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13 de Janeiro de 2026

SIDERURGIA

Portos e Navios - SP   13/01/2026

O mercado de reciclagem de navios na Índia mostra sinais de recuperação no início de 2026, com os preços domésticos para embarcações em fim de vida útil aumentando e os compradores locais relatando otimismo maior em comparação com os últimos meses de 2025. De acordo com relatórios do setor, compradores que atuam em importantes polos de reciclagem, como Alang, em Gujarat, têm observado aumentos diários nos preços locais para tonelagem de demolição.

Os participantes do mercado atribuem a alta nos preços ao otimismo renovado entre siderúrgicas e consumidores de sucata, bem como às expectativas de políticas governamentais favoráveis que possam impulsionar a demanda por metal reciclado. Apesar de apresentarem melhorias marginais semana a semana, os dados do início de 2026 apontam para uma dinâmica de preços mais firme, particularmente nos mercados ligados à sucata pesada para fusão, a principal commodity que impulsiona a economia da reciclagem de navios.

A demanda por sucata de aço, um dos principais produtos da reciclagem de embarcações, continua sustentada pela recuperação do setor siderúrgico em geral, e relatórios globais da indústria projetam crescimento constante a longo prazo no valor da reciclagem de navios. Esse movimento seria influenciado pela procura de consumidores de sucata por matéria-prima com boa relação custo-benefício.

O Sul da Ásia, liderado pela Índia e por Bangladesh, continua a dominar o cenário global da reciclagem de navios, respondendo por parcela significativa da atividade global de desmantelamento e reforçando a importância estratégica da região na cadeia de suprimentos global de aço reciclado e produtos metálicos.

Embora ainda existam desafios, incluindo taxas de demolição de embarcações variáveis e a concorrência de outros centros de reciclagem, as recentes melhorias nos preços nos estaleiros de reciclagem da Índia podem incentivar os armadores a destinar mais embarcações à demolição, em vez de prolongar sua vida útil. Isso beneficiaria não apenas os estaleiros de sucata locais, mas também as siderúrgicas e as indústrias de manufatura secundária.

O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2026

Quando conto que a Cotia Trading exportava aço brasileiro para a China nos anos 80, pensam que sou mentiroso. Mas sou apenas um veterano desiludido. Enquanto a produção de aço bruto na China cresceu, em média, 7% ao ano entre 1985 e 2025 e alcançou 1 bilhão de toneladas anuais, no Brasil, o setor praticamente estagnou, oscilando entre 30 e 35 milhões de toneladas por ano.

Mas como um país com reservas de minério de ferro de alta qualidade, ampla oferta de fontes de energia renovável e mão de obra qualificada perdeu espaço no mercado global do aço?

A resposta passa por fatores já conhecidos, que vão do alto custo do capital à pesada carga tributária, além da logística deficiente e da insegurança jurídica que mina a confiança de investidores, fornecedores e clientes da indústria brasileira.

O fato é que a China expandiu sua capacidade industrial, tornando-se um agressivo exportador do excedente. Em 2025, a indústria brasileira deve produzir 33,6 milhões de toneladas, já a China vai ultrapassar 1 bilhão, volume 30 vezes maior. A eficiência chinesa, apoiada por subsídios estatais e pela capacidade de produzir em escala, possibilita preços inalcançáveis para a concorrência.

As grandes economias tratam a indústria siderúrgica como um setor estratégico, que não estão dispostas a perder. O resultado foi uma escalada protecionista, com tarifas elevadas, salvaguardas, medidas antidumping e cotas de importação.

Já o Brasil avançou pouco nesta direção. Desde 2002, a fatia do aço chinês no País subiu de 5% para mais de 30%, totalizando 6 milhões de toneladas por ano. Somado às importações indiretas, são 12,5 milhões de toneladas.

Hoje, parte da indústria brasileira recorre ao aço chinês. Em alguns Estados, benefícios fiscais de ICMS o tornam mais competitivo e a tendência de valorização do real frente ao dólar reduz a proteção à nossa indústria.

Com a concorrência chinesa em alta e o preço do aço em queda de 18% no mercado mundial desde dezembro de 2023, as siderúrgicas brasileiras acumulam prejuízos e freiam investimentos. Um clima desanimador para um setor que emprega mais de 120 mil pessoas.

O cenário exige medidas urgentes, seja por meio de maior proteção tarifária ou de salvaguardas temporárias aliadas a uma política de incentivo a investimentos. Só assim será possível assegurar a sobrevivência da indústria siderúrgica brasileira.

São necessárias ousadia e resiliência. Se não agirmos, seremos simples fornecedores de minério de ferro, sem agregar valor, gerar renda ou criar empregos, o oposto do que os governos defendem desde os anos 2000. A hora é agora.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   13/01/2026

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 2,041 bilhões na segunda semana de janeiro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 12, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,215 bilhões e importações de US$ 5,173 bilhões.

O superávit acumulado nas duas primeiras semanas de 2026 é de US$ 4,114 bilhões.

A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões neste ano. Para as exportações, a expectativa é de um valor entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, e para as importações, entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

Até a segunda semana de janeiro, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações cresceram 43,8% e somaram US$ 9,963 bilhões. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 32,5% em Agropecuária, que somou US$ 1,369 bilhão; crescimento de 82,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 3,642 bilhões e, por fim, crescimento de 27,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,899 bilhões.

Já as importações caíram 7,0%, até a segunda semana de janeiro na mesma comparação, totalizando US$ 5,849 bilhões. Houve queda de 26,2% em Agropecuária, que somou US$ 124 milhões; queda de 34,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 197 milhões e, por fim, queda de 4,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 5,510 bilhões.

O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2026

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 oscilou de 4,06% para 4,05%. A taxa está 0,45 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,10%. Considerando apenas as 56 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu ligeiramente, de 3,99% para 4%.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira, 9. O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.

Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu a 4,46%, abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%.

“O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, diz o texto.

No Focus desta segunda, as projeções para o IPCA de 2027 e de 2028 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente, pela 10ª semana consecutiva. Considerando apenas as 52 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida para o IPCA de 2027 também ficou em 3,80%.

Para o IPCA de 2029, a mediana permaneceu em 3,50%, pela 19ª semana seguida.

Juros

A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Há um mês, estava em 12,13%. Considerando só as 52 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana seguiu em 12%.

Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

Na ata, o colegiado afirmou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 48ª semana seguida. Considerando só as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também ficou em 10,50%.

A projeção para a Selic no fim de 2028 subiu de 9,75% para 9,88%. Há um mês, era de 9,50%. Para o fim de 2029, a estimativa permaneceu em 9,50%, pela 11ª semana seguida.

PIB

A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,80%, pela 5ª semana seguida. Considerando apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 1,74% para 1,87%.

O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 também permaneceu estável, em 1,80%. Há um mês, era de 1,83%. Considerando só as 34 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para período ficou em 1,80%.

As estimativas intermediárias para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 2,0% pela 96ª e 43ª semana seguida, respectivamente.

Dólar

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 13ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 continuou em R$ 5,50 pela 11ª leitura seguida. Para o fim de 2028, se manteve em R$ 5,52. Um mês antes, era de R$ 5,50.

A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4890, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Veja - SP   13/01/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou em uma publicação em suas redes sociais, na noite desta segunda-feira 12, que vai impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações dos Estados Unidos vindas de países que comercializam com o Irã.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre toda e qualquer atividade comercial realizada com os Estados Unidos da América”, escreveu o republicano em seu perfil na rede Truth Social. “Esta ordem é final e definitiva”. Não há, contudo, um anúncio oficial da Casa Branca, tanto quanto mais detalhes a respeito de como ou quando a nova sanção passaria a valer.

Se confirmado o anúncio nesses termos, o Brasil também deve ser atingido: embora seja um parceiro pequeno, o Irã compra cerca de 3 bilhões de dólares anualmente em produtos brasileiros, essencialmente itens primários do agronegócio.

Em 2025, As exportações do Brasil para o Irã somaram 2,9 bilhões de dólares em 2025, apenas 0,8% de tudo o que Brasil vendeu para o resto do mundo no ano passado. Em 2025, as exportações totais do Brasil somaram 349 bilhões de dólares, maior valor já registrado. , de acordo com os dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Restrita, a pauta para o Irã inclui apenas três produtos: milho, soja e açúcar.

Já para os Estados Unidos, os embarques feitos pelo Brasil, e que passariam a pagar a nova taxa de 25% de Trump, são bem mais expressivos. Em 2025, mesmo tendo caído 6% com os efeitos do tarifaço, as exportações do Brasil para o país de Trump somaram 40,4 bilhões de reais, representando 11% do total. O país continua sendo o segundo principal destino das vendas brasileiras, atrás apenas da China.

Boa parte dos produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, porém, já estão sob a tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil, uma das cobranças mais altas dentre todas distribuídas pelo presidente americano aos seus parceiros comerciais.

Nas contas do Mdic, após os diversos recuos de Trump no tarifaço, o Brasil tem atualmente 22% de sua pauta exportadora para os EUA ainda pagando a tarifa de 50%. No pior momento, em agosto, essa proporção chegou a 37%. A conta considera a participação dos valores exportados dos itens taxados.

Também de acordo com o governo, 51% das exportações brasileiras aos Estados Unidos hoje estão com a tarifa padrão de 10%, aplicada por Trump a todos os parceiros, ou está entre os produtos que os Estados Unidos mantiveram isentos, como o petróleo. Outros 27% estão enquadrados na chamada Seção 232, a ação de Trump que aplicou tarifas específicas para produtos selecionados, e iguais em todo o mundo. Automóveis, aviões e siderurgia são algumas das indústrias nessa cesta.

Monitor Digital - RJ   13/01/2026

As exportações brasileiras para os EUA registraram, em 2025, a maior queda dos últimos cinco anos, interrompendo o dinamismo do comércio bilateral observado desde a recuperação pós-pandemia. De acordo com a edição anual do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em estatísticas oficiais do governo brasileiro, as vendas ao mercado americano totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma retração de 6,6% em relação a 2024.

“A queda das exportações brasileiras aos EUA em 2025 interrompe uma trajetória saudável no comércio bilateral observada nos últimos anos. Para restabelecer esse dinamismo e retomar o crescimento das exportações brasileiras – especialmente de bens industriais – será fundamental avançar nas negociações para a redução ou eliminação das sobretaxas atualmente em vigor”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

O resultado contrasta com o desempenho positivo das exportações brasileiras para outros parceiros relevantes, como China, União Europeia e Mercosul, e levou à redução da participação dos EUA na pauta exportadora brasileira, que passou de 12,0% para 10,8%. Trata-se da participação mais baixa desde 2020.

