Valor - SP 11/12/2025
Exportações continuam em alta, mas sobre uma base historicamente fraca; até novembro foram embarcadas 39.622 motos, crescimento de 39,2% sobre o mesmo período de 2024
A produção de motos no Brasil no acumulado de 2025 chegou a 1,85 milhão de unidades no fim de novembro. O crescimento de 13,9% sobre o mesmo período de 2024 reforça a expectativa de que o setor possa ter o terceiro melhor ano da sua história, chegando perto de 2 milhões de motocicletas montadas no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Os números do setor foram divulgados, na manhã desta quarta-feira (10), pela Abraciclo, associação que reúne 11 fabricantes e representa cerca de 97% do mercado. A estimativa da Abraciclo é de expansão de 11,5% na produção neste ano, chegando a 1,95 milhão.
Como em dezembro a produção é historicamente menor que a média do ano, por conta das férias coletivas na segunda quinzena, não há garantias de que a marca de 2 milhões de motos montadas seja alcançada. O setor já produziu mais de 2 milhões de motos em 2008 e 2011.
"Chegamos ao fim do ano com boas expectativas em relação à produção de 1,95 milhão de unidades", afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo, em nota.
Além da demanda em alta, o setor foi beneficiado neste ano por um período de seca de menor intensidade na região Norte no segundo semestre, o que permitiu manter as linhas de produção ligadas. Em 2023 e 2024, a seca afetou a logística de Manaus e impactou a produção das montadoras instaladas no PIM.
Em novembro, foram montadas 165,7 mil unidades, alta de 13,4% sobre o mesmo mês de 2024 e queda de 12,3% na comparação com outubro. A redução é explicada pelo menor número de dias úteis: 23 em outubro contra 19 em novembro.
Licenciamentos
Se há dúvidas se a produção pode alcançar 2 milhões de unidades, o mesmo não ocorre com as vendas. O licenciamento acumulado até novembro já soma 2 milhões de motocicletas, alta de 16,2% sobre os onze meses de 2024. A expectativa da Abraciclo para 2025 é atingir 2,1 milhões de motos emplacadas, alta de 11,9%. Como o setor hoje não enfrenta falta de produto, a meta de 2,1 milhões de unidades vendidas deve ser ultrapassada até o fim de dezembro.
O mercado é dominado pelos modelos de baixa cilindrada, com cerca de 77% de participação. As motos de média cilindrada respondem por 20% das vendas, enquanto a alta cilindra fica com 3% de participação.
Somente em novembro, foram vendidas 180,6 mil motocicletas, alta de 22,8% na comparação anual. Frente a outubro, houve queda de 13,9%. Novamente a explicação para a redução na comparação mensal é o menor número de dias úteis em novembro.
As exportações continuam em alta, mas sobre uma base historicamente fraca. Até novembro foram embarcadas 39.622 motos, crescimento de 39,2% sobre o mesmo período de 2024. Somente no mês passado, foram exportadas 4.565 motos, aumento de 178,3% na comparação anual e queda de 18% sobre outubro.
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