Money Times - SP 27/01/2026
A CSN (CSNA3) já está sondando potenciais compradores para o desinvestimento em seu negócio de siderurgia. De acordo com o Valor Econômico, a companhia fez contatos informais com concorrentes para mapear potenciais interesses. A expectativa é que a contratação de uma assessoria ocorra em breve.
Fontes ouvidas pelo jornal apontam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, dando andamento ao plano de revisão estratégica de ativos.
Neste mês, a CSN anunciou ao mercado o início de um plano para venda de parte de seus ativos importantes, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa.
Conforme aprovado pelo conselho de administração, a CSN pretende diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões do endividamento da companhia ainda neste ano. A ideia é que, com menos dívidas, a CSN possa focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento.
Os desinvestimentos da CSN
Nas demais frentes de desinvestimento, a CSN conta com assessoria do Morgan Stanley no segmento de cimentos, negócio que a companhia pretender vender o controle.
Também está no radar do grupo a venda de uma fatia relevantes dos ativos de infraestrutura. Segundo apuração do Valor, a ideia nesse caso é se desfazer de 20% a 30% da operação, com um novo sócio no negócio. Para esta frente, a CSN conta com a assessoria do Bradesco e Citibank.
Tanto para cimento quanto infraestrutura, o jornal aponta que a CSN visa assinar um acordo de venda no terceiro trimestre deste ano, sendo que já existem conversas em andamento.
Com menos dívidas, a CSN quer focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento. A empresa espera que essa estratégia permita, em até oito anos, alcançar o potencial de dobrar o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e atingir uma alavancagem sustentável em torno de uma vez a sua relação dívida líquida/Ebitda.
S&P rebaixa rating
Na última semana, a agência classificadora de riscos S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN de ‘BB-’ para ‘B+’ na escala global, tendo em vista os riscos de execução e prazo do plano anunciado pela companhia para redução da alavancagem.
Atualmente, os analistas da S&P Global projetam uma alavancagem ajustada acima de 5,0 vezes em 2026, na ausência da venda de ativos.
“Embora reconheçamos os esforços da empresa para melhorar sua estrutura de capital e reduzir a carga de juros, acreditamos que há riscos para a execução tempestiva dessas transações expressivas, o que pode postergar uma melhoria na alavancagem”, avaliam.
A agência colocou ainda uma perspectiva negativa, que indica uma em três chances de outro rebaixamento nos próximos 12 meses caso a ausência de vendas de ativos e uma piora do desempenho operacional mantenham a alavancagem acima de 5,0 vezes, enquanto a dívida de curto prazo significativa e as saídas substanciais de caixa com investimentos (capex) e juros pressionam a liquidez.
Valor - SP 27/01/2026
A produção de aço bruto dos Estados Unidos ultrapassou a do Japão em 2025 pela primeira vez em 26 anos, tornando o país o terceiro maior produtor mundial, atrás da China e da Índia. Esse resultado é fruto do aumento da produção decorrente das políticas tarifárias do presidente americano, Donald Trump, e do boom na construção de data centers de inteligência artificial.
A produção de aço bruto dos Estados Unidos em 2025 aumentou 3,1%, para 82 milhões de toneladas, o primeiro crescimento em dois anos, segundo a Associação Mundial do Aço. Essa foi a primeira vez que os Estados Unidos ultrapassaram o Japão desde 1999.
O crescimento se deve, em grande parte, às políticas tarifárias do governo Trump. Em março, os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos de aço e alumínio importados, elevando a taxa novamente para 50% em junho. Os fabricantes americanos, prevendo que o aço importado ficaria mais caro e a demanda por produtos nacionais aumentaria, impulsionaram a produção.
As tarifas elevaram os preços do aço nos Estados Unidos. Bobinas de aço laminado a quente, utilizadas na indústria manufatureira e em outros setores, estavam cotadas a US$ 983 por tonelada em 12 de janeiro, o maior valor desde que atingiram US$ 993 no fim de maio, segundo a empresa de pesquisa americana SteelBenchmarker.
Esse valor é o dobro do preço de exportação global e representa um aumento de 30% em relação a janeiro de 2025, quando Trump assumiu seu segundo mandato.
Os embarques de aço no mercado interno dos Estados Unidos em novembro aumentaram 5% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto Americano de Ferro e Aço.
A demanda por aço utilizado na construção de data centers e usinas de energia está crescendo, impulsionada pelo boom da inteligência artificial. Os gastos do setor privado com a construção de data centers mais que dobraram nos dois anos até janeiro de 2025, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
A Nippon Steel, que adquiriu a U.S. Steel por cerca de US$ 14,1 bilhões em junho passado, planeja investir bilhões de dólares nos Estados Unidos para produzir em massa aço de alta qualidade para data centers e outras aplicações. Com as tarifas elevando os preços e a forte demanda interna, os Estados Unidos estão se tornando um destino atraente para investidores estrangeiros.
As aquisições estão se intensificando, em antecipação ao crescimento futuro. A siderúrgica americana Steel Dynamics, que utiliza fornos elétricos a arco, anunciou em 6 de janeiro que firmou uma parceria com a empresa australiana de energia SGH para propor a aquisição da BlueScope Steel, a maior siderúrgica da Austrália, por 13,2 bilhões de dólares australianos (US$ 9,13 bilhões).
A Steel Dynamics espera adquirir as operações da BlueScope na América do Norte. A BlueScope opera uma usina siderúrgica com forno elétrico a arco no estado de Ohio, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas, e é forte em produtos de aço para as indústrias automotiva e da construção civil.
A Steel Dynamics é a quarta maior siderúrgica dos Estados Unidos e a segunda maior em produção de aço em forno elétrico a arco, depois da Nucor. Seu ponto forte reside na eficiência produtiva, com todos os aspectos da reciclagem de matéria-prima, processamento, fabricação e logística realizados internamente.
O conselho de administração da BlueScope rejeitou a proposta de aquisição em 7 de janeiro, alegando que ela subestimava a empresa. A SGH e a Steel Dynamics podem ampliar sua oferta no futuro.
Embora os investimentos estejam se concentrando nos Estados Unidos, o mercado global de aço enfrenta um cenário desafiador devido à queda no consumo de aço para construção na China, que responde por um terço do consumo mundial. O excedente de aço barato da China está sendo exportado, agravando as condições do mercado global.
"A direção das condições do mercado siderúrgico difere entre as regiões que restringem a importação de aço por meio de medidas protecionistas e as demais", afirmou Atsushi Yamaguchi, analista sênior da SMBC Nikko Securities, acrescentando que a polarização do mercado se intensificará ainda mais após 2026.
Yamaguchi disse que o ambiente de rentabilidade para as indústrias siderúrgicas do Japão, Coreia do Sul, Taiwan e China, que são altamente dependentes das exportações, se tornará ainda mais severo.
Valor - SP 27/01/2026
Por enquanto, as conversas sobre a venda de uma fatia ou até a totalidade do braço siderúrgico têm sido conduzidas pela própria companhia, que em breve deve contratar um banco para assessorá-la
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fez contatos informais com concorrentes para sondá-los sobre o potencial interesse em seu negócio de aço, apurou o Valor. Segundo duas fontes, o grupo de Benjamin Steinbruch poderá vender até 100% de sua operação siderúrgica, dentro do plano de revisão estratégica de ativos colocado em curso na segunda metade do ano passado.
Por enquanto, as conversas sobre a venda de uma fatia ou até a totalidade do braço siderúrgico têm sido conduzidas pela própria companhia, que em breve deve mandatar um banco para assessorá-la nesse desinvestimento.
A CSN anunciou neste mês que pretende vender entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em ativos com o objetivo de reduzir sua alavancagem financeira. Na ocasião, a companhia limitou-se a informar que iria avaliar alternativas e rotas estratégicas, o que poderia passar por alguma parceria, na área de siderúrgia.
Em cimentos, um negócio relativamente recente no portfólio da grupo e que ganhou musculatura mediante uma série de aquisições nos últimos anos, a CSN informou que o plano é vender o controle. O Morgan Stanley está assessorando a CSN nessa frente.
O grupo também disse que pretende vender uma “fatia relevante” de seus ativos de infraestrutura. Segundo uma fonte ouvida pelo Valor, a ideia, neste caso, é de desfazer de 20% a 30% da operação, trazendo um novo sócio para o negócio. Bradesco e Citibank foram mandatos para conduzir a transação.
Tanto em cimentos quanto em infraestrutura, a ambição da companhia é assinar um acordo de venda no terceiro trimestre deste ano. O Valor apurou que a CSN iniciou os primeiros contatos com interessados ainda no ano passado e já tem conversas em andamento. O negócio de cimentos atraiu potenciais compradores brasileiros e estrangeiros e a fatia em infraestrutura está sendo avaliada por grupos internacionais, segundo fonte.
