Portal Radar – SP – 18/09/2026
A indústria brasileira do aço se reúne nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo, para discutir os principais desafios do setor e os caminhos para aumentar a competitividade da indústria nacional.
A 36ª edição do Congresso Aço Brasil será realizada no Transamerica Expo Center e reunirá empresários, especialistas, representantes do governo e lideranças da indústria.
A abertura do evento contará com a presença de Márcio Fernando Elias Rosa, Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A partir daí, os debates passam pelos principais temas que hoje afetam a indústria brasileira, como geopolítica, competitividade, avanço da China no comércio mundial e crescimento econômico.
A conferência magna será conduzida pelo economista Marcos Troyjo, que vai analisar as mudanças no cenário internacional e seus impactos sobre a economia e os negócios.
Ao longo do primeiro dia, os debates vão tratar ainda dos desafios para tornar o Brasil mais competitivo, do avanço da China no comércio global e da importância de uma indústria forte para o crescimento da economia.
No segundo dia, o foco se volta para o Brasil. O jornalista William Waack fará uma análise do cenário político e econômico após as eleições de 2026.
O Congresso termina com um painel que reunirá CEOs de empresas produtoras de aço para discutir os desafios e as perspectivas do setor.
“Durante o Congresso, vamos discutir os desafios não só do setor do aço, mas de toda a indústria, fundamental para o crescimento do país”, afirma o Presidente-Executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.
A programação completa, bem como o link para inscrições, pode ser conferia em https://congressoacobrasil.org.br/
O Estado de S.Paulo - SP 18/09/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abre nesta quinta-feira, 17, o protocolo para que empresas solicitem crédito na nova etapa do Plano Brasil Soberano. Serão R$ 22,6 bilhões disponíveis, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do próprio banco.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a nova fase busca apoiar companhias ainda afetadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e estimular a diversificação de mercados, além de fortalecer cadeias consideradas estratégicas, como fertilizantes e minerais críticos.
A Portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e Ministério da Fazenda define três grupos elegíveis.
O primeiro reúne exportadoras de bens aos EUA e seus fornecedores afetados por tarifas majoradas, desde que a receita de exportação dos produtos listados pelo Mdic represente ao menos 1% do faturamento bruto no período de 1.º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para fornecedores, vale o mesmo critério de 1% do faturamento com fornecimento aos exportadores enquadrados.
O segundo grupo abrange empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileiro, de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, ou considerados estratégicos para modernização produtiva e transição para economia de baixo carbono. Entram ramos têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos e minerais críticos, entre outros.
O terceiro grupo inclui exportadoras e fornecedores com vendas a países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Para exportadoras, a receita bruta com exportações deve ser de pelo menos 1% no período de 1.º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com regra equivalente para fornecedores.
As linhas de financiamento contemplam capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento, como ampliação de capacidade, inovação e adaptação de produtos e processos.
CNN Brasil - SP 18/09/2026
A inflação americana apresenta sinais de desaceleração, mas segue muito acima da meta estabelecida pelo Fed (Federal Reserve). A avaliação é de Marcello Estevão, diretor-gerente e economista-chefe do IIF (Instituto de Finanças Internacionais), ao WW.
Segundo Estevão, o índice de inflação acompanhado pelo Banco Central americano registrou alta de 3,7% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Já o núcleo desse índice — métrica preferida pelo Fed — ficou em 3,3% no mesmo período. "A meta do Fed é 2%, então está bem acima da meta", destacou o economista.
Argumentos a favor e contra o aumento dos juros
Estevão reconheceu que existem argumentos contrários à elevação da taxa de juros, uma vez que a taxa de juros é considerada "um instrumento bastante bruto".
Ele apontou que há fatores específicos que explicam a persistência da inflação elevada, como a alta do petróleo — embora parte do mercado avalie que esse movimento não deve se prolongar. "Tem várias explicações, mas no fundo o que importa é que o Fed não atingiu a meta há cinco anos e está muito acima", afirmou.
Para o economista, o raciocínio do Fed é que, mesmo com a inflação em trajetória de queda, o ritmo é excessivamente lento. Nesse contexto, um ajuste moderado nos juros seria necessário para tornar a economia um pouco mais restritiva e acelerar a convergência em direção à meta.
"O Fed acha, com razão, eu creio, que é importante aumentar um pouquinho os juros e fazer a economia ficar um pouquinho mais apertada para que esse movimento em direção à meta seja mais rápido", concluiu Estevão.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN.
CNN Brasil - SP 18/09/2026
O reajuste do Bolsa Família, divulgado nesta quinta-feira (17), trará um custo adicional de cerca de R$ 22,7 bilhões no próximo ano. A proposta orçamentária enviada ao Congresso terá de ser ajustada para acomodar a despesa.
Durante o CNN 360º desta quinta-feira (17), o analista de Economia Gabriel Monteiro apontou que a situação para 2027 representa um desafio considerável para as contas públicas. Ele destacou que é preciso separar os dois anos ao avaliar o impacto fiscal da medida.
Para 2026, cujo impacto do reajuste de R$ 600 para R$ 691 será de R$ 5,8 bilhões, a situação é teoricamente mais gerenciável. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que há espaço fiscal para o aumento e que os recursos devem ser realocados de despesas com sobras, principalmente da Previdência Social.
Monteiro destacou que o relatório bimestral de receitas e despesas, que será publicado no próximo dia 24, dará mais clareza sobre a situação orçamentária.
"Caso a gente tenha realmente a identificação de uma despesa menor com recursos previdenciários, o que já aconteceu no relatório anterior, isso abriria espaço no orçamento de 2026 para estes R$ 5,8 bilhões de reajuste do Bolsa Família", explicou.
Especialistas em contas públicas consultados pelo analista afirmaram que o reajuste segue as regras do jogo: "É reajuste apenas pela inflação, obedece à Lei de Responsabilidade Fiscal e não exige contrapartida orçamentária", afirmou Monteiro.
Já para 2027, o cenário é mais complexo. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) já foi enviado pelo governo ao Congresso Nacional sem contemplar esse reajuste do Bolsa Família.
