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14 de Julho de 2026

SIDERURGIA

A Usiminas (USIM5) foi o grande destaque do primeiro semestre. Após disparar mais de 70%, a ação liderou as altas do período no Ibovespa. Mas, desde então, perdeu fôlego e acumula queda de 30% desde a máxima registrada em 2 de junho. Segundo dados da Elos Ayta, a empresa perdeu R$ 4 bilhões em valor de mercado nesse período.

Não por acaso, o mercado parece ter percebido que o melhor ficou para trás, enquanto o segundo semestre deve ser mais complicado para a siderúrgica. Pelo menos na visão do Bradesco BBI.

Em relatório, os analistas cortaram o preço-alvo de R$ 10 para R$ 8,50. Ou seja, não veem potencial de alta para a ação, que negocia justamente nesse patamar. A recomendação segue neutra.

Para os analistas, a divisão de aço será a grande pedra no sapato. A expectativa é de preços menores para os aços planos no mercado aqui no Brasil, em meio ao aumento das importações indiretas e à queda da demanda.

Ao mesmo tempo, a companhia enfrenta pressão de custos, especialmente com placas de aço e carvão metalúrgico.

“Nesse contexto, cresce a percepção de que o segundo trimestre pode ter representado o ponto mais forte do ano em termos operacionais”, destacam os analistas.

Para o Bradesco, não tem jeito: o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficará abaixo do esperado pelo mercado, tanto no terceiro trimestre de 2026 quanto no consolidado do ano.

“Apesar de a companhia ter se beneficiado da recuperação observada no mercado ao longo dos últimos trimestres, o ambiente para a segunda metade do ano parece mais desafiador diante da combinação de custos crescentes e menor poder de repasse de preços”, afirmam.

Assim, o Bradesco avalia que a relação entre risco e retorno está mais equilibrada neste momento, sem gatilhos claros para uma reprecificação relevante das ações no curto prazo. Em outras palavras, o papel ficou caro.
‘Céu azul’ para a Usiminas

A Usiminas vislumbrou um “céu azul” no primeiro semestre. O sócio e analista da Fatorial Investimentos, Fabio Lemos, afirma que a ação foi beneficiada pelas medidas antidumping no aço implementadas pelo governo brasileiro, visto que isso eleva os preços no mercado interno, além de apresentar números positivos no primeiro trimestre de 2026.

Na avaliação dos analistas, o valuation da Usiminas também foi um fator que impulsionou a ação. “A empresa consegue aproveitar um pouco desse valuation mais atrativo, que dá um fôlego para o investidor que busca alguns papéis um pouco mais descontados em bolsa. E em termos de alavancagem, ela também está melhor do que a CSN”, considera Passos, da Ajax Asset.

Ao olhar para a relação dívida líquida/Ebitda, a siderúrgica apresentou -0,2x no 1T26, o que indica que há saldo em caixa, explica Lemos. No período, a companhia também apresentou lucro líquido de R$ 391 milhões.

“Uma está mais barata do que a outra – justamente nesse ponto – foi o início da arrancada de Usiminas. Após o balanço, o mercado viu que a Usiminas entregou exatamente o que ele queria: preço melhor, mix de produtos bom, balanço limpo e caixa livre”, diz.

Investing - SP   14/07/2026

O Morgan Stanley informou que os dados de licenças de junho de 2026 mostram que as importações de aço para a América do Norte recuaram 6% em relação ao mês anterior e 9% na comparação anual. Os dados indicam que os spreads de importação se ampliaram em relação a maio, com os preços do bobinado a quente atingindo US$ 1.155 por tonelada curta. Os prazos de entrega domésticos também aumentaram em junho.

Os dados de licenças de junho apontam para uma queda de 0,12 milhão de toneladas em relação ao mês anterior e de 0,18 milhão de toneladas na comparação anual. As importações de produtos planos subiram 3% e os produtos de tubos e canos aumentaram 18% em relação ao mês anterior. Os produtos semiacabados recuaram 5%, os produtos longos caíram 30% e os produtos inoxidáveis diminuíram 11% na comparação mensal.

O Morgan Stanley atribuiu a queda das importações em junho, em comparação a maio, ao estreitamento dos spreads de importação em abril, após o pico registrado no final de março. O banco também citou a maior incerteza em torno da oferta estrangeira e a redução na disponibilidade de material importado após o início do conflito no Oriente Médio.

O total acumulado no ano de aproximadamente 10,3 milhões de toneladas até junho está 23% abaixo do registrado em 2025, principalmente devido à queda nas importações de produtos planos, que recuaram 35% em relação ao mesmo período acumulado de 2025.

O spread de importação do bobinado a quente ficou em média de US$ 127 por tonelada em junho, alta de US$ 6 por tonelada em relação aos US$ 121 por tonelada de maio, permanecendo acima da média dos últimos 12 meses de US$ 97 por tonelada. Os preços domésticos à vista do bobinado a quente subiram de US$ 930 por tonelada curta no início de janeiro de 2026 para US$ 1.155 por tonelada curta em 10 de junho. O preço de importação Platts DDP Houston aumentou para US$ 1.000 por tonelada curta, ante US$ 820 por tonelada curta no início do ano.

O Estado de S.Paulo - SP   14/07/2026

A Gerdau (GGBR4) pode ter um segundo semestre mais forte e espaço para valorização na Bolsa após uma revisão positiva do Citi. O banco elevou o preço-alvo da ação para R$ 29 — o que implica potencial de alta de cerca de 26% — e passou a ver o segundo trimestre como um ponto de inflexão, com melhora de fundamentos e margens em diferentes mercados

Segundo os analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello, a revisão é construtiva para os três segmentos operacionais. Na América do Norte, o banco elevou a projeção de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do segundo trimestre de R$ 2,273 bilhões para R$ 2,422 bilhões, alta de 7% em relação ao modelo anterior, com margem em torno de 25%. Para 2026, o Citi passou a estimar Ebitda na região de R$ 9,651 bilhões, cerca de 6% acima do cálculo anterior, com melhora de margem.

No Brasil, o Citi revisou o Ebitda ajustado do segundo trimestre de R$ 586 milhões para R$ 733 milhões, alta de 25%, com a margem avançando de 8,9% para 10,1%. O banco atribui a melhora a repasses de preço, mix mais favorável para aços especiais e gestão de custos mais eficiente, incluindo mitigação de fretes e ganhos de produtividade.

O Citi prevê ainda melhora na América do Sul, com Ebitda ajustado revisado para R$ 188 milhões, sustentado por diluição de custos fixos com aumento de volumes.

Na avaliação, os analistas ressaltam que o consumo de capital de giro deve pressionar o fluxo de caixa livre no segundo trimestre por conta de estoques maiores, impostos e serviço da dívida, mas vê esse efeito como transitório, com expectativa de geração de caixa mais forte no terceiro e quarto trimestres à medida que os estoques se normalizem.

Investing - SP   14/07/2026

As ações da Steel Dynamics Inc. podem oscilar 3,7% quando a empresa divulgar seus resultados financeiros no dia 20 de julho, após o fechamento do mercado, com base em dados de opções compilados pela Bloomberg.

A fabricante de aço superou a variação implícita prevista pelas opções em quatro dos seus últimos oito anúncios de resultados. Em 20 de abril de 2026, as ações variaram 15,6% em comparação com uma variação implícita de 5,4%. No trimestre anterior, em 26 de janeiro de 2026, os papéis recuaram 0,1% ante uma variação implícita de 5,9%.

Em outubro de 2025, o preço das ações variou 8,9% versus uma variação implícita de 3,5%. Os papéis da empresa caíram 2,1% em julho de 2025, quando as opções sugeriam uma variação de 3,6%.

Durante a divulgação dos resultados de abril de 2025, as ações da Steel Dynamics variaram 3,1% em comparação com uma variação implícita de 6,5%. Os papéis recuaram 0,9% em janeiro de 2025 ante uma variação implícita de 5,1%.

Em outubro de 2024, as ações variaram 6,3% versus uma variação implícita de 3,8%. Os papéis oscilaram 3,9% em julho de 2024, quando as opções indicavam uma variação de 3,1%.

Essa notícia foi traduzida com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informação, veja nossos Termos de Uso.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   14/07/2026

Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduz a expectativa de inflação no Brasil em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o ano caiu para 5,16%.

Na semana passada, o mercado projetava uma inflação ligeiramente maior, de 5,30%. Os demais índices projetados pelo boletim para 2026 (PIB, câmbio e Taxa Selic) se mantiveram estáveis.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos bens e serviços produzidos no país), o mercado projeta crescimento de 1,99% em 2026, pela segunda semana consecutiva. Para 2027 e 2028, o crescimento projetado pelo mercado está em 1,65% e 2%, respectivamente.

