Diário do Aço - MG 08/12/2025
A maioria dos trabalhadores da Usiminas rejeitaram a proposta da empresa referente à Campanha Salarial 2025/26 em assembleia, que ocorreu durante a sexta-feira (5). A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região (Sindipa) em seu site oficial.
A siderúrgica propôs um reajuste salarial de 4,49% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um reajuste no Vale Alimentação no valor de R$ 50, o que faria o benefício chegar a R$ 650. A diretoria do Sindipa cobra que, além do reajuste com base na inflação, haja um aumento real no salário dos metalúrgicos.
Conforme divulgado pelo sindicato, 1.308 funcionários votaram pela reprovação da proposta, 984 votaram pela aprovação, e 6 preferiram pela abstenção.
“Na próxima semana vamos seguir ampliando a luta por nossas reivindicações, por aumento salarial para valer e no Vale-alimentação”, frisou o comunicado do sindicato.
Aperam
Em Timóteo, a Campanha Salarial também permanece aberta. Até o momento, a Aperam South America e o Metasita não chegaram a um acordo e as propostas apresentadas pela empresa ainda não foram levadas à assembleia.
Na próxima terça-feira (9), ocorre a 6ª rodada de negociação entre a empresa e o sindicato, a partir das 14h.
O Estado de S.Paulo - SP 08/12/2025
Diversos dados econômicos divulgados nas últimas semanas dão suporte para que o ciclo de redução da taxa básica de juro (Selic) se inicie já na primeira reunião de 2026 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
A inflação medida pelo IPCA dá sinais sólidos de desaceleração, devendo fechar 2025 um pouco abaixo dos 4,5%, limite superior do intervalo de tolerância da meta de 3%. Isso era impensável no início do ano: segundo a pesquisa Focus do BC, em março de 2025 o mercado projetava inflação de 5,7% para o corrente ano.
E a queda que se observa é disseminada, não restrita aos preços de subitens voláteis que poderiam se reverter rapidamente. Os componentes mais persistentes da inflação, estimadas pelo BC por meio dos chamados núcleos, mostram clara tendência de baixa desde maio.
A inflação de bens industriais vem cedendo pelas seguintes razões:
juros internos elevados encarecem o financiamento, especialmente de duráveis, reduzindo sua demanda; e a atividade global fraca, particularmente na China, juntamente com a valorização de 15% do real frente ao dólar em 2025, pressiona para baixo os preços em reais de bens comercializáveis.
Como tais movimentos têm fundamentos macroeconômicos que devem persistir em 2026, projetamos inflação de apenas 1,3% para os bens industriais no próximo ano, ante provável 2,4% em 2025.
Mesmo nos preços dos serviços, que apresentam maior inércia e vêm rodando acima do limite superior da meta, já se observa tendência de queda contínua nos últimos meses, principalmente nos chamados serviços subjacentes, uma espécie de núcleo dos serviços, mais correlacionados com o ciclo econômico.
A esperada estagnação da economia no segundo semestre, já sinalizada por vários indicadores, foi confirmada pelos dados do PIB do terceiro trimestre, divulgados na semana passada. Além do crescimento quase nulo (0,1%) em relação ao trimestre anterior, chamou a atenção a perda de fôlego do consumo das famílias.
Até o mercado de trabalho, que muitos analistas consideram excessivamente aquecido, já começa a dar sinais de arrefecimento. A taxa de desocupação dessazonalizada — a correta para eliminar o efeito dos empregos temporários do fim do ano — está estável em 5,7% desde julho.
Por fim, a projeção média de inflação pelo modelo do BC, para os 12 meses encerrados em junho de 2027, considerado o horizonte relevante para a política monetária, está em 3,3%, que não é, do ponto de vista estatístico, significativamente diferente da meta de 3%.
Até agora, o BC tem aplicado o remédio (taxa de juro real elevada) de forma adequada. Mas todo medicamento, se usado em excesso, pode provocar mais danos do que benefícios.
IstoÉ Dinheiro - SP 08/12/2025
A expectativa do mercado é que a inflação, medida oficialmente no país pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), fique dentro da meta, ou seja, abaixo de 4,5% em 2025. Ainda que próxima ao teto de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), caso se confirme a expectativa, seria a primeira vez que a inflação ficaria dentro da meta nos últimos quatro anos.
A meta é de 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, atualmente entre 1,5% e 4,5%. O mais recente Boletim Focus, um levantamento semanal feito pelo Banco Central com expectativas do mercado sobre os indicadores econômicos, traz a projeção da inflação a 4,43%, que era de 4,45% na semana anterior.
“A reversão do quadro inflacionário se deu por dois motivos principais: valorização cambial e queda do preço de alimentos. A inflação de serviços segue incômoda, mas a taxa de juros também tem conseguido desacelerar a atividade econômica, mesmo que de forma mais gradual que o desejado. E a redução da bandeira tarifária praticamente sacramentou o cumprimento da meta”, avalia Rodolpho Sartori, economista da Austing Rating.
Na Austing, a inflação foi revista para baixo tanto para novembro, de 0,25% para 0,19%, como para dezembro, quando a tarifa extra de energia – um item importante no cálculo do IPCA – passa a ser menor com a bandeira tarifária saindo da vermelha para a amarela. Para o último mês do ano, a projeção da Austing passou de 0,45% para 0,35%. Ou seja, o impacto da revisão da bandeira foi de 0,10 p.p. para baixo na estimativa de dez/25. A agência também projeta um IPCA de 4,3% em 2025.
O dado mais recente de inflação divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz o IPCA a 4,15% no ano e a 4,50% em 12 meses. “Faz tempo que o Brasil não consegue fechar dentro do teto da meta. Então o que concluímos é que a política monetária mais restritiva está cumprindo o seu papel”, afirma Volnei Eyng, CEO da Multiplike.
Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, também aponta para os efeitos da redução dos preços dos alimentos e do câmbio no índice de inflação. “Ao longo de 2025 chegamos a ter uma inflação projetada de quase 6% [5,8%]. Então, é uma vitória se chegar abaixo dos 4,5%”, diz. Mas, aponta Veronese, apesar de termos entrado em um período de desinflação, o setor de serviços ainda é um ponto de preocupação do ponto de vista inflacionário.
“O que ainda é um problema é o setor de serviços. É uma atividade forte, e é consequência do mercado de trabalho aquecido, então ainda temos uma inflação de serviços que preocupa e deve preocupar em 2026”. Contudo, para ano que vem, a projeção da B.Side é de que o período de desinflação deve seguir, pelos mesmos motivos que contribuíram para seu arrefecimento neste ano. “E também por uma política monetária contracionista, pois, ainda que se reduza os juros, a projeção é de uma taxa a 12% ano que vem”.
Explicações para descumprimento da meta
Quando a meta de inflação não é cumprida, o presidente do Banco Central em exercício deve dar explicações sobre o descumprimento ao ministro da Fazenda por meio de uma carta formal. Até 2024 essa manifestação era anual conforme o índice apurado em dezembro. A carta e a nota devem fazer uma descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites da meta e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
Neste ano a sistemática mudou. Agora, essas explicações devem ser feitas caso a inflação acumulada em doze meses fique, por seis meses seguidos, fora do intervalo de tolerância definido pelo CMN. Por isso, em julho deste ano, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teve que se justificar ao ministro Fernando Haddad.
Na carta, Galípolo destacou que o descumprimento foi uma combinação de “diversos fatores”, como a atividade econômica aquecida, o mercado de trabalho resiliente, a inércia inflacionária elevada, a desancoragem das expectativas e a depreciação cambial. Segundo o documento, choques nos preços de alimentos industrializados, como café e carnes, e tarifas de energia elétrica também pressionaram o índice.
Galípolo também já havia se manifestado em janeiro, para explicações sobre a inflação em 12 meses até dezembro de 2024, que ficou em 4,83%, acima do teto de 4,5%.
Há 5 meses, a projeção era de que a inflação ficaria dentro da meta apenas em 2026.
O Estado de S.Paulo - SP 08/12/2025
Existe grande expectativa no mercado sobre qual será a decisão do Copom na quarta-feira, 10, sua última reunião em 2025. Prevalece a visão de que os juros serão mantidos em 15% ao ano. É certo que já vemos os efeitos da política monetária contracionista: a inflação começa a desacelerar e o PIB cresceu menos no terceiro trimestre. Mas o mercado de trabalho segue aquecido, com taxa de desemprego baixa, em 5,4%.
Apesar de isso ser, em grande parte, efeito dos programas sociais, o fato é que esses trabalhadores não estão procurando emprego e empresas reportam dificuldade em contratar. Portanto, a missão do Banco Central de levar a inflação à meta não permite relaxar na taxa de juros.
O resultado do PIB, divulgado pelo IBGE na semana passada, é efeito da elevação dos juros. A economia cresceu apenas 0,1% do segundo para o terceiro trimestre e 1,8% na comparação do terceiro trimestre deste ano com o do ano passado. Essa desaceleração é necessária para conter a inflação.
Há sempre certa pressa, em especial na política, de cobrar do BC a redução dos juros após a divulgação de dados de crescimento menor e inflação mais baixa. Mas a velocidade do BC deve ser outra. Autoridades monetárias têm de observar a tendência num horizonte longo, sob risco de colocar a perder a estabilidade da economia.
Os sinais da política fiscal, com efeito, não são favoráveis. Na semana passada, o Congresso aprovou o Orçamento de 2026 com um superávit previsto de R$ 34 bilhões. No mesmo dia, no entanto, o Tribunal de Contas da União autorizou o governo a perseguir o limite mínimo de tolerância da meta fiscal este ano.
