Terra - SP 21/08/2026
Segundo o Inda, as vendas de aços planos no Brasil caíram 4,4% em julho na comparação anual, somando 330,2 mil toneladas, embora tenham subido 3,9% ante junho. Para agosto, projeta-se alta mensal de 1,5% em compras e vendas. No mês, as importações recuaram 31,5% e os estoques atingiram 1,2 milhão de toneladas. A entidade prevê estagnação da produção nacional em 33 milhões de toneladas em 2026, devido à queda no consumo da indústria local afetada por bens finais importados.
As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil somaram 330,2 mil toneladas em julho, recuo de 4,4% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Inda, entidade que representa o setor.
Na comparação com junho, porém, as vendas cresceram 3,9%. Para o mês de agosto, a entidade prevê que tanto as compras como as vendas registrem aumento de 1,5% na base mensal.
Diário do Comércio - MG 21/08/2026
O mercado brasileiro de aço entra no segundo semestre sem perspectiva de aumento de preços no curto prazo, diante de uma demanda ainda enfraquecida e de estoques elevados nas distribuidoras. Segundo o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), José Carlos Loureiro, as usinas não sinalizaram reajustes para setembro. A recomendação é ter cautela na formação dos estoques. Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20).
"Não vejo, nas minhas conversas com pessoas de usina, nenhuma disposição de baixar preço", afirmou Loureiro. Para ele, também não há indicação de aumentos no próximo mês. A possibilidade de redução, embora não esteja no radar das usinas, tampouco pode ser totalmente descartada, especialmente em negócios pontuais envolvendo lotes específicos ou estoques.
A avaliação do presidente do Inda é baseada no fato de que as vendas das distribuidoras ainda estão abaixo do registrado no ano passado. Em julho, as vendas cresceram 3,9% na comparação com junho, mas o resultado acumulado de janeiro a julho ainda aponta queda de 1,5%. Para Loureiro, a situação permanece difícil e a expectativa é, na melhor hipótese, terminar o ano com o mercado praticamente estável. "A gente tem um grande problema com a nossa indústria, em condições muito difíceis. Então, dificilmente nós vamos ver um crescimento do aço esse ano", afirmou.
As compras das distribuidoras também avançaram em julho, mas o acumulado do ano permanece negativo, com retração de 2,9%. A perspectiva, segundo Loureiro, é de avanço de aproximadamente 1,5% nas vendas de agosto em relação a julho. Porém, mesmo com esse crescimento, o acumulado deverá continuar em queda.
Um dos principais sinais de pressão sobre o mercado está nos estoques. O nível das distribuidoras permanece em 3,6 meses, patamar considerado elevado pelo Inda. Segundo Loureiro, o nível considerado mais saudável seria entre 2,9 e 3 meses.
A manutenção de estoques elevados se tornou ainda menos atrativa diante do custo Brasil. Com juros básicos em torno de 14% ao ano, manter recursos parados em produtos estocados representa um custo significativo para as empresas. "Seria saudável, e é o que a gente recomenda aos nossos associados, que diminuam esses estoques", afirmou.
O movimento também está relacionado à expectativa frustrada de aumentos de preços. Segundo Loureiro, os estoques chegaram a subir porque havia uma percepção no mercado de que as usinas poderiam elevar os preços. Diante dessa possibilidade, os distribuidores aumentaram as compras para garantir produtos pelos valores anteriores. Como essa perspectiva de grandes aumentos de preços não se concretizou, a estratégia perdeu atratividade.
Indústria perde espaço
Valor - SP 14/08/2026
Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu as investigações e definiu a aplicação do direito antidumping definitiva por até cinco anos.
O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou nesta quinta-feira (13), que o negócio de siderurgia foi influenciado, no segundo trimestre deste ano, pelos "primeiros impactos positivos das medidas antidumping" adotadas pelo governo federal na frente de siderurgia.
"Foi, na verdade, a primeira vez que a gente sentiu esse benefício, no sentido de não termos essa competição desleal que vem na maioria de produtos asiáticos, trazendo um forte impacto negativo no mercado, e não somente na indústria siderúrgica, mas em todas as indústrias que estão instaladas no Brasil", disse ele, durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.
Já o diretor executivo da companhia, Luis Fernando Martinez, disse que, no ano passado, a taxa de penetração de importados no setor no Brasil foi de 25%, ou seja, de 4 milhões de toneladas dentro de um mercado de 16 milhões de toneladas.
Neste ano, até junho, foram 1,8 milhão de toneladas importadas com tendência de queda, disse. "O que significa que 600 mil toneladas, a gente já colocou para dentro do mercado interno dos quais uns 70% são da CSN", completou.
Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu as investigações e definiu a aplicação do direito antidumping definitiva por até cinco anos. O dumping é uma forma de concorrência desleal, em que um país exporta produtos a preços mais baixos que os do mercado local e prejudica a produção do país importador. Quando o dumping é comprovado, o governo pode aplicar uma taxa adicional ou definir uma cota de importação.
Para os laminados planos a frio, a cobrança sobre a tonelada passou de US$ 322,93 a US$ 670,02; nos laminados planos revestidos, de US$ 284,98 a US$ 709,63.
Valor - SP 19/08/2026
Já as importações caíram em resposta à ampliação de medidas antidumping do governo nos primeiros meses do ano
O Brasil exportou 383 mil toneladas de aço ao longo do mês de julho. O montante representa ampliação de 9,8% ante o verificado em junho, mas redução de 2,6% frente ao reportado no sétimo mês do ano passado. Os dados são do Instituto Aço Brasil.
