Valor - SP 07/04/2026
Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu as investigações e definiu a aplicação do direito antidumping definitiva por até cinco anos
Com as decisões recentes do governo de aplicar medidas antidumping sobre o aço vindo da China e da Índia, desde fevereiro, analistas já têm visto sinais de desaceleração na importação.
Segundo o Citi, os dados de fevereiro apontam uma desaceleração nas importações. “Ao mesmo tempo, os custos de frete aumentaram tanto para o aço plano quanto para o aço longo, elevando o custo final do material importado e atuando como uma barreira parcial à penetração das importações”, afirmou o banco em relatório.
“Esse efeito foi parcialmente compensado pelo real ainda relativamente forte. Interpretamos esses movimentos como parcialmente ligados à dinâmica comercial, incluindo as expectativas em torno das medidas antidumping, que já estão influenciando o comportamento dos preços e o momento das importações”, conclui o Citi.
Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu as investigações e definiu a aplicação do direito antidumping definitiva por até cinco anos. O dumping é uma forma de concorrência desleal, em que um país exporta produtos a preços mais baixos que os do mercado local e prejudica a produção do país importador. Quando o dumping é comprovado, o governo pode aplicar uma taxa adicional ou definir uma cota de importação.
Para os laminados planos a frio, a cobrança sobre a tonelada vai de US$ 322,93 a US$ 670,02. Aos laminados planos revestidos, de US$ 284,98 a US$ 709,63.
Na visão do UBS BB, as medidas do governo para reduzir a importação de aço têm sido favoráveis: “Temos defendido que os investidores em aço devem dar preferência a regiões protegidas, a fim de limitar a exposição às dinâmicas globais desafiadoras de oferta e demanda e aos fluxos de exportação chineses. Agora, estamos mais confiantes na capacidade do Brasil de defender sua indústria siderúrgica nacional, já que as medidas antidumping recentemente implementadas abrangem atualmente cerca de 40% do total das importações do país, com mais medidas a caminho.”
Para o banco, períodos de aumento do protecionismo estão entre os poucos pontos de inflexão que levam os investidores a adotarem uma postura mais construtiva em relação às ações do setor siderúrgico, como foi o caso nos Estados Unidos, na União Europeia e no México.
A indústria siderúrgica latinoamericana enfrenta um cenário desafiador, segundo a Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), marcado por uma desaceleração econômica global e uma crescente pressão externa decorrente do avanço do aço chinês nos mercados, com excesso de capacidade e concentração nas cadeias de abastecimento. “A elevada incerteza internacional, as mudanças nas políticas comerciais das principais economias e as tensões geopolíticas condicionam ainda mais o contexto regional”, afirma a associação em relatório.
Para a Alacero, 2026 deve ser um ano crucial para organizar a agenda de defesa comercial e avançar em uma estratégia regional coordenada que fortaleça a competitividade da cadeia de valor do aço na região. “Na Alacero, estamos convencidos de que a América Latina não está condenada a ser apenas fornecedora de matérias-primas: ela tem tudo para ser também o coração industrial de seu próprio desenvolvimento”, disse Ezequiel Tavernelli, diretor-executivo da Alacero, em nota.
Globo Online - RJ 07/04/2026
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou nesta segunda-feira o sinal de “cautela” na condução da política de juros, ao fazer discurso em evento na sede da Fundação Getulio Vargas (FGV).
– No BC, usei a palavra “cautela” mais vezes do que usei em toda a minha vida. Mas, no BC, a palavra cautela vem acompanhada da palavra “serenidade” – disse Galípolo, na abertura do XII Seminário Anual de Política Monetária do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), que falou sem acompanhar discurso escrito.
Segundo o banqueiro central, a menção à serenidade deve-se ao fato de que a cautela serve para “entender melhor” o cenário e tomar decisões “mais seguras”.
Cautela ajuda a enfrentar guerra, diz BC
Para Galípolo, o momento atual da política de juros se beneficia da “cautela”, porque “medidas mais cautelosas nos permitiram enfrentar” o que chamou de mais um “choque de oferta”, de 2020 para cá, “de forma mais confortável”. Segundo Galípolo, essa forma mais confortável inclui crescimento econômico “mais próximo do potencial” e taxa de câmbio comportada.
– É lógico que, de outro lado, há preocupação, decorrente de ainda termos um mercado de trabalho bastante apertado e expectativas de inflação que já estavam desancoradas. Aqui no Brasil tem um tema interessante: as expectativas estão andando (subindo) também nos horizontes mais longos, notadamente ali em 2028. Vale, para quem está aqui na academia, tentar entender um pouco quais são as razões que estão por trás de um movimento desses, num prazo um pouco mais longo, diante de um choque de oferta como esse (o efeito da guerra nas cotações do petróleo) – completou o presidente do BC.
Na semana passada, Galípolo já havia afirmado que o BC tem mantido uma posição conservadora na condução da política de juros. A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada na virada de fevereiro para março, atingiu em cheio a rota já traçada pelo BC.
Isso porque o encarecimento dos combustíveis, diante da escalada nas cotações do petróleo decorrente do conflito, pode espalhar aumentos de custos pela economia, pressão inflacionária que não estava no cenário.
Em janeiro, o BC havia sinalizado que começaria a cortar a Taxa Selic (a taxa básica de juros, hoje em 14,75% ao ano) na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). Os juros estão nos maiores níveis em duas décadas e contribuíram para estagnar a economia no segundo semestre do ano passado.
Com o início da nova guerra, economistas e investidores passaram a duvidar das condições para seguir com o plano anunciado em janeiro. Os preços dos combustíveis dispararam logo no início de março.
Mesmo assim, o Copom decidiu cortar a Selic, embora o corte tenha vindo menor: antes da guerra, esperava-se uma redução inicial de 0,5 ponto, mas o BC cortou a taxa básica em apenas 0,25 ponto.
A reviravolta também mudou as projeções para o ciclo de baixa como um todo. Antes da guerra, economistas estimavam que a Selic chegaria ao fim do ano em 12%, segundo o Boletim Focus, pesquisa sobre projeções que o BC faz com analistas de mercado. A edição mais recente do Focus, divulgada nesta segunda-feira, já aponta para uma Selic em 12,5% no fim do ano.
Em parte, como reação ao aumento das projeções para o IPCA, o principal índice de inflação do país, calculado pelo IBGE. Antes da guerra, as projeções apontavam para uma alta de 3,91% no índice este ano, pouco acima da meta perseguida pelo BC, de 3,5% no acumulado em 12 meses.
No Focus divulgado nesta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2026 já estão em 4,36%, já perto do teto da meta, que é de 4,5%, considerando a margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menor.
Arminio: e o desequilíbrio das contas?
O ex-presidente do BC Arminio Fraga, sócio da Gávea Investimentos, que também participou do seminário na FGV, ressaltou o peso da política fiscal, diante da atual perspectiva de desequilíbrio nas contas públicas.
Embora, no que se refere à política de juros, haja confiança de que o BC está estudando os cenários para a inflação e agindo “dentro da cartilha”, a economia brasileira estaria mais preparada para resistir ao choque da guerra nas cotações do petróleo se as contas públicas estivessem no azul.
– O que falta é uma política fiscal é que facilite um pouco a vida do Banco Central, e isso nós não temos tido já há um bom tempo. Em última instância, cria fragilidade, começa a afetar começa a afetar a saúde das empresas começa a afetar inclusive a própria saúde do Estado brasileiro – disse Arminio, após participar de uma mesa no seminário.
O governo brasileiro teria espaço para agir se as contas estivessem equilibradas, completou o ex-presidente do BC:
– Você tendo uma reserva de crédito, uma reserva de credibilidade que reduza os prêmios de risco, fica mais fácil.
