ISTOÉ – 16/07/25
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta quarta-feira (16) a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço de todos os países, exceto os Estados Unidos, quando o produto contiver material “derretido e derramado na China”. A medida visa proteger a indústria siderúrgica nacional diante do que classificou como práticas desleais. “Vamos estabilizar nosso mercado nacional de aço e deixá-lo longe de tensões comerciais”, afirmou Carney.
Como parte do pacote, Carney também anunciou que o Canadá reduzirá as cotas tarifárias para produtos siderúrgicos de países que não têm acordo de livre comércio com o país. “Vamos reduzir os níveis de cotas tarifárias de 100% para 50% dos volumes de 2024”, disse o premiê.
“Nos tornamos muito dependentes dos EUA e devemos diversificar relações comerciais”, declarou Carney. Segundo ele, o país tem “potencial de ser nosso maior consumidor de nosso próprio aço” e usará mais insumos nacionais em obras públicas. “Vamos usar mais aço canadense em projetos nacionais”, prometeu.
As novas regras entrarão em vigor até o fim de julho e devem afetar principalmente exportadores asiáticos. Segundo Carney, o Canadá continuará a respeitar os acordos comerciais com países parceiros, mas tomará medidas firmes para garantir a competitividade da produção local.
Carney ainda reconheceu dificuldades nas tratativas com Washington. “Estamos em negociações comerciais duras com os EUA”, afirmou. Ele acrescentou que “não temos um acordo com os EUA ainda pois ainda não chegamos em uma negociação boa para o Canadá e os trabalhadores canadenses”.
O premiê canadense ainda pontuou que o comércio de madeira de coníferas “é uma prioridade nas negociações com os EUA. Gostaria de resolver isso ao mesmo tempo que outras questões comerciais”.
Diário do Nordeste – 16/07/2025
O carvão é um produto que, se taxado, geraria muitos prejuízos ao Brasil.
A aplicação da Lei da Reciprocidade, sancionada pelo governo Lula para enfrentar medidas protecionistas, como o aumento tarifário de 50% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode gerar efeitos negativos em setores estratégicos da economia brasileira, especialmente no Ceará.
Segundo fontes especializadas, se o Brasil decidir taxar a importação de carvão como medida de retaliação aos EUA, com base nessa lei, há o risco de aumento nos custos desse insumo essencial para alguns negócios locais.
O Ceará seria diretamente afetado porque depende da hulha betuminosa, um tipo de carvão amplamente importado do mercado norte-americano e utilizado na indústria siderúrgica e nas usinas termelétricas.
Para se ter uma ideia, o Estado importou US$ 160,34 milhões (valor FOB) entre janeiro e junho deste ano. Em todo o ano de 2024, o montante chegou a US$ 280,27 milhões, segundo dados da Comexstat, plataforma do Governo Federal.
Ou seja, neste caso, o uso da Lei da Reciprocidade seria semelhante ao efeito reverso que ocorrerá com o café nos Estados Unidos: a tarifa de Trump fará com que os norte-americanos paguem mais caro pelo grão, pois é um produto importado do Brasil e de outros países.
Tal cenário econômico expõe a necessidade de cautela no uso da lei. No entanto, o governo federal já demonstrou interesse em dialogar para reverter o tarifaço e afirmou que adotará sanções exclusivamente com base em critérios técnicos, após a análise dos ministérios, incluindo os da Fazenda e das Relações Exteriores.
Importações também podem diminuir
A economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), observa que o Brasil importa, em média, US$ 1 bilhão por ano em carvão para a produção do aço destinado à exportação para os Estados Unidos.
No entanto, ela pondera que, caso as vendas de aço para o país norte-americano sejam impactadas pela elevação da alíquota de importação para 50%, anunciada por Donald Trump, a demanda por carvão também será reduzida. Consequentemente, o volume de importações tende a diminuir.
Outra consideração da economista é a baixa probabilidade de imposição de uma tarifa de 50%. "Trump volta atrás, e a justiça americana está sendo ativada para evitar essas elevações descabidas de tarifas de importação', avalia.
Qual seria o impacto para a indústria do Ceará
De acordo com Eldair Melo, mestre em Economia e integrante do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon-CE), o carvão pode ser incluído na lista de produtos norte-americanos que receberiam a retaliação de impostos. Porém, na sua avaliação, isso seria “estrategicamente um erro”.
“O carvão importado nos Estados Unidos é essencial para a manutenção da cadeia siderúrgica no Ceará. Se o governo federal decidir taxar o carvão como retaliação, isso pode provocar um efeito colateral direto sobre o nosso parque industrial, como aumento de custos, possível redução de produção e até risco de desemprego local”, analisa. - Eldair Melo (Mestre em Economia e membro do Corecon-CE).
Por isso, ele reforça que o mineral deve ficar de fora da lista de medidas, “sob risco de causar mais dano ao Brasil do que aos Estados Unidos”.
Como usar a Lei da Reciprocidade sem prejudicar o Brasil
O economista Eldair Melo defende uma política de “não reciprocidade”, já que, no caso do carvão, a reciprocidade “encareceria os produtos e serviços demandados por ambas as economias".
"O principal prejudicado, neste caso, seria o consumidor”, frisa. Vale destacar que a Lei da Reciprocidade visa aplicar medidas equivalentes contra países que impõem barreiras comerciais injustas aos produtos brasileiros.
“Na prática, isso significa que o Brasil pode e deve responder de forma proporcional, seletiva e estratégica. Assim, acredito que os produtos americanos que podem ser taxados são aqueles com peso simbólico, político e comercial”, diz Melo.
Ele cita como exemplos as carnes suína e bovina, o trigo, o milho transgênico, peças automotivas, produtos químicos e até bebidas alcoólicas, como o uísque americano.
“São itens que geram impacto lá fora, mas que têm substituição viável aqui dentro, seja por produção nacional ou pela importação de outros países parceiros”, reforça.
Setor busca alternativas e se prepara para explorar novos mercados
Questionado sobre um possível prejuízo para as siderúrgicas, caso o carvão norte-americano seja taxado com base na Lei da Reciprocidade, o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado (Simec/CE), Cesar Barros, afirmou que “ainda é cedo para comentar”.
Ainda assim, ele ressalta que, se o carvão for incluído, “os custos (da indústria) serão afetados diretamente”.
Barros relatou que, na última segunda-feira (14), participou de uma reunião com representantes de diversos setores da indústria e do agronegócio, junto ao governador Elmano de Freitas, para apresentar o cenário atual e discutir possíveis soluções.
“Com isso, devemos levar ao governo federal nossa posição e preocupação, buscando a melhor saída para nossas exportações e contando com a articulação e negociação para reduzir as taxas impostas pelos EUA.”
Ele ainda destaca que todos os setores já estão se mobilizando em busca de novos mercados. “No que diz respeito à posição do Simec, estamos alinhados com a Fiec e com os demais sindicatos da indústria cearense, pois essa taxação descabida afetará todos os setores da economia, especialmente o aço e os produtos do nosso setor destinado à exportação", afirma.
Nesta terça-feira (15), o governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que está articulando um encontro com empresários cearenses e o governo federal para buscar uma solução para o problema, com a participação de representantes dos setores de aço, agronegócio e de peças e pás eólicas.
Em resposta aos questionamentos do Diário do Nordeste sobre a possível taxação do carvão norte-americano, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio de sua assessoria de imprensa, informou que "por enquanto, a Fiec ainda está avaliando esses impactos". Já o Instituto Aço Brasil não retornou até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestações.
Entenda a Lei da Reciprocidade
Na noite da segunda-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a "Lei da Reciprocidade Econômica", cujo objetivo é proteger o país e minimizar os impactos das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. As principais medidas são:
Estas contramedidas podem ser aplicadas em resposta a ações, políticas ou práticas que:
O Estado de S.Paulo - SP 17/07/2025
Apesar da ampla experiência no mundo empresarial e dos anos à frente da Gerdau – maior multinacional brasileira no setor de produção de aço –, Jorge Gerdau Johannpeter diz que os tempos atuais são mais do que desafiadores.
Do alto dos seus 88 anos e de uma trajetória para ninguém colocar defeito – hoje a siderúrgica fundada em 1946, pelo seu bisavô Johannesburg Heinrich Kaspersky Gerdau, conta com 29 unidades e cerca de 30 mil funcionários em diversos países, entre os quais os Estados Unidos –, o empresário reconhecido por ser um grande estrategista, afirma que pela primeira vez na vida, com o mundo de ponta cabeça, Donald Trump à frente, tem grande dificuldade para imaginar o futuro. “Eu quase que digo que me tornei um analfabeto de visão estratégica”, exagera.
Pelo que o Estadão apurou, ainda não é possível saber quais exportações brasileiras ficarão de fora da cobrança de 50% de taxa determinada pelo presidente americano.
Nesta conversa, o autor do livro A Busca, um aprendizado de uma jornada de inquietações e realizações – referência à procura por algo que vai além da eficiência empresarial e envolve preocupações no campo da cultura, saúde e educação – afirma que, apesar da vivência empresarial, que lhe proporcionou enxergar alguns anos à frente e fazer planejamentos, hoje não é capaz de “responder o que vai acontecer nos próximos meses, ou talvez nos próximos dois anos”.
Queria começar com a frase do presidente americano, Donald Trump, que quer fazer a ‘America Great Again’. Ele vai conseguir?
Acho que o tema é muito complexo. Mas eu diria que os Estados Unidos, nos últimos anos, pela sua estrutura, das coisas mais simples do campo industrial, têm perdido terreno. A China aproveitou esse espaço.
Mas os Estados Unidos ainda se diferencia do mundo pela evolução da tecnologia. A liderança que os Estados Unidos têm é eminentemente tecnológica. E hoje temos a IA, o maior choque que nós todos estamos vivendo e extremamente difícil de entender ou acompanhar. Tenho dúvida se esse propósito que o Trump fala, de recuperação da indústria, tem muita possibilidade e validade. Temos empresas nos Estados Unidos, por parte da Gerdau, extremamente competitivas. Os EUA continuam tendo a maior eficiência no mundo. Historicamente, o país têm uma formação empresarial e competitiva extraordinária. Mas eu acho que o espaço que os EUA têm e devem continuar tendo é uma liderança tecnológica. Eu não consigo entender muito esse debate que está havendo. Pode ser que, dentro de interesses globais, haja talvez decisões de retorno de alguma atividade industrial para os EUA. Mas, de forma global, a macroeconomia é o que tem definido essa estrutura.
Os Treasuries, títulos do Tesouro americano, deram pela primeira vez, desde que foram criados, uma andada para trás, mesmo que pequena, alarmando o mercado financeiro, indicando um sinal de que os EUA poderiam entrar em crise, com redução de crescimento. O senhor acha que há alguma lógica nisso? Outro país pode liderar o mundo?