A estratégia do grupo é concentrar seus negócios em mineração e infraestrutura, que têm melhores perspectivas e trarão maior contribuição às margens. No caso da siderurgia, a avaliação, conforme um interlocutor, é que o negócio seguirá pressionado pelas importações, concorrendo por recursos da CSN que poderiam ser direcionados a ativos mais rentáveis.
Do lado do balanço, o plano é reduzir a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização), para cerca de 1 vez e dobrar o Ebitda em até oito anos.
Na semana passada, a S&P cortou a nota de crédito da companhia, agora em “B+” e com perspectiva negativa (de novo rebaixamento em 12 meses), devido à alavancagem persistentemente elevada.
Para 2026 e 2027, a agência de classificação de risco projeta para a companhia dívida líquida equivalente a mais de 5 vezes o Ebitda - os indicadores usados por agências de rating podem diferir daqueles publicados pelas empresas por questões de metodologia -, com possibilidade de redução, sem considerar a potencial venda de ativos, somente a partir de 2028. Com os desinvestimentos em cimentos e infraestrutura, o grupo poderia reduzir sua dívida em cerca de um terço até 2027, pelos cálculos da S&P.
Em setembro, a alavancagem financeira da CSN estava em 3,14 vezes, em termos ajustados, com dívida líquida de R$ 37,5 bilhões.
Procurada, a CSN não deu retorno ao pedido de entrevista.
O Estado de S.Paulo - SP 27/01/2026
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4,02% para 4,00%. A taxa está 0,50 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,05%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,02% para 3,99%.
A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, pela 12ª semana consecutiva. Considerando apenas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida também seguiu em 3,80%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu a 4,46%, abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%.
“O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, diz o texto.
No Focus desta segunda-feira, 26, a projeção para o IPCA de 2028 ficou estável em 3,50%, pela 12ª semana seguida. Para 2029, também permaneceu em 3,50%, pela 21ª semana consecutiva.
Juros
A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, pela quinta semana consecutiva. Considerando só as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,25%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 50ª semana seguida. Considerando só as 99 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 10,50%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00%. Há um mês, estava em 9,75%. Para 2029, a mediana seguiu em 9,50%, pela 13ª semana consecutiva.
Em dezembro, o Copom decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.
Na ata, o colegiado afirmou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
PIB
A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,80%, pela sétima semana consecutiva. Considerando apenas as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 1,78% para 1,80%.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no RPM do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80%, pela quarta semana seguida. Considerando só as 61 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, permaneceu em 1,80%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 98ª e 45ª semana seguida, respectivamente.
Dólar
A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 15ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 oscilou de R$ 5,50 para R$ 5,51, depois de 12 semanas de estabilidade.
Para o fim de 2028, seguiu em R$ 5,52 pela 4ª semana seguida. Para 2029, oscilou de R$ 5,57 para R$ 5,58. Há um mês, era de R$ 5,56.
A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
IstoÉ Dinheiro - SP 27/01/2026
O quadro global de perda de valor do dólar frente a moedas emergentes e fechamento da curva dos Treasuries deu suporte para os juros futuros negociados na B3 recuarem hoje pelo quarto pregão consecutivo, às vésperas da decisão de juros do Banco Central e do Federal Reserve desta quarta-feira.
Assim como na última semana, foram as taxas dos DIs longos que mais diminuíram na sessão. Já o trecho curto pouco caiu ante o ajuste, com a expectativa praticamente consensual de que a Selic será mantida em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC esta semana.
Do lado doméstico, o debate sobre o cenário eleitoral vem ganhando protagonismo e, na visão de alguns agentes, após pesquisas menos favoráveis ao presidente Lula publicadas na semana passada, ainda pode estar fazendo preço nos juros. Nesta segunda-feira, 26, no entanto, nenhum levantamento de peso foi divulgado. E o boletim Focus, sem mudança relevante nas expectativas do mercado, foi neutro para a curva a termo.
Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,696% no ajuste de sexta-feira para 13,68%. O DI para janeiro de 2029 caiu de 13,032% no último ajuste a 12,98%. O DI para janeiro de 2031 ficou em 13,295%, vindo de 13,356% no ajuste antecedente.
Por volta das 18h00, o retorno da T-Note de dois anos cedia a 3,592%, o rendimento da T-Note de 10 anos recuava a 4,215%, e o do T-Bond de 30 anos diminuía a 4,806%, com perda de inclinação da curva americana. Em um pregão escasso de notícias e indicadores no âmbito local, o mercado de renda fixa contou, mais uma vez, com ajuda do exterior.
Já a divisa americana encerrou o dia em baixa modesta, de 0,12%, ante o real, cotada a R$ 5,2797, depois de tocar menor cotação intradia desde junho de 2024, a R$ 5,26, ao longo do pregão. Na última semana, o dólar acumulou queda de 1,6% ante a moeda brasileira.
“O dólar capta bem a questão política. O pessoal está vendo oportunidades aqui, o gringo faz uma avaliação geral positiva e a eleição talvez seja o principal fator para isso”, avalia Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, para quem a principal notícia nas pesquisas conhecidas na última semana foi uma menor chance de reeleição de Lula. O atual presidente, na visão do mercado, deve seguir adotando política fiscal expansionista em eventual próximo mandato.
O instituto Paraná Pesquisas vai divulgar um levantamento eleitoral nesta quinta-feira, observa Tavares. Caso seja apontada manutenção da tendência observada nas enquetes da semana anterior, a nova pesquisa deve seguir influenciando positivamente os ativos domésticos, aponta o economista. “O cenário de alocação externa está ajudando muito”, reforçou.
Ainda do lado doméstico, a Petrobras anunciou redução de R$ 0,14 por litro da gasolina às distribuidoras, o equivalente a -5,2%, a partir de amanhã, decisão já esperada pelo mercado, mas que levou a revisões baixistas para o IPCA. A Warren reduziu sua estimativa para o indicador oficial de inflação em 2026 de 4,50% a 4,40%; a Logos Economia, de 4,2% para 4,1%; e a Quantitas, de 4,23% a 4,15%.
Para a reunião desta semana do Copom, a visão praticamente unânime é de que o colegiado não vai alterar a Selic, mas o mercado discute possíveis mudanças no comunicado que possam sinalizar com mais clareza que o juro será reduzido em março. “Acho que ninguém mais que acredita que o BC vá tomar decisão nesta quarta, ainda que haja condições suficientes para começar o ciclo”, diz Tavares, da BGC, destacando que a postura do BC atual é mais conservadora.
IstoÉ Dinheiro - SP 27/01/2026
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 252 milhões na quarta semana de janeiro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 26, o valor foi alcançado com exportações de US$ 5,202 bilhões e importações de US$ 4,950 bilhões.
Com o resultado positivo da quarta semana, o mês de janeiro acumula superávit de US$ 3,836 bilhões.
A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões neste ano. Para as exportações, a expectativa é de um valor entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, e para as importações, entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
Até a quarta semana de janeiro, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações cresceram 8,4%, somando US$ 20,015 bilhões. O desempenho dos setores nas quatro semanas do ano foi o seguinte: crescimento de 16,2% em Agropecuária, que somou US$ 3,20 bilhões; expansão de 11,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 5,94 bilhões e, por fim, alta de 4,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,76 bilhões.
Já as importações caíram 3,6%, até a quarta semana de janeiro na mesma comparação, totalizando US$ 16,179 bilhões. Houve queda de 24,6% em Agropecuária, para US$ 0,34 bilhões; recuo de 12,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,71 bilhões e, por fim, declínio de 2,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,01 bilhões.
Diário do Comércio - MG 27/01/2026
Os economistas ouvidos pelo BC (Banco Central) esperam que a taxa de juros permaneça em 15% na primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC deste ano.
Os integrantes se reúnem nesta terça-feira (27) e o resultado será anunciado no dia seguinte. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (26), os analistas preveem que a Selic ficará estagnada no patamar atual, mas mantiveram a expectativa de um corte de 0,5 ponto percentual, levando a taxa para 14,5%, na reunião de março.
O mercado tem a perspectiva que a taxa de juros terminará o ano em 12,25%, patamar mantido há cinco semanas. O Focus também mostrou a manutenção da Selic nos três anos posteriores em 10,5% (2027), 10% (2028) e 9,5% (2029).
Nos outros principais índices, a única mudança foi a redução na previsão para a inflação deste ano, que caiu de 4,02% para 4%. É a terceira semana consecutiva de diminuição do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Os economistas avaliam que a inflação reduzirá para 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029.
