Money Times - SP 02/04/2026
O Itaú BBA, em relatório, elevou a recomendação de Gerdau (GGBR4) de neutro para compra, sem alterar o preço-alvo para o final de 2026, de R$ 24, o que implica uma valorização potencial de 26,3% para o papel em relação ao fechamento anterior (31).
Segundo o banco de investimentos, as ações da GGBR4 caíram 10% desde o rebaixamento feito pelo BBA em fevereiro, com desempenho inferior ao Ibovespa em 9 pontos percentuais.
“O papel volta a oferecer uma relação risco-retorno atrativa, com rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF yield) de 9% entre 2026 e 2028 e sendo negociado a um EV/Ebitda estimado para 2026 de 3,9x”, destaca.
Por volta das 11h52 (horário de Brasília), as ações da Gerdau subiam 4,16%, a R$ 19,79.
Pontos fortes da Gerdau
O BBA cita que, além da melhora no valuation e na relação risco-retorno com a queda recente das ações, a expectativa é de números mais fortes da companhia no primeiro semestre de 2026.
“O momentum deve continuar no segundo trimestre de 2026, com expansão de margens tanto no Brasil quanto nos EUA, favorecida por uma dinâmica mais positiva de custos/preços e melhor sazonalidade”, aponta o banco.
Para o BBA, a América do Norte deve apresentar um resultado mais forte do que o esperado em 2026, enquanto o Brasil apresenta cenário mais desafiador para a Gerdau. Diante desse cenário, o banco elevou a margem Ebitda da América do Norte de 20,4% para 22,6%, mas reduziu a do Brasil de 9,7% para 8,9%.
No relatório, o BBA ressalta que o principal fator positivo para as revisões da América do Norte é um ambiente de preços mais forte no primeiro semestre de 2026, incluindo o anúncio recente de aumento de US$ 40 a US$ 60 por tonelada em qualidade de barras comerciais (MBQ).
“Além disso, acreditamos que o acordo Estados Unidos-México-Canadá ainda pode levar algum tempo para ser totalmente concluído, o que pode sustentar preços domésticos mais firmes por mais tempo. Em nossa visão, essa combinação aumenta a visibilidade das margens nos EUA em relação às nossas premissas anteriores”, afirma.
Já o cenário doméstico, avalia o BBA, deve seguir desafiador, com um ambiente de preços mais competitivo e menos favorável para a Gerdau, uma vez que as condições macroeconômicas e do setor devem limitar a rentabilidade da companhia no curto prazo.
Gerdau como ‘porto seguro’
Diante da expectativa de desempenho mais forte na América do Norte, mais do que compensando a perspectiva mais fraca do Brasil, o BBA elevou a estimativa do Ebitda da Gerdau de R$ 11,3 bilhões para R$ 11,6 bilhões.
Além disso, o banco de investimentos destaca que o cenário consolidado continua sustentado pela capacidade da empresa de preservar geração de caixa ao longo do ciclo, graças à sua diversificação geográfica — o que também é positivo diante da volatilidade de anos eleitorais.
Infomoney - SP 02/04/2026
A atividade da indústria do Brasil sentiu em março o impacto da guerra no Oriente Médio, com a inflação dos custos dos insumos atingindo o nível mais alto em 18 meses, embora a recuperação das exportações tenha ajudado a atenuar o ritmo de contração, de acordo com uma pesquisa do setor privado divulgada nesta quarta-feira.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 49,0 em março, de 47,3 em fevereiro. Esse foi o 11º mês seguido em que o setor registrou contração, com o índice abaixo da marca de 50, mas o ritmo da queda foi o menor desde maio do ano passado.
A intensificação das pressões sobre os custos no mês foi associada pelos participantes da pesquisa à guerra no Oriente Médio, iniciada no final de fevereiro, e à alta dos preços internacionais do petróleo.
Buscando proteger as margens de lucro, os fabricantes aumentaram novamente seus preços de venda em março.
‘Justamente quando o Banco Central reduziu as taxas de juros pela primeira vez em quase dois anos, a alta nos preços internacionais do petróleo e a guerra em curso no Oriente Médio elevaram significativamente as pressões sobre os custos ao seu nível mais alto desde setembro de 2024’, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
‘Os clientes sentirão o impacto imediatamente, pois os fabricantes aceleraram os aumentos de preços em um esforço para proteger suas margens. Isso pode enfraquecer ainda mais a demanda, especialmente porque as empresas relataram que o poder de compra limitado dos consumidores finais está afetando negativamente as carteiras de pedidos.’
O BC reduziu a taxa básica de juros Selic este mês para 14,75%, mas pregou cautela diante do conflito no Oriente Médio.
A produção do setor industrial brasileiro diminuiu em março, mas foi a queda menos acentuada desde outubro passado. Alguns participantes da pesquisa indicaram que os esforços de reposição de estoques impulsionaram o crescimento em suas unidades.
A guerra no Oriente Médio também incentivou algumas empresas a se concentrarem na recomposição dos estoques de contingência.
Os novos pedidos diminuíram no mês, com as empresas citando demanda fraca e a guerra no Oriente Médio, bem como orçamentos restritos dos clientes e o poder de compra limitado dos consumidores. No entanto, o ritmo de redução foi o mais lento desde dezembro passado.
Os dados do PMI apontaram que sinais tímidos de recuperação nas vendas internacionais limitaram a queda geral no volume total de novos negócios. Após registrarem quedas em cada um dos 11 meses anteriores, os pedidos do exterior permaneceram amplamente estáveis, mostrou a pesquisa, uma vez que as tarifas dos Estados Unidos teriam permitido que algumas empresas acessassem novos mercados. No entanto, houve menções a uma queda nas vendas para a Argentina e a China.
Os empregos em fábricas aumentaram pelo segundo mês consecutivo em março, com as empresas destacando iniciativas de formação de estoques.
As empresas ainda mantiveram uma visão otimista em relação às perspectivas de crescimento, mas o nível geral de confiança caiu para o menor nível em 11 meses em março em meio a preocupações com a concorrência, a guerra no Oriente Médio e a incerteza que as eleições deste ano podem trazer.
O Estado de S.Paulo - SP 02/04/2026
Começou com os combustíveis, mas chegará aos preços de fertilizantes e, finalmente, aos dos alimentos. A incursão dos Estados Unidos no Oriente Médio acaba de completar um mês, as expectativas de que a guerra acabaria rapidamente caíram por terra e as consequências do fechamento parcial do Estreito de Ormuz já começam a afetar as projeções de inflação. Tem sido assim no mundo todo, e não seria diferente no Brasil.
O mais recente Boletim Focus mostrou que a projeção para o IPCA deste ano subiu pela terceira semana consecutiva, para 4,31%, e voltou a se aproximar do limite superior da meta de inflação. Há um mês, a expectativa do mercado financeiro era de 3,91%. Os analistas também ajustaram suas previsões para a Selic. Se há um mês esperavam que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 12% ao ano, agora projetam que ela fique em 12,5% ao ano.
Tal como uma profecia autorrealizável, as projeções logo chegarão ao bolso do consumidor. O comportamento dos alimentos preocupa muito, pois o item é um dos que têm maior peso no cálculo da inflação. A consultoria Logos Economia, que antes da guerra estimava que o preço dos alimentos aumentaria 3% neste ano, elevou sua previsão para 4,4% assim que os conflitos tiveram início e ajustou novamente a estimativa, para 4,6%, após a divulgação da prévia da inflação oficial.
Não bastasse a guerra, o País ainda terá de lidar com os efeitos do El Niño na safra. Segundo o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, é improvável que a inflação cheia fique abaixo dos 4% neste ano, e o limite superior dependerá essencialmente da duração do conflito. Do lado positivo, o enfraquecimento do dólar tem ajudado a atenuar esses impactos no mercado doméstico, e o aperto monetário foi tão longo e intenso que ninguém enxerga a possibilidade de o Banco Central voltar a elevar os juros tão cedo.
Há muito pouco a ser feito em um choque de oferta, mas o governo não quer correr o risco de parecer inerte perante a inflação, ainda mais no momento em que pesquisas eleitorais apontam empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. No pacote de bondades, além de conter os preços do diesel, o governo quer limitar o reajuste da conta de luz, subsidiar o botijão de gás e encontrar maneiras de reduzir o endividamento das famílias.
Em comum, todas são ações paliativas, que atacam a consequência, e não a causa dos problemas. Os combustíveis acompanham a cotação do petróleo, o custo da energia aumenta em razão dos subsídios embutidos nas tarifas e os empréstimos se tornaram impagáveis porque o governo incentiva a população a se endividar para fazer a economia girar.
