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15 de Janeiro de 2026

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2026

A inflação fechou o ano abaixo do teto da meta, e as expectativas de mercado apontam para mais uma desaceleração este ano. Os juros altos do Banco Central seguraram os preços, mas tiveram como consequência o forte aumento da dívida pública, já que o Tesouro foi obrigado a se financiar com taxas mais elevadas. Essa combinação é claramente insustentável no longo prazo, e é aqui que entra o papel do Ministério da Fazenda: a pasta de Fernando Haddad falhou em sua missão mais importante deste mandato, que era colocar novamente as contas públicas no azul.

O ministro Haddad diz que o déficit primário foi reduzido em 70%, mas o fato é que o governo continua gastando mais do que arrecada. Se não há recursos para pagar todas as despesas, a solução é o Tesouro ir a mercado se financiar. Isso ajuda a impulsionar a dívida duas vezes: primeiro, para cobrir esse rombo; segundo, pela perda de credibilidade na política econômica que pressiona o dólar e a curva de juros. É um jogo de perde-perde.

A solução fácil e errada defendida por vários integrantes do governo Lula é pressionar o BC a cortar os juros e, assim, diminuir o impacto sobre a dívida. A consequência dessa estratégia seria uma aceleração rápida dos preços e do dólar, colocando o Brasil novamente no caminho que levou à hiperinflação dos anos 80. Quem se recorda das maquininhas de remarcação nos supermercados sabe que o impacto sobre a pobreza é brutal e a desorganização sobre a economia é imprevisível.

O relatório do Tesouro divulgado esta semana mostra uma piora das projeções fiscais. Para a dívida bruta, houve um aumento de 82,9% do PIB em 2035 para 88% - uma alta de 5,1 pontos porcentuais em relação às estimativas feitas em julho. O órgão admite que haverá déficit primário este ano e no ano que vem, com as contas voltando ao azul levemente em 2028 -ou seja, no segundo ano de mandato do próximo governo. Mas essas projeções já foram adiadas tantas vezes na atual gestão que poucos acreditam nos números. E, ainda assim, o superávit esperado, de 0,2% do PIB, é insuficiente para estabilizar a dívida.

Essas estimativas ainda contam com uma diminuição dos gastos com previdência como proporção do PIB, caindo de 8,2% este ano para 7,8% em 2035. Um cenário que vai na contramão do envelhecimento da população brasileira e da indexação do salário mínimo ao crescimento do PIB, que pressiona essas despesas.

O Banco Central cumpriu seu papel em segurar os preços. Falta à Fazenda indicar como pretende fazer a sua parte para segurar os gastos.

Globo Online - RJ   15/01/2026

A China anunciou nesta quarta-feira o maior superávit comercial da história mundial, mesmo após o ajuste pela inflação. O resultado foi impulsionado por uma forte expansão das exportações, que inundaram mercados ao redor do mundo no ano passado, apesar dos efeitos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O superávit chinês, a diferença entre o valor de bens e serviços exportados e importados, alcançou US$ 1,19 trilhão, alta de 20% em relação a 2024, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas. O saldo já havia superado US$ 1 trilhão até novembro.

O movimento seguiu ganhando força no fim do ano: apenas em dezembro, o superávit somou US$ 114,14 bilhões, com avanço das exportações para a União Europeia, África, América Latina e Sudeste Asiático. Foi o terceiro maior resultado mensal já registrado, atrás apenas de janeiro e junho do ano passado.

Tarifas dos EUA e redirecionamento do comércio

O desempenho anual ocorreu apesar das tentativas do governo Trump de conter a produção chinesa por meio de tarifas. As medidas reduziram o superávit da China com os Estados Unidos em 22% no ano passado.

Ainda assim, fábricas chinesas ampliaram as vendas para outras regiões. Em muitos casos, produtos destinados ao mercado americano passaram a ser enviados por meio do Sudeste Asiático e de outros países, estratégia que permitiu contornar as barreiras comerciais impostas por Washington.

Importações fracas e consumo interno pressionado

Outro fator determinante para o avanço do superávit foi a fraqueza persistente das importações, que praticamente não variaram ao longo do ano. O governo chinês vem adotando uma política industrial para substituir compras externas por produção doméstica, com foco em ampliar a autossuficiência em setores estratégicos.

A estratégia foi reafirmada em outubro, com a apresentação de um esboço do plano econômico quinquenal até 2030. Ao mesmo tempo, o consumo interno segue pressionado. Desde 2021, a crise no mercado imobiliário reduziu o patrimônio de milhões de famílias, afetando a demanda por carros importados, cosméticos e outros produtos, assim como o consumo de bens produzidos no país.

Com menor capacidade de absorção do mercado interno, grande parte da produção acabou direcionada ao exterior.

Câmbio desvalorizado e impacto global

O superávit também foi favorecido por um câmbio mais fraco, que tornou os produtos chineses mais competitivos no exterior e encareceu as importações. O governo permitiu que o renminbi, moeda chinesa, se desvalorizasse significativamente durante a pandemia de Covid-19 e, desde então, limitou sua recuperação, apesar de uma leve valorização recente.

A inflação nos países ocidentais aumentou a atratividade das exportações chinesas, enquanto a China enfrenta deflação, resultado de excesso de capacidade industrial e demanda doméstica fraca.

Em crítica indireta aos Estados Unidos, Wang Jun, vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas, afirmou que as importações foram afetadas por controles de exportação impostos por outros países. Apesar da flexibilização, no ano passado, das restrições americanas à venda de alguns semicondutores avançados, o governo chinês passou a desencorajar empresas locais a comprá-los, para estimular a produção nacional.

Expansão do superávit pelo mundo

O superávit chinês se expandiu em várias regiões do mundo. União Europeia, Indonésia e Índia adotaram tarifas pontuais, mas sem medidas amplas. As exportações cresceram com força para o Sudeste Asiático e a África, onde empresas, inclusive subsidiárias chinesas, montam produtos para posterior envio aos Estados Unidos.

A China não registra déficit comercial desde 1993, e o superávit de 2025 supera amplamente todos os recordes globais anteriores, mesmo após o ajuste pela inflação. O saldo em bens manufaturados já ultrapassa 10% do PIB do país, gerando milhões de empregos na China, mas pressionando indústrias em outros países.

Após o superávit ultrapassar US$ 1 trilhão nos primeiros 11 meses do ano passado, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a China deveria permitir a valorização de sua moeda e depender mais do consumo interno. Segundo ela, como segunda maior economia do mundo, o país é grande demais para sustentar crescimento apenas com exportações, sob risco de ampliar tensões comerciais globais.

Apesar do alerta, Pequim segue cautelosa em permitir uma valorização expressiva do renminbi, já que os empregos nas fábricas exportadoras ajudam a mitigar os efeitos do estouro da bolha imobiliária, em meio à forte queda dos preços dos imóveis.

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2026

A dívida bruta na proporção do Produto Interno Bruto (PIB) continuará a subir nos próximos anos, segundo a mais recente edição do Relatório de Projeções Fiscais, do Tesouro Nacional. Isso deve ocorrer em razão da retirada dos precatórios das regras fiscais, pois o espaço que essas despesas ocupariam no Orçamento acabará por ser preenchido por outras despesas não obrigatórias, como investimentos, emendas parlamentares e o custeio da máquina pública.

Proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso no ano passado, a Emenda Constitucional 136/2025 concedeu tratamento especial aos precatórios e estabeleceu uma regra para que eles voltassem a ser incorporados aos poucos na apuração da meta entre 2027 e 2036. Sem ela, os precatórios seriam integralmente contabilizados no Orçamento já a partir do ano que vem e haveria um apagão da máquina, com risco para políticas públicas enquadradas como despesas discricionárias, como o programa Farmácia Popular e o financiamento de bolsas de estudo.

Por isso, eles serão incorporados em 10% ao ano, de maneira cumulativa. O total de precatórios que ficarão fora da meta será de R$ 96,1 bilhões em 2027 e R$ 98,7 bilhões em 2028 – bem mais que os R$ 57,8 bilhões não contabilizados neste ano – e só começarão a cair a partir de 2029, segundo o relatório do Tesouro.

A emenda constitucional impediu o colapso do Orçamento e garantiu alguma sobrevida ao arcabouço fiscal. Sem ela, o governo seria obrigado a alterar, mais uma vez, as metas de resultado primário, mas o custo dessa manobra será alto, como reconheceu o Tesouro no relatório.

Em julho, quando a edição anterior do documento havia sido divulgada, a estimativa era que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em relação ao PIB atingisse 82,3% neste ano. Agora, a projeção subiu para 83,6%. Para 2027, a previsão subiu de 83,9% para 86,1%. A dívida bruta, por sinal, continuará a subir até 2032, quando deve atingir o pico de 88,6% do PIB.

