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25 de Março de 2026

SIDERURGIA

CNN Brasil - SP   25/03/2026

O mercado financeiro avalia que o novo empréstimo de até US$ 1,4 bilhão anunciado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) representa um alívio relevante de liquidez no curto prazo, mas não resolve, por si só, o principal desafio da companhia: a redução estrutural da dívida.

Em relatórios recentes, casas como a InvestSmart XP e o Citi convergem na leitura de que a operação funciona como uma “ponte financeira”, ao permitir à empresa atravessar um período de forte concentração de vencimentos, especialmente em 2026.

A transação, com prazo de cinco anos, deve ser usada majoritariamente para refinanciar passivos existentes.

Para a InvestSmart XP, o movimento “reforça a liquidez da companhia e cria uma ponte relevante para o refinanciamento de passivos”, em um momento em que a CSN ainda opera com alavancagem elevada e forte pressão no resultado financeiro.

A casa destaca que o empréstimo “não resolve sozinho a desalavancagem”, mas melhora a gestão do passivo e reduz a pressão imediata sobre o balanço.

O relatório é assinado por Rafael Bellas, Head de Alocação da InvestSmart XP.

Na mesma linha, o Citi afirma que a operação está “em linha com as expectativas” e classifica as condições como construtivas, mas ressalta que o financiamento tem caráter de transição.

Segundo o banco, a companhia segue dependente da execução de sua estratégia de monetização de ativos para fortalecer a estrutura de capital.

O consenso entre analistas é de que o principal vetor de desalavancagem continua sendo o plano de desinvestimentos da CSN.

A empresa pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de participações em negócios como CSN Cimentos e CSN Infraestrutura, movimento visto como essencial para reduzir a dívida líquida de forma mais significativa.

O Citi destaca que a venda de controle da unidade de cimento, em particular, pode gerar uma “redução material da dívida líquida”, mesmo considerando a perda de EBITDA.

“A esperada venda de controle — potencialmente próxima de uma alienação quase total — deve resultar em uma redução relevante da dívida líquida após a aplicação dos recursos, mais do que compensando a diluição do EBITDA”, diz o Citi.

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2026

A taxa de juros a ser paga pela CSN no empréstimo de US$ 1,2 bilhão ainda passa por ajustes de detalhes e pode chegar, de forma progressiva, a um custo de “Sofr+8%”, sendo a Sofr uma taxa de referência para empréstimos em dólares, apurou a Coluna. A CSN e um conjunto de bancos assinaram o compromisso de empréstimo, com a remuneração partindo de Sofr+6%, conforme anunciado pela companhia no fim de semana.

Em comunicado ao mercado, a CSN deixou a informação implícita: “A conclusão da operação está sujeita à celebração de documentos de crédito definitivos e do cumprimento de condições precedentes usuais para operações desta natureza”. Nele, a companhia diz que a Sorf+6% trata-se de uma “taxa inicial”.

Uma das propostas que estava sobre a mesa, ao menos até o anúncio da companhia, era de que a taxa partiria da Sofr (Taxa de Financiamento Overnight Garantida, na sigla em inglês), acrescida de um prêmio de 600 pontos-base, com um aumento de 100 pontos por ano até atingir 800 (Sofr+8%). O prazo previsto para o empréstimo é de cinco anos.
Recursos do negócio evitariam custo extra

Uma das fontes ouvidas pela Coluna aponta que o aumento progressivo da taxa sempre fez parte das negociações. “Isso seria essencialmente para pressionar a CSN a vender a divisão de cimentos o mais rápido possível”, explica. A lógica é que, com a venda do ativo, a empresa teria dinheiro para quitar o empréstimo antes que o custo da dívida subisse.

Um analista que também falou sob condição de anonimato afirma que as condições do empréstimo não fazem sentido se não houver uma alta de juros progressiva. “Com a Selic a 14,75% e uma taxa inicial equivalente a algo em torno de 10% a 12%, dependendo de como se faz a conversão em real, a empresa não teria incentivo para vender a divisão de cimentos e repagar a dívida com agilidade. Sem a progressão de taxa, o custo seria menor do que a companhia teria emitindo bonds hoje”, afirmou.

É possível depreender ainda do comunicado da CSN que essa negociação sobre a taxa final pode levar a uma mudança no montante do empréstimo. O anúncio da CSN, feito na primeira hora do último sábado, informou a assinatura de um empréstimo ponte de US$ 1,2 bilhão, com possibilidade de aumento para até US$ 1,4 bilhão. O empréstimo tem como garantidoras a própria CSN e a CSN Cimentos Brasil. O montante alivia o curto prazo da companhia, garantindo liquidez para os vencimentos de 2026, na visão de analistas.
Dívida de curto prazo ultrapassa R$ 10 bi

A S&P, que na semana passada rebaixou o rating da CSN, avalia que esse empréstimo “aliviará parte da pressão sobre a liquidez da empresa, especialmente no nível da holding”, mas alerta que a companhia possuía, em dezembro de 2025, um caixa de R$ 15,1 bilhões e dívida de curto prazo de R$ 10,4 bilhões. Além disso, tem R$ 18 bilhões com vencimento nos próximos dois anos, antes do vencimento de seu próximo bond de US$1,3 bilhão, previsto para 2028.

Procurada, a CSN não comentou.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2026

Com dúvidas sobre a duração do choque petróleo da guerra no Irã, cenários para a Selic podem ser duais. Mas câmbio e expectativas inflacionárias de médio prazo por enquanto ajudam BC.

A política monetária em todo o mundo, incluindo o Brasil, se tornou mais complicada com o choque do petróleo provocado pela Guerra no Irã. Um dos problemas principais é saber se o choque será temporário e duradouro.

Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, pensa que dificilmente o Copom vai repetir o corte da Selic de 0,25 ponto porcentual (pp) na reunião de abril. Ele considera mais provável um cenário dual, em que ou o Copom corta 0,5pp, caso a situação do Oriente Médio se estabilize até lá; ou até pare de cortar, caso a guerra e seus impactos no mercado de petróleo e energia se intensifiquem.

Ele acrescenta que os BCs mundo afora fazem projeções sobre a trajetória do preço do petróleo baseados na curva dos mercados futuros da commodity, que é negativamente inclinada (o que implicaria um choque temporário).

"O problema é que, com o cenário confuso que estamos vivendo, tudo pode mudar muito rápido, o petróleo pode ir a US$ 150 o barril e aí não há desculpa para continuar cortando juros", diz Sobral.

Segundo um gestor de recursos, neste momento de grande incerteza e baixa visibilidade, os BCs tendem a ser mais cautelosos. O choque de oferta do petróleo provoca "pressão de preços para cima, e pressão da atividade para baixo", ele aponta.

Só que a intensidade de cada um desses dois componentes varia de país para país, de região para região. Na Europa, por exemplo, que é muito sensível ao preço da energia, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), já sinalizou possíveis altas da taxa básica. Já nos Estados Unidos, em que o efeito da alta do petróleo se dá mais na atividade, o Federal Reserve (Fed) limitou-se a manter inalterada a taxa básica (3,5-3,75%) na sua reunião desta semana.

No caso do Brasil, o impacto da alta do petróleo na atividade é bastante modesto, pelo fato de o País ser um produtor líquido da matéria-prima e ter uma matriz energética bastante diversificada.

Já o efeito na inflação é bem mais expressivo. O impacto primário da elevação do barril pode ser um pouco mitigado pelo fato de os combustíveis serem preços administrados pela Petrobrás (além das reduções de impostos, como recentemente no caso do diesel). Diante de uma alta muito forte e prolongada do preço do petróleo, porém, esses expedientes não são capazes de evitar um impacto primário mais forte do choque externo.

Nesse caso, a tarefa do BC é evitar os efeitos secundários, isto é, o repasse da alta da energia para os outros preços da economia, com destaque para bens dos quais o petróleo e/ou derivados são insumos.

O gestor chama a atenção para dois fatores que, segundo ele, no momentoestão ajudando o BC. O primeiro é o câmbio, que, apesar do choque, ainda se encontra abaixo do nível do início do ano. O segundo são as expectativas. Apesar de as expectativas inflacionárias de curto prazo terem subido, o que é normal dado o impacto primário do choque, no médio prazo elas se mantiveram estáveis desde o início da guerra no Irã.

"Esses fatores dão graus de liberdade para o BC neste início de ciclo de queda de juros", conclui o analista.

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira, uma Medida Provisória (MP) com medidas para apoiar micro, pequenas e médias empresas em exportações. O governo vai mobilizar R$ 15 bilhões para financiar operações de crédito voltadas para este fim, ele disse.

“Hoje, algo como R$ 100 milhões são mobilizados para o financiamento de pequenas e médias empresas para exportação. Com a medida que está sendo anunciada agora, que o presidente assinou hoje, nós vamos poder alavancar isso em mais de dez vezes no curto prazo”, disse Durigan a jornalistas, na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

O governo já estudava lançar uma MP apelidada de “Brasil Soberano 2.0” para ajudar setores afetados pela guerra no Oriente Médio, com a criação de uma linha de crédito de R$ 15 bilhões. Os recursos, explicou Durigan, vêm de valores que não foram usados no Programa Brasil Soberano, lançado em 2025.

Segundo o ministro, essa medida vai aumentar a presença das micro, pequenas e médias empresas no comércio internacional. Durigan relatou o desejo de reduzir a burocracia para essas empresas.

Nesta terça, a equipe econonômica apresentou aos secretários estaduais de Fazenda uma nova proposta para reduzir o impacto da alta de combustíveis com a guerra no Oriente Médio. O governo sugere uma subvenção - espécie de subsídio dado direto aos importadores - ao diesel importado de R$ 1,20 por litro, valor equivalente ao ICMS. Metade desse custo seria bancado pela União e a outra metade, pelos Estados.

Na semana passada, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que havia a necessidade de um Brasil Soberano 2 porque algumas empresas ainda estão com tarifas acima de 15%, a mínima que os EUA impuseram a todos os parceiros comerciais. “Alguns setores estão com tarifa de 50%, para o setor siderúrgico, setor alumínio, cobre e, também, na indústria automotiva, 25%, em autopeças”, argumentou.

Mercadante comentou que o banco ainda conta no caixa com recursos que não foram utilizados e, portanto não haveria impacto direto no Orçamento. Segundo ele, há uma sobra de R$ 6 bilhões de recursos destinados ao programa e que não podem ser usados diretamente pelo BNDES em outra destinação.

Globo Online - RJ   25/03/2026

Em ano eleitoral, o governo federal enfrenta a escalada do preço do diesel com espaço cada vez mais limitado para reagir. Pressionado pelo risco de inflação e pelo impacto direto sobre o agronegócio, o Palácio do Planalto já lançou mão de medidas fiscais e regulatórias, mas depende, em grande parte, da evolução de fatores externos — como a guerra no Oriente Médio e a cotação do petróleo — para conter novos aumentos.

A alta do diesel levou o governo a adotar medidas emergenciais e a discutir novas ações com foco em inflação, abastecimento e soberania energética. Os reajustes que vêm ocorrendo desde o fim de fevereiro — quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã — já começam a afetar a logística de abastecimento e acendem um alerta sobre possíveis impactos na cadeia de alimentos. A cotação do produto nos postos na semana passada estava 19,4% acima do que antes da guerra.

Segundo interlocutores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relatos recentes indicam que empresas contratadas para transporte recuaram de operações por causa do aumento do valor do frete, pressionado pelo preço do combustível. Isso obrigou o governo a rever estratégias para garantir o escoamento de produtos.

No momento, o governo monitora os desdobramentos. Ainda não há dados consolidados sobre repasses ao consumidor, mas a expectativa é de pressão inflacionária caso a alta do diesel persista.