Arminio já havia citado os desequilíbrios crônicos nas contas públicas como um dos motivos para a economia brasileira ser campeã mundial em termos de juros altos. Ao responder uma pergunta, o eocnomista ponderou que os juros são cronicamente elevados por uma série de motivos, mas “o papel do Estado, na política fiscal, no endividamento” está no “topo da lista”:
– A dificuldade de viver com prioridades, metas, disciplina de poupança, inclusive do Estado, não é um tema fácil.
Exame - SP 07/04/2026
A China National Light Industry Council informou que a indústria leve da China registrou crescimento no início de 2026. Nos dois primeiros meses do ano, o valor agregado das empresas acima do porte designado avançou 7,0% na comparação anual, enquanto a receita operacional somou RMB 3,6 trilhões, alta de 6,8%.
No mesmo período, a demanda interna reagiu após a adoção de políticas de estímulo ao consumo. As vendas no varejo de 11 categorias de produtos da indústria leve atingiram RMB 1,5 trilhão entre janeiro e fevereiro, com crescimento de 9,3% em relação ao ano anterior.
Além disso, programas de substituição de bens antigos por novos sustentaram o desempenho de segmentos específicos. As vendas de eletrodomésticos e equipamentos audiovisuais chegaram a RMB 157,2 bilhões, alta de 3,3% mesmo sobre uma base elevada. Dentro desse grupo, produtos com maior eficiência energética registraram crescimento de dois dígitos.
Com a retomada da demanda, a produção industrial também avançou. A fabricação de baterias superou o crescimento de 20%, enquanto a produção de eletrodomésticos aumentou 5,6%. Entre os 91 principais itens monitorados pelo setor, 69 registraram alta, o que corresponde a 75,8% do total.
No comércio exterior, as exportações da indústria leve alcançaram US$163,57 bilhões no primeiro bimestre de 2026. O resultado reverteu a queda de 1,5% observada no ano anterior e marcou avanço de 20,9%. Produtos como eletrodomésticos, plásticos, artigos de couro, móveis, ferragens e itens esportivos e culturais superaram US$10 bilhões em vendas externas, todos com crescimento de dois dígitos.
O Estado de S.Paulo - SP 07/04/2026
O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC), afirmou, nesta segunda-feira, 6, que uma política fiscal mais austera ajudaria a autoridade monetária a lidar com choques de oferta como o atual, que afeta os preços do petróleo. Ainda assim, o economista avalia que a atual gestão do BC esteja cumprindo seu papel no combate à inflação.
“O Banco Central tem a missão de estudar e definir os cenários para a inflação e agir dentro da cartilha, como vem sendo feito. Então é desagradável como foi dito aí, choque de oferta é sempre um desafio, é muito bom quando é um choque de oferta a favor, né? Porque as pressões inflacionárias diminuem e as pressões recessivas também. Então, não é bom (o choque de oferta de petróleo), mas acho que o que o Banco Central vem fazendo dentro do sistema é o que dá para fazer. O que faz falta é uma política fiscal que facilite um pouco a vida do Banco Central. E isso nós não temos tido há um bom tempo. E, em última instância, cria fragilidade, começa a afetar a saúde das empresas, começa a afetar, inclusive, a própria saúde do Estado brasileiro”, afirmou Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos.
Segundo Fraga, o juro é historicamente alto no Brasil por um conjunto de fatores, com destaque para a política fiscal e o endividamento público.
“É difícil escolher uma causa única, mas eu poria no topo da lista o papel do próprio Estado nessa história, na política fiscal, no endividamento. Aí eu vejo uma parte relevante”, disse Fraga.
Fraga participou do 12º Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Rio de Janeiro.
“O Brasil é, de fato, um ponto fora da curva, mas é preciso um certo cuidado quando se diz isso, porque isso leva a sensação de que talvez exista algum tipo de solução mágica e nós somos um país, infelizmente, que pensa em atalhos, em soluções indolores”, alertou. “Mas não há banco central que funcione bem com uma política fiscal fraca. Hoje nós temos no Brasil uma política fiscal fraca, hoje, no Brasil, o famoso mix da política macro está totalmente fora do lugar, então acho que é por aí que a gente devia começar.”
Quanto a preocupações fiscais em ano eleitoral, o economista defendeu uma alternativa à polarização.
“A eleição é sempre uma preocupação e é sempre uma oportunidade. Eu tenho me posicionado publicamente na linha de que o Brasil precisa encontrar uma alternativa a essas posições polares, que preocupam não só porque têm talvez alguma característica ideológica, polar, mas muito mais porque eu acho que elas não oferecem soluções para os problemas do Brasil”, declarou a jornalistas, evitando apontar um nome de pré-candidato específico. “Eu quero ouvir os candidatos.”
CNN Brasil - SP 07/04/2026
Oito entidades do setor de infraestrutura encaminharam aos ministérios da Fazenda, Planejamento, Relações Institucionais e Casa Civil uma carta pedindo a definição de um novo índice temporário de reajuste dos contratos mantidos entre o Governo Federal e as empresas do segmento.
As entidades comunicam que a variação da inflação na infraestrutura está entre 4% e 5% ao mês, enquanto os contratos são reajustados pelo mesmo percentual, só que uma vez ao ano.
O objetivo da proposta é repor perdas inflacionárias geradas pelo conflito no Oriente Médio. Segundo o documento, a guerra “deverá gerar um grave desequilíbrio econômico e financeiro sobre os contratos das obras de Infraestrutura, com destaque para os sucessivos e excepcionais aumentos de custos dos insumos da construção”.
“Infelizmente, o aumento da inflação, somado a esses imensos e imprevisíveis acréscimos dos preços dos insumos (asfálticos e diesel), geram uma perda insuportável dos valores iniciais do contrato, devido ao reajustamento só se aplicar a cada ano, e não mais em cada adimplemento das parcelas”, finaliza a carta.
Entidades
O documento foi encaminhado aos ministérios na quinta-feira da semana passada (2) e divulgado nesta segunda-feira (6). A carta é assinada pela Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias), Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura), Brasinfra (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura), Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base), Apeop (Associação para o Progresso de Empresas de Obras de Infraestrutura Social e Logística), CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Sicepot (Sindicato da Indústria de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em geral do Estado do Rio Grande do Sul), Sicepot (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Minas Gerais), Sicepot-PR (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Paraná) e Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial).
IstoÉ Dinheiro - SP 07/04/2026
A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 seguiu em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) pela sétima semana consecutiva. A meta fiscal deste ano é de um superávit primário de 0,25% do PIB nas contas do governo central, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.
Para 2027, a mediana para o déficit permaneceu em 0,40% do PIB pela segunda semana seguida. Há um mês, era de 0,43%. O alvo do próximo ano é um superávit de 0,50% do PIB, também com intervalo tolerância de 0,25 ponto porcentual.
As projeções de fiscal do Focus costumam indicar déficits maiores do que a meta do governo por duas razões. Elas se referem ao setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras), enquanto o alvo vale apenas para o governo central. Além disso, vários gastos não são contabilizados na meta fiscal, como o pagamento de precatórios.
Nominal
A estimativa intermediária para o déficit nominal de 2026 seguiu em 8,50% do PIB pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 8,58%. Já a mediana para o rombo nominal de 2027 permaneceu em 8,00% PIB pela sexta semana consecutiva.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.
A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2026 seguiu em 69,90% do PIB pela segunda semana consecutiva. Há um mês, era de 70,0% do PIB. A estimativa intermediária para 2027 continuou em 73,46% do PIB pela primeira leitura consecutiva. Quatro semanas atrás, estava em 73,80%.
