ABFA - SP 21/09/2026
Entre fevereiro e o início de setembro, alguns tipos de aço registraram altas relevantes de preço, em meio à implementação pelo governo federal de medidas antidumping (taxas extras para coibir importações vendidas a preços considerados desleais) contra produtos chineses. Ainda assim, embora os preços dos produtos siderúrgicos tenham subido, as altas ficaram abaixo do que o setor pretendia.
Para a diretora associada da área de preços na América Latina da S&P Global, Adriana Carvalho, as medidas implementadas pelo Brasil em fevereiro deste ano sobre importações chinesas de aço laminado a frio e aço revestido ou galvanizado ajudaram a sustentar uma recuperação gradual dos preços domésticos. "O impacto foi mais perceptível nos produtos diretamente afetados pelas tarifas, reduzindo a competitividade do material importado e ampliando o espaço para reajustes por parte das usinas nacionais", afirma.
O presidente executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Jorge Loureiro, avalia que um dos fatores que frearam as tentativas de aumento de preço por parte dos produtores foram os estoques maiores na distribuição. Para ele, os estoques subiram, entre outros fatores, pela perspectiva de alta de preços.
Loureiro cita ainda que os reajustes foram limitados por um mercado enfraquecido, principalmente pela importação de produtos acabados que usam aço. No mesmo sentido, a responsável por precificação de aço na América Latina da Argus, Isabel Filgueiras, explica que as medidas antidumping praticamente dobraram os custos de importação da China, mas os juros elevados enfraqueceram a demanda de diversos setores consumidores de aço. Como resultado, os preços subiram aquém das expectativas desde a medida aplicada em fevereiro. "Se as usinas tivessem conseguido implementar 100% dos reajustes, os preços de bobina a frio e aços revestidos deveriam estar pelo menos 10% acima do que vemos hoje", afirma.
Ela lembra ainda que a concorrência importada continuou existindo, embora em menor escala. "Importadores passaram a trazer material de outras origens, como Vietnã e Coreia do Sul, que, apesar de terem um preço acima dos chineses, ainda são fonte de entrada de importados no mercado brasileiro", afirma.
A bobina laminada a quente também tem acumulado altas de preços. De acordo com dados da S&P, houve alta de 11,7% na média no terceiro trimestre de 2026 (considerando dados até o início de setembro) ante igual período de 2025. A diretora da S&P, Adriana Carvalho, avalia que essa alta perdeu força, com a média de preços avançando 0,7% entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano.
Ela diz que as medidas de defesa comercial melhoraram a posição competitiva das usinas brasileiras frente às estrangeiras, mas, assim como nos demais produtos de aço, a demanda permaneceu como o principal limitador para os preços.
POSIÇÃO DO SETOR
Do lado de quem representa um dos principais mercados consumidores de bobinas a quente, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, diz que os produtos nacionais de máquinas já compram aço com preços cerca de 50% mais caros do que concorrentes estrangeiros.
De acordo com dados da Abimaq, a participação dos equipamentos importados no consumo aparente nacional de máquinas passou de 45,7% para 47,4% entre janeiro e julho de 2025 e o mesmo período deste ano. Segundo Velloso, em 2013 a indústria nacional detinha cerca de 70% do mercado.
O custo do aço é responsável por cerca de 9,5% dos custos da produção de máquinas no Brasil. O superintendente da Abimaq, Marcos Perez, diz que o freio imposto aos aumentos de preços na bobina quente por uma demanda desaquecida deve ser visto como efeito das medidas de proteção. "É uma falácia dizer que o mercado interno tem vendido menos aço porque há muita importação de máquinas, quando a origem de tudo começou com o aumento das tarifas (de importação de aço)."
"Se as usinas tivessem conseguido implementar 100% dos reajustes, preços de bobina a frio e aços revestidos deveriam estar pelo menos 10% acima do que vemos hoje" Carlos Jorge Loureiro Presidente executivo do Inda.
A Abimaq ainda discorda da metodologia proposta para o mecanismo antidumping de bobinas a quente, que se baseia no preço de mercado dos Estados Unidos, considerado muito elevado e que já convive, inclusive, com altas tarifas de importação. Para a associação, o mais correto seria estabelecer um preço de comparação do produto chinês – para o qual a medida é solicitada – com o preço praticado em mercados como Índia ou Coreia do Sul.
Diário do Comércio - MG 25/09/2026
O baixo consumo interno de aço levou o Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda) a rever a projeção para o mercado em 2026. Até então, a expectativa era de crescimento entre 1,5% e 2%, mas agora a entidade prevê queda de aproximadamente 0,5%. A nova projeção foi informada pelo presidente do Instituto, José Carlos Loureiro, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (24).