Ao final de 2026, a expectativa é de que o dólar esteja cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas estão em R$ 5,28 e R$ 5,34.
Taxa Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela terceira semana consecutiva.

A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é de 14,25%. Com isso, há expectativas de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final do ano.

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.
Copom

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.

Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a diminuir os controles sobre a inflação.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais alto, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa. Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que contêm demandas aquecidas na economia.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
IPCA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025, ajudando a inflação oficial a fechar o mês de junho em 0,16%.

O resultado mensal do IPCA é o menor desde outubro de 2025. Os dados de junho mostram que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido.

Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou o mês de junho em 0,14% e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador interessa a diversas categorias profissionais pois serve de base para cálculo de reajustes salariais.
INPC x IPCA

O INPC é o índice que mede a inflação para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos. Já o IPCA mede a inflação para lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.

Monitor Digital - RJ   14/07/2026

A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu, em julho, o menor nível desde o auge da pandemia de Covid-19. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 2,3 pontos em relação a junho, passando de 46,7 para 44,4 pontos, segundo levantamento divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com o resultado, o indicador permanece há 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. É a segunda maior sequência de pessimismo da série histórica, atrás apenas do período de recessão econômica entre 2015 e 2016.

Para a CNI, a permanência do índice em nível negativo por um período prolongado pode impactar diretamente a atividade industrial.

Segundo o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, a persistência do pessimismo tende a reduzir o ritmo da produção, frear investimentos e afetar o mercado de trabalho.

“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirmou Azevedo em nota.

Os dois componentes que formam o Icei registraram queda em julho.

O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, indicando que os empresários avaliam que o ambiente de negócios e a economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos, registrando o maior recuo desde novembro de 2022. Com isso, o otimismo em relação às próprias empresas perdeu força, enquanto a percepção sobre a economia brasileira tornou-se ainda mais negativa.

De acordo com a CNI, a deterioração das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional.

Entre os fatores apontados estão o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, fatores que elevaram a percepção de risco entre os empresários.

“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avaliou Marcelo Azevedo.

Para a edição de julho, a CNI ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho, sendo 442 de pequeno porte, 411 de médio porte e 265 de grande porte.

Produção industrial do Espírito Santo cresce e estado tem maior alta do país

A indústria capixaba segue com destaque nacional em 2026 e mantém uma trajetória consistente de expansão da sua atividade. O Espírito Santo lidera o crescimento da produção industrial entre os estados brasileiros em três das quatro bases de comparação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF). O resultado, que ainda proporcionou que os números dos estados ficassem muito acima da média nacional, é fruto do bom desempenho da indústria extrativa e tem também a contribuição da metalurgia.

Os dados do IBGE, divulgados na última sexta-feira e compilados pelo Observatório Findes, da Federação das Indústrias do Espírito Santo, revelam que a produção industrial capixaba cresceu 10,8% em maio deste ano, na comparação com maio de 2025, enquanto a brasileira apenas 0,2%. Na comparação entre acumulado de janeiro a maio deste ano com mesmo período de 2025, o avanço estadual foi de 21,9% e o nacional, de 1,4%. Já no acumulado de 12 meses até maio, a indústria do Espírito Santo e do Brasil avançaram 20,6% e 0,4%, respectivamente.

De acordo com os dados do IBGE, nos cinco primeiros meses do ano, o desempenho da indústria capixaba foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 34,5%, refletindo o aumento da produção de petróleo e gás natural e de pelotas de minério de ferro. Já na indústria de transformação, a metalurgia foi o maior destaque com crescimento de 1,6% no mesmo período.

A indústria extrativa permanece como principal responsável pelo crescimento da produção industrial do Espírito Santo ao 2026. No acumulado de janeiro a maio, o setor teve alta de 34,5%, impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás natural e de pelotas de minério de ferro.

Segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio, a produção de petróleo alcançou 265,1 mil barris por dia, crescimento de 47,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a produção média de gás natural chegou a 7,6 milhões de metros cúbicos por dia em maio, avanço de 65,6% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, foram produzidos 6,9 milhões de metros cúbicos por dia, crescimento de 75,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O Estado de S.Paulo - SP   14/07/2026

O índice oficial de inflação desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, um resultado melhor do que o esperado pelo mercado financeiro, cuja mediana era de 0,31%, segundo o Projeções Broadcast. Foi o menor resultado para o mês desde 2023, ocasião em que o IPCA registrou uma deflação de 0,08%, e o suficiente para que parte dos analistas enxergasse o copo meio cheio e, consequentemente, um acerto na decisão do Banco Central que reduziu os juros no mês passado para 14,25% ao ano e mais espaço para o anúncio de um novo corte na reunião dos dias 4 e 5 de agosto.

Não há quem não deseje que o País tenha uma taxa básica de juros mais civilizada, mas os números exigem mais sangue frio. O alívio veio, sobretudo, do grupo Alimentos e Bebidas, que caiu 0,24%, um comportamento comum nessa época do ano, tanto que ocorreu em 2025 e 2023. O grupo é um dos que mais pesam no cálculo do índice (21,75%) e, sozinho, contribuiu com um impacto negativo de 0,05 ponto porcentual no índice cheio.

Parte da deflação de alimentos, segundo o IBGE, está relacionada ao comportamento dos combustíveis, que recuaram pelo segundo mês consecutivo e caíram 0,48% em junho. Os combustíveis também são um dos que mais têm peso no cálculo da inflação, com 6,22%. Seu desempenho foi influenciado pela redução das cotações do barril de petróleo após o cessar-fogo anunciado por Estados Unidos e Irã – uma trégua que, como se esperava, nem de longe representava o fim definitivo do conflito.

Seria absurdo dizer que o cenário como um todo melhorou apenas por conta de um resultado pontual do IPCA, mesmo porque os problemas da inflação permanecem fundamentalmente os mesmos. Em 12 meses até junho, o IPCA acumula alta de 4,64%, acima da meta de 3% e do limite superior, de 4,50%. Os serviços subiram 0,34% em junho, mas ainda rodam bem acima da inflação cheia e registram alta de 5,9% em 12 meses.

Quanto ao segundo semestre, às incertezas sobre a guerra no Oriente Médio somam-se as prováveis pressões que virão das consequências do Super El Niño na safra agrícola. O mercado de trabalho continua apertado, e a taxa do desemprego medida pela Pnad Contínua fechou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, a menor para o período, de acordo com o IBGE.

As projeções de inflação para o chamado “horizonte relevante” que guia as decisões do Banco Central – seja o último trimestre de 2027, seja o primeiro trimestre de 2028 – permanecem acima do centro da meta. O próprio Banco Central reconheceu que há mais chances de que a inflação suba do que caia nos próximos meses.

Ninguém sabe se Luiz Inácio Lula da Silva vai realmente cumprir o defeso eleitoral, mas as medidas de crédito que o governo lançou nos últimos meses mal entraram em vigor. Tudo isso seria mais que suficiente para que o Banco Central revisse o plano de corte de juros que sinalizou em março. Fossem outros tempos, a autoridade monetária seria a primeira a recomendar que o índice de inflação registrado em junho fosse interpretado com mais prudência e menos entusiasmo.

Money Times - SP   14/07/2026

A economia da China provavelmente desacelerou no segundo trimestre, após um início de ano sólido, à medida que a fraca demanda interna contrabalançou o impulso das exportações resilientes durante um choque global dos preços do petróleo, alimentando as expectativas do mercado por novas medidas de estímulo.

Pequim enfrenta um desequilíbrio cada vez mais acentuado entre oferta e demanda, com a forte produção industrial, impulsionada pelas exportações baseadas em inteligência artificial, contrastando com o enfraquecimento do consumo e do investimento privado em meio a uma prolongada desaceleração no setor imobiliário e à volatilidade dos preços globais do petróleo.

Prevê-se que o Produto Interno Bruto tenha crescido 4,5% no segundo trimestre do ano sobre o mesmo período de 2025, desacelerando em relação aos 5,0% registrados no primeiro trimestre, segundo uma pesquisa da Reuters com 54 economistas.

O ritmo projetado representaria uma queda em relação à previsão de crescimento de 4,7% apresentada em uma pesquisa da Reuters em abril e ficaria na extremidade inferior da meta oficial para o ano inteiro, de 4,5% a 5%.

“O crescimento tornou-se mais desigual: as exportações continuam a sustentar a atividade geral, mas a demanda interna enfraqueceu notavelmente”, afirmaram analistas do Goldman Sachs em uma nota.

“Além disso, o impulso das exportações não se traduziu em um mercado de trabalho mais forte nem em uma melhora significativa nos lucros, limitando a transmissão da demanda externa para o crescimento interno.”