A Amcham aponta dois fatores principais para a queda das exportações em 2025: o primeiro é o impacto das sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros. As exportações de bens sujeitos a tarifas de 40% ou 50% recuaram 9,5% (US$ -1,5 bilhão) no ano. Já os produtos afetados pelas medidas da Seção 232, como o setor siderúrgico, registraram queda de 4,1% (US$ -353 milhões).

Os efeitos das sobretaxas tornam-se ainda mais evidentes quando se observa o período a partir de agosto de 2025, quando as medidas mais elevadas entraram em vigor. Entre agosto e dezembro, as exportações de produtos atualmente sujeitos a sobretaxas caíram de US$ 11,2 bilhões em 2024 para US$ 8,8 bilhões em 2025, uma redução de 21,6%.

O segundo fator foi a queda nas vendas de petróleo bruto e combustíveis, que somaram retração de US$ 1,2 bilhão, influenciada pela maior produção interna nos EUA e, portanto, sem relação com tarifas.

Além de petróleo e combustíveis, destacaram-se quedas relevantes nas exportações de celulose (US$ -352,8 milhões), semimanufaturados de ferro e aço (US$ -179,8 milhões), madeira (US$ -127,8 milhões), motores de pistão (US$ -93,8 milhões), minério de ferro (US$ -89,1 milhões) e equipamentos de engenharia civil (US$ -85,6 milhões).

A indústria de transformação, responsável por mais de 80% das exportações brasileiras aos EUA e que vinha registrando sucessivos recordes de vendas, apresentou em 2025 sua primeira retração desde 2020. O recuo foi de 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões.

Apesar da queda, os EUA permaneceram como o principal destino das exportações industriais brasileiras, respondendo por 16% do total, à frente da União Europeia (US$ 23,6 bilhões) e do Mercosul (US$ 23,5 bilhões).

Acordo entre Mercosul e UE abre oportunidades para o setor eletroeletrônico

Já na avaliação da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a aprovação do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia pelos países europeus representa um marco essencial para o comércio internacional, em tempos marcados por turbulência geopolítica e inúmeras crises, criando a maior zona de livre comércio do mundo.

Segundo a entidade, após 25 anos de negociações, o tratado – que ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu – pode propiciar o aumento das exportações do setor eletroeletrônico para a União Europeia entre 25 e 30% no médio prazo, assim como permitirá uma diversificação dos fornecedores de insumos para a produção industrial.

A Abinee, em nota, lembra que há mais de 20 anos o Brasil foi “graduado” pela União Europeia, perdendo os benefícios do Esquema Europeu do Sistema Geral de Preferências (SGP) concedido a países em desenvolvimento, o que acarretou perda de competitividade das exportações brasileiras frente a fornecedores ainda beneficiados pelo SGP, tais como Turquia, Índia, entre outros.

“Com o acordo, a indústria instalada no Brasil ganhará competitividade em relação a esses países, podendo abrir novos mercados”, diz o texto.

O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2026

Um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 12, por ex-presidentes do Federal Reserve (Fed) alertou para riscos à economia dos Estados Unidos diante da investigação criminal do governo Donald Trump contra o atual presidente do Banco Central americano, Jerome Powell. O texto classifica a iniciativa como uma ameaça direta à independência da autoridade monetária, segundo a agência Reuters.

De acordo com o comunicado, a investigação é “uma tentativa sem precedentes de usar ataques de natureza judicial para minar essa independência”. O documento é assinado pelos três últimos presidentes do Fed — Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan — além de outros ex-dirigentes da política econômica federal.

O texto compara a situação nos Estados Unidos a práticas mais comuns em países emergentes, afirmando que “é assim que a política monetária é conduzida em mercados emergentes com instituições fracas”. Segundo o comunicado, esse tipo de interferência tem “consequências altamente negativas para a inflação e para o funcionamento mais amplo de suas economias”.

Ainda de acordo com a nota, esse tipo de conduta “não tem lugar nos Estados Unidos”, cuja principal força, segundo os signatários, é o respeito às instituições. O comunicado destaca que “o Estado de Direito está na base de nosso sucesso econômico” e que a independência do Banco Central é parte essencial desse arcabouço institucional.

Os ex-presidentes do Fed alertam que ataques à autonomia da autoridade monetária podem afetar não apenas a condução da política de juros, mas também a credibilidade econômica do país, com impactos potenciais sobre decisões de investimento, inflação e crescimento./Com AP

IstoÉ Dinheiro - SP   13/01/2026

O Tesouro Nacional publicou nesta segunda-feira a 7ª edição do Relatório de Projeções Fiscais. No documento, o órgão projeta superávit primário só em 2028, apesar de a meta fiscal apontar para isso já em 2026, com o limite de déficit zero.

O documento estima ainda que seria necessário um esforço de arrecadação de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para alcançar a meta neste ano.

As projeções para o resultado primário do Governo Central (em % do PIB) foram as seguintes:

– 2025: -0,5%;

– 2026: -0,2%;

– 2027: -0,2%;

– 2028: 0,3%;

– 2029: 0,6%;

– 2030: 0,7%:

– 2031: 0,8%;

– 2032: 0,9%;

– 2033: 1%;

– 2034: 1%;

– 2035: 1,1%.

O cenário projetado pelo Tesouro se baseia é de um crescimento real médio do PIB (2025-2035) de 2,7% ao ano, com crescimento nominal médio da massa salarial de 8,8% ao ano, redução da taxa Selic até 2031 e posterior estabilização em 6,4% a.a..

Quanto a meta de primário estabelecida por lei, o estudo aponta para esforços cada vez maiores de arrecadação para manter a trajetória exigida.

“O esforço adicional de arrecadação que pode ser necessário para concretizar o alcance das metas de resultado primário definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 – LDO 2026 (Lei nº 15.321/2025) a saber: 0,25% do PIB em 2026, 0,5% do PIB em 2027, 1,0% do PIB em 2028 e 1,25% do PIB em 2029, supondo-se que esse nível será mantido também de 2030 em diante”, escreve.

Quanto à dívida pública, o estudo projeta que a Dívida Líquida do Governo Geral ficará em 67,9% do PIB em 2025 enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral ficará em 79,3% em 2025.

“A DBGG apresenta uma trajetória ascendente até atingir 88,6% do PIB em 2032, reduzindo para 88,0% do PIB em 2035. Já a DLGG segue uma trajetória similar, com crescimento também até 2032, iniciando então uma trajetória de queda nos anos seguintes, e chega a 75,0% do PIB em 2035”, diz o relatório.

O documento mostra ainda que manter a DBGG no nível de 2025 exigiria um resultado primário 0,8 p.p. acima do cenário de referência, de 1,3% do PIB: “demandando esforço ainda maior no curto prazo”. “Um incremento constante no primário de referência de 0,8 p.p. ao ano, embora insuficiente para evitar a alta inicial da dívida, levaria a uma convergência gradual ao patamar de 2025 no médio prazo”, completa.

Infomoney - SP   13/01/2026

A corrente de comércio entre Brasil e China, que vem crescendo na última década, fechou o ano passado com valor recorde de US$ 171 bilhões. As trocas entre os países – ou seja, a soma das exportações e das importações – cresceu 8,2% em 2025, em relação a 2024. O volume negociado foi mais que o dobro do comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do país, que movimentou US$ 83 bilhões no período.

As informações constam da nova edição do relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), antecipada ao GLOBO.

Do total negociado com a China, as exportações brasileiras para o país asiático chegaram a US$ 100 bi, o segundo maior em vinte e nove anos de série histórica, iniciada em 1997. O aumento das vendas para os chineses foi puxado, principalmente, pelos embarques de soja, que respondeu por pouco mais de um terço do valor de todas as exportações para o país asiático, com alta de 10% frente 2024.
Os números vêm em um contexto de tensões comerciais globais. No ano passado, os EUA impuseram um tarifaço aos países, o que levou a uma mudanças nos fluxos comerciais. O Brasil exportou menos aos americanos, mas buscou diversificar mercados para mitigar impactos. A China chegou até a parar de comprar soja dos EUA por um período, como um reflexo das tarifas de Donald Trump.

Apropriação de barris, controle da venda e mercado para empresas americanas: Como Trump quer usar o petróleo da Venezuela

Conforme cálculos do próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), há 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, que ainda continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho do ano passado.

“Foi um ano foi bem complicado para a relação Brasil e Estados Unidos na área comercial”, diz Tulio Cariello, diretor de conteúdo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Segundo Cariello, as sobretaxas impostas por Trump ampliaram o déficit brasileiro na relação bilateral, já que foram poucos os produtos capazes de compensar, em outros mercados, a perda de competitividade no mercado americano. As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões, de acordo com o Mdic.

Cariello avalia que, apesar de certo redirecionamento – como no caso do café, que foi mais exportado para a China no ano passado, enquanto perdeu espaço nos EUA por conta taxação -, a diferença entre as pautas de exportação limita o efeito sobre o comércio brasileiro. Enquanto o Brasil exporta majoritariamente produtos agrícolas e da indústria extrativa para a China, os produtos enviados para os EUA são mais diversificadas e baseadas em bens da indústria de transformação, que respondem por cerca de 80% da pauta destinada ao mercado americano.

“São mercados que têm pouco a ver um com o outro. A pauta do Brasil para a China é muito diferente da pauta para os Estados Unidos”, diz.

Além das exportações, o volume que o Brasil importa dos chineses também cresceu. Ao todo, as importações do Brasil com origem na China chegaram ao recorde de US$ 70,9 bilhões no ano passado. Um aumento de 11,5% em relação a 2024 e o maior valor já registrado na série.

O crescimento das importações foi puxado pela compra bilionária de um navio-plataforma para exploração de petróleo, pelas importações de carros elétricos híbridos, além de fertilizantes e produtos químicos. Também houve aumento relevante nas compras de medicamentos e insumos farmacêuticos, que fizeram a China subir para o quarto lugar entre os principais fornecedores do Brasil nesse segmento.

Quase um terço do comércio exterior brasileiro passa pela China

A China concentra uma fatia cada vez maior do comércio exterior brasileiro. O valor já corresponde a 27,2% da corrente comercial do Brasil com o mundo, que somou US$ 629 bilhões, com aumento de 4,9%, segundo o estudo.

A China se manteve como principal destino das exportações brasileiras. Em termos relativos, no entanto, outros mercados registraram crescimento mais acelerado, como Argentina e Índia, para onde as vendas aumentaram 31,4% e 30,2% no ano passado, respectivamente.