De acordo com os dados apresentados, as vendas de aço das empresas associadas ao Inda cresceram em agosto. Foram comercializadas 334,1 mil toneladas, alta de 1,2% ante julho, quando as vendas somaram 330,2 mil toneladas. Na comparação com agosto de 2025, entretanto, houve queda de 1%.
As compras das distribuidoras totalizaram 340,1 mil toneladas em agosto, recuo de 0,9% em relação a julho e alta de 3,8% na comparação anual. Os estoques, por sua vez, chegaram a 1,182 milhão de toneladas, avanço de 0,5% sobre o mês anterior, com giro de 3,5 meses.
Para setembro, a expectativa da rede associada ao Inda é de alta de 1,5% tanto nas compras quanto nas vendas em relação a agosto. No entanto, Loureiro destacou que o consumo interno de aço permanece fraco e que a previsão para o mercado, que chegou a apontar crescimento entre 1,5% e 2%, foi revista para uma retração de aproximadamente 0,5%. "O nosso consumo de aço está muito fraco", afirmou.
O cenário ocorre em um momento de diferenças significativas entre os preços praticados no mercado brasileiro e no exterior. Loureiro citou como exemplo a bobina a quente nos Estados Unidos, cotada em torno de US$ 1,3 mil por tonelada, segundo os dados apresentados, valor entre 50% e 60% superior ao praticado no Brasil.
No mercado interno, ele afirmou que as usinas têm tentado recuperar preços, mas encontram dificuldades diante do nível de consumo e dos estoques. "Eu não vejo, a curto prazo, ou seja, nos próximos 30 ou 60 dias, nenhuma perspectiva de aumento de preço", disse.
Importações continuam pressionando o setor
As importações de aço alcançaram 198,1 mil toneladas em agosto, alta de 13% em relação a julho, quando foram importadas 175,4 mil toneladas. Na comparação com agosto de 2025, porém, houve queda de 17,9%, já que, naquele mês, o volume havia chegado a 241,4 mil toneladas.
O movimento de agosto também alterou a distribuição dos desembarques entre os principais pontos de entrada. Manaus passou a liderar as importações no mês, seguida por Fortaleza, enquanto São Francisco do Sul, que historicamente concentra grande parte dos desembarques, ficou em terceiro lugar. "Se você pegar Manaus e Fortaleza, foi três vezes o número que foi para São Francisco do Sul", afirmou Loureiro, ao comentar os dados de agosto.
Money Times - SP 25/09/2026
O aumento nos custos com frete está pressionando exportações de minério de ferro do Brasil à Ásia, gerando reflexos em algumas operações no país, afirmou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, nesta quinta-feira (24).
"Com o frete a US$ 40 dólares, a exportação de minério de ferro dá prejuízo", afirmou Loureiro em entrevista a jornalistas sobre o desempenho do setor distribuidor de aço mais cedo. No início do ano, o frete era cerca de 80% menor.
"Deve ter um reajuste do preço (do minério) nos próximos meses", previu Loureiro, cuja entidade acompanha regularmente preços de insumo do aço para identificar tendências de preços da liga produzida pelas usinas siderúrgicas.
Segundo dados do Inda, o preço do minério de ferro está estacionado por volta de US$ 100 a tonelada desde junho, enquanto o preço spot do carvão tem avançado desde julho.
"Com o problema (da guerra contra o) Irã, várias exportações de minério ficaram com margem negativa tendo que pagar US$ 40 de frete", disse o presidente do Inda, citando que a Usiminas Mineração (Musa) parou uma de suas minas neste mês.
No início do mês, veículos de imprensa locais afirmaram que a Usiminas paralisou parte de suas operações de mineração em Itatiaiuçu, em Minas Gerais.
A Usiminas afirmou em comunicado que paralisou em 2 de setembro, de forma temporária, a instalação de Samambaia, em Itatiaiuçu, mantendo operação da Mina Oeste e da área de flotação.
"A medida faz parte de uma série de ações que vêm sendo adotadas pela empresa para enfrentar as adversidades do cenário externo, com queda do preço do minério de ferro e disparada do preço do frete marítimo. A empresa está tomando as medidas necessárias para adequar os custos à nova realidade de operação", afirmou a companhia.
Diário do Vale - RJ 30/09/2026
A disparada do frete marítimo entre Brasil e China tem relação direta com a decisão da CSN Mineração de reduzir temporariamente a produção de minério de ferro de baixa qualidade no complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). A própria companhia informou nesta terça-feira (29) que a medida foi tomada diante de um mercado mais apertado e pressionado pelo aumento do custo do transporte.
