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06 de Agosto de 2025

SIDERURGIA

Valor - SP   06/08/2025

Agência de classificação acredita que a CSN equilibrará o crescimento e o retorno aos acionistas enquanto continua a lidar com um ambiente desafiador no mercado siderúrgico brasileiro.

A Fitch Ratings reduziu a perspectiva das notas de crédito em moedas estrangeira e local “BB” e nacional “AAA(bra)” da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de estável para negativa.

Os analistas liderados por Hector Collantes escrevem que a nova perspectiva reflete os desafios que a CSN enfrenta para reduzir efetivamente a dívida, visando abaixar a alavancagem para abaixo de 4,5 vezes, o que seria mais condizente com as notas.

“Os ratings da CSN refletem o diversificado e amplo portfólio de ativos, a sólida posição de mercado, as competitivas e verticalmente integradas operações de minério de ferro, a elevada alavancagem e a forte liquidez”, comentam.

A agência de classificação de riscos acredita que a CSN equilibrará o crescimento e o retorno aos acionistas enquanto continua a lidar com um ambiente desafiador no mercado siderúrgico brasileiro.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   06/08/2025

O Ministério da Fazenda tem pelo menos duas grandes preocupações com o tarifaço do governo americano. A primeira, proteger os setores atingidos. A segunda, fazer com que as medidas de socorro sejam bem calibradas, para não que elas não se transformem em despesas permanentes, a ponto de agravar o quadro fiscal.

Em conversa com o Estadão, um integrante da pasta foi alertado de que existe alta probabilidade de que os setores atingidos consigam redirecionar suas exportações para outros países. E, por isso, eles poderiam acabar ganhando duas vezes: não só com a exportação realizada, mas também com os benefícios do governo.

A resposta foi que a equipe econômica trabalhou arduamente para conseguir eliminar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia, no governo anterior, e que acabou se prolongando no atual governo. Por isso, este risco seria baixo, avalia a pasta, já que os técnicos estariam atentos ao problema.

Nesta segunda-feira, 4, um estudo divulgado pelo banco UBS BB apontou que 74% dos produtos exportados para os EUA poderiam ser facilmente redirecionados para outros mercados. Por isso, a aposta do banco era de que o tarifaço “não teria um impacto significante sobre o crescimento” da economia brasileira.

“Se a gente não fosse capaz de internalizar (vender no próprio Brasil) ou redirecionar as exportações remanescentes, de 26%, o que é pouco provável, estimamos um impacto no PIB de no máximo 0,6 ponto percentual”, afirmaram os economistas Alexandre de Azara, Rodrigo Martins e Fábio Ramos.

IstoÉ Dinheiro - SP   06/08/2025

Em novo estudo divulgado nesta terça-feira, 5, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estimou que, mesmo com as exceções, as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos afetam 55% das exportações do Brasil e podem comprometer mais de 147 mil empregos.

“Apesar da isenção concedida a 694 produtos – o que representa cerca de 45% do valor exportado pelo Brasil ao mercado norte-americano – os efeitos sobre a economia nacional ainda serão expressivos”, diz a Fiemg.

A simulação feita pela Fiemg chegou à conclusão de que a imposição da tarifa pode reduzir o PIB brasileiro em R$ 25,8 bilhões no curto prazo e até R$ 110 bilhões no longo prazo. A perda de renda das famílias poderá alcançar R$ 2,74 bilhões em até dois anos, além da redução de 146 mil postos de trabalho formais e informais.

Os setores industriais mais atingidos, segundo o estudo, serão a siderurgia, a fabricação de produtos de madeira, de calçados e de máquinas e equipamentos mecânicos.

Na agropecuária, destaca-se o impacto sobre a pecuária, especialmente a cadeia da carne bovina, que segue fora da lista de isenções tarifárias e representa parcela significativa da pauta exportadora nacional.

No caso específico de Minas Gerais, que é terceiro maior Estado exportador para os EUA, com US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, o Estado terá aproximadamente 37% de suas exportações isentas, com destaque para itens como ferro fundido, ferro-nióbio e aeronaves. Como 63% da pauta mineira permanece sujeita à tarifa, são atingidos produtos como café, carnes bovinas e tubos de aço.

No curto prazo, a economia mineira poderá ter uma perda de R$ 4,7 bilhões no PIB e redução de mais de 30 mil empregos em prazo de até dois anos. Em um horizonte de 5 a 10 anos, os impactos podem ultrapassar R$ 15,8 bilhões no PIB estadual e eliminar mais de 172 mil postos de trabalho. Os efeitos recaem principalmente sobre os setores de siderurgia, pecuária, fabricação de produtos da madeira e calçados.

Diplomacia como solução

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, defendeu a via diplomática como caminho mais eficaz para mitigar os impactos negativos da medida.

“A imposição dessas tarifas, ainda que parcialmente suavizada pelas isenções, foi unilateral e sem negociação com o governo brasileiro. É fundamental que o Brasil atue diplomaticamente para ampliar o número de produtos isentos, preservar sua competitividade no mercado internacional e proteger empregos e investimentos nacionais”, destacou Roscoe.

O Estado de S.Paulo - SP   06/08/2025

Ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto avalia que a quebra de sintonia entre a política fiscal e a monetária em diversos países dificulta o corte de juros. Se na entrada da pandemia a coordenação entre essas duas políticas foi fácil e rápida, desde a saída da emergência sanitária não está sendo nem um pouco, disse o economista em um debate ao responder a pergunta sobre a pressão de governos para os bancos centrais reduzirem juros.

“Os bancos centrais estão indo para um lado, e a política fiscal não está acompanhando”, disse Campos Neto. Para o ex-BC, isso é um desafio para o banqueiro central, porque o BC será culpado pelos governos, uma vez que sua missão é controlar preços, mas a inflação está alta. E para Campos Neto, a inflação não tende a baixar tão cedo na economia mundial.

A economia mundial está em um ambiente de dívida mais alta com inflação mais elevada, o que significa dívida maior com juro mais elevado, disse ele em um debate com o fundador do Nubank, David Vélez. E muitos governos querem resolver a questão fiscal com mais impostos. Ele citou que no pós-pandemia 92% das ações dos governos no mundo foi para aumentar impostos e só 8% foi reduzir gastos públicos.

Para resolver o ambiente com dívida alta, especialmente em emergentes e no Brasil, diz Campos Neto, não é preciso mais setor público, e mais gastos, e sim estimular o setor privado e os investimentos. Quanto mais cedo se resolver a dívida pública elevada, menor os custos para a sociedade.

O Estado de S.Paulo - SP   06/08/2025

A partir desta quarta-feira, 6, os produtos brasileiros embarcados para os Estados Unidos ficam mais caros. Entrou em vigor à 0h01, horário de Washington (ou 1h01, horário de Brasília), a tarifa de 50% sobre as exportações do Brasil. A exceção são os 694 itens que constam de uma lista publicada na semana passada pelo governo americano, que continuarão pagando uma taxa de 10% que já estava em vigor.

O Brasil não estará sozinho por muito tempo nessas tarifas elevadas. Na quinta-feira, 7, sobem as taxas dos produtos de mais algumas dezenas de países que exportam para os EUA, entre eles o Japão, Coreia do Sul e a União Europeia (veja tabela abaixo). A diferença é que em nenhuma dessas dezenas de nações a taxa é tão alta quanto no Brasil.

O presidente americano Donald Trump lançou mão desse tarifaço global com a justificativa de tentar reverter ou equilibrar uma balança comercial que ao longo de décadas tem sido extremamente deficitária para os Estados Unidos. Trump acusa esses países de estarem “se aproveitando” dos EUA, já que vendem muito para os EUA, mas compram pouco do que os americanos produzem.

No caso brasileiro, porém, essa lógica não se aplica. O comércio entre o Brasil e os EUA tem sido há bastante tempo favorável aos americanos - desde 2009, para ser mais exato. E, no primeiro semestre deste ano, a balança apontou um novo superávit para os americanos, de US$ 1,674 bilhão.

Segundo o próprio Trump, a motivação para a taxação tão alta para o Brasil é política. O presidente americano diz haver uma “caça às bruxas” no País contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) pela acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado após ser derrotado na eleição presidencial de 2022. Seria, dessa forma, uma espécie de “punição” ao Brasil, já que não há justificativa técnica.

E esse quadro político mudou bastante desde que Trump anunciou as tarifas de 50%, em 9 de julho. Nesta segunda-feira, 4, o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro. Para muitos analistas, esse movimento complicou ainda mais as tentativas já infrutíferas do governo brasileiro de tentar reverter as taxas do presidente americano - ou pelo menos de incluir mais setores e produtos na lista de exceções.
Impacto na economia

Para a economia brasileira como um todo, a avaliação é de que o impacto será grande, mas não exatamente um desastre. Isso porque o Brasil é um país muito fechado, e depende pouco, no fim das contas, do comércio externo para sobreviver. Um relatório divulgado na segunda-feira pelo UBS BB aponta que o efeito do tarifaço no PIB nacional será de no máximo 0,6 ponto porcentual - levando-se em conta que 74% das exportações brasileiras para os Estados Unidos poderiam ser redirecionadas com uma certa facilidade a outros países, especialmente as commodities agrícolas.

O banco americano Goldman Sachs projeta um efeito ainda menor, de 0,25 ponto porcentual no PIB, em um cenário que não considera uma retaliação significativa por parte do governo brasileiro.

“Medidas de apoio fiscal e de crédito aos setores mais afetados e alguma diversificação de comércio para mercados alternativos poderiam reduzir o impacto na atividade real devido às tarifas de importação mais altas dos EUA”, disse o diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, em relatório a clientes.

Mas, para as empresas diretamente afetadas, pode ser um desastre. Muitas fabricam produtos específicos para o mercado americano, sob demanda, e teriam muita dificuldade em direcionar sua produção rapidamente para outros mercados. É o caso de muitas fabricantes de máquinas e equipamentos, por exemplo.

Alguns setores já vinham sofrendo os efeitos do tarifaço antes mesmo de ele entrar efetivamente em vigor. Nesta segunda-feira, em Curiúva, no interior do Paraná, a Depinus, que exporta painéis e molduras feitos a partir de madeira reflorestada (plantada) de pinus e eucalipto, anunciou a demissão de 23 dos seus 50 empregados. A empresa exporta 90% do que fabrica para os EUA.