As projeções ainda podem ser consideradas otimistas, pois assumem que o governo conseguirá ampliar ainda mais a arrecadação no período, algo que muitos especialistas avaliam ser improvável. O Tesouro ainda conta com a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central (BC) até 2031, com posterior estabilização em 6,4% ao ano, e com um crescimento da economia da ordem de 2,7% ao ano nos próximos dez anos.

Com o duvidoso reforço de receitas esperado pelo Tesouro, o resultado primário seria negativo em 0,2% do PIB neste ano e no próximo e retomaria o terreno positivo em 2028, quando chegaria a 0,3% do PIB. Sem novas medidas, no entanto, a dívida bruta chegaria a 95,4% do PIB em 2035, um nível considerado excessivamente elevado para países emergentes.

O que fica mais claro, a cada dia, é que o País, muito em breve, terá de encarar reformas estruturais para reduzir o gasto público. Retirar mais despesas das regras fiscais será o mesmo que tapar o Sol com a peneira, pois exigirá juros elevados, afastará investimentos, conterá o crescimento econômico e realimentará a dívida pública.

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não tem planos de demitir Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), apesar da investigação iniciada pelo Departamento de Justiça sobre Powell. As informações são da agência Reuters.

“Não tenho planos para fazer isso”, disse Trump em entrevista à Reuters quando foi perguntado se tentaria destituir Powell do cargo.

Questionado se a investigação lhe dava motivos para fazê-lo, Trump acrescentou: “No momento, estamos em uma espécie de compasso de espera com ele e vamos decidir o que fazer. Mas não posso entrar em detalhes. É muito cedo. Muito cedo”, respondeu.

O Departamento de Justiça abriu uma investigação a respeito do testemunho de Powell prestado no Senado dos EUA em julho de 2025, no qual o presidente do banco falou sobre o projeto de reforma do edifício do Fed, que teria excedido o valor limite inicial.

Powell negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou que a ação faz parte de uma campanha contínua do governo Donald Trump contra sua gestão, que não tem cedido às pressões por cortes mais intensos de juros.

Ao longo de 2025, Trump ofendeu Powell em diversas ocasiões e disse que ele deveria renunciar. Na última terça-feira, 13, Trump voltou a destinar xingamentos ao presidente do Fed, mas negou que tivesse intenção de removê-lo do cargo.

Trump rejeitou as críticas de que é contrário à independência do Fed, feitas inclusive por parlamentares cujo apoio ele precisará para confirmar sua escolha para suceder Powell. “Não me importo. Eles devem ser leais. É isso que eu digo”, afirmou na entrevista à Reuters.

Ele também rejeitou a opinião amplamente difundida entre analistas, investidores e formuladores de políticas econômicas em todo o mundo de que a erosão da independência do banco central poderia minar o valor do dólar americano e provocar inflação. “Não me importo”, repetiu ele.

O mandato de Powell à frente do Fed vai até maio de 2026 e Trump poderá indicar o seu sucessor, que deverá ser aprovado pelo Senado. No entanto, Powell poderá continuar no conselho de diretores do órgão até 2028.

Ele foi indicado pela primeira vez para a presidência do Fed pelo próprio Trump em seu primeiro mandato, sendo posteriormente reconduzido ao cargo por Joe Biden.

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2026

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, pode se considerar um homem vitorioso neste início de 2026.

De 2021 a 2024, enquanto ainda vigorava o sistema de meta de inflação no ano calendário, o IPCA ficou acima do teto do intervalo de tolerância em três anos (2021, 2022 e 2024), fazendo com que o presidente do BC anterior, Roberto Campos Neto, redigisse três cartas abertas de justificação.

Galípolo tornou-se presidente no início de 2025 e, na verdade, até teve que redigir uma carta aberta por descumprimento da meta em julho de 2025. A razão é que o sistema, a partir de 2025, mudou para meta contínua, e o nível de 3% foi mantido para 2025 e 2026.

Pelos novos critérios, o descumprimento da meta se caracteriza quando a inflação acumulada em 12 meses fica acima do teto de tolerância por seis meses consecutivos, o que ocorreu de janeiro a junho do ano passado.

Ainda assim, tem forte valor simbólico que o IPCA tenha fechado 2025 em 4,26%, abaixo, portanto, do limite do intervalo de tolerância, de 4,5%. No último relatório Focus do BC (documento de coleta de projeções do mercado) de 2024, a previsão era de IPCA de 4,96% em 2025, o que, se tivesse ocorrido, iria estourar o teto da meta.

Naquele final de 2024, ainda havia dúvida sobre como Galípolo iria se comportar como chefe da autoridade monetária. A sua proximidade histórica com a economia heterodoxa preocupava o mercado, e mesmo a sua atuação competente como diretor do BC desde julho de 2023 ainda não havia sido capaz de dissipar totalmente a desconfiança.

A boa surpresa para o mercado foi que Galípolo teve uma atuação 100% comprometida com o bom funcionamento do sistema de metas na sua presidência do BC até o momento. Sob seu comando, a Selic saiu de 12,25% para 15%, e agora as apostas são de que a taxa básica começará a ser reduzida em algumas das reuniões do Copom do primeiro quadrimestre de 2026.

Mas não foi apenas a firmeza de Galípolo que fez com que o IPCA em 12 meses recuasse para dentro do intervalo de tolerância. A apreciação cambial durante 2025 e a desaceleração da inflação de alimentos foram dois fatores essenciais. Os bens industriais tiveram inflação de 2,39% em 2025, e a alimentação no domicílio de 1,43%. Os dois grupos vieram bem menores que os 3% da meta, e puxaram o IPCA para baixo.

Pelo outro lado, os serviços, o item mais sensível à demanda - e, portanto, à política monetária - permanecem como um desafio para o Banco Central em 2026, ano para o qual a projeção do IPCA do Focus na última leitura é de 4,06%.

A inflação de serviços foi de 6,01% em 2025, e a dos serviços subjacentes, núcleo muito valorizado pelo BC, de 5,88% - em ambos os casos, muito acima do limite de tolerância do sistema de metas.

A inflação dos serviços é bastante ligada ao mercado de trabalho, que chegou ao final de 2025 ainda muito aquecido. Apesar de sinais de desaceleração nos últimos números do Caged (empregos formais), a última Pnad Contínua divulgada, relativa ao trimestre até o final de novembro, registrou recorde de baixa de desemprego, de tamanho da população ocupada e de valor do rendimento médio.

Não à toa, a inflação em 2025 dos serviços mais sensíveis ao salário mínimo foi de 6,51%.

"A inflação poderia estar ainda mais baixa se os serviços estivessem respondendo mais à política monetária", analisa Carlos Thadeu de Freitas, economista sênior da corretora BGC.

Para ele, a grande dúvida em relação ao primeiro trimestre de 2026 é sobre o tamanho do impacto dos estímulos fiscais (num ano eleitoral) em contraposição à política monetária.

Na sua visão, se houver muito estímulo, a inflação será mais resistente, o que deve retardar o início do ciclo de cortes da Selic. Em caso contrário, o afrouxamento monetário pode ser mais intenso antes da eleição.

Lula, portanto, terá um dilema entre chegar a outubro com uma economia mais aquecida, mas com inflação e juros maiores, ou vice-versa. Uma escolha difícil.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/01/2026

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou nesta quarta-feira, 14, que ainda é preciso que o BC dos EUA mantenha uma postura restritiva em relação às taxas de juros, pois a inflação está “bastante distante de onde precisa estar”. Em evento sobre perspectivas econômicas para 2026, em Atlanta, o dirigente pontuou que, apesar da economia americana estar claramente resiliente, a pressão ascendente sobre os preços é algo necessário de observar. “Ainda não ganhamos luta contra inflação”, acrescentou.

Para Bostic, o Fed se encontra em um ambiente difícil para duplo mandato – de máximo emprego e estabilidade da inflação a 2%. Segundo ele, o mercado de trabalho enfraqueceu, mas “claramente não está fraco”, adicionando que a flexibilidade na contratação de recém-formados provavelmente está relacionada à inteligência artificial.

Sobre preocupações com a independência do BC norte-americano, Bostic afirmou que o vídeo publicado no domingo pelo presidente da instituição, Jerome Powell, “já disse tudo que precisava”.

“Coisas que fazem sentido no curto período não necessariamente se aplicam ao Fed”, enfatizou ele sobre a pressão do governo Trump para mais cortes de juros.

Bostic se aposenta de seu cargo no Fed de Atlanta em fevereiro deste ano.

Infomoney - SP   15/01/2026

Um alto dirigente do Federal Reserve sinalizou nesta semana pouca urgência em reduzir ainda mais as taxas de juros, reforçando as expectativas de que o banco central dos EUA manterá os custos de empréstimo estáveis no fim do mês.

John C. Williams, presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, afirmou que o banco central estava “bem posicionado” para sustentar o mercado de trabalho e garantir que a inflação voltasse à meta de 2% do Fed após três reduções de 0,25 ponto percentual no ano passado.