Ainda assim, o desempenho chinês superou o de parceiros tradicionais, como os Estados Unidos, cujas compras recuaram 6,6%, além de Espanha (-11,8%) e Países Baixos (0,2%). No total, as exportações brasileiras para o mundo cresceram 3,5%, somando US$ 348,7 bilhões.

Para Cariello, o esforço brasileiro de diversificar mercados, ampliando a venda de carnes e outros produtos para mercados asiáticos, é um sinal positivo de diversificação para reduzir a dependência apenas da China. O crescimento da classe média e da demanda por alimentos em países do Sudeste Asiático tende a reforçar, nos próximos anos, a orientação do comércio brasileiro para o eixo asiático, avalia.

“O eixo do comércio exterior brasileiro hoje tende a ir cada vez mais para a Ásia.”

Infomoney - SP   13/01/2026

O J.P. Morgan prevê que o próximo passo do Federal Reserve será um aumento da taxa de juros dos Estados Unidos em 2027, enquanto o Barclays e o Goldman Sachs se juntaram ao Morgan Stanley e adiaram as previsões de corte de juros para meados de 2026 uma vez que dados sugerem que o mercado de trabalho não está se deteriorando rapidamente.

O J.P. Morgan retirou sua perspectiva de redução em janeiro, prevendo que o próximo passo do Fed será um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros no terceiro trimestre de 2027. O Macquarie reiterou sua previsão de uma alta no quarto trimestre de 2026.

Dados de sexta-feira mostraram que o crescimento do emprego nos EUA desacelerou mais do que o esperado em dezembro. Entretanto, uma queda na taxa de desemprego para 4,4% e um sólido crescimento salarial sugeriram que o mercado de trabalho não está se deteriorando rapidamente, aumentando as expectativas de que o banco central deixará o custo de empréstimo inalterado em sua reunião de janeiro.
“Se o mercado de trabalho se enfraquecer novamente nos próximos meses, ou se a inflação cair de forma significativa, o Fed ainda poderá reduzir os juros neste ano”, disse o J.P. Morgan em uma nota datada de sexta-feira.

“No entanto, esperamos que o mercado de trabalho se aperte até o segundo trimestre e que o processo de desinflação seja bastante gradual.”

Operadores estão apostando em 95% de chance de o Fed deixar os juros inalterados em sua reunião de janeiro, de acordo com a ferramenta CME FedWatch, acima dos 86% antes dos dados.

O Goldman Sachs e o Barclays, que haviam previsto cortes em março e junho, agora esperam uma redução de 25 pontos-base em setembro e dezembro, respectivamente, após o corte em junho.

“Se o mercado de trabalho se estabilizar como esperamos, o Fomc provavelmente passará do modo de gerenciamento de risco para o modo de normalização”, disse o Goldman em uma nota datada de domingo, ao reduzir sua probabilidade de recessão nos EUA para os próximos 12 meses de 30% para 20%.

O Morgan Stanley também revisou sua previsão na sexta-feira para cortes na taxa de juros em junho e setembro, em vez de janeiro e abril.

O Wells Fargo e o BofA Global Research mantiveram suas apostas em cortes para março/junho e junho/julho, respectivamente.

“A combinação de dados é consistente com nossa visão de que o crescimento equilibrado do emprego pode estar caindo (choque na oferta de mão de obra) ainda mais rápido do que o Fed admite”, acrescentou o BofA.

Enquanto isso, a disputa entre o presidente Donald Trump e o chair do Fed, Jerome Powell, se intensificou, depois que Powell disse no domingo que o governo Trump o havia ameaçado com uma acusação criminal, aumentando as preocupações sobre a independência do banco central.

Powell chamou essa ação de um ” pretexto” para ganhar mais influência sobre a taxa de juros, que Trump quer reduzir drasticamente.

MINERAÇÃO

Investing - SP   13/01/2026

Os preços futuros do minério de ferro subiram nesta segunda-feira, com a mais recente promessa da China de lançar um pacote de medidas para estimular o consumo doméstico, o que impulsionou o sentimento do mercado de minério.

O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou a sessão do dia com alta de 0,92%, a 822,5 iuanes (US$117,92) a tonelada.

O minério de ferro de referência de fevereiro na Bolsa de Cingapura avançou 0,68%, para US$109,2 a tonelada.

O Gabinete da China realizou uma reunião na sexta-feira sobre a implementação de um pacote de medidas fiscais e financeiras para impulsionar a demanda interna, incluindo iniciativas para estimular o consumo das famílias, informou a emissora estatal CCTV.

A necessidade de reabastecimento, bem como a diminuição dos embarques globais de minério de ferro da Austrália e do Brasil, também elevaram os preços.

Os estoques de minério de ferro em 247 usinas siderúrgicas estão mais baixos em comparação com os níveis medidos durante o mesmo período nos últimos anos, de acordo com a consultoria Mysteel, indicando que ainda há algum espaço para estimular a demanda.

O impulso de reabastecimento é impulsionado ainda mais por uma recuperação na produção média diária de ferro-gusa para 2,3 milhões de toneladas.

Os embarques globais de minério de ferro da Austrália e do Brasil totalizaram 26,064 milhões de toneladas, uma queda de 1,36 milhão de toneladas em relação à semana passada, de acordo com dados da Mysteel divulgados em 12 de janeiro.

Outros ingredientes siderúrgicos tiveram ganhos na Bolsa de Dalian, com o carvão metalúrgico e o coque subindo 4,21% e 1,35%, respectivamente.

Valor - SP   13/01/2026

Somente a variação do preço do minério, no segmento atacadista, saltou de 1,93% para 4,47% no período, e fez com que a inflação de produtos industriais, no atacado, praticamente dobrasse, de 0,34% para 0,76%

O minério de ferro mais caro impulsionou a primeira prévia de janeiro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que acelerou de 0,15%, em dezembro de 2025, para 0,28%, segundo informou, nesta segunda-feira (12), a Fundação Getulio Vargas (FGV). No entanto, para o economista da FGV André Braz é preciso esperar para saber a tendência deste ano para o IGP-M, indicador geralmente usado para cálculo da variação do aluguel.

“Esta primeira prévia ainda está muito ‘contaminada’ por 2025”, disse. O técnico lembrou que o período de coleta da primeira prévia de janeiro de 2026 vai do dia 21 a 31 de dezembro do ano passado. Ou seja: a apuração de preços, usada para elaborar o índice, ainda se refere ao cenário de inflação observado ao término de 2025.

“Mas [a primeira prévia] já mostra algum nível de aceleração entre os produtos industriais no atacado”, acrescentou.

Braz se refere à variação de preços no atacado, 60% do IGP-M e representado dentro do indicador pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M). Esse indicador saiu de 0,15% para 0,30% entre primeira prévia de dezembro e igual prévia em janeiro. Somente a variação do preço do minério de ferro, no segmento atacadista, saltou de 1,93% para 4,47% no período. Isso fez com que a inflação de produtos industriais como um todo, no atacado, praticamente dobrasse, de 0,34% para 0,76%.

“Boa parte desse salto de produtos industriais tem a ver com minério de ferro, que foi principal influência positiva da primeira prévia do IGP-M”, complementou.

Outro aspecto que não ajudou a manter a primeira prévia do IGP-M de janeiro em baixa foi o comportamento de preços do varejo, 30% do indicador. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) saiu de 0,07% para 0,21%, da primeira prévia de dezembro para igual prévia em janeiro. Altas em passagem aérea (2,97%), aparelho telefônico celular (3,76%) e tomate (6,40%) impulsionaram o IPC-M, no período.

“O tomate teve uma aceleração grande”, acrescentou o técnico. Isso porque, na primeira prévia de dezembro, o preço do tomate mostrava queda de 17,47% no varejo, lembrou ele. “Isso tem a ver com sazonalidade”, completou. No início do ano, o clima errático afeta mais produção de lavouras curtas, como é o caso do tomate por exemplo. Isso reduz produção, e acaba por elevar preços.

“É difícil determinar a tendência [de preços, no momento]”, disse Braz. O técnico ponderou que alguns produtos em alta, como o minério de ferro no atacado, por exemplo, podem estabilizar elevação de preços em 2026; ou podem desacelerar, à medida que dados novos chegarem ao cômputo da FGV, na elaboração dos Índices Gerais de Preços (IGPs), observou.

“Temos que esperar um pouco quando saírem os dados de [preços de] janeiro, para saber como o ano de 2026 realmente começa para a inflação”, resumiu.

AUTOMOTIVO

CNN Brasil - SP   13/01/2026

A GWM começa 2026 diante de um desafio central: sustentar a expansão no mercado brasileiro enquanto amplia rapidamente sua linha de produtos.

A direção de marketing indica que a montadora tentará sustentar o caráter de “marca premium” que foi construído desde a sua chegada ao Brasil para se diferenciar da forte concorrência com outras fabricantes chinesas.

Para 2026, a empresa prevê 12 novos lançamentos no país. Número bastante elevado e que vai testar a capacidade de execução da companhia.

Alguns desses lançamentos serão novos modelos e outros apenas versões de modelos já à venda.

A empresa quer manter o crescimento alto de vendas, e tenta repetir os números do ano passado.

Em 2025, a montadora vendeu mais de 42 mil veículos no país, 46% a mais do que em 2024. A gestão associa o bom resultado à entrada em novos segmentos e ao aumento do número de lançamentos.

Lançou o Tank 300, introduziu veículos a diesel com a linha H9/Poer, entrou no segmento de alto padrão com o Wey 07 e atualizou a geração do Haval H6, seu principal modelo em volume.

“A nossa estratégia é trabalhar como uma marca multi-energia. Temos elétricos, híbridos, híbridos plug-in e veículos a combustão, inclusive a diesel, para atender diferentes realidades de uso”, diz Lucas Coelho, CMO da GWM no Brasil.

Para 2026, há a indicação de novos modelos eletrificados. A empresa vai manter os veículos a combustão no catálogo (picape Poer e Haval H9).

Ampliar o portfólio envolve riscos. Impõe desafios operacionais relevantes.

O primeiro deles é manter uma rede de assistência técnica eficiente diante do aumento da complexidade dos produtos. A coexistência de diferentes motorizações exige treinamento contínuo, logística de peças mais ampla e padronização de processos, ainda mais no Brasil, que enfrenta problemas logísticos e tem grande território para a cobertura

O aumento do volume de veículos em circulação tende a pressionar o pós-venda, fator crítico para a percepção do consumidor e para a consolidação da marca no médio prazo.

Aumentar o número de produtos também amplia o desafio de atender públicos com perfis distintos. Veículos voltados a produtores rurais atendem consumidores com demandas objetivamente diferentes daquelas vindas dos segmentos urbano, eletrificado ou de maior valor agregado.

Essas diferenças exigem segmentação mais precisa de produtos, serviços e estratégias comerciais.

