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Safras & Mercado - RS   22/08/2025

As vendas de aços planos aumentaram 10,1% em julho deste ano em relação ao mesmo período de 2024, ficando em 345,5 mil toneladas, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 335,7 mil toneladas, registrou alta de 2,9%.

As compras do mês de julho registraram alta de 20,4% perante a junho, com volume total de 373,7 mil toneladas contra 310,1 mil. Frente a julho do ano passado (349,5 mil t), apresentou alta de 6,8%.

Em número absoluto, o estoque de julho obteve alta de 2,6% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 1.096,0 mil toneladas contra 1.068,2 mil. O giro de estoque fechou em 3,2 meses.

As importações encerraram o mês de julho com queda de 31,1% em relação ao mês anterior, com volume total de 256,0 mil toneladas contra 371,3 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (219,2 mil ton.), as importações registraram alta de 16,8%. A China foi o país com maior participação nas importações brasileiras, seguida pela Coréia do Sul.

Para agosto, a expectativa do Inda é de que as compras e vendas tenham uma queda de 2,5% em relação a julho.

Os EUA foram o principal mercado das exportações de aço, com participação de 58,6% no total em julho, sendo o principal mercado de placas e aços planos.

CNN Brasil - SP   25/08/2025

A produção brasileira de aço bruto em julho caiu quase 10% sobre o mesmo período do ano passado e as vendas recuaram cerca de 3%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Aço Brasil, que representa siderúrgicas instaladas no país.

A produção somou 2,8 milhões de toneladas, perto da média mensal do ano, e mostrou recuos de cerca de 8% tanto nos produtos longos quanto nos planos.

Já as vendas no mercado interno foram de 1,86 milhão de toneladas, com recuo de 3,5% nos aços planos, usados em bens como automóveis e máquinas, e leve alta de 0,4% nos produtos longos, comumente utilizados pela construção civil.

O consumo aparente, que considera a produção doméstica, mais importações, menos exportações, teve alta de 1,8%, para 2,34 milhões de toneladas. No ano, o indicador acumula crescimento de 8,1%, a quase 16 milhões de toneladas em meio a um incremento de 24,4% nas importações, enquanto as vendas internas subiram 1,8%.

O Aço Brasil afirmou ainda que enquanto as exportações despencaram 29% em julho sobre um ano antes, a 1,05 milhão de toneladas, pressionadas pelo impacto do fim das cotas livres de imposto de importação dos Estados Unidos, as importações de aço pelo Brasil subiram 4,2% no período, para 616 mil toneladas, ficando próximas de máximas históricas para o período.

Na véspera, o presidente do Inda, de distribuidores de aços planos, Carlos Loureiro, afirmou que o crescimento do consumo aparente no mês passado se deu sobre o forte volume das importações e que a situação tende a manter os preços do aço sob pressão no mercado interno até pelo menos o final do ano.

SIDERURGIA

A Gazeta - ES   01/08/2025

Mesmo estando na lista de isenção, o produto vai pagar uma taxa de 50% ao ser exportado para os EUA, devido ao fato de os setores do aço e alumínio já terem recebido sobretaxas desde que Trump voltou à Casa Branca. Somadas, as tarifas chegam a 50%. Em razão disso, estar na lista de isenção gerou certo alívio na indústria do aço, visto que a sobretaxa poderia ser ainda maior.

Mantidas, as tarifas direcionadas aos produtos de aço e alumínio, que atualmente somam 50%, seguem outro decreto, voltado a todos os países com os quais os EUA comercializam e não apenas a ordem executiva que fala sobre as taxas impostas especificamente ao Brasil.

Segundo dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em 2024, o Espírito Santo exportou US$ 1,092 bilhão em produtos de aço para os Estados Unidos, sendo US$ 880 milhões do segmento de outros produtos semimanufaturados, de ferro ou aços, não ligados e US$ 212,6 milhões do tipo produtos semimanufaturados, de outras ligas de aços.

Esse total enviado aos EUA representou 62,7% de todo o aço exportado pelo Espírito Santo no primeiro tipo e 87,7% do segundo.

Wanick ressaltou ainda a importância de o governo brasileiro não retaliar as tarifas americanas, pois 50% do carvão usado na produção de aço vem dos Estados Unidos, e isso representa 30% do custo da fabricação do produto.

Grandes Construções - SP   05/08/2025

As importações de produtos de aço processado continuam em trajetória de alta e acendem um alerta para o setor.

De acordo com levantamento da Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço), as compras externas desses itens cresceram 25,9% em volume e 14,1% em valor no acumulado de janeiro a junho de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado.

“O avanço, impulsionado principalmente por produtos originários da China, pressiona a indústria nacional e reforça a necessidade de medidas de defesa comercial”, diz a entidade.

Entre os destaques do período, está o crescimento expressivo nas compras de cabos, tiras, fitas e barras de aço, principalmente originários da China.

Esses produtos, muitas vezes com preços artificialmente baixos e práticas de concorrência desleal, seguem pressionando a indústria nacional, que enfrenta desafios para competir em condições justas.

Valor - SP   21/08/2025

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) incluiu todos os produtos manufaturados que levam aço ou alumínio sob a Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, que permite tarifas específicas para promover a segurança nacional dos EUA. Isso significa que os produtos brasileiros exportados vão pagar a mesma tarifa que os do resto do mundo. A informação foi dada ontem pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em entrevista concedida à jornalista Miriam Leitão, na GloboNews.

Até agora, aço e alumínio estavam sendo taxados em 50%. Agora, o USTR incluiu também os produtos derivados de aço ou alumínio, que utilizam esses metais em sua constituição. Dessa forma, o Brasil, que estava perdendo competitividade nesses produtos, passa a ter a mesma alíquota que todos os outros países concorrentes, que também serão taxados em 50%. A decisão vale, inclusive, para máquinas agrícolas, itens bastante exportados pelo Brasil para os Estados Unidos.

Segundo o vice-presidente, a medida significa que cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações brasileiras para os EUA voltam a ganhar competitividade. “Não vamos desistir. Vamos continuar negociando permanentemente”, disse Alckmin, embora tenha admitido que a última conversa direta com o secretário de comércio americano, Howard Lutnick, tenha ocorrido há algumas semanas. “Mas os técnicos continuam trabalhando, e um pouco mais que isso, temos diálogo pelos canais institucionais”.

Brasil Mineral - SP   26/08/2025

Produção mundial de aço bruto recua 1,3% em julho de 2025, totalizando 150,1 milhões de toneladas, segundo relatório da worldsteel.

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 150,1 milhões de toneladas em julho de 2025, um recuo de 1,3% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 110,4 milhões de toneladas em julho, 1,9% a menos sobre julho do último ano. Apenas a China produziu 79,7 milhões de toneladas, um decréscimo de 4% quando comparado a julho do ano passado, enquanto a Índia produziu 14 milhões de toneladas no mês, um incremento de 14% sobre o mesmo mês de 2024. Japão e Coreia do Sul produziram 6,9 milhões de toneladas e 5,3 milhões de toneladas de aço bruto em julho, respectivamente, com quedas de 2,5% e 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os países do Bloco Europeu produziram 10,2 milhões de toneladas de aço em julho de 2024, ou 7% inferior ao mesmo mês de 2024. A Alemanha teve produção de 2,7 milhões de toneladas e caiu 13,7% em julho, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,6 milhões de toneladas e cresceram 2,6% sobre julho de 2024. A produção da Turquia somou 3,2 milhões de toneladas, 4,2% superior na comparação com julho do último ano.

Valor - SP   27/08/2025

Entrada de aço chinês e tarifas nos EUA agravam momento da siderurgia; já setores consumidores temem custos mais altos.

As siderúrgicas brasileiras vivem um dos momentos mais delicados das últimas décadas. A entrada maciça de aço importado, sobretudo da China, somada às tarifas nos Estados Unidos, a incertezas geopolíticas e à demanda interna fraca, ameaça novos investimentos e coloca em xeque a sustentabilidade da indústria no Brasil. Empresas como Gerdau e Usiminas já anunciaram cortes em desembolsos, e a ArcelorMittal admite que projetos em estudo podem sofrer atrasos diante do cenário desfavorável.

Ao mesmo tempo, seus grandes clientes temem ter de pagar mais caro pelo aço dentro do país. Setores que dependem do insumo, como construção civil, automotivo e de máquinas e equipamentos, por exemplo, ajudam a puxar a demanda, mas demonstram preocupação com os custos que medidas protecionistas podem gerar.

O governo já reconheceu que há um desafio setorial e, além da cota-tarifa, iniciou uma investigação antidumping, a maior já aberta, sobre 25 produtos de aço importados da China. A ArcelorMittal, que conduz um ciclo de investimentos de R$ 25 bilhões até 2026, avalia que as medidas ainda não surtiram o efeito desejado e diz que novos investimentos em estudo dependerão de medidas de defesa comercial.