A depender da duração da crise, novas medidas não estão descartadas. O governo tenta ganhar tempo no curto prazo, enquanto busca uma solução estrutural para reduzir a vulnerabilidade do país a choques externos, resumiu um integrante do governo Lula.

O pacote anunciado combina redução de tributos, subsídios e aumento da intervenção regulatória. O objetivo é evitar que o choque externo se espalhe pela economia, com impacto sobre fretes, alimentos e o agronegócio.

Entre as principais medidas, o governo zerou PIS/Cofins sobre o diesel, o que reduz o preço em cerca de R$ 0,32 por litro. Também criou uma subvenção a produtores e importadores, no mesmo valor, com potencial de aliviar o preço final em até R$ 0,64 por litro.

Para compensar a perda de arrecadação, foi instituído um imposto de exportação sobre o petróleo, com alíquota de 12%. A medida busca estimular o refino no país e ampliar a oferta interna de diesel.

A estratégia inclui ainda um reforço na fiscalização. O governo ampliou os poderes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e montou uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com participação de Procons e da Polícia Federal.

Na prática, já houve notificações a grandes distribuidoras por reajustes sem justificativa. Mais de mil postos foram fiscalizados, e há investigações sobre possíveis abusos e formação de cartel.

— É inadmissível usar a guerra como justificativa para aumentos indevidos — afirmou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, ao anunciar as ações de fiscalização.

Além das medidas em vigor, o governo discute novos passos. Um deles é a negociação com estados para zerar o ICMS sobre a importação de diesel, com compensação parcial da União. A proposta ainda está em debate no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Nos bastidores, a crise também reacendeu o debate sobre soberania energética. Integrantes do governo defendem ampliar a capacidade de refino e reduzir a dependência de importações, que hoje ainda responde por uma parcela relevante do consumo.

A avaliação é que as ações atuais são emergenciais e temporárias. O desafio é evitar uma alta prolongada dos preços sem comprometer as contas públicas, explicam técnicos da área econômica do governo Lula.

O governo federal já utilizou praticamente todos os instrumentos disponíveis para conter a alta do diesel, avalia o economista especializado em contas públicas João Leme, da Tendências. Segundo ele, o espaço para novas medidas fiscais é limitado por restrições orçamentárias, políticas e legais.

— Em termos de instrumentos, não tem muita coisa que o governo possa fazer. Há restrições fiscais, eleitorais e até legislativas que limitam a margem de manobra — afirmou.

Leme ressalta que o choque é externo e de difícil controle. O governo reduziu tributos sobre a importação e criou mecanismos de compensação, mas esbarra no ICMS, que é estadual, e na falta de espaço para novas renúncias.

Ele avalia que uma eventual redução do ICMS sobre combustíveis pelos estados teria impacto fiscal elevado e pouca viabilidade.

— Uma isenção do ICMS sobre o diesel seria de quase R$ 60 bilhões. Na gasolina, chegaria a cerca de R$ 52 bilhões — afirmou.

Segundo ele, os estados não têm capacidade de absorver uma perda dessa magnitude. Por isso, a alternativa é considerada pouco factível, mesmo diante da pressão para conter os preços.

O economista ressalta que parte das medidas também busca evitar riscos políticos e econômicos mais amplos, como uma eventual paralisação de caminhoneiros, diante do impacto direto do diesel sobre o frete e o transporte de cargas.

Para Leme, a estratégia atual é a mais segura no curto prazo. Novas intervenções podem ter custo fiscal elevado ou até agravar distorções, sem garantia de conter os preços.

Por outro lado, ele destaca que a alta do petróleo também tem um efeito positivo para as contas públicas federais, ao elevar receitas ligadas ao setor.

— O governo acaba se beneficiando com o aumento do preço do petróleo, com mais arrecadação de royalties e dividendos da Petrobras — afirmou.

Ele reconhece que esse ganho ajuda a compensar parte das medidas adotadas para conter o diesel. Ainda assim, o efeito final depende da duração e da intensidade da crise internacional, salienta.

Carla Beni, professora de Política Fiscal da Fundação Getulio Vargas (FGV), concorda que há pouco espaço para novas medidas de curto prazo diante da alta do diesel. Segundo ela, ações adicionais poderiam pressionar estados a reduzir o ICMS, repetindo estratégias adotadas em 2022 pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— É muito difícil imaginar mais alguma medida de curto prazo sob a ótica federal. O grande problema é que o preço na bomba é livre e quem decide é o dono do posto — afirmou.

Para Beni, as alternativas mais eficazes estão no médio prazo. Entre elas, a ampliação da capacidade de refino e o aumento da mistura de biodiesel no diesel. No curto prazo, porém, o cenário é de difícil controle.

Ela ressalta que, mesmo com subsídios e ajustes tributários, o preço final escapa ao controle direto do governo. Por isso, defende o reforço da fiscalização e a atuação de órgãos como os Procons para coibir abusos.

Na avaliação da economista, o momento expõe o dilema entre livre mercado e intervenção estatal. A dinâmica de formação de preços nos postos limita a eficácia das medidas emergenciais.

No campo, o impacto já é sentido. O diesel mais caro eleva custos de plantio, colheita e transporte. Para especialistas, o risco é de repasse ao consumidor.

— É uma situação muito complicada. O governo tenta segurar os preços, mas isso gera distorções no mercado — disse o sócio-diretor da MBAgro, José Carlos Hausknecht.

Jornal de Brasília - DF   25/03/2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, na ata da sua mais recente reunião, que a desaceleração no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no fim do ano passado, mais acentuada em componentes cíclicos, tornou “evidentes” os efeitos defasados da taxa de juros restritiva sobre a atividade econômica.

Na última quarta-feira, 18, o colegiado cortou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75%, na primeira redução em quase dois anos. O Copom havia afirmado que as evidências de transmissão da política monetária restritiva para a atividade haviam criado condições para essa “calibração”.

“A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, tal como antecipado pelo comitê”, diz a ata publicada nesta terça-feira (24). “O comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta.”

O Copom destacou que a moderação no ritmo de crescimento tem sido heterogênea, com maior desaceleração em mercados sensíveis às condições financeiras. Isso, segundo o comitê, é compatível com o estágio atual da política monetária. Os indicadores disponíveis até agora sinalizam aceleração da atividade no começo de 2026, o que também está dentro do esperado e é compatível com um PIB positivo este ano, diz a ata.

A cúpula do BC reforçou que continua acompanhando “detidamente” o mercado de trabalho brasileiro, diante do desemprego historicamente baixo e da tendência de aumento dos rendimentos acima da produtividade.

“O comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”, diz a ata.

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2026

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24. O montante ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ R$ 219 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 210 bilhões a R$ 226,6 bilhões. Em janeiro, a arrecadação foi de R$ 325,751 bilhões.

O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado para meses de fevereiro desde 2011.

O órgão destaca entre os principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e Cofins, que teve uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.

A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 60,528 milhões, com crescimento real de 5,68%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025.

O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 8,696 milhões, representando crescimento real de 35,73%. Esse desempenho decorre tanto das operações de crédito quanto das operações de câmbio referentes à saída de moeda estrangeira, especialmente em decorrência de alterações legislativas implementadas em junho de 2025.

Ainda em maio de 2025, o governo editou dois decretos elevando as alíquotas do IOF. O Congresso Nacional derrubou as altas, mas a ação do governo foi parcialmente mantida por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Executivo editou uma Medida Provisória (MP) para compensar o recuo parcial no aumento do tributo, mas o texto foi derrubado pelo Congresso no dia 8 de outubro. O governo calculava arrecadar R$ 20,9 bilhões com o texto e obter uma economia de gastos de R$ 10,7 bilhões — no total de R$ 31,6 bilhões.

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%.

O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.

MINERAÇÃO

Investing - SP   25/03/2026

As importações de minério de ferro pela Índia devem aumentar para o maior nível em sete anos no ano fiscal que se encerra em 31 de março, impulsionadas pela escassez de minério de alta qualidade e pela demanda da JSW Steel, disseram analistas e executivos do setor.

As importações totais devem atingir de 12 milhões a 14 milhões de toneladas em 2025-26, mais do que dobrando em relação ao ano anterior, disseram analistas e autoridades comerciais.

A JSW Steel, a maior siderúrgica da Índia em termos de capacidade, foi uma das principais responsáveis pelo aumento das importações de minério de ferro para suas usinas nos Estados de Maharashtra, no oeste do país, e Karnataka, no sul, disse Lalit Ladkat, analista sênior da CRU, consultoria sediada em Londres.

Uma carga de minério de ferro Jimblebar Fines da BHP está indo para a Índia -- uma venda rara, impulsionada por descontos no produto cuja venda foi proibida na China, informou a Reuters na semana passada.

A maior parte das importações de minério de ferro da Índia no ano fiscal teve origem no Brasil e em Omã, que juntos representaram cerca de 70% do total de embarques, disse Ladkat.

A produção de minério de ferro na Índia, o segundo maior produtor de aço bruto do mundo, deve atingir 305 milhões de toneladas no ano fiscal de 2025-26, acima dos 289 milhões de toneladas do ano anterior, de acordo com a consultoria de commodities BigMint.

Mas as exportações de minério de ferro devem chegar a 29 milhões de toneladas, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, com 85% dos embarques indo para a China, disse Ladkat.

A Índia exporta principalmente minério de ferro de baixa qualidade que, em geral, não é usado pelas usinas siderúrgicas do país, disseram autoridades de mineração.

No ano fiscal que começa em 1º de abril, espera-se que a produção de minério de ferro da Índia cresça à medida que as minas aumentem a produção, embora as importações possam continuar dependendo dos requisitos de qualidade e da dinâmica de fornecimento no nível das usinas, disse Sumit Jhunjhunwala, vice-presidente da ICRA Ratings.

IMPORTAÇÕES DE PELOTAS DE MINÉRIO DE FERRO DEVEM CAIR

A Índia, que desde o ano passado vem importando do Irã pelotas de minério de ferro mais baratas -- produtos processados ou de valor agregado --, provavelmente verá os volumes diminuírem devido ao conflito no Oriente Médio, disseram analistas.

"As importações indianas de pelotas do Irã podem diminuir em meio ao aumento das tensões geopolíticas e às incertezas comerciais associadas, enquanto a ampla disponibilidade doméstica de pelotas provavelmente restringirá a demanda de importação", disse a BigMint.

De abril a fevereiro, a Índia importou 1,88 milhão de toneladas de pelotas de minério de ferro, seis vezes mais do que no ano anterior.

Infomoney - SP   25/03/2026

Os contratos futuros de minério de ferro tiveram ganhos pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, na esteira da recuperação da produção de ferro-gusa, mas a expectativa é de que as negociações permaneçam dentro de uma faixa limitada, já que os altos estoques portuários restringem novas altas.

O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China subiu 0,61%, a 824 iuanes (US$119,66) a tonelada.

O contrato de referência de abril na Bolsa de Cingapura avançava 0,02%, a US$108,25 a tonelada.

A demanda por minério de ferro está se recuperando à medida que os altos-fornos retomam progressivamente as operações, fazendo com que os fundamentos de mercado se tornem cada vez mais otimistas, disse uma nota do Shanghai Metals Market.

Os estoques de minério de ferro nos principais portos chineses caíram 0,74% em relação à semana anterior em 20 de março, segundo dados da consultoria Steelhome, coma retomada da produção de ferro-gusa.

Ainda assim, espera-se que as negociações do complexo de metais ferrosos fiquem dentro de uma faixa de preços limitada, já que os altos estoques portuários limitam o potencial de alta, disse uma nota da Shenyin Wanguo Futures no WeChat.

As chegadas de minério e ferro em 47 portos na China aumentaram em 661.000 toneladas de 16 a 22 de março, enquanto os embarques da Austrália e do Brasil subiram em 950.000 durante esse período, segundo dados da consultoria Mysteel.