A estratégia de venda direta, apesar de melhorar a relação com os concessionários e dar mais controle sobre os preços, também concentra os riscos nas mãos da montadora chinesa.

Executivos da empresa indicam que o foco no curto prazo é aumentar a gama de produtos disponíveis no Brasil como forma de sustentar o crescimento. O Ora 03 será o modelo de entrada, a linha Wey, o topo. A marca deve preencher o meio da tabela com opções de variados preços.

A GWM aposta alto em um mercado extremamente concorrido, com pressão institucional das montadoras já estabelecidas no Brasil, margens pressionadas e em ano de aumento de impostos para importação de carros eletrificados, que devem chegar a 35% em julho.

O sucesso por aqui é estratégico para a expansão global da marca. “Isso contribui para a imagem da GWM. Contribui para a GWM mostrar para outros países que ela tem força em mercados-chave”

2026 será definitivo para o futuro da marca fora do mercado chinês, em especial, no Brasil e América Latina.

IstoÉ Dinheiro - SP   13/01/2026

As montadoras alemãs Mercedes-Benz e Volkswagen reportaram desempenho pressionado em 2025, refletindo um mercado global desafiador, com impacto de tarifas, forte concorrência na China e ajustes operacionais nos Estados Unidos.

A Mercedes-Benz informou que as vendas globais de automóveis recuaram 9% em 2025, para 1,8 milhão de unidades. Na China, seu maior mercado, as vendas caíram 19%, enquanto nos EUA houve retração de 12%, em um contexto de gestão cuidadosa de estoques diante de interrupções comerciais.

Segundo a empresa, “de forma geral, as vendas foram influenciadas por tarifas e pelo ambiente competitivo do mercado”.

Na Europa, as vendas diminuíram 1%. Ainda assim, a montadora destacou que o quarto trimestre foi “o período mais forte do ano”, com crescimento sequencial em todos os mercados. As vendas de veículos elétricos a bateria avançaram 3% no trimestre, impulsionadas pelo novo CLA elétrico, e os pedidos do CLA e do GLC elétricos estão “significativamente acima das expectativas”, com carteira preenchida até a segunda metade de 2026.

Já a Volkswagen registrou queda de 0,5% nas entregas globais em 2025, para 8,98 milhões de veículos. Na China, as entregas recuaram 8%, para 2,69 milhões, afetadas por competição intensa e por tarifas, além do fim de subsídios a veículos elétricos nos EUA.

No quarto trimestre, as entregas do grupo caíram 4,9% na comparação anual. “A intensa situação competitiva na China, assim como as tarifas e a descontinuação dos subsídios a veículos elétricos nos EUA, impactaram nossos negócios”, afirmou Marco Schubert, membro do comitê executivo ampliado do grupo.

Investing - SP   13/01/2026

A Comissão Europeia informou nesta 2ª feira (12.jan.2026) que chegou a um acordo com a China para esfriar a disputa comercial sobre veículos elétricos chineses no continente europeu. O bloco europeu vai permitir que empresas chinesas enviem propostas para contornar a tarifa de 35,3% sobre as importações que está em vigor desde outubro de 2024.

As montadoras chinesas deverão se comprometer a oferecer um preço mínimo de importação em tese mais alto do que o praticado anteriormente à tarifa, detalhar os canais de venda que serão utilizados e compromissos de investimentos na Europa. Cada proposta será avaliada pela Comissão Europeia separadamente.

Em comunicado, o Ministério do Comércio da China declarou que o acordo simboliza o espírito de diálogo e mostra que divergências comerciais podem ser resolvidas por meio de consultas e regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Isso não só contribui para o desenvolvimento saudável das relações econômicas e comerciais entre a China e a UE, como também para a manutenção de uma ordem comercial internacional baseada em regras, escreveu o governo chinês.

As tarifas aplicadas pelos europeus foram o resultado de uma investigação contra subsídios do governo chinês à sua indústria automotiva e que tornava as importações chinesas mais competitivas que a indústria local europeia.

As tarifas de 35,3% se somavam à tarifa base de 10% sobre as importações, o que elevou os preços dos veículos elétricos chineses em 45,3%. Marcas como BYD e Geely estavam entre as marcas punidas com a taxação.

Valor - SP   13/01/2026

A Toyota manteve-se como a montadora que mais vendeu no mundo em 2025, pelo sexto ano consecutivo, segundo dados divulgados nesta segunda-feira.

A Toyota vendeu 10,32 milhões de veículos em todo o mundo entre janeiro e novembro, enquanto sua rival alemã Volkswagen vendeu 8,98 milhões de unidades nos 12 meses até dezembro, uma queda de 0,5% em relação a 2024.

Na China, principal mercado da Volkswagen, a montadora vendeu cerca de 2,69 milhões de veículos, uma queda de 8%, devido à intensificação da concorrência com as montadoras locais. Suas vendas também foram fortemente afetadas na América do Norte devido às medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrando uma queda de 10,4%.

Entretanto, a montadora alemã continuou a registrar vendas robustas na Europa, e suas vendas globais de veículos elétricos cresceram 32%, atingindo 983.100 unidades, com os números para a Europa e os Estados Unidos superando em muito os de 2024.

A Toyota ocupa a primeira posição mundial desde 2020. Seus números de vendas incluem os de sua unidade de fabricação de carros compactos, a Daihatsu Motor, e de sua unidade de fabricação de caminhões, a Hino Motors.

FERROVIÁRIO

O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2026

Após dois anos de atraso, o trem gratuito com trajeto de 6 minutos até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), está perto de operar. Semelhante a um metrô, mas com apenas dois vagões pequenos, o AeroGRU vai ligar os terminais 1, 2 e 3 à Estação Aeroporto-Guarulhos, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O Estadão testou o trajeto e comparou o percurso de carro com o de transporte público (assista acima ao vídeo da experiência).

A reportagem partiu do mesmo ponto e no mesmo horário: a Estação Palmeiras-Barra Funda, às 15h38 da quinta-feira, 8 de janeiro. O destino? O Terminal 3 de Cumbica. Uma equipe fez o trajeto sobre trilhos, utilizando o Expresso Aeroporto e depois o novo trem, ainda em fase final de testes. A outra foi de carro pela Marginal Tietê e depois pela Rodovia Presidente Dutra.

Percurso de trem, usando o novo AeroGRU

O AeroGRU está previsto para inaugurar no primeiro semestre de 2026. Atualmente, ele funciona apenas para funcionários do aeroporto.

Para chegar até o transporte, é preciso ir até a Estação Aeroporto-Guarulhos da CPTM. Para isso, é possível embarcar no Expresso Aeroporto na Barra Funda (zona oeste) ou na Luz (região central). O trem circula das 5h à meia-noite, com saídas de hora em hora (às 5h, 6h, 7h e assim por diante). Há ainda um trajeto alternativo. A passagem da CPTM custa R$ 5,70.

Na Barra Funda, a viagem sai pontualmente da plataforma 10. Para acessar o serviço, é necessário virar à direita após as catracas e seguir até a última escada rolante, próximo ao terminal rodoviário. Há placas sinalizando o caminho com os dizeres “Aeroporto Guarulhos”.

Como você tem de pegar a CPTM (e não o metrô), fica fácil seguir para o lado direito da plataforma. Por ali, chega-se a uma plataforma, na qual um trem vermelho e cinza, de portas abertas, espera os passageiros. Eram 15h41 quando a reportagem entrou no vagão na Barra Funda. Às 16h em ponto, ele fechou as portas e partiu.

Já na Estação da Luz, o embarque é pela plataforma 5, na parte histórica da estação. O acesso é feito pelo corredor subterrâneo, passando pelas linhas 1-Azul e 4-Amarela. O expresso utiliza a mesma plataforma que a Linha 11-Coral. Atenção para não embarcar no trem errado (sentido Estudantes), embora o caminho seja sinalizado.

O tempo de portas abertas tanto na Luz quanto na estação Guarulhos-Cecap (a terceira e penúltima parada) é breve, de alguns segundos, como uma parada regular do metrô ou do trem. Caso o viajante vá usar malas grandes ou tenha dificuldade de locomoção, o embarque na Barra Funda pode ser mais simples, por ter entrada menor de passageiros.

Após entrar no expresso, siga até o final da linha, na Estação Aeroporto-Guarulhos. Chegando lá, é necessário sair pelas catracas e virar imediatamente à direita para acessar o AeroGRU, o trem que irá levar o passageiro até os terminais. Não é preciso descer escadas nem pagar nova passagem.

Ainda não há placas sinalizando onde tomar o AeroGru, o que causa um pouco de confusão. Na plataforma de desembarque, a única opção é uma escada rolante para o nível inferior. A reportagem só encontrou a plataforma após pedir informação a um funcionário. Ela fica logo acima do espaço onde hoje os passageiros pegam o ônibus para seguir para os terminais. Também não havia placa para esses ônibus.

O AeroGRU opera parcialmente em caráter de testes, restrito a trabalhadores do aeroporto e de companhias aéreas, mediante apresentação de crachá. O transporte funciona hoje das 17h30 à meia-noite, com apenas um trem em teste e intervalos de 20 minutos. O percurso completo (da estação até o Terminal 3) leva cerca de 10 minutos.

A promessa é de que o trajeto leve apenas 6 minutos quando o sistema estiver 100% em funcionamento, com dois trens simultâneos. Antes disso, porém, a operação deve abrir para o público geral ainda em horário restrito e com viagens mais demoradas.

A inauguração do AeroGRU ainda não tem data confirmada. Segundo o consórcio AeroGRU, responsável pela obra e futura operação, a abertura ao público geral será nos primeiros meses de 2026. “Estamos no rito final de entrega. Não deve passar de três, quatro meses”, afirmou ao Estadão Eduardo Chrysostomo, diretor de operações do consórcio.

Moradora de Jundiaí, Carolina Oliveira, de 25 anos, prefere o transporte público para ir ao aeroporto, embora seja mais complicado o caminho com malas. “Tem melhor custo-benefício, apesar da demora”, conta, enquanto se dirigia ao aeroporto, rumo ao Chile. “Sai mais barato vir de trem e deixa bem na frente do aeroporto. Acaba compensando.”

De Osasco, Edmilson de Souza, 55 anos, também prefere o trem, após um trauma. “A decolagem era às 21h40. Saí de casa às 17h45, mas por conta de um acidente na Marginal perto da Portuguesa, perdi o voo. Precisei pagar mais R$ 1 mil para viajar no outro dia”, relembra. “Nunca mais arrisco.”
AeroGRU

O trem de Cumbica será o segundo sistema de transporte a utilizar a tecnologia do Automated People Mover (APM) no Brasil. O modelo é comum em aeroportos internacionais — como os de Paris, Madri, Londres, Orlando e Miami.

