O Estado de S.Paulo - SP 03/10/2025
A elevação da taxa básica de juros no País interrompeu o ciclo de recuperação da indústria brasileira de maior intensidade tecnológica na primeira metade deste ano, aponta o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). A manutenção da política monetária contracionista e efeitos adversos advindos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump a produtos brasileiros devem resultar num desempenho ainda pior no segundo semestre deste ano.
No geral, a parte da indústria de transformação mais voltada a atender o mercado doméstico, incluindo várias atividades fabricantes de bens duráveis para consumo e bens de capital para investimentos, sentiu mais intensamente o peso do aumento dos juros e do enfraquecimento da demanda interna, apontou o Iedi.
Os ramos mais intensivos em tecnologia, que possuem maior produtividade e geram empregos mais qualificados, foram os que pisaram mais fortemente no freio.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial brasileira de alta tecnologia saiu de um avanço de 14,9% no quarto trimestre de 2024 para alta de 1,6% no primeiro trimestre de 2025, descendo a seguir para um recuo de 3,3% no segundo trimestre deste ano.
No total da indústria de transformação, a produção saiu de aumento de 4,6% no quarto trimestre de 2024 para alta de 2,6% no primeiro trimestre deste ano e queda de 0,7% no segundo trimestre.
No segundo trimestre, os destaques negativos foram os desempenhos das atividades farmacêutica (-6,1%), equipamentos de rádio, TV e comunicação (-2,0%) e aeronaves (-1,8%), acrescentou o Iedi.
“Houve uma contenção da demanda interna importante nesse segundo trimestre. A política monetária começa claramente a fazer efeito sobre o dinamismo econômico”, afirmou Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi.
Houve desaceleração intensa também na produção da indústria de média-alta tecnologia, que saiu de elevação de 11,9% no quarto trimestre de 2024 para alta de 7,8% no primeiro trimestre de 2025 e aumento de 2,9% no segundo trimestre deste ano. O freio atingiu os ramos de veículos, máquinas e equipamentos, químicos e máquinas e materiais elétricos.
“É uma pena que a gente tenha abortado de novo essas fases tão curtas de expansão industrial. Porque, no fundo, você precisa ter um período mais longo de expansão para ir viabilizando investimentos, para ir viabilizando um processo de modernização mais substancial, e, consequentemente, obter uma trajetória de produtividade superior. Essas trajetórias de ‘stop and go’, esses crescimentos de fôlego curto no setor não contribuem para sua modernização e, consequentemente, para obtenção de níveis de produtividade e competitividade maior”, alertou Cagnin.
“Do ponto de vista do dinamismo da indústria esse ano, o juros é uma carga muito mais pesada do que do que o tarifaço”, frisou Cagnin. “O pior disso tudo (tarifaço) é a desgovernança do comércio internacional e a incerteza que isso traz para o sistema econômico global”, acrescentou.
Segundo o economista, o tarifaço de Trump — não apenas contra o Brasil, mas também contra outros países — pode gerar desvios de comércio que provoquem um acirramento da concorrência internacional com bens brasileiros, seja na disputa com produtos importados dentro do Brasil, seja em outros mercados para onde manufaturados brasileiros são exportados.
“Não será um segundo semestre fácil para a indústria, tanto para quem foca no mercado interno, tanto para quem foca no mercado externo, empresas que tenham uma participação no mercado internacional”, previu. “Eu acho que é um ano de interrupção daquele processo positivo que a gente estava vendo no ano passado.”
Exame - SP 03/10/2025
O Brasil deve bater o recorde de investimentos em infraestrutura em 2026, com um total previsto de R$ 300 bilhões. A estimativa é de Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Esse é o dado mais atualizado de projeção do setor.
"Será o maior valor da história. Esses dois anos, 2025 e 2026, vão ultrapassar, ainda que para nós levemente, o pico de 2014", disse Tadini no EXAME Infra, programa realizado pela EXAME em parceria com a empresa Suporte.
O país deve fechar este ano com R$ 280 bilhões em investimentos, em valores nominais.
A previsão, segundo Tadini, é que os setores como transporte e logística, com R$ 76,5 bilhões, e saneamento, com R$ 44,5 bilhões, puxem o resultado positivo. Energia elétrica, apesar de ser o maior volume, com R$ 125,2 bilhões, terá um leve recuo em relação a 2024.
"Em transportes nós temos um programa rodoviário em andamento com bastante investimento. Nós temos também o programa de mobilidade nos estados. São Paulo, por exemplo, tem cinco projetos enormes. Tem em Minas, Paraná e no Mato Grosso também", disse.
A partir de 2024, quando alcançou R$ 260,6 bilhões, o país ultrapassou 2014, até então o ano com maior volume de investimento da série histórica.
Tadini reforça que apesar dos bons resultados o Brasil continua aquém do volume necessário para desenvolver a infraestrutura do país.
Brasil precisa de R$ 500 bilhões por dez anos
Nos cálculos da Abdib, o Brasil precisa de pelo menos 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em investimentos, o que seria algo em torno de R$ 500 bilhões por ano.
“É um hiato de quase R$ 240 bilhões necessários”, afirmou.
Tadini afirma que mesmo que todo o estoque de quase 500 projetos com mais de R$ 750 bilhões previstos saísse do papel, o Brasil ainda não atingiria o patamar necessário para o desenvolvimento no curto prazo.
”Estamos falando de um estoque de investimentos que precisa de um aumento significativo para atingirmos os R$ 500 bilhões necessários por dez anos. Isso para sairmos de uma situação de estoque de infraestrutura de 35% para 55%, visto em países desenvolvidos”, disse.
O presidente comemorou o aumento do investimento privado nos últimos anos, mas disse que para o Brasil chegar nesse patamar é necessário um reforço do investimento público, hoje apenas 17% do total.
“O investimento público é fundamental para garantir que esse crescimento aconteça de forma planejada e com as prioridades adequadas. E, sem dúvida, o maior desafio que temos é a falta de uma articulação clara entre os diferentes poderes para alinhar o orçamento com as prioridades de infraestrutura”, disse.
Tadini criticou o volume de emendas parlamentares, que segundo ele, tomam espaço no orçamento que poderia ser direcionado para a infraestrutura.
”O que temos hoje, por exemplo, são emendas parlamentares sendo direcionadas de forma desarticulada. Há uma grande quantidade de recursos, cerca de 58 bilhões em emendas parlamentares, sendo alocados para projetos sem uma conexão com as estratégias de médio e longo prazo do governo. E isso precisa ser repensado”, afirmou.
PPI gerou curva de aprendizado
Para Tadini, o cenário positivo de investimento tem como resultado uma combinação de fatores, mas destaca a criação do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo.
”O PPI foi crucial porque trouxe uma maior articulação entre os agentes reguladores, o executivo, as agências de fiscalização e os bancos oficiais”, disse.
Segundo o executivo, o instrumento acabou com a rigidez e distanciamento entre as partes, trazendo, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) para a mesa de negociação.
“O TCU e outros órgãos de controle passaram a ter um papel mais coordenado. As questões regulatórias e contratuais se tornaram mais claras e sistemáticas, o que trouxe mais previsibilidade para os investidores”, afirmou.
O Estado de S.Paulo - SP 03/10/2025
Sempre que o debate fiscal se intensifica, ressurge a mesma resposta de prateleira: aumentar impostos.
O Congresso Nacional discute dois projetos de lei que propõem a tributação de lucros e dividendos: o PL 1.087/2025, na Câmara dos Deputados, e o PL 1.952/2019, no Senado. As propostas apontam para uma reoneração ampla, que pode elevar a carga tributária das pessoas jurídicas a patamares superiores a 40%, afetando diretamente escritórios de advocacia e outros serviços profissionais.
Discute-se a tributação de lucros e dividendos, com efeitos que não se limitam a grandes grupos econômicos. O impacto recairá, sobretudo, sobre profissionais liberais, empreendedores individuais e pequenas sociedades, como a maioria dos escritórios de advocacia no Brasil. No discurso, fala-se em justiça fiscal. Na prática, transfere-se mais uma vez o peso do sistema a quem produz — inclusive à advocacia.
A OAB tem participado ativamente dos debates sobre a reforma tributária e sempre defendeu a necessidade de um sistema mais justo e proporcional. Foi com esse fundamento que conseguimos preservar a advocacia no regime do Simples Nacional e garantir tratamento tributário compatível com a natureza da nossa atividade. A tentativa de tributar lucros distribuídos por sociedades uniprofissionais desconsidera completamente essa especificidade.
A advocacia é exercida, em sua maioria, por profissionais autônomos ou pequenos escritórios, com estrutura societária essencialmente funcional. Aplicar-lhes o mesmo regime tributário de grandes empresas é tecnicamente equivocado e socialmente injusto. A uniformização, nesse caso, resulta em distorção econômica e exclusão profissional.
Importante lembrar que a OAB ingressou, em 2014, com a ADI 5.096 no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de assegurar a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. A inadmissível defasagem da tabela é um dos fatores que comprometem a equidade do sistema. Atualizá-la não é concessão, é dever constitucional de justiça tributária. A OAB, inclusive, apresentou manifestação formal no âmbito da Ação, rebatendo os argumentos da AGU e do Senado com análise técnica consistente. Sustenta-se, por exemplo, a substituição da Taxa Referencial pelo índice oficial de inflação (IPCA) e a modulação dos efeitos da decisão para garantir previsibilidade fiscal.
