Investing - SP 27/03/2026
O setor de distribuição de aços planos no Brasil seguiu elevando estoques em fevereiro, em um movimento que tem preocupado a associação que representa a atividade, Inda, diante de um volume acumulado que já se aproxima dos quatro meses de comercialização.
Os estoques do setor terminaram fevereiro em 1,136 milhão de toneladas, um crescimento de 7,2% sobre o mesmo mês de 2025 e 0,8% maior que o nível de janeiro, segundo dados do Inda apresentados nesta quinta-feira.
O volume dos estoques dos distribuidores filiados ao Inda é suficiente para 3,8 meses de vendas ante um nível considerado normal pelo setor de 2,9 a 3 meses, disse Gilson Bertozzo, superintendente da entidade em apresentação a jornalistas.
"Se pegar todo mundo (incluindo distribuidores fora do Inda), os estoques chegam a cinco meses", estimou Bertozzo. "Tem uma formação de estoque gigante na mão dos importadores."
Diário do Comércio - MG 27/03/2026
Durante o mês de fevereiro, as vendas de aços planos contabilizaram alta de 1,1% quando comparadas a janeiro, atingindo o montante de 297,2 mil toneladas frente a 293,9 mil toneladas do primeiro mês do ano. A alta, no entanto, não deve contribuir para um bom resultado no primeiro trimestre do ano, já que a expectativa do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) é de queda de 4,2% nos três primeiros meses do ano em comparação ao mesmo período do ano passado.
Mesmo com projeção de elevação de 15% nas vendas para março, a expectativa do Instituto é de um trimestre com resultados aquém do ano passado. A justificativa do superintendente da entidade, Gilson Bertozzo, é que os estoques de aço no País seguem elevados, fato que tem preocupado o setor.
O volume acumulado gira em torno de 1,13 milhão de toneladas contra 1,12 milhão de toneladas no mês passado, uma expansão de 0,8%, o que corresponde a quase quatro meses de comercialização. O nível que a entidade considera aceitável é de três meses de estoque.
Perspectivas para o segundo semestre
Para Bertozzo, as vendas só melhorarão no segundo semestre, quando os estoques de aço que estão nas mãos dos importadores forem reduzidos. "Acredito que teremos uns três meses de expurgo que tirarão do mercado os aventureiros", afirmou.
O superintendente do Inda explica que a partir da redução dos estoques de importações, já com os efeitos das medidas antidumping, a indústria brasileira tem espaço para recuperar, ajustar preços e apresentar melhor desempenho.
"Estamos sustentando ainda que este ano será melhor do que 2025 e teremos um crescimento de 1,5%. Acreditamos que as medidas do governo foram acertadas e isso, a médio prazo, proporcionará um efeito positivo para nós", afirmou.
Valor - SP 02/03/2026
Segmento continua a ser taxado em 50% nos Estados Unidos, com base na Seção 232 da legislação tarifária americana
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço do governo de Donald Trump abriu espaço para que o Brasil e o setor siderúrgico nacional voltem a debater com os EUA a possibilidade de reduzir as tarifas ao aço brasileiro. A afirmação é do presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, que lembrou que os Estados Unidos sempre foram o mercado preferencial para as exportações siderúrgicas brasileiras.
Lopes destacou que o setor siderúrgico brasileiro continua sendo taxado em 50% nos Estados Unidos, com base na Seção 232 da legislação tarifária americana. Essa sobretaxa não foi tocada pela decisão da Suprema Corte, que derrubou apenas as sobretaxas aplicadas a todos os países e que variavam de 10% a 50%.
Com o fim dessa sobretaxa de 10% a 50% e o levantamento das sanções da Lei Magnitsky sobre autoridades brasileiras, o setor siderúrgico nacional pode voltar, juntamente com o governo, a sentar à mesa para discutir as taxas de 50% aplicadas pelos EUA ao aço.