No Brasil, o primeiro foi em Porto Alegre, inaugurado em 2013 no Aeroporto Salgado Filho. O transporte, porém, está suspenso desde as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, ainda sem data para retomada.

Diferentemente de outros people movers, o aeromóvel brasileiro é movido a ar, a propulsão pneumática, e conta com a certificação SIL 4. Segundo a concessionária AeroGRU, é uma tecnologia criada e patenteada 100% por brasileiros.

Os vagões são leves porque não têm motores e se movimentam pelo empuxo do ar que circula em dutos sob os trilhos. A tecnologia imita os barcos à vela, mas com vento artificial. O ar, empurrado por ventiladores potentes, faz com que os vagões se desloquem pelos trilhos. Isso, no entanto, torna a experiência barulhenta.

O ruído forte de vento assusta um pouco o passageiro que anda pela primeira vez. O som é acentuado pelo silêncio durante as paradas para embarque. O vagão é menor e conta com poucos assentos.

O aeromóvel tem capacidade para transportar até 200 pessoas. Já um metrô convencional na Grande São Paulo embarca até 1,6 mil por trem. Um ônibus, no entanto, consegue carregar no máximo 170 passageiros em seu maior modelo, o superarticulado. Com seus dois trens, a previsão é transportar até 2 mil passageiros por hora em cada sentido.

Como o serviço está disponível apenas para funcionários, o trem atualmente não lota. Mesmo às 18h, sobravam assentos livres. Contudo, no mesmo horário, havia movimento intenso de passageiros utilizando os atuais ônibus que fazem o transporte gratuito até os terminais — percurso que leva 20 minutos da CPTM ao Terminal 3. Muitos viajantes nos ônibus carregavam malas de despache, de 23 kg.

Cada veículo do AeroGru tem 25 metros de comprimento, com 12,5 m cada vagão. Segundo a concessionária, a capacidade de 200 pessoas já considera que cada usuário estaria com duas malas de 23 kg.

Assim como na Linha 4-Amarela do Metrô, o aeromóvel é automatizado, com direção remota via sala de controle, sem necessidade de um condutor no local. Também terá ar-condicionado e wi-fi. O custo total do projeto é estimado em R$ 310 milhões, dividido entre governo federal e iniciativa privada.

Durante as três viagens acompanhadas pelo Estadão, houve interrupções momentâneas no percurso, de poucos minutos. Segundo a concessionária, foram falhas pontuais nos sensores das rodas.
Percurso de carro

Às 15h38, o carro da reportagem saiu da Estação Barra Funda. A previsão de chegada dos aplicativos de transporte era às 16h27 no Terminal 3. Um percurso de 49 minutos para cruzar 28 quilômetros, usando a Marginal Tietê e a Dutra.

É importante sinalizar que o teste ocorreu no início de janeiro, período de férias escolares. O trânsito, portanto, fica abaixo da média na capital.

Nesse horário, o preço de uma corrida de aplicativo oscilava entre R$ 50 e R$ 190, dependendo da categoria. Já o custo do transporte público (trem) é fixo: R$ 5,70. O aeromóvel é gratuito.

No percurso até o terminal, passando pela Dutra, é possível ver o trajeto do Expresso Aeroporto. A estrada passa pelas estações Guarulhos-Cecap e Aeroporto-Guarulhos.

Às 16h05, começou a chover, primeiro uma leve garoa que logo se intensificou. O temporal causou congestionamento na Marginal e na Dutra, e a previsão de chegada saltou para as 17h05. Com a melhora do clima, o trânsito fluiu, e a reportagem chegou ao Terminal 3 às 16h54.
Quem chegou primeiro?

A equipe que foi de transporte público chegou ao Terminal 3 às 16h49. O trajeto levou 1h11. Já o caminho de carro durou 1h16. Mesmo com o tempo de espera do trem e o trânsito menor em janeiro, os trilhos venceram.

Revista Ferroviaria - RJ   13/01/2026

O custo logístico passou a ser tratado pelo governo federal como um entrave econômico concreto, mensurável e com impacto direto na competitividade do país. Interrupções frequentes em rodovias estratégicas, falta de alternativas ferroviárias e acessos precários a portos fazem com que o frete interno pese mais na conta do produtor do que o transporte internacional, criando distorções que encarecem as exportações e desorganizam as cadeias produtivas. Esse diagnóstico foi apresentado pelo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, em entrevista exclusiva ao InfoMoney Entrevista.

Segundo ele, a reorganização da carteira de rodovias e ferrovias tem como foco justamente esses gargalos, priorizando corredores logísticos, ampliação de capacidade e maior previsibilidade operacional para reduzir o custo Brasil. O desafio é oferecer opções, criar alternativas ferroviárias de acesso a portos para promover a competição entre modais, afirmou.

A conta, segundo Santoro, não está apenas na distância percorrida, mas na ineficiência da infraestrutura. Para ilustrar a dimensão do problema, ele fez uma comparação direta: Hoje, o custo logístico dentro do Brasil, para uma carga que sai de Sinop e vai para Santos, é maior do que o custo do transporte de Santos para Xangai. Isso não faz sentido.

Na prática, essa distorção comprime as margens do exportador e limita a competitividade brasileira no comércio internacional, mesmo com o avanço da produção.
Ações programadas

A resposta do governo, segundo o secretário, passa por atacar corredores críticos. Ao citar a BR-163, ele descreveu o cenário durante o período de safra: Se você tirar uma foto, vai parecer um comboio ferroviário, mas na verdade é um bando de caminhões um atrás do outro.

O plano é ampliar a capacidade da rodovia, com duplicações no Mato Grosso e terceira faixa no Pará, além de criar uma alternativa ferroviária. Precisamos resolver esse corredor tanto ampliando a capacidade da rodovia quanto criando uma nova alternativa, que é a Ferrogrão, afirmou, acrescentando que o projeto avançou no Supremo Tribunal Federal, o que dá muita tranquilidade para a gente seguir.
Falta de vias

Outro retrato do custo Brasil, na avaliação do secretário, está na instabilidade operacional de rodovias saturadas. Sobre a rodovia Régis Bittencourt, ligação entre São Paulo e o Sul do país, Santoro afirmou que, somadas as interrupções ao longo de um ano, a estrada ficou bloqueada por 52 dias.

São muitos dias. Quanto isso custa para o Brasil?, questionou. Para ele, esse tipo de imprevisibilidade não aparece diretamente na tarifa de pedágio, mas pesa na economia real, com atrasos, aumento de seguro, quebra de carga e desorganização das cadeias produtivas.

Em São Paulo, o redesenho do projeto da Régis busca separar o tráfego local do fluxo de longa distância. No projeto, estamos fazendo todas as alças e os diamantes logísticos para desconectar esse trânsito dentro das cidades, explicou.

A intenção é corrigir gargalos agravados após a implantação do Rodoanel e devolver previsibilidade ao transporte. O operador logístico precisa saber que o caminhão sairá daqui e chegará ali em um tempo previsível, afirmou.
Transporte marítimo

O secretário também ampliou o debate para os acessos portuários. Ao falar do Porto de São Francisco do Sul (SC), destacou os conflitos urbanos entre rodovia e ferrovia. Às vezes, a rodovia fecha porque o trem está passando durante 30 minutos, disse. Segundo ele, isso transforma trajetos curtos em viagens longas e caras. Não adianta resolver a BR-101 se não resolvermos os acessos à BR-101, afirmou, defendendo uma visão integrada dos projetos.

A lógica defendida pelo Ministério é ampliar a competição entre modais. Hoje, não há essa competição. Na maioria das vezes, a empresa transporta sua própria carga, disse Santoro.

Na avaliação dele, integrar rodovias, ferrovias, portos e hidrovias tende a reduzir o custo logístico ao longo do tempo. Essa competição é muito saudável e gerará uma redução natural do custo logístico.

Para embasar essa estratégia, Santoro afirmou que o Plano Nacional de Logística passa por nova consulta pública e incorpora uma pesquisa qualitativa com cerca de 400 grandes agentes do mercado.

Optamos por entrevistas para entender as expectativas de futuro, onde eles planejam investir e quais gargalos identificam, disse. Ele acrescentou que o governo passou a usar dados mais precisos de origem e destino de cargas, com base nos manifestos eletrônicos exigidos pelos fiscos estaduais, o que permite trabalhar com o conceito de corredor logístico. Nunca havíamos trabalhado o PNL com esse conceito, afirmou.

Na visão do secretário, a logística passou a ser tratada como política de competitividade. Menos tempo parado, mais previsibilidade e mais alternativas para escoar a produção, resumiu. É nesse diagnóstico que o Ministério dos Transportes ancora seus principais leilões, as repactuações em discussão com órgãos de controle e a retomada de projetos estruturantes para reduzir, de forma gradual, o custo Brasil.

Revista Ferroviaria - RJ   13/01/2026

Agência Sertão (BA) O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou um novo investimento de R$ 106,2 milhões nas obras da Ferrovia Transnordestina, por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). A liberação do valor foi autorizada pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na última quinta-feira, 8 de janeiro.

Com este aporte, o total desembolsado chega a R$ 1,806 bilhão, parte do termo aditivo de R$ 3,6 bilhões assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2024. O objetivo do Governo Federal é alcançar R$ 2 bilhões em crédito do FDNE para a Transnordestina Logística (TLSA).

A liberação das parcelas está sendo feita gradualmente e deve ser concluída em 2027, garantindo a finalização da obra conforme o cronograma. A ferrovia demandará aproximadamente R$ 15 bilhões em recursos totais, dos quais R$ 4,4 bilhões são da Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI/MIDR).

Desde 2023, a SNFI/MIDR tem captado recursos para a conclusão da Transnordestina. De acordo com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares, a prioridade é garantir segurança jurídica e previsibilidade financeira ao projeto.

Trabalhamos intensamente na repactuação de acordos e na captação de recursos para criar um fluxo contínuo de investimentos na Transnordestina. Mais do que liberar recursos, mantemos um acompanhamento rigoroso da execução física e financeira em parceria com a Sudene e o Banco do Nordeste. O fato de estarmos com 79% de conclusão e todos os lotes contratados demonstra que o modelo de governança que implementamos está colhendo frutos, afirmou.
Infraestrutura contratada e a Fase I

Atualmente, todos os 22 lotes da Ferrovia Transnordestina estão com infraestrutura contratada. A Fase I do projeto, que compreende 1.206 km, registra 79% de execução física e corresponde à ligação principal entre São Miguel do Fidalgo (PI) e o Porto do Pecém (CE), prevista para ser entregue até 2027.