Investing - SP   25/03/2026

Analistas do Macquarie afirmaram que os preços mais altos dos combustíveis após o conflito no Irã aumentaram os custos para os produtores de minério de ferro, com operadores de Direct Shipping Ore enfrentando aumentos de custos de aproximadamente 15%, enquanto os produtores de concentrado registram custos cerca de 6% mais altos.

A interrupção dos fluxos comerciais de petróleo bruto e produtos refinados levantou preocupações sobre a disponibilidade de combustível, aumentando a base de custos da indústria de minério de ferro. A modelagem bottom-up do Macquarie indica que os ativos DSO têm uma vinculação ao diesel de 12% a 17% com base em dados do segundo semestre de 2025, enquanto os produtores de concentrado têm uma ligação de 7% a 9%.

As taxas spot médias para diesel em dólares australianos, dólares canadenses e reais brasileiros subiram aproximadamente 65%, 13% e 28%, respectivamente, em relação ao segundo semestre de 2025. As moedas locais se valorizaram em relação ao dólar americano, com o dólar australiano, o dólar canadense e o real brasileiro subindo 6%, 1% e 7% em relação ao segundo semestre de 2025, elevando os custos C1 em termos de dólar.

Custos mais altos de combustível bunker resultaram em taxas de frete mais elevadas. Como o mercado de minério de ferro marítimo é principalmente compensado pela China, o diferencial de frete entre o Brasil e a Austrália Ocidental se expandiu, deixando os mineradores australianos com uma vantagem relativa de frete de US$ 6 por tonelada métrica úmida.

As interrupções nas operações de plantas de pelotas no Oriente Médio e os altos preços do gás natural aumentaram os prêmios de granulado e pelotas, o que eleva os preços realizados para as empresas sob cobertura do Macquarie.

O Macquarie afirmou que a BHP (ASX:BHP) está posicionada com seu recurso de qualidade DSO de baixo custo para se beneficiar da dinâmica atual. A Fortescue (ASX:FMG) é potencialmente a vencedora com sua abordagem mais avançada de substituição de diesel, podendo economizar potencialmente US$ 3 a US$ 6 por tonelada em sua base de custos, dependendo do preço do diesel. O ativo Pilbara Hub da Mineral Resources (ASX:MIN) é o mais impactado, observando que uma parte de seus custos é absorvida por meio da receita CSI.

Essa notícia foi traduzida com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informação, veja nossos Termos de Uso.

Valor - SP   25/03/2026

O preço do minério de ferro voltou a avançar na terça (23), na China, em meio a sinais de demanda por parte de siderúrgicas do país. O contrato futuro com vencimento em maio, o mais negociado na bolsa de Dalian, fechou em alta de 0,55%, cotado a 824 yuans (US$ 119,75). Analistas da Baocheng Futures destacam que a produção de aço tem ganhado ritmo na China, com a retomada das operações de siderúrgicas, o que tem sustentado o consumo no curto prazo. Porém, a baixa rentabilidade das empresas limita o ritmo de novas altas.

Máquinas e Equipamentos

Auto Informe - SP   25/03/2026

A eletrificação das máquinas pesadas ganha força no Brasil com a chegada de novos equipamentos zero emissão. A Volvo Construction Equipment amplia sua linha no país com a Volvo EC230 Electric, uma escavadeira de médio porte voltada a operações que buscam reduzir emissões e ruído.

Na faixa de 23 toneladas, o modelo atende aplicações como movimentação de terra, resíduos e sucata, atividades cada vez mais pressionadas por metas ambientais e exigências de sustentabilidade. O avanço desse tipo de equipamento reflete uma mudança no setor de construção e mineração, que passa a incorporar soluções de baixo carbono.

Um dos principais diferenciais está na autonomia: a máquina pode operar por até nove horas com uma única carga, dependendo da aplicação. Em carregadores rápidos, a recarga de 5% a 95% pode ser feita em cerca de 90 minutos, o que viabiliza o uso em jornadas completas.

Além de eliminar emissões diretas de CO2, as escavadeiras elétricas reduzem significativamente o ruído e a vibração, melhorando as condições de trabalho e permitindo operação em áreas urbanas ou com restrições ambientais.

O movimento acompanha uma tendência global de eletrificação também no segmento fora de estrada, com fabricantes ampliando o portfólio que já inclui carregadeiras e máquinas compactas elétricas.

Com isso, o setor dá mais um passo na transição energética, incorporando tecnologia para reduzir impacto ambiental sem comprometer desempenho e produtividade.

AUTOMOTIVO

Auto Industria - SP   25/03/2026

Investimentos de fabricantes de veículos da China no Brasil, em voo solo ou em parceria com empresas locais, devem resultar em dez linhas de produção de nove marcas chinesas, que no horizonte até 2030 terão capacidade instalada para montar mais de 1 milhão de carros por ano.

Esta projeção foi elaborada por um grande fornecedor do setor, que já trabalha com estas montadoras na China e se prepara para fornecer componentes e sistemas a elas também no Brasil.

Segundo essas estimativas os fabricantes chineses e seus parceiros no País serão responsáveis por investir US$ 7,4 bilhões em suas operações brasileiras, o que equivale a um terço dos investimentos dos US$ 22 bilhões que todas as montadoras instaladas aqui estão fazendo até a virada desta década.

Mas os aportes devem ser ainda maiores, pois não entraram na conta alguns investimentos que fazem parte de programas maiores e estão misturados, como é o caso da Leapmotor com a Stellantis, da Caoa com a Changan e da Comexport para montar modelos da GM/Saic.

Também não estão consideradas possíveis injeções de capital de empresas que ainda não definiram se vão montar seus carros no Brasil ou explorar o mercado só com importações. Alguns desses fabricantes já começaram a vender no País, como Zeekr, Jetour e MG/Saic, e outros estão por vir no horizonte desta década, como Baic e Link & Co, que têm planos de chegar em 2027.

Importar e montar

O fato é que os valores bilionários não deixam dúvidas quanto as intenções dos fabricantes da China de fincar presença no Brasil e, no horizonte de apenas cinco anos, triplicar sua participação no mercado interno,  já na casa dos 10%.

O irresistível incentivo para produzir no Brasil está na retomada gradual dos impostos de importação para carros elétricos e híbridos, tanto montados como semimontados (SKD), que voltará aos 35% a partir de julho próximo. Com isto, quem quiser ter participação de mercado relevante deverá instalar linhas de montagem no País mais completas.

Mas que não se espere por grandes índices de nacionalização, pois toneladas de componentes e sistemas seguirão sendo importados da China, na forma de kits desmontados CKD ou peça a peça, tanto pelas montadoras como por fabricantes de autopeças.

Isto porque é o domínio de toda a cadeia com alta escala produtiva, na China, que garante baixos custos de produção e torna os carros de fabricantes chineses relativamente mais baratos do que os da concorrência. Sem isto as empresas igualam os custos nacionais mais elevados e perdem competitividade.

As novas linhas de produção

O Grupo Caoa, que desde 2017 é sócio da Chery e produz veículos da marca chinesa em Anápolis, GO, este ano traz para dentro de sua fábrica mais uma parceira da China, a Changan.

A empresa brasileira tem programa de investimento em curso de R$ 3 bilhões no período 2024-2028, que envolveu a duplicação da capacidade produtiva de 80 mil para 160 mil veículos/ano.

Mas existe a expectativa de que novos aportes podem ser confirmados nos próximos dias: em 26 de março a Caoa inaugura oficialmente a ampliação e a produção de modelos Changan, com perspectiva de aumentar a capacidade da planta para 200 mil unidades/ano.

A GWM, que iniciou operações de montagem no ano passado do Haval H6 na fábrica de Iracemápolis, SP, comprada da Mercedes-Benz no fim de 2021, tem o maior programa de investimento já anunciado por uma montadora chinesa no País: R$ 10 bilhões de 2022 a 2032.

No entanto, a capacidade da planta, em torno de 50 mil unidades/ano, é considerada insuficiente para a ambição de produzir anualmente de 250 mil a 300 mil carros no Brasil. Com os bons resultados de vendas que vem obtendo, a empresa já negociou a instalação de uma segunda fábrica no Espírito Santo.

Segundo informações ainda não confirmadas pela GWM, a nova linha deverá entrar em operação até 2029 com capacidade de 200 mil veículos/ano, e o investimento total esperado será aumentado para US$ 2,8 bilhões, cerca de R$ 15,4 bilhões pelo câmbio atual.

A BYD, que em 2023 comprou as antigas instalações da Ford em Camaçari, BA, investe US$ 1,1 bilhão no País e está construindo uma fábrica totalmente nova na Bahia. Com ambição declarada de tornar-se uma das três marcas de automóveis mais vendidas do mercado brasileiro, a fabricante instala no Brasil o seu maior complexo industrial fora da China, que chegará a 2030 com capacidade para produzir 300 mil unidades/ano.

Com investimento próprio de R$ 400 milhões a Comexport também reabriu no ano passado uma fábrica que foi da Ford, em Horizonte, CE, para montar sob licença os SUVs elétricos Spark e Captiva, importados semidesmontados em kits SKD da Saic/Wuling, sócia da General Motors na China.

Os carros são vendidos pela GM no Brasil com a marca Chevrolet. A capacidade inicial de montagem é de 10 mil unidades/ano, mas existe a expectativa de aumentar o grau de nacionalização, produzir carros para outras fabricantes e elevar a capacidade anual para 50 mil unidades.

A Leapmotor chegou ao Brasil, no fim de 2025, pelas mãos da sócia Stellantis, que representa a fabricante chinesa em mercados internacionais e anunciou planos para montar carros híbridos da marca em uma linha separada na fábrica Goiana, PE, com partes importadas desmontadas ou semimontadas, ainda a definir.

Segundo informações não confirmadas pela fabricante, a operação de montagem nacional deve começar só em 2027, com capacidade prevista de até 50 mil unidades/ano. O investimento faz parte do ciclo de R$ 30 bilhões que a Stellantis aplica no Brasil no período 2025-2030.

Com modelo de negócio similar, em 2025 a Geely chegou ao Brasil por meio de sociedade com a Renault. No fim do ano passado as duas sócias anunciaram investimento conjunto de R$ 3,8 bilhões para produzir novos carros de ambas as marcas em São José dos Pinhais, PR.

Já a partir deste ano está previsto o início da montagem do híbrido EX5 EM-i e do elétrico EX2 no Paraná. Existe o objetivo de avançar rápido com a nacionalização e fornecedores estimam que, até 2030, a Geely deverá ter capacidade para produzir 50 mil unidades/ano no Brasil.

A GAC, que há cerca de um ano e meio anunciou investimento de US$ 1 bilhão para produzir carros no Brasil, neste mês de março confirmou aporte um pouco maior, de US$ 1,3 bilhão, e anunciou formalmente associação com a HPE para montar veículos, eletrificados e a combustão, na fábrica do grupo brasileiro em Catalão, GO, a partir de 2027. A estimativa é chegar a 50 mil unidades/ano em 2030.

A Omoda Jaecoo, fabricante das marcas gêmeas pertencente ao Grupo Chery, começou a explorar o mercado brasileiro com importações no ano passado e desde então reafirma seu interesse em produzir no País, mas até o momento sem confirmar onde e como.

Informações não confirmadas pela empresa indicam investimento de US$ 1 bilhão para instalar capacidade de 150 mil unidades/ano. Uma das possibilidades seria a natural reativação da fábrica que a Chery inaugurou em Jacareí, SP, em 2014, e que, a partir de 2017, entrou na sociedade com o Grupo Caoa e foi fechada em 2022.

Pode ser difícil e custoso reabrir a planta e, por isto, o fabricante chinês ainda estuda todas as possibilidades antes de bater o martelo.