No projeto, o programa custaria cerca de R$ 157 bilhões. Com o reajuste, seriam necessários R$ 22 bilhões adicionais, levando o programa a mais de R$ 179 bilhões.
Diante disso, o governo terá duas alternativas: "Ou tira dinheiro de outros ministérios, agências reguladoras, reduz talvez o dinheiro destinado a investimentos no ano que vem, ou cria uma nova receita para abarcar esse aumento de R$ 22 bilhões em 2027", explicou o analista.
Risco de déficit
Monteiro alertou para um efeito ainda mais preocupante do ponto de vista fiscal. O orçamento para 2027, nos moldes atuais, previa um superávit de R$ 18 bilhões. Com os R$ 22 bilhões adicionais do reajuste, esse cenário se inverteria, resultando em um déficit de aproximadamente R$ 4 bilhões.
Segundo o analista, o Brasil está sendo cobrado em mostrar uma melhora gradual em seus resultados primários, do não aumento da dívida, para que o país consiga conter a taxa de juros e continuar se financiando.
"Este reajuste, se não tiver nenhuma realocação do orçamento do ano que vem, vai para uma direção completamente oposta. Se não houver corte de gastos para o ano que vem, aí veremos uma indicação muito negativa para a próxima política fiscal", afirmou o analista.
Impacto no mercado financeiro
O mercado financeiro reagiu imediatamente ao anúncio do reajuste. A Bolsa de Valores, que operava entre 185 mil e 186 mil pontos na abertura dos negócios, às 10h, perdeu cerca de 3 mil pontos logo após a divulgação da medida, por volta das 10h30.
"Na leitura do mercado financeiro, é muita coisa de uma vez só, é uma reação muito negativa a esse anúncio. No horário desse anúncio, ainda não se sabia o cálculo fiscal, só se via o aumento das despesas", comentou Monteiro.
O dólar também subiu, passando de R$ 5,15 para R$ 5,17 no mesmo horário. Após o governo detalhar que a realocação viria de uma redução nas despesas previdenciárias, os mercados se recuperaram: por volta das 15h, o Ibovespa havia voltado aos 186 mil pontos e o dólar havia retomado à estabilidade em torno de R$ 5,15.
Dimensão eleitoral da medida
Além do impacto fiscal, Monteiro apontou que o reajuste do Bolsa Família possui uma dimensão eleitoral relevante. Segundo ele, a medida pode beneficiar Lula junto à população de baixa renda, segmento que, de acordo com pesquisas recentes, estaria reduzindo seu apoio ao petista.
"Essa medida de reajuste do Bolsa Família pode fazer com que ele volte a ganhar mais tração, mais popularidade e influenciar também as eleições no final deste ano", avaliou o analista.
No que diz respeito ao comportamento do mercado financeiro diante do cenário eleitoral, Monteiro explicou que a reação dos investidores não representa necessariamente apoio a um candidato específico, mas sim a expectativa por uma política fiscal alternativa à atual.
"O mercado enxerga em uma candidatura alternativa talvez uma política fiscal um pouco mais contida e focada na redução das despesas públicas", disse.
Segundo ele, a percepção é de que a política econômica para uma eventual próxima gestão de Lula seria um espelho da atual, o que, na avaliação do mercado, não seria a política ideal.
O Estado de S.Paulo - SP 18/09/2026
A volatilidade trazida aos mercados pela guerra no Oriente Médio e as restrições comerciais impostas pelo governo norte-americano contra a China estão impactando os negócios de fusões e aquisições no Brasil, aumentando o número de investidores estratégicos da China e do Oriente Médio que buscam empresas no País e na América Latina.
“Estamos vendo a substituição dos fundos de private equity (que compram empresas) pelos estratégicos e um interesse de investidores da China, por uma questão geopolítica e de tamanho do mercado brasileiro, enquanto Japão e Oriente Médio voltaram a ter grande interesse”, diz o co-CEO do Grupo Seneca, Daniel Wainstein. Esses fundos vêm perdendo espaço nas operações de fusões e aquisições, pressionados pelos juros altos e pela falta de IPOs, que dificulta a saída dos investimentos.
Segundo Wainstein, a retração dos fundos ajuda a compor o ambiente favorável aos negócios desses investidores estratégicos, que olham para a “floresta”, ou seja, para o potencial brasileiro como um todo, e têm visão de longo prazo. “Os chineses vêm se preparando há bastante tempo para aproveitar este momento de oportunidade, em que há uma menor concorrência de fundos de um lado, e as empresas precisando de capital de outro”, acrescenta.
Wainstein, que acaba de receber uma delegação de empreendedores chineses, observa também que o perfil do investidor chinês mudou, à medida que o foco se diversificou para além dos setores relacionados a interesses nacionais, como infraestrutura.
Especialistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast afirmam que os grandes investimentos chineses ainda se concentram nos setores de energia elétrica, agronegócio e infraestrutura logística, mas o foco tem migrado para os segmentos de mineração, terras raras e energia solar. Esses últimos são, ao lado do setor automotivo, os que vêm sofrendo restrições dos Estados Unidos.
“A tensão na relação China-Estados Unidos está tirando mercado deles e o Brasil, na parte automotiva, tem sido uma ótima opção”, diz o líder de Latam e Finanças Corporativas do Brasil da Kroll Corporate Finance, Alexandre Pierantoni. O Brasil, em contrapartida, criou benefícios para importação de veículos eletrificados, que terminam no final deste ano, sendo este um outro gatilho para a produção local. As montadoras chinesas BYD e GWM já investiram bilhões em fábricas para fabricarem seus veículos no País.
Segundo Pierantoni, esse movimento está se ampliando e os chineses estão avançando para a cadeia de autopeças, onde se presencia uma “fortíssima” demanda. “Negócios ainda não estão sendo fechados, mas há muita prospecção dos chineses”, acrescenta. Pierantoni observa que a diversificação dos chineses em negócios de M&A não para por aí. Ele afirma que esses investidores olham empresas no entorno do setor de mineração, como equipamentos da linha amarela (máquinas pesadas) e explosivos. Também têm feito cheques menores do que o habitual para entrar em empresas que tenham conteúdo de tecnologia e inteligência artificial em segmentos nos quais já têm negócios, como agro e mineração.