Essa etapa contempla a finalização da maioria dos trechos que permitirão o funcionamento contínuo da ferrovia até o porto cearense.

Em dezembro do ano passado, ocorreram os primeiros testes de operação da ferrovia entre os estados do Piauí e Ceará, a partir da emissão da Licença de Operação (LO) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Este é o primeiro passo da Transnordestina, que conectará as áreas férteis e minerais do interior do Piauí, de Pernambuco e do Ceará ao Porto do Pecém.

NAVAL

TN Petróleo - RJ   13/01/2026

Enquanto o Brasil celebra o melhor triênio da história em sua balança comercial (2023-2025), os portos do Sudeste mostram protagonismo da infraestrutura logística. Dados consolidados até novembro de 2025 mostram que os terminais da região funcionaram como a grande alavanca do comércio exterior, movimentando 635,3 milhões de toneladas de cargas. O volume representa um crescimento de 6,01% em relação ao mesmo período do ano anterior, reafirmando a capacidade da região de operar, com igual eficiência, as duas pontas da balança: o volume massivo de commodities e cargas de alto valor agregado.

"O Sudeste demonstra, na prática, o conceito de eficiência multimodal. Temos ali portos públicos e terminais privados operando em sintonia para garantir que o Brasil não perca oportunidades", analisa o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O desempenho dos terminais de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo foi decisivo para que as exportações brasileiras batessem o recorde de 348 bilhões de dólares no ano passado. O Sudeste operou em 2025 como um hub polivalente: garantiu a saída do minério de ferro e do petróleo, ao mesmo tempo em que escoou a safra e recebeu insumos industriais. Prova disso foi o crescimento de 8,3% nas exportações até novembro, somado ao aumento de 6,58% na navegação de longo curso, o que confirma que o superávit brasileiro foi construído sobre a base sólida de eficiência logística e operacional.

Aceleração no final do ano

A sintonia fina entre a produção e a logística ficou evidente na reta final de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o recorde de exportações em dezembro foi impulsionado pela retomada da atividade das plataformas de petróleo, após paradas programadas.

Os portos da região acompanharam essa demanda. Apenas no mês de novembro, a movimentação de granéis líquidos (que inclui petróleo e derivados) nos portos do Sudeste foi de 19,2 milhões de toneladas, alta de 22,54% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o valor salta para 206,6 mi/t, uma alta de 9,01% no comparativo.

No quadro geral de novembro, a região teve um crescimento logístico relevante, movimentando 59,6 milhões de toneladas, um salto de 17% na comparação com novembro de 2024. Esse desempenho contribuiu para evitar que o comércio exterior brasileiro tivesse gargalos logísticos justamente no momento de maior demanda internacional.

Minério, agro e carga geral

No acumulado do ano, os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) revelam a liderança absoluta das commodities minerais na pauta da região. O minério de ferro segue como o carro-chefe, com 215,9 milhões de toneladas movimentadas, escoadas principalmente pelos terminais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, como Tubarão (72,6 mi/t), Itaguaí (52,6 mi/t) e Ilha Guaíba (28,7 mi/t). Já petróleo e derivados (óleo bruto) também tiveram destaque expressivo, somando 167,8 milhões de toneladas.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e principal porto brasileiro em volume de carga movimentada, reafirmou seu papel estratégico para o agronegócio e a indústria. O complexo movimentou 131,7 milhões de toneladas no período. Além de ser a principal saída para a carga conteinerizada do país (alto valor agregado), Santos foi vital para o escoamento da safra, com destaque para a soja, cuja movimentação foi de 38,5 milhões de toneladas na região.

Portos e Navios - SP   13/01/2026

A Marinha do Brasil anunciou que foi iniciada nesta sexta-feira (9), com o corte de chapa na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, em Santa Catarina, a construção da quarta embarcação prevista em seu Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), a fragata Mariz e Barros. A embarcação homenageia o primeiro-tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, que comandou o Encouraçado Tamandaré durante a Guerra do Paraguai.

A previsão é de que o batimento de quilha da fragata Mariz e Barros seja feito no segundo semestre deste ano, o lançamento no ano que vem e a incorporação à Armada em 2029. A construção dos navios do PFCT conta com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.

A fragata Tamandaré, a primeira da classe, foi lançada ao mar em agosto de 2024 e passou pelos testes de aceitação do mar em 2025, e a previsão é de que seja entregue ao setor operacional da Marinha do Brasil no primeiro semestre de 2026. A segunda fragata, a Jerônimo de Albuquerque, teve o batimento de quilha em junho de 2024, foi lançada ao mar em agosto de 2025, e suas provas de mar estão previstas para meados de 2026.

Já a fragata Cunha Moreira, a terceira do programa, teve seu primeiro corte de chapa realizado em novembro de 2024, e a montagem dos blocos que formam a embarcação foi iniciada em junho de 2025. A expectativa da Marinha é de que a embarcação seja lançada em julho de 2026.

A Tribuna - SP   13/01/2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou nesta segunda-feira (12) o valor de outorga mínima de R$ 500 milhões para o leilão do Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, no cais do Saboó (STS10), no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A importância será direcionada ao caixa da Autoridade Portuária de Santos (APS). A expectativa é que o pregão seja realizado na segunda quinzena de março.

"Entendemos que a governança é o pilar de um leilão desse porte. Cumprimos o que prometemos. Além de estabelecermos uma outorga mínima considerável para que o valor seja reinvestido em obras estruturantes, garantimos que o vencedor invista em um novo terminal de passageiros, que receberá mais de R$ 800 milhões em melhorias", destaca o ministro Silvio Costa Filho, referindo-se à transferência do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, de Outeirinhos para o Valongo. Para isso, o futuro arrendatário terá obrigação de construir a laje para a instalação do terminal de cruzeiros.

A Secretaria Nacional de Portos assinou, nesta mesma data, o despacho decisório que aprova a modelagem final e encaminha à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) os documentos para a publicação do edital do terminal. Segundo o MPor, o envio ocorreu antes do prazo estipulado internamente (quinta-feira, dia 15).

"Conduzimos os ajustes com a máxima celeridade, sem abrir mão do rigor técnico que um projeto dessa magnitude exige. Ao encaminhar a modelagem final para a Antaq antes do prazo estipulado, sinalizamos ao mercado que o cronograma é prioridade. Estamos entregando um projeto robusto, validado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pronto para atrair grandes investimentos", afirma o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

Com a aprovação do processo, o próximo passo é a apresentação do projeto a investidores nacionais e estrangeiros. O MPor solicitou à Antaq a realização imediata de um roadshow, que deverá ter suas datas divulgadas ainda nesta semana, garantindo transparência e atraindo os maiores players globais para a disputa.

Regras
O MPor acolheu integralmente as recomendações e determinações do TCU, definidas no início de dezembro e com o objetivo de evitar concentração de mercado na primeira fase de disputa. A principal delas é que o leilão seja feito em duas etapas, com restrições à participação de empresas na primeira, como queria a Antaq.

O TCU, porém, foi além da Antaq e vetou na fase inicial não somente empresas que já possuem terminais em Santos, mas todas as armadoras (companhias donas das frotas de navios). A segunda etapa só ocorreria caso a primeira fosse deserta, uma chance praticamente nula.

A medida impede que gigantes mundiais da navegação participem, como a dinamarquesa Maersk, a suíça MSC, a francesa CMA CGM e a estatal chinesa Cosco. Por outro lado, beneficia, com menos concorrência, empresas como a filipina ICTSI e a brasileira JBS Terminais. Há expectativa de judicialização do processo.

O TCU também determinou como investimento obrigatório a construção de pátio ferroviário interno com capacidade mínima de escoamento de 900 TEU (unidade de medida padrão de um contêiner de 20 pés) por dia, obra considerada essencial para a conectividade logística do Tecon Santos 10 e para a integração multimodal futura do Porto de Santos.

Ativo
O Tecon Santos 10 será o maior terminal de contêineres da América do Sul. Ele ocupará 621,9 mil metros quadrados (m2), com capacidade para 3,25 milhões de TEU (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) ao ano, além de 91 mil toneladas de carga geral.

Com previsão de investimentos de R$ 6,45 bilhões no terminal, o prazo do contrato será de 25 anos, com início da vigência previsto para 2026.

PETROLÍFERO

Money Times - SP   13/01/2026

Os preços do petróleo subiram e se estabeleceram em máximas de sete semanas nesta segunda-feira (12), devido a preocupações de que as exportações do Irã possam diminuir. O país, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que já é sancionado passa por uma onda interna de manifestações contra o governo.

Limitando os ganhos de preços estavam as expectativas de que os suprimentos poderiam aumentar da Venezuela, outro membro sancionado da

Os contratos futuros do Brent subiram 0,8%, para fechar a US$63,87 por barril. O petróleo norte-americano West Texas Intermediate subiu 0,6%, a US$ 59,50.

Foi o maior valor registrado pelo Brent desde 18 de novembro e pelo WTI desde 5 de dezembro.

O Irã disse que estava mantendo as comunicações abertas com Washington, enquanto o presidente dos Estados Unidos Donald Trump avaliava as respostas a uma repressão mortal aos protestos em todo o país, entre os desafios mais duros ao governo clerical desde a Revolução Islâmica de 1979.

No domingo, Trump disse que os Estados Unidos poderiam se reunir com autoridades iranianas e que ele estava em contato com a oposição do Irã. Ele ameaçou uma possível ação militar devido à violência letal contra os manifestantes.

O Irã tem uma quantidade recorde de petróleo em navios e unidades flutuantes de armazenamento, equivalente a cerca de 50 dias de produção, com a China tendo comprado menos por causa das sanções e Teerã buscando proteger seus suprimentos do risco de ataques dos EUA, mostram dados da Kpler e da Vortexa.

Venezuela irá retomar exportações

Espera-se que a Venezuela retome as exportações de petróleo em breve, após a destituição do presidente Nicolás Maduro. Trump disse na semana passada que o governo de Caracas estava pronto para entregar aos EUA até 50 milhões de barris de petróleo sancionados.

As empresas de petróleo estão correndo para encontrar navios-tanque e preparar operações para transportar o petróleo com segurança, disseram quatro fontes familiarizadas com as operações.

Em uma reunião na Casa Branca na sexta-feira, a empresa multinacional de commodities Trafigura disse que seu primeiro navio deve ser carregado na próxima semana.

Dois superpetroleiros com bandeira da China que estavam navegando para a Venezuela para pegar cargas de petróleo para pagamento de dívidas durante o embargo de petróleo dos EUA ao país da Opep deram meia-volta e agora estão voltando para a Ásia, mostraram dados de navegação da LSEG na segunda-feira.