De acordo com a instituição, o país produziu 2,8 milhões de toneladas de aço bruto no mês passado, um volume praticamente estável na comparação com igual mês de 2025, com uma variação positiva de apenas 0,1%. Na comparação com junho, porém, houve recuo de 1,3%.
Diário do Comércio - MG 20/08/2026
A produção de aço em Minas Gerais não acompanhou o ritmo nacional e teve alta na sua produção bruta de aço no mês de julho. O estado tirou dos altos-fornos 887 mil toneladas do produto, ante 858 mil toneladas do mês anterior, o que dá uma variação positiva de 3,38%, de acordo com levantamento do Instituto Aço Brasil.
Em comparação com julho de 2025, o volume produzido em Minas também teve elevação. No mesmo período do ano passado, as siderúrgicas mineiras produziram 850 mil toneladas, diante das 887 mil toneladas do último mês do semestre. Um incremento de 4,35% e 31% de participação na produção nacional.
No acumulado do ano, de janeiro a julho, ainda há um déficit em relação ao ano passado. Este ano, as empresas do estado ofertaram ao mercado 5,768 milhões de toneladas contra 5,878 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 1,87%.
Diário do Comércio - MG 20/07/2026
A produção da indústria siderúrgica brasileira ficou praticamente estável em junho ante o mesmo mês do ano passado (+0,1%), em 2,837 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo grupo Aço Brasil.
No acumulado do ano, o volume soma 16,259 milhões de toneladas, queda de 1,5% sobre o mesmo período de 2025, informou a entidade, que representa as siderúrgicas instaladas no país.
A utilização da capacidade instalada no mês passado ficou em 66,8%, de 66,7% um ano antes. Na primeira metade do ano, ficou em 63,8%, de 64,8% no mesmo período de 2025.
Em junho, as vendas no mercado interno caíram 5% ante o mesmo mês do passado, para 1,772 milhão de toneladas. No acumulado do ano, as vendas da liga no Brasil ficaram praticamente estáveis (-0,2%), em 10,460 milhões de toneladas.
As exportações caíram 14,8% em junho, para 912 mil toneladas, enquanto as importações encolheram 20,1%, para 476 mil toneladas. No primeiro semestre, as vendas ao exterior totalizaram 5,332 milhões de toneladas (+3,1%) e as importações somaram 2,904 milhões de toneladas (-17,6%).
Exame - SP 25/08/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 24, que pretende elevar para 50% as tarifas sobre automóveis, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida acontece em meio ao agravamento da disputa comercial entre os dois países.
Atualmente, os automóveis canadenses são submetidos a uma tarifa de 25% quando não utilizam materiais americanos em sua fabricação. No caso do aço, as importações já são, em geral, taxadas em 50%.
Trump ameaça Canadá com guerra comercial 'devastadora'; veja o que está em jogo
A nova ameaça ocorre poucos dias depois de Estados Unidos e Canadá não conseguirem chegar a um acordo para evitar a aplicação de tarifas adicionais. As medidas anunciadas por Washington entraram em vigor no fim de semana e atingem produtos canadenses avaliados em cerca de US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões), equivalentes a 5,5% das exportações do Canadá para os Estados Unidos.
Exame - SP 25/08/2026
O financiamento de veículos novos disparou 21% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025 e ajudou a levar o total de operações a 674.735 unidades, o maior volume para o mês desde 2008. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a dados, analytics e inteligência artificial, e mostram um consumidor que volta ao carro zero, financia valores maiores e por prazos mais longos.
Foram 124.933 unidades novas financiadas no mês, um ritmo bem acima do registrado pelos usados. Na comparação com julho do ano passado, o total de operações cresceu 5,6%. No acumulado de janeiro a julho, as vendas financiadas chegaram a 4,452 milhões de unidades, alta de 10% ante o mesmo período de 2025.
O movimento acontece em um ambiente de crédito ainda caro, ainda que o Copom tenha reduzido a Selic para 14% ao ano no início de agosto, na quarta redução consecutiva do ciclo iniciado em março. Via de regra, cortes nos juros tendem a aliviar gradualmente o custo das linhas com garantia, como o financiamento de veículos.
Portal Fator Brasil - RJ 31/08/2026
Respectivamente, crescimento de 2,4% e queda de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
Em julho de 2026 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, um crescimento de 0,1% frente ao apurado no mesmo mês de 2025. Já a produção de laminados foi de 2,1 milhões de toneladas, 3,2% superior à registrada em julho de 2025. A produção de semiacabados para vendas foi de 701 mil toneladas, uma retração de 3,6% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2025, de acordo com a divulgação do Instituto Aço Brasil, neste mês de agosto de 2026.
Consumo e vendas — As vendas internas ficaram estáveis frente ao apurado em julho de 2025, mantendo o patamar de 1,9 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos de aço foi de 2,2 milhões de toneladas, 4,7% inferior ao apurado no mesmo período de 2025.
Exportações — As exportações de julho de 2026 foram de 1 milhão de toneladas, ou US$ 692 milhões, o que resultou em queda de 2,6% e de 5,2%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2025.
CNN – Brasil 06/08/2026
Nova lei reforça a fiscalização do piso mínimo do frete e mantém a preocupação do setor com impactos sobre o custo de produção, as exportações e o preço dos alimentos.