Para o líder de fusões e aquisições (M&A) do escritório Machado Meyer, Guilherme Bueno Malouf, o bom relacionamento entre Brasil e China acaba contribuindo para que haja esse crescimento de negócios chineses. “As questões geopolíticas são relevantes, não são declaradas nas transações, mas sabemos que, quando há alinhamento ideológico, há maior demanda”, disse. Malouf lembra ainda que o Brasil é um mercado estratégico e acredita que parte da guerra de tarifas dos Estados Unidos é uma reação ao avanço da China na América Latina e no Brasil em particular.
“A China está a todo vapor”, diz a fundadora e CEO da consultoria de negócios internacionais NewCo, Martha Leonardis. Segundo ela, os investimentos chineses aumentaram US$ 2 bilhões no ano passado em relação a 2024, superando US$ 6 bilhões em 52 projetos.
Leonardis nota que a China é mais madura do que o Oriente Médio em termos de investimentos no Brasil e que os investidores do Oriente Médio não olham para o Brasil especificamente, mas para a região, com um viés de expansão. Outra diferença é que, ao contrário dos chineses, que preferem ter o controle das companhias, o interesse do investidor do Oriente está, na maioria dos casos, em fatia minoritária, mas com direito a assento em conselho. “Eles não têm capital humano para assumir o controle de uma companhia”, diz.
Apesar de estarem todos na mesma região, a forma de investir é diferente de um país para outro e orientada pelo momento que cada um vive, diz Leonardis. O conflito na região, por exemplo, fez alguns países se retraírem e olharem para desafios internos, entre eles Catar e Bahrein (que estava se abrindo a negócios no exterior), de acordo com ela. Também, os setores de hotelaria e imobiliário, que eram bastante procurados por alguns países do Oriente antes da guerra, saíram do mapa no atual contexto.
Do outro lado, Oman, que tem um fundo soberano de cerca de US$ 50 bilhões, e a Arábia Saudita estão muito ativos na busca de oportunidades, mas o foco sempre está em empresas que tenham interesse em investir também em seus países. “Eles dão subsídios e benefícios para esse investimento lá, em parceria com os fundos soberanos, e isso é interessante para empresas brasileiras que buscam expandir negócios fora do Brasil”, afirma. Segundo ela, um terço do valor da aquisição tem de ser direcionado para negócio no país de origem.
De acordo com ela, os setores que investidores de Omã e da Arábia Saudita têm prospectado são de infraestrutura, mineração, alimentação, terras raras e data centers, os dois últimos temas que entraram na agenda há poucos anos. “Estamos recebendo uma delegação de Omã que vem em novembro e já esteve em julho”, afirma.
Leonardis diz que o potencial de investimento de Abu Dhabi é muito grande, dado que seu fundo soberano tem US$ 1,7 trilhão, mas o número de negócios fechados é muito menor do que as prospecções que fazem. Mineração e infraestrutura são os setores de maior interesse, mas também com um viés de contrapartida local. “É uma região greenfield, onde tudo é uma oportunidade, e, se pudessem, não investiriam na empresa, mas levariam apenas a força intelectual e tecnológica”, afirma.
Em junho deste ano, o Abu Dhabi Ports Group, responsável por uma relevante infraestrutura marítima e de logística nos Emirados Árabes Unidos, adquiriu a Corredor Logística de Infraestrutura (CLI), no Porto de Itaqui, em São Luís (MA), por US$ 835 milhões (cerca de R$ 4 bilhões), marcando sua entrada nos portos brasileiros, dentro de uma estratégia de segurança alimentar.
Até o início de 2025, os fundos soberanos dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã) já acumulavam mais de US$ 14 bilhões investidos no Brasil, segundo levantamento do Sovereign Wealth Fund Institute (SWFI) feito a pedido do Estadão/Broadcast.
Leonardis nota que o número mostra que o capital do Golfo já tem peso material no Brasil, uma vez que só o estoque equivalia a pelo menos 1,2% de todo o estoque de investimento direto no país. Ao mesmo tempo, ele acrescenta que a estimativa é conservadora, já que cobre principalmente fundos soberanos e não captura integralmente empresas estratégicas, family offices, capital privado e operações sem valor público.
IstoÉ Dinheiro - SP 18/09/2026
O governo federal enviou ao Congresso Nacional, no final de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, detalhando a proposta de planejamento orçamentário para o ano seguinte. Contudo, um relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) alerta que o cumprimento formal da meta fiscal para 2027, embora tecnicamente possível, está ancorado em premissas consideradas “otimistas” pela equipe econômica federal. A IFI aponta uma significativa divergência nas projeções do resultado primário, indicando um cenário de maior incerteza fiscal para o próximo período.
O que aconteceu
IstoÉ: O cumprimento da meta fiscal 2027 pelo governo federal depende de premissas “otimistas”, alerta a IFI. A Instituição Fiscal Independente estima um déficit primário de R$ 86,1 bilhões, contrastando com o superávit de R$ 18,6 bilhões projetado pelo governo, uma diferença de R$ 104,8 bilhões. A IFI sugere a necessidade de um contingenciamento de R$ 35,7 bilhões para que a meta fiscal possa ser atingida no próximo ano.
O 116º Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF), divulgado em setembro, destaca que a política fiscal tem ganhado relevância no debate em torno da sucessão presidencial. Existe uma crescente conscientização na sociedade sobre a rigidez orçamentária, a limitada margem para investimentos essenciais e os efeitos prejudiciais do desequilíbrio fiscal, incluindo suas implicações na carga tributária e nas taxas de juros.
Diante desse cenário e no exercício de suas atribuições legais, a IFI optou por apresentar projeções alternativas, com a devida explicitação das premissas e parâmetros utilizados em sua análise.
As divergências em relação aos números do PLOA 2027 manifestam-se de forma acentuada já na projeção do resultado primário efetivo para o próximo ano. Enquanto a proposta orçamentária do governo prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, a IFI estima um déficit primário de R$ 86,1 bilhões, resultando em uma expressiva diferença de R$ 104,8 bilhões entre as duas avaliações.
