Infomoney - SP 02/06/2026
A Usiminas (USIM5) divulgou nesta segunda-feira que foi notificada pela BlackRock sobre aumento na participação acionária na siderúrgica após aquisição de instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais da companhia.
Em correspondência à Usiminas, publicada pela empresa, a BlackRock afirmou que, em 27 de maio, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 27.696.124 ações preferenciais e 12.632 American Depositary Receipts (ADR), representativos de 17.462 papéis preferenciais, somando 27.713.586 ações preferenciais, ou aproximadamente 5,059% do total de preferenciais; além de 28.226.617 instrumentos financeiros derivativos referenciados em papéis preferenciais, aproximadamente 5,153% do total.
Money Times - SP 02/06/2026
A atividade industrial da China estagnou em maio, com a contração dos novos pedidos de exportação e o aumento contínuo dos custos de insumos, segundo uma pesquisa oficial divulgada neste domingo (31), aumentando as preocupações de que a segunda maior economia do mundo esteja perdendo força, apesar dos focos de solidez nos serviços e na fabricação de alta tecnologia.
O índice oficial dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial caiu para 50, de 50,3 em abril, igualando-se à previsão de uma pesquisa da Reuters com economistas e situando-se na marca de 50 que separa o crescimento da contração, de acordo com uma pesquisa do Escritório Nacional de Estatísticas.
Essa foi a leitura mais baixa em três meses e seguiu os dados do início de maio, mostrando que o ímpeto de crescimento da China arrefeceu em abril, apesar de uma recuperação nas exportações.
A oferta melhorou, enquanto a demanda enfraqueceu, já que os subíndices de produção e de novos pedidos ficaram em 51,2 e 49,9 na pesquisa do PMI do setor industrial.
Os novos pedidos de exportação tiveram uma queda mais acentuada, caindo para 48,6, de 50,3 em abril, pressionando os formuladores de políticas a reduzir a dependência da economia em relação à demanda externa e a fortalecer o consumo interno.
“A desaceleração da demanda externa foi particularmente proeminente principalmente devido a uma contração acentuada nas exportações do setor industrial de bens de consumo”, disse Wen Tao, analista do Centro de Informações Logísticas da China.
A fraqueza do mercado imobiliário, do emprego e dos gastos do consumidor continua a amortecer o crescimento, deixando a China dependente da demanda global para absorver os bens produzidos por seu setor industrial.
O governo da China prometeu resolver o descompasso entre oferta e demanda e definiu uma meta de crescimento do PIB menos ambiciosa para 2026, permitindo mais espaço para reformas.
As pressões externas aumentaram a pressão sobre os fabricantes. A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que começou no final de fevereiro e levou ao fechamento efetivo do estratégico Estreito de Ormuz, fez com que os preços da energia subissem, ameaçando reduzir os lucros dos fabricantes à medida que os custos aumentam.
O indicador de preços de matérias-primas na pesquisa PMI do setor industrial ficou em 60,5, abaixo dos 63,7 registrados em abril, mas ainda bem acima da marca de 50 pontos, sugerindo que os custos de insumos continuaram a subir, embora em ritmo mais lento.
“O índice de preços de compra permaneceu em território expansionista, mostrando que os preços das matérias-primas continuaram a subir, o que também manteve os preços dos produtos finais em alta”, disse Wen.
O PMI não manufatureiro, que inclui serviços e construção, subiu para 50,1, ante 49,4 em abril, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, ajudado por um aumento nos gastos com viagens durante o feriado de cinco dias do Primeiro de Maio, no início do mês.
O indicador de atividade de serviços melhorou para 50,3, o valor mais alto em nove meses, sugerindo que o impulso de Pequim para expandir o setor de serviços pode estar ganhando alguma força, já que os formuladores de políticas procuram compensar a demanda lenta por produtos manufaturados.
O Estado de S.Paulo - SP 02/06/2026
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 aumentou pela 12.ª semana consecutiva, de 5,04% para 5,09%, distanciando-se ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O movimento reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo.
Considerando apenas as 56 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 5,07% para 5,09%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 subiu pela segunda leitura seguida, de 4,01% para 4,02%. Um mês antes, era de 4,00%. Considerando apenas as 55 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, caiu de 4,04% para 4,00%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 aumentou de 3,65% para 3,66%. Há um mês, era de 3,64%. A estimativa intermediária para a inflação de 2029 permaneceu em 3,50% pela 39.ª semana consecutiva.
A trajetória prevista pelo mercado segue acima da esperada pelo Banco Central, mesmo depois da revisão das estimativas do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de abril. Na ocasião, o colegiado aumentou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 3,9% para 4,6%, e para o IPCA de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, de 3,3% para 3,5%.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
Juros
A mediana para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25% pela segunda semana seguida. Há um mês, era de 13,00%. Considerando só as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano caiu de 13,50% para 13,25%.
O mercado vem ajustando as expectativas para a extensão do ciclo de afrouxamento monetário conduzido pelo Banco Central, em meio ao aumento da incerteza e dos preços de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.
A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 permaneceu em 11,25% pela terceira semana consecutiva. Um mês atrás, era de 11,00%. Levando em conta apenas as 42 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 11,38% para 11,25%.
O Copom do BC já promoveu cortes de 0,25 ponto porcentual dos juros nas duas primeiras reuniões de 2026, que levaram a Selic a 14,50% ao ano. Mas alertou, na ata da sua última reunião, que a magnitude e duração do ciclo vão ser determinadas ao longo do tempo, à medida que houver novas informações sobre o conflito.
O Copom destacou que segue “cautela e serenidade” na condução da política monetária, para que os seus próximos passos possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos, além dos seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços.
“Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises”, informou o colegiado.
A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00% pela 19.ª semana seguida. A estimativa para 2029 continuou em 10,00% pela 4.ª semana seguida.
PIB
A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 subiu de 1,89% para 1,90%. Um mês antes, era de 1,85%. Considerando apenas as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa seguiu em 1,90%.
O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.
A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,70%. Há um mês, era de 1,75%. Levando em conta apenas as 33 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária aumentou de 1,70% para 1,78%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 116.ª e 63.ª semanas seguidas, respectivamente.
Dólar
A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16. Um mês antes, era de R$ 5,25. Considerando apenas as 31 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária diminuiu de R$ 5,20 para R$ 5,10.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 caiu de R$ 5,26 para R$ 5,25. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,30.
A projeção para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,30. Há um mês, era R$ 5,39. Já a estimativa para 2029 permaneceu em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
Infomoney - SP 02/06/2026
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) ficou em 90,9 pontos em maio, apontando estabilidade, segundo dados divulgados pelo FGV/Ibre nesta segunda-feira. Como o indicador havia caído nos dois meses anteriores, a métrica de médias móveis trimestrais mostrou tendência declinante, de 0,5 ponto.
Confiança da indústria volta a subir em maio e tem maior nível em um ano, diz FGV
O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em maio, a confiança avançou em dois dos quatro setores mapeados.
Os Índices de Confiança da Indústria e de Serviços avançaram em magnitude semelhante, com altas de 1,1 e 0,9 ponto, para 97,1 e 88,7 pontos, respectivamente.
Na Indústria, a alta foi motivada por uma melhor avaliação da situação atual, enquanto em Serviços, foram as expectativas que puxaram o resultado. O Índice de Confiança do Comércio recuou 2,0 pontos, passando a 84,2 pontos, e o da Construção ficou estável em 92,6 pontos.
Na métrica de médias móveis trimestrais, Construção e Indústria estão com os níveis de confiança mais elevados e em trajetória de alta, conforme mostra a tabela abaixo.
Fonte: FGV/Ibre
No mês, a confiança empresarial avançou em 27 dos 49 segmentos integrantes do ICE, uma disseminação superior à observada no mês anterior. O destaque positivo do mês foi o setor da Indústria, no qual 63% dos segmentos registraram alta da confiança.