Embora tenha sido elaborada com foco no transporte de cargas e na remuneração dos caminhoneiros, a nova lei também traz reflexos para o agronegócio, setor que depende majoritariamente das rodovias para escoar sua produção.
Entre as principais mudanças está o fortalecimento da obrigatoriedade do pagamento do piso mínimo do frete. A tabela da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) continua sendo a referência para as contratações e deverá acompanhar com maior rapidez as oscilações do preço do diesel, reduzindo a defasagem entre o aumento dos custos do transporte e a atualização dos valores mínimos.
A legislação também aumenta o rigor da fiscalização. Empresas que contratarem fretes abaixo do piso poderão ser penalizadas com multas mais pesadas e outras sanções administrativas em caso de reincidência.
A sanção encerra meses de discussão entre governo, caminhoneiros e setor produtivo. Desde que a medida provisória foi editada, entidades ligadas ao agronegócio passaram a pressionar parlamentares para alterar o texto, argumentando que o endurecimento das regras aumentaria os custos logísticos justamente em um momento de margens apertadas para boa parte dos produtores. Durante a tramitação no Congresso, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) conseguiu negociar mudanças consideradas importantes para reduzir parte dos impactos da proposta original, mas manteve a avaliação de que a nova lei ainda tende a pressionar o custo do transporte.
Na avaliação do setor produtivo, a principal mudança não é a existência da tabela do frete, criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, mas o reforço da fiscalização. Até agora, muitas operações eram fechadas abaixo dos valores de referência da ANTT por acordo entre embarcadores e transportadores. Com a nova legislação, representantes do agro avaliam que essa flexibilidade diminui significativamente, tornando o piso efetivamente obrigatório na prática.
Para o agronegócio, a expectativa é de impactos principalmente sobre os custos logísticos. O transporte rodoviário continua sendo o principal modal utilizado para levar grãos, carnes, açúcar, algodão, fertilizantes e outras cargas até os portos e centros consumidores. Em estados como Mato Grosso, Goiás e nas regiões do Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde as distâncias até os terminais de exportação são maiores, o frete representa uma parcela significativa do custo final da produção.
Jornal de Brasília - DF 03/08/2026
Ceará, Espírito Santo e Santa Catarina são os entes da federação com as exportações totais mais afetadas pelas tarifas de Donald Trump, mostra levantamento feito pela reportagem a partir de dados de 2025 do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Quando se considera o impacto sobre as economias estaduais como um todo, esses estados também tendem a ser mais atingidos, já que ou possuem maior dependência do comércio exterior (como o ES e SC) ou uma cadeia produtiva complexa, com maior chance de transmitir os efeitos das sobretaxas a outros setores (caso do CE).
No dia 23 de julho, os Estados Unidos impuseram nova cobrança de 12,5% a produtos do Brasil, sob a justificativa de que o país importa produtos de países com trabalho forçado. Em muitos casos, o percentual adicional se soma aos 25% da investigação da seção 301, de práticas comerciais consideradas injustas.
Um dos cenários mais preocupantes é o do Ceará, que envia 46% das suas vendas externas aos EUA e possui 91,3% do seu comércio com os americanos afetado por sobretaxas. Cerca de 42% de todas as exportações do estado agora estão sujeitas a tarifas.
Exame - SP 10/08/2026
Os chineses compram cada vez mais do Brasil. Os americanos, cada vez menos. É o que mostra os dados da balança comercial. No primeiro semestre, o total das exportações para os EUA caíram 12,2%, totalizando US$ 20,95 bilhões, enquanto para a China cresceram 19,7%, totalizando US$ 69,3 bilhões.
Só em julho, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões. Já as vendas para a China subiram 8,6% no período, somando US$ 10,67 bilhões -- quase três vezes o volume negociado com os americanos, segundo dados do Mdics (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços).
Balança comercial fecha julho com superávit de US$ 7,07 bilhões; China segue como maior parceiro
A EXAME conversou com especialistas para entender esse movimento. Segundo o economista Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior (2007-2011), as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros freia as exportações. "São barreiras que os EUA colocaram sobre alguns produtos brasileiros. O déficit tende a aumentar", diz.
Marcos Piellusch, professor da FIA Business School, explica que isso encarece as exportações brasileiras no mercado americano e aprofunda esse desequilíbrio.
"O Brasil importa dos Estados Unidos bens que têm maior valor agregado, como equipamentos, produtos químicos e serviços tecnológicos, e exporta principalmente commodities e produtos semimanufaturados. Esse padrão de comércio já vinha gerando déficits ou saldos próximos de zero há quase duas décadas. O que mudou foi a intensidade", diz.
Para o especialista Sérvulo Mendonça, o pano de fundo é mais amplo do que a composição da pauta comercial. Segundo ele, a rivalidade crescente entre Estados Unidos e China transformou o comércio internacional em ferramenta de disputa geopolítica. E isso não fica de fora da equação bilateral com o Brasil. "Hoje, comércio exterior e geopolítica caminham lado a lado, e seria um equívoco analisar os números sem considerar esse contexto", afirma.
CNN Brasil - SP 13/08/2026
O faturamento real da indústria de transformação caiu 1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo os Indicadores Industriais divulgados nesta quarta-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O resultado reforça sinais de perda de fôlego da atividade industrial em meio ao ambiente de juros elevados, avanço das importações e aumento do custo de produção, segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko.
