dos sete primeiros meses de 2024. Este é o melhor desempenho para o período nos últimos 14 anos, informa a Abraciclo.

“A indústria segue mantendo um ritmo consistente de produção para atender à demanda do mercado. No entanto, o segundo semestre pode ser bastante desafiador, devido ao cenário macroeconômico”, comenta Marcos Bento, presidente da entidade.

Money Times - SP   12/08/2025

A Ford planeja começar a lançar sua nova linha de veículos elétricos econômicos em 2027, incluindo uma picape de médio porte com preço inicial estimado em US$ 30.000, anunciou a empresa nesta segunda-feira, enquanto busca alcançar a eficiência de custo das concorrentes chinesas.

A nova picape de médio porte com quatro portas será montada na fábrica da montadora em Louisville, Kentucky. A Ford está investindo quase US$2 bilhões na planta, que atualmente produz os modelos Escape e Lincoln Corsair, mantendo pelo menos 2.200 empregos, segundo comunicado da empresa.

Montadoras chinesas como a BYD têm otimizado sua cadeia de suprimentos e seu sistema de produção para fabricar veículos elétricos a uma fração do custo das fabricantes ocidentais. Embora esses veículos ainda não tenham chegado ao mercado dos Estados Unidos, o presidente-executivo da Ford, Jim Farley, afirmou que eles estabeleceram um novo padrão que empresas como a Ford precisam alcançar.

“Todos nós já vimos muitas tentativas ‘bem-intencionadas’ das montadoras de Detroit de fabricar veículos acessíveis que acabam em fábricas ociosas, demissões e incertezas. Por isso, esse tinha que ser um negócio forte, sustentável e lucrativo”, disse Farley em um comunicado nesta segunda-feira.

A Ford vem desenvolvendo seus veículos elétricos acessíveis por meio de sua equipe chamada “skunkworks”, formada por talentos vindos de concorrentes como Tesla e Rivian. O grupo, com sede na Califórnia e liderado pelo ex-executivo da Tesla Alan Clarke, é tão independente da estrutura principal da Ford que, segundo Farley, nem mesmo seu crachá dava acesso ao prédio durante algum tempo.

O preço médio de venda de veículos elétricos em junho foi de cerca de US$47.000, segundo dados da J.D. Power. Muitos modelos chineses são vendidos por valores entre US$10.000 e US$25.000.

A acessibilidade é uma das principais preocupações entre os compradores de veículos elétricos, segundo executivos do setor, e a competição global para oferecer modelos mais baratos tem esquentado.

A Ford está utilizando baterias de fosfato de ferro-lítio, ou baterias LFP, para sua futura linha de elétricos. As baterias são produzidas em Marshall, Michigan, utilizando tecnologia da fabricante chinesa de baterias para veículos elétricos CATL, que ajudou a reduzir o preço final dos carros elétricos.

Rodoviário

Valor - SP   12/08/2025

Estão previstos investimentos de R$ 4,4 bilhões, além de custos operacionais de R$ 2,8 bilhões

O leilão da concessão rodoviária Rota Agro, previsto para esta quinta-feira (14), deverá ser disputado por ao menos cinco grupos. Na entrega de propostas, na manhã desta segunda-feira (11), estiveram presentes representantes da EPR; do grupo formado pela Way Brasil e pela Kinea; da Azevedo e Travassos; de um consórcio da XP; e de um consórcio da construtora VF Gomes, segundo fontes.

Ao todo, estão previstos investimentos de R$ 4,4 bilhões, além de custos operacionais de R$ 2,8 bilhões. O contrato tem prazo de 30 anos.

O projeto prevê a duplicação de 45 km de estradas, além da construção de 151 km de terceiras pistas, segundo os estudos. Além disso, o contrato prevê a construção do Contorno Alto Araguaia, que terá extensão de 7,85 km.

O critério da concorrência, tal como nos últimos leilões do governo federal, é o maior desconto sobre a tarifa de pedágio. Caso o deságio oferecido supere os 18%, o vencedor passa a ter que pagar um aporte adicional — uma forma de coibir ofertas aventureiras.

NAVAL

Portos e Navios - SP   12/08/2025

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que recebeu, desde a agosto de 2024, quando houve a dispensa de autorização prévia para a emissão de debêntures de infraestrutura e incentivadas, 11 projetos, totalizando R$ 3,33 bilhões, de obras de infraestrutura e de logística para portos e aeroportos, sendo nove para estruturas portuárias e duas para aeroportos. Debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas e pessoas físicas para financiar projetos de infraestrutura e que concedem benefícios fiscais, como isenção de Imposto de Renda para o investidor pessoa física.