Segundo o órgão de acompanhamento fiscal, a principal causa dessa divergência reside nos parâmetros macroeconômicos adotados. O PLOA 2027 baseia-se numa projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%, ao passo que a IFI projeta um crescimento de 1,8% e o Boletim Focus, de 1,5%.
“Isso tem profundas implicações no dimensionamento das receitas públicas: mais ou menos crescimento econômico, mais ou menos recursos disponíveis para financiar a máquina e as políticas públicas”, aponta o relatório da IFI.
Premissas macroeconômicas divergem
Outra variável crucial na elaboração da estrutura orçamentária é a inflação. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o governo estima 3,6% no próximo ano em sua proposta, enquanto a IFI projeta 4,0% e o Boletim Focus, 4,3%.
Na projeção da massa salarial, um vetor significativo para o cálculo da receita previdenciária, o governo utilizou um incremento de 10,1%, enquanto a IFI trabalha com uma expansão mais conservadora de 7,3%.
“Na projeção de despesas há discrepâncias nas estimativas dos gastos previdenciários, nas despesas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), abono salarial, seguro-desemprego e sentenças judiciais. A IFI acredita que os números da proposta orçamentária estão relativamente otimistas. De sua parte, o governo confia em sua estratégia de revisão de gastos (spending reviews)”, destaca a IFI.
Na visão da Instituição, essas discrepâncias impactam diretamente a perspectiva de cumprimento das metas estabelecidas no arcabouço fiscal.
Contingenciamento necessário para a meta?
A IFI identifica que, mesmo após as exclusões legais de despesas na apuração do resultado primário, o superávit primário não alcançará R$ 1 bilhão (ficando em R$ 900 milhões), valor insuficiente para o cumprimento da meta fiscal, mesmo no limite inferior do intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.
“Nessa situação, a IFI aponta a necessidade de contingenciamento de R$ 35,7 bilhões para o cumprimento da meta no próximo ano. Isso, sem levar em conta a nova despesa com o aporte de R$ 33,8 bilhões ao Fundo de Compensação aos Estados pela substituição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pelo Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária”, lembra a IFI, ressaltando que, embora esta despesa não seja computada no teto de gastos, ela afeta o cumprimento da meta de resultado primário.
Uma incerteza adicional mencionada é a receita condicionada de R$ 42 bilhões, constante no PLOA 2027 como fonte potencial, proveniente do Imposto Seletivo. A criação deste imposto depende de uma lei ordinária específica, cujo projeto ainda não foi enviado ao Congresso Nacional.
Por outro lado, em relação às receitas derivadas da exploração de recursos naturais e dos dividendos repassados ao Tesouro Nacional pelas empresas estatais, os números da IFI mostram-se mais otimistas que os presentes no PLOA 2027, em função do preço médio do barril de petróleo considerado em suas projeções.
Já em relação às transferências constitucionais por repartição a estados e municípios, há outra forte divergência. O governo estima no PLOA que as transferências cairão dos atuais 4,7% do PIB, segundo a avaliação de receitas e despesas do 3º bimestre de 2026, para 4,1% do PIB em 2027. No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027, apresentado em abril passado, a projeção governamental era de um montante de transferências equivalente a 4,4% do PIB no próximo ano.
Em sua conclusão, a IFI considera que o cumprimento da meta fiscal em 2027 é possível, desde que as atuais premissas macroeconômicas se confirmem e que a calibragem orçamentária seja efetuada por meio dos contingenciamentos que se fizerem necessários. “Ainda assim, a realidade estará muito distante do resultado fiscal para estabilizar a relação entre dívida pública e o PIB.”
A IFI pondera que as divergências entre suas estimativas e as do Poder Executivo para 2027 não decorrem de erro técnico de nenhuma das partes, mas sim de escolhas metodológicas e de premissas legítimas, embora com graus distintos de conservadorismo.
“A magnitude dessas divergências – equivalente a mais de uma vez e meia o próprio centro da meta fiscal — contudo, reforça a importância do acompanhamento contínuo da execução orçamentária ao longo de 2027, especialmente no primeiro ano do próximo mandato presidencial, quando a credibilidade das premissas hoje adotadas será posta à prova.”
Infomoney - SP 18/09/2026
Os preços do minério de ferro subiram pela segunda sessão consecutiva nesta quinta-feira, à medida que as siderúrgicas chinesas intensificaram as compras por via marítima antes de um feriado nacional, embora a redução das margens do setor siderúrgico tenha prejudicado as perspectivas de demanda.
O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE) da China fechou o pregão diurno com alta de 0,28%, a 710,5 iuanes (US$105,92) por tonelada, ainda 4,6% abaixo da máxima de várias semanas de 745 iuanes atingida em 8 de setembro.
Várias siderúrgicas reservaram cargas marítimas para o feriado do Dia Nacional, que durará uma semana, de 1º a 7 de outubro.
O volume diário de transações de minério de ferro por via marítima saltou 43%, para 1,41 milhão de toneladas na quarta-feira, em relação ao dia anterior, segundo dados da consultoria Mysteel.
"Consideramos US$90-95 por tonelada um nível de suporte sólido para uma queda no curto prazo, diante das altas taxas de frete atuais", afirmaram analistas do Goldman Sachs em nota divulgada na quarta-feira.
"De outubro a novembro, acreditamos que a produção de aço e a demanda por minério de ferro na China enfraquecerão, em um momento em que as exportações marítimas de baixo custo dos principais fornecedores e de Simandou estão aumentando", disseram eles.
As siderúrgicas podem desacelerar a reposição de estoques, já que as margens em queda as desestimulam a aumentar a produção, limitando a alta dos preços, disseram os analistas.
Outras matérias-primas para a produção de aço perderam os ganhos anteriores e passaram a ser negociadas em queda, com o carvão coqueificável e o coque registrando quedas de 1,65% e 0,63%, respectivamente.
Os índices de referência do aço na Bolsa de Futuros de Xangai mantiveram-se estáveis. O vergalhão recuou 0,13%, o bobina laminada a quente registrou queda de 0,12%, enquanto o aço inoxidável subiu 1%.
"A demanda real por aço não mostrou sinais claros de recuperação, ficando aquém das expectativas anteriores, mas a contração da oferta persistiu à medida que as perdas se agravaram", afirmaram analistas da corretora Zhengxin Futures em uma nota.