Diário do Comércio - MG 20/03/2026
As importações de aço pelo Brasil em fevereiro somaram 629 mil toneladas, o maior patamar mensal desde maio do ano passado, impulsionadas em parte por produtos que ainda não foram alvo de medidas antidumping pelo Governo Federal, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Aço Brasil, que representa as siderúrgicas locais.
Bobinas laminadas a quente, por exemplo, tiveram um salto de mais de quatro vezes nas importações sobre fevereiro do ano passado, atingindo 60,4 mil toneladas, com os produtos planos como um todo registrando aumento de 84% na internalização, para 471,5 mil toneladas.
Enquanto isso, produtos laminados a frio, que já tiveram medidas antidumping aprovadas pelo governo, mostraram queda nas importações de fevereiro, recuando 26%, no caso das bobinas, a 24,9 mil toneladas.
As importações também foram fortes em produtos revestidos, cujo volume importado cresceu cerca de duas vezes e meia no período, para 281 mil toneladas.
As ações das três principais produtoras de aço listadas em bolsa do país caíam por volta das 14h. Usiminas perdia 3,7%, CSN mostrava recuo de 1,9% e Gerdau caía 0,8%.
Valor - SP 20/03/2026
Instituto informou que a produção atingiu 2,523 milhões de toneladas, as vendas internas somaram 1,616 milhão de toneladas, recuo de 3,1%, e as exportações cresceram 55,2%, para 1,191 milhão de toneladas
A produção de aço bruto brasileira em fevereiro foi de 2,523 milhões de toneladas, uma queda de 5,7% frente a fevereiro do ano passado. No primeiro bimestre, a produção caiu 3,4% frente aos dois primeiros meses do ano passado, para 5,262 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Aço Brasil.
As vendas internas em fevereiro foram de 1,616 milhão de toneladas, 3,1% a menos que em fevereiro de 2024. No primeiro bimestre, as vendas foram de 3,177 milhões de toneladas, 4,5% abaixo dos dois primeiros meses do ano passado.
No front externo, as exportações cresceram 55,2% em fevereiro, frente a fevereiro do ano passado, para 1,191 milhão de toneladas. Nos dois primeiros meses do ano, o volume exportado foi de 2,182 milhões de toneladas, alta de 30,3%.
As importações continuam avançando, para 629 mil toneladas em fevereiro, 34,2% a mais que em fevereiro do ano passado, enquanto no primeiro bimestre o volume importado foi de 1,145 milhão de toneladas, alta de 12,2%.
Portal Fator Brasil - RJ 23/03/2026
O Estado do Rio de Janeiro produziu 732 mil toneladas (t)de aço bruto em fevereiro, respondendo, no mês, por 29% da produção total do país. Nos dois primeiros meses do ano, a produção de aço bruto no Rio de Janeiro acumula 1,4 milhão de toneladas(t), respondendo por 27% da produção total do país. Os dados são do Instituto Aço Brasil, que representa as empresas brasileiras produtoras de aço.
—O desempenho da indústria do aço evidencia a relevância do Rio de Janeiro em uma área estratégica para a economia nacional. Trata-se de um setor que impulsiona investimentos, gera empregos qualificados e impulsiona diversos segmentos industriais, da construção civil à energia. Esses resultados mostram a capacidade do estado de sustentar um ambiente competitivo e atrativo para negócios, e de contribuir de forma consistente para o crescimento econômico nacional — afirma o governador Cláudio Castro (PL)
De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção brasileira de aço bruto totalizou 2,5 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, o que representa uma retração de 5,7% em comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado dos dois primeiros meses de 2026, a produção nacional somou 5,3 milhões de toneladas, registrando queda de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Estado de S.Paulo - SP 04/03/2026
Afetada pelos juros altos, a economia brasileira desacelerou no ano passado. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 3.
O resultado ficou dentro do esperado pelos analistas consultados pelo Projeções Broadcast. As estimativas variavam de alta de 2,1% a 2,6%.
Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 12,7 trilhões.
No ano passado, o crescimento econômico do Brasil foi o mais baixo desde 2020, quando a economia brasileira recuou 3,3% por causa dos impactos provocados pela pandemia de covid-19. Em 2024, o PIB cresceu 3,4%.