Trump: Dimon está ‘errado’ ao sugerir que eu estou minando a independência do Fed

As taxas de juros estão entre 3,5% e 3,75%, uma faixa que, segundo Williams, está “mais próxima do nível neutro”. Trata-se de um patamar que não acelera nem desacelera o crescimento econômico.

Williams, em comentários ao Council on Foreign Relations, adotou um tom otimista sobre as perspectivas econômicas, prevendo que a taxa de desemprego se estabilizaria em torno do atual nível de 4,4%, enquanto o crescimento aceleraria e a inflação arrefeceria.

Mais tarde, ele disse a repórteres que não achava haver “forte pressão para fazer qualquer coisa, para um lado ou para o outro”, em termos de política monetária.

Uma pausa na próxima reunião do Fed, em 27 e 28 de janeiro, manteria o banco central em desacordo com o presidente Donald Trump, cuja administração intensificou fortemente sua pressão contra a instituição no último fim de semana ao abrir uma investigação criminal contra Jerome Powell, presidente do Fed.

A escalada extraordinária do Departamento de Justiça, revelada pelo The New York Times no domingo, provocou uma rara reprimenda de Powell, que acusou a administração de usar ameaças legais para pressionar por custos de empréstimo mais baixos.

O mandato do Fed é priorizar uma inflação baixa e estável e um mercado de trabalho saudável, livre de interferência política.

O Congresso concedeu essa autonomia ao banco central para garantir que o Fed faça o que é melhor para a economia, e não o que é politicamente mais conveniente.

Muitos especialistas jurídicos alertaram que essa independência estava sob ameaça após a investigação, que se concentra em Powell e em sua supervisão de uma reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Fed em Washington.

Williams defendeu Powell em uma discussão promovida pelo Council on Foreign Relations, afirmando que o presidente do Fed é “completamente dedicado” à instituição e um homem de “integridade impecável”.

Williams, que é um aliado próximo de Powell, também alertou para os custos caso a independência do Fed seja comprometida. Isso traz o risco de “resultados infelizes”, marcados por uma economia menos estável e inflação mais alta, disse ele.

Williams reconheceu a repórteres que o inquérito representou uma escalada no que o Fed vinha enfrentando por parte da administração, observando que há uma “diferença entre criticar” o banco central e investigar seu principal dirigente.

A fonte de tensão entre o presidente e o Fed decorre da relutância da instituição em reduzir de forma acentuada os custos de empréstimo, como Trump tem exigido.

Muitos dirigentes, em vez disso, pediram cautela diante da incerteza sobre a inflação, que permaneceu acima da meta de 2% por cerca de cinco anos.

O mercado de trabalho, que apresentou alguns sinais de enfraquecimento, ainda não parece à beira de um colapso, o que ajuda a reforçar a ideia de que o banco central pode ir com calma em novos cortes.

Trump, por sua vez, defendeu taxas de juros em torno de 1%, um nível normalmente associado a uma recessão.

O presidente está em processo de selecionar um dirigente para substituir Powell quando seu mandato terminar em maio.

Uma preocupação é que o critério de Trump de que seu indicado precise apoiar juros mais baixos faça com que a escolha enfrente um problema de credibilidade desde o início.

Williams disse a repórteres na segunda-feira, 12, que esperava que o próximo presidente assumisse com a compreensão de que o banco central tem uma “responsabilidade muito, muito importante com o povo americano”.

“Quando não acertamos, isso importa muito. Quando acertamos, isso importa muito”, acrescentou.

MINERAÇÃO

Valor Investe - SP   15/01/2026

Rentabilidade das ações da mineradora se destaca entre as maiores entre ativos que compõem o Ibovespa

As ações da Vale (VALE3) operaram em forte alta no pregão desta quarta-feira (14) na B3, mantendo uma sequência positiva que já acumula valorização de 9,7% no mês. A rentabilidade do papel da mineradora -- que tem o maior peso no Ibovespa -- se destaca entre as maiores entre ativos que compõem o índice, que por sua vez avança 1,6% no mesmo período.

A ação negociada na B3 avançou hoje 4,7%, a R$ 78,92. Na bolsa de Nova York, o recibo de ações (ADR) subia 3,5%, a US$ 14,61.

Na avaliação de Hugo Cabral, analista de renda variável da Nord Research, a forte valorização das ações da Vale reflete uma combinação de avanços operacionais, melhora estrutural da companhia e um ambiente macroeconômico mais favorável às commodities.

Segundo ele, a mineradora vem “fazendo o dever de casa” ao reconquistar a confiança dos investidores, deixando para trás problemas legados de segurança e instabilidade, além de avançar na redução de custos.

Um dos destaques é a estratégia de produtos: a Vale tem se beneficiado da maior demanda das siderúrgicas chinesas por minério de teor médio, resultado da mistura do minério de alto teor de Carajás com o de outras minas, o que elevou a participação desse tipo de produto para 61% do portfólio, ante 49% em 2023.

Cabral ressalta ainda a queda do custo all-in do minério e das pelotas, que recuou 4% no último trimestre, para US$ 53 por tonelada, puxado principalmente pelo frete, além da expectativa de cumprimento do guidance de 2025 e dos planos de expansão para atingir 360 milhões de toneladas em 2030.

Do lado institucional, ele destaca o avanço na agenda de segurança, com a eliminação de barragens em nível máximo de emergência e redução expressiva das estruturas em níveis críticos.

No cenário externo, o analista aponta que o minério de ferro tem se mantido acima das projeções mais conservadoras, acima de US$ 105, sustentado pela produção de aço na China, que segue próxima de 1 bilhão de toneladas por ano — mercado que responde por cerca de metade das vendas da Vale.

Soma-se a isso o bom momento dos metais ligados à transição energética, como níquel e cobre, que já representam cerca de 20% do Ebitda da companhia. Cabral também lembra que a forte geração de caixa permitiu uma distribuição extraordinária de proventos, levando o dividend yield a 10%, embora a projeção para o ano fique em torno de 7%.

Por fim, ele afirma que, mesmo após a alta, a ação segue negociada a múltiplos baixos, perto de 5 vezes o Ebitda, abaixo da média histórica da Bolsa.

Investing - SP   15/01/2026

Os contratos futuros de minério de ferro na Bolsa de Dalian subiram nesta quarta-feira, depois que a China divulgou dados recordes tanto de importações mensais do minério quanto de exportações de aço.

O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou a sessão do dia com alta de 0,06%, a 821 iuanes (US$117,72) a tonelada.

O minério de ferro de referência de fevereiro na Bolsa de Cingapura caiu 0,36%, a US$107,95 a tonelada.

As exportações de aço da China atingiram um recorde mensal em dezembro, segundo dados da Administração Geral de Alfândega, impulsionadas pela antecipação de cargas depois que Pequim anunciou exigências de licenças para embarques a partir de 2026.

"As fortes exportações continuaram a compensar a fraca demanda", apontou um relatório do ANZ.

As importações de minério de ferro também atingiram recorde em dezembro, assim como no ano passado, já que os baixos estoques e as melhores margens de aço incentivaram as usinas a reservar mais cargas.

"Com a produção chinesa de metais quentes se firmando nas últimas semanas, está claro que as usinas começaram a repor os estoques de aço antes do Ano Novo Chinês", disse Atilla Widnell, diretor administrativo da Navigate Commodities.

Essas condições de alta persistirão até o Ano Novo Lunar, disse ele.

No entanto, os preços persistentemente altos do minério de ferro, juntamente com a redução das margens das usinas siderúrgicas, podem pressionar os compradores a adiar o reabastecimento até que ocorra uma correção, avaliaram analistas.

Infomoney - SP   15/01/2026

O minério de ferro voltou a operar próximo de US$ 110 por tonelada, maior nível desde outubro de 2024, sustentado por estímulos anunciados pela China, reabastecimento de estoques e redução temporária dos embarques da Austrália e do Brasil. Estoques mais baixos nas usinas siderúrgicas chinesas deram suporte adicional aos preços no curto prazo, mesmo em um ambiente macroeconômico ainda desafiador. Apesar disso, a avaliação predominante entre analistas é de pouco espaço para novas altas, com fundamentos ainda frágeis, demanda por aço pressionada pela crise imobiliária chinesa, margens das usinas comprimidas e estoques elevados. Para 2026, as projeções concentram-se na faixa de US$ 95 a US$ 105 por tonelada, indicando que a recente valorização tende a ser cíclica e transitória.

Ainda assim, o início de 2026 segue com viés construtivo no curto prazo para o complexo de minério de ferro. A commodity acumula alta de mais de 2% no ano, após fechar 2025 com ganho de 4,59%, e negocia em uma região técnica decisiva para o próximo movimento. Esse cenário tem dado suporte às ações da Vale, que iniciaram 2026 com valorização de 9,67%, após avançarem 48,01% em 2025, mantendo o papel em trajetória de renovação de máximas históricas.