As propostas de usar esse tipo de financiamento abrangem seis estados: Bahia, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Elas incluem construção e ampliação de capacidade de terminais, expansão de readequação de armazéns, compra de equipamentos, realização de obras e pagamento de outorgas, entre outros.

No Maranhão, as debêntures serão usadas na ampliação da capacidade de terminal no Porto de Itaqui, com investimento de R$ 324 milhões. No Paraná, a proposta é de usar R$ 572 milhões na compra de equipamentos e contratação de serviços para ampliação das operações no Porto de Paranaguá e mais R$ 35 milhões em financiamento da outorga de contrato de arrendamento e em obras no mesmo porto.

No estado do Rio de Janeiro, o financiamento será de R$ 350 milhões para construção e exploração de um terminal de uso privado (TUP), em São João da Barra, enquanto em Santa Catarina R$ 360 milhões serão destinados à compra de equipamentos e ampliação operacional do Porto Itapoá. Já em São Paulo, são duas propostas, uma, com aporte de R$ 154 milhões, será para expansão da Bacia 10, com a adição de 12 novos tanques, no Porto de Santos, e outra, no mesmo terminal, de R$ 564 milhões para readequação do Armazém XIV, instalação de nova moega rodoviária e outros projetos.

A dispensa de autorização prévia foi aprovada em portaria pelo MPor que regulamentou o decreto 11.964/2024 e estabeleceu critérios e condições para a emissão das debêntures no setor de portos e aeroportos por meio do mercado de capitais. “Desde que instituímos a nossa portaria, o processo se tornou mais ágil, facilitando a apresentação de projetos por parte das empresas que querem investir no setor por meio das debêntures”, explicou o ministro de portos e aeroportos, Silvio Costa Filho.

PETROLÍFERO

Valor - SP   12/08/2025

Instabilidade geopolítica levou governos a priorizar segurança energética em detrimento da descarbonização

As principais empresas petrolíferas do mundo estão intensificando sua busca por novas reservas de petróleo e gás, já que uma transição mais lenta que a esperada para a energia limpa prepara o cenário para uma demanda mais forte por combustíveis fósseis nas próximas décadas.

Executivos da BP, Chevron, ExxonMobil, Shell e TotalEnergies usaram as teleconferências recentes de resultados para destacar como eles começaram a redirecionar o foco para a garantia de novas reservas, após anos priorizando as energias renováveis.

As expectativas por uma transição energética rápida diminuíram nos últimos anos, à medida que a inflação e as taxas de juros altas aumentaram os custos e desaceleraram o desenvolvimento das energias renováveis.

A instabilidade geopolítica levou governos a priorizar a segurança energética em detrimento da descarbonização. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, orientou os produtores de petróleo e gás a “perfurar, baby, perfurar”.

A Wood Mackenzie estima que uma transição mais lenta poderá fazer com que o mundo precise de cerca de 5% a mais de petróleo por ano do que o previsto anteriormente a partir da metade da década de 2030. A consultoria especializada em energia prevê que o mundo exigirá mais de 100 bilhões de barris extras de petróleo e gás provenientes da exploração até 2050 para ajudar a suprir essa lacuna.

“Enorme necessidade” de mais petróleo e gás

A expectativa de maior demanda está gerando preocupações de que anos de investimentos insuficientes tenham deixado o setor despreparado. Jessica Ciosek, chefe de pesquisa de exploração da Wood Mackenzie para as Américas, diz que há uma “enorme necessidade” de mais petróleo e gás.

“Há uma grande lacuna na oferta que as fusões e aquisições não conseguirão resolver no longo prazo. As empresas estão reabastecendo a carteira de projetos, não apenas com oportunidades prontas para perfuração, mas também garantindo acesso às áreas onde considerariam perfurar.”

Ciasek observa que o setor está correndo para recuperar o atraso depois de negligenciar a exploração no início da década, ao optar, em vez disso, por cortar custos e se preparar para uma rápida transição para a energia limpa.

Pressão de investidores

No ano passado, foram descobertos 5 bilhões de barris, segundo a Rystad, outra consultoria especializada em energia, equivalentes a apenas 19% da produção mundial anual.