“O motivo é a paralisação de toda nossa venda para o mercado dos EUA”, disse o proprietário da empresa, Paulo Bot. “Iremos manter ainda mais de 20 funcionários para tentar buscar novos mercados e atender os 10% que nos restaram - França, Caribe e um pouco de mercado interno. Caso as tarifas sejam revertidas nos próximos 20 dias, faremos a reintegração destes colaboradores.”

A tendência é que esses se multipliquem pelo Brasil nos próximos dias, principalmente relacionados a pequenas e médias empresas, que têm menos fôlego financeiro para suportar uma quebra na demanda e também menos flexibilidade para buscar novos mercados rapidamente.
Ajuda do governo

Essas empresas vão depender muito, em um primeiro momento, de um plano de contingência que vem sendo preparado pelo governo para dar um suporte aos setores afetados. Mas ainda não está claro o que estará incluído nesse plano.

Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que esse plano pode prever, no curto prazo, compras governamentais e linha de crédito subsidiado para setores prejudicados. “As medidas já estão desenhadas e orçadas, têm impacto primário, que é uma coisa pequena, que pode acontecer, dentro das regras fiscais”, disse, em entrevista à BandNews.

Membros da equipe econômica têm demonstrado uma preocupação de que essas medidas de socorro sejam bem calibradas, para que não se transformem em despesas permanentes, a ponto de agravar o quadro fiscal. Isso foi visto durante a pandemia da covid-19: alguns programas, como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), acabaram durando muito mais do que se previa.

As empresas, por sua vez, já levaram ao governo seus pedidos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, elaborou um documento com oito pleitos do setor industrial, que foram entregues ao vice-presidente Geraldo Alckmin na semana passada. Na lista figuram, entre outras coisas, a criação de uma linha de crédito do BNDES, com taxas entre 1% a 4% para capital de giro, ampliação do prazo de 750 para 1.500 dias para liquidação dos Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACC), a reativação do Programa Seguro Emprego (PSE) criado na pandemia e o adiamento por 120 dias do pagamento de impostos federais.

Nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também falou dessa ajuda, sem dar detalhes. Segundo ele, diante do “tarifaço” anunciado pelos Estados Unidos, o governo colocará em execução um plano de contingência para mitigar o que chamou de “ataque injusto” e aliviar seus prejuízos econômicos sociais. Ele disse também que todas as medidas cabíveis serão tomadas, até mesmo um recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC) - um gesto, na verdade, talvez mais político do que prático, já que Trump nem reconhece a OMC.

No final da semana passada, o presidente Trump parecia ter aberto alguma porta às conversas com o presidente brasileiro, ao dizer que “Lula pode falar comigo quando quiser”, em resposta a um questionamento de uma repórter da GloboNews em Washington. Na sequência, ao ser perguntado sobre o que estaria em pauta para o Brasil, completou: “Vamos ver o que acontece. Eu amo o povo brasileiro”.

Essa ligação, porém, não ocorreu. “Não vou ligar para o Trump para conversar, não, porque ele não quer falar”, disse Lula nesta terça-feira. “Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para a COP. Porque quero saber o que ele pensa da questão climática.” Mas essa, definitivamente, não é uma preocupação do presidente americano.

Agência Brasil - DF   06/08/2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o tarifaço norte-americano afetará 4% das exportações brasileiras, mas que, desse total, 2% já terão um destino alternativo. A declaração foi dada nesta terça-feira (5) durante a 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.

Haddad iniciou sua participação no evento destacando uma série de “notícias boas” que acabaram perdendo espaço na mídia por conta da preocupação com os efeitos do tarifaço no Brasil.

“Foi uma semana apreensiva, mas com muita notícia boa. Conquistas que levam bem estar à população”, disse o ministro, ao citar a saída do Brasil do Mapa da Fome; ao menor índice de desemprego da história (5,8%); e à renda dos brasileiros que, segundo ele, “aumentou como não ocorre desde o Plano Real”.

O ministro citou também a queda da inflação e da desigualdade, “para a mínima da história”, bem como os resultados primários das contas públicas; a qualidade do ajuste fiscal e a preservação dos investimentos em áreas como infraestrutura e educação.

Mercados

O ministro lembrou que as exportações para os Estados Unidos já representaram 25% do que o país envia ao exterior, ressaltando, no entanto, que “graças a política do governo Lula, ainda em 2003, de abrir os mercados para os produtos brasileiros, elas [exportações para os EUA] representam agora 12%. Desses 12%, 4% são afetados pelo tarifaço”.

“E dos 4%, mais de 2% terão, naturalmente, outra destinação porque são commodities com preço internacional que vão encontrar o seu destino no curto ou no médio prazo”, acrescentou.

Haddad, no entanto, ponderou que a situação requer cuidados e muita atenção.

“Mas estamos atentos. Não é porque 2% ou 1,5% das exportações serão afetadas que nós vamos baixar a guarda. Nós sabemos que há, nesse 1,5%, setores muito vulneráveis. Setores que geram muito emprego, como é o caso da fruticultura. Setores que exigem da nossa parte uma atenção especial, que vai ser dada”, complementou.

Ele explicou que a preocupação do governo federal é a de garantir que as pessoas “comam, trabalhem, invistam”.

“Vamos socorrer essas famílias prejudicadas com uma agressão que já foi chamada de injusta, de indevida, e de não condizente com os 200 anos de relação fraterna que nos ligam ao povo dos Estados Unidos”, afirmou o ministro.
Boas notícias

Ainda na sua fala, Haddad retomou as “boas notícias” que deram o tom da parte inicial de seu discurso.

“Podia falar também dos recordes em investimento, tanto na indústria quanto em infraestrutura, que está vivendo o seu melhor momento em 15 anos. Temos que olhar para tudo isso em meio a essa situação geopolítica que nós estamos vivendo. Temos que olhar para tudo isso com otimismo, até porque sem otimismo eu não aconselho alguém a assumir o Ministério da Fazenda do Brasil”, afirmou.

* Título e matéria alterados para correção de informação sobre a porcentagem de exportações brasileiras afetadas pelo tarifaço.

Infomoney - SP   06/08/2025

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve fazer três cortes consecutivos de 25 pontos-base na taxa de juros a partir de setembro, projeta Jan Hatzius, economista do Goldman Sachs em relatório enviado ao mercado.

A expectativa é de reduções também em outubro e dezembro, totalizando 75 pontos-base até o fim deste ano. O relatório do banco aponta que os riscos no mercado de trabalho estão se materializando e abrindo espaço para um início de ciclo de afrouxamento monetário.

Segundo os analistas, os números de emprego (payroll) divulgados na sexta-feira (1º) reforçam a leitura de que o crescimento econômico nos Estados Unidos está próximo da estagnação. Embora a taxa de desemprego tenha subido de forma modesta, de 4,1% no primeiro trimestre para 4,248% em julho, o crescimento mensal subjacente do emprego, estimado a partir das pesquisas de estabelecimentos e domiciliar, caiu de 206 mil para apenas 28 mil no mesmo período.

A estimativa do Goldman Sachs para o ponto de equilíbrio do mercado de trabalho gira em torno de 90 mil novas vagas por mês. Parte da revisão nas projeções decorre de dados mais fracos em julho e da reclassificação dos números de maio e junho pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), o órgão responsável pelas estatísticas de emprego.

O relatório observa que as revisões negativas nas séries de emprego tendem a ocorrer em momentos de enfraquecimento econômico, quando empresas que respondem mais tarde à pesquisa são justamente as que enfrentam cortes. Além disso, modelos estatísticos como o de nascimento-morte de empresas demoram até um ano para capturar adequadamente o fechamento de negócios.

A leitura também incorporou uma desaceleração na atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA cresceu apenas 1,2% anualizado no primeiro semestre deste ano, abaixo do potencial estimado pelo banco.

A combinação de consumo lento, menor renda disponível e repasse gradual de tarifas sobre os preços finais tem freado o avanço da economia, conforme Hatzius. O setor de construção, por exemplo, deve continuar em ritmo mais fraco diante de uma redução na formação de domicílios, provocada por menor imigração e crescimento populacional mais contido.

Em coletiva após a última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o presidente do Fed, Jerome Powell, adotou um tom cauteloso, sem sinalizar claramente a decisão de setembro. Ainda assim, mencionou riscos relacionados ao emprego seis vezes, o que reforça a visão do Goldman Sachs de que cortes estão no radar do banco central.

A previsão da casa também inclui outros dois cortes de 25 pontos-base no primeiro semestre de 2026. Um corte maior, de 50 pontos-base, em setembro não está descartado, caso o relatório de emprego de agosto mostre nova alta na taxa de desemprego ou avanço nos pedidos de seguro-desemprego.

A sucessão no Fed entrou no radar do mercado. Com o fim do mandato de uma das governadoras, Trump poderá nomear um novo membro ainda nesta semana. Se a confirmação for rápida, o novo nome poderá participar da reunião de setembro do Fomc.

A escolha tem peso adicional porque o novo integrante pode substituir Jerome Powell na presidência da autoridade monetária, já que seu mandato se encerra em maio de 2026.

O Estado de S.Paulo - SP   06/08/2025

Ao assinar a medida estabelecendo a tarifa de 50% para produtos exportados pelo Brasil, o presidente americano, Donald Trump, previu dois prazos para a entrada de mercadorias no país antes que as taxas sejam cobradas.

Produtos já desembarcados nos Estados Unidos podem ser dispensados de tarifas, processo completado com o preenchimento do formulário de importação até a data de início da nova tarifa, nesta quarta-feira, 6. Já produtos enviados antes da entrada em vigor da tarifa e que chegarem aos EUA até 5 de outubro também estarão fora da tarifa extra de 40%, sendo cobrados apenas os 10% definidos anteriormente, as chamadas tarifas recíprocas.

Com essa segunda possibilidade disponível, alguns exportadores correram para embarcar os produtos antes de 6 de agosto e para que cheguem antes da data limite do dia 5 de outubro. Como a medida de Trump foi assinada no dia 30 de julho, eles tiveram uma janela de seis dias de envio até o início da taxa e terão cerca de dois meses para que cheguem aos EUA, considerando a data do começo de outubro.

A parte mais complexa dessa operação era embarcar a tempo, já que o período de transporte traz mais folga, por levar, em média, pouco mais de 20 dias, desde a saída de um porto no Brasil e a chegada aos EUA. Isso se a mercadoria não for enviada por avião.