Assim, a confiança empresarial ficou estável em maio, após dois meses consecutivos de queda. Entre seus componentes, a permanência do Índice de Situação Atual na faixa dos 93 pontos pelo sexto mês consecutivo sugere uma relativa estabilidade do nível de atividade agregado dos segmentos pesquisados, disse em nota Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV/Ibre.
“Já a alta do Índice de Expectativas interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores. Ainda assim, a trajetória da confiança nos próximos meses segue incerta e deverá depender, entre outros fatores, dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e de seus impactos sobre a economia brasileira.”, avaliou.
Em maio, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,1 ponto, registrando 93,1 pontos. Com o resultado, o índice permaneceu em nível próximo aos 93 pontos pelo sexto mês seguido. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 0,4 ponto, para 91,6 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente subiu 0,2 ponto, para 94,7 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E), por sua vez, avançou 0,2 ponto no mês, alcançando 88,8 pontos. O resultado interrompe a sequência de duas quedas consecutivas e sinaliza uma acomodação do pessimismo em relação aos próximos meses.
Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes subiu 0,3 ponto, para 88,5 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas com relação à evolução dos negócios seis meses à frente avançou 0,1 ponto, para 89,2 pontos.
Jornal de Brasília - DF 02/06/2026
O pacote de medidas de estímulo lançadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê ao menos R$ 27,25 bilhões em subsídios a linhas de crédito para socorrer setores econômicos, facilitar a compra da casa própria e incentivar a aquisição de carros e caminhões. O custo recairá sobre os contribuintes, por meio do aumento da dívida pública.
O valor representa o chamado subsídio implícito, resultado da diferença entre o que o Tesouro paga para se financiar no mercado e a taxa menor recebida ao ceder recursos para linhas incentivadas. O cálculo é feito pelo próprio Ministério da Fazenda e indica o custo das políticas durante o período dos contratos.
O montante equivale a quatro vezes o orçamento destinado ao Farmácia Popular (R$ 6,5 bilhões) e quase seis vezes o programa Gás do Povo (R$ 4,7 bilhões). A fatura total de subsídios pode ser até maior, pois a pasta ainda não divulgou o impacto de algumas das medidas já anunciadas.
A Folha de S.Paulo procurou o ministério desde a noite de 20 de maio para solicitar as estimativas restantes. Nos últimos dias, a pasta informou parte delas, mas disse que a publicação dos documentos que detalham os demais custos segue rito próprio. Por isso, alguns impactos seguem desconhecidos.
Em valor presente, os subsídios já divulgados somam R$ 20,1 bilhões. Esse número reflete o montante que seria absorvido pela União caso todas as obrigações ligadas aos contratos fossem honradas hoje.
Nos anúncios, a equipe econômica tem batido na tecla de que os repasses não afetam as regras fiscais. A avaliação é tecnicamente correta, por se tratarem de despesas financeiras, enquanto o arcabouço fiscal e a meta só consideram gastos não financeiros.
Esse, no entanto, também é o motivo que colocou a estratégia na mira do TCU (Tribunal de Contas da União), que vê nas linhas de crédito uma tentativa de drible às normas.
A ausência de impacto nas regras não significa custo nulo para a sociedade. O subsídio não aparece no Orçamento, mas tem impacto na dívida líquida do setor público, um importante indicador de solvência do país.
Em abril, a dívida líquida alcançou 67,4% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior patamar da série histórica, iniciada em 2001. O indicador vem batendo sucessivos recordes desde junho de 2025, influenciado também por outros fatores, como o efeito do câmbio sobre as reservas internacionais. Seu crescimento obriga o governo a buscar um superávit ainda maior para estabilizar a trajetória.
Em nota, a Fazenda disse que “a transparência e o monitoramento dos custos fiscais associados às políticas de crédito e aos subsídios constituem uma agenda permanente do governo federal”. Segundo a pasta, as informações são consolidadas em divulgações como o Orçamento de Subsídios da União.
Um integrante da equipe econômica afirma que as linhas de crédito estão sendo calibradas para que os subsídios sejam proporcionais ao retorno esperado em termos de sustentação da atividade econômica e apoio a públicos considerados vulneráveis. Esse interlocutor também pondera que algumas ações usam recursos já vinculados às áreas beneficiadas.
Especialistas e órgãos de controle, porém, questionam o uso crescente do expediente, dada a ausência de travas, a menor transparência e o impacto na dívida.
“O governo não paga o custo político de ter que escolher entre duas políticas, só socializa o custo para a sociedade inteira via taxa de juros”, afirma Jeferson Bittencourt, chefe de macroeconomia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional.
Uma das medidas de maior custo é a linha de R$ 30 bilhões para financiar a compra de carro para motoristas de aplicativo e taxistas. O Tesouro vai receber uma remuneração de 2,5% ao ano, ou 1,5% ao ano nas aquisições feitas por mulheres, bem abaixo do custo de financiamento da União (algo próximo à Selic, hoje em 14,5% ao ano).
A regulamentação foi aprovada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 20 de maio, e a exposição de motivos (onde o custo é detalhado) ainda não é pública. Mas a reportagem apurou que o subsídio implícito foi estimado em até R$ 8,46 bilhões em cifras nominais, ou R$ 6,9 bilhões em valor presente. A conta pressupõe que todos os financiamentos saiam à taxa mais baixa.
Outra medida com impacto relevante é a injeção de mais R$ 20 bilhões do Fundo Social do pré-sal para financiar moradias do Minha Casa, Minha Vida. A Fazenda informou à Folha que o subsídio implícito é calculado em até R$ 10,2 bilhões em valores nominais, considerando a taxa de juros reduzida para trabalhadores cotistas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o uso de todos os recursos disponíveis.
Ainda na habitação, o governo também ampliou o prazo para pagamento no programa Reforma Casa Brasil, que concede financiamento para melhorias habitacionais. A mudança vai impor um subsídio de R$ 850 milhões, adicional aos R$ 7,3 bilhões já estimados no lançamento da linha de crédito.
A segunda fase do programa Move Brasil, que vai disponibilizar R$ 14,5 bilhões da União para a compra subsidiada de caminhões, teve o custo implícito calculado em R$ 6,32 bilhões.
O governo ainda prevê um impacto de R$ 1,45 bilhão com os empréstimos às companhias aéreas, com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil). A linha conta com R$ 8 bilhões disponíveis.
No caso dos R$ 10 bilhões extras do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) direcionados a projetos de indústria 4.0 e bens de capital verde, a Fazenda indicou apenas o valor presente do subsídio, calculado em R$ 1,69 bilhão. O impacto nominal, diluído ao longo dos contratos, tende a ser maior que isso.
O ministério afirmou ainda que, como os recursos do FAT já são destinados a financiamentos por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a medida não tem impacto adicional na dívida bruta do governo, embora a diferença de taxas resulte na elevação da DLSP.
Por outro lado, o governo ainda não divulgou o custo implícito do Plano Brasil Soberano 2.0, que prevê mais R$ 15 bilhões em recursos para empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e pela guerra no Irã.
Tampouco informou o custo ligado à linha de R$ 10 bilhões para financiar a compra de máquinas agrícolas a taxas subsidiadas –nesse caso, as condições da linha ainda não foram regulamentadas.
Em entrevista recente à Folha, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, reconheceu que as medidas carregam um subsídio implícito, mas ponderou que há também um estímulo ao crescimento, o que contribui para reduzir a relação dívida/PIB. Não há, no entanto, estimativas desse efeito.
Para Jeferson Bittencourt, os empréstimos podem ser um instrumento adequado e mais funcional para determinadas políticas públicas, mas o modelo impõe maior dificuldade de controle -daí a importância da estimativa de subsídio implícito.
Bittencourt integrou a equipe técnica da Fazenda que desenvolveu a primeira metodologia desse cálculo em 2013, num momento em que o alto volume de empréstimos da União ao BNDES passou a ter impacto relevante na dívida. A norma nasceu após uma batalha interna na pasta e uma determinação do TCU.