A mudança mais marcante ocorreu na BP, que desde 2021 investiu US$ 15 bilhões em uma estratégia de energia limpa que acabou afastando investidores. Sob pressão para aumentar a lucratividade e substituir reservas, a BP anunciou em fevereiro que aumentaria drasticamente os investimentos em petróleo e gás.

A companhia agora planeja perfurar 40 poços nos próximos três anos e recentemente fez sua maior descoberta em 25 anos na costa do Brasil. Falando a analistas semana passada, Murray Auchincloss, executivo-chefe da BP, classificou sua recente série de dez descobertas como histórica.

A Chevron também está mudando de rumo depois de anos priorizando cortes de custos e investimentos em xisto, em detrimento de oportunidades mais arriscadas em águas profundas, o que reduziu suas reservas de petróleo para 9,8 bilhões de barris no ano passado, a menor em mais de uma década.

O CEO, Mike Wirth, disse a analistas, em uma teleconferência sobre resultados este mês, que não está satisfeito com os “resultados da exploração nos últimos anos”. Em maio, ele disse que a companhia estava ampliando sua “carteira de oportunidades futuras”, adicionando 11 milhões de novos acres de exploração desde 2024.

“Rotina na qual precisamos nos manter”

A ExxonMobil está expandindo suas operações após passar a última década concentrada principalmente na Guiana, onde ela encontrou quase 11 bilhões de barris. Semana passada, a companhia assinou um acordo para estudar quatro blocos offshore na Líbia e está se preparando para retomar as atividades de exploração em Trinidad e Tobago, após um hiato de duas décadas.

Ao explicar as mudanças aos analistas este mês, Darren Woods, executivo-chefe da Exxon, disse que a exploração é uma “rotina na qual precisamos nos manter”.

A TotalEnergies e a Shell também ressaltaram seu compromisso com a descoberta de novas reservas. Patrick Pouyanne, executivo-chefe da TotalEnergies, disse que a gigante francesa do setor de energia “recarregou o portfólio de exploração” ao obter novas licenças nos EUA, Malásia, Indonésia e Argélia.

Wael Sawan, executivo-chefe da Shell, prometeu “alguns poços promissores” nos próximos seis a doze meses, destacando a importância de bacias importantes como as do Golfo do México, Malásia e Omã.

Transição energética "não é tão rápida quanto pensávamos”

“Há um sentimento generalizado no setor de que, embora a transição energética esteja acontecendo, ela não é tão rápida quanto pensávamos”, diz Palzor Shenga, analista sênior de exploração e produção da Rystad. “Mesmo em 2050, o petróleo e o gás ainda responderão por cerca de metade da matriz energética. Há uma lacuna substancial a ser preenchida”, acrescenta.

Apesar da ênfase renovada, os gastos com exploração continuam muito abaixo dos picos dos anos de boom de 2010 e 2015. Entretanto, BP e Chevron afirmam que novas tecnologias lhes permitem aumentar a exploração sem um aumento proporcional nos orçamentos.

A Chevron, por exemplo, está instalando módulos do tamanho de uma mala no fundo do oceano, equipados com baterias, relógios e outros componentes. Eles permitem à empresa monitorar reflexões sísmicas e produzir imagens mais nítidas, ajudando a localizar depósitos de petróleo e gás mesmo em geologias complexas.

Ajuda da inteligência artificial

Liz Schwarze, vice-presidente de exploração da Chevron, disse que as novas tecnologias sísmicas e de inteligência artificial estão reduzindo o tempo de processamento dos dados de meses para minutos.

A BP citou inovações tecnológicas similares que recentemente a permitiram planejar e perfurar um poço complexo no Azerbaijão em dias, em vez de meses.

Entretanto, Fraser McKay, chefe de análises de exploração e perfuração da Wood Mackenzie, alerta que as grandes petroleiras precisam reconstruir expertise e uma carteira sólida de oportunidades “prontas para perfuração”.

“As empresas querem explorar mais (...), mas é necessário reabastecer a carteira”, disse ele. “Se você olhar os relatórios anuais, parecem que elas têm países inteiros sob licença. Mas, na prática, as oportunidades prontas para perfuração são muito mais escassas.”

Valor - SP   12/08/2025

Empresa vai participar de grupo de estudos da Petrobras sobre extensão da vida útil de navios que produzem, estocam e escoam petróleo e gás

A Ocyan, antiga Odebrecht Óleo e Gás (OOG), vai entrar no mercado de revitalização de plataformas, ainda incipiente no país. A companhia vê a atividade como estratégica para o modelo de negócios, um ano e meio após a conclusão da venda da companhia da Novonor para o fundo de investimentos EIG e a gestora de recursos Lake Capital. Um primeiro passo foi dado: a empresa vai participar dos estudos da Petrobras sobre a extensão da vida útil de plataformas.