A decisão atinge a Planta de Beneficiamento a Seco do complexo. Como consequência, somada à expectativa de menores compras de minério de terceiros, a companhia reduziu sua projeção de produção e compras em 2026 de 45 milhões a 47 milhões de toneladas para 39 milhões a 41 milhões.
Considerando o ponto médio das duas projeções, a expectativa cai de 46 milhões para 40 milhões de toneladas — uma redução de aproximadamente 6 milhões de toneladas, ou 13%. A CSN ressalta, porém, que a paralisação é temporária e poderá ser revertida caso as condições de mercado voltem a proporcionar margens melhores para o minério de menor qualidade.
Frete pesa na conta
A decisão ocorre em um momento de forte encarecimento do transporte marítimo de minério. No início de setembro, a rota Capesize C3, que liga o Brasil a Qingdao, na China, chegou a US$ 40,72 por tonelada, aproximadamente o dobro dos níveis considerados normais por analistas ouvidos pela Reuters.
Em 14 de setembro, o custo alcançou US$ 42,12 por tonelada, próximo dos maiores níveis desde 2021. Ao mesmo tempo, os contratos futuros de minério permaneceram majoritariamente abaixo de US$ 100 por tonelada desde julho. Essa combinação reduz o valor efetivamente recebido pelos produtores brasileiros e comprime as margens, principalmente nos produtos de menor valor agregado.
O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, dimensionou a pressão na semana passada. Segundo ele, o frete estava em torno de US$ 40 por tonelada, aproximadamente 80% acima do nível observado no início do ano, enquanto o minério permanecia próximo de US$ 100 por tonelada.
Valor - SP 16/09/2026
Ainda, segundo o Instituto Aço Brasil, as importações de aço recuaram 19,5% e as exportações aumentaram 13%, no período
A produção brasileira de aço bruto caiu 6,2% em agosto, na comparação com igual mês do ano anterior, para 2,693 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil.
As vendas internas aumentaram 1,8% no mês, para 1,110 milhão de toneladas, conforme divulgou o instituto nesta terça-feira (15).
A importação de aço, entre as principais críticas do setor, caiu 19,5% em agosto, para 395 mil toneladas. Já as exportações aumentaram 13%, para 959 mil toneladas.
No acumulado do ano, a produção somou 21,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% ante igual período do ano anterior.
Já as importações chegaram a 3,7 milhões de toneladas, recuo de 20,2% frente ao acumulado entre janeiro e agosto de 2025. As exportações, no mesmo pertotalizaram 7,3 milhões de toneladas, avanço de 3,7%. As vendas internas alcançaram 14,2 milhões de toneladas, alta de 0,3%.
Money Times - SP 17/09/2026
As siderúrgicas brasileiras produziram 2,69 milhões de toneladas de aço bruto em agosto, uma queda de 6,2% sobre o volume produzido um ano antes, segundo dados apresentados nesta terça-feira (15) pela associação que reúne as usinas.
A queda ocorreu apesar de crescimento nas vendas no mercado interno e nas exportações, segundo os dados do Aço Brasil.
No mercado interno, as usinas venderam 1,8% mais no período, para 1,86 milhão de toneladas, ao passo que as exportações subiram 13%, a 959 mil toneladas.
O recuo na produção ocorreu, inclusive, com baixa nas importações, de 19,5% no período, para 395 mil toneladas.
A produção foi atingida por recuo de 2% no segmento de laminados longos em agosto sobre um ano antes, para 841 mil toneladas. Enquanto isso, a produção de planos subiu 3,5%, para 1,16 milhão de toneladas.
Investing - SP 25/09/2026
A produção global de aço bruto recuou 1,2% em base anual em agosto, totalizando 144,2 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados pela World Steel Association na quinta-feira.
A China, maior produtora e consumidora de aço do mundo, produziu 74,6 milhões de toneladas de aço bruto durante o mês, registrando uma queda de 3,7% em comparação com agosto do ano anterior, segundo os dados.
Brasil Mineral - SP 30/09/2026
Exportações brasileiras caíram 11% em agosto de 2026, enquanto Guiné atinge recorde histórico e Austrália cresce 5%, refletindo enfraquecimento da demanda asiática e novo regime de importação europeu.
Segundo o Radar de Commodities da Signal Ocean Research, os fundamentos do mercado de minério de ferro continuaram a enfraquecer, uma vez que a fraca demanda chinesa por aço manteve a pressão sobre os estoques e reduziu a necessidade de fornecimento adicional por via marítima. Embora Simandou esteja se consolidando como uma fonte cada vez mais importante de minério de ferro de alta qualidade, é improvável que o aumento das exportações da Guiné compense totalmente a queda nos fluxos brasileiros. Ao mesmo tempo, o novo regime de importação de aço da UE pode restringir as exportações indiretas de aço por meio de importantes polos de processamento.