Por Reuters

A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Petro Notícias - SP   13/01/2026

O presidente Donald Trump não gostou nada nada da sinceridade do presidente da ExxonMobil durante a reunião com as petroleiras na Casa Branca. Trump pareceu meio frustrado, porque acreditava que a ExxonMobil e a ConocoPhilips, que tiveram grandes prejuízos quando tiveram seus bens nacionalizados pelo ex-ditador Hugo Chavez, fossem as primeiras a aderir aos investimentos para reerguer a indústria de petróleo da Venezuela. Agora, o presidente americano disse que está “inclinado” a manter a ExxonMobil fora da Venezuela, depois que seu principal executivo se mostrou cético em relação aos investimentos em petróleo no país após a queda do ex-presidente Nicolás Maduro.

“Não gostei da resposta da Exxon”, disse Trump aos repórteres a bordo do Air Force One ao partir de West Palm Beach, na Flórida. “Eles estão sendo muito espertinhos.” Durante a reunião com os executivos do setor petrolífero, Trump tentou acalmar as preocupações das empresas e disse que elas negociariam diretamente com os Estados Unidos, em vez de com o governo venezuelano. Alguns, no entanto, não ficaram convencidos. “Se analisarmos as estruturas e os mecanismos comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos”, afirmou Darren Woods(direita), CEO da ExxonMobil, a maior empresa petrolífera dos EUA.

Trump assinou uma ordem executiva que visa garantir que a receita do petróleo venezuelano permaneça protegida contra o uso em processos judiciais. A ordem executiva, tornada pública no sábado(11), afirma que, se os fundos forem confiscados para tal fim, isso poderá “prejudicar os esforços cruciais dos EUA para garantir a estabilidade econômica e política na Venezuela”. A Venezuela tem um histórico de confisco de bens estatais, sanções americanas em curso e décadas de incerteza política.

Atrair investimentos de empresas petrolíferas americanas para a Venezuela e ajudá-las a reconstruir a infraestrutura do país é uma das principais prioridades do governo Trump após a prisão de Maduro. A Casa Branca está enquadrando o esforço para “governar” a Venezuela em termos econômicos, e Trump apreendeu petroleiros que transportavam petróleo venezuelano, afirmou que os EUA assumirão as vendas de 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano anteriormente sancionado e planeja controlar as vendas em todo o mundo indefinidamente.

CUBA REAGE

O atual ditador cubano, Miguel Dias Canel, fez uma manifestação pública através do seu canal na rede social X. Ele rebateu o presidente do Estados Unidos ao afirmar que o país “é uma nação livre, independente e soberana e que ninguém dita o que fazemos”. Trump disse que “não haverá mais petróleo da Venezuela nem dinheiro indo para Cuba”, acusando a ilha de depender de recursos venezuelanos em troca de serviços de segurança ao governo de Caracas. “Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais”, afirmou Trump em uma publicação na rede social Truth Social. Sem o petróleo venezuelano, resta apenas o fornecimento mexicano, mas os Estados Unidos também se voltaram para combater o narcotráfico no México e poderá estender um bloqueio ao fornecimento de petróleo para Cuba. Sem petróleo ou combustíveis, não haverá energia e água. A situação no país tende a agravar-se ainda mais.

Cuba atualmente. Apagões constantes

Dias Canel disse ainda que “Cuba não ataca; tem sido atacada pelos EUA durante 66 anos, e não ameaça; prepara-se, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue. Eles não têm autoridade moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente nada, aqueles que transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas.” Ele também responsabilizou os EUA pelas dificuldades econômicas vividas pela ilha. “Aqueles que culpam a revolução pelas severas dificuldades econômicas que sofremos deveriam se envergonhar de se calar. Porque eles sabem, e reconhecem, que essas dificuldades são resultado das medidas draconianas de estrangulamento extremo que os EUA nos impuseram,” esquecendo que, com esta afirmação, ele entrega a salvação do seu regime comunista ao capitalismo norte-americano.

TN Petróleo - RJ   13/01/2026

A recente movimentação dos Estados Unidos na Venezuela tem motivações que vão além do abastecimento energético e se inserem em um contexto mais amplo de reorganização geopolítica na América Latina. Segundo o Dr. Felipe Rainato (foto), advogado do escritório Hondatar, o foco da ação americana está no controle dos fluxos comerciais do petróleo venezuelano, especialmente aqueles destinados à China, e no fortalecimento da influência dos EUA sobre o mercado global da commodity.

De acordo com Rainato, embora a Venezuela detenha uma das maiores reservas de petróleo do mundo, os Estados Unidos já são praticamente autossuficientes em produção energética. "O interesse americano não estaria diretamente ligado ao consumo interno, mas ao papel estratégico do petróleo venezuelano no cenário internacional, pois atualmente quase 5% do petróleo importado pela China tem origem venezuelana, o que torna o país um fornecedor relevante para o mercado asiático", ressalta.

Neste contexto, o especialista ressalta que a possibilidade de modernização da infraestrutura de refino venezuelana por meio de empresas americanas pode inserir o petróleo do país de forma mais competitiva no mercado internacional. Para ele, apesar de sua qualidade inferior em comparação a outros tipos de petróleo, como o saudita, o investimento em refino permitiria ampliar a sua presença global e transformá-la em um ativo estratégico não apenas econômico, mas também político.

Outro ponto central é o impacto dessa movimentação dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Rainato explica que, com maior controle sobre ativos de produção e refino na Venezuela, os EUA passam a exercer uma influência indireta em um dos principais carteis responsáveis pela definição de preços e níveis de produção do petróleo no mundo. "Isso amplia a capacidade americana de usar a commodity como instrumento de pressão geopolítica em momentos de instabilidade internacional", complementa.

Rainato ainda lembra que o Brasil conquistou papel de relevo na geopolítica do óleo com a exploração do pré-sal e, agora, com a descoberta das reservas na Margem Equatorial, o que dá margem para atenuar sua exposição a especulações do mercado. Para ele, apesar disso, o Brasil precisa avançar mais rapidamente na ampliação e diversificação da infraestrutura energética, especialmente no desenvolvimento e utilização de fontes alternativas e renováveis, justamente para mitigar a volatilidade de preços e de oferta em momentos de crise.

Impactos na relação Brasil e Venezuela

Em relação ao Brasil, o advogado do escritório Hondatar ressalta que os efeitos diretos ainda são limitados. Até o momento, não houve volatilidade significativa nos preços internacionais do petróleo nem instabilidade relevante dentro da OPEP. Outro ponto destacado é que o mercado brasileiro de combustíveis já opera sob forte pressão política e regulatória, o que reduz impactos imediatos vindos do cenário externo.

No campo comercial, a relação Brasil e Venezuela, embora existente, tem perdido importância desde o recrudescimento do regime de Maduro e das sanções impostas pelos EUA ao país caribenho. Rainato explica que o Brasil importa principalmente insumos industriais e energéticos, enquanto exporta alimentos e commodities agrícolas, mas em volumes menores, o que revela uma relação menos estratégica do ponto de vista da definição da pauta comercial brasileira. "Eventuais impactos decorrentes de instabilidade na Venezuela tendem a ser administráveis, já que o país não figura entre os principais parceiros comerciais brasileiros", finaliza.

TN Petróleo - RJ   13/01/2026

A Vallourec, líder mundial em soluções tubulares premium sem costura, anuncia a assinatura de um contrato estratégico com a Shell, resultado de um rigoroso e competitivo processo licitatório.

O acordo contempla o fornecimento de produtos OCTG (Oil Country Tubular Goods) e serviços associados para as operações offshore da Shell no desenvolvimento do projeto Orca (anteriormente denominado Gato do Mato). O início da perfuração está previsto para abril de 2027, e a operação planeja perfurar 10 poços, com estimativa de utilização de 12 a 15 mil toneladas de tubos.

O contrato abrange o escopo completo de produtos da Vallourec, incluindo tubos sem costura com conexões premium VAM® para aplicação offshore, com diâmetros de 4,5” a 18”, fabricados em aço carbono e aços resistentes à corrosão, e acessórios associados.

Além do fornecimento de produtos, a Vallourec fornecerá serviços físicos e digitais,onshore e offshore – incluindo planejamento colaborativo, coordenação de materiais, pré-embarque, supervisão offshore, inspeção de retorno de sonda e reparo –, garantindo à Shell maior eficiência operacional e suporte técnico especializado.

Philippe Guillemot, presidente do Conselho Administrativo e CEO do Grupo Vallourec comentou: “Recentemente, conquistamos um contrato para fornecimento de dutos de condução nesse mesmo projeto e o novo contrato demonstra a capacidade da Vallourec de apoiar seus clientes em toda a cadeia de valor. Ele confirma a relevância das conexões premium VAM® no Brasil e a expertise da Vallourec Tubular Services (VTS) para oferecer um conjunto abrangente de serviços que complementam nossa
oferta de tubos sem costura premium.”

Blogs do Globo - RJ   13/01/2026

Os investimentos anunciados para a retomada da produção de petróleo na Venezuela — país que já produziu cerca de três milhões de barris por dia e hoje extrai aproximadamente um milhão —, alardeados pelo presidente Donald Trump desde o ataque americano ocorrido na madrugada do dia 3 de janeiro, podem retardar a transição global para uma economia menos dependente de combustíveis fósseis. A avaliação é de David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e professor titular do Departamento de Energia da PUC-Rio.

— Se continuar tendo essa queda de preço do barril, vai ter, primeiro, efeito na transição energética, uma redução da queda da participação (das fontes renováveis) o que não é uma boa notícia na questão da decarbonização das economias. E vai ter um acentuado redirecionamento geopolítico da estratégia dos americanos ( para países com minerais estratégicos) como já ocorre em regiões como a Groenlândia e outros países.

Segundo ele, o mundo vive atualmente um cenário de sobreoferta: a demanda por petróleo cresce em ritmo mais lento do que a oferta. Não por acaso, o preço do barril acumulou queda próxima de 20% no último ano. Caso a Venezuela volte a registrar uma produção relevante, a tendência é de que os preços recuem ainda mais, tornando economicamente mais atrativo investir em combustíveis fósseis do que em fontes renováveis.

— As coisas hoje estão bastante competitivas, tanto que o mundo está crescendo, batendo recorde de produção de renováveis, mas também está batendo recorde de produção de combustíveis fósseis. Mas se na hora que se fizer a avaliação econômica entre uma e outra (fonte de energia), se a distância for muito grande, vai retardar esse processo de redução da participação de combustíveis fósseis no mundo, o que não é uma boa notícia — afirmou Zylbersztajn, em entrevista concedida à GloboNews.