Especializada na indústria de óleo e gás, a companhia indicou dois representantes para participar de um grupo de trabalho como parte de um protocolo de intenções firmado em meados de junho entre a Petrobras e diversas entidades do setor. A Ocyan indicou nomes por integrar a Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (Abespetro). Em nota, a Petrobras confirmou a criação do grupo e acrescentou: “a análise com esse grupo  está em andamento e ainda não temos essa conclusão de quantas [unidades] poderão ser reutilizadas.”

A Petrobras avalia o retrofit de plataformas próximas do fim da vida útil como uma alternativa à escalada de custos para a encomenda de novas unidades de produção. O objetivo do estudo é entender como podem ser feitas as adaptações das unidades de produção para uma posterior reutilização. E se o país tem capacidade de realizar esta atividade.

Telmo Ghiorzi, presidente da Abespetro, disse que os estudos envolvem dez unidades da Petrobras que estão em vias de ser desmobilizadas, até 2029, ao chegarem próximas do fim da vida útil. “É um programa-piloto, a Abespetro fez uma chamada de várias empresas associadas que atuam no segmento e vamos estudar documentos técnicos. Vamos trabalhar em conjunto com a Petrobras para estudar se é melhor desmantelar ou reutilizar.”

Uma plataforma tem vida útil de 20 a 25 anos. Ao mesmo tempo, uma nova unidade tem custo estimado em torno de US$ 4 bilhões, o que corresponderia, ao câmbio atual, a um investimento de mais de R$ 22 bilhões por unidade de produção.

Rodrigo Lemos, presidente da Ocyan, avalia que não existem grandes entraves técnicos ou ambientais para retrofits de plataformas. Um dos exemplos é a FPSO Petrojarl I, da Altera Investimentos, parceira da Ocyan na joint venture Altera&Ocyan, na qual a empresa possui 50% de participação.

A FPSO é um navio que produz, estoca e escoa petróleo e gás. A unidade, que esteve até o fim do ano passado alugada pela Altera para operar no campo de Atlanta, na Bacia de Santos, para a Brava Energia, foi construída em 1984.

“O ponto central é avaliar o estado das plataformas e o investimento necessário. O custo de uma plataforma nova está tão proibitivo que, às vezes, compensa mais reutilizar o equipamento existente. Esse modelo gera boas oportunidades para o Brasil e a experiência comprova que é possível”, disse Lemos ao Valor, na primeira entrevista desde que assumiu o cargo, em abril.

Lemos assumiu a Ocyan para tocar a estratégia da empresa para as três principais áreas de negócio: produção offshore, “subsea” (atividades submarinas) e serviços. Os mercados que a empresa olha para os próximos anos, de acordo com o executivo, são de descomissionamento (desativação) de plataformas, operação e integridade de ativos de terceiros e fabricação de equipamentos submarinos.

No mercado de “subsea”, ressaltou, a Ocyan está participando do desenvolvimento do projeto de revitalização da malha de gás da Bacia de Campos, da Petrobras, que vai remover algumas plataformas para serem descomissionadas, com instalação de novas unidades e interligação submarina de poços.

“Não temos intenção de competir com a Subsea7, Saipem ou Technip, que tocam projetos muito grandes e não fazem parte do nosso nicho. Conhecemos nosso tamanho e preferimos projetos menores”, afirmou o presidente da Ocyan.

Petro Notícias - SP   12/08/2025

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou a autorização para o projeto de construção e instalação do gasoduto de escoamento de Sergipe Águas Profundas (SEAP), apresentado pela Petrobrás. O empreendimento foi analisado em diálogo contínuo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), buscando garantir a compatibilidade da nova infraestrutura com o planejamento energético nacional.

“A análise da EPE indicou a compatibilidade do projeto com o planejamento setorial e recomendou sua autorização, considerando sua relevância para o escoamento de uma oferta potencial significativa de gás natural nacional, sua contribuição para a modicidade tarifária e seu alinhamento com os objetivos do Programa Gás para Empregar”, disse a EPE.