Para entender até onde o preço das ações da Vale (VALE3) e do Minério podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Vale (VALE3)

No médio prazo, a leitura técnica das ações da Vale segue bastante sólida. O papel mantém uma sequência consistente de altas e continua promovendo renovações de máximas históricas, o que confirma a força estrutural da tendência. VALE3 negocia confortavelmente acima das médias móveis, com o fluxo comprador predominante sustentando o movimento ao longo das últimas semanas.

Na última sessão, a ação avançou 4,74%, encerrando aos R$ 78,92, após tocar nova máxima histórica em R$ 79,09. O desempenho reforça o cenário positivo, especialmente quando combinado ao forte avanço acumulado em 2025, de 48,01%, e ao início de 2026 já com alta de 9,67%.

O principal ponto de atenção está no esticamento do movimento, evidenciado pelo forte afastamento das médias móveis e pelo IFR (14) em 87,24, nível que caracteriza sobrecompra. Esse contexto aumenta a probabilidade de correções técnicas ou períodos de lateralização, ainda que, até o momento, não haja sinais claros de reversão, já que o fluxo comprador segue dominante.

Enquanto o papel se mantiver acima das regiões de suporte mais relevantes, o cenário base continua sendo de continuidade da alta, mesmo com ajustes intermediários. Pelo lado das resistências, o mercado acompanha a máxima histórica em R$ 79,09, com alvos projetados em R$ 81,25, R$ 84,00, R$ 85,45 e R$ 90,00.

Em caso de correção, os principais suportes estão em R$ 74,83, R$ 70,81, R$ 64,36, R$ 61,04, além da média móvel de 200 períodos em R$ 55,88 e do suporte em R$ 53,91.
Análise técnica minério de ferro

No médio prazo, observo o minério de ferro operando de forma mais lateral nas últimas semanas, mas ainda dentro de uma leitura técnica construtiva. O ativo segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que preserva o viés positivo enquanto esses níveis forem respeitados.

Um ponto relevante no gráfico semanal é a possível formação de um ombro-cabeça-ombro invertido, padrão que pode sinalizar uma reversão para um movimento de alta mais consistente. A confirmação desse desenho técnico passa pela superação da região de US$ 109,40/US$ 110,00. Caso esse patamar seja rompido, o mercado passa a trabalhar com projeções em US$ 115,00, US$ 122,90, US$ 126,80, US$ 131,60 e US$ 137,10.

No cenário alternativo, de retomada do fluxo corretivo, a perda da região de US$ 104,50, seguida do suporte psicológico em US$ 100,00, tende a enfraquecer a estrutura de médio prazo. Abaixo desses níveis, os próximos suportes aparecem em US$ 92,00, US$ 88,40, US$ 84,60, US$ 79,00 e US$ 73,60.
Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

AUTOMOTIVO

IstoÉ Dinheiro - SP   15/01/2026

A GWM manifestou interesse em construir no Espírito Santo a sua segunda fábrica no Brasil, conforme informou nesta quarta-feira, 14, o governo capixaba. A montadora ainda não se manifestou.

O termo do compromisso foi assinado durante a missão de negócios do vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, na China. Em Baoding, na sede da GWM, Ferraço foi recebido, em sua última agenda no país, pelo dono da montadora chinesa, Jack Wei. O governador Renato Casagrande participou da assinatura do compromisso por videochamada.

Em agosto, durante a inauguração da fábrica de carros híbridos em Iracemápolis, no interior de São Paulo, a direção da GWM manifestou planos de alcançar entre 250 mil e 300 mil veículos no Brasil. Isso indicou a possibilidade de uma segunda fábrica, já que em Iracemápolis a GWM tem capacidade de produzir 50 mil carros por ano.

Ainda não há um local definido para a instalação do empreendimento no Espírito Santo. O valor do investimento também não foi divulgado.

Em nota à imprensa, Ferraço destacou que o governo estadual busca atrair oportunidades que geram desenvolvimento. “Firmamos um acordo com a GWM para trazer uma fábrica para o nosso Estado, ampliando investimentos, gerando empregos e fortalecendo um ciclo virtuoso de crescimento que já está em curso.”

Segundo o governo do Espírito Santo, a GWM importou mais de 45 mil veículos pelos portos capixabas no ano passado.

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2026

As cotas liberadas pelo governo para a importação de carros híbridos e elétricos sem imposto são a nova frente de batalha das montadoras e fabricantes de autopeças contra a entrada dos automóveis chineses no Brasil.

Além das projeções para o desempenho do setor em 2026, áreas técnicas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a entidade que representa os fabricantes de veículos, trabalharam nos últimos dias em cálculos sobre o potencial impacto da manutenção do benefício.

No próximo dia 31, termina a vigência das cotas usadas pelas marcas chinesas para trazer, sem imposto de importação, os carros eletrificados que têm a produção finalizada em fábricas no Brasil. A indústria nacional teme, porém, que o benefício seja renovado e se movimenta para sensibilizar o governo antes mesmo de um pedido de prorrogação chegar à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Em vigor desde 1º de agosto, as cotas valem para a importação de carros parcialmente montados que têm a produção finalizada em fábricas no Brasil — esquema conhecido como SKD (Semi Knocked Down), adotado pela BYD em Camaçari, na Bahia. Também livram do imposto de importação as fábricas que operam em esquema CKD (Completely Knocked Down), no qual o carro é importado em peças totalmente separadas para montagem completa no País. Em tese, beneficiam também a GWM, embora a marca chinesa diga que tem um sistema em que os componentes são importados “peça a peça”, e não em kits pré-montados do CKD tradicional.

O tema será colocado em destaque durante a entrevista à imprensa marcada para quinta-feira, 15, em que a Anfavea apresentará os resultados do setor em 2025, bem como as projeções para este ano. A entidade fez um exercício sobre qual seria o impacto se, a exemplo dos concorrentes chineses, as montadoras com operações completas no Brasil se limitassem apenas a montar automóveis trazidos do exterior.

A conclusão é que a cadeia de autopeças teria redução nos pedidos anuais de R$ 103 bilhões, o que representaria para o setor público perda de R$ 26 bilhões em arrecadação com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

O estudo, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, aponta também uma redução de 69 mil postos de trabalho nas montadoras, além de outras 227 mil vagas extintas nas fábricas de fornecedores. Isso levaria a uma perda de arrecadação com tributos federais sobre a folha de pagamento de R$ 18 bilhões, além de um custo para o governo de R$ 4 bilhões com pagamentos de seguro-desemprego.

Os saques no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por trabalhadores demitidos chegariam a R$ 12 bilhões. E, por fim, sem os salários pagos pela indústria, os trabalhadores teriam o poder aquisitivo reduzido em R$ 35 bilhões. A Anfavea estima ainda em R$ 42 bilhões o impacto na balança comercial, considerando o volume de carros que deixariam de ser exportados pelo Brasil.

A ideia é dar dimensão do que pode acontecer, no limite, se as montadoras trocarem seus esquemas atuais — que movimentam longa cadeia de produção, desde a compra de resinas a aço — por um modelo de baixa complexidade. Uma migração de 10% da indústria a esse modelo, por exemplo, já significaria impacto de R$ 10,3 bilhões na cadeia de fornecedores.

A mensagem da Anfavea é que boa parte dos investimentos anunciados por montadoras e fornecedores de componentes — um total de R$ 190 bilhões — pode se tornar desnecessária se as montadoras tradicionais também decidirem usufruir desses benefícios, dispensando o desenvolvimento de novos modelos no País.

“Esse modelo de produção é desindustrializante, não privilegia os elos da cadeia”, comenta o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet. “Não tenho procuração e não falaria por nenhuma montadora nossa, mas certamente em um modelo de produção em CKD ou SKD, as nossas montadoras tirariam todo o custo capital do Brasil, tirariam todo o custo trabalhista do Brasil, tirariam todo o custo logístico do País e simplesmente importariam com redução de imposto”, acrescenta.

O temor é que os concorrentes chineses não só tenham mais prazo para consumir cotas eventualmente não utilizadas até o fim deste mês, como também possam importar mais automóveis com o benefício. Pelas cotas atuais, foi autorizada a importação de um total de US$ 463 milhões em carros híbridos e elétricos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), ou um volume estimado em torno de 30 mil veículos.

Ação preventiva

Procurada pelo Estadão/Broadcast, a Secretaria-Executiva da Camex informou que não recebeu pleito relativo à renovação dessas cotas. A indústria, porém, age preventivamente, já que um pedido pode surgir a qualquer momento, vindo de concorrentes ou do próprio governo. Em 15 de dezembro, o Sindipeças, entidade dos fabricantes de autopeças, enviou ofício ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, manifestando contrariedade a pedidos de prorrogação das cotas.

O Sindipeças alega que as importações de carros eletrificados subtraem estimados R$ 97 bilhões em faturamento do setor de autopeças, além de representarem uma renúncia fiscal da ordem de R$ 24 bilhões. Aponta também no ofício a perspectiva de diminuição “brutal” da força de trabalho na indústria automotiva, assim como o desestímulo aos investimentos, se o governo estender a redução tarifária sobre as importações de veículos CKD e SKD.