Infomoney - SP 18/09/2026
A disparada dos custos de frete marítimo e do petróleo está criando uma nova divisão entre as mineradoras e siderúrgicas brasileiras. Conforme aponta análise do Goldman Sachs, algumas empresas contam com contratos de longo prazo e proteção contra oscilações de custos, mas outras estão totalmente expostas ao mercado à vista, tornando seus resultados cada vez mais sensíveis ao comportamento das commodities.
Em relatório, a equipe de análise do Goldman Sachs analisou como variações nos preços do minério de ferro, do petróleo, do frete marítimo e do câmbio afetam as empresas latino-americanas do setor de mineração, com foco em Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5). A conclusão é que a sensibilidade aos preços das commodities tornou-se ainda mais relevante em um cenário de minério próximo de US$ 95 por tonelada, fretes perto dos maiores níveis da última década e petróleo acima de US$ 100 por barril.
Segundo os analistas, o frete spot da rota Brasil-China atingiu cerca de US$ 40 por tonelada, mais de 100% acima da média dos últimos dez anos, enquanto o Brent chegou a US$ 103 por barril. O resultado foi uma forte compressão das margens para produtores sem hedge ou contratos logísticos de longo prazo.
Vale é a mais protegida
Entre as empresas analisadas, a Vale (VALE3) aparece como a mais resiliente.
O Goldman Sachs destaca que aproximadamente 75% dos volumes de exportação da companhia estão vinculados a contratos logísticos de longo prazo, com custos estruturais significativamente menores do que os praticados no mercado spot. Além disso, a mineradora possui hedge de cerca de 70% da exposição ao petróleo em 2027.
Essa proteção reduz significativamente o impacto da escalada do frete e do combustível sobre os resultados.
Mesmo assim, o banco calcula que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) projetado para 2027 poderia ficar 15% abaixo do consenso de mercado caso prevaleçam as condições atuais de frete, minério e petróleo. No cenário baseado nas curvas futuras, o impacto seria mais modesto, de cerca de 3%.
O Goldman estima ainda que o ponto de equilíbrio operacional da Vale para minério de ferro fique em torno de US$ 63 por tonelada no cenário spot, bem abaixo dos níveis observados para concorrentes domésticos.
CSN Mineração é uma das mais expostas
O cenário é diferente para a CSN Mineração (CMIN3), uma vez que a companhia possui exposição integral ao frete marítimo spot e não conta com proteção para os custos de energia. Além disso, cerca de 30% dos volumes comercializados dependem da compra de minério de terceiros.
Com frete de US$ 40 por tonelada e petróleo acima de US$ 100 por barril, o custo total entregue na China sobe para níveis próximos de US$ 97 por tonelada, praticamente eliminando a rentabilidade do negócio de mineração.
Nas estimativas do Goldman Sachs, o EBITDA da divisão de mineração da empresa pode sofrer impacto de até 109% em 2027 no cenário spot, chegando a território negativo. O ponto de equilíbrio operacional sobe para cerca de US$ 97 por tonelada, praticamente alinhado ao preço atual do minério. O banco mantém recomendação de venda para a companhia.
Usiminas sente pressão dupla
Para a Usiminas (USIM5), a vulnerabilidade aparece principalmente no braço de mineração. O Goldman observa que a companhia também possui exposição integral ao frete spot e não conta com hedge para custos energéticos. O banco lembra ainda que a empresa já suspendeu operações na mina de Samambaia, reduzindo em cerca de 30% sua capacidade de produção.
No cenário atual, os analistas estimam que a operação de mineração da Usiminas apresente EBITDA negativo tanto nas condições spot quanto em boa parte das curvas futuras. O preço de equilíbrio da operação pode chegar a US$ 115 por tonelada em 2027, valor significativamente superior às cotações atuais do minério.
Apesar disso, o Goldman mantém recomendação de compra para a ação, argumentando que o negócio de aço continua sendo o principal gerador de resultados da companhia e que parte desses riscos já está refletida nas cotações.
Commodities definem vencedores e perdedores
A análise é reforçada por outro estudo recente do banco, que mostra que o custo marginal global do minério de ferro subiu para cerca de US$ 95 por tonelada, contra aproximadamente US$ 75 registrados em 2024. A combinação de fretes elevados, combustíveis mais caros, exaustão de minas e queda dos teores metálicos elevou significativamente os custos da indústria.
O Goldman calcula que mais de 200 milhões de toneladas de produção global já operam com rentabilidade muito limitada ou negativa em preços próximos de US$ 95 por tonelada.
Ao mesmo tempo, as perspectivas para o frete seguem desafiadoras. O banco acredita que a oferta global de navios continuará apertada até pelo menos 2028, enquanto o aumento das exportações de bauxita da Guiné e o avanço do projeto Simandou sustentam a demanda por embarcações do tipo Capesize.
Valor - SP 18/09/2026
A iniciativa é parte dos esforços para conter uma guerra comercial, informou o jornal Financial Times
A União Europeia solicitou que a China restrinja voluntariamente as exportações de veículos híbridos como parte dos esforços para conter uma guerra comercial, informou o jornal Financial Times.
Bruxelas quer que Pequim estabeleça um teto para as vendas de híbridos chineses em torno de 15% do mercado comunitário da UE, afirmou o jornal, citando pessoas a par das negociações.
“Se eles não limitarem suas exportações para o nosso mercado, nós o faremos”, afirmou uma autoridade da UE em declaração ao FT.
“A questão aqui é frear a desindustrialização. Temos que agir. Trata-se de comércio administrado.”
Ainda segundo a reportagem, o bloco europeu também solicitou que a China limite as exportações de outras categorias, como produtos químicos, ao mesmo tempo em que busca ampliar as compras chinesas de produtos europeus.
A União Europeia não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters, que informou não ter conseguido verificar as informações de forma independente em um primeiro momento.
Ontem, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco utilizará todos os instrumentos disponíveis para reduzir o que classificou como um déficit comercial “insustentável” com a China.