"A indústria vem andando de lado e isso se deve, principalmente, a três fatores: o patamar elevado dos juros e seus desdobramentos sobre a atividade econômica, agravados pelo alto endividamento das famílias e das empresas; o avanço expressivo dos custos de produção; e a forte entrada de produtos importados.
Nesse contexto, é mais difícil que as indústrias consigam repassar o aumento dos custos para seus preços em função da concorrência com as importações, de modo que as margens são comprimidas", afirma Nocko em nota.
Diário do Comércio - MG 17/08/2026
Economistas afirmam que a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) crescer acima de 2% no Brasil em 2026, como preveem o Ministério da Fazenda e o Fundo Monetário Internacional (FMI), ficou mais difícil e parece menos provável no momento.
A avaliação ocorre após a divulgação dos resultados mais recentes de varejo, serviços e indústria. Para os analistas, parte das atividades que compõem esses setores mostrou novos sinais de perda de ritmo sob impacto dos juros altos para conter a inflação.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disse na quinta-feira (13) que o volume de vendas do varejo cresceu 0,5% em junho frente ao mês anterior, após leve variação positiva em maio (0,3%) e queda de mais de 1% em abril (-1,5%).
Já o varejo ampliado, que inclui atividades de veículos, material de construção e atacado de produtos alimentícios, teve baixa de 1% em junho. Foi o quarto mês consecutivo de taxas negativas.
Monitor Digital - RJ 05/08/2026
Com três dias úteis a mais sobre junho, os emplacamentos de veículos no Brasil somaram 504.574 unidades em julho, alta de 3,3% em relação a junho e crescimento de 10,2% sobre julho de 2025. Esse foi o terceiro Melhor mês de julho da história, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado do ano, até o momento, o setor somou 3.219.957 emplacamentos, segundo número mais alto já registrado nos sete primeiros meses do ano e avanço de 15,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
"Estamos vivendo um ano com resultados positivos nos segmentos de maior volume, principalmente, no varejo de automóveis, comerciais leves e motocicletas. Além do Programa Carro Sustentável, observamos que a demanda por mobilidade, renovação de frota e investimento permanecem, e a competição entre marcas continua favorecendo a oferta de mais produtos no mercado", diz Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
Para ele, há uma tendência de acomodação do mercado, no segundo semestre, em função das eleições, que acontecem em outubro, e da forte disponibilidade de crédito, ocorrida no primeiro semestre, que pode ter levado a uma antecipação de compras.
"Já o Move Brasil Táxi e Aplicativos deverá surtir efeito nos próximos meses, mas ainda não temos como prever resultados, pois depende da aprovação cadastral dos motoristas, que deve melhorar com o Fundo Garantidor (FGI)", avalia.
Ainda segundo Arcelio, apesar de as taxas de juros ainda estarem elevadas, os programas como Carro Sustentável e Move Brasil têm ajudado também nos resultados do segmento de pesados.
"No caso de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, o Programa Move Brasil estancou a queda que vínhamos observando, e os emplacamentos que estão por vir, derivados dos
pedidos já realizados, podem melhorar ainda mais os números, reduzindo a queda mais acentuada que esperávamos para esses segmentos", analisa.
Para os segmentos ligados ao agronegócio, a Fenabrave também acredita numa retração na queda observada até o momento.
"O Move Agrícola, atrelado ao Programa de Renegociação de Dívidas para produtores rurais, vigentes no final de julho, podem também reduzir a queda estimada para as vendas máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras", conclui o presidente da Fenabrave.
Vendas de veículos novos crescem 16% puxadas por frotistas e locadoras
CNN Brasil - SP 07/08/2026
A China se consolidou como a principal fornecedora de carros eletrificados importados pelo Brasil em 2025. O avanço das montadoras chinesas fez com que o carro elétrico passasse a ser amplamente associado pelo consumidor brasileiro a um produto de origem chinesa, refletindo a rápida expansão dessas marcas no mercado nacional.
Os dados são de um relatório do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China). O documento ainda mostra que, em 2025, as importações de carros híbridos chineses atingiram o recorde de US$ 1,87 bilhão (cerca de R$ 9,6 bilhões).
Atualmente, o país asiático é responsável por 81% das compras de veículos híbridos e por 85% das de elétricos realizadas pelo Brasil no exterior. Juntos, os modelos eletrificados representam 94% de todas as importações de automóveis chineses.
A liderança também se reflete nas vendas ao consumidor. A BYD respondeu por 72% das vendas de veículos eletrificados (híbridos e elétricos puros) no mercado brasileiro em 2025.
Ainda de acordo com o relatório da CEBC, das dez marcas que mais comercializaram automóveis dessa categoria no país, seis são chinesas, superando fabricantes tradicionais dos Estados Unidos, Alemanha, França e Japão.
Diário do Comércio - MG 10/08/2026
A produção de veículos no Brasil registrou no mês passado o melhor julho em sete anos, chegando a 253,9 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com julho de 2025, o crescimento foi de 5,9%. Frente a junho, a produção das montadoras aumentou 3,1%, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira, 7, pela Anfavea, a entidade que representa os fabricantes de automóveis.
O volume foi o maior para o mês desde 2019, quando foram produzidos 267 mil veículos, refletindo o bom momento do consumo de carros no País. Diante da queda nos pedidos da Argentina, as exportações, por outro lado, seguem em baixa.
De janeiro a julho, foram produzidos 1,63 milhão de veículos, 8,3% a mais do que nos sete primeiros meses do ano passado.