Valor - SP   25/03/2026

Registros de carros novos da montadora de veículos elétricos cresceram quase 12% em fevereiro em relação ao ano anterior, para 17.664 unidades na UE, Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça

A Tesla registrou seu primeiro aumento nas vendas mensais na Europa em mais de um ano, um impulso para a fabricante de veículos elétricos de Elon Musk, que enfrenta forte concorrência da gigante automotiva chinesa BYD para conquistar clientes na região.

Os registros de carros novos da Tesla, um reflexo das vendas, cresceram quase 12% em fevereiro em relação ao ano anterior, para 17.664 unidades na União Europeia, Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, de acordo com a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea). Somente na UE, as vendas subiram 29% em relação ao ano anterior.

O número mostra que a Tesla continua sendo uma forte concorrente para os motoristas europeus que precisam de veículos elétricos, apesar de uma queda nas vendas que durou meses. A Tesla não registrava um aumento nos registros mensais de carros novos na Europa desde dezembro de 2024, de acordo com dados da Acea.

O grupo enfrentou reações negativas dos clientes no ano passado devido ao envolvimento de Musk com o governo Trump: o bilionário supervisionava o Departamento de Eficiência Governamental antes de deixar o governo no final de maio.

Enquanto isso, a concorrência da rival chinesa BYD, com sua linha de veículos elétricos e híbridos, se intensificou na Europa. As vendas da BYD aumentaram todos os meses desde que a Acea começou a incluir a empresa em seus dados no verão passado, mostrando que ela se tornou uma adversária feroz da Tesla. A BYD recentemente "destronou a Tesla" como a maior vendedora de veículos elétricos do mundo.

Os registros de carros novos da BYD na Europa quase triplicaram no mês passado, chegando a 17.954 unidades, superando as vendas da Tesla. Ainda assim, apesar do sucesso da BYD e da recuperação da Tesla, os números da Acea mostram que as montadoras nacionais continuam sendo as principais vendedoras na Europa em números absolutos.

A Volkswagen, da Alemanha, registrou um aumento de 2,2% nos emplacamentos, totalizando 256.452 veículos no mês passado, enquanto as vendas da Stellantis, fabricante da Jeep, cresceram 9,5%, para 170.816 unidades, segundo dados da Acea que incluem veículos elétricos e de outros tipos.

Diversas montadoras tiveram que revisar suas linhas de produtos e reduzir a produção de veículos elétricos nos últimos anos, devido à dificuldade em convencer os motoristas a migrarem para a eletricidade. Em fevereiro, a Stellantis anunciou que registraria encargos de cerca de US$ 26 bilhões como parte de uma mudança de foco, deixando de lado os veículos elétricos em meio a uma demanda mais fraca do que a esperada.

O mercado de veículos elétricos a bateria na Europa cresceu quase 16% no mês passado. Os emplacamentos de carros híbridos aumentaram mais de 10%, enquanto os modelos híbridos plug-in registraram um crescimento de 33%.

A Acea informou que os emplacamentos de carros de passeio subiram 1,7% na Europa como um todo e 1,4% na UE, com um aumento de 3,8% nas vendas na Alemanha e 14% na Itália.

Veja - SP   25/03/2026

A indústria automotiva global iniciou um movimento de recuo em seus planos de eletrificação, após anos de promessas ambiciosas de abandono dos motores a combustão.

Pelo menos uma dúzia de montadoras já revisou metas ou adiou projetos de veículos elétricos, diante da demanda ainda robusta por carros a gasolina e de um ambiente regulatório menos favorável.

A japonesa Honda abandonou a meta de encerrar a produção de veículos a combustão até 2040 e prevê perdas de até US$ 16 bilhões nos próximos dois anos com a reestruturação de sua estratégia para elétricos.

O movimento se soma a ajustes feitos por Mercedes-Benz, Stellantis, Volvo Cars e Ford, que também reduziram metas de eletrificação total.

No segmento de luxo, a guinada é ainda mais evidente. A Rolls-Royce Motor Cars anunciou que continuará produzindo veículos com motores a gasolina além de 2030, contrariando planos anteriores.

Outras marcas como Bentley, Audi, Porsche e Lotus também revisaram suas metas de eletrificação, optando por ampliar a oferta de modelos híbridos plug-in.

Parte dessa resistência vem do próprio consumidor. Executivos do setor apontam que a rejeição a carros totalmente elétricos aumentou, especialmente em nichos de alto desempenho.

Na Lamborghini, a decisão foi abandonar o lançamento de um modelo 100% elétrico e substituí-lo por um híbrido. Segundo a empresa, fatores emocionais, como o som do motor e a experiência de condução, ainda pesam na escolha do cliente.

A Ferrari, por sua vez, reduziu pela metade sua meta de produção de elétricos até 2030, embora mantenha o plano de lançar seu primeiro modelo totalmente elétrico.

A estratégia é preservar a identidade da marca, sem forçar uma transição abrupta para clientes tradicionais.

Mudança de cenário político e econômico

O recuo também reflete mudanças no ambiente regulatório, sobretudo nos Estados Unidos e na União Europeia.

Desde a volta de Donald Trump à presidência, o governo americano eliminou incentivos fiscais para a compra de veículos elétricos, reduziu investimentos em infraestrutura de recarga e flexibilizou metas de emissões.

Na Europa, medidas semelhantes vêm sendo adotadas, com revisão de metas ambientais diante de pressões econômicas e industriais. O resultado é um ambiente menos previsível para investimentos bilionários na transição energética do setor automotivo.

Estimativas do Financial Times indicam que mudanças estratégicas, incluindo cancelamento de projetos e revisão de investimentos, já custaram cerca de US$ 75 bilhões à indústria automotiva global no último ano.

Transição mais lenta e híbridos como ponte

O cenário atual sugere que a transição para veículos elétricos será mais gradual do que o previsto.

Em vez de uma substituição rápida, montadoras passam a apostar em tecnologias intermediárias, como os híbridos plug-in, que combinam motores elétricos e a combustão.

Analistas apontam que fatores como preço elevado dos elétricos, infraestrutura de recarga insuficiente e incertezas regulatórias continuam limitando a adoção em massa.

Além disso, a recente alta do petróleo, impulsionada pela guerra envolvendo o Irã, adiciona complexidade ao cenário.

Embora combustíveis mais caros possam, em tese, favorecer elétricos, a volatilidade global e o foco em segurança energética têm levado governos a priorizar soluções de curto prazo, muitas vezes apoiando a produção tradicional.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Globo Online - RJ   25/03/2026

A redução da taxa básica de juros começa a redesenhar as expectativas para o mercado imobiliário, um dos setores mais sensíveis ao custo do crédito. Ainda que o corte recente da Selic tenha sido de apenas 0,25 ponto percentual, executivos do setor avaliam que o movimento pode marcar o início de um ciclo mais longo de queda, com impactos diretos sobre o financiamento e a demanda por imóveis.

Em nota, a Associação das Incorporadoras (Abrainc) considera positiva a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic, mas avalia que é fundamental garantir "uma trajetória contínua e mais consistente de queda dos juros no país". Um estudo da associação aponta que, nos últimos cinco anos, o aumento das taxas retirou cerca de 800 mil famílias do mercado de crédito para aquisição de imóveis de R$ 500 mil, o que representa uma redução de 50% no público elegível. Cada ponto percentual de aumento nas taxas elimina, em média, 160 mil famílias do financiamento.

- A redução é positiva, mas o país ainda opera com um custo de capital muito elevado, que restringe o crédito e desacelera a atividade econômica- afirma o presidente da ABRAINC, Luiz França, o ciclo de queda precisa ganhar intensidade.

Segundo dados da CBIC, houve aumento de 5,4% no volume de vendas em 2025 em relação ao ano anterior. O setor foi puxado pelo crescimento de negócios dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida. Já os contratos fechados com recursos da poupança tiveram redução de mais de 20%.

Para Vitor Moura, sócio-presidente da Patrimóvel, a redução da taxa tem impacto ainda maior no segmento de imóveis na planta, já que o crédito costuma ser contratado apenas dois ou três anos depois, na entrega da unidade. Nesse cenário, a queda da Selic aumenta a expectativa de condições mais atrativas no momento do financiamento.

- Embora o recuo de 0,25 ponto percentual seja modesto, ele já sinaliza um possível ciclo de reduções ao longo do ano - analisa.

A redução da Selic tende a ampliar o acesso ao crédito e estimular tanto a compra da casa própria quanto o investimento no setor, considera Filipe Menegheti, diretor de Negócios da The INC Incorporações. Em sua opinião, o movimento favorece tanto investidores, que passam a migrar da renda fixa, quanto compradores em busca da casa própria por meio do financiamento bancário.

- Como já ocorreu após a crise externa de 2008 e na recessão de 2015, ciclos de queda da Selic costumam ampliar significativamente a demanda por imóveis, acompanhados de uma valorização relevante — reflexo direto da lei da oferta e da demanda.

Para Sanderson Fernandes, CEO da Avanço Realizações Imobiliárias, mesmo com os juros ainda em patamares elevados, o setor tem demonstrado resiliência, sustentado pela demanda reprimida e pela busca por ativos reais. Para ele, com o crédito mais acessível, haverá um aumento gradual na confiança do comprador, tanto para moradia quanto para investimento. E isso tende a acelerar a velocidade de vendas e estimular os lançamentos.

- Para quem acompanha o mercado, fica claro que momentos de virada no ciclo de juros costumam representar boas oportunidades antes da valorização mais consistente dos ativos.

Apesar do otimismo, agentes do setor mantêm cautela em relação à velocidade e à intensidade desse movimento. A avaliação de Bernardo Provenzano, diretor financeiro da GAR Incorporadora, é que a consolidação de um ambiente mais favorável depende da continuidade da queda dos juros, da estabilidade da inflação e da efetiva transmissão dessas condições para o crédito imobiliário.

- Para nós, o movimento de redução da taxa Selic é pequeno, mas o sinal é importante. Ele sugere o início de um ambiente potencialmente mais favorável para o mercado imobiliário ao longo dos próximos meses, sobretudo se essa trajetória se confirmar nas próximas reuniões.

SEGS.com.br - SP   25/03/2026

Se antes ficava escondido dentro das paredes e estruturas, hoje o aço assume um novo papel na arquitetura: ele aparece. Literalmente. Vigas, vergalhões, perfis metálicos e até tubulações passam a integrar a estética dos ambientes, em uma tendência que une funcionalidade e linguagem contemporânea.

O chamado aço aparente se consolidou como um dos principais elementos do estilo industrial, inspirado nos antigos galpões e lofts nova-iorquinos, onde estruturas e instalações deixaram de ser ocultadas e passaram a compor o visual dos espaços. Com o tempo, o recurso deixou de ser restrito a esse estilo e ganhou novas interpretações. Hoje, o aço aparece tanto em projetos residenciais quanto comerciais, combinando com madeira, vidro e concreto para criar ambientes modernos e versáteis.

Mais do que uma escolha estética, o uso do aço na decoração também dialoga com características técnicas valorizadas pelo mercado. O material é resistente, durável e altamente adaptável, permitindo aplicações que vão de estruturas arquitetônicas a móveis e objetos decorativos. Na prática, isso significa que elementos antes considerados puramente funcionais passam a ter papel de destaque. Vigas aparentes podem se transformar em peças centrais do design, enquanto estruturas metálicas ganham protagonismo em escadas, estantes, divisórias e até fachadas.

Segundo especialistas, essa valorização do não acabado está diretamente ligada a uma mudança de comportamento. Em vez de esconder imperfeições ou camadas da construção, a arquitetura contemporânea busca evidenciar os materiais e contar a história do espaço por meio deles.