Jornal de Brasília - DF 07/04/2026
O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, defendeu nesta segunda-feira (6) o que chamou de cautela da instituição na condução da política de juros no Brasil. Ele também afirmou que, globalmente, a sociedade não aceita mais inflação.
A fala ocorreu em um discurso no qual o economista abordou o cenário da economia global, marcado pelos impactos da guerra no Irã. O conflito trouxe incertezas e pressionou as cotações do petróleo nas últimas semanas, elevando as estimativas para a inflação no Brasil.
“Eu acho que usei a palavra cautela desde que entrei no Banco Central mais vezes do que usei em toda a minha vida antes de entrar no Banco Central. Mas, no Banco Central, a palavra cautela vem acompanhada da palavra serenidade. Nunca está sozinha”, disse Galípolo.
“A ideia é poder tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros, dar passos mais seguros, na direção da política monetária. É dessa cautela que a gente vem se beneficiando mais recentemente”, acrescentou.
Galípolo abriu um seminário sobre política monetária promovido no Rio de Janeiro pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Ele não conversou com a imprensa.
Em março, o BC reduziu a taxa básica de juros (Selic) a 14,75% ao ano. O corte veio após sinais de trégua da inflação no Brasil, mas o cenário passou por mudanças com o conflito no Oriente Médio.
Conforme o boletim Focus divulgado pelo BC nesta segunda-feira, o mercado financeiro elevou de 4,31% para 4,36% a projeção para o IPCA no acumulado de 2026. Assim, a expectativa ficou mais próxima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.
Em ata divulgada em março, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central alertou que a piora nas expectativas para prazos mais longos dificulta a convergência do índice oficial à meta e exige juros mais altos por mais tempo.
Nesta segunda, Galípolo afirmou que os banqueiros centrais “não apanham mais” somente quando são vistos como causadores de algum tipo de queda de popularidade ou perda de eleição de presidentes em períodos de alta nas taxas de juros.
Para o economista, os banqueiros também são alvos de críticas quando cortam demais os juros e geram dificuldades para o controle da inflação.
“As pesquisas mostram que esta é uma sociedade que não tolera mais a inflação. Virou um tema central [ ]. Não tem nada melhor para um banqueiro central do que a incorporação de uma vigilância contra a inflação dentro da sociedade.”
A taxa Selic é o instrumento do BC para o controle dos preços. Quando a taxa está em patamar elevado, como o atual, desestimula o consumo, o que tende a reduzir a pressão sobre a inflação. O efeito colateral esperado é a perda de ritmo da economia, já que o crédito para consumo e investimentos fica mais caro.
Investing - SP 07/04/2026
Os ativos líquidos da China no exterior aumentaram 28% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 4,07 trilhões no final do ano passado, impulsionados por um grande superavit em conta corrente, parcialmente direcionado para investimentos externos.
Esse aumento elevou a China à segunda posição entre os maiores credores líquidos do mundo, refletindo uma maior saída de capital à medida que as empresas nacionais se expandem globalmente e diversificam seus portfólios.
Dados divulgados em 27 de março pela Administração Estatal de Câmbio mostraram que o superavit em conta corrente da China atingiu US$ 735 bilhões no ano passado, ou 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior em mais de 10 anos.
O superavit, impulsionado por exportações robustas, foi parcialmente direcionado para investimentos externos, com a conta financeira não relacionada a reservas registrando um déficit de US$ 820,1 bilhões.
O investimento direto permaneceu um canal fundamental. As reservas de investimento direto da China no exterior totalizaram US$ 3,6 trilhões no final do ano passado.
Os fluxos de investimento estrangeiro para a China foram mistos. No geral, o investimento estrangeiro registrou uma saída líquida de US$ 12,5 bilhões. Contudo, o investimento estrangeiro direto baseado em ações aumentou 20%, para US$ 89,1 bilhões, impulsionado por US$ 92,3 bilhões em novos fluxos de capital.
Enquanto isso, os investidores estrangeiros reduziram suas participações em títulos chineses em US$ 65 bilhões líquidos, liderados por uma queda líquida de US$ 100,8 bilhões no investimento em títulos, à medida que os investidores globais se ajustavam à mudança nos rendimentos.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 30 de março de 2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.
Money Times - SP 07/04/2026
O Citi reiterou a recomendação de compra para a Vale (VALE3) e elevou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts), negociados em Nova York, de US$ 14 para US$ 18, destacando que a mineradora continua sendo uma das poucas apostas “seguras” em um setor conhecido pela volatilidade.
A leitura do banco é de que a companhia permanece relativamente blindada mesmo em meio à guerra no Oriente Médio e à alta dos custos de combustíveis — e, mais importante, com uma máquina robusta de geração de caixa à frente, o que pode implicar em mais dividendos para os acionistas.
“Mantemos recomendação de compra para a Vale, vendo a ação relativamente protegida em relação à maioria das outras mineradoras”, afirmou a casa, em relatório.
Entre os fatores que jogam a favor da empresa, estão seu foco em fluxo de caixa livre, garantido por ativos já em funcionamento, em vez de começar novos projetos do zero (greenfield).
O minério de ferro também parece ser menos suscetível à instabilidade recente do mercado, em relação a metais básicos ou preciosos, diz o banco, embora o aumento do custo de combustível afete a produção e rentabilidade. Entenda melhor adiante.
Nesta segunda-feira (6), os papéis da Vale operam em leve queda, em um pregão de liquidez reduzida para o minério de ferro, já que a bolsa de Dalian, especializada em commodities, permanece fechada por feriado na China.
Por volta das 14h00 (de Brasília), VALE3 tinha queda de 0,51% no Ibovespa, cotada a R$ 83,12. Enquanto isso, o ADR negociado na Nyse recuava 0,65%, a US$ 16,08.
Custos sob pressão, mas tese segue de pé
O Citi atualizou suas estimativas para o primeiro trimestre de 2026, projetando um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 4 bilhões para a Vale — alta anual de 28,4%.
Já a produção deve ficar entre 68 milhões e 69 milhões de toneladas, praticamente estável na comparação anual, com preço realizado de US$ 96 por tonelada.
O problema, segundo os analistas, está do lado dos custos. A expectativa é de alta na comparação trimestral, pressionados por câmbio, combustível e custo de produção. “[A recente alta do petróleo] se refletiria no segundo trimestre e potencialmente aumentaria ao longo do tempo devido a efeitos secundários”, alerta o Citi.
Atualmente, cada alta de US$ 10 no preço do barril da commodity adiciona cerca de US$ 0,90 por tonelada ao custo do minério de ferro da Vale.
Além disso, o conflito no Oriente Médio já começa a gerar efeitos operacionais. A planta de pelotização da Vale em Omã enfrenta interrupções, embora o Citi destaque que a companhia pode compensar parte dessa perda aumentando a produção em Tubarão (ES).
Metais básicos ajudam a equilibrar o jogo
Se o minério de ferro enfrenta um cenário mais desafiador no médio prazo com a guerra, os metais básicos, encabeçados pela subsidiária Vale Base Metals (VBM), surgem como um ponto de apoio.
O banco espera um desempenho sólido nessa divisão, com destaque para o cobre, tanto em volumes quanto em preços. Níquel e subprodutos também devem contribuir positivamente para os resultados.
Vale lembrar que, na semana passada, a Vale informou que a VBM deve se tornar responsável por 30% a 35% do Ebitda total da mineradora a partir de 2035. Para este ano, a projeção é que a subsidiária represente 26% do lucro total do grupo.