Medidas como a atualização da tabela do Imposto de Renda e a ampliação da faixa de isenção até R$ 5 mil mensais representam avanços relevantes, que contam com o apoio da OAB. Mas esses acertos não podem servir de pretexto para impor uma nova carga sobre pessoas jurídicas e profissionais liberais, que já enfrentam desafios estruturais no exercício de suas atividades.
O momento exige responsabilidade institucional e decisões que considerem a complexidade da realidade brasileira. Tributar não pode ser um atalho para ampliar a arrecadação sem enfrentar as ineficiências do Estado. A justiça tributária começa por reconhecer a diversidade de modelos de trabalho, os diferentes graus de formalização e a função social de certas atividades, como a advocacia.
Defender uma tributação justa é compreender que não há solução simples para um sistema tão complexo e desigual. Mas também é reconhecer que o caminho não pode ser penalizar quem presta serviços essenciais. A construção de um sistema tributário justo exige coerência técnica e compromisso real com a equidade. Fora disso, corremos o risco de repetir velhos erros e afastar profissionais da sua função social.
O Estado de S.Paulo - SP 03/10/2025
Estamos entrando no último trimestre do ano e, já no terceiro trimestre, houve sinais de desaceleração econômica. O último que vi foi anunciado na segunda-feira passada e atingiu o mercado de trabalho, que vinha mostrando muita resistência. Segundo o noticiário, a geração de empregos formais foi de 147,4 mil empregos em agosto, enquanto o mercado previa 182 mil.
E, no dia seguinte, o jornal Valor Econômico teve este título na principal reportagem de primeira página: Desaquecimento da economia é desafio adicional para as contas públicas em 2026. Enquanto isso, as projeções do mercado indicam um crescimento do PIB de apenas 1,8% e o Banco Central fala de um número ainda mais baixo: 1,5%. A mesma reportagem informa que o Projeto de Lei Orçamentária de 2026 do governo federal enviado ao Congresso prevê expansão do PIB de 2,44% (!). Talvez a ideia seja de, com isso, aumentar as despesas previstas para 2026 e, depois, dar um jeito de aumentar as receitas ou não contar novas despesas no déficit público.
Completando essa questão sobre notícias de desaceleração, há esta bem contundente, de setembro, que chegou via internet, de um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC): “Quase metade dos varejistas projeta piora da economia, maior porcentual desde 2020”. E segue: “O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) recuou 5,0% em setembro, na comparação com agosto, e atingiu 97,2 pontos – abaixo da linha dos 100 pontos que separa otimismo de pessimismo. É a primeira vez desde maio de 2021 que o indicador retorna a esse patamar, sinalizando um ambiente de cautela semelhante ao observado nos primeiros meses da pandemia de covid-19. Todos os componentes do índice apresentaram retração, com destaque para as expectativas dos empresários, que caíram 7,0% em relação ao mês anterior. Os investimentos também recuaram, ainda que em menor intensidade (-2,6%)”.
“A confiança é um termômetro essencial da atividade econômica e reflete diretamente o humor das famílias. Quando o consumidor se retrai, o empresário também posterga investimentos e contratações, o que compromete a geração de empregos”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Passando à política econômica, a do presidente Lula deixa muito a desejar. Ele é populista, sempre adepto de mais gastos públicos, e desde o início de seu terceiro mandato vem procurando ampliá-los, inclusive recorrendo a gastos que deixam de ser contados como déficit primário. Candidato à reeleição em 2026, evita tocar em problemas crônicos da gestão fiscal, como no caso da Previdência Social, que está com um déficit enorme e carece de uma nova reforma, o que, aliás, é um problema frequente em vários outros países, em razão do envelhecimento da população, que diminui o número de contribuintes mais jovens. Seria necessário aumentar o limite de idade da aposentadoria, mas isso não passa pelos seus critérios eleitorais e o problema vai se agravando, inclusive ampliando o déficit público.
Como os benefícios sociais são múltiplos, as pessoas mais pobres vão ampliando os seus gastos de consumo e levando a uma inflação maior. O Banco Central, que cuida dela, aumentou a taxa básica de juros para o altíssimo nível de 15% ao ano, o que teve forte impacto nas compras a prazo e na disposição dos empresários em investir, contribuindo assim para a desaceleração da economia. Lula parece não enxergar essas consequências de sua gastança.
O que fazer? Aqui caímos no campo ainda mais incerto das esperanças, pois não vejo na nossa classe política gente capaz e disposta a enfrentar a impopularidade de medidas rápidas e duras para encarar a crise fiscal, mas com o ganho de reduzir a taxa básica de juros e buscar taxas de crescimento do PIB bem maiores do que as que hoje dominam nosso mau cenário econômico e social à frente.
No ano que vem haverá eleição para presidente, parlamentares e governadores dos Estados, e seria uma boa ocasião para que a população cobrasse dos candidatos o trânsito por esse caminho, perguntando-lhes o que vão fazer pelo crescimento econômico e social do País, inclusive sobre as medidas impopulares.
Lula até hoje não apresentou um plano integrado de governo, apenas prometeu algumas coisas populistas que vem entregando, mas a um custo fiscal imenso, que não é enfrentado com vigor.
Jornalistas teriam um grande papel nesse contexto. São bons de fazer perguntas e divulgá-las nos muitos espaços jornalísticos de que dispõem. O eixo básico seria: qual o seu plano para atacar a crise fiscal, inclusive em áreas difíceis como a da Previdência Social?
Empresários também poderiam desempenhar um grande papel na conversão de candidatos e de governantes na direção deste novo rumo, pois estão acostumados a conversar com eles, mas em vários casos também precisariam mudar de direção, deixando aquela de pedir favores para si mesmos sem se preocuparem com o desenvolvimento econômico e social do País.
CNN Brasil - SP 03/10/2025
O shutdown no governo Trump, iniciado nesta quarta-feira (1°), paralisa parte dos serviços federais dos Estados Unidos. Com despensas temporárias, demissões em massa e a interrupção de pagamentos no radar, a Casa Branca divulgou um documento que estima os impactos econômicos da medida.
O material informa que, segundo estimativa do Goldman Sachs, shutdowns reduzem o PIB (Produto Interno Bruto) trimestral anualizado em aproximadamente 0,2% por semana — número semelhante ao obtido pelo Fed (Federal Reserve).
A Casa Branca calcula que o impacto equivaleria a aproximadamente US$ 15 bilhões a cada sete dias.
Uma paralisação de um mês também levaria a 43 mil pessoas desempregadas, diz o Goldman Sachs.
Baseado na paralisação de 2013, que durou 16 dias, a fintech global Fiserv calcula que a economia de Washington, capital dos EUA, sofre contração "significativamente maior" do que outras áreas.
À época, o PCE (índice de gastos do consumidor) da região teve baixa de 5% durante o período.
Programas sociais são outros custos federais adiados com a ausência de aprovação do Orçamento. A Casa Branca cita alguns exemplos, como o WIC (Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Bebês e Crianças), que não terá fundos para o mês de outubro e deixará desamparadas cerca de 7 milhões de mães e filhos.
Em termos de força de trabalho federal, a estimativa é que mais de 1,9 milhão de funcionários públicos devam enfrentar dispensas temporárias ou falta de remuneração, apesar de continuarem em atividade.
Sem remuneração, o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca calcula que um shutdown de um mês pode reduzir os gastos dos consumidores em US$ 30 bilhões.
O documento também apresenta prejuízos para o setor privado. A Associação de Banqueiros de Consumo avalia que US$ 2 bilhões em empréstimos foram atrasados durante paralisação anterior, prejudicando a captação de crédito e afeta principalmente os pequenos negócios.
Com agências federais em funcionamento reduzido, as vendas ao exterior podem cair, já que licenças e certificações de exportação podem não ser emitidas.
O governo de Barack Obama informou que, em 2013, o shutdown fez com que mais de 2 milhões de litros de bebidas alcoólicas produzidos nos EUA para exportação não puderam ser certificados, além do não processamento de US$ 3 bilhões em empréstimos, garantias e seguros pelo Banco de Exportação-Importação do país.
Com aproximadamente US$ 15 bilhões por semana dedicados a contratos federais — sendo mais de US$ 3 bilhões a pequenos negócios —, o documento conclui que as empresas também perderiam recursos com a ausência de trabalho e falta de repasses por projetos concluídos, o que pode levar à demissão de funcionários também.
Além da Casa Branca, outras agências nacionais calculam perdas.
Sem orçamento, a NPCA (Associação de Conservação de Parques Nacionais) projeta que o fechamento de alguns parques nacionais, sem verba para operar, levará a prejuízo de US$ 1 milhão por dia na receita dos espaços, enquanto a perda diária para as comunidades ao redor pode chegar aos US$ 80 milhões.
IstoÉ Dinheiro - SP 03/10/2025
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,65% em setembro, acelerando significativamente em relação ao ligeiro acréscimo de 0,04% de agosto e também ante o ganho de 0,34% da terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira.
O resultado de setembro superou o teto das estimativas de instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de altas de 0,38% a 0,59%, com mediana de 0,49%.
