Diário do Comércio - MG 23/01/2026
O setor de distribuição de aços planos no Brasil avalia que os reajustes anunciados pelas usinas devem ser repassados aos clientes de forma gradual. O aumento, divulgado para janeiro, provocou uma antecipação de compras, o que elevou os estoques das distribuidoras acima da média histórica. A expectativa do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) é de que os preços fiquem cerca de 12% superiores aos praticados em 2025.
"As usinas garantiram que implantaram o aumento para todo mundo. Nós é que não estamos conseguindo implantar o aumento para os nossos clientes, estamos implantando parcialmente, porque o nosso estoque dos distribuidores está muito alto. O anúncio de preço para janeiro fez com que houvesse uma antecipação muito grande, uma compra maior do que seria normal", explica o presidente executivo da Inda, Carlos Jorge Loureiro.
O estoque das distribuidoras cresceu cerca de 50 mil toneladas, passando de 1,08 milhão para 1,13 milhão de toneladas. "Apesar de dezembro ser um mês em que os estoques costumam aumentar, esse nível está acima do padrão. O normal seria algo em torno de 3,7 a 3,8 vezes o giro. Chegar a 4,5 vezes é muito elevado e está bem acima do que seria desejável", afirma Loureiro.
Um novo reajuste pode ocorrer no fim de fevereiro, segundo o executivo, mas a decisão está condicionada a uma reunião do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), que deve discutir as acusações de dumping feitas pelas siderúrgicas brasileiras contra a China.
A possibilidade de novo aumento também é vista como uma forma de pressionar as distribuidoras a anteciparem novas compras antes de um eventual reajuste adicional.
Um dos argumentos que embasam a acusação de dumping é a evolução dos preços do laminado a quente entre 14 de dezembro e 14 de janeiro. Nos Estados Unidos, o aumento foi de US$ 38 por tonelada, chegando a US$ 983. Na Europa, a alta foi de US$ 23, com a tonelada custando US$ 735. Já na China, a variação foi de apenas US$ 2, com o produto passando a US$ 405 por tonelada – valor bem abaixo da média mundial, de US$ 458.
A expectativa de redução nas importações de aço no segundo semestre pode contribuir para um desempenho melhor nos últimos seis meses do ano. Segundo o executivo, as importações podem recuar entre 15% e 20%. Ainda assim, o setor não prevê crescimento expressivo.
Aumento do aço importado na produção de planos
Os aços planos importados representaram 29,5% do total consumido no Brasil em 2025, percentual superior ao registrado em 2024 (22,5%) e em 2023 (23,4%), atingindo o maior patamar dos últimos dez anos.
Levantamento do Inda mostra que, na última década, as importações de aços planos cresceram 111%. Em 2015, foram importadas 1,579 milhão de toneladas, volume que saltou para 3,329 milhões de toneladas em 2025. Esse movimento se intensificou a partir de 2021, quando, pela primeira vez, as importações superaram 2 milhões de toneladas no período analisado.
A China segue como principal fornecedora do produto ao mercado brasileiro, com mais de 2,3 milhões de toneladas vendidas em 2025. Em seguida aparecem a Coreia do Sul, com quase 650 mil toneladas, e o Egito, com 141 mil toneladas.
"A China cresceu 0,6%, mas o grande destaque foi a Coreia do Sul, com crescimento de 380% nas exportações para o Brasil em relação ao ano anterior. O Egito também teve alta expressiva, de 240%", destaca Loureiro.
Exportação variou 22,8% de 2024 a 2025
Infomoney - SP 23/01/2026
A bolsa paulista experimentou uma nova sessão de recordes nesta quinta-feira, com o Ibovespa aproximando-se da marca inédita de 178 mil pontos no melhor momento, com bancos entre os principais suportes, enquanto as ações brasileiras seguem beneficiadas pelo movimento global de realocação de recursos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,2%, a 175.589,35 pontos. Na máxima, chegou a 177.741,56 pontos, após superar pela primeira vez as marcas de 172 mil, 173 mil, 174 mil, 175 mil, 176 mil e 177 mil. Na mínima, na abertura, marcou 171.817,23 pontos.
O pregão registrou um volume financeiro expressivo novamente, somando R$44,1 bilhões – contra uma média diária de R$30 bilhões no ano e de R$24 bilhões em 2025.
Dados da B3 corroboram a percepção do fluxo de capital externo para a bolsa, com um saldo positivo de quase R$8,8 bilhões em janeiro até o último dia 20.
Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,55%, com agentes financeiros repercutindo também dados que destacaram a resiliência econômica norte-americana. Na Europa, o STOXX 600 avançou 1,03%.
Destaques
ITAÚ UNIBANCO PN avançou 3,38%, registrando novas máximas, com o setor mais uma vez entre os principais suportes positivos. BRADESCO PN subiu 2,73%, SANTANDER BRASIL UNIT fechou com elevação de 1,68% e BTG PACTUAL UNIT registrou alta de 1%, todos renovando recordes de fechamento. Entre os bancos do Ibovespa, BANCO DO BRASIL ON foi destaque, com salto de 4,69%, mas ainda distante dos topos de maio do ano passado. O Conselho Monetário Nacional também aprovou nesta quinta-feira, conforme divulgado após o fechamento, alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para proteção aos depositantes.
VALE ON subiu 0,58%, também renovando máximas. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com variação negativa de 0,06%. No setor, USIMINAS PNA avançou 0,96%, GERDAU PN subiu 2,3%, CSN ON fechou com acréscimo de 1,81% e CSN MINERAÇÃO ON ganhou 1,39%. De acordo com o Inda, após terem repassado aumentos de preços de 5% a 8% aos distribuidores de aços planos em janeiro, as usinas estão indicando novos reajustes, de mesma intensidade, em fevereiro.
Terra – SP 23/01/2026
As vendas de aços planos por distribuidores no Brasil este ano devem subir 1,5%, o terceiro ano seguido de fraco crescimento, com um desempenho melhor no segundo semestre ante a primeira metade do ano, afirmou a associação que representa o setor, Inda, nesta quinta-feira.
"O crescimento do ano (2025) foi muito fraco. Prevíamos 1,5% (de alta) e cresceu 1,3%", afirmou o presidente do Inda, Carlos Loureiro, nesta quinta-feira ao comentar o volume de 3,89 milhões de toneladas vendidas por distribuidores no ano passado. "Foram dois anos muito fracos, 1,1% em 2024 e agora 1,3%", acrescentou, citando como fator de pressão a importação de aço em grandes volumes pelo Brasil.
A venda dos distribuidores de aço plano em dezembro caiu 20,4% ante novembro e recuou 0,4% na comparação anual, para 248,3 mil toneladas. Para janeiro, a expectativa é de expansão de 15% ante o mês anterior, para 285,6 mil toneladas, mas isso representa uma queda de 10,8% na comparação com janeiro de 2025.
E depois de terem repassado aumentos de preços de 5% a 8% aos distribuidores em janeiro, as usinas estão indicando novos reajustes, de mesma intensidade, em fevereiro, disse Loureiro.
Mas a força de imposição deste segundo reajuste, disse o presidente do Inda, dependerá da decisão do governo de adotar ou não neste mês medidas antidumping contra importações de aço laminado a frio.
"O assunto do antidumping está sendo uma ameaça, mas não uma realidade", disse Loureiro, citando que desde o final do ano passado o setor siderúrgico tem aguardado as medidas de defesa comercial pelo governo, expectativa que em parte ajudou nas compras dos distribuidores em dezembro, que subiram 5,7% ante um ano antes.
"Todas as usinas garantiram que implantaram o aumento para todo mundo...Nós (distribuidores) é que não conseguimos implantar (aos clientes)", disse Loureiro, citando que, com isso, o estoque dos distribuidores terminou 2025 em nível "muito alto": a 1,129 milhão de toneladas, 11,4% acima do final de 2024 e equivalente a 4,5 meses de vendas.
O Tempo - MG 28/01/2026
A indústria siderúrgica brasileira acompanha em compasso de espera a definição de novas medidas contra a importação de aço da China. As empresas do setor suspenderam investimentos em expansão reivindicando na capacidade e produtiva que o governo federal adota mecanismos de defesa comercial mais eficazes do que o sistema cota-tarifário.
O sistema foi criado pela União em 2024 e combina taxas de 25% com cotas de importação para 25 produtos de aço classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), mas não conseguiu impedir o crescimento do aço importado no mercado nacional.
De acordo com o Instituto Aço Brasil, as importações de aço no mercado brasileiro seguirão em expansão em 2025, com a entrada de 6,4 milhões de toneladas. Desse volume, 5,7 milhões de toneladas foram de laminados, um salto de 20,5% em comparação ao ano anterior. A importação de produtos laminados alcançou o maior volume em 15 anos.
Atualmente, o volume de laminados de aço que entra no país é 168% superior à média das importações entre 2000 e 2019, de 2,2 milhões de toneladas. Esse crescimento levou a uma expansão de importações para 21%, antes do patamar histórico de 9,7%.
Consequentemente, a produção brasileira de aço bruto alcançou 33,3 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 1,6% frente ao ano anterior, segundo o Instituto.
O Aço Brasil afirma que a atual expansão de importações é "inaceitável" e que a concorrência com uma competição considerada predatória no comércio mundial do aço já envolveu o fechamento de 5 mil vagas de emprego e o corte de R$ 2,5 bilhões em investimentos no setor.
Para o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço do Brasil (Inda), Carlos Loureiro, a alíquota do sistema cota-tarifa não tem sido eficaz para impedir uma inundação de aço chinês no país, que já sofre o impacto de uma alta taxa básica de juros (Selic), que inibe investimentos.
"Se não vier nada com relação ao dumping, nós vamos ter de novo mais um ano perdido. O sistema cota-tarifa não funcionou para nada, porque 25% não é seguro nada da China. Da China tem que vir muito mais que 25%", declarou.
O CEO da Aperam South América, Rodrigo Villela, destacou que a empresa tem investimentos importantes para serem feitos no Brasil, como a ampliação da capacidade da usina siderúrgica de Timóteo, no Vale do Aço, mas que estão os planos estão "absolutamente suspensos" por conta do cenário com a concorrência contra o aço importado chinês.
A retomada dos investimentos passará pelos movimentos do ambiente de negócios brasileiro, afirmou, em um cenário que hoje desafia a indústria instalada no Brasil. Villela apontou que o crescimento das atuais é mais do que o dobro do crescimento do mercado brasileiro de aço inoxidável e o cenário não é muito diferente também na linha de aços elétricos.
Diário do Comércio - MG 05/01/2026
A siderurgia brasileira encerra 2025 pressionada pelo avanço das importações, com perdas de margem, paralisação de operações, redução de investimentos e demissões. O setor entra em 2026 à espera de medidas capazes de reverter esse quadro, que se arrasta há anos.
Dados do Instituto Aço Brasil mostram que entre 2021 e 2022, os desembarques de laminados diminuíram de 4 milhões de toneladas (Mt), para 3,1 Mt, mas, desde então, a curva foi crescente. Em 2025, o volume deve atingir 5,7 Mt, o maior patamar desde 2010 (5,8 Mt) e que representará um aumento de 20,5% em relação a 2024 (4,8 Mt).
No recorte de janeiro até novembro de 2025, o País importou 5,4 Mt de aço laminado, alta interanual de 20,2%. Por impacto desse cenário, as siderúrgicas cancelaram R$ 2,5 bilhões em aportes no mercado brasileiro, desligaram 5.100 funcionários e paralisaram quatro altos-fornos, uma aciaria e cinco usinas semi-integradas (mini mills).
Além disso, o Ebitda trimestral das associadas da entidade recuou 51,7% no terceiro trimestre deste ano em comparação ao registrado no quarto trimestre do exercício passado. Nesse mesmo confronto, a margem Ebitda caiu 7,7 pontos percentuais.
Conforme ressalta o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau, entre as empresas, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) são as que mais sofrem com as importações, porque os aços planos laminados predominam nos desembarques. Já a Gerdau é relativamente menos afetada, por ter menor foco nesse segmento e maior atuação em aços longos.
CNN Brasil - SP 20/01/2026
A produção do setor siderúrgico brasileiro registrou queda de 1,9% em dezembro na comparação com o mesmo período do ano anterior, somando 2,559 milhões de toneladas, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela entidade que representa as usinas, Aço Brasil.
Enquanto isso, as vendas de aço no mercado interno foram de 1,592 milhão de toneladas, alta de 2,5% na comparação anual.
As exportações avançaram 64,8% em dezembro na base anual, somando 1,2 milhão de toneladas. Por sua vez, as importações registraram alta de 16,2% no período, acumulando 383 mil toneladas.
No acumulado de 2025, a produção teve queda de 1,6%, a 33,3 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas mostraram recuo de 0,4%, a 21,2 milhões de toneladas.
Diário do Comércio - MG 20/01/2026
Em 2025, o Brasil registrou a importação de 5,7 milhões de toneladas de aço laminado, o que representa o maior volume em 15 anos – em 2010, chegou a 5,8 milhões de toneladas. Na comparação com 2024, o ingresso desses produtos cresceu 20,5%.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Aço Brasil. Os resultados vão ao encontro das projeções que a entidade informou à imprensa em dezembro.
Ao somar laminados e semiacabados, o mercado brasileiro importou 6,4 milhões de toneladas de aço no ano passado. Nesse caso, o acréscimo anual foi de 7,4%.
China é líder nas vendas
Acusada pelo setor de práticas predatórias, a China liderou as vendas para o Brasil, com quatro milhões de toneladas de aço, ou 61,9%. As exportações do gigante asiático subiram 19,1% e a participação no total importado, cresceram 6,1 pontos percentuais (p.p.).
Outro país da Ásia que se destacou, ocupando a segunda posição do ranking de fornecedores, foi a Coreia do Sul, com o envio de 732,36 mil toneladas, ou 11,4%. Os embarques dos sul-coreanos aumentaram 237,3%, enquanto a participação avançou 7,8 p.p.
Em contrapartida, a quantidade de aço enviado pela Europa ao Brasil retraiu 59,8%, totalizando 525,8 mil toneladas, e a participação dos europeus caiu 13,8 p.p, para 8,2%.
Dentro do continente, a União Europeia vendeu 394,7 mil toneladas, ou 6,2%; outros países, 131 mil toneladas, ou 2%; a Rússia, 74,5 mil toneladas, ou 1,2%; e a Turquia, 53,6 mil toneladas, ou 0,8%. Os volumes recuaram 25,1%, 83,2%, 89,6% e 11,5%, respectivamente. Já as participações diminuíram 2,6 p,p, 11,1 p.p., 10,9 p.p. e 0,2 p.p.
Dados de dezembro
No recorte do mês de dezembro do ano passado, os resultados também foram negativos. O Brasil importou 383 mil toneladas de produtos de aço, volume 16,4% maior que o observado no mesmo período do ano imediatamente anterior. Excluindo semiacabados, somente de laminados foram 368 mil toneladas, alta de 24,7%.
Nesse comparativo, a China enviou 230 mil toneladas (60,1% do total importado) e a Coreia do Sul, 67 mil toneladas (17,5%). Os chineses aumentaram os embarques em 0,7%, mas perderam 9,3 p.p. de participação, enquanto os sul-coreanos expandiram as vendas em 521,6% e ganharam 17,5 p.p. de participação. Já a Europa exportou 36,4 mil toneladas (9,5%) e teve recuos tanto na quantidade, de 13,7%, quanto em participação, de 3,3 p.p.
Valor - SP 20/01/2026
Exportações tiveram aumento de 14,7%, para 10,9 milhões de toneladas, conforme o Instituto Aço Brasil
A produção de aço bruto no Brasil recuou 1,6% em 2025 na comparação com o ano anterior, para 33,3 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil. As vendas internas de aço no ano passado recuaram 0,4%, conforme os dados do instituto divulgados nesta segunda-feira (19), para 21,2 milhões de toneladas.
As importações de aço fecharam o ano de 2025 com aumento de 7,4% em relação ao ano anterior, para 6,4 milhões de toneladas. As exportações também tiveram aumento, de 14,7%, para 10,9 milhões de toneladas, conforme o Aço Brasil.