Os fluxos globais de minério de ferro permaneceram estáveis em relação ao ano anterior em agosto de 2026, enquanto os fluxos para a China cresceram ligeiramente, 0,2%, em agosto de 2026 e os fluxos destinados a portos fora da China caíram 2% em relação ao ano anterior. Já o fluxo de minério de ferro da Guiné atingiu 2,9 milhões de toneladas, um recorde histórico. O fluxo de minério de ferro da Austrália aumentou 5% em relação ao ano anterior, mas o fluxo do Brasil caiu mais de 11%. O volume global de minério de ferro a granel transportado por via marítima atingiu 153,5 milhões de toneladas em agosto de 2026, mantendo-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior, mas com um aumento de 5% em relação ao mês anterior. As chegadas de minério de ferro por via marítima na China em agosto caíram 7,7%, apesar do leve aumento de 0,2% no volume que partiu para a China.
Infomoney - SP 03/09/2026
A produção industrial no Brasil voltou a registrar crescimento da produção em julho depois de dois meses de perdas, mas iniciou o terceiro trimestre com um desempenho abaixo do esperado.
A produção avançou 0,20% em julho em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 0,5% na produção.
Os resultados ficaram aquém das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de crescimento de 0,6% no mês e de estagnação na base anual.
Infomoney - SP 08/09/2026
As exportações de produtos brasileiros para a China caíram 10,9% em agosto de 2026, somando US$ 8,340 bilhões, ante US$ 9,361 bilhões em agosto de 2025.
Pelo lado das importações, houve crescimento de 21,3% nas compras vindas da China em agosto, totalizando US$ 6,609 bilhões no mês, ante US$ 5,449 bilhões em igual mês do ano passado. Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 1,731 bilhão com o país asiático no oitavo mês deste ano.
No período de janeiro a agosto de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 15,0% e atingiram US$ 77,070 bilhões. As importações cresceram 9,5% e totalizaram US$ 51,561 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com a China apresentou superávit de US$ 25,509 bilhões.
O Estado de S.Paulo - SP 15/09/2026
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu pela terceira semana seguida, desta vez de 5% para 4,90% — 0,40 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 111 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana diminuiu de 5,01% para 4,95%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 oscilou de 4,29% para 4,30%. Um mês antes, era de 4,24%. Considerando apenas as 111 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 4,25% para 4,31%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 seguiu em 3,80% pela sétima semana seguida. Para 2029, seguiu em 3,50%, pela 54ª semana consecutiva.
No início de agosto, o Banco Central ajustou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e de 2027, de 3,7% para 3,8%. As estimativas constam no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado manteve a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 1º trimestre de 2028 em 3,2%. O período se tornou o horizonte relevante da política monetária nesta reunião.
Mundo Logística - 29/09/2026
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reajustou a tabela do frete mínimo para o transporte rodoviário de cargas após o preço médio nacional do diesel S10 chegar a R$ 7,33 por litro. Os novos valores entram em vigor nesta quarta-feira, 30 de setembro.
A atualização foi estabelecida pela Portaria SUROC nº 22, de 28 de setembro de 2026, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União nesta terça-feira, 29.
Para o reajuste, a ANTT considerou o preço médio nacional do diesel S10 apurado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre 20 e 26 de setembro. O valor de R$ 7,33 substitui os R$ 6,97 por litro utilizados na atualização anterior, realizada em julho.
NOVA TABELA DO FRETE MÍNIMO
Os novos coeficientes estão divididos em quatro tabelas, conforme a modalidade da operação de transporte.
A “Tabela A” estabelece os coeficientes para contratação da composição veicular, enquanto a “Tabela B” reúne os valores aplicáveis à contratação apenas da unidade de tração.
Já as tabelas “C” e “D” apresentam os coeficientes para operações classificadas como de alto desempenho, também considerando, respectivamente, a contratação da composição veicular e apenas da unidade de tração.
Os valores variam de acordo com o tipo de carga e o número de eixos do veículo. A portaria apresenta coeficientes específicos para categorias como carga geral, frigorificada ou aquecida, conteinerizada, granéis sólidos e líquidos, carga neogranel, produtos perigosos e carga a granel pressurizada.
O Estado de S.Paulo - SP 04/09/2026
As marcas chinesas avançaram de modo absolutamente avassalador no mercado brasileiro. No acumulado até julho de 2026, 21,4% dos carros de passeio emplacados em nosso mercado são de fabricantes do país asiático. Assim, se tornaram a maior origem individual do segmento.