Entre janeiro e setembro, o IPC-Fipe acumulou inflação de 3,02%. Nos 12 meses até setembro, a alta do índice foi de 5,41%, também superior ao teto das projeções, de 5,34%.
A leitura de setembro foi principalmente influenciada pelos itens Habitação, que subiu 1,66% após modesta alta de 0,18% em agosto, e Transportes, que avançou 1,01%, revertendo queda de 0,97% do mês anterior. Além disso, a categoria Vestuário caiu em ritmo mais lento no mês passado, de 0,03%, depois de recuar 0,06% em agosto.
Entre os demais componentes do IPC-Fipe, os custos acentuaram queda ou reduziram alta de um mês para o outro: Alimentação (de -0,11% em agosto a -0,52% em setembro), Despesas Pessoais (de 0,68% a 0,52%), Saúde (de 1,06% a 0,80%) e Educação (de 0,01% a 0,00%).
Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em setembro:
– Habitação: 1,66%
– Alimentação: -0,52%
– Transportes: 1,01%
– Despesas Pessoais: 0,52%
– Saúde: 0,80%
– Vestuário: -0,03%
– Educação: 0,00%
– Índice Geral: 0,65%
Exame - SP 03/10/2025
A China surpreendeu o mercado global ao suspender temporariamente todas as compras de minério de ferro denominadas em dólar da gigante australiana BHP. A medida foi tomada pela China Mineral Resources Group (CMRG), uma empresa estatal criada para centralizar as importações de commodities e fortalecer o poder de negociação do país.
Após várias reuniões na semana passada entre o CMRG e a BHP, a maior mineradora do mundo em valor de mercado, as partes não chegaram a um consenso sobre uma disputa de preços, segundo reportagem da agência de notícias Bloomberg, já que Pequim exigia que a matéria-prima fosse vendida por preços menores.
Antes disso, a estatal já havia orientado as usinas siderúrgicas a pararem de usar o fino da mistura Jimblebar da BHP no início deste mês.
Por que a China tomou essa decisão?
A interrupção das compras de minério de ferro da BHP foi motivada por uma queda de braço nos preços entre o gigante asiático e a mineradora australiana. A China, maior consumidora mundial de minério de ferro, enfrenta uma demanda interna por aço em queda nos últimos meses e busca ter maior controle sobre os preços do insumo, uma estratégia que não agrada à BHP, dona de cerca de 20% do mercado global de minério de ferro.
Segundo um analista ouvido pela EXAME, a intenção do governo chinês claramente é baixar o preço do minério, mas os volumes da BHP não são suficientes para sustentar um aumento global de preços, qualquer efeito seria temporário e limitado.
Além disso, uma fonte ouvida pela Bloomberg afirmou que a medida provocará poucos impactos no curto prazo para as usinas chinesas, que já estocaram minério suficiente para as próximas duas semanas, antes do feriado da Semana Dourada, que teve início nesta quarta-feira, 1.
Como a decisão afeta a Vale?
Embora a suspensão das compras da BHP possa abrir espaço para outras mineradoras no mercado chinês, ela também representa desafios significativos para gigantes globais como a Vale (VALE3) e a australiana Rio Tinto. Isso porque alguns produtos da BHP não são facilmente substituíveis, e se a China obtiver sucesso na negociação, a mesma estratégia poderia ser aplicada a outras fornecedoras, ampliando a pressão sobre o setor.
Segundo um analista ouvido pela EXAME, a Vale não deve se beneficiar significativamente da decisão. O efeito positivo deve ocorrer principalmente no preço do minério de ferro, que pode subir com a redução das compras da BHP.
Por outro lado, a BHP pode realocar seus volumes para outros continentes, aumentando sua participação em outros mercados e, potencialmente, roubando espaço da mineradora brasileira.
Ao mesmo tempo, a Vale continua a atender o mercado chinês, suprindo a falta do minério da BHP, mas sem ganhos expressivos de participação no curto prazo, explica o analista.
Valor - SP 03/10/2025
O crescimento meteórico da gigante chinesa de veículos elétricos BYD encontrou um obstáculo: a forte concorrência interna. As vendas mensais de veículos novos da montadora caíram em setembro, pela primeira vez em cinco anos.
As vendas mensais de veículos novos da BYD, incluindo exportações, aumentaram de forma constante ao longo do ano desde julho de 2020 — exceto em fevereiro de 2024, quando os números caíram devido ao feriado tardio do Ano Novo Lunar.
Mas, desde março de 2025, o crescimento anual tem desacelerado a cada mês. Em agosto, as vendas cresceram apenas 0,1% e caíram 6% em setembro, para 396.270 unidades. Os automóveis de passeio, que representam mais de 90% das vendas, recuaram 6%, para 393.060 unidades.
As vendas de automóveis de passeio e picapes fora da China dobraram para 70.851 unidades, enquanto as vendas domésticas de automóveis de passeio foram estimadas em pouco mais de 320 mil (foram 380 mil unidades em setembro de 2024, embora as mudanças nos métodos de divulgação dificultem uma comparação direta).
A BYD encerrou a produção de carros movidos a gasolina em 2022, expandindo-se ao se especializar em veículos de nova energia (NEV), como elétricos e híbridos plug-in. A empresa reduziu os custos de produção fabricando baterias e peças internamente e atraiu consumidores com cortes de preços e descontos.
A participação da BYD nas vendas de novos NEVs na China atingiu 40% em abril de 2024, informou uma associação chinesa da indústria de automóveis de passeio, mas caiu desde então para 29% em agosto de 2025.
A ascensão de concorrentes locais desencadeou o declínio. As vendas da montadora privada Geely cresceram 40% em setembro, graças aos veículos novos e atualizados de sua série Galaxy. A startup Leapmotor está aumentando as vendas e acredita-se que esteja tomando participação de mercado da BYD.
A BYD também enfrenta críticas no mercado interno. Após uma campanha de descontos para sua marca principal em maio, uma associação da indústria automotiva criticou a empresa por "liderar uma guerra de preços".
As autoridades chinesas também estão pedindo às montadoras que corrijam a concorrência excessiva, que pode estar causando a deterioração dos lucros em toda a cadeia de suprimentos.
Uma mudança regulatória em junho estipulou que as grandes empresas clientes devem efetuar pagamentos a pequenas e médias empresas em até 60 dias após a entrega do produto, em comparação com mais de 200 dias em alguns casos. A BYD foi forçada a pagar os fornecedores mais rapidamente, o que parece aumentar os custos para a empresa e causar a deterioração do fluxo de caixa.
O lucro líquido da BYD no período de janeiro a junho aumentou 14% em relação ao ano anterior, para 15,5 bilhões de yuans (US$ 2,18 bilhões). Mas seu fluxo de caixa livre estava no vermelho, com o déficit piorando em comparação com o primeiro semestre de 2024.
Em meio às dificuldades domésticas, a BYD busca manter o crescimento expandindo as vendas no exterior, posicionando a Europa como um mercado essencial. A empresa revelou sete veículos de nova energia no Salão do Automóvel de Munique, na Alemanha, em 8 de setembro, incluindo uma versão plug-in do seu Seal 6.
Uma fábrica em construção na Hungria está programada para ser inaugurada este ano, produzindo pequenos veículos elétricos. A empresa espera que a unidade a ajude a evitar as tarifas da União Europeia sobre veículos elétricos fabricados na China. No fim de agosto, a BYD também anunciou planos de exportar veículos elétricos para a Europa a partir de uma fábrica na Tailândia.
O mercado europeu de veículos elétricos deve se intensificar, com as empresas locais Volkswagen e Renault lançando modelos, enquanto as chinesas Geely e Xpeng se apressam para expandir na região.
Automotive Business - SP 03/10/2025
A Fenabrave, que é a associação que representa o setor de distribuição de veículos no país, revisou para baixo as suas projeções de vendas para o segmento de automóveis em 2025.
Na quinta-feira, 2, a entidade apresentou o seu último prognóstico para o ano, o qual mostrou um mercado de carros e comerciais leves 3% maior do que aquele registrado no ano passado, somando 2,559 milhões de unidades.
Na última projeção realizada pela entidade, em julho, a aposta era de que o mercado de leves encerraria o ano 5% maior do que no ano passado.
O panorama está de certa forma mais pessimista do que aquele que as montadoras projetaram em agosto. Para a Anfavea, o mercado de leves será 5,6% maior ante 2024.
Os motivos que justificam a revisão das expectativas para baixo, no entanto, são os mesmos: crédito caro e escasso, além da inflação.
O fator Toyota também foi levado em consideração na projeção. Mas nós acreditamos que a concorrência preencherá uma eventual lacuna da montadora no mercado, disse Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, na quinta-feira, 2.
Projeções de vendas de caminhões ainda indicam queda
A projeção de vendas de caminhões segue a mesma da divulgada em julho, com queda de 7% ante o volume vendido no ano passado, com 113,5 mil unidades.
O mesmo para as projeções de vendas de ônibus. Foi mantido o prognóstico de alta de 6% para o ano.
Por fim, a projeção de vendas totais feita pela Fenabrave em setembro indica um aumento de 2,6% sobre 2024. A aposta é menor do que aquela indicada em julho: alta de 4,4%.
Auto Industria - SP 03/10/2025
ARenault está tentando otimizar ao máximo sua estrutura produtiva e comercial na América do Sul.