Em discurso no Parlamento Europeu, Von der Leyen destacou que o déficit comercial de bens da UE com o país asiático, que atingiu 360,6 bilhões de euros no ano passado e expandiu 9% nos primeiros seis meses deste ano, alcançou um ponto de inflexão crítico, pontuando que a Europa já enfrenta um segundo “choque chinês” por meio da desindustrialização.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, que lidera as tratativas com Pequim para reduzir o descompasso na balança comercial, disse que pretende obter resultados concretos até outubro e deve viajar à China no início do próximo mês.
A UE sustenta que a disparada nas exportações chinesas em setores como químicos, baterias e veículos é resultado de sobrecapacidade industrial subsidiada. Pequim rejeita as acusações, argumentando que as preocupações sobre desequilíbrios econômicos e excesso de capacidade produtiva têm viés protecionista e visam conter a expansão da indústria da China.
Automotive Business - SP 18/09/2026
Como forma de recuperar o crescimento e ampliar a participação de mercado, a Volvo anunciou que lançará 13 modelos até 2030. A medida surge como uma estratégia para driblar a queda das vendas da marca na China ao mesmo tempo em que enfrenta as tarifas americanas.
A montadora sueca vai lançar seis novos modelos para a China e outros sete para o mercado ocidental. Os lançamentos incluem veículos elétricos e híbridos e a meta é que, com isso, a margem de lucro sem considerar impostos supere 8%, ante 3,5% em 2025.
Modelos serão adaptados a cada região
Francesca Gamboni, chefe da cadeia de suprimentos da marca, disse a analistas e investidores que a empresa desenvolverá modelos grandes para os EUA, modelos pequenos e médios para a Europa e modelos de porte médio para a China.
Hoje, a Volvo enfrenta um momento delicado, tendo que separar as tecnologias ocidentais e chinesas para continuar vendendo nos Estados Unidos, onde a Polestar, sua marca irmã, foi impedida de vender veículos novos a partir do ano-modelo 2027. Além disso, tem tido dificuldades para atingir metas de rentabilidade devido às tarifas, à menor demanda por seus modelos elétricos e aos elevados custos de desenvolvimento de veículos.
Além do lançamento de 13 modelos, uma outra medida para recuperar o crescimento da Volvo está relacionada às parcerias com concorrentes. Gamboni afirmou que a empresa está disposta a fabricar carros para outras montadoras em duas fábricas: em Chengdu, na China, e em Ghent, na Bélgica.
Montadoras buscam estratégias para enfrentar avanço das chinesas no mercado
A Volvo não é a única montadora que tem procurado alternativas para enfrentar as dificuldades de crescimento diante das quedas de vendas na China e da expansão global das montadoras chinesas, que tem aumentado a concorrência.
A alemã Volkswagen também tem se preparado para uma reestruturação intensa de suas operações, com cortes de empregos e possíveis fechamentos de fábricas na Europa. A Jaguar Land Rover, por outro lado, também anunciou recentemente que vai reduzir o quadro de funcionários diante da alta concorrência.
O diretor de estratégia e produtos da Volvo, Michael Fleiss, afirmou que, ao contrário de seus concorrentes, a Volvo não tem planos de fechar nenhuma de suas fábricas.
Auto Informe - SP 18/09/2026
Menos de um ano após a Renault Geely do Brasil anunciar a mudança da razão social e o investimento adicional de R$ 2 bilhões da marca chinesa na fábrica de São José dos Pinhais (PR), o primeiro produto Geely EX5 EM-i híbrido plugável acaba de sair da linha de montagem. A sociedade franco-chinesa avança com a rapidez que o total de R$ 5,8 bilhões permitirá até 2027. Comercialização do híbrido plugável começará em novembro. Início de produção nacional do elétrico EX2 será em dezembro próximo e as vendas até dois meses depois.
Ambos os modelos, durante o atual período de importação, superaram as previsões. Francois Provost, presidente global do Grupo Renault, veio ao Brasil e afirmou sua confiança na equipe de executivos que cumpriu todos os objetivos previstos. Fabrice Cambolive, ex-presidente da filial brasileira de 2015 a 2017 e hoje vice-presidente mundial de Vendas e Operações da marca Renault, confirmou quatro modelos, dois da marca francesa e dois da marca chinesa, produzidos aqui até o final de 2027.
Geely mantém 26,4% de participação acionária na RGbD, operação comandada pelo argentino Ariel Montenegro desde 2025. A tecnologia híbrida E-Tech 4×4 será flex e estará no Boreal e na Niagara também em 2027. Montenegro acrescentou que os elétricos puros vão assumir participação maior nos principais mercados mundiais.
Contudo, ainda há recuos como acontece agora na venda de elétricos nos EUA, no Canadá e, discretamente, até na China com o corte de incentivos. Perguntei a ele se, quando a guerra no Oriente Médio cessar e na hipótese de petróleo cair substancialmente de preço com a normalização da produção e à medida que os elétricos avancem, não poderia postergar o ritmo futuro da eletrificação. Montenegro respondeu ser improvável isso acontecer.
Em entrevista ao site da Autoesporte, Combolive previu que 50% dos carros da Renault serão híbridos ou elétricos no Brasil até 2030.
Números da Stellantis na desmontagem veicular
Trata-se de uma iniciativa única que deveria estimular outros fabricantes na mesma direção. No Brasil, dar baixa em documentação para um veículo em fim de vida é extremamente burocrático e os veículos acabam abandonados ou vendidos como sucata bruta.
O conglomerado franco-ítalo-americano completou um ano de operação do seu Centro de Desmontagem Veicular (CDV) em Osasco (SP). Consiste em uma pioneira estrutura própria de uma fabricante na América do Sul, voltada à desmontagem legal e rastreável. A iniciativa valida na prática o modelo de negócios baseado nos conceitos de economia circular para veículos em fim de vida útil.
No primeiro ano, o CDV desmontou 1.150 automóveis oriundos de seguradoras ou leilões e permitiu recuperar de mais de 20 mil componentes. Destes, 11 mil já foram comercializados no mercado de reposição. Evidencia demanda crescente por peças reutilizadas de procedência auditada. Houve destinação ambientalmente adequada de 862 toneladas de materiais e quase 14 mil litros de fluidos.