Acho que isso aconteceu como consequência de indefinição de o que está acontecendo e o que vai acontecer. Vou dar um exemplo pessoal. Historicamente, durante toda a minha vida empresarial, eu consegui enxergar alguns anos à frente e fazer planejamentos. Hoje, dentro dos cenários, seja aqui no Brasil, seja principalmente no cenário internacional, não sei responder o que vai acontecer nos próximos meses, ou talvez nos próximos dois anos. Quase digo que me tornei um analfabeto de visão estratégica. Isso me dá uma sensação terrível.
Que bom o senhor dizer isso. Acredito que todos se sentem assim mas não tem a coragem de dizer. Como o senhor planejando?
A tendência que temos feito é tentar fazer uma visão estratégica de longo prazo, mas, na realidade, nós fazemos execuções de curto prazo. Investimentos de modernização ou atualização nós continuamos fazendo intensamente. Uma necessidade para sobrevivência competitiva mundial. Mas não sinto condições de definições para uma estratégia de mais longo prazo.
Exame - SP 17/07/2025
As ações da Usiminas (USIM5) caem cerca de 5% na manhã desta quarta-feira, 16, entre as maiores baixas do Ibovespa, após o Goldman Sachs rebaixar sua recomendação para os papéis da companhia de 'compra' para 'neutro'. O preço-alvo foi cortado de R$ 8,40 para R$ 5,20, o que implica um potencial de valorização de 23% a partir dos níveis atuais.
O rebaixamento reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais que, na visão do banco, devem continuar pressionando as margens da siderúrgica nos próximos anos, mesmo após a conclusão de um robusto ciclo de investimentos. “Apesar dos ganhos recentes nas ações e da melhora pontual de rentabilidade, a Usiminas ainda enfrenta desafios significativos”, escreveram os analistas Marcio Farid, Emerson Vieira e Henrique Marques.
Há pouco menos de um mês, o Itaú BBA também tinha rebaixado a recomendação para os papéis da companhia. O Safra, por sua vez, é mais pessimista e carrega uma recomendação de venda.
O relatório aponta vários motivos principais para a mudança na recomendação, com destaque para a frustração com os resultados do alto-forno 3, reformado em 2019. O investimento, equivalente a 22% do valor de mercado da empresa à época, não entregou os ganhos esperados em eficiência. Segundo o Goldman, a Usiminas segue operando com desvantagem de custo frente aos pares: a margem de EBITDA por tonelada do aço está 40% abaixo da média da concorrência para o período entre 2025 e 2027.
Outro ponto de pressão é a baixa integração em carvão coqueificável, matéria-prima essencial na siderurgia. Atualmente, 70% do insumo é comprado de terceiros, o que reduz eficiência e eleva os custos. Para reverter esse quadro, seria necessário reativar a planta de coque da companhia, o que demandaria entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões em investimentos adicionais — um valor equivalente a cerca de 40% do valor de mercado da empresa.
A conjuntura também joga contra. O banco vê a demanda doméstica por aço próxima do pico, com sinais de desaceleração à frente. As importações, principalmente da China, seguem em níveis elevados, representando mais de um terço do consumo brasileiro de aço plano. “O atual sistema de cotas é ineficaz para conter o avanço do aço importado, que segue pressionando os preços locais”, diz o relatório.
Com isso, o preço do aço no Brasil (HRC) caiu 15% desde o primeiro trimestre, para cerca de R$ 3.800 por tonelada, e deve seguir pressionado na ausência de medidas de proteção comercial mais efetivas.
Embora os papéis da Usiminas estejam negociando com desconto frente à média histórica — a 4,0x EV/EBITDA contra a média de 9,3x em 10 anos — o Goldman vê pouco espaço para uma reprecificação no curto prazo. As projeções de geração de caixa livre são baixas: -3% em 2026 e +4% em 2027, segundo o banco.
O relatório também menciona como risco adicional o potencial "overhang" da venda das ações da Usiminas detidas pela CSN. O Cade deu prazo até agosto para que a empresa apresente um plano de desinvestimento. A fatia da CSN equivale a 12 dias de volume médio negociado — o que, segundo o Goldman, pode aumentar a volatilidade dos papéis.
No setor de mineração e siderurgia, o banco mantém preferência por Gerdau dentro do setor, destacando sua exposição ao mercado americano, que ajuda a suavizar os efeitos da pressão de margens no Brasil.
Exame - SP 17/07/2025
Nove grandes bancos dos Estados Unidos e da Europa elevaram suas projeções para o crescimento da economia chinesa em 2025 após a divulgação de dados melhores do que o esperado no segundo trimestre.
Entre as instituições que revisaram suas estimativas estão Morgan Stanley, Goldman Sachs, Barclays e ANZ, que agora projetam uma expansão mais próxima de 5%. O Australia & New Zealand Banking Group (ANZ), por sua vez, prevê alta de 5,1% no ano.
De acordo com informações da Bloomberg, o aumento vem após o governo da China divulgar que o Produto Interno Bruto (PIB) teve desempenho acima das expectativas, sustentado por exportações resilientes e políticas de estímulo ao consumo e ao investimento.
Apesar do bom momento, os analistas de Wall Street alertam que o ritmo de crescimento deve enfraquecer nos próximos meses. Entre os fatores de preocupação está a deflação, que puxou o crescimento do PIB nominal para apenas 3,9% no segundo trimestre — o nível mais baixo fora do período da pandemia desde o início da série histórica trimestral, em 1993.
Economistas do Morgan Stanley, em relatório divulgado nesta quarta-feira, 16, afirmaram que a deflação segue como o principal desafio macroeconômico da China.
Para eles, embora as recentes sinalizações do governo para conter guerras de preços sejam um passo na direção certa, o impacto dessas medidas tende a ser mais limitado do que o observado nas reformas do lado da oferta em 2015. O banco atribui isso ao excesso de capacidade em diversos setores, ao espaço fiscal restrito para impulsionar a demanda e a um cenário macroeconômico menos favorável.
A equipe do Morgan Stanley projeta que o crescimento do PIB cairá para menos de 4,5% no segundo semestre, pressionado pelo efeito de compensação nas exportações, que foram antecipadas pelos compradores para evitar as tarifas americanas, e pela perda de impulso dos estímulos fiscais.
Já os analistas do ANZ estimam que a queda nas exportações líquidas pode tirar 0,5 ponto percentual do crescimento nos próximos meses, sendo o maior obstáculo à expansão da economia no período.
O banco considera pouco provável uma revisão orçamentária no meio do ano e aponta que, até o fim de maio, mais de 75% do déficit de 10 trilhões de yuans ainda não havia sido alocado.
O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que o governo chinês não deve lançar medidas de estímulo amplas no curto prazo, diante do crescimento mais sólido observado até agora.
Infomoney - SP 17/07/2025
O Tesouro Nacional projetou nesta quarta-feira que a dívida bruta do governo geral fechará 2025 em 79,0% do Produto Interno Bruto (PIB) e seguirá em trajetória de alta até 2028, quando deve atingir 84,3% do PIB, passando a apresentar uma trajetória com leve queda do indicador nos anos seguintes.
Em relatório de projeções fiscais, o Tesouro apontou que a dívida bruta deve cair a 82,9% do PIB em 2035, último ano da projeção.
Os dados mostram uma piora a médio e longo prazo, na comparação com as projeções feitas em dezembro de 2024. Na ocasião, a pasta previu uma dívida bruta que atingiria um pico de 81,8% do PIB em 2027, entrando em trajetória mais acelerada de queda até alcançar 75,6% do PIB em 2034.
“O deslocamento para cima na trajetória da DBGG desde o último relatório se deve à diferença na grade de parâmetros macroeconômicos, em que as projeções apresentam, na média, taxa de juros, câmbio e inflação mais altos”, justificou o Tesouro.
“Além disso, o resultado fiscal do setor público deste relatório é, na média, menos superavitário que o resultado fiscal do relatório anterior.”
Segundo dado mais recente do Banco Central, responsável pela medição da dívida bruta do governo, o indicador atingiu 76,1% do PIB em maio deste ano.
Agentes de mercado têm apresentado ceticismo em relação à capacidade do governo de sanear as contas federais e estabilizar a dívida pública, o que a equipe econômica argumenta ter se tornado mais desafiador diante do aumento dos juros básicos pelo Banco Central para combater a inflação.
Na visão do mercado, segundo pesquisa de julho do relatório Prisma do Ministério da Fazenda, a dívida bruta fechará este ano em 80,0% do PIB, alcançando 84,1% do PIB já em 2026, patamar que o Tesouro espera ver apenas entre 2027 e 2028.
O Estado de S.Paulo - SP 17/07/2025
O conjunto de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode reduzir em 0,16% o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e da China, além de provocar uma queda de 0,12% na economia global e uma retração de 2,1% no comércio mundial (US$ 483 bilhões). Estimam-se ainda queda de R$ 52 bilhões nas exportações brasileiras e diminuição de 110 mil empregos no País. Já o PIB americano poderia cair 0,37% a partir das barreiras tarifárias impostas a Brasil, China e 14 outros países, além das taxas impostas à importação de automóveis e aço de qualquer lugar.
Os dados são de um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a partir de fontes oficiais e estudos econômicos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Universidade Federal de Minas Gerais), que traça um panorama das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e estima o impacto das tarifas norte-americanas sobre a produção brasileira.
“Os números mostram que esta política é um perde-perde para todos, mas principalmente para os americanos. A indústria brasileira tem nos EUA seu principal mercado, por isso a situação é tão preocupante. É do interesse de todos avançar nas negociações e sensibilizar o governo americano da complementariedade das nossas relações. A racionalidade deve prevalecer”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
O levantamento menciona que os setores mais prejudicados com a tarifa sobre o Brasil são o de tratores e máquinas agrícolas, com queda estimada em 11,31% na exportação e redução de 4,18% na produção; aeronaves, embarcações e outros equipamentos de transporte, com queda de 22,33% na exportação e redução de 9,19% na produção; bem como o de carnes de aves, com queda de 11,31% na exportação e redução de 4,18% na produção.
Rio Grande do Sul (- R$ 1,9 bilhão)Paraná (- R$ 1,9 bilhão)Santa Catarina (- R$ 1,7 bilhão) Minas Gerais (- R$ 1,66 bilhão)
Estima-se ainda que a participação das exportações aos EUA no faturamento bruto da indústria extrativa seja de 4,5% do total. Na extração de petróleo e gás natural, essa porcentagem é de 5,3%; na indústria de transformação, 2,6%; outros equipamentos de transporte (aeronaves e embarcações), 22,1%; Madeira, 17%; Metalurgia, 10,1%; Máquinas e equipamentos, 4,8%; e Couros e Calçados/Celulose e papel, 4,5%.
Ainda segundo o estudo, o Brasil aplica tarifa média de 2,7% às importações de produtos americanos. Nos últimos dez anos (2015-2024), os EUA mantiveram superávit consistente com o Brasil de US$ 43 bilhões em bens e US$ 165 bilhões em serviços.