A expectativa para o dólar e o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano foram mantidos em R$ 5,50 e 1,8%, respectivamente.
O Estado de S.Paulo - SP 27/01/2026
O Brasil teve déficit de US$ 3,363 bilhões na conta corrente em dezembro, após um saldo negativo de US$ 4,956 bilhões em novembro, informou o Banco Central nesta segunda-feira, 26. Com isso, o déficit acumulado em 2025 ficou em US$ 68,791 bilhões, ou 3,03% do Produto Interno Bruto (PIB) — o maior, nessa base, desde 2014, quando o valor do déficit foi de US$ 110,493 (4,50% do PIB).
O resultado do mês de dezembro foi menor do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de US$ 5,60 bilhões. Todas as estimativas do mercado eram negativas, de US$ 12,211 bilhões a US$ 4,20 bilhões. O montante do ano também ficou menos deficitário do que a estimativa intermediária do levantamento (-US$ 72,50 bilhões) e a projeção do BC (-US$ 76 bilhões).
O déficit em transações correntes foi o menor para meses de dezembro desde 2015, quando houve superávit de US$ 80,80 milhões. Em dezembro de 2024, o rombo havia sido de US$ 10,237 bilhões.
A balança comercial teve superávit de US$ 8,814 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 3,816 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 9,224 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 2,234 bilhões.
No acumulado do ano, a balança comercial teve superávit de US$ 59,952 bilhões, acima da estimativa do BC, que apontava para US$ 52,0 bilhões. A conta de serviços ficou deficitária em US$ 52,940 bilhões; a conta de renda primária ficou negativa em US$ 81,347 bilhões; e a conta financeira teve déficit de US$ 65,061 bilhões.
O BC espera um resultado negativo de US$ 60 bilhões nas transações correntes este ano, o equivalente a 2,4% do PIB. A estimativa incorpora um superávit comercial de US$ 64 bilhões, além de déficits de US$ 51 bilhões na conta de serviços e de US$ 78 bilhões na conta de renda primária.
O Estado de S.Paulo - SP 27/01/2026
A dimensão da abertura da janela de oportunidade para o Brasil do acordo comercial fechado entre Mercosul e União Europeia (UE), depois de mais de 26 anos de negociações, não será definida apenas por decisões tarifárias, mas também – e principalmente – por avanços domésticos para fazer a economia brasileira competir mais em pé de igualdade com os países da UE. Aumento da produtividade, modernização da produção, redução do custo Brasil, estabilidade regulatória e do ambiente de negócios, ajuste das contas públicas e previsibilidade econômica são os fatores-chave na busca dessa simetria.
Se superar os entraves políticos e judiciais na Europa, como se espera, o tratado entre os dois blocos econômicos, celebrado como um marco histórico num momento de reordenamento geopolítico e fragmentação do comércio global, embute alguns riscos, como pressões competitivas sobre a indústria menos preparada à concorrência internacional e mais voltada ao mercado interno. É necessário preparar o terreno, sobretudo institucionalmente, para que o Brasil possa aproveitar plenamente o potencial dessa nova fase comercial.
No artigo Avaliando os impactos regionais no Brasil do acordo Mercosul-União Europeia, publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), os economistas Flávio Ataliba Barreto, Thiago de Araújo Freitas, João Mário Santos de França e Pedro Avelino reforçam os ganhos potenciais, que podem influenciar, inclusive, decisões de novos investimentos. Mas destacam também riscos e condicionantes, institucionais e produtivas.
No âmbito do comércio exterior brasileiro, a China, os Estados Unidos e a Argentina ocupam, respectivamente, as primeiras posições como principais parceiros comerciais. Contudo, os países da União Europeia também desempenham papel relevante no contexto agregado: em 2025, as exportações brasileiras para esse bloco totalizaram US$ 49,8 bilhões em mercadorias, representando um acréscimo de 3,2% em relação ao ano anterior.
Os economistas chamam a atenção, porém, para a grande diferença nas dinâmicas regionais internas do comércio, concentrado no Sudeste e no Sul do País, embora o Centro-Oeste, com o agronegócio, cresça de forma mais notável. Quatro regiões tiveram crescimento no ano passado, em maior ou menor grau, enquanto o Nordeste teve queda expressiva nas exportações para o bloco europeu, de 12,3% no período. As disparidades permitem estimar que os efeitos da ampla liberalização tarifária não se distribuirão de forma uniforme nem pelas regiões nem por setores. Haverá oportunidade para uns e grandes desafios para outros.
Avanços estruturais poderiam garantir maior aproveitamento. A despeito das recorrentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa do multilateralismo, a economia brasileira, como é amplamente sabido, se mantém entre as mais fechadas do mundo, com baixa participação do comércio exterior em relação ao PIB e altas tarifas de importação, o que limita crescimento e produtividade. Não raro, setores industriais são carimbados como “estratégicos” para dispor de incentivos governamentais, prática comum sobretudo em gestões lulopetistas.
Os déficits no comércio do Brasil com a União Europeia concentram-se em setores mais industrializados. Já o agronegócio tende a ampliar oportunidades. O saldo final dessa conta será ditado não apenas pela eliminação tarifária, mas pelo necessário aumento da competitividade e capacidade de atendimento de exigências sanitárias, ambientais e técnicas.
Os quatro economistas da FGV reforçam em seu levantamento que, caso não venha acompanhada por avanços em produtividade, redução do custo do capital, fortalecimento institucional e políticas de apoio à adaptação empresarial, a liberalização comercial pode resultar em perda de densidade industrial em determinadas regiões, configurando um processo de desindustrialização relativa.
O acordo histórico Mercosul-União Europeia é um importante instrumento de inserção internacional efetiva do Brasil, mas dependerá de uma guinada macroeconômica e institucional para gerar impactos positivos.
Infomoney - SP 27/01/2026
O mercado se volta nesta quarta-feira (28) para a decisão do Comitê de Política Monetária dos EUA (Fomc, na sigla em inglês) sobre a política de juros norte-americanos. Na mesa de análise do Federal Reserve (Fed, equivalente ao Banco Central) estarão dados da atividade econômica, emprego e inflação. De pano de fundo, há a pressão política do presidente Donald Trump, que exige corte de juros robustos.
O consenso do mercado é que o Fed deverá manter a taxa no patamar atual, de 3,5% e 3,75%. A ferramenta FedWatch do CME Group aponta 97% de probabilidade disso acontecer.
Para o Banf of America (BofA), o Fomc está “firmly on hold”, ou seja, firmemente em modo de espera até que o balanço de riscos mude. Para o banco, a expectativa é de que a reunião de janeiro traga poucas novidades práticas porque o Fed permanece dependente de dados e, como a política monetária está próxima da taxa neutra estimada, não há pressa para agir.
Desemprego pressiona
Um dos termômetros da economia são os dados de desemprego, que mostram se a atividade está ativa a ponto de demandar maior mão de obra, ou se está com baixa demanda, levando empresas a dispensarem seus funcionários.
Os números apontam que o desemprego subiu em novembro e chegou ao nível mais alto dos últimos quatro anos, o que demonstra um quadro de desaceleração econômica. A taxa de desemprego chegou a 4,6% em novembro, acima dos 4,4% de setembro, enquanto o mercado estimava uma certa estabilidade neste indicador. Em dezembro, o indicador ficou em 4,4%.
Inflação na ‘cola’ dos americanos
O índice que mede a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,3% em dezembro, e fechou o ano de 2025 em 2,7%.
Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,2% em novembro, de acordo com dados mais recentes, e acumula alta de 2,8% em 12 meses, acima do esperado. No entanto, o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, considerados mais voláteis, é o que mais importa – e ele ficou em linha com as expectativas. Este é o indicador preferido do Federal Reserve para conduzir a política monetária nos EUA.
A meta de inflação do Fed é de 2%. Com os indicadores fora da meta, a expectativa é que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas até sentirem que o corte não irá estimular os preços e gerar maior inflação.
Alguns analistas estimam que os EUA devem sofrer pressões inflacionárias em 2026 que não podem ser subestimadas. Em um artigo assinado pelo CEO e pelo presidente do Petersen Institute, Peter Orszag e Adam Posen alertam para os possíveis efeitos defasados das tarifas comerciais que Trump aplicou no ano passado.
Eles afirmam que o repasse das tarifas tem sido minimizado porque os importadores estão absorvendo o impacto e reduzindo margens de lucro, o que não é sustentável a longo prazo. Para eles, isso deve mudar em 2026. “Há várias razões para esse repasse defasado, incluindo empresas precificando com base em quando seus estoques chegaram — e que agora já se esgotaram — e o receio de aplicarem reajustes muito rápido. Os aumentos, portanto, têm sido graduais”, afirmam.