Fora das cotas, as marcas chinesas, a depender da tecnologia de eletrificação, recolhem entre 25% e 30% de alíquotas de importação nos carros SKD. A exemplo dos automóveis completos, essa alíquota cheia subirá para 35% a partir de julho. Já nos carros produzidos em esquema CKD, as alíquotas, atualmente entre 10% e 14%, só subirão para 35% em janeiro do ano que vem.

Em julho do ano passado, o pedido da BYD para baixar essas alíquotas a 10% já havia provocado forte reação da indústria, incluindo carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual os CEOs das maiores montadoras do País alertaram para os riscos dos incentivos à importação de carros desmontados. Em resposta, a marca chinesa chamou as montadoras tradicionais de dinossauros que buscavam abortar a inovação. No fim, a Camex não atendeu ao pedido da BYD, mas liberou as cotas, cujo prazo de utilização se aproxima do fim.

Procurada pelo Estadão/Broadcast, a GWM, que monta seus carros em Iracemápolis, no interior de São Paulo, informou que não fez pedido de renovação de cotas ou isenção de impostos para os carros produzidos em esquema CKD. A BYD não tinha posicionamento até a publicação desta matéria.

Para Igor Calvet, esquemas de produção CKD ou SKD são etapas de transição às vezes necessárias para montadoras que estão se instalando no País. Mas, acrescenta, referindo-se a uma meta anunciada pela BYD, tornam-se um problema quando benefícios tributários a importações são concedidos a marcas que almejam volumes de 600 mil carros no Brasil.

“Aí eu tenho um grande problema, porque a competição não é equânime quando se quer produzir em alto volume, com redução de imposto, o que as empresas que estão aqui instaladas produzem com imposto cheio e com uma série de custos associados”, defende o presidente da Anfavea.

Valor - SP   15/01/2026

As vendas de carros novos na China, incluindo exportações, cresceram 9,4% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 34,4 milhões de unidades em 2025, marcando o quinto aumento consecutivo, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.

Os números da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (Caam) mostram um forte desempenho das montadoras emergentes Leapmotor e Xiaomi, enquanto a líder de mercado BYD e outras grandes empresas enfrentaram dificuldades. A concorrência continuou a se intensificar em todo o setor.

“O crescimento nas vendas de veículos elétricos e outros veículos de novas energias impulsionou o mercado automotivo chinês”, disse Chen Shihua, vice-secretário-geral da Caam, em uma entrevista coletiva.

Com as vendas de veículos de novas energias crescendo 28,2%, para 16,49 milhões de unidades, a participação da categoria no total subiu 7 pontos percentuais, chegando a 47,9%. Dentro da categoria de veículos de nova energia (NEV), as vendas de veículos elétricos (EVs) aumentaram 37,6%, para 10,62 milhões de unidades, enquanto as de híbridos plug-in avançaram 14%, para 5,86 milhões.

As vendas foram impulsionadas por incentivos governamentais. Os subsídios para troca de veículos usados são mais generosos para NEVs novos do que para modelos novos a gasolina, acelerando a transição para os NEVs.

No geral, as vendas no mercado interno aumentaram 6,7%, para 27,3 milhões de veículos, enquanto as exportações cresceram 21,1%, para 7,09 milhões. As exportações de NEVs praticamente dobraram.

A participação das marcas chinesas nas vendas de carros de passeio aumentou 4,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior, para 69,5%, acompanhando o avanço nas vendas de NEVs. As marcas estrangeiras, por sua vez, demoraram a adotar a eletrificação, o que levou a participação das marcas alemãs a cair 2,5 pontos percentuais, para 12,1%, enquanto as marcas japonesas perderam 1,5 ponto percentual, para 9,7%. Os problemas da Honda se destacaram, com uma queda de aproximadamente 20% nas vendas anuais.

Os resultados também foram mistos entre as marcas chinesas. Os consumidores buscavam veículos elétricos acessíveis e recursos de assistência ao motorista, e as montadoras que responderam rapidamente a essa demanda registraram crescimento nas vendas.

A Leapmotor teve um desempenho particularmente bom entre as marcas emergentes, expandindo sua linha de baixo custo com o B01, um sedã elétrico com preço inicial abaixo de 100 mil yuans (US$ 14.340). As vendas da Leapmotor praticamente dobraram em relação ao ano anterior, chegando a 590 mil veículos.

Empresas de outros setores também se destacaram pelo crescimento nas vendas. A Xiaomi, uma grande fabricante de smartphones que entrou no mercado de veículos elétricos em março de 2024, vendeu cerca de 410 mil veículos.

A Huawei Technologies, uma grande fabricante de equipamentos de telecomunicações, também registrou alta nas vendas de veículos por meio de sua rede HIMA, que inclui cinco marcas diferentes, graças principalmente às suas funções de assistência ao motorista.

A BYD, que vinha apresentando crescimento de vendas superior a 40% ao ano desde 2021, registrou um aumento de apenas 8% em 2025. A principal montadora estatal, Guangzhou Automobile Group, também viu sua marca Aion sofrer uma queda, com as vendas recuando pelo segundo ano consecutivo.

A concorrência provavelmente continuará a se intensificar em 2026. A Caam prevê que as vendas de veículos novos, incluindo exportações, aumentarão apenas 1% em relação ao ano anterior, para 34,75 milhões de veículos.

As exportações devem crescer 4,3%, para 7,4 milhões de unidades. Mesmo com as expectativas de crescimento na Europa e em outros países, as projeções para a China são conservadoras.

Considerando apenas o mercado interno, espera-se um crescimento de apenas 0,2%, para 27,35 milhões de veículos. A redução pela metade do crédito fiscal para veículos de nova energia (NEV) em 2026 dificultará o incentivo à compra por parte dos consumidores.

Um ecossistema caracterizado por competição excessiva — conhecido como neijuan, ou "involução" — está se tornando a norma no mercado chinês. Descontos acentuados e reduções de preços pressionam os lucros das montadoras e também impactam negativamente as condições de pagamento entre montadoras e fabricantes de peças, prolongando o ambiente já hostil para o setor como um todo.

A Leapmotor, que registrou fortes vendas em 2025, pretende vender 1 milhão de unidades em 2026 — um aumento de cerca de 70%. O Grupo Zhejiang Geely também espera alcançar a BYD, estabelecendo uma meta de 5 milhões de veículos para 2027. Grandes montadoras estatais e algumas empresas emergentes, por sua vez, provavelmente continuarão a lutar por vendas — uma tendência que alguns temem que possa levar a uma reestruturação e ao encolhimento do setor.

"Apenas as empresas que conseguirem acompanhar as mudanças tecnológicas sobreviverão", disse Chen sobre os fabricantes de NEVs no mercado chinês.

FERROVIÁRIO

Exame - SP   15/01/2026

Em meio ao plano do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de conceder todas as linhas de trilhos do Estado, o Metrô terá orçamento recorde em 2026 para expansão de três linhas do sistema metroviário da Região Metropolitana de São Paulo.

O valor previsto no orçamento sancionado pelo governador é de R$ 5,4 bilhões, um crescimento de cerca de 12% em relação aos R$ 4,8 bilhões de 2025.

Segundo o Executivo paulista, os recursos serão utilizados na continuidade das obras de expansão, modernização e elaboração de projetos de novas linhas.

O maior volume de recursos será destinado à expansão da Linha 2-Verde, que conectará Vila Prudente até Guarulhos com 13,8 km de novos trilhos. A promessa de uma linha de metrô que conecta São Paulo e Guarulhos é antiga.

A primeira fase do trecho, até a Penha, já ultrapassou 55% de execução. O plano é incluir oito novas estações em um primeiro momento e cinco na segunda etapa, até Guarulhos.

Serão R$ 2,59 bilhões reservados para essa frente em 2026, frente aos R$ 2,06 bilhões de 2025.

A Linha 15-Prata, na zona leste, terá o segundo maior volume de recursos. O trecho do monotrilho entre o Ipiranga e o Hospital Cidade Tiradentes contará com R$ 1,03 bilhão em 2026.

O valor é superior aos R$ 629,5 milhões previstos para 2025, e tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte da região.

Na Linha 17-Ouro, o orçamento para 2026 é de R$ 836,3 milhões. O montante é voltado principalmente à conclusão do trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi, com inauguração prevista para março de 2026. A entrega do ramal é aguardada desde a Copa de 2014.

O projeto também prevê recursos para os estudos e obras dos trechos 2, entre as estações Morumbi e São Paulo-Morumbi, e 3, do Jabaquara até a Vila Paulista.

O Metrô foi responsável pela construção do ramal, que será operado pela Motiva Trilhos.

Investimentos em novas linhas e compra de trens

Além das frentes em execução, o governo manteve o plano de desenvolvimento de novas linhas. Os recursos serão aplicados também em projetos da Linha 19-Celeste, que está em fase de contratação de obra, e nas Linhas 20-Rosa e 22-Marrom, que devem ligar São Paulo a Guarulhos, Osasco, ABC e Cotia.