O reaproveitamento de componentes chega a reduzir em até 80% o consumo de matérias-primas e em até 50% as emissões de CO‚ em relação à produção equivalente de peças novas. A estratégia da Stellantis atua sob pilares de Remanufatura, Reparo, Reuso e Reciclagem. Há ainda o Centro de Recondicionamento Veicular (CRV) em Betim (MG) que recuperou mais de 500 veículos em três anos.
Com capacidade instalada para até 8 mil desmontagens/ano, o CDV de Osasco atinge agora a fase de escala. Os próximos passos focam na ampliação do portfólio de componentes certificados, expansão dos canais de distribuição do pós-venda e consolidação da logística reversa na região.
A empresa tem mais dois CDVs no exterior: Itália e Marrocos. O quarto será na França.
Niagara: avanço Renault no segmento de picapes
Prevista para estrear em novembro próximo, a picape intermediária Niagara de cabine dupla foi apresentada semana passada em Córdoba, Argentina, de onde virá para o Brasil. A sucessora da Oroch visa principalmente a Toro (mas também Maverick, Rampage e agora a Mako). Utiliza a mesma estrutura do SUV médio Boreal, capô e para-choque dianteiro iguais, fabricado em São José dos Pinhais (PR). A dianteira chama atenção pela grade verticalizada e inscrição Renault em pequenos pixels cromados. Linha de cintura alta, caixas de rodas encorpadas e maçanetas na coluna traseira seguem os padrões das picapes mais atuais derivadas de SUVs. Terá versões 4×2 e 4×4.
Internamente, há 200 mm de espaço para joelhos no banco traseiro (referência na categoria) que tem encosto reclinável em 25° e um compartimento oculto de 36 litros atrás deste. O painel integra quadro de instrumentos digital de 10,2 pol., central multimídia de 10,1 pol. com Google Built-In e sistema de câmeras 360°. Novidade é o assistente de IA generativa e multimodal Google Gemini. São 26 os sistemas avançados de ajuda ao motorista (Adas).
A Niagara mede 4,94 m de comprimento (4,91 m nas versões 4×2), 2,96 m de entre-eixos, 1,72 m de altura e 1,83 m de largura. Rodas de 17 ou 18 pol. Caçamba de 938 litros traz cobertura rígida retrátil, tomada 12 V e tampa traseira de abertura elétrica. Carga útil de 654 kg (incluídos cinco ocupantes) e capacidade de reboque 710 kg (a maior entre as intermediárias). Vão livre de 223 mm (233 mm nas versões 4×4), ângulo de entrada, 22,1° e de saída, 22,3°. Suspensão traseira independente multibraço recebeu acerto específico para as condições de uso na América do Sul. Freios a disco ventilados nas quatro rodas.
Motor flex 1.3 Turbo TCe entrega 156 cv (gasolina) ou 160 cv (etanol) e torque de 27,5 kgf·m. Câmbio de seis marchas manual ou automatizado de dupla embreagem em banho de óleo e seletor eletrônico. Sistema de tração integral sob demanda oferece seis modos de condução via seletor no console.
Renault não deve disponibilizar todas as quatro versões da Niagara em novembro e sim ao longo dos meses seguintes. A híbrida com motor elétrico no eixo traseiro chegará só no segundo semestre de 2027.
Tesla se envolve em outro acidental fatal nos EUA
Um sedã elétrico Model 3, da Tesla, teve o sistema Autopilot novamente colocado em dúvida sobre seu funcionamento. O acidente ocorreu em Buena Vista Township, no estado americano de New Jersey. Em um cruzamento, o Civic dirigido por Stephen Field, de 82 anos, ia completar uma conversão à esquerda quando foi atingido pelo Model 3 que desrespeitou uma placa de parada obrigatória. Ele faleceu, enquanto o motorista e mais três ocupantes do elétrico foram hospitalizados.
Inicialmente, as autoridades de trânsito classificaram a causa da colisão como falha humana. Entretanto, o site americano Electrek, especializado em veículos elétricos, descobriu que o sistema de condução autônoma estava ativo e ainda assim não evitou a colisão. Isso foi confirmado pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, em inglês) dos EUA.
A marca ocultou algumas informações ao alegar segredo comercial confidencial, inclusive se no local do acidente era permitido usar o FSD (sigla em inglês para Condução Autônoma Total) que, tudo indica, não funcionou a contento. Este episódio ainda em investigação desde fevereiro último assemelha-se a outro em que a Tesla foi obrigada a honrar uma indenização de US$ 243 milhões (R$ 1,244 bilhão), em 2019, pela morte de uma pedestre e ferimentos graves em outro na cidade de Key Largo, Flórida.
Nesta ação perdida a fabricante alegou também que a sentença desestimulava avanços tecnológicos que poderão salvar vidas. Mas batizar o sistema de Condução Autônoma Total acaba por transmitir excesso de confiança aos compradores dos seus carros. E a fabricante continua a utilizar o termo FSD.
A defesa das vítimas comprovou negligência da marca por liberar a tecnologia fora de rodovias monitoradas, enquanto a Tesla recorreu da decisão e perdeu, mesmo alegando novamente que a sentença desestimulava avanços tecnológicos que salvam vidas. No ano passado, o crossover compacto (nos padrões americanos) Model Y foi o modelo mais vendido no mundo: 1.173.102 unidades.
Veja - SP 18/09/2026
A China quer que 70% dos carros novos vendidos até 2030 sejam veículos de nova energia, incluindo elétricos e inteligentes. Este plano quinquenal foca no fortalecimento da cadeia produtiva, tecnologias autônomas e exportação de know-how. O impacto já é sentido no Brasil, com a crescente presença chinesa no mercado de eletrificados.
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A China quer que sete em cada dez carros novos vendidos no país em 2030 sejam veículos de nova energia.
A meta faz parte do 15º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento da Indústria de Veículos de Nova Energia Inteligentes e Conectados, divulgado pelo governo chinês em 11 de setembro.
E ajuda a explicar por que a transformação da indústria automobilística chinesa interessa cada vez mais ao consumidor brasileiro.
O plano estabelece que os chamados NEVs, sigla em inglês para veículos de nova energia, deverão representar 70% das vendas de carros de passeio e 40% das vendas de veículos comerciais novos até 2030.