A participação chinesa cresceu mais de 40 vezes nos últimos 10 anos. Em 2016, em um período de veículos de qualidade duvidosa e IPI elevado, apenas 0,5% dos carros de passeio licenciados no Brasil eram do país asiático.
Os números fazem parte do estudo Mercado dos Veículos Chineses no Brasil, elaborado pela K.Lume Consultoria Automobilística. O levantamento classifica os carros de passeio pelo chamado DNA de marca.
Desse modo, a origem considera é a da fabricante, e não necessariamente o país onde o automóvel é produzido. Ou seja, se um carro de marca chinesa é feito no Brasil ele segue fazendo parte da ala chinesa.
CNN Brasil - SP 04/09/2026
Os veículos elétricos ou híbridos devem chegar a 31% da frota brasileira em 2035, com impactos diretos no mercado de combustíveis (derivados de petróleo ou etanol) e até na arrecadação de impostos, segundo estudo do Bradesco BBI divulgado nesta quinta-feira (3).
As vendas de eletrificados alcançaram 212 mil unidades, de janeiro a julho, e vêm ganhando participação ano a ano no mercado.
Hoje os elétricos e híbridos representam 16% das vendas -- quatro vezes mais do que em 2023. No entanto, ainda representam uma parcela relativamente pequena da frota total: apenas 3% dos 36,5 milhões de veículos rodando nas ruas do país.
Conforme projeções do Bradesco BBI, esse "share" deverá crescer gradualmente na próxima década. Sobe para 10% em 2029, vai a 20% em 2032 e atinge 31% da frota em circulação em 2035.
O estoque de veículos a combustão permanecerá dominante em razão da idade do parque circulante e do lento ciclo de renovação da frota, afirma o banco em relatório distribuído a clientes, mas os eletrificados serão mais de metade das novas vendas no fim do período analisado.
"Sob a ótica da segurança energética, trata-se de um movimento positivo, uma vez que reduz a necessidade de importações de gasolina A e fortalece a autossuficiência do abastecimento nacional", diz o Bradesco BBI, em texto assinado pelo economista Filipi Cardoso.
"Além disso, a elevação da mistura de etanol anidro para 35%, prevista para os próximos anos, tende a ampliar a absorção da produção doméstica, podendo inclusive gerar excedentes exportáveis dos combustíveis fósseis."
O Estado de S.Paulo - SP 09/09/2026
A produção de veículos no Brasil teve, em agosto, o melhor resultado para o mês desde 2019, mas a queda das vendas externas, em grande parte devido à redução das exportações para a Argentina, preocupa o setor, segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
"A Argentina responde hoje por 95% da queda nos nossos embarques", disse Calvet, ressaltando que houve tanto redução da demanda quanto ampliação da concorrência, com perda de participação das montadoras brasileiras.
As vendas de veículos para a Argentina caíram 36,6% na comparação anual. Já as exportações totais recuaram 36,9% em agosto de 2026 em relação a agosto do ano passado. Calvet afirmou que, descontado o efeito argentino, a queda seria bem menor.
"Excetuando a Argentina, nós teríamos uma retração de 2,8%", disse, acrescentando que a Colômbia foi o único mercado a registrar crescimento nas exportações brasileiras no período.
Valor - SP 09/09/2026
Segundo a Anfavea, entidade que representa as montadoras com produção no país, foram montados 271,2 mil veículos em agosto, alta de 9,4% na comparação anual
A venda de veículos em agosto deste ano subiu 22,1% ante o mesmo período do ano passado, somando 275,1 mil unidades, mas as exportações recuaram 31,7%, impulsionado pela queda nos embarques para a Argentina. A produção mensal naquele mês foi a maior desde outubro de 2019, período pré-pandemia, e no acumulado do ano, também avançou, mas apenas um terço do acréscimo de veículos montados teve produção plena no país.
Segundo números divulgados na manhã desta terça-feira (8) pela Anfavea, entidade que representa as montadoras com produção no país, foram montados 271,2 mil veículos em agosto, alta de 9,4% na comparação anual. No acumulado do ano até agosto foram produzidos 1.897,5 mil veículos, alta de 8,5%, e vendidos 1.975,3 mil veículos, alta de 18,4%.
Avanço de montagem de importados
"É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país", disse Igor Calvet, presidente da entidade.
Os modelos aos quais ele se refere são aqueles no qual o veículo ou chega ao país praticamente montado, mas recebe localmente acabamentos finais, como a instalação de pneus, ou chega totalmente desmontado, em kits de componentes ou peças avulsas para ser montado localmente.
Automotive Business - SP 17/09/2026
A primeira quinzena de setembro começou forte em vendas de automóveis, com avanço de 7,9% em relação ao mesmo período de agosto. No período, foram emplacadas 109.536 unidades.