Desde o começo do ano, a empresa já tem acertado o compartilhamento com a Geely da fábrica de São José dos Pinhais, PR, para futura produção de modelos da marca chinesa, além de responder pela importação e comercialização dos veículos da parceira.
Nesta quarta-feira, 1, surgiu informação de outro movimento semelhante, desta vez com a também chinesa Chery. Segundo a agência de notícias Bloomberg, as duas montadoras encaminham negociações para produção e vendas de automóveis na América do Sul.
Desta vez, porém, as tratativas, iniciadas ainda sob a gestão de Luca de Meo, CEO mundial que deixou a Renault em junho, abrangem as operações da Argentina e Colômbia.
O Estado de S.Paulo - SP 03/10/2025
A Honda anunciou nesta quinta-feira, 2, que vai investir R$ 1,6 bilhão até 2029 em sua fábrica de motos no polo industrial de Manaus. Os recursos, que representam o maior ciclo de investimento da montadora no negócio de motocicletas no País, serão direcionados à ampliação da capacidade de produção, lançamentos, tanto de modelos inéditos quanto de renovações das motocicletas atuais, e modernização industrial.
A fábrica de Manaus é a mais completa da Moto Honda no mundo — ou seja, a que tem mais componentes produzidos internamente —, sendo atualmente capaz de produzir 1,4 milhão de motocicletas por ano.
Com os investimentos, que já estão em curso, a montadora prevê começar o ano que vem já com capacidade de produzir 1,6 milhão de unidades anuais.
O objetivo é atender de forma mais eficiente um mercado onde a Honda responde por sete a cada dez produtos vendidos e que nos últimos seis anos dobrou de tamanho. A expansão dos serviços de entrega (delivery) e a busca dos consumidores por veículos não só mais baratos como também mais econômicos têm impulsionado o mercado de duas rodas.
Na apresentação do investimento à imprensa, a direção da Moto Honda informou que 350 novos postos de trabalho serão abertos na unidade de Manaus, que comemorará 50 anos em 2026. Hoje, 8,7 mil pessoas trabalham nos setores de produção, suporte e departamentos administrativos.
Em função do aquecimento do mercado, a fábrica vem operando perto do limite: 90% de utilização da capacidade instalada. Ainda assim, não consegue atender rapidamente a todos os pedidos, formando, por diversas vezes nos últimos anos, filas de espera nas concessionárias. Por isso, os investimentos contemplam novas linhas, mudanças de layout e introdução de equipamentos para ampliar a capacidade em aproximadamente 200 mil motocicletas.
A montadora informa que o novo ciclo será financiado por recursos próprios — ou seja, sem apoio da matriz no Japão. A marca seguirá investindo na tecnologia FlexOne, na qual as motocicletas podem usar tanto gasolina quanto etanol como combustível. As motos elétricas não estão no foco dos novos investimentos.
“Costumamos adotar a melhor estratégia para cada mercado, levando em consideração a necessidade do cliente, o meio em que as motos são usadas e a infraestrutura. No caso do Brasil, temos um grande diferencial que é a tecnologia FlexOne, e gostaríamos de trabalhar com ela para atingir a neutralidade do carbono no futuro próximo”, comentou o chefe de planejamento da Honda, Marcelo Takashi.
“A eletrificação, com certeza, é muito importante para atingirmos a neutralização de carbono. Mas estudos indicam que ainda não é o momento apropriado para introduzir no nosso País. Ela (a tecnologia) está sendo monitorada e introduziremos no momento correto”, acrescentou.
A Honda produz 20 modelos em Manaus e importa outros sete, sendo que 65% do volume total é equipado com o motor bicombustível. A montadora lançou dez novos modelos em 2024, e anunciou outros oito lançamentos neste ano. “Não paramos por aí. Novos modelos estão no nosso plano e com certeza não desaceleraremos”, assegurou Takashi.
Na linha de onde saem os seus modelos mais vendidos — CG, Pop e Biz —, a Honda já consegue produzir uma moto a cada 19 segundos. A meta é aumentar a velocidade na produção de outros modelos a partir da aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Além disso, para receber mais trabalhadores, será necessário ampliar toda a estrutura, como estacionamento, vestiários e portarias.
Em alta
Ao atualizar nesta quinta-feira suas previsões, a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, projetou vendas de 2,16 milhões de motos neste ano, 15% acima do volume de 2024 e o dobro em relação às pouco mais de 1 milhão de unidades vendidas em 2019, antes da pandemia. As vendas de motos já superam as de carros de passeio: 1,6 milhão contra 1,4 milhão de automóveis vendidos desde o início deste ano.
Segundo Marcos Bento, que, além de chefe de vendas da Honda, é presidente da Abraciclo, a associação das fábricas de motos instaladas em Manaus, os juros altos preocupam, já que as motos também dependem de crédito.
O executivo ressalta, porém, que as motocicletas conquistaram consumidores em razão de seu menor custo de aquisição e de manutenção. “Tem sido uma alternativa que cabe no bolso do brasileiro, com aumento, inclusive, do público feminino e do público de delivery. Isso nos leva a acreditar no crescimento e a apostar nesse investimento que estamos fazendo”, comenta Bento.
O anúncio da Honda acontece após a reforma tributária ser aprovada com a manutenção do diferencial competitivo da Zona Franca de Manaus, cujos produtos continuarão contando com imposto mais baixo do que o de concorrentes. “Nós acreditamos muito no modelo aprovado na reforma tributária, que simplesmente garantiu aquilo que já estava previsto na Constituição. Esta definição é importante porque faz com que a motocicleta continue chegando ao consumidor final a um preço acessível”, avalia Bento.
Diário do Comércio - MG 03/10/2025
O protótipo de veículo comercial leve movido a etanol, gás natural e biometano da Iveco, o Daily Multifuel, está sendo desenvolvido para ser fabricado na planta de Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. A unidade é a principal planta do grupo na América Latina. Caso seja realmente levado ao mercado, o veículo pode representar uma nova fase no transporte urbano de cargas. O protótipo foi apresentado nesta quinta-feira (2) durante inauguração do centro de treinamento Iveco Academy, em Belo Horizonte.
Já em fases mais avançadas de testes e com performance comprovada, os executivos do grupo explicam que o desafio agora é conseguir a viabilidade econômica do conceito frente aos concorrentes com motores diesel. A perspectiva de um maior uso de gás natural e biometano no País num futuro próximo pode contribuir para que o veículo seja economicamente viável.
“Temos que trabalhar também a parte econômica, como se encaixa na matriz de transporte brasileira. É um veículo que complementa os elétricos. O elétrico trabalha em uma aplicação específica e o etanol com biometano trabalha em outra”, explica o gerente de Inovação e Desenvolvimento de Produto do Grupo Iveco, Fabio Nicora.
O diretor geral de Customer Services para América Latina do grupo, Bernardo Brandão, destaca que o Custo Total de Propriedade (TCO, na sigla em inglês) do Daily Multifuel, pode diminuir caso o empreendedor produza biometano por meio dos resíduos orgânicos da própria empresa.
O TCO considera não apenas a aquisição, mas gastos variáveis como manutenção e consumo de combustível, por exemplo, durante toda a vida útil do veículo. “O biometano se desenvolvendo mais, a perspectiva desse conceito virar realidade fica maior”, afirma.
A perspectiva de maior oferta de gás natural no País depois que a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), atingiu 100% da operação, em maio, poucos meses após inauguração do gasoduto Rota 3, pode ser favorável para tirar o Daily Multifuel do papel.
“Isso vai tornar o gás mais competitivo, mais atrativo. Um bem de capital, que tem que gerar receita para o cliente é uma parte da conta. Nos preocupamos mais em fechar a conta inteira, para que o veículo tenha uma atratividade de TCO”, disse Brandão.
O protótipo faz parte da estratégia multienergética da Iveco, com oferta de veículos a gás natural, biometano e energia elétrica, sendo a única montadora da América Latina a contar com um portfólio totalmente impulsionado por energias renováveis.
O diretor geral de engenharia da América Latina da Iveco Group, Eduardo Oliveira, destaca que esse portfólio é voltado exatamente para dar mais opções conforme a aplicação do veículo.
“A empresa que produz biometano tem sim uma grande oportunidade na sua operação, porque o custo do combustível vai ser bem menor. Falando de etanol, somos um dos principais produtores do mundo e a infraestrutura existente no Brasil também é algo que contribui significativamente para isso”, aponta.
Veículo a biometano tem emissões quase dez vezes menores que a diesel
No momento ainda não é possível precisar quando o grupo vai bater o martelo para lançar o Daily Multifuel, já que o desenvolvimento depende de outros fatores e pode levar alguns anos. “O objetivo é mostrar que temos um conceito de uma tecnologia e que a gente acredita bastante no nosso mercado”, argumenta Brandão.
O veículo está sendo desenvolvido em versões de 3,5 a 7,2 toneladas e traz um motor 3.0 com dois sistemas de injeção, um para etanol e outro para gás. O desempenho chega até uma potência de 100 kW (136 cv) e torque de 350 Nm (35,6 kgfm). A tecnologia foi desenvolvida pela FPT Industrial, líder global em motores ciclo Otto a gás, em parceria com as Universidades Estadual Paulista e Federais do Pará e de Itajubá.