Além disso, os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, sendo o destino de 12% das exportações brasileiras e a origem de 16% das importações. Os EUA são ainda o principal destino das exportações da indústria de transformação, correspondendo a 78,2% das exportações em 2024.
O Estado de S.Paulo - SP 17/07/2025
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou, em um comunicado divulgado na noite desta terça-feira, 15, que iniciou uma investigação contra o Brasil a pedido do presidente americano Donald Trump.
A investigação ocorrerá com base na Seção 301, que faz parte da Lei de Comércio de 1974, assinada pelo então presidente Gerald Ford. A ferramenta da legislação norte-americana já foi utilizada em outros momentos, inclusive contra o Brasil nos anos 1980, e voltou a ser citada uma semana após o anúncio de que todos os produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos serão taxados em 50% a partir do dia 1º de agosto.
O que é a Seção 301?
O que é a Seção 301?
A Seção 301 é uma ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas, discriminatórias ou restritivas ao país, explica José Luiz Pimenta, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “Funciona, na realidade, como um mecanismo de pressão unilateral fora do âmbito direto da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, afirma.
Com este mecanismo, a Casa Branca pode investigar políticas tarifárias, barreiras comerciais e restrições digitais - no caso do Brasil, o comunicado do USTR afirmou que a investigação abordará “atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
O que pode acontecer com o Brasil?
Pimenta explica que, em um primeiro momento, o Brasil será investigado pelo USTR, responsável por comprovar ou não as irregularidades apontadas. Se a agência considerar que o País está errado, os EUA estariam autorizados, pela legislação norte-americana, a impor medidas retaliatórias.
O professor da ESPM aponta que, entre as possíveis respostas, estão a imposição de tarifas adicionais, além das taxas já anunciadas, e a suspensão de concessões tarifárias, programas ou benefícios comerciais, como o Sistema Geral de Preferências, programa de benefícios tarifários concedidos pelos países desenvolvidos as nações em desenvolvimento. “Eles também podem restringir às exportações de produtos dos EUA ao Brasil e, por fim, limitar a quantidade de produtos comprados pelos EUA originários do Brasil”, acrescenta.
Como acontece a investigação?
Qualquer pessoa pode solicitar uma investigação nos termos da Seção 301 ao USTR, que tem até 45 dias para avaliar se a , de acordo com informações do Congresso dos EUA. A lei não específica os critérios para essa decisão. A agência também pode iniciar uma investigação por conta própria, desde que as partes interessadas - públicas ou privadas - sejam consultadas.
Se for aberta uma apuração sobre o caso - como acaba de acontecer com o Brasil -, a investigação é encaminhada ao Comitê da Seção 301, órgão subordinado ao Comitê de Política Comercial Interagências (TPSC, na sigla em inglês), liderado pelo USTR. Trump havia pedido na semana passada a investigação sobre o País, o que se deu oficialmente nesta terça-feira, inclusive com o USTR já solicitando informações ao Brasil. Uma audiência relacionada ao caso está marcada para o dia 3 de setembro.
A fase investigativa tem prazo de 12 meses, que pode ser prorrogado, e conta com análise da petição, audiências públicas e consultas formais com o país investigado, além da possibilidade de solicitar procedimentos formais de soluções de controvérsias no âmbito da OMC.
A USTR é a responsável por determinar se há ou não violações, com base em recomendações do TPSC. Em casos afirmativos, a agência decide quais ações serão tomadas em até 30 dias. Ainda segundo o Congresso dos EUA, as ações retaliatórias autorizadas pela Seção 301 são:
Imposição de tarifas ou outras restrições à importação;Retirada ou suspensão de concessões de acordos comerciais;Firmamento de um acordo vinculativo com o governo estrangeiro para cessar a conduta em questão ou compensar os EUA.
As ações cessam após quatro anos, a menos que o USTR receba um pedido de continuidade e faça uma revisão do caso.
Quais países já foram investigados sob a Seção 301?
Esta não é a primeira vez que o Brasil é investigado sob a Seção 301. Em 1985, o País foi acusado pelos EUA de impor leis que restringiam o acesso de empresas de tecnologia americanas ao mercado nacional. As tensões duraram por anos, mas o Brasil começou a abrir o mercado gradualmente a partir do governo de Fernando Collor.
Já em 1987, o País foi investigado pelo USTR devido a reclamação dos americanos de que o Brasil não concedia patentes para produtos farmacêuticos e para processos de fabricação de medicamentos, com a intenção de manter preços baixos. Os EUA chegaram a suspender benefícios tarifários ao País sob o Sistema Geral de Preferências. O governo brasileiro rejeitou a pressão, mas em 1996 decidiu conceder as patentes para medicamentos.
Outros países também foram investigados sob a Seção 301, como o Japão (que chegou a sofrer uma imposição tarifária de 100% sobre US$ 300 milhões em bens eletrônicos japoneses em 1985), a Índia (que exigiu que as montadoras estrangeiras elevassem o conteúdo local a 70% e limitassem importações, em 1997, mas retirou as exigências após decisão da OMC favorável ao USTR) e a China, investigada durante o primeiro governo de Donald Trump.
Infomoney - SP 17/07/2025
Os preços ao produtor dos Estados Unidos ficaram inalterados em junho uma vez que um aumento no custo das mercadorias devido às tarifas sobre as importações foi compensado pela fraqueza dos serviços.
A leitura inalterada do índice de preços ao produtor para a demanda final no mês passado seguiu-se a um aumento revisado para cima de 0,3% em maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2%, depois de avanço de 0,1% relatado anteriormente em maio.
Nos 12 meses até junho, os preços ao produtor aumentaram 2,3%, depois de avançarem 2,7% em maio.
Dados divulgados na terça-feira mostraram que a alta dos preços ao consumidor acelerou em junho, com avanços em bens expostos a tarifas, como móveis, eletrodomésticos, artigos esportivos e brinquedos.
Economistas disseram que o relatório do índice de preços ao consumidor de junho foi provavelmente o início do aumento da inflação induzido pelas tarifas de importação anunciadas em abril.
No entanto, alguns esperavam que o aumento mais lento dos preços de serviços, devido à diminuição da demanda por viagens e hotéis, compensasse parcialmente a alta da inflação decorrente das tarifas.
Na semana passada, o presidente Donald Trump anunciou que as tarifas mais altas entrariam em vigor em 1º de agosto para as importações de vários países, incluindo México, Japão, Canadá e Brasil, além da União Europeia.
O Federal Reserve deve deixar sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% na reunião de política deste mês. A ata da reunião de 17 e 18 de junho do banco central, que foi publicada na semana passada, mostrou que apenas “algumas” autoridades disseram que achavam que os juros poderiam cair já na reunião de 29 e 30 de julho.
Infomoney - SP 17/07/2025
Empresas dos Estados Unidos informaram ao Federal Reserve em junho e no início de julho que a perda de mão de obra imigrante está aumentando suas dificuldades com os efeitos das políticas comerciais em rápida mudança, à medida que as estratégias econômicas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, começam a ganhar força.
O último retrato da economia do banco central dos EUA, divulgado nesta quarta-feira, mostrou que a atividade se acelerou nas últimas semanas, mas a perspectiva foi “neutra a ligeiramente pessimista”, conforme empresas relataram que as tarifas de importação mais altas estavam pressionando os preços.
“Os contatos em uma ampla gama de setores esperam que as pressões de custo permaneçam elevadas nos próximos meses, aumentando a probabilidade de que os preços ao consumidor comecem a subir mais rapidamente em meados deste ano”, de acordo com o relatório “Livro Bege” do Fed, que se baseou em pesquisas, entrevistas e falas coletadas de contatos comerciais e comunitários de cada um dos 12 bancos regionais do banco central até 7 de julho.
Todos os distritos relataram o impacto da política comercial, com apenas alguns exemplos de empresas que citaram benefícios, inclusive da possível transferência da produção para outros países.
Muitos mencionaram o efeito dos aumentos de preços, já observados ou esperados para breve, e, em alguns casos, uma desaceleração nos negócios.
“Um fabricante de metais relatou que os volumes de negócios atuais estavam estáveis, mas ‘parece haver um precipício de volume ameaçador à frente, o que está sinalizando uma queda drástica'”, informou o Fed de Minneapolis.
“Algumas empresas aumentaram os preços antes da imposição de tarifas”, disse o Fed de Atlanta. “Outras disseram que estavam esperando para aumentar os preços até que tivessem mais clareza sobre a política comercial, o que pressiona as margens, mas minimiza a volatilidade dos preços. Vários contatos observaram que ainda estavam trabalhando com estoques pré-tarifários, atrasando assim os ajustes de preços.”
Foi relatado que o emprego aumentou muito ligeiramente, disse o Fed, e “muitos contatos esperavam adiar as principais decisões de contratação e demissão até que a incerteza diminuísse”.
A aplicação da lei de imigração e as deportações, que são um pilar fundamental da estrutura política de Trump, pareceram prejudicar empresas em várias regiões.
“Uma empresa de construção relatou que a falta de trabalhadores estava atrasando a conclusão de projetos, e uma empresa de paisagismo relatou que não conseguiu atender a mais da metade das solicitações de seus clientes”, informou o Fed de St. Louis.
“Algumas pequenas empresas sazonais decidiram não reabrir devido à falta de trabalhadores imigrantes disponíveis”, de acordo com o Fed de Nova York.
Formuladores de política monetária do Fed mantiveram sua taxa de juros na faixa atual de 4,25% a 4,50% desde dezembro e espera-se que a mantenham pelo menos até setembro, enquanto aguardam para ver como a economia responderá ao comércio e a outras mudanças nas políticas.
Algumas autoridades do Fed disseram que considerariam a possibilidade de cortar os juros já na reunião de 29 e 30 de julho para evitar qualquer enfraquecimento adicional do mercado de trabalho.
No entanto, a maioria dos formuladores de política monetária dos EUA acredita que o mercado de trabalho continua sólido, apesar de alguns sinais de arrefecimento, como um aumento recente nos pedidos de auxílio-desemprego contínuos e uma desaceleração no crescimento do emprego, e não estão dispostos a reduzir os juros quando esperam que as tarifas de importação mais altas em décadas aumentem os preços nos próximos meses e, potencialmente, anulem o progresso duramente conquistado em relação à inflação.
Em um sinal de que esse processo está em andamento, os preços ao consumidor dos EUA tiveram o maior aumento em cinco meses em junho, com os preços de alguns produtos importados em grande parte, incluindo vestuário, móveis para casa, brinquedos e artigos esportivos, impulsionando o aumento.
CNN Brasil - SP 17/07/2025
Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta quarta-feira (16), impulsionados pelo fortalecimento dos laços entre a Austrália, maior produtora de minério, e a China, maior mercado consumidor do ingrediente siderúrgico.
Os ganhos de preço, no entanto, seguem limitados por preocupações com a persistente fraqueza do setor imobiliário chinês.