Os resultados são do balanço quinzenal da Bright Consulting, divulgado nesta quarta-feira, 16.
Em relação a setembro do ano passado, as vendas aumentaram 6,6% na quinzena. No período, quase três em cada dez automóveis vendidos eram eletrificados (28,8%).
As marcas chinesas representaram são 22,8% do mercado, leve recuo frente aos 24,7% da mesma janela de agosto, quando houve um pico de vendas.
No acumulado do ano, o setor chega a 1.992.993 emplacamentos, crescimento de 18,9% sobre o mesmo período de 2025.
Automóveis concentram maior parte dos emplacamentos
Dos 109.536 emplacamentos da quinzena, os automóveis são 87.142 unidades (79,6% do total), com 43,5% em venda direta mercado predominantemente varejista.
Monitor Digital - RJ 01/09/2026
A construção civil abriu 12.691 novas vagas de trabalho com carteira assinada em julho de 2026, registrando o segundo melhor desempenho entre os setores da economia brasileira no mês, atrás apenas do setor de serviços, que gerou 24.098 novos postos de trabalho. Diante do saldo nacional de 58.568 novas vagas formais, a construção respondeu por 21,67% de todos os empregos gerados no país no período.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e analisados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
No recorte por segmentos, as obras de infraestrutura lideraram a geração de empregos em julho, com 7.087 novas vagas. Na sequência aparecem os serviços especializados para construção, com saldo de 4.253 postos, e a construção de edifícios, com 1.351 novos empregos.
Com o resultado, a construção alcançou 3,131 milhões de trabalhadores formais, estoque 2,92% superior ao registrado em julho de 2025.
InfraRoi - SP 04/09/2026
A infraestrutura foi o segmento que mais avançou na construção civil brasileira no primeiro semestre de 2026, com crescimento de 56,68% no período, segundo dados do Observatório Brasileiro da Construção. Apesar de representar apenas 9,77% das obras registradas, a infraestrutura concentra 54,4% da área construída no País, evidenciando a presença de projetos de maior porte e escala. O resultado também reforça o peso da infraestrutura na dinâmica do setor, especialmente por seu impacto sobre a demanda por materiais, equipamentos e serviços ao longo da cadeia da construção.
O movimento ocorre em um cenário de expansão do capital construtivo estimado. De acordo com o levantamento, o valor chegou a R$ 981,47 bilhões no primeiro semestre, alta de 31,8% em relação ao mesmo período anterior. A infraestrutura também aparece como principal vetor da pressão de consumo da cadeia da construção: o IPCO (Índice de Pressão de Consumo) atingiu 125,27 pontos, avanço de 25,27%, com o segmento respondendo por 40% do indicador, à frente do residencial vertical, com 27,5%.
Infraestrutura assume novo papel na construção civil
O estudo ainda aponta que o avanço da infraestrutura não se limita ao volume de área construída, mas também está relacionado à escala dos projetos e à capacidade de movimentar diferentes segmentos da cadeia produtiva. O Índice de Escala Construtiva (IEC) alcançou 171,8 pontos, crescimento de 71,8%, enquanto o Índice de Potencial de Consumo (IPC) chegou a 130,7 pontos, alta de 30,7%, indicando uma perspectiva de elevada demanda por materiais e serviços.
Grandes Construções - SP 02/09/2026
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no 2º trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Indústria avançou 0,1% no período, puxada pelas Indústrias Extrativas, que cresceram 3,4%.
A construção, por sua vez, registrou retração de 0,4%.
Apesar do recuo na comparação trimestral, a construção cresceu 1% em relação ao 2º trimestre de 2025 e acumulou alta de 1,1% no 1º semestre de 2026, frente ao mesmo período do ano anterior.
Para a economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, o desempenho reflete a perda de dinamismo já percebida pelo setor e um ambiente econômico mais adverso do que o esperado no início do ano.
Terra - SP 02/09/2026
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda de 8,9% na receita em julho, somando R$ 24,4 bilhões. Diante do impacto dos juros elevados nos investimentos, a Abimaq revisou a projeção de retração para 2026 de 3,2% para 8,4%. No acumulado de sete meses, o setor acumula baixa de 12,9%. O segmento agrícola foi o mais afetado, com tombo de 27,5% no mês, mas a entidade prevê melhora a partir de agosto impulsionada pela liberação de recursos do Plano Safra.
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos teve mais um mês de queda de vendas em julho e a associação que representa o setor, Abimaq, elevou nesta terça-feira sua previsão de recuo do setor em 2026.
Dados divulgados pela Abimaq nesta terça-feira mostraram que a receita líquida caiu 8,9% em julho, para R$24,4 bilhões, segundo relatório da associação.