Nos números de 2025, a meta é de déficit primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para cima ou para baixo — ou seja, superávit de R$ 31 bilhões ou déficit de R$ 31 bilhões. O entendimento anterior era que o governo deveria perseguir o centro da meta, o déficit zero; agora, o TCU permite que o governo persiga o déficit de R$ 31 bilhões.
Há uma tolerância crescente com a expansão do gasto público. Como já falei aqui, se a política fiscal é expansionista além da conta, a política monetária precisa ser contracionista, para manter a inflação sob controle.
O entendimento do TCU livra o governo de problemas jurídicos, mas não livra a economia dos conhecidos riscos da expansão dos gastos públicos, em especial suas consequências no aumento da dívida pública. Resta ao BC cumprir seu papel de proteger a economia com o principal instrumento do qual dispõe, a taxa de juros.
IstoÉ Dinheiro - SP 08/12/2025
A divulgação de novo relatório de inflação nos Estados Unidos há muito adiado fez o mercado recalibrar as expectativas em relação à trajetória da política monetária do Federal Reserve (Fed). O mercado de juros precifica agora 87% de chance de um corte de 25 pontos-base na taxa na reunião deste mês, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
Os gastos dos consumidores dos EUA aumentaram em setembro em linha com o previsto, enquanto o núcleo de inflação subiu 2,8% em relação ao ano anterior, um pouco abaixo das expectativas de um ganho de 2,9%, de acordo com o último relatório de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês).
+ CEO do Softbank diz que uma super-IA pode transformar humanos em ‘peixes’
A divulgação da primeira leitura do PCE desde que a paralisação de 43 dias do governo congelou as estatísticas oficiais deu aos mercados e aos formuladores de política monetária uma nova indicação do pulso da economia antes do que está se configurando como uma das reuniões mais controversas do Fed em anos.
Separadamente, pesquisa da Universidade de Michigan apontou que a confiança do consumidor melhorou em dezembro, com as pessoas prevendo que a inflação diminuirá no próximo período de um ano para 4,1%, em comparação com 4,5% no final de novembro.
Às 12h52, o Dow Jones subia 207,90 pontos, ou 0,43%, a 48.058,84 pontos. O S&P 500 tinha alta de 28,41 pontos, ou 0,41%, a 6.885,53 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançava 109,73 pontos, ou 0,47%, a 23.614,17 pontos.
Na próxima semana, as autoridades do Fed vão discutir se devem cortar os custos dos empréstimos, apesar das persistentes pressões sobre os preços e de um mercado de trabalho ainda resiliente.
Nas últimas semanas, comentários de vários formuladores de política monetária influentes ajudaram a sustentar o apetite por risco. Os principais índices de Wall Street caminham para registrar ganhos semanais modestos, com o índice de referência S&P 500 a cerca de 1% de seu recorde de alta.
Globo Online - RJ 08/12/2025
O representante comercial americano Jamieson Greer afirmou que a China vem cumprindo os termos dos acordos comerciais bilaterais e que os EUA monitoram constantemente os compromissos assumidos pela China para manter uma relação comercial estável.
— Com a China, é sempre assim: verificamos, monitoramos e acompanhamos os compromissos. Os compromissos são bastante específicos — disse Greer neste domingo ao programa "The Sunday Briefing", da Fox News.
— Então, todas essas coisas que acordamos recentemente com os chineses são muito concretas, podemos monitorá-las com certa facilidade e, até agora, vemos que eles estão em conformidade.
Greer afirmou que a China já cumpriu “cerca de um terço” de seu compromisso de compra de soja para esta safra.
A agência de notícias Bloomberg noticiou que, após uma série de pedidos feitos no fim de outubro — os primeiros desta temporada —, as compras chinesas de soja americana pareceram ter estagnado.
O presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping concordaram, no fim de outubro, em estender uma trégua tarifária, reverter controles de exportação e reduzir outras barreiras comerciais. Mas alguns elementos do acordo — incluindo as compras de soja, a venda do aplicativo de mídia social TikTok e o aumento nas licenças para exportar terras raras críticas da China — continuam em andamento.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e Greer realizaram uma videoconferência com o vice-premiê chinês He Lifeng na sexta-feira, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
Durante a conversa, os oficiais tiveram uma discussão “profunda e construtiva” na qual prometeram manter relações estáveis e abordar “preocupações respectivas” sobre comércio e economia, informou a agência.
Bessent disse neste domingo ao Face the Nation, da CBS News, que a China não acelerará as compras, mas que elas ainda devem ocorrer nesta temporada agrícola, e afirmou que os preços da soja subiram entre 12% e 15% desde o acordo com a China. Ele também disse que vendeu sua participação em uma fazenda de soja para cumprir um acordo de ética.
A administração Trump deve divulgar seu aguardado plano de ajuda ao setor agrícola nesta semana, disse a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, em reunião de gabinete na última terça-feira.
Questionado se fabricantes de chips como a Nvidia deveriam fornecer à China semicondutores avançados — ou se isso representaria um risco à segurança dos EUA —, Greer disse que é preciso cautela.
— Minha opinião pessoal é que precisamos ser muito cautelosos com isso — afirmou Greer na Fox News.
— Queremos que o resultado financeiro das empresas seja positivo, mas, como formuladores de políticas, precisamos garantir que a segurança nacional venha em primeiro lugar. É por isso que você ouviu o presidente Trump falar sobre os tipos de chips que talvez sejam restringidos. Sempre há uma discussão aberta sobre onde está esse limite, e ele muda ao longo do tempo.
Infomoney - SP 08/12/2025
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou praticamente estável em novembro, contrariando as expectativas de leve alta, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
No mês, o IGP-DI registrou variação positiva de 0,01%, após recuo de 0,03% no mês anterior e contra expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,18%.
Com isso, o índice passou a acumular em 12 meses queda de 0,44%.
‘Ao longo do ano, esse movimento (em 12 meses) foi determinado sobretudo pela retração nos preços das matérias-primas brutas que compõem o IPA. Em novembro, porém, essa redução interanual foi parcialmente limitada pela aceleração dos preços ao consumidor, puxada pelo grupo Habitação — com destaque para aluguel residencial e tarifa de energia elétrica — e pelo grupo Recreação, influenciado pelo aumento nas passagens aéreas’, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Em novembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 0,11%, de queda de 0,13% no mês anterior.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao acelerar a alta a 0,28% em novembro, de 0,14% em outubro.
Educação, Leitura e Recreação passou de uma queda de 0,43% em outubro para alta de 2,15%, enquanto os custos de Habitação foram de recuo de 0,23% para avanço de 0,30% em novembro.
O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,27% em novembro, de 0,30% no mês anterior.
O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
Infomoney - SP 08/12/2025
A XP Investimentos avalia em relatório que 2025 foi marcado por tensões geopolíticas e ruídos políticos em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos. Apesar disso, a economia global mostrou resiliência, embora a casa destaque riscos elevados no horizonte, principalmente ligados à deterioração fiscal nas economias desenvolvidas.
Aprenda com especialistas renomados, ganhe acesso a cursos, simuladores e relatórios exclusivos; inscreva-se no evento Onde Investir 2026.
No Brasil, as atenções permanecem voltadas para os índices de popularidade do presidente Lula, que busca reforçar sua narrativa política e eleitoral.
A atividade econômica doméstica vem perdendo força, em linha com a política monetária mais restritiva. Ainda assim, a XP elevou sua projeção para o PIB de 2025, de 2,1% para 2,3%, após revisões positivas nos resultados da agropecuária no início do ano. Para 2026, a estimativa de crescimento segue em 1,7%.
O relatório aponta que o governo deve cumprir a meta de resultado primário em 2025, mas ainda depende de receitas adicionais para atingir o limite inferior da banda de tolerância em 2026. A dívida pública seguirá em trajetória ascendente, podendo atingir 83,7% do PIB no próximo ano.
Câmbio e inflação
No câmbio, a XP manteve projeção de R$ 5,30 por dólar no fim de 2025 e de R$ 5,50 ao término de 2026. Nas contas externas, exportações e investimento direto no país devem compensar o aumento das importações e o déficit elevado em renda primária, embora uma reaceleração da demanda doméstica represente risco para o ano que vem.
Com inflação de alimentos e bens industrializados ainda comportada, a XP reduziu sua projeção para o IPCA de 2025 de 4,5% para 4,3%, mantendo a estimativa de 4,2% para 2026.
Copom deve seguir cauteloso
A XP avalia que a combinação de atividade mais fraca e inflação corrente benigna abre espaço para uma política monetária menos contracionista, mas reforça que ainda existem fatores que justificam cautela por parte do Copom. Segundo a casa, medidas fiscais e parafiscais em discussão podem impulsionar a demanda interna, pressionar os preços e ampliar o déficit em conta corrente em 2026. Além disso, o mercado de trabalho permanece apertado e as expectativas de inflação seguem acima da meta.
Diante desse balanço de riscos, a XP considera prudente que o Banco Central espere um pouco mais antes de iniciar o ciclo de cortes de juros, assegurando a continuidade do processo de desinflação. A projeção base é de que a Selic comece a ser reduzida em março, com corte inicial de 0,50 ponto percentual, embora não esteja descartado um movimento antecipado em janeiro.