A utilização da capacidade instalada do país recuou 1,1 ponto percentual em 2025, para 65,4%.
Dados de dezembro
No mês de dezembro, a produção de aço bruto recuou 1,9% em relação a igual mês do ano anterior, para 2,5 milhões de toneladas.
As vendas internas em dezembro aumentaram 2,5%, para 1,5 milhão de toneladas. A utilização da capacidade instalada recuou 1,2 ponto percentual no mês, para 60,3%.
As importações aumentaram 16,2% no último mês de 2025, para 383 mil toneladas. Já as exportações subiram 64,8%, para 1,2 milhão de toneladas.
Valor - SP 27/01/2026
A produção de aço bruto dos Estados Unidos ultrapassou a do Japão em 2025 pela primeira vez em 26 anos, tornando o país o terceiro maior produtor mundial, atrás da China e da Índia. Esse resultado é fruto do aumento da produção decorrente das políticas tarifárias do presidente americano, Donald Trump, e do boom na construção de data centers de inteligência artificial.
A produção de aço bruto dos Estados Unidos em 2025 aumentou 3,1%, para 82 milhões de toneladas, o primeiro crescimento em dois anos, segundo a Associação Mundial do Aço. Essa foi a primeira vez que os Estados Unidos ultrapassaram o Japão desde 1999.
O crescimento se deve, em grande parte, às políticas tarifárias do governo Trump. Em março, os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos de aço e alumínio importados, elevando a taxa novamente para 50% em junho. Os fabricantes americanos, prevendo que o aço importado ficaria mais caro e a demanda por produtos nacionais aumentaria, impulsionaram a produção.
As tarifas elevaram os preços do aço nos Estados Unidos. Bobinas de aço laminado a quente, utilizadas na indústria manufatureira e em outros setores, estavam cotadas a US$ 983 por tonelada em 12 de janeiro, o maior valor desde que atingiram US$ 993 no fim de maio, segundo a empresa de pesquisa americana SteelBenchmarker.
Esse valor é o dobro do preço de exportação global e representa um aumento de 30% em relação a janeiro de 2025, quando Trump assumiu seu segundo mandato.
Os embarques de aço no mercado interno dos Estados Unidos em novembro aumentaram 5% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto Americano de Ferro e Aço.
A demanda por aço utilizado na construção de data centers e usinas de energia está crescendo, impulsionada pelo boom da inteligência artificial. Os gastos do setor privado com a construção de data centers mais que dobraram nos dois anos até janeiro de 2025, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
Infomoney - SP 30/01/2026
O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) divulgou na última quarta-feira (28) as decisões de sua 233ª reunião ordinária. Entre elas, o comitê aprovou aplicar uma taxa antidumping definitiva sobre as importações de aço pré pintado da China e da Índia, por um período de até cinco anos.
Embora a margem antidumping final ainda não tenha sido divulgada —o que deve ocorrer nos próximos dias —, o relatório técnico preliminar anterior apontou margens antidumping de 21,7% (ou US$ 210,85/tonelada) para as importações da Índia e de 31,9% a 46,9% (ou US$ 252,53 a US$ 329,87/tonelada) para os produtos chineses.
O comitê também aprovou o aumento das tarifas de importação de 10,8% (12,6% em alguns casos) para 25% sobre determinados produtos siderúrgicos, incluindo alguns laminados a quente, chapas para embalagens, chapas e bobinas de aço inoxidável e silício, além de fio máquina.
O Bradesco BBI aponta que esta é uma notícia positiva para as siderúrgicas. Com relação aos aumentos tarifários, as importações dos produtos afetados totalizaram 623 mil toneladas em 2025, representando aproximadamente 10% do total das importações de aço.
"Embora as medidas abranjam uma ampla gama de produtos —em sua maioria provenientes da China —, é razoável esperar que uma tarifa de 25% aproxime os preços domésticos do aço da paridade com o material importado (dos atuais 21% para cerca de 8%). Em última análise, isso tende a tornar as importações desses itens economicamente inviáveis e a dar suporte aos preços domésticos", avalia.
No que diz respeito às medidas antidumping, entre as siderúrgicas sob sua cobertura, apenas a CSN (CSNA3) possui exposição ao aço pré pintado (cerca de 10% das vendas).
Ainda assim, avalia o BBI, a decisão aumenta a probabilidade de aplicação de medidas para produtos CRC (fevereiro), galvanizados (março) e HRC (novembro).
O banco projeta impacto limitado nos preços domésticos caso essas medidas sejam implementadas. Para CRC e HRC, os volumes de importação visados nas petições já são bastante baixos; no caso da HRC, a participação da China nas importações caiu significativamente nos últimos meses. O efeito mais material tende a ser observado nos produtos galvanizados, segmento em que cerca de 30% da demanda doméstica é suprida por importações —quase integralmente originadas da China.
A estimativa é que uma variação de 1% nos preços domésticos equivale a aproximadamente 9% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Usiminas (USIM5), 2% da Gerdau (GGBR4) e 1% da CSN.
"Assim, embora reconheçamos que os anúncios são positivos para o setor siderúrgico, mantemos uma postura mais cautelosa. A penetração das importações já vem diminuindo nos últimos meses —em parte porque os volumes chineses foram reduzidos ou redirecionados para outros mercados —, o que limita o impacto potencial das medidas anunciadas", aponta. Além disso, conclui o banco, a dinâmica de demanda mais fraca, combinada com níveis elevados de estoques, deve restringir o espaço para uma recuperação mais expressiva dos preços no curto prazo.
Infomoney - SP 30/01/2026
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou nesta quarta-feira, 28, um conjunto de medidas de defesa comercial e realinhamento tarifário. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as medidas são destinadas a fortalecer a competitividade da indústria nacional.
Entre as medidas, o MDIC destacou a aplicação de direito antidumping definitivo, com vigência de cinco anos, às importações de aços pré-pintados provenientes da China e da Índia.
Ainda no setor siderúrgico, foi aprovada a elevação tarifária para mais nove NCMs do aço, por doze meses. As tarifas de importação desses produtos passaram para 25%.
Na reunião desta quarta, o colegiado também decidiu pela redução de imposto de vários produtos importados, entre eles um medicamento usado para tratamento de depressão e insumos essenciais à indústria química, têxtil e agropecuária. Todos passaram a ter alíquota de 0% de imposto de importação.
Foi aprovado ainda um realinhamento das alíquotas do Imposto de Importação (II) de bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT). "Esse realinhamento está de acordo com movimentos internacionais atuais nesses setores, com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e busca fortalecer a indústria nacional em áreas estratégicas, bem como a resiliência das respectivas cadeias produtivas", afirmou o MDIC.
A medida está direcionada para produtos que tenham fabricação no Brasil. Para o que não for produzido no território nacional, continua valendo a possibilidade de pedido de enquadramento no regime de ex-tarifário, que reduz ou mantém em zero as alíquotas de importação.
Para as NCMs que hoje possuem alíquota zero, mas não estão enquadradas em ex-tarifários, a medida passará a valer apenas a partir de 1º de março, para dar tempo para que os importadores peçam seu enquadramento no regime especial.
"Pedidos dessa natureza, para essas NCMs, terão o reconhecimento provisório do ex-tarifário, e, ao final do processo, que costuma durar 120 dias, será definido se o produto permanece ou não nessa condição", finalizou a pasta.
IstoÉ Dinheiro - SP 06/01/2026
O primeiro Boletim Focus de 2026 apresentou índices de estabilidade em três das quatro medianas projetadas pelo mercado financeiro. A única que apresentou variação em relação às últimas semanas de 2025 foi a relativa à expectativa de inflação projetada para o ano corrente, que variou dos 4,05% projetados na semana passada, para 4,06% segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.
A inflação oficial do país tem como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A variação de 0,01 ponto percentual apresentada neste boletim ocorre após uma sequência de oito estimativas seguidas de queda. Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 4,16% ao final de 2026.
Para os anos subsequentes, as projeções de inflação mantêm estabilidade há nove semanas, de 3,80% em 2027; e de 3,50% em 2028
Meta de inflação
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
A prévia da inflação oficial de dezembro ficou em 0,25%, resultado que faz o acumulado de 12 meses marcar 4,41%, dentro do limite da meta do governo.
Foi o segundo mês seguido com inflação acumulada dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 tinha baixado para 4,5%, depois de ter ficado fora do limite desde janeiro. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%.
Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
IstoÉ Dinheiro - SP 06/01/2026
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Há um mês, também estava em 12,25%. Considerando apenas as 39 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,13% para 12,0%.
No último dia 10, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas.
Na ata, o colegiado afirmou que "a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta".
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 47ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 9,75%. Há um mês, estava em 9,50%.
IstoÉ Dinheiro - SP 07/01/2026
Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.
Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.
Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.
Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.
Veja - SP 07/01/2026
Sacrificadas pelo tarifaço do presidente norte-americano, Donald Trump, as vendas de produtos brasileiros para os Estados Unidos, que vinham renovando recordes em anos anteriores, sofreram um freio brusco em 2025: as exportações daqui para lá caíram 6,6%, de 40,4 bilhões de dólares em 2024 para 37,7 bilhões de dólares em 2025.
Já as importações de lá para cá subiram 11%, para 45,2 bilhões de dólares. Com isso, a vantagem dos Estados Unidos no comércio com o Brasil, que é historicamente positiva para eles, se ampliou e chegou a 7,5 bilhões de dólares. Trata-se de um valor 26,5 vezes maior do que o déficit comercial que o Brasil teve com o mercado americano em 2024, quando essa diferença foi de 283 milhões de dólares, também negativa para o Brasil – ou seja, valor de tudo o que o Brasil importa dos EUA é maior do que tudo o que exporta para lá.
Os Estados Unidos são – e mesmo com o forte recuo, continuam a ser – o segundo maior comprador de produtos brasileiros, atrás apenas da China. Os chineses compram 28% de tudo o que o Brasil vende para o resto do mundo, enquanto os americanos ficaram com uma fatia de 10,8% em 2025. Em 2024, essa participação era de 12%.
As perdas no mercado americano, entretanto, não impediram as exportações brasileiras totais de continuarem crescendo. Elas avançaram 3,5% no ano passado e chegaram a 348 bilhões de dólares, o maior valor já registrado.
Depois de taxar as importações do mundo todo com uma tarifa mínima de 10% em seu grande anúncio de abril, o presidente Donald Trump, que tomou posse em janeiro passado, aplicou, em agosto, uma taxa adicional de 40% sobre boa parte das importações do Brasil. Com isso, diversos produtos brasileiros passaram a pagar 50% de tarifa para entrar nos EUA, recebendo uma das sanções mais altas do mundo. Após conversas com o presidente Lula, o tarifaço de 40% acabou sendo aliviado por Trump mais tarde.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, após os recuos de Trump, o Brasil tem agora 22% de sua pauta exportadora para os EUA ainda pagando a tarifa de 50%. No pior momento, em agosto, essa proporção chegou a 37%. A conta considera a participação dos valores exportados dos itens taxados.
"O presidente Lula tem com o presidente Trump um bom relacionamento. Eles tiveram vários encontros, as conversas avançaram e a nossa tarefa é avançar ainda mais", disse Alckmin em coletiva a jornalistas nesta terça-feira, 5. "O trabalho continua e vai ser acelerado para que esses 22% que ainda enfrentam a tarifa de 50% sejam reduzidos ainda mais", acrescentou
Veja - SP 13/01/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou em uma publicação em suas redes sociais, na noite desta segunda-feira 12, que vai impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações dos Estados Unidos vindas de países que comercializam com o Irã.
"Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre toda e qualquer atividade comercial realizada com os Estados Unidos da América", escreveu o republicano em seu perfil na rede Truth Social. "Esta ordem é final e definitiva". Não há, contudo, um anúncio oficial da Casa Branca, tanto quanto mais detalhes a respeito de como ou quando a nova sanção passaria a valer.
Se confirmado o anúncio nesses termos, o Brasil também deve ser atingido: embora seja um parceiro pequeno, o Irã compra cerca de 3 bilhões de dólares anualmente em produtos brasileiros, essencialmente itens primários do agronegócio.
Em 2025, As exportações do Brasil para o Irã somaram 2,9 bilhões de dólares em 2025, apenas 0,8% de tudo o que Brasil vendeu para o resto do mundo no ano passado. Em 2025, as exportações totais do Brasil somaram 349 bilhões de dólares, maior valor já registrado., de acordo com os dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Restrita, a pauta para o Irã inclui apenas três produtos: milho, soja e açúcar.
Já para os Estados Unidos, os embarques feitos pelo Brasil, e que passariam a pagar a nova taxa de 25% de Trump, são bem mais expressivos. Em 2025, mesmo tendo caído 6% com os efeitos do tarifaço, as exportações do Brasil para o país de Trump somaram 40,4 bilhões de reais, representando 11% do total. O país continua sendo o segundo principal destino das vendas brasileiras, atrás apenas da China.
Boa parte dos produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, porém, já estão sob a tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil, uma das cobranças mais altas dentre todas distribuídas pelo presidente americano aos seus parceiros comerciais.
Nas contas do Mdic, após os diversos recuos de Trump no tarifaço, o Brasil tem atualmente 22% de sua pauta exportadora para os EUA ainda pagando a tarifa de 50%. No pior momento, em agosto, essa proporção chegou a 37%. A conta considera a participação dos valores exportados dos itens taxados.
Também de acordo com o governo, 51% das exportações brasileiras aos Estados Unidos hoje estão com a tarifa padrão de 10%, aplicada por Trump a todos os parceiros, ou está entre os produtos que os Estados Unidos mantiveram isentos, como o petróleo. Outros 27% estão enquadrados na chamada Seção 232, a ação de Trump que aplicou tarifas específicas para produtos selecionados, e iguais em todo o mundo. Automóveis, aviões e siderurgia são algumas das indústrias nessa cesta.
Infomoney - SP 13/01/2026
A corrente de comércio entre Brasil e China, que vem crescendo na última década, fechou o ano passado com valor recorde de US$ 171 bilhões. As trocas entre os países – ou seja, a soma das exportações e das importações – cresceu 8,2% em 2025, em relação a 2024. O volume negociado foi mais que o dobro do comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do país, que movimentou US$ 83 bilhões no período.
As informações constam da nova edição do relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), antecipada ao GLOBO.
Do total negociado com a China, as exportações brasileiras para o país asiático chegaram a US$ 100 bi, o segundo maior em vinte e nove anos de série histórica, iniciada em 1997. O aumento das vendas para os chineses foi puxado, principalmente, pelos embarques de soja, que respondeu por pouco mais de um terço do valor de todas as exportações para o país asiático, com alta de 10% frente 2024.
Os números vêm em um contexto de tensões comerciais globais. No ano passado, os EUA impuseram um tarifaço aos países, o que levou a uma mudança nos fluxos comerciais. O Brasil exportou menos aos americanos, mas buscou diversificar mercados para mitigar impactos. A China chegou até a parar de comprar soja dos EUA por um período, como um reflexo das tarifas de Donald Trump.
Apropriação de barris, controle da venda e mercado para empresas americanas: Como Trump quer usar o petróleo da Venezuela
Conforme cálculos do próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), há 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, que ainda continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho do ano passado.
"Foi um ano foi bem complicado para a relação Brasil e Estados Unidos na área comercial", diz Tulio Cariello, diretor de conteúdo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
Segundo Cariello, as sobretaxas impostas por Trump ampliaram o déficit brasileiro na relação bilateral, já que foram poucos os produtos capazes de compensar, em outros mercados, a perda de competitividade no mercado americano. As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões, de acordo com o Mdic.
Cariello avalia que, apesar de certo redirecionamento – como no caso do café, que foi mais exportado para a China no ano passado, enquanto perdeu espaço nos EUA por conta taxação -, a diferença entre as pautas de exportação limita o efeito sobre o comércio brasileiro. Enquanto o Brasil exporta majoritariamente produtos agrícolas e da indústria extrativa para a China, os produtos enviados para os EUA são mais diversificados e baseados em bens da indústria de transformação, que respondem por cerca de 80% da pauta destinada ao mercado americano.