Segundo a Anfavea, entre os grandes produtores de veículos do mundo, o Brasil só fica atrás neste ano do crescimento da Índia, onde a produção sobe 14,5%.
Vendas são as maiores em 12 anos
Em julho, as vendas de veículos no País foram as maiores em 12 anos, com 279,5 mil unidades emplacadas, um crescimento de 14,9% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Frente a junho, as vendas subiram 2,6%. Foi o maior volume desde dezembro de 2014, quando foram vendidas mais de 370 mil unidades.
Exportações
Valor - SP 12/08/2026
Setor teme os efeitos do clima sobre a logística em Manaus
A produção de motocicletas no Brasil continua mantendo o ritmo de crescimento e acumula nos sete meses de 2026 alta de 9,9% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados na manhã desta terça-feira (11) pela Abraciclo, associação que reúne 11 montadoras com cerca de 97% do mercado total. Com 1,254 milhão de unidades montadas, os fabricantes têm o melhor desempenho para o período desde 2008, até hoje o ano recorde da história do setor.
Somente em julho foram produzidas 190,8 mil motocicletas no Polo Industrial de Manaus, que concentra a produção no país. O volume do mês passado representa alta de 36% sobre o mesmo período de 2025 e de 45,8% na comparação com junho.
Por categoria, as motocicletas de baixa cilindrada representam 78,6% da produção no ano. A média cilindrada fica com 18,5% do mercado, enquanto a alta cilindrada tem 2,9%.
InfraRoi - SP 17/08/2026
Dados do Rental Market Report 2025 Brasil, elaborado pela KPMG para a Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc), apontam que o setor movimentou R$ 49,4 bilhões em 2025. Este mercado, que reúne cerca de 50 mil empresas e emprega diretamente mais de 200 mil pessoas, projeta alcançar R$ 52,9 bilhões em 2026 e R$ 56,7 bilhões em 2027.
O estudo também indica que a penetração média da locação em relação à propriedade já chega a aproximadamente 40% no país. A construção responde por 60% do mercado, enquanto os demais 40% estão ligados a setores como indústria, mineração, agro, energia e logística.
Vantagens da locação mostram potencial do setor
Para Renan Camargo, gestor da De Amorim Locadora, os números mostram uma mudança de mentalidade que perdurou durante muito tempo, quando comprar máquina era o caminho natural. "Hoje, a empresa olha para prazo, custo, manutenção, disponibilidade e utilização real do equipamento. Quando essa conta é feita com planejamento, a locação aparece como uma decisão estratégica", afirma.
Segundo Renan, a locação permite adequar máquinas a cada etapa da operação."Na obra, máquina parada custa caro. A locação ajuda a ter o equipamento certo, no momento certo, com suporte técnico e mais previsibilidade para o cronograma", destaca.
Locação de elétricos ainda é exceção no setor
Revista Oeste - SP 31/08/2026
A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem aumento de produtividade, pode elevar em 6,2% os preços ao consumidor no setor de máquinas e equipamentos.
O cálculo é da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (Sindimaq), divulgado nesta sexta-feira, 28.
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Segundo as entidades, a mudança reduziria em 9% o tempo disponível para produção. Para manter o mesmo volume fabricado, as empresas teriam de compensar a perda com ganhos de eficiência, horas extras ou novas contratações. Sem aumento de produtividade, a estimativa é de necessidade de 11% mais horas extras ou 7,7% mais funcionários.
Outro fator seria o aumento das despesas com a folha. A adoção de dois descansos semanais remunerados elevaria, segundo a estimativa, os gastos com pessoal em 9%. A combinação desses efeitos resultaria na alta média de 6,2% nos preços finais.
Quem lucra com a crise, reportagem publicada na Edição 337 da Revista Oeste
As entidades ressaltam que o porcentual é uma estimativa específica para o setor e não representa uma projeção oficial para a inflação. O impacto ocorre porque despesas como aluguel, manutenção e depreciação de máquinas continuam existindo mesmo com menos horas de operação.
Abimaq e Sindimaq afirmam ainda que o chamado Custo Brasil já torna a produção nacional cerca de 26% mais cara que a de concorrentes estrangeiros. Uma redução da jornada sem ganhos proporcionais de produtividade poderia ampliar essa diferença e diminuir a competitividade da indústria brasileira.
Para reduzir os efeitos, as entidades defendem investimentos em automação, robótica, inteligência artificial, qualificação profissional e modernização do parque industrial. Também apoiam a manutenção do limite de 44 horas semanais e a negociação coletiva para definir jornadas conforme as características de cada setor.
Grandes Construções - SP 06/08/2026
Após registrar as maiores altas do ano em maio (1,24%) e junho (2,24%), o Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção paulista desacelerou para 0,45% em julho.
Com isso, o indicador acumula elevação de 5,06% no ano e de 6,23% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) no dia 03/08.
No mês, todos os principais componentes do índice apresentaram alta. Os custos com mão de obra avançaram 0,38% em julho, acumulando elevação de 5,32% no ano e de 6,24% nos últimos 12 meses.
Os materiais de construção registraram alta de 0,53% no mês, com avanço de 4,68% no acumulado do ano e de 6,19% em 12 meses. Já as despesas administrativas aumentaram 0,60% em julho, acumulando alta de 5,37% no ano e de 6,73% nos últimos 12 meses.