Segundo a Iveco, quando abastecido com etanol, o modelo apresentou performance equivalente ao motor a diesel. Já com gás natural ou biometano, o propulsor se destacou pela autonomia ampliada e baixas emissões de gás carbônico (CO2).
As emissões de CO2 do protótipo contabilizadas da produção da matéria-prima do combustível ao consumo no veículo, medida conhecida como “do Poço à Roda”, chegam a ser três vezes menores que as do motor a diesel quando abastecido com etanol. Com biometano, as emissões são quase dez vezes inferiores às do diesel. A Iveco afirma ainda que o Daily Multifuel reduz a dependência de componentes importados.
Infomoney - SP 03/10/2025
As vendas de veículos tiveram no mês passado crescimento de 2,9% frente a setembro de 2024, somando 243,3 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com agosto, a alta nos emplacamentos foi de 8%, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 2, pela Fenabrave, a entidade que representa as concessionárias de automóveis.
Com o resultado, as vendas acumuladas desde o início de 2025 chegam a 1,91 milhão de veículos, 2,8% acima do volume vendido nos nove primeiros meses do ano passado, confirmando uma desaceleração após a alta de 14% do ano passado.
Tarcísio critica Lula e diz a Romeu Zema que disputará reeleição
Governador diz que Lula está “fazendo festa”, mas que o mérito maior da construção do túnel Santos-Guarujá é dele
Diante do crédito mais caro, vendas a locadoras e o programa do governo federal que prevê IPI mais baixo a carros compactos vêm ajudando a sustentar as vendas de automóveis.
Infomoney - SP 03/10/2025
A Tesla (TSLA34) registrou um aumento surpreendente nas vendas trimestrais de veículos, à medida que consumidores nos EUA aceleraram a compra de carros elétricos antes do fim dos créditos fiscais federais.
A empresa entregou um recorde de 497.099 veículos em todo o mundo durante o período, um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior. Isso supera a projeção média de cerca de 439.600 veículos compilada pela Bloomberg.
A Tesla tem buscado revitalizar seu negócio automotivo principal, que enfrentou dificuldades por vários trimestres devido a uma linha de produtos envelhecida, aumento da concorrência e o fim das políticas de apoio ao mercado de veículos elétricos nos EUA. A empresa também enfrentou reação dos consumidores à política do CEO Elon Musk, que trabalhou próximo ao presidente Donald Trump no início deste ano.
Recentemente, os investidores deixaram de lado a fraqueza nas vendas do primeiro semestre para apostar nas promessas de crescimento de Musk em áreas como veículos autônomos, inteligência artificial e robótica. As ações da montadora subiram 33% em setembro, recuperando perdas do início do ano e adicionando US$ 401,9 bilhões em valor de mercado.
As ações subiram 1% às 9h39 de quinta-feira em Nova York e acumulam alta de cerca de 15% no ano.
As vendas de veículos elétricos nos EUA receberam um impulso temporário com o fim iminente do crédito fiscal federal de até US$ 7.500. A eliminação desse incentivo após 30 de setembro ajudou a impulsionar a demanda por modelos da General Motors, Ford e Hyundai.
O total de entregas da Tesla antecipa os resultados financeiros que a empresa divulgará em 22 de outubro. No próximo mês, a montadora realizará sua assembleia geral anual, onde os investidores votarão um novo pacote de remuneração para Musk, potencialmente avaliado em US$ 1 trilhão.
A Tesla, que reporta um total combinado de vendas do Model 3 e Model Y, entregou 481.166 desses sedãs e SUVs, um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior. As vendas dos outros veículos — Model X, Model S e Cybertruck — caíram 30%.
A empresa também informou que distribuiu 12,5 gigawatts-hora de produtos de energia durante o trimestre, ante 6,9 GWh no ano anterior. A Tesla lançou um sistema de armazenamento de energia de próxima geração durante o trimestre, junto com um novo produto chamado Megablock, que combina unidades de armazenamento com transformador e chaveamento.
A montadora ainda não divulgou muitos detalhes sobre a versão mais acessível do Model Y, que pode ajudar a sustentar as vendas agora que os créditos fiscais federais para EVs expiraram nos EUA. Executivos disseram que, embora a produção inicial tenha começado em junho, decidiram adiar o lançamento para o quarto trimestre e alertaram que a produção aumentará mais lentamente do que o esperado inicialmente.
Embora o fim do crédito fiscal tenha impulsionado as vendas do terceiro trimestre, o efeito de antecipação pode significar uma demanda mais fraca por EVs nos últimos meses do ano. Musk alertou que a Tesla pode enfrentar vários “trimestres difíceis” após o fim dos incentivos e antes do lançamento em escala dos veículos autônomos.
Além do crédito fiscal, a administração Trump também reverteu requisitos de economia de combustível e emissões, reduzindo a receita com créditos regulatórios que sustentaram a Tesla por anos.
A empresa enfrenta desafios além do mercado dos EUA. Na China, as remessas da fábrica de Xangai caíram em sete dos primeiros oito meses do ano, diante da crescente concorrência de rivais locais como BYD e Xiaomi.
A queda mais acentuada da Tesla ocorreu na Europa, onde as vendas caíram 22% em agosto. As novas inscrições de veículos da empresa despencaram 33% nos primeiros oito meses do ano, mesmo com o mercado europeu de EVs crescendo 27%, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.
Wall Street ainda espera que a Tesla registre seu segundo ano consecutivo de queda nas vendas. Analistas consultados pela Bloomberg projetam que a empresa entregará cerca de 1,61 milhão de veículos em 2025, abaixo dos 1,79 milhão do ano passado.
A Tribuna - SP 03/10/2025
Um estudo técnico divulgado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) revelou as primeiras características de um futuro trem regional que irá conectar Santos e o restante da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, a Cajati e ao resto do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo. A iniciativa ainda depende da avaliação de viabilidade do governo estadual, mas já apresenta um projeto detalhado do traçado da linha.
Com extensão de 223,6 km, o projeto prevê três modalidades de serviço: um trem expresso ligando Santos a Cajati, com algumas paradas estratégicas; um trem parador entre Santos e Peruíbe; e outro parador entre Peruíbe e Cajati. A viagem completa no serviço expresso deve durar cerca de duas horas e 20 minutos, enquanto o transporte de cargas teria um tempo diferenciado de três horas.
Segundo informações do MetroCPTM, pretende-se recuperar vias abandonadas há anos e conectar a extensão de municípios do litoral de São Paulo e parte sul do Estado. O estudo inicial conta com 13 estações: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati.
TIC Baixada Santista
Em paralelo, o Trem Intercidades (TIC) – Eixo Sul, projetado para ligar São Paulo à Baixada Santista e a outras regiões do litoral paulista por meio de uma linha ferroviária, já está em fase de estudo e terá entre 80 km e 130 km de extensão.
Há ainda o TIC – Eixo Leste, com mesma extensão, que conectará São Paulo ao Vale do Paraíba e que também está em andamento.
O Governo do Estado estima um investimento de R$ 10 bilhões para o Eixo Leste, enquanto para o Eixo Sul a projeção é de R$ 15 bilhões. A expectativa é que ambos os projetos sejam concluídos ao longo dos próximos 30 anos.
Os projetos do TIC – Eixo Sul e TIC – Eixo Leste seguem em andamento, com um cronograma dividido em seis etapas iniciais. A primeira fase, relacionada à qualificação no Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), já foi concluída.
Atualmente, estão sendo realizados os estudos. As fases seguintes incluem a realização de audiência pública, a elaboração do edital, o leilão e, por fim, a assinatura do contrato.
Consultor Jurídico - SP 03/10/2025
O Plenário do Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta quinta-feira (2/10), o julgamento a respeito do pedido para ampliar a cautelar que suspendeu a eficácia da Lei 13.452/2017 para que também sejam interrompidos o licenciamento ambiental e a proposta de concessão da Ferrogrão, incluindo o leilão da ferrovia.
A solicitação a respeito da Ferrogrão foi feita pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e a organização indígena Instituto Kabu no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.553, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O processo questiona a mudança dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a construção da linha férrea Ferrogrão. O tamanho do parque foi alterado pela lei.
Nesta quinta, foram feitas as sustentações orais e, segundo o presidente da corte, ministro Edson Fachin, o tema será retomado na próxima quarta-feira (8/10), com o voto do relator.
O documento do Psol enviado ao STF no início de maio pedia também que todos os estudos e pareceres produzidos por órgãos públicos sobre o projeto sejam juntados aos autos, para cessar uma “mitigação de informações e dados técnicos”.
O partido e a organização indígena ainda desejam que o relator encaminhe o processo da Ferrogrão ao Núcleo de Processos Estruturais (Nupec) do Supremo.
Entenda
A ação foi proposta pela sigla em setembro de 2020, enquanto o Instituto Kabu foi aceito como amicus curiae em junho de 2022.
Após passar pelo Centro de Soluções Alternativas de Litígios (Cesal) do STF, em 2023, foi instituído um grupo de trabalho (GT) no Ministério dos Transportes.
O Psol e a organização, contudo, alegam que o GT ignorou os apontamentos feitos por entidades indígenas e de defesa ao meio ambiente.