Incerteza global
A XP adota um tom cauteloso ao avaliar o cenário global para os próximos meses. Para a casa, é improvável que a economia internacional impulsione uma nova rodada de valorização dos ativos de risco. O principal motivo é o quadro fiscal deteriorado nas economias desenvolvidas, que deve restringir a margem para novos estímulos monetários. Mais importante do que os juros de curto prazo, diz a XP, será o comportamento das taxas longas, que tendem a permanecer elevadas diante da necessidade crescente de financiamento nos países centrais.
Além disso, o ambiente político e geopolítico segue marcado por ruídos e volatilidade. As medidas imprevisíveis do presidente Donald Trump aumentam as incertezas e tendem a frear decisões de investimento de longo prazo em diversos setores. No front externo, a guerra na Ucrânia continua sem perspectiva de solução, com efeitos diretos e indiretos sobre a Europa e a China, reforçando o quadro de risco global.
Revista Mineração - SP 08/12/2025
A VLI, empresa de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, ampliou a atuação da plataforma Trato com a entrada no segmento de mineração. A ferramenta, já consolidada na gestão do transporte multimodal no agronegócio, passou a operar um novo fluxo de movimentação de minério de ferro em Minas Gerais, iniciado em outubro.
O projeto envolve o transporte rodoviário de cerca de 30 mil toneladas mensais de minério de ferro entre Barão de Cocais (MG) e o Terminal Integrador Santa Luzia, da VLI, onde ocorre o transbordo para a ferrovia. A partir do terminal, o produto segue para o Espírito Santo. Com a solução, a Trato assume a gestão completa da cadeia logística, coordenando todas as etapas do transporte multimodal.
Antes da mudança, os caminhões percorriam aproximadamente 130 quilômetros até o ponto de embarque ferroviário. A transferência para o terminal de Santa Luzia reduziu essa distância para 75 quilômetros, garantindo mais competitividade, produtividade e redução de custos logísticos.
“O custo logístico na cadeia do minério representa uma parcela significativa do valor do produto. Otimizar esses custos torna nossos clientes mais competitivos e amplia sua participação no mercado. A Trato está preparado para oferecer eficiência, redução de despesas e resultados concretos”, afirma Asley Ribeiro, gerente-geral de Inteligência Comercial da VLI.
Localizado em Santa Luzia (MG), o terminal funciona como um centro avançado para clientes siderúrgicos, distribuindo cargas para a região metropolitana de Belo Horizonte, interior de Minas Gerais, São Paulo e Sul do país. A unidade também movimenta minério destinado ao abastecimento de usinas siderúrgicas. O ativo conta com pontes rolantes, acessórios especializados e dois sistemas de alta performance no modelo “pera”: um voltado ao carregamento de minério e outro ao carregamento e à descarga ferroviária.
Sobre a Trato
Criado a partir do programa de intraempreendedorismo da VLI, a Trato utiliza metodologia ágil, modelo de negócio inovador e tecnologia de ponta. A solução integra um dos pilares estratégicos da empresa: o desenvolvimento de modelos logísticos disruptivos com geração de valor para os clientes.
Além do transporte rodoviário, a plataforma gerencia a movimentação de milhares de toneladas que chegam e saem dos terminais integradores rodoferroviários e portuários da VLI. Nos últimos quatro anos, mais de 2 milhões de viagens foram administradas pela Trato, ampliando a visibilidade das operações e melhorando a experiência dos caminhoneiros que atuam nos terminais.
A plataforma também reduz tempos de espera, otimiza a utilização de ativos e direciona os veículos mais adequados para cada demanda. Como resultado, a VLI movimentou 3,591 milhões de toneladas via modal rodoviário em 2024.
Infomoney - SP 08/12/2025
Os contratos futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian caíram nesta sexta-feira e encerraram a semana com perda em base semanal, refletindo o aumento dos embarques marítimos no final do ano e a demanda chinesa fraca.
O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China, caiu 1,01%, para 785,5 iuanes (US$111,12) a tonelada. O contrato encerrou a semana com queda de 0,57%.
O minério de ferro de referência para janeiro na Bolsa de Cingapura perdeu 0,92%, para US$103,3 a tonelada. Ainda assim, o contrato seguia para encerrar a semana com alta de 1,48%.
Com o aumento esperado nos embarques de minério de ferro próximo ao fim do ano, o fornecimento importado do insumo na China deve se tornar ainda mais abundante em dezembro, com uma elevação significativa na chegada de navios, enquanto a demanda pelo material siderúrgico tende a esfriar diante dos cortes de produção nas usinas de aço, observou a consultoria Mysteel.
O fornecimento marítimo do Brasil, um dos maiores produtores mundiais de minério de ferro, foi de quase 34,5 milhões de toneladas em novembro, um aumento de 2,93% em relação ao ano anterior.
Ainda assim, sinais macroeconômicos positivos e a demanda antecipada por reabastecimento entre as siderúrgicas darão algum apoio ao mercado, acrescentou a Mysteel.
‘Vemos o mercado de minério de ferro com um grande excedente este ano e vemos esse excedente aumentando nos próximos anos. Com Simandou em operação e a produção de aço da China em declínio estrutural, os preços acabarão sendo negociados com base nos fundamentos e tenderão a se aproximar dos custos’, disseram analistas do Citi.
Valor - SP 08/12/2025
A Tesla pretende ampliar em 40% sua rede de carregamento no Japão até 2027, estendendo a cobertura para além das grandes áreas metropolitanas para sustentar o crescimento em um mercado que já registra vendas sólidas.
Atualmente, a empresa opera 695 pontos de carregamento em 138 locais no país e deve instalar o 700º ainda este ano. A meta é superar 1 mil carregadores distribuídos entre 180 e 200 pontos até 2027.
Globalmente, a montadora mantém mais de 75 mil “superchargers”, que utilizam o padrão proprietário NACS — sistema de recarga rápida que vem se tornando referência na América do Norte.
No Japão, porém, predomina o padrão rápido CHAdeMO, com 12.618 dispositivos instalados até março, número muito superior ao da Tesla. Os veículos da marca podem utilizá-los por meio de um adaptador.
Embora os modelos da Tesla possam ser carregados em casa, motoristas dependem de pontos de recarga rápida em deslocamentos mais longos — e a falta de infraestrutura adequada no país tem sido um entrave.
A maior parte dos equipamentos CHAdeMO foi instalada por operadores especializados. Criar uma rede própria costuma ser caro para as montadoras, mas o forte desempenho comercial da Tesla tem estimulado o avanço.
A imagem política do CEO Elon Musk afetou vendas nos EUA e na Europa, mas o Japão tem sido uma exceção.
Entre janeiro e novembro, a Tesla vendeu cerca de 10.090 veículos no país, o dobro do registrado no ano anterior e acima do recorde de 2022, que era de aproximadamente 5.920 unidades — superando a marca de 10 mil pela primeira vez.
No mesmo período, o total de veículos elétricos (EVs, na sigla em inglês) vendidos no Japão foi de 55.380. Os minicompactos elétricos kei, como o Sakura (Nissan) e o N-ONE e: (Honda), responderam por 40% das vendas, enquanto a Tesla liderou entre os modelos de tamanho padrão, com 30%.
A concorrência deve aumentar no segmento convencional no próximo mês, quando a Nissan lançará o novo Leaf e a Suzuki apresentará seu primeiro elétrico, o e Vitara. A Tesla espera que a expansão de sua rede a diferencie das marcas japonesas.
Se a montadora conseguir impulsionar as vendas ao ampliar os pontos de recarga rápida, isso pode incentivar operadores independentes a instalar equipamentos compatíveis. Em março, havia cerca de 350 carregadores padrão Tesla administrados por terceiros no país.
A suíça ABB, gigante do setor elétrico, planeja começar a implantar carregadores compatíveis com a Tesla no Japão no próximo ano. A japonesa PowerX, outro grande nome em recarga rápida, também prepara a adoção do padrão.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já criticou o CHAdeMO, classificando-o como barreira comercial não tarifária, por exigir que montadoras estrangeiras adaptem seus modelos se quiserem vendê-los no Japão.
Cada vez mais fabricantes japonesas aderem ao padrão NACS da Tesla. Além da Mazda e da Sony Honda Mobility, o grupo europeu Stellantis anunciou no mês passado que começará a vender no país modelos compatíveis a partir de 2027.
O Japão tem a menor taxa de adoção de veículos elétricos entre as economias avançadas, cerca de 2%. A expansão da rede da Tesla pode ajudar a reduzir a insegurança dos consumidores em relação à disponibilidade de pontos de recarga.
Globo Online - RJ 08/12/2025
Um dos ensinamentos de Sun Tzu, general chinês que viveu há 2.500 anos e virou citação recorrente no mundo corporativo, é que o adversário que fica muito tempo em posição de combate, sem avançar nem recuar, merece atenção redobrada. Na contenda tributária que opõe a recém-chegada BYD às montadoras instaladas há mais tempo no Brasil, a disputa por espaço envolve influência em Brasília num momento decisivo para o setor automobilístico: a definição, em janeiro, sobre a prorrogação ou não da cota que hoje permite a importação, com isenção de impostos, de kits para montagem de veículos híbridos e elétricos.
Nos bastidores, executivos da empresa argumentam que, sem a cota, não faria sentido contratar mais 2 mil empregados para criar um novo turno, e importar linhas completas de carros prontos, o que prejudicaria os planos eleitorais do PT na Bahia que envolvem a reeleição do atual governador, Jeronimo Rodrigues, e Rui Costa disputando o Senado.
A BYD investiu numa relação próxima com Rui Costa e com o próprio Lula: além de assumir a fábrica abandonada pela americana Ford em Camaçari, em 2021, a empresa tem buscado o protagonismo em agendas do governo ligadas à transição energética. Esteve, por exemplo, na COP30, em Belém.