As exportações da China, cujos dados serão divulgados nesta terça-feira, provavelmente cresceram a um ritmo ligeiramente mais lento, mas ainda sólido, em junho, à medida que as empresas aceleraram os embarques para os EUA antes da possível imposição de novas tarifas, aproveitaram o boom da IA e competiram agressivamente em preços para conquistar consumidores preocupados com os custos.

Investidores estarão acompanhando de perto uma reunião do Politburo prevista para o final de julho em busca de pistas sobre novos estímulos que possam definir a política para o restante do ano. Mas analistas não esperam medidas agressivas, a menos que o crescimento desacelere mais acentuadamente, dada a resiliência das exportações e o foco de Pequim em conter o excesso de capacidade fabril para combater a deflação.

O crescimento do PIB deve subir ligeiramente para 4,6% no terceiro trimestre, antes de desacelerar para 4,5% no quarto, de acordo com a pesquisa.

Para o ano de 2026 como um todo, o crescimento do PIB da China deve desacelerar de 5,0% no ano passado para 4,6%, antes de cair ainda mais para 4,4% em 2027, segundo a pesquisa.

Em termos trimestrais, a economia deve ter crescido 0,9% no segundo trimestre, desacelerando em relação ao 1,3% registrado entre janeiro e março, segundo a pesquisa.

Monitor Digital - RJ   14/07/2026

Para superar a dependência econômica de Pequim, os países europeus e os Estados Unidos terão que investir mais R$ 120,6 trilhões em 25 anos, correndo o risco de a inflação subir para 2,5% em certos setores, informou um jornal ocidental.

Citando a empresa de consultoria e auditoria, a EY-Parthenon, o jornal Financial Times relatou que os Estados Unidos terão que gastar US$ 13,7 trilhões (R$ 70 trilhões) para construir novas cadeias de produção e logística, instalações de processamento, centros de pesquisa e substituição de software fornecido pelas empresas chinesas.

Ao mesmo tempo, os países da zona do euro terão que investir US$ 9,1 trilhões (R$ 46,5 trilhões) para os mesmos fins e, para o Reino Unido, essa política custará US$ 800 bilhões (R$ 4,08 trilhões), detalhou o material.

Na avaliação dos especialistas, a UE terá que quase dobrar seu orçamento anual. Segundo o jornal, os enormes investimentos sublinham a escala do desafio que os países ocidentais terão de enfrentar se decidirem reduzir radicalmente a dependência da economia chinesa.

Ao mesmo tempo, os analistas acreditam que o investimento anual total de US$ 940 bilhões (R$ 4,80 trilhões) não é teoricamente “inacessível”, mas serão gastos adicionais além dos planos de investimento existentes, inclusive em infraestrutura e defesa.

Como os preços de venda na China são mais baixos do que no Ocidente, a dissociação da economia chinesa levará a preços mais altos e ao crescimento da taxa básica de juros. Por exemplo, na Europa, os preços em determinados setores da economia podem subir de 1% a 2,5%.

Anteriormente, um jornal norte-americano escreveu que a Europa está se aproximando de uma guerra comercial com a China, temendo ameaças existenciais às suas indústrias devido ao influxo de produtos chineses baratos para o continente, relata a agência de notícias russa Sputnik.

O Estado de S.Paulo - SP   14/07/2026

Empresários brasileiros e representantes do setor privado que participaram da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a investigação de supostas práticas desleais adotadas no comércio pelo Brasil na última semana consideram “inevitável” o novo tarifaço sobre produtos importados brasileiros.

Ao mesmo tempo, o setor privado vê espaço para a ampliação da lista de exceções à nova sobretaxa. Em seu relatório preliminar, em 1º de junho, o USTR sugeriu a aplicação de alíquota de 25% sobre os produtos importados brasileiros, com previsão de conclusão da investigação nesta quarta-feira, 15, após as consultas públicas.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estima que a nova tarifa pode atingir 21% das exportações brasileiras para os EUA, caso seja efetivamente aplicada.

Para representantes do agronegócio e da indústria ouvidos pelo Estadão/Broadcast, a decisão sobre a aplicação das tarifas sobre o Brasil será política.

Outro interlocutor aponta para o esgotamento nas negociações entre o governo brasileiro e o governo americano, com mais de dez reuniões bilaterais. Há queixa do governo brasileiro de que os EUA não deixam claro as ambições com as negociações e citam temas “fora da mesa”, como o Pix e minerais críticos, relatam os empresários.

Apesar de considerarem o debate da audiência da última semana “técnico” e de elevado nível, representantes dos setores brasileiros afirmam que a percepção é de que a decisão do USTR sobre as tarifas já estava tomada.

Os interlocutores apontam ainda para pouco tempo hábil para uma avaliação profunda dos argumentos apresentados. A audiência integrou as etapas finais da investigação feita pelo governo americano.

A expectativa dos representantes do setor privado é pela ampliação da lista de exceções. Na iminência do novo tarifaço, a exclusão dos produtos da taxação foi o principal pleito apresentado pela maioria dos setores e empresas que participaram da audiência, relatam interlocutores.

No relatório preliminar, o USTR recomendou a exclusão da tarifa para a maior parte de produtos agropecuários, aeronaves e partes aeronáuticas, fertilizantes, minerais críticos e estratégicos e insumos industriais relevantes para cadeias produtivas americanas.

Agora, o setor privado vê espaço para manutenção dessas recomendações e extensão da lista a itens como calçados, café solúvel e insumos industriais, sobretudo da cadeia de máquinas e equipamentos.

Outro líder empresarial pondera, entretanto, que Trump está exercendo o máximo de pressão nas negociações comerciais, o que atrapalha uma potencial extensão da lista ou eventuais modulações. Os empresários não descartam também uma eventual modulação na alíquota aplicada.

A nova tarifa, se aplicada sobre o Brasil, ocorre no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA acusam o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico - como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.

MINERAÇÃO

Investing - SP   14/07/2026

Os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta segunda-feira, com o agravamento das perdas entre as siderúrgicas chinesas e as crescentes expectativas de cortes na produção pesando sobre o mercado, enquanto uma queda nos embarques globais serviu de suporte aos preços.

O contrato de minério de ferro para setembro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o pregão diurno com queda de 0,47%, a 744,5 iuanes (US$109,76) por tonelada.

A referência de minério de ferro para agosto na Bolsa de Cingapura caiu 0,79%, para US$98,5 por tonelada.

A taxa de rentabilidade entre as 247 siderúrgicas pesquisadas ficou em 40,26% na semana passada, uma queda de 2,6 pontos percentuais em relação à semana anterior, à medida que a produção média diária de ferro-gusa caiu para 2,41 milhões de toneladas, segundo dados da consultoria Mysteel.

Os custos elevados do carvão metalúrgico e a fraqueza persistente nos preços do aço acabado estão pressionando as siderúrgicas, que, por sua vez, estão intensificando planos de manutenção de equipamentos e cortes na produção.

Espera-se que essas medidas reduzam a demanda por matéria-prima no curto prazo, de acordo com analistas da corretora chinesa Everbright Futures.

A queda nos estoques portuários atenuou um pouco do sentimento negativo, com o estoque total de minério de ferro nos principais portos chineses caindo 0,73% em relação à semana anterior na última sexta-feira, segundo dados da consultoria Steelhome.

AUTOMOTIVO

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   14/07/2026

A JAC Motors manteve a liderança no mercado brasileiro de caminhões elétricos no primeiro semestre de 2026, em um segmento ainda incipiente, mas dominado pelas fabricantes chinesas. D

ados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a marca licenciou 98 caminhões elétricos entre janeiro e junho, respondendo sozinha por mais de 60% dos 162 veículos emplacados no período.

Em seguida aparecem Foton, com 24 unidades, e Sany, com 22. A Volkswagen Caminhões e Ônibus emplacou nove veículos, enquanto Tesla e Nanjing registraram três unidades cada. A Mercedes-Benz aparece com dois caminhões.

Apesar da liderança da JAC, o segmento encolheu em relação ao ano passado. Foram 162 caminhões elétricos vendidos no primeiro semestre, queda de 15,3% na comparação com as 190 unidades registradas no mesmo período de 2025.

A liderança da JAC é resultado de um portfólio abrangente. A marca atua em praticamente todas as categorias voltadas à distribuição urbana, desde veículos urbanos de carga (VUCs) até caminhões semipesados.

Entre os modelos comercializados estão o E-JT3.5, com PBT de 3.495 kg e autonomia de até 230 quilômetros, o E-JT9.5, destinado ao segmento de leves, os urbanos iEV 1200T e 1200T Plus, além dos modelos E-JT12.5 e E-JT18.0, este último com autonomia de até 500 quilômetros.