“Num país que não tem recursos sobrando, precisamos conseguir comparar as políticas”, diz. Ele observa que só o crédito para motoristas de app pode custar mais do que o Farmácia Popular e o programa Gás do Povo.
Uma auditoria recente do TCU criticou o que classificou de “estruturas paralelas” para executar políticas fora do Orçamento e determinou a adoção de mecanismos de transparência. Segundo um integrante da equipe econômica, o governo pode vir a detalhar mais essas informações, inclusive com um novo anexo no PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual).
Money Times - SP 02/06/2026
O Itaú Unibanco, em relatório de revisão de cenário macroeconômico, elevou as estimativas para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Produto Interno Bruto (PIB) e para a taxa Selic. Segundo o banco, com a nova piora do cenário inflacionário e a atividade ainda resiliente, isso limita ainda mais o espaço para corte de juros pelo Banco Central (BC).
A projeção para o IPCA de 2026 subiu, de 5,2% para 5,4%, ainda mais distante do teto da meta inflacionária do BC, de 4,5%. A mudança, segundo o Itaú, reflete um maior efeito indireto do petróleo na inflação, o que encarece insumos e serviços ao longo das cadeias produtivas.
“Mesmo que, no curto prazo, a pressão por reajustes adicionais de combustíveis, especialmente gasolina, possa ser mitigada por medidas como cortes de impostos e subvenções, os efeitos indiretos do choque já começaram a aparecer nos índices de preços ao produtor e vêm se tornando mais visíveis no próprio IPCA, o que deve manter a inflação pressionada ao longo do ano”, avalia o Itaú no relatório.
Com isso, o banco acrescenta que o balanço de riscos permanece de alta para a inflação, com avanços adicionais de gasolina e diesel como o principal vetor de risco para 2026.
Para 2027, o Itaú também revisou para cima a projeção do IPCA, de 4,3% para 4,5%, ao incorporar a maior inércia inflacionária e os maiores preços previstos para alimentos. Isso, explica, reflete a expectativa de balanço mais apertado para commodities agrícolas ao longo do próximo ano, o que deve se traduzir em uma inflação de alimentos mais elevada.
“O balanço de riscos permanece assimétrico para cima, principalmente em função da incerteza sobre a intensidade e a persistência do El Niño”, diz o banco.
PIB mais forte
Após crescimento de 1,1% da atividade no primeiro trimestre de 2026 na margem, além do conjunto de medidas fiscais e creditícias anunciadas recentemente pelo governo federal, o Itaú aumentou a expectativa de crescimento do PIB em 2026, de 1,9% para 2,1%.
“No cenário, incorporamos os impactos do Novo Desenrola e das linhas de financiamento subsidiado
voltadas à renovação da frota de ônibus e caminhões, bem como o impulso de transferências resultante da redução da fila do INSS”, afirma o banco.
Já para 2027, o Itaú manteve a estimativa de expansão de 1,7% do PIB. Segundo o banco, a esperada perda de fôlego do impulso fiscal deve ser parcialmente compensada, ao longo do tempo, por uma política monetária menos contracionista.
E a Selic?
Diante das comunicações do BC sinalizando cautela na condução da política monetária em cenário de elevada incerteza, além da piora do cenário inflacionário enquanto atividade manteve solidez, a projeção da Selic terminal de 2026 do Itaú foi elevada, de 13,25% para 13,75%.
Ao avaliar o comportamento recente dos dados macroeconômicos, o banco considera que eles não abrem espaço para aceleração de corte, mesmo com alguma acomodação do preços de petróleo. O cenário base da instituição prevê mais três reduções de 0,25 ponto percentual na taxa Selic neste ano.
“Reconhecemos que o risco é que o ciclo de corte de juros seja interrompido ainda antes, com eventuais reduções adicionais condicionados a um comportamento mais benigno das expectativas e a sinais claros de desaceleração da atividade, condições que ainda não estão presentes”, complementa.
Para o próximo ano, o banco estima que a Selic terminal atinja 12,50%.
Câmbio segue mantido?
O Itaú manteve as estimativas para a taxa de câmbio em 2026 (R$ 5,15) e em 2027 (R$ 5,35). Apesar da recente depreciação do real, a taxa de juros elevada, os termos de troca mais favoráveis e a rotação de portfólio para emergentes continuam como fatores de suporte para a moeda brasileira no curto prazo.
“Nossa projeção o, porém, segue incorporando alguma depreciação ao longo do ano, justificada pela volatilidade tipicamente observada nos anos de eleição”, afirma o banco.
O Estado de S.Paulo - SP 02/06/2026
O avanço dos preços do petróleo, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, reacendeu temores de inflação persistente, desaceleração econômica e aumento do endividamento público ao redor do mundo. Com isso, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar títulos públicos de longo prazo, elevando os juros das dívidas soberanas em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão e reduzindo as apostas em cortes de juros pelos principais bancos centrais.
Somente nos Estados Unidos, o juro do T-bond de 30 anos bateu maior nível desde 2007 na semana passada. Segundo o chefe de Vendas de Taxas de Dinheiro Real do Goldman Sachs, Phillip Lee, as taxas de curto prazo, por outro lado, podem ser mais influenciadas pela política do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que Lee espera ser relativamente equilibrada entre aumentos e cortes de juros nos próximos anos.
As taxas das T-notes de 10 anos e das T-bills de 3 meses estão atualmente cerca de 40 pontos-base acima das projeções do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO, em inglês). Se permanecerem assim nas projeções ao longo da próxima década, podem acrescentar US$ 1,5 trilhão à dívida americana, além de aumentar a dívida como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de 100% hoje para 124% no ano fiscal de 2036, em vez dos 120% projetados pelo CBO. “A dívida elevada pode exercer pressão adicional sobre as taxas de juros, potencialmente levando a uma espiral de dívida — ou até mesmo a uma crise fiscal”, alerta o escritório.
O economista global da Jefferies, Mohit Kumar, diz estar cada vez mais preocupado com o risco de déficits maiores, caso governos adotem medidas fiscais para amortecer o impacto do petróleo caro. “Não é só a inflação; déficits mais altos também deveriam estar no radar”, afirmou. “É provável que vejamos, nos próximos meses, o anúncio de várias medidas de apoio, como subsídios ao combustível.”
Estrategista de mercados globais do JPMorgan Asset Management, Marina Valentini avalia que a situação deve continuar gerando uma abertura da curva de rendimentos, o famoso “stepping in” da curva, em que os juros de longo prazo sobem mais que os de curto prazo.
O mercado, porém, ainda acredita em “uma luz no fim do túnel”, prevendo que as negociações entre os EUA e o Irã vão resultar em um acordo para abrir e normalizar o Estreito de Ormuz em breve, acrescenta Valentini ao Estadão/Broadcast.
No Reino Unido, os títulos soberanos, os chamados Gilts, também tocaram o maior nível em décadas, pressionados adicionalmente pela incerteza política e pela possibilidade de um desafio à liderança do primeiro-ministro Keir Starmer. Os rendimentos dos Gilts de 30 anos atingiram 5,787%, o nível mais alto desde 1998, no começo do mês, enquanto os juros dos títulos de 10 anos chegaram ao maior valor em 18 anos, a 5,154%.
Já o rendimento do Bund alemão de 10 anos chegou a ser negociado a 3,133%, maior patamar desde 2011, e o rendimento do JGB de 10 anos subiu ao maior nível em 29 anos no Japão — com volatilidade em meio a intervenção cambial para controlar o valor do iene.
No Banco da Inglaterra (BoE, em inglês), especula-se um aumento de juros já a partir da próxima reunião, embora Valentini acredite que os dirigentes talvez queiram ser pacientes e entender o que acontece com o conflito no próximo mês. Para o Japão, o mercado ainda aposta nas altas de juros em junho e na continuidade do aperto em 2027. Dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) têm demonstrado que a instituição pode elevar os juros na próxima reunião.