Oliveira destacou que a trajetória atual das importações repete o movimento já observado na Europa. “Se pegarmos 20 anos pré-covid, a penetração de importação era de 10%, com volume de 2,2 milhões de toneladas. O ritmo deste ano está em 6,3 milhões. Em termos de volume, dá 200%. Da China, 330%”, afirmou.

CNN Brasil - SP   27/08/2025

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos emitiu, nesta terça-feira (26), conclusões favoráveis à aplicação de tarifas antidumping e compensatórias contra 10 países -- incluindo o Brasil -- após investigações sobre produtos de aço resistente à corrosão.

As decisões abrangem US$ 2,9 bilhões em importações da Austrália, Brasil, Canadá, México, Holanda, África do Sul, Taiwan, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Vietnã, informou o Departamento de Comércio em um comunicado.

"O comércio concluiu que as importações de (aço) Core para os Estados Unidos de dez parceiros comerciais estavam sendo objeto de dumping e/ou subsídios", disse o departamento.

Globo Online - RJ   28/08/2025

Enquanto o aço exportado para os EUA enfrenta a sobretaxa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump, o aumento das importações do produto no Brasil tira espaço da produção nacional no mercado interno e pode causar uma perda de até 37,6 mil empregos nas siderúrgicas brasileiras.

A projeção é do Instituto Aço Brasil, entidade que representa as indústrias do setor no país, que empregam 117 mil pessoas.

Presidente do Conselho Diretor da entidade, André Gerdau Johannpeter destacou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, que, somente entre janeiro e julho deste ano, o volume de importações de aço subiu 40%, variando de 457 mil toneladas a 3,6 milhões de toneladas. O volume representa 30% do consumo interno.

— Entendemos que a importação faz parte, mas dentro de um número razoável, que é o histórico de 10% a 12% (do consumo interno). E há ainda 6,1 milhões de toneladas em produtos que contêm aço, como máquinas e veículos, que poderiam estar sendo fabricados no Brasil — afirmou o executivo, que também é presidente do Conselho de Administração da siderúrgica Gerdau.

Portal Fator Brasil - RJ   29/08/2025

Ante o mesmo mês no ano passado. Assim também recuaram as vendas e, as exportações. Retração na produção de janeiro a julho, uma alta de 1,7% em volume das exportações, mas menos valor. E, exceto uma queda de 8,6% no valor das importações em julho, tanto em volumes e valores tiveram altas significantes também no acumulado do ano, ante os mesmos períodos em 2024.

A produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, em julho de 2025, uma redução de 9,6% frente ao apurado no mesmo mês de 2024. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 7,7% inferior à registrada em julho de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 727 mil toneladas, uma queda de 18,7% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024, de acordo com dados divulgados no dia 26 de agosto (terça-feira), pelo Instituto Aço Brasil.

Segundo a entidade do setor as vendas internas recuaram 2,9% frente ao apurado em julho de 2024 e atingiram 1,9 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,3 milhões de toneladas, 1,8% superior ao apurado no mesmo período de 2024.

ECONOMIA

O Estado de S. Paulo - SP   01/08/2025

Com emprego em alta, consumo estável, safra recorde e produção industrial superior à de um ano antes, os maiores desafios econômicos para o governo central, neste momento, são as ameaças comerciais dos Estados Unidos e a inflação crescente, subproduto das contas públicas desarranjadas.

Embora as projeções tenham diminuído recentemente, as estimativas do mercado ainda apontam uma alta de preços de 5,09% em 2025, segundo a mediana das projeções coletadas semanalmente pela pesquisa Focus.

A prévia da inflação mensal passou de 0,26% em junho para 0,33% em julho, acumulando taxa de 3,40% no ano e de 5,30% em 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Continua distante da meta oficial, 3% ao ano, e bem acima do teto da meta, 4,5%.

Projeções do mercado indicam expansão de 2,23% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 1,89% no próximo e de 2% nos dois seguintes.

A taxa básica de juros, conhecida como Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) deve ficar em 15% até dezembro, situar-se em 12,50% no final de 2026 e em 10,50% no encerramento de 2027.

Baixo para os padrões do mundo emergente, o crescimento econômico projetado é compatível com a baixa expectativa de investimentos destinados a aumentar a capacidade produtiva.

O Estado de S. Paulo - SP   04/08/2025

A produção industrial cresceu 0,1% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a junho de 2024, a produção recuou 1,3%.

O resultado veio após dois meses seguidos de queda. Houve alta na produção em 17 das 25 atividades industriais, o melhor desempenho desde junho de 2024, quando foram 22 atividades com taxas positivas.

Porém, o resultado do mês na margem ficou abaixo da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,3%. O intervalo das projeções ia de queda de 0,6% a alta de 1,1%. Além disso, os números indicam "perda de fôlego", conforme o IBGE e a avaliação de analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast.

No acumulado do ano, a indústria subiu 1,2%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 2,4%.

Ainda assim, a variação positiva de 0,1% no segundo trimestre de 2025, comparado com o trimestre imediatamente anterior (no dado com ajuste sazonal), reforça a leitura de estabilidade da atividade e os efeitos da alta de juros no cenário doméstico, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

IstoÉ Dinheiro - SP   07/08/2025

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 77,8% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estão atualmente sujeitas a sobretaxas comerciais, resultado de três frentes tarifárias impostas pelo governo americano desde o início do ano. A análise considera a tarifa geral de 10%, uma alíquota adicional de 40% direcionada ao Brasil e medidas setoriais da Seção 232, que aplicam sobretaxas de até 50% a setores como siderurgia, veículos e autopeças.

De acordo com a CNI, mais da metade da pauta exportadora brasileira aos EUA enfrentará tarifas de 50%, sendo que 45,8% do total está diretamente sujeita a sobretaxas exclusivas ao Brasil. As tarifas afetam principalmente a indústria de transformação, que respondeu por US$ 12,3 bilhões em exportações impactadas em 2024, ou 69,9% do total sob tarifa máxima.

Os setores mais atingidos incluem vestuário, máquinas e equipamentos, têxteis, alimentos, químicos, couro e calçados. Além disso, produtos como aço, alumínio e cobre – afetados pela Seção 232 – representam 9,3% da pauta exportadora e enfrentam alíquota de 50%.

“O levantamento mostra a dimensão do problema e a urgência de articulação entre governo e setor produtivo. Precisamos preservar nossa capacidade exportadora e responder rapidamente a essa escalada protecionista”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI, em nota.

Agência Brasil - DF   07/08/2025

Pressionada pela queda no preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo aumento das importações, a balança comercial registrou o superávit mais baixo para meses de julho em três anos. No mês passado, o país exportou US$ 7,075 bilhões a mais do que importou - uma queda de 6,3% em relação ao registrado no mesmo mês de 2024.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit em julho é o menor desde 2022, quando o resultado positivo ficou em US$ 5,357 bilhões.

A balança comercial acumula superávit de US$ 36,982 bilhões nos sete primeiros meses de 2025. O valor representa queda de 24,7% em relação aos mesmos meses do ano passado e é o pior para o período desde 2020, quando houve superávit de US$ 29,896 bilhões.

Parte do recuo no valor acumulado ocorreu porque a balança comercial teve déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, motivado pela importação de uma plataforma de petróleo.

IstoÉ Dinheiro - SP   12/08/2025

Pela 11ª semana seguida, o mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação para 2025. Atualmente, as projeções apontam que o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – em 5,05%, percentual inferior aos 5,07% projetados há uma semana; e aos 5,17% projetados há quatro semanas. É o que mostra o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central.

Para 2026, as expectativas de queda de inflação se mantêm há quatro semanas, quando chegou a 4,5%. Atualmente, o IPCA projetado para o ano que vem está em 4,41%; e para 2027, em 4%.

Apesar de uma melhora nas expectativas relacionadas à inflação, a estimativa para 2025 continua acima do teto da meta de inflação a ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite inferior, portanto, é 1,5%; e o superior, 4,5%.

Mesmo com a desaceleração inflacionária dos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento; as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

O Estado de S. Paulo - SP   13/08/2025

A inflação de julho no Brasil ficou em 0,26%, uma leve aceleração em relação ao indicador de junho (0,24%), segundo dados anunciados nesta terça-feira, 12, pelo IBGE. Com isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 3,26% no ano. 

Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores.

O resultado do mês passado veio abaixo das expectativas do mercado, de 0,35%, segundo levantamento do Projeções Broadcast.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/08/2025

Um salto nos preços ao produtor dos Estados Unidos em julho parece ter apagado a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) realizar um corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em setembro, embora as expectativas de uma redução de 0,25 ponto no próximo mês, seguida por outra em outubro, permaneçam intactas.