O foco em operações urbanas explica parte da estratégia da fabricante. Esse tipo de aplicação exige menor autonomia diária e permite recargas programadas nas garagens das empresas, reduzindo uma das principais barreiras para a adoção dos veículos elétricos.

O desempenho da JAC no acumulado do semestre reflete principalmente os bons resultados registrados ao longo dos primeiros meses do ano. Em junho, porém, a disputa ficou mais acirrada.

A Foton e a JAC dividiram a liderança mensal, com quatro caminhões elétricos emplacados cada uma, equivalentes a 36,4% das vendas do mês. A Volkswagen Caminhões e Ônibus ficou em terceiro lugar, com duas unidades (18,2%), seguida pela Sany, com um veículo (9,1%).

Em maio, a vantagem da JAC havia sido maior. Dos 28 caminhões elétricos vendidos no mês, 12 eram da marca. A Sany apareceu em segundo lugar, com nove unidades, seguida pela Foton, com cinco.

Chinesas dominam o segmento - Somadas, JAC, Foton e Sany responderam por aproximadamente 89% dos caminhões elétricos vendidos no Brasil no primeiro semestre.

O domínio das fabricantes chinesas acompanha o cenário internacional. A China lidera a produção mundial de veículos comerciais eletrificados e concentra os maiores investimentos em baterias, eletrificação e escala industrial.

Embora Volkswagen Caminhões e Ônibus apareça no ranking com nove unidades do e-Delivery, Tesla e Mercedes-Benz ainda não comercializam regularmente caminhões elétricos no mercado brasileiro.

No caso da fabricante alemã, os veículos permanecem em programas de avaliação com clientes. Já a Nanjing não possui operação estruturada no país e concentra suas atividades no mercado chinês

Apesar do avanço da oferta de modelos, os caminhões elétricos continuam representando uma parcela muito pequena das vendas nacionais.

Levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) mostra que os veículos elétricos responderam por apenas 0,4% dos caminhões vendidos no Brasil em 2025.

O percentual está distante da média global, de 9%, e ainda mais da China, onde os elétricos já representam cerca de 26% das vendas.

Na União Europeia, essa participação gira em torno de 4%. Segundo o Ilos, a eletrificação tende a avançar primeiro nas operações urbanas e regionais, caracterizadas por rotas previsíveis, menor quilometragem diária e possibilidade de recarga nas bases operacionais.

A expansão para o transporte rodoviário de longa distância dependerá da evolução da autonomia das baterias, da infraestrutura de recarga e da redução do custo total de propriedade dos veículos.

Elétricos - Embora a JAC lidere o mercado brasileiro de caminhões elétricos, essa operação continua sob responsabilidade do Grupo SHC, controlado pelo empresário Sergio Habib, representante da marca no Brasil desde 2011.

A operação própria anunciada recentemente pela matriz chinesa não contempla os veículos elétricos. Ela foi criada exclusivamente para atuar no segmento de caminhões movidos a diesel e, futuramente, também a gás natural.

Na prática, a fabricante passa a operar duas estruturas independentes no país: o Grupo SHC permanece responsável pela importação e comercialização dos caminhões elétricos, enquanto a subsidiária da JAC China conduzirá a expansão da marca nos segmentos de veículos convencionais.

A nova operação própria começa com quatro caminhões importados da China, nas categorias de 9, 13, 17 e 25 toneladas. Três modelos já foram homologados para o mercado brasileiro, enquanto o veículo de 13 toneladas aguarda apenas a certificação final.

A empresa prevê formar uma rede com 18 grupos concessionários, reunindo entre 30 e 40 lojas ao longo de 2026. Em 2027, a expectativa é atingir cerca de 60 concessionárias.

Os caminhões serão desembarcados pelo Porto de Itajaí (SC), com prazo logístico estimado em 90 dias. A previsão inicial é importar ao menos 700 unidades no primeiro ano de operação.

A estratégia inclui ainda a construção de uma fábrica no Brasil até 2027. A unidade deverá operar inicialmente com montagem CKD e SKD, elevando o índice de nacionalização dos veículos e permitindo acesso a linhas de financiamento de bancos públicos. Goiás, Espírito Santo, Paraná e estados do Nordeste disputam o investimento. Segundo Adriano Chiarini, diretor comercial da operação própria da JAC, a definição dependerá das condições oferecidas pelos governos estaduais.

Jornal de Brasília - DF   14/07/2026

A produção de motocicletas superou a marca de 1,063 milhão de unidades no primeiro semestre de 2026, com alta de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado, um acréscimo de cerca de 62 mil motos, segundo dados apresentados nesta segunda-feira, 13, pela Abraciclo, associação que representa as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus (AM), onde se concentra a maior parte da fabricação nacional.

De acordo com a entidade, o desempenho reflete uma demanda consistente em todos os Estados, sustentada por atributos do veículo ligados à economia, mobilidade urbana e uso profissional, além de um ambiente de mercado marcado por lançamentos de modelos mais modernos e tecnológicos.

No varejo, os emplacamentos de motocicletas somaram mais de 1,174 milhão de unidades no primeiro semestre, um recorde histórico, com crescimento de 14,1% na comparação com igual intervalo de 2025, alta de mais de 144 mil unidades.

Apesar do cenário favorável no primeiro semestre, a entidade alertou para desafios no horizonte, como impactos de fenômenos climáticos, com risco de estiagem na região amazônica, além da possibilidade das tarifas dos Estados Unidos. “No plano doméstico, seguimos monitorando atividade econômica, inflação, taxa de juros e política cambial”, comenta Marcos Bento, presidente da Abraciclo.

Contudo, em junho, o volume representa uma retração de 15,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 29,9% na comparação com maio. “O resultado de junho já era esperado, devido às férias coletivas programadas pelas fabricantes no período”, explica Bento.

A Abraciclo manteve a projeção de que a produção em 2026 deve superar 2 milhões de unidades, com expectativa de atingir 2,07 milhões no ano.

CONSTRUÇÃO CIVIL

CNN Brasil - SP   14/07/2026

Em meio ao aumento dos eventos climáticos extremos, o setor da construção civil tem intensificado a busca por soluções inovadoras. Materiais mais resistentes, técnicas construtivas sustentáveis e novas tecnologias vêm ganhando espaço nos canteiros de obras para tornar as edificações mais preparadas para um clima cada vez mais imprevisível.

Em entrevista, Nilson Sarti, representante da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), afirmou que o tema deve ser analisado por uma perspectiva mais ampla.

"Na realidade, você tem que olhar de uma lente um pouco mais ampla, de tornar nossas cidades mais resilientes", disse.

Ele citou o programa da ONU Making Cities Resilient (MCR2030), do qual diversas cidades brasileiras já participam e que reúne dez diretrizes consideradas fundamentais para fortalecer a resiliência urbana.

Engenharia e tecnologia a serviço da resiliência urbana

Sarti destacou o papel da engenharia nesse processo e mencionou soluções como asfaltos modificados, concretos de alto desempenho, pavimentos refletivos e iniciativas baseadas na natureza, como a ampliação de áreas verdes e a reabertura de rios e lagos nas cidades.

O vice-presidente da entidade também ressaltou o uso da inteligência artificial para projetar cenários climáticos futuros, já que os modelos tradicionais de drenagem urbana, baseados no histórico de chuvas dos últimos 100 anos, deixaram de refletir a realidade.

"Recentemente, você teve em São Paulo chuva de 120 milímetros em dois dias praticamente, acabou e inundou tudo, e os piscinões estão preparados para 80 milímetros", exemplificou.

Como exemplo dos impactos das mudanças climáticas sobre a infraestrutura, Sarti citou as enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo ele, empresas interromperam as atividades por estarem em áreas alagadas, data centers foram comprometidos e diversas pontes desabaram por não terem sido projetadas para suportar os novos níveis dos rios.

"A gente tem que olhar isso de uma forma muito mais séria do que os planejamentos anteriores", alertou.
Desafios regulatórios e orçamentários

No campo regulatório, Sarti avaliou que a Lei 14.904, sancionada em julho de 2024 e que estabelece diretrizes para planos de adaptação às mudanças climáticas, representa um avanço, mas ainda há espaço para aperfeiçoamentos. Segundo ele, muitos processos licitatórios ainda não incorporam esses novos parâmetros.

"Você tem hoje várias concorrências que não utilizam esses novos modelos", observou. Para o representante da Cbic, também é necessário avançar na implementação da nova legislação sobre licenciamento ambiental, criando um ambiente jurídico mais favorável à adoção dessas soluções.