A dívida global aumentou pelo quinto trimestre consecutivo, avançando em mais de US$ 4,4 trilhões durante o primeiro trimestre de 2026, para atingir um recorde de quase US$ 353 trilhões, alertou no começo de maio o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, em inglês). As crescentes pressões inflacionárias — impulsionadas por preços mais altos de energia e alimentos — obrigarão muitos governos, particularmente importadores de energia, a mitigar o impacto econômico por meio de apoio fiscal, levando a déficits mais amplos, endividamento adicional e níveis de dívida mais altos, explicou o IIF.
O diretor-geral e economista-chefe do CIBC, Avery Shenfeld, alerta que, mesmo que a guerra acabe amanhã, há outros fatores por trás do que pode ser um período duradouro com taxas longas altas. À medida que o fardo da dívida-PIB aumenta, há pelo menos algum risco de que governos pressionem seus banqueiros centrais a deixar a inflação correr mais alta e, assim, reduzir a dívida em termos reais.
Nos EUA, em específico, o Tesouro está financiando grandes déficits mesmo quando a economia está em pleno emprego, sem um plano credível para reduzi-los diante de tendências demográficas desfavoráveis para os custos da seguridade social e do Medicare, acrescenta Shenfeld.
Valor - SP 02/06/2026
Contrato futuro com vencimento em setembro, o mais negociado, fechou cotado a US$ 115,4
O preço do minério de ferro voltou a recuar na China nesta segunda-feira (1º), pressionado pela ampla oferta do insumo, dizem analistas.
O contrato futuro do minério de ferro com vencimento em setembro, o mais negociado na bolsa de Dalian, fechou em baixa de 0,19%, cotado a 781 yuans (US$ 115,4).
Os embarques globais de minério de ferro aumentaram significativamente na penúltima semana de maio, na comparação sequencial, impulsionados principalmente por maiores volumes provenientes da Austrália, o que exerce pressão sobre o preço, observam especialistas da consultoria Nanhua Futures em nota.
Money Times - SP 02/06/2026
As ações da Vale (VALE3) operam em queda nesta segunda-feira (1º) e ajudam a puxar o Ibovespa para baixo, em um dia marcado pela fraqueza das commodities metálicas e pelo aumento da aversão ao risco global. Por volta das 12h20, os papéis da mineradora recuavam 2,63%, cotados a R$ 80,64.
As perdas se espalham pelo setor de mineração e siderurgia, que domina a ponta negativa do principal índice da bolsa brasileira. A maior queda era da CSN (CSNA3), com recuo de 7,45%, seguida por CSN Mineração (CMIN3), que caía 4,94%. As ações da Bradespar (BRAP4), holding com participação relevante na Vale, também figuravam entre as maiores baixas, com queda de 3,48%.
O movimento acompanha o desempenho do minério de ferro no exterior. A commodity fechou em baixa de 0,19% na bolsa de Dalian, na China, e de 0,80% em Cingapura.
Além disso, o setor também sente a saída de fluxo estrangeiro da bolsa brasileira e o aumento das preocupações geopolíticas. A notícia de que o Irã suspendeu as negociações com os Estados Unidos elevou a cautela dos investidores e levou os mercados de ações nos Estados Unidos e na Europa para o campo negativo.
Dividendos seguem no radar
Apesar da pressão desta sessão, o Bradesco BBI segue com recomendação de compra para a Vale, com preço-alvo de R$ 102 por ação.
Em relatório divulgado antes da abertura do mercado, o banco afirmou que a pressão de custos provocada pela valorização do real e pelo aumento dos preços de insumos tem ganhado força, mas segue vendo suporte relevante vindo dos preços do minério de ferro e dos metais básicos.
Na avaliação dos analistas, o segundo trimestre pode trazer maior atenção para os custos da companhia e até uma possível revisão de guidance, mas sem comprometer a tese de investimento.
O banco continua projetando forte geração de caixa, dividendos robustos e potencial distribuição extraordinária de recursos aos acionistas no segundo semestre.
Valor - SP 02/06/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira um decreto que altera as tarifas sobre algumas importações de cobre, alumínio e ferro, informou a Casa Branca. O decreto reduz de 25% para 15% as tarifas aplicadas a determinados equipamentos agrícolas.
Ela também estabelece uma tarifa de 15% para equipamentos industriais móveis, como tratores de esteira (bulldozers) e empilhadeiras, quando importados de países que possuem acordos comerciais e têm direito a esse tratamento tarifário, segundo comunicado da Casa Branca.
A medida ainda permite que empresas estrangeiras se qualifiquem para uma tarifa de 10% caso seus equipamentos de capital contenham, em peso, pelo menos 85% de aço ou alumínio fundido e processado nos Estados Unidos.
As mudanças permanecerão em vigor até 31 de dezembro de 2027, com o objetivo de estimular investimentos de curto prazo que contribuam para a reconstrução da base industrial do país, afirmou a Casa Branca.
Auto Industria - SP 02/06/2026
O mercado de veículos leves segue surpreendendo com desempenho acima do esperado por Anfavea e Fenabrave no início do ano. Foram 263 mil emplacamentos em maio, crescimento de 11,2% sobre abril e de 22,7% em relação ao mesmo mês de 2025.
Conforme dados da Consultoria K.Lume, a alta no acumulado do ano é de 17,8%, com quase 1,1 milhão de unidades licenciadas em cinco meses. As entidades do setor devem rever na virada do ano as projeções iniciais que indicavam evolução de apenas 3%.
Os veículos de passeio lideram o crescimento no ano, com 21,4%, enquanto os comerciais leves tiveram evolução menor, de 5,7%.
Valor - SP 02/06/2026
Exportações continuaram a registrar um crescimento robusto, compensando a persistente desaceleração no mercado interno
A gigante chinesa de veículos elétricos BYD interrompeu sua mais longa série de recuo nas vendas em maio, apesar do enfraquecimento da demanda doméstica e da intensificação da concorrência que continuam a pesar sobre o desempenho.
As vendas globais de veículos cresceram 0,3% em maio, em relação ao ano anterior, para 383.453 unidades, de acordo com cálculos da Reuters baseados em um relatório divulgado nesta segunda-feira (1º), após oito meses de contração nas vendas.
A produção da maior fabricante de veículos elétricos do mundo aumentou 8,8% no quinto mês de 2025, em relação ao ano anterior, encerrando uma série de quedas consecutivas que persistiam desde julho de 2025.
As exportações continuaram a registrar um crescimento robusto, compensando a persistente desaceleração no mercado interno, onde as vendas da BYD caíram 24%, registrando queda pelo 13º mês consecutivo.
As vendas no exterior aumentaram 80,4% ante mesmo período do ano anterior, atingindo 160.644 unidades em maio, impulsionadas pela maior demanda por veículos elétricos na Europa e nos mercados emergentes, motivada pelo aumento dos preços do petróleo após a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
Concorrência acirrada no país
A BYD e outras montadoras chinesas vêm ganhando força na Europa, já que a demanda por veículos elétricos continua a apoiar o crescimento geral do mercado.
Seu mercado interno, no entanto, continua enfrentando dificuldades após uma acirrada guerra de preços. O segmento econômico da BYD, um dos principais pilares de sua estratégia de volume, tem se mostrado particularmente vulnerável à medida que os subsídios governamentais diminuem e a demanda dos consumidores enfraquece em um cenário de desaceleração econômica.
“A série Galaxy da Geely está afastando os compradores da BYD no segmento de mercado de massa com uma marca forte e preços competitivos, enquanto a Leapmotor está atraindo consumidores práticos com preços baixos”, disse Li Yanwei, analista da Associação de Revendedores de Automóveis da China (Cada, na sigla em inglês).
A Leapmotor vendeu 81.569 carros em maio em todo o mundo, um aumento de 81% em relação ao ano anterior.
Monitor Digital - RJ 02/06/2026
Os modelos eletrificados iniciaram 2026 em alta na preferência dos brasileiros. De acordo com dados do Webmotors Autoinsights, ferramenta de dados e inteligência sobre o mercado automotivo, as buscas e visitas por carros elétricos zero quilômetro cresceram 48% entre janeiro e março deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2025. No mesmo período, os híbridos novos avançaram 16,7%.