O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na DCE (Bolsa de Mercadorias de Dalian) da China encerrou as negociações do dia com alta de 1,05%, a 773 iuanes (US$ 107,70) a tonelada.
O minério de ferro de referência de agosto na Bolsa de Cingapura avançava 1,04%, a US$ 99,95 a tonelada.
Como as exportações da Austrália para a China são dominadas pelo minério de ferro, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, viajou para Pequim com executivos das gigantes da mineração Rio Tinto, BHP e Fortescue, que se reuniram com autoridades do setor siderúrgico chinês na segunda-feira.
Depois de uma reunião entre Albanese e o presidente chinês Xi Jinping, os dois países concordaram com um novo Diálogo de Políticas sobre a Descarbonização do Aço, concedendo à Austrália uma visão do planejamento do governo chinês.
Albanese também disse que um acordo de livre comércio de uma década com a China, o maior parceiro comercial da Austrália, seria revisado.
Apesar do novo diálogo sobre descarbonização, a BHP disse que a produção de produtos de aço com baixo teor de carbono é muito cara e decidiu "não produzir ferro ou aço verde por conta própria".
Em meio a uma persistente desaceleração no mercado imobiliário da China, a produção de aço bruto em junho caiu 9,2% em relação ao ano anterior, levando o resultado do primeiro semestre ao nível mais fraco desde o início da pandemia, em 2020.
Valor - SP 17/07/2025
Índice de Confiança do Empresário Industrial da CNI continua abaixo da linha que separa a confiança da falta confiança; e o pessimismo não dá sinais de que vai ceder neste ano.
A fabricante de máquinas Romi incluiu, como de costume, nos comentários dos números do segundo trimestre divulgados terça-feira (15), o Índice de Confiança do Empresário Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), um indicador do humor de seus clientes, que vai em algum momento refletir-se na sua carteira de pedidos.
A Romi, de Santa Bárbara d’Oeste (SP), vende os bens de capital para outras indústrias produzirem os bens de consumo. Se o empresário está pessimista, a tendência é não comprar nem encomendar máquinas.
O problema é que o pessimismo não dá sinais de que vai ceder neste ano. O indicador mensal da CNI continua abaixo da linha que separa a confiança da falta confiança, agora por seis meses consecutivos, aos 47,3 pontos em junho, nos níveis de julho de 2020, quando recuperava-se do choque da pandemia.
Esse nível “demonstra um aprofundamento da falta de confiança que vem sendo registrada no setor industrial brasileiro desde janeiro de 2025”, diz a CNI. O índice passou dos 62 pontos em julho do ano seguinte, o pico da série histórica iniciada em meados de 2015, durante a recessão no governo Dilma Rousseff, quando estava em 37,3 pontos.
Para a Romi, esse resultado reflete “as incertezas do cenário econômico e a perspectiva de manutenção da taxa de juros no Brasil em patamar elevado”. Fabio Taiar, diretor financeiro, disse durante a teleconferência de resultados, nesta quarta-feira (16), que essa situação preocupa a empresa e nota a piora recente no ambiente político, o que acaba reforçando esse pessimismo.
Nesta semana, outro indicador, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), conhecido como “prévia do PIB do Banco Central”, mostrou um recuo de 0,74% em maio ante abril. O dado veio abaixo do piso das estimativas colhidas pelo Valor Data e causou revisões de projeção para crescimento de 2025. O setor industrial caiu 0,52%.
“Por outro lado, a atividade industrial continua em níveis elevados”, diz a Romi, no release de resultados, referindo-se a outro indicador da CNI, o de utilização média da capacidade instalada, que está perto de 70%, o que demonstraria que “o Brasil continua competitivo”.
No cenário externo, a Romi chama a atenção para “dificuldades de crescimento nas principais economias mundiais, dos ajustes nas políticas monetárias, das recentes incertezas em relação à elevação das tarifas de importação e das persistentes tensões geopolíticas”.
Os executivos não fizeram comentários na teleconferência sobre a taxação de 50% anunciada pelo governo americana, nem sobre as investigações de possíveis práticas “desleais” comerciais brasileiras.
A empresa teve lucro de R$ 16,4 milhões no segundo trimestre, queda de 47% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita cresceu 7%, para R$ 316,1 milhões. Mais uma vez, o destaque foi a subsidiária alemã B+W, responsável por metade da carteira de pedidos.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 17/07/2025
O mercado de locação pode contribuir para o aumento das vendas de máquinas para construção no segundo semestre de 2025, na avaliação de Eurimilson Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), que será um dos debatedores do Radar Tendências, a ser transmitido no próximo dia 24 de julho, a partir das 15h, pelo Canal da Sobratema no YouTube.
“Com a taxa de juros elevada, há uma preferência para a locação de equipamentos utilizados em obras ou para atividades de mineração e agronegócio. Com isso, no ano passado, houve um leve crescimento neste mercado, o que estimula os investimentos por parte dos locadores, seja para a renovação ou para ampliação da frota, a fim de atender a demanda dos clientes. Isso significa que o volume de máquinas comercializadas para a área de rental está em elevação, contribuindo para o resultado geral das vendas”, explica Daniel.
A maior oferta pelo setor de locação é importante, mas tem um viés a ser considerado que é a maior pressão nos valores das máquinas, que exige uma visão estratégica pelos locadores no momento de planejar seus investimentos. Segundo o vice-presidente da Sobratema, é preciso analisar os equipamentos que dão mais rentabilidade ao longo do seu ciclo de vida, entender o momento do mercado, quais as linhas de produto utilizadas em cada região e quais são as máquinas mais aplicadas por segmento, por exemplo.
Mesmo assim, o vice-presidente da Sobratema, pondera que a busca das empresas por mecanização, qualidade, disponibilidade e custo mais competitivo têm aberto novas oportunidades para os locadores.
“Há muitos benefícios para os usuários de equipamentos com a locação, por isso as empresas do rental têm procurado se posicionar de forma estratégica, valorizando sua frota”, acrescenta.
O Radar Tendências terá também como debatedores Alberto Silva, CEO do Grupo Lafaete, e do economista Fernando Garcia de Freitas, sócio-diretor da Ex Ante Consultoria Econômica. Mario Miranda, coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção e Mineração, será o responsável por introduzir as informações e os dados da publicação.
“O evento democratiza a informação, contribuindo para que os profissionais enxerguem o contexto econômico e as tendências do mercado. Outro ponto fundamental é que mostra para todos os empresários do Brasil a importância da mecanização nos canteiros de obras, no agronegócio e em outras áreas. Aos intercambiar esse conteúdo com empresas de Norte a Sul do país, contribuímos para o desenvolvimento sustentável do nosso mercado”, concluiu Daniel.
O Radar Tendências conta com o primeiro bloco voltado para as percepções, preocupações e oportunidades de negócios no mercado de máquinas.
A segunda etapa estará destinada ao debate sobre investimentos, fontes de financiamento utilizadas e situação da frota atual no mercado. Na sequência, a discussão será em torno as tendências de vendas no primeiro semestre por macrossetor. Por fim, os internautas terão a chance de conferir as previsões para o segundo semestre e para 2025.
Exame - SP 17/07/2025
O governo federal lançou o programa Carro Sustentável, que zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos zero quilômetro fabricados no Brasil e que atendem a critérios de sustentabilidade e eficiência energética.
A medida tem como objetivo incentivar a produção e venda de carros mais econômicos e menos poluentes, além de oferecer um desconto significativo no preço final para os consumidores.
Critérios para o IPI reduzido
Os veículos que se qualificam para o benefício precisam atender a alguns requisitos específicos, como:
Emissão máxima de 83 g/km de CO2; Pelo menos 80% de materiais recicláveis; Produção integral nacional; Enquadramento em categorias compactas ou de entrada.
A medida estará em vigor até dezembro de 2026, antes da reforma tributária, e conta com a adesão de diversas montadoras, como GM, Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis.
Descontos para carros populares
Entre os modelos mais populares beneficiados, os descontos podem chegar até R$ 13.400, o que representa uma redução significativa no preço final. Um dos destaques é o Renault Kwid, o veículo mais barato do Brasil atualmente:
Kwid Zen: de R$ 80.690 por R$ 67.290 (R$ 13.400 de desconto); Kwid Intense: de R$ 83.890 por R$ 71.290 (R$ 12.600 de desconto); Kwid Iconic e Outsider: descontos na faixa de R$ 11.700.
Outros carros populares também têm descontos expressivos com o IPI zerado:
Fiat Mobi Like: de R$ 80.990 por R$ 67.990 (R$ 13.000 de desconto); Fiat Mobi Trekking: de R$ 82.990 por R$ 73.290 (R$ 9.700 de desconto); Fiat Argo Drive 1.0 MT: de R$ 94.990 por R$ 86.990 (R$ 8.000 de desconto); Volkswagen Polo Track: de R$ 131.650 por R$ 120.240 (R$ 11.410 de desconto); Volkswagen Novo Nivus: de R$ 163.290 por R$ 146.490 (R$ 16.800 de desconto).
Benefícios para consumidores e para o setor automotivo
Vale ressaltar que, apesar da redução do IPI, alguns modelos podem sofrer reajustes em outras taxas e no preço de tabela no futuro.
A lista completa e atualizada dos modelos com desconto no programa Carro Sustentável pode ser acessada no site dos fabricantes e no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Valor - SP 17/07/2025
A montadora francesa também nomeou Duncan Minto como diretor-presidente interino.
A Renault reduziu suas metas para o ano devido à piora do mercado automotivo e à concorrência acirrada, e nomeou o veterano do setor automotivo Duncan Minto como diretor-presidente interino.
A montadora disse que cortou as projeções para levar em conta a deterioração do mercado automotivo e a crescente pressão dos concorrentes. As montadoras europeias vêm enfrentando a forte concorrência de rivais chineses, que se expandem agressivamente no continente com suas linhas de carros e veículos elétricos de custo relativamente baixo.
A empresa vinha tendo um desempenho relativamente robusto no setor automotivo europeu, pois não tem exposição à América do Norte e, portanto, evitou a incerteza criada pelo regime de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto sua nova linha de modelos elétricos foi bem recebida. No entanto, a empresa agora vê uma pressão competitiva crescente.
A montadora francesa espera uma margem operacional de aproximadamente 6,5% este ano, abaixo da previsão anterior de pelo menos 7%. A empresa também espera um fluxo de caixa livre entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de euros, em comparação com a projeção anterior de pelo menos 2 bilhões de euros.
Enquanto os investidores avaliam o corte nas metas para o ano e os resultados preliminares do primeiro semestre - que vieram abaixo das expectativas - as ações da montadora despencam. Na manhã desta quarta-feira (16), a queda chegava a 17% na Bolsa de Paris.
A receita da Renault no primeiro semestre do ano cresceu 2,5% na comparação anual, para 27,6 bilhões de euros, segundo números preliminares. A margem operacional ficou em 6% da receita, com o fluxo de caixa livre em 47 milhões de euros.