Ao comentar a capacidade dos municípios de promover as adaptações necessárias, Sarti apontou a escassez de recursos como o principal obstáculo.

"Essa é uma parte muito delicada. Nós estamos com falta de recurso total para essa parte da adaptação das cidades", afirmou.

Ele reconheceu iniciativas pontuais, como as realizadas em Salvador para reforçar encostas e fortalecer a defesa civil, mas ressaltou que os investimentos precisam ser permanentes e planejados com antecedência. Na avaliação de Sarti, o poder público deve liderar esse processo pelo exemplo.

"Os prédios públicos têm que dar o exemplo de usar energias renováveis, materiais mais resistentes, olhar mais para frente no conforto térmico, acústico. E isso nós estamos ainda longe de acontecer", concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   14/07/2026

O primeiro dos seis trens que foram comprados pelo governo federal para o Metrô do Recife, vindos de Belo Horizonte (MG), começou a operar na tarde desta sexta-feira (10), na Linha Sul. O veículo passa a circular cerca de dois meses após a chegada à capital pernambucana e aproximadamente um mês depois do prazo inicialmente previsto pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

A composição foi incorporada à operação após passar por etapas de montagem, testes técnicos e operacionais, além da liberação para transporte de passageiros. O trem faz parte de um lote de seis veículos adquiridos junto ao Metrô de Belo Horizonte para reforçar a frota da Linha Sul e reduzir os impactos da crise operacional enfrentada pelo sistema.

Ao apresentar o primeiro trem, no mês de maio, a CBTU havia informadp que o veículo começaria a operar ainda em junho. No entanto, a entrada em circulação foi adiada para julho em razão da necessidade de concluir os procedimentos técnicos e de segurança antes da liberação da composição.

Segundo a companhia, os outros cinco trens serão enviados gradualmente de Belo Horizonte para o Recife. A expectativa é que as novas composições ampliem a oferta de viagens na Linha Sul e contribuam para reduzir falhas operacionais, enquanto o sistema aguarda investimentos estruturais e o avanço do processo de transferência da gestão do metrô para o Governo de Pernambuco.

NAVAL

Globo Online - RJ   14/07/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos e afirmou que Washington passará a cobrar uma tarifa de 20% sobre todas as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz, aprofundando a escalada com Teerã após dois dias consecutivos de ataques entre os dois países. As declarações provocaram reação imediata do governo iraniano, que rejeitou qualquer interferência americana na gestão da hidrovia estratégica e advertiu que a cooperação dos países do Golfo com os EUA será considerada "um ato de guerra".

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está "aberto" e anunciou a retomada do bloqueio contra embarcações iranianas.

"Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim chamado porque impede apenas que navios iranianos ou seus clientes entrem ou saiam", escreveu. "Seremos reembolsados, à taxa de 20% sobre todas as cargas transportadas, por quaisquer custos necessários para fornecer segurança e proteção."

Em entrevista à Fox News, Trump também afirmou que os EUA se tornarão os "guardiões" do estreito e receberão compensações financeiras dos aliados pela proteção da rota marítima.

— Vamos receber dinheiro para protegê-lo. Muito dinheiro. Tudo o que queremos é ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso povo em perigo — declarou.

O republicano também afirmou que Washington está "tomando o controle" da passagem e voltou a acusar o Irã de agir de má-fé nas negociações.

Irã rejeita controle americano

A reação iraniana veio poucas horas depois. Em mensagem de vídeo, o porta-voz do comando militar do país, Khatam al-Anbiya, afirmou que Teerã não permitirá "sob nenhuma circunstância" que os EUA interfiram na gestão do estreito.

O militar também advertiu os países do Golfo que qualquer colaboração com Washington será considerada "um ato de guerra".

A declaração representa um endurecimento do discurso iraniano em meio à retomada dos confrontos e às disputas sobre o controle da passagem marítima.

Acordo em crise

O aumento da retórica ocorre em meio ao enfraquecimento do protocolo de entendimento assinado em 17 de junho por EUA e Irã, que previa uma trégua de 60 dias para negociar o fim da guerra.

— Não há dúvida de que o acordo está em crise. Mas o Irã nunca foi o primeiro a deixar de cumprir seus compromissos — afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.

Na semana passada, Trump declarou que o cessar-fogo estava "acabado" após ataques iranianos contra embarcações na região.

No centro da disputa está o Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.

Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países

O Irã insiste em manter o controle da passagem e acusa Washington de provocar o retorno da insegurança à região.

— Esta passagem estratégica é mais importante do que dezenas de bombas atômicas e a República Islâmica do Irã vai protegê-la — declarou Mohsen Rezai, conselheiro militar do líder supremo iraniano, segundo a agência Isna.

O Estado de S.Paulo - SP   14/07/2026

A Copersucar, a armadora CMA CGM e a Bunker One, fornecedora e comercializadora de combustíveis marítimos, realizaram o primeiro abastecimento com etanol de um navio porta-contêineres transoceânico no Brasil, em operação conduzida no Porto de Santos (SP). Segundo as empresas, a iniciativa marca a entrada do País no grupo de nações aptas a fornecer combustíveis renováveis para a navegação de longo curso e reforça o potencial do etanol como alternativa para a descarbonização do transporte marítimo.

O combustível renovável foi utilizado no CMA CGM IRON, embarcação com capacidade para 13 mil TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés) equipada com motor tricombustível certificado para operar com bunker fóssil, metanol e etanol.

O presidente da Copersucar, Tomás Manzano, explicou ao Estadão/Broadcast que foram abastecidas 500 toneladas de etanol, equivalentes a aproximadamente 640 mil litros. O navio seguirá viagem rumo ao Sri Lanka e utilizará o biocombustível em parte do percurso, combinado aos demais combustíveis compatíveis com sua motorização.

Manzano ressaltou que a operação não teve caráter experimental. “Não é um teste, já é uma operação na vida real”, afirmou. Segundo ele, a viagem permitirá avaliar a eficiência do combustível, a autonomia da embarcação e outros parâmetros operacionais antes da ampliação do uso comercial da tecnologia.

O executivo explicou que a operação foi preparada durante cerca de dois anos e envolveu toda a cadeia logística do combustível, desde a produção do etanol em uma usina da Copersucar até o transporte para Santos, a armazenagem em terminal dedicado, a transferência para uma barcaça e o abastecimento do navio. O etanol utilizado é hidratado, segue a especificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e foi produzido por uma usina com certificação internacional.

A empresa informou que a iniciativa exigiu a atuação coordenada da Copersucar, da CMA CGM, da Bunker One, da AGEO Terminais, do Terminal Santos Brasil e da fabricante de motores Everllence. Segundo as companhias, a operação posiciona o Brasil entre os países aptos a abastecer navios de longo curso com combustíveis renováveis. Elas destacam ainda que o etanol reúne características que favorecem sua adoção pelo setor marítimo, como redução das emissões de gases de efeito estufa, disponibilidade comercial em larga escala, infraestrutura consolidada de produção no Brasil e competitividade econômica. A expectativa é que o Porto de Santos se consolide como um polo regional de abastecimento de combustíveis marítimos de baixo carbono.

A CMA CGM informou, em nota, que pretende operar cerca de 200 navios porta-contêineres capazes de utilizar energias de baixo carbono até 2031, como parte da meta de neutralidade de carbono até 2050. O CMA CGM IRON, entregue em 2025, é o primeiro de uma série de 12 embarcações de 13 mil TEUs equipadas com motor tricombustível certificado para operar com etanol.

Exame - SP   14/07/2026

Dubai estuda ampliar sua infraestrutura portuária com a construção de um novo porto e de um terminal de contêineres no emirado de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos. A informação foi publicada nesta segunda-feira pelo jornal "Financial Times". O objetivo é reduzir a dependência do porto de Jebel Ali e criar uma alternativa à rota que passa pelo estreito de Ormuz.

Conforme o "Financial Times", o empreendimento será conduzido pela DP World, operadora portuária controlada pelo governo de Dubai. A empresa negocia com autoridades locais a implantação de um porto multifuncional e de um terminal de contêineres na área portuária já existente em Fujairah.

O plano integra a estratégia dos Emirados Árabes Unidos para fortalecer sua estrutura logística após a guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito provocou o fechamento temporário do estreito de Ormuz e afetou o fluxo de embarcações na região.

Segundo o "Financial Times", a nova estrutura permitirá que cargas em contêineres sejam movimentadas por meio do golfo de Omã, sem a necessidade de cruzar o estreito de Ormuz. Depois do desembarque, os contêineres seguirão por rodovias até Dubai, Abu Dhabi e outras áreas do golfo Pérsico.