O objetivo da Ferrogrão é ligar os estados do Mato Grosso e Pará para facilitar o transporte de grãos entre eles.
Portal Fator Brasil - RJ 03/10/2025
Cerimônia marca início de obra que assegura navegabilidade, segurança e competitividade logística.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, esteve na cidade do Rio Grande no dia 1º de outubro (quarta-feira) para uma série de agendas institucionais voltadas à infraestrutura portuária e logística do Estado. A visita contemplou o Estaleiro Rio Grande e o Cais Multipropósito, tendo como ponto alto o ato de início das obras de dragagem do canal de acesso ao Porto do Rio Grande — um marco na estratégia de recuperação da competitividade do Complexo Portuário. A obra será executada com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (FUNRIGS), com investimento total de R$432,2 milhões.
Durante a manhã, o governador, o secretário estadual de Logística e Transporte, Juvir Costella, e o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, participaram de uma visita técnica de atualização sobre os investimentos em andamento no estaleiro realizada pelo CEO do Estaleiro Rio Grande, Robson Passos. A agenda reforça o acompanhamento institucional das obras estratégicas que impactam o setor naval e portuário do Estado. Em seguida, Eduardo Leite embarcou na draga Utrecht, embarcação que será utilizada na obra de dragagem.
A dragagem abrangerá o canal externo, o canal interno e os berços do Porto Novo do Porto Organizado do Rio Grande. O escopo da obra inclui também o monitoramento ambiental ao longo de toda a execução e o contrato, assinado com a empresa Van Oord, tem prazo estimado de 15 meses.
O governador Eduardo Leite destacou a relevância estratégica do projeto. —A dragagem assegura a profundidade necessária para a atracação de grandes embarcações e fortalece o papel do Complexo Portuário do Rio Grande como um ativo central para o escoamento da produção gaúcha —afirmou.
A dragagem é considerada uma etapa crítica para assegurar que o Porto do Rio Grande continue operando com calado adequado, permitindo a recepção de embarcações de grande porte, fator decisivo para a exportação de produtos agrícolas, industriais e minerais do Estado. De acordo com o secretário estadual de Logística e Transporte, Juvir Costella, a dragagem será muito importante para potencializar o desenvolvimento econômico do estado. —As obras representam uma significativa qualificação para o modal hidroviário, fundamental para atrair investimentos e novas oportunidades no setor— frisou.
A obra também reafirma a posição estratégica do porto como líder em movimentação de cargas no Rio Grande do Sul. Cristiano Klinger, presidente da Portos RS, reforçou o caráter técnico da obra. —A manutenção dos canais de acesso e dos berços de atracação é essencial para garantir a navegabilidade contínua e segura. Este investimento permite a operação plena do porto, mantendo sua competitividade e ampliando sua capacidade logística —declarou.
Além da presença do Governador, também estiveram presentes os secretários estaduais Ernani Polo, de Desenvolvimento Econômico, Paula Mascarenhas, de Relações Institucionais, Angela de Oliveira, adjunta da Secretaria de Reconstrução Gaúcha e coronel Mário Ikeda, secretário adjunto da Segurança Pública. Entre as lideranças políticas, participaram a prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, a deputada estadual delegada Nadine Anflor (PSDB) e o deputado federal Daniel Trzeciak(PSDB). representando a Marinha do Brasil, esteve o Capitão de Mar e Guerra Gutemberg Ferreira e pela autoridade portuária os diretores Henrique Ilha, de Meio Ambiente, Lucas Cardoso, de Infraestrutura, Bruno Almeida, de Operação, João Alberto Gonçalves, de Gestão Administrativa e Financeira e Fernando Estima, gerente de Planejamento e Desenvolvimento.
A utilização de recursos do Funrigs para viabilizar a dragagem integra a estratégia de retomada da infraestrutura gaúcha. O fundo, criado pela Lei estadual nº 16.134/2024, é destinado ao financiamento de ações de reconstrução, adaptação e resiliência climática, e centraliza investimentos de interesse estratégico para o Estado. A Portos RS captou R$ 731 milhões de reais para o projeto de reconstrução da infraestrutura portuária.
Com a cerimônia de início das obras, a expectativa é que a dragagem mantenha o porto em pleno funcionamento, ampliando sua capacidade de movimentação e consolidando sua relevância como plataforma de exportação para os mercados nacional e internacional.
A Tribuna - SP 03/10/2025
O baixo número de marítimos, profissionais que atuam em navios, preocupa o setor aquaviário no País. Um estudo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac) indicou que houve 356 vagas não preenchidas em empresas associadas à entidade e à Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) no primeiro semestre de 2025.
E o levantamento ainda foi feito sem considerar a Petrobras e a sua subsidiária Transpetro. Segundo a Abac, o plano estratégico da Petrobras entre 2026 e 2031 prevê a entrada de novas embarcações, o que ampliará ainda mais a demanda por trabalhadores.
O estudo ainda revelou que há alto índice de reprovação nos exames de saúde ocupacional, o que agrava o cenário. Projeta-se um déficit de cerca de 500 marítimos até 2030, o suficiente para paralisar cerca de 30 embarcações.
A formação desses profissionais é de responsabilidade da Marinha do Brasil e ocorre em duas unidades da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Efomm): o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), localizado no Rio de Janeiro, e o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém. A Tribuna publicou, no último domingo, reportagem mostrando como é a capacitação.
De acordo com o diretor-executivo da Abac, Luís Fernando Resano, o déficit no número de oficiais da Marinha Mercante ocorre pelo orçamento contido nas escolas de formação, além do controle do número de vagas para manter a empregabilidade. “Diferentemente de qualquer outra profissão, em momentos de aumento da demanda, é demorado para o mercado reagir, uma vez que a formação desses profissionais varia de 4 a 5 anos”.
Resano acredita que é necessário utilizar a capacidade máxima das duas escolas, sem olhar para a demanda, garantindo a oferta a qualquer momento. “Uma segunda ação é manter o curso de adaptação a segundo oficial de Náutica e Máquinas, que habilita profissionais que já possuem curso superior a se tornarem oficiais da Marinha Mercante. Trata-se de uma formação mais rápida (de um ano e meio a dois anos). Esses cursos já existiram e foram descontinuados e agora estão sendo retomados, mas não deveriam ter sido desmobilizados”.
Segundo Resano, o concurso para o curso de adaptação deste ano obteve quase 7 mil inscrições em uma semana. “Os marítimos tiveram importantes conquistas trabalhistas, como regime de trabalho e salários bem superiores a outras profissões, o que parece ser um grande atrativo para a carreira”, considera o diretor-executivo da Abac.
A Marinha do Brasil afirma que vem capacitando mão de obra em volume, e nos últimos três anos foram formados 15.237 aquaviários ao ano. Desse número, cerca de 10% foram oficiais da Marinha Mercante, totalizando 1.530 pessoas. Ou seja, nos últimos três anos, a média de novos oficiais é de 510.
Curso dura quatro anos com ampla capacitação
Apesar de a Marinha formar centenas de alunos a cada ano, a demanda da indústria marítima brasileira ainda carece de mão de obra especializada, admite o comandante do corpo de alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Efomm), Celso José Machado do Rosario.
O comandante explica que o curso possui três anos de formação militar, conduzida em conjunto com a formação acadêmica. Após esse período, os alunos cumprem um ano de estágio em empresas de navegação.
Os três primeiros anos são realizados em regime de internato. Durante esse período, os alunos têm disciplinas teóricas — como Navegação, Máquina, Eletrônica, Inglês Técnico e Legislação Marítima —, além de práticas com simulações em laboratório, exercícios no mar e treinamento militar-naval.
Após o terceiro ano, é realizado o estágio embarcado em navios mercantes, onde o aluno aplica os conhecimentos adquiridos na prática da profissão. As novas turmas são formadas anualmente, sendo necessário ser aprovado em um concurso público, que exige nível médio completo e idade entre 17 e 23 anos, além de aprovação em exames físicos e médicos.
“Eles saem aptos a trabalhar em navios mercantes de bandeira brasileira ou estrangeira, podendo atuar também em empresas de logística, plataformas offshore, portos, órgãos governamentais e agências reguladoras. Muitos são rapidamente absorvidos pelo mercado, dada a qualidade da formação”, afirma Machado.
Monitor Digital - RJ 03/10/2025
Empresas que buscarem o benefício da depreciação acelerada na aquisição de navios novos deverão garantir o mínimo de 60% de conteúdo local. A resolução foi aprovada nesta quarta-feira (1º) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
“A regulamentação do conteúdo local, um dos instrumentos de política industrial da Nova Indústria Brasil (NIB), funciona como uma contrapartida para o acesso a essa política de estímulo da renovação de frota marítima, fortalecendo a cadeia produtiva da nacional”, afirma o secretário de Desenvolvimento, Indústria, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Uallace Moreira.
As novas regras abrangem os segmentos de navios-traque de grande porte, acima de 15.000 toneladas de porte bruto, e navios gaseiros de cabotagem, e embarcações de apoio marítimo.
A depreciação acelerada, prevista na Lei 14.871/2024, é um instrumento de política pública ligado à aquisição de máquinas equipamentos. Toda vez que uma empresa adquire um bem de capital, o empresário pode abater seu valor no IRPJ e na CSLL.