Os preços ao produtor dos EUA subiram mais do que o esperado, a 0,9%, em julho, em meio a um aumento nos custos de bens, mas também de serviços, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

O aumento pode ser repassado aos consumidores, que até agora não sofreram uma forte alta geral nos preços, mesmo com a elevação de tarifas pelo governo do presidente Donald Trump.

Antes dos dados, operadores colocavam uma probabilidade de cerca de 3% na ideia de um corte de 0,25 ponto na taxa, com a maioria das apostas firmemente em um corte de 0,25 ponto. Após os dados, eles eliminaram as apostas na redução maior.

A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, que sinalizou nesta semana que está cada vez mais aberta à ideia de um corte nos juros, disse ao Wall Street Journal, em uma matéria publicada nesta quinta-feira, que um corte de 0,5 ponto indicaria uma urgência no mercado de trabalho que ela não sente.

Monitor Digital - RJ   15/08/2025

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) projeta que a economia brasileira crescerá 2,4% em 2025, apesar da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira. A estimativa da entidade supera a previsão do mercado financeiro, que na última segunda-feira reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, indicador da economia de um país) para 2,1% em 2025, segundo o boletim Focus do Banco Central (BC). Em 2024, o Brasil cresceu 3,4%.

O “Fiesp Data Tracker” (rastreador de dados) levou em consideração a projeção de

resultados para o segundo trimestre de 2025, período em que a entidade estima uma expansão do PIB de 0,2%.

IstoÉ Dinheiro - SP   18/08/2025

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiespe) atualizou seu boletim de estatísticas e expectativas em índices econômicos e manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para 2025. A entidade pretendia revisar o índice para 2,6%, mas manteve a expectativa anterior.

A manutenção se deveu a uma piora em condições internacionais, com o início do tarifaço do governo dos Estados Unidos.

Nesta semana, o mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando, para o final de 2025, um PIB de 2,21%.

Embora a perspectiva ainda seja positiva, a análise da Federação é de queda em alguns setores pontuais, com recuo de 0,6% para a agropecuária e de 0,7% para a indústria de transformação. É esperada ainda uma queda moderada do consumo dos governos, de 0,4%, e do nível de investimentos, com recuo de 0,7% nos recursos mobilizados.

“De uma maneira geral, para o segundo semestre, como já antecipado, era esperada essa desaceleração. Nessa acomodação com redução de atividade, os investimentos e o consumo do governo também figuram como variáveis que estão desacelerando. Esse é um movimento de acomodação natural”, ponderou o analista.

Infomoney - SP   18/08/2025

O crescimento da produção industrial da China caiu para o nível mais baixo em oito meses em julho, enquanto as vendas no varejo desaceleraram com força, aumentando a pressão sobre as autoridades para que implementem mais medidas de estímulo para reavivar a demanda interna e evitar choques externos.

Os indicadores pouco animadores surgem quando as autoridades enfrentam pressões em várias frentes, desde as políticas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até condições climáticas extremas, concorrência excessiva no mercado interno e fraqueza crônica no setor imobiliário.

A produção industrial cresceu 5,7% em julho em relação ao ano anterior, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta sexta-feira, leitura mais baixa desde novembro de 2024, em comparação com um aumento de 6,8% em junho. Pesquisa da Reuters apontava expectativa de alta de 5,9%.

As vendas no varejo, um indicador do consumo, cresceram 3,7% em julho, o ritmo mais lento desde dezembro de 2024, e arrefeceram em relação ao aumento de 4,8% no mês anterior. A expectativa era de ganho de 4,6%.

Monitor Digital - RJ   19/08/2025

A economia brasileira cresceu 0,5% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. O resultado mostra desaceleração, uma vez que, no primeiro trimestre, a alta tinha sido de 1,3%.

As estimativas são do Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado hoje.

Na passagem de maio para junho, houve expansão também de 0,5%, segundo a FGV. Esses dados são dessazonalizados, ou seja, foram excluídas variações típicas da época do ano, para que efeitos do calendário (por exemplo, diferença no número de dias úteis) não distorçam a comparação entre períodos diferentes.

O Monitor do PIB aponta que a economia brasileira cresceu 2,4% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2024. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 3,2%. Em termos monetários, a FGV estima o PIB do primeiro semestre em R$ 6,109 trilhões.

Infomoney - SP   21/08/2025

A economista-chefe do JPMorgan na América Latina, Cassiana Fernandez, calcula que o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil cresceu de 1,5% em 2025 para cerca de 2%, até um pouco mais, em 2025, mencionando que o País avançou com várias reformas estruturais desde 2016.

“Acredito que o PIB potencial subiu de 1,5% no passado para algo perto de 2% ou acima”, disse, ponderando que ainda assim o valor é muito abaixo do que o País cresceu nos últimos anos.

A economista observa que o mercado financeiro subestimou o crescimento da atividade econômica do Brasil nos últimos quatro anos, e que é preciso avaliar se não há algo mais estrutural acontecendo na economia e que possa explicar isso.

IstoÉ Dinheiro - SP   26/08/2025

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,740 bilhão na quarta semana de agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 25, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,439 bilhões e importações de US$ 4,765 bilhões.

O superávit acumulado no mês de agosto é de US$ 4,765 bilhões.

No ano, o superávit soma um total de US$ 41,748 bilhões.

Agência Brasil - DF   27/08/2025

Desconto na conta de luz, queda no preço dos alimentos e gasolina mais barata são fatores que fizeram a prévia da inflação de agosto ficar negativa em 0,14%. Na média, o custo de vida das famílias ficou mais em conta.

A constatação está no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial no país, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, o IPCA-15 tinha marcado 0,33%.

O resultado de agosto é o menor desde setembro de 2022 (-0,37%) e a primeira deflação (inflação negativa) desde julho de 2023 (-0,07%). Em agosto de 2024, o índice marcou 0,19%.

Com o resultado conhecido nesta terça-feira, o IPCA-15 acumulado em 12 meses fica em 4,95%. Em julho, era 5,30%.

O governo trabalha com a meta de manter a inflação oficial em 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, isto é, o máximo tolerado em 4,5%.

Agência Brasil - DF   28/08/2025

Impulsionada pelos juros, a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassou pela primeira vez a barreira de R$ 7,9 trilhões, apesar do vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,883 trilhões em junho para R$ 7,939 trilhões no mês passado, alta de 0,71%.

Em julho de 2024, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 7 trilhões. Mesmo com a alta no mês passado, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no início de fevereiro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 0,66%, passando de R$ 7,581 trilhões em junho para R$ 7,631 trilhões em julho. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 31,04 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis prefixados. Apesar disso, a dívida interna subiu por causa da apropriação de R$ 80,94 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 118,26 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos de títulos em julho, os resgates foram maiores e somaram R$ 149,29 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,96%, passando de R$ 302,12 bilhões em junho para R$ 308,05 bilhões em julho. O principal fator foi a alta de 2,66% do dólar no mês passado, impulsionada pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   06/08/2025

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as maiores mineradoras que atuam no país, o setor mineral faturou R$ 139,2 bilhões nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 7,5% em relação ao primeiro semestre de 2024. A receita com minerais críticos foi de R$ 21,6 bilhões, 41,6% de aumento em relação ao primeiro semestre de 2024, quando chegou a R$ 15,2 bilhões.

Somente as exportações do setor no período chegaram a 192,5 milhões de toneladas de produtos, o que representou um aumento de 3,7% em relação ao primeiro semestre de 2024, movimentando cerca de US$ 20,1 bilhões. Apenas o minério de ferro foi responsável por 63% das exportações. Já as exportações de minerais críticos cresceram 5,2%, totalizando US$ 3,64 bilhões, correspondente a 3,58 milhões de toneladas.

Por outro lado, as importações minerais caíram 5,3% em dólar, totalizando US$ 4,1 bilhões, e caiu 2,2% em toneladas, somando 19,9 milhões de toneladas. No final, o saldo da balança comercial mineral (de US$ 16,01 bilhões) foi equivalente a 53% do saldo da balança comercial brasileira (US$ 30,09 bilhões).

Infomoney - SP   07/08/2025

A exportação de minério de ferro do Brasil, segundo maior exportador global da commodity atrás da Austrália, atingiu um recorde mensal em julho, somando 41,1 milhões de toneladas, de acordo com dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quarta-feira.

Os embarques de minério de ferro do país, que são liderados pela mineradora Vale, aumentaram 4,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados da secretaria do governo brasileiro. Em meio à polêmica do tarifaço, EUA ampliam superávit com o Brasil até junho.

Saldo positivo americano foi de US$ 1,3 bi no mês e de US$ 4,5 bi no semestre; em junho, os EUA anunciaram um déficit global de US$ 60 bi, 16% mais baixo que o contabilizado em maio.