"São mercados que têm pouco a ver um com o outro. A pauta do Brasil para a China é muito diferente da pauta para os Estados Unidos", diz.
Além das exportações, o volume que o Brasil importa dos chineses também cresceu. Ao todo, as importações do Brasil com origem na China chegaram ao recorde de US$ 70,9 bilhões no ano passado. Um aumento de 11,5% em relação a 2024 e o maior valor já registrado na série.
CNN Brasil - SP 14/01/2026
O comércio exterior brasileiro alcançou níveis recordes em 2025, mesmo em um cenário global marcado por instabilidades e incertezas. A informação foi dada por Tatiana Prazeres, secretária do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), em entrevista ao Hora H desta segunda-feira (12).
Segundo Prazeres, o país nunca exportou tanto quanto em 2025, e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu o maior patamar da história. "A resiliência, eu acho a palavra que marca o nosso comércio exterior no ano passado e certamente ela será relevante também para o nosso exportador, para o nosso operador de comércio exterior em 2026", destacou.
À CNN, a secretária tratou da recente decisão anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 25% países que fazem negócios com o Irã, afirmando que a medida reforça o cenário de imprevisibilidade no comércio internacional.
"A imprevisibilidade, a instabilidade são palavras que marcam a política comercial mundo afora desde 2025 e em 2026 não será diferente", disse Prazeres, acrescentando que o governo brasileiro aguardará a publicação da ordem executiva para analisar os parâmetros da medida.
Globo Online - RJ 15/01/2026
A China anunciou nesta quarta-feira o maior superávit comercial da história mundial, mesmo após o ajuste pela inflação. O resultado foi impulsionado por uma forte expansão das exportações, que inundaram mercados ao redor do mundo no ano passado, apesar dos efeitos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O superávit chinês, a diferença entre o valor de bens e serviços exportados e importados, alcançou US$ 1,19 trilhão, alta de 20% em relação a 2024, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas. O saldo já havia superado US$ 1 trilhão até novembro.
O movimento seguiu ganhando força no fim do ano: apenas em dezembro, o superávit somou US$ 114,14 bilhões, com avanço das exportações para a União Europeia, África, América Latina e Sudeste Asiático. Foi o terceiro maior resultado mensal já registrado, atrás apenas de janeiro e junho do ano passado.
O Estado de S. Paulo - SP 16/01/2026
A balança comercial entre Brasil e União Europeia em 2025 foi de US$ 100,1 bilhões, cerca de R$ 538 bilhões. Os dados, obtidos pela Coluna do Estadão, constam do site "Painel de Oportunidades Mercosul–União Europeia", que será lançado nesta sexta-feira, 16, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Neste sábado, 17, será assinado o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), a maior zona de livre comércio do mundo.
Segundo a pasta, no ano passado o Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia e importou US$ 50,3 bilhões. O saldo comercial ficou negativo ao País em US$ 0,5 bilhão. Óleos brutos de petróleo, café não torrado e farelo de soja foram os principais produtos vendidos à UE.
Dos US$ 49,8 bilhões exportados ao bloco europeu, 73% se concentram em cinco países:
Holanda (US$ 11,7 bilhões); Espanha (US$ 8,8 bilhões); Alemanha (US$ 6,5 bilhões); Itália (US$ 5,4 bilhões); Bélgica (US$ 4 bilhões).
No "Painel de Oportunidades Mercosul–União Europeia", é possível fazer análises individuais por produto, mercados e unidades da federação. Os Estados que mais exportaram à União Europeia no último ano foram Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
IstoÉ Dinheiro - SP 20/01/2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentou sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) das duas maiores economias do mundo em 2026, mas reduziu estimativas para o próximo ano citando fatores domésticos. Os números integram a atualização trimestral das Perspectivas Econômicas Globais da instituição, divulgada hoje.
Segundo o FMI, o crescimento econômico dos EUA deve acelerar de 2,1% no ano passado para 2,4% em 2026, ambas as estimativas acima do previsto no relatório de outubro, quando a instituição previa alta de 2% e de 2,1%, respectivamente. Em 2027, no entanto, o desempenho deve desacelerar a 1,9%.
No caso da economia americana, o relatório apontou que investimentos e gastos em tecnologia foram responsáveis por adicionar 0,3 ponto porcentual para a média anualizada do PIB dos três primeiros trimestres de 2025, compensando parte dos efeitos do shutdown no quarto trimestre. Para o próximo ano, os incentivos fiscais da "Big Beautiful Bill" devem oferecer suporte no curto prazo junto a gastos mais moderados de tecnologia, se sobrepondo à redução na imigração e no consumo.
Já a economia da China deve desacelerar a 4,5% neste ano e a 4% no próximo, ante avanço de 5% em 2025. Em outubro, as estimativas eram de 4,2% para ambos os anos de 2026 e 2027, com alta de 4,8% em 2025. Pequim continua enfrentando demanda doméstica fraca e problemas no setor imobiliário, equilibrados em parte com exportações resilientes. O FMI ponderou que essas dificuldades devem se ajustar no próximo ano, ao mesmo tempo em que a inflação ganha tração.
Para economias desenvolvidas, o Fundo projetou avanço de 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027. Na zona do euro, o PIB deve avançar 1,3% neste ano, ante projeção anterior de 1,2%, e acelerar a 1,4% em 2027. No Japão, o PIB também teve previsão elevada a 0,7% em 2026, mas a projeção de desaceleração a 0,6% em 2027 permaneceu, assim como estimativas de moderação da inflação neste ano e conversão para a meta de 2% no próximo.
O FMI destacou ainda que o aumento de gastos com defesa devido a tensões geopolíticas teve poucas repercussões claras no último ano e deve se materializar apenas nos próximos anos, em ritmo gradual até 2035. Na Europa, gastos públicos da Alemanha e desempenho forte da atividade na Irlanda e na Espanha devem acelerar o crescimento econômico já em 2027.
Agência Brasil - DF 23/01/2026
A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde em 2025, alcançando R$ 2,89 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal, junto aos resultados do mês de dezembro.
Em comparação com 2024, houve aumento anual real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Também é o melhor desempenho arrecadatório para os meses de dezembro. No último mês de 2025, a arrecadação alcançou R$ 292,72 bilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 7,46%.
Os dados sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal.
Os bons resultados da economia, além do aumento de impostos, são os principais fatores para a alta da arrecadação.
"São números bonitos, um crescimento importante, considerando o patamar alto do ano anterior [2024]", destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a apresentação dos dados.
Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros.
Grandes Construções - SP 23/01/2026
Elaborado pela ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o Livro Azul da Infraestrutura 2025 apresenta um panorama detalhado sobre os investimentos e projetos no setor logístico e energético do Brasil.
Nesse sentido, o documento cataloga uma ampla gama de iniciativas federais e estaduais, abrangendo áreas como rodovias, ferrovias, aeroportos e saneamento básico.
Por meio de parcerias público-privadas e concessões, a publicação detalha estratégias para modernizar a rede de transportes e ampliar a eficiência dos serviços públicos em diversas regiões.
Além de listar projetos específicos, o material fornece ainda análises estatísticas e projeções financeiras que sustentam o planejamento econômico do país para os próximos anos.
Por fim, a obra destaca a importância da segurança jurídica e da sustentabilidade como pilares essenciais para atrair capital privado e promover o desenvolvimento nacional.
Investimentos
Em termos de investimentos, o relatório destaca um ciclo que, apesar das taxas elevadas de juros, vem batendo recordes sucessivos.
Após crescimentos expressivos em 2023 e 2024, projeta-se para 2025 um aumento de aproximadamente 3% nos investimentos totais, atingindo a marca histórica de R$ 280 bilhões.
Esse desempenho é sustentado predominantemente pelo setor privado, que detém cerca de 84% de participação nos aportes e deve crescer 6% em termos reais em 2025, compensando a queda de 11% prevista para o setor público.
O Estado de S. Paulo - SP 27/01/2026
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4,02% para 4,00%. A taxa está 0,50 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,05%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,02% para 3,99%.
A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, pela 12ª semana consecutiva. Considerando apenas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida também seguiu em 3,80%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu a 4,46%, abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%.
"O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta", diz o texto
CNN Brasil - SP 07/01/2026
As exportações de minério de ferro do Brasil cresceram 7,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, para 416,4 milhões de toneladas, registrando um recorde anual, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) publicados nesta terça-feira (6).
O Brasil, um dos maiores exportadores globais, ao lado da Austrália, ampliou seus embarques com um crescimento da produção de mineradoras como a Vale, além da firme demanda da China, maior importador global, e de outros mercados.
O recorde aconteceu após um quarto trimestre forte, com as exportações do país superando 40 milhões de toneladas em outubro e dezembro, números próximos da melhor marca mensal do setor brasileiro.
A máxima anual anterior do Brasil havia sido registrada em 2018, quando os embarques de minério de ferro brasileiro somaram quase 390 milhões de toneladas. Aquele ano antecedeu o desastre em uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), que resultou em uma série de revisões em segurança que impactaram a produção no país.
Nos últimos anos, a produção da Vale vem se recuperando. A companhia registrou entre julho e setembro o maior volume trimestral produzido de minério de ferro desde 2018, com 94,4 milhões de toneladas.
No ano de 2025, a produção de minério de ferro da Vale estava estimada para crescer cerca de 7 milhões de toneladas ante 2024, para 335 milhões de toneladas, segundo projeção divulgada no início de dezembro.
Do lado da demanda, expectativas no mercado indicam que a China fecharia o ano com importações recordes, refletindo diversos fatores, como um movimento de reconstrução de estoques, preços competitivos no mercado transoceânico e programas de estímulo do governo chinês para impulsionar a demanda.
Nesta terça-feira, o preço do minério de ferro na bolsa de contratos futuros de Dalian atingiu uma máxima de mais de cinco meses, sustentado pela resiliente demanda chinesa.
Diário do Comércio - MG 29/01/2026
A indústria mineradora do Brasil teve um incremento no Produto Interno Bruto (PIB). A atividade nacional avançou 1,7% na comparação entre o 3º trimestre de 2025 e o período imediatamente anterior, segundo o Boletim da Indústria Mineral, publicado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O fator determinante para o bom resultado foi o aumento da produção de petróleo e gás natural, refletindo o maior dinamismo do pré-sal, associado à entrada em operação de novos poços e à ampliação da capacidade produtiva das plataformas. Esse movimento resultou em recorde de produção do segmento entre julho e setembro.
A mesma performance não ocorreu em Minas Gerais durante o mesmo período. O Estado foi no sentido oposto do País, tendo um recuo do PIB da indústria mineral de Minas Gerais de 5,0% no 3º trimestre frente ao trimestre anterior. A retração está associada principalmente a paradas de manutenção programadas em importantes operações de minério de ferro no Estado, como da Anglo-American. Esse comportamento também se refletiu na produção do setor, que registrou queda de 4,3%.
Valor - SP 05/01/2026
À medida que a China se consolida como uma potência automotiva, a fricção global tende a se intensificar
As montadoras chinesas estão prestes a assumir, pela primeira vez em 2025, a liderança das vendas globais de veículos novos, relegando as fabricantes japonesas, que ocuparam essa posição por mais de 20 anos, ao segundo lugar.
O Nikkei compilou os números de vendas para o ano completo com base em anúncios das montadoras e em dados da S&P Global Mobility de janeiro a novembro. Os totais incluem veículos comerciais e abrangem tanto as vendas domésticas quanto as exportações.
As vendas foram atribuídas por país com base nas participações societárias das empresas. No caso de joint ventures 50/50, foi considerado o país do fabricante associado à marca no momento da venda.
As vendas globais de veículos chineses devem aumentar 17% em relação ao ano anterior, para cerca de 27 milhões de unidades. A China se tornou a maior exportadora de automóveis do mundo em 2023 e agora está prestes a assumir a liderança também em vendas totais em 2025.
A China, que responde por cerca de 70% das vendas das montadoras chinesas, vem promovendo a adoção de veículos elétricos e híbridos plug-in. Esses veículos de nova energia já representam quase 60% das vendas de automóveis de passageiros.
As vendas mundiais das montadoras japonesas devem permanecer estáveis, pouco abaixo de 25 milhões de unidades. Os Estados Unidos e o Japão já foram os principais concorrentes na disputa pela supremacia global. No auge, em 2018, as vendas do Japão chegaram a quase 30 milhões de unidades.
A vantagem do Japão sobre a China – que era de cerca de 8 milhões de unidades em 2022 – foi eliminada em apenas três anos.
Enquanto isso, cresce na China a sensação de excesso de capacidade, intensificando a competição por preços à medida que a principal fabricante de veículos elétricos, a BYD, e outras recorrem a cortes de preços. A faixa de preço mais popular para veículos de passageiros de nova energia vendidos entre janeiro e novembro foi de 100 mil a 150 mil yuans (US$ 14 mil a US$ 21 mil), respondendo por 23% das vendas totais, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
Diante de um ambiente competitivo em deterioração no mercado doméstico, as montadoras chinesas estão apostando em exportações de caráter deflacionário, realocando o excedente de veículos elétricos para outros mercados.
Exame - SP 06/01/2026
As exportações chinesas de veículos elétricos de passageiros aceleraram em novembro de 2025, impulsionadas pelo aumento de volume e pela expansão para novos mercados. No mês, a China exportou 399,4 mil unidades, alta de 144,93% na comparação anual, com valor de US$7,076 bilhões, crescimento de 139,83%.
O avanço ocorre em um contexto de retração das importações e reforça a estratégia chinesa de consolidar mercados centrais enquanto amplia a presença em mercados potenciais.
No acumulado de janeiro a novembro, as exportações somaram 3,3731 milhões de unidades, alta de 63,59%. O valor total do comércio exterior de veículos elétricos de passageiros atingiu US$65,292 bilhões, crescimento anual de 34,47%. Apenas as exportações responderam por US$61,537 bilhões, avanço de 41,66%.
Investing - SP 13/01/2026
A Comissão Europeia informou nesta 2ª feira (12.jan.2026) que chegou a um acordo com a China para esfriar a disputa comercial sobre veículos elétricos chineses no continente europeu. O bloco europeu vai permitir que empresas chinesas enviem propostas para contornar a tarifa de 35,3% sobre as importações que está em vigor desde outubro de 2024.
As montadoras chinesas deverão se comprometer a oferecer um preço mínimo de importação em tese mais alto do que o praticado anteriormente à tarifa, detalhar os canais de venda que serão utilizados e compromissos de investimentos na Europa. Cada proposta será avaliada pela Comissão Europeia separadamente.
Em comunicado, o Ministério do Comércio da China declarou que o acordo simboliza o espírito de diálogo e mostra que divergências comerciais podem ser resolvidas por meio de consultas e regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Isso não só contribui para o desenvolvimento saudável das relações econômicas e comerciais entre a China e a UE, como também para a manutenção de uma ordem comercial internacional baseada em regras, escreveu o governo chinês.
As tarifas aplicadas pelos europeus foram o resultado de uma investigação contra subsídios do governo chinês à sua indústria automotiva e que tornava as importações chinesas mais competitivas que a indústria local europeia.
As tarifas de 35,3% se somavam à tarifa base de 10% sobre as importações, o que elevou os preços dos veículos elétricos chineses em 45,3%. Marcas como BYD e Geely estavam entre as marcas punidas com a taxação.
IstoÉ Dinheiro - SP 14/01/2026
Apesar do expressivo resultado de dezembro, as vendas de veículos terminaram 2025 com crescimento de apenas 2,1% no acumulado do ano, bem abaixo da alta de 14,1% registrada em 2024 e das previsões da indústria. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, foram 2,69 milhões de unidades vendidas, segundo balanço divulgado nesta pela Fenabrave, a associação das concessionárias.
O resultado ficou aquém das projeções da entidade, que iniciou o ano passado prevendo crescimento de 5%. O prognóstico foi revisto para baixo ao longo do ano, e em outubro, na última atualização, as projeções da Fenabrave apontavam a um crescimento de 2,6% nas vendas de 2025.