O Executivo gasta mais do que arrecada e dá força à inflação, enquanto o Banco Central mantém juros elevados para tentar mantê-la o mais próximo possível da meta. A guerra no Oriente Médio e o calendário eleitoral só exacerbam essa incongruência. Resta ao País torcer para que o conflito acabe de uma vez, pois o arsenal de medidas de um governo desesperado não parece ter fim.
O Estado de S.Paulo - SP 02/04/2026
O avanço das parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil tem funcionado como um catalisador para diferentes áreas da engenharia, ampliando oportunidades em projetos de mobilidade, saneamento, educação e saúde. Mais do que uma alternativa de financiamento, o modelo vem redefinindo a forma como obras são concebidas, executadas e operadas – com impactos diretos sobre o mercado profissional e tecnológico do setor.
Exemplos já consolidados ajudam a ilustrar essa transformação. A operação da Linha 4 do metrô de São Paulo, estruturada como PPP, combina investimento público em infraestrutura pesada com gestão privada na operação. Em Belo Horizonte, projetos de escolas viabilizados por parceria conseguiram cumprir prazos e custos com maior eficiência do que obras públicas tradicionais. Em outras frentes, concessões rodoviárias, projetos de saneamento e iniciativas em ativos ambientais reforçam a diversidade de aplicações do modelo no País.
Engenharia no centro da nova onda de investimentos
Esse movimento tem ampliado a demanda por serviços de engenharia em múltiplas etapas. Não se trata apenas da execução das obras, mas também da participação em estudos técnicos, modelagem de projetos, estruturação financeira e uso de novas tecnologias.
Para Carlos Alexandre Nascimento, coordenador-geral do MBA em PPP e Concessões da FESPSP, o Brasil vive um momento de expansão consistente dessas parcerias. “É uma agenda forte, com impacto direto nas políticas públicas e no desenvolvimento da infraestrutura”, afirma.
Segundo ele, o crescimento ocorre em todas as esferas de governo e alcança cidades de diferentes portes, o que amplia ainda mais o alcance das oportunidades. Para empresas e profissionais, isso significa um mercado mais dinâmico e diversificado.
Tecnologia e eficiência como diferencial competitivo
Um dos efeitos mais visíveis desse avanço é a incorporação acelerada de tecnologia nos projetos. Ferramentas como Building Information Modeling (BIM) – soluções baseadas em inteligência artificial – vêm sendo utilizadas para aumentar a eficiência das obras e reduzir custos ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos.
Essa mudança está diretamente ligada à lógica das PPPs. Como os contratos envolvem não apenas a construção, mas também a operação e a manutenção por décadas, há um incentivo claro para escolhas mais eficientes e duráveis desde o início do projeto.
Além disso, a remuneração das concessionárias costuma estar atrelada a indicadores de desempenho. Isso força a busca por inovação contínua, seja na gestão de ativos, na redução de perdas – como em sistemas de água – ou na adoção de práticas alinhadas à agenda ESG.
Novos modelos destravam projetos e carreiras
Outro fator que tem impulsionado o setor é a criação de estruturas para viabilizar projetos. As chamadas “fábricas de projetos”, apoiadas por instituições como o BNDES e a Caixa Econômica Federal, têm financiado estudos e modelagens para Estados e municípios.
Essas iniciativas ajudam a resolver um problema histórico: a baixa qualidade dos projetos iniciais, que muitas vezes inviabilizava licitações. Com estudos mais robustos, aumentam as chances de sucesso e atração de investidores.
O efeito se estende ao mercado de trabalho. A necessidade de profissionais especializados em modelagem, regulação, engenharia e finanças tem crescido, abrindo espaço para novas carreiras. “Ainda há pouca gente qualificada no Brasil para lidar com esse tema, e isso cria grandes oportunidades de crescimento profissional”, diz Nascimento.
O que são PPPs — e por que não são privatização
Apesar da expansão, o modelo ainda enfrenta ruídos conceituais. PPP não é privatização. Trata-se de uma parceria de longo prazo em que o setor privado participa da construção e operação de um ativo público, mas a titularidade permanece com o Estado.
No Brasil, existem diferentes formatos. As concessões comuns são sustentadas por tarifas pagas pelos usuários, como pedágios. Enquanto as PPPs, em sentido estrito, incluem as concessões administrativas — remuneradas pelo poder público, como em escolas e hospitais — e as concessões patrocinadas, que combinam tarifas e aportes públicos, como em sistemas de transporte. Esse arranjo permite viabilizar projetos que não seriam possíveis apenas com recursos públicos ou cobrança direta dos usuários.
Limites e desafios do modelo
Mesmo com os avanços, especialistas alertam que as PPPs não são uma solução automática. Como instrumento de financiamento, envolvem compromissos fiscais de longo prazo e exigem análise cuidadosa de viabilidade.
Questões como distribuição de riscos, qualidade da modelagem e capacidade de gestão do contrato são determinantes para o sucesso. Além disso, fatores políticos e institucionais – como mudanças de governo e insegurança jurídica – podem afetar a atratividade dos projetos.
Em municípios menores, alternativas como consórcios intermunicipais têm sido adotadas para ganhar escala e reduzir riscos, especialmente em áreas como a de resíduos sólidos.
No fim, o diagnóstico é pragmático. “Não existe solução única. O que determina o sucesso é planejamento, estruturação e execução”, argumenta Nascimento.
Infomoney - SP 02/04/2026
As despesas do governo geral, que incluem gastos primários e com juros da dívida pública, voltaram a acelerar em 2025 e atingiram no fechamento do ano 46,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior nível em pelo menos 16 anos, apontou nesta quarta-feira o Tesouro Nacional, uma deterioração gerada principalmente pelos dados do governo federal.
Após desacelerar entre 2023 e 2024, o indicador de despesa cresceu 1,3 ponto percentual no ano passado, mostrou relatório anual do Tesouro. O número diz respeito a União, Estados e municípios, mas a alta foi pressionada pelo governo federal, que viu seu patamar de despesas subir de 32,1% para 34,0% do PIB no ano. A série do Tesouro tem início em 2010.
‘Esse resultado foi determinado, principalmente, pela elevação das despesas com juros, parcialmente compensada pela redução do investimento líquido e por variações mais moderadas nos demais componentes do gasto’, disse o Tesouro no documento.
Ao mesmo tempo, as receitas do governo geral ficaram praticamente estáveis, indo de 39,4% para 39,5% do PIB em 2025. No caso do governo federal, o indicador passou de 26,5% para 26,8% do PIB.
A combinação de despesas em alta e receitas praticamente estáveis provocou uma piora na necessidade líquida de financiamento do Brasil, que fechou 2025 em 7,4% do PIB, contra 6,3% do PIB no ano anterior.
A necessidade de financiamento decorre de uma diferença negativa entre receitas e despesas gerais da máquina pública, com déficit primário e gasto crescente com juros da dívida forçando o governo a ampliar emissões de títulos para financiar suas políticas.
A equipe econômica tem afirmado que o novo arcabouço para as contas públicas e medidas arrecadatórias têm corrigido gradualmente os resultados fiscais do governo central, argumentando que o elevado nível da Selic pressiona os gastos com juros da dívida em volume muito maior do que a melhora dos saldos primários.
IstoÉ Dinheiro - SP 02/04/2026
O dólar operou em baixa nesta quarta-feira, 1º de abril, com o cenário da guerra no Oriente Médio revertendo o impulso que a moeda ganhou desde o começo do conflito. Com sinalizações de ambos os lados para um fim do conflito, o petróleo perdeu força, dando sustentação às moedas de países importadores líquidos da commodity, enquanto os ativos de exportadores de energia, como Estados Unidos e Noruega operam pressionados.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 158,90 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1587 e a libra tinha alta a US$ 1,3303. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,31%, a 99,651 pontos.
A busca por riscos encontrou um importante motivo para retornar ontem e hoje, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que as forças americanas se retirariam do Irã em “talvez duas semanas, talvez três”, e possivelmente até mesmo sem um acordo com o Irã, avalia Thierry Wizman, estrategista de câmbio do Macquarie Group.
A analista sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, aponta que a combinação de uma postura mais agressiva do Banco Central Europeu (BCE) em relação a uma perspectiva mais branda do Fed impulsionou o euro. A diferença entre as perspectivas de taxas de juros do BCE e do Fed pode ter estabelecido um piso para a queda do euro desde o final de janeiro, avalia.
“Para que a recuperação seja sustentável, no entanto, os preços do petróleo e do gás precisam se estabilizar. Caso contrário, os riscos de crescimento para a economia da zona do euro – uma importadora líquida de energia – permanecerão maiores do que os riscos de crescimento para a economia dos EUA – uma exportadora líquida de energia”, avalia. “A resposta depende da duração das tensões no Oriente Médio e dos preços do petróleo”, conclui.