Em condições normais, esse abatimento é paulatino e pode levar até 20 anos. Com a depreciação acelerada, no caso dos navios, o abatimento é feito em dois anos, o que resulta em um processo de estímulo para renovação de máquinas e equipamentos do parque produtivo brasileiro, elevando produtividade e eficiência energética.
Para que o programa passe a valer, é necessário ainda a edição de um decreto presidencial. Terão direito ao benefício todas as aquisições ocorridas entre a publicação do decreto e 31 de dezembro de 2026, desde que obedecidas as regras de conteúdo local.
Índices de conteúdo local
Pela decisão do CNPE, as embarcações de apoio marítimo deverão atender a, no mínimo, 60% de índice de conteúdo local global, além de 50% em, ao menos, dois dos três grupos de investimentos: engenharia; máquinas, equipamentos e materiais; e construção e montagem.
O texto prevê exceção para embarcações inovadoras, como as com motorização híbrida plug-in ou com tecnologias sustentáveis equivalentes. Nesses casos, o índice mínimo global será de 50%, e de 40% em, pelo menos, dois dos três grupos de investimentos.
Para os navios-tanque de grande porte, destinados ao transporte de petróleo e derivados, e navios gaseiros, o índice mínimo global de conteúdo local foi definido em 50%, com subdivisão por grupos de investimentos a serem detalhadas.
Um dos instrumentos da Nova Indústria Brasil (NIB), o conteúdo local será medido pela proporção entre o valor dos bens produzidos e dos serviços prestados no Brasil em relação ao valor total da construção.
EUA incentivam conteúdo local sem hesitar | Monitor Mercantil
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será a responsável pela mensuração e fiscalização do cumprimento desses índices, garantindo transparência e previsibilidade para o setor. Os resultados serão comunicados ao Mdic.
Na indústria naval, o Brasil conta atualmente com 19 estaleiros de grande porte distribuídos pelo litoral e no leito do rio Amazonas, com capacidade para atender a maior parte da demanda nacional por embarcações, segundo o Ministério.
Valor - SP 03/10/2025
Em 2024, atendendo a forte demanda, as petroleiras globais aumentaram investimentos em fósseis
Enquanto o mundo clama por ações contundentes de combate à crise climática, a indústria do petróleo intensifica investimentos em fontes fósseis. Nos últimos anos, grandes petroleiras, incluindo a Petrobras, avançaram pouco em diversificação de portfólio e, em 2024, várias delas anunciaram retorno ao segmento de maior rentabilidade, o upstream. As projeções para o setor energético apontam desafios no curto prazo que levam as empresas a priorizarem a sustentabilidade financeira. Contudo, diferente de outras petroleiras, a Petrobras tem margem para transcender essa visão curtoprazista, uma vez que pode se apoiar nas vantagens comparativas oferecidas pelo elevado potencial energético nacional para desenvolver cadeias industriais verdes promissoras.
O relatório World Energy Investment 2025, da Agência Internacional de Energia (IEA), aponta que, em 2024, os investimentos das petroleiras em tecnologias de baixo carbono caíram 25% frente a 2023, acompanhados da revisão de metas de descarbonização por várias empresas. Para 2025, a expectativa é de nova queda, estimada em 10% em relação a 2024.
A Equinor anunciou em seu relatório anual de 2024 que reduzirá em 50% os investimentos em renováveis e baixo carbono no período 2025-2027, abandonando a meta de destinar metade do Capex bruto a essas áreas e revisando as metas de intensidade de carbono para 2030-2035. A BP também ajustou sua estratégia, ampliando os investimentos em upstream e downstream e impondo maior disciplina aos aportes em transição energética, com redução superior a US$ 5 bilhões anuais no capital destinado a esses negócios até 2027. (O upstream abrange exploração e produção de petróleo e gás, incluindo prospecção e extração; o downstream engloba refino, transporte, distribuição e comercialização de derivados).
A alocação de recursos da maioria das grandes companhias de petróleo nos últimos cinco anos evidencia a priorização em upstream e gás integrado. A Shell diminuiu em torno de 10% os aportes nesses segmentos entre 2021 e 2023, mas em 2024 voltou ao patamar de 60% observado em 2020. Já a BP, que em 2020 destinava 70% a E&P e gás, reduziu gradualmente para 62,4% em 2021, 52,1% em 2022 e 57,2% em 2023. Em 2024, voltou a 60,4%, com perspectiva de expansão em 2025, apoiada, inclusive, pelas recentes descobertas no pré-sal brasileiro.
Considerando apenas os investimentos em upstream, a Chevron elevou a participação no Capex de 83,9% em 2020 para 87,1% em 2024. A ExxonMobil apresentou expansão ainda mais expressiva, de 67,5% para 79,3% no mesmo período. A Saudi Aramco reforçou o foco em E&P, ampliando de 73% em 2020 para 78% em 2024. E a Petrobras manteve, em média, cerca de 81% do Capex nesse segmento ao longo do período - exceto em 2022 (70%) -, mas ampliou para 83% em 2024. Mesmo a TotalEnergies, que é reconhecida por ser umas das empresas mais diversificadas, embora tenha reduzido a alocação em E&P, triplicou os investimentos em gás natural liquefeito (LNG) nos últimos três anos.
A expansão do upstream reflete dois cenários principais: a perspectiva de manutenção do protagonismo do petróleo e do gás na matriz energética mundial nas próximas décadas, que preserva o segmento como o mais atrativo do setor, e as recentes instabilidades geopolíticas e econômicas globais, que demandam revisões imediatas das estratégias empresariais.
No longo prazo, a continuidade da relevância dos combustíveis fósseis no mix energético mundial pressiona as grandes petroleiras a concentrar investimentos no upstream. Segundo o World Oil Outlook 2025 da Opep, a demanda global por energia primária crescerá 23% entre 2024 e 2050, com a demanda por petróleo avançando 17,6% e a produção total de petróleo e líquidos aumentando 20,1%.
O recuo, em 2024, da participação do petróleo no consumo mundial para menos de 30% pela primeira vez em cinco décadas poderia ser visto como indício de avanços em descarbonização. Contudo, o mesmo relatório - o Global Energy Review 2025 da IEA - revela que as emissões de carbono seguem crescendo e atingiram, em 2024, um novo recorde pelo quarto ano seguido. O crescimento menor da participação do petróleo é explicada pelo avanço do gás natural e do carvão, que juntos mantiveram os fósseis em 87% da matriz global, segundo o Energy Institute.
No horizonte imediato, as “majors” também se veem pressionadas a reforçarem o E&P como garantia de rentabilidade diante do desaquecimento do setor. De acordo com a IEA, a demanda mundial de petróleo em 2024 ficou abaixo do esperado, refletindo o esgotamento da recuperação da mobilidade pós-pandemia, a menor atividade industrial e a expansão dos veículos elétricos. Apesar da queda persistente nos preços internacionais e da demanda enfraquecida, em sete de setembro, a Opep aprovou a ampliação de sua produção, intensificando a pressão sobre o mercado. Somam-se a isso as tarifas sobre aço e alumínio impostas pelo governo Trump, que podem elevar custos e aumentar incertezas. Como resultado, em 2025, projeta-se o maior recuo nos investimentos em upstream desde 2016 (6%), com aumento de 3% nos custos do setor por efeito das tarifas comerciais.
Diante desse cenário, é natural que a Petrobras acompanhe as tendências do setor, inclusive porque a viabilização de uma transição energética eficiente e justa no país depende de sua rentabilidade. No entanto, diferentemente de outras companhias, a Petrobras conta com vantagens comparativas propiciadas pelo potencial energético brasileiro, capazes de ampliar sua competitividade no futuro. Como empresa estratégica de um país periférico, carrega responsabilidades de interesse público que vão além da mera geração de receitas. Mas há que se ter em conta que os desafios conjunturais do setor precisam ser mitigados por uma visão de longo prazo, que alinhe sua estratégia corporativa a uma política nacional de industrialização coesa, permitindo promover, em simultâneo, o desenvolvimento nacional e a transição energética.
Fernanda Brozoski é pesquisadora do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e doutora pelo Programa de Pós-graduação em Economia Política Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PEPI-UFRJ).
CNN Brasil - SP 03/10/2025
A BP buscará um parceiro para o bloco Bumerangue durante a avaliação da descoberta e um eventual acordo poderá acontecer antes da decisão final de investimentos, afirmou o presidente da empresa no Brasil, Andres Guevara de la Vega, nesta quinta-feira (2).
A companhia britânica anunciou, em agosto, que Bumerangue foi sua maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos.
A BP, que atualmente tem 100% do bloco, possui experiência como operadora em águas profundas em outros locais do mundo, mas considera importante seguir adiante no Brasil em parcerias que agreguem conhecimento.
"(A busca por um parceiro) vai ser no futuro... nos próximos um ou dois anos, mas é um processo que vai andar em paralelo com a avaliação. Mas vai acontecer", afirmou Vega, durante participação em evento da Câmara Britânica no Rio.
"Eu imagino que, para mim, quase com certeza, a parceria vai acontecer antes de a gente fazer um FID (decisão final de investimentos). Isso é comum. Mas não tem uma data. Mas vai acontecer."
A Petrobras seria uma parceira natural, já que tem expertise no pré-sal, mas fontes da estatal brasileira disseram em agosto à Reuters que isso dependeria dos índices de CO2 no campo.