O grande diferencial: geração de caixa
O principal pilar da tese do Citi está na capacidade de geração de caixa da Vale.
Para 2027, o banco projeta um Ebitda de US$ 17,2 bilhões (alta de 3%), considerando o minério de ferro a US$ 100 por tonelada. O fluxo de caixa livre (FCF) deve atingir US$ 4,4 bilhões — o equivalente a um retorno (yield) de 6%.
Excluindo pagamentos como indenizações relacionadas a acidentes com barragens, esse número sobe para US$ 7 bilhões, com yield de 10%.
É justamente esse perfil que, na visão do Citi, diferencia a Vale de outras mineradoras globais. Enquanto concorrentes ainda dependem de grandes projetos ainda em construção (greenfield), a empresa brasileira foca em extrair valor dos ativos já existentes — o que reduz riscos e aumenta a previsibilidade.
Vale barata e com desconto frente aos pares
Mesmo após a recente recuperação no valor dos ADRs, que saíram do patamar dos US$ 13 no final de 2025, para cerca de US$ 16 atualmente, o Citi avalia que a Vale ainda negocia com desconto relevante.
O novo preço-alvo de US$ 18 por ADR considera um múltiplo de 6 vezes EV/Ebitda — indicador que relaciona o valor total da empresa (incluindo dívida) com sua geração operacional de caixa. Essa relação ainda está cerca de 15% abaixo dos pares globais.
Para o banco, esse desconto reflete riscos conhecidos, mas também abre espaço para valorização.
O que pode dar errado?
Entretanto, nem tudo são flores. O Citi destaca três principais riscos para a tese:
Mudanças em regras tributárias e regulatórias; Volatilidade nos preços das commodities; Oscilações cambiais.
“Se o impacto desses riscos for maior ou menor do que o estimado, as ações podem não atingir nosso preço-alvo ou podem superá-lo”, dizem os analistas.
Além disso, o banco mantém uma visão mais cautelosa para o minério de ferro no médio prazo e aponta que as operações fora desse segmento ainda entregam retornos abaixo do ideal.
Ainda assim, no balanço geral, a conta fecha a favor do investidor: “No balanço, vemos mais risco de alta do que de baixa aos preços atuais”, pontua o Citi.
Investing - SP 07/04/2026
Interrupções recentes na capacidade de produção de aço do Irã podem restringir a disponibilidade marítima em segmentos de produtos selecionados e rotas comerciais, particularmente no Oriente Médio e em partes da Ásia, de acordo com o Morgan Stanley.
Pelo menos dois grandes produtores teriam sofrido danos, afetando 13 a 15 milhões de toneladas por ano de capacidade de produção de aço. A Mobarakeh Steel responde por 9 a 10 milhões de toneladas por ano da capacidade interrompida, enquanto a Khuzestan Steel Company representa 4 a 5 milhões de toneladas por ano.
A interrupção equivale a 24% a 27% da capacidade instalada de produção de aço do Irã, de cerca de 55 milhões de toneladas por ano, e 41% a 47% da produção de aço bruto do país em 2025, de aproximadamente 32 milhões de toneladas.
O Irã exportou cerca de 11 milhões de toneladas de aço em 2024, representando 2% a 3% das exportações globais. O país também embarcou 0,8 milhão de toneladas de ferro de redução direta, ou cerca de 7% das exportações globais, e aproximadamente 22 milhões de toneladas de minério de ferro, equivalente a 1,3% das exportações globais.
O Morgan Stanley afirmou que a interrupção operacional pode forçar compradores em todo o Oriente Médio e Ásia a garantir fornecimento alternativo. O banco estima que pelo menos 23 milhões de toneladas de unidades de ferro marítimo estão em risco de interrupção, equivalente a cerca de 3% do mercado excluindo a China.
O Irã produziu aproximadamente 37 milhões de toneladas de ferro de redução direta em 2025, representando cerca de 25% da produção global, e 68 milhões de toneladas de minério de ferro, ou aproximadamente 3% da oferta mundial.
Essa notícia foi traduzida com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informação, veja nossos Termos de Uso.
Valor - SP 07/04/2026
Os robotáxis estão começando a transformar a competição na indústria automotiva, alterando a estrutura piramidal tradicional do setor, que era liderada pelas montadoras de veículos.
Com a gigante de tecnologia americana Nvidia lançando uma plataforma de código aberto para auxiliar no desenvolvimento de veículos autônomos, a influência e o poder tradicionalmente detidos pelas montadoras podem migrar cada vez mais para as empresas de tecnologia.
Em um evento tecnológico promovido pela Nvidia em San Jose, Califórnia, em 16 de março, as principais montadoras globais foram anunciadas como novas parceiras, incluindo Nissan, Isuzu, BYD e Geely.
A Nvidia oferece uma plataforma integrada para o desenvolvimento de veículos projetados para direção autônoma de nível 4, que não requer intervenção humana. A plataforma combina semicondutores e sensores.
"Um dia, um bilhão de carros nas ruas serão todos autônomos", disse o executivo-chefe (CEO) da Nvidia, Jensen Huang, na feira de tecnologia CES, em Las Vegas, no dia 5 de janeiro.
Na CES, a Nvidia anunciou uma plataforma de desenvolvimento de código aberto para tecnologia de direção autônoma chamada Alpamayo. Em apenas dois meses, a empresa apresentou uma versão evoluída da plataforma e expandiu o número de montadoras parceiras.
A plataforma usa inteligência artificial generativa e inclui não apenas treinamento de IA, mas também recursos de inferência que podem derivar respostas. Isso possibilita o desenvolvimento de veículos capazes de raciocinar sobre situações imprevisíveis, como falhas em semáforos, reconhecê-las com julgamento semelhante ao humano e agir de acordo. Ao oferecer informações técnicas em formato aberto, a Nvidia visa ampliar o desenvolvimento de veículos autônomos.
A Nvidia também anunciou planos de parceria com a Uber Technologies para lançar serviços de robotáxi em até 28 grandes cidades do mundo até 2028. A empresa, antes conhecida principalmente por semicondutores para data centers, está se posicionando como um ator central na direção autônoma e se tornou indispensável para robotáxis.
Elon Musk, CEO da gigante americana de veículos elétricos Tesla, não escondeu sua rivalidade com as ações da Nvidia.
"Isso talvez represente uma pressão competitiva para a Tesla daqui a 5 ou 6 anos, mas provavelmente por mais tempo", escreveu Musk na plataforma de mídia social X em janeiro, após o anúncio da Nvidia.
A Tesla está desenvolvendo tecnologia de direção autônoma usando câmeras e inteligência artificial. Se a plataforma de desenvolvimento aberta da Nvidia se tornar amplamente disponível, a montadora americana enfrentará mais concorrência.
"O tempo necessário para que a direção autônoma funcione minimamente bem e seja muito mais segura do que um humano é de vários anos", escreveu Musk, indicando que considera a Tesla em uma posição superior.
Com a desaceleração do seu crescimento, a Tesla, que antes era principalmente uma fabricante de veículos elétricos, está se voltando para negócios centrados em inteligência artificial, como os robotáxis. A partir de abril, a empresa começará a produzir em massa veículos para uso em robotáxis. Ela planeja lançar novas operações em sete cidades americanas e também anunciou planos para construir fábricas para a produção em massa de semicondutores para direção autônoma.
A Nvidia e a Tesla estão competindo pela liderança no mercado de robotáxis, à medida que modelos de IA e semicondutores de alto desempenho determinam cada vez mais o resultado da futura competição automotiva. A direção autônoma tradicional dependia de mapas de alta precisão, e a chave era a quantidade de dados de direção que podiam ser inseridos no sistema.