Já para 2026, a associação agora espera recuo de 8,4% na receita líquida de máquinas e equipamentos, contra projeção anterior de queda de 3,2%. Para o mercado doméstico, agora é esperado queda de 7,7% na receita, contra previsão anterior de recuo de 3,6%.
CIMM - SP 16/09/2026
O consumo aparente de máquinas e equipamentos no Brasil acumulou queda de 12,5% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo os Indicadores Conjunturais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados no início do mês.
Em julho, o consumo chegou a R$ 34,62 bilhões, alta de 1,9% frente a junho. Na comparação com julho de 2025, porém, houve retração de 5,3%, quarto resultado negativo consecutivo nessa base.
A receita líquida total do setor somou R$ 24,44 bilhões em julho, avanço de 0,7% sobre junho, com ajuste sazonal, e queda de 8,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a julho, a retração foi de 12,9%.
No mercado doméstico, a receita acumulou queda de 15,3%. Segundo a Abimaq, o desempenho reflete os efeitos da política monetária restritiva sobre as decisões de investimento. Em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas a associação avalia que o nível dos juros ainda encarece o financiamento de estoques, capital de giro e aquisição de bens de capital.
Exportações avançam no acumulado
As exportações de máquinas e equipamentos atingiram US$ 1,13 bilhão em julho, alta de 4,2% sobre junho. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, cresceram 8,4% frente a 2025, embora tenham recuado 10,9% na comparação entre julho deste ano e julho do ano passado.
Os Estados Unidos permaneceram como principal destino, com US$ 1,89 bilhão exportados entre janeiro e julho. As vendas para a Argentina caíram 11,4%, para US$ 804 milhões, enquanto Singapura registrou avanço de 145,1%, alcançando US$ 550,7 milhões, puxado principalmente pelo setor de petróleo e equipamentos navais.
A Tribuna - SP 23/09/2026
O transporte de contêineres por cabotagem cresceu, em média, 10,9% ao ano no Brasil entre 2010 e 2025. O avanço se intensificou nos últimos anos e chegou a 14,2% ao ano entre 2023 e 2025, segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier.
As perspectivas para o modal estarão entre os assuntos debatidos no 2º Encontro Porto & Mar, promovido pelo Grupo Tribuna, nesta terça-feira (22), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Burlier fará uma palestra sobre o tema.
Apesar do predomínio do transporte rodoviário na matriz brasileira e dos entraves enfrentados pelo setor, o secretário vê perspectivas de continuidade do crescimento da cabotagem, principalmente na movimentação de contêineres. "O desempenho futuro dependerá da atividade econômica, da oferta de serviços regulares, da infraestrutura portuária, da disponibilidade de embarcações e dos custos do transporte terrestre complementar".
Segundo o secretário, a atuação do Governo Federal para estimular a cabotagem está concentrada em cinco frentes: regulamentação do modal e do afretamento de embarcações; financiamento da construção, modernização e reparação da frota por meio do Fundo da Marinha Mercante; ampliação e modernização dos portos e de seus acessos; digitalização e integração de procedimentos, como o Porto Sem Papel; e planejamento logístico, qualificação profissional e incentivo a tecnologias de menor emissão.
CNN Brasil - SP 02/09/2026
A agropecuária brasileira cresceu 6,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o setor avançou 2,8%, na série com ajuste sazonal.
O desempenho do campo ficou bem acima do resultado da economia brasileira como um todo. O PIB nacional cresceu 2% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 0,5% na passagem do primeiro para o segundo trimestre.
Com o resultado, a agropecuária acumula alta de 3,6% no primeiro semestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado. Considerando os quatro trimestres encerrados em junho, o crescimento do setor chega a 6,2%.
Em valores correntes, o agro vale R$ 204,6 bilhões, segundo o IBGE.
O crescimento da agropecuária no segundo trimestre ganha relevância diante da sazonalidade da produção agrícola brasileira. O primeiro trimestre costuma concentrar uma parcela importante da colheita da soja, principal cultura agrícola do país e um dos produtos de maior peso no resultado do setor. Por isso, é comum que o desempenho da agropecuária seja mais forte nos primeiros três meses do ano. Ainda assim, o setor avançou 2,8% no segundo trimestre ante o primeiro, segundo o IBGE.
Canal Rural - SP 08/09/2026
Depois de sucessivos anos de retração, a indústria de máquinas agrícolas chega ao segundo semestre de 2026 dividida entre a cautela imposta pelos números e a expectativa de que crédito, preços mais favoráveis das commodities e a necessidade de renovação da frota abram espaço para uma reação nas vendas.