Alguns exportadores estão conseguindo cumprir essa janela mais apertada. Segundo o cofundador e CEO da empresa de comércio exterior Target Trading, Carlos Campos Jr., ocorre um movimento de aceleração de embarques por parte de algumas empresas, especialmente aquelas que já tinham mercadorias prontas ou em fase final de produção.

“Isso aconteceu principalmente nas operações que envolvem produtos sujeitos à nova tarifa de 40%, como itens dos setores de autopeças, componentes eletrônicos e equipamentos industriais”, afirma.

A própria Target não tem clientes fazendo esse esforço, mas o movimento foi percebido em associações de classe, sindicatos e freight forwarders, que são os agentes de cargas. “Nem todas as empresas têm estrutura ou flexibilidade para reagir com essa rapidez”, diz Campos. “Remessas que dependem de produção sob demanda, liberação prévia ou espaço em navios enfrentam mais dificuldade. Por isso, o impacto dessa corrida varia conforme o perfil de cada operação.”

Por sua vez, a empresa de trading fez a antecipação de agendamentos para alguns clientes, que também solicitaram prioridade no desembaraço, para garantir embarques ainda dentro da janela prevista e com chegada aos EUA até 5 de outubro, conforme estabelece o decreto.

Também houve um aumento nas consultas logísticas sobre voos e fretes expressos, para atender ao prazo apertado. No entanto, poucos produtos da pauta exportadora brasileira podem ser enviados por avião. Como esse meio de transporte é de mais alto custo e de mais baixo volume, serve mais para itens que operam com margens de lucro maiores, como de tecnologia, artigos de luxo ou metais preciosos.

Já para produtos de commodity (matéria-prima cotada em dólar), que trabalham com altos volumes e baixa margem de lucro por tonelada, a operação de adiantamento era mais complicada.

Sócio e diretor comercial de açúcar e etanol da trading Timbro, uma das maiores empresas de trading do País, Pietro Constantino comenta: “Fazemos muitos envios de açúcar para os EUA, mas não estamos antecipando embarques para lá. Os importadores até preferiram postergar um pouco o transporte com origem do Brasil, por conta de uma cautela do tarifaço”.
Setor da carne não conseguiu antecipar embarques

Outro setor que não conseguiu antecipar embarques foi o de carnes, que tem os EUA como o seu segundo maior mercado e que esperava exportar 400 mil de toneladas para o país este ano. Tudo o que tinha para ser enviado foi logo após a data de 9 de julho, quando Trump anunciou a tarifa de 50% para o Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Na sequência, a indústria optou por realocar para outros países ou para o mercado interno a produção que seria enviada para os EUA, e os envios para o país de Trump foram interrompidos.

Os dias a mais, dados por Trump, serviram apenas para a chegada de produtos que já estavam sendo transportados. “Isso faz com que as carnes que estavam no mar ou desembaraçadas nas aduaneiras brasileiras possam chegar aos EUA em tempo hábil”, afirmou o presidente da Abiec, Roberto Perosa.

Estimava-se que cerca de 30 mil toneladas da proteína brasileira estavam em alto-mar ou embarcadas nos portos nacionais prontas para serem encaminhadas aos Estados Unidos após o anúncio da imposição da tarifa em 9 de julho.

CNN Brasil - SP   06/08/2025

Com a tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrando em vigor, o discurso sobre a necessidade de diversificar os destinos das exportações ganha força tanto no setor privado quanto dentro do governo federal.

Empresários e autoridades argumentam que a diversificação já era um movimento necessário e planejado para todos os setores, mas que as tarifas anteciparam esse processo.

A intenção do Brasil não é substituir integralmente o mercado americano, algo considerado impossível devido à complexidade das cadeias produtivas e ao tamanho do mercado consumidor dos EUA, mas diversificar destinos para minimizar os impactos.

Esses mercados alternativos já vinham sendo mapeados antes mesmo do tarifaço de Donald Trump, o que facilitou o trabalho do governo, que já contava com um cardápio de opções quando a tarifa foi anunciada.

Esse discurso ganha ainda mais relevância para produtos e commodities agrícolas. A diversificação é uma das prioridades do Ministério da Agricultura e Pecuária desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desde 2023, foram abertos quase 400 novos mercados.

Alguns setores — especialmente os mais dependentes do mercado americano — veem essa diversificação com uma urgência maior.

A Abipesca (Associação Brasileira da Indústria de Pescados), por exemplo, pede que o governo federal priorize a reabertura do mercado europeu como alternativa às exportações aos EUA.

Atualmente, o mercado americano representa 70% das exportações brasileiras desse setor.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, respondeu ao pleito do setor e afirmou que os mercados do Reino Unido e União Europeia para pescados brasileiros estão próximos de serem reabertos.

O Brasil não fornece pescado para esses dois mercados desde 2018.

No caso do café, as autoridades apontam China e Índia como destinos estratégicos. Embora o consumo de café ainda não seja tradicional nesses países, ambos apresentam forte crescimento da demanda e são grandes mercados consumidores em potencial.

No último sábado (2), a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café para o país.

Para a carne bovina, o governo vê a Arábia Saudita como um destino possível.

Em 2024, o país importou cerca de US$ 487 milhões em carne bovina desossada congelada, um mercado em crescimento desde 2020. Os maiores fornecedores são Índia (US$ 197 milhões), Brasil (US$ 149 milhões) e Austrália (US$ 73 milhões).

O Brasil se destaca na Arábia Saudita por ter 140 estabelecimentos habilitados pela autoridade sanitária local, o maior número entre os exportadores. O governo brasileiro estima um potencial adicional de exportação para a Arábia Saudita de cerca de US$ 54 milhões por ano.

Vietnã e Singapura também são vistos como mercados promissores para a carne bovina brasileira. O mercado vietnamita, por exemplo, foi aberto em março para a carne do Brasil e já habilitou dois frigoríficos brasileiros.

Esses mercados já eram mapeados antes mesmo do anúncio da tarifa.

MINERAÇÃO

Valor - SP   06/08/2025

Goldman Sachs espera que os preços do aço na China sigam uma tendência de queda

Os futuros do minério de ferro subiram em reflexo dos esforços do governo chinês para lidar com a capacidade excedente do setor de aço. Os analistas da ANZ Research, citados pelo Dow Jones Newswires, ressaltam que a Vale acredita que medidas para racionalizar a indústria siderúrgica provavelmente levarão ao aumento de produtividade e demanda pelo minério.

No entanto, o Goldman Sachs espera que os preços do aço na China sigam uma tendência de queda e pressionem os preços do minério após o avanço de mais de 10% no último mês.

Os contratos do minério de ferro mais negociados, para setembro, fecharam em alta de 1,2% na Bolsa de Dalian, cotados a 798,50 yuan (US$ 111,21) a tonelada.

Infomoney - SP   06/08/2025

O setor mineral brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2025 com crescimento sólido em produção, faturamento e geração de empregos. No entanto, essa consistência acabou tornando chamando atenção e colocou o segmento no foco das medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos, que atingem mais de 24% das exportações do segmento.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as maiores mineradoras que atuam no país, o setor mineral faturou R$ 139,2 bilhões nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 7,5% em relação ao primeiro semestre de 2024. A receita com minerais críticos foi de R$ 21,6 bilhões, 41,6% de aumento em relação ao  primeiro semestre de 2024, quando chegou a R$ 15,2 bilhões.

Somente as exportações do setor no período chegaram a 192,5 milhões de toneladas de produtos, o que representou um aumento de 3,7% em relação ao primeiro semestre de 2024, movimentando cerca de US$ 20,1 bilhões. Apenas o minério de ferro foi responsável por 63% das exportações. Já as exportações de minerais críticos cresceram 5,2%, totalizando US$ 3,64 bilhões, correspondente a 3,58 milhões de toneladas.
Por isso, já vem chamando atenção externa. O tema dos minerais críticos ganhou destaque após reunião entre o Ibram e o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, em Brasília. Segundo o Ibram, Escobar demonstrou interesse na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em preparação pelo governo brasileiro.

Por outro lado, as importações minerais caíram 5,3% em dólar, totalizando US$ 4,1 bilhões, e caiu 2,2% em toneladas, somando 19,9 milhões de toneladas. No final, o saldo da balança comercial mineral (de US$ 16,01 bilhões) foi equivalente a 53% do saldo da balança comercial brasileira (US$ 30,09 bilhões).
Tarifaço

A partir de 6 de agosto, os Estados Unidos aplicarão tarifa adicional de 40% a alguns produtos minerais brasileiros. Essa medida atinge principalmente pedras/rochas ornamentais (19,4% das exportações minerais), caulim (1,2%), pentóxido de vanádio (1%) e outros minérios. Cerca de 24,4% das exportações minerais brasileiras poderão ser afetadas.

“A hora é de revisar nossa estratégia. Precisamos negociar com foco em transferência de tecnologia, atração de investimentos e diversificação da pauta”, afirma o diretor-presidente do Ibram, Raul Jungmann. Ele ressalta que os Estados Unidos são importantes mercado de vanádio e pedras decorativas, setores nos quais Brasil detém vantagens competitivas, mas reforçou que a negociação deve ser feita pelo governo, uma vez que os recursos minerais pertencem à União.

Porém, o setor teme retaliações tarifárias sobre importações estratégicas de máquinas e equipamentos, como escavadeiras ou caminhões, majoritariamente oriundos dos Estados Unidos, o que pode elevar os custos em US$ 1 bilhão ao ano para as mineradoras brasileiras.