Os sistemas de direção autônoma que estão sendo desenvolvidos pela Tesla e outras empresas confiam o reconhecimento do ambiente ao redor do veículo, a tomada de decisões e o controle inteiramente à IA, eliminando a necessidade de mapas detalhados. As empresas que conseguirem desenvolver semicondutores com maior poder computacional e escalar modelos de IA com mais eficiência estão em posição de liderar o setor.
Historicamente, a indústria automotiva formou uma estrutura piramidal com as montadoras de veículos acabados no topo e os fornecedores de peças abaixo delas, com as montadoras detendo o poder ao definir as funções dos veículos. Se a funcionalidade baseada em IA determinar o valor agregado de um veículo, essa estrutura de desenvolvimento poderá mudar.
Na China, a Huawei Technologies já começou a liderar o planejamento e o desenvolvimento de veículos, alavancando seus pontos fortes em semicondutores, modelos de IA e sistemas de controle eletrônico.
Para reagir, diversas montadoras estão formando parcerias com empresas de tecnologia e serviços. A Nissan adotará modelos de IA da startup britânica Wayve Technologies no sistema de assistência ao motorista de próxima geração que pretende comercializar no ano fiscal de 2027. A Uber firmou parceria com a startup americana de veículos elétricos Rivian Automotive e planeja adquirir até 50 mil veículos autônomos até 2031.
Para os fornecedores de peças, a capacidade de fornecer tecnologias de IA para direção autônoma pode representar tanto uma grande oportunidade quanto uma séria ameaça.
A israelense Mobileye era anteriormente uma fornecedora de segundo nível focada em software para produtos como semicondutores e modelos de IA, mas, com o aumento da demanda das montadoras, começou a desenvolver unidades de controle eletrônico — uma função tradicionalmente desempenhada por fornecedores de primeiro nível.
"Enquanto as montadoras de veículos tiverem ecossistemas construídos em torno de veículos com motores de combustão interna, será difícil para elas competirem com a Tesla e as empresas chinesas em termos de custo e velocidade", disse Tang Jin, da divisão de soluções de negócios do Mizuho Bank, acrescentando que "a possibilidade de a liderança migrar para empresas de tecnologia não pode ser descartada".
Ao mesmo tempo, a monetização exige escalabilidade. Tang observa que "os desafios para a adoção em larga escala continuam significativos, incluindo o desenvolvimento de regulamentações e o aumento dos custos dos veículos".
Jornal de Brasília - DF 07/04/2026
A Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e mais nove entidades do setor enviaram ofícios à Casa Civil e aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e das Relações Institucionais pedindo uma saída emergencial para a disparada dos preços de insumos.
A proposta é a edição de um normativo temporário que fixe uma referência de variação dos índices contratuais —em patamar considerado “justo e suportável”— e permita reajustes mensais enquanto durar a excepcionalidade.
As entidades afirmam que os aumentos, impulsionados por choques recentes como a guerra no Irã, já desequilibram contratos assinados sob inflação anual de 4% a 5%. Hoje, dizem, essa variação ocorre em ritmo mensal no setor.
“Infelizmente, o aumento da inflação, somado a esses imensos e imprevisíveis acréscimos dos preços dos insumos (asfálticos e diesel), gera uma perda insuportável dos valores iniciais do contrato, devido ao reajustamento só se aplicar a cada ano, e não mais em cada adimplemento das parcelas”, diz o documento.
Sem intervenção, a construção civil projeta um cenário com rescisões de contratos, paralisação de obras, demissões e licitações sem interessados. A avaliação do setor é que uma medida emergencial ajudaria a evitar um efeito em cadeia sobre mais de 90 setores e preservar o ritmo dos investimentos em infraestrutura.
“O efeito se multiplica na medida em que as empresas deverão cancelar seus contratos com seus fornecedores, inclusive com caminhoneiros contratados para efetuarem o frete dos insumos”, afirma o documento enviado aos ministros.
“O momento é excepcional, e como tal, requer medida de caráter excepcional que possa ao menos reverter parcialmente os riscos apontados”, apela o setor.
O movimento das entidades ocorre em um momento de recuperação do setor. Até a guerra no Irã, a Cbic projetava crescimento de 2% em 2026, após desaceleração no ano passado sob juros elevados, sustentado por expectativa de crédito maior e investimentos em habitação e infraestrutura.
Grandes Construções - SP 07/04/2026
O governo de São Paulo inaugurou no dia 31 de março a Linha 17-Ouro, novo eixo de mobilidade que conecta a zona sul à rede metroferroviária da capital.
A cerimônia teve início na estação do Aeroporto de Congonhas e incluiu o percurso de um trecho completo da linha a bordo de uma das 14 composições do SkyRail, o trem a bateria da BYD, reunindo autoridades estaduais, representantes do Metrô e executivos da BYD, entre outros convidados.
Com 6,7 quilômetros de extensão, a Linha 17-Ouro contará com oito estações no total. A novidade se conecta à Linha 5-Lilás, na estação Campo Belo, e à Linha 9-Esmeralda, na estação Morumbi, ampliando a integração do sistema de transporte em uma das regiões mais demandadas da cidade. A operação funcionará em horário reduzido, das 10h às 15h, com previsão de transportar cerca de 100 mil passageiros por dia quando estiver em plena operação.
“Assumimos o projeto oficialmente em 2020 e, desde então, transformamos um desafio antigo em uma solução tecnológica e eficiente. Neste caso, o trem precisou se adaptar à viga existente, um exemplo do nosso compromisso com a inovação e engenharia de ponta”, afirma Tyler Li, CEO da BYD.
"Temos orgulho de contribuir para a inauguração desta linha, que representa um marco histórico para a mobilidade urbana da maior metrópole da América Latina. Este é o primeiro projeto da BYD no setor ferroviário fora da China”, destaca.
A visão de avanço estrutural da mobilidade também é compartilhada pela operação do sistema, que passa a integrar tecnologia, eficiência e ampliação de acesso como pilares centrais da transformação do transporte público na capital.
"Nesse contexto, a nova linha reforça o papel do Metrô de São Paulo como agente de inovação e melhoria da qualidade de vida da população”, ressalta Júlio Castiglioni, presidente do Metrô de São Paulo.
Tecnologia e eficiência a serviço da cidade - Atualmente, a BYD possui 11 trens no Pátio Água Espraiada, com três unidades adicionais previstas para chegar até o meio do ano. Cada composição é formada por cinco vagões contínuos, do tipo straddle, com capacidade total para 616 passageiros, ar-condicionado, acessibilidade plena, janelas panorâmicas e condução automatizada.
Os veículos operam com automação integral (UTO) e tecnologia CBTC, totalmente movidos a bateria Blade, dispensando o terceiro trilho. Essa configuração garante maior eficiência operacional, conforto e segurança, permitindo a continuidade da operação mesmo em falhas na rede externa, reduzindo o ruído urbano e otimizando o consumo de energia.
“Entregamos à Linha 17-Ouro uma solução completa, que reúne tecnologia, eficiência operacional e uma nova experiência de mobilidade para São Paulo. Cada composição reforça a confiabilidade do sistema, amplia a eficiência da operação e contribui para a modernização do transporte sobre trilhos na cidade. A Linha 17-Ouro traduz a combinação entre a operação eficiente do Metrô e a inovação tecnológica da BYD, mostrando que a nossa tecnologia já está presente em diferentes modais e agora também sobre trilhos. É a demonstração concreta de que a mobilidade urbana pode ser moderna, sustentável e de alta qualidade”, ressalta Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto.