Do ponto de vista do mercado, a ascensão da BYD ajuda a explicar a escalada da disputa. Segundo a consultoria Kalume, a empresa respondeu por 87,5 mil veículos emplacados de janeiro a outubro deste ano, 13% mais que em todo o ano passado. Mesmo restrita aos modelos eletrificados, a BYD detém cerca de 3,5% de todos os emplacamentos de carros comerciais leves no Brasil, e consolidou fatia dominante no segmento de elétricos.
Avesso a confrontos públicos, Alckmin tem sinalizado internamente que a análise precisa se manter técnica. Em outubro, pouco depois de acompanhar Lula na inauguração da unidade da BYD em Camaçari, o vice visitou a Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). Em discurso, definiu a montadora alemã como “uma fábrica com F maiúsculo”. A frase foi lida por executivos presentes como uma alfinetada ao que ainda faz a chinesa e uma pista do que o governo espera das fábricas de automóveis no país. Recentemente, Lula e Alckmin prestigiaram as montadoras tradicionais na abertura do Salão do Automóvel de São Paulo, que teve presença modesta da BYD.
Sindicatos divergem
O tema também divide os representantes dos trabalhadores. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Julio Bonfim, defende a renovação da cota e argumenta que a BYD já emprega cerca de 1.400 operadores e monta em torno de 350 veículos por turno. O patamar é superior ao pico de produção da antiga Ford no mesmo local.
— A meta é alcançar 500 veículos por turno — afirma.
Já Moisés Selerges Júnior, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, região que concentra montadoras de veículos a combustão, diz que investimentos são bem-vindos, desde que gerem empregos de qualidade e cadeias locais de fornecedores:
— Somos contra tratamentos que desequilibrem a concorrência. Se a BYD recebe isenções para importar peças que já existem no Brasil, as outras montadoras vão questionar por que investiram tanto para produzir aqui.
Infomoney - SP 08/12/2025
O Grupo Volkswagen planeja investir 160 bilhões de euros (US$ 186 bilhões) até 2030, disse seu presidente Oliver Blume, refletindo medidas de contenção de gastos enquanto a maior montadora da Europa enfrenta uma grande crise em seus dois principais mercados, China e Estados Unidos.
Os gastos totais, atualizados anualmente como parte do plano de investimento quinquenal da Volkswagen, se comparam a 165 bilhões de euros para o período 2025-2029 e 180 bilhões para 2024-2028.
Pressão de tarifas sobre a Volkswagen
A Volkswagen, que inclui as marcas Porsche e Audi, tem sido pressionada pelas tarifas sobre as importações dos Estados Unidos e pela concorrência acirrada na China.
Isso prejudicou os lucros principalmente da Porsche, que vende cerca de metade de seus carros apenas nesses dois mercados e revelou um grande retrocesso em sua estratégia de veículos elétricos.
Blume disse ao semanário Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung que o foco do último plano de gastos estava ‘na Alemanha e na Europa’, inclusive em produtos, tecnologia e infraestrutura. Ele disse que as conversas sobre um programa de economia estendido na Porsche se estenderiam até 2026.
Valor - SP 08/12/2025
As vendas de automóveis japoneses fabricados no exterior e importados para o Japão devem atingir um recorde histórico em 2025. Isso porque montadoras como Honda e Suzuki aproveitam a mão de obra barata da Índia para viabilizar um modelo de produção competitivo em termos de custos.
As vendas de carros de passeio e caminhões japoneses fabricados no exterior, de janeiro a novembro, aumentaram 19% em relação ao ano anterior, atingindo 102.332 unidades, segundo dados divulgados na quinta-feira pela Associação Japonesa de Importadores de Automóveis. O número total do ano certamente superará as 107.092 unidades de 1995 — o maior número registrado desde 1988.
A década de 1990 foi marcada por intensos atritos comerciais com os Estados Unidos no setor automotivo. Com o iene se valorizando para cerca de 90 por dólar na época, o governo japonês expandiu as importações em um esforço para aliviar as tensões, resultando em um aumento temporário nas importações de veículos de marcas japonesas dos Estados Unidos.
O ano de 2025 provavelmente estabelecerá um novo recorde anual – apesar de o iene ter se desvalorizado para mais de 150 por dólar, elevando os custos de importação – graças à presença da Índia.
A Honda importa seu utilitário esportivo compacto WR-V da Índia desde 2024. No total, a empresa vendeu 35.043 veículos importados no Japão entre janeiro e novembro.
A Suzuki importa modelos fabricados na Índia, como o SUV Fronx, desde outubro de 2024. A empresa vendeu 39.009 veículos importados no Japão no período de janeiro a novembro – nove vezes mais do que um ano antes.
O salário médio mensal dos operários em fábricas japonesas em Nova Déli foi de 37.583 rupias (cerca de US$ 420 na cotação atual), segundo dados de pesquisa publicados pela Organização de Comércio Exterior do Japão. Em Tóquio, o valor foi de 295.849 ienes (US$ 2.910), o que significa que os custos trabalhistas na Índia são aproximadamente um quinto dos custos no Japão.
A rápida expansão da Índia como potência global na fabricação de automóveis também é um fator importante. A Suzuki tem capacidade de produção de 1 milhão de unidades no Japão e 2,6 milhões de unidades na Índia. O presidente Toshihiro Suzuki afirmou que o "nível tecnológico da Índia está melhorando" e acrescentou que a qualidade não difere muito da dos veículos fabricados no Japão.
As vendas de automóveis na Índia atingiram 5,22 milhões de unidades em 2024, superando os 4,42 milhões do Japão e ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Enquanto a Índia, com sua população de 1,4 bilhão de habitantes, deve continuar crescendo, as vendas no Japão estão em queda devido ao declínio populacional e devem ficar abaixo de 5 milhões de unidades pelo sexto ano consecutivo em 2025.
Com o Japão em um cenário de inflação acelerada, posicionar a Índia como uma base global de exportação e expandir a produção no país oferece vantagens de custo para as montadoras, mesmo com o iene desvalorizado. A Honda produzirá seu veículo elétrico estratégico global 0 Alpha na Índia e o importará para o Japão, com lançamento a partir de abril de 2027.
As importações de automóveis japoneses fabricados nos Estados Unidos também devem crescer. Após negociações tarifárias com os Estados Unidos, o Japão planeja simplificar os procedimentos de certificação para veículos fabricados no país, facilitando sua importação.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em outubro que a Toyota planejava exportar veículos fabricados nos Estados Unidos para o Japão. A Nissan também está considerando fazer o mesmo.
Antes da crise financeira global de 2008, o Japão disputava com os Estados Unidos o título de maior produtor mundial de automóveis, com uma produção anual superior a 10 milhões de unidades. Desde então, o Japão caiu para o terceiro lugar, com 8,23 milhões de unidades, e corre o risco de ser ultrapassado pela Índia, que ocupa o quarto lugar com 6,01 milhões de unidades.
"A competitividade de custos do Japão sofreu um declínio relativo, tornando necessárias reformas fundamentais na produção nacional", afirmou Sanshiro Fukao, pesquisador executivo do Instituto de Pesquisa Itochu
Investing - SP 08/12/2025
O presidente Donald Trump anunciou na sexta-feira que aprovou a fabricação de "carros minúsculos" nos Estados Unidos, de acordo com uma publicação em sua plataforma Truth Social.
"Acabei de aprovar a construção de CARROS MINÚSCULOS na América. Os fabricantes há muito desejavam fazer isso, assim como são construídos com tanto sucesso em outros países", escreveu Trump.
O presidente indicou que esses veículos poderiam ser movidos por vários sistemas de propulsão, incluindo gasolina, eletricidade ou tecnologia híbrida. Ele descreveu os veículos como "baratos, seguros, econômicos e, simplesmente, INCRÍVEIS!!!"
Em sua publicação nas redes sociais, Trump agradeceu ao Departamento de Justiça, Departamento de Transporte e ao que ele chamou de "Departamento de Meio Ambiente" por seu envolvimento no processo de aprovação.
O presidente incentivou os fabricantes a "COMEÇAREM A CONSTRUÍ-LOS AGORA" em seu anúncio, embora não tenham sido fornecidos detalhes específicos sobre mudanças regulatórias, cronogramas de fabricação ou montadoras participantes.
Carros minúsculos, frequentemente chamados de microcarros ou carros urbanos na indústria automotiva, são populares em muitos países com áreas urbanas densas e altos custos de combustível.
CNN Brasil - SP 08/12/2025
As vendas globais de veículos elétricos devem aumentar em mais de um quinto, atingindo 17 milhões de unidades este ano, impulsionadas principalmente pela China, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
Em um relatório divulgado na terça-feira (2), a IEA projetou que a "crescente demanda" por veículos elétricos na próxima década "transformará a indústria automobilística global e reduzirá significativamente o consumo de petróleo para o transporte rodoviário".
A Agência prevê que metade de todos os carros vendidos globalmente serão elétricos até 2035, um aumento em relação a mais de um em cada cinco neste ano, desde que a infraestrutura de recarga acompanhe o ritmo. A IEA inclui veículos elétricos a bateria e veículos híbridos na definição de veículos elétricos.
A perspectiva otimista de longo prazo — baseada nas políticas governamentais atuais — surge poucos dias depois de a Tesla, maior fabricante mundial de veículos elétricos a bateria, ter reduzido os preços nos principais mercados para combater a queda nas vendas e a crescente concorrência de startups chinesas e montadoras tradicionais.