O especialista chama atenção que nos últimos anos houve um redirecionamento do mundo dos petroestados para estados mais ligados aos minerais críticos — um dos fatores que explicam o interesse estratégico dos Estados Unidos pela Groenlândia.

— Estava vendo uma lista das dez principais empresas há 10 anos, nove, talvez até todas, eram ligadas a empresas de petróleo ou a empresas automobilísticas. Então, todas de alguma maneira ligadas ao combustível fóssil. Se a gente pegar hoje, das dez, uma é farmacêutica, uma é da área de tecnologia de chips fora dos Estados Unidos, e as outras oito são ligadas à tecnologia da informação, chip, etc.

Para Zylbersztajn, o petróleo continuará sendo relevante por alguns anos, mas a persistência de preços baixos pode ter efeitos colaterais importantes.

É importante ressaltar que petróleo e geopolítica sempre estiveram juntos. Estamos vendo uma outra onda se formar em torno do Irã, onde os protestos escalam, assim como a violência do governo e as ameaças dos Estados Unidos. Se alguma coisa acontecer com o Irã, se houver nova ameaça do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo do mundo, o preço do barril sobe. E na economia há uma antecipação dos movimentos, isto é, se a projeção é de queda de preço no futuro, isso já começa a derrubar o preço agora.

Não podemos esquecer quando se fala de petróleo da Arábia Saudita. Alternando com a Rússia, entre a segunda e a terceira posição no ranking de maiores produtores mundiais de petróleo. Riquíssimo o petroestado atua como modulador do preço de mercado, reduzindo a sua produção para forçar a alta de preço.

Mas nesse momento, a perspectiva é de aumento da produção venezuelana pressione o preço para baixo, o que pode tornar o petróleo mais competitivo do que energias renováveis.

Vamos observar como se desdobra esse episódio do Irã e o ritmo da descarbonização para verificar se, de fato, será reduzida como mais uma reação ruim desse atentado dos Estados Unidos à Venezuela.

AGRÍCOLA

Monitor Digital - RJ   13/01/2026

Após mais de 25 anos de negociações, os países da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para a assinatura do tratado que cria a maior área de livre comércio do mundo. O pacto envolve um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores europeus e deve produzir impactos relevantes para o Brasil, especialmente no agronegócio, principal motor das exportações do bloco sul-americano.

Para o contador Altair Heitor, CFO da consultoria Palin & Martins, o acordo muda estruturalmente o posicionamento do agro brasileiro no comércio internacional.

“Estamos falando de um redesenho de acesso ao mercado. A redução gradual de tarifas e a previsibilidade regulatória criam um ambiente mais competitivo para o produtor brasileiro, mas também elevam o nível de exigência”, diz.

Segundo ele, o tratado não é apenas uma oportunidade comercial, mas um teste de organização e conformidade para o setor.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que o agronegócio respondeu por cerca de 49% das exportações brasileiras em 2025, com a União Europeia figurando entre os principais destinos. Produtos como soja, carnes, açúcar, café e suco de laranja concentram boa parte desse fluxo. Com o acordo, tarifas de importação devem ser reduzidas ou eliminadas de forma escalonada, ampliando a competitividade desses itens frente a outros fornecedores globais.

Em sua avaliação, o principal ganho imediato está no acesso ampliado e mais previsível ao mercado europeu.

“O produtor passa a competir em condições mais claras. Isso tende a melhorar margens e estimular investimentos, sobretudo em cadeias já consolidadas”, afirma. Ao mesmo tempo, ele destaca que o acordo impõe padrões rigorosos. “A Europa exige rastreabilidade, compliance ambiental e organização fiscal. Quem não se estruturar corre o risco de ficar fora”, alerta.

Estimativas da Comissão Europeia indicam que o comércio bilateral entre os blocos pode crescer dezenas de bilhões de euros ao longo dos próximos anos, com efeitos positivos sobre renda, emprego e investimentos. Para o Brasil, o agronegócio aparece como o principal beneficiado no curto e médio prazos, enquanto a indústria tende a sentir os efeitos de forma mais gradual.

Além do impacto comercial, o acordo tende a intensificar efeitos tributários já conhecidos do agronegócio exportador. A ampliação das exportações para a União Europeia aumenta o volume de operações imunes ou com alíquota zero de ICMS, PIS e Cofins, o que, na prática, gera acúmulo de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva.

“Exportar mais não significa, automaticamente, melhorar o fluxo de caixa”, explica Altair Heitor. “O produtor e a agroindústria continuam pagando tributos na aquisição de insumos, energia, logística e serviços, mas não geram débitos na saída. Sem estratégia, esses créditos ficam parados e viram custo financeiro”, afirma.

Nesse cenário, ganham relevância ações como revisão da cadeia de comercialização, estruturação correta das operações de exportação, análise de aproveitamento de créditos e projetos de recuperação e monetização de créditos acumulados, especialmente de ICMS.

O acordo começou a ser negociado em 1999 e enfrentou sucessivos entraves políticos e econômicos. A resistência de países europeus, especialmente França e Irlanda, sempre esteve ligada ao temor de concorrência com produtos agrícolas do Mercosul, considerados mais baratos e sujeitos a regras ambientais distintas. “A demora reflete um conflito clássico entre abertura comercial e proteção de setores sensíveis”, explica Altair Heitor.

Nos últimos anos, a agenda ambiental e as pressões internas de agricultores europeus ampliaram a complexidade das negociações. A sinalização favorável de países-chave, como a Itália, foi decisiva para destravar a aprovação provisória. O acordo avança mesmo diante da oposição de parte do bloco, o que reforça seu peso geopolítico.

Açúcar de cana e carne bovina foram quase 50% das exportações do agro paulista em outubro

Em outubro de 2025, as exportações do agronegócio paulista somaram US$ 2,64 bilhões, queda de 11,7% em relação ao mesmo mês de 2024, enquanto as importações cresceram 3,9%, alcançando US$ 511,8 milhões. Diante desse cenário, o saldo da balança comercial do setor foi positivo em US$ 2,1 bilhões. Os números constam do relatório elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a partir de dados do MDIC – ComexStat.

Açúcar de cana e carne bovina foram os produtos de destaque nas exportações paulistas em outubro. Juntos, representaram quase 50% das exportações do agronegócio. O suco de laranja aparece como terceiro produto mais importante, com 10,3% do total exportado. Outro destaque foi a soja, que teve incremento significativo nas exportações do produto em grãos (134,5%) e farelo (25,7%) no último mês.

No acumulado de janeiro a outubro, os números do amendoim também são expressivos: aumento de 25,5% para o grão e de 155,1% para o óleo. A China, sozinha, aumentou as aquisições de amendoim brasileiro de 612,6 toneladas para 50,86 mil toneladas. Com isso, sua participação nas exportações de amendoim e óleo do Brasil passou de 0,2% em 2024, para 21,3% em 2025.

O óleo essencial de laranja, afetado pelo tarifaço norte-americano, teve queda de 64,5% nos embarques para os EUA no acumulado do ano. O impacto foi parcialmente compensado pelo aumento das vendas para outros destinos, como os Países Baixos (17,5%) e a China (115,8%).

No cenário nacional, a balança comercial encerrou o mês de outubro com superávit de US$ 6,96 bilhões. O saldo do agronegócio foi positivo em US$ 13,7 bilhões, enquanto os demais setores consolidados registraram déficit de US$ 6,74 bilhões.

As exportações de café verde caíram 16,5% em outubro e 19,1% no acumulado de janeiro a outubro. Houve também reduções importantes nas exportações de açúcar, sucos de laranja e madeira. No caso do suco de laranja, a exceção ao tarifaço permitiu a manutenção dos embarques para os EUA, contudo os envios para Bélgica e Países Baixos caíram expressivamente, 23,9% e 30,3%, nessa ordem.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   13/01/2026

A evolução tecnológica das máquinas agrícolas marcou o ano de 2025. Em um cenário de janelas de operação cada vez mais curtas, os produtores brasileiros têm priorizado soluções que aumentem a eficiência, a precisão e a sustentabilidade das atividades no campo.

O uso de Inteligência Artificial (IA) e de sistemas de automação impulsionaram significativamente os resultados, com soluções embarcadas em tratores, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras que proporcionam decisões mais assertivas, menor consumo de insumos e maior produtividade.

De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o produtor brasileiro está cada vez mais apoiado por dados e busca tecnologias que ofereçam redução de custos e previsibilidade operacional.
“Hoje, cada máquina é um centro de diagnóstico em tempo real. Isso significa menos desperdício, mais produtividade e decisões embasadas em informações qualificadas”, afirma.

O gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson destaca as tecnologias que mais ganharam espaço nas fazendas brasileiras ao longo do ano:

- Sensores integrados para saúde do solo e das plantas: A presença de sensores inteligentes embarcados em máquinas, do plantio à colheita, se tornou decisiva. Os dispositivos monitoram em tempo real indicadores como umidade, compactação, variabilidade do solo, estresse hídrico e presença de pragas, auxiliando ações rápidas com tomadas de decisões que vão direto no incremento de produtividade e redução de custos;

- Pulverização de alta precisão: A pulverização inteligente avançou em 2025, impulsionada por sistemas de aplicação seletiva, câmeras embarcadas e estações meteorológicas que aprimoram a eficiência operacional. Além de reduzir perdas por deriva, a tecnologia diminui o volume de defensivos por hectare, gerando impacto econômico e contribuindo para práticas mais sustentáveis;

- Automação e condução assistida: A automação teve um salto significativo neste ano. Soluções de condução assistida, piloto automático e telemetria garantem operações mais contínuas, seguras e precisas. Painéis integrados permitem ao operador monitorar o desempenho da frota e realizar ajustes em tempo real;

- Máquinas conectadas: Máquinas que enviam dados automaticamente para plataformas digitais permitem ao produtor acompanhar indicadores da lavoura à distância. Entre os principais benefícios estão a redução do consumo de combustível, a antecipação de falhas mecânicas, o melhor uso da frota e decisões baseadas em históricos de operação;

- Colheita de grãos inteligente: Sensores de produtividade, câmeras e sistemas automáticos de ajuste conforme o volume colhido se destacaram ao longo do ano, gerando mapas detalhados dos resultados de cada área e contribuindo para um planejamento agrícola mais preciso da próxima safra;

- Fenação com qualidade e rendimento: Equipamentos especializados garantem um processo mais rápido e eficiente, desde o corte da forragem até o enfardamento do produto final. Cada vez mais automatizados com monitores e sensores e em conjunto com as tecnologias também crescentes nos tratores que auxiliam em um maior rendimento operacional e maior qualidade do feno, o que resulta em maior produtividade do rebanho.

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