Já a Anfavea, a entidade das montadoras, traçou crescimento de 6,3% na primeira previsão para 2025. Em agosto, a associação reduziu a expectativa para um aumento de 5% nas vendas de veículos zero quilômetro no País.
O freio no mercado de veículos se deve, principalmente, à elevação dos juros, que tornou o crédito mais caro. Por outro lado, a expansão do emprego e da renda, as vendas para locadoras e os descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedidos pelo governo federal a modelos de entrada no programa Carro Sustentável, ajudaram a sustentar os volumes.
Em dezembro, as vendas de veículos foram as maiores de um mês em onze anos. No total, 279,4 mil unidades, na soma da todas as categorias, foram licenciadas no mês passado, o que corresponde a um crescimento de 8,6% em relação a dezembro de 2024. Frente a novembro, a alta foi de 17,1%. Desde dezembro de 2014, quando foram vendidos 370 mil veículos no Brasil, não se registrava um número mensal tão alto.
Ainda assim, a indústria não conseguiu retomar no total do ano passado o nível de 2019 – ou seja, de antes da pandemia -, quando foram vendidos quase 100 mil veículos a mais.
IstoÉ Dinheiro - SP 16/01/2026
A produção de veículos no Brasil – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de veículos leves, como automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano.
Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano, informou a Anfavea.
Valor - SP 16/01/2026
Resultado foi puxado pela categoria média cilindrada, que teve alta de 15,9%, e pela baixa cilindrada, que registrou avanço de 13,4%; fabricação de modelos de alta cilindrada ou premium teve retração de 5,1%
A produção de motocicletas no Brasil cresceu 13,3% em 2025, na comparação anual, e somou 1,9 milhão de unidades montadas no país. Este foi o melhor ano do setor desde 2011, quando as fabricantes ultrapassaram a marca de 2,1 milhões de motos produzidas, mostra levantamento da Abraciclo, entidade que reúne onze montadoras do Polo Industrial de Manaus (PIM).
As perspectivas positivas continuam para 2026. Os dados da entidade, divulgados hoje (15), estimam crescimento de 4,5% na produção neste ano, atingindo 2 milhões de motos montadas em Manaus.
"Nós estamos sonhando com os 2 milhões [de motos]", disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, durante a apresentação dos dados.
Bento disse que o cenário para 2026 é "desafiador", apesar da projeção positiva. Entre pontos que despertam atenção, ele cita a taxa de juros no Brasil — hoje, a taxa básica está em 15% ao ano, maior patamar em 20 anos — e o efeito de conflitos internacionais sobre a logística mundial e, consequentemente, sobre a logística de produção em Manaus.
"Além disso, esse ano de 2026 é extremamente desafiador, sobretudo também por conta da quantidade de feriados, como a Copa do Mundo, entre outros eventos, que podem afetar a produção", afirmou
O levantamento também mostra que em 2025 foi licenciado total de 2,1 milhões de motos, expansão de 17,1% em relação a 2024. Estimativa inicial da entidade para este ano é de crescimento de 4,6%, com a marca de 2,3 milhões de motos vendidas. "É um recorde histórico de emplacamento", disse Bento.
IstoÉ Dinheiro - SP 21/01/2026
Um estudo divulgado esta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta que a substituição da produção automotiva completa no Brasil pela montagem de kits importados pode eliminar 69 mil empregos diretos no país e afetar 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia produtiva.
Segundo o estudo, a ampliação do uso dos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down) como modelos de montagem pode trazer diversos impactos para o setor automotivo do país, com reflexos não somente no emprego, mas também para os fabricantes de autopeças e para as exportações.
"O levantamento estima ainda uma perda econômica de até R$ 103 bilhões para os fabricantes de autopeças e uma redução de aproximadamente R$ 26 bilhões na arrecadação de tributos em um único ano. As perdas nas exportações de veículos seriam de R$ 42 bilhões em um ano, prejudicando a balança comercial do país", destaca a Anfavea.
No modelo CKD, o veículo é importado totalmente desmontado e, no Brasil, passaria por sistemas de soldagem, pintura e integração de componentes. Já no regime SKD, o veículo é importado quase pronto, em grandes conjuntos, com uma montagem local mais simples e menor complexidade industrial. Atualmente, a montadora chinesa BYD opera no Brasil principalmente no modelo SKD, que é utilizado em sua fábrica de Camaçari (Bahia), inaugurada no ano passado.
Auto Industria - SP 22/01/2026
Em encontro de início de ano com a imprensa especializada, na terça-feira, 20, a Abeifa promoveu palestra sobre o mercado automotivo brasileiro e global, apresentada por Murilo Brigante, COO, Chief Operating Officer, da Bright Consulting,
O consultor (foto abaixo) abordou temas variados, abrangendo desde a maior competitividade do mercado brasileiro até a consolidação da China como um "player sistêmico".
Também em destaque o processo de eletrificação no mercado automotivo, que "deixou de ser nicho e virou infraestrutura de negócio".
Comentou, por exemplo, sobre os avanços do carro elétrico, ressaltando a redução de 40% no preço das baterias, de US$ 165/kWh para US$ 100/kWh, que tem peso de 40% no custo total desses modelos.
Com relação ao mercado brasileiro, lembrou que a alíquota de importação de carros elétricos e híbridos sobe de 30% para 35% a partir de julho deste ano, igualando o índice vigente para veículos a combustão.
Com isso, comentou Danilo, o preço dos eletrificados importados deve subir até 8% em relação aos valores praticados no ano passado.
Com relação aos eletrificados que estão sendo montados no Brasil em processo CKD/SKD, por enquanto pelas chinesas BYD e GWM, o impacto nos preços não será muito grande caso essas montadoras invistam na compra de autopeças produzidas no Brasil.
De acordo com o consultor, os eletrificados CKD fabricados localmente terão aumento pequeno de alíquota – de 10% a 14% para 16%, com efeito nos custos de apenas 3% para os elétricos e de 1% nos híbridos -, caso alcancem índice de conteúdo local de pelo menos 55%.
Ainda sobre o varejo automotivo brasileiro, Murilo destacou que o consumidor atual não paga mais apenas pelo básico, exigindo valor agregado real.
O Estado de S. Paulo - SP 27/01/2026
O termo "invasão chinesa" permeou o noticiário sobre o universo automotivo nos últimos anos e não é para menos: entre 2023 e 2025 contabilizou-se 16 novas marcas de origem chinesa no Brasil.
O crescimento em vendas foi exponencial graças a combinação de uma estratégia de preços agressiva com modelos tecnológicos e com qualidade construtiva. Entre as que mais se destacam estão a BYD e GWM, que inclusive já tem fábrica no país.
Porém o termo "invasão" ainda parece inadequado tendo em vista a participação das marcas chinesas no mercado como um todo, em 2025 elas representam 10% das vendas totais, segundo dados da Bright Consulting. Mas é um crescimento rápido, em 2023 a representação era de 2,3%.
CNN Brasil - SP 28/01/2026
As vendas de carros totalmente elétricos superaram as de veículos a gasolina na União Europeia pela â primeira vez em dezembro, mesmo com a proposta dos parlamentares de flexibilizar as regulamentações de emissões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pela ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, em francês).
Os emplacamentos de veículos elétricos a bateria, um indicador de vendas, também ultrapassaram os de carros a gasolina no mercado europeu mais amplo, que inclui o Reino Unido e Noruega, com as vendas de carros no continente registrando o sexto mês de â crescimento anual.
A concorrência de marcas chinesas como BYD , Changan e Geely está intensificando a corrida pelo mercado europeu, mesmo quando montadoras nacionais como Volkswagen e BMW lançam novos modelos de EV.
A UE revelou em dezembro um plano para â abandonar a proibição efetiva dos carros com motor de combustão a partir de 2035, cedendo à pressão dos fabricantes de automóveis, que enfrentam desafios como a competição dos rivais chineses, tarifas de importação dos EUA e dificuldade em vender veículos elétricos de forma lucrativa.
Auto Industria - SP 28/01/2026
O Brasil está subindo rápido no ranking dos maiores mercados internacionais de veículos chineses. Em 2025, foram exportados para cá 322 mil unidades, o quinto maior volume negociado para um único país, segundo levantamento do site noticioso chinês Car News China
Ainda assim, os brasileiros responderam por somente 4% do total dos embarques chineses. De acordo com a CPCA, Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, foram exportados para todos os continentes a partir da China 8,32 milhões de automóveis e comerciais leves no ano passado, substancial crescimento de 30% em relação a 2024.
Do total, 3,43 milhões são produtos de novas energias, leia-se híbridos e elétricos sobretudo — 70% a mais em relação ao ano anterior —, sendo 200,8 mil encaminhados para o Brasil.
Diário do Comércio - MG 06/01/2026
A grande quantidade de obras e construções em Minas Gerais favoreceu o setor de locação de máquinas ao longo de 2025, que deve fechar com crescimento de próximo a 7%, em comparação com 2024, quando o faturamento chegou a R$ 13,6 bilhões. O resultado está dentro das expectativas, que ficaram entre 7% e 10% no ano.
Os números poderiam ser ainda melhores, caso a taxa básica de juros anual estivesse menor. Com o Comitê de Política Monetária (Copom), tendo definido, em junho deste ano, a taxa em 15% ao ano, o investimento no setor acabou sendo freado, é o que aponta o Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas, Ferramentas e Serviços Afins de Minas Gerais (Sindileq/MG).
"O ano de 2025 consolidou-se como um período de expansão resiliente. Diferente de anos de "boom", foi um crescimento sustentado por nichos específicos", avalia o gerente executivo do Sindileq, Allan Rodrigues, destacando a importância da mineração e construção civil, responsáveis por cerca de 60% a 70% do mercado, e também o setor de energia solar.
A descaracterização de barragens, processo que busca eliminar o risco de colapso de estruturas de mineração, e novas frentes para exploração de minérios foram pontos fortes para locação de maquinário no Estado, assim como os parques de energia solar no Norte de Minas, onde ficam as maiores usinas do País, com destaque para Janaúba e para o Vale do Jequitinhonha.
No Brasil, a estimativa é que o setor chegue a um faturamento anual próximo a R$ 70 bilhões, valor próximo ao de 2025.
Rodrigues pontua que os números só não foram melhores devido ao valor alto da taxa básica de juros, o que afeta o setor de construção civil, um dos grandes clientes para locação. "Apesar dos juros ainda em patamares elevados que seguraram alguns lançamentos imobiliários, as obras de infraestrutura urbana e logística compensaram a balança", afirma.
Entre os pontos de maior dificuldade para o setor neste ano, ainda de acordo com o gerente executivo, estão o alto custo do crédito, que afetou a renovação da frota de máquinas, e a falta de mão de obra qualificada para operação de novos equipamentos. Já que, ao longo do ano novas tecnologias passaram a ganhar espaço no mercado, principalmente equipamentos com menor emissão de carbono (ESG) e maior adoção de telemetria.
InfraRoi - SP 23/01/2026
No cenário logístico global e brasileiro, modelos elétricos de empilhadeiras ganham mais espaço em centros de distribuição, portos e indústrias. Empresas do setor logístico estão cada vez mais alinhadas às estratégias ambientais, sociais e de governança (ESG), ao mesmo tempo em que buscam reduzir custos operacionais e dependência de combustíveis fósseis. Dados da Modor Intelligence confirmam a tendência: mercado global de empilhadeiras elétricas foi estimado em cerca de US$ 49,98 bilhões em 2025 e deve crescer até aproximadamente US$ 64,15 bilhões até 2030, com uma Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de 5,1%.
Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, o avanço das empilhadeiras elétricas representa um duplo ganho para o setor: "Por um lado, reduzimos significativamente as emissões de gases de efeito estufa e o impacto ambiental das operações; por outro, as empresas estão percebendo que esses equipamentos reduzem custos operacionais no curto a médio prazo", afirma.
Diário do Comércio - MG 27/01/2026
O setor produtivo brasileiro acompanha com cautela a suspensão do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) defende a manutenção do acordo, destacando o potencial da área de livre mercado para impulsionar a economia e fortalecer a indústria nacional. Embora o momento seja de incerteza, não houve críticas diretas à postura europeia, que mais uma vez demonstrou resistência à consolidação de uma área de livre comércio entre os dois blocos.
"A Abimaq acompanha com atenção os recentes avanços rumo à assinatura do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia e reafirma seu posicionamento favorável à ampliação da inserção internacional da indústria brasileira. A entidade reconhece a importância do Acordo como instrumento para ampliar o acesso a mercados, integrar o Brasil às cadeias globais de valor e criar oportunidades para o Brasil e para o setor de máquinas e equipamentos. O acordo é uma grande oportunidade para os produtores de bens e serviços brasileiros atingirem um universo de aproximadamente 720 milhões de consumidores e 22 trilhões de dólares de PIB", diz em nota.
Mudanças são essenciais para competitividade
Terra - SP 29/01/2026
As vendas da indústria de máquinas tiveram, em 2025, crescimento de 7,3%, como resultado da reação dos investimentos em bens de capital no País. No total, a receita líquida do setor chegou a R$ 299 bilhões, conforme mostra o balanço final de 2025 divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
As vendas internas subiram 8,4%, somando R$ 221,7 bilhões. Já as exportações, em dólares, avançaram 5%, para US$ 13,8 bilhões, com embarques, sobretudo, aos vizinhos da América do Sul compensando o impacto do tarifaço nos Estados Unidos.
No ano passado, os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil tiveram alta de 7,9%, para R$ 411 bilhões, incluindo aqui as importações, cujo aumento, em dólares, foi de 8,3%, para US$ 32,2 bilhões.
A Abimaq menciona que as indústrias de bens de consumo e extrativas puxaram os investimentos, com as obras de infraestrutura. Os produtores agrícolas, cujas compras de máquinas nacionais subiram 6,7%, também ajudaram. A entidade chama a atenção, porém para a queda de 6% dos investimentos em máquinas no último trimestre.
As exportações, por sua vez, reagiram após o recuo de 7,8% registrado em 2024, puxadas pelos embarques para Argentina (aumento de 38,4%), Chile (17%) e Peru (22,5%). Também houve crescimento expressivo, de 74,3%, nas exportações para Singapura
Valor - SP 29/01/2026
Setor aguarda sinalização clara de queda dos juros da economia, sob o risco de asfixiar ainda mais a competitividade nacional frente aos fabricantes da China, Itália, Alemanha e Coreia do Sul
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou 2025 com receita líquida total de R$ 298,98 bilhões, o que representa expansão de 7,3% em relação a 2024. Apesar do resultado positivo, o setor projeta perda de fôlego para 2026, com estimativa de crescimento de 4%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pela Abimaq, entidade que representa os fabricantes.
No dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne, a diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, Cristina Zanella, subiu o tom contra a manutenção da taxa Selic no patamar de 15%. Para a executiva, o custo do capital atual é "extremamente elevado" e atua como uma barreira direta tanto para a produção quanto para a comercialização.
"A Abimaq sempre defende que a taxa caia com mais firmeza e o mais rapidamente possível, porque isso abre espaço para investimentos produtivos", afirmou Zanella. Ela pontuou que, embora a inflação dê sinais de controle, o setor não espera um alívio imediato nesta reunião, mas aguarda uma sinalização clara de queda para o próximo encontro, sob o risco de asfixiar ainda mais a competitividade nacional frente aos fabricantes da China, Itália, Alemanha e Coreia do Sul.
O principal ponto de pressão do balanço está no comércio exterior. As importações alcançaram o recorde de US$ 32,1 bilhões em 2025, alta de 8,3%, ampliando o déficit comercial do setor para US$ 18,4 bilhões. Em 15 anos, o saldo negativo cresceu mais de 120%, movimento que a entidade atribui à substituição da produção doméstica por bens importados.
A China consolidou-se como o principal vetor do desequilíbrio, respondendo por 32,5% de todas as importações brasileiras do setor. No consumo aparente total — que alcançou R$ 410,9 bilhões em 2025 —, os produtos chineses já representam 15%. "Dificilmente vamos reverter esse cenário de invasão gradual. A China ultrapassou Alemanha, EUA e Japão e tornou-se o maior fabricante mundial", disse Zanella.