"O desempenho de 2025 foi como se esperava desde o início do ano, com um PIB um pouco mais fraco, depois de uma sequência de vários anos com um PIB crescendo em torno de 3%", diz Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.
"Em 2025, começamos a fazer o ajuste da taxa de juros para conter a inflação, e a economia passou a desacelerar. Apesar de tudo, o País conseguiu um crescimento até razoável", afirma Vale.
IstoÉ Dinheiro - SP 06/03/2026
As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 20,3% em fevereiro de 2026, totalizando US$ 2,523 bilhões no mês passado, ante US$ 3,167 bilhões em fevereiro de 2025. As importações diminuíram 16,5% e chegaram a US$ 2,788 bilhões, frente a US$ 3,337 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Assim, a balança comercial com os EUA resultou num déficit de US$ 265 milhões.
Esta é a sétima queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano, após a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, em meados de 2025.
No fim do ano passado, alguns produtos brasileiros foram retirados das tarifas, mas o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) calcula que 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas às tarifas estabelecidas em julho, incluindo nesse grupo tanto os produtos que pagam apenas a alíquota extra de 40%, quanto os sujeitos a 40% mais a taxa-base de 10%.
Agência Brasil - DF 13/03/2026
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou de 0,33% em janeiro para 0,7% em fevereiro, maior taxa desde fevereiro de 2025 (1,31%).
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21%), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Junto com a alta no grupo Transportes, os dois grupos representaram aproximadamente 66% do resultado do mês.
No ano, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. A inflação oficial está dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.
O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que, embora mais alto que em meses anteriores, o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%).
"Em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31% houve uma pressão do grupo Habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026."
"Ainda na comparação com o ano anterior, Educação acelerou ao registrar 5,21% em fevereiro de 2026 contra 4,7% de fevereiro de 2025", acrescentou.
O Estado de S.Paulo - SP 25/03/2026
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24. O montante ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ R$ 219 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 210 bilhões a R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação foi de R$ 325,751 bilhões.
O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado para meses de fevereiro desde 2011.
O órgão destaca entre os principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e Cofins, que teve uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.
Infomoney - SP 11/03/2026
As importações de minério de ferro pela China nos dois primeiros meses de 2026 aumentaram 10% em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários nesta terça-feira, graças às exportações mais fortes da Austrália, maior fornecedora mundial, e à maior demanda interna.
O maior consumidor de minério de ferro do mundo trouxe 210,02 milhões de toneladas do principal ingrediente de fabricação de aço em janeiro e fevereiro, acima dos 191,36 milhões de toneladas do ano anterior.
O crescimento foi atribuído principalmente às fortes exportações da Austrália em dezembro, já que o país não sofreu tantas interrupções relacionadas ao clima como no ano anterior, disse Alexis Ellender, analista da empresa de rastreamento de navios Kpler.
A China combina os dados de importação de janeiro e fevereiro para suavizar o impacto do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar, que caiu em fevereiro deste ano.
A melhora da demanda doméstica também apoiou o aumento das importações de minério de ferro, disseram analistas.
Diário do Comércio - MG 09/03/2026
A produção de veículos teve queda de 8,2% no mês passado, frente a fevereiro de 2025, somando 204,3 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com janeiro, houve alta de 24,9% na produção das montadoras, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira (6) pela Anfavea, entidade que representa o setor.
No primeiro bimestre, foram montados 368 mil veículos no País, 8,9% a menos do que entre janeiro e fevereiro de 2025.
Vendas
As vendas de fevereiro, de 185,2 mil veículos, ficaram praticamente no mesmo nível do número apurado no segundo mês de 2025 (185 mil), com crescimento mínimo de 0,1%. No mês passado, o calendário teve menos dias de venda em razão do feriado do Carnaval, que em 2025 aconteceu em março.
Segundo a Anfavea, o mercado interno vem mostrando comportamento resiliente, registrando em fevereiro a segunda melhor média para o mês dos últimos dez anos: 10,3 mil veículos vendidos por dia.