Para Roil Pinheiro, diretor comercial da Pinheiro Ferragens, essa mudança também reflete uma evolução no próprio mercado da construção. O aço sempre esteve presente nas obras, mas hoje ele assume um papel estético muito mais relevante. O cliente não quer apenas estrutura, ele quer design. E o aço aparente entrega exatamente isso: resistência com identidade visual, afirma. Ele destaca que a versatilidade do material é um dos principais fatores para o crescimento da tendência. É possível aplicar o aço em diferentes contextos, desde projetos mais industriais até ambientes sofisticados. Quando bem utilizado, ele agrega modernidade sem perder funcionalidade, explica.

Outro ponto que impulsiona o uso do aço aparente é a busca por soluções mais sustentáveis. O material possui alto índice de reciclabilidade e pode ser reaproveitado em diferentes etapas da construção, o que amplia seu apelo em projetos contemporâneos. Além disso, o avanço tecnológico na indústria metalúrgica permitiu maior precisão nos acabamentos, como cortes a laser e tratamentos de superfície, ampliando as possibilidades de aplicação estética.

Sobre a Pinheiro Ferragens Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados.

Globo Online - RJ   25/03/2026

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida que elevam o teto do valor dos imóveis e origem todas as faixas de renda das famílias que podem adeirir ao programa.

Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Além disso, serão corrigidas todas as faixas de renda familiar do programa, podendo chegar a R$ 13 mil. A proposta é a seguinte:

Faixa 1: a renda passa de R$ 2.850 para R$ 3.200 (+12%); Faixa 2: renda passa de de R$ 4.700 para R$ 5.000 (+9%); Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600 (+12%);Faixa 4: de 12.000 para R$ 13.000 (+8%).

Para ampliar o teto do valor do imóvel no financiamento habitacional para famílias de classe média no programa Minha Casa, Minha Vida, o governo vai usar mais uma vez recursos do Fundo Social do Pré-Sal. Segundo técnicos a par das discussões, o plano é retirar da conta entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões porque o FGTS, que custeia o programa habitacional, não tem recursos extras disponíveis.

No ano passado, o governou usou R$ 15 bilhões do Fundo Social para atender a classe média (renda de até 12 mil). Posteriormente, foram destinados mais R$ 30 bilhões para financiamento de reforma de moradias. O fundo é abastecido por royalties do petróleo do pré-sal para apoiar principalmente as áreas de educação e saúde.

O objetivo do Ministério das Cidades ao fazer as alterações é entregar mais 100 unidades habitacionais para a classe média no ano eleitoral. A meta inicial de 750 mil moradias pode chegar a 850 mil, segundo técnicos.

Nas faixas 3 e 4 não há subsídios, diferentemente das faixas 1 e 2, que são beneficiadas por R$ 12 bilhões em descontos nos contratos a fundo perdido por ano.

A correção dos valores é um pleito do setor da construção civil, e a nova tabela sugerida pelo Ministério das Cidade para cada faixa foi baseada na quantidade de salários mínimos.

Conforme revelou O GLOBO, os conselheiros do FGTS estão preocupados com o impacto de medidas tomadas pelo governo nas contas do Fundo, como saques emergenciais e empréstimos para santas casas. A projeção aponta para uma retirada de R$ 60,8 bilhões nos próximos cinco anos.

Em novembro, os conselheiros aprovaram orçamento de R$ 160,5 bilhões para habitação em 2026 e 207. Para os anos seguintes, o valor baixa para R$ 155,5 bilhões. As tabelas indicam recuo nas aplicações do FGTS em títulos públicos, que ampliam as disponibilidades de caixa, de R$ 24,762 bilhões neste ano para R$ 22,951 bilhões em 2029.

Valor - SP   25/03/2026

Com a expansão do aeroporto, que fica na zona norte de São Paulo (SP), as restrições e autorizações necessárias foram ampliadas com a transição da operação para voos por instrumentos

A segunda fase da expansão do Aeroporto Campo de Marte, entregue na quinta-feira passada (19), já começou a repercutir no processo de verticalização e transformação de São Paulo. As principais organizações que representam incorporadoras e construtoras na cidade (o Secovi-SP e a Abrainc) relatam projetos indeferidos pela Aeronáutica e começam a se mobilizar por reuniões com órgãos públicos.

Conhecidas pela vizinhança da zona norte da cidade, as restrições e autorizações necessárias foram ampliadas com a transição da operação para voos por instrumentos. A mudança ampliou o raio com regras mais rígidas de 2,5 quilômetros para 3,5 quilômetros e, ainda, impôs análise prévia a grande parte dos novos empreendimentos a até 20 quilômetros de distância.

Como o Campo de Marte fica em planície ― mais baixo que o Aeroporto de Congonhas, por exemplo ―, a autorização é necessária para prédios em quase todos os bairros paulistanos alcançados pelo raio, além de ao menos 13 municípios da região metropolitana, segundo estimativa da empresa Opea Consult feita a pedido da Folha. As novas exigências são do segundo semestre do ano passado, mas passaram a ser cobradas especialmente desde janeiro.

Em nota, a concessionária Pax Aeroportos, responsável pelo Campo de Marte, respondeu que a proposta do novo Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo é baseada em levantamento topográfico georreferenciado e na identificação das superfícies de proteção.

Já a FAB (Força Aérea Brasileira) declarou que operações por instrumentos demandam zonas de proteção mais restritivas e podem "impactar análises de empreendimentos em áreas com elevações significativas". Também completou que, embora o novo plano esteja ainda em análise, a restrição visa "garantir o interesse público sobre o privado".

A Abrainc, que reúne incorporadoras, estima que cerca de 80% das moradias com lançamento neste ano passam a necessitar de aval da Aeronáutica, chegando a ultrapassar 90% dos novos empreendimentos (que somariam R$ 85 bilhões em Valor Geral de Vendas).

Em nota, a entidade apontou que empreendimentos podem ser postergados ou inviabilizados diante do que chamou de critérios que "carecem de maior clareza e previsibilidade de prazos".

CEO do Secovi-SP, Ely Wertheim relata que as queixas por dificuldade na aprovação começaram especialmente há 15 dias. Ele critica a expansão em uma área "já feita" da cidade e estima que restrições possam gerar judicialização por empresas. "Estamos espantados", completou.

Já o consultor Rafael Azevedo, sócio-diretor da Opea Consult e especialista em Planos de Proteção de Aeródromo, discorda da avaliação das associações. Ele considera "bem provável" que a maioria dos projetos consiga autorização em um período de um a dois meses. "Vai levar em conta o cenário consolidado e, na prática, poucos devem ser impactados", explica.

Azevedo ressalta, contudo, que não há uma garantia de aprovação. Também adiciona que há outras restrições para o entorno próximo, como para construções com grande quantidade de material metálico, o que pode interferir na operação por instrumentos.

Novas regras

O raio de 20 quilômetros é a "superfície horizontal externa", definida para a chamada "cota 827", que tem como base a elevação do Campo de Marte a 723 metros do nível do mar. Com essa referência, projetos com altitude acima de 827,49 metros (na soma da topografia local e altura da obra) deverão passar pela Aeronáutica.

Pelo relevo acidentado, diversas áreas dentro do raio têm altitude próxima e até acima da cota. A avenida Paulista apresenta altura na casa dos 800 metros, por estar em um espigão, por exemplo. Desse modo, projetos para aquele entorno precisarão passar pela nova aprovação.

O raio também envolve outros municípios. Os principais são:

Barueri

Caieiras

Carapicuíba

Diadema

Franco da Rocha

Guarulhos

Mairiporã

Osasco

Santana de Parnaíba

Santo André

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

Taboão da Serra

Em nota, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) respondeu que a "definição de eventuais restrições de altura para edificações nas áreas de entorno, em razão do Plano de Zona de Proteção, constitui competência exclusiva do Decea [Departamento de Controle do Espaço Aéreo]", da Aeronáutica.

Já a Prefeitura de São Paulo confirmou ter discutido o caso com o setor imobiliário. Em nota, disse que mantém diálogo com diferentes órgãos públicos e entidades envolvidas na expansão, "com o objetivo de avaliar eventuais impactos urbanísticos".

No caso do raio mais restritivo (chamado "superfície horizontal interna"), novas construções precisarão de aprovação para altitude acima de 767,49 metros, o que abrange projetos com pouco mais de 40 metros de altura. As regras podem exigir adaptações, como a implantação na "sombra" de edifício já existente.

A preocupação no mercado imobiliário também se deve ao que o advogado Rodrigo Passaretti chama de um cenário de "incerteza". Especialista em direito urbanístico e sócio do Bicalho Navarro Advogados, ele se refere à liminar que suspendeu a emissão de parte dos novos alvarás de demolição, obra e supressão de vegetação.

A decisão foi tomada no fim de fevereiro, diante de problemas na revisão da Lei de Zoneamento apontados por área técnica do MP-SP (Ministério Público de São Paulo). Pedido de reconsideração foi negado, mas recurso será analisado.

Expansão

O Campo de Marte terá expansão física até 2052, com 11 novos hangares e possível implantação de vertiporto (para carros voadores) em caso de demanda. A concessão vai até 2053, prorrogável por cinco anos.

A etapa entregue na quinta passada custou R$ 120 milhões à Pax Aeroportos, responsável pelo espaço desde 2023 e ligada ao fundo da XP Asset Management. A obra foi voltada especialmente à segurança operacional e infraestrutura.

O Ministério de Portos e Aeroportos considera que a expansão permitirá a absorção de parte da demanda de Congonhas. "Aliviando a pressão operacional" do terminal da zona sul, como descreveu em comunicado.

FERROVIÁRIO

Portal Fator Brasil - RJ   25/03/2026

Parceria com a Progress Rail reforça estratégia para redução de emissões de gases de efeito estufa no transporte ferroviário de cargas.

A MRS Logística deu mais um passo na estratégia de descarbonização ao concluir experimentos operacionais com a maior locomotiva elétrica a baterias já construída no mundo: o modelo SD70J-BB, desenvolvida pela Progress Rail. A iniciativa, conduzida com investimento compartilhado entre as duas empresas, demonstrou que, com os devidos ajustes operacionais, é possível o uso desse tipo de locomotiva em trens de carga. Também foi comprovado que o consumo de energia e a capacidade de regeneração energética durante os trechos de descida estiveram alinhados com simulações realizadas anteriormente.

A iniciativa representa um avanço relevante na avaliação de tecnologias de tração de baixo carbono aplicáveis a operações ferroviárias de cargas no Brasil. Projetada e construída no país, a locomotiva foi avaliada na malha da MRS como parte das etapas finais antes de sua entrega a ferrovias australianas. As demonstrações permitiram à MRS coletar dados reais sobre o consumo energético, operação em longas rampas, regeneração e esforço de tração, informações que apoiam estudos internos sobre alternativas sustentáveis para o modelo operacional futuro.

—A realização dessa operação representa um avanço importante na nossa jornada de descarbonização. Além de apoiar o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora, conseguimos validar, em condições reais de operação, premissas já estudadas pela companhia, como o mapeamento energético da nossa malha — revela Luís Deltregia, consultor de Manutenção Ferroviária da MRS Logística.

A parceria entre MRS e Progress Rail envolveu meses de planejamento conjunto, com definição de cronograma, escopo, seguros e aspectos regulatórios. Durante a fase de campo, equipes das duas empresas atuaram de forma integrada, acompanhando a operação e realizando ajustes técnicos ao longo do processo.

A locomotiva foi submetida a diferentes composições de trens, permitindo avaliar seu desempenho em condições reais de carga. Os resultados reforçam que locomotivas a bateria podem desempenhar papel relevante em operações ferroviárias de carga pesada, desde que acompanhadas de ajustes de modelo operacional e de infraestrutura de recarga.

—Os aprendizados obtidos neste projeto são fundamentais para orientar nossos próximos passos, tanto do ponto de vista técnico quanto econômico, na avaliação de soluções de menor emissão para o transporte ferroviário— completa Deltregia.