Valor - SP 12/08/2026
Indicador alcançou 7,40% no acumulado em 12 meses; custo nacional da construção por metro quadrado no mês foi de R$ R$ 1.985,10, sendo R$ 1.120,13 de materiais e R$ 864,97 de mão de obra
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,44% em julho, ante alta de 1,19% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje.
Com o resultado, o indicador alcançou 7,40% no acumulado em 12 meses até julho, ante 7,26% até junho.
O custo nacional da construção por metro quadrado em julho foi de R$ R$ 1.985,10, sendo R$ 1.120,13 relativos aos materiais e R$ 864,97 à mão de obra. Em junho, esse custo totalizava R$ 1.976,37, sendo R$ 1.114,74 relativos aos materiais e R$ 861,63 à mão de obra.
Foi o quarto mês seguido de retração no varejo ampliado.
As vendas de material de construção caíram 3,5% em junho, perante o mês anterior, sob efeito da inflação no período, e pesaram sobre o varejo ampliado, segundo o gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cristiano Santos, responsável pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Também houve recuo de 1,5% em vendas de veículos e motos, partes e peças, outra influência negativa sobre o varejo ampliado, que registrou queda de 1%.
Este foi o quarto mês seguido de retração no varejo ampliado – que reúne as oito atividades do varejo restrito mais material de construção, veículos e atacarejo. Os recuos foram de 0,1% em março, 0,7% em abril e 0,3% em maio.
De acordo com Santos, a inflação da construção pesou sobre as vendas do segmento. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,19% em junho.
No caso dos veículos, houve influência do crédito, por causa dos juros altos, com recuo de 0,5% no crédito à pessoa física.
Grandes Construções - SP 17/08/2026
O SindusCon-SP realizou no dia 12 de agosto, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a Reunião de Conjuntura Econômica de agosto, que acompanha o desempenho da construção civil e reúne indicadores de atividade, emprego, custos, crédito e mercado imobiliário.
Na abertura, o presidente-executivo da entidade e responsável pela área econômica, Eduardo Zaidan, comentou que tem a sensação de que o país está entrando em um "inverno econômico", com vários indicadores mostrando que o nível de atividade está baixando.
PIB da construção - Na apresentação do balanço do primeiro semestre, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da FGV IBRE, apontou que a estimativa do crescimento do PIB da Construção Civil para o 1º semestre de 2026, sobre igual período do ano passado, é de 0,6%.
O resultado veio acompanhado de alta no emprego da construção, no rendimento médio e no consumo de cimento. Na outra ponta, a produção física de materiais recuou e o volume de vendas no varejo caiu no período.
CNN Brasil - SP 28/08/2026
A 17ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal concedeu na manhã desta quinta-feira (27) uma liminar para suspender a cobrança do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo.
"Defiro o pedido de provimento liminar postulado para suspender a exigibilidade dos créditos tributários em comento, determinando à autoridade impetrada que se abstenha de exigir das empresas substituídas pela demandante o Imposto de Exportação, na alíquota de 12% (doze por cento), sobre as exportações de óleo bruto de petróleo ou de minerais betuminosos", determina o juiz Diego Câmara, na decisão de sete páginas obtida pela CNN.
A ação foi protocolada pela ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás) contra a Delegacia de Maiores Contribuintes da Receita Federal do Brasil no Rio de Janeiro, a Delegacia de Fiscalização de Comércio Exterior da Receita Federal no Rio de Janeiro e a Delegacia de Fiscalização de Comércio Exterior da Receita Federal em São Paulo.
Na prática, a decisão derruba a resolução do Gecex (Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) que manteve o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo.
Na avaliação das empresas do setor, há fragilidade jurídica na medida adotada pelo governo, tese acatada pela Justiça.
Isso porque a resolução foi anunciada na véspera da perda de vigência da MP 1340, medida provisória que originou a cobrança e nunca foi apreciada pelo Congresso Nacional. O juiz entendeu que caberia ao Congresso tratar do assunto e como a MP caducou, a cobrança perdeu validade.
O governo argumenta que o imposto sobre a exportação de petróleo tem caráter regulatório, e não função arrecadatória, por isso não precisa de uma lei específica.
Para as petroleiras, é uma justificativa frágil e que pode ser contestada nos tribunais. A capacidade de refino hoje no Brasil não permite transformar, em derivados como gasolina ou diesel, todo o petróleo produzido internamente. Portanto, não resta alternativa à venda para o exterior de parte do óleo bruto extraído.
Além disso, elas afirmam que a decisão sobre um investimento em novas refinarias ou ampliação do parque existente envolve projetos de longo prazo, com cinco a dez anos de maturação, o que afastaria argumentos imediatistas.
Exame - SP 05/08/2026
Depois de uma temporada marcada por resultados recordes, o agronegócio brasileiro entra no ciclo 2026/27 diante de um cenário menos favorável. O Rabobank, banco holandês especializado em agronegócio e alimentos, estima que o PIB agrícola recue 3% em 2026, após avançar 11,7% no ano anterior.
A projeção reflete uma combinação de juros ainda elevados, menor disponibilidade de crédito subsidiado, risco de um El Niño forte no fim do ano e maior instabilidade geopolítica.
Para Maurício Une, economista-chefe para a América do Sul do Rabobank, o conjunto desses fatores torna o atual ciclo um dos mais desafiadores dos últimos anos."Não esperamos um crescimento da safra como o observado na temporada passada", afirmou.