Resultados gerais do setor no primeiro semestre

Exportações: 192,5 milhões de toneladas, alta de 3,7% ante igual período de 2024, mas queda de 6,5% em receita, com o valor chegando a US$ 20,1 bilhões.
Minério de ferro responde por 63% das exportações e totaliza US$ 12,7 bilhões (–17,4% em dólar, apesar de maior volume).
Minerais críticos (nióbio, vanádio, cobre, ouro e outros) somam US$ 3,64 bilhões (alta de 5,2% em valor) e 3,58 milhões de toneladas.
Importações: US$ 4,06 bilhões (queda de 5,3%) e 19,9 milhões de toneladas (redução de 2,2%).
O saldo da balança comercial mineral chegou a US$ 16 bilhões, equivalente a 53% da balança comercial total brasileira (US$ 30,09 bi), ante 41% nos primeiros seis meses de 2024.
Faturamento do setor: R$ 139,2 bilhões, avanço de 7,5%. Minas Gerais lidera com 39,7% da participação, seguido por Pará (34,6%) e Bahia (4,8%).
Tributos e CFEM: arrecadação total aumentou 7,5%, chegando a R$ 48 bilhões; a CFEM somou R$ 3,7 bilhões, com Minas e Pará respondendo por 84,5% desse total.
Empregos diretos: 226 mil vagas, com geração de 5.085 novos postos no período.
Investimentos previstos (2025-2029): US$ 68,4 bilhões, dos quais US$ 18,45 bi destinados a minerais críticos.Minerais críticos

Jungmann destaca que o Brasil ocupa posição de liderança mundial em reservas e produção de diversos minerais essenciais à transição energética, como nióbio, lítio, terras raras e vanádio. O faturamento com esses produtos aumentou 41,6% no primeiro semestre, somando R$ 21,6 bilhões.

Para Jungmann, esses minerais oferecem uma janela estratégica para agregar valor, atrair investimentos estrangeiros e construir cadeias produtivas locais, desde mineração até processamento industrial.
Conjuntura

O superávit mineral ajuda a estabilizar a balança comercial e sustenta reservas cambiais num momento de maior tensão externa. A queda de receita por conta da menor cotação do minério de ferro foi em parte compensada pelo aumento do valor de outros minerais, como o ouro (+80% no faturamento, provocada por alta de 60% no preço) e o cobre (+63%).

Ainda assim, os Estados Unidos figuram como exportador e importador relevante para o setor mineral do Brasil: exportamos cerca de 4% do total mineral para o país, com destaque para vanádio (34%) e rochas ornamentais (57,6%). Em contrapartida, importamos cerca de 20% dos minérios destinados ao uso industrial e energético.
Diante desse contexto, o setor minerário espera que as negociações do governo com os norte-americano contemplem três frentes prioritárias:

– Transferência de tecnologia e capacitação industrial
– Atração de investimentos estrangeiros em logística e processamento
– Diversificação da pauta mineral exportadora, ampliando produção de minerais críticos e estratégicos.

Máquinas e Equipamentos

Valor - SP   06/08/2025

As principais operações comerciais da Hitachi estão em sistemas ferroviários, redes elétricas, soluções de tecnologia da informação e equipamentos industriais

A Hitachi está considerando vender seu negócio de eletrodomésticos no Japão, apurou o “Nikkei Asia”, como parte de um esforço contínuo para se concentrar nos segmentos de infraestrutura social e digital do grupo.

A Hitachi aparentemente abordou diversas empresas para verificar se elas comprariam o negócio de eletrodomésticos, com a sul-coreana Samsung Electronics sendo considerada uma das potenciais interessadas.

Se o acordo se concretizar, a transação poderá valer entre cerca de 100 bilhões de ienes (US$ 680 milhões) e várias vezes esse valor.

As principais operações comerciais da Hitachi estão em sistemas ferroviários, redes elétricas, soluções de tecnologia da informação (TI) e equipamentos industriais. O grupo também está migrando para um modelo de negócios centrado em sua plataforma de internet das coisas Lumada.

A Lumada gera receita contínua e de longo prazo a partir de fluxos que vão do desenvolvimento de soluções à manutenção. O negócio de eletrodomésticos, por outro lado, é centrado em vendas pontuais e apresenta um desafio para gerar receita digital dos usuários após as vendas.

Ao mesmo tempo, a Hitachi mantém em aberto a opção de continuar no negócio de eletrodomésticos, visto que itens como geladeiras e máquinas de lavar têm o potencial de contribuir para o reconhecimento da marca entre os consumidores.

A Hitachi Global Life Solutions, empresa do grupo que comercializa eletrodomésticos para o mercado japonês, gerou vendas de 367,6 bilhões de ienes no ano fiscal anterior, encerrado em março, uma queda de 2% em relação ao ano fiscal de 2023. O lucro antes de juros, impostos e amortização subiu 13%, para 39,2 bilhões de ienes.

No Japão, as entregas totais de eletrodomésticos aumentaram 2,4% no ano fiscal de 2024, para 2,58 trilhões de ienes, de acordo com a Associação Japonesa de Fabricantes de Eletrodomésticos. As vendas aumentaram nos últimos anos devido à demanda por isolamento social devido à pandemia e aos fabricantes que oferecem alto valor agregado. Mas uma estagnação é considerada inevitável devido ao envelhecimento da população do país.

O setor de eletrodomésticos já foi uma área de destaque para os fabricantes japoneses de eletrônicos. Mas, desde a década de 2010, empresas de outras partes da Ásia assumiram o papel de players dominantes.

Em 2012, o Grupo Haier, da China, adquiriu o negócio de eletrodomésticos da extinta Sanyo Electric, do Japão. Em 2016, o Grupo Midea, da China, comprou o negócio de eletrodomésticos da Toshiba, que enfrentava dificuldades, e a Foxconn, de Taiwan, levou a Sharp no mesmo ano.

A Panasonic Holdings e a Mitsubishi Electric estão entre as poucas empresas japonesas que ainda atuam no setor de eletrodomésticos e enfrentam uma competição acirrada com rivais asiáticas.

Eletrodomésticos já foram o principal ponto forte da Hitachi, mas a empresa reduziu o segmento após enfrentar dificuldades com televisores de tela plana e outros produtos.

Internacionalmente, as marcas asiáticas têm alta classificação. A Haier é líder mundial em refrigeradores, com uma participação de 22,8% no mercado global em 2024, de acordo com o rastreador Euromonitor International do Reino Unido. No segmento de máquinas de lavar, a Haier detinha a maior participação global, com 27,5%, enquanto a Midea ficou em segundo lugar, com 13,1%.

A Hitachi adquiriu empresas com forte atuação em infraestrutura social e soluções digitais. Em 2020, o grupo comprou o negócio de rede elétrica da suíça ABB. No ano seguinte, adquiriu a empresa americana de soluções digitais GlobalLogic.

Essa iniciativa foi acompanhada por inúmeros desinvestimentos de unidades de negócios que compartilhavam pouca sinergia com a Lumada. Isso incluía a Hitachi Metals e outras empresas que antes eram o núcleo do grupo.

Em 2021, a Hitachi vendeu a participação majoritária de seus negócios internacionais de eletrodomésticos, excluindo o Japão, para a turca Arcelik, com a operação sendo administrada como uma joint venture.

O recém-empossado executivo-chefe (CEO), Toshiaki Tokunaga, disse ao “Nikkei Asia” em uma entrevista em junho que "a reestruturação dos negócios não tem fim".

"Continuaremos a reformar para crescer", disse Tokunaga.

Valor - SP   06/08/2025

A ação de marketing oferece cashback de até R$ 2 mil por Pix e sorteios diários de prêmios, incluindo eletrodomésticos e vales-compras de até R$ 700, até 20 de agosto

Em celebração aos seus 99 anos no Brasil, a Electrolux está lançando a campanha “Aniversário Electrolux de Casa Bem Vivida". A ação oferece cashback de até R$ 2 mil por Pix e sorteios diários de prêmios, incluindo eletrodomésticos e vales-compras de até R$ 700. A promoção é válida para compras feitas até 20 de agosto, em lojas físicas ou sites parceiros.

Para participar, o consumidor precisará cadastrar a nota fiscal no site oficial da campanha em até 15 dias após a compra. Cada CPF pode ser utilizado uma vez por categoria de produto. Segundo a empresa, mais de 60 itens estão incluídos na promoção como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, microondas, air fryers e purificadores de água. O reembolso, feito diretamente na chave Pix do comprador, é realizado em até 20 dias.

A campanha é assinada pelas agências TLC e Rock, com as estratégias de digital e mídia conduzidas por Live e DPZ. A marca está divulgando a promoção em suas redes sociais, na loja on-line e nas redes de varejistas parceiros como Casas Bahia, Magazine Luiza e Ponto Frio.

Desde a Black Friday de 2024, a marca vem trabalhando com o formato de cashback pago em Pix. De acordo com Thiago Giamarino, gerente sênior global de mídia e ativação da Electrolux, a primeira edição foi um marco para a companhia que teve um crescimento de 29% nas vendas de eletrodomésticos de grande porte e de 13% nos eletroportáteis. "Pela primeira vez, colocamos no ar uma ação que devolvia dinheiro direto na conta dos consumidores, para que eles pudessem gastar como quisessem — e o resultado foi a melhor Black Friday da nossa história", diz o executivo. "Foi uma ação que consolidou uma estratégia omnichannel e reafirmou o nosso compromisso em seguir reinventando o mercado", acrescentou.

Representando cerca de 25% da receita global do grupo sueco, o Brasil é um mercado estratégico para a Electrolux, atrás apenas dos Estados Unidos. Só em 2024, a empresa faturou cerca de US$ 3 bilhões na América Latina e mais da metade desse valor veio do mercado brasileiro.

Apesar do histórico recente de bons resultados, o segundo semestre pode ser desafiador para a Electrolux. O setor enfrenta os efeitos da inflação, juros elevados e perda de poder aquisitivo das famílias. Em maio, a Associação dos Fabricantes de Eletrônicos (Eletros), divulgou um recuo de 3% na venda, em volume, de linha branca (fogões, geladeiras, lava roupas) no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em sua última conferência com investidores, Yannick Fierling, CEO global da Electrolux, afirmou que viu uma queda no volume de vendas no segundo trimestre de 2025, sem abrir números ou base de comparação. De acordo com ele, a desvalorização do real foi um dos fatores que impactaram a receita.

Além do cenário macroeconômico, a empresa também vê um aumento da concorrência com a expansão de marcas asiáticas como Midea e Hisense, que estão ganhando espaço no mercado brasileiro.

Mesmo com esse cenário, a Electrolux segue investindo no país. A marca pretende inaugurar ainda este ano uma nova fábrica em São José dos Pinhais (PR), com 46 mil metros quadrados e um investimento de R$ 700 milhões.

Bloomberg Línea - SP   06/08/2025

A Caterpillar forneceu aos investidores pela primeira vez uma orientação anual sobre o impacto que as tarifas terão sobre a fabricante das icônicas escavadeiras e tratores neste ano, à medida que a guerra comercial do governo Trump se aprofunda.