Apesar de os modelos elétricos apresentarem maior crescimento em buscas, são os híbridos, no entanto, que concentram o maior volume de interesse neste começo de ano. Entre todas as buscas por eletrificados na plataforma (considerando novos e usados somados), 75% foram direcionadas a esses modelos, ao passo que 25% corresponderam aos elétricos.
Do total de modelos eletrificados na plataforma, os usados também se mantiveram aquecidos, com alta de 23% nas buscas e visitas em relação ao ano anterior. Os híbridos seminovos lideram com folga a procura no marketplace, representando 76% do total de buscas por eletrificados desta categoria, enquanto os elétricos responderam por 24%.
Este avanço observado no levantamento está em linha com os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reportou 100 mil veículos eletrificados emplacados no primeiro trimestre de 2026, volume quase duas vezes superior frente ao ano passado.
Carros híbridos e elétricos crescem no Brasil, mas seguro ainda gera dúvidas
O mercado de veículos híbridos e elétricos segue em forte expansão no Brasil em 2026 e caminha para um ano histórico. Em fevereiro, foram quase 25 mil emplacamentos, alta de 92% na comparação anual. Hoje, esses modelos já representam 14% das vendas de veículos leves no país, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A própria entidade projeta que 2026 pode se tornar o melhor ano da eletromobilidade no Brasil, com expectativa de novos recordes de vendas. Apesar desse avanço acelerado, o tema ainda levanta incertezas quando o assunto é seguro. Dúvidas sobre cobertura, custo e manutenção seguem como entraves para parte dos consumidores, especialmente diante de um mercado que ainda se adapta a essa nova realidade.
Na prática, veículos híbridos e elétricos apresentam particularidades que impactam diretamente o seguro. Componentes como a bateria de alta tensão, por exemplo, têm custo elevado e exigem mão de obra especializada em caso de sinistro, o que pode influenciar o valor da apólice. Nos elétricos, questões relacionadas à reparação da bateria e à rede credenciada especializada também entram na conta. Ao mesmo tempo, esses carros costumam apresentar menor desgaste mecânico em alguns itens e, em determinados casos, menor frequência de sinistros, o que também entra na equação das seguradoras. Esse equilíbrio ainda está em fase de ajuste no mercado brasileiro.
Outro ponto relevante é a cobertura e o entendimento do consumidor sobre o que está, de fato, incluído na apólice. Em muitos casos, a dúvida não está no preço, mas na clareza das condições, especialmente em relação a itens específicos desses veículos. Isso abre espaço para modelos mais transparentes e flexíveis, que acompanhem o perfil de uso e as características do carro.
Valor - SP 02/06/2026
As vendas de veículos elétricos em 37 países atingiram recordes mensais em março ou abril, impulsionadas pela alta dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
As vendas de veículos elétricos vinham em tendência de queda em muitos mercados devido à redução dos incentivos à compra, mas a crise energética os tornou mais atraentes para os consumidores. Isso mostrou uma mudança na dinâmica de adoção de veículos elétricos, que passou de ser impulsionada por regulamentações e subsídios para ser direcionada pelo mercado.
Dos 150 países para os quais há dados disponíveis, 28, incluindo Austrália e Reino Unido, registraram recordes mensais de vendas de veículos elétricos em março, segundo dados da S&P Global Mobility. Nove países, incluindo Brasil e Filipinas, registraram vendas recordes em abril.
Tanto em março quanto em abril, as vendas de veículos elétricos superaram os números do ano anterior em 91% dos países, a primeira vez desde abril de 2023 que mais de 90% dos países registraram aumentos.
A Coreia do Sul, altamente dependente do petróleo do Oriente Médio, viu as vendas de veículos elétricos em março e abril, combinadas, aumentarem 140% em relação ao ano anterior, ultrapassando 80 mil unidades. A adoção de elétricos subiu 14 pontos percentuais, para 26%.
O Sudeste Asiático registrou um avanço de 40% nas vendas, para 90 mil unidades, com os veículos elétricos ocupando uma participação de 16% no mercado automobilístico da região. As vendas de veículos elétricos na União Europeia se recuperaram da queda anterior, com uma alta de 40%.
A China, por outro lado, teve uma queda de 8%, para 1,33 milhão de unidades, devido ao corte de incentivos fiscais para a compra a partir de janeiro, embora a participação de mercado dos veículos elétricos tenha subido cinco pontos percentuais, para 42%, como resultado de uma queda geral na demanda por automóveis.
As vendas de veículos elétricos nos Estados Unidos, onde os subsídios foram suspensos em setembro, sofreram recuo mais acentuado, de 20%.
O crescimento das vendas globais ficou em apenas 8% devido às quedas nos enormes mercados dos Estados Unidos e da China. Mas as vendas de elétricos saltaram 50% nos outros 148 países combinados, onde a adoção de veículos elétricos atingiu um recorde de 12%.
A porcentagem de elétricos nas vendas de veículos novos ultrapassou 10% em 38 países, enquanto 28 países superaram o limite de 16%, considerado o ponto de virada para a adoção em larga escala.
O Japão, onde os preços da gasolina são mantidos baixos por subsídios, registrou um aumento de 50% nas vendas de veículos elétricos no período de março a abril. Embora as vendas tenham crescido significativamente, em parte devido aos efeitos dos subsídios para veículos elétricos atualizados em janeiro, a participação de mercado deles permaneceu em 2%.
Em um relatório publicado em 20 de maio, a Agência Internacional de Energia (IEA) afirmou que as respostas a essa crise energética "moldarão o mercado global de automóveis nos próximos anos".
A crise do petróleo da década de 1970 afetou o mercado de veículos grandes e com alto consumo de combustível, levando à popularidade global de carros japoneses pequenos e econômicos. O atual conflito no Irã pode ter um efeito semelhante para os veículos elétricos, mesmo após a diminuição das tensões no Oriente Médio, à medida que mais pessoas experimentam seus benefícios.
As montadoras chinesas estão expandindo sua presença global em elétricos. As exportações de veículos do país em abril avançaram 70%, para 900 mil unidades, segundo um grupo da indústria chinesa. As exportações de veículos de novas energias — categoria que inclui elétricos e híbridos plug-in — mais que dobraram, chegando a 430 mil unidades, quase metade do total.
De acordo com a AIE (Agência Internacional de Energia), 55% dos veículos elétricos e híbridos plug-in vendidos em mercados fora dos Estados Unidos, Europa e China em 2025 foram importados da China. No Sudeste Asiático, região altamente dependente do Oriente Médio para o fornecimento de petróleo bruto, os veículos elétricos chineses de baixo custo já começam a conquistar participação de mercado dos carros japoneses.
Revista Ferroviaria - RJ 02/06/2026
A população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, recebeu, na manhã desta sexta-feira, 29, o primeiro trem da nova frota destinada ao metrô, marcando o início de uma nova etapa de modernização no atendimento aos passageiros.
Durante evento oficial, uma comitiva formada pelo governador Mateus Simões, representantes da concessionária Metrô BH e da Changchun Railway Vehicles (CRRC), empresa chinesa responsável pela fabricação das composições, percorreu o trajeto entre as estações Central, em Belo Horizonte, e Novo Eldorado, em Contagem.
Esta é a primeira unidade de um total de 24 novos trens. Segundo estimativa do Governo de Minas Gerais, dez composições deverão estar em operação ainda em 2026.
É uma alegria para o Governo de Minas estar colocando esse primeiro trem em funcionamento. A satisfação aqui é pelo conforto que se apresenta, pela internet, pela circulação entre os vagões, pela velocidade da viagem, lembrando que esses trens comportam quase 1.100 passageiros em cada uma das composições, disse Mateus Simões.
Segundo o governador, o cronograma prevê a entrega dos 24 novos trens, em um investimento aproximado de R$ 700 milhões, antecipando em dois anos a aquisição e a entrega da frota destinada às linhas 1 e 2 do metrô.