Entre os principais fatores de preocupação está a possibilidade de um El Niño forte no último trimestre do ano. Segundo Une, há uma probabilidade de 50% de ocorrência de um fenômeno intenso em outubro, período de colheita em alguns estados.
"Há um desafio relacionado ao El Niño para o fim deste ano, uma vez que existe a probabilidade de 50% de um fenômeno forte para outubro", disse.
Nesta segunda-feira, 3, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projetou que o El Niño deve persistir pelo menos até o início de 2027. O boletim do Inmet aponta que 81% de probabilidade de que o evento atinja intensidade muito forte nesse período.
O cenário climático mais adverso se soma a um ambiente de menor apoio financeiro ao produtor. Na avaliação do economista, o Plano Safra apresentou crescimento limitado, ao mesmo tempo em que houve redução dos recursos destinados à equalização de juros.
A equalização permite que o governo cubra parte dos encargos financeiros das linhas de crédito rural. Com menos recursos disponíveis e juros ainda elevados, o custo dos financiamentos tende a continuar pressionando produtores e empresas do setor.
A projeção de retração do PIB agrícola foi revisada pelo Rabobank à medida que o cenário econômico se deteriorou.
Segundo Une, o banco trabalhava inicialmente com a expectativa de um ciclo mais intenso de cortes na Selic ao longo de 2026. Essa avaliação, no entanto, mudou.
"O Banco Central ainda tem espaço para realizar apenas mais um corte de juros em 2026, levando a Selic para 14%. Para o próximo ano, projetamos a Selic em 12,5%", afirmou.
CNN Brasil - SP 07/08/2026
O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária recuou 2% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (6).
Essa queda representa uma redução de R$ 66,1 bilhões para o setor, puxada pela desvalorização de 3,62% (R$ 74,6 bilhões) do ramo agrícola, enquanto a pecuária apresentou um crescimento marginal, de 0,7% (R$ 8,6 bilhões).
Segundo o índice, que engloba toda a cadeia agropecuária, o PIB do setor foi estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão no ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão no pecuário.
Nos primeiros meses do ano, os setores com maior queda foram o segmento primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agroserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).
O Cepea destacou que o resultado foi influenciado pela expectativa de redução do valor da produção em 2026, decorrente principalmente da queda dos preços, que superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.
A queda mais drástica foi no segmento primário agrícola (5,72%), apesar da expectativa de aumento na produção de commodities importantes, como cana-de-açúcar, café e soja. Segundo os pesquisadores, a queda do PIB do setor foi motivada pelo recuo dos preços, que "mais do que compensaram o avanço produtivo".
Por outro lado, a agroindústria e os agroserviços no ramo da agropecuária tiveram um retrospecto positivo no período, com crescimento de 1,93% e 1,86%, respectivamente.
Bloomberg Línea - SP 21/08/2026
A Deere revisou para baixo sua previsão de lucro anual, uma vez que a estabilização do setor agrícola aponta para uma recuperação mais acentuada no próximo ano no segmento de máquinas agrícolas.
A fabricante dos icônicos tratores verdes e amarelos estimou o lucro líquido para o ano fiscal entre US$ 4,75 bilhões e US$ 5 bilhões, em comparação com sua previsão anterior, que variava de US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões.
Olhando para o futuro, continuamos a acreditar que 2026 marcará o ponto mais baixo do atual ciclo de equipamentos agrícolas, afirmou o CEO global da Deere, John May, em comunicado divulgado na quinta-feira.
Em todo o nosso negócio, as tendências iniciais dos programas de pedidos, a melhora nos estoques de equipamentos usados e a crescente adoção de nossas tecnologias avançadas pelos clientes nos dão confiança de que a Deere está bem posicionada para a criação de valor a longo prazo.
As vendas de máquinas para plantar, tratar e colher campos vêm sofrendo pressão há anos, com os agricultores sem poder de compra devido aos preços relativamente baixos das safras e aos custos mais elevados de fertilizantes e combustível.
Ainda assim, a Deere e outras empresas reduziram a produção para conter os estoques esforços que, eventualmente, levarão a um aumento na demanda.
Os preços dos grãos vêm subindo, com o trigo atingindo recentemente os níveis mais altos desde 2024, à medida que ondas de calor e secas reduzem a produtividade e a escalada dos ataques entre a Rússia e a Ucrânia gera preocupações quanto às exportações que partem do Mar Negro. Caso os preços continuem subindo, os agricultores poderão ter mais recursos para gastar.
A perspectiva da Deere surge após sinais contraditórios por parte de fabricantes rivais de maquinário. A CNH Industrial NV elevou, no início deste mês, suas perspectivas anuais, afirmando que o setor está preparado para uma recuperação em 2027, à medida que a frota atual envelhece e leva os produtores a renovarem seus equipamentos.
A AGCO, no entanto, reduziu suas estimativas, afirmando que os custos disparados de insumos como combustível e fertilizantes continuam pressionando a economia agrícola.
Brasil 247 - RJ 24/08/2026
O que aconteceu com os automóveis está começando a acontecer com as máquinas agrícolas. E poucos no agronegócio brasileiro estão prestando atenção no tamanho disso.
Vale a pena olhar os números com calma, porque eles contam uma história que já vimos antes — e que terminou com fábricas chinesas em Camaçari e em Iracemápolis.