O Banco Central da Índia endureceu hoje as regras para contratos cambiais. Os bancos autorizados não devem oferecer contratos derivativos não entregáveis (NDF, na sigla em inglês) em rupias a residentes ou não residentes. Os bancos autorizados podem, no entanto, continuar a oferecer contratos derivativos cambiais com entrega física de moeda para atender às suas necessidades de hedge, desde que o beneficiário não assuma posições compensatórias em derivativos não entregáveis.
Jornal de Brasília - DF 02/04/2026
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) caiu 0,4 ponto em março ante fevereiro, segunda queda consecutiva, para 91,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice teve recuo de 0,1 ponto.
“O conflito no Oriente Médio, ao pressionar os preços do petróleo e a inflação doméstica, tem levado os empresários a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos próximos meses. A queda da confiança empresarial em março foi determinada pela piora das expectativas, parcialmente atenuada, no mês, pela melhora na avaliação da situação corrente dos negócios”, avaliou o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, em nota oficial
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) subiu 0,3 ponto, para 93,3 pontos. O componente que mede a demanda no momento presente aumentou 1,6 ponto, para 95,4 pontos, mas a satisfação com a situação dos negócios caiu 1,0 ponto, para 91,3 pontos.
Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) encolheu 1,1 ponto, para 90,5 pontos. Dentro do IE-E, o otimismo com a demanda nos próximos três meses diminuiu 0,3 ponto, para 91,8 pontos, e as projeções para os negócios em seis meses recuaram 1,9 ponto, a 89,4 pontos.
Dois dos quatro grandes setores mostraram queda na confiança em março: Comércio, -2,7 pontos; Indústria, +0,1 ponto; Construção, +2,1 pontos; e Serviços, -1,8 ponto. Em março, 41% dos 49 segmentos pesquisados reportaram alta da confiança.
A coleta de dados para a edição de março ocorreu entre 2 e 25 do mês.
Agência Brasil - DF 02/04/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançam, nesta quarta-feira (1°/4), em Brasília, o Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD).
A plataforma reunirá e tornará públicos dados de recursos do crédito direcionado no país, a fim de permitir a análise dos impactos na economia e no desenvolvimento, além da elaboração de políticas públicas.
De acordo com o Banco Central, o crédito direcionado refere-se a operações regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou vinculadas a recursos orçamentários destinados, basicamente, à produção e ao investimento de médio e longo prazos aos setores imobiliário, rural e de infraestrutura.
As fontes de recursos são as parcelas das captações de depósitos à vista e da caderneta de poupança, além de fundos e programas públicos.
“Com o observatório, será possível avaliar impactos importantes do crédito, como a geração de emprego e renda, e até mesmo a redução nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, vai promover o debate técnico-científico de alto nível, fundamentado em dados”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.
A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, destaca a função estruturante da plataforma.
"O observatório estruturará metodologias capazes de mensurar efeitos econômicos, sociais e ambientais, monitorando a eficiência do crédito e apoiando a tomada de decisão por formuladores de políticas e órgãos reguladores. É inteligência aplicada ao serviço de desenvolvimento.”
Desenvolvimento do sistema
O observatório vai contar com financiamento do BNDES nos primeiros 12 meses e prevê a participação de outras instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF).
A plataforma será criada no primeiro ano, a partir da parceria entre a ABDE e uma instituição de ensino superior a ser definida, que dará apoio técnico-científico para a curadoria de dados e o desenvolvimento de metodologias. A formalização da parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes.
As primeiras publicações devem ocorrer ainda em 2026.
Revista Mineração - SP 02/04/2026
A Samarco implementou uma nova plataforma de Inteligência Artificial (IA) para aumentar a previsibilidade e a eficiência de sua operação. Batizado de COI Maestro, o sistema foi integrado ao Centro de Operações Integradas (COI) da empresa e tem como principal função analisar dados consolidados de toda a cadeia produtiva.
A tecnologia permite ajustes mais precisos em parâmetros operacionais — como teores de ferro, sílica e fósforo —, contribuindo para reduzir variações naturais do processo produtivo. Com isso, a produção de pelotas de minério de ferro se torna mais alinhada às especificações exigidas pelos clientes.
De acordo com o engenheiro de processos Glauber Bomtempo, o diferencial da plataforma está na capacidade de conectar informações ao longo de toda a operação. O sistema reúne dados sobre materiais em trânsito no mineroduto, níveis de estoque em tanques e disponibilidade de minério no pátio de estocagem em Ubu, no Espírito Santo.
“Com essa visão integrada, a inteligência artificial simula diferentes cenários e, com base em modelos matemáticos e preditivos, indica os parâmetros mais adequados para orientar a produção no curto prazo”, explica.
Desenvolvimento
O COI Maestro foi desenvolvido de forma colaborativa, com base na concepção dos módulos operacionais e na lógica de otimização elaboradas internamente. A interface em linguagem natural — que facilita a interação dos usuários com o sistema — foi criada em parceria com a startup FutureTech, responsável por integrar recursos de inteligência conversacional às soluções técnicas da companhia.
Entre as principais funcionalidades da plataforma estão o monitoramento contínuo da operação e a emissão de alertas automáticos diante de desvios relevantes, como inconsistências operacionais ou não conformidades de qualidade. O sistema também gera recomendações rastreáveis, além de prever cenários de produção e sincronizar etapas da cadeia produtiva, considerando variáveis como estoque, qualidade e restrições logísticas.
Quando identifica riscos de desalinhamento, a ferramenta sugere alternativas e ajustes operacionais para garantir o cumprimento das metas produtivas.
A inovação rendeu à Samarco o primeiro lugar na categoria Inovação na Cadeia Produtiva do Programa Melhoria Contínua, durante o Evento Anual de Reconhecimento da empresa, realizado em março.
Atualmente, dois módulos do COI Maestro já estão em operação. O primeiro é o modelo de alvo dinâmico, responsável por calcular as especificações ao longo da cadeia produtiva. O segundo é a IA aplicada à pelotização, que antecipa os impactos da qualidade do minério no processo industrial.
De forma integrada, esses módulos geram recomendações automáticas de parâmetros de qualidade e apoiam a rotina operacional do COI.
Segundo Bomtempo, mesmo sem atingir sua capacidade total, a plataforma já contribui para decisões mais assertivas. “Os modelos permitem operar mais próximos dos limites de qualidade com segurança, o que pode gerar ganhos relevantes em produtividade e eficiência”, afirma.
O módulo final, voltado à etapa de mineração, tem início de implantação previsto para 2027. O desenvolvimento está sendo realizado em parceria com instituições de ensino, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).
Com a conclusão dessa fase, a expectativa é que o COI Maestro amplie sua capacidade analítica, passando a recomendar não apenas parâmetros de qualidade, mas também ações operacionais mais amplas para apoiar o alcance dos resultados produtivos.
Infomoney - SP 02/04/2026
Os preços futuros do minério de ferro subiram nesta quarta-feira, apoiados por dados otimistas de atividade industrial e esperanças de medidas de estímulo na China, principal mercado consumidor de minério, que poderiam melhorar as perspectivas de demanda do insumo siderúrgico.
O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China, encerrou as negociações do dia com alta de 0,12%, a 812 iuanes (US$118,14) a tonelada, depois de cair 0,8% na terça-feira.
O minério de ferro de maio, referência na Bolsa de Cingapura, avançava 0,64%, a US$106,15 a tonelada.
A atividade fabril da China expandiu-se em março no ritmo mais rápido em um ano, sustentada pela melhora na demanda, um alívio bem-vindo para uma economia que luta contra as tensões da cadeia de suprimentos global e a volatilidade do mercado de energia.
Enquanto isso, o banco central da China se comprometeu na terça-feira a manter uma política monetária adequadamente frouxa, gerando esperanças de novas medidas de estímulo para impulsionar o consumo doméstico e combater os choques externos.
A demanda firme, com uma taxa operacional relativamente alta nas usinas siderúrgicas da China, também deu suporte aos preços do minério, disse Xin Ge, vice-diretor da consultoria Lange Steel.
Entretanto, os estoques elevados de minério de ferro nos portos, próximos a um recorde, limitaram o potencial de alta dos preços.
Os índices de referência do aço na Bolsa de Futuros de Xangai recuaram em meio à queda dos preços do carvão.
O carvão metalúrgico e o coque, outros ingredientes de fabricação de aço, ampliaram as perdas, caindo 5,19% e 2,62%, respectivamente, conforme as expectativas de um fim rápido da guerra no Irã aumentaram a perspectiva de alívio das tensões no abastecimento de energia
O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu secretário de Estado, Marco Rubio, disseram que o fim da guerra contra o Irã pode estar próximo, com Washington sinalizando potencial tanto para conversas diretas com a liderança de Teerã quanto para o fim do conflito, mesmo sem um acordo.