O início da operação deste novo trem mostra que a modernização do metrô já está chegando à população. É um avanço importante para garantir mais conforto, segurança e eficiência no transporte da Região Metropolitana, destacou o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.
Com passagem livre entre os carros, cada composição pode transportar cerca de 1.100 passageiros por viagem. Os novos trens contam com ar-condicionado, wi-fi gratuito, sistema de monitoramento por câmeras, displays digitais de LED com informações em tempo real e recursos de acessibilidade. Além disso, possuem sistema de intercomunicação com o maquinista e monitoramento embarcado para utilização em situações de emergência.
Em paralelo à chegada do novo material rodante, o governo estadual e a concessionária entregaram, em fevereiro, a estação Novo Eldorado, em Contagem. Até o fim deste semestre, a previsão é colocar em operação as duas primeiras estações da Linha 2: Nova Suíça e Amazonas. A nova linha terá, ao todo, 10,5 quilômetros de extensão e sete estações.
Antes de ser liberada para operação comercial, a primeira composição considerada a cabeça de série foi submetida a mais de 2,1 mil verificações técnicas no Brasil e na China. Ao todo, foram realizados acima de 90 procedimentos de testes, necessários para validar o trem, incluindo análises dos sistemas de aceleração, frenagem, sinalização, acessibilidade e integração operacional, além de itens voltados à experiência dos passageiros.
Veja - SP 02/06/2026
Depois de anos de processos arrastados, a Ferrogrão, ferrovia que liga Sinop, em Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, deve ter uma rápida definição. Ao menos é o que estima o governo.
A expectativa do Executivo é que o Tribunal de Contas da União libere o projeto até o final de junho. Depois disso, em cerca de 100 dias a licitação já poderá ser feita, segundo uma fonte do Ministério dos Transportes.
A Ferrogrão é uma das obras mais simbólicas — e controversas — da infraestrutura brasileira. O projeto busca criar um corredor ferroviário paralelo à BR-163, hoje uma das principais rotas de caminhões para levar soja e milho de Mato Grosso aos portos do Norte. Seu projeto tem o objetivo de reduzir custos logísticos, emissões e pressão sobre a rodovia.
Nos últimos anos, a obra ficou travada entre o TCU, o Supremo Tribunal Federal e órgãos ambientais. Agora, o governo aposta que uma decisão do tribunal de contas pode destravar o cronograma e transformar a Ferrogrão em um dos principais leilões ferroviários da atual carteira de concessões.
Valor - SP 02/06/2026
Segundo reportagem do New York Times, Comando Central dos Estados Unidos ajudou cerca de 70 embarcações a passar pelo estreito nas últimas três semanas
O Comando Central dos EUA (Centcom) coordenou a passagem de 70 navios comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas três semanas, segundo relatos de autoridades americanas ao New York Times. A navegação pela hidrovia, por onde passa cerca de 20% de todo petróleo e gás natural comercializados globalmente, ainda sofre riscos em meio ao impasse das negociações para um acordo de paz entre Washington e Teerã.
Além disso, a maioria dos navios desligou seus equipamentos de rastreamento para evitar ser detectada durante a travessia de Ormuz, acrescentaram as autoridades dos EUA ao jornal. As fontes se recusaram, porém, a dizer quais tipos de embarcações completaram a travessia, bem como qual rota foi utilizada, embora uma delas tenha indicado que uma das rotas não era próxima ao litoral iraniano – uma vez que navios que navegam perto do Irã sem autorização do país persa estão sujeitas a ataques de drones e mísseis, conforme autoridades americanas.
Embora Washington esteja ajudando navios a cruzar o Estreito, a iniciativa ainda não provocou uma retomada significativa do tráfego marítimo, já que antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, mais de 100 navios comerciais cruzavam a via marítima diariamente, enquanto hoje, com a ajuda americana, uma média de três navios por dia passam pela hidrovia. Analistas do setor ouvidos pelo NYT disseram não poder verificar de maneira independente o número de travessias devido ao uso de sistemas de rastreamento desligados..
As perspectivas de um acordo para reabrir Ormuz ainda sofreram um revés após o presidente Donald Trump endurecer os termos das negociações com o Irã, segundo autoridades americanas, conforme disseram autoridades dos EUA no último domingo. Na semana passada, tanto autoridades americanas quanto iranianas disseram que Washington e Teerã estavam próximos de chegar a um acordo preliminar que previa, entre os pontos, a reabertura do Estreito.
Após encerrar o Projeto Liberdade, lançado no início de maio por Trump com o objetivo de facilitar a travessia de navios por Ormuz, os EUA passaram a apenas a incentivar e orientar embarcações a realizarem a passagem pela hidrovia, sem fornecer escolta naval.
Em comunicado divulgado no sábado, o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, afirmou que, embora as forças americanas não estejam fornecendo escolta, continuam se comunicando e coordenando com navios comerciais que buscam transitar de forma livre e segura pelo Estreito de Ormuz, descrito por ele como um corredor internacional crítico para as economias regional e global.
As embarcações que utilizam a rota americana, entretanto, ainda correm o risco de ser atacadas pelo Irã, que afirma controlar a hidrovia. Um navio porta-contêineres de propriedade da francesa CMA CGM, por exemplo, foi atacado realizando a travessia durante o Projeto Liberdade. O Centcom, por sua vez, alegou que o navio não seguiu determinadas diretrizes.
Em meio às dificuldades, dois navios que navegavam sob bandeira marítima americana cruzaram o estreito durante o Projeto Liberdade.
Uma operação americana lançada em abril pelos EUA para interceptar navios com passagem por portos iranianos já redirecionou 116 embarcações, segundo o Centcom, e enfraqueceu o fluxo de petróleo iraniano para os mercados internacionais.
Apesar da pressão americana, o Irã mantém influência sobre Ormuz: das 895 travessias registradas entre 1º de março e 19 de maio, pouco mais da metade utilizou a chamada rota iraniana, conforme dados da empresa marítima Kepler. Cerca de 40% seguiram por rotas desconhecidas ou realizaram travessias “às escuras”.
Portos e Navios - SP 02/06/2026
O Porto Itapoá espera fortalecer a competitividade com dois novos serviços de navegação em seu portfólio: um para o norte da Europa e outro para Manaus (AM). O porto foi incluído na rotação da linha de longo curso (Neosamba), operado pela Maersk, que vai conectar Santa Catarina diretamente aos principais hubs do Norte da Europa. No segmento de cabotagem, o terminal ganhará o novo serviço ALCT1, da Aliança Navegação e Logística, previsto para iniciar operações em junho, ligando Itapoá a Manaus com tempo de trânsito marítimo de aproximadamente 13 dias.
A nova rotação da Maersk inclui os portos de Southampton (Reino Unido), Rotterdam (Holanda), Hamburgo (Alemanha), Bremerhaven (Alemanha), Antuérpia (Bélgica), Tânger (Marrocos), Santos (Brasil), Paranaguá (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Itapoá (Brasil). Atualmente, o Porto Itapoá já recebe outros dois serviços que conectam o Brasil à Europa via Mediterrâneo: o Bossa Nova/Sirius 1, operado pela Maersk e CMA CGM, além do WMED/MSE, operado pela MSC e Hapag-Lloyd.
Em 2025, as importações provenientes da União Europeia via Itapoá corresponderam a cerca de 19% de toda a carga importada movimentada pelo Porto Itapoá, o equivalente a aproximadamente 285 mil TEUs. De acordo com a administração do TUP, 76% de todos os alimentos e bebidas importados que passaram pelo terminal tiveram origem na União Europeia. O bloco europeu também respondeu por 27% das importações de produtos químicos e 13% das cargas de maquinário movimentadas em Itapoá.