A categoria inclui carros elétricos, híbridos plug-in e veículos movidos a células de combustível de hidrogênio.
Mais do que uma meta de vendas, o documento estabelece uma direção para uma das principais indústrias chinesas.
Pequim quer fortalecer toda a cadeia de produção de veículos inteligentes, ampliar o uso de tecnologias de direção autônoma e aumentar a presença das fabricantes chinesas no mercado internacional.
Para o Brasil, o movimento é relevante porque os carros chineses já ocupam uma parcela importante do mercado de eletrificados. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), quase 85% dos carros elétricos vendidos no país em 2025 foram fabricados na China.
A participação tende a ser influenciada também pelo avanço da produção local de empresas chinesas, como BYD e Great Wall Motor.
Não é apenas um plano para carros elétricos
O termo “veículo de nova energia” é mais amplo do que carro elétrico. A estratégia chinesa combina eletrificação com conectividade, software e automação.
O plano prevê a aplicação em larga escala de veículos equipados com sistemas de direção autônoma até 2030. A intenção é também fortalecer tecnologias como cockpits inteligentes, sistemas de assistência ao motorista, computação embarcada e conexão entre veículos e infraestrutura.
Essa combinação é importante porque muda a natureza da competição entre as montadoras. O automóvel passa a ser, além de um equipamento mecânico, uma plataforma de software e serviços digitais.
A China já parte de uma posição avançada. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, cerca de 70% dos carros de passeio novos vendidos no país desde o início de 2026 já contam com sistemas combinados de assistência ao motorista.
O plano também estabelece como objetivo colocar a indústria automobilística chinesa entre as líderes mundiais e ampliar a participação das empresas do país na definição de padrões e regras internacionais para veículos inteligentes.
A China já está muito perto da meta
A meta de 70% pode parecer ambiciosa, mas a distância em relação ao mercado atual é menor do que o número sugere.
Dados de mercado citados por veículos especializados indicam que os veículos de nova energia já representam cerca de dois terços das vendas de carros de passeio na China. Em agosto, a participação teria chegado a 65,2% das vendas no varejo doméstico.
Isso significa que o governo chinês não está estabelecendo uma meta para criar do zero um mercado de carros elétricos. Está estabelecendo uma referência para consolidar uma transformação que já ocorreu em grande parte.
A situação é diferente no segmento comercial. O objetivo de 40% até 2030 exige uma expansão maior, especialmente em veículos pesados e de longa distância, nos quais autonomia, infraestrutura de recarga e tempo de abastecimento são desafios maiores.
Menos fábricas, mais escala
Há, porém, uma mudança importante na estratégia chinesa. O governo não está simplesmente incentivando a criação de mais fábricas de carros e baterias.
O novo plano pede maior controle da capacidade produtiva, combate ao excesso de investimentos e estímulo a fusões e reorganizações no setor. A intenção é reduzir a fragmentação da indústria e evitar que empresas sobrevivam apenas por meio de preços baixos.
A preocupação aparece em um momento de forte competição entre as montadoras chinesas. O setor vem enfrentando uma guerra de preços, e Pequim também passou a combater o que classifica como competição desordenada por preços.
Na área de baterias para armazenamento de energia, autoridades chinesas suspenderam temporariamente novas aprovações de fábricas em meio a preocupações com excesso de capacidade e competição por preços.
A mensagem é relevante: a próxima etapa da política industrial chinesa não será necessariamente produzir o maior número possível de carros, mas tornar as empresas mais competitivas e tecnologicamente sofisticadas.
A aposta já está chegando ao Brasil
O efeito dessa estratégia não fica restrito ao mercado chinês.
Nos sete primeiros meses de 2026, a China exportou 2,91 milhões de veículos de nova energia, alta de 120% em relação ao mesmo período do ano anterior. Eles responderam por 47,4% de todas as exportações de veículos chineses no período.
O Brasil está entre os mercados que mais sentem esse movimento. A IEA aponta que 85% dos carros elétricos vendidos no país em 2025 foram fabricados na China.
A presença chinesa, entretanto, começa a mudar de perfil com a instalação de fábricas no território brasileiro.
Isso significa que a disputa não envolve apenas a origem dos carros vendidos aqui. Ela pode afetar preços, oferta de modelos, tecnologias de baterias, sistemas de assistência ao motorista e fornecedores de componentes.
Para as montadoras tradicionais instaladas no Brasil, a transformação também aumenta a pressão para acelerar o desenvolvimento de veículos eletrificados e tecnologias digitais.
A próxima disputa é pelo software
A estratégia chinesa indica ainda uma mudança naquilo que o país pretende exportar.
Além dos carros, as empresas chinesas querem vender tecnologia.
A Xpeng, por exemplo, anunciou nesta semana planos para oferecer a fabricantes estrangeiras tecnologias desenvolvidas para seus veículos, incluindo arquitetura eletrônica, sistemas de cockpit, chips de inteligência artificial e softwares de assistência ao motorista.
A empresa já mantém uma parceria tecnológica com a Volkswagen.
Esse movimento pode levar a competição para além da venda de veículos completos. Empresas chinesas podem se tornar fornecedoras de componentes, baterias, sistemas eletrônicos e softwares para fabricantes de outros países.
Para o consumidor brasileiro, isso pode significar uma oferta crescente de carros com tecnologias que até pouco tempo estavam concentradas em modelos mais caros.
O que muda para o consumidor brasileiro
O plano quinquenal não determina quantos carros chineses serão vendidos no Brasil nem garante que todas as metas chinesas serão alcançadas. Mas estabelece uma direção para a indústria de um país que já é um dos principais fornecedores de veículos eletrificados para o mercado brasileiro.
A combinação de escala de produção, baterias, eletrificação, software e automação pode continuar pressionando as montadoras tradicionais a reduzir custos e acelerar o lançamento de novas tecnologias.
A questão, portanto, não é apenas se o brasileiro vai comprar mais carros elétricos. É se, nos próximos anos, boa parte da tecnologia embarcada nos automóveis vendidos no país será desenvolvida na China.
O plano de Pequim mostra que essa disputa já está em andamento.
Infomoney - SP 18/09/2026
O mercado imobiliário paulistano voltou a apresentar sinais positivos