O período de testes com os trens da greentech incluiu simulações de velocidade, sinalização, comunicação embarcada e integração do sistema, garantindo que todos os processos estivessem sincronizados antes do início da operação comercial.
A Linha 17-Ouro estabelece uma ligação estratégica com o Aeroporto de Congonhas, oferecendo mais agilidade, segurança e conforto nos deslocamentos diários.
O primeiro trem SkyRail do país é capaz de percorrer até 8 km totalmente movido a bateria, com a tecnologia Blade, a mais segura do mercado e já aplicada pela BYD em carros de passeio, ônibus e trens. Única empresa no país presente nesses três modais, a BYD também atua de forma integrada na transição energética, com soluções que incluem a captação e armazenamento de energia solar.
"O projeto marca, ainda, a entrada oficial da companhia em seu primeiro empreendimento ferroviário fora da China, consolidando sua posição como parceira tecnológica estratégica, responsável pela manutenção das composições do Metrô de São Paulo e pela entrega de um novo padrão de mobilidade urbana, com mais segurança, eficiência e conforto para os passageiros", finaliza Baldy.
Exame - SP 07/04/2026
A VLI, empresa de logística, prevê investir R$ 500 milhões no Corredor Norte em 2026, com foco no escoamento da safra agrícola, que deve ser recorde neste ano. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos deve atingir 353 milhões de toneladas em 2025/26. O aporte será direcionado à infraestrutura logística do corredor — e não aos terminais localizados no Tocantins.
O Corredor Norte fica na região Norte do Brasil e conecta o Centro-Oeste — especialmente estados como Mato Grosso — aos portos localizados no chamado 'Arco Norte', que inclui terminais no Pará (como Barcarena e Santarém), Amazonas (Itacoatiara), Amapá e Maranhão (como Itaqui).
Segundo a VLI, o Corredor Norte é estatégico para a companhia. Nos útlimos dez anos de operação, os terminais integradores da companhia em Porto Nacional (TIPN) e Palmeirante (TIPA) ampliaram sua relevância na logística regional.
“A inauguração dos terminais mostra a visão de futuro da VLI, que sempre enxergou o Norte como um vetor de crescimento da produção nacional”, afirma Fabrício Rezende, diretor de Operações da companhia.
Desde o início das atividades, em 2016, até 2025, o volume movimentado passou de 1,9 milhão para 8 milhões de toneladas, totalizando cerca de 59 milhões de toneladas no período. O desempenho acompanha a expansão da produção no Matopiba, fronteira agrícola que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
No mesmo intervalo, a movimentação ferroviária no Corredor Norte avançou de 5,4 bilhões para 14,9 bilhões de TKU.
Em 2025, a companhia registrou Ebitda de R$ 5,26 bilhões e receita líquida de R$ 9,95 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 1,40 bilhão, alta de 5,3% em relação a 2024, enquanto a margem Ebitda atingiu 52,9%. O desempenho foi sustentado, em parte, por iniciativas de refinanciamento de dívidas, que contribuíram para a redução das despesas financeiras.
No ano passado, a empresa concluiu dois processos de captação de debêntures, levantando um total de R$ 2 bilhões para obras na Ferrovia Centro-Atlântica e no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam, localizado na Baixada Santista.
”Temos um bom acesso a crédito. Recentemente, emitimos R$ 2 bilhões em dívida”, disse Fábio Marchiori, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à EXAME na época, durante a COP30.
Essa foi a maioria captação recursos via debêntures já realizado pela companhia, que tem como investidores Brookfield (gestora canadense), Vale, FGTS, Mitsui (japonesa) e o BNDES Participações.
As captações foram liquidadas neste mês, com coordenação dos bancos Itaú, Bradesco, Santander e BTG (do mesmo grupo controlador da EXAME), e têm vencimento entre 10 e 12 anos.
Na Ferrovia Centro-Atlântica, os recursos serão utilizados, entre outros pontos, para manutenção e melhoria da via permanente, com a troca de trilhos e dormentes, o que permitirá o aumento da velocidade média de circulação de trens.
Corredor Norte
Os terminais do Tocantins foram inaugurados com investimentos superiores a R$ 260 milhões, em valores da época, e são voltados principalmente ao transporte de grãos, farelos e fertilizantes.
Inseridos no Corredor Norte, os ativos conectam a Ferrovia Norte-Sul à Estrada de Ferro Carajás, garantindo acesso ao Terminal Portuário São Luís, no Porto do Itaqui — é por esse caminho que a produção segue para o mercado internacional.
“Os terminais do Corredor Norte são um exemplo concreto da transformação logística do Brasil”, diz Rezende.
CNN Brasil - SP 07/04/2026
Investimentos em infraestrutura rodoviária têm potencial de multiplicar o impacto econômico no país, com retorno que pode chegar a quase cinco vezes o valor aplicado. É o que mostra estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que aponta que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 no PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte em menos de um ano.
O levantamento indica que os investimentos privados apresentam resultados mais rápidos e expressivos. Enquanto o aporte público federal leva cerca de 18 meses para atingir um impacto total estimado de R$ 4,64 no PIB do transporte, o capital privado alcança efeito superior, de R$ 4,77, em aproximadamente nove meses.
Na prática, o retorno também é mais imediato quando os recursos vêm da iniciativa privada. Para cada R$ 1 investido, o impacto inicial sobre o PIB do transporte chega a R$ 2,58, valor mais de quatro vezes superior aos R$ 0,61 gerados pelo investimento público no mesmo período.
Segundo a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, "essa diferença é em relação ao tempo de maturação da obra. Uma obra pública normalmente demora muito mais tempo na sua execução do que uma obra privada. Os aportes são muito mais direcionados do investimento privado e principalmente mais contínuo".
Apesar disso, a entidade ressalta que o investimento privado não substitui o papel do Estado. O setor público continua sendo essencial na estruturação de projetos no planejamento estratégico e na viabilização de empreendimentos com menor atratividade econômica, garantindo equilíbrio no desenvolvimento da infraestrutura, de acordo com a CNT.
A confederação projeta que o PIB brasileiro deve crescer 1,28% em 2026, enquanto o setor de transporte, armazenagem e correio deve avançar entre 0,37% e 0,97%. Como se trata de uma atividade diretamente ligada ao desempenho da economia, o fortalecimento da infraestrutura rodoviária é visto como peça-chave para impulsionar o crescimento e aumentar a competitividade do país.
CNN Brasil - SP 07/04/2026
A hidrovia Lagoa Mirim deve se tornar a primeira concessão hidroviária do país, segundo fontes envolvidas no projeto. O governo federal decidiu integrar a modelagem aos projetos de concessão de canais de acesso portuário no Rio Grande do Sul, em uma tentativa de acelerar o processo.
A estratégia surge após sucessivas revisões nos estudos da hidrovia, que passam por atualizações desde 2024. Apesar de ainda depender de etapas como consulta pública e análise do TCU (Tribunal de Contas da União), a avaliação interna é de que o projeto reúne condições mais favoráveis para avançar em relação a outras iniciativas do setor.
O modelo adotado inclui a concessão de acessos aquaviários aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de trechos da Lagoa dos Patos, Lago Guaíba e rios como Jacuí, Caí, dos Sinos e Gravataí. Atualmente, essas estruturas estão sob gestão da autoridade portuária estadual. O empreendimento prevê cerca de R$ 134 milhões em investimentos.
Enquanto isso, outros projetos hidroviários considerados prioritários pelo governo enfrentam obstáculos. A hidrovia do Paraguai, por exemplo, ainda é tratada oficialmente como a principal aposta do Ministério de Portos e Aeroportos, mas sofre com entraves internacionais.