Monitor Digital - RJ 02/04/2026
A Vale atualizou determinadas estimativas divulgadas ao mercado. A primeira contempla a inclusão de guidance indicativo sobre o potencial de contribuição de sua subsidiária Vale Base Metals Ltd. (VBM) para o Ebitda consolidado da companhia no longo prazo. Outra ação envolve a atualização da sensibilidade do fluxo de caixa da VBM para o exercício de 2026.
Com base em suas atuais premissas e expectativas de longo prazo, a Vale estima que a subsidiária VBM poderá responder por aproximadamente 30% a 35% do Ebitda consolidado da companhia a partir de 2035. “Essa estimativa considera, como premissas principais: os preços de longo prazo de cobre, níquel e ouro, com base na média das estimativas de analistas sell-side, disponíveis em fevereiro de 2026; e as projeções de produção de minério de ferro, níquel e cobre no longo prazo, conforme previamente divulgadas ao mercado pela Vale”, destacou em fato relevante Marcelo Feriozzi Bacci, vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores.
A Vale estima que o Fluxo de Caixa Livre da VBM em 2026 possa situar se em uma faixa aproximada entre US$ 0,4 bilhão e US$ 1,9 bilhão, em termos reais. Essa estimativa é baseada: (i) em projeções de preços mínimos e máximos de analistas sell side para o cobre (aproximadamente US$ 11.600/t e US$ 13.200/t, respectivamente), para o níquel (aproximadamente US$ 15.000/t e US$ 18.100/t, respectivamente) e para ouro (aproximadamente US$ 4.300/tr. oz e US$ 5.500/tr. oz, respectivamente).
Segundo Bacci, todas as demais estimativas divulgadas pela companhia permanecem inalteradas no Formulário de Referência que será reapresentado com as atualizações em momento oportuno, observado o prazo previsto na Resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM nº 80/2022).
“Os resultados efetivos poderão diferir materialmente em função de condições de mercado, fatores macroeconômicos, desempenho operacional e outros riscos descritos nos documentos periódicos da companhia arquivados junto à CVM e à SEC.
Jornal de Brasília - DF 02/04/2026
Ex-presidente da Anfavea, a associação das montadoras instaladas no Brasil, e atualmente consultor, Rogélio Golfarb prevê que, em dez anos, um a cada três veículos vendidos no País será de alguma marca chinesa.
A participação dos chineses, que foi de 10% no ano passado, deve dobrar para 20%, em 2030, e chegar a 35% do mercado de veículos em 2035, conforme as projeções de Golfarb, que, após se aposentar da Ford, onde era vice-presidente de assuntos governamentais, fundou a consultoria Zag Work.
O prognóstico leva em conta o ingresso das marcas chinesas em segmentos de entrada, onde estão os maiores volumes, e em categorias como picapes, vans e caminhões. Para ele, as marcas chinesas seguirão competitivas mesmo quando começarem a carregar os custos de produção no Brasil. Isso porque elas têm a vantagem de trazer a custo baixo da China os principais componentes das novas tecnologias automotivas, entre baterias de carros eletrificados, semicondutores, tela de cristal liquido e componentes eletrônicos.
“As marcas chinesas estão ganhando espaço, independentemente do crescimento do mercado, pela vantagem competitiva. Elas têm uma vantagem competitiva que as outras não têm”, comentou Golfarb durante encontro com jornalistas.
Para mostrar de onde vem a vantagem de custo chinesa, ele fez uma comparação entre um sedã elétrico da Tesla, o Model 3, com um modelo similar de uma marca chinesa, ambos produzidos na China. O carro chinês custa cerca de US$ 4 mil a menos, graças sobretudo às economias geradas pela maior integração produtiva (US$ 2,4 mil) e pela escala (US$ 1,8 mil). Também contribuem, em menor medida, subsídios do governo e prazos mais longos – de até 200 dias – para pagamento de fornecedores.
“Todo mundo acha que a grande competitividade chinesa é o incentivo, não é. Integração e escala são 88%”, disse Golfarb, acrescentando que a competitividade chinesa veio para ficar.
Ele frisa que as marcas chinesas que estão desembarcando no Brasil são montadoras de grande escala e que não vão desaparecer “Recebemos o dream team. Vieram ao Brasil empresas de peso.”
Ao lembrar as associações feitas por montadoras veteranas com marcas asiáticas – como a Stellantis com a Leapmotor e a General Motors (GM) com a Hyundai -, Golfarb salientou que a indústria automotiva passa por uma disrupção sem precedentes. “E não vai voltar ao que era antes”, concluiu.
O Estado de S.Paulo - SP 02/04/2026
Visando atender a uma demanda de motoristas de aplicativos, o governo federal estuda uma linha de crédito para auxiliar na aquisição de veículos por esse público. Dados do setor apontam que nove em cada dez motoristas têm interesse em comprar ou trocar de carro, além de um porcentual elevado de profissionais que alugam veículos para trabalhar.
A informação foi publicada primeiramente pelo jornal Valor Econômico. Integrantes do governo ouvidos pelo Estadão/Broadcast dizem que há questões técnicas que dificultam o avanço dessa proposta, que já vem sendo discutida internamente há alguns meses. Além disso, o momento atual é de incerteza, com ministros deixando seus cargos para disputar as eleições de outubro. Nesse cenário, definições ministeriais ainda estão sendo feitas — o prazo final para desincompatibilização é 4 de abril — e alguns sucessores ainda não foram anunciados.
Segundo estudo do Instituto Datafolha realizado em 2025 com motoristas ativos no aplicativo Uber, 87% dos condutores estão interessados em comprar ou trocar de carro nos próximos três anos, sendo que 88% pretendem financiar e apenas 12% deles possuem intenção de pagar à vista. Entre quem não pretende trocar, a principal razão apontada é que o carro atual ainda está novo.
Além disso, três em cada quatro motoristas (74%) são proprietários do veículo, sendo que pouco mais da metade deles (56%) ainda está pagando, com prazos geralmente acima de três anos. Entre aqueles que não são proprietários, mais da metade (57%) usa veículo de uma empresa e a maioria paga aluguel pelo uso (73%).
Pensando em um programa de crédito ou subsídio, foram indicados como mais úteis o financiamento com juros reduzidos e a isenção ou redução de impostos.
Caminhões
Paralelamente, o governo estuda uma nova edição da linha de renovação da frota de caminhões (Move Brasil), iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), que estava prevista para durar seis meses, mas que deve esgotar os recursos dentro de três meses — o programa começou a valer em 8 de janeiro de 2026. O governo avalia que, com a alta procura, a medida foi bem-sucedida, considerando também a manutenção do nível de empregos pelas montadoras de caminhões — que estavam com capacidade ociosa.
Foram disponibilizados R$ 10 bilhões em crédito (entre recursos do Tesouro Nacional e do BNDES) a juros abaixo do mercado, para compra de caminhões novos ou seminovos por profissionais autônomos, cooperados e empresas de transporte. O limite é de até R$ 50 milhões por usuário do programa. Os empréstimos têm prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses.
Em uma nova edição do programa, podem ser revistos alguns critérios de financiamento. Hoje, os juros anuais máximos, a depender da classificação de risco dos mutuários, variam de 13% a 14%, já incluídos custos financeiros e spread bancário. Todas as operações poderão ser cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado. A entrega do caminhão velho para reciclagem, com o procedimento devidamente comprovado, pode reduzir ainda mais os juros da operação.
O financiamento de caminhões novos é permitido apenas para veículos de fabricação nacional, assegurando que os recursos públicos estejam alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB).
Motos e carros populares fora do radar
Enquanto isso, o governo não tem no radar medidas voltadas a motos e carros populares ou “de entrada”. No caso das motos, o empecilho reside no fato de que a fabricação nacional está concentrada na Zona Franca de Manaus, que já tem benefícios fiscais. Foram aventadas contrapartidas pelas montadoras, mas o governo não conseguiu acertar com o setor. Além disso, a produção e a venda de motos estão batendo recordes no País. Outro fator considerado pelo governo é que o nível de inadimplência nesse segmento é muito alto e os riscos são maiores.
Já no caso dos carros, a avaliação é que as montadoras entenderam que os carros “de entrada” (aqueles que custam até R$ 70 mil, como Mobi, Kwid e C3) não dão lucro e só são fabricados no Brasil. Com o ganho de renda da população brasileira, a procura é maior por veículos que custam mais.
Em dezembro de 2025, em cerimônia de inauguração da linha de montagem do elétrico Chevrolet Spark no Ceará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a necessidade de melhorar a distribuição de renda no País e, ainda, de que as marcas ofereçam carros mais acessíveis. “A gente trabalha para ter acesso às coisas que a gente produz”, declarou.