Comex do Brasil - SP 30/01/2026
A China avança sobre o mercado brasileiro de máquinas e equipamentos, elevou para 32% sua participação no segmento, evidenciando um processo contínuo de perda de competitividade do produtor nacional, com impactos diretos sobre o nível de emprego qualificado e a capacidade do país de sustentar cadeias produtivas estratégicas no longo prazo.
Com a crescente e agressiva presença chinesa, as importações desses produtos cresceram 8,3% em 2025 sobre 2024 e somaram Us$ 32,2 bilhões, novo recorde histórico para o setor. Esse movimento ampliou o déficit da balança comercial da indústria, que ultrapassou US$ 18 bilhões no ano passado, mais de 120% acima da média registrada após as crises de 2015-2016 e da pandemia.
Esses dados compõem uma radiografia do setor divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) com ampla análise sobre o desempenho do setor no ano passado e uma projeção pouco animadora para o ano que acabou de se iniciar.
Segundo a Abimaq, "as importações de máquinas e equipamentos continuam exercendo forte pressão sobre a indústria nacional. As importações já representam 46% do consumo nacional, praticamente o dobro da participação observada antes de 2014".
Infomoney - SP 07/01/2026
O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com alta de 6,52%, a segunda maior variação dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os preços avançaram 7,73%. O resultado apresentado pelo Índice FipeZAP mostra a resiliência do mercado imobiliário, mesmo diante da alta taxa de juros registrada ao longo do último ano.
O aumento consolida mais um ano de ganho real para o setor, superando com folga tanto a inflação ao consumidor medida pelo IPCA do IBGE, estimada em 4,18% até novembro, e contrasta ainda mais com a queda de 1,05% registrada pelo o IGP-M/FGV no ano passado.
O ganho aconteceu mesmo a desaceleração dos preços de venda de imóveis residenciais registrada em dezembro, com alta de 0,28% no último mês, mas abaixo do avanço registrado em novembro de 0,58% — e inferior ao resultado de dezembro de 2024, quando chegou a subir 0,66%.
De acordo com a economista do Grupo OLX, Paula Reis, apesar dos juros altos, a economia brasileira como um todo deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho, o que ajudou o mercado imobiliário.
"O crescimento do PIB deve ficar em torno de 2,3%, de acordo com o Boletim Focus. Essa taxa é inferior à do ano passado (de 3,4%), porém pode ser considerada de moderada a boa tendo em vista o histórico da última década. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias", explica Paula.
Perda de fôlego em dezembro
O aumento mais leve em dezembro indica um movimento de acomodação dos preços,
compatível com um mercado mais maduro após dois anos consecutivos de forte valorização, conforme os dados da pesquisa. A variação mensal do FipeZAP ficou ligeiramente acima da prévia da inflação medida pelo IPCA-15, que avançou 0,25% no período, e bem acima do IGP-M, que permaneceu praticamente estável (-0,01%).
Mesmo com a desaceleração em dezembro, a alta foi amplamente disseminada. Em 44 das 56 cidades monitoradas pelo indicador foram registradas valorizações no mês, incluindo 18 das 22 capitais da amostra.
Os maiores avanços mensais foram observados em Belém com alta de 1,54%, Salvador com 1,25% e Brasília com 1,09%. Na outra ponta, houve recuo em cidades como Campo Grande (-1,23%), Curitiba (-0,61%) e Recife (-0,23%).
Valor - SP 12/01/2026
Custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.891,63 no mês final de 2025
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) ficou em 0,51% em dezembro de 2025, ante 0,25% em novembro, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Com o resultado, o indicador fechou 2025 em 5,63%, acima dos 3,98% de 2024.
O custo nacional da construção por metro quadrado em dezembro foi de R$ 1.891,63, sendo R$ 1.078,39 relativos aos materiais e R$ 813,24 à mão de obra. Em novembro, esse custo totalizava R$ 1.882,06.
A parcela dos materiais variou 0,27%, abaixo dos 0,38% de novembro e dos 0,33% de dezembro de 2024 (0,33%). Já a mão de obra variou 0,83%, ante 0,09% em novembro e 0,06% em dezembro de 2024. Segundo o IBGE, um acordo coletivo observado no período contribuiu para esta alta.
O resultado de 2025 foi de 4,20% nos materiais e de 7,63% em mão de obra. Em 2024, a parcela dos materiais havia fechado em 3,32% e a mão de obra, em 4,90%.
Exame - SP 14/01/2026
A Reforma Tributária deve elevar custos de obras em até 20% a partir da regulamentação da Lei Complementar 214/2025, segundo estudo da BSSP Consulting, divulgado com exclusividade pela EXAME.
A análise aponta que os efeitos da mudança na cobrança de impostos sobre o consumo devem provocar uma das maiores reestruturações na cadeia produtiva da construção civil nas últimas décadas.
Coordenado por Liêda Amaral, consultora líder da BSSP, e pelos tributaristas Fábio Lira e Fábio Rodrigues, o relatório prevê impactos diretos nos custos líquidos e margens operacionais das empresas do setor , com variações que vão desde uma redução média de 4% em insumos industriais até aumentos de até 20% em custos finais de obras — especialmente nas companhias com menor integração de processos ou que dependem de contratação direta de mão de obra.
"A transição para um modelo de não cumulatividade, com substituição do PIS/Cofins por CBS e IBS, exige uma revisão completa da estrutura de precificação e fiscal das empresas", afirma Liêda Amaral.
Segundo ela, o setor é altamente intensivo em serviços e mão de obra, o que o torna mais exposto a mudanças nas regras de tributação indireta.
Outro ponto destacado pela consultoria é a adoção da chamada tributação "por fora", em que os tributos deixam de ser embutidos no preço final e passam a ser destacados separadamente.
Isso, segundo o estudo, trará ganhos de transparência e eficiência, mas também aumentará a exposição dos custos tributários ao consumidor final .
IstoÉ Dinheiro - SP 28/01/2026
O Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou alta de 2,8 pontos em janeiro, atingindo 94,0 pontos, o maior nível desde março de 2025. informou nesta terça-feira, 26, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O avanço ocorreu após queda de 1,2 ponto em dezembro.
"Perspectiva de mais investimentos na infraestrutura, de contratações recordes do Minha Casa Minha Vida, e as novas regras para o financiamento habitacional na média e alta renda, pode ter contribuído para a alta", aponta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE. No entanto, ela pondera que problemas com a mão de obra permanecem e não devem dar trégua durante o ano.
Os componentes do índice refletiram esse sentimento positivo: o Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 2,4 pontos, para 93,4 pontos, maior nível desde março de 2025. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 3,0 pontos, atingindo 94,6 pontos. O indicador de situação atual dos negócios cresceu 1,2 ponto, chegando aos 92,1 pontos, e o indicador de demanda prevista nos próximos três meses subiu 5,1 pontos, totalizando 97,2 pontos.
Apesar da alta na confiança, o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) cedeu 1,1 ponto porcentual, atingindo 77,4%. Essa redução também foi observada nos componentes de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos, que recuaram 1,4 e 0,6 ponto porcentual, respectivamente, para 78,4% e 73%.
A coleta de dados para a edição de janeiro foi realizada entre os dias 5 e 23 deste mês, envolvendo 720 empresas do setor. A próxima divulgação ocorrerá em 23 de fevereiro.
Revista Ferroviária - RJ 06/01/2026
As indústrias ferroviárias instaladas no país projetam fabricar mais locomotivas, vagões e carros de passageiros em 2026, mas afirmam que o desempenho poderia ser melhor se houvesse igualdade de condições em relação à concorrência estrangeira. Da China, no caso.
A CRRC, estatal chinesa que é a maior fabricante de suprimentos ferroviários do mundo, venceu concorrência bilionária do Metrô de São Paulo, está no consórcio do TIC (Trem Intercidades) e foi fornecedora recente de trens para a única rota interestadual com operação diária no país.
A Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) afirma que o cenário previsto para este ano deverá resultar na fabricação de 72 locomotivas, ante 66 de 2025, o que significa 9,09% mais, desempenho que também se refletirá nos vagões de cargas e carros de passageiros.
A previsão é que sejam produzidos 1.900 vagões de carga, 200 a mais que neste ano, ou 11,76% mais. Se confirmada, representará o quarto ano seguido de crescimento no segmento.
Devem ser produzidos ainda 193 carros de passageiros, aumento de 58,19%, robusto se comparado aos 122 de 2025 que, no entanto, foi um ano ruim para o setor em 2024, foram 228 unidades.
No caso dos vagões e das locomotivas, o patamar projetado pela Abifer é o maior da década. Desde 2018, quando foram fabricadas 2.566 unidades, as indústrias não produziam tanto. As locomotivas, por sua vez, terão o melhor desempenho desde 2017, ano em que 81 unidades foram fabricadas.
O presidente da Abifer, Vicente Abate, afirma que o cenário poderia ser melhor se houvesse igualdade de condições em relação à concorrência externa.
Nós temos uma pressão muito grande dos chineses no mercado brasileiro. Eles são muito agressivos comercialmente falando. Têm qualidade, não quero aqui colocar suspeita em qualidade, diz. Em 2019, a Supervia retirou de circulação 40 trens produzidos pela CRRC após apresentarem problemas em suas caixas de tração. Abate diz que que esse problema ficou no passado.
Para o executivo, o poder econômico das companhias chinesas leva a operações agressivas. Ele cita a concorrência dos 44 trens para o metrô de São Paulo, que serão fabricados pela CRRC. Segundo ele, os fabricantes nacionais chegaram ao limite no pregão
Valor - SP 14/01/2026
Carteira de projetos inclui Corredor Minas-Rio, Anel Ferroviário Sudeste, Malha Oeste, além de Ferrogrão e Fico-Fiol
Após o "boom" de leilões rodoviários, o governo federal deverá voltar sua atenção principalmente ao setor ferroviário em 2026, com o objetivo de construir uma carteira de projetos de trilhos e destravar as licitações do segmento, segundo George Santoro, secretário-executivo do Ministério de Transportes.
"O setor de rodovias entrou em uma linha de produção. A modelagem já está ajustada, os projetos contratados, tudo está andando. Então, hoje dedico muito mais tempo para ferrovias do que para rodovias", disse ele.
Em janeiro, o governo planeja soltar um edital de chamamento público para investidores interessados em recuperar trechos ferroviários entre Arcos (MG) e Barra Mansa (RJ), o chamado Corredor Minas-Rio. A ideia é que grupos se candidatem a assumir a ferrovia em regime de autorização (em que os ativos são totalmente privados). A previsão é que o leilão seja feito em abril.
Trata-se de um primeiro teste desse modelo, segundo Santoro. "Em fevereiro, fica pronto um estudo que encomendamos ao BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] para analisar toda a malha do país. Esse estudo vai dizer, no detalhe, o custo para recuperar cada trecho da malha ferroviária não utilizada. E, a partir desse trabalho, nossa ideia é tentar aprovar no TCU [Tribunal de Contas da União] uma solução com chamamentos públicos [para outras autorizações]."
Setor de rodovias está ajustado. Hoje, dedico muito mais tempo a ferrovias" — George Santoro.
Revista Ferroviária - RJ 16/01/2026
A fabricação de locomotivas, vagões e carros de trens de passageiros deve se expandir no Brasil ao longo de 2026, em meio a uma série de novos contratos no segmento.
As empresas com operações no país devem produzir em 2026 um total de 72 locomotivas, 1.900 vagões de carga e 193 carros de passageiros, aumentos de 9%, 12% e 59%, respectivamente, segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).
É possível sim que consigamos superar essas estimativas para este ano, em meio a uma certa recuperação do setor, mas vale ressaltar que ainda vivemos num cenário em que as indústrias locais enfrentam grande ociosidade, disse Vicente Abate, presidente da Abifer, à BNamericas.
As expectativas de expansão da indústria ferroviária ocorrem em um momento em que o Brasil tenta acelerar projetos tanto de trens de carga quanto de trens de passageiros.
Na área de cargas, segmento no qual os projetos são mais dependentes das políticas do governo federal, o ministério dos Transportes planeja realizar este ano oito leilões de ferrovias, que devem alavancar cerca de R$650 bilhões (bi) em investimentos no setor. Desse total, R$140bi seriam destinados à instalação de aproximadamente nove mil quilômetros de trilhos a serem concedidos.
Esses leilões buscam reduzir a dependência do transporte de cargas no Brasil de caminhões. Atualmente, cerca de dois terços do transporte de cargas no país é realizado por caminhões.
Além disso, o transporte ferroviário de cargas no país também é bastante concentrado, com cerca de 70% da carga transportada por ferrovias sendo minério de ferro e quase 10% associado ao setor agrícola.
Temos uma grande oportunidade de diversificar mais nossas ferrovias também, com esses novos contratos, atraindo para esse tipo de transporte não só minério e produtos agrícolas, mas também o transporte de contêineres, disse Abate.
A Tribuna - SP 28/01/2026
O modal ferroviário responde por 21,4% da movimentação de cargas no País, atrás apenas do rodoviário (67,61%). Os trens transportam em sua maioria minério de ferro, grãos e produtos siderúrgicos, com baixa participação de carga geral. No entanto, embora o setor tenha potencial de crescimento tanto em infraestrutura de transporte e na indústria, o avanço depende de políticas públicas consistentes e sinergia com o setor privado.
É o que demonstra o Panorama do Sistema Ferroviário Brasileiro com Foco em Carga Geral, que mapeia o setor ferroviário no Brasil. O estudo foi elaborado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) em parceria com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e publicado pela Infra S.A.
O estudo constatou que o setor ferroviário tem potencial econômico, mas está limitado por gargalos estruturais, altos custos, baixa escala produtiva e desafios tecnológicos. O relatório também aponta o potencial da indústria ferroviária nacional, cujo crescimento é ínfimo por falta de demanda de produção e da importação de parte da infraestrutura como trilhos, por exemplo.
Conforme o mapeamento, alavancar o setor de transportes ferroviários e a indústria depende de políticas públicas integradas, inovação, expansão da malha e maior articulação entre investimentos públicos e privados. Entre os principais desafios estão a volatilidade da demanda e o Custo Brasil, enquanto as oportunidades incluem novas concessões, substituição de importações e projetos de trens regionais.
A Infra S.A. informou ainda que tem uma carteira de oito projetos de concessões ferroviárias para 2026, que ultrapassam 9 mil quilômetros de trilhos, com investimentos que somam R$ 800 bilhões. O Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), a Ferrogrão, e o Corredor Leste-Oeste, composto por ferrovias que se encontram em fase de construção também pela Infra S.A.: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) fazem parte das ferrovias previstas para serem concedidas.
O Plano Nacional de Logística (PNL) 2035, que foi utilizado como fonte para o panorama, aponta a meta do Governo Federal de ampliar a participação do modal ferroviário na matriz de transportes dos atuais 21% para 40% até 2035.
Portos e Navios - SP 05/01/2026
Entrou em operação em 22 de dezembro de 2025, em Dalian, na China, o primeiro petroleiro de grande porte (VLCC) do mundo movido a combustível duplo, batizado de New Explorer (Novo Explorador). Construído na Dalian Shipbuilding Industry Company para a China Merchants Energy Shipping, ele foi projetado para operar com metanol ou com combustíveis convencionais.
A entrega do New Explorer reforça a tendência de uso de combustíveis alternativos no setor marítimo. De acordo com dados da sociedade de classificação DNV, a frota global de navios movidos a metanol compreende atualmente 97 embarcações e há previsão de que outras 366 entrem em serviço até 2030, sendo a maioria porta-contêineres, seguidos por graneleiros e petroleiros.
À medida que a indústria naval sofre pressão para reduzir emissões de carbono, a procura por combustíveis com menor emissão cresce. O metanol, em particular o metanol verde e o e-metanol, ganha terreno como alternativa viável aos combustíveis tradicionais. O Novo Explorer é considerado prova dessa mudança, pois satisfaz os requisitos operacionais atuais e está alinhado aos objetivos de sustentabilidade futuros.