As recentes notícias negativas sobre a desaceleração de veículos elétricos estão em desacordo com as tendências globais positivas, de acordo com o diretor executivo da IEA, Fatih Birol. Os dados “não mostram de forma alguma uma reversão no crescimento dos carros elétricos. Mostram um aumento extremamente robusto nas vendas globais de carros elétricos”, disse ele a repórteres na terça-feira (2).
O crescimento não é impulsionado apenas pelos compradores chineses. O número de carros elétricos a bateria novos vendidos na União Europeia aumentou quase 4% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2023, de acordo com a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.
Em um comunicado, Birol afirmou que "ao invés de desacelerar, a revolução global dos veículos elétricos parece estar se preparando para uma nova fase de crescimento”.
Apesar das tendências otimistas, as montadoras de veículos elétricos estão lidando com margens de lucro apertadas, pressionadas por guerras de preços à medida que a concorrência se intensifica.
Nos últimos dias, a Tesla e a fabricante chinesa de veículos elétricos Li Auto reduziram os preços de seus principais modelos na China, o maior mercado de veículos elétricos do mundo, com a Tesla também reduzindo os preços na Alemanha e nos Estados Unidos.
No início deste mês, a Tesla registrou a primeira queda anual nas vendas em quase quatro anos. As ações da empresa despencaram mais de 40% este ano. A BYD, da China, também tropeçou depois de ter ultrapassado brevemente a Tesla como líder do mercado global, com as vendas caindo para cerca de 300.000 unidades no primeiro trimestre, ante mais de 525.000 nos últimos três meses de 2023.
Embora as montadoras possam estar sofrendo com os cortes de preços, eles serão cruciais para aumentar a adoção de veículos elétricos em todo o mundo, de acordo com a IAE, que enfatizou que o “ritmo da transição para veículos elétricos dependerá da acessibilidade”.
Na China, mais de 60% dos veículos elétricos vendidos no ano passado eram mais baratos do que os carros convencionais, mas na Europa e nos Estados Unidos o preço de compra de carros novos convencionais permanece, em média, mais baixo.
“Espera-se que a intensificação da concorrência no mercado e o aprimoramento das tecnologias de baterias reduzam os preços dos veículos elétricos nos próximos anos”, afirmou a IAE.
“O crescimento das exportações de carros elétricos das montadoras chinesas, que representaram mais da metade de todas as vendas de carros elétricos em 2023, pode aumentar a pressão de baixa sobre os preços de compra”, acrescentou.
No ano passado, as montadoras chinesas foram responsáveis por mais da metade das vendas globais de carros elétricos, em comparação com a participação de 10% no mercado de carros convencionais. "A China é a líder de fato na fabricação de carros elétricos em todo o mundo", disse Birol.
Preocupações com o aumento das importações de veículos elétricos chineses levaram a União Europeia a abrir uma investigação no final do ano passado sobre o apoio estatal chinês às montadoras de veículos elétricos. A indústria automobilística é uma grande empregadora na Europa e crucial para a maior economia da região, a Alemanha, sede de empresas como Volkswagen, Audi e BMW.
As vendas de veículos elétricos na China representarão quase 60% do total global este ano e cerca de 45% de todas as vendas de carros no país.
Até 2030, quase um em cada três carros nas ruas da China deverá ser elétrico, um aumento em relação a menos de um em cada dez no ano passado, de acordo com a IAE. Isso se compara à previsão de 17% nos Estados Unidos e 18% na União Europeia, em comparação com pouco mais de 2% e quase 4%, respectivamente, no ano passado.
“Essa mudança terá grandes repercussões tanto para a indústria automobilística quanto para o setor de energia”, concluiu Birol.
Além da acessibilidade financeira, outra barreira para a adoção em massa de carros elétricos é a falta de infraestrutura pública de recarga na Europa e nos Estados Unidos.
De acordo com a IAE, com base nas políticas governamentais atuais, o número de pontos de recarga públicos para veículos elétricos em todo o mundo deverá chegar a 15 milhões até o final da década, um aumento de quase quatro vezes em relação ao ano passado.
Valor - SP 08/12/2025
Preço na cidade de São Paulo caiu, mas ainda é 2,2 vezes maior do que a renda domiciliar média da população
Com uma maior participação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no total de lançamentos e de vendas de unidades em São Paulo, a mediana do preço dos imóveis na cidade — valor que separa a parcela mais barata da mais cara de uma amostra — caiu desde o final do ano passado. No entanto, ainda é 2,2 vezes maior do que a renda domiciliar média da população da cidade conseguiria comprar.
Os dados são do Indicador de Acesso Habitacional, realizado trimestralmente pelo Instituto Cidades Responsivas. Em setembro, a mediana do preço final de imóveis na capital paulista ficou em R$ 850 mil, enquanto a renda média da cidade, por domicílio, atingiu R$ 10.080. O preço é menor do que os R$ 960 mil de dezembro de 2024.
Para Luciana Fonseca, doutora em planejamento urbano e diretora do instituto, e Guilherme Dalcin, mestre em planejamento urbano e cientista de dados da instituição, o fato de o MCMV limitar o preço máximo das unidades, em R$ 350 mil na faixa 3 e em R$ 500 mil na mais recente faixa 4, contribuiu para diminuir o preço médio.
Eles também indicam que houve contribuição do Plano Diretor da cidade, revisado em 2023, que favoreceu a verticalização de diversas áreas, ampliando a oferta de unidades — nessa lógica, quanto mais oferta, menor o preço de cada unidade.
Mesmo assim, o indicador de acesso atinge 57% em São Paulo, enquanto um patamar equilibrado seria de 30%. Quanto mais elevado, menor é a capacidade média da população local para adquirir seu imóvel.
A pesquisa aborda as 27 capitais brasileiras, e nenhuma delas atingiu o ponto de equilíbrio. A menos acessível, em setembro, foi São Luís, com 105% — o preço mediano do imóvel na capital maranhense foi de R$ 780 mil, ante uma renda média de R$ 5.054.
Só em Brasília e em Porto Alegre o índice de acesso para compra fica abaixo de 40%, ambas em 38%. Em Porto Alegre, a explicação é uma queda da população, que passou de 1,41 milhão em 2010 para 1,33 milhão em 2022, o que reduz a demanda por habitação, afirma Fonseca.
Em Brasília, a oferta de imóveis pela Terracap, empresa pública do Distrito Federal, reduz os valores médios, indica a pesquisa. “É uma condição exclusiva do DF, que inviabiliza comparações”, diz Dalcin.
O índice utiliza dados de anúncios imobiliários publicados nos últimos 12 meses e a taxa média de juros de financiamento imobiliário dos cinco maiores bancos do país. A renda média vem do IBGE e de Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc).
Os pesquisadores destacam que as cidades com piores indicadores de acesso para compra são as litorâneas ou com vocação turística. Além de São Luís, que é uma cidade costeira, Salvador (94%), Maceió (86%) e Florianópolis (83%) estão entre as cinco piores em acesso ao imóvel, na comparação com a renda média de suas populações.
Terceira menos acessível para compra, Belém também foi a pior cidade no indicador de aluguel. Registrou 92%, com um preço mediano de locação de R$ 5.500 ao mês.
Para o Instituto, isso é explicado pela COP-30, que ocorreu na cidade em novembro. “É um evento que a dinâmica hoteleira da cidade não teria como comportar”, afirma Dalcin.
“Por isso, os imóveis disponíveis foram direcionados para o aluguel de curta duração, que proporcionou aos proprietários ganhos superiores aos que contratos tradicionais gerariam em seis meses”, acrescenta. Dessa forma, o que sobrou para locação de longo prazo foi encarecido.
Em São Paulo, o índice de acesso ao aluguel é de 38%, mais perto do ponto de equilíbrio. Isso se dá porque a mediana do preço do imóvel para locação recuou de R$ 4 .000 para R$ 3.860 em um ano. Ainda assim, o valor mediano do aluguel na capital paulista teria que ser de R$ 3.024 para que o equilíbrio fosse atingido.
Segundo Fonseca, o objetivo do indicador é fornecer dados para que as administrações municipais consigam acompanhar seu planejamento urbano. “Se não há equilíbrio no acesso da população às moradias, a consequência é o crescimento da informalidade habitacional e o espraiamento das cidades para áreas que possuem menos infraestrutura, o que encarece a gestão municipal e dificulta o acesso dos habitantes às regiões que dispõem de mais postos de trabalho”, explica.
Grandes Construções - SP 08/12/2025
Projetos de ferrovias de carga no Brasil poderão contar com até R$24 bilhões (US$4,4bi) em financiamentos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), conforme decisão do governo brasileiro.
Apenas iniciativas classificadas como estratégicas para operações portuárias serão elegíveis, já que os desembolsos do fundo precisam estar vinculados ao segmento portuário.
“Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Quando a ferrovia chega ao porto, ampliamos capacidade, reduzimos custos logísticos e fortalecemos todo o setor portuário do país”, disse Silvio Costa Filho, ministro dos portos e aeroportos.
O governo deve anunciar, em janeiro, os detalhes do programa de financiamento via FMM, que surge em meio à tentativa de acelerar uma ampla agenda de concessões ferroviárias de cargas.
“A agenda do governo para as concessões ferroviárias previstas para 2026 é bastante ambiciosa e um dos principais desafios para o avanço dessa agenda é exatamente a disponibilidade de linhas de financiamento para tais projetos”, disse Luís Baldez, presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (Anut), à BNamericas.