O projeto SEAP, na Bacia de Sergipe-Alagoas, será desenvolvido a partir de dois navios-plataforma (SEAP I e SEAP II), com capacidade para produzir diariamente 120 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás. O gás produzido nas unidades, já especificado, será escoado por meio do gasoduto Rota SEAP até a malha de transporte em Japaratuba (SE), atualmente operada pela Transportadora Associada de Gás (TAG).

“A entrega de mais esta análise, relacionada ao Decreto do Programa Gás para Empregar, demonstra o compromisso da EPE no desenvolvimento e ampliação do mercado de gás natural. A avaliação elaborada pela EPE contou com diálogo ativo entre as partes interessadas para se obter a melhor resposta para o planejamento energético brasileiro e assim continuarmos avançando“, afirmou Thiago Prado, presidente da EPE.

Já Heloísa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da EPE, explicou que a avaliação técnica do gasoduto SEAP visou o uso eficiente das infraestruturas de gás natural. “Dotada de rigor técnico, esta análise determinou a compatibilidade do projeto SEAP com as infraestruturas existentes. Isso mostra o Programa Gás para Empregar em ação, atuando na promoção e atração de investimentos importantes para a região Nordeste do país“, disse.

Valor - SP   12/08/2025

Fraturamento hidráulico está causando aumento "generalizado" da pressão subterrânea; ambientalistas e pecuaristas vêm alertando sobre terremotos e gêiseres

Uma agência do Texas que supervisiona 13 milhões de acres de terras estaduais está alertando que fluidos residuais tóxicos da perfuração de xisto ameaçam contaminar poços de petróleo na bacia de petróleo mais prolífica da América do Norte.

O General Land Office of Texas, fundado em 1836 e que gera bilhões de dólares para escolas públicas ao arrendar terras para empresas petrolíferas, disse que os planos da Pilot Water Solutions LLC de adicionar três poços de descarte de águas residuais na Bacia Permiana, perto do Novo México, danificariam suas reservas de petróleo próximas.

A ConocoPhillips, uma das maiores produtoras da bacia, também se opõe à proposta. Em março do ano passado, a empresa afirma ter produzido apenas 37% do petróleo esperado — gerando quase o dobro da quantidade de água — na área próxima aos poços de descarte propostos pela Pilot.

A resistência do Escritório Geral de Terras e da ConocoPhillips ressalta como o problema das águas residuais atingiu um novo nível de urgência. Para cada barril de petróleo do Permiano, são produzidos até cinco barris de água, criando um grande dilema de descarte.

Risco de terremotos e gêiseres

Durante anos, ambientalistas e pecuaristas alertaram sobre terremotos e gêiseres causados pelo bombeamento subterrâneo do fluido. Mas, à medida que a produção de petróleo do Permiano atinge novos recordes, a situação se agrava.

“O descarte de resíduos não deve ser feito de maneira ou em local que coloque em risco os recursos de petróleo e gás”, escreveu Dawn Buckingham, comissária do escritório de terras, em carta de 2 de junho, ao órgão regulador do petróleo do Texas. Ela afirmou que as águas residuais — possivelmente de fora do Texas — injetadas nos poços da Pilot “poderiam ter um impacto prejudicial na receita de petróleo e gás, constitucionalmente destinada às crianças em idade escolar deste estado”.

A ConocoPhillips é a maior produtora a levantar preocupações sobre águas residuais, mas está longe de ser a primeira.

A Coterra Energy Inc. alertou os investidores na semana passada para não esperarem nenhuma produção de petróleo este ano a partir de poços contaminados por vazamentos de águas residuais. Antes disso, a produtora de capital fechado Stateline Operating Co., do Novo México, entrou com uma ação judicial contra a Devon Energy Corp. e a Aris Water Solutions Inc., alegando que água tóxica vazou dos poços de descarte das empresas para suas zonas de produção, tornando suas reservas inúteis.

Os operadores “agora estão registrando mais protestos do que antes”, disse Derek Cook, advogado da DDC Law Pllc em Midland, Texas, que não está envolvido no caso ConocoPhillips vs Pilot. “Eles podem ver os riscos e problemas reais que o descarte pode causar ao seu principal investimento, que é o patrimônio mineral”, disse Cook.

Por sua vez, a ConocoPhillips diz que a água dos poços propostos pela Pilot "fará com que uma quantidade substancial de reservas de petróleo e gás, que de outra forma seriam recuperáveis, sejam permanentemente deixadas no solo", de acordo com um documento registrado em maio na Comissão Ferroviária do Texas, que regulamenta a indústria petrolífera.