Segundo apurou a CNN, um dos impasses envolve a cobrança de pedágio por parte da Argentina em trecho compartilhado com Brasil e Paraguai, o que tem gerado tensão diplomática e atrasado o avanço da concessão.
No caso da hidrovia do Madeira - considerada a mais avançada e inicialmente cotada para ser a primeira a ir a leilão - há oposição de lideranças políticas da região Norte, como os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM). Braga afirmou à reportagem ser contrário ao projeto, mas não detalhou os pontos de divergência.
Enquanto o projeto do Tapajós sofreu reveses após mobilizações de lideranças indígenas contra a dragagem, no final do ano passado. Com isso, o governo suspendeu o decreto que trata da concessão, o que foi visto com maus olhos pelo de hidrovias, apesar da atitude não travar o processo de estudos para a concessão.
Por sua vez, Tocantins e Barra Norte seguem em fase inicial de estudos e, por ora, sem previsão concreta de leilão.
Diante desse cenário, a expectativa do governo é avançar com projetos considerados mais “maduros”, como o da Lagoa Mirim. A expectativa é que a concessão garanta maior previsibilidade de navegação, com manutenção contínua dos canais e melhoria das condições logísticas ao longo de todo o ano.
Portos e Navios - SP 07/04/2026
O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou, em reunião no último dia 18 de março, R$ 409,7 milhões em prioridades de financiamento destinadas a 41 projetos de construção de embarcações e serviços de manutenção, reparo e docagem no estado do Amazonas. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), gestor do fundo setorial, os recursos serão principalmente para projetos ligados à navegação interior.
Do total, R$ 380,3 milhões serão para a construção de 35 embarcações para a GDE Transportes, R$ 23,4 milhões para a construir cinco para a Companhia de Navegação da Amazônia e R$ 6 milhões para serviços de manutenção, reparo e docagem da Camorim Serviços Marítimos. A previsão é de que os projetos ampliem a atividade de estaleiros, fornecedores e serviços especializados e gerem cerca de 600 empregos diretos.
De acordo com o ministério, o objetivo é fortalecer a indústria naval e a navegação interior na região Norte, com impactos na logística e no desenvolvimento regional do Amazonas. “Cada nova embarcação amplia a capacidade logística, especialmente na região Norte, e contribui para uma operação mais eficiente e sustentável”, disse o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier.
Infomoney - SP 07/04/2026
O tráfego no Estreito de Ormuz subiu ao nível mais alto desde os primeiros dias da guerra, com mais países garantindo acordos de passagem com o Irã.
No fim de semana, 21 navios cruzaram o estreito, o maior total em dois dias desde o início de março, quando o tráfego ainda estava em queda. Governos com escassez de energia têm negociado individualmente com Teerã para retirar embarcações, cargas e tripulantes do Golfo Pérsico, o que reforça o controle iraniano sobre a via. Das 21 embarcações, 13 seguiram em direção ao Mar da Arábia.
Navios iranianos continuam dominando o tráfego, mas no domingo um petroleiro com carga de petróleo iraquiano atravessou o estreito após o Irã anunciar isenção para o “irmão Iraque”. A Índia, que negociou a saída de algumas embarcações e até recebeu gás liquefeito de petróleo (GLP) iraniano pela primeira vez em anos, já viu oito de seus navios-tanque de GLP cruzar o estreito.
O número de embarcações ainda é uma fração do volume anterior à guerra, quando cerca de 135 navios passavam diariamente, mas mais países têm conseguido travessias. Na semana passada, dois navios porta-contêineres com vínculos com a China fizeram a travessia em uma segunda tentativa. Duas embarcações ligadas ao Japão também passaram.
O Estreito de Ormuz, corredor que conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo, tornou-se ponto central do conflito em sua sexta semana. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar infraestrutura civil e trazer o “inferno” ao Irã caso o país não reabra a passagem. Teerã afirmou que só o fará quando as tarifas cobradas das embarcações forem suficientes para cobrir os danos de guerra.
“O Irã responde às solicitações de seus parceiros enquanto reforça seu controle sobre Ormuz”, disse Muyu Xu, analista sênior de petróleo bruto da Kpler Ltd., em Singapura, à Bloomberg. “A passagem ainda depende da boa vontade do Irã e a situação pode mudar a qualquer momento se o conflito escalar.”
O Irã também avança na elaboração de uma lei que regulamenta seu controle sobre o estreito e as tarifas de passagem — medida que formaliza um sistema de cobrança já em vigor há semanas, segundo armadores.
Enquanto Teerã negocia com nações aliadas, os termos dos acordos permanecem opacos. Isso vale até mesmo quando os entendimentos são publicamente reconhecidos, como no caso do Iraque no fim de semana. A opacidade é ainda maior quando não fica claro quais contrapartes garantiram passagem segura, como ocorreu com navios ligados à França e ao Japão.
Na semana passada, o Paquistão recebeu 20 vagas para retirar navios do Golfo — mais do que o número de embarcações que o país tem retidas no estreito. O país avalia opções, incluindo assumir outros petroleiros e possivelmente mudar sua bandeira para garantir suprimentos de fertilizantes, petróleo e outros produtos.
Navios com vínculos com China, Turquia, Grécia e Tailândia também já realizaram travessias.
Até agora, a maioria das embarcações autorizadas seguiu uma rota que parece ter sido indicada por Teerã, mantendo-se próxima à costa iraniana. Mais navios, porém, começaram a adotar um trajeto pela costa oposta. Omã, que compartilha as águas do estreito, confirmou no domingo ter realizado conversas para facilitar o fluxo.
Agência Brasil - DF 07/04/2026
O próximo leilão de blocos exploratórios de petróleo no pré-sal terá a oferta de 23 áreas, informou nesta segunda-feira (6) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor.
A confirmação foi feita por meio da atualização do edital do Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). Oito blocos já estavam incluídos no certame e, no último dia 27, a diretoria da ANP incluiu mais 15. A nova oferta foi validade pelo Ministério de Minas e Energia (MME), antes da publicação do edital.
Todas as áreas ficam no chamado Polígono do Pré-Sal, litoral da região Sudeste, sendo oito na Bacia de Campos e 13 na Bacia de Santos (confira a lista no fim da reportagem).
De acordo com a ANP, todos os blocos exploratórios possuem parecer favorável quanto à viabilidade ambiental, emitido pelos órgãos competentes, assim como manifestação conjunta do MME e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Com a publicação do edital com as 23 áreas, os blocos ficam aptos a receber declarações de interesse por parte de empresas de petróleo, acompanhadas das respectivas garantias de oferta.
Com a declaração de interesse de uma ou mais empresas inscritas, em um ou mais blocos do edital, a ANP poderá marcar a data do leilão.
Oferta Permanente
A Oferta Permanente é a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. A ANP explica que, diferentemente das rodadas tradicionais, esse sistema permite a oferta contínua de blocos exploratórios.
Dessa forma, ao longo do tempo, as empresas têm liberdade para estudar os dados técnicos das áreas e apresentar ofertas no momento que considerarem mais adequado, sem depender de prazos rígidos ou ciclos específicos de licitações.
“Essa flexibilidade tem tornado a Oferta Permanente um instrumento essencial para fomentar a competitividade e atratividade do setor no Brasil”, sustenta a agência reguladora.
Partilha e concessão
As ofertas permanentes podem ser no modelo de concessão ou de partilha. O de partilha é adotado no pré-sal, onde estão as maiores reservas de petróleo conhecidas no país - e de outras áreas consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão multiministerial de assessoramento da Presidência da República.