“A experiência brasileira e também a internacional mostra que grandes projetos de ferrovias de carga precisam ter um forte envolvimento de recursos do governo, seja via financiamentos ou mesmo por meio de investimento direto, porque são projetos com muito investimento envolvido e prazos de execução bastante prolongados”, acrescentou Baldez.
Recentemente, o ministério dos transportes anunciou um plano para leiloar oito contratos de concessão ferroviária em 2026. A expectativa é de investimentos diretos de R$140 bilhões, além de até R$650bi em contribuições indiretas.
Em meio ao grande volume de investimentos envolvidos nesses contratos, potenciais interessados devem considerar múltiplas modalidades de financiamento, inclusive para reduzir os elevados custos atuais.
O FMM oferece condições mais vantajosas, já que suas taxas são atreladas à variação da Taxa de Longo Prazo (TLP) mais a inflação acumulada em doze meses, mantendo os juros abaixo de outras linhas de crédito que costumam superar a variação da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.
Como comparação, financiamentos via FMM em dezembro apresentam juros de 7,82% ao ano, acrescidos da variação do IPCA, que registrou alta de 4,5% nos últimos doze meses.
Diário do Comércio - MG 08/12/2025
O governo de Minas Gerais fechará 2025 com cerca de R$ 800 milhões investidos em manutenção e conservação de rodovias no Estado, além de mais de R$ 382 milhões na renovação da frota de ônibus da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Com o investimento em serviços de infraestrutura rodoviária, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), mais de 4.100 km foram recuperados. Isso permitiu que o percentual de rodovias ruins caísse de 25% para menos de 13%, conforme o diretor-geral da autarquia, Matheus Novais.
“A nossa meta para o ano que vem é diminuir esse índice para abaixo de 10%, o que ainda não é o ideal, mas estamos no caminho”, disse, durante evento da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), nesta sexta-feira (5), no qual foi apresentado um balanço das entregas da área e o que está previsto para 2026.
Já o investimento estatal na compra de 600 ônibus metropolitanos foi realizado com recursos do Acordo de Reparação do Rio Doce. Outros 250 foram adquiridos pelas concessionárias, totalizando 850 veículos novos circulando pela região, o que fez a idade média da frota diminuir de 11 para seis anos, segundo o governo.
R$ 6 bilhões investidos em infraestrutura, somando aportes públicos e privados
Minas Gerais encerrará este ano tendo recebido R$ 3 bilhões em investimentos públicos voltados para infraestrutura e R$ 3 bilhões em investimentos privados, conforme destacou ao Diário do Comércio o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno. Com isso, o Estado baterá a projeção de receber R$ 6 bilhões em aportes destinados à área, como antecipado em agosto. Esse total também inclui obras em outras frentes, como em cadeias, unidades socioeducativas, escolas e estruturas de saúde.
“A visão do governo do Estado é a complementaridade entre investimento público e privado por meio de parcerias. Assim, conseguimos alavancar os investimentos”, afirmou, citando avanços no metrô de Belo Horizonte e em hospitais regionais.
“Estamos fechando os números para 2026, mas queremos que esse número cresça ainda mais”, disse, mencionando concessões que serão iniciadas e vão impulsionar os aportes.
Diário do Comércio - MG 08/12/2025
O contrato de concessão do lote rodoviário Ouro Preto-Mariana, a chamada Via Liberdade, deve ser assinado em janeiro de 2026, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, em entrevista do Diário do Comércio, durante o InfraMinas 2025, evento promovido pelo governo estadual, nesta sexta-feira (5).
“Estamos prevendo para janeiro a assinatura do contrato. Depois disso, o tempo é de 30 a 60 dias para a empresa se mobilizar para assumir, de fato, o trecho e já começar a fazer investimentos que vão transformar, sem sombra de dúvidas, a realidade desse corredor, que sai de Nova Lima e vai até Rio Casca”, revelou.
O leilão da Via Liberdade ocorreu em setembro deste ano, na B3, em São Paulo. O vencedor do certame, que ficará responsável por gerir um trecho de 190,1 quilômetros, abrangendo as rodovias BR-356, MG-262 e MG-329, por 30 anos, foi o consórcio Rota da Liberdade, formado por seis construtoras e liderado pela Construtora Metropolitana.
A concessão do lote rodoviário será uma Parceria Público-Privada (PPP). O projeto envolve investimentos de quase R$ 5 bilhões, sendo R$ 2 bilhões oriundos do Acordo de Reparação do Rio Doce. A iniciativa prevê, por exemplo, 78,7 km de duplicações, abrangendo a duplicação integral da BR-356, que é a principal rota de acesso à Ouro Preto e Mariana.
Também estão previstos no contrato, por exemplo:
40,66 km de terceiras faixas;
100% de acostamento em todo o trecho;
construção do contorno viário de Cachoeira do Campo, com 7,3 km em pistas duplas;
uma área de escape na Serra da Santa, em Itabirito;
um Ponto de Parada e Descanso (PPD) para caminhoneiros em Amarantina;
um Centro de Controle Operacional e três bases de serviços operacionais.
Portos e Navios - SP 08/12/2025
A Portos do Paraná, empresa que administra terminais paranaenses, informou nesta quinta-feira (4) que registrou esta semana o maior carregamento de milho em um navio no Porto de Paranaguá, com as 77 mil toneladas embarcadas no MV Minoan Pioneer. De acordo com a empresa, o resultado foi conseguido graças ao aumento do calado dos berços destinados a granéis sólidos, que passou em setembro de 13,1 metros para 13,3 metros,
A companhia explicou que, por causa do aumento de 20 centímetros, cada embarcação que acessa o terminal pode transportar até 1,5 mil toneladas a mais em cada viagem. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, disse que o objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias. “Esse recorde é prova de que estamos no caminho certo”, afirmou.
Segundo a Portos do Paraná, o milho foi a commodity cuja movimentação teve maior crescimento de janeiro a novembro de 2025. No acumulado do ano, foram movimentadas 4.571.970 toneladas do produto, com alta de 351% em relação ao mesmo período de 2024, quando a movimentação foi de 1.013.174 toneladas. De acordo com a empresa, o resultado foi impulsionado pela safra recorde e por maior demanda internacional.
A companhia informou que a expectativa é que o Brasil feche 2025 com mais de 140 milhões de toneladas colhidas, com a maior parte sendo destinada ao mercado interno, principalmente para produção de etanol. Do total, cerca de 40 milhões de toneladas serão destinadas à exportação, com a maior parte embarcada em Paranaguá, com destaque para países do Oriente Médio e da Ásia.
Investing - SP 08/12/2025
O Ministério de Portos e Aeroportos homologou na 5ª feira (4.jan.2025) o resultado do Leilão realizado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que definiu o responsável pela concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá, no Paraná.
O Consórcio Canal Galheta Dragagem, liderado pela FTS Participações Societárias S.A., foi confirmado como vencedor do processo. O consórcio é formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV.
O certame arrecadou R$ 276 milhões em outorga e conta com mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos nos 5 primeiros anos de contrato. O montante será destinado ao aprofundamento, manutenção e exploração do canal aquaviário, tornando o projeto o 1º do tipo leiloado no Brasil.
A concessão terá duração de 25 anos e, segundo a Portos do Paraná, garante a dragagem permanente do canal e maior segurança da navegação. Com a concorrência, a tarifa Inframar paga pelas embarcações para acessar o porto terá redução de 12,63%, desconto que serviu como principal critério de seleção.
A homologação encerra a etapa licitatória e abre caminho para a assinatura do contrato de concessão. O projeto é considerado estratégico pelo governo federal para ampliar a capacidade do porto, um dos mais relevantes corredores logísticos do Brasil, especialmente para o escoamento de grãos e fertilizantes.
A DRAGAGEM
O canal de acesso ao Paranaguá passará de 13,3 metros para 15,5 metros de calado em até 5 anos. O aumento permitirá que o porto receba porta-contêineres de até 366 metros e capacidade para 14.000 TEUs.
Navios graneleiros poderão carregar até 125.000 toneladas de soja, milho e farelo o limite é de 78.000 toneladas e navios-tanque poderão acessar o terminal com até 74.000 toneladas.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o acréscimo de mais de 2 metros no calado representa um salto expressivo de eficiência, capaz de agregar 1.000 contêineres ou 14.000 toneladas de granéis vegetais por viagem.
Para o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), o modelo oferece previsibilidade ao setor produtivo, segurança jurídica e fortalecimento das operações do porto.
O projeto prevê monitoramento contínuo da qualidade da água, sedimentos e fauna marinha, além de medidas de compensação e recuperação de áreas afetadas. As obras seguirão o licenciamento ambiental federal, com acompanhamento direto da Portos do Paraná e de órgãos ambientais.
INVESTIMENTOS
O contrato prevê investimento estimado superior a R$ 1,22 bilhão. O consórcio será responsável por aprofundar e alargar o canal principal, além de garantir sua manutenção contínua. A intervenção permitirá a entrada de navios de maior porte e aumentará a segurança e previsibilidade das operações.
Segundo o governo, a modernização deve elevar a eficiência do Porto de Paranaguá, hoje o 2º maior em movimentação de cargas do país, reforçando sua competitividade no comércio exterior.
A concessionária deverá elaborar o Plano Básico de Implantação, documento que reunirá todas as obras e serviços necessários para atingir as metas do edital, como dragagens de manutenção, derrocagens, levantamentos hidrográficos e batimétricos, sinalização náutica e melhorias para a navegabilidade.