No fluxo de exportações, a União Europeia representou aproximadamente 12% de toda a carga exportada pelo terminal em 2025, totalizando cerca de 180 mil TEUs. Entre os principais segmentos, 19% dos produtos florestais — como madeira e celulose — exportados via Porto Itapoá tiveram como destino o mercado europeu. O bloco também respondeu por 22% das exportações de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, além de 14% das cargas de maquinário e siderurgia movimentadas pelo terminal com destino à Europa.
“Santa Catarina possui uma base industrial altamente conectada ao mercado europeu, e o Porto Itapoá está estrategicamente posicionado para atender essa demanda com eficiência logística, proximidade dos polos produtivos e serviços marítimos cada vez mais robustos”, destacou o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten. O porto está próximo de importantes pólos industriais e consumidores do Sul e Sudeste do Brasil, incluindo as regiões de Joinville, Curitiba e São Paulo.
O novo serviço de cabotagem da Aliança contará com duas escalas semanais em Itapoá, ampliando a capacidade logística para cargas industriais, eletroeletrônicas, bens de consumo e produtos refrigerados movimentados entre as regiões Sul e Norte do país. O Porto Itapoá conta atualmente com o serviço BRACO, operado pela Mercosul Line e CMA CGM, que também conecta Manaus e outros portos da costa brasileira.
Em 2025, o Porto Itapoá movimentou aproximadamente 298 mil TEUs na cabotagem, resultado que representou crescimento de 32% em relação ao ano anterior e consolidou o terminal como o líder em movimentação de cabotagem entre os portos do Sul do Brasil. “A cabotagem vem ganhando espaço porque combina capacidade de movimentação, previsibilidade operacional e competitividade logística. O crescimento registrado no Porto Itapoá mostra que o mercado está buscando soluções cada vez mais eficientes para o transporte de cargas no Brasil”, analisou Arten.
Portos e Navios - SP 02/06/2026
O Governo do Estado anunciou, na última semana, o início do processo de transição na presidência da Portos RS, vinculada à Secretaria de Logística e Transportes. Fábio Silveira Machado, que atualmente é membro do Conselho de Administração da empresa pública, assumirá como presidente do órgão na vaga deixada por Cristiano Klinger.
Klinger foi o primeiro presidente da Portos RS como empresa pública. Ele tomou posse durante a assembleia geral que alterou a antiga autarquia para um novo modelo de administração portuária. O secretário de logística e transportes do estado, Clóvis Magalhães, destacou o trabalho realizado por Klinger no comando da Portos RS, em especial para os processos de modernização e evolução do modal hidroviário gaúcho.
Machado é advogado, com mais de 20 anos de experiência no setor público e atuação nas áreas de direito administrativo, licitações, contratos administrativos e governança. Atualmente, é coordenador da assessoria jurídica da Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária e membro do conselho de administração da Portos RS. Também foi secretário de governo e procurador-geral do município de Pelotas, além de consultor jurídico do Sanep.
CNN Brasil - SP 02/06/2026
A Marinha francesa interceptou um petroleiro alvo de sanções que havia partido de um porto russo – a terceira apreensão conhecida nos últimos meses.
O navio – o Tagor – foi apreendido no Atlântico “em águas internacionais, com o apoio de diversos parceiros, incluindo o Reino Unido, em estrita conformidade com o direito do mar”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira (1º), em uma publicação no X.
Um petroleiro com esse nome, registrado em Madagascar, foi identificado em sites de rastreamento de navios no Atlântico Norte há cinco dias, após ter partido do porto russo de Umba.
O Tagor está sujeito a sanções da União Europeia, do Reino Unido e dos Estados Unidos.
“É inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos”, disse Macron.
“Essas embarcações, que não cumprem as regras mais básicas da navegação marítima, também representam uma ameaça ao meio ambiente e à segurança de todos.”
O Kremlin afirmou que a ação da França na noite de domingo (31) foi “ilegal, beirando a pirataria internacional”.
“Discordamos veementemente que essas ações estejam sendo realizadas em plena conformidade com o direito internacional”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Acredita-se que o capitão do Tagor seja um cidadão russo, informou a embaixada russa em Paris à agência de notícias estatal TASS.
A embaixada disse ter solicitado informações às autoridades francesas sobre a presença de cidadãos russos entre a tripulação, mas ainda não recebeu resposta.
A França instou o Ocidente a adotar uma postura mais rigorosa na interceptação de navios que transportam petróleo russo, em desafio às sanções, alegando que frequentemente navegam sob bandeiras falsas, não possuem seguro ou não têm certificação de segurança.
Em março, a Marinha francesa apreendeu um petroleiro no Mediterrâneo que, segundo Macron, pertencia à frota paralela da Rússia, composta por centenas de navios-tanque que permitem à Rússia burlar as sanções.
Esses navios “buscam obter lucros e financiar o esforço de guerra da Rússia”, declarou Macron na ocasião.
Os Estados Unidos aliviaram as sanções ao petróleo russo já em alto-mar, visto que o conflito no Oriente Médio interrompe o fornecimento de petróleo. A Europa não seguiu o exemplo.
O governo do Reino Unido declarou em março que “interromper, dissuadir e degradar a frota paralela da Rússia – e privar a máquina de guerra de Putin de fundos – é uma prioridade para este governo” e seus aliados.
Em janeiro, a França interceptou outro petroleiro entre a costa sul da Espanha e a costa norte de Marrocos, sob suspeita de que fizesse parte da frota clandestina russa.
Em março, a Bélgica interceptou outro petroleiro suspeito de navegar com “bandeira falsa e documentos falsos”, com auxílio francês.
Valor - SP 02/06/2026
Ibovespa fechou em queda, com peso da maior percepção de risco entre os investidores, enquanto as bolsas de NY renovaram seus recordes
Apesar dos recentes avanços nas negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, novas tensões levaram a uma forte alta nos preços do petróleo e ditaram o tom nos mercados ontem.
O Ibovespa fechou em queda, com peso da maior percepção de risco entre os investidores, enquanto as bolsas de Nova York renovaram seus recordes de fechamento pela terceira sessão consecutiva, com apoio do setor de tecnologia. O dólar comercial terminou o dia no negativo em relação ao real, ao contrário do movimento da moeda americana visto no exterior, na medida em que a divisa brasileira foi beneficiada pelo avanço nos preços do petróleo.
O barril tipo Brent (referência mundial) com vencimento em agosto fechou em alta de 4,23%, a US$ 94,98, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para julho teve alta de 5,49%, a US$ 92,16 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Ambos os contratos chegaram a subir mais de 7% nas máximas.
Os contratos futuros de petróleo terminaram o dia longe das máximas, após o presidente americano, Donald Trump, dizer em suas redes sociais que as negociações com o Irã seguem “em ritmo acelerado”. Ele também afirmou que Israel e o Hezbollah aceitaram conter os ataques no Líbano.
Antes, os preços haviam disparado para as máximas, com a informação da agência iraniana Tasnim de que o Irã teria suspendido as negociações com os EUA por conta de ataques israelenses ao Líbano. Segundo a fonte, haveria um esforço para um bloqueio total do Estreito de Ormuz. A notícia também pesou sobre o desempenho dos ativos de risco.
Os rendimentos dos Treasuries e o dólar no exterior apresentaram firme alta ontem, com pressão da maior percepção de risco entre os investidores e dados mais fortes que o esperado da economia americana. Os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) medidos pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM) e pela S&P Global subiram para seus maiores níveis em quatro anos. Começam a refletir efeitos do conflito no Oriente Médio e apontam para uma economia aquecida nos Estados Unidos, o que reforça a percepção de que o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros, ou até subir as taxas nos próximos meses.
No fim do dia, os rendimentos dos Treasuries com vencimento em dois anos subiram para 4,035%, de 4,010% no fechamento anterior, e os rendimentos dos Treasuries com vencimento em 10 anos avançaram para 4,453%, ante 4,443% na última sessão. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, tinha alta de 0,30%, aos 99,200 pontos.