Parte do investimento será destinada à modernização de sistemas e estações. Está prevista a instalação do sistema CBTC, sigla para Communication-Based Train Control, que permite maior precisão no controle dos trens, e a colocação de portas de plataforma.

Também está em andamento a compra de 63 novos trens, sendo 19 para a Linha 15-Prata (dos quais 15 já foram entregues), e 44 para as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Segundo o governo, os investimentos previstos representam o maior orçamento da história do Metrô.

Em 2025, foram aplicados R$ 4,51 bilhões nas obras de expansão e modernização, o que representou 89% do total previsto para o ano. O recorde anterior havia sido registrado em 2024, com R$ 4,26 bilhões executados.

Os valores fazem parte de um pacote total de R$ 33 bilhões em obras em andamento no sistema metroviário estadual, cuja execução se estende por vários anos.

Grandes Construções - SP   15/01/2026

O governo federal pretende realizar 8 leilões de concessão de ferrovias este ano, com investimento estimado em quase R$ 300 bilhões ao longo dos contratos.

A previsão é que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, tenha fechado 2025 com volume de quase R$ 4 bilhões a ferrovias, e a meta é superar esses valores agora em 2026.

Uma concessão está programada para 2027. As demais tem potencial para gerar investimento de R$ 140 bilhões. Estão na carteira do Ministério dos Transportes o Corredor MG-RJ; o Anel Ferroviário Sudeste; a Malha Oeste; o Corredor Leste Oeste, o Ferrogrão; e as malhas Sul, sendo Corredor PR/SC, Corredor Rio Grande e Corredor Mercosul; e a Extensão Norte (Ferrovia Norte/Sul).

Também faz parte desse cronograma de concessões a licitação de ferrovias de transporte de passageiros em 2026. A primeira será a ligação entre a capital federal Brasília e Luziânia, município goiano do entorno do Distrito Federal. A entrada cada vez maior do BNDES na oferta de financiamento dos projetos é a principal aposta para destravar as licitações neste ano, que é decisivo em função do pleito eleitoral do mês de outubro.

“Oito leiloes de ferrovias que podem transformar a infraestrutura logística do Brasil. Estivemos no escritório do BNDES em São Paulo, conversando com o mercado sobre os nossos projetos ferroviários, o nosso Pipeline. Conversamos com bancos, fundos, construtoras, operadores, e percebemos muito interesse nos nossos projetos. Aliás, a nossa carteira tem repercussão hoje internacional na mídia, e tivemos conversas também com empresas chinesas. Então, percebemos que há muito interesse nos nossos projetos. Neste mês de janeiro teremos novas reuniões. Portanto, são oito leiloes que podem transformar a infraestrutura ferroviária no Brasil”, disse Leonardo Cezar Ribeiro, secretário nacional de transporte ferroviário.

Em relação a Ferrogrão – EF-170, projeto de ferrovia estratégica para o agronegócio, com cerca de 933 km, ligando Sinop (MT) ao Porto de Miritituba (PA) -, o Supremo Tribunal Federal analisa uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que questiona a legalidade da construção da ferrovia por envolver a alteração de limites de um parque nacional no Pará.

O relator do processo é Alexandre de Moraes. Em 2021, o ministro suspendeu os processos da Ferrogrão, e encaminhou o caso para conciliação. Alexandre de Moraes defende a legalidade do projeto com as devidas compensações e estudos.

“Lá na região do Mato Grosso e do Pará, nós temos o projeto da Ferrogrão, é antigo e precisa sair do papel. São investimentos muito importantes e muito necessários para o país. Evidentemente, as cargas que, habitualmente, estão na ferrovias serão as mais beneficiadas, estamos falando aqui de minério, principalmente de grãos. Nós temos no agronegócio, ainda, celulose, proteína animal, que muito provavelmente, por conta dessas regiões, também serão beneficiados. Nós estamos torcendo e acompanhando de perto para que, efetivamente, esse planejamento saia do papel, e esses oito leilões ocorram em 2026“, analisou Mário Povia, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura.

Para investidores privados, é positiva a atuação do governo para acelerar as concessões de ferrovias por meio da participação do Estado para compartilhar riscos do projeto, como de engenharia, ambiental e político. Segundo o Ministério dos Transportes, a modelagem das concessões está consolidada com aperfeiçoamentos para evitar erros passados, como falta de análise adequada de risco e projeções irreais de receitas. Conforme a pasta, a engenharia financeira formatada pelo BNDES possui mecanismos para driblar o efeito da flutuação da taxa de juros, como a troca de dívidas.

“Ao longo dos últimos 30 anos, nós apostamos em modelo de concessão, modelo de exploração ferroviária, que se baseou, majoritariamente, em investimento privado. O país sempre colocou muito a responsabilidade pelos investimentos e pela gestão da ferrovia no setor privado. Isso tem frutos positivos, o setor trouxe inovação, eficiência, colocou centenas de bilhões de reais em novos investimentos. Acho que todos temos muita consciência da importância de ampliar o transporte ferroviário no país. É mais barato, é mais eficiente, é mais sustentável, é mais seguro”, afirmou Davi Barreto, diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários.

A Tribuna - SP   15/01/2026

Com uma carteira de oito projetos de concessões ferroviárias previstos para este ano, a Infra S.A. publicou o Panorama do Sistema Ferroviário Brasileiro com Foco em Carga Geral.

O documento, elaborado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística em parceria com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), apresenta uma leitura abrangente sobre a importância do transporte ferroviário de cargas no Brasil, desde a inauguração da primeira ferrovia, em 1854, até o ciclo de investimentos atual, impulsionado pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os investimentos nos mais de 9 mil quilômetros de trilhos que serão concedidos em 2026 podem ultrapassar os R$ 800 bilhões. O Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), a Ferrogrão e o Corredor Leste-Oeste, composto por ferrovias que se encontram em fase de construção também pela Infra S.A.: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), fazem parte das ferrovias previstas para serem concedidas.

Histórico

O estudo reúne dados que evidenciam o papel estratégico das ferrovias para a competitividade logística do País, além de apontar caminhos para a ampliação da participação do modal na matriz de transportes.

O relatório também traz um panorama atualizado da indústria ferroviária nacional e destaca que o Brasil já é capaz de suprir cerca de 80% da demanda por vagões e dormentes, o que demonstra maturidade produtiva e capacidade de atender à expansão prevista do setor por meio das novas concessões.

Com um histórico associado ao escoamento de commodities, especialmente no transporte das áreas produtoras até os portos, o estudo ressalta a necessidade de avançar no planejamento do sistema ferroviário para o atendimento da carga geral.

Essa estratégia é fundamental para reduzir a ociosidade dos vagões no fluxo de retorno, ampliar a movimentação de insumos em direção às indústrias e promover a migração de cargas que hoje dependem majoritariamente do transporte rodoviário.

Para ver o documento na íntegra, acesse este link.

NAVAL

IstoÉ Dinheiro - SP   15/01/2026

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, estimou nesta quarta-feira, 14, que há 11 ou 12 potenciais investidores interessados no leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon Santos 10), conforme tratativas preliminares em andamento. O edital do certame deve sair entre fim de fevereiro e início de março.

Dos agentes que estão procurando o Ministério e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), já é possível mapear entre dois ou três grupos brasileiros. A maior parte, contudo, são estrangeiros. Foram citadas, sem detalhamento, potenciais investidores chineses, norte-americanos, árabes, filipinos, bem como fundos de investimento.

O leilão deve ser realizado entre fim março ou início de abril, conforme nova previsão apresentada nesta quarta pelo ministro. O investimento esperado é de R$ 6,4 bilhões. Segundo a pasta de Portos e Aeroportos, após o certame, haverá aumento de 50% na capacidade de movimentação de cargas do Porto de Santos.

O novo terminal, destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral, terá área de 621 mil metros quadrados. A capacidade anual de movimentação do Porto vai chegar a 9 milhões de contêineres, de acordo com os detalhes apresentados pelo Ministério.

Segundo a pasta, com a entrada em operação do novo terminal, o Brasil pode saltar da atual 45ª para a 15ª posição no ranking mundial de movimentação de contêineres. O governo disse que acolheu integralmente as recomendações e determinações do Tribunal de Contas da União (TCU), que deu sinal verde para o certame no ano passado.

Agência Brasil - DF   15/01/2026

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou, em entrevista coletiva, que o governo pretende fazer 40 novos leilões na área de infraestrutura este ano. A lista inclui, segundo o ministério, 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia.

A previsão é que, já em fevereiro, seja leiloado o primeiro bloco, com quatro empreendimentos portuários localizados em Macapá, Natal, Porto Alegre e no Recife. A expectativa é que o bloco receba aproximadamente R$ 230 milhões em investimentos.

Para março, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, projeto que tem uma previsão de investimentos na faixa de R$ 6,4 bilhões, para ampliar em 50% a capacidade de movimentação de cargas do Porto de Santos.