A experiência agora servirá de base para a MRS aprimorar simulações de consumo e regeneração, analisar viabilidade econômica e cenários de aplicação futura., estudar posicionamento e requisitos de estações de recarga e análises sobre eventuais adaptações de infraestrutura para futuras aplicações da tecnologia com foco especial na descarbonização.

Essa iniciativa está diretamente conectada ao nosso compromisso público de reduzir em 15% a intensidade de emissões até 2035, fortalecendo a trajetória de ganhos reais de eficiência energética no transporte ferroviário de cargas.

MRS Logística — A MRS é uma operadora logística que administra uma malha ferroviária de 1.643 quilômetro nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, região que concentra cerca da metade do PIB brasileiro. A companhia está entre as melhores ferrovias de carga do mundo, com produção quase quatro vezes superior àquela registrada na década de 90. A malha ferroviária conecta regiões produtoras de commodities minerais e agrícolas a alguns dos principais parques industriais do país aos maiores portos da região Sudeste, o que gera uma operação de transporte diversificada, como contêineres, siderúrgicos, cimento, bauxita, agrícolas, coque, carvão e minério de ferro. Aproximadamente 20% de tudo o que o Brasil exporta e um terço de toda a carga transportada por trens no país passam pelos trilhos da MRS.

Jornal de Brasília - DF   25/03/2026

O governo Lula (PT) vai fazer uma reformulação geral nas regras do setor ferroviário, com a criação de dez normas que devem reorganizar a gestão das concessões e das autorizações de operação privada no país.

O tema está em fase avançada no MT (Ministério dos Transportes) e na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), órgão responsável por fazer a fiscalização das ferrovias.

A reportagem teve acesso a detalhes da proposta elaborada que vai substituir o modelo atual, uma regulação formada por um emaranhado de normas editadas ao longo de mais de duas décadas e que hoje estão ultrapassadas.

Hoje, há 56 atos normativos federais em vigor. São resoluções dispersas, muitas delas criadas conforme a necessidade de contratos firmados em momentos diferentes. O plano é trocar essas regras por um sistema mais simples e padronizado que não só envolva as concessões antigas, mas também facilite a entrada de novas empresas no setor.

A carteira de concessões ferroviárias anunciada pelo governo no fim do ano passado tem a expectativa de movimentar mais de R$ 139,7 bilhões de investimentos em obras até 2027, além de R$ 516,5 bilhões em operações dos oito trechos que integram a carteira. Trata-se da área de infraestrutura mais ambiciosa do governo federal.

As novas normas foram organizadas em dois blocos distintos, o que não existe no arcabouço legal em vigor. O primeiro vai cuidar da infraestrutura ferroviária em si. Trata-se dos trilhos, dormentes, pátios e sistemas de operação da malha. O segundo bloco é o da operação dos trens, voltada para o serviço de transporte, a segurança e o atendimento a usuários.

A decisão de separar os assuntos pretende evitar distorções, porque a infraestrutura das ferrovias é tratada como um monopólio concedido a uma empresa, o que exige regras mais rígidas, enquanto o transporte em si deve funcionar com mais concorrência e menos intervenção estatal.

O primeiro bloco, destinado às concessões e autorizações das ferrovias, cria uma espécie de regra geral única para todos os contratos, algo que hoje não existe.

Esse pacote vai detalhar de forma clara quais investimentos são obrigatórios pelas empresas, como será feito o reequilíbrio econômico-financeiro e quais serão os procedimentos para encerrar a concessão e devolver o trecho. Com isso, cláusulas deixam de ser renegociadas caso a caso e passam a seguir um padrão, que poderá ser atualizado periodicamente.

As normas também vão trocar um modelo de fiscalização baseado apenas em punições por um sistema de regulação por desempenho, com indicadores de infraestrutura e de qualidade do serviço. A ideia é ter uma “pirâmide de conformidade” que resulte em ações proporcionais, conforme o caso.

O segundo bloco reúne cinco normas sobre o funcionamento do serviço ferroviário no dia a dia. Aqui entrarão os direitos dos usuários, a qualidade do transporte, regras para compartilhamento da malha entre diferentes empresas, padrões de segurança e metas de sustentabilidade.

A mudança vai impor regras sobre o compartilhamento dos trilhos, tema que é um dos pontos centrais da reforma, porque busca o aumento da concorrência e a redução da dependência de uma única empresa em cada linha.

No modelo atual, é comum a situação em que a empresa que detém a concessão do trecho e dos trens é, também, a dona da carga que trafega nele, o que sempre dificultou a entrada de terceiros que buscam passar sua própria carga ou ser um prestador de serviços de transporte.

“Considerando a robusta carteira de projetos, é essencial que a regulação esteja preparada para dar-lhe vazão, de maneira efetiva eficiente”, diz a ANTT, em documento sobre o assunto.

A agência não aponta uma data específica para as novas regras entrarem em vigor, mas o tema faz parte da revisão regulatória prevista para ocorrer ao longo deste ano.

Questionada sobre o assunto, a ANTT confirmou que “prepara uma reformulação ampla das regras do setor ferroviário para reorganizar toda a regulação” das concessões e das autorizações privadas.

“A proposta é substituir o arranjo atual por um modelo mais moderno, com regras mais padronizadas, e aderente às melhores práticas regulatórias”, afirmou a agência.

Além de mirar a fragmentação de regras, o governo quer usar o novo regimento para regulamentar completamente a Lei das Ferrovias, de 2021, que criou o modelo de autorizações privadas, em vez de se limitar às concessões tradicionais.

MUDANÇAS SOBRE INFRAESTRUTURA DAS FERROVIAS

Regras gerais das concessões e autorizações
Cria um modelo padrão dos contratos, com direitos e deveres iguais para todas as ferrovias. A ideia é acabar com contratos muito diferentes entre si e dar mais segurança e previsibilidade a investidores. Bens, obras e operações ferroviárias

Estabelece o que as empresas são obrigadas a construir, modernizar e manter na infraestrutura da ferrovia. Também organiza como funcionam desapropriações, expansão de capacidade e gestão dos ativos. Equilíbrio econômico-financeiro dos contratos
Cria regras para revisar contratos quando houver novos investimentos, mudanças de cenário ou riscos imprevistos. Serve para garantir retorno ao investidor sem prejudicar o interesse público. Fiscalização e penalidades
Muda o modelo de fiscalização, que passa a acompanhar o desempenho das concessionárias com indicadores. As punições deixam de ser automáticas e passam a ser aplicadas de forma proporcional ao desempenho. Encerramento contratual

Define como será a devolução de trechos, o fim de concessões e a transição para novos operadores. A intenção é evitar conflitos e dar uma solução mais rápida para ferrovias paradas ou abandonadas. 

MUDANÇAS PREVISTAS SOBRE OS SERVIÇOS DE TRANSPORTE

Direitos dos usuários e serviço adequado
Cria padrões de qualidade para o transporte ferroviário e aumenta a participação de usuários. A proposta é melhorar atendimento, transparência e cobrança de desempenho das empresas. Interoperabilidade e trânsito
Cria regras para que diferentes empresas possam usar a mesma ferrovia. Objetivo é aumentar a concorrência e reduzir a dependência de um único operador em cada linha. Segurança operacional e operações urbanas
Define metas e procedimentos para evitar acidentes e melhorar a prestação de serviço das ferrovias dentro das cidades. Isso inclui regras para comunicação de ocorrências e proteção das áreas próximas aos trilhos. Transporte ferroviário de passageiros

Organiza as normas para criação e operação de novos serviços de trens de passageiros, com ambiente regulatório mais claro para destravar projetos. Sustentabilidade ferroviária

Reúne metas ambientais, eficiência energética e redução de impactos das ferrovias. A intenção é alinhar o setor às exigências de investimento com critérios de sustentabilidade.

InfraRoi - SP   25/03/2026

O governo de São Paulo comprou 44 novos trens para o Metrô de São Paulo com o investimento de R$ 3,1 bilhões. As composições estão em fase de elaboração de projetos na China, que envolve a apresentação do design externo e interno para aprovação ao cliente. Os veículos serão produzidos na cidade de Araraquara, região central do estado, pela empresa CRRC.

Os trens vão atender à expansão da Linha 2-Verde do Metrô, com obras em curso para chegar à Penha e em fase inicial do trecho que vai até Guarulhos, além de reforçar a frota das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. As obras da futura estação Dutra, localizada em Guarulhos, foram iniciadas ontem (23/3) e o local fará a interligação com a futura Linha 19-Celeste e os ônibus municipais e intermunicipais que operam na região, como aponta a Agência SP.

As obras do Pátio Paulo Freire também devem começar no fim deste mês, após as autorizações da Cetesb. Com 150 mil m² e 34 vias para trens, o pátio é essencial para a expansão até Guarulhos e reunirá áreas de manutenção, limpeza, inspeções e testes, setores técnicos e administrativos e subestações para a operação da Linha 2-Verde.
Design dos novos trens

A frente do trem terá linhas angulares, com tons metálico e preto no contorno do para-brisa, e a parte superior contempla o letreiro digital que mostra o destino. As laterais terão essas mesmas cores, além de uma faixa azul. Segundo a Agência SP, o layout externo foi inspirado na paisagem urbana contemporânea de São Paulo. Já o interior deve seguir o padrão adotado pela linha atualmente.

Com capacidade para até 1.800 pessoas e portas mais largas, a promessa é de que a experiência de viagem será mais fluida e confortável aos passageiros, pela disponibilização de entradas USB para recarga de celulares, ar-condicionado inteligente, que ajusta automaticamente a temperatura, além de passagem livre entre os carros (gangway), facilitando a circulação interna.

Na segurança, o pacote tecnológico inclui possibilidade de funcionamento totalmente automatizado (GoA4) e câmeras de alta definição com grande capacidade de armazenamento, comunicação direta com o Centro de Controle Operacional e modernos sistemas de detecção e combate a incêndios. Além disso, haverá sistemas de frenagem elétrica que reduzem o consumo de energia e o desgaste dos equipamentos.

Diário do Comércio - MG   25/03/2026

O leilão do corredor de ferrovias Minas-Rio, um dos principais projetos de infraestrutura logística do Brasil, foi adiado para o segundo semestre de 2026. Inicialmente previsto para abril, o projeto aguarda conclusão de análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) antes de seguir para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo o Ministério dos Transportes, a expectativa é que o edital seja publicado a tempo de realizar o certame entre julho e agosto. “A previsão é de que o edital seja publicado no primeiro semestre de 2026, dando sequência à estratégia do Ministério dos Transportes de ampliar e modernizar a malha ferroviária nacional”, reforça a pasta.

A iniciativa parte da premissa de fortalecer os corredores logísticos brasileiros e fomentar um ambiente regulatório mais previsível e atrativo para novos investimentos ferroviários. Dessa forma, o Corredor Minas–Rio será estruturado como chamamento público, na modalidade de autorização.

Este será o primeiro projeto nesse formato e servirá de referência para o programa “Ferrovias Inteligentes”. A lógica, segundo o ministério, é permitir que o setor privado explore, por meio de contrato de autorização, linhas férreas públicas atualmente ociosas, promovendo sua recuperação e operação dentro de um modelo mais ágil e aderente à realidade de mercado.

O plano prevê um contrato de 99 anos de exploração de ferrovias. Em hipótese de um chamamento público com mais de um interessado, o governo poderá escolher a proposta mais atrativa ao interesse público.
Trecho opera há anos de forma limitada e exige investimentos

A operação se concentrará em uma malha de 740 quilômetros (km). O modal de ferrovias conecta cidades de Minas, como Arcos, Lavras e Varginha, até os municípios de Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

O trecho integra a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), mas hoje opera de forma limitada e exige novos investimentos para expansão e modernização. A concessão integral da malha, firmada há cerca de 30 anos, vence em setembro de 2026.