A receita está em linha com as estimativas, mas uma margem de 6% implica que o lucro operacional do grupo está cerca de 12% abaixo do consenso de mercado, segundo o analista Romain Gourvil, do Berenberg.
A Renault disse que reforçará seus planos de corte de custos de curto prazo e priorizará a criação de valor em detrimento dos volumes, entre outras medidas, com mais detalhes a serem apresentados em sua divulgação de resultados semestrais no final deste mês.
“Não esperávamos por isso”, disseram analistas do Citi em um relatório “A pressão comercial na Europa se soma às dificuldades mais amplas do setor, como tarifas e pressões sobre os preços, que a Renault, até agora, vinha gerenciando melhor que seus pares.”
Para os analistas da Morningstar, apesar de os resultados terem sido fracos e as metas apontarem para um cenário ruim, a queda das ações nesta quarta-feira parece exagerada dado o bom histórico recente da Renault em superar suas próprias metas.
Além disso, a companhia promoveu seu diretor financeiro, Duncan Minto, ao cargo de diretor-presidente interino. O executivo supervisionará a gestão diária da empresa ao lado de Jean-Dominique Senard, que será o presidente do conselho da empresa operacional do grupo enquanto a Renault busca um CEO permanente.
O anúncio ocorre no momento em que o atual diretor-presidente da Renault, Luca de Meo, se prepara para assumir o cargo de CEO na gigante francesa de artigos de luxo Kering, em 15 de setembro.
Automotive Business - SP 17/07/2025
O Brasil está prestes a se tornar o principal mercado de caminhões da Mercedes-Benz no mundo. A afirmação é de Achim Puchert, CEO da Mercedes-Benz Trucks.
O Brasil tem chances de se tornar o mercado número um ainda neste ano para a marca Mercedes. A Europa é a maior região (para a empresa) e existe uma discussão se Alemanha ou Brasil pode ser o maior mercado para nós.
Comparado com a Europa, onde há muito mais incertezas, o Brasil está numa situação mais favorável, completou Puchert, que presidiu a operação de caminhões da Mercedes-Benz do Brasil de 2022 a 2024.
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O executivo, inclusive, veio para cá apenas para participar do lançamento do novo Axor, o qual chamou carinhosamente de meu bebê por ter participado do projeto.
Mercedes-Benz cresceu operação de caminhões no Brasil
A Mercedes-Benz teve um desempenho elogiável no primeiro semestre de 2025. A marca emplacou 12.910 unidades no período. O volume representou alta de 13% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.
De quebra, a montadora conquistou 25% de participação de mercado crescimento de 3,6% frente ao primeiro semestre de 2024.
A boa fase faz com que se pense em investimentos no país. Perguntado sobre a possibilidade, Puchert disse que a empresa nunca deixou de investir na operação brasileira. O executivo sugeriu que um novo ciclo pode ser anunciado em breve, mas não confirmou quando (e se) isso vai acontecer.
Empresa vive fases turbulentas na Alemanha e nos EUA
O CEO da Mercedes-Benz Trucks disse que o mercado alemão vive uma fase turbulenta por vários motivos.
Na Alemanha existe inflação, aumento nos custos e incertezas por conta da guerra da Rússia. No topo de tudo ainda estão as discussões sobre tarifas e esse vai-e-vem (das taxas estabelecidas pelos Estados Unidos). Tudo isso cria incertezas que não nos ajudam.
Por falar em Estados Unidos, Achim afirmou que a situação não é confortável por lá. A Daimler Trucks é dona da Freightliner, que lidera o segmento de caminhões extrapesados no país.
A marca mantém quatro fábricas na América do Norte, sendo duas nos EUA e as demais no México. Além disso, vários fornecedores produzem peças fora dos Estados Unidos. Portanto, estão sujeitos às tarifas turbinadas do governo Trump.
Informalmente, ainda existe a expectativa de que o presidente mude de ideia, já que os novos impostos só entram em vigor em agosto.
Auto Industria - SP 17/07/2025
Os critérios demoraram mais que o esperado para serem anunciados, contudo bem recebidos. Ideia central é impacto neutro na arrecadação de imposto sobre automóveis e comerciais leves. Veículos movidos exclusivamente a etanol (hoje, não existem), híbridos flex e elétricos pagarão menos IPI, enquanto os movidos a gasolina e diesel (mesmo híbridos) pagarão mais. Consumo de combustível, potência, itens de segurança ativa e passiva e até reciclabilidade entram na conta final e sempre os menos eficientes pagando mais imposto do que os eficientes. O veículo também deve se enquadrar como compacto.
Um acerto foi deixar claro que produção tem que ser nacional e incluir todas as etapas como prensagem, soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem final. Nada de “produção experimental” e sim efetiva.
Mais importante a registrar foi quase uma “guerra de preços” com os fabricantes de carros compactos e picapes leves lançando promoções com descontos de até 20%, bem acima da diminuição de IPI. Fiat, Hyundai, Renault e VW saíram na frente, todavia é certo que nenhuma marca deixará de se movimentar. Cada uma com sua estratégia.
Paulo Cardamone, da Bright Consulting, considerou acertado que os motores de menor potência (aspirados) paguem menos imposto do que os turbos, a partir de 3 de novembro. Entretanto, eficiência energética sempre será o critério mais justo, além da valorização dos motores flex. O programa Carro Sustentável termina em 31 de dezembro de 2026.
Por sua vez, o IPI Verde tem viés mais protecionista. Contudo, incentiva a produção no Brasil e penaliza gasolina e diesel. Marcas chinesas com fábricas plenas aqui deverão partir para motores flex, cuja tecnologia é dominada por fabricantes e fornecedores nacionais desde 2003.
É possível que previsões de venda para este ano sejam revistas para cima. A última projeção da Fenabrave diminuiu o crescimento esperado de 5% para 4,4% em 2025 sobre 2024. Movimento nas concessionárias já aumentou. Um bom sinal.
SUV médio Boreal muda estratégia Renault
Aposta firme da marca francesa para mercados da América Latina, Turquia, Oriente Médio e Norte da África, o novo SUV Boreal começa a ser fabricado em São José dos Pinhais (PR) e estreia prevista para o último trimestre. Três versões com preços estimados de R$ 180.000 a R$ 240.000. Alvos principais: Corolla Cross, Compass e Taos. Estilo da dianteira avançado tem várias divisórias, faróis LED, rodas de 19 pol. de desenho ousado, teto solar e pintura do teto em preto. Já a parte traseira, propositalmente discreta, é seu melhor ângulo.
Dimensões generosas: 4.556 mm de comprimento, 2.702 mm de entre-eixos, 1.841 mm de largura e 1.640 mm de altura. Porta-malas surpreende pelos 522 L e chega a 1.279 L, ao rebater o banco traseiro. A arquitetura do Boreal prevê versão flex semi-híbrida de 48 V. Todavia, estreia com o conhecido motor 1,3 L turbo flex, injeção direta, 163 cv (E) e 156 cv (G); 27,5 kgf·m (E) e 25,5 kgf·m (G). Rivais diretos da Toyota e Jeep entregam potência maior (175 cv e 176 cv com etanol, respectivamente). Porém, o Compass tem massa 166 kg maior que o novo SUV da Renault, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 9,8 s contra 10,3 s do rival. No Boreal, câmbio robotizado automático de duas embreagens em banho de óleo.
O novo SUV é o primeiro Renault fora da Europa com o Google Automotive Service e integração total com Google Maps e Play. Há duas telas integradas de 10 pol. para instrumentos e multimídia; sistema de som Harman Kardon Premium. Outro destaque: permite configurar o comportamento dinâmico em cinco modos de condução: Eco, Comfort, Sport, Perso e o novo Smart. Este último adapta automaticamente motor, direção, acelerador ao estilo de direção e tipo de trajeto para uma experiência mais intuitiva.
Destaque especial para 24 sistemas de assistência ao condutor (ADAS). Além de frenagem autônoma de emergência, há alerta de abertura segura das portas e controle de cruzeiro adaptativo com função para-e-anda. Em todas as versões, faróis são de facho adaptativo e comutação automática alto e baixo.
Audi A5 e BMW M235: quase ao mesmo tempo
Embora não sejam concorrentes diretos, há acúmulo de lançamentos de produtos nacionais e importados como nunca. O A5 substitui o A4, tem nova arquitetura e cresce nesta geração: comprimento, 4.829 mm; entre-eixos, 2.892; largura, 1.860 mm, altura, 1.410 mm e bom porta-malas de 417 L. O estilo agrada por ser ousado, em especial a nova grade hexagonal, a integração luminosa de um lado ao outro na traseira, além de maçanetas embutidas e novas rodas de 20 pol.
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Oferece mais espaço interno, mesmo para quem viaja no banco traseiro, enquanto os bancos dianteiros garantem boa sustentação lateral. Desenho do volante foge dos padrões da marca: rebuscado demais. O quadro de instrumentos de 11,9 pol. integra-se bem à tela multimídia de 14,5 pol. A tela exclusiva para o passageiro da frente não estará disponível na versão para o Brasil por razão de preço, embora permitida por lei. O teto solar panorâmico fixo tem seis níveis de escurecimento.
Motor é o 2-L, turbo, 272 cv e 40,8 kgf·m com câmbio automático de sete marchas e tração nas quatro rodas sob demanda. Aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 s. Preço será definido no lançamento, em setembro.
Na ordem alfabética, vêm os BMW da série 2 com carroceria sedã-cupê de quatro portas (batizada de Gran Coupé pela marca alemã) já à venda: o 220 M Sport, por R$ 320.950 e o M235 xDrive, por R$ 479.950. Ambos oferecem um motor turbo 2-L, quatro cilindros em linha, com especificações diferentes. No primeiro caso, 204 cv e 30,6 kgf·m para aceleração de 0 a 100 km/h em 7,3 s. Na versão de topo, potência sobe para 317 cv e torque para 40,8 kgf·m, com 0 a 100 km/h em 4,9 s.
O câmbio de ambos é robotizado automático de duas embreagens e sete marchas. Tração integral sob demanda reservada para versão mais cara; tração dianteira para a M Sport. Diferença grande (50%) de preço entre as duas versões: R$ 159.000. Em boa hora, o fabricante eliminou a incômoda obrigação de aproximar o telefone celular da maçaneta para abrir a porta do motorista. Os novos bancos dianteiros trazem mais conforto em viagens longas. E o seletor de marchas foi redesenhado.
BMW ainda conta com o M2, motor 3-litros Twin Turbo, 480 cv, 61,2 kgf·m, câmbio manual (6-marchas) ou automático (8-marchas) com preço de R$ 673.950.
HR-V 2026 recebe discreta reestilização
A dianteira traz um novo para-choque nas versões Advance e Touring com uma linha estilizada que conecta os faróis de neblina. Grade segue em preto brilhante, mas muda o padrão conforme a motorização. Na traseira, lanternas de LED com indicadores de direção sequenciais são exclusivos da versão de topo Touring. Rodas de 18 pol. agora estão restritas às versões mais caras, com desenho diferenciado e acabamento escurecido. Versões EX e EXL mantêm rodas de 17 pol.