A publicação afirma que a redistribuição de parte da capacidade portuária para Fujairah representa uma mudança na estratégia logística do país. Atualmente, o desenvolvimento dos Emirados como centro internacional de comércio e reexportação está diretamente ligado ao porto de Jebel Ali.

Ainda de acordo com o "Financial Times", o movimento no porto de Jebel Ali, considerado o maior terminal de contêineres do Oriente Médio, recuou entre 90% e 95% durante o período em que o Irã fechou o estreito de Ormuz. O cenário acelerou a busca por rotas alternativas para o transporte marítimo.

As conversas entre a DP World e o governo permanecem em estágio inicial, informa o jornal. Até o momento, não há definição sobre o modelo de financiamento nem sobre o formato do projeto. Apesar disso, um executivo da companhia ouvido pelo veículo afirmou que as novas instalações poderão entrar em operação em “aproximadamente um ano e meio”.

A DP World não confirmou os detalhes do empreendimento. Em declaração ao "Financial Times", a empresa informou apenas que trabalha em planos para “diversificar suas operações” com o objetivo de reduzir os impactos de futuras interrupções no comércio marítimo.

PETROLÍFERO

Canal Rural - SP   14/07/2026

No relatório mais recente, a Opep elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026 para 340 mil barris por dia (bpd), ante 270 mil bpd no documento anterior. Mesmo com a revisão, a projeção para a produção média do ano foi mantida em 4,7 milhões de bpd.

Para 2027, a expectativa de expansão foi reduzida de 140 mil bpd para 110 mil bpd, com manutenção da produção média projetada em 4,8 milhões de bpd.

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Segundo a organização, a produção brasileira de petróleo bruto recuou cerca de 41 mil bpd em maio frente a abril, para média de 4,3 milhões de bpd. A produção de líquidos de gás natural (NGLs) ficou praticamente estável em torno de 104 mil bpd e a de biocombustíveis, principalmente etanol, permaneceu em aproximadamente 700 mil bpd. Com isso, a produção total de combustíveis líquidos caiu cerca de 40 mil bpd na margem em maio, para 5,1 milhões de bpd, volume 700 mil bpd acima do registrado um ano antes.

A Opep avalia que a expansão da oferta brasileira em 2026 será impulsionada pelos projetos de Búzios, Mero, Marlim, Bacalhau e Wahoo, além de novas entradas em operação no cluster de Albacora Leste. A entidade também citou atualizações da Petrobras sobre o avanço da produção no complexo de Búzios, com o ramp-up da plataforma P-78 e os preparativos para a entrada da P-80.

Para 2027, a organização continua projetando crescimento da produção em Búzios, Bacalhau e Wahoo, além de novos projetos no campo de Búzios e nos ativos do cluster Pampo-Enchova. A Opep voltou a alertar que custos de desenvolvimento mais elevados e a persistência da inflação podem reduzir a atratividade econômica dos projetos offshore, atrasar decisões finais de investimento e moderar o ritmo de expansão da oferta.

Na esfera macroeconômica, a Opep manteve a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027. A entidade passou a citar como fator de risco a possibilidade de os Estados Unidos imporem tarifas de 25% sobre importações brasileiras e reiterou que o ritmo do afrouxamento monetário dependerá da evolução da inflação e da atividade econômica.

Globo Online - RJ   14/07/2026

Apesar da retomada dos bombardeios americanos ao Irã, o sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, avalia que o barril de petróleo dificilmente voltará ao patamar entre US$ 90 e US$ 100 registrado no auge do conflito, em março, pelo menos até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro. Na avaliação do especialista, uma nova disparada do Brent pressionaria a inflação americana, cenário que não interessa ao presidente Donald Trump, que pode perder a maioria no Congresso. Isso não significa, ressalta Pires, que haverá uma trégua prolongada ou que o fim do conflito está próximo, mas que os ataques não devem resultar em um bloqueio integral do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

— O aumento do petróleo tem efeito quase imediato nas bombas dos postos de combustíveis nos Estados Unidos. O presidente Trump tem reclamado da alta dos preços, das margens de lucro dos postos, mas não dispõe do mesmo poder de influência que o governo brasileiro exerce por meio da Petrobras, capaz de atuar sobre os preços no mercado doméstico. Nos Estados Unidos, uma forte alta do petróleo pode ter um efeito desastroso sobre as eleições de meio de mandato. Depois delas, não se sabe qual será o comportamento de Donald Trump, mas, neste momento, não interessa a ele um salto no preço do petróleo — afirma o especialista.

Com mais de três décadas de experiência no setor, Pires destaca que as guerras no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia reforçaram a estreita relação entre segurança energética e segurança alimentar. Isso porque o gás natural é matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes nitrogenados, e a alta de seu preço encarece a produção agrícola. O preço do diesel também exerce impacto direto sobre o custo dos alimentos, especialmente no Brasil, onde o transporte de cargas depende majoritariamente do modal rodoviário. Nesse contexto, o anúncio da Rússia de interromper exportações de diesel acende um sinal de alerta.

— Não há risco de desabastecimento de diesel, mas, sim, de aumento de preços. Nossa dependência do diesel russo já foi maior, mas o fato é que o mercado vive um momento de grande turbulência. Sabemos quando uma guerra começa, mas nunca quando ela termina nem como termina. Nenhum dos lados quer sair derrotado, o que tende a prolongar os conflitos, como ocorreu na Ucrânia. Hoje, o mundo convive com conflitos que envolvem alguns dos principais produtores de petróleo e gás, como Rússia e Irã, além de países da região, como Arábia Saudita e Kuwait, e dos Estados Unidos, que, além de grande produtor, é um dos maiores consumidores de energia do mundo. Como isso vai terminar não se sabe, mas ao que tudo indica ainda vai demorar - avalia Pires.

Valor - SP   14/07/2026

O petróleo Brent sobe acima de US$ 85 o barril no início das negociações na Ásia nesta terça-feira (14) pela primeira vez em um mês, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reimpor o bloqueio a navios iranianos que transitam pelo Estreito de Ormuz e exigir pagamento de pedágio em troca do custo de manter o trânsito livre.

O preço de referência global do petróleo bruto subiu até 2,8%, depois de disparar quase 10% na segunda-feira, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) era negociado perto de US$ 80. Trump falou em exigir uma tarifa de 20% sobre as cargas — ou cerca de US$ 30 milhões em superpetroleiros carregados com petróleo — enquanto as forças americanas lançavam mais uma rodada de ataques contra o Irã, que podem durar mais alguns dias.

O petróleo se recuperou para o seu nível mais alto em quase um mês, reduzindo uma queda de cerca de 30% no segundo trimestre, à medida que a escalada do conflito reacende as preocupações com o fornecimento do Golfo Pérsico. O Irã conseguiu exportar pelo menos 57 milhões de barris de petróleo bruto durante um breve intervalo entre dois bloqueios navais americanos, o que evidencia o que está em jogo para o mercado global de petróleo agora que as restrições estão sendo reimpostas.

"Eles estavam exportando petróleo em taxas inacreditáveis", disse Jay Hatfield, diretor executivo da Infrastructure Capital Management. "Acreditamos que ficaremos em torno do nível de 80 dólares, a menos que haja alguma movimentação em relação ao estreito. Mas não acho que chegaremos a 90 ou 100 dólares. E se o estreito reabrir, voltaremos para 60 dólares rapidamente."

O gás natural europeu subiu até 3,3%, atingindo o maior nível em mais de três meses. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo passava pelo estreito. O Centro Conjunto de Informações Marítimas informou que o Comando Central dos Estados Unidos começará a impor um bloqueio a todos os portos e áreas costeiras iranianas às 16h, horário de Nova York, na terça-feira.

Trump afirmou que os Estados Unidos serão reembolsados pelos países que estão ajudando a proteger no estreito, citando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait. O exército iraniano atacou alvos americanos no Kuwait com drones e atingiu "uma embarcação hostil" com mísseis de cruzeiro, informou a agência de notícias semioficial Fars, citando um comunicado do exército.

Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos disseram que dois de seus petroleiros foram atacados em águas omanitas enquanto transitavam pela rota sul do estreito. No último mês, os produtores do Golfo Pérsico começaram a comercializar petróleo bruto adicional após o acordo provisório ter amenizado as preocupações com as exportações.

Os Emirados Árabes Unidos, em particular, demonstraram grande sucesso no transporte de barris utilizando petroleiros que navegavam sem sinalização, ou seja, com seus transponders desligados. Os Emirados informaram à Opep que aumentaram a produção de petróleo bruto para 3,8 milhões de barris por dia em junho, um aumento de 1,71 milhão de barris em relação a maio, de acordo com um relatório mensal visto pela Bloomberg na segunda-feira, após encontrarem soluções alternativas para o conflito com o Irã e aumentarem a produção após sua saída do grupo de produtores.