O número anunciado supera o recorde anterior, de 39,5 milhões de toneladas, registrado em dezembro de 2015, segundo a Secex.

Infomoney - SP   21/08/2025

Os preços futuros do minério de ferro caíram nesta quarta-feira, pressionados pelo corte de produção siderúrgica obrigatório antes de um desfile militar na China e pelas restrições comerciais dos EUA sobre as importações de aço.

O contrato mais negociado de janeiro do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China registrou perda de 0,19%, a 769 iuanes (US$107,09) a tonelada.

O minério de ferro de referência de setembro na Bolsa de Cingapura recuava 0,25%, a US$100,8 a tonelada.

Antes do desfile militar em Pequim, em 3 de setembro, em comemoração ao fim da Segunda Guerra Mundial, a China determinou cortes na produção de alto-forno com o objetivo de melhorar a qualidade do ar, uma medida que está pesando sobre os preços das matérias-primas, disse a corretora Galaxy Futures em nota na quarta-feira.

Ainda assim, os cortes planejados são menos severos do que os rumores que circularam anteriormente no mercado de uma paralisação total, limitando o impacto sobre a demanda real, observaram os analistas do ANZ.

Enquanto isso, os EUA disseram na terça-feira que estão mirando mais importações de produtos chineses, incluindo aço, cobre e lítio, para uma fiscalização prioritária devido a alegações de abusos de direitos humanos envolvendo os uigures.

Ao mesmo tempo, os EUA anunciaram que estavam ampliando a tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio para mais de 400 produtos para apoiar as indústrias norte-americanas.

AUTOMOTIVO

IstoÉ Dinheiro - SP   01/08/2025

As montadoras de carros sediadas no Brasil apoiaram a decisão do governo que reduziu o prazo para estabelecer em 35% a alíquota de importação de veículos elétricos ou híbridos desmontados e que fixou cota para as empresas trazerem esses tipos de carros com isenção de impostos.

Segundo o governo, foram acatadas, em parte, as demandas das montadoras sediadas no Brasil e dos importadores em fase de instalação de fábricas no país, como a chinesa BYD.

Em uma estratégia de forçar a instalação de fábricas no Brasil, o governo decidiu criar uma regra de transição para elevar a tarifa, ano a ano, até chegar aos 35% em 2028. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckimin, o resultado da política foi positivo.

Valor - SP   04/08/2025

As montadoras e fornecedoras de autopeças perderam cerca de US$ 200 bilhões em valor de mercado globalmente neste ano, devido à intensificação das tarifas comerciais dos Estados Unidos e outros obstáculos enfrentados pela indústria automotiva.

A capitalização de mercado combinada das fabricantes e fornecedoras listadas em bolsa somava US$ 3,35 trilhões no fim de julho — uma queda de 6% em relação ao fim do ano passado.

Enquanto isso, o índice de referência MSCI All Country World Index segue perto de máximas históricas, com alta de mais de 20% desde o piso registrado em 8 de abril, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas "recíprocas" contra parceiros comerciais.

 A alta foi impulsionada principalmente por ações de tecnologia e chips, como Nvidia e Microsoft.

Já o índice setorial de automóveis e autopeças caiu 15% desde o final de 2024 — a maior queda entre os 23 setores acompanhados.

Valor - SP   04/08/2025

As vendas de veículos modelos 1.0, que fazem parte do Programa Carro Sustentável, cresceram 11,35% no mês passado, em relação a julho de 2024.

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), quando comparado ao mês anterior, junho, a alta chegou a 13%. "Isso é emprego na indústria e emprego no comércio", comemorou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

O programa, lançado há menos de um mês pelo governo federal, visa a descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais, especialmente em relação às alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para ter direito ao IPI zero, o carro deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro; conter mais de 80% de materiais recicláveis; ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem); e se enquadrar em uma das categorias de carro compacto (veículo de entrada das marcas).

Para os demais veículos que não se enquadrem no IPI zero, o programa estabelece um novo sistema de cálculo do imposto, que ainda vai entrar em vigor, 90 dias após a publicação do decreto do Programa Carro Sustentável.

A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos.

Valor - SP   05/08/2025

Em julho, programa que zerou IPI, ajudou na expansão de 13,75% do mercado na comparação com junho; eletrificados avançaram 22,5%

Governo e concessionários comemoraram o aumento de 13,75% nas vendas de carros em um mês. O resultado reflete, em grande parte, o programa de incentivo fiscal Carro Sustentável, que, desde 10 de julho, isentou o IPI dos veículos básicos, com baixo nível de emissões e produzidos no Brasil. Híbridos e elétricos não entram nesse programa. 

Mesmo assim, registraram crescimento de vendas ainda mais expressivo, de 22,5% também em um mês. Em julho, foi vendido o total de 229,9 mil carros e comerciais leves, o que representou o crescimento de 13,75% na comparação com junho. Em relação a julho de 2024, porém, a alta foi menos expressiva, de 1,18%. Mas, segundo o MDIC ouviu dos concessionários, no caso dos chamados carros de entrada, beneficiados pelo programa federal, o aumento de vendas chegou a 11,35% na comparação anual.

Alguns modelos 1.0 e câmbio manual, como o Renault Kwid, Fiat Mobi e Argo e Volkswagen Polo Track, tiveram redução de preços de até R$ 13 mil, somando benefício fiscal e descontos dos fabricantes. Com isso, os novos preços desses modelos variam entre R$ 67 mil e R$ 85 mil.

O programa se estende até o fim de 2026. Alguns fabricantes fizeram alterações em versões de veículos para enquadrá-los no programa.

Infomoney - SP   05/08/2025

Os licenciamentos de carros e comerciais leves cresceram no Brasil em julho, tanto em relação ao mesmo período do ano passado quanto em comparação a junho, impulsionados pela redução na carga tributária que entrou em vigor no início do mês passado, anunciou a associação de concessionários Fenabrave nesta segunda-feira.

As vendas de carros e comerciais leves em julho somaram 229,95 mil unidades, um crescimento de 13,75% em relação ao mês anterior e avanço de 1,18% na comparação anual.

O programa Carro Sustentável, lançado pelo governo federal em julho, reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o que, segundo o presidente da Fenabrave, contribuiu para a alta nas vendas.

Automotive Business - SP   07/08/2025

O Brasil acaba de atingir a marca de 503.654 unidades de veículos eletrificados comercializadas. É o que mostram os dados de julho da Associação Brasileira de Veículos Eletrificados (ABVE).

A série histórica da entidade começou em 2012, com 117 veículos. Ela considera os veículos BEV, PHEV, HEV e HEV flex. Desde o ano passado, a contagem não inclui mais os híbridos leves (MHEV), por questões de metodologia.

Para a ABVE, o bom desempenho das vendas reforça o avanço da mobilidade elétrica no Brasil, impulsionada pela maior competitividade de preços, expansão da rede de recarga e novas montadoras e modelos chegando no mercado.

Infomoney - SP   08/08/2025

Os fabricantes de veículos no Brasil reduziram nesta quinta-feira sua projeção de vendas para 2025, revisando a expectativa de crescimento de 6,3% para 5%, o que representa 2,765 milhões de unidades, segundo dados apresentados pela associação Anfavea.

A revisão ocorreu em meio à alta dos juros no país, que impacta financiamentos, especialmente no segmento de caminhões, além dos possíveis efeitos econômicos gerados pelo tarifaço dos Estados Unidos, afirmou a entidade em apresentação para jornalistas.

Ainda assim, a projeção para a produção total de veículos no país foi mantida pela entidade, com crescimento de 7,8%, para 2,749 milhões de veículos. Isso porque a Anfavea fez um forte ajuste para cima na estimativa de exportações, que passou de alta de 7,5% para 38,4%, totalizando 552 mil veículos.

Veja - SP   22/08/2025

As instituições financeiras que pertencem a montadoras instaladas no Brasil liberaram 127 bilhões de reais em financiamentos de veículos no primeiro semestre deste ano. O volume se manteve estável em relação ao registrado no mesmo período de 2024.

 A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), que compilou o dado, considera que a estabilidade no volume de financiamento liberado é positiva em face da alta da taxa básica de juros, a Selic, que hoje está fixada em 15% ao ano — o maior nível desde 2006. “A expectativa é de um desempenho moderado até o fim do ano”, diz Enilson Sales, presidente da Anef.

 O saldo total das carteiras de veículos cresceu de 450 bilhões de reais para 510 bilhões de reais nos seis primeiros meses de 2025, uma alta de 13%. O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) continua sendo a modalidade com maior representatividade na carteira, representando 126,5 bilhões de reais nos recursos liberados.