No interior, a principal novidade está na central multimídia de 8 pol. (ainda pequena) e em todas as versões. Sem novidades mecânicas: 1,5 L flex, aspiração natural, 126 cv e 15,8 kgf·m (pouco para a massa do SUV) e 1,5 L, turbo flex 177 cv e 24,5 kgf·m, este muito bom. Um dos pontos fortes do HR-V é o pacote de segurança, padronizado em todas as versões: seis airbags, assistente de partida em rampas, controle de descida e alerta de ponto cego com câmera (lado direito), entre outros.
Em avaliação entre São Paulo e São Roque (SP) com trechos urbanos de tráfego intenso e rodovias de média velocidade, o HR-V entregou equilíbrio refinado, conforto e dirigibilidade. Versão turbo confirmou sua vocação de oferecer boa estabilidade, respostas imediatas do acelerador e condução tranquila em diferentes condições de tráfego. Mesmo sem desempenho de esportivo, entrega o que se espera de um SUV familiar com pegada racional.
Valor - SP 17/07/2025
O gabinete de governo da China prometeu controlar a "concorrência irracional" no setor de veículos elétricos, que está em rápido crescimento no país e hoje contribui para uma gerra de preços que aprofunda as pressões deflacionárias que pesam sobre a economia em geral.
Em uma reunião na quarta-feira, presidida pelo premiê chinês, Li Qiang, o Conselho de Estado (gabinete) informou que planeja regulamentar a ordem de mercado do setor de veículos de nova energia e fortalecer as investigações de custos e o monitoramento de preços.
O gabinete chinês afirmou que as autoridades devem orientar as empresas a aumentarem sua competitividade por meio da inovação tecnológica e da melhoria da qualidade.
Na reunião, os reguladores também foram instados a garantir que as grandes montadoras cumpram seus cronogramas de pagamento prometidos.
No mês passado, as montadoras chinesas emitiram comunicados comprometendo-se a efetuar os pagamentos aos seus fornecedores em até 60 dias.
Guerras de preços surgiram em setores como automóveis e entrega de alimentos, à medida que as empresas cortam preços para atrair clientes e ganhar participação de mercado.
Em uma reunião presidida pelo presidente chinês, Xi Jinping, no início deste mês, as autoridades foram instadas a reprimir a competição de preços "desordenada" e a eliminar gradualmente a capacidade industrial obsoleta, devido às preocupações com pressões deflacionárias.
Exame - SP 17/07/2025
A General Motors anunciou nesta terça-feira, 15, que transferirá a produção do Cadillac Escalade para uma unidade em Michigan, nos Estados Unidos, e, na mesma instalação, ampliará a fabricação das picapes Chevrolet Silverado e GMC Sierra movidas a gasolina.
A medida faz parte do plano de investimento de US$ 4 bilhões anunciado em junho pela montadora, que envolve três fábricas nos estados de Michigan, Kansas e Tennessee.
Demanda por combustão adia estratégia elétrica
Com o ajuste, a GM aumentará sua capacidade de produção de veículos a combustão em um momento em que a demanda por carros elétricos tem sido menor do que o esperado. O investimento coloca em xeque a meta da empresa de encerrar a produção de automóveis a gasolina até 2035.
A produção do Escalade, atualmente concentrada na unidade de Arlington, no Texas, será gradualmente transferida para a fábrica Orion Assembly, em Michigan, onde também será iniciada, a partir de 2027, a montagem das versões a gasolina das picapes Silverado e Sierra. Segundo a GM, a planta de Arlington continuará a produzir outros SUVs de grande porte, como o GMC Yukon, o Chevrolet Suburban e o Chevy Tahoe.
O projeto altera os planos anteriores da montadora, que previa iniciar a fabricação de caminhões elétricos na unidade de Orion em 2026. A GM afirmou à Reuters que a mudança atende à “forte demanda contínua dos clientes” por SUVs e picapes a gasolina — veículos que estão entre as maiores fontes de receita da companhia.
A estratégia ocorre em meio a mudanças regulatórias nos EUA. Neste mês, o presidente Donald Trump sancionou uma lei que elimina as penalidades por descumprimento das metas de economia média de combustível, facilitando a produção de veículos maiores e menos eficientes. A nova legislação também prevê o fim dos créditos fiscais de US$ 7.500 para veículos elétricos a partir de 30 de setembro.
A GM foi uma das empresas que já haviam sido multadas por não cumprir os padrões anteriores. A montadora pagou US$ 128,2 milhões em penalidades referentes aos anos de 2016 e 2017.
Valor - SP 17/07/2025
Empresa disse que a despesa será tratada como um item especial, e que não se espera que o recall afete o seu lucro operacional ajustado, o lucro por ação ajustado ou o fluxo de caixa livre ajustado.
A Ford está fazendo o recall de certos veículos nos Estados Unidos cujos injetores de combustível podem rachar e vazar combustível dentro do compartimento do motor, aumentando o risco de incêndio.
Mais de 694 mil veículos podem ser afetados, incluindo os modelos Bronco Sport fabricados entre 2021 e 2024 e os modelos Escape fabricados entre 2020 e 2022, de acordo com a Administração Nacional de Segurança no Trânsito em Rodovias (NHTSA).
A solução definitiva está atualmente em desenvolvimento, segundo a NHTSA, embora o órgão regulador tenha dito que, como um reparo provisório, as concessionárias atualizarão o software de controle do motor.
A Ford estimou que terá cerca de US$ 570 milhões em custos associados ao recall em seus resultados do segundo trimestre. Essa despesa será tratada como um item especial, de acordo com a política corporativa da empresa.
Não se espera que o recall afete o seu lucro operacional ajustado, o lucro por ação ajustado ou o fluxo de caixa livre ajustado da empresa, afirmou, em comunicado enviado ao regulador do mercado de capitais dos EUA, a SEC.
Monitor Digital - RJ 17/07/2025
A construção civil inicia o segundo semestre de 2025 em alerta máximo. O déficit na captação líquida da poupança, principal fonte de crédito imobiliário no país, atingiu R$ 34,6 bilhões apenas no primeiro trimestre, segundo dados do Banco Central. O número já supera todo o saldo negativo registrado em 2024 e escancara o descompasso entre oferta e demanda por financiamento no setor.
Na avaliação da Multiplike, com a Selic em 15%, o custo do dinheiro alcançou um patamar insustentável para boa parte das empresas, afetando diretamente o ritmo de obras, novos lançamentos e a rentabilidade dos projetos. A escalada dos juros se soma a outros fatores críticos, como o aumento da carga tributária e o encarecimento da mão de obra, apontado por entidades.
Esse tripé vem pressionando as margens operacionais das construtoras e criando um ambiente de baixa previsibilidade para o setor. Diante da dificuldade de acesso ao crédito tradicional, muitas empresas têm optado por segurar investimentos ou até suspender empreendimentos, o que compromete diretamente a geração de empregos, a produção e a cadeia de fornecimento da construção civil como um todo.
Segundo a empresa, apesar da urgência por alternativas, grande parte do setor ainda mantém forte dependência de linhas tradicionais de crédito, concentradas em bancos e instituições públicas. Essa limitação tem dificultado a execução de projetos em um contexto de juros elevados e maior seletividade na concessão de recursos. Instrumentos como os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), embora em expansão, ainda enfrentam resistência, seja por falta de familiaridade, seja por modelos de gestão menos abertos à inovação financeira.
“Em um mercado travado, agilidade e flexibilidade no financiamento são diferenciais decisivos para manter o ritmo das obras”, avalia Volnei Eyng, CEO da Multiplike. Segundo ele, os FIDCs oferecem uma alternativa eficiente, permitindo a captação de recursos com maior velocidade, menos burocracia e mais aderência às necessidades específicas de cada obra.
Em vez de enfrentar um processo lento e inflexível de crédito bancário, a construtora pode estruturar operações personalizadas, com condições ajustadas ao fluxo de recebíveis e à realidade financeira do projeto. Essa dinâmica tem sido essencial para destravar obras paralisadas e acelerar o ciclo de construção, sem comprometer as margens.
De acordo com dados do setor apenas no primeiro semestre de 2025, os FIDCs movimentaram R$ 28,8 bilhões, com patrimônio total de R$ 687 bilhões. Desde 2023, os fundos estruturados vêm crescendo de forma consistente, especialmente por atenderem a empresas que não encontram n sistema bancário a agilidade necessária para operar em um mercado competitivo. Enquanto isso, as fontes tradicionais de financiamento estão cada vez mais escassas, não há mais espaço para hesitação. A sobrevivência e o crescimento da construção civil passam, inevitavelmente, pela capacidade de inovar também na gestão financeira. “A chave está em alavancar com inteligência, e os FIDCs são um excelente meio para isso. É hora de parar de olhar para o retrovisor e construir o futuro com base em soluções reais”, conclui Volnei Eyng, CEO da Multiplike.
Fundada em 1999, a Multiplike é gestora exclusiva multissacado/multicedente e securitizadoras de crédito privado do país, especializada em antecipação de recebíveis e capital de giro. Com mais de R$ 50 bilhões em créditos cedidos nos últimos anos, a companhia atua nos principais mercados, tais como: construção civil, agronegócio e indústria. Com mais de 300 colaboradores, a Multiplike possui uma carteira de mais de 4 mil empresas atendidas, se consolidando como a empresa com maior rentabilidade do setor financeiro da região sul do Brasi
O Estado de S.Paulo - SP 17/07/2025
As vendas de materiais de construção estão surpreendendo positivamente e devem fechar o ano com um crescimento acima do esperado, puxadas pelo aquecimento da economia, com emprego e renda em alta.
O novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Paulo Engler, acredita que há boas chances de o avanço do faturamento do setor passar dos 3% em 2025 na comparação com 2024, superando a projeção inicial de 2,8%. “O mercado está indo muito bem até aqui. E o segundo semestre é normalmente muito mais forte em vendas. Então há muito potencial para passar do que foi previsto”, diz.
Esta é a primeira entrevista de Paulo Engler desde que assumiu a presidência da Abramat, em junho, no lugar de Rodrigo Navarro. Engler é advogado, mestre na área tributária, e passou os últimos anos da sua carreira no comando de associações de empresas do setor químico e de produtos de limpeza.
Avanço em 12 meses foi de 4,9%
A pesquisa da Abramat mais recente mostra que as vendas da indústria de materiais nos 12 meses encerrados em junho de 2025 cresceram 4,9% em relação aos 12 meses anteriores. Já no primeiro semestre deste ano, as vendas aumentaram 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O que tem puxado as vendas para cima é o varejo, segmento no qual os materiais são usados para construções e reformas domésticas. O presidente da Abramat aponta que o recorde de empregos e a massa salarial crescente têm estimulado as vendas. “Mesmo com dívidas e juros altos, as pessoas têm priorizado cuidar do lugar onde moram. Todo mundo que está empregado aproveita para reformar a casa”, diz.