Pessoas do próprio governo sustentam que os brasileiros têm preterido os carros populares, tendo em vista o crédito mais barato e o ganho real de salário mínimo. De forma mais ampla, interlocutores sustentam que o setor automotivo, como todo bem de consumo durável, sofre muito com os juros altos, já que poucas pessoas compram veículos à vista. A percepção é de que os carros de entrada não voltarão ao patamar de R$ 50 mil e que a volta da atratividade para a compra de veículos depende da redução das taxas de juros.
Grandes Construções - SP 02/04/2026
Com a chegada de novos investimentos internacionais em hotelaria, resorts e empreendimentos de alto padrão no Brasil, cresce também um desafio relevante para o setor da construção civil: atender, no mercado nacional, às especificações técnicas exigidas por projetos globais.
Diferenças como variações de espessura, resistência estrutural e uniformidade de acabamento - muitas vezes toleradas em obras convencionais - podem comprometer desempenho, prazo e resultado final quando o projeto segue padrões internacionais rigorosos.
Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que o uso de insumos importados tem avançado em obras de alto padrão, especialmente em projetos vinculados a marcas globais.
Já o SindusCon-SP aponta que os retrabalhos podem chegar a 10% do custo total da obra, frequentemente ligados à incompatibilidade de materiais.
Segundo Celso Zaffarani, CEO da Zaffarani Design Build, o desafio vai além da disponibilidade.
“Projetos internacionais já chegam com especificações muito claras de desempenho e acabamento. Parte dos materiais disponíveis no Brasil apresenta variações aceitáveis em obras comuns, mas que não atendem a auditorias técnicas mais rigorosas”, afirma.
Pequenas variações, grandes impactos - Na prática, diferenças mínimas podem gerar efeitos relevantes.
Chapas metálicas com espessura irregular, por exemplo, afetam alinhamento, acabamento e durabilidade - além de aumentar o risco de retrabalho e atrasos, especialmente em projetos auditados por marcas internacionais.
Diante desse cenário, a importação deixa de ser uma escolha comercial e passa a ser uma decisão técnica.
Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que o Brasil ainda enfrenta gargalos em segmentos que exigem alto nível de padronização e controle de qualidade.
Dados de comércio exterior mostram que bens intermediários - categoria que inclui insumos industriais - representam cerca de 60% das importações brasileiras, evidenciando a dependência estrutural dessas cadeias.
Mesmo sendo um grande produtor de aço, o país ainda depende de insumos vindos de mercados como Itália, Espanha, Alemanha e China para atender exigências específicas.
“A importação está diretamente ligada à previsibilidade da obra. Quando o material não entrega o desempenho esperado, o risco de retrabalho, atraso e desgaste reputacional aumenta significativamente”, diz Zaffarani.
Custo, logística e dependência externa - Fatores logísticos e econômicos recentes também têm elevado a complexidde desse cenário.
A instabilidade no Oriente Médio já impacta rotas marítimas e pressiona os custos de frete, afetando diretamente o planejamento de obras que dependem de importação.
“Já observamos mudanças nos fluxos de navios em rotas estratégicas, o que influencia prazo e custo. No Brasil, isso se soma a uma carga tributária que incide em cascata e pode mais do que dobrar o valor final do insumo importado”, afirma.
Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o chamado “Custo Brasil” pode elevar em até 30% os custos para empresas, com impacto direto sobre cadeias que dependem de importação.
Além do custo, há um desafio de oferta. “Em categorias como revestimentos metálicos, sistemas de iluminação e alguns acabamentos, ainda há limitação de variedade e especificação no mercado nacional frente às exigências de projetos internacionais”, explica.
Segundo ele, parte da própria indústria local já opera integrada a cadeias globais.
“Mesmo fabricantes nacionais dependem de componentes importados, o que mostra que essa é uma dinâmica estrutural do setor.”
Pressão por qualidade deve crescer - Dados do IBGE mostram que a participação da indústria de transformação no PIB brasileiro caiu de cerca de 27% na década de 1980 para aproximadamente 11% atualmente, impactando a capacidade de desenvolvimento de produtos de alta especificação.
Com a expansão de redes internacionais de hotelaria, hospitais e empreendimentos premium no país, a tendência é de aumento contínuo na exigência técnica.
“Nesse contexto, garantir materiais compatíveis com padrões globais será decisivo não apenas para cumprir prazos e evitar retrabalho, mas para sustentar a competitividade do setor e a atração de novos investimentos”, finaliza Zaffarani.
Money Times - SP 02/04/2026
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Cyrela (CYRE3), eleita como a principal escolha (top pick) da casa entre as construtoras voltadas ao segmento de média e alta renda.
O preço-alvo para os papéis está em R$ 40, o que representa uma potencial valorização de aproximadamente 38% em relação à cotação atual, de R$ 28,92.
Segundo o banco, as ações da companhia são negociadas a um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) de 6 vezes para 2026, o que é considerado atrativo frente aos pares.
Vivaz: pronta para crescer
Em relatório, a equipe de analistas do BTG apontou que a construtora se mantém otimista com o segmento de média e alta renda, mesmo diante do aumento dos estoques e da piora na acessibilidade ao crédito, pressionada pelos juros elevados.
Após realizar reunião com a administração da empresa, o banco destacou que a Cyrela pretende acelerar as operações voltadas a habitação popular, dadas as condições favoráveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que vêm sendo atualizadas constantemente por parte do governo federal.
“A companhia planeja continuar crescendo com sua marca Vivaz, que foi criada para atuar no setor de baixa renda, uma vez que seus custos de construção são muito semelhantes aos dos concorrentes, o que já se traduz em margens mais elevadas”, escreveram os analistas no documento.
De acordo com eles, apesar da concorrência mais acirrada, especialmente em cidades como São Paulo, ainda há muitas oportunidades de crescimento na divisão de habitação popular.
A avaliação é de que a Vivaz tem conseguido adquirir terrenos em condições extremamente atrativas, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do segmento econômico tem superado o observado na média e alta renda.
Média e alta renda: estoques sob controle
No relatório, o BTG afirmou que tem adotado uma postura mais cautelosa com as construtoras voltadas às classes mais altas, diante de um ambiente macroeconômico ainda desafiador.
Ainda assim, destacou que as vendas dos empreendimentos lançados pela Cyrela têm sido fortes, o prazo de maturação dos estoques segue dentro do esperado e o primeiro trimestre de 2026 (1T26) apresentou desempenho sólido tanto em comercialização quanto na absorção das unidades.
“A reunião com a administração reforçou que a empresa continua confiante em suas operações. Os executivos disseram que o setor imobiliário tem sido desafiador, mas a companhia está navegando muito bem em meio à turbulência, uma vez que está superando o desempenho do mercado em geral por meio de projetos mais diferenciados”, afirmou o banco.
“A Cyrela ainda não vê motivo para alterar suas expectativas ou suspender lançamentos. Além disso, espera que as suspensões das licenças de construção em São Paulo sejam normalizadas em breve”, prosseguiu.
Vale lembrar que a liberação de novos alvarás na capital paulista está suspensa desde o fim de fevereiro, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
A medida foi tomada em 24 de fevereiro pelo órgão em ação direta de inconstitucionalidade movida pela Procuradoria-Geral de Justiça.
O questionamento envolve mudanças na Lei de Zoneamento de 2024, que ampliaram o potencial construtivo em determinadas áreas da cidade.
Por Igor Grecco
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
CNN Brasil - SP 02/04/2026
O mercado imobiliário em São Paulo começou 2026 em forte expansão. Os novos empreendimentos seguem uma demanda por moradias bem localizadas, próximas a transporte público, serviços e áreas com boa infraestrutura.
A tendência acompanha evoluções no perfil do comprador, que prioriza mobilidade, qualidade de vida e integração com o ambiente urbano.
Neste cenário, a MRV anuncia o lançamento de sete novos empreendimentos na capital paulista, somando mais de 2 mil unidades habitacionais. A iniciativa reforça o posicionamento da companhia como uma das protagonistas na ampliação do acesso à casa própria no Brasil, segundo o diretor comercial da MRV em São Paulo, Ítalo Pita.
“Com projetos distribuídos pelas zonas Leste, Sul e Norte, a estratégia combina expansão territorial com inteligência urbana, priorizando regiões com infraestrutura consolidada, mobilidade e potencial de valorização”, afirma. A construtora atua na cidade desde 2000 e, ao longo desse período, já entregou cerca de 21 mil unidades e lançou 137 empreendimentos.
Como a MRV fortalece a sua presença em São Paulo?
A trajetória da MRV na capital paulista evidencia um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento urbano e a democratização da moradia.
Mais de duas décadas de atuação na cidade; Cerca de 21 mil unidades entregues; 137 empreendimentos lançados. O que os empreendimentos entregam para o cliente?