Veja - SP   25/08/2025

As vendas financiadas de veículos no Brasil totalizaram 639 mil unidades em julho deste ano, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, pesados e motos em todo o país, representa uma alta de 2,1% na comparação com o mesmo período de 2024. Em relação a junho de 2025, aumento foi de 14,2%.

No segmento de autos leves, houve queda de 1,9% ante julho de 2024. Comparado a julho de 2025, o saldo foi 16,6% maior. Já o financiamento de motos cresceu 8,5% em relação a junho de 2025, e 17,9% em relação a julho de 2024. O número de financiamentos de veículos pesados no mês passado foi 3,6% menor do que em julho de 2024, e 11.5% superior a junho de 2025.

No acumulado do ano de 2025, até o mês de julho, as vendas de veículos financiadas somaram 4 047 mil unidades, entre novas e usadas, incluindo motos, autos leves e pesados. Esse número apresentou uma queda 0,3% em relação ao ano de 2024, o equivalente a 11 mil unidades financiadas a menos.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Ipesi - SP   04/08/2025

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos apresentou queda na passagem de maio para junho. A receita setorial no mês de junho foi de R$ 26.383,93 milhões, refletindo recuo de 4% em relação a maio. Porém, na comparação com junho de 2024, o faturamento foi 9,9% superior. O faturamento acumulado no primeiro semestre de 2025 no valor de R$ 146.253,41 milhões é 14,8% superior ao do mesmo período de 2024, segundo dados divulgados pela Abimaq no dia 30 de julho em coletiva de imprensa.

O resultado do mês de junho decorre da queda nos investimentos em máquinas e equipamentos no mercado doméstico. A receita interna de R$ 20.550,98 milhões é 6,1% menor que no mês de maio e 8,8% maior que do mesmo mês de 2024. Em junho, as importações também recuaram 2,5% em relação a maio, somando US$ 2.609,39 milhões. Já as exportações no valor de US$ 1.051,54 milhões em maio foram 6,3% superior ao do mês anterior e 14,5% acima do mesmo mês de 2024.

Velloso crê que exclusão do setor na lista de isenções pode estar relacionada à concorrência direta com produtos dos Estados Unidos, que é um dos maiores produtores mundiais de máquinas, ao lado da China e Alemanha. Caso a sobretaxa seja mantida, o impacto sobre as exportações brasileiras para o mercado dos EUA será imediato. A Abimaq estima que se o "tarifaço" for mantido, a receita setorial crescerá cerca de 5% em 2025, de acordo com Cristina Zanella.

Brasil Mineral - SP   05/08/2025

Apesar do crescimento de 9,9% da receita líquida do setor de bens de capital em junho de 2025 em relação ao mesmo mês de 2024, o mercado interno registrou queda de 11,4% em relação a maio e as exportações não compensaram totalmente essa retração.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) registrou receita líquida total de vendas foi de R$ 26,4 bilhões, crescimento de 9,9% sobre junho de 2024, mas retração de 5,4% frente a maio, após ajuste sazonal. No mercado interno, o setor movimentou R$ 20,6 bilhões, alta de 8,8% na comparação interanual, mas queda de 11,4% ante o mês anterior. 

O mês de junho de 2025 registrou queda de 4,4% nos investimentos em máquinas e equipamentos. No período houve queda tanto na aquisição de máquinas produzidas localmente (-11,4%) quanto importadas (-4,8%). As exportações voltaram a crescer (6,3%), mas não o suficiente para anular a queda no mercado doméstico, resultando em receita total de vendas 5,4% inferior à do mês de maio (com ajuste sazonal).

As exportações de máquinas e equipamentos somaram US$ 1,05 bilhão, com aumento de 6,3% sobre maio e 14,5% em relação a junho de 2024. No primeiro semestre, porém, as exportações acumulam queda de 4,3%, afetadas principalmente pela redução nos preços internacionais e pela menor demanda norte-americana. Os Estados Unidos, principal destino das exportações brasileiras do setor (26,6% do total), reduziram suas compras em 12,1% no semestre, puxadas pelo menor consumo de máquinas brasileiras para construção civil e agrícolas.

 Em contrapartida, países da América do Sul, como Argentina (+55,3%), Chile (+12,1%) e Peru (+18,5%), apresentaram forte crescimento nas compras. Já as importações atingiram US$ 2,6 bilhões em junho, crescimento de 13,1% frente a 2024. Apesar de recuo mensal de 2,5%. No primeiro semestre, as importações somam US$ 15,7 bilhões, o maior valor da história para o período, com destaque para o avanço da participação da China, que já responde por 32,1% das máquinas importadas pelo Brasil.

O nível de utilização da capacidade instalada caiu para 77,7% e a carteira de pedidos recuou pelo segundo mês consecutivo. Ainda assim, o emprego no setor cresceu 0,3% em junho, totalizando 420 mil postos de trabalho, influenciado, principalmente, pelo aumento da mão de obra nas indústrias fabricantes de máquinas e implementos agrícolas. O setor de máquinas e equipamentos encerrou o mês de junho com desempenho negativo em razão da fraqueza no mercado doméstico, mas o semestre com crescimento de 14,8% nas receitas líquidas de vendas.

O Estado de S. Paulo - SP   22/08/2025

Um dos setores mais atingidos pelo tarifaço dos EUA, a indústria de máquinas e equipamentos estima perder cerca de 16 mil postos de trabalho, caso a taxação de 50% sobre os produtos brasileiros seja mantida. Apenas em São Paulo, o Estado mais industrializado do País, podem ser cortadas 11 mil vagas, segundo levantamento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro vêm na sequência, com perdas menores, mas importantes para o setor localmente (veja tabela abaixo).

“A indústria de máquinas foi particularmente atingida porque a maior parte das exportações é feita entre companhias do mesmo grupo, que complementam sua produção em diferentes partes do mundo”, diz Maria Cristina Zanella, diretora executiva de competitividade, economia e estatística da Abimaq. Em áreas como máquinas e equipamentos para construção civil, por exemplo, as vendas chamadas intercompany chegam a 80%.

Além disso, diz ela, máquinas e equipamentos são feitos sob encomenda, com uma série de especificações técnicas e expertises que atendem a cada um dos mercados. Assim, é praticamente impossível substituir os compradores no exterior de maneira imediata.

Na ponta do lápis, com a exclusão da lista de produtos isentos, máquinas e equipamentos responderão por cerca de 20% de todos os itens que receberam a taxação extra dos EUA. Para Cristina, haverá um período de adaptação, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

O impacto em empregos, porém, deverá demorar a acontecer. De acordo com Cristina, historicamente, com crises que resultam em queda imediata em produção e vendas, as empresas buscam reter mão-de-obra, que é altamente qualificada e escassa no setor. “Demissões são a última alternativa, até que não tenham mais possibilidade de corte de gastos em outras frentes”, afirma.

IstoÉ Dinheiro - SP   28/08/2025

A receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 174,5 bilhões nos sete primeiros meses do ano, 13,9% acima do registrado no mesmo período de 2024. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (27), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“No ano (de janeiro a julho) o setor registrou expansão na receita, mas diminuiu a taxa de crescimento de 15,1% em junho de 2025 para 13,9% em julho de 2025. O desempenho de 2025 foi favorecido pela base de comparação fraca, mas também pela ampliação dos investimentos na agricultura e nas áreas da construção civil”, disse a entidade, em nota.

De janeiro a julho, a receita das vendas internas do setor somou R$ 133,8 bilhões, 18,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Já as exportações do setor totalizaram US$ 7,05 bilhões nos sete primeiros meses de 2025, uma queda de 4,4% na comparação com o mesmo período de 2024. No mês de julho, antes do início do tarifaço estadunidense contra o Brasil, o setor exportou US$ 1,2 bilhão, uma diminuição de 4,8% em relação ao resultado de julho de 2024.

“Apesar da queda, houve, entre os grupos de produtos exportados, incremento nas vendas de máquinas agrícolas e de máquinas para bens de consumo não duráveis. O maior crescimento ocorreu nas vendas para os países da América do Sul e em maior escala na Argentina, Chile e Peru”, destacou a Abimaq em nota.

Segundo a entidade, no acumulado de 2025, houve mudanças importantes nos principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. As vendas para a América do Norte caíram 11,6%, enquanto para a Europa e para a América do Sul as exportações cresceram 10,7% e 15,9%, respectivamente.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Infomoney - SP   06/08/2025

Os preços dos imóveis residenciais seguem em alta no Brasil, tanto para venda quanto para locação. Os valores médios de venda registraram aumento de 0,58% em julho de 2025, superando o desempenho de junho, de 0,45%. Com isso, a valorização acumulada no ano chegou a 3,93% e, nos últimos 12 meses, os preços subiram 7,31%, conforme dados do Índice FipeZAP.