Pela frente, o setor pode ganhar um fôlego extra se for confirmado o lançamento do programa do governo federal para financiar reformas de casas de famílias de baixa renda. “Ainda não sabemos quanto de crédito essa linha terá, mas o apoio será importante. Hoje, não existe uma modalidade de empréstimo voltada para a compra de materiais”, ressalta Engler.
Compras por incorporadoras também vão bem
A compra de materiais por incorporadoras para empreendimentos residenciais e comerciais também está indo bem, embora isso já fosse previsto. Os lançamentos e as vendas de imóveis aumentaram no País nos últimos dois a três anos. Além disso, o setor de infraestrutura continua movimentado, puxado principalmente por projetos de saneamento. “A política nacional deu certo, tem privatizações de serviços municipais e contratações de obras, que demandam materiais”, conta.
O presidente da Abramat diz que há incertezas no campo político nacional e internacional que freiam um pouco o otimismo com os negócios. Por outro lado, pondera que o setor pode sair praticamente ileso de questões mais complexas, como o tarifaço dos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil. A indústria de materiais exporta menos de 10% da sua produção local. Tirando as siderúrgicas, os demais fabricantes de materiais devem ser pouco afetados.
Automotive Business - SP 17/07/2025
O governo federal vai adicionar 2.446 km de malha de transporte público nas 21 maiores regiões metropolitanas do país ao longo dos próximos 30 anos.
As informações estão na 4ª edição do Boletim Informativo do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) , realizado pelo Ministério das Cidades em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo comunicado, o governo analisou 400 projetos levantados e divulgados na 3ª edição do Boletim Informativo (em março deste ano). Foram feitas reuniões com gestores estaduais e municipais, promovidas pelo Ministério das Cidades ao longo de junho, para analisar dados locais e projeções de demanda até 2054.
A partir de tudo isso, 200 projetos foram selecionados, que compõem a Rede Futura de TPC-MAC (transporte público coletivo de média e alta capacidade). Esses projetos farão parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e orientarão o planejamento de investimentos em mobilidade urbana ao longo das próximas três décadas.
Os 2.446 km estão divididos entre diferentes meios de transporte, como metrôs (323 km), trens urbanos (96 km), BRTs/VLTs/monotrilhos (1.930 km) e corredores de ônibus (157 km).
As 21 RMs que integram a iniciativa são: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR), Distrito Federal, Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).
Ao analisar as mudanças com base nas diferentes tecnologias, é possível ver como cada região metropolitana será beneficiada. Em termos de metrô, por exemplo, São Paulo seria a maior contemplada, com sua malha somando mais 147 km aos 111 km que já existem.
A RM do Rio ganharia mais 94 km (hoje tem 58 km) e a de Belo Horizonte, mais 32 km (hoje tem 40 km). São Paulo é também o único estado que teria expansão dos trens urbanos, com 96 km de trilhos.
As maiores expansões seriam em sistemas de BRT, VLT ou monotrilho. O DF ganharia 292 km (hoje tem 54 km), SP 257 km (hoje tem 62 km), MG 198 km (hoje tem 45 km), RS 130 km (hoje tem 0), GO 104 km (hoje tem 31 km) e o RJ 100 km (hoje tem 172 km). Vários estados que hoje têm essa malha zerada, como PI, ES, AM, PB, AL, SC, PB, RN e MA estreariam seus sistemas.
De todas as regiões metropolitanas estudadas, 80% delas podem alcançar, no futuro, ao menos 30% da população morando a até um quilômetro de distância de estações de transporte público, com efeito progressivo no atendimento à população mais vulnerável. Em sete das regiões, esse índice pode passar de 40%. Hoje, a média é de apenas 13%.
Os valores apresentados fazem parte das simulações em um cenário padrão, e consideram as redes futuras e uma reorganização mínima das linhas de transporte coletivo de forma a criar um sistema integrado. Mas o estudo também traz a possibilidade de um cenário otimizado, que teria as seguintes medidas:
Implementação de tarifa módica: Comprometimento de, no máximo, 6% da renda média da população que compõe a força de trabalho ocupada de cada região; Tarifa única/integrada: Pagamento de uma única tarifa no valor definido para a Tarifa Módica, independentemente da quantidade de linhas e rede de transporte público utilizadas; Priorização do transporte coletivo sobre o individual motorizado: Corredores de ônibus, faixas exclusivas, prioridade semafórica, redução de pontos de retenção e otimização do posicionamento dos pontos de parada; Políticas de desincentivo ao uso dos modos motorizados individuais: Iniciativas como redução de vagas de estacionamento, restrição de circulação em algumas áreas e em determinados dias da semana, elevação dos custos de propriedade e de insumos e custo adicional para viagens realizadas pelos modos individuais.
Entre junho e agosto, o ENMU se dedicará à elaboração do banco de projetos, que trará o detalhamento técnico e financeiro dos cerca de 200 planos estratégicos. Serão feitas estimativas de investimento, custos, receitas, benefícios e análises econômico-financeiras preliminares, de forma a orientar a prioridade de investimentos nas regiões metropolitanas.
InfraRoi - SP 17/07/2025
Os três estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além do Mato Grosso do Sul, vão trabalhar juntos para propor melhorias ferroviárias para a região ao governo federal. Representantes dos quatro estados se reuniram na última semana em Florianópolis (SC) e decidiram criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias, principalmente da Malha Sul, e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.
O secretário de Infraestrutura e Logística , Sandro Alex, que acompanhou a reunião com os governadores Jorginho Mello (SC) e Eduardo Leite (RS), disse que vão trabalhar em bloco com o governo federal dará força para o projeto. O governador do Paraná, Ratinho Junior, se reuniu recentemente com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para discutir a questão é disse que há um entendimento mútuo sobre a importância da colaboração.
Paraná de olho em ferrovias
O governo paranaense considera que o modal ferroviária é fundamental para os exportadores de granéis agrícolas do estado, principalmente do complexo soja e milho. Apenas o Porto de Paranaguá movimenta perto de 70 milhões de toneladas por ano, com cerca de 15 milhões da carga nesse modal.
“Queremos avançar nessa questão. Já estamos construindo o Moegão, uma obra de mais de R$ 590 milhões, para agilizar o transporte por ferrovias e estamos com a desestatização da Ferroeste em andamento, o que pode gerar novos investimentos no Estado. A união dos estados do Sul e do Mato Grosso do Sul fortalece o projeto de expansão do modal do Paraná”, disse Sandro Alex, em nota da secretaria.
Concessão da Malha Sul é importante para melhorias ferroviárias na região
Sandro Alex também reforçou a importância da resolução da Malha Sul, que inclui o trecho da Serra do Mar do Paraná. A concessão de uso da ferrovia de cerca de 2 mil quilômetros pertence à empresa Rumo Logística, que tem autorização para operar no Paraná até 2027. Há discussões em andamento sobre a possibilidade de renovação do contrato ou realização de um novo leilão. A concessão atual da Ferroeste, de 248 quilômetros entre Cascavel a Guarapuava, pode entrar nessa discussão.
No encontro, também foi debatido o futuro da concessão nos outros três estados. No caso do Rio Grande do Sul, dos 3.823 quilômetros originalmente concedidos na Malha Sul, apenas 921 estão operacionais após os danos causados pelas enchentes de 2024. O governador Eduardo Leite defendeu que é essencial garantir que a Região Sul tenha protagonismo na definição do novo modelo. “Não se trata apenas de defender um modal logístico, mas de impedir a desarticulação de uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento regional”, disse.
Assim que a comissão for fechada, os representantes dos estados vão estabelecer uma mesa de diálogo com o governo federal para discutir as questões.
Infomoney - SP 17/07/2025
A empresa argentina Plus Byte venceu a licitação do leilão da ponte binacional São Borja – Santo Tomé com uma proposta de outorga no valor de US$ 29 milhões, ágio de 9,43%. O leilão foi realizado pela B3, nesta quarta-feira (16).
A proposta da Plus Byte superou a proposta oferecida por apenas mais uma proponente: a CS Infra, do grupo Simpar (SIMH3), que apresentou proposta de US$ 26 milhões, ágio de 0,38%.
A disputa foi apenas pelo valor da outorga, sendo as tarifas já fixadas pelo edital – inferiores às tarifas atualmente praticadas.
O Consórcio Ponta Negra Logística tentou participar do leilão, mas não foi habilitado por não atender a um dos itens do edital. A empresa inabilitada poderá recorrer e ter a sua proposta aberta posteriormente, caso revertida a decisão de inabilitação.
Com 15,62 quilômetros de extensão, a ponte é fruto de um acordo assinado entre Brasil e Argentina em 1989. O prazo da concessão é de 25 anos e a empresa será responsável por realizar um conjunto de intervenções técnicas e operacionais na estrutura.
A expectativa é de que o trecho receba investimentos de aproximadamente US$ 99 milhões durante os 25 anos de contrato. O critério do leilão será o maior valor de outorga fixa oferecido pelo participante.
Segundo dados da Receita Federal, a Ponte São Borja – Santo Tomé responde por 20,1% do comércio entre Brasil e Argentina, com 27,5% das exportações e 12,6% das importações e por 39,98% do comércio entre Brasil e Chile.
Além do trecho da ponte em si e dos acessos rodoviários em cada país, o contrato compreende a operação de área alfandegada de atuação conjunta das autoridades dos dois países. Está prevista a construção de novas faixas de acesso e a ampliação e melhorias nos pátios da área de inspeção, entre outros investimentos.
Segundo Aline Klein, , especialista em infraestrutura e concessões públicas do escritório Vernalha Pereira, trata-se de um exemplo de alteração no edital exitosa, que propiciou a apresentação de propostas por diversos interessados após tentativa frustrada. Entre as alterações destacam-se o aumento significativo da taxa de retorno – de 8,46% para 15%.
O lance mínimo para outorga fixa foi reduzido de US$ 40,8 milhões para US$ 26,5 milhões, além de ter sido alterada a sua forma de pagamento, com a previsão de parcelas anuais e iguais para os dois países. “Houve também redução das tarifas de pedágio previstas, especialmente para veículos de turistas e ônibus, de modo a incentivar o tráfego no local. Também foi reduzido significativamente o capital mínimo exigido (de US$ 81,46 milhões para US$ 6 milhões), ampliando o espectro de potenciais licitantes”, complementa.
“A alteração principalmente de aspectos econômicos do edital, para atrair o interesse da iniciativa privada, confirma a relevância da modelagem econômico-financeira dos projetos. No atual ambiente econômico busca-se cada vez mais taxas de retorno atraentes, compatíveis com as taxas de juros praticadas no mercado, e segurança jurídica para a obtenção das receitas e realização dos investimentos previstos”, conclui a especialista.
Portal Fator Brasil - RJ 17/07/2025
E responde por 96% da movimentação dos portos públicos do Rio Grande do Sul.