A fabricante de equipamentos pesados disse na terça-feira (5), após divulgar seus resultados, que espera enfrentar tarifas incrementais líquidas de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,5 bilhão este ano - incluindo até US$ 500 milhões no terceiro trimestre - embora seu novo CEO tenha dito que a empresa será capaz de compensar o impacto.

As perspectivas da Caterpillar são importantes porque a empresa é uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas para mineração e construção. Os resultados do segundo trimestre da fabricante norte-americana já refletem o efeito das tarifas, com os custos chegando ao limite superior de sua faixa estimada divulgada em abril.

“Vamos mitigar o impacto das tarifas”, disse o CEO Joe Creed, que sucedeu Jim Umpleby em maio, em uma chamada de resultados. “Estamos buscando um pouco mais de clareza antes de entrarmos em contato com as alavancas que vamos acionar”.

As ações da Caterpillar, que se mostraram resistentes este ano, com um ganho de 20%, caíram 1,2% em Nova York.

A Caterpillar disse que agora espera que o lucro operacional ajustado para o ano inteiro caia na parte inferior de sua meta anual, mesmo com vendas anuais mais altas.

Os analistas da Baird calcularam que as tarifas equivalerão a um arrasto de 300 pontos-base nas margens, acima de sua expectativa anterior de 200 pontos-base, de acordo com uma nota aos clientes após a divulgação dos lucros.

A perspectiva de tarifas veio depois que a Caterpillar divulgou lucros ajustados de US$ 4,72 por ação no segundo trimestre, ficando aquém da estimativa mediana de US$ 4,88 dos analistas consultados pela Bloomberg.

A empresa sediada em Irving, Texas, disse que as vendas totais caíram nos setores de construção e recursos no trimestre, enquanto sua unidade de energia e transporte teve vendas mais altas. O lucro operacional de seus segmentos de maquinário, energia e transporte caiu 24% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente devido aos custos de fabricação desfavoráveis que refletem, em grande parte, o impacto das tarifas mais altas.

AUTOMOTIVO

Auto Industria - SP   06/08/2025

Apesar dos muitos movimentos já encaminhados visando a expansão das exportações para diversos mercados, o Brasil segue como o grande destino dos automóveis da BYD em 2025.

A marca chinesa colocou em navios rumo a países da Europa, Américas e também da Ásia, no primeiro semestre, 443,1 mil automóveis e comerciais leves, salto próximo de 120% com relação aos embarques registrados em igual período do nao passado.

Do total, o Brasil absorveu mais de 10%, com 47,7 mil unidades vendidas de janeiro a junho – 57,4 mil caso  consideradas as vendas do mês passado também —, muito à frente de polos importantes, como Espanha e Itália, que estão sendo utilizados como “cabeça-de-ponte” da marca para avançar na Europa.

Os espanhois compraram 10,2 mil veículos BYD no primeiro semestre — a Tesla, para efeito de comparação, negociou 7,2 mil unidades no país. As vendas na Itália estiveram em patamar semelhante: 9,5 mil veículos eletrificados, mais do que BMW e Tesla.

Depois do Brasil, os maiores mercados nos seis primeirosmeses deste ano foram asiáticos. A Tailândia, onde a BYD já tem fábrica desde o ano passado e cujas exportações se limitarão a países vizinhos, comprou 24 mil veículos. Na Indonésia foram 14,1 mil, além de outras 5,7 mil da Denza, marca premium da BYD.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Infomoney - SP   06/08/2025

Os preços dos imóveis residenciais seguem em alta no Brasil, tanto para venda quanto para locação. Os valores médios de venda registraram aumento de 0,58% em julho de 2025, superando o desempenho de junho, de 0,45%. Com isso, a valorização acumulada no ano chegou a 3,93% e, nos últimos 12 meses, os preços subiram 7,31%, conforme dados do Índice FipeZAP.

O avanço superou a inflação oficial do período, estimada em 5,30% pelo IPCA do IBGE e ao IGP-M, o chamado índice do aluguel, que acumulou 2,96%.

A valorização média mais acentuada no mês foi observada em imóveis com três dormitórios, que subiu 0,69%, enquanto unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram a menor variação, de 0,36%. Entretanto, no recorte anual, os imóveis de um dormitório continuam liderando com alta de 8,54%, reforçando o apetite por unidades menores nas grandes cidades.
Vitória, Salvador e João Pessoa despontam entre as capitais com maior valorização nos últimos 12 meses, com altas de 23,90%, 19,27% e 17,03%, respectivamente. Já Brasília, com alta de 2,06%, e Goiânia, com 3,39%, tiveram os desempenhos mais discretos.

O preço médio de venda no país atingiu R$ 9.375 por metro quadrado em julho. Capitais como Vitória, que chegou a R$ 14.031 por metro quadrado, Florianópolis (R$ 12.420/m²) e São Paulo (R$ 11.671/m²) lideram o ranking das mais caras.

Já Aracaju (R$ 5.179/m²), Teresina (R$ 5.664/m²) e Natal (R$ 5.944/m²) registram os menores valores por metro quadrado.

Aluguéis desaceleram

Na outra ponta do mercado, os preços de locação residencial também seguem em alta, embora com sinais claros de desaceleração. O avanço de 0,51% em junho ficou abaixo dos meses anteriores, mas acumulou 5,66% no primeiro semestre, ficando bem acima da inflação do período (de 2,99% medida pelo IPCA) e em contraste com a deflação de 0,94% do IGP-M, índice tradicionalmente associado aos contratos de aluguel.

No recorte de 12 meses, os aluguéis avançaram 11,02%, puxados principalmente pelas unidades de um dormitório, que tiveram alta de 11,91%. Cidades como Belém (+19,85%), Porto Alegre (+18,75%) e Fortaleza (+16,84%) lideram os aumentos. A exceção entre as capitais é Brasília, que registrou recuo de 1,54% no período.

Mesmo com a perda de fôlego, o mercado de locação ainda pressiona o orçamento das famílias nas grandes cidades, especialmente onde a oferta de imóveis segue restrita.

Aluguel vale a pena para investidor?

A rentabilidade bruta média com aluguel está em 5,93% ao ano, inferior a aplicações de renda fixa, de acordo com levantamento da FipeZap. No entanto, cidades como Manaus (8,44%), Belém (8,34%) e Recife (8,30%) se destacam como oportunidades, especialmente com imóveis compactos. Já Vitória (4,13%), Curitiba (4,55%) e Fortaleza (4,72%) apresentam menor retorno, exigindo maior atenção aos custos de manutenção e vacância.

O preço médio nacional de aluguel atingiu R$ 49,23 por metro quadrado em junho, com destaque para imóveis de um dormitório, que chegaram a R$ 66,48 o metro. São Paulo lidera o ranking nacional, com o valor de R$ 61,32 por metro quadrado, seguida por Belém e Recife.
Perspectivas

O segundo semestre deve manter a trajetória de alta moderada nos preços, tanto para compra quanto para locação. A valorização segue sustentada pela demanda por unidades menores, localizadas e com infraestrutura de serviços. Para os investidores, o cenário ainda exige cautela: a rentabilidade da locação pode perder atratividade frente a outros ativos se os juros continuarem elevados.

No entanto, com a possibilidade de cortes na Selic, o mercado pode voltar a ganhar força, especialmente em cidades com alta demanda e boa liquidez.

InfraRoi - SP   06/08/2025

De acordo com levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o número de empregados formalmente no setor da Construção Civil ultrapassou a marca histórica de 3 milhões pela primeira vez desde 2014. Entre janeiro e maio de 2025, o setor criou 149,2 mil novas vagas formais — número inferior ao registrado em 2024, mas superior ao de 2023. Os três segmentos da atividade — construção de edifícios, infraestrutura e serviços especializados — registraram saldo positivo no período.

Os dados mostram que 47,7% das vagas criadas foram ocupadas por jovens entre 18 e 29 anos, e 62,2% dos admitidos têm ensino médio completo. O salário médio de admissão, de R$ 2.436, é o maior entre todos os setores pesquisados, incluindo serviços, indústria e até administração pública.

Acesso ao crédito é a grande dificuldade

Um dos pontos mais críticos do período foi a forte retração no crédito voltado à produção no setor. Nos primeiros cinco meses de 2025, foram financiadas apenas 24.115 imóveis com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), uma redução de 62,9% em relação ao mesmo período de 2024. Em valores, a queda chegou a 54,1%, passando de R$ 15,5 bilhões para R$ 7,1 bilhões.

A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, atribui esse cenário a um descompasso entre a alta da taxa Selic — mantida em 15%, o maior nível em duas décadas — e a queda sistemática na captação líquida da caderneta de poupança, que perdeu R$ 38,4 bilhões só no primeiro semestre. “O custo do crédito está elevado tanto para o comprador quanto para o construtor. Os bancos têm priorizado o financiamento à aquisição, em detrimento da produção”, diz.
Confiança do setor ainda está baixa

O nível de atividade da construção civil, medido pela Sondagem da Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a CBIC, atingiu 48,8 pontos em junho de 2025 — o melhor desempenho desde novembro de 2024. Embora o índice ainda esteja abaixo da linha dos 50 pontos, que separa expansão de retração, o resultado representa uma sinalização positiva: mostra que o setor segue em desaceleração, mas com menor intensidade do que nos meses anteriores.

A sondagem capta a percepção de empresários do setor, que respondem sobre o ritmo de suas atividades, utilização da capacidade instalada, contratações e expectativas. Essas respostas funcionam como um termômetro da realidade vivida nos canteiros de obras, refletindo as decisões práticas de quem está na linha de frente da produção. A expectativa da CBIC é de que haja uma recuperação gradual, impulsionada por lançamentos anteriores e pela manutenção da atividade em segmentos como os serviços especializados e a construção de edifícios.

No entanto, o Índice de Confiança do Empresário da Construção (que integra a Sondagem) recuou para 47,1 pontos em julho, menor valor do ano. A percepção negativa está relacionada à alta dos juros, à Inflação acumulada em 12 meses (5,35%) e às incertezas macroeconômicas, como a política fiscal e a nova tarifação de produtos brasileiros nos Estados Unidos. O Índice mede o grau de otimismo ou pessimismo dos empresários do setor da construção civil em relação ao ambiente atual e às perspectivas para os próximos meses.
Quais as perspectivas para o setor da construção após bater os 3 milhões de empregados

A utilização da capacidade operacional manteve-se elevada, com média de 67% no semestre, e as vendas de cimento cresceram 3,5% em relação ao ano anterior, impulsionadas por pequenas reformas e obras residenciais. Com isso, a CBIC manteve sua projeção de crescimento para 2025 em 2,3%, pela segunda vez consecutiva. Segundo Ieda, a estimativa carrega “um leve otimismo”, sustentado pela inércia de lançamentos anteriores, que ainda geram atividade e emprego no presente.