Com o fim do contrato se aproximando, parte do trajeto deverá ser devolvida à União e, por isso, o governo busca acelerar a definição de um novo destino para os trechos que serão retomados.

Rodoviário

Grandes Construções - SP   25/03/2026

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou na semana passada na sede da Agência, em Brasília (DF), a cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Via Campo, Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, projeto que vai modernizar a infraestrutura de transportes no estado.

A concessão do Lote 5 foi licitada em leilão público com base no critério de menor tarifa de pedágio, modelo que busca assegurar modicidade tarifária aos usuários e viabilizar os investimentos previstos para a modernização da infraestrutura rodoviária.

O contrato de concessão foi firmado com a Reune Rodovias Holding II S.A., empresa do grupo Pátria Investimentos, vencedora do leilão após apresentar proposta com deságio de 23,83% sobre a tarifa básica de pedágio, além de aporte adicional previsto contratualmente para reforçar a sustentabilidade econômico-financeira do projeto.

Estiveram presentes na assinatura do contrato o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, o Vice-presidente do Grupo Pátria, Felipe Ticoulat, o CEO da Via Araucária, Sergio Santillan, o diretor de engenharia da Via Araucária, Pedro Veloso e o diretor administrativo financeiro da IBH Serviços e Participações S. A., Gilson Carvalho.

Avanço - O sistema rodoviário concedido reúne aproximadamente 432 quilômetros de rodovias federais e estaduais, abrangendo trechos das rodovias BR-163, BR-369 e BR-467, além de rodovias estaduais estratégicas para a mobilidade regional e para o escoamento da produção agroindustrial do oeste e noroeste paranaense.

O contrato prevê investimentos estimados em cerca de R$ 11 bilhões ao longo de 30 anos, destinados à ampliação da capacidade das rodovias, à melhoria da segurança viária e à modernização da infraestrutura e dos serviços prestados aos usuários.

Entre as principais intervenções previstas no projeto estão a duplicação de cerca de 238 quilômetros de rodovias, a implantação de faixas adicionais e terceiras faixas em trechos de maior demanda, a construção e readequação de interseções, viadutos e dispositivos de acesso, além da implantação de vias marginais em áreas urbanas e da construção de passarelas para pedestres.

O projeto também contempla a implantação de um Ponto de Parada e Descanso (PPD) voltado a motoristas profissionais, melhorias nos sistemas de drenagem, sinalização e segurança viária, bem como a ampliação da estrutura de atendimento ao usuário, incluindo serviços de socorro mecânico, atendimento médico e monitoramento da rodovia.

NAVAL

Valor - SP   25/03/2026

Teerã diz a países membros da Organização Marítima Internacional que embarcações devem coordenar passagem pela via estratégica

O Irã enviou uma carta aos países membros da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) informando que “embarcações não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz “em coordenação com as autoridades iranianas”.

Na carta, distribuída entre os membros da IMO nesta terça-feira (24) e compartilhada com o Financial Times, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã adotou “medidas necessárias e proporcionais para impedir que agressores e seus apoiadores explorem o Estreito de Ormuz para avançar operações hostis contra o Irã”.

A via marítima estratégica está, na prática, fechada para quase todas as embarcações desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Antes disso, cerca de um quinto do petróleo mundial passava pelo estreito, além da maior parte das cargas e navios porta-contêineres que abastecem os países do Golfo Pérsico.

Cerca de 3.200 embarcações estão retidas no Golfo, evitando o risco de atravessar o estreito, que tem apenas 21 milhas náuticas em seu ponto mais estreito. Pelo menos 22 navios foram atingidos pelo Irã desde o início do conflito.

A IMO, órgão das Nações Unidas responsável por estabelecer normas internacionais para o transporte marítimo, realizou uma reunião emergencial de seus membros na semana passada para tratar da crise. A entidade negocia a criação de um corredor humanitário para permitir que embarcações com suprimentos em níveis críticos deixem o Golfo.

Nos últimos dias, dados de rastreamento marítimo indicam que o Irã tem permitido a passagem de um número limitado de navios por uma rota dentro de suas águas territoriais. Analistas avaliam que esse trajeto possibilita às autoridades iranianas verificar a identidade das embarcações antes de autorizar o trânsito.

Alguns navios chegaram a pagar até US$2 milhões ao Irã para garantir passagem segura pelo Golfo, segundo a Lloyd’s List Intelligence e uma fonte com conhecimento da situação.

“Todos os governos deveriam agir e tentar ajudar a resolver essa situação”, afirmou SV Anchan, diretor-executivo da Safesea Group, sediada nos EUA, cujo navio Safesea Vishnu foi atacado em 11 de março e agora é considerado “irrecuperável”. Teerã afirmou na carta que embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, assim como “outros participantes da agressão, não se qualificam para passagem inocente ou não hostil.”

Novo ‘normal’

Não há sinais de que o Irã pretenda abrir mão de sua influência sobre a via marítima, apesar das ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump. Autoridades e políticos iranianos indicaram que não haverá retorno ao cenário pré-guerra no Estreito de Ormuz, mesmo que o conflito atual chegue ao fim.

O parlamento iraniano prepara a introdução de novas regras para o tráfego no estreito, segundo o deputado Mansour Alimardani. A proposta ainda está em estágio inicial e precisa passar pela análise do departamento jurídico antes de ser apresentada aos parlamentares. Em seguida, dependerá de aprovação por maioria para se tornar lei.

“O Irã sempre adotou uma política de cooperação internacional no Estreito de Ormuz, mas a crescente pressão de sanções ilegais levou a República Islâmica a restringir temporariamente o tráfego de cargas para demonstrar sua capacidade de gerenciar o trânsito global de energia”, afirmou Alimardani à agência Mehr, em Teerã.

Ele explicou que o plano tem dois objetivos: “primeiro, responder às ações de países que apoiaram as sanções dos EUA contra o Irã; e, segundo, transferir transações do dólar americano para moedas alternativas”.

(Jamie John colaborou de Londres.)

Petro Notícias - SP   25/03/2026

A BR Offshore lançou a pedra fundamental de seu novo complexo logístico e industrial em Barra do Furado, empreendimento localizado entre os municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã. O projeto integra o Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado e mira atender à crescente demanda por serviços de apoio offshore, reciclagem de embarcações e, futuramente, à cadeia de energia eólica em alto-mar. Ricardo Vianna, presidente da BR Offshore, disse que o complexo prevê investimentos de até cerca de R$ 850 milhões ao longo de suas fases. O início das obras da primeira etapa está previsto para este ano, com conclusão total até 2028. “Um empreendimento desse tipo demanda a criação de toda uma linha de logística. Não é um investimento pontual, é um investimento relevante que trará a reboque toda uma cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços, e abrirá espaço para outras oportunidades industriais”, explicou Ricardo.

O presidente destacou ainda que hoje existe uma demanda mundial e é necessário estar preparado para atendê-la. “Essa é uma oportunidade ímpar para o Brasil, para o estado do Rio de Janeiro e para Barra do Furado. Quando começamos a olhar para isso, há cerca de três anos, vimos o potencial da região: de frente para a Bacia de Campos, que volta a crescer, e com perspectivas muito concretas para a eólica offshore. O norte do estado reúne condições ideais, com ventos consistentes e proximidade com os centros de carga, o que nos coloca na posição certa para desenvolver essa cadeia. A reciclagem de embarcações é parte central disso. Não se trata apenas de desmantelar, mas de recuperar esse aço, que volta para a indústria siderúrgica brasileira, contribuindo para a descarbonização e para a transição energética. O Brasil já tem um dos aços com menor emissão de carbono e, com a reciclagem, conseguimos avançar ainda mais nesse processo“, relatou.

A expectativa é de geração de até 800 empregos diretos e aproximadamente 3.200 indiretos quando o complexo estiver em operação. O empreendimento abrigará uma instalação de reciclagem de embarcações projetada de acordo com normas nacionais e internacionais de desmantelamento naval, além de uma base de apoio offshore voltada ao segmento de óleo e gás (O&G). A estrutura também estará preparada para atender à demanda das usinas eólicas offshore, cujos leilões devem avançar após a regulamentação da Lei Federal nº 15.097, que disciplina o aproveitamento do potencial energético offshore no país. Localizado em posição estratégica, de frente para as principais plataformas da Bacia de Campos, o complexo surge em um momento de expansão das atividades de descomissionamento e reciclagem de embarcações no Brasil.

A Petrobrás prevê investimentos de até US$ 9,9 bilhões nos próximos cinco anos em descomissionamento e reciclagem de sistemas de exploração de O&G, com destaque para unidades instaladas na Bacia de Campos. No cenário global, projeções indicam que cerca de 2.800 embarcações deverão ser recicladas até 2035, quase o dobro do volume estimado para 2026, o que reforça a demanda por novas instalações especializadas. Nesse contexto, o Brasil pode se consolidar como um hub relevante de reciclagem de embarcações em escala global.

PETROLÍFERO

Valor - SP   25/03/2026

Na véspera, os preços da commodity caíram mais de 10% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que vai interromper por cinco dias ataques à infraestrutura de energia do Irã

Os preços do petróleo registravam alta de 2% nesta terça-feira, com o aumento dos riscos de escalada nas tensões no Oriente Médio após relatos de envolvimento de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, enquanto o fluxo pelo estratégico Estreito de Ormuz segue comprometido. Nesta segunda-feira (23), os preços da commodity caíram mais de 10% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que vai interromper por cinco dias ataques à infraestrutura de energia do Irã.

Perto das 15h, o contrato do Brent (referência mundial) com vencimento em maio subia 4,66%, a US$ 104,59 por barril, e o WTI (referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês registrava alta de 5,36%, a US$ 92,85 por barril.

Os preços do petróleo registraram uma das maiores oscilações intradiárias da história na segunda-feira, diz o ING, em nota. O Brent fechou abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 11 de março. “Os preços se recuperaram ainda mais desde então, subindo para perto de US$ 103 nesta manhã, em meio a relatos de que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos tomaram medidas para se juntar ao conflito, aumentando o risco de escalada.”

Além disso, na China, a petrolífera estatal Sinopec reduziu em 5% sua operação em março para preservar petróleo e priorizar o abastecimento interno diante das interrupções no Oriente Médio, enquanto Pequim reforçou controles de exportação e limitou altas de preços, destaca o ING. A empresa afirma ter estoques suficientes para sustentar os níveis atuais por até dois meses e prevê novos ajustes nos próximos meses.

Investing - SP   25/03/2026

A norueguesa Equinor iniciou nesta terça-feira a campanha de perfuração de poços produtores e injetores do projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, em um passo crucial para viabilizar o início da produção em 2028, quando o ativo deverá suprir 15% da demanda brasileira de gás natural.

O marco se dá enquanto a petroleira intensifica estudos exploratórios no chamado Sul da Bacia de Santos, onde já planeja um poço para 2027 e está otimista com a abertura de uma nova fronteira mais ao sul da importante bacia petrolífera, disse a presidente da companhia no Brasil, Veronica Coelho, em entrevista à Reuters.

O início da campanha em Raia, que ainda não havia sido publicado, contará com o navio-sonda Valaris DS17 e inclui a perfuração de seis poços, em duas etapas -- quatro conectados inicialmente, seguidos de dois adicionais, disse Coelho. Ao todo, serão quatro poços produtores, um injetor e um flexível, que poderá atuar como produtor ou injetor.

Será o segundo empreendimento de grande porte a ser desenvolvido por uma empresa estrangeira como operadora no pré-sal brasileiro, segmento amplamente liderado pela Petrobras, que geralmente conta as pares como parceiras coadjuvantes.