PIB
A grande surpresa da última reunião do Fed foram os dados de atividade econômica, destaca o BofA em relatório, que apontam para uma aceleração no crescimento da produtividade.
Isso traz implicações mistas para a política porque, por um lado, eleva a taxa neutra e, por outro, é desinflacionário. Para o BofA, os dados reforçam o “argumento a favor da inércia”, ou seja, na manutenção do juro no patamar atual.
Comitê dividido
José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos, ressalta que o comitê do Fed está dividido em relação aos mandatos, ou seja, parte está olhando com mais atenção aos dados da inflação e, outra parte, para os dados do mercado de trabalho.
Para ele, ao mesmo tempo que o núcleo da inflação segue persistente, ou seja, os preços não cedem, o mercado de trabalho dá sinais “complicados”, porque ninguém está contratando, mas também não está demitindo.
“Há uma parcela do board muito focada na inflação e outra parcela muito focada no desemprego. Essa falta de homogeneidade dentro do comitê faz com que haja uma preocupação em manter os juros como estão, por indecisão”, avalia.
Com isso, a decisão não deverá ser unânime, mas deve prevalecer a pausa em detrimento de mais um corte, avalia o banco Bradesco.
Pressão de Trump
Em meio aos dados oficiais, somam-se as variáveis políticas, que acrescentam volatilidade ao mercado americano.
Desde o ano passado, o presidente Donald Trump tem pressionado o Fed a cortar juros para estimular a economia. Mas, os dirigentes têm se mantido atentos aos dados da atividade econômica e aos riscos de fazerem cortes precipitados e estimular a inflação – situação que não tem agradado em nada a Trump.
A incógnita cresce porque o mandato do presidente do Fed, Jerome Powell, termina em maio, permitindo que Trump indique um sucessor alinhado às suas vontades.
Mas, segundo Alfaix, da Rio Bravo, essa tensão política não deve chegar à decisão sobre corte de juros. Para ele, é difícil que uma instituição que tem por característica ser alheia à política tome qualquer decisão puramente para demonstrar apoio ou contrariedade ao presidente Trump. “Eles vão manter os juros porque é o certo a se fazer”, diz.
“Enquanto eles não tiverem clareza sobre qual mandato eles vão dar preferência, se emprego ou inflação, eles vão manter o juro na faixa atual. Isso não é uma resposta direta ao Trump, isso é uma resposta direta ao mandato”, explica.
Projeção
A projeção do FedWatch aponta que o corte de juros nos EUA viria só em junho, quando a probabilidade da taxa ficar entre 3,25% a 3,50% é maior, de 45%. Ao fim de 2026, a estimativa aponta para juros entre 3% e 3,25%, com uma probabilidade de 32,4%.
Para o BofA, a projeção é de dois cortes de 25 pontos-base em 2026 cada, em junho e julho.
Para Alfaix, a projeção da Rio Bravo é de manutenção de juros, pelo menos até a troca de Powell, cujo mandato termina oficialmente em maio.
A expectativa é de que haja ao menos um corte no ano, com possibilidade de dois cortes, totalizando 0,5 bps de redução. Este cenário vai depender dos dados econômicos, especialmente do mercado de trabalho, segundo o economista.
Infomoney - SP 27/01/2026
A ação da Vale (VALE3) já avança 17,5% em 2026 na B3 e acumula ganhos de 48% nos últimos seis meses (sendo dois terços concentrados nos últimos 60 dias), em meio à alta do minério de ferro e ao fluxo estrangeiro para as blue chips brasileiras.
Neste cenário, a companhia divulgará seu Relatório de Produção e Vendas para o 4T25 (quarto trimestre de 2025) na próxima terça-feira (27), após o fechamento do mercado, com a expectativa de que a mineradora seja um destaque entre os resultados financeiros do período (a serem divulgados dia 12 de fevereiro).
Olhando para o relatório de produção e vendas, a Genial Investimentos projeta uma tendência de queda sequencial na produção, algo considerado normal, devido à sazonalidade do início da estação chuvosa no final do ano. Assim, espera uma produção de minério de ferro de 89,3 milhões de toneladas (Mt), uma queda trimestral (t/t) de 5,4%, mas alta anual (a/a) de 4,8%.
A casa de análise acredita que o trimestre deva ser marcado por (i) um aumento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) proforma, atingindo US$ 4,6 bilhões (+5,4% t/t; +12,5% a/a), refletindo o efeito duplo sobre os finos de minério de ferro, com (ii) aceleração nos preços realizados até US$ 95,7/tonelada (t) (+1,4% t/t; +2,9% a/a). Os resultados devem ser beneficiados da recuperação na curva de 62% de teor do minério de ferro para uma média de US$ 106/t (+4% t/t), parcialmente compensada por um prêmio ligeiramente negativo (-US$ 0,30/t versus +US$ 0,7/t no 3T25),
Em relação ao negócio de pelotas, estima uma produção de 8,0 Mt (-0,3% t/t; -13,1% a/a) e embarques de 8,7 Mt (-0,3% t/t; -13,1% a/a), praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior e refletindo a disciplina contínua da companhia em relação ao fornecimento em um mercado estruturalmente menos atraente.
A casa de análise avalia que a ausência de um aumento sazonal reforça a estratégia de preservar as margens e realocar a alimentação de pelotas para finos de minério de ferro, dados os prêmios ainda fracos e as condições desafiadoras da demanda na Europa e no Japão, agravadas pela reintrodução do fornecimento incremental da Samarco. Como resultado, os preços realizados das pelotas devem ficar em US$ 133,3/t (+1,9% t/t; -6,8% a/a), com um apoio sequencial modesto do benchmark de 65% de pureza do minério, mas com um potencial de alta limitado, dada a expectativa de prêmios estáveis.
Porém, apesar da visão cada vez mais construtiva apresentada pela companhia após um rali expressivo nos últimos seis meses, a equipe de análise da Genial avalia não estar mais encontrando margem de segurança, do ponto de vista fundamentalista, que sustente o ato contínuo de elevação nos preços das ações.
“Tendo em vista esse cenário, estamos rebaixando a companhia para manter, após mais de 3 anos ininterruptos recomendando para compra”, aponta a Genial.
Os analistas apontam que a combinação de (i) uma visão mais cética sobre preços de minério versus o consenso; (ii) rápida compressão do desconto de valuation diante de fortes fluxos estrangeiros; e (iii) preço da ação negociando próximo ao valor intrínseco estimado pela casa os leva a rebaixar a recomendação, mesmo com a revisão para cima dos ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) de US$ 15 para US$ 17 e das ações VALE3 de R$ 80 para R$ 90 – o que implica um upside residual de apenas +5,1%. “Isso já incorpora a melhora da nossa premissa de minério de ferro para US$ 90/t esperado para 2027 (+3% versus a estimativa anterior), reconhecendo um ramp-up mais lento do que o esperado de novas ofertas, como Simandou”, avalia.
Ainda assim, a Genial ressalta ser importante enfatizar que esse movimento não deve ser interpretado como uma visão negativa sobre a tese de longo prazo. A casa permanece estruturalmente construtiva quanto à direção estratégica da companhia e à sua trajetória de execução.
“Caso as condições de mercado — seja por meio de uma correção no preço da ação ou de uma reavaliação do que permanece não precificado — recriem um descolamento relevante entre nosso valor intrínseco e o preço de mercado, não hesitaríamos em revisitar uma recomendação mais construtiva. Por ora, contudo, entendemos que o rali recente já precificou grande parte das melhorias em curso, justificando uma postura mais neutra”, aponta a Genial.
Contudo, grande parte dos analistas segue otimista com as ações. Segundo compilação LSEG com analistas que cobrem os ativos, 9 têm recomendação de compra e 6 possuem recomendação neutra.
Na última sexta-feira (23), o Bank of America manteve compra para os ativos, com preço-alvo de US$ 17 para os ADRs e de R$ 89 para VALE3. “Seguimos nossa recomendação de compra para a Vale devido a: (1) flexibilidade do portfólio, (2) crescimento do minério de ferro e do cobre, (3) disciplina de custos e investimentos, (4) geração de caixa superior e (5) progresso na redução de riscos”, apontam os analistas.
Para os analistas do banco americano, a divisão de minério de ferro da Vale (80% da receita bruta) deverá produzir entre 335 e 345 milhões de toneladas por ano em 2026 e atingir 360 milhões de toneladas por ano em 2030. A produção de cobre, que representa 9% da receita bruta, deverá dobrar até 2035, chegando a 700 mil toneladas.
Valor - SP 27/01/2026
Contratos com vencimento em maio, os mais negociados, fecharam cotados a US$ 112,4 por tonelada
O preço do minério recuou nesta segunda-feira (26), com o mercado avaliando as dinâmicas de oferta e demanda na cadeia, segundo analistas.