Após a descoberta, a companhia agora está analisando os fluidos encontrados, em fase que traz grandes expectativas do mercado, que aguarda para entender a presença do CO2 no ativo.
O CO2 é comum em campos do pré-sal, mas sua quantidade não pode ser muito elevada a ponto de inviabilizar a operação de forma comercial.
Outras análises relacionadas à descoberta também estão em curso, disse Vega, evitando dar previsões para novas perfurações no ativo.
A descoberta de Bumerangue ocorreu com a perfuração do 13º poço da petroleira no Brasil e despertou grande interesse da indústria, por confirmar o potencial de descobertas relevantes em áreas do pré-sal distantes de áreas em produção já amplamente conhecidas.
"É relevante para nós, mas é relevante para o país. Porque dá uma revigorada no pré-sal, depois de, talvez, uma década sem grandes descobertas", disse Vega.
Atualmente, a BP está presente em sete blocos no Brasil, dos quais é operadora em quatro.
Como operadora, a empresa prevê perfurar em 2026 um poço no bloco Tupinambá, ao lado de Bumerangue. Apesar da proximidade, Vega destacou que os prospectos são independentes e não necessariamente compartilham semelhanças geológicas.
Questionado se a empresa poderá participar dos leilões de áreas previstos para este ano pela reguladora ANP e pela estatal PPSA, Vega afirmou que "sempre vamos avaliar, mas o foco é no portfólio que tem que desenvolver".
BIOENERGIA
Sobre a BP Bioenergy, Vega afirmou que a empresa vê sinergias de etanol de cana-de-açúcar com o de milho e avalia eventualmente investir em usinas do cereal.
"Tem que olhar o que está acontecendo com milho", disse o presidente da BP no Brasil, que atualmente possui apenas usinas de cana.
Dentre as sinergias, Vega citou que há oportunidades no compartilhamento de infraestrutura, como a tancagem, já que a molécula é a mesma. O executivo também vê a possibilidade de usar o bagaço da cana para reduzir a pegada de carbono na geração de energia para a usina de milho.
Questionado se poderia haver conversas com a Petrobras, uma vez que a estatal está em busca de retornar para o setor de etanol, Vega disse que não. Ele entende que o interesse da brasileira está mais voltado para o milho.
A BP é uma das líderes na produção de etanol e açúcar no país, por meio de 11 usinas em cinco Estados.
IstoÉ Dinheiro - SP 03/10/2025
Os contratos futuros de petróleo fecharam a quinta-feira, 2, em queda pela quarta sessão consecutiva, ainda pressionados pelas expectativas de que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decida aumentar a produção novamente em sua reunião de domingo. Investidores também monitoraram o segundo dia de paralisação do governo dos EUA e as tensões geopolíticas globais.
O petróleo WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 2,10% (US$ 1,30), a US$ 60,48 o barril. Já o Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), perdeu 1,89% (US$ 1,24), a US$ 64,11 o barril.
Para a Capital Economics, a Opep+ provavelmente concordará com uma reversão adicional dos cortes na produção de petróleo em novembro e há sinais de que esse pode ser um dos ajustes mais agressivos até agora.
“O maior fator de oscilação no mercado continua sendo a política de oferta”, destaca a Pepperstone. As perdas da commodity, contudo, são limitadas por preocupações de interrupções no fornecimento russo após a notícia de que os EUA fornecerão à Ucrânia apoio de inteligência para ataques de longo alcance, acrescenta a corretora.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou nesta quinta que a eventual entrega de mísseis à Kiev representaria uma escalada significativa no conflito com os russos.
Na quarta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que um petroleiro imobilizado na costa atlântica da França cometeu “infrações muito graves” e o vinculou à chamada “frota sombra” da Rússia.
Entre outros destaques do setor, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, anunciou que comprará a unidade petroquímica da Occidental Petroleum por US$ 9,7 bilhões, enquanto a Etiópia iniciou a construção de sua primeira refinaria de petróleo, um projeto de US$ 2,5 bilhões que está sendo construído pelo Golden Concord Group da China.
Valor - SP 03/10/2025
Os preços do petróleo bruto se mantêm firmes mesmo com produção em alta, por causa da formação de estoques pela China.
Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, foram negociados em torno de US$ 62 por barril na quarta-feira, mostrando resiliência em comparação com abril e maio, quando os preços frequentemente caíam abaixo de US$ 60.
A Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e alguns produtores não membros, como a Rússia, vem subindo a produção desde abril, alimentando as expectativas de que os preços do petróleo bruto cairiam no fim do ano.
O grupo decidiu aumentar a produção em 137 mil barris por dia em outubro. A agência de notícias Reuters e outras fontes informaram que o bloco pode decidir, em uma reunião no domingo, aumentar a produção em um valor ainda maior em novembro.
"A demanda da China por reservas de petróleo está absorvendo parte do aumento da oferta da OPEP+", disse Li Xuelian, pesquisador sênior do Instituto Marubeni do Japão.
Os estoques de petróleo bruto da China, incluindo estoques nacionais e comerciais, estavam em cerca de 1,17 bilhão de barris no fim de agosto, o maior nível em dados comparáveis desde 2017, segundo uma análise da Kpler. O grupo de pesquisa de mercado europeu utiliza dados de satélite para estudar a capacidade dos tanques de petróleo e outros fatores para estimar os níveis de estoque por região.
Dada a maior capacidade de armazenamento da China, esse valor provavelmente é alto mesmo para os padrões anteriores a 2017.
Mas o que se destaca é o ritmo de crescimento dos estoques da China. Em agosto, os estoques avançaram 7,4% no ano, maior evolução desde fevereiro de 2021, quando o mercado de petróleo ainda sentia os efeitos do aumento na produção de petróleo bruto da Arábia Saudita.
Embora os aumentos de produção da OPEP+ também estejam por trás do incremento dos estoques da China neste ano, fatores políticos também desempenham um papel. Pequim promulgou uma lei em janeiro exigindo que as empresas assumam a responsabilidade de estocar com o objetivo de garantir a segurança energética. Os efeitos das políticas impulsionaram uma subida notável nos estoques comerciais de abril a junho, relata a Agência Internacional de Energia.
"Além do risco de as rotas de transporte de petróleo bruto serem cortadas devido à expansão do conflito no Oriente Médio, é provável que haja um sentimento de crise quanto à possibilidade de sanções mais duras contra o Irã e a Rússia", disse Mika Takehara, da Organização Japonesa para a Segurança de Metais e Energia.
O Oriente Médio e a Rússia foram responsáveis por quase 80% das importações de petróleo bruto da China em 2024, de acordo com o grupo industrial britânico Energy Institute. A China estaria importando petróleo bruto iraniano, sujeito a sanções dos Estados Unidos, disfarçando sua origem como Malásia e outros países.
Os obstáculos à aquisição de petróleo pela China parecem destinados a continuar. No sábado, Reino Unido, França e Alemanha lideraram o restabelecimento das sanções das Nações Unidas contra o Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ameaçou endurecer as sanções contra a Rússia devido à sua guerra contínua contra a Ucrânia.
No fim de agosto, Washington impôs novas tarifas à Índia pela importação de petróleo bruto russo. Embora as novas tarifas sobre a China tenham sido suspensas, a incerteza permanece quanto à estabilidade do fornecimento chinês.
O analista sênior de mercado da Kpler, Yui Torikata, estima, com base em dados anteriores, que a China tem espaço para adicionar pelo menos 110 milhões de barris em estoques, cerca de 10% dos estoques atuais.
"Os estoques atuais equivalem a apenas cerca de 110 dias, o que dificilmente é um nível confortável em comparação com os cerca de 160 dias do Japão", disse Torikata. "O ritmo de estocagem variará dependendo dos preços, mas a tendência de alta permanecerá inalterada."
Depois que os preços do petróleo bruto caíram para a faixa de US$ 50 em abril, as importações da China em junho aumentaram 7,4% no ano. Mas, com o aumento dos preços em junho devido à piora da situação no Oriente Médio, as importações de agosto aumentaram apenas 0,8% no ano.
"Quando os preços caem, a compra da China na queda provavelmente será vista como um suporte de curto prazo", disse Li, do Instituto Marubeni.
IstoÉ Dinheiro - SP 03/10/2025
As vendas de tratores tiveram crescimento de 13,4% em agosto, frente ao mesmo mês de 2024, somando 5,2 mil unidades. Na comparação com julho, o número corresponde a uma leve queda de 1,1%, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, 2, pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.
No acumulado de janeiro a agosto, as vendas de tratores tiveram crescimento de 18,2%, totalizando 33,9 mil unidades. Segundo a Fenabrave, o desempenho está sendo puxado por máquinas de menor potência, usadas, principalmente, em pequenas e médias propriedades rurais.
O balanço da Fenabrave mostra também que 215 colheitadeiras de grãos foram vendidas em agosto, praticamente repetindo o volume (214) de um ano antes. Em relação a julho, houve queda de 23,8% nas vendas de colheitadeiras.
Nos oito primeiros meses do ano, as vendas de colheitadeiras, de 2 mil unidades na esteira da safra recorde de grãos, tiveram alta de 13% frente ao mesmo período de 2024.
Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado hoje pela Fenabrave com dados já relativos a setembro.
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