PRÓXIMOS PASSOS
Com a homologação publicada, o consórcio segue para a fase de assinatura do contrato, seguindo os trâmites previstos pelas normas da Antaq. Após a formalização, começam as obras de dragagem e melhorias estruturais.
A iniciativa integra a estratégia do governo federal de fortalecer a infraestrutura portuária brasileira, preparando-a para acompanhar o crescimento do fluxo marítimo e da demanda do setor nos próximos anos.
Valor - SP 08/12/2025
Alguns dos projetos previstos pelo plano serão monitorados a cada três meses para verificar se a viabilidade, destacou Magda Chambriard
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que o plano de negócios 2026-2030 da estatal não encolheu e que o valor total de US$ 109 bilhões a serem aplicados nos próximos cinco anos é “a mesma coisa” que os US$ 111 bilhões projetados pelo plano anterior.
Durante evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a executiva disse nesta sexta-feira (5), que, em um ano, a cotação do barril do petróleo Brent hoje passou a ser 70% do que era há um ano, em torno de US$ 63 o barril.
Chambriard destacou que alguns dos projetos previstos pelo plano serão monitorados a cada três meses para verificar se a viabilidade se mantém e que a empresa vai torná-los “mais céleres e mais efetivos”. Os projetos que serão acompanhados totalizam US$ 10 bilhões.
A presidente da Petrobras ressaltou que a empresa vai “ficar de olho” na rentabilidade e na eficácia dos projetos. “Essa empresa vai calibrar cada retorno de investimento, cada custo de investimento, para que caiba espaço para novos projetos dos US$ 10 bilhões”, afirmou.
Sudoeste de Tartaruga Verde
Mais cedo, após ser homenageada como Personalidade do Ano na categoria “Indústria” do prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2025, a diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, disse que a estatal está realizando estudos para antecipar em dois anos a produção de petróleo do campo de Sudoeste de Tartaruga Verde, localizado na Bacia de Campos, que teve descoberta anunciada pela Petrobras em novembro.
Anjos afirmou que a ideia é abrir novos poços de produção e interligá-los a plataformas existentes, a fim de aproveitar a infraestrutura existente. A técnica é conhecida pela indústria como “tie-back”.
A executiva afirmou ainda que a Petrobras está realizando estudos sobre os campos de Marlim, Marlim Sul, Albacora e Barracuda-Caratinga para otimizar ainda mais a produção, em busca de custos menores para a revitalização das jazidas dessas áreas.
Anjos afirmou também que a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas já alcançou 4 mil metros de profundidade, de um plano de chegar a 7 mil metros de profundidade.
Money Times - SP 08/12/2025
Os preços do petróleo encerraram a primeira semana de dezembro em alta. O Brent fechou a US$ 60,08 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos (EUA), terminou em US$ 63,75.
Na semana, ambos os contratos acumularam ganhos de 1,52% e 2,61%, respectivamente.
A alta ocorreu em meio à expectativa de mais um corte na taxa de juros norte-americana na reunião que acontece na próxima quarta-feira (10). A probabilidade atribuída a esse movimento é de 86,2%, segundo a ferramenta CME FedWatch.
Durante a semana, foram divulgadas dados importantes que ajudaram a consolidar essa aposta.
Na sexta (5), o PCE mostrou que a inflação do país subiu 0,3% em setembro, levemente acima da previsão de 0,2%. Já o núcleo, que exclui itens voláteis como combustíveis e alimentos, teve alta de 0,2%, em linha com o esperado.
O mercado também acompanha de perto os poucos dados de emprego que sobraram. Na quinta (4), o relatório da Challenger apontou que companhias eliminaram 71 mil vagas em novembro — maior número para o mês desde 2022.
Por outro lado, os pedidos semanais de seguro-desemprego recuaram ao menor nível desde setembro de 2022, sugerindo um arrefecimento gradual, e não abrupto, das condições trabalhistas.
Além disso, as discussões por um acordo de paz na Ucrânia seguem no centro das atenções. Caso um acordo avance, há expectativa de retirada das sanções ao petróleo russo.
No sábado (6), o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que teve uma longa e “substancial” conversa telefônica com o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, e com o genro de Donald Trump, Jared Kushner.
“A Ucrânia está determinada a continuar trabalhando de boa fé com o lado norte-americano para alcançar genuinamente a paz. Concordamos com os próximos passos e formatos para conversas com os Estados Unidos”, disse Zelenskiy no X.
Valor - SP 08/12/2025
Ajuste fiscal e medidas para mitigar crise climática são prioridades, defendem especialistas
Os cenários mais factíveis de transição energética mostram que em 2050 haverá demanda global ainda alta para petróleo e o gap em relação à oferta será de 40 milhões a 50 milhões de barris ao dia. Com reservas recuperáveis estimadas em 10 bilhões de barris, no valor bruto de R$ 3,8 trilhões, a Margem Equatorial é candidata para ajudar a suprir essa demanda por um custo de exploração que pode ser relativamente baixo.
A exploração da região requer considerar questões ambientais e também o debate sobre a destinação dos recursos públicos que poderão ser gerados, evitando que a “maldição do recursos naturais” atinja o que promete ser uma nova fronteira de exploração. Além de serem direcionados ao ajuste fiscal, os recursos também devem ser aplicados para combater os efeitos de mudanças climáticas e para mitigar as emissões brutas de gases de efeito estufa associadas à queima de petróleo e gás.
Essas são algumas das conclusões de levantamento feito pelos economistas Bráulio Borges e Francisco Pessoa Faria, ambos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
O potencial calculado para a Margem Equatorial, diz Borges, é equivalente a um novo pré-sal. “Extrapolando e usando a mesma curva, o pré-sal produzia zero em 2010 e hoje produz 3 milhões de barris ao dia. Em tese, a margem poderia chegar a isso.” O petróleo vindo da região, aponta, mais do que compensaria o declínio esperado para a atual produção brasileira de petróleo, que deve crescer e chegar a 5,5 milhões de barris ao dia no início da próxima década e depois passará a cair, chegando a menos de 1 milhão perto de 2050. “O petróleo da Margem Equatorial pode ter efeito bem relevante porque pode alterar essa curva e estabilizar a produção brasileira, pelo menos nas décadas de 30 e 40.”
Faria lembra que por enquanto não há garantias de que há petróleo na margem. Há apenas análises preliminares. Em outubro, a Petrobras recebeu licença do Ibama para a perfuração de poço exploratório em águas profundas do Amapá, na foz do Amazonas, uma das cinco bacias que compõem a Margem Equatorial.
A exploração da área suscita questões importantes relacionadas à agenda climática e ambiental, diz Borges, mas é preciso considerar os cenários mais prováveis para a demanda global de petróleo nas próximas décadas.
Ele lembra que a meta estabelecida em 2015, no Acordo de Paris, é de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais para minimizar perdas com mudanças climáticas. Para isso, explica, teríamos que buscar o chamado “net zero”, que é zerar as emissões líquidas de gás de efeito estufa até perto de 2050 ou 2060.
Em relatório divulgado em novembro, a IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) projeta que, com o “net zero”, a alta média da temperatura atinge perto de 1,65ºC em 2025 e cai para baixo de 1,5°C em 2100. O relatório mostra outras duas perspectivas. No CPS [Cenário de Políticas Atuais], que considera as políticas de redução de emissões já existentes e implementadas, o aquecimento alcança 2,9ºC em 2100. No STEPS [Cenário de Políticas Declaradas] - que inclui também as metas assumidas para redução de emissão, considerando que elas serão cumpridas - a perspectiva é um pouco melhor, com alta que atinge 2,5ºC em 2100.
Caso seja comprovado o petróleo, não explorar seria ato de heroísmo sem sentido”
— Francisco Faria
A demanda por petróleo e gás natural depende dessa evolução, observa Borges. Análises da IEA e da petroleira BP mostram que a demanda em 2050 no cenário net zero seria entre 25 milhões a 35 milhões de barris ao dia, o que seria atendido pela oferta projetada para o período. Mas nos cenários do CPS ou do STEPS, mais factíveis, diz, a demanda deverá ser maior e não será atendida pela oferta atual, que está em declínio, mesmo considerando investimentos e projetos já aprovados. O descompasso entre oferta e demanda deve ficar entre 40 milhões a 50 milhões de barris/dia em 2050, aponta.
O economista lembra que as estimativas atuais são de que o mundo tenha reservas de petróleo equivalentes a cerca de 1 trilhão de barris. Mas nem todas são viáveis economicamente, porque depende do breakeven, ponto de equilíbrio em que as receitas de um negócio cobrem as despesas.
Hoje, diz Borges, na Arábia Saudita esse ponto de equilíbrio é em torno de US$ 20 o barril, um dos mais baixos. “Dinamarca e Rússia têm breakeven próximo de US$ 30 a US$ 40 o barril. No Brasil, na bacia de Santos, é perto disso, mas em alguns campos do pré-sal é cerca de US$ 30. No shale americano e no do Canadá esse ponto é mais alto, de US$ 60, chegando a US$ 70”, compara, com base em dados do Goldman Sachs. “Não se sabe qual o custo da Margem Equatorial, mas considerando o que acontece na Guiana [que passou a produzir petróleo há cerca de cinco anos e faz parte do mesmo sistema sedimentar da área da Margem Equatorial], o breakeven está em torno de US$ 25 a US$ 30 o barril. A Margem Equatorial pode ter custo mais baixo que o do pré-sal. Uma das razões é a curva de aprendizado do Brasil na exploração em águas profundas. É um volume razoável de reservas com custo bastante competitivo.”