 
O avanço superou a inflação oficial do período, estimada em 5,30% pelo IPCA do IBGE e ao IGP-M, o chamado índice do aluguel, que acumulou 2,96%.

A valorização média mais acentuada no mês foi observada em imóveis com três dormitórios, que subiu 0,69%, enquanto unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram a menor variação, de 0,36%. Entretanto, no recorte anual, os imóveis de um dormitório continuam liderando com alta de 8,54%, reforçando o apetite por unidades menores nas grandes cidades.

Valor - SP   13/08/2025

Foi o segundo menor resultado mensal do índice em 2025

A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) ficou em 0,31% em julho, após alta de 0,88% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o segundo menor resultado mensal do índice em 2025.

Com o resultado, o indicador alcançou 5,25% no resultado acumulado em 12 meses, ante 5,34% até julho. O índice de julho de 2024 foi de 0,40%.

O custo nacional da construção por metro quadrado em julho foi de R$ 1.848,39, sendo R$ 1.058,77 referentes aos materiais e R$ R$ 789,62 à mão de obra. Em junho, esse custo totalizava R$ 1.842,65, sendo R$ 1.056,33 relativos aos materiais e R$ 786,32 à mão de obra.

Valor - SP   21/08/2025

Empresas de baixa renda são destaque, enquanto o médio e alto padrão segue sob escrutínio.

A tônica das incorporadoras no segundo trimestre, de acordo com seus balanços, foi mais de buscar uma melhora nas margens do que de continuar ampliando seus volumes de produção - apesar de algumas terem conseguido fazer as duas coisas.

A avaliação é de Bruno Mendonça, analista do Bradesco BBI, corroborada por levantamento feito com 28 incorporadoras de capital aberto (listadas e não listadas), realizado pelo Valor Data. A margem bruta média das empresas subiu 3,2 pontos percentuais, na comparação com o segundo trimestre de 2024, para 31,7%. A margem líquida também cresceu, em 1,7 ponto percentual, para 11,9%.

O segmento de baixa renda, que abrange as companhias que operam no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), foi mais uma vez o destaque entre os resultados. A política habitacional tem conseguido atrair público e fomentar a produção imobiliária, aliada a programas regionais de “cheques”, subsídios que ajudam o beneficiário do MCMV a arcar com a entrada do imóvel.

Nesse setor, Cury e Direcional são as companhias mais elogiadas pelo desempenho. Com R$ 236,7 milhões de lucro líquido, a Cury superou a estimativa dos analistas da XP para o trimestre, “e nossa expectativa era uma das maiores [entre os bancos]”, afirma Ygor Altero, analista da instituição.

A Direcional também tem conseguido manter seu crescimento trimestre a trimestre, com ganho de margem. Sua margem bruta fechou junho em 38,9%, alta de 3 pontos percentuais em um ano. Na teleconferência de resultados com analistas, o CEO Ricardo Gontijo ressaltou que esse patamar não deve ser mantido no longo prazo, e que o indicador deve convergir para 35% a 36%. “Por mais que Cury e Direcional rodem acima da margem que consideram estável, ela tem durado”, afirma Mendonça.

IstoÉ Dinheiro - SP   22/08/2025

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) revisou para baixo a projeção de crescimento do setor da construção em 2025. Com isso, a estimativa da entidade passou de um crescimento de 3% para uma alta de 2,2%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (21), são baseados em levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).

A nova projeção é uma média das estimativas de crescimento do desempenho das construtoras (2,5%) e das atividades informais, como autoconstrução e pequenos empreiteiros (1,5%).

Segundo o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a conjuntura interna do Brasil tem mais peso na projeção do que o cenário externo.

O Estado de S. Paulo - SP   25/08/2025

O efeito do juro alto está começando a pesar no setor de construção civil, que deve crescer menos do que o previsto este ano. O Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) reduziram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção no ano de 3% para 2,2%.

Para 2025, já era esperado que o setor tivesse um crescimento menor do que em 2024, quando a expansão foi de 4,3%. Mas o juro alto por um período prolongado tem causado uma pressão mais forte que a prevista sobre o nível de atividade, apontou a coordenadora de estudos da construção da FGV, Ana Maria Castelo.

“Já esperávamos uma desaceleração, mas pode estar vindo algo maior que o previsto”, disse ela à Coluna. “Os indicadores ainda estão bons. O setor da construção vai crescer. Mas estamos vendo um processo de acomodação”, comentou.

Venda de material perde fôlego

Essa perda de fôlego foi percebida no consumo de materiais de construção. O faturamento da indústria de materiais caiu 2,7% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2025, o crescimento está em apenas 1,1%.

“O consumo de materiais para obras e reformas começou o ano forte, mas está passando por uma inflexão nos últimos meses”, disse Castelo, lembrando que a venda desses itens tem uma forte dependência de financiamentos ou cartão de crédito.

Outro indicativo apontado por Castelo é a redução no ritmo de contratação pelas construtoras, a despeito do volume elevado de novos projetos anunciados nos meses anteriores. “O mercado de trabalho está desacelerando. O que está por trás disso pode ser a decisão do empresário em adiar o início das obras”, observou. Um grande problema para o setor tem sido o juro alto para financiamento da produção.

Grandes Construções - SP   28/08/2025

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,70% em agosto, porém abaixo da taxa de 0,91% observada no mês anterior.

A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 7,49%. Esse resultado representa um avanço expressivo em comparação com agosto de 2024, quando o índice acumulava alta de 4,84% no mesmo período.

O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,59% em agosto, contra alta de 0,86% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,84% em julho para 0,56% em agosto, marcando uma desaceleração.

Esse movimento reflete uma tendência de alta menos intensa nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuos em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo "materiais para instalação", que viu sua taxa diminuir de 3,81% para 2,47%

FERROVIÁRIO

CNN Brasil - SP   15/08/2025

Após anos de negociações intrincadas, o Ministério dos Transportes e a VLI Logística finalmente alcançaram um acordo para renovar a concessão da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) até 2056. O contrato atual vence em agosto do ano que vem.

Segundo relatos feitos à CNN, o acordo prevê investimentos de aproximadamente R$ 20 bilhões na malha ferroviária, sem incluir a troca de material rodante (locomotivas e vagões).

Entre as obrigações do novo contrato estaria a revitalização completa do corredor Minas-Bahia, entre Corinto (MG) e Aratu (BA), uma das obras mais demandadas pelos governos dos dois estados.

Os termos da renovação já foram enviados pelo Ministério dos Transportes à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que ficará responsável por verificar se a modelagem econômico-financeira e o plano de exploração ferroviária do novo contrato estão devidamente alinhados.

Com isso, o governo e a agência teriam certeza de que os investimentos pactuados e a outorga devida se encaixam na taxa de retorno do projeto.

Diário do Comércio - MG   21/08/2025

Fontes confiáveis de Brasília dão como certo que a concessão da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que vence em agosto do próximo ano, será renovada por mais 30 anos. Os termos do novo acordo já estariam definidos e devidamente acertados entre as partes, estabelecendo entre outros pontos que da atual concessão de 7.220 quilômetros o novo contrato englobará 4.138 quilômetros, devendo ser devolvidos à União os restantes 3.082 quilômetros. Acertada a renovação, inclusive com antecipação de pagamentos, é importante que sejam também conhecidos – e bem discutidos – os termos negociados pela elementar razão de ser a FCA peça-chave na infraestrutura logística do País.

Estamos, sim, falando do presente, mas é preciso considerar, sobretudo, o futuro e a partir do reconhecimento de que o País cometeu um enorme erro ao priorizar o transporte rodoviário sobre rodas e ao mesmo tempo desmantelar quase que por completo a rede ferroviária. Fez o que nunca deveria ter sido feito, percorreu o caminho inverso ao seguido pelos países industrializados, mas não há por que persistir no erro.

 Correção que, entendido que o modelo de concessões é a resposta possível à falta de recursos públicos para investimentos diretos, demanda entendimento e visão mais abrangentes.

E tudo isso porque deveria estar suficientemente claro e assim entendido que não faz sentido investir na recuperação e/ou na ampliação da malha ferroviária simplesmente para garantir que o modal seja exclusivamente destinado à movimentação de grãos e de minérios. 

É o mesmo que não olhar para frente, não entender que seria mais interessante – e sob todos os aspectos – movimentar também cargas gerais, hoje predominantemente com a utilização de contêineres e, claro, claríssimo, também transportar passageiros. Não há mínima racionalidade no uso predominante, quase exclusivo na verdade, de ônibus rodoviários, detentores de um quase monopólio no País, com prejuízos econômicos, e segurança e conforto que são mais que evidentes.