Entretanto, as expectativas para novos empreendimentos e serviços caíram para o segundo menor patamar do ano. “Estamos vivenciando o reflexo do que foi lançado nos últimos dois anos. Se o atual ambiente de juros elevados persistir, há risco de desaceleração mais acentuada a partir de 2026”, alertou a economista.

Valor Investe - SP   06/08/2025

Vitória teve o maior valor médio por metro quadrado entre as 22 capitais monitoradas, de R$ 14.031/m².

A maioria das cidades do país, incluindo quase todas as capitais, tiveram alta no preço dos imóveis residenciais, segundo dados do Índice Fipezap divulgados nesta terça-feira (5). A valorização nos preços no ano abrangeu 55 das 56 cidades monitoradas, incluindo 21 das 22 capitais, sendo que Vitória (ES) teve a maior alta, de 14,50% entre janeiro e julho deste ano.

Na sequência do avanço vem Salvador (11,51%) e João Pessoa (+10,53%). Já na outra ponta, em Goiânia, diferentemente, os preços recuaram 0,34% no balanço parcial de 2025. Veja as altas:

Neste recorte de 2025, o Índice FipeZAP registrou uma alta acumulada de 3,93% no ano até julho, superando a inflação ao consumidor (3,33%), considerando o IPCA/IBGE acumulado até junho e a prévia de julho, bem como o resultado acumulado do IGP-M (inflação do aluguel), que indicou uma deflação de 1,70% nos preços da economia.

Já nos últimos 12 meses, o índice registrou alta de 7,31%, resultado acima do IGP-M acumulado, que foi de 2,96%, e da inflação ao consumidor, dada provisoriamente pelo comportamento do IPCA até junho e do IPCA-15 de julho, que foi de 5,30%.

Em 12 meses, as 56 cidades acompanhadas registraram aumento de preço, incluindo as 22 capitais contempladas, também com Vitória (23,90%) na liderança. A capital também teve o maior valor médio por metro quadrado entre as 22 capitais monitoradas, de R$ 14.031/m².

FERROVIÁRIO

IstoÉ Dinheiro - SP   06/08/2025

O agronegócio brasileiro quer a expansão da malha ferroviária nacional para escoamento de produtos agropecuários. “O custo do frete é alto. Temos ferrovias prontas, mas parte está subutilizada. Precisamos expandir a malha ferroviária e garantir o acesso do campo ao transporte ferroviário eficiente”, observou o presidente da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Mário Pereira Borba, durante o evento “Desafios do Transporte Ferroviário e Competitividade do Setor Produtivo”.

O evento foi realizado pela CNA e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) na manhã desta terça-feira.

Borba ressaltou, ainda, que o setor produtivo sente o impacto da falta de ferrovias.

Dados da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) revelam que hoje o Brasil tem apenas 30 mil km de ferrovias. “Um terço disso está inativo, sem cargas”, afirmou o presidente do Conselho Diretor da Anut, Júlio César Ribeiro.

Revista Ferroviaria - RJ   06/08/2025

Durante entrevista ao programa É NEGÓCIO, da CNN Brasil em parceria com o Neofeed, o CEO da VLI Logística, Fábio Marchiori, afirmou que a companhia pretende investir R$ 30 bilhões nos próximos 30 anos, caso a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) seja renovada.

A FCA, maior ferrovia do país, tem 7.200 km, mas parte dos trechos está inoperante. A proposta em negociação prevê a devolução de trechos sem demanda ao governo federal. A nova malha ativa deve ficar entre 4 mil e 5 mil km.

Desde sua fundação, a VLI já investiu mais de R$ 15 bilhões na FCA. Considerando os valores de outorga e aportes desde a privatização em 1996, o total supera R$ 35 bilhões.

Atualmente, a empresa movimenta cerca de 60 milhões de toneladas por ano, somando cargas transportadas na FCA e no trecho norte da Ferrovia Norte-Sul. A operação inclui grãos, celulose, açúcar, carvão, fertilizantes e combustíveis.
A Revista Ferroviária faz a curadoria das principais notícias do setor.
Marchiori defendeu o novo marco regulatório das ferrovias, que permite a atuação de agentes de transporte ferroviário em malhas de terceiros. A VLI, por exemplo, investiu R$ 600 milhões para operar na Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Vale.

Sobre infraestrutura, o executivo destacou a necessidade de ampliar a malha ferroviária e modernizar os portos. Ele também vê com bons olhos projetos como a Ferrovia Bioceânica, que ligaria o Atlântico ao Pacífico.

Por fim, ressaltou a importância da segurança jurídica para atrair investimentos de longo prazo e defendeu a integração do transporte rodoviário e ferroviário como estratégia para aumentar a eficiência e reduzir emissões de carbono.

NAVAL

Infomoney - SP   06/08/2025

O governo de Donald Trump está considerando impor novas sanções contra a chamada “frota fantasma” de petroleiros russos, caso o presidente Vladimir Putin não aceite um cessar-fogo na Ucrânia até esta sexta-feira (8). As informações são do jornal Financial Times.

O termo “frota fantasma” faz referência a embarcações que evitam serviços de empresas ocidentais e ocultam seus proprietários, dificultando a aplicação de sanções.

A frota, composta por navios antigos e de propriedade oculta, tem sido usada por Moscou para driblar as restrições ocidentais e continuar exportando petróleo, principalmente para China e Índia, financiando o conflito contra o vizinho.
A União Europeia já sancionou mais de 400 navios, e os EUA pretendem seguir o mesmo caminho para aumentar a pressão sobre a Rússia.

A imposição de restrições diretamente sobre os navios tem se mostrado eficaz, reduzindo significativamente o volume de petróleo transportado após a inclusão na lista negra.

Trump, que até então evitava ampliar sanções para tentar negociar um acordo, tem demonstrado crescente frustração com a recusa de Putin em aceitar um cessar-fogo.

O presidente americano deu um ultimato para que a Rússia mude sua postura até sexta-feira, sob risco de medidas punitivas mais severas.

Além disso, os EUA planejam aumentar tarifas sobre a Índia, um dos principais compradores do petróleo russo.

Especialistas afirmam que atacar a frota fantasma é uma forma direta e eficaz de dificultar o financiamento da guerra pela Rússia.

A estratégia também reforça a atuação conjunta dos EUA, UE e Reino Unido, que adotaram medidas semelhantes.

Caso as negociações não avancem, Trump deve anunciar sanções mais duras após o retorno de seu enviado especial de Moscou, que está em missão para tentar abrir um canal diplomático.

Exame - SP   06/08/2025

A Austrália vai comprar 11 fragatas de guerra do tipo Mogami construídas pela japonesa Mitsubishi Heavy Industries, anunciou nesta terça-feira (5, data local) o ministro da Defesa, Richard Marles.

"Este é claramente o maior acordo alcançado na indústria de defesa entre Japão e Austrália", declarou Marles sobre a aquisição avaliada em 6 bilhões de dólares (R$ 33 bilhões).

A Mitsubishi Heavy Industries venceu a licitação contra a alemã ThyssenKrupp Marine Systems.

A Austrália anunciou em 2023 uma intensa reestruturação de suas forças armadas, voltada para aumentar sua capacidade de ataque de longo alcance e adaptando-se ao poderio naval chinês.

A Mogami é uma fragata avançada furtiva equipada com uma poderosa gama de armas, e a primeira unidade entrará em operação em 2030.

Marles indicou que substituirá a antiga frota de navios do tipo Anzac.

"A fragata Mogami é a melhor fragata para a Austrália", expressou Marles.

"É o navio de próxima geração. É furtivo. Possui 32 células de lançamento vertical capazes de lançar mísseis de longo alcance", acrescentou.

O ministro da Indústria de Defesa, Pat Conroy, destacou que a compra "transformará nossa marinha em uma marinha mais letal. Tornará a Austrália mais segura".

O Estado de S.Paulo - SP   06/08/2025

Pela primeira vez, o maior estaleiro chinês especializado na construção de navios gaseiros, o Jiangnan Shipyard Group, virá ao Brasil para participar da Navalshore, principal feira marítima da América Latina. O objetivo é prospectar parcerias e ampliar sua atuação no mercado brasileiro, mas pelo menos um alvo está na mira: o estaleiro já iniciou contatos para a segunda licitação do programa de renovação da frota da Petrobras.

O processo prevê a compra de oito embarcações, cinco pressurizadas e três semi refrigeradas, com capacidades de 7 mil e 14 mil metros cúbicos, destinadas ao transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e amônia.

O grupo chinês será liderado nesta missão ao Brasil por seu vice-presidente, Lin Qingshan. A Navalshore vai ocorrer de 19 a 21 de agosto, no Rio de Janeiro.
Expectativas são altas

Segundo Wagner Freitas, diretor comercial da WSS Express, representante do grupo chinês no Brasil, as expectativas são altas.

“Participar pela primeira vez de uma feira da magnitude da Navalshore é um marco simbólico, inclusive por causa da proximidade com os países do Brics. Cremos que a força desse movimento vai alavancar muitas parcerias, que já começaram a ser costuradas”, afirmou.

A Navalshore terá, em sua 19ª edição, 144 empresas, representando mais de 400 marcas nacionais e internacionais da cadeia naval e offshore. A expectativa é gerar negócios da ordem de R$ 12 bilhões, considerando contratos firmados, parcerias comerciais e conexões entre fornecedores, armadores, estaleiros e instituições do setor.

PETROLÍFERO

Exame - SP   06/08/2025

A BP (BP) registrou um lucro líquido de US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2025, superando as expectativas dos analistas. A gigante do setor de energia também reportou uma redução de custos estruturais de US$ 900 milhões no primeiro semestre e um aumento de 4% no dividendo, mantendo sua estratégia de retorno de valor aos acionistas.

A BP também reportou uma receita de US$ 46,6 bilhões, queda de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 47,3 bilhões. Essa diminuição foi impulsionada principalmente pela volatilidade nos preços do petróleo e pela redução nas margens de refino.