No cenário local, no entanto, o dólar comercial fechou em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,0226, na medida em que o real se beneficiou do avanço dos preços do petróleo. Em nota, o Deutsche Bank aponta que a moeda brasileira continua demonstrando resiliência apesar do ruído político, e que os juros reais elevados, combinados com números positivos do setor externo, devem continuar sustentando a moeda. “O choque do petróleo teve um impacto positivo sobre os termos de troca do Brasil e sobre a conta corrente, e os dados mais recentes já mostram uma melhora das exportações, enquanto os dados de fluxo de capitais indicaram entradas líquidas em abril”, escrevem estrategistas do banco alemão.
O comportamento dos principais índices de ações de Nova York também foi influenciado pelos eventos no Oriente Médio e o apetite a risco dos investidores, mas não de maneira tão expressiva quanto outros ativos americanos, na medida em que um forte avanço nas empresas de tecnologia deu suporte para as bolsas americanas.
O Dow Jones subiu 0,09%, aos 51.079,37 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,26%, aos 7.600,03 pontos, e o Nasdaq avançou 0,42%, aos 27.086,808 pontos, todos renovando seus recordes de fechamento pelo terceiro pregão consecutivo, embora por pouco.
O Ibovespa, por outro lado, terminou o dia em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, pressionado pela maior percepção de risco entre os investidores e o movimento de rotação para empresas de tecnologia fora do Brasil.
Exame - SP 02/06/2026
As exportações chinesas de máquinas agrícolas seguem em expansão, impulsionadas pela adaptação dos equipamentos às necessidades locais e pela adoção de modelos de montagem nos países de destino. No primeiro trimestre de 2026, o comércio exterior do setor alcançou US$6,28 bilhões, alta de 27,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações responderam por US$5,94 bilhões do total, com crescimento de 28,9%.
A Ásia Central está entre os mercados que mais avançam para os fabricantes chineses. Empresas como a Weichai Lovol adaptaram tratores e colheitadeiras para operar em ambientes de altas temperaturas e poeira, além de incorporar sistemas de navegação para agricultura de precisão.
Segundo a empresa, a estratégia tem impulsionado as vendas na região. No Cazaquistão, produtores relatam ganhos de produtividade após a adoção dos equipamentos chineses, enquanto distribuidores destacam a combinação entre custo e suporte técnico como um dos diferenciais competitivos.
Além da exportação de máquinas completas, fabricantes chinesas ampliam a presença internacional por meio da montagem local. A YTO Group adotou esse modelo no Cazaquistão, onde uma fábrica inaugurada em 2021 passou a montar tratores a partir de componentes enviados da China.
De acordo com a empresa, a mudança elevou as exportações anuais para mais de mil unidades, ante volumes entre 100 e 200 máquinas por ano no modelo tradicional de venda de equipamentos completos.
Alckmin anuncia R$ 10 bilhões para modernização de máquinas agrícolas
A China possui mais de 2.200 fabricantes de médio e grande porte e produz mais de 4.500 tipos de equipamentos, sendo o único país com capacidade de fabricar todas as categorias de máquinas agrícolas.
Os mercados ligados à Iniciativa Cinturão e Rota continuam entre os principais destinos desses produtos. No primeiro trimestre, as exportações para esses países cresceram 30,4%, enquanto as vendas para a Europa avançaram 30,8%.
A expansão também reflete uma mudança no perfil das exportações chinesas. O setor tem ampliado a participação de equipamentos com maior conteúdo tecnológico, incluindo soluções de automação, agricultura de precisão e sistemas inteligentes.
Agroplanning - SP 02/06/2026
A Massey Ferguson, referência no mercado agrícola brasileiro, participa da Bahia Farm Show 2026, levando ao público soluções voltadas ao aumento da produtividade, à eficiência operacional e à agricultura de precisão. Realizada entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a feira é uma das principais vitrines de tecnologia agrícola do país e reforça o protagonismo do Oeste baiano, região que se consolidou como uma das mais importantes fronteiras agrícolas do Brasil, reunindo produtores em busca de inovação, conectividade e alta performance no campo.
Entre os principais destaques da marca está o trator MF 9S (na foto acima), o maior e mais potente da Massey Ferguson, com potência que chega a 425 cv. Desenvolvido para operações de grande escala, o MF 9S combina alta capacidade operacional com tecnologias embarcadas de automação e conectividade, como piloto automático e telemetria, permitindo maior controle das operações, redução de falhas e otimização do consumo de combustível, atendendo aos produtores de grãos do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Em conjunto com o MF 9S, a Massey Ferguson apresenta a nova plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, desenvolvida para maximizar o rendimento operacional em grandes áreas. O equipamento incorpora tecnologias exclusivas de distribuição inteligente de peso e de controle de insumos, assegurando maior uniformidade na deposição de sementes e na emergência das plantas, além de reduzir desperdícios durante a operação. Outro diferencial é a praticidade logística: a plantadeira pode ser transportada sem desmontagem, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento entre propriedades e permitindo um melhor aproveitamento das janelas de plantio.
Trator MF 5M
A democratização da agricultura de precisão também é um dos focos da marca na feira. Os tratores das séries MF 5M e MF 6M oferecem tecnologias como piloto automático, conectividade e telemetria, recursos antes disponíveis apenas em máquinas de maior porte. Desenvolvidos para atender a médios produtores, os modelos oferecem robustez, versatilidade e eficiência operacional em diferentes atividades agrícolas, contribuindo para maior precisão nas operações, redução de sobreposições e economia de combustível.
Outro destaque é o MF 8S Xtra, reconhecido pela DLG PowerMix como o mais econômico do mercado, referência mundial na avaliação de tratores. Disponível nas versões de 265 cv, 285 cv e 305 cv, possui transmissão Dyna-VT (CVT), que proporciona o máximo aproveitamento da potência em diferentes condições de trabalho.
Entre as novidades da série está a hélice reversível, recurso que permite a limpeza automática do capô e melhora o desempenho térmico da máquina em operações de alta exigência. Com apenas um comando na cabine, o operador pode reverter o fluxo de ar para eliminar resíduos acumulados, aumentando a disponibilidade operacional da máquina em campo.
O MF 8S Xtra também incorpora o sistema de tráfego controlado, integrado ao piloto automático e aos softwares de agricultura de precisão. A tecnologia permite que as operações sejam realizadas sempre nos mesmos rastros, reduzindo a compactação do solo e contribuindo para a preservação do potencial produtivo das áreas agrícolas.
Na pulverização, o destaque será o pulverizador MF 530R, desenvolvido para oferecer alta capacidade operacional, precisão nas aplicações e maior eficiência no uso de insumos. O equipamento conta com controle automático de seções, integração com piloto automático e conectividade para monitoramento em tempo real, o que reduz sobreposições e desperdícios. O modelo também se destaca pelo elevado rendimento operacional em janelas de aplicação curtas, o que contribui para operações mais sustentáveis e rentáveis.
A Bahia Farm Show é uma vitrine estratégica para apresentarmos soluções alinhadas às necessidades dos produtores da região. Nosso objetivo é oferecer um ecossistema completo, conectando máquinas, tecnologia e serviços para gerar mais eficiência, produtividade e rentabilidade no campo, destaca Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson.
A Massey Ferguson, marca do grupo AGCO, acumula mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão da Massey Ferguson são comercializados em mais de 80 países, principalmente na África do Sul, na Arábia Saudita, na Argélia, na Argentina, na Bolívia, no Chile e no Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e na Argentina, em General Rodríguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e consolidada rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas.
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global no design, fabricação e distribuição de maquinário agrícola e de tecnologia agrícola de precisão. A AGCO entrega valor aos agricultores e aos clientes OEM por meio de seu portfólio diferenciado de marcas, incluindo as líderes Fendt®, Massey Ferguson®, PTx e Valtra®. A linha completa de equipamentos, soluções de agricultura inteligente e serviços da AGCO permite que os agricultores alimentem o mundo de forma sustentável. Fundada em 1990 e sediada em Duluth, na Geórgia, nos EUA, a AGCO registrou vendas líquidas de aproximadamente US$ 11,7 bilhões em 2024.
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