Em outra frente, Trump apoiará um projeto de lei de sanções contra a Rússia defendido pelo falecido senador Lindsey Graham, segundo um funcionário da Casa Branca que falou sob condição de anonimato. Isso reavivaria os esforços para penalizar os compradores de petróleo e gás natural russos e aumentaria a pressão sobre o Kremlin para que encerre a guerra com a Ucrânia.

Globo Online - RJ   14/07/2026

O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz diminuiu significativamente devido ao ciclo persistente de hostilidades entre Estados Unidos e Irã. Mas se os preços na bomba de gasolina subirão ou cairão dependerá não apenas da quantidade de petróleo que sai do Golfo Pérsico, mas também das decisões tomadas pela China.

Maior importadora de petróleo do mundo, a China reduziu drasticamente suas compras nos últimos meses, diminuindo a demanda a tal ponto que impediu que os preços da commodity disparassem ainda mais no início da guerra.

Segundo analistas, a capacidade da China de influenciar o mercado ao aumentar ou reduzir suas compras de petróleo foi uma das maiores surpresas do conflito.

Esse poder sobre o mercado global é particularmente notável porque o país importa a maioria do petróleo que consome. Durante décadas, os produtores ditaram os preços da commodity. Repetidamente, os membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) usaram sua fatia expressiva do mercado para provocar fortes altas nos preços, como ocorreu na década de 1970, ou permitir quedas acentuadas, como em 2014.

Nos últimos anos, porém, a influência da Opep foi enfraquecida, primeiro pelo rápido crescimento da produção de petróleo nos Estados Unidos e, nos últimos meses, pela saída de um de seus principais integrantes, os Emirados Árabes Unidos.

"A China hoje exerce, na prática, mais poder sobre o mercado do que qualquer outro país do mundo, incluindo Arábia Saudita e Estados Unidos", afirmou Gregory Brew, analista da consultoria Eurasia Group.

Naturalmente, a intensidade do conflito no Golfo Pérsico — e o grau em que ele afasta armadores da região — continua sendo um fator decisivo para os mercados de energia.

Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump afirmou que restabeleceu um bloqueio naval aos portos iranianos, medida destinada a impedir que grande parte do petróleo do país chegue ao mercado internacional.

Trump também deixou claro que os Estados Unidos não pretendem ceder o controle do Estreito de Ormuz ao Irã.

"Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ", publicou nas redes sociais, acrescentando que o país buscará ser remunerado por seus serviços, cobrando uma taxa equivalente a 20% de "toda a carga transportada".

A possibilidade de cobrar dos armadores pela passagem segura pelo estreito tem sido um dos principais pontos de discórdia ao longo da guerra, e não está claro com que autoridade os Estados Unidos poderiam impor esse tipo de cobrança.

Agora, uma das maiores dúvidas do mercado é: quando a China voltará a aumentar suas compras de petróleo? Quanto mais tempo o país adiar essa retomada, maior tende a ser a pressão de baixa sobre os preços. O inverso também é verdadeiro: um aumento da demanda chinesa elevaria as cotações, mantidos os demais fatores constantes.

"O rumo da demanda chinesa é realmente a peça mais importante desse quebra-cabeça", disse Karen Young, pesquisadora sênior do Centro de Política Energética Global da Universidade de Columbia.

Outro fator relevante é a guerra entre Rússia e Ucrânia. Os preços do diesel no atacado dispararam na semana passada depois que a Rússia, um dos maiores exportadores mundiais do combustível, proibiu as vendas ao exterior para preservar o abastecimento interno.

Além disso, ataques de drones ucranianos causaram graves danos a refinarias russas, reduzindo a capacidade do país de refinar petróleo.

Os preços no atacado costumam antecipar os reajustes nas bombas. Nesta segunda-feira, o galão de diesel era vendido, em média, por US$ 4,88 nos Estados Unidos, alta de 2,5% em relação à semana anterior, segundo a associação automobilística AAA.

Há sinais de que as importações chinesas de petróleo possam voltar a crescer em breve. A Agência Internacional de Energia (AIE) citou recentemente novas operações de compra e entregas pontuais de petroleiros como indícios de um "renovado interesse de compra por parte da China".

Ainda assim, permanece um mistério para grande parte do mercado como a China conseguiu reduzir suas importações em quase um terço em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados alfandegários de maio divulgados por Pequim.

Acredita-se que o país possua a maior reserva estratégica de petróleo do mundo, mas não há sinais de retirada significativa dos estoques acima do solo, que podem ser monitorados por satélite. Embora as refinarias chinesas tenham reduzido o processamento de petróleo durante a guerra — e o país tenha proibido as exportações de derivados logo no início do conflito — esses fatores, por si só, não explicam a expressiva queda nas importações.

O país dispõe de outras alternativas, incluindo vastos recursos de carvão que pode utilizar no lugar de derivados de petróleo para a produção de produtos químicos. Além disso, uma parcela significativa da eletricidade do país é gerada por fontes renováveis; a China é também o maior mercado mundial de veículos elétricos e possui a maior rede ferroviária de alta velocidade do planeta, fatores que reduzem o consumo de combustíveis fósseis.

Segundo a AIE, este deverá ser o primeiro ano desde as crises do petróleo das décadas de 1970 e início dos anos 1980 em que o consumo chinês de petróleo registrará uma queda significativa.

Por enquanto, graças ao petróleo que continua saindo do Golfo Pérsico, ao aumento da produção em outros países e à menor demanda de grandes consumidores, como a China, o mundo dispõe, em linhas gerais, do volume de petróleo de que necessita. Isso se reflete nas cotações, que permanecem cerca de 7% acima dos níveis registrados antes da guerra.

Mas carros e caminhões funcionam com gasolina e diesel, e não com petróleo bruto. Entre os danos à infraestrutura no Golfo Pérsico e às refinarias na Rússia, a capacidade de refino está muito abaixo do normal. Isso ajuda a explicar por que abastecer continua sendo mais caro do que era antes do início do conflito.

Valor - SP   14/07/2026

Após 28 anos na companhia, Cristiano Pinto da Costa deixa empresa no fim do mês para assumir expansão da XRG, em Abu Dhabi.

Quatro anos após assumir a Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa deixa a empresa com o dobro de participações em campos de petróleo do que tinha quando se tornou presidente da filial brasileira da anglo-holandesa, em 2022. Na ocasião, a Shell participava de cerca de 30 blocos e hoje atua em quase 70. Nessas áreas, produz cerca de 500 mil barris por dia de petróleo, o que a coloca como a segunda maior petroleira do país em extração, atrás apenas da Petrobras. Em 2025, a empresa investiu R$ 12,5 bilhões no Brasil.

“Nunca a Shell investiu tanto no Brasil quanto em 2025. O país passou a ser o maior produtor de petróleo do grupo no mundo”, disse Costa. Entre os principais investimentos realizados na gestão do executivo está o desenvolvimento do projeto Orca (antigo Gato do Mato), no pré-sal da Bacia de Santos. A Shell também arrematou em leilões áreas na porção sul da Bacia de Santos e na Bacia de Pelotas, entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em parceria com a Petrobras.

Depois de 28 anos na empresa, o executivo vai deixar a Shell em 31 de julho para assumir a expansão da XRG, empresa criada em 2024 pela Adnoc, a estatal petroleira de Abu Dhabi. O foco, explicou, será em segmentos como petroquímica, negócios de baixo carbono e gás natural, com investimentos entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões até 2030. A XRG planeja diversificar investimentos para regiões além do Oriente Médio.

Costa será sucedido a partir de 1º de agosto pelo executivo português João Santos Rosa, que estava na Shell Itália. O convite da XRG, segundo o executivo, veio no momento em que ele pretendia voltar a atuar no exterior. Os planos casaram com a estratégia de crescimento da XRG, que inclui a região das Américas - do Canadá à Argentina. “Passei quase 20 anos da minha carreira fora do Brasil e, apesar de ter sido muito feliz ao estar de volta, senti vontade de voltar ao mercado internacional e fazer algo global.”

Na visão dele, o Brasil tem oportunidades que podem ser inseridas nos projetos da XRG. No cenário atual, em que a geopolítica vem ditando, nos últimos anos, o desenho do mercado de energia, o Brasil ganhou papel de maior relevância junto com os Estados Unidos e o Canadá. Desde 2022, quando eclodiu a guerra na Ucrânia, o mundo reduziu a velocidade da transição energética para priorizar a segurança do suprimento.

O Brasil, nesse caso, ganha protagonismo pelo lado da indústria de óleo e gás e pela transição energética, por ter grandes reservas de petróleo, um poder hidrelétrico “fantástico”, potencial elevado de gerar energia eólica e solar e oferta abundante de matéria-prima para biocombustíveis, especialmente etanol por meio da cana-de-açúcar e do milho, disse Costa.