Proximidade com transporte público; Acesso facilitado a comércio e serviços essenciais; Inserção em regiões em expansão; Integração com o programa Minha Casa, Minha Vida. A MRV na Zona Leste de São Paulo
Hoje, um em cada 200 moradores da Zona Leste de São Paulo reside em um condomínio da MRV, o que reforça o impacto da empresa no desenvolvimento urbano local. A presença da construtora na região reflete uma atuação consistente, traduzida em números:
34 empreendimentos lançados desde 2005; Mais de 11 mil unidades habitacionais; Cerca de 16 mil pessoas morando em imóveis da companhia. Os novos empreendimentos contribuem para o desenvolvimento de São Paulo?
Sim. Além de ampliar a oferta de moradia, os novos condomínios devem impulsionar a economia local. A expectativa é de que cerca de 500 corretores sejam credenciados para atuar nas vendas. Com o início das obras, previsto para cerca de seis meses após o lançamento, cada projeto deverá gerar, em média, 100 empregos diretos.
Conheça os novos empreendimentos:
Zona Leste:
Spazio Saint Francis, localizado na Alameda do Carmo, em São Mateus. O projeto contará com torre única de 23 andares e 288 unidades e tem fácil acesso à Estação Jardim Colonial e à Linha 15-Prata do monotrilho. Gran Vista Itaquera, que terá cinco torres de 18 andares e 1.064 unidades com apartamentos de até 35 metros quadrados. O condomínio fica próximo à Neo Química Arena e à Estação Corinthians–Itaquera da Linha 3-Vermelha do metrô. San Toledo, no Jardim Matarazzo, com 86 unidades habitacionais distribuídas em duas torres, implantadas em um terreno de 5.774,92 m². O empreendimento está próximo à Estação Comendador Ermelino.
Zona Sul:
Residencial Vivenza, localizado no bairro Jardim Arpoador: 372 unidades distribuídas em três torres em um terreno de 5.576 m². O empreendimento é próximo ao metrô Butantã e às rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt, Residencial Silvestone, no bairro Usina Piratininga. O condomínio contará com 432 unidades distribuídas em duas torres e ficará próximo ao Shopping SP Market e à estação Jurubatuba da CPTM.
Zona Norte:
Saint Guilherme, na Vila Guilherme, que terá 408 unidades em duas torres em um terreno de 3.392 m 2. O condomínio é localizado próximo ao Shopping Center Norte, à Marginal Tietê e à Estação Portuguesa–Tietê do metrô. Pico dos Marins, com 320 unidades distribuídas em quatro torres, localizado no bairro Cidade Sete Sóis Pirituba. O empreendimento tem fácil acesso às estações da CPTM de Pirituba, Vila Clarice e Jaraguá e ao terminal de ônibus de Pirituba.
IstoÉ Dinheiro - SP 02/04/2026
O preço dos imóveis residenciais, medido pelo Índice FipeZAP, registrou aumento médio de 0,48% em março de 2026, com base em anúncios veiculados em 56 cidades brasileiras. O resultado superou os índices de dezembro (+0,28%), janeiro (+0,20%) e fevereiro (+0,32%). No balanço do primeiro trimestre, a elevação acumulada foi de 1,01%, situando-se abaixo da inflação ao consumidor (+1,48%) medida pelo IBGE, levando em conta a prévia de março.
No recorte mensal, as maiores altas entre as capitais foram observadas em Fortaleza (+1,33%), Vitória (+1,21%), Natal (+1,17%), Aracaju (+1,14%) e Manaus (+1,11%). O preço médio apurado na amostra total de março foi de R$ 9.720/m². Entre as tipologias, unidades de um dormitório apresentaram o maior preço médio (R$ 11.849/m²), enquanto as de dois dormitórios registraram o menor valor (R$ 8.732/m²).
+Mercado de trabalho abre 255.321 postos em fevereiro, revela Caged
Desempenho regional
Ao analisar os três primeiros meses de 2026, a valorização abrangeu 20 das 22 capitais monitoradas. Os principais avanços ocorreram em Belém (+4,90%), Manaus (+3,06%), Fortaleza (+2,87%), Vitória (+2,86%) e Florianópolis (+2,72%). Em contrapartida, houve recuo nos preços de venda em Curitiba (-0,88%) e Belo Horizonte (-0,41%).
Confira o ranking das 10 capitais com o metro quadrado mais caro:
CapitalEstadoPreço médio (R$ / m²)Variação em 12 meses
VitóriaESR$ 14.603+ 12,31%
FlorianópolisSCR$ 13.106+ 8,20%
São PauloSPR$ 11.995+ 4,36%
CuritibaPRR$ 11.621+ 5,92%
Rio de JaneiroRJR$ 10.901+ 4,21%
Belo HorizonteMGR$ 10.622+ 7,76%
BrasíliaDFR$ 10.003+ 3,19%
MaceióALR$ 9.807+ 7,23%
FortalezaCER$ 9.254+ 13,46%
BelémPAR$ 8.919+ 13,43%
Diário do Comércio - MG 02/04/2026
Duas novas composições do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) chegaram à capital mineira nesta terça-feira (31), avançando no processo de renovação da frota. Com isso, três novos veículos já estão em Minas Gerais, e outros dois embarcaram da China em direção ao Brasil, em março.
O primeiro trem, que chegou ao país em janeiro, está em fase final de testes operacionais e deve começar a transportar passageiros no fim de abril. Dois veículos estão em deslocamento para o Brasil, enquanto outros dois aguardam embarque na China. A expectativa é que, até o fim deste ano, dez novas composições estejam em operação. Os trens vão atender às linhas 1 e 2 do metrô.
Ao todo, estão previstos 24 novos trens para o sistema, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. Com apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), a concessionária antecipou em dois anos a aquisição da nova frota.
“A chegada das novas composições representa um avanço importante na modernização do metrô da RMBH. Estamos garantindo mais eficiência na operação e melhores condições para quem utiliza o sistema todos os dias”, destaca o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.
Testes
Antes de entrarem em operação, os novos trens passam por um rigoroso processo de testes. O primeiro veículo da frota é chamado de “unidade de tipo” e funciona como um modelo de validação. Após a aprovação, ele se torna o padrão para os demais trens, que seguem exatamente as mesmas configurações.
Na fase internacional, ainda na fábrica, o trem foi submetido a testes estruturais e de segurança para garantir a integridade dos passageiros em diferentes condições. Entre eles estão os ensaios de resistência à carga e à fadiga, que avaliam a durabilidade da estrutura e das rodas, além da distribuição de peso para assegurar estabilidade e evitar desgastes nos trilhos.
Também foram realizados testes de vedação, com simulação de chuvas intensas para impedir qualquer entrada de água no interior das composições, além de verificações de dimensões, garantindo que o trem respeite as distâncias de segurança em relação às plataformas e túneis.
Já no Brasil, os testes entram em uma etapa operacional e são realizados diretamente na via do metrô. Nessa fase, são avaliados os sistemas de desempenho e controle, como aceleração e frenagem.
Outro foco importante está na experiência do passageiro. São realizados ajustes no ar-condicionado, testado em potência máxima, além da verificação dos sistemas de informação, como avisos sonoros e painéis de LED. O nivelamento entre o trem e a plataforma também é calibrado para garantir acessibilidade e segurança no embarque.
Ao todo, o primeiro trem será submetido a mais de 90 procedimentos de testes, que somam mais de 2.130 verificações. Até o momento, mais de 80% dessas etapas já foram concluídas com sucesso. O projeto encontra-se em fase de finalização, com ajustes de integração de sistemas e conforto, e previsão de início da operação comercial para o fim de abril.
Tecnologia, conforto e segurança
Os novos trens contam com tecnologias que melhoram a experiência dos passageiros. Um sistema de contagem informa, em tempo real, o nível de ocupação de cada carro, ajudando na distribuição ao longo da plataforma.
As composições possuem câmeras de monitoramento, comunicação direta com o condutor em casos de emergência, internet sem fio e ar-condicionado. Os assentos foram redesenhados, oferecendo mais espaço em relação aos modelos atuais.
Na operação, os trens utilizam sistemas que enviam dados em tempo real ao Centro de Controle e contam com tecnologia de reaproveitamento de energia durante o uso do freio, além de operação automática, que controla aceleração, frenagem e abertura de portas, garantindo viagens mais estáveis e seguras.
Parte dos recursos utilizados para a modernização e ampliação da Linha 1 do metrô da RMBH é oriunda do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho, assinado em 2021 entre Governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e a Vale, com o objetivo de reparar os danos provocados pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em janeiro de 2019, que deixou 272 vítimas, além de problemas ambientais e socioeconômicos.
CNN Brasil - SP 02/04/2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1°) que o Estreito de Ormuz “se abrirá naturalmente” quando a guerra contra o Irã terminar, pintando uma visão otimista do futuro enquanto os preços do petróleo continuam a subir.