Automotive Business - SP 10/03/2026
Nos dois primeiros meses do ano, a venda de carros eletrificados cresceu 65,5% em relação ao bimestre de 2025, somando 55.961 unidades. O resultado é do balanço mensal da Anfavea, associação das fabricantes, divulgado na sexta-feira, 6.
Os híbridos seguem como os favoritos, com 22.160 emplacamentos em janeiro e fevereiro. Os modelos elétricos puros somam 17.531 em dois meses, enquanto os híbridos plug-in são 16.270 emplacamentos.
Carros eletrificados nacionais batem recorde
Apenas em fevereiro, foram emplacados 28.120 carros eletrificados, o que representou 15,9% de participação nas vendas totais de veículos no país.
A venda de eletrificados nacionais bateu recorde de vendas, com 43% do mercado geral de híbridos e elétricos.
Os híbridos emplacaram 11.278 unidades, com 6,4% do mercado geral. Os elétricos somam 8.707 unidades (4,9%), enquanto os híbridos plug-in são 8.135 (4,6%).
Em comparação com fevereiro de 2025, o resultado mostra forte crescimento de 11% nos licenciamentos de eletrificados no país.
IstoÉ Dinheiro - SP 13/03/2026
As vendas de automóveis na China caíram 25% em fevereiro, para 1,03 milhão de unidades, em comparação com o ano anterior, refletindo a demanda mais fraca, à medida que Pequim reduz os subsídios governamentais e os benefícios fiscais para a compra de veículos elétricos, informou a Associação Chinesa de Carros de Passeio (CPCA) nesta quinta-feira, 12. As vendas caíram 33% em comparação com janeiro.
As vendas no varejo de veículos de novas energias, que engloba veículos elétricos e híbridos, caíram 32%, para 464 mil unidades em fevereiro, em comparação com o ano anterior, mostraram os dados.
Segundo o documento, a fraca atividade de vendas foi afetada pelo feriado prolongado do Ano Novo Lunar e pela demanda mais fraca do consumidor, já que alguns anteciparam suas compras para 2025 para aproveitar os subsídios governamentais e os benefícios fiscais.
Por outro lado, embora as vendas no mercado interno tenham desacelerado, as exportações das montadoras chinesas de veículos elétricos tiveram expansão. Em fevereiro, as exportações de carros de passeio aumentaram 56% em relação ao ano anterior, atingindo 555 mil unidades, enquanto os embarques de veículos de novas energias mais que dobraram, chegando a 269 mil unidades.
Globo Online - RJ 16/03/2026
Durante uma apresentação que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, a vice-presidente e CEO para as Américas e Europa da BYD, Stella Li, anunciou um investimento de R$ 300 milhões da montadora para a construção de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva e o lançamento de uma nova plataforma de experiência e de pesquisa e desenvolvimento no Rio.
O novo espaço será desenvolvido no complexo do Aeroporto Internacional Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, na Zona Norte do Rio, com área total de 183 mil metros quadrados.
O projeto, anunciado em outubro do ano passado e já divulgado pelo GLOBO, prevê a construção de uma infraestrutura para "testes de velocidade, potência, resistência, durabilidade e performance", segundo a executiva.
Haverá ainda pistas específicas para avaliações em diferentes condições de terreno, incluindo um circuito, uma piscina para testes de flutuação do modelo "BYD Yangwang U8" e uma pista de gelo.
A Tribuna - SP 16/03/2026
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, afirmou neste sábado que a produção de veículos cresceu 20% de janeiro para fevereiro em 2026. Ele participa de visita a concessionária da Scania no entorno de Brasília, com o vice-presidente, Geraldo Alckmin.
"Se eu comparar com os dados lá do primeiro bimestre de 2025, nós realmente caímos 30%. Mas se eu olhar de um mês pra outro, o que aconteceu em fevereiro, depois de um janeiro também difícil, já crescemos a produção em 20%. De janeiro para fevereiro. E grande parte disso é fruto do Move Brasil", afirmou.