A expectativa do ministro é lançar este edital entre o final de fevereiro e o início de março, para que, já em abril, seja feito o leilão.

“Estamos trabalhando para, na próxima semana, apresentarmos um detalhamento do cronograma do Tecon Santos 10”, disse o ministro, referindo-se ao novo terminal de carga que terá área de 621 mil metros quadrados. “Será o maior leilão da história do Brasil”, complementou.

Outro empreendimento a ser leiloado é o da Hidrovia do Paraguai, que ajudará no escoamento de produtos na América do Sul.

Segundo o ministro, essa concessão deverá ser feita no segundo semestre de 2026. "Será  a primeira concessão hidroviária do Brasil. A gente espera que sejam feitos investimentos de mais de R$ 60 milhões [nesta hidrovia]. A partir daí, vamos avançar fortemente nessa agenda de concessões hidroviárias brasileiras", disse.
Aeroportos

Silvio Costa Filho destacou também, entre as prioridades para 2026, o leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março, e de outros 20 aeroportos regionais.

“Estamos reduzindo investimentos em aeroportos regionais para jogá-los à iniciativa privada, a exemplo dos 13 leilões que nós fizemos no ano passado, de forma a retirar, de prefeitos e governadores, a responsabilidade de cuidar do aeroporto. Até porque, acho, isso cabe a iniciativa privada”, argumentou o ministro.

A Tribuna - SP   15/01/2026

O leilão do Tecon Santos 10, megaterminal de contêineres do Porto de Santos, será realizado até o dia 30 de abril. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na manhã desta quarta-feira (14), durante apresentação do balanço de 2015 e agenda de projetos para 2026, em Brasília (DF). Na segunda-feira (12), o ministério já havia anunciado valor de outorga mínima de R$ 500 milhões para o leilão do ativo, atendendo à recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Costa Filho afirmou que a equipe técnica pretende publicar o edital entre o fim de fevereiro e o começo de março após realizar um roadshow com embaixadas e empresas interessadas. Vencerá o leilão quem apresentar o maior valor de outorga e a concessão será pelo prazo de 25 anos. “A nossa expectativa é que até o dia 30 de abril a gente possa realizar o leilão do Tecon Santos 10, na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), este que será o maior leilão da história do Brasil”, afirmou.

Costa Filho disse ainda que, na próxima semana, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, promoverá “conversas internas na Antaq e nós também teremos reuniões internas, para que possamos apresentar um detalhamento do cronograma do Tecon Santos 10".

O certame será realizado na modalidade bifásica, com restrição da participação de armadores e operadores com contratos de contêineres no Porto de Santos na primeira etapa. A justificativa do ministério, que acolheu orientação da Antaq e recomendações do TCU, é evitar concentração de mercado.

Tecon Santos 10
O Tecon Santos 10 ocupará área de 621,9 mil m2, no cais do Saboó, no Porto de Santos, para operação de 3,25 milhões de TEU (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e 91 mil toneladas de carga geral. O contrato é de 25 anos, com investimento de R$ 6,45 bilhões. Pelo projeto, serão construídos quatro berços de atracação de navios para embarque e desembarque. O valor da outorga custeará a infraestrutura aquática do futuro terminal de passageiros, no Valongo.

O megaterminal ampliará em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no principal porto brasileiro e o maior da América Latina, que alcançará 9 milhões de TEU ao ano. Conforme estimativas, Santos deverá atingir a saturação até 2028.

A Tribuna - SP   15/01/2026

Portos e transporte marítimo sustentáveis, alinhados aos padrões do comércio internacional. Com esse objetivo, o Governo Federal instituiu dois programas nacionais de descarbonização, um voltado aos portos e o outro à navegação. Os planos têm prazo de implementação de até um ano e estabelecem diretrizes que visam a modernização por meio da redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e o aumento da eficiência energética.

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O Programa Nacional de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação) foram oficializados por meio da Portaria 736, assinada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, no mês passado.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o PND-Portos será estruturado pela Secretaria Nacional de Portos e o PND-Navegação pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação. Cada setor terá até um ano para detalhar oficialmente seus programas, definindo diretrizes técnicas, formas de monitoramento e acompanhamento de resultados, informou o ministério, em nota.

“As iniciativas buscam alinhar o setor portuário e de navegação do Brasil às metas internacionais de sustentabilidade, especialmente à redução de emissões de gases de efeito estufa. Elas também respondem às exigências crescentes dos mercados globais por cadeias logísticas mais sustentáveis”, informou o ministério em nota.

A pasta esclareceu que “neste momento, os programas não criam obrigações imediatas nem incentivos financeiros. O texto estabelece um marco inicial e autoriza a construção de políticas públicas que serão aprofundadas ao longo do próximo ano, com diálogo com o setor, consultas públicas e participação de órgãos colegiados. A expectativa é que essa fase traga previsibilidade e segurança jurídica para investimentos públicos e privados”.

O ministério explicou ainda que, “na prática, os programas podem estimular a modernização dos portos, o uso de tecnologias mais eficientes e a melhoria da gestão energética. Com o tempo, isso tende a aumentar a competitividade do setor, reduzir custos operacionais e preparar os portos brasileiros para atender às exigências ambientais do mercado internacional”.

Metas de redução

O MPor informou que não há um cronograma com metas imediatas de redução de carbono. A transição será gradual. No curto prazo, o foco é definir diretrizes, padrões técnicos e formas de monitoramento. No médio e longo prazo, a meta é ampliar investimentos em infraestrutura, eficiência energética, eletrificação e uso de combustíveis sustentáveis.

De acordo com a portaria, a estruturação dos programas deverá considerar as emissões diretas de GEE (Escopo 1), as emissões associadas ao consumo de energia elétrica, calefação ou refrigeração (Escopo 2) e as emissões indiretas não enquadradas nessas categorias (Escopo 3).

Especialista destaca planejamento

Para o especialista em Combustíveis Renováveis e Fertilizantes Pedro Guedes, do Instituto E+ Transição Energética, a principal contribuição está na intenção do Governo. “O setor já vinha se movimentando, tanto por parte de atores privados quanto públicos, mas o que esses programas trazem de diferente é a previsibilidade. Eles mostram que haverá um plano e uma estratégia unificada de descarbonização”, avaliou.

Segundo Guedes, essa previsibilidade é essencial para que empresas e poder público consigam planejar investimentos de longo prazo. “Estamos falando de custos relacionados à infraestrutura, à eficiência energética e a novos vetores energéticos. Para que esses investimentos façam sentido, é fundamental entender que a descarbonização é um direcionamento que veio para ficar”, afirmou o especialista, destacando ainda que a política pública tende a oferecer “segurança jurídica, regulatória e fiscal”, elemento considerado decisivo para destravar projetos no setor.

Guedes ponderou que o prazo de um ano para a estruturação pode ser visto como longo diante da urgência climática, mas necessário diante da complexidade do tema. “Há muitos atores envolvidos e interesses distintos. Esse tempo é importante para criar consensos e convergências sobre o que, na prática, significa descarbonizar o setor portuário e a navegação no Brasil”, explicou.

Na avaliação de Guedes, a integração entre o PND-Portos e o PND-Navegação é um dos pontos centrais da política. “A descarbonização da navegação muitas vezes entra no Escopo 3 dos portos. Mesmo que o porto não seja o emissor direto, ele faz parte dessa cadeia. Por isso, é fundamental que os dois programas caminhem juntos”, ressaltou.

PETROLÍFERO

CNN Brasil - SP   15/01/2026

O país persa enfrenta protestos há três semanas, que já deixaram ao menos duas mil pessoas mortas e cerca de 17 mil presas, segundo a Human Rights Activists.

A possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos elevou a instabilidade no mercado futuro. Os contratos para março superaram os US$ 66 por barril e acumulam alta de cerca de 10% desde o início de 2026.

Apesar da instabilidade geopolítica, a tendência estrutural para o preço da commodity segue sendo de baixa.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos projeta que o preço médio do petróleo bruto feche o ano em US$ 56 por barril, refletindo o excesso de oferta global.

O Banco Mundial também projeta queda. O relatório mais recente de perspectivas econômicas globais estima um preço médio de US$ 60 por barril neste ano.

Os analistas empilham fatores que fortalecem a tese de enfraquecimento dos preços:

A Opep+ está em processo gradual de aumento da produção, após os cortes adotados durante a pandemia de Covid-19 para sustentar os preços. Esses aumentos de produção devem continuar ao longo do ano.

Fora da Opep+, a oferta também tende a crescer, especialmente nos Estados Unidos, Brasil e Guiana. A maior disponibilidade de barris reduz a capacidade do cartel de sustentar cotações elevadas sem perder participação de mercado.

Do lado da demanda, o consumo global segue em expansão, mas em ritmo mais lento, pressionado pela desaceleração da economia chinesa, pelos ganhos de eficiência energética e pela transição gradual nos transportes. Esse movimento reduz a pressão estrutural sobre os preços no médio prazo.