NAVAL

IstoÉ Dinheiro - SP   13/08/2025

Uma fusão de US$ 16 bilhões entre duas construtoras navais estatais na China está prevista para ser concluída esta semana, criando a maior construtora naval do mundo, enquanto os EUA buscam um caminho de volta ao negócio.

As construtoras navais americanas estão tentando recuperar o atraso após décadas de declínio da indústria marítima, embora os planos ambiciosos do presidente Donald Trump para reavivar a construção naval americana tenham enfrentado dificuldades recentemente. No curto prazo, a ameaça de Trump de impor taxas mais altas a navios fabricados na China está dando às rivais sul-coreanas e japonesas uma oportunidade para reconquistar participação de mercado.

A campeã chinesa se chama China State Shipbuilding, ou CSSC. Esta semana, ela deve absorver sua parceira na fusão, a China Shipbuilding Industry, e assumir a listagem exclusiva na Bolsa de Valores de Xangai, após a recente aprovação do acordo pelos órgãos reguladores.

A empresa resultante da fusão espera usar seu volume para cortar custos e superar a turbulência do setor causada pelas medidas de Trump.

Monitor Digital - RJ   13/08/2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a destinação de R$ 239,3 milhões em dois novos financiamentos para o Grupo Edison Chouest Offshore, que opera estaleiros e terminais portuários, bem como oferece serviços de armação e afretamento de embarcações, de manutenção de infraestruturas submarinas, apoio logístico, entre outros. Os recursos são provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM), operado pelo banco de fomento.

Uma das operações, no valor de R$ 186,1 milhões, foi aprovada em favor da Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda, principal empresa do grupo no Brasil. O financiamento é voltado a reparos, modernizações e conversões em 15 embarcações com o custo de R$ 206,8 milhões, de forma que o BNDES apoia 90% do total.

O FMM é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por intermédio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM). O BNDES atua como agente financeiro.

Entre as intervenções, destaca-se a modernização de uma embarcação tipo ATHTS Mr Chafic empregada em um contrato de afretamento com a Petrobras.

A implementação de propulsão híbrida, com a instalação de baterias a bordo, permitirá a redução de consumo de combustível e de emissões de gases de efeito estufa na operação em contrato de afretamento com a Petrobras.

“O BNDES atende à determinação do governo do presidente Lula de retomar o apoio à indústria naval no Brasil, um país em que mais de 95% do comércio exterior se dá por via marítima”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Portos e Navios - SP   19/08/2025

As concessões no setor portuário chegarão ao fim de 2026 com investimentos de R$ 30 bilhões acumulados desde 2023, anunciou o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, em evento em São Paulo. Segundo ele, serão, no período, mais de 60 leilões, entre eles o do Túnel Santos-Guarujá, marcado para o dia 5 de setembro e que prevê aportes de R$ 6 bilhões, em obra com em parceria com o governo de São Paulo, e o do terminal de contêineres do Porto de Santos, o Tecon Santos 10, com previsão de R$ 5,6 bilhões e que ampliará em 50% a capacidade de operação do complexo portuário santista.

Além disso, informou Costa Filho, ainda este ano será feita a primeira concessão para dragagem de um canal de acesso, do Porto de Paranaguá (PR), na qual será investido R$ 1 bilhão, e para o canal de Santos. O ministro ressaltou ainda que o Ministério concederá também a hidrovia do Rio Paraguai, a primeira concessão de hidrovia no País, e que estão em estudo as do Madeira, Lagoa Mirim, Tocantins e Tapajós.

Segundo o ministro, em 2024, o Brasil registrou o maior volume de investimentos em concessões de sua história, com projetos para melhorar e ampliar a infraestrutura em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias, poligonais, incluindo as com participação de governos estaduais. O total em investimentos em concessões no ano passado superou R$ 200 bilhões.

Agência Brasil - DF   29/08/2025

Brasil e China terão, a partir deste sábado (28) uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagem dos produtos brasileiros até o país asiático.

“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong-Hong Kong-Macau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai – um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do comércio entre os dois países.

De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro Oeste brasileiro

PETROLÍFERO

Valor - SP   04/08/2025

Arábia Saudita e seus parceiros planejam ratificar a adição de 548 mil barris por dia no domingo

Membros da OPEP+ chegaram a um acordo em princípio para outro aumento substancial na produção de petróleo para setembro, segundo um representante, enquanto o grupo se movimenta para recuperar sua fatia nos mercados globais de petróleo.

A Arábia Saudita e seus parceiros planejam ratificar a adição de 548 mil barris por dia para o próximo mês quando realizarem uma videoconferência no domingo, disse o representante.

 O aumento completaria a reversão de um corte de 2,2 milhões de barris feito por oito membros do grupo em 2023, e considera uma cota extra que está sendo gradualmente implementada para os Emirados Árabes Unidos.

Os preços do petróleo recuperaram as perdas à medida que a demanda se fortaleceu durante o verão, com os futuros do Brent em Londres sendo negociados pouco abaixo de US$ 70 por barril na sexta-feira, uma queda de 6,7% este ano. No entanto, analistas alertaram que o mercado enfrenta um superávit crescente no final deste ano, à medida que a oferta aumenta e a desaceleração do crescimento global pesa sobre a demanda. Os preços de referência da gasolina no varejo nos EUA até chegaram a cair no mês passado.

A decisão ocorre em um cenário de ameaças de Trump de mirar as exportações de petróleo russo, impondo tarifas secundárias aos compradores de seus suprimentos, a menos que haja um cessar-fogo rápido na guerra na Ucrânia.

IstoÉ Dinheiro - SP   04/08/2025

A produção de petróleo e gás natural no Brasil bateu recorde em junho, segundo o Boletim Mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), antecipado pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

 A produção de petróleo atingiu 3,757 milhões de barris por dia (bpd), aumento de 2,1% na comparação com o mês anterior e de 10,1% em relação ao mesmo mês de 2024.

Já a produção de gás natural em junho foi de 181,636 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), crescimento de 5,4% frente a maio e de 20,9% na comparação com junho de 2024.

Com isso, a produção total chegou a 4,900 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), ou mais 2,8% do que no mês anterior.

Também houve novo recorde na produção de petróleo e gás natural na região do pré-sal, de 3,860 milhões de boed, um aumento de 1,5% em relação ao mês anterior e de 12,7% se comparado a junho de 2024.

A produção do pré-sal, que ocorreu por meio de 162 poços, correspondeu, no mês, a 78,8% do total nacional. Separadamente, a produção de petróleo foi de 2,981 milhões de bpd e a de gás natural, de 139,79 milhões de m3/d.

Petrobras reverte prejuízo e registra lucro de R$ 26,65 bilhões no 2º tri

CNN Brasil - SP   08/08/2025

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, informou a petroleira estatal na noite desta quinta-feira (7). O resultado marca reversão do prejuízo de R$ 2,6 bilhões anunciado no mesmo período de 2024.

Entre os destaques operacionais observados no período, a companhia destaca o aumento de 5% na produção total de óleo e gás natural ante o primeiro trimestre deste ano, atingindo 2,91 milhões boed (barris de óleo equivalentes por dia).

A petroleira avalia que a "expressiva” produção de óleo e gás contribuiu para compensar o cenário de queda do preço do petróleo no exterior, medido pelo valor do barril Brent, negociado na ICE (Intercontinental Exchange).

CNN Brasil - SP   08/08/2025

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, informou a petroleira estatal na noite desta quinta-feira (7). O resultado marca reversão do prejuízo de R$ 2,6 bilhões anunciado no mesmo período de 2024.

Entre os destaques operacionais observados no período, a companhia destaca o aumento de 5% na produção total de óleo e gás natural ante o primeiro trimestre deste ano, atingindo 2,91 milhões boed (barris de óleo equivalentes por dia).

A petroleira avalia que a "expressiva” produção de óleo e gás contribuiu para compensar o cenário de queda do preço do petróleo no exterior, medido pelo valor do barril Brent, negociado na ICE (Intercontinental Exchange).

Infomoney - SP   08/08/2025

Os contratos futuros de petróleo reverteram a alta de 1% de mais cedo e fecharam em baixa pela sexta sessão consecutiva nesta quinta-feira, 7, com investidores acompanhando os desdobramentos geopolíticos entre Rússia e EUA.

Por um lado, há expectativa de avanços em direção a um encontro entre os líderes, por outro, o presidente norte-americano, Donald Trump, pode adicionar mais sanções à Moscou até a sexta-feira, 8. A recuperação do dólar desta quinta também ficou em foco.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro recuou 0,73% (US$ 0,47), a US$ 63,88 o barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) teve queda de 0,68% (US$ 0,46), a US$ 66,43 o barril.