Segundo ele, os emplacamentos também cresceram, 0,5%, mas o real impacto nesse indicador é mais lento, demorando mais algumas semanas para entrar.
"Emplacamentos veremos daqui a várias semanas, porque entre o faturamento e o implemento tem uma distância de várias semanas", completou.
Valor - SP 18/03/2026
Os fabricantes chineses de baterias para veículos elétricos aumentaram sua dominância para uma participação global superior a 70% no ano passado, ante menos de 50% em 2021, enquanto os concorrentes sul-coreanos enfrentam dificuldades no mercado americano.
A líder do setor, Contemporary Amperex Technology Co. Ltd. (CATL), oferece uma gama de baterias para veículos elétricos e híbridos plug-in em diversas faixas de preço. Seus clientes incluem as principais montadoras chinesas e um número crescente de empresas automobilísticas europeias, como Volkswagen e Mercedes-Benz.
O lucro líquido cresceu 42% em 2025, atingindo o recorde de 72,2 bilhões de yuans (US$ 10,5 bilhões).
A CATL liderou o mercado global de baterias para veículos elétricos e híbridos em 2025, com uma participação de 39,2% com base na capacidade instalada, um aumento de um ponto percentual em relação a 2024, segundo relatório da SNE Research, da Coreia do Sul.
Sua alta participação de mercado contribui para um ciclo virtuoso de competitividade em preço e qualidade, que só aumenta sua escala.
CNN Brasil - SP 30/03/2026
Agravada por tensões geopolíticas e episódios de guerra, a escalada nos preços dos combustíveis tem provocado efeitos diretos no comportamento do consumidor brasileiro e aberto espaço para o avanço dos carros elétricos.
É neste cenário que a BYD pretende avançar. Segundo o CMO da companhia no Brasil, Pablo Toledo, o momento é de forte interesse do público, impulsionado tanto pelo cenário econômico quanto pela crescente confiança na tecnologia elétrica.
O modelo Dolphin Mini foi o mais vendido no ranking mensal do varejo em fevereiro, com 4.094 unidades vendidas. Essa é a primeira vez que um carro elétrico supera modelos a combustão no ranking.
"A gente está muito perto de atingir um recorde histórico no número de carros elétricos vendidos também em março", declarou Toledo.
A produção nacional também aparece como fator-chave para a confiança do consumidor. A fábrica em Camaçari (BA) já opera em ritmo acelerado.
"Hoje a gente já tem um carro por minuto produzido", revelou.
A montadora ainda pretende ampliar a nacionalização da produção, expandir a rede de concessionárias - atualmente com mais de 200 unidades - e transformar o país em um polo exportador.
"Já recebemos uma encomenda do México de 50 mil carros e da Argentina de 50 mil carros", disse Toledo. "O Brasil vai ser também um hub de exportação."
Apesar do avanço, Toledo reconhece que o tema ainda gera dúvidas entre consumidores, citando questões recorrentes como infraestrutura de recarga, instalação em residências e durabilidade das baterias.
No entanto, a alta do combustível tem auxiliado a empresa quando o assunto é cálculo do consumidor.
"A BYD acaba se beneficiando de um episódio triste como é uma guerra", assumiu Toledo.
Para o CMO, a consolidação da marca no Brasil passa também por uma estratégia de posicionamento e presença cultural: "Eu arrisco a dizer que a BYD é a primeira marca de desejo chinesa do Brasil. A presença em novela, futebol e programas de auditório trouxe a marca para o conhecimento do brasileiro", afirmou.
Diário do Comércio - MG 04/03/2026
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com a receita líquida de vendas recuando 17% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 17,28 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pela associação de fabricantes, Abimaq.
No mercado interno, a receita encolheu 19% na comparação com janeiro de 2025, atingindo R$ 12,8 bilhões. O consumo aparente encolheu 21,5%, a R$ 26,5 bilhões.
As exportações atingiram US$ 838,2 milhões em janeiro, alta de 3,1% em relação a janeiro de um ano antes, mas queda de 41,4% na comparação com dezembro. Segundo a Abimaq, a retração na base mensal está relacionada a fatores sazonais e à base elevada de comparação.