“O Irã foi essencialmente dizimado – a parte difícil já foi feita, então deve ser fácil, e de qualquer forma, quando este conflito terminar, o estreito se abrirá naturalmente, simplesmente se abrirá naturalmente”, disse Trump em um pronunciamento em horário nobre para a nação.
“Eles vão querer poder vender petróleo, porque é tudo o que eles têm para tentar se reconstruir”, acrescentou.
Enquanto os preços da gasolina atingiram US$ 4 por galão pela primeira vez desde 2022 no início desta semana, o presidente tentou minimizar o aumento dos custos na quarta-feira, dizendo que a reabertura do estreito “retomará o fluxo e os preços da gasolina voltarão a cair rapidamente”.
Especialistas do mercado de energia disseram à CNN que encerrar a guerra sem reabrir o Estreito de Ormuz provavelmente não resolverá a crise energética.
Pedido aos aliados
Trump afirmou que os aliados dos EUA serão responsáveis por reabrir Ormuz, instando-os a "criar a coragem que ainda não demonstraram" e liderar uma operação para retomar o controle da importante via navegável.
"Vão até o estreito e simplesmente tomem posse dele, protejam-no, usem-no para vocês mesmos", disse ele durante um pronunciamento em horário nobre. "A parte difícil já foi feita, então deve ser fácil."
As declarações de Trump são o mais recente sinal de que ele planeja encerrar a guerra no Irã sem retomar o controle do estreito, que o regime iraniano efetivamente fechou há semanas, desencadeando uma crise energética global que elevou drasticamente os preços do petróleo e do gás.
Apesar do aumento dos custos de energia, Trump minimizou o impacto do fechamento do estreito nos EUA, alegando que o país não "precisa" utilizá-lo.
Ao mesmo tempo, ele insistiu que a rota marítima “simplesmente se abriria naturalmente” após a guerra — apesar das repetidas promessas do Irã de manter o fechamento total da hidrovia responsável pelo tráfego de aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Embora Trump tenha dito que retomar o estreito será “fácil”, até mesmo as forças armadas americanas se mostraram relutantes em tentar escoltar petroleiros pela hidrovia devido à ameaça iraniana.
“Os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem”, disse Trump. “Eles devem valorizá-la.”
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
Agência Brasil - DF 02/04/2026
A produção de petróleo e gás natural no país bateu recorde em fevereiro de 2026, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Foram produzidos 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), medida que abrange tanto o petróleo quanto o gás natural. O recorde anterior foi registrado em outubro de 2025, com 5,255 milhões de boe/d.
Considerando apenas o petróleo, foram extraídos 4,061 milhões de barris por dia (bbl/d) - uma variação positiva de 2,7% na comparação com o mês anterior e um aumento de 16,4% em relação ao mesmo mês de 2025.
Já a produção de gás natural em fevereiro foi de 197,63 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Nesse caso, houve crescimento de 2,3% frente a janeiro, e de 24,5% na comparação com fevereiro de 2025.
A produção foi obtida em 6.079 poços, sendo 582 marítimos e 5.497 terrestres. Os campos marítimos produziram 98% do petróleo e 87,8% do gás natural do país.
Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 89,46% do total produzido.
Pré-sal
O pré-sal respondeu por 80,2% da produção brasileira, com um total de 4,243 milhões de boe/d em fevereiro. Houve crescimento de 2,3% em relação ao mês anterior e de 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Foram extraídos 3,264 milhões de bbl/d de petróleo e 155,56 milhões de m³/d de gás natural de 181 poços no pré-sal.
O Campo de Tupi, na Bacia de Santos, foi o maior produtor do país tanto para o petróleo quanto para o gás natural, com 865,98 mil barris por dia e 42,87 milhões de m³/d.
Já as instalações com as maiores produções foram o navio-plataforma FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, para o petróleo, com 197.903 bbl/d; e o navio-plataforma Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, para o gás natural, com 12,37 milhões de m³/d.
Portal Fator Brasil - RJ 02/04/2026
Tecnologia demonstra potencial para elevar em 20% o rendimento dos equipamentos e reduzir em até 10% o consumo de diesel, impulsionando sustentabilidade e produtividade no campo, Os tratores foram submetidos a operações reais, comprovando um aumento potencial de 20% na produtividade.
Em um movimento estratégico voltado à inovação, sustentabilidade e excelência operacional, Tereos e Atvos dão um passo decisivo para transformar o setor sucroenergético brasileiro ao realizarem os primeiros testes com tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar. A iniciativa reforça o compromisso das empresas em aprimorar a qualidade, a eficiência e a segurança das operações no campo, inaugurando uma nova era de modernização para o agronegócio nacional.
Os testes contaram com a tecnologia da ASI, empresa norte-americana e referência global em veículos autônomos com mais de duas décadas de atuação nos segmentos de mineração, construção e agricultura. A validação foi conduzida pela consultoria técnica Balanced Engineering e pela Agricef, responsável pela integração dos sistemas nos equipamentos, e evidenciou o potencial da automação em impulsionar tarefas agrícolas, aumentar a precisão operacional e otimizar custos, além de maximizar a produtividade sem necessidade de expandir área cultivada, permitindo extrair mais valor das áreas já existentes.
—Mais do que integrar a tecnologia, a Agricef atuou para adequar a solução da ASI às condições reais de operação das usinas, com base em sua forte presença no campo e domínio dos processos agrícolas no Brasil. Os resultados iniciais reforçam que as operações autônomas tendem a se consolidar como uma realidade no campo, contribuindo para uma agricultura cada vez mais sustentável —afirma Efraim Albrecht, diretor de Operações na Agricef.
A iniciativa teve origem na Agri-Tech Experience, organizada pela Balanced e Agricef, e realizada nos Estados Unidos em outubro de 2024. O encontro aproximou produtores brasileiros e empresas americanas de automação, participando da FIRA 2024 e visitando membros da Pittsburgh Robotics Network ao longo de dez dias. A partir dessa experiência, formou-se a Brazilian Sugarcane Automation Alliance, parceria criada para avaliar tecnologias de automação já maduras e adaptá-las para a realidade do agronegócio brasileiro.
Entre maio e dezembro de 2025, os tratores foram submetidos a operações reais, comprovando um aumento potencial de 20% na produtividade dos equipamentos com o sistema autônomo. O avanço tecnológico também se destacou pela promoção da sustentabilidade: a adoção da solução resultou em redução de até 10% no consumo de diesel, reforçando o compromisso ambiental das empresas.
—A visão da ASI para a agricultura é levar a automação a todos os produtores — de pequenas propriedades a operações em larga escala — contribuindo para sistemas agrícolas mais resilientes— afirma Mel Torrie, CEO da ASI. —Elemento central para uma automação sustentável é o Mobius® , sistema de comando e controle de frotas que permite a um único operador gerenciar múltiplos veículos não tripulados simultaneamente. A solução pode ser adaptada a tratores, pulverizadores ou colhedoras de qualquer marca, sem a necessidade de investimentos em máquinas novas—.
—Os testes representam um avanço decisivo para a modernização da operação agrícola no país. Ao validar a tecnologia em condições reais de campo e ao longo de diferentes operações do ano, conseguimos medir com precisão seu desempenho, seus ganhos operacionais e sua capacidade de escala. Este foi o primeiro passo para adaptar soluções autônomas já consolidadas no mundo à realidade brasileira. A criação da aliança foi fundamental para abrir as portas dessa inovação no Brasil e estamos certos de que essa tecnologia trará ainda mais eficiência, segurança e sustentabilidade para nossas ações no campo— comenta Everton Carpanezi, diretor de Operações Agroindustriais da Tereos.
—A adoção de sistemas autônomos na cultura de cana-de-açúcar representa um marco para o agronegócio brasileiro. Com a sincronização de todos os equipamentos agrícolas envolvidos, como tratores, colhedoras e frota de apoio, conseguiremos não apenas otimizar processos e reduzir custos, mas também contribuir para uma agricultura mais sustentável e eficiente. Este projeto reforça nosso compromisso em liderar a transição energética, ao mesmo tempo em que impulsiona nossas equipes para os novos desafios e oportunidades trazidos pela digitalização do campo —destaca Alexandre Maganhato, vice-presidente de Tecnologia, Inovação e Engenharia da Atvos.
Durante estes primeiros testes, a solução foi validada nas operações de grade e subsolagem, o que proporcionou insights valiosos sobre ajustes necessários para atender às demandas específicas de cada operação, ampliando a aderência do sistema às condições operacionais da cultura de cana-de-açúcar.
Foram identificadas e implementadas oportunidades de melhoria no sistema para atender às particularidades da topografia e do padrão operacional brasileiro, resultando em uma solução mais robusta e preparada para operar em diferentes cenários agrícolas.
A implementação da tecnologia contempla a capacitação dos colaboradores das operações, assegurando uma transição segura, sustentável e inclusiva. Os profissionais são preparados para novas funções, como supervisão de frotas autônomas, diagnóstico remoto e gestão de dados, fortalecendo a integração entre pessoas, tecnologia e decisões orientadas por inteligência operacional.