O uso de navios movidos a metanol deverá impulsionar a inovação e o investimento na produção de metanol verde. Esse combustível é feito a partir de fontes renováveis e à medida que mais embarcações adotam a tecnologia do metanol, é provável que a indústria marítima testemunhe uma transformação significativa no fornecimento e uso de combustível, contribuindo para os esforços globais de combate às mudanças climáticas.
A entrega do New Explorer é vista como passo significativo na jornada do setor marítimo rumo à sustentabilidade. Com uma frota crescente de embarcações movidas a metanol no horizonte, a indústria está preparada para o futuro que prioriza opções de combustível mais limpas e eficientes.
Portos e Navios - SP 07/01/2026
A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUP) alcançou 78,7 milhões de toneladas em outubro de 2025, com crescimento de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2024, informou nesta segunda-feira (5) a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). Segundo a entidade, o destaque do mês ficou com o Porto Chibatão, em Manaus, no Amazonas, com aumento de 322,6% e 725,5 mil toneladas, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). De acordo com a ATP, outros destaques em outubro foram as movimentações do Terminal Fronteira Norte, que registrou alta de 285%, e do Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena, que cresceu 217,5%.
O resultado de outubro reflete, de acordo com a ATP, o crescimento de movimentação de vários tipos de carga. No caso dos granéis sólidos, o volume chegou a 47,5 milhões de toneladas, com crescimento de 15,7%, enquanto os granéis líquidos somaram 23,1 milhões de toneladas, com alta de 16,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. A movimentação de carga conteinerizada cresceu 12% em outubro, atingindo 5,1 milhões de toneladas.
Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, os resultados evidenciam a importância dos TUP para o sistema portuário brasileiro, o comércio exterior e a economia do país. "O desempenho observado em outubro reforça o papel estratégico dos TUPs na movimentação portuária nacional", disse ele.
Portos e Navios - SP 09/01/2026
Dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) revelam que, pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil teve, em 2025, superávit em sua balança
comercial, de 68,2 bilhões de dólares, o maior montante da série histórica iniciada em 1989. No total, a soma de importações e exportações atingiu no ano 629 bilhões de dólares, dos quais 95% passaram pelos portos.
As vendas para o exterior somaram 348,676 bilhões de dólares, com alta de 3,5% em relação a 2024. Já as importações fecharam o ano com 280,4 bilhões de dólares, valor 6,7% superior ao de 2024 e quase oito bilhões de dólares acima do recorde anterior, de 2022.
O vice-presidente da República e ministro da Indústria, do Comércio e de Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que os resultados foram conseguidos graças à conquista de novos parceiros como estratégia para superar as dificuldades nas vendas para os Estados Unidos por causa das sobretaxas a produtos brasileiros impostas pelo presidente americano, Donald Trump. "Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos", afirmou.
O balanço do MPor aponta que o setor portuário deve fechar 2025 com movimentação total de 1,34 bilhão de toneladas de cargas e crescimento de 3,25% em relação ao ano anterior. O Porto de Santos, em São Paulo, registrou, de janeiro a outubro, crescimento de 29% na movimentação, atingindo 119,4 milhões de toneladas, enquanto o de Paranaguá, no Paraná, cresceu 13,5%, somando 55,2 milhões de toneladas. No Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, teve alta de 7,6%, com 31,4 milhões de toneladas, principalmente de grãos e minérios.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, creditou os bons resultados do comércio exterior à infraestrutura portuária nacional, que, segundo ele, se tornou um diferencial competitivo do Brasil. "Estamos dando as condições necessárias tanto para escoar nossa produção ao mercado internacional quanto para receber os insumos e mercadorias que abastecem a indústria e o consumo interno", disse.
CNN Brasil - SP 09/01/2026
A iniciativa dos Estados Unidos de apreender embarcações estrangeiras em águas internacionais viola gravemente o direito internacional, disse o Ministério das Relações Exteriores da China nesta quinta-feira (8).
"A China sempre se opôs a sanções unilaterais ilegais sem a base do direito internacional e sem a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse a porta-voz do ministério, Mao Ning, em uma coletiva de imprensa.
Os EUA apreenderam dois navios petroleiros ligados à Venezuela no Oceano Atlântico na quarta-feira (8), um deles navegando sob a bandeira da Rússia.
As duas embarcações apreendidas e abordadas pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (7) estavam ligadas à Venezuela, informou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
O presidente Donald Trump ordenou um "bloqueio" de todos os petroleiros de petróleo sancionados que entram e saem da Venezuela em 16 de dezembro.
Casa Branca mantém apreensões
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta (7) que o presidente Donald Trump "não tem medo" de continuar apreendendo petroleiros sancionados, apesar das preocupações de que isso possa aumentar as tensões com a Rússia e a China.
"Ele vai aplicar a nossa política que é a melhor para os Estados Unidos da América", disse ela a repórteres durante uma coletiva de imprensa. "Isso significa fazer cumprir o embargo contra todas as embarcações da chamada ‘frota fantasma’ que estejam transportando petróleo ilegalmente."
A Tribuna - SP 12/01/2026
A movimentação de cargas nos portos brasileiros bateu recorde e cresceu 4,97% de janeiro a novembro de 2025, com 1,28 bilhão de toneladas nos 11 meses do ano passado, segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base nos dados estatísticos de novembro da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Mantendo-se essa trajetória de crescimento, estima-se que o movimento nos portos do País, tanto para exportação quanto para importação, tenha encerrado o ano de 2025 acima de 1,34 bilhão de toneladas.
No mês
Considerando apenas os dados do mês de novembro de 2025, o crescimento foi ainda maior, de 14,5%, com movimentação de 118,2 milhões de toneladas.
Nos portos públicos, o crescimento em novembro foi de 17%, com 42,1 milhões de toneladas movimentadas. O destaque foi para o Porto de Paranaguá (PR), com 5,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 44,3%. Já nos portos autorizados, a movimentação foi de 76,1 milhões, com crescimento de 13,1%. A maior alta, de 55,7%, foi registrada no Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com 6,3 milhões de toneladas.
De acordo com o levantamento, a navegação de longo curso (para o exterior) cresceu 13%, com 85,7 milhões de toneladas, enquanto a cabotagem (entre portos dentro do País) subiu 11,87%, com 26,2 milhões de toneladas. A navegação interior teve alta de 59,28%, com 6,2 milhões.
A movimentação de contêineres cresceu 7,18% em novembro, com 13,8 milhões de toneladas. Em relação às mercadorias, os destaques foram para trigo, soja e milho.
Jornal de Brasília - DF 29/01/2026
O Fundo da Marinha Mercante (FMM) destinou R$ 3,85 bilhões ao setor naval e aquaviário em 2025, representando um crescimento de 107,4% em relação ao ano anterior. Os investimentos priorizaram a ampliação da construção de embarcações, o desenvolvimento de infraestrutura portuária e aquaviária, além da modernização da indústria naval brasileira.
Desse montante, R$ 2,45 bilhões foram aplicados na construção de embarcações, enquanto R$ 361 milhões financiaram obras de infraestrutura portuária e aquaviária. Adicionalmente, R$ 70,8 milhões foram destinados à modernização de estaleiros, e R$ 959,3 milhões corresponderam a ressarcimentos à Receita Federal do Brasil. Esses aportes geraram impactos diretos na criação de empregos, no fortalecimento da cadeia produtiva e na modernização do transporte aquaviário, contribuindo para a redução de desigualdades regionais.
Ao longo do ano, o FMM aprovou 771 projetos, totalizando R$ 31,8 bilhões em financiamentos para iniciativas de construção naval, infraestrutura aquaviária e modernização industrial. Desses, 152 projetos avançaram para a fase de contratação, com R$ 7,7 bilhões formalizados, o que permitiu o início de obras e atividades, prevendo a geração de cerca de 15.443 empregos diretos. Além disso, foram realizadas 166 operações com recursos de contas vinculadas, somando R$ 708,7 milhões.
Os investimentos regionais destacaram-se na Região Norte, que concentrou 53% dos recursos de contas vinculadas, dada sua importância estratégica para o transporte aquaviário e a integração logística, especialmente em áreas dependentes de vias fluviais. As regiões Sul e Sudeste também receberam financiamentos significativos, conforme a demanda dos projetos apresentados.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, enfatizou o compromisso do Governo Federal com o setor. "Os recursos do Fundo fortalecem a indústria naval, geram empregos e ampliam a capacidade do transporte aquaviário, especialmente em regiões onde são fundamentais para o abastecimento e a integração do país", declarou.
O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou os efeitos econômicos dos investimentos. "Cada projeto apoiado gera empregos, movimenta a economia local e melhora o transporte de cargas, fortalecendo a ligação do Norte e do Nordeste com o restante do Brasil", afirmou.
Para 2026, o FMM planeja até R$ 34 bilhões em novas aprovações de projetos, ampliando o apoio à construção naval, modernização da frota e fortalecimento da cadeia produtiva. Está prevista a formalização de cerca de R$ 8 bilhões em contratações, impulsionando a geração de empregos e o desenvolvimento regional. Em janeiro, a 1ª Reunião do Conselho Diretor do FMM priorizará projetos portuários, com possível destinação de até R$ 4,8 bilhões para ampliação, modernização e eficiência da infraestrutura portuária e aquaviária.
CNN Brasil - SP 05/01/2026
Em entrevista ao Agora CNN, Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras, afirmou que o Brasil deverá assumir um papel estratégico como "backup" da China para o fornecimento de petróleo venezuelano, especialmente diante das tensões geopolíticas envolvendo a Venezuela.
Segundo Prates, o Brasil possui características que o tornam um parceiro confiável para a China no setor petrolífero: "O Brasil tem um petróleo de alta qualidade, tem uma produção crescente e consolidada no pré-sal, onde existem empresas chinesas diretamente possuindo pedaços, interesse percentual nesses blocos", destacou.
Nesse contexto de disputa geopolítica, os contratos da China com a PDVSA, que representam 80% da produção da estatal venezuelana, estariam ameaçados pelo comando dos EUA. "Então, o backup do óleo da Venezuela para a China será o Brasil", explicou Prates.
O ex-presidente da estatal brasileira também ressaltou que o país possui estabilidade institucional e não está sujeito a sanções internacionais, diferentemente da Venezuela. "Temos estabilidade institucional e não temos nenhuma sanção colocada sobre nós, quer dizer, nós não estamos no meio dessas disputas. Então, na prática, a gente passa a ser o principal originador relevante de petróleo para a China fora desses eixos de influência que ela já tem", explicou.
Disputa geopolítica pelo petróleo venezuelano
Prates analisou que a situação atual da Venezuela, cuja produção petrolífera está significativamente abaixo de seu potencial, representa uma oportunidade para os Estados Unidos. "A Venezuela tem potencial de estar produzindo 3 milhões de barris-dia hoje e está produzindo abaixo de 1 milhão de barris, por conta das ineficiências e do pouco investimento que a própria estatal PDVSA pôde fazer ao longo do tempo", afirmou.
Ele prevê que os Estados Unidos buscarão transformar a Venezuela em um caso de sucesso: "O governo Trump vai fazer na Venezuela algo que ele não faria jamais e não fez junto. Os Estados Unidos nunca fizeram em país nenhum. Talvez só depois do pós-guerra, na reconstrução da Europa, do Japão e tal. Mas vai tentar fazer daquilo um showcasing".
O ex-presidente da Petrobras também mencionou que a geopolítica do petróleo está se transformando, com a crescente importância dos minerais críticos e terras raras, fundamentais para a transição energética e a eletrificação da economia mundial.
O Estado de S. Paulo - SP 05/01/2026
O presidente americano Donald Trump não citou por acaso o setor de petróleo, ao comentar a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro no último sábado. Com a maior reserva de petróleo no mundo nas mãos, os Estados Unidos poderão ter forte influência - para não dizer algum tipo de controle - sobre os preços internacionais do produto.
Hoje, os americanos já são os maiores produtores de petróleo do mundo, com uma produção de cerca de 13 milhões de barris por dia. Mas possuem apenas a 10ª maior reserva provada, com 48 bilhões de barris de estoque. Os venezuelanos, por sua vez, possuem a maior reserva, com cerca de 303 bilhões de barris, mas são apenas 20º produtor mundial, com menos de 1 milhão de barris por dia.
No melhor momento, nos anos 90, os venezuelanos chegaram a produzir mais de 3 milhões de barris por dia. Ou seja, se a indústria venezuelana de petróleo se recuperar com os investimentos americanos, e operar de acordo com os seus interesses, os EUA terão um grande controle da oferta mundial do produto, o que também significa um controle indireto sobre os preços.
De acordo com Vitor Sousa, analista de petróleo da Genial Investimentos, em um cenário de recuperação da indústria petrolífera venezuelana, se os americanos entenderem que os preços do petróleo estão muito elevados, eles poderão rapidamente elevar a produção, com a ajuda da Venezuela, ampliando oferta e reduzindo pressões sobre os preços.
E o contrário também pode acontecer. Caso os preços estejam muito baixos, afetando a rentabilidade do setor, ambos os países poderão atuar em conjunto - sempre sob os interesses americanos - reduzindo produção e oferta.
Com os campos de petróleo de ambos os países nas mãos, o poder de controle dos americanos sobre os preços aumenta consideravelmente, e reduz, por outro lado, o poder de influência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
A chance de isso acontecer, contudo, ainda é bastante incerta. Tirar Maduro do poder - e violar as leis internacionais com uma agressão sem precedentes na América do Sul - não significa controle direto sobre a Venezuela.
Não está claro se a presidente interina Delcy Rodríguez vai cooperar com os americanos, se novas ações militares acontecerão no país ou se haverá, em um cenário mais extremo, o início de uma guerra civil que a oposição tente voltar ao poder.
Qualquer que seja o desfecho, as ações de Trump têm como interesse o petróleo venezuelano, e não o discurso de combate ao narcotráfico e muito menos a defesa da democracia, já que ele próprio tem pouco apreço por esse tema.
Globo Online - RJ 05/01/2026
Ao explicar as motivações para o ataque militar americano à Venezuela e a consequente captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Donald Trump disse que as petrolíferas americanas voltariam a atuar na produção e exploração do petróleo venezuelano.
— Nossas grandes petrolíferas, as maiores de qualquer lugar no mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar infraestrutura horrivelmente quebrada, a infraestrutura do petróleo, e começar a fazer dinheiro para o país — disse Trump no pronunciamento inicial à imprensa, durante entrevista coletiva em Mar-a-Lago.
As declarações deixaram claro o interesse de Trump na Venezuela: o petróleo. Apesar de responder por menos de 1% da produção atual de petróleo do mundo, a Venezuela detém as maiores reservas provadas da commodity, com cerca de 220 bilhões de barris, ou 17% do total global.
Para Almeida, muda tudo na região, inclusive o papel do Brasil como média potência que exerce influência na América Latina.
— As eleições no Brasil vão ser impactadas. A América Latina não vai ser a mesma após essa intervenção. Veja Milei (Javier Milei, presidente da Argentina) com apoio aberto e eufórico (ao ataque americano). É um contexto geopolítico muito complexo.
Apesar de ter reservas gigantescas, a Venezuela produz hoje em torno 1 milhão de barris diários de petróleo — para efeitos de comparação, o Brasil produz 5 milhões, os EUA, 13 milhões e a Arábia Saudita, 12 milhões. O petróleo venezuelano é do tipo pesado, de mais difícil produção e, historicamente, as refinarias americanas foram adaptadas para processá-lo. Mas também as refinarias chinesas têm esta capacidade e, recentemente, após anos de embargo dos EUA, a China se tornou o principal comprador de petróleo venezuelano.
Claudio Pinho, advogado especialista no setor de petróleo e professor da universidade Mackenzie Rio, lembra que, há 15 anos, 70% do petróleo consumido nos EUA vinha da Venezuela, e as empresas tiveram seus ativos encampados pelo governo. Ainda hoje essas petrolíferas estão em busca de indenizações:
— Há um sem-número de indenizações pleiteadas pelas empresas contra o regime de Maduro. Elas não vão se instalar no marco zero (nesse primeiro momento da intervenção). Vão esperar até efetivamente o controle de regulamentação e legislação vir para as mãos dos americanos. Se vai durar uma semana, um mês, um dia, não sabemos.