Apesar disso, a empresa teve um bom desempenho com receitas provenientes das operações de refino e comercialização de produtos, que compensaram parcialmente a queda nas vendas de petróleo. "Embora os preços voláteis tenham impactado nosso desempenho, continuamos a focar em nossa estratégia de reduzir custos e maximizar o valor para os acionistas", destacou Murray Auchincloss, CEO da BP.

A empresa britânica, que vem enfrentando uma pressão crescente de investidores e desafios operacionais, iniciou uma nova revisão estratégica para reverter anos de desempenho abaixo das expectativas.

Com o novo presidente do conselho, Albert Manifold, que assumirá oficialmente no dia 1º de setembro, a BP pretende realizar uma avaliação mais profunda de seu portfólio de negócios. "Albert fará uma revisão completa da nossa carteira para garantir que estamos maximizando o valor para os acionistas", disse Auchincloss, explicando que o foco será uma alocação de capital mais eficiente.

O novo foco na redução de custos

BP, que já havia anunciado um programa de corte de custos de US$ 20 bilhões até 2027, agora reforça seu compromisso com mais uma rodada de ajustes. A empresa já conseguiu reduzir US$ 900 milhões em custos estruturais na primeira metade de 2025. "Queremos impulsionar a eficiência de custos o máximo possível", disse Murray Auchincloss em entrevista à Bloomberg. "Tivemos um bom começo, mas ainda estamos apenas no segundo trimestre de um plano de 12 trimestres. Tem muito mais a ser feito."

A estratégia está sendo acompanhada de perto pelo ativista investidor Elliott Investment Management, que comprou uma participação significativa na empresa no início deste ano. A Elliott tem pressionado por mudanças mais profundas, incluindo cortes de custos adicionais e uma reavaliação de sua estratégia de ativos.

A empresa também informou que já completou ou anunciou desinvestimentos no valor de US$ 3 bilhões este ano, com a expectativa de alcançar até US$ 4 bilhões até o final de 2025. Esses movimentos fazem parte do plano de BP de reduzir sua dívida e refocar em suas operações principais no petróleo e gás, depois do fracasso da estratégia anterior voltada para as energias renováveis e a meta de emissões líquidas zero.

"Queremos garantir que estamos alocando nossos recursos de maneira mais eficiente e focada", afirmou o CEO. O foco, segundo ele, agora é o fortalecimento das operações de petróleo e gás, enquanto a empresa realiza o desinvestimento de áreas que não são consideradas estratégicas para o seu futuro imediato.

A pressão de investidores não se limita à área financeira. O investidor ativista Elliott também tem sido incisivo ao pedir uma reavaliação de como a BP lida com os custos de capital e com a alocação de recursos. "Estamos buscando ser líderes na redução de custos dentro do setor", declarou Murray Auchincloss, ressaltando que as reformas na estrutura de custo estão longe de ser concluídas.

A reestruturação inclui também a avaliação de ativos menores, com a BP se concentrando mais nas operações essenciais de upstream (exploração e produção) e no downstream (refino e comercialização). A companhia já confirmou que uma série de desinvestimentos está em andamento, incluindo a venda de algumas de suas unidades de energia renovável.

Descoberta de petróleo no Brasil

Entre os novos avanços da empresa, destaca-se a descoberta no pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil, onde a BP fez sua maior descoberta em 25 anos. Localizado a cerca de 400 km da costa do Rio de Janeiro, o bloco Bumerangue revelou um grande reservatório de petróleo em um campo de alta qualidade. Durante a divulgação dos resultados, Auchincloss afirmou que está "muito otimista com a descoberta no bloco Bumerangue, que poderá representar um grande impulso para a produção da BP no Brasil".

O campo possui uma coluna de hidrocarbonetos de 500 metros e está localizado em uma área de alta qualidade do pré-sal, com uma extensão geográfica de mais de 300 km². O próximo passo será realizar testes adicionais e análises laboratoriais para avaliar o real potencial do reservatório. "Este é um exemplo claro do nosso foco em projetos de alto valor e com grande potencial de retorno", afirmou o CEO.

A BP continua ampliando sua presença no Brasil, onde também anunciou o início de um projeto de expansão na Bacia de Campos. No total, a empresa já contabiliza dez novas descobertas em 2025, incluindo outras localizações importantes no Golfo do México e na Ásia.

O cenário global

Além das descobertas de petróleo e gás, BP também está enfrentando um ambiente desafiador no mercado de energia, especialmente com a volatilidade nos preços do petróleo e o impacto da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Com a cotação do Brent oscilando abaixo de US$ 70 por barril, BP precisa ajustar suas estratégias para manter a competitividade no setor.

A empresa já sinalizou que continuará com seus planos de reduzir sua exposição ao mercado de energias renováveis e focar nas operações que oferecem um retorno mais imediato. "Embora o mercado de energias renováveis seja importante para o futuro, precisamos garantir que nossas operações atuais continuem a gerar fluxo de caixa positivo para financiar a transição", destacou Auchincloss.

A BP também está se preparando para enfrentar as exigências regulatórias mais rígidas no Reino Unido e em outras partes do mundo, que buscam reduzir a pegada de carbono das grandes empresas de petróleo. "A mudança para uma economia de baixo carbono é inevitável, mas a transição precisa ser feita de forma inteligente e estratégica", disse o CEO. "Estamos prontos para liderar essa mudança, mas precisamos garantir que estamos fazendo isso de maneira rentável e eficiente para nossos acionistas."

Perspectivas futuras

Com o foco em custos e desinvestimentos, a BP ainda precisa lidar com a pressão de investidores ativistas e com a necessidade de entregar crescimento a longo prazo. "A empresa precisa encontrar o equilíbrio certo entre cortes de custos e investimentos estratégicos", afirmou Will Hares, analista global de energia da Bloomberg Intelligence.

BP planeja continuar seus esforços de reestruturação ao longo de 2025, com a meta de melhorar sua posição financeira e aumentar a confiança dos investidores. "Nosso objetivo é ser uma das empresas mais eficientes do setor, tanto em termos operacionais quanto financeiros", concluiu Auchincloss.

Valor - SP   06/08/2025

Analistas estimam que a queda nos preços do petróleo pesou nos resultados do 2º trimestre

A queda dos preços do petróleo deve ser a “pedra no sapato” da Petrobras nos resultados do segundo trimestre, mas, ainda assim, há expectativa no mercado do anúncio de pagamento de dividendos robustos. A maior produção de petróleo e gás pela petroleira entre abril e junho deve amenizar em parte os efeitos da cotação mais baixa do Brent, que caiu 22% no período. Mas analistas divergem sobre o tamanho desse efeito. A Petrobras divulga os resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira (7), após o fechamento dos mercados.

O Valor compilou as estimativas de cinco bancos e corretoras: Ativa Investimentos, UBS BB, BTG Pactual, Citi, Goldman Sachs e Santander. A receita líquida média estimada para a Petrobras, pelas instituições que compõem a amostra, é de R$ 118,2 bilhões, queda de cerca de 3,2% em relação aos R$ 122,2 bilhões do segundo trimestre do ano passado. A projeção mais baixa é de R$ 112,6 bilhões, do Goldman Sachs. A mais alta é de R$ 125,7 bilhões, do UBS BB.

Para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, o mercado espera um aumento de 16,5% no segundo trimestre, para R$ 57,9 bilhões, em relação aos R$ 49,7 bilhões de igual período do ano passado.

A estimativa média para o lucro da Petrobras entre abril e junho de 2025 ficou em R$ 26,6 bilhões. O número, se confirmado, permitirá à Petrobras reverter o prejuízo registrado no segundo trimestre do ano passado, quando a petroleira teve resultado negativo de R$ 2,6 bilhões. A projeção mais baixa para o lucro da companhia é de R$ 21,7 bilhões, do Goldman Sachs, e a mais alta, do BTG Pactual, é de R$ 33,8 bilhões.

O Goldman Sachs calcula uma queda anual de 22% na cotação média do petróleo Brent no segundo trimestre, de US$ 85 no ano passado para US$ 66,7 neste ano. Para o banco, a Petrobras deve anunciar US$ 2,2 bilhões em dividendos junto aos resultados, dentro do mínimo esperado na política de remuneração da estatal.

Para a Ativa Investimentos, os dados operacionais da Petrobras entre abril e junho deste ano apontam para bons resultados financeiros. “No geral, os dados de venda e produção neste segundo trimestre foram positivos. No segmento de exploração e produção, a produção média de óleo e LGN veio acima das nossas expectativas, enquanto a participação proporcional do pré-sal no mix avançou.”

A produção de petróleo, condensado (LGN) e gás da Petrobras no Brasil subiu 8,1% no segundo trimestre, na comparação anual, ao fechar o período com 2,879 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/dia).

O Goldman Sachs calcula que a estatal divulgará US$ 2,2 bilhões em proventos

De acordo com a estatal, a alta na produção de petróleo e gás no segundo trimestre se deu em razão do aumento gradual de processamento (“ramp-up”) dos navios-plataformas (FPSO, na sigla em inglês) Almirante Tamandaré e Maria Quitéria. Também contribuiu para o resultado a chegada no topo da produção do FPSO Alexandre de Gusmão, entre outros fatores. As plataformas estão localizadas no pré-sal na Bacia de Santos.

Para o Citi, os resultados operacionais da Petrobras compensam parcialmente a perda pelo recuo do petróleo e ainda será possível distribuir proventos. Pelas estimativas do banco, a petroleira deve pagar US$ 2 bilhões em dividendos.

O Citi afirma ainda que a Petrobras pode anunciar uma redução na previsão de investimentos para 2026 por conta de três fatores: os preços mais baixos do petróleo, o volume estimado de investimentos para 2026 que ainda não foi alocado e a dificuldade da companhia de avançar em alguns projetos por causa dos altos custos da cadeia de fornecimento.

Na mesma linha, o BTG Pactual também espera um atraso nos investimentos previstos para o quinquênio 2025-2029 e calcula um pagamento de dividendo de US$ 2,3 bilhões. “Esperamos que a empresa comece a adiar o capex nos últimos anos do plano, conforme destacado pelo fluxo de notícias que indicam que os projetos Sergipe Águas Profundas I e II provavelmente serão adiados devido ao atual ambiente de preços do petróleo”, afirma o banco em relatório.