Poder 360 - SP 31/03/2026
A Câmara de Comércio Exterior zerou nesta 2ª feira (30.mar.2026) o imposto de importação para 191 equipamentos industriais e tecnológicos sem produção no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução Gecex nº 870.
A decisão foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Gecex, presidido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Os itens passam a integrar o regime de ex-tarifário, mecanismo que permite reduzir temporariamente o imposto de importação para bens de capital e de informática sem fabricação equivalente no país.
Entre os produtos incluídos estão motores diesel de grande potência, baterias industriais de alta capacidade e máquinas industriais com comando numérico computadorizado. A lista também reúne equipamentos científicos e sistemas de sensores usados em pesquisa e automação.
Um dos itens é um motor diesel de 20 cilindros em "V", com potência entre 2.490 kW e 3.490 kW. O equipamento é utilizado principalmente em geração de energia e aplicações industriais de grande porte.
A resolução também inclui baterias industriais com capacidade superior a 500 kWh, usadas em projetos de armazenamento de energia. A tecnologia é aplicada em sistemas elétricos, data centers e projetos de energia renovável.
Outro grupo de itens envolve equipamentos científicos de alta precisão, como câmeras digitais de alta sensibilidade utilizadas em microscopia e pesquisa laboratorial. Também foram incluídos sistemas de sensores e equipamentos de medição usados em automação industrial. Segundo a resolução, os ex-tarifários foram incorporados aos anexos das resoluções Gecex nº 780 e nº 781, ambas de 2025. As concessões são temporárias e seguem as regras do regime de redução tarifária.
A medida entra em vigor na data de publicação e terá vigência até 27 de julho de 2026.
IstoÉ Dinheiro - SP 31/03/2026
Os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil caíram 14,2% em fevereiro, ante o mesmo mês do ano passado, somando R$ 29 bilhões entre bens de capital nacionais e importados. Na comparação com janeiro, as compras de máquinas subiram 8,5%. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 30, pela Abimaq, a associação que representa os fabricantes de máquinas e equipamentos.
Segundo a entidade, os números de fevereiro revelam uma inflexão mais clara do ciclo de investimentos no País. No acumulado do primeiro bimestre, as compras de máquinas recuaram 17,9%, para R$ 55,6 bilhões.
A queda dos investimentos foi quase generalizada entre as atividades econômicas, em especial na agricultura e na indústria de bens de consumo duráveis, onde foram registradas as maiores retrações. Infraestrutura e indústria de base, que ampliaram em 3,9% as aquisições de bens de capital produtivo nos dois primeiros meses do ano, são as exceções.
No mês passado, as compras de máquinas nacionais – um total de R$ 15,1 bilhões – recuaram 18,8% no comparativo interanual. Colocando na conta as exportações, que subiram 5,2% quando convertidas para reais, as vendas totais da indústria de máquinas (R$ 20,6 bilhões) encolheram 13,6% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025.
A Abimaq observa que o apoio do mercado externo não foi suficiente para neutralizar a retração nas vendas domésticas. Em paralelo, as importações seguem ganhando espaço, com alta de 5,9% ante fevereiro do ano passado, chegando a US$ 2,6 bilhões, sendo que 36% do total (US$ 919 milhões) veio da China. Apesar da queda de 2,7% no primeiro bimestre, as importações de máquinas e equipamentos já representam praticamente metade (49,7%) das máquinas adquiridas no Brasil.
Conforme a Abimaq, a menor participação dos produtos nacionais sugere um problema de competitividade relacionado a fatores estruturais, como custo de produção, escala e financiamento.
O balanço da entidade mostra ainda que cerca de 3 mil postos de trabalho foram fechados nas fábricas de máquinas e equipamentos na passagem de janeiro para fevereiro. O setor agora emprega 414,8 mil pessoas.