—A adoção de autonomia exige mais do que apenas comprar uma solução: requer prontidão operacional e alinhamento do negócio do produtor. A Balanced Engineering guia o cliente de ponta a ponta para transformar tecnologia em valor — apoiando decisões e execução — e criando as condições para resultados consistentes em escala —diz Alex Foessel, Managing Partner da Balanced Engineering.
Com resultados promissores, Atvos e Tereos reafirmam o compromisso com a evolução da solução, focando na usabilidade e excelência operacional para viabilizar ganhos consistentes de escala e ampliar o impacto positivo nas operações agrícolas brasileiras.
Tereos — Com visão de longo prazo no processamento de matérias-primas agrícolas e desenvolvimento de produtos alimentícios de qualidade, a Tereos é uma das líderes nos mercados de açúcar, álcool/etanol e amidos. Os compromissos do Grupo com a sociedade e com o meio ambiente têm contribuído com a performance da companhia no longo prazo, enquanto reforça nossa atuação responsável. O Grupo cooperativo Tereos reúne 10.700 agricultores e possui expertise reconhecida no processamento de beterraba, cana- de-açúcar, cereais e batata. Com operação em 14 países, 38 unidades industriais e o compromisso de 15.600 colaboradores, a Tereos atende seus clientes em seus mercados locais, com uma oferta ampla de produtos. Em 2024/2025, o Grupo obteve um faturamento de €5,9 bilhões.
Tereos no Brasil — A Tereos no Brasil é composta pela Tereos Açúcar & Energia Brasil, Tereos Amido & Adoçantes Brasil e Tereos Commodities Brasil. No noroeste do Estado de São Paulo, a Tereos Açúcar & Energia Brasil concentra suas sete unidades de processamento e duas refinarias. A Tereos Amido & Adoçantes Brasil, com operação em Palmital (SP), diversifica o portfólio da Tereos Brasil com a fabricação de produtos derivados de milho. A Tereos Commodities opera como trading e possui escritórios em diversos países.
Atvos — A Atvos é uma das principais produtoras de biocombustíveis do Brasil, e produz açúcar VHP e energia elétrica limpa e sustentável por meio da biomassa da cana-de-açúcar. A partir desta matéria-prima, a companhia tem capacidade para produzir cerca de 3,3 bilhões de litros de etanol, que podem movimentar 60 milhões de carros compactos; 750 mil toneladas de açúcar VHP, capaz de adoçar mais milhões de festas de aniversário; além de cogerar aproximadamente 4,2 mil GWh de energia elétrica a partir de biomassa, suficiente para abastecer uma população de mais de 20 milhões de pessoas. Com oito unidades agroindustriais localizadas nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, emprega mais de 11 mil pessoas e impacta positivamente o desenvolvimento socioeconômico de 23 municípios. Como um player relevante na geração de energia limpa e renovável, a empresa é uma das principais emissoras nacionais de Créditos de Descarbonização (CBIOs), tendo renovado a certificação do RenovaBio de todas as suas unidades agroindustriais até 2028. Ainda no campo da sustentabilidade, obteve as certificações ISCC EU, ISCC PLUS, ISCC CORSIA e ISCC Corsia PLUS, que a habilitam a comercializar produtos derivados da cana-de-açúcar, como os biocombustíveis, para a União Europeia, Ásia e países do Sul Global. Esses selos reforçam sua jornada na liderança na transição energética global.
Agricef — A Agricef é uma empresa de base tecnológica que busca satisfazer as necessidades dos agricultores, provendo tecnologia útil de modo a assegurar a sustentabilidade dos negócios. Com profundo conhecimento em processos e execução de operações agrícolas, é referência no escalonamento de soluções inovadoras. Atua em parceria com grandes grupos do agronegócio brasileiro, materializando tecnologia em uma produção agrícola mais eficiente.|www.agricef.com.br
Balanced Engineering — A Balanced Engineering é uma consultoria especializada em apoiar a inovação através de AI, automação e autonomia em operações agrícolas (off-road), com atuação do planejamento à implementação e à otimização operacional. No contexto do setor sucroenergético e da cultura de cana-de-açúcar, a empresa apoia produtores e parceiros do ecossistema (OEMs e AgTechs) a estruturar a adoção de forma segura e alinhada ao negócio, reduzindo riscos e acelerando a captura de valor. A Balanced trabalha para criar as condições necessárias para resultados consistentes em escala no campo. | www.balanced.llc.
O Estado de S.Paulo - SP 02/04/2026
A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, deve apostar em máquinas agrícolas movidas a biocombustíveis como estratégia para reduzir a dependência de derivados de petróleo, que enfrenta instabilidades no mercado internacional.
A informação foi dada pelos organizadores durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 1º, em Ribeirão Preto (SP), cidade-sede do evento, que chega à 31ª edição, a ser realizada de 27 de abril a 1º de maio.
O avanço de equipamentos que utilizam etanol, biodiesel e outras fontes renováveis aparece como resposta direta às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que têm pressionado os combustíveis fósseis. Com isso, a indústria agrícola passou a acelerar o desenvolvimento de soluções para garantir maior previsibilidade e autonomia energética no campo.
Como o Brasil tem uma cadeia produtiva de etanol e biodiesel considerada sólida, a tendência é de que os biocombustíveis ganhem ainda mais espaço por meio de novos protótipos e modelos de tratores, colheitadeiras, entre outros veículos que ofereçam redução nos custos operacionais e nas emissões de gases vilões do aquecimento global.
O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome. Para o presidente da Agrishow, João Marchesan, o biodiesel tem se mostrado uma alternativa bastante viável para substituí-lo, o que incentiva investimentos em motores adaptados.
Infraestrutura
Além das soluções energéticas, a Agrishow 2026, que terá como tema “A força de nossas raízes”, promete se manter como vitrine das principais inovações tecnológicas para o agronegócio. Entre elas, sistemas digitais de análise de dados e de gestão agrícola, inteligência artificial e agricultura de precisão.
Pedro Lucchesi, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), considera que a Agrishow é uma oportunidade para aproximar os produtores, principalmente pequenos e médios — que, geralmente, têm menos acesso —, de tecnologias que permitem produzir mais e com menos custos. Ele informa que, em parceria com a Sebrae, a Faesp vai possibilitar a ida de 8 mil agricultores à feira.
A edição de 2026 também trará mudanças na infraestrutura e na logística de acesso ao evento, visando melhorar a experiência dos visitantes e reduzir problemas de mobilidade que costumam ocorrer nos dias de maior público.
A área de exposições ganhará 12 mil metros quadrados, que se somam aos mais de 520 já disponíveis. O número de empresas participantes deve se manter em cerca de 800, sendo mais de 100 novas. O público estimado é de 197 mil pessoas nos cinco dias de feira.
Também estão previstas reorganização e ampliação das áreas de estacionamento; melhorias na sinalização viária e no fluxo de trânsito nas proximidades do parque; ações de mobilidade em parceria com autoridades de trânsito, incluindo ajustes no tráfego da rodovia de acesso ao evento; ampliação dos pontos de entrada e bilheterias, com venda antecipada de ingressos para reduzir filas; estrutura reforçada de serviços, como atendimento médico, ambulatórios e ambulâncias de suporte básico e avançado; alterações no fluxo interno de veículos de carga e montagem, com áreas específicas para caminhões e regras de circulação no recinto; bem como melhorias nos banheiros e asfaltamento das principais ruas.
Negócios
Diferentemente de anos anteriores, os organizadores preferiram não divulgar uma expectativa de negócios — que, em 2025, apesar do aumento de 7% em relação a 2024, não foi atingida: o faturamento ficou em R$ 14,6 bilhões, quando eram projetados R$ 15 bilhões.
Entre as preocupações, estão a alta taxa Selic, de 14,75% ao ano, a dificuldade de crédito, entre outros desafios, como a pressão no frete – intensificada pela própria pressão nos custos do diesel e pela safra recorde de grãos, que deve passar de 353 milhões de toneladas, conforme a mais recente previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar disso, eles procuram manter o otimismo. Para Marchesan, apesar do cenário desfavorável, os números da colheita aliados às boas condições climáticas devem trazer ânimo aos produtores que vão visitar o evento. “Acreditamos que a Agrishow será exitosa em todos os sentidos”.
Já Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), acredita que o agro já atravessou momentos piores. “Não podemos esquecer que o mundo precisa de nós. A Agrishow continuará a dar certo como atividade e referência, assim como o agricultor também vai”.
Serviço
O quê: Agrishow 2026
Quando: 27 de abril a 1º de maio, das 8h às 18h
Onde: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Ingressos já disponíveis pelo site www.agrishow.com.br
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