O BTG espera resultados positivos da Petrobras no trimestre. “Os dados operacionais do segundo trimestre reiteram nossa posição, com a empresa no caminho certo para superar o “guidance” de produção de petróleo para 2025. Enquanto isso, o Brent permanece abaixo da premissa do plano de negócios da Petrobras, mas acima do consenso de mercado, criando espaço para um possível adiamento do capex e um fluxo de caixa livre de curto prazo mais forte.”

Petro Notícias - SP   06/08/2025

A Petrobrás iniciou a perfuração de um poço pioneiro adjacente em Sudoeste de Tartaruga Verde, no pré-sal da Bacia de Campos. A operação está sendo conduzida pelo navio-sonda Brava Star, de propriedade da Constellation, em lâmina d’água de 733,5 metros.

Um poço pioneiro adjacente tem como objetivo testar a ocorrência de petróleo ou gás natural em área próxima a uma descoberta anterior, em um prospecto com similaridade geológica e proximidade geográfica, mas sem conexão hidráulica comprovada com o reservatório já identificado.

Em abril de 2020, a Petrobrás anunciou que identificou a presença de óleo no bloco por meio de um poço exploratório informalmente chamado de Natator. Sudoeste de Tartaruga Verde foi adquirido na 5ª Rodada de Partilha de Produção, realizada em setembro de 2018, e está localizado no Polígono do Pré-sal, sob regime de partilha. A Petrobras é operadora da área com 100% de participação, e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atua como gestora do contrato.

Valor - SP   06/08/2025

Em 2024, os brasileiros produziram cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia

A BP, empresa britânica de exploração de petróleo, anunciou nesta segunda-feira (4) a sua maior descoberta nos últimos 25 anos de petróleo e gás natural, em exploração no bloco Bumerangue, localizado na Bacia de Santos, na região do pré-sal brasileiro.

O poço de exploração foi perfurado a uma profundidade total de 5.855 metros. Essa área do pré-sal, descoberta pela Petrobras em 2006, é extensa — com cerca de 800 km² — e rica em petróleo. Em 2023, a Petrobras obteve na região uma produção média de 2 milhões de barris de petróleo por dia.

Em 2024, a produção mundial de petróleo bruto atingiu cerca de 72,5 milhões de barris por dia, de acordo com o Boletim Estatístico Anual de 2025 da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC, na sigla em inglês). O relatório pontuou que os Estados Unidos é o maior produtor, com 13,2 milhões de barris diariamente. Em seguida, aparecem a Arábia Saudita (8,9 milhões) e a China (4,2 milhões). Já o Brasil figura em quinto lugar, com 3,3 milhões de barris por dia.

Os 20 países com as maiores produções de petróleo bruto em 2024

Posição Países Produção (em barris por dia)
Estados Unidos 13,2 milhões
Arábia Saudita 8,9 milhões
China 4,2 milhões
Iraque 3,8 milhões
Brasil 3,3 milhões
Irã 3,2 milhões
Emirados Árabes Unidos 2,9 milhões
Kuwait 2,4 milhões
Noruega 1,7 milhões
10º México 1,5 mlhões
11º Nigéria 1,3 milhões
12º Canadá 1,2 milhões
13º Líbia 1,13 milhões
14º Angola 1,12 milhões
15º Venezuela 921 mil
16º Argélia 907 mil
17º Colômbia 773 mil
18º Omã 760 mil
19º Argentina 701 mil
20º Qatar 614 mil

Onde estão as maiores reservas de petróleo

Em 2024, a reserva mundial de petróleo foi estimada em cerca de 1,5 trilhão de barris. A Venezuela lidera o ranking, com 303,2 bilhões de barris, seguida pela Arábia Saudita (267,2 bilhões) e pelo Irã (208,6 bilhões). O Brasil aparece na 14ª posição, com uma reserva de 15,8 bilhões de barris.

Os 20 países com as maiores reservas de petróleo bruto em 2024

Posição País Reserva (em barris)
Venezuela 303,2 bilhões
Arábia Saudita 267,2 bilhões
Irã 208,6 bilhões
Iraque 145 bilhões
Emirados Árabes Unidos 113 bilhões
Kuwait 101,5 bilhões
Rússia 80 bilhões
Líbia 48,3 bilhões
Estados Unidos 45 bilhões
10º Nigéria 37,2 bilhões
11º Cazaquistão 30 bilhões
12º China 28,1 bilhões
13º Qatar 25,2 bilhões
14º Brasil 15,8 bilhões
15º Argélia 12,2 bilhões
16º Equador 8,2 bilhões
17º Azerbaijão 7 bilhões
18º Noruega 6,9 bilhões
19º México 5,1 bilhões
20º Sudão e Sudão do Sul 5 bilhões

No ranking, a OPEC não considera produção e reserva de petróleo em áreas de areias petrolíferas, o que impacta, por exemplo, o Canadá, que possui 58% de toda sua produção proveniente dessas regiões, segundo a Canadian Association of Petroleum Producers (Associação Canadense de Produtores de Petróleo, em português).

A associação afirmou que em 2024 o país produziu 5,7 milhões de barris diários de petróleo bruto.

Já sobre a reserva, o órgão do governo americano Energy Information Administration (EIA), declarou em último relatório sobre o Canadá que o país tinha um depósito de 167 bilhões de barris em janeiro do ano passado.

E o gás natural?

O gás natural é uma fonte de energia fóssil que contém muitos compostos diferentes. A origem dessa energia é a mesma do petróleo, segundo o EIA. O gás natural é utilizado para acender fogões, aquecer piscinas, saunas, lavadoras e produzir vidros, cerâmicas e cimento, de acordo com a Petrobras.

A pesquisa da OPEC mostra que o Brasil produziu comercialmente 56,7 bilhões de metros cúbicos em gás natural no ano passado, o que o colocou em 12º lugar. O primeiro é a Rússia, que atingiu uma produção de 644,2 bilhões de metros cúbicos.

Nesse cenário, a reserva global total em 2024 desse gás foi de 4,2 trilhões de metros cúbicos.

Já em reserva, o Brasil é o 20º com 628 bilhões de metros cúbicos desse gás, enquanto a Rússia foi classificada no topo, com 46,8 trilhões de metros cúbicos em estoque. O estudo conclui que a reserva mundial foi contabilizada em 208,8 trilhões.

*Estagiário sob supervisão de Diogo Max

AGRÍCOLA

Agrolink - RS   06/08/2025

O déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode comprometer seriamente a cadeia produtiva nos próximos dez anos, segundo afirma o professor Thiago Guilherme Péra. Ele é coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da ESALQ/USP e conselheiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

A produção nacional já ultrapassa 330 milhões de toneladas por ano, mas a capacidade de armazenamento está limitada a cerca de 60% desse volume, gerando um gargalo logístico preocupante. “Se a gente não fizer nada, daqui 10 anos o Brasil estará mais caótico do que é hoje. Vamos ter um déficit cada vez maior de infraestrutura, tanto de armazenagem quanto de ferrovia. A principal chave é o investimento. Precisamos desenvolver mais infraestrutura de armazenagem”, afirma.

No Mato Grosso, maior estado produtor, o cenário é ainda mais crítico. A expectativa é de que a safra de 2025 alcance 100 milhões de toneladas, mas a estrutura de armazenagem disponível comporta apenas 60% disso, deixando um déficit de 40 milhões de toneladas. Em diversas regiões, como Sinop, os grãos já são estocados a céu aberto, o que resulta em perdas físicas e redução da qualidade dos produtos.

Desde a ampliação da produção do milho segunda safra, o país passou a enfrentar sobrecarga nos armazéns, especialmente nos períodos de colheita entre março e julho. Além disso, a expansão do etanol de milho no Centro-Oeste pressiona ainda mais a infraestrutura, com parte significativa da capacidade de armazenagem sendo destinada à indústria.

“O pequeno e médio produtor muitas vezes não tem escala para ter um armazém. É fundamental que as cooperativas expandam seu parque de armazenagem, tendo acesso a linhas de crédito mais atrativas, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) do BNDES”, finaliza.

O Estado de S.Paulo - SP   06/08/2025

Trump coloca tarifas de 50% sobre parte dos produtos brasileiros. E agora?

A agroindústria brasileira será o setor mais impactado pelo tarifaço de Donald Trump, que entra em vigor a partir desta quarta-feira, 6. Além do peso do agronegócio na economia nacional, essa perspectiva é puxada para baixo pela quantidade de áreas que não mereceram isenções na ordem executiva assinada por Trump, no dia 30 de julho. Outro segmento bastante afetado será o de máquinas e equipamentos, segundo especialistas.

No agro, os produtos sujeitos ao tarifaço por ordem de importância na pauta de exportações são café, carnes e sucos, segundo levantamento a BMJ Consultores Associados (veja tabela completa abaixo). Somados, esses dez produtos venderam US$ 5,4 bilhões aos EUA este ano. Segundo a BMJ, o tarifaço afetará quase 83% das exportações brasileiras de produtos agrícolas em 2025.

São tantos subsegmentos sobretaxados dentro da agroindústria, que áreas como pescados, mel e produtos apícolas ficaram fora da lista dos maiores pesos na balança comercial afetada, de acordo com a BMJ. “Apesar de terem os EUA como seu principal mercado exportador e empregarem bastante, pescados e produtores de mel são pequenos em termos de receita para um universo de mais de US$ 40 bilhões exportados por ano”, diz Josemar Franco, gerente de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados.

Para ele, o fato de os EUA não terem colocado café e carne na lista de produtos isentos faz parte da estratégia americana. “Se todos os produtos importantes tivessem sido excluídos de cara do tarifaço, os EUA ficariam sem ferramentas de negociação”, afirma Franco.

João Carmo, economista da consultoria 4Intelligence, diz que, apesar de serem bastante impactados, esses dois segmentos tendem a sentir menos a sobretaxa, uma vez que eles são menos dependentes dos EUA. Em 2024, aquele país absorveu 16% das vendas de café do Brasil ao exterior e menos de 10% da carne bovina. “Como grande competidor internacional e com poder de barganha, o Brasil deve encontrar outros destinos para esses produtos, caso o tarifaço se mantenha”, diz ele.

Prova disso, afirma, é que desde abril, quando os EUA impuseram a tarifa de 10% sobre todos os produtos globais, as importações americanas do Brasil diminuíram, mas as exportações brasileiras não arrefeceram na mesma proporção. “Alguma perda, porém, será inevitável”, diz.

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