A Pilot, empresa de capital fechado, afirmou em uma réplica à ConocoPhillips que seu pedido de novos poços atende ou excede todos os requisitos legais. Acrescentou que, "em vista das preocupações com a pressão regional", o pedido da empresa de tratamento de água inclui medidas mais rigorosas do que as regras da Comissão Ferroviária para poços de descarte.

O argumento da ConocoPhillips está "repleto de linguagem evasiva, demonstrando sua própria falta de confiança em sua hipótese", disse Pilot em um documento de maio.

Aumento "generalizado" da pressão subterrânea

O protesto ainda está pendente na divisão de audiências da Comissão Ferroviária, que recentemente alertou que as águas residuais do fraturamento hidráulico estão causando um aumento "generalizado" da pressão subterrânea, o que pode prejudicar as reservas de petróleo e os recursos de água doce. Representantes da ConocoPhillips, da Comissão Ferroviária e do Escritório Geral de Terras do Texas não quiseram comentar.

A oposição aos poços de descarte tem sido usada há muito tempo por outras empresas de tratamento de água como forma de ganhar vantagem ou desacelerar concorrentes, disse Patrick Patton, vice-presidente de produtos da B3 Insight, consultoria do setor de água. Há cerca de cinco anos, a Comissão Ferroviária começou a limitar os protestos apenas aos diretamente afetados, disse ele.

Um desses protestos levou recentemente a Solaris Water Midstream, da Aris, a descartar os planos para a construção de alguns poços de descarte de água na Bacia Permiana central. A área — a leste da zona que está no centro das reclamações da ConocoPhillips e do Escritório Geral de Terras — tem registrado até agora menos injeção de águas residuais do que outros locais, mas seus efeitos têm sido sentidos na forma de vazamentos superficiais.

A Contango Resources LLC, uma subsidiária da Crescent Energy Co., argumentou em um documento de novembro que quatro dos poços de descarte propostos pela Solaris poderiam vazar água suja em sua zona de produção e "criar degradação em massa" de seus recursos de petróleo e gás nas proximidades.

Mas a Solaris, cuja controladora, a Aris, recentemente concordou em ser adquirida pela Western Midstream Partners LP por US$ 1,5 bilhão, afirmou na semana passada que não avançará com quatro poços. A Solaris não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário, enquanto um porta-voz da Crescent se recusou a comentar.

À medida que os problemas com águas residuais do Permiano proliferam, as empresas de perfuração clamam por informações. Depois que a Coterra discutiu o assunto em sua teleconferência de resultados do primeiro trimestre em maio, a empresa logo descobriu que não era a única produtora a lidar com a contaminação de poços, disse o CEO, Tom Jorden em uma conferência do JPMorgan em Nova York, em junho.

“Assim que nossa ligação terminou”, ele disse, “nosso telefone tocou com outros operadores tendo o mesmo problema, querendo conversar sobre isso”.

TN Petróleo - RJ   12/08/2025

O Gás Natural canalizado na Paraíba terá uma redução média de R$ 0,1360 por m³, neste mês de agosto. O valor representa um decréscimo de 4,3% na tarifa, o que melhora a competitividade do mercado industrial, residencial, comercial e beneficia os motoristas que utilizam o GNV.

A nova tabela tarifária do gás natural apresentada pela PBGás foi aprovada pela Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB). Com isso, desde o dia 07, haverá uma redução de 4,5% na tarifa do Gás Natural Veicular (GNV), de 4,9% no Gás Natural Comprimido (GNC), de 7% para o setor comercial, 3,8% para o industrial e 2,4% para o residencial, por exemplo. O governador João Azevêdo destacou que essa é mais uma medida importante para a economia, para o bolso do consumidor e para estimular a competitividade das empresas instaladas na Paraíba.

“Com isso, as empresas poderão reinvestir essa economia na contratação de pessoas, trazendo um benefício importante para a indústria e o comércio, e gerando esse ambiente favorável a atração de novos investimentos”, afirmou João Azevêdo.

De acordo com o diretor presidente da PBGás, Jailson Galvão, a carteira de suprimentos da companhia é composta por três fornecedores do gás recebido na Paraíba, sendo 59% da Petrobras, 34% da Shell e 7% da Galp. Ele destaca a importância da redução do preço para a competitividade do energético e explicou que a nova composição tarifária representa o “mix” obtido a partir dos critérios de cada contrato de suprimento de gás e dos parâmetros da planilha geral de composição.

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