Pinho diz que a Venezuela, nesses últimos 15 anos, deixou de explorar petróleo, limitando-se à produção nos campos que já estavam em operação, sem novas descobertas. Para avançar e buscar novos áreas, precisa tanto de tecnologia quanto de investimento.
— Ao deixar de ser fornecedor dos Estados Unidos, a Venezuela diminuiu seu papel no cenário mundial.
Globo Online - RJ 06/01/2026
Após a surpreendente captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana, o foco agora se volta para a rapidez com que o país, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, conseguirá elevar sua produção.
No entanto, a própria transição poderia desencadear um choque curto e intenso, com a produção caindo temporariamente em até 50% devido a interrupções nas instalações da Petróleos de Venezuela SA, a estatal petrolífera do país.
As reservas combinadas de petróleo da Venezuela, da Guiana e dos Estados Unidos poderiam dar aos EUA cerca de 30% das reservas globais de petróleo, se consolidadas sob sua influência, e essa mudança poderia conferir aos EUA maior poder de influência sobre os mercados de petróleo, potencialmente mantendo os preços dentro de faixas historicamente mais baixas, acrescentaram.
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"Haverá, sem dúvida, um segmento do mercado que adotará a narrativa de ‘Missão Cumprida’ e projetará um caminho fácil de retorno a três milhões de barris por dia de produção", disseram analistas, incluindo Helima Croft, em uma nota, acrescentando que um alívio total das sanções poderia liberar várias centenas de milhares de barris por dia nos próximos 12 meses, assumindo uma transição de poder ordenada.
No entanto, "a situação no momento da redação permanece muito fluida, e continuamos a alertar os observadores do mercado de que o país ainda terá um longo caminho pela frente", disseram.
O Estado de S. Paulo - SP 07/01/2026
Autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos negociam para que o país sul-americano exporte petróleo cru para ser refinado em território americano, afirmou a agência Reuters nesta terça-feira, 6.
A Venezuela tem milhões de barris de petróleo carregados em navios petroleiros e tanques de armazenamento ainda sem serem enviados a algum comprador devido ao bloqueio das exportações do combustível imposto pelo governo americano desde dezembro.
A China tem sido o principal comprador do petróleo venezuelano desde que os Estados Unidos impuseram sanções às empresas envolvidas no comércio de petróleo com a Venezuela em 2020.
O embargo à exportação de petróleo foi uma das ações do governo de Donald Trump para pressionar o regime comandado por Nicolás Maduro. No último sábado, 3, militares americanos capturaram Maduro em território venezuelano e o levaram para Nova York sob acusações relacionadas ao tráfico de drogas.
A petrolífera estatal venezuelana PDVSA já teve que cortar a produção devido ao embargo, devido à falta de espaço para armazenar o petróleo. Se a PDVSA não encontrar uma maneira de exportar petróleo em breve, terá que cortar ainda mais a produção, segundo uma das fontes consultadas pela Reuters.
Trump citou diversas vezes o controle do petróleo venezuelano como a principal razão para a derrubada de Nicolás Maduro. Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e especialista no setor de óleo e gás, o plano do presidente norte-americano é ter poder no mercado do petróleo internacional, com a possibilidade de ingerência nas grandes reservas do mundo e maior controle sobre os preços e a oferta.
Globo Online - RJ 07/01/2026
A operação conduzida pelo governo americano na Venezuela pode levar a oscilações de preços do petróleo como vimos nesta segunda-feira em que teve leve alta e nesta terça quando abriu numa curva ascendente que acabou cedendo ao longo dia. Na avaliação de Fernando Siqueira, CFA e head de research da Eleven, no curto prazo, a combinação produzida pelo conflito pode reduzir a produção venezuelana e aumentar custos logísticos e operacionais, como mostramos aqui no blog, pode até pressionar os preços do petróleo para cima, após um longo período de recuo — a queda acumulada no último ano foi de cerca de 20%. No médio prazo, porém, a perspectiva é de queda.
— A Venezuela produz atualmente cerca de um milhão de barris por dia, pouco mais de 1% da produção mundial. Ou seja, hoje o país é pouco relevante do ponto de vista da oferta. No entanto, possui reservas estimadas de aproximadamente 300 bilhões, as maiores do mundo, o equivalente a cerca de 20% das reservas globais. Caso a intervenção dos Estados Unidos contribua para elevar a produção e as exportações venezuelanas, isso pode gerar uma pressão de baixa sobre os preços do petróleo no médio prazo — explica Siqueira.
Coordenador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ e ex-diretor da ANP, Helder Queiroz diz que retomar a produção de petróleo da Venezuela ao que ela foi no passado, quando chegou a produzir três milhões de barris, não será barato - há estimativa de que seria necessário investir US$100 bilhões em dez anos - e não será rápido, ele avalia que serão necessários de quatro a cinco anos. É que apesar de haver ainda alguma infraestrutura no país, ela está ultrapassada e com o barril do petróleo valendo menos, o preço encolheu 20% ano passado, é preciso que essa renovação seja feita para a viabilidade econômica. E ainda há um outro ponto, apesar do ímpeto do presidente americano, Queiroz diz que as empresas petrolíferas americanas não embarcaram nesse projeto sem ter certeza de que lhes serão garantida uma estabilidade no país, inclusive jurídica.
- Com o petróleo valendo menos, as empresas têm menos caixa livre para investir e, portanto, mais seletivas. Se não enxergarem um cenário de estabilidade vão investir em outros locais, inclusive no Brasil - explica.
E num cenário em que há aumento de produção em vários países, incluindo, o Brasil, o Cazaquistão e outros, qual será o interesse em alavancar a produção venezuelana e pressionar ainda mais os preços para baixo? Afinal, se voltasse ao seu tempo auge, a Venezuela poderia colocar no mercado mais dois milhões de barris por dia, num contexto de Europa crescendo pouco, China em patamares menores, o que significaria uma sobreoferta. Helder explica que nesse ponto o interesse de Donald Trump e das petrolíferas colidem.
- Para o país, isso é bom, pois representa inflação mais baixa. Para as empresas, a queda de preços não interessa.
Globo Online - RJ 08/01/2026
O governo Trump planeja controlar futuras vendas de petróleo venezuelano e manter os recursos arrecadados em contas nos Estados Unidos, afirmou o secretário de Energia, Chris Wright, no que representa a declaração mais clara até agora sobre a estratégia de Washington para levar o petróleo bruto do país ao mercado e administrar seu recurso mais valioso.
Wright, que falou em uma conferência do Goldman Sachs em Miami nesta quarta-feira, disse que, inicialmente, os barris viriam do petróleo que a Venezuela mantém armazenado, cujos estoques vêm aumentando em meio ao bloqueio dos EUA e ameaçam forçar a paralisação de parte da produção.
"Vamos simplesmente fazer esse petróleo voltar a circular e vendê-lo", disse Wright. "Vamos comercializar o petróleo que sai da Venezuela — primeiro esse petróleo estocado e represado e, depois, indefinidamente, venderemos a produção que sair da Venezuela."
Em entrevista também nesta quarta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que os Estados Unidos já começaram a comercializar o petróleo bruto venezuelano, e que vai manter a receita das vendas em contas do Tesouro dos EUA, "medida que protegeria os recursos dos credores da Venezuela. Os fundos beneficiarão os povos americano e venezuelano", disse Leavitt.
Trump está pressionando empresas petrolíferas dos EUA, como Chevron, ConocoPhillips e Exxon Mobil, a reconstruírem a infraestrutura da Venezuela e reativarem a produção, agora que os EUA destituíram o ex-presidente Nicolás Maduro. Segundo um funcionário, o governo já manteve conversas com várias empresas do setor.
O presidente deve se reunir com executivos de energia na sexta-feira, disse Leavitt:
—É apenas uma reunião para discutir, obviamente, a imensa oportunidade que está diante dessas empresas de petróleo neste momento.
Globo Online - RJ 09/01/2026
As americanas Exxon Mobil e ConocoPhillips lideram a lista de empresas petrolíferas com grandes reivindicações financeiras contra a Venezuela, cujo presidente, Nicolás Maduro, foi capturado por forças dos Estados Unidos no fim de semana, em Caracas. As companhias estrangeiras de petróleo lutam há duas décadas para serem indenizadas por terem sido forçadas a deixar o país durante o governo do antecessor de Maduro, Hugo Chávez.
A empresa tinha investimentos substanciais em projetos de petróleo no centro e no leste da Venezuela, bem como na costa do país. Órgãos internacionais de arbitragem decidiram repetidamente a favor da Conoco, mas transformar essas decisões em dinheiro tem sido muito difícil.
A Exxon Mobil afirmou em documentos regulatórios que recebeu indenizações de US$ 908 milhões relacionadas ao seu investimento no Projeto Cerro Negro, no leste da Venezuela, e de US$ 260 milhões em compensação ligada ao Projeto La Ceiba, em um porto da região central do país.
Mas outro laudo arbitral, no valor de US$ 1,4 bilhão, foi anulado no Centro Internacional para a Solução de Controvérsias sobre Investimentos. A Exxon apresentou uma nova reivindicação para restaurar a decisão, mas essa e a grande maioria de suas reivindicações permanecem sem pagamento.
A Exxon Mobil também não respondeu a pedidos de comentário.
A Venezuela contestou muitas das reivindicações de empresas petrolíferas estrangeiras e afirmou que deve muito menos ou nada.
Empresas petrolíferas dos EUA e da Europa vêm conversando com o governo Trump sobre os próximos passos na Venezuela. Mas novos investimentos representam desafios significativos devido à instabilidade política criada pela captura de Maduro.
Na quarta-feira, autoridades do governo Trump disseram que o governo dos EUA assumiria indefinidamente o controle das vendas de petróleo venezuelano, dentro de um acordo que está sendo negociado com o país.
O dinheiro dessas vendas será usado para "estabilizar a economia da Venezuela", disse o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, à C-SPAN. Somente depois a receita seria usada para compensar as empresas petrolíferas americanas por suas reivindicações contra a Venezuela, afirmou.
Ainda assim, os investidores permanecem cautelosos. Até agora nesta semana, as ações da Exxon Mobil e da Chevron caíram mais de 5%, enquanto os papéis da ConocoPhillips recuaram mais de 7%.
TN Petróleo - RJ 12/01/2026
Pelo segundo ano consecutivo, o petróleo bruto reafirmou sua posição como o item número um da pauta de exportações do Brasil. Dados oficiais da balança comercial de 2025, divulgados nesta semana, confirmam que o insumo superou a soja e outros produtos tradicionais, alcançando o valor de US$ 44,6 bilhões em vendas externas. Este valor, embora represente uma leve retração frente ao recorde histórico de US$ 44,8 bilhões registrado em 2024, ratifica a resiliência desta indústria, que segue superando complexos como o da soja e o do minério de ferro. O resultado consolida uma trajetória de protagonismo e reforça o papel estratégico da indústria de óleo e gás para a estabilidade econômica nacional.
De acordo com informações do Governo Federal, o setor de petróleo foi decisivo para o saldo comercial do país. Este desempenho está em linha com o Outlook IBP 2025-2029, estudo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) que classifica o atual momento como um "ponto de inflexão" para a indústria. Em 2024, o setor já havia gerado um superávit líquido de US$ 36,3 bilhões e arrecadado mais de R$ 98 bilhões em royalties e participações especiais.
Portos e Navios - SP 16/01/2026
A Petrobras informou que, em 2025, sua produção de óleo alcançou 2,40 milhões de barris de óleo por dia (bpd), ultrapassando em 0,5 pontos percentuais (p.p) o limite superior da meta (+4%) estabelecida em seu Plano de Negócios 2025-2029. Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira (15), a companhia afirmou que esse resultado representa um crescimento de 11% em relação à produção de 2024.
A produção total de óleo e gás natural superou em 2,8 p.p. o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024. A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 p.p. o limite superior da meta (+4%) projetada.
Além de superar os guidances estabelecidos, as marcas de produção de óleo, produção comercial e produção total superaram recordes anuais históricos registrados ao longo de uma trajetória de mais de 70 anos. A companhia também estabeleceu no pré-sal novos recordes anuais de produção total própria de 2,45 milhões de boed e operada de 3,70 milhões de boed. O volume de produção no pré-sal representa 82% da produção total da Petrobras.
O Estado de S. Paulo - SP 16/01/2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, aproveitou seu primeiro discurso ao Congresso nesta quinta-feira, 15, para defender reformas na indústria petrolífera que atrairiam investimentos estrangeiros, um objetivo defendido agressivamente pelo governo Trump desde que derrubou ditador Nicolás Maduro, líder de longa data do país há menos de duas semanas.
Rodríguez, que tem sofrido pressão dos Estados Unidos para se alinhar à sua visão para a Venezuela, disse que as vendas do petróleo venezuelano iriam reforçar os serviços de saúde atingidos pela crise, o desenvolvimento econômico e outros projetos de infraestrutura.
Embora tenha criticado duramente o governo Trump e dito que havia uma "mancha em nossas relações", a ex-vice-presidente também delineou uma visão distinta para o futuro entre os dois adversários históricos, afastando-se de seus antecessores, que há muito tempo protestam contra a intervenção americana na Venezuela.
"Não tenhamos medo da diplomacia" com os EUA, disse Rodríguez, que agora deve lidar com pressões conflitantes do governo Trump e de manter um governo que demonstre lealdade a Maduro.
O discurso, transmitido com atraso na Venezuela, ocorreu um dia depois de Rodríguez afirmar que seu governo continuaria libertando prisioneiros detidos sob Maduro no que ela descreveu como "um novo momento político" desde sua destituição.
O Estado de S. Paulo - SP 21/01/2026
Os Estados Unidos apreenderam o sétimo petroleiro ligado à Venezuela nesta terça-feira, 20, como parte dos esforços do governo Trump para assumir o controle do petróleo do país sul-americano.
O Comando Sul dos EUA afirmou em uma publicação nas redes sociais que as forças militares americanas apreenderam o navio Motor Vessel Sagitta "sem incidentes" e que o petroleiro estava operando em desacordo com a "quarentena estabelecida pelo presidente Donald Trump para navios sancionados no Caribe".
O comando militar não informou se a Guarda Costeira dos EUA assumiu o controle do petroleiro, como aconteceu em apreensões anteriores. O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de mais detalhes. O Comando Sul disse que não tinha nada a acrescentar à sua publicação.
O Sagitta é um navio-tanque com bandeira da Libéria e seu registro indica que ele pertence e é administrado por uma empresa de Hong Kong. O navio transmitiu sua localização pela última vez há mais de dois meses, ao sair do Mar Báltico, no norte da Europa. O navio-tanque foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA sob uma ordem executiva relacionada à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
A publicação do Comando Sul dos EUA indicava que o navio havia transportado petróleo da Venezuela e afirmava que a captura "demonstra nossa determinação em garantir que o único petróleo que saia da Venezuela seja aquele que seja coordenado de forma adequada e legal".
O comando militar publicou o que parecia ser uma filmagem aérea do Sagitta navegando no oceano, mas, ao contrário dos vídeos anteriores, o clipe não mostrava as forças americanas voando em direção a ele em helicópteros ou pousando no convés do navio.
Desde a destituição do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em uma operação surpresa realizada durante a madrugada de 3 de janeiro, o governo Trump se propôs a controlar a produção, o refino e a distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela.
TN Petróleo - RJ 22/01/2026
A produção de petróleo da União atingiu 174 mil barris por dia (bpd) em novembro, considerando nove contratos de partilha de produção (CPPs) e os acordos de individualização da produção (AIPs) de Tupi, Atapu, Mero e Jubarte, resultado 3,8% inferior ao de outubro. Os dados integram o Boletim Mensal da Produção, divulgado nesta quarta-feira (21) pela PPSA (Pré-Sal Petróleo).
Nos contratos de partilha, a parcela de petróleo da União foi de 157 mil bpd, com destaque para Mero, responsável por 72% da produção, com 112,57 mil barris por dia.
O resultado do mês foi 5% inferior ao do período anterior, em razão do menor excedente de óleo no campo de Búzios, decorrente de Paradas Programadas na P-74 e no FPSO Almirante Barroso, além de Serviços de Manutenção na P-71, do campo de Itapu.