O nível de utilização da capacidade instalada no setor registrou leve melhora em relação a janeiro: alta de 0,4 ponto porcentual, para 78,5%. O indicador, explica a Abimaq, ainda não reflete plenamente a desaceleração em curso porque o ajuste na estrutura de produção tende a ocorrer com defasagem.
Monitor Digital - RJ 03/03/2026
A produção brasileira de petróleo e gás natural atingiu mais de 5,16 milhões de barris de óleo equivalente por dia em janeiro de 2026, representando um aumento de 15,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados consolidados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Do volume total reportado, a produção de petróleo ultrapassou 3,95 milhões de barris por dia, representando uma queda de 1,5% em relação a dezembro de 2025, mas um aumento de 14,6% em comparação com janeiro do ano passado, de acordo com o Boletim Mensal de Produção de Petróleo e Gás Natural.
Em relação ao gás natural, a produção atingiu 193,16 milhões de metros cúbicos por dia em janeiro de 2026, uma queda de 0,6% em comparação com o mês anterior e um aumento de 20,2% em relação ao ano anterior.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 02/03/2026
Em suas projeções para 2026, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima crescimento de 3,4% para o segmento de máquinas agrícolas de pequeno, médio e grande porte, indicando um movimento mais lento na renovação de equipamentos.
Enquanto esse mercado deve avançar com cautela, a Agritech, fabrcante de equipamentos voltados à agricultura familiar, inicia o ano com perspectiva mais acelerada e projeta alta de 10% nas vendas de tratores destinados às pequenas propriedades.
A expectativa está apoiada no aumento da mecanização entre produtores familiares, favorecida pelo acesso ao crédito rural.
Diário do Comércio - MG 04/03/2026
A agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira em 2025. O setor cresceu 11,7% na comparação com 2024, o que impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país no ano passado.
O desempenho fez com que a agropecuária representasse praticamente um terço (32,8%) da expansão de 2,3% que a economia brasileira teve no ano passado.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Depois da agropecuária, a atividade econômica que mais contribuiu para o avanço do PIB anual foi a indústria extrativa, com salto de 15,3%. Ou seja, a participação da agropecuária foi mais que o dobro da segunda atividade de maior peso no crescimento.
Ganho de participação
A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destaca que a agropecuária conseguiu ser o principal motor do PIB mesmo tendo participação de apenas 7% na economia brasileira.
IstoÉ Dinheiro - SP 05/03/2026
As vendas de máquinas agrícolas começaram o ano com queda expressiva, refletindo o alto custo do crédito, segundo a Fenabrave, entidade que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo. Balanço da associação mostra que as vendas de tratores recuaram 17,1% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No total, 3,2 mil tratores foram vendidos em janeiro, número que, frente a dezembro, corresponde a uma queda de 15,9%.
Já as vendas de colheitadeiras, de 513 unidades no primeiro mês do ano, encolheram 12% no comparativo interanual. Na margem – ou seja, de dezembro para janeiro -, as vendas de colheitadeiras de grãos subiram 88,6%.
Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, as vendas de tratores mostram sensibilidade à piora nas condições de financiamento e ao custo do crédito rural.
"Mesmo com a manutenção de uma safra robusta, as taxas de juros impactam nas decisões de investimento por parte dos produtores rurais", comenta Arcelio.
Tribuna - PR 10/03/2026
Curitiba registrou um aumento de 18% nas exportações em 2025, atingindo US$ 2,2 bilhões e se tornando a terceira capital brasileira que mais exportou no ano. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de tratores fabricados na cidade, que aumentaram 25% e alcançaram US$ 448 milhões.
Outros setores que tiveram desempenho expressivo foram a soja triturada (alta de 37%, US$ 323 milhões), veículos para transporte (crescimento de 15%, US$ 287 milhões) e o setor de energia (aumento de 42%, US$ 95 milhões exportados).
O secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, destacou a capacidade de adaptação das empresas curitibanas frente aos desafios do comércio internacional. As exportadoras conseguiram aumentar suas vendas para outros mercados, compensando a queda registrada para o mercado norte-americano.