O executivo projeta que o avanço dos carros elétricos no país poderá permitir que a oferta do etanol usado em veículos leves seja redirecionada nas próximas décadas para outros meios de mobilidade com descarbonização mais difícil, como veículos pesados, navegação e aviação. A Shell, acrescenta ele, está testando etanol em embarcações de apoio a operações “offshore”, misturando o produto ao combustível fóssil para reduzir emissões de carbono.

Além do alto potencial de produção de biocombustíveis, o país se tornou protagonista na produção global de petróleo como exportador, acrescentou. O movimento é impulsionado pelo pré-sal nos últimos 15 anos. Costa diz que o óleo brasileiro não precisa cruzar nenhuma rota “complicada” para acessar mercados como o chinês e o europeu.

Outro fator foi a retomada de leilões anuais de petróleo a partir de 2021, o que é “construtivo”, segundo ele. “Obviamente, o Brasil pode ser um protagonista no novo rearranjo de alocação global de capital se conseguirmos acertar a mão nas questões de competitividade, licenciamento ambiental, estabilidade regulatória, jurídica e fiscal”, disse o executivo.

Neste quesito, ressaltou, a recente decisão do governo de estender a vigência do imposto de exportação de petróleo provoca reabertura de contrato e aumento de carga fiscal sobre um setor que dedica dois barris de cada três produzidos para impostos, participações especiais e royalties. Isso pode gerar desvantagem do Brasil frente a outros países que competem pelo dinheiro dos investidores que buscam novas fronteiras petrolíferas, como Guiana, Argentina e Namíbia, afirmou. Em outros países, afirmou Costa, a carga tributária sobe na alta do preço do petróleo e vice-versa.

“Os modelos contratuais de concessões de exploração e produção são diferentes no mundo. Uma das coisas que fazem o Brasil ser atrativo frente a outras jurisdições é um modelo independente do preço do petróleo. Você decide tomar o risco. Se o preço subir, você ganha mais; quando cai, você arca sozinho”, explicou.

Costa prossegue: “o que parece estar acontecendo é que se escolhe um modelo como país, mas depois, ao longo do contrato, vai ajustando o modelo dependendo da necessidade do momento. Isso também é uma instabilidade jurídica, uma mudança do contrato.”

Para o executivo, seu sucessor tocará uma organização com um grau de comprometimento com o país que é reconhecido pelo Grupo Shell como acima da média de outros países. Segundo ele, a ida de João Santos Rosa para a Itália foi pensada tendo em mente a sucessão futura no Brasil. Embora a Itália tenha operação menor, há elementos semelhantes entre os dois países que podem ajudar no momento da sucessão. “Quero que ele [Rosa] seja tão feliz tocando a Shell Brasil quanto eu fui.”

AGRÍCOLA

União dos Produtores de Bioenergia - SP   14/07/2026

A Fendt, fabricante alemã de maquinário agrícola inovador e de alta tecnologia, apresenta ao mercado brasileiro o inovador kit retrofit OutRun, da PTx Trimble. O equipamento permite que produtores transformem suas frotas atuais em sistemas inteligentes assistidos capazes de operar sem condutor na cabine, sob supervisão humana, priorizando a precisão agronômica e a rentabilidade.

“A tecnologia não é mais apenas uma vitrine para o agronegócio; ela é a fundação da rentabilidade e da competitividade do produtor brasileiro. Quando falamos em inteligência para o maquinário, o foco é garantir que as operações sejam executadas conforme o planejado. Nesse sentido, a tecnologia do OutRun será importante para o produtor porque ele terá mais eficiência, menores custos e melhor gestão da operação no campo”, ressalta Fabio Dotto, diretor de Marketing de Produto da Fendt.

Apresentado globalmente com destaque na Agritechnica, na Alemanha, e consolidado no Commodity Classic 2026, no Texas (EUA), o OutRun desembarca no Brasil instalado nos tratores Fendt 900 Vario. O equipamento tem como objetivo principal garantir que as operações de campo sejam executadas exatamente como planejadas, melhorando a pontualidade das tarefas e otimizando o uso de recursos.

“O OutRun não é apenas um ‘piloto automático avançado’. Ele oferece aos produtores a flexibilidade de alocar mão de obra onde for necessário, além de colher até 60% mais rápido com um trator operando de forma autônoma em apoio à carreta graneleira. Isso porque o trator é capaz de trabalhar 24 horas por dia, sem desviar um centímetro do que foi traçado”, destaca Giancarlo Fasolin, gerente sênior de Marketing Estratégico PTx América do Sul.

Precisão sob pressão e frota existente

Para entender o impacto do OutRun, imagine a colheita, momento em que a pressão é maior. O sistema permite que o trator opere de forma autônoma, sob supervisão humana, com a carreta graneleira acompanhando a colheitadeira, pois o trator atua como um espelho ao entender onde a colheitadeira está e se posiciona perfeitamente para receber o grão, sem risco de batida ou desperdício.

Além disso, o agricultor não precisa comprar uma frota nova para ter essa realidade. O OutRun é um sistema de retrofit e é instalado nas máquinas que já operam no campo, fornecendo inteligência e tecnologia ao maquinário existente.

Por que isso muda o cenário para o produtor brasileiro?

Menos erro, mais rentabilidade: Por se tratar de um sistema de automação assistida aplicado a máquinas agrícolas, ele evita que o trator sobreponha passadas e não gasta combustível sem necessidade. É a eficiência máxima do diesel ao insumo.
Mão de obra estratégica: Em vez de deixar um funcionário focado apenas em guiar a carreta graneleira por horas a fio, o produtor pode deslocar essa pessoa para funções mais complexas e estratégicas na gestão da fazenda.
Pontualidade: Se a chuva está vindo, o OutRun permite que a operação continue com o mesmo rigor técnico, garantindo que a semente ou o grão saiam do campo na hora certa.

“O OutRun está em validação para todo o Brasil, é a autonomia construída em torno da agronomia. Não queremos apenas que o trator ande sozinho, operando exclusivamente dentro de um ambiente privado e controlado, como as propriedades rurais. Nosso objetivo é permitir ao agricultor realizar a colheita no período ideal, garantindo o máximo de produtividade”, finaliza Fasolin.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   14/07/2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 115 milhões para a Horsch desenvolver equipamentos agrícolas com automação embarcada, controle adaptativo e conectividade digital voltados ao mercado brasileiro.

O projeto será executado na fábrica da empresa em Curitiba (PR) e terá foco em pequenas e médias propriedades, com tecnologias adaptadas ao clima, aos solos e às culturas de verão e inverno.

Segundo o BNDES, o apoio foi concedido no âmbito do programa BNDES Mais Inovação. A iniciativa prevê máquinas com monitoramento de dados em tempo real e funcionalidades direcionadas a produtores com menor acesso a tecnologias digitais.

A estimativa apresentada é de aumento de 20% na economia de insumos e de 15% na eficácia agronômica.

Entre os equipamentos previstos estão semeadoras com sensores e tecnologia de dosagem baseada em dados georreferenciados, para controle de profundidade e volume plantado. Nesse caso, a projeção é de reduzir em 15% a atividade do plantio e em 10% a dosagem de sementes e adubos.

O projeto também inclui pulverizadores com ajuste dinâmico a partir da resposta da vegetação.

De acordo com a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 20% o volume de defensivos agrícolas e fertilizantes, com ganhos operacionais e ambientais.

Outro desenvolvimento previsto é um sistema de aplicação simultânea de insumos sólidos e líquidos para produtores de pequeno e médio porte.

Os novos distribuidores de insumos terão compatibilidade com tratores de baixa potência. Também serão desenvolvidos módulos para acoplamento rápido de sistemas de plantio, pulverização e adubação em uma única base. Todos os equipamentos serão integrados a uma plataforma digital para envio em tempo real de dados agronômicos e operacionais. A expectativa informada é de aumento de 10% na eficiência energética e redução de até 30% em falhas operacionais não previstas.

Durante a implantação, o projeto deve gerar 58 empregos diretos e 54 indiretos, incluindo 10 vagas para profissionais de pesquisa e desenvolvimento.

Após a conclusão, estão previstas 34 vagas diretas adicionais, totalizando 92 empregos diretos e 75 indiretos permanentes.

Para a Horsch, o financiamento acelera o desenvolvimento local de soluções de mecanização e agricultura digital voltadas a pequenos e médios produtores.

O projeto amplia a atuação da unidade brasileira em pesquisa, tecnologia e produção de máquinas agrícolas adaptadas às condições do país.

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