No regime de partilha, a empresa ou consórcio vencedor do leilão paga um valor fixo de bônus de assinatura. Então, não é esse bônus que determina o vencedor do leilão, e, sim, a parcela de excedente de produção que o agente oferece à União. Cada bloco tem um percentual mínimo exigido.
Esse excedente que deve ser compartilhado com a União pode ser entendido como o lucro da produção após o pagamento dos custos.
Além disso, o Estado recebe tributos, royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção).
No regime de partilha, os interesses da União são representados pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). É a PPSA quem leiloa o óleo entregue pelas petroleiras à União.
Já nos contratos sob o regime de concessão, utilizado em outras áreas exploratórias, o vencedor é a empresa ou consórcio que paga o maior valor, em bônus de assinatura, pelo direito de explorar petróleo.
Rodadas passadas
A ANP já realizou três ofertas permanentes de partilha: 2022, 2023 e 2025. No último leilão, foram arrematados cinco dos sete blocos ofertados, e o ágio chegou a 251,63%.
O país já teve cinco ciclos de Oferta Permanente no regime de concessão: 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025.
Veja a lista de blocos que serão ofertados:
Bacia de Santos
Ágata
Amazonita
Aragonita
Calcedônia
Cerussita
Cruzeiro do Sul
Granada
Jade
Malaquita
Opala
Quartzo
Rodocrosita
Rubi
Safira Leste
Safira Oeste
Bacia de Campos
Azurita
Calcita
Hematita
Larimar
Magnetita
Ônix
Siderita
Turmalina
Globo Online - RJ 07/04/2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o nome do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para substituir Bruno Moretti na presidência do Conselho de Administração da Petrobras.
Moretti deixou o posto para ser nomeado ministro do Planejamento e Orçamento.
Mello vai para o cargo após ter seu nome defendido pelo ex-ministro Fernando Haddad para uma vaga na diretoria do Banco Central (BC). Agora, a ida de Guilherme Mello à Petrobras tende a deixar a ida ao BC mais distante.
A possível indicação do secretário para autoridade monetária não foi bem recebida por parte do mercado, que viu risco de maior tolerância com a inflação, em razão de sua formação acadêmica e de sua proximidade com o Partido dos Trabalhadores.
O conselho da Petrobras é responsável por atribuições como definição e aprovação do plano estratégico de negócios da empresa, eleição da diretoria e fiscalização da gestão e contas da estatal.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 07/04/2026
A New Holland, marca da CNH, apresenta durante a Tecnoshow Comigo, que ocorre de 6 a 10 de abril em Rio Verde (GO), sua linha completa de soluções voltadas a todos os perfis de agricultores, incluindo inovações que garantem o melhor desempenho do plantio à colheita.
Entre as atrações do estande da marca está a nova linha de colheitadeiras CR, que possui inteligência artificial embarcada, com destaque para a CR7+.
Totalmente remodelada, a linha de CR traz o novo design da marca, o Natural Flow, com ondulações nas laterais das máquinas. Além da CR7+, a linha é completada pelos modelos CR6, CR7, CR8, CR9, CR10 e CR11.
“A New Holland e sua rede de concessionários levam à Tecnoshow as tecnologias mais inovadoras voltadas para a agricultura digital. Independentemente do tamanho da operação agrícola, temos a solução indicada para oferecer aos nossos clientes, ajudando-os a otimizar a produção, aumentar a produtividade de maneira sustentável e reduzir custos”, diz Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina.
Nova linha CR - Um dos diferenciais da nova linha de colheitadeiras CR é o sistema de automação IntelliSense, que agora é opcional para mais modelos.
Ele já vem embarcado de fábrica nos modelos CR9, CR10 e CR11. As novidades da nova geração do IntelliSense são muitas, com mais culturas suportadas, entre elas arroz, feijão, aveia e sorgo, além de soja, milho, trigo, cevada e canola.
O IntelliSense ajusta automaticamente a máquina para garantir máxima performance, mínimas perdas e alta qualidade de grãos.
A inteligência artificial busca a melhor configuração para cada momento da colheita e a cada 20 segundos ou antes, faz os ajustes se necessário.
O funcionamento é com base na câmera de grãos (GrainCam) que tira várias fotos por segundo para verificar grãos quebrados ou grãos sujos, além de reunir outras informações instantâneas dos demais sensores como o sensor de pressão da peneira para medir a quantidade de material sobre ela, além de todos os outros sensores conhecidos como os de perdas (peneira e rotores), retrilha, rotações, posições ou carga dos sistemas. Todos esses sensores permitem mais leituras e trazem mais velocidade e precisão nos ajustes inteligentes.
Tecnologia de predição - O IntelliSense, explica o executivo, traz uma tecnologia nova de predição de campo que permite antecipar ajustes de limpeza, com informação da passada lateral anterior.
Trata-se de uma predição de colheita que ajusta o industrial da CR antecipadamente.
Além do IntelliSense, a nova linha CR traz o IntelliTurn, para manobra de cabeceira automática, o IntelliField, para compartilhar dado de cobertura de colheita entre colheitadeiras, e o aprimorado IntelliCruise para controle inteligente da velocidade da CR conforme variações da cultura.
Tudo isso é padrão, vitalício e sem custos anuais nos modelos CR7, CR7+, CR8, CR9, CR10 e CR11. Para estes modelos também tem o IntelliSteer, piloto automático com subscrição do PLM3, com 2,5 cm de precisão, por três anos sem custo. Para a CR6 essas tecnologias são opcionais.
Outra grande novidade é a tecnologia de análise de nutrientes em colheita de grãos, o NutriSense, que usa um sensor NIR (espectroscopia no infravermelho próximo).
Essa tecnologia pode ser equipada e totalmente integrada ao monitor IntelliView 12 para exibir e registrar uma série de parâmetros de umidade e nutrientes da cultura em tempo real.
Canal Rural - SP 07/04/2026
A venda de máquinas agrícolas deve ter queda de 8% em 2026, estima a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Segundo a entidade, os reflexos da guerra no Oriente Médio, como o aumento internacional do petróleo, podem se somar aos juros altos e ao aumento da inadimplência, levando produtores rurais a diminuir a renovação do maquinário.
Apenas no primeiro bimestre do ano, a queda nas vendas chegou a 17% em comparação ao mesmo período de 2025, somando R$ 8 bilhões.
Nesse contexto, o mercado interno concentrou a maior parte desse montante, com R$ 6,8 bilhões, o equivalente a 85% do total. Já as exportações alcançaram cerca de R$ 1,2 bilhão, alta de 9%, mas ainda insuficientes para compensar o cenário negativo.
Conforme os dados da Abimaq, a comercialização de tratores caiu quase 16%, com pouco mais de mil unidades entregues, enquanto as colheitadeiras tiveram redução ainda mais significativa, de 40%, com 309 vendidas nos dois primeiros meses.
O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (CSMIA), Pedro Estevão Bastos, reconhece que o governo federal tem feito esforços para atenuar os impactos da alta do diesel no país decorrentes da guerra, mas acredita que a avalanche que está por vir é muito grande por conta da disparidade do preço interno e externo do diesel.
A gente vê sim uma boa vontade do governo, mas vai aumentar o custo, já aumentou. Quanto aos adubos nitrogenados, é mais difícil ainda, vai aumentar o custo, então não tem muito o que fazer, diz.
De acordo com a Abimaq, a inadimplência no setor é próxima a 7%, significativamente acima da média, que girava em torno de 1,5%. Fora do Plano Safra, o percentual é ainda maior, de cerca de 13%.
Por conta do descumprimento dos pagamentos, Bastos conta que o setor já observa que os bancos passagem a exigir mecanismos de proteção contra recuperações judiciais, como a alienação fiduciária da propriedade rural.
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