IstoÉ Dinheiro - SP 16/03/2026
O segmento de máquinas e implementos agrícolas registrou em janeiro uma queda de 15,6% em janeiro na comparação anual e acumulou uma perda de 7% no acumulado dos últimos seis meses comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O balanço foi feito nesta sexta-feira, 13, pelo presidente da Câmara de Máquinas e implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos, durante reunião realizada na Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul.
Segundo, Estevão, os números indicam um cenário mais desafiador para o segmento de máquinas e implementos agrícolas neste ano.
"A alta inadimplência, o rigor para concessão de créditos, juros altos e preços das commodities em queda são os fundamentos econômicos que explicam este declínio de mercado", disse Estevão.
Previsões
O presidente da Abimaq prevê que o segmento de máquinas e implementos agrícolas deve encerrar o ano em curso com uma queda da ordem de 8% no seu faturamento.
Entre os desafios a serem enfrentados neste ano, como o aumento da inadimplência, Estevão considera outras variáveis negativas provenientes da guerra dos Estados Unidos e Israel no Irã. Estas variáveis, de acordo com Estevão, serão abordadas posteriormente.
CNN Brasil - SP 17/03/2026
A atividade da agropecuária recuou 1,5% em janeiro, na comparação com dezembro, segundo dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) divulgados nesta segunda-feira. O indicador é considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto).
De acordo com o BC, o setor caiu 1,49% no primeiro mês do ano, indicando um início mais fraco para a atividade no campo.
Janeiro costuma marcar uma retomada da atividade no campo com o início da colheita da safra de verão em algumas regiões do país.
Em janeiro de 2025, por exemplo, a atividade agropecuária havia crescido 2,63%, enquanto em janeiro de 2024 o avanço foi de 0,68%, segundo a mesma base de comparação do Banco Central.
O indicador da autoridade monetária acompanha mensalmente a evolução da atividade econômica no país e é utilizado pelo mercado como uma sinalização antecipada do comportamento do PIB, embora não seja equivalente ao cálculo oficial divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O Estado de S.Paulo - SP 30/03/2026
Com o negócio já praticamente fechado, o produtor rural Edimilson Roberto Rickli, de Prudentópolis, no centro-sul do Paraná, suspendeu a negociação para a compra de um trator que custaria cerca de R$ 2 milhões. A causa da suspensão do negócio foi o impacto da guerra no Irã nos preços do diesel, fertilizantes e outros insumos agrícolas. Segundo Rickli, a alta nos preços já reduziu a rentabilidade do agronegócio e o cenário de incerteza quanto ao fim do conflito não dá a segurança necessária para novos investimentos.
Desde que o Irã fechou o Estreito de Ormuz, após os ataques ao país pelos Estados Unidos e por Israel, o preço do óleo diesel e dos insumos agrícolas dispararam. Pelo estreito, os navios transportam um quinto do petróleo mundial e o Brasil, apesar de exportar petróleo cru, é importador do diesel. O País também importa fertilizantes daquela região, principalmente a ureia.
Outro fator considerado pelo produtor é a taxa de juros muito elevada, em torno de 13% ao ano. "Fiz os cálculos e só de juros no primeiro ano pagaria R$ 266,5 mil. É uma conta que não fecha." Em meio às notícias sobre o conflito, ele também desistiu de arrendar uma fazenda de 250 hectares para ampliar suas lavouras. Além de produtor, Rickli é engenheiro agrônomo e presidente do Sindicato Rural de Prudentópolis.
Para o economista e colunista do Estadão José Roberto Mendonça de Barros, essa "pisada no freio" é uma reação natural entre os produtores rurais nesse momento, uma vez que o aumento dos custos foi instantâneo e muito forte. "É decorrência da guerra que ninguém sabe quando vai terminar", diz. "Havendo o cessar-fogo, todos os analistas afirmam que será preciso no mínimo 90 dias para restabelecer os fluxos de comércio. Tem instalação que foi danificada, campos de gás e de petróleo que tiveram produção descontinuada e, para retomar a produção, leva um certo tempo; não é só ligar o botão."