Os contratos do minério de ferro com vencimento em maio, os mais negociados, fecharam em queda de 0,95% na Bolsa de Dalian, na China, cotados a 784,5 yuans (US$ 112,4) a tonelada.
Para especialistas da Nanhua Futures, há a expectativa de que uma liberação de estoques aumente a oferta da commodity. Ainda assim, a queda nos preços do minério pode ser limitada por uma demanda saudável por aço, de acordo com eles.
Valor - SP 27/01/2026
Segundo o governo mineiro, a empresa será autuada por ações de poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos e às espécies vegetais e animais, entre outros
O governo de Minas Gerais afirmou nesta segunda-feira (26) que foram identificados danos ambientais decorrentes do extravasamento em uma cava da mineradora Vale na madrugada de domingo (25), acrescentando que a companhia será autuada.
Os danos ambientais foram decorrentes do carregamento de sedimentos e do assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão, de acordo com comunicado do governo mineiro.
A Vale será autuada por ações de poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos e às espécies vegetais e animais, entre outros.
CSN Mineração também é atingida
O incidente, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região conhecida como Mina de Fábrica, provocou também o alagamento de áreas da instalação Pires, da CSN Mineração.
Não houve feridos e a população do entorno não foi afetada, segundo as informações das empresas.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a Vale cumpra imediatamente uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza do local afetado, assim como o monitoramento do curso d’água atingido.
O governo estadual também afirmou que a empresa terá que apresentar plano de recuperação ambiental para limpeza das margens, desassoreamento e demais medidas necessárias à recuperação do curso d’água afetado.
O que diz a mineradora
A Vale afirmou mais cedo que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo foram contidos. A mineradora afirmou ainda que nenhuma das situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança. A empresa disse também que não houve carregamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).
“A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras”, disse a mineradora, ressaltando que reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso.
As causas dos dois incidentes estão sendo apuradas, afirmou a mineradora.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 27/01/2026
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, realizou na semana passada uma visita ao Grupo Sany, na China, para tratar de “oportunidades concretas” de cooperação e do agendamento de reuniões institucionais de representantes da companhia com o presidente Lula e com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), também foi discutida a participação da multinacional chinesa em evento voltado à indústria de óleo, gás e mineração no Vale do Aço, em Minas Gerais, previsto para fevereiro.
Silveira foi recebido por Chen Jiayuan, membro do Conselho de Administração do Grupo Sany, e por Alex Xiao, presidente da Sany Brasil.
O MME aponta que as “oportunidades concretas” de cooperação estariam em áreas como a instalação de uma nova unidade industrial no Brasil, voltada à produção, montagem e distribuição de equipamentos para os setores de construção pesada, mineração, óleo, gás, energia e armazenamento elétrico. Por enquanto, foram informadas apenas discussões em andamento.
“O projeto em análise prevê investimentos que podem transformar o Brasil em hub industrial e tecnológico da Sany para a América Latina, fortalecendo cadeias produtivas nacionais, promovendo transferência de tecnologia, capacitação de mão de obra e impacto direto na criação de empregos e aumento da renda”, diz o ministério.
O Grupo Sany é reconhecido pelo foco nas áreas de máquinas pesadas, equipamentos para mineração, eletrificação de operações industriais, sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), entre outras áreas.
“As tecnologias estão alinhadas ao leilão de baterias programado pelo Governo do Brasil para os próximos meses, iniciativa que reforça a previsibilidade regulatória e a atratividade do ambiente de negócios no Brasil”, acrescenta o MME.
Diário do Comércio - MG 27/01/2026
O setor produtivo brasileiro acompanha com cautela a suspensão do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) defende a manutenção do acordo, destacando o potencial da área de livre mercado para impulsionar a economia e fortalecer a indústria nacional. Embora o momento seja de incerteza, não houve críticas diretas à postura europeia, que mais uma vez demonstrou resistência à consolidação de uma área de livre comércio entre os dois blocos.
“A Abimaq acompanha com atenção os recentes avanços rumo à assinatura do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia e reafirma seu posicionamento favorável à ampliação da inserção internacional da indústria brasileira. A entidade reconhece a importância do Acordo como instrumento para ampliar o acesso a mercados, integrar o Brasil às cadeias globais de valor e criar oportunidades para o Brasil e para o setor de máquinas e equipamentos. O acordo é uma grande oportunidade para os produtores de bens e serviços brasileiros atingirem um universo de aproximadamente 720 milhões de consumidores e 22 trilhões de dólares de PIB”, diz em nota.
Mudanças são essenciais para competitividade
A Abimaq avalia que o acordo precisa garantir benefícios concretos para ambos os lados. Segundo a entidade, a indústria de transformação europeia é hoje mais competitiva do que a do Mercosul, o que torna insuficiente a simples assinatura do tratado para ampliar as exportações brasileiras de bens manufaturados.
“Sem ganhos efetivos de competitividade, existe o risco de aumento do saldo negativo da balança comercial de manufaturados entre o Brasil e a União Europeia. Se a balança comercial total entre o Brasil e a União Europeia é neutra, próximo de zero, a balança comercial de manufaturados é altamente negativa ao Brasil, superando os 25 bilhões de dólares de déficit anual”, explica a entidade.
Redução que pode levar 15 anos
O desejo da associação em ter garantias de que as regras do acordo sejam cumpridas de fato, é um sinal de cautela, sem perder de vista o potencial da junção Europa-América do Sul. Para máquinas e equipamentos, o tempo de progressão tarifária até chegar perto de zero pode levar um prazo considerável, o que geraria menor competitividade da indústria nacional.
“Os prazos de desgravação, isto é, para a redução progressiva das tarifas de importação, previstas no acordo, para o setor industrial é longo. O prazo para máquinas e equipamentos varia entre 10 e 15 anos. Esse período oferece ao Brasil a oportunidade de mitigar os fatores que aumentam o custo de produção no País: implementar reformas, buscar o equilíbrio macroeconômico e fortalecer a competitividade da indústria nacional”, conclui a nota da Abimaq.
O Estado de S.Paulo - SP 27/01/2026
O termo “invasão chinesa” permeou o noticiário sobre o universo automotivo nos últimos anos e não é para menos: entre 2023 e 2025 contabilizou-se 16 novas marcas de origem chinesa no Brasil.
O crescimento em vendas foi exponencial graças a combinação de uma estratégia de preços agressiva com modelos tecnológicos e com qualidade construtiva. Entre as que mais se destacam estão a BYD e GWM, que inclusive já tem fábrica no país.
Porém o termo “invasão” ainda parece inadequado tendo em vista a participação das marcas chinesas no mercado como um todo, em 2025 elas representam 10% das vendas totais, segundo dados da Bright Consulting. Mas é um crescimento rápido, em 2023 a representação era de 2,3%.
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E segundo esse mesmo estudo da Bright as marcas chinesas continuaram avançando em vendas no Brasil e em 2027 chegam a 16% e em 2030 saltam para 18% de participação. “A China deixa de ser “entrante”, figurando entre os protagonistas e consolidando uma mudança estrutural no mercado”, diz Murilo Briganti, COO da Bright Consulting.
E são as marcas de origem europeia que mais perdem vendas para as chinesas segundo a Bright e também de acordo com a reportagem exclusiva do Jornal do Carro.
“Considero que em 2030 a BYD já estará com um volume de vendas na casa das 200.000 unidades e a GWM em torno de 100.000 emplacamentos. Ambas produzem localmente, mas ainda em regime SKD e CKD com nacionalização de peças específicas como vidro, roda e pneu”, afirma Briganti.
Questionado em entrevista exclusiva sobre quais as outras marcas de origem chinesa que serão protagonistas desse crescimento, Briganti cita Caoa Chery, Geely, Omoda/Jaecoo, GAC e Leapmotor.
“Acredito que será nessa ordem inclusive. Caoa Chery, já está consolidada e tem fábrica, Geely tem a parceria forte com a Renault em distribuição e pós-venda, Omoda e GAC vem com preços agressivos e Leapmotor deve ficar um pouco atrás”, conclui Briganti.
Também é esperado que outras marcas se tornem fabricantes no país, como uma forma de “escapar” da taxa de importação de 35% que vai onerar a importação de carros híbridos e elétricos no país a partir de julho de 2026.
O Estado de S.Paulo - SP 27/01/2026
Algumas decisões não fazem barulho quando são tomadas, mas moldam silenciosamente o país dos próximos anos. O mundo atravessa transformações profundas nas cadeias de produção, no uso da energia e nas tensões geopolíticas. Nesse novo tabuleiro global, soberania não se afirma em discursos, mas em escolhas.