Outro fator é o nível mais elevado de estoques globais, que atua como amortecedor contra choques geopolíticos e interrupções pontuais de oferta, reduzindo a volatilidade e a necessidade de prêmios de risco elevados.

O ambiente de crescimento econômico moderado e de política monetária restritiva, não apenas nos Estados Unidos e no Brasil, também limita movimentos especulativos mais agressivos e faz com que o petróleo opere mais próximo de seus fundamentos de oferta e demanda.

Apesar da tendência estrutural de queda, as cotações devem continuar instáveis até que um cenário mais provável se consolide.

Riscos relacionados ao Irã envolvem a diminuição da produção, consequência de um ataque direto ao 5° maior produtor de petróleo do mundo, a um bloqueio do estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo e também ao envolvimento de outros países ou grupos rebeldes da região.

Infomoney - SP   15/01/2026

As importações chinesas de petróleo da Venezuela devem cair a partir de fevereiro, â  uma vez que menos navios-tanque conseguiram partir para o principal comprador de petróleo bruto de Caracas depois que os EUA reivindicaram o controle do produtor da Opep, disseram operadores e analistas.

O número de petroleiros que partem da Venezuela com destino à China caiu drasticamente depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs um bloqueio em dezembro aos navios sancionados que transportavam petróleo venezuelano, parte de sua campanha de pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que culminou em uma incursão militar dos EUA que o capturou.

Após sua captura, Trump afirmou que os EUA estão no controle do país, membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, e começou a pedir que as empresas americanas começassem a investir no setor petrolífero venezuelano.
Os EUA apreenderam cinco embarcações ligadas à Venezuela depois de anunciar o bloqueio, o que levou proprietários de navios a desviar suas embarcações ou retornar às águas do país após o carregamento para evitar o risco de apreensão, criando uma medida de controle sobre os fluxos de petróleo do país.

Cerca de uma dúzia de navios-tanque carregados deixaram a Venezuela com seus transponders de localização desligados em meio ao ataque dos EUA em 3 de janeiro, mas a maioria deles retornou ao país depois que o governo interino de Caracas negociou um acordo de fornecimento de petróleo de 50 milhões de barris com Washington.

Três desses navios-tanque continuaram a navegar em direção à Ásia e devem chegar à China no final de fevereiro, disse uma pessoa envolvida no transporte do petróleo.

Os navios-tanque estão transportando cerca de 3 milhões de barris de óleo combustível e 2 milhões de barris de petróleo bruto pesado Merey, de acordo com a fonte, que não quis se identificar devido à sensibilidade do assunto.

Desde o início do bloqueio, â  em dezembro, 2,9 milhões â  de barris de petróleo bruto deixaram a Venezuela rumo à Ásia em três navios que transportam Merey e outros tipos de petróleo bruto venezuelano, disse Richard Ro, analista de petróleo bruto para as Américas da Kpler, em um email. A empresa também estima que outros 2,6 milhões de barris de óleo combustível passaram pelo bloqueio.

A PDVSA não respondeu aos pedidos de comentários sobre a partida ou o retorno dos navios-tanque.

Os 5 milhões de barris de óleo combustível e petróleo bruto previstos para chegar à China equivalem a cerca de 166.000 barris por dia. Isso é inferior à média de 642.000 bpd de petróleo bruto e óleo combustível que a Venezuela exportou para a China em 2025, ou 75% da média total de exportações de 847.000 bpd no ano passado, de acordo com documentos internos da PDVSA.

A china, no entanto, enquanto milhões de barris ainda estão em trânsito, o que significa que as refinarias chinesas não estão com pressa para buscar um suprimento alternativo.

AGRÍCOLA

Cultivar - RS   15/01/2026

A Valtra, marca do grupo AGCO referência em tecnologia agrícola no Brasil e no mundo, vem ampliando o uso da inteligência artificial (IA) em seus processos industriais e nas máquinas agrícolas que são utilizadas no campo. Essa evolução busca melhorar eficiência, reduzir custos e apoiar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Segundo o último estudo da McKinsey, intitulado “A Mente do Agricultor Brasileiro 2024”, a adoção tecnológica no campo brasileiro cresceu mais de dez pontos percentuais nos últimos dois anos, colocando o país na segunda colocação global, atrás apenas dos Estados Unidos. A pesquisa mostra que, embora o Brasil já tenha conquistado uma posição de destaque, ainda existe um enorme potencial de expansão em áreas como inteligência artificial, automação e sistemas de apoio à decisão, soluções tecnológicas mais usadas pelos norte-americanos.

Na indústria, a IA tem papel central no controle de qualidade. Um dos exemplos é a comparação de imagens de tratores recém-fabricados com os dados dos pedidos do produto, permitindo identificar componentes ausentes ou defeituosos. O sistema da Valtra envia feedback visual direto aos funcionários da produção, que podem corrigir as falhas de forma mais ágil. Paralelamente ao reconhecimento de objetos, outro modelo de IA torna anônimos os funcionários visíveis nas fotos para proteger a privacidade.

Essas inovações fazem parte da Indústria 4.0, que envolve ainda tecnologias como sensores que monitoram e otimizam a produção, como a Internet das Coisas (Iot), rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados. Além de gêmeos digitais, que são réplicas virtuais de fábricas e máquinas para simulações virtuais, robôs colaborativos, impressão 3D, computação em nuvem para acesso remoto e em tempo real aos dados, integração de sistemas, conectividade 5G, além de sistemas avançados de cibersegurança.

“No campo, a utilização da IA está diretamente ligada à agricultura de precisão. Os pulverizadores, por exemplo, utilizam imageamento em tempo real para identificar alvos de aplicação, como plantas indesejáveis, e aplicar defensivos de forma localizada com extrema precisão, evitando desperdício e reduzindo impactos ambientais”, comenta Elizeu dos Santos, Gerente de Marketing de Produto da Valtra.

Segundo o especialista, os benefícios mais comentados da agricultura inteligente são os níveis melhorados de precisão e exatidão que podem ser alcançados. Um exemplo de melhoria na precisão é na própria condução da máquina, onde com a direção manual sobreposições de cerca de 30 centímetros são frequentemente observadas em campo, e com a orientação automática, como o Valtra Guide, isso é reduzido para apenas 5 centímetros ou até menos. Para a aplicação de fertilizantes, a direção manual pode resultar em uma sobreposição de cerca de 4,5% nas cabeceiras. Com o Valtra Guide e o Section Control, a sobreposição pode ser reduzida a zero.

“A melhor coisa sobre a agricultura inteligente é seu potencial para economizar um tempo valioso. Os tratores com direção automática utilizam software de orientação para direcionar automaticamente o trator ao longo das linhas de trajeto. Essa tecnologia pode economizar o tempo em até 4,5%, isso sem contar também a economia de combustível. Tudo isso resulta em qualidade do produto final, e especialmente em otimização de custos”, ressalta Elizeu.

Os tratores da Valtra também incorporam algoritmos inteligentes para melhorar desempenho e funcionalidade. O inovador sistema TwinTrac, exclusivo da Valtra, utiliza IA para permitir a condução reversa com mais fluidez, ampliando a flexibilidade no trabalho. Já o controle de tração ASR ajusta dinamicamente a entrega de potência para otimizar a tração, reduzir o consumo de combustível e minimizar os danos ao solo.

“A inteligência artificial deixou de ser um conceito de futuro e já está presente nas etapas de fabricação e no dia a dia do agricultor. Ao integrar tecnologia com práticas de campo, conseguimos reduzir custos, aumentar produtividade e promover uma agricultura mais sustentável”, afirma o especialista da Valtra.

Segundo ele, existe um forte acompanhamento por parte dos produtores sobre as inovações no setor de máquinas agrícolas. “A plantadeira Momentum dobrável de 18 linhas, hoje líder de mercado, surgiu de uma demanda forte por parte dos produtores, que requerem além de plantio com precisão, uma flexibilidade para transportabilidade”, destaca Elizeu.

Para os próximos anos, a Valtra prevê que a inteligência artificial será determinante para avanços em automação, uso de sensores para otimizar insumos utilizados e ferramentas de aprendizado de máquina que analisam dados em tempo real permitindo tomadas de decisões mais inteligentes para melhorar a gestão geral da fazenda.

Monitor Digital - RJ   15/01/2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), repassou nesta terça-feira mais R$ 15,3 bilhões para operações de crédito rural no âmbito de programas do Plano Safra 2025-2026. Deste total, R$ 10,4 bilhões serão destinados às linhas voltadas para agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões para agricultura familiar. O primeiro crédito foi de R$ 30,8 bilhões.

O total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo banco de fomento é de R$ 20,1 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2026.

De acordo com o BNDES, os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário. No Plano Safra 2025-2026, o Banco já aprovou R$ 26,4 bilhões no âmbito dos PAGF e atendeu a solicitações de mais de 105 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.

Segundo o banco, além dos PAGFs oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural – na atual safra, o produto já soma R$ 4,4 bilhões em operações aprovadas.

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