Faria frisa que é necessário debate cuidadoso sobre protocolos de segurança para a exploração. Borges também destaca que é preciso considerar a dimensão ambiental. “Uma exploração praticamente ao lado da floresta amazônica suscita questão de risco de acidentes e incidentes que poderiam ameaçar o principal bioma brasileiro e que é importante no quadro do efeito estufa global.”
O Brasil, diz Borges, é exportador líquido de petróleo desde 2016, com boa parte da expansão recente de produção com o pré-sal destinada ao mercado externo. A demanda doméstica por derivados de petróleo, diz, está mais ou menos estável nos últimos anos, mesmo com o crescimento da economia desde 2021. “E o Brasil está relativamente avançado em termos de descarbonização da matriz energética. Metade da nossa oferta de energia já é renovável. No mundo a taxa é perto de 15%.”
Dinheiro novo provavelmente postergará reformas necessárias para ajuste fiscal”
— Luiz G. Schymura
O desafio está em pecuária e desmatamento, que respondem por 70% das emissões de gases de efeito estufa do país, contra 18% no mundo, observa Borges. “Para cumprir as metas do Acordo de Paris. é preciso acabar com o desmatamento. O Brasil foi o país que mais desmatou no mundo nos últimos 25 anos. Um terço de todos os desmatamentos de florestas tropicais no mundo desde 1990 aconteceu no Brasil.”
Borges defende que a exploração da margem torna necessário iniciar desde já o debate sobre uso dos recursos pelo setor público. Borges defende que esses recursos sejam destinados, ao menos nos próximos dez anos, para gerar resultado primário e reduzir o endividamento da União. Ele defende também a mudança do arcabouço institucional sobre o uso de recursos oriundos da exploração de petróleo e gás natural alcançando não só União, como Estados e municípios. “Estudos acadêmicos mostram que muitas vezes esses recursos de royalties, que são finitos, são usados para financiar despesa permanente, como de pessoal.” É preciso, diz, evitar a maldição dos recursos naturais, pela qual a descoberta de jazidas de petróleo e outros minérios levem a uma deterioração fiscal porque “já se começa a gastar por conta”.
Luiz Guilherme Schymura, diretor do FGV Ibre, não acredita que o Brasil esteja sujeito à maldição do petróleo, mas também é cético em relação a uma destinação de recursos concentrada para ajustes fiscais. “Não será uma tragédia, não vão gastar tudo. Mas, por exemplo, hoje se fala em uma nova reforma da Previdência, diante de um cenário à frente de dificuldade de fechar o fiscal. Entrando esse dinheiro novo de petróleo, provavelmente a reforma será postergada.”
Para Faria, se for comprovada a presença de petróleo na margem, não explorar a região seria abrir mão de um recurso para o mundo. “Seria um ato de heroísmo sem sentido. Vamos explorar e tentar canalizar os recursos para que possamos resolver questões no Brasil, para garantir que ao menos um pedaço não seja mal gasto.”
“O ajuste fiscal e a redução de endividamento fazem parte de um first best para o uso de recursos do petróleo”, diz Borges. “Se isso não for viável, pelo menos os recursos podem ser usados para manter a floresta brasileira em pé, regenerá-la, criar sumidouros de carbono. É possível aproveitar o TFFF - Fundo Florestas Tropicais para Sempre, um fundo global para recompensar países que protegem florestas - e, dependendo do desenho, não é impossível imaginar um cenário em que a exploração da margem daria contribuição líquida positiva para reduzir emissões no mundo, por mais que a queima do petróleo gere emissões brutas.”
InfraRoi - SP 08/12/2025
Nos dez primeiros meses do ano, o Consórcio New Holland totalizou mais de R$ 1,1 bilhão em créditos comercializados, registrando um aumento de 24% nas vendas. A comparação é feita em relação ao mesmo período de 2024, quando foram comercializados R$ 929 milhões. Quanto ao número de cotas, o crescimento chegou a 17%.As regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste foram as que tiveram o maior volume em créditos vendidos no período, sendo responsáveis por R$ 478 milhões, R$ 337 milhões e R$ 185 milhões, respectivamente.
Para Eyji Cavalcante, gerente comercial do Consórcio New Holland, os números positivos registrados até o momento refletem o aquecimento das vendas do setor agrícola na modalidade e são resultado do investimento da companhia em feiras e eventos voltados ao agronegócio brasileiro. “Com os juros altos e a escassez de crédito no mercado, o consórcio tem se tornado cada vez mais atrativo para a aquisição de maquinários agrícolas”, explica
Números da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o consórcio de equipamentos pesados registrou, nos primeiros nove meses deste ano, um crescimento de 15,2% no volume de créditos comercializados, com R$ 38,63 bilhões em negócios, em comparação a igual período de 2024. Hoje, a categoria conta com mais de 913 mil clientes ativos.
Perspectivas de vendas de equipamentos pesados em 2025
De acordo com um estudo da Sobratema, o mercado de máquinas da linha amarela fechou 2024 com 36,6 mil unidades vendidas, crescimento de cerca de 14% sobre 2023. No total do setor de máquinas para construção, 2024 fechou com cerca de 58,2 mil unidades vendidas, contra 53,5 mil em 2023. Mas o estudo da Sobratema aponta para uma estabilização nas vendas de máquinas da linha amarela em 2025: crescimento modesto, de cerca de 1%. Para todo o setor de equipamentos de construção (não só linha amarela), a expectativa é de crescimento de 2% em 2025.
Já as máquinas agrícolas, que sofreu queda de 19,8% nas vendas em 2024, mostram sinais de recuperação com altas expressivas em fevereiro (15,1%) e março (31,9%), segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
IstoÉ Dinheiro - SP 08/12/2025
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento de 8% a 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária neste ano, ante queda de 3,7% em 2024. A estimativa da entidade é preliminar e deve ser revisada após os resultados trimestrais divulgados, ontem (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em setembro, a CNA previa uma alta de 7% para o desempenho do setor, que passou a 7,9% em novembro. O resultado do PIB agro no terceiro trimestre deste ano, com uma alta de 10,1% ante igual período do ano passado, além da revisão dos dados de 2024 pelo IBGE, levou à revisão da projeção pela entidade. “Iremos recalcular as estimativas a partir das revisões feitas hoje pelo IBGE. O crescimento do PIB agro neste ano é puxado pela supersafra de grãos e pelo ótimo desempenho da pecuária”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon.
No acumulado dos três trimestres deste ano, de janeiro a setembro, o PIB da agropecuária acumula alta de 11,6% frente ao avanço de 2,4% acumulado do PIB nacional. “O resultado acumulado em 2025 também surpreendeu positivamente, independente da mudança na base de comparação ante 2024. Quando olhamos, o resultado completo vemos a contribuição da pecuária bovina com aumento de abates e preços favoráveis e três culturas agrícolas, que possuem maior peso no PIB agro, que são soja, milho e laranja. São esses produtos responsáveis pelo impulso do crescimento nos primeiros trimestres do ano”, apontou Conchon.
De acordo com o economista da CNA, a revisão feita pelo IBGE da queda do PIB da agropecuária de 3,2% para 3,7% em 2024 também contribuiu para os resultados deste ano, já que essa queda de 0,5 ponto porcentual adicional confere uma base menor de comparação no ano passado. “Não esperávamos uma revisão dessa magnitude. Essa revisão de 2024 catalisou o resultado de 2025”, observou.
O crescimento de 10,1% do PIB da agropecuária no terceiro trimestre deste ano ante igual período do ano anterior também superou as estimativas da entidade, conforme Conchon. Já o avanço de 0,4% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre deve-se, apontou o economista, à entrada mais tardia da safra de inverno, que deve refletir nos resultados do quarto trimestre deste ano. “Parte do crescimento menor observado no terceiro trimestre será devolvido no quarto trimestre. Devemos ter um quarto trimestre mais forte neste ano no PIB da agropecuária em virtude da safra de inverno e da pecuária. A incógnita que permanece em produção é o resultado do setor florestal ligado a papel e celulose”, explicou. Os resultados finais do ano devem ser divulgados em março de 2026, segundo Conchon.
Para o PIB nacional, a CNA prevê alta de 2% em revisão preliminar ante projeção anterior de 2,17%. O menor ritmo de crescimento da economia em geral tende a ser justificado pelo avanço mais modesto das outras atividades econômicas. “Se no acumulado deste ano o PIB da agropecuária tivesse ficado estável, o PIB do Brasil teria avançado apenas 1,6% ante 2,4% verificado, o que mostra o aumento do protagonismo do setor nos três primeiros trimestres e a força da agropecuária neste ano”, disse. Com crescimento do agro superior aos demais setores, a participação da agropecuária no PIB Brasil deve saltar de 5,6% em 2024 para cerca de 8,54% neste ano, em previsão preliminar da CNA. “No próximo trimestre, o resultado do PIB Brasil deve ficar mais moderado, enquanto o da agropecuária ainda tende a seguir positivo e, por isso, deve manter a participação vista nos nove meses do ano, de 8,54%”, pontuou.
Para 2026, a CNA vê como pontos de atenção para o comportamento do PIB da agropecuária as incertezas climáticas com chuvas abaixo do esperado em regiões produtoras, incertezas quanto ao ambiente geopolítico internacional, o cenário de juros elevados, a redução do poder de compra das famílias e do crescimento real do salário mínimo. “Tudo isso tende a arrefecer a economia em 2026, atrelado à instabilidade fiscal”, prevê.
Associe-se!
Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.
© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.