Já nos AIPs, a parcela total de petróleo da União foi de 16,53 mil bpd, 6% superior ao período anterior, devido ao maior excedente em óleo do AIP de Mero, responsável por 74% da parcela da União em novembro.
IstoÉ Dinheiro - SP 23/01/2026
Dados preliminares da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a produção de petróleo e gás natural do Brasil subiu 6,43% em dezembro contra novembro do ano passado, para 5,233 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).
Desse total, 4,011 milhões de barris por dia (bpd) foram de petróleo, alta de 6,43% contra o mês anterior, e 194,2 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) de gás natural, mais 6,44% na comparação com novembro.
A região do pré-sal correspondeu a 80,38% do total produzido no País e somou 4,206 milhões de boed, sendo 3,243 milhões de bpd de petróleo, uma alta de 7,24% contra novembro, e 153,1 milhões de m3/d de gás natural, um crescimento de 8,39% na mesma comparação.
Jornal de Brasília - DF 26/01/2026
Localizada a 120 quilômetros do Rio de Janeiro, Araruama chegou em 2025 ao clube das cidades bilionárias do petróleo. Até novembro, havia recebido R$ 920 milhões em royalties pela produção no campo de Mero, um dos maiores da Petrobras.
Esse clube tem hoje quatro cidades: Maricá, Macaé, Saquarema e Niterói, todas no Rio. Juntas, elas receberam em 2024 quase R$ 11 bilhões em royalties e participações especiais cobradas sobre campos de grande produtividade.
O valor equivale a 44% da renda do petróleo distribuída a todos os municípios brasileiros, segundo análise feita pelo Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
A elevada concentração de recursos em poucos municípios é alvo de uma campanha da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) em defesa de mudança na distribuição dos recursos, alvo de uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) desde 2012.
"Isso é um patrimônio da nação brasileira, não é de um município ou outro", diz o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski. "Pode haver até alguma compensação ambiental, mas não deveria haver tanta disparidade."
Em 2025, a Petrobras bateu recorde de produção no pré-sal, com 2,45 milhões de barris de óleo e gás por dia.
Exame - SP 26/01/2026
A Venezuela planeja elevar sua produção de petróleo em 18% até o fim de 2026, impulsionada por uma proposta de reforma legal que amplia o acesso de empresas privadas ao setor energético. O anúncio foi feito neste sábado, 24, pelo presidente da estatal PDVSA, Héctor Obregón.
A medida ocorre após a queda do ex-presidente Nicolás Maduro e em meio à forte pressão internacional.
Segundo Obregón, a produção atual da PDVSA, estimada em 1,2 milhão de barris por dia, deve crescer ainda mais com o novo marco regulatório. O Parlamento venezuelano já aprovou a proposta em primeira votação e deve concluir a tramitação na próxima semana.
Projeções da IEA indicam mercado com excesso de oferta
A iniciativa venezuelana contrasta com o cenário projetado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em ingl§es) para 2026.
Segundo relatório da entidade, divulgado na última quarta-feira, 21, o crescimento da demanda global será de apenas 930 mil barris por dia, enquanto a oferta deve aumentar em 2,5 milhões de barris por dia, ampliando o já existente superávit global.
Em 2025, a produção mundial subiu 3 milhões de barris por dia, com destaque para países não pertencentes à OPEP+, como Estados Unidos, Canadá, Brasil, Guyana e Argentina. A IEA afirma que, mantidas as atuais políticas de produção, os estoques elevados — tanto em terra quanto no mar — formarão um colchão de segurança no mercado global, mantendo os preços sob controle.
Globo Online - RJ 12/01/2026
O governo federal pretende realizar 14 leilões de concessão de rodovias e oito de ferrovias este ano, com investimento estimado em quase R$ 300 bilhões ao longo dos contratos. A entrada cada vez maior do BNDES na oferta de financiamento dos projetos é a principal aposta para destravar as licitações no ano eleitoral. A previsão é que o banco tenha fechado 2025 com volume de R$ 22 bilhões destinados a rodovias e mais R$ 3,7 bilhões a ferrovias. A meta é superar esses valores em 2026.
A carteira de projetos do Ministério dos Transportes aponta que o BNDES ficará responsável pela estruturação de leilões e operação financeira de projetos de quatro licitações programadas para 2026. São: Rota dos Sertões (BR-116, entre Bahia e Pernambuco); Rotas Gerais (BRs 116 e 251 em Minas Gerais); Rota Agro Central (BRs 070/174/364 entre Mato Grosso e Rondônia) e Rota Integração do Sul (BRs 116/158/290/392 no Rio Grande do Sul). O cardápio de licitações de ferrovias também está no radar da instituição.
O secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, disse que é "zero" a preocupação com a proximidade do calendário eleitoral. Pode haver, porém, algum atraso no cronograma dos leilões por causa do aumento de demandas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que precisa autorizar as licitações, admitiu.
Santoro afirmou, contudo, que a modelagem das concessões do setor está consolidada com aperfeiçoamentos para evitar erros do passado, como falta de análise adequada de risco e projeções irreais de receitas. Além disso, a engenharia financeira formatada pelo BNDES contém mecanismos para driblar o efeito da flutuação da taxa de juros, como troca de dívidas, o que oferece maior tranquilidade ao investidor, destacou.
— O BNDES acaba ancorando as expectativas do mercado. O banco tem uma equipe especializada em infraestrutura muito experiente e quando apoia um projeto, atrai investidores privados — disse o secretário.
Sou Agro - SP 12/01/2026
O Governo do Paraná inicia 2026 com 406 convênios assinados para compra de maquinários da linha amarela, segundo o levantamento do Núcleo de Convênios (Nuconv) da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O investimento foi de cerca de R$ 1,46 bilhão, com valor médio de R$ 3,7 milhões por município, para aquisição de 2.044 máquinas. Desse número total, já foram pagas e entregues 832 unidades. Em todo o Estado, 397 municípios e mais oito consórcios intermunicipais estão sendo beneficiados.
Entre as mais de duas mil máquinas estão 682 caminhões-caçamba, 299 pás carregadeiras, 357 retroescavadeiras, 183 rolos compactadores, 43 tratores de esteira, 231 escavadeiras e 249 motoniveladoras. Até agora, 66 municípios já compraram todos os seus equipamentos. Os recursos são do programa Estrada Boa, que prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos para melhorar a trafegabilidade rural, conservar o meio ambiente, os recursos hídricos e ampliar a frota de maquinários dos municípios.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirma que essas máquinas contribuem para transformar a vida do produtor rural, reduzindo o custo de produção e dando segurança e conforto para as famílias que vivem no campo. "O produtor rural precisa de muita coisa, mas tem uma coisa que ele precisa todo dia, que é a estrada. Chova ou faça sol, ele usa as estradas para receber os insumos, para escoar a produção ou para se deslocar até a cidade. Essas máquinas vão atuar não só na melhoria da trafegabilidade, como vão poder trabalhar também dentro das propriedades, o que representa um avanço enorme", disse.
CONVÊNIOS – Foram formalizados pela Seab 1.064 convênios em 2025, nos diversos setores da infraestrutura agrícola estadual. O número foi três vezes maior do que em 2024, quando 351 convênios foram celebrados. O balanço divulgado pelo Nuconv abrange o período de janeiro a dezembro do ano passado. O total de investimentos gerados ultrapassou os R$ 4,5 bilhões. Os convênios firmados incluem pavimentações de estradas rurais, compra de maquinários, veículos, implementos agrícolas e insumos.
O maior número foi formalizado dentro do programa Estrada Boa, com um total de 777 convênios. Além da compra de máquinas, mais 371 convênios foram assinados para pavimentação de estradas rurais, com investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões. Ao todo 2,3 mil quilômetros de estradas serão pavimentados, sendo 292 em concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) como matéria-prima, 38 em bloco sextavado, 29 em pedras irregulares e 12 em concreto.
Completando os números, o setor agrícola de implementos e maquinários, no geral, teve 150 convênios firmados para compra de pulverizadores, distribuidores de calcário, ensiladeiras, tratores, caminhões, caminhonetes e veículos de passeio. Outros 18 convênios foram para a compra de insumos como calcário e adubo.
Já o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Seab, foi responsável por mais 119 convênios formalizados em 2025. Desses, 58 foram para estufas, dentro do programa Rota do Progresso, que agora já conta com 546 estufas no total. E outros 61 para melhorias de infraestrutura de feiras livres, cozinhas, centrais de alimentos, hortas e compra de veículos.
Monitor Digital - RJ 13/01/2026
Após mais de 25 anos de negociações, os países da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para a assinatura do tratado que cria a maior área de livre comércio do mundo. O pacto envolve um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores europeus e deve produzir impactos relevantes para o Brasil, especialmente no agronegócio, principal motor das exportações do bloco sul-americano.
Para o contador Altair Heitor, CFO da consultoria Palin & Martins, o acordo muda estruturalmente o posicionamento do agro brasileiro no comércio internacional.
"Estamos falando de um redesenho de acesso ao mercado. A redução gradual de tarifas e a previsibilidade regulatória criam um ambiente mais competitivo para o produtor brasileiro, mas também elevam o nível de exigência", diz.
Segundo ele, o tratado não é apenas uma oportunidade comercial, mas um teste de organização e conformidade para o setor.
Dados do Ministério da Agricultura mostram que o agronegócio respondeu por cerca de 49% das exportações brasileiras em 2025, com a União Europeia figurando entre os principais destinos. Produtos como soja, carnes, açúcar, café e suco de laranja concentram boa parte desse fluxo. Com o acordo, tarifas de importação devem ser reduzidas ou eliminadas de forma escalonada, ampliando a competitividade desses itens frente a outros fornecedores globais.
Em sua avaliação, o principal ganho imediato está no acesso ampliado e mais previsível ao mercado europeu.
"O produtor passa a competir em condições mais claras. Isso tende a melhorar margens e estimular investimentos, sobretudo em cadeias já consolidadas", afirma. Ao mesmo tempo, ele destaca que o acordo impõe padrões rigorosos. "A Europa exige rastreabilidade, compliance ambiental e organização fiscal. Quem não se estruturar corre o risco de ficar fora", alerta.
Estimativas da Comissão Europeia indicam que o comércio bilateral entre os blocos pode crescer dezenas de bilhões de euros ao longo dos próximos anos, com efeitos positivos sobre renda, emprego e investimentos. Para o Brasil, o agronegócio aparece como o principal beneficiado a curto e médio prazo, enquanto a indústria tende a sentir os efeitos de forma mais gradual.
Além do impacto comercial, o acordo tende a intensificar efeitos tributários já conhecidos do agronegócio exportador. A ampliação das exportações para a União Europeia aumenta o volume de operações imunes ou com alíquota zero de ICMS, PIS e Cofins, o que, na prática, gera acúmulo de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva.
IstoÉ Dinheiro - SP 14/01/2026
A Fenabrave, entidade que, além das concessionárias de carros, representa revendas de equipamentos usados no campo, prevê crescimento de 3,4% nas vendas de máquinas agrícolas em 2026. O setor conta com juros mais baixos nas linhas de crédito a produtores agrícolas, em especial o Plano Safra, uma safra robusta de grãos e a expansão dos negócios via consórcio para atingir o resultado.
Conforme balanço divulgado hoje pela associação, as vendas de tratores tiveram queda de 5,1% em novembro frente ao mesmo mês de 2024, somando 3,8 mil unidades.
Na comparação com outubro, o número corresponde a uma retração de 23,8%. Ainda assim, no acumulado de janeiro a novembro do ano passado, as vendas de tratores mostraram crescimento de 16,5%, para 48,7 mil unidades.
Por sua vez, as vendas de colheitadeiras recuaram 14,7% em novembro no comparativo interanual. No total, foram vendidas 272 colheitadeiras, 10,8% abaixo do número de outubro. Com isso, o crescimento no acumulado do ano caiu para 7,5%, com 2,9 mil colheitadeiras de grãos vendidas entre janeiro e novembro.
Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado nesta terça pela Fenabrave com dados já relativos a dezembro.
Agrolink - RS 14/01/2026
A evolução tecnológica das máquinas agrícolas consolidou 2025 como um ano de avanço na eficiência das operações no campo. Diante de janelas de trabalho mais curtas e maior necessidade de controle dos custos, produtores brasileiros passaram a priorizar soluções que ampliam a precisão, a produtividade e a sustentabilidade das atividades. A incorporação de Inteligência Artificial e automação aos equipamentos se destacou como um dos principais vetores desse movimento.
Sistemas embarcados em tratores, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras passaram a orientar decisões com base em dados gerados em tempo real, permitindo melhor uso de insumos e maior previsibilidade operacional. De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o produtor está cada vez mais apoiado por informações qualificadas e busca tecnologias capazes de reduzir desperdícios e ampliar o controle das operações.
"Hoje, cada máquina é um centro de diagnóstico em tempo real. Isso significa menos desperdício, mais produtividade e decisões embasadas em informações qualificadas", afirma.
Monitor Digital - RJ 15/01/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), repassou nesta terça-feira mais R$ 15,3 bilhões para operações de crédito rural no âmbito de programas do Plano Safra 2025-2026. Deste total, R$ 10,4 bilhões serão destinados às linhas voltadas para agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões para agricultura familiar. O primeiro crédito foi de R$ 30,8 bilhões.
O total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo banco de fomento é de R$ 20,1 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2026.
De acordo com o BNDES, os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.
O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário. No Plano Safra 2025-2026, o Banco já aprovou R$ 26,4 bilhões no âmbito dos PAGF e atendeu a solicitações de mais de 105 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.
Segundo o banco, além dos PAGFs oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural – na atual safra, o produto já soma R$ 4,4 bilhões em operações aprovadas.
IstoÉ Dinheiro - SP 22/01/2026
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,392 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O número supera os R$ 1,370 trilhão estimados pela pasta no mês passado. Em relação ao ano anterior, entretanto, há queda de 2%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,416 trilhão para R$ 1,419 trilhão.
A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. Os dados foram compilados pela reportagem. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País.
Do total previsto para 2026, R$ 900,407 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e recuo estimado de 3,2% ante 2025. Outros R$ 491,156 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 0,5% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 930,487 bilhões, e alta de 14,3% no faturamento da pecuária, para R$ 488,827 bilhões.
O Estado de S. Paulo - SP 29/01/2026
A compra de máquinas e equipamentos agrícolas e veículos de tração mecânica e os repasses a instituições de caráter assistencial, cultural e educacional lideram os gastos com emendas parlamentares do Orçamento de 2025. Segundo registros do próprio governo federal, o Poder Executivo destinou, por decisão dos deputados e senadores, R$ 1,24 bilhão para instituições privadas de caráter assistencial, cultural e educacional.
Já R$ 1,04 bilhão foram para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas e rodoviários. Outros R$ 898,75 milhões foram reservados para a compra de veículos de tração mecânica.
O empenho desses recursos não significa o pagamento efetivo dessas despesas. Apenas R$ 360 milhões foram pagos às instituições mencionadas. O pagamento para máquinas e equipamentos agrícolas foi de R$ 38,1 milhões, e para veículos de tração mecânica, de R$ 17 milhões.
Esses gastos ajudam a esclarecer as preferências dos deputados e senadores, que privilegiam despesas a curto prazo em detrimento de investimentos de longo prazo.
Parlamentares costumam fazer propaganda das máquinas entregas a partir de suas emendas. Um dos deputados que destinaram emendas para veículos agrícolas foi Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT). Em dezembro, ele postou nas redes sociais um registro da entrega de centenas de maquinários para municípios do Mato Grosso a partir de uma emenda de bancada de R$ 31 milhões. Na opinião do parlamentar, as emendas do tipo não são soluções de curto prazo, já que auxiliam municípios com frota defasada.
"As emendas foram feitas por necessidade dos municípios, que estão com frota defasada. Foi do programa do Ministério da Agricultura, o Promaq. As máquinas servem para trabalho das prefeituras e para o aumento da produtividade agricultura familiar por anos. Duram em média até dez anos de uso", disse o emedebista.