O Brasil é parte ativa do comércio internacional: mercado produtor e exportador. Logo, a questão não é se faremos parte do jogo, mas qual papel queremos desempenhar. A decisão passa por entender a diferença entre produzir e montar.
Produzir é dirigir: investir tempo, capacitar e dominar tecnologias. Montar é pegar carona, optar por atalhos. Dessa distinção surge a encruzilhada: queremos ser destino de produtos acabados ou plataforma de valor agregado e inovação?
Na indústria automotiva, essa escolha foi feita no passado com impactos estruturantes. O setor é um dos pilares da indústria nacional, responsável por 20% do PIB industrial, por mais de 1,3 milhão de empregos e engenharia de ponta.
O segmento automotivo no Brasil projeta R$130 bilhões em investimentos até 2030, com foco em pesquisa e desenvolvimento. Há ainda um diferencial estratégico: nossa matriz energética.
Estudo do BCG indica que, com mais de 80% da eletricidade de fontes renováveis, os veículos produzidos no Brasil apresentam menor intensidade de emissões ao longo de seu ciclo de vida. Transição energética e produção nacional andam juntas.
Após cem anos no Brasil, a GM sabe o que é produzir aqui: projetar, testar, decidir e gerar conhecimento. Sabemos também que economias abertas convivem com importações. Regimes como SKD e CKD podem ter papel transitório. O problema é quando o instrumento substitui a estratégia.
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a simples montagem de veículos a partir de kits importados elimina 69 mil empregos diretos, afeta 227 mil postos indiretos e gera perdas anuais de R$103 bi no setor de autopeças, R$26 bi em arrecadação tributária e R$ 42 bi em exportações. Uma vez perdida a capacidade produtiva, reconstruí-la é um processo caro e lento.
Política industrial é coerência ao longo do tempo. Defender produção local não é protecionismo; é planejamento. É dessa escolha que se constrói a soberania produtiva, pois as decisões de hoje definem a capacidade industrial do Brasil amanhã.
É a partir dessa visão que a não renovação do benefício tributário para a importação nas modalidades CKD e SKD para veículos eletrificados deve ser compreendida. O futuro do Brasil não pode vir de navio. Precisa ser construído aqui.
Valor - SP 27/01/2026
Segundo fontes, medida integra pacto de livre-comércio em negociação entre o país, governado por Narendra Modi, e o bloco europeu; tarifas podem chegar a 10% ao longo do tempo
A Índia planeja reduzir as tarifas sobre os carros importados da União Europeia de 110% para 40%, segundo fontes. A medida faz parte da maior abertura até o momento do vasto mercado do país, à medida que o governo do primeiro-ministro Narendra Modi e o bloco se aproximam de um pacto de livres negociações que pode ser firmado já na terça-feira.
O governo do premiê concordou em reduzir imediatamente o imposto sobre um número limitado de automóveis provenientes do bloco de 27 países, com preço de importação superior a 15 mil euros (US$ 17.739), disseram à Reuters duas fontes informadas sobre as negociações.
Esse valor será reduzido para 10% ao longo do tempo, acrescentaram, facilitando o acesso ao mercado indiano para as montadoras europeias, como Volkswagen, Mercedes-Benz e BMW.
As fontes pediram anonimato, pois as negociações são confidenciais e podem sofrer alterações de última hora. O Ministério do Comércio da Índia e a Comissão Europeia se recusaram a comentar.
Índia e União Europeia devem anunciar na terça-feira a conclusão das longas negociações para um acordo de livre-comércio, após o qual as duas partes devem finalizar os detalhes e ratificar o que vem sendo chamado de “a mãe de todos os acordos”.
O pacto pode ampliar o comércio bilateral e impulsionar as exportações indianas de produtos como têxteis e joias, que foram afetadas por tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos desde o fim de agosto.
A Índia é o terceiro maior mercado automobilístico do mundo em volume de vendas, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, mas sua indústria automotiva doméstica tem sido uma das mais protegidas. Atualmente, Nova Délhi impõe tarifas de 70% e 110% sobre carros importados, níveis frequentemente criticados por executivos do setor, incluindo o presidente da Tesla, Elon Musk.
Segundo uma das fontes, Nova Délhi propôs reduzir imediatamente as tarifas de importação para 40% para cerca de 200 mil carros com motor a combustão por ano, no que seria a iniciativa mais agressiva até agora para abrir o setor. Essa cota, acrescentou a fonte, ainda pode sofrer mudanças de última hora.
Veículos elétricos a bateria ficarão excluídos das reduções tarifárias pelos primeiros cinco anos, para proteger investimentos de empresas nacionais como Mahindra & Mahindra e Tata Motors em um setor ainda em desenvolvimento, disseram as duas fontes. Após cinco anos, os veículos elétricos seguirão cortes tarifários semelhantes.
Valor - SP 27/01/2026
A Tesla encerrou o ano com vendas menores na Europa, enquanto a gigante chinesa do setor automotivo, BYD, continuou a superar a fabricante de veículos elétricos de Elon Musk.
Os registros de carros novos da Tesla, um reflexo das vendas, caíram 20% em relação ao ano anterior, para 35.280 unidades em dezembro, na União Europeia, Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, de acordo com a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea). Em termos anuais, as vendas da Tesla recuaram 27%, para 238.656 unidades.
Em contraste, os registros da chinesa BYD mais que triplicaram, chegando a 27.678 unidades no mês passado e a 187.657 no ano todo, segundo dados da Acea. Embora a BYD ainda tenha vendido menos veículos na Europa do que a Tesla, os números mostram como a sorte de duas importantes fabricantes de veículos elétricos está divergindo. A BYD experimentou uma ascensão meteórica no continente graças à sua linha relativamente barata de veículos elétricos e híbridos, criando uma forte concorrência tanto para montadoras nacionais consolidadas, como a Volkswagen, quanto para rivais estrangeiras como a Tesla.
Enquanto isso, a Tesla teve que lidar com as consequências do envolvimento de Musk com o governo Trump, que chegou ao fim há alguns meses, afetando o sentimento dos compradores. As vendas globais da Tesla caíram 9% em 2025 e 16% no quarto trimestre em comparação com o ano anterior. A empresa perdeu sua posição como a principal fabricante mundial de veículos elétricos para a chinesa BYD.
No início deste mês, Musk disse que a Tesla deixaria de vender um pacote de recursos avançados de assistência ao motorista por um pagamento único após 14 de fevereiro, passando a oferecer um serviço de assinatura mensal.
A Tesla vinha oferecendo seu sistema Full Self-Driving por um pagamento único de US$ 8 mil ou uma assinatura de US$ 99 por mês nos EUA. O anúncio veio em um momento em que o grupo busca aumentar sua receita recorrente de assinaturas. O mercado de veículos elétricos na UE continuou a melhorar em dezembro, de acordo com dados da Acea. As vendas de veículos elétricos a bateria cresceram 51% em relação ao ano anterior. Os registros de carros híbridos-elétricos aumentaram 5,8%, enquanto os modelos híbridos plug-in cresceram quase 37%.
A Acea afirmou que os registros de carros de passageiros na UE aumentaram 5,8% em dezembro, para 963.319 veículos, com vendas em alta de 9,7% na Alemanha e 2,3% na Itália, mas em queda de 5,8% na França.
Portos e Navios - SP 27/01/2026
A Ultracargo anunciou, nesta segunda-feira (26), a entrada em operação no terminal de Rondonópolis, no Mato Grosso, de seu novo desvio ferroviário, no qual foram investidos R$ 95 milhões para reforçar a integração logística entre o Centro-Oeste e o Sudeste. O trecho, com cerca de quatro quilômetros, é destinado ao escoamento de biocombustíveis e derivados de petróleo.
A empresa informou que o desvio liga o terminal à malha ferroviária da região e tem também o objetivo de fazer de Rondonópolis polo para a logística de escoamento do etanol de milho a partir da integração com as demais estruturas da companhia. Por ele, poderão circular composições com até 80 vagões e oito mil metros cúbicos, integrados à malha férrea e com conexão à unidade da Ultracargo em Paulínia, em São Paulo.
Segundo a empresa, o planejamento logístico prevê que os trens que levam derivados de petróleo para o Mato Grosso voltem ao Sudeste com biocombustíveis, principalmente etanol de milho, diminuindo deslocamentos e o custo do transporte. Além disso, informou a companhia, será possível a migração parcial do modal rodoviário para o ferroviário.
De acordo com a Ultracargo, o terminal de Rondonópolis tem agora capacidade para movimentar até três milhões de metros cúbicos por ano porque, além da via férrea, o investimento incluiu a ampliação da capacidade de armazenamento em mais 15 mil metros cúbicos, com dois novos tanques de etanol, e a modernização das plataformas ferroviárias e rodoviárias, o que reduziu em até dois dias a ligação entre Mato Grosso e São Paulo.