Os dados mais recentes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram a dimensão do desafio. Entre janeiro e julho, as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas somaram R$ 26,2 bilhões, queda de 25,8% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em julho, a receita líquida ficou em R$ 4,86 bilhões, recuo de 27,5% na comparação anual e de 2,1% frente a junho.
Apesar do resultado, a Abimaq espera uma melhora entre agosto e outubro, período tradicionalmente mais aquecido para as negociações. A expectativa é de que a liberação dos recursos do Plano Safra 2026/27 e linhas de financiamento ajudem a destravar parte dos investimentos represados. Ainda assim, a entidade mantém a projeção de queda de 20% nas vendas do setor em 2026.
CNN Brasil - SP 18/09/2026
O valor da produção agrícola brasileira alcançou o recorde de R$ 927,2 bilhões em 2025, um crescimento nominal de 18,4% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela safra recorde de grãos e pela recuperação da produtividade das lavouras de soja e milho. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 345,4 milhões de toneladas, alta de 18,2% em relação a 2024, equivalente a um acréscimo de 53,4 milhões de toneladas. Este é o maior volume da série histórica do levantamento.
Segundo o IBGE, a recuperação ocorre após uma safra de 2024 marcada por impactos climáticos do El Niño, que reduziu a produção em importantes regiões agrícolas, especialmente no Sul e no Centro-Oeste. Em 2025, as condições climáticas favoreceram o aumento da produtividade das principais culturas.
A área plantada no país também cresceu. Considerando todas as culturas pesquisadas pelo IBGE, a área plantada ocupou 101,3 milhões de hectares, expansão de 4,2% em relação ao ano anterior. A área colhida, por sua vez, totalizou 100,6 milhões de hectares, alta de 4,4%.
CNN Brasil - SP 22/09/2026
A agroindústria brasileira registrou queda de 2,9% na produção em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice de Produção Agroindustrial, da FGV Agro. A retração ocorreu tanto em Produtos Alimentícios e Bebidas, com recuo de 1,6%, quanto em Produtos Não Alimentícios, que caíram 4,5%.
O resultado acompanha a desaceleração observada na economia brasileira, segundo a instituição de pesquisa.
No segundo trimestre, a Indústria de Transformação registrou queda de 0,9%, segundo dados do IBGE divulgados em setembro. Para a FGV Agro, o desempenho da agroindústria reflete fatores como o ambiente de juros elevados e a perda de força do consumo das famílias.
Entre os Produtos Alimentícios e Bebidas, a queda foi determinada principalmente pelos Produtos Alimentícios, cuja produção recuou 2,6%. Já o segmento de Bebidas teve alta de 5%.
A produção de bebidas alcoólicas cresceu 6,8% em julho, enquanto a de bebidas não alcoólicas avançou 3,3%.
Apesar da queda em relação a julho de 2025, a produção agroindustrial apresentou uma alta de 0,4% entre junho e julho de 2026, já considerando os ajustes sazonais.
Agrolink - RS 24/09/2026
O mercado de consórcios segue em expansão no país, mas o segmento de veículos pesados apresenta movimento contrário, com retração nas novas adesões e no crédito ligado a máquinas agrícolas e caminhões. Segundo o economista André Galhardo Fernandes, a partir de dados da ABAC, as vendas de novas cotas de veículos pesados caíram 6,6% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto as máquinas agrícolas representam 51% desse mercado.
O crédito comercializado no segmento somou R$ 15,48 bilhões, queda de 9,5% ante os R$ 17,11 bilhões registrados um ano antes. Já o crédito ofertado aos consorciados alcançou R$ 7,65 bilhões, recuo de 4,3%.
O desempenho contrasta com o avanço do sistema de consórcios como um todo. No acumulado do ano, o volume de negócios atingiu o recorde de R$ 389,6 bilhões, alta de 24,2%. As cotas vendidas cresceram 15,1% e o número de participantes ativos avançou 12%.
Nas máquinas agrícolas, a base de consorciados aumentou 3,8% em doze meses e chegou a 477,55 mil participantes. As contemplações ficaram praticamente estáveis, em 31,68 mil. Na avaliação do economista, o aumento do estoque de participantes, junto à desaceleração de novas adesões, pode indicar menor reposição de grupos ao longo do tempo.
Outro destaque é a redução do tíquete médio das cotas de veículos pesados, que passou de R$ 401,40 mil em agosto de 2025 para R$ 223,92 mil em agosto de 2026, queda de 44,2%. Galhardo pondera que mudanças na composição dos bens podem explicar parte do movimento, mas os números também são compatíveis com decisões de menor valor. Para ele, o cenário sugere cautela nos investimentos, enquanto importações de equipamentos mais baratos podem estar alterando a renovação do parque de máquinas.