O estrategista Mohit Kumar, do Jefferies, vê o mercado muito atento aos desdobramentos geopolíticos. Para ele, avanços em direção a um cessar-fogo na Ucrânia seriam negativos para os preços da commodity.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/08/2025

A Petrobras pagou R$ 131,7 bilhões em tributos no primeiro semestre de 2025. O montante está no relatório fiscal da companhia, divulgado nesta quinta-feira (14), e representa recuo de 4,5% em relação aos R$ 137,9 bilhões do mesmo período do ano passado.

Os números não levam em conta a inflação do período. Considerada a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcou 5,35% no acumulado de 12 meses anteriores a junho de 2025.

O valor total inclui tributos (impostos e contribuições), que são destinados à União, estados e municípios, e as chamadas participações governamentais. Essas participações são basicamente royalties pela exploração de petróleo e participação especial (PE) – uma compensação financeira extraordinária cobrada de campos de petróleo com grande volume de produção.

A Petrobras detalha que a União recebeu diretamente R$ 77,1 bilhões, sendo R$ 45,3 bilhões em tributos federais e R$ 31,8 bilhões em participações governamentais. Parte do valor total é redistribuída pelo governo para estados e municípios.

De acordo com a estatal, o montante do primeiro semestre corresponde a 5,4% de toda arrecadação federal e representa redução de 11,9% em relação ao pago no mesmo período de 2024.

A companhia explica que a queda foi sentida no recolhimento de tributos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).

O total pago em participação governamental subiu 3% na comparação anual.

Infomoney - SP   20/08/2025

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, com os comerciantes apostando que as negociações sobre um possível acordo para legitimar ou acabar com a invasão da Rússia na Ucrânia poderiam aliviar as sanções sobre o petróleo russo, aumentando a oferta global.

Os futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 65,79 por barril, com queda de 1,22%. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos para entrega em setembro, com vencimento na quarta-feira, fecharam a US$ 62,35 por barril, com queda de 1,69%.

Trump disse que estavam sendo tomadas providências para uma reunião entre Putin e Zelenskiy, o que poderia levar a uma cúpula trilateral envolvendo os três líderes.

CNN Brasil - SP   25/08/2025

O mercado de gás natural brasileiro apresenta sinais de desconcentração de mercado, mostram dados da plataforma Observatório do Gás Natural.

Apesar do crescimento no número de agentes autorizados para operar no setor, os preços do gás continuam altos.

Até agosto, 226 companhias tinham autorização para operar no mercado de gás natural do Brasil. De 2021 a 2024, a participação da Petrobras nos contratos de longo prazo com distribuidoras caiu de 100% para 69%, sinalizando a abertura gradual do setor.

Os dados são do Observatório do Gás Natural, plataforma lançada pelo Movimento Brasil Competitivo e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com apoio do Ministério de Minas e Energia e execução técnica do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Segundo o Observatório do Gás Natural, o número de empresas autorizadas a

comercializar gás natural no Brasil cresceu, em média, 15% ao ano. Já os agentes autorizados ao carregamento na malha de transporte aumentaram 19% ao ano.

No mercado livre, o número de consumidores — grandes empresas que compram gás diretamente, sem intermediários — cresce em média 70% ao ano.

Na avaliação do Observatório do Gás Natural, embora a abertura do setor tenha registrado avanços, grande parte das empresas autorizadas ainda não atua efetivamente devido a limitações operacionais, falta de escala e entraves regulatórios, principalmente em nível estadual.

RODOVIÁRIO

IstoÉ Dinheiro - SP   15/08/2025

O Consórcio Rota Agro Brasil venceu nesta quinta-feira (14) o leilão de concessão das BRs 060 e 364 entre os estados de Goiás e Mato Grosso, mais conhecida como Rota Agro.

O vencedor do certame foi definido pelo maior desconto oferecido sobre a tarifa básica de pedágio no trecho concedido. Após disputa em viva-voz, o Consórcio Rota Agro Brasil ofereceu 19,70% como valor de desconto, vencendo o certame.

O investimento na concessão da rota é de R$ 7,26 bilhões em melhorias e na reestruturação desse corredor logístico.

Leilão

No leilão, o Consórcio Rota Agro Brasil concorreu com outras quatro empresas e consórcios. Por isso, foi necessária uma etapa de viva-voz após a apresentação das propostas iniciais, na qual concorreu com a Way Concessões. A concessão foi obtida após uma disputa de 22 lances de viva-voz.

Nessa etapa de viva-voz, não puderam participar o Consórcio Rota do Cerrado, que havia oferecido 10,55% de desconto no valor do pedágio na apresentação inicial das propostas; V.F. Gomes Participações, que ofertou 0%; e EPR Participações, que ofereceu 10,80% de oferta como desconto no valor do pedágio. Nos lances iniciais, a empresa vencedora havia oferecido 17,18% de desconto sobre a tarifa de pedágio, enquanto a Way havia oferecido 16,10%.

O leilão foi realizado na B3, a bolsa de valores de São Paulo, e contou com a presença dos ministros dos Transportes, Renan Filho, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

AGRÍCOLA

O Estado de S. Paulo - SP   01/08/2025

A lista de exceções do governo norte-americano ao tarifaço de 50% a ser imposto sobre produtos brasileiros deixou 82% de tudo que foi exportado pelo agronegócio brasileiro aos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano fora das isenções - um valor correspondente a US$ 5,412 bilhões.

Levantamento exclusivo feito pelo Estadão/Broadcast revela que apenas US$ 1,220 bilhão dos embarques do agronegócio foram contemplados com a retirada da tarifa adicional de 40% oficializada nesta quarta-feira, ficando sujeitos apenas à tarifa de 10%.

O montante equivale a 18% dos R$ 6,631 bilhões de produtos agropecuários exportados, segundo o Agrostat - sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro, gerido pelo governo federal.

Agrolink - RS   06/08/2025

O déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode comprometer seriamente a cadeia produtiva nos próximos dez anos, segundo afirma o professor Thiago Guilherme Péra. Ele é coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da ESALQ/USP e conselheiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

A produção nacional já ultrapassa 330 milhões de toneladas por ano, mas a capacidade de armazenamento está limitada a cerca de 60% desse volume, gerando um gargalo logístico preocupante. “Se a gente não fizer nada, daqui 10 anos o Brasil estará mais caótico do que é hoje. Vamos ter um déficit cada vez maior de infraestrutura, tanto de

armazenagem quanto de ferrovia. A principal chave é o investimento. Precisamos desenvolver mais infraestrutura de armazenagem”, afirma.

O Estado de S. Paulo - SP   06/08/2025

A agroindústria brasileira será o setor mais impactado pelo tarifaço de Donald Trump, que entra em vigor a partir desta quarta-feira, 6. Além do peso do agronegócio na economia nacional, essa perspectiva é puxada para baixo pela quantidade de áreas que não mereceram isenções na ordem executiva assinada por Trump, no dia 30 de julho. Outro segmento bastante afetado será o de máquinas e equipamentos, segundo especialistas.

No agro, os produtos sujeitos ao tarifaço por ordem de importância na pauta de exportações são café, carnes e sucos, segundo levantamento a BMJ Consultores Associados (veja tabela completa abaixo). Somados, esses dez produtos venderam US$ 5,4 bilhões aos EUA este ano. Segundo a BMJ, o tarifaço afetará quase 83% das exportações brasileiras de produtos agrícolas em 2025.

Agrolink - RS   08/08/2025

Apesar dos desafios do cenário externo e interno, o agro segue impulsionando o PIB brasileiro. O ano 2026 será tumultuado e com eleições, mas o setor está na fase ganhadora, crescendo 9% em 2025 e devendo manter esse índice em 2026, contribuindo positivamente. As previsões para este ano elevam o PIB em 2,2%.

 Essa é a avaliação de Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, que ministrou palestra no Congresso Andav 2025, nesta quarta-feira (6/8). O evento é uma realização da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), organizada pela Zest Eventos, e segue até amanhã, quinta-feira, 7 de agosto.

O ajuste fiscal é o ponto focal e deve acontecer em 2027, não porque o governo deseje, mas porque o cenário é complicado e, no entendimento do economista, isso é primordial para que o ciclo siga positivo.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/08/2025

A safra agrícola de 2025 deve totalizar recorde de 340,5 milhões de toneladas, 47,7 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 16,3%. Os dados são do

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, divulgado nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao levantamento de junho, houve um aumento de 2,1% na estimativa, o equivalente a 7,1 milhões de toneladas a mais.

A área a ser colhida na safra agrícola de 2025 deve totalizar 81,2 milhões de hectares, 2,2 milhões de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 2,7%, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, do IBGE.

Em relação ao levantamento de junho, houve uma alta de 49,0 mil hectares na estimativa da área colhida, elevação de 0,1%.

Recorde para soja, milho, algodão e sorgo.

O País deve colher neste ano um volume recorde de soja, milho, algodão e sorgo. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, do IBGE.

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