CNN Brasil - SP 27/01/2026
O governo trabalha nos últimos ajustes de um novo modelo de concessão de rodovias federais menos favoráveis para a cobrança de pedágio, bancando parte das obras com recursos públicos e permitindo tarifas mais baratas ao usuário.
A ideia do Ministério dos Transportes é fazer o primeiro leilão nesse formato inovador, chamado internamente de "programa de concessões inteligentes", ainda em 2026.
Um trecho da BR-101 no sul da Bahia, a BR-393 no Rio de Janeiro (conhecida como Rodovia do Aço), a BR-356 entre Minas e o Porto do Açu (RJ) e a BR-070 (Brasília-Mato Grosso) estão entre os trechos estudados para uma primeira leva de ofertas ao mercado.
De acordo com fontes do governo, o modelo de concessões "inteligentes" é um aperfeiçoamento da abordagem de concessões "light", que vinha sendo avaliada anteriormente.
O ponto de partida é o mesmo: viabilizar a operação privada de rodovias em que o volume de tráfego é insuficiente para sustentar tarifas de pedágio consideradas aceitáveis para os usuários.
Isso pode desafogar o orçamento do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), autarquia responsável por cuidar da malha rodoviária federal não concedida.
Nas concessões "light", a ideia era ter basicamente uma boa manutenção do pavimento, sem que houvesse a obrigação de oferecer serviços como guincho mecânico e ambulâncias.
Após uma análise mais aprofundada, o governo concluiu que esse modelo provavelmente seria mal recebido pelos usuários, com baixa percepção de melhoria na qualidade das estradas.
O modelo das concessões "inteligentes" prevê algumas intervenções viárias, como duplicações ou construção de terceira faixa em trechos pontuais, com o aporte de recursos públicos.
É diferente de uma PPP (parceria público-privada) clássica em que o governo paga contraprestações mensais ou anuais ao longo de todo o contrato. Nesses casos, o investimento da União é de uma vez e previsto para ocorrer na parte inicial do contrato.
Haverá ainda a oferta de ambulância, mas sem paramédicos 24 horas de plantão. Serviços de guincho estarão disponíveis. No entanto, só serão gratuitos quando um veículo parado causar bloqueio da pista. Se não for o caso, o guincho poderá ser acionado, mas mediante pagamento dos usuários.
Garantias
O governo pretende usar o modelo de concessões "inteligentes" em trechos de até 300 quilômetros ou, no máximo, 400 quilômetros.
No Centro-Oeste, o foco deve ser a ligação de regiões produtoras de grãos com terminais logísticos.
O Nordeste e o Matopiba (nova fronteira agrícola que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia) estão em análise pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Os estudos partem do diagnóstico de que a maioria das estradas consideradas atraentes para o setor privado já foi concedida. Em outras palavras, depois de repassado todo o "filé", agora é a hora de viabilizar o "osso".
Como há previsão de aportes públicos para bancar obras, um dos principais desafios do governo é oferecer garantias financeiras que deem segurança no contrato das futuras concessionárias. Sem isso, os leilões podem despertar baixo interesse do mercado.
Para solucionar isso, a ideia inicial do Ministério dos Transportes era tomar um crédito do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), com juros reais abaixo de 2% ao ano.
No entanto, a Casa Civil barrou a proposta na Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), colegiado presidido pelo Ministério do Planejamento que precisa aprovar todos os empréstimos internacionais.
Agora, o "plano A" virou o FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável), lançado em 2024 e vinculado ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
Uma mudança no regulamento do fundo já foi aprovada. Ele poderá ter uma alavancagem financeira, levantando R$ 5 com a adesão de novos cotistas para cada R$ 1 oferecido pelo governo.
O dinheiro ficará disponível, em ação orçamentária específica, para servir como garantia aos projetos de concessões "inteligentes".
CNN Brasil - SP 27/01/2026
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, entrou nas conversas sobre o leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP) e faz pressão por uma mudança na forma de disputa.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, pediu a ajuda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para reverter o veto do governo à participação de armadores (companhias de navegação), o que afeta gigantes europeias como a dinamarquesa Maersk e a suíça MSC.
O apelo de Sefcovic a Vieira ocorreu durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro, quando os dois se reuniram na véspera da assinatura do acordo de livre comércio UE-Mercosul.
A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes do Itamaraty e de Bruxelas.
O Tecon Santos 10 prevê investimentos acima de R$ 6 bilhões e ampliará em 50% a capacidade de movimentação no maior porto da América Latina, que está à beira do esgotamento.
O leilão está previsto para abril. No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou recomendação para que armadores fossem impedidos de participar, evitando uma verticalização do setor portuário -- com empresas de navegação controlando, ao mesmo tempo, o frete marítimo e grandes terminais de contêineres no país.
O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) orientou formalmente a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) a acatar essa recomendação na elaboração do edital.
A Dinamarca, sede da Maersk, presidiu o Conselho Europeu no último semestre. O braço de operações de terminais portuários da empresa, a APM Terminals, tem base na Holanda.
Autoridades da Suíça também lançaram um instrumento de pressão para tentar garantir a presença da MSC no leilão do Tecon Santos 10.
Representantes do país avisaram à Casa Civil que o acordo de livre comércio Mercosul-Efta pode enfrentar resistências para ratificação entre parlamentares suíços por causa das restrições impostas a armadores.
O Efta reúne quatro nações europeias que não fazem parte da UE: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado comercial foi assinado em 2025 e ainda depende de aprovação pelos parlamentos nacionais de ambos os blocos.
O assunto não desperta o interesse apenas de europeus. A chinesa Cosco, quarta maior companhia de navegação do planeta, entrou no TCU com um pedido de reexame da decisão tomada em dezembro.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, garante que o leilão com restrições em Santos não afetará a concorrência. Ele afirma que há pelo menos dez grupos interessados no certame.
A empresa filipina ICTSI, principal operadora "bandeira branca" de terminais de contêineres do mundo, tem sido uma das mais eloquentes no desejo de participar. O mercado considera a JBS Terminais, que opera no Porto de Itajaí (SC), como outra potencial participante.
Infomoney - SP 27/01/2026
O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 26, refletindo os temores de uma oferta excessiva da commodity frente ao aumento de embarques da Venezuela e sob expectativas para a próxima reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Investidores monitoram ainda o impacto da forte tempestade de inverno nos Estados Unidos sobre a produção de petróleo e tensões geopolíticas.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março fechou em queda de 0,72% (US$ 0,44), a US$ 60,63 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,46% (US$ 0,30), a US$ 64,77 o barril.
Segundo a Bloomberg, delegados da Opep+ afirmaram que o cartel deve seguir os planos de manter a produção de petróleo estável em março, enquanto o grupo lida com um excedente global e uma onda de riscos geopolíticos.
Ainda conforme o veículo, a Chevron aumentou sua frota para transportar petróleo venezuelano aos EUA, enquanto o Casaquistão retomou operações no oleoduto do Cáspio – responsável por 90% da produção do país, um dos maiores fornecedores globais da commodity.
Os temores sobre a oferta pressionaram o petróleo e se sobrepuseram a notícias de danos provocados pela tempestade de inverno nos EUA, cuja onda de frio ameaça a produção doméstica de energia. Para o Price Futures Group, o mercado segue em estado de alerta, reagindo a cada nova atualização sobre a tempestade.
Também pesando sobre os preços, aumentou no fim de semana a preocupação de investidores com possível novo shutdown nos EUA e eventuais repercussões na economia, após democratas demonstrarem resistência em aprovar o orçamento.
Limitando as perdas, a Ucrânia lançou novo ataque contra uma refinaria de petróleo da Rússia, apesar do andamento das negociações para um acordo de paz. A próxima reunião está marcada para domingo, em Abu Dhabi.
Ainda no radar geopolítico, um porta-aviões dos EUA chegou ao Oriente Médio e, segundo o Washington Post, amplia as opções do governo Trump para um possível ataque ao Irã. Incertezas sobre a Groenlândia levaram a União Europeia a adiar votação do acordo comercial com os EUA, enquanto Trump ameaçou aplicar novas tarifas de 100% sobre o Canadá por fechar parceria com a China. Na visão do SEB, essas tensões devem dar algum suporte aos preços do petróleo no curto prazo.
Petro Notícias - SP 27/01/2026
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou parcialmente hoje (26) o plano de desenvolvimento apresentado pela Petrobrás para o projeto Sergipe Águas Profundas. O empreendimento prevê dois navios-plataformas (SEAP 1 e SEAP 2), cada um com capacidade de produzir 120 mil barris de óleo por dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. SEAP 2 deve entrar em produção em 2030, enquanto SEAP 1 deve ter seu primeiro óleo em 2032.
