CNN Brasil - SP 18/02/2026
A indústria automobilística chinesa bateu novo recorde e produziu 34,78 milhões de unidades em 2025, um aumento de 10% em comparação a 2024. O faturamento do setor subiu 7,1% para US$ 1,16 trilhão no período, enquanto o lucro conjunto das montadoras locais (mais de cem marcas) se manteve estável: US$ 65,9 bilhões (0,6% de crescimento).
Os números são da CAAM, a entidade que congrega os fabricantes chineses.
Para efeito de comparação: o Brasil fechou 2025 com 2,644 milhões de carros produzidos, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. Exportações e importações estiveram muitos próximas em 2024. O Brasil embarcou para o exterior 528,8 mil unidades e as marcas importadas comercializadas no mercado nacional somaram 498 mil veículos, sendo 37,6% desse total abocanhados pelas marcas chinesas, que continuarão avançando por aqui.
A grande maioria daqueles automóveis vem montada da China, mas as marcas BYD e a GWM já possuem fábricas no Brasil e outros competidores consideram a mesma alternativa, cenário que configura uma aposta de longo prazo no mercado nacional.
O protagonismo da China na indústria automotiva global é fácil de entender: sua produção anual equivale a soma dos quatro outros países que vem a seguir no ranking do setor: Estados Unidos, Japão, Índia e México.
O Brasil é o oitavo colocado na lista dos maiores fabricantes, atrás ainda de Coréia do Sul e Alemanha.
A estratégia chinesa ao longo da última década foi a de praticamente criar para si um novo segmento de mercado. Em lugar de correr atrás de tradicionais marcas ocidentais com seus modelos equipados com motores a combustão, Pequim apostou alto na criação de uma ampla gama de carros elétricos.
Hoje seus modelos já possuem uma participação de 35% nas vendas globais de todos os tipos de automóveis e de 60% nas vendas específicas dos modelos elétricos. Além disso, nenhum outro país opera um ecossistema tão amplo nesse segmento, que inclui desde a liderança na fabricação de baterias como a de fornecimento de equipamentos para recarga dos chamados VEs.
Com restrições e tarifas limitadoras para vendas de grandes volumes em mercados atraentes como Estados Unidos e Europa, a China passou a buscar alternativas e expandiu agressivamente suas exportações para países do chamado "Sul Global" (economias emergentes de diferentes geografias, Brasil incluído). Na África do Sul, por exemplo, os chineses já possuem 15% de participação nas vendas de automóveis.
Estudos mostram que as marcas do país asiático chegarão a 2030 com uma participação de 34% não apenas na África como um todo mas também em países do Oriente Médio, região de bom poder aquisitivo que passa por um amplo processo de expansão e modernização.
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