O porto do Rio Grande operou 19,7 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2025, no melhor desempenho desde 2021. Com 19.722.316 toneladas movimentadas no primeiro semestre de 2025, o Porto do Rio Grande registrou alta de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume representa o melhor desempenho semestral do terminal desde 2021.
—Este é o melhor resultado do Porto do Rio Grande desde o primeiro semestre de 2021. Voltamos a operar acima de 19 milhões de toneladas, o que reafirma a capacidade do porto público e terminais em sustentar a retomada econômica e atender às demandas logísticas do estado —destaca Cristiano Klinger, presidente da Portos RS.
Milho, arroz e farelo de soja tiveram crescimento expressivo —A movimentação foi impulsionada principalmente pelo crescimento expressivo de cargas como milho, arroz e farelo de soja. O desempenho do terminal rio-grandino puxou para cima os números gerais dos portos públicos sob gestão da Portos RS, que juntos movimentaram 20.449.457 toneladas entre janeiro e junho — crescimento de 5,23% em relação ao mesmo período de 2024. O Porto do Rio Grande respondeu por 96% desse volume.
Nos demais portos públicos gaúchos, Pelotas registrou alta de 8,75%, com 580.366 toneladas operadas, principalmente madeira. Já Porto Alegre movimentou 146.775 toneladas, com queda frente a 2024.
Ao todo, os três portos públicos do Estado receberam 1.894 embarcações no semestre. O Porto do Rio Grande concentrou 1.563 atracações, entre navios e barcaças. Em Pelotas, foram 284 barcaças, enquanto Porto Alegre contabilizou 47 embarcações, em sua maioria operações fluviais.
Entre os tipos de carga, o granel sólido liderou com 11,5 milhões de toneladas (56,3% do total). Em seguida vêm carga geral (7,3 milhões) e granel líquido (1,6 milhão).
Globo Online - RJ 17/07/2025
O ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, participou da cerimonia de assinatura nesta quarta-feira do decreto que regulamenta a “BR do Mar”, programa criado para ampliar o transporte marítimo de cargas entre portos brasileiros, a chamada cabotagem. A iniciativa visa estimular o crescimento do setor com medidas que incluem a ampliação da frota, criação de novas rotas, redução de custos logísticos e geração de empregos.
— O programa tem um propósito de fortalecer a cabotagem no Brasil. Este programa vai fazer que uma carga circule entre portos. (...) vamos fazer este ano o maior leilão da historia brasileiro. Estamos focando na intermodalidade do país e estamos trabalhando pela descentralização e essa integração.
Estão presentes na cerimônia a ministra do Planejamento Simone Tebet e deputados como o líder de governo, José Guimarães. O evento estava previsto na agenda de Luiz Inácio Lula da Silva, que se ausentou pelo atraso da reunião com os bancos públicos federais, onde é discutido uma nova proposta de crédito imobiliário.
Uma das principais novidades do texto será a inclusão de incentivos à contratação de “embarcações verdes”, ou seja, navios que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental. Embora o conceito ainda precise ser definido em uma portaria específica, o governo pretende abrir consulta pública para discutir parâmetros técnicos e ouvir o mercado.
O decreto é uma etapa prevista pela Lei da BR do Mar, sancionada em 2022, ainda durante o governo Jair Bolsonaro. A norma flexibilizou o afretamento de embarcações estrangeiras para a cabotagem, abrindo caminho para a modernização da frota nacional. Agora, caberá ao decreto detalhar as modalidades de contratação permitidas e as condições para a operação de navios com bandeira estrangeira — que, mesmo assim, deverão manter tripulação brasileira a bordo.
O governo avalia que a regulamentação da BR do Mar é estratégica para fortalecer o setor logístico brasileiro, com foco na transição energética e na diversificação dos modais de transporte.
InfraRoi - SP 17/07/2025
O Ministério de Portos e Aeroportos lançou nota dizendo que está acompanhando com atenção todos os desdobramentos das novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, mas minimizou as cargas paradas nos portos brasileiros ao dizer que se trata de um problema pontual, restrito àqueles terminais com um volume maior de carga destinada ao país norte-americano. Para a pasta, o tarifaço não deve afetar a eficiência da movimentação portuária.
Anunciadas na semana passada, as tarifas de importação em 50% são uma medida do presidente estadunidense Donald Trump para pressionar politicamente o governo brasileiro em diferentes áreas e devem entrar em vigor a partir de agosto. O governo federal alega que está trabalhando com o setor produtivo em busca de soluções para reduzir o impacto das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre a produção e o emprego no Brasil.
Pressão no Porto de Santos
Conforme aponta matéria do G1, cerca de 35% das exportações brasileiras destinadas aos EUA passaram pelo Porto de Santos em 2024, movimentando cerca de US$ 13,3 bilhões em mercadorias. A expectativa é de que haja uma queda de até 25% nesse volume com as tarifas, prejudicando diretamente a receita do porto.
Outra questão é o escoamento de produção. No dia seguinte ao anúncio das tarifas (10/7), uma matéria da Folha de São Paulo apontou que 58 contêineres frigoríficos carregados com cerca de mil toneladas de peixes deixaram de embarcar em navios com destino aos Estados Unidos. Como o tempo médio de transporte marítimo até os Estados Unidos é de 18 a 20 dias, há um receio dos importadores terem que arcar com as tarifas quando o produto desembarcar no país. Esses contêineres estão distribuídos por portos como Salvador (BA), Pecém (CE) e Suape (PE).
Ministério diz que confia no diálogo para resolver problemas de movimentação portuária com o tarifaço
“Temos muita confiança que através do diálogo do governo brasileiro com o governo americano vamos buscar o caminho do entendimento e uma construção coletiva”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Ele não descarta a busca de abertura de novos mercados para os produtos brasileiros. “Aqui no MPor, temos buscado negociações com outros países para buscar investimentos na infraestrutura portuária, ampliar a capacidade de nossos portos e descentralizar a movimentação, gerando desenvolvimento socioeconômico em todo País.”
O Ministério também está atento a eventuais impactos das tarifas para a exportação de produtos brasileiros do setor aéreo, como aviões e peças para aeronaves, buscando soluções para minimizar prejuízos a empresas exportadoras do setor, como a Embraer.
Valor - SP 17/07/2025
BR do Mar pode baixar custo de transportes entre 20% e 60%, afirma ministro.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o programa BR do Mar, voltado para a cabotagem, irá reduzir de 20% a 60% os custos logísticos no Brasil, potencializando o setor portuário brasileiro.
O decreto que regulamenta o programa foi assinado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e lançado, sem a presença do chefe do Executivo, em evento no Palácio do Planalto, em Brasília.
O Programa BR do Mar visa estimular o crescimento da cabotagem, que é o transporte realizado entre portos ou pontos do território brasileiro.
A iniciativa foi criada por lei sancionada em janeiro de 2022. O objetivo é facilitar a entrada de novos transportadores de carga na cabotagem e a utilização de embarcações estrangeiras afretadas por empresas brasileiras de navegação. O governo também espera estimular a construção de embarcações sustentáveis.
A ideia veio na esteira da greve dos caminhoneiros, em 2018. A paralisação, que afetou diversos setores da economia, evidenciou a dependência do sistema logístico brasileiro do transporte rodoviário de cargas.
O projeto de lei com a concepção inicial do programa foi apresentado ao Congresso em 2020.
Indústria naval
Costa Filho afirmou que o programa BR do Mar vai gerar fortalecimento da indústria naval e terá impacto importante na cabotagem.
Segundo ele, o programa foi construído com participação de entidades, sindicatos e setor produtivo.
“Vai fazer com que possamos utilizar nosso mar, rios e, sobretudo, os oito mil quilômetros de litoral brasileiro para transformá-lo em uma grande BR, para que a gente amplie cabotagem no Brasil”, afirmou.
Costa Filho mencionou que atualmente 65% do transporte de carga do Brasil é feito pelo modal rodoviário e defendeu a importância de o Brasil diversificar sua matriz de transportes com iniciativas como a lançada hoje.
Em entrevista a jornalistas após o evento, o ministro afirmou que, entre outros pontos, o governo está autorizando que as empresas possam contratar empresas de navegação saindo de um período de 12 meses para em torno de 36 meses. Segundo ele, o programa ainda, permite que possa fazer contratos a longo prazo, o que, até então, era proibido.
“Nunca houve concessão hidroviária no Brasil. Vamos fazer este ano”
— Silvio Costa Filho
“Agora vamos poder ter contratos de dez, quinze, vinte anos para que possa fortalecer a indústria e dar previsibilidade para que quem investir no Brasil”, afirmou Costa Filho.
Em outra frente, o ministro afirmou que o governo irá lançar o programa BR dos Rios no segundo semestre. A iniciativa tem como objetivo incentivar o uso dos rios brasileiros para movimentação de cargas.
Sobre o tema, o ministro afirmou que o governo está indo em direção a dialogar com a agenda hidroviária no Brasil. Ele afirmou que o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha para lançar, no mais tardar, em outubro o programa.
“Nunca houve nenhuma concessão hidroviária no Brasil. Vamos fazer este ano, já foi autorizado pela Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] e em breve deve ser aprovado pelo Tribunal de Contas da União a primeira concessão hidroviária brasileira, que será a hidrovia do Paraguai”, disse, sinalizando que o governo tem interesse em lançar outras concessões no setor.
Petro Notícias - SP 17/07/2025
A Petrobrás precisou reiniciar a perfuração do poço pioneiro (1-BRSA-1401D-RJS) de Água Marinha, no pré-sal da Bacia de Campos. O novo poço ganhou o nome técnico 1-BRSA-1401DA-RJS e está em lâmina d’água de 2.601 metros. A atividade está sendo realizada com o navio-sonda Deepwater Aquila.
Como é de conhecimento do mercado, quando há perda do poço original, as petroleiras perfuram o chamado “poço repetido”, que tem os mesmos objetivos geológicos. O nome técnico do novo poço é basicamente o mesmo e ganha apenas uma letra a mais, seguindo determinação da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Além das atividades em Água Marinha, a Petrobrás perfurou nesta semana um poço repetido (3-BRSA-1400A-SPS), desta vez no bloco de Aram, no pré-sal da Bacia de Santos. A atividade aconteceu em lâmina d’água de 1.834 metros com o navio-sonda West Auriga. O poço original (3-BRSA-1400-SPS) havia sido perfurado em 20 de junho.
O bloco de Água Marinha, no pré-sal da Bacia de Campos, foi arrematado em 2022, durante o primeiro ciclo da Oferta Permanente de Partilha. A Petrobrás é a operadora da área, com 30% de participação, em parceria com TotalEnergies (30%), Petronas (20%) e QatarEnergy (20%).
Já Aram foi adquirido em março de 2020, durante a 6ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), sob o regime de partilha de produção, com a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora do contrato. A Petrobrás é a operadora da área, com 80% de participação, em parceria com a CNPC (20%).
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