Na versão mais recente do plano de desenvolvimento apresentado pela Petrobrás à ANP, a petroleira havia proposto uma divisão das áreas de desenvolvimento, considerando sete campos: Agulhinha, Cavalo, Palombeta, Agulhinha Oeste, Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. Nessa configuração, SEAP 2 seria ligada aos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. Já SEAP 1 seria conectada aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta.
No entanto, o relator do processo na ANP, diretor Pietro Mendes, votou por rejeitar o arranjo apresentado pela Petrobrás. Ele determinou que a petroleira apresente, em até 60 dias, uma nova versão do plano de desenvolvimento, em que Cavalo seja unificado à Agulinha, bem como Budião Sudeste seja integrado à Palombeta. Devido às adequações das áreas, deverão ser apresentados também novos Acordos de Individualização da Produção (AIP) para os campos de Palombeta e Agulhinha. Ainda em seu voto, Mendes também determinou que a Petrobrás implemente a redundância de compressores nos sistemas de gás natural das plataformas SEAP 1 e SEAP 2.
Por fim, o relator também votou por prorrogar o prazo de vigência da fase de produção das áreas, a pedido da Petrobrás, que alegou sucessivos insucessos nas tentativas passadas de contratação das duas plataformas. “O pleito de prorrogação de uma concessão que ainda não está em produção foi apresentado justamente pela relevância estratégica do projeto para a região e para o Brasil. O projeto contribui para o desenvolvimento regional e ajudará a consolidar o estado de Sergipe como um polo energético”, justificou Mendes. Assim, a plataforma SEAP 2 poderá produzir até 31 de dezembro de 2055, enquanto SEAP 1 tem aval para operar até 31 de dezembro de 2057.
Para lembrar, conforme noticiamos, a holandesa SBM Offshore ofereceu os melhores preços na última concorrência realizada pela Petrobrás para contratação das duas plataformas. Atualmente, as duas empresas estão em fase de negociação.
IstoÉ Dinheiro - SP 27/01/2026
A União Europeia (UE) confirmou nesta segunda-feira (26) o acordo político provisório fechado no fim de 2025 para proibir integralmente as importações de gás natural russo, tanto por gasodutos quanto na forma de gás natural liquefeito (GNL). A confirmação veio com a adoção formal do regulamento pelos 27 Estados-membros, segundo comunicado oficial da UE, que fixa o fim do GNL em 1º de janeiro de 2027 e estabelece 30 de setembro de 2027 como data-limite para o gás transportado por gasodutos – um ajuste em relação à previsão anterior, que mencionava novembro de 2027.
Segundo o comunicado da UE, o regulamento proíbe a importação de gás russo por gasodutos e de GNL na UE, com início de aplicação seis semanas após a entrada em vigor da norma. Contratos existentes terão um período de transição, em uma abordagem “em fases para limitar o impacto sobre preços e mercados”. O texto reforça que a medida é “um marco fundamental para cumprir o objetivo do REPowerEU de acabar com a dependência da UE da energia russa”.
O comunicado destaca ainda que os países do bloco deverão “verificar o país onde o gás foi produzido antes de autorizar a entrada no mercado da União”, além de adotar mecanismos de monitoramento rigorosos. O descumprimento das regras poderá resultar em penalidades que incluem multas de pelo menos 40 milhões de euros para empresas ou porcentuais relevantes do faturamento.
De acordo com a UE, até 1º de março de 2026 os Estados-membros terão de apresentar planos nacionais para diversificar o suprimento de gás e identificar desafios para substituir o produto russo. O comunicado também prevê que, “em caso de emergência e ameaça grave à segurança do abastecimento”, a Comissão Europeia poderá suspender temporariamente a proibição por até quatro semanas.
No pano de fundo, a UE lembra que, apesar da forte queda nas importações de petróleo russo, o gás da Rússia ainda responde por cerca de 13% das importações do bloco em 2025, mantendo riscos para a segurança energética europeia, segundo o próprio comunicado.
CNN Brasil - SP 27/01/2026
O chefe da BP em Trinidad e Tobago afirmou nesta segunda-feira (26) que a gigante do petróleo e gás ainda está interessada em oportunidades transfronteiriças com a Venezuela, apesar de o governo em Caracas ter suspendido todos os acordos bilaterais de energia no ano passado.
A BP e a Shell receberam licenças dos Estados Unidos e da Venezuela para desenvolver projetos de gás natural offshore na fronteira marítima, onde vastas reservas foram encontradas.
"Existe uma lógica industrial que diz que há recursos do outro lado da fronteira, onde as pessoas talvez sejam mais cautelosas em investir, bem ao lado de nossos ativos subutilizados, como Atlantic LNG e Point Lisas", disse David Campbell, da BP.
"É um projeto óbvio de se ter", acrescentou Campbell, referindo-se ao Cocuina-Manakin, o projeto de gás que a BP e a estatal venezuelana PDVSA vinham planejando.
O Cocuina-Manakin possui depósitos de gás que se estendem pelas águas de ambos os países, portanto, um desenvolvimento conjunto é necessário para iniciar a produção, após a conclusão da fase de exploração anos atrás.
A descoberta de Calypso, da BP, com 3,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural, operada pela Woodside, é vista como uma importante oportunidade para Trinidad obter mais gás, assim como os blocos em águas profundas que a empresa está explorando em conjunto com a Shell, de acordo com o executivo em uma conferência de energia na capital do país, Porto de Espanha.
Cerca de 10% de todos os investimentos de capital da BP em exploração e produção de petróleo e gás em todo o mundo neste ano serão destinados a projetos de energia em Trinidad, destacou Campbell.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 27/01/2026
Forza, empresa catarinense que se dedica a montagem e manutenção de equipamentos da Linha Amarela e empilhadeiras, com sede na cidade de Palhoça, SC, vem crescendo de forma expressiva no mercado nacional de equipamentos para movimentação e elevação.
De acordo com David Araujo, diretor de operações da Forza, mais de 30% das cidades do país têm máquinas da Forza, e ano passado a empresa comercializou mais de 1500 máquinas no segmento de construção.
"Desde a criação da empresa há 15 anos, já foram comercializadas mais de oito mil máquinas". Com esse bom desempenho em 2025, a empresa projeta para 2026 expansão em novas áreas de atuação.
No dia 23 de janeiro de 2026 foi realizado o Forza Summit, na sede da empresa, evento que contou com a presença de clientes, parceiros e lideranças do setor para apresentar oficialmente a nova Linha Agro da marca, além de promover debates sobre produtividade, eficiência operacional, networking, conteúdo e os desafios do agronegócio brasileiro.
O lançamento inclui três tratores, que segundo Flávio Shimansk, um dos fundadores da empresa, os maquinários visam oferecer o melhor custo-benefício ao cliente.
“Nosso objetivo é tornar os equipamentos mais acessíveis. Eu espero que grande parte da população que necesista de um trator para das continuidade a produção, que possa comprar um equipamento que atenda o seu bolso e a necessidade de atuação. Então, quando a gente olha para o tamanho do mercado brasileiro e a expectativa comercial que nós temos, ela é gigantesca”, diz.
Segundo Robson Varella, CEO da Forza, a linha de tratores foi desenvolvida a partir da escuta do campo, da experiência de quem opera e também a engenharia pensada para produtividade, robustez e continuidade operacional, características consideradas essenciais para operações agrícolas intensas.
Segundo Varella, o lançamento vai além de um portfólio de produtos e representa um movimento estratégico de aproximação com o produtor e com toda a cadeia do agronegócio.
Com uma estrutura local em torno de 450 funcionários, que inclui a atuação nas empresas do grupo, como Indiana - distribuidora de peças; Detroit - Assistência técnica exclusiva da Forza; Refriforte - exaustores, ventiladores e climatizadores industriais; e Forza Construção, Movimentação de Cargas e Linha Agrícola - a Forza irá ampliar sua presença no país com a inauguração, no mês de março, de uma nova unidade em Indaiatuba, SP.
Em São Paulo, explica Wilson Barsaglini, gerente de desenvolvimento de novos produtos da Forza, o novo espaço será uma nova unidade de negócios, com montagem e estoque, centro de distribuição de peças e de máquinas visando atender o Norte e Nordeste do país. Além de ser uma filial com comercialização, será também um polo para assistência técnica.
“Essa será nossa primeira unidade de negócio fora de Santa Catarina, visando dar mais velocidade ao grupo, com o objetivo de melhorar a malha logística de entregas, facilitando a vida dos clientes”, afirma Barsaglini.
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