O primeiro também foi da Equinor, com o início da produção do campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, no ano passado, cuja produção ainda está restrita a dois poços e seguirá em crescimento.

"Somos muito orgulhosos de ser a primeira empresa IOC (sigla em inglês para petroleira internacional) que desenvolve um projeto de pré-sal; e agora dois", disse Coelho, ao receber a Reuters no escritório da empresa no Rio de Janeiro, acrescentando que "o Brasil é hoje o país, depois da Noruega, onde mais investimos".

Coelho evitou comentar impactos da escalada de conflitos no Oriente Médio ou das medidas do governo brasileiro para conter alta de combustíveis, incluindo uma nova taxa de exportação de petróleo. Ela afirmou que o Brasil é um "verdadeiro microcosmo" da estratégia global da companhia em um único país, com reservas de óleo e gás de classe mundial e abundantes recursos climáticos para energias renováveis.

Ainda assim, ressaltou que o Brasil compete com outros países dentro do portfólio internacional da Equinor. "Investimentos de grande porte, como os nossos, exigem previsibilidade, estabilidade e pleno respeito aos contratos. Estamos avaliando os impactos da recente medida (do governo) e mantendo diálogo com a indústria, o Congresso e representantes do governo", afirmou.

Com cerca de US$9 bilhões de investimentos, Raia terá capacidade de produzir diariamente de 16 milhões de metros cúbicos de gás e cerca de 126 mil barris de líquidos, entre óleo e condensado.

A Equinor é a operadora de Raia, com 35% de participação, e tem como parceiras no projeto a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%). O projeto possui reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente.

O empreendimento inclui um navio-plataforma de produção de óleo e gás em construção pela Modec, que deve deixar o estaleiro Cosco, na China, no início de 2027. A embarcação do tipo FPSO utilizará ciclo combinado para geração de energia e contará com processamento offshore de gás, permitindo emissões estimadas abaixo de 6 kg de CO‚ por barril, frente a uma média global de cerca de 17 kg, segundo Coelho.

Raia contará ainda com um gasoduto de 200 km até Macaé (RJ). "É a primeira vez que um gasoduto desse tamanho é fabricado praticamente só com aço brasileiro", afirmou. A parte terrestre da infraestrutura será conectada à rede de transporte de gás da NTS, próxima ao terminal de Cabiúnas.

EXPLORAÇÃO NO SUL DE SANTOS

Além de Raia, a Equinor intensifica sua atuação no Sul da Bacia de Santos, considerada uma nova fronteira promissora. A empresa se prepara para perfurar um poço exploratório no bloco S-M-1378 em 2027 e avalia a perfuração no bloco S-M-1617, a cerca de 60 km de distância.

"Em nenhum dos dois (blocos) a gente tem compromisso de poço, compromisso de programa exploratório mínimo, mas a gente está, de qualquer maneira, trabalhando com interpretação de dados sísmicos e preparando para perfurar o primeiro no 1378, ano que vem... é um sinal concreto do nosso otimismo", afirmou.

O interesse é reforçado por uma descoberta recente da BP no bloco Bumerangue. "Temos um vizinho inglês ali, que está celebrando muito a descoberta deles, vizinho da nossa licença, e a gente está feliz com a descoberta deles também", afirmou Coelho, destacando que o avanço pode consolidar uma nova área do pré-sal mais ao sul de Santos.

A executiva ressaltou ainda que a estratégia da Equinor tem sido maximizar valor em regiões onde já atua.

A empresa também adquiriu blocos próximos de Raia, sendo Itaimbezinho (100% Equinor) e Jaspe (operado pela Petrobras). "Se Jaspe for um novo desenvolvimento greenfield, com uma nova planta de produção, a gente já consegue otimizações ali também, mesmo sendo operado pela Petrobras. E se não for volume suficiente para ser um novo FPSO... a gente consegue otimização através de tiebacks e conexão com a planta já instalada", afirmou.

CNN Brasil - SP   25/03/2026

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (24) que a Petrobras discutirá, no próximo mês, uma possível parceria com a Pemex em visita ao México, após o governo do Brasoç sugerir projetos conjuntos no Golfo do México.

Sheinbaum acrescentou, durante coletiva de imprensa, que ainda está avaliando a oferta apresentada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem como objetivo ajudar a Pemex com projetos de petróleo em águas profundas, onde a empresa mexicana tem menos experiência.

"A Petrobras se tornou altamente especializada em operações em águas profundas, por isso ele sugeriu que formássemos uma parceria, mas ainda não decidimos", declarou Sheinbaum. A Petrobras opera no Golfo por meio de uma joint venture com a Murphy Exploration & Production.

Há anos, a Pemex tem como objetivo dar início a grandes projetos no Golfo para compensar o declínio dos campos offshore mais antigos. Os projetos incluem Zama, um campo de águas rasas que está prestes a se tornar um campo de águas profundas; Trion, um campo de águas ultraprofundas; e Lakach, um campo de gás natural em águas profundas.

A Petrobras enviará a presidente, Magda Chambriard, para se reunir com o presidente da Pemex e integrantes do governo, compartilhou Sheinbaum, acrescentando que ela planeja se reunir também com a executiva.

Na sexta-feira (20), Lula disse que havia ligado para Sheinbaum e enfatizou que "a Pemex poderia obter uma grande ajuda da Petrobras".

A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Sheinbaum.

A Pemex tem duas parcerias com empresas privadas na produção de petróleo em águas profundas, parte de sua meta de aumentar a produção. O México também está buscando parcerias para a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, sinalizou Sheinbaum nesta terça-feira (24).

AGRÍCOLA

Automotive Business - SP   25/03/2026

Quase um parque de diversões de máquinas e de tecnologias para o agronegócio. Essa é a mensagem que a Casa John Deere montada em Viracopos (SP) quer passar e fortalecer.

No complexo de 40 mil m², ao lado do seu Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul, a John Deere não quer fazer apenas uma exposição de máquinas agrícolas e de construção. A montadora quer tentar transmitir uma imagem de valor a longo prazo para seus clientes batendo na tecla da tecnologia.
John Deere recorre a telas para passar imagem de tecnologia

Tanto que, para embalar esse tema, é preciso antes de tudo aparentar. Para isso, tome painéis de LEDs: são mais de 500 m² de telas. Destaque para uma instalação principal, com efeitos 4D e promessa de experiências imersivas.

Ao mesmo tempo, a Casa John Deere acena com mais de 500 horas de conteúdo. Tudo para fixar no seu público-alvo a questão e a importância da tecnologia no campo.

Por isso, temas como inteligência artificial, conectividade e uso de dados estão no foco da comunicação da John Deere com seu público-alvo. O que pode, a longo prazo, resolver o gargalo de mão-de-obra no campo, concentrado principalmente na operação.

Tem menos gente trabalhando na produção e está faltando mais mão-de-obra, então, se trata de como preparar o produtor para essa tecnologia e a evolução para adotar essa tecnologia, explica Rodrigo Bonato, vice-presidente de vendas e marketing da John Deere para a América Latina.
Parceria com Elon Musk

Entre as tecnologias enaltecidas, a parceria com a Space X aquela mesma, do tio Elon Musk -, que, segundo a John Deere, permite conexão com máquinas em qualquer parte do mundo. E o sistema de conectividade e coleta de dados JD Link Booster, com antenas mais compactas.

A companhia também fez questão de valorizar o See & Spray, sistema opcional para a série de pulverizadores 400R. O dispositivo de aplicação automática e seletiva promete só jogar defensivos agrícolas onde há presença real de plantas daninhas.

Além do seu centro de pesquisa e desenvolvimento, em Indaiatuba (SP), inaugurado no fim de 2024, o primeiro da empresa na América do Sul.
Nova linha de produtos

Só que, além da parafernália tecnológica, um parque de diversões tem de ter as máquinas também. Ao todo, 20 novidades estarão em demonstrações na área externa da Casa John Deere.

Tratores, pulverizadores, colheitadeiras, plantadeiras e máquinas da linha amarela estão lá. Alguns produtos são lançamentos globais, outros também feitos no Brasil e todos com a opção do sistema JD Link Booster.

De acordo com a John Deere, o portfólio abrange várias etapas da produção rural. Desde preparo do solo e plantio até a colheita. Confira agora alguma das novidades da montadora que estarão expostos durante a ação.
Trator 8R

Na parte de tratores, a empresa mostra a nova série de alta potência 8R nas variantes 440, 490 e 540 e até 634 cv, equipadas com transmissão elétrica EVT.

1200 FT

A gama de plantadeiras 1200 FT, voltada para pequenas e médias propriedades, tem configurações de 12 a 17 linhas e oferece estrutura transportável, ou seja promete mais rapidez nos deslocamentos.

Série 400R

Fabricados em Catalão, Goiás, os pulverizadores 430R, 440R e 400R ND ganharam suspensão, rodado e arquitetura eletrônica novos, com motores de 285 a 300 cv. A remodelada barra de 40 metros pode receber novas câmeras e o sistema see spray de aplicação seletiva, conforme cultura.

Linha CR

A John Deere também mostra nova plataforma de milho CR, feita em Horizontina (SP). A família é vendida em versões de 12 a 27 linhas e integrada às novas colheitadeiras S5, S7 e X9.

Trator a etanol

A marca aproveitou para mostrar o seu protótipo de trator a etanol que está em testes de campo há mais de um ano e meio AB vai detalhar em breve o desenvolvimento deste trator em outra reportagem.

 

Cultivar - RS   25/03/2026

A Massey Ferguson participa da 24ª Expoagro Afubra, realizada de 24 a 27 de março de 2026, em Rio Pardo (RS), com a apresentação de soluções voltadas às necessidades do pequeno e médio produtor rural. Entre os destaques estão os tratores da série MF 4300 e a nova linha MF 5M.

Desenvolvida para atender à demanda por versatilidade nas operações do dia a dia, a série MF 4300 é indicada para atividades como transporte, preparo de solo e roçada. Os modelos são equipados com motor AGCO Power de três cilindros, projetado para oferecer mecânica simplificada e economia de combustível de até 10%.

Com potência entre 57 e 80 cavalos e capacidade de levante de até 2.500 kg, a linha busca facilitar a rotina de manutenção no campo. Os tratores da série também são elegíveis ao Programa Mais Alimentos, linha de crédito do Governo Federal destinada ao financiamento da agricultura familiar.

Para produtores que demandam maior capacidade operacional, a nova série MF 5M reúne modelos de 105 cv a 145 cv de potência. Voltado para o cultivo de grãos, cana, pecuária e arroz, o MF 5M possui versões mais simples, focadas em robustez e custo-benefício, ou configurações completas, com alta tecnologia embarcada.

Um dos principais destaques é o modelo MF 5M.105, que passa a contar com motor AGCO Power de quatro cilindros, oferecendo mais desempenho e eficiência em relação ao modelo anterior de três cilindros. A série mantém a transmissão 12x12, reconhecida como uma das melhores escalas da categoria, com opções de reversor mecânico ou Power Shuttle para quem busca mais conforto operacional e nos modelos plataformado ou cabinado.

O design segue o padrão global, o mesmo aplicado nas séries MF 8S e MF 9S, com capô em linhas mais modernas, iluminação 100% em LED, cabine em tom cinza e comandos ergonômicos. Em conectividade, o MF 5M incorpora o MF Guide, mesmo sistema de piloto automático utilizado em tratores de alta potência da marca, além do MF Connect para telemetria e monitoramento remoto. O modelo também forma conjunto ideal em combo como a plantadeira MF 500.

Para facilitar a aquisição das máquinas agrícolas, a marca oferece condições especiais de financiamento por meio do AGCO Finance, banco de fábrica da Massey Ferguson. Além disso, o Consórcio Nacional Massey Ferguson possibilita a compra planejada de maquinários, sem juros e com prazos de até 120 meses.

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