O recorde nos tratores
O Brasil importou 14.985 tratores apenas no primeiro semestre de 2026. É mais do que o país importou em todo o ano de 2025. O volume vindo da China cresce a 86% ao ano e já responde por 67% de tudo que entra no país nessa categoria.
Dois terços das importações de tratores do maior produtor agrícola tropical do mundo vêm hoje de um único fornecedor. Não é uma tendência incipiente. É uma mudança de patamar que já ocorreu, enquanto o setor discutia outras coisas.
Zero fábricas — por enquanto
Nenhuma montadora chinesa de tratores tem fábrica operando no Brasil hoje. Esse "hoje" é a palavra importante da frase.
A YTO já anunciou uma planta em Pernambuco. A Zoomlion mira o Centro-Oeste. A Foton Lovol negocia em Goiás. Quem acompanhou a chegada dos carros elétricos reconhece a coreografia imediatamente: primeiro testar o mercado com importação, depois montar a rede de distribuição e assistência técnica, e só então nacionalizar a produção. A sequência é sempre a mesma, e ela funciona porque cada etapa financia a seguinte.
Quando a fábrica é anunciada, a disputa comercial já foi vencida. A planta industrial é a consolidação de uma posição conquistada antes, não o começo da investida.
A vantagem de custo é estrutural
Aqui está o ponto que mais incomoda quem defende soluções puramente tarifárias: estamos falando de uma vantagem de custo de até 27% em relação à produção nacional, com descontos de 30% a 40% já praticados por marcas como a YTO.
Isso não é dumping oportunista. É escala industrial, preço do aço e custo de mão de obra jogando a favor da China. Um país que produz mais da metade do aço do planeta, que consolidou uma cadeia de componentes densa e que trata máquinas agrícolas como setor estratégico de política industrial não precisa vender abaixo do custo para ganhar mercado. Ele ganha mercado no custo.
A diferença é crucial. Contra dumping, existem instrumentos de defesa comercial. Contra vantagem competitiva estrutural, construída ao longo de duas décadas de política industrial, tarifa é anestesia — alivia por um tempo, não trata a causa.
Colheitadeiras: a fronteira mais protegida também caiu
O segmento de colheitadeiras sempre foi o mais fechado do maquinário agrícola. Exige precisão mecânica, eletrônica embarcada, rede de assistência capilarizada e confiança do produtor, porque uma quebra em plena janela de colheita custa a safra inteira. Era o fosso que separava os incumbentes dos desafiantes.
Agrolink - RS 27/08/2026
Exportações do setor batem recorde para julho, com US$ 16,34 bilhões, e acumulam US$ 103,39 bilhões no ano, reforçando a contribuição do agronegócio para o superávit comercial brasileiro
O agronegócio brasileiro manteve sua força no comércio exterior em julho de 2026 e foi novamente decisivo para o resultado positivo da balança comercial do País. Segundo o Relatório de Acompanhamento Mensal do Comércio Exterior, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados do MDIC/ComexStat, as exportações do agro alcançaram US$ 16,34 bilhões no mês, recorde para julho e alta de 5,4% em relação ao mesmo mês de 2025. As importações do setor somaram US$ 1,75 bilhão, resultando em superávit de US$ 14,59 bilhões, avanço interanual de 6,5%.
O desempenho ganha ainda mais relevância no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, as exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 103,39 bilhões, crescimento de 6% sobre os US$ 97,50 bilhões registrados em igual período de 2025. As importações, por sua vez, recuaram 1,4%, para US$ 11,71 bilhões, garantindo ao setor um saldo comercial positivo de US$ 91,68 bilhões nos sete primeiros meses de 2026. No mesmo intervalo, a balança comercial brasileira como um todo apresentou superávit de US$ 49,04 bilhões, evidenciando a contribuição do agronegócio para a geração de divisas e o equilíbrio das contas externas do País.
Entre os produtos que impulsionaram as vendas externas de julho, a soja em grãos manteve a liderança, com US$ 5,87 bilhões exportados, crescimento de 17,4% na comparação anual. Também tiveram desempenho expressivo a celulose, com alta de 30,8%; o farelo de soja, 28,6%; a carne de frango in natura, 33,9%; e o algodão, 27,2%. O óleo de soja bruto apresentou uma das maiores expansões, com avanço de 184,3%, atingindo US$ 370,2 milhões.
Em São Paulo, apesar da retração observada em algumas cadeias importantes, o agronegócio continuou contribuindo para o resultado do comércio exterior estadual. O setor registrou superávit de US$ 1,7 bilhão em julho, enquanto os demais segmentos da economia paulista, somados, tiveram déficit de US$ 4,3 bilhões.
As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 2,23 bilhões em julho, o equivalente a 13,7% das exportações brasileiras do setor no mês. Entre os destaques, a soja em grãos avançou 14,8%, alcançando US$ 201,7 milhões. Também registraram forte crescimento as vendas externas de óleo de soja bruto (+70,2%), algodão não cardado nem penteado (+124,1%), café solúvel (+60%) e óleo essencial de laranja (+85,2%).
Os números reforçam a capacidade do agronegócio de gerar receitas, conquistar mercados e contribuir para a estabilidade econômica brasileira, mesmo diante de um cenário internacional marcado por oscilações de preços, mudanças nos fluxos comerciais e novas barreiras tarifárias. Nesse ambiente, a diversificação de destinos, a competitividade da produção e a ampliação do acesso a mercados tornam-se cada vez mais estratégicas para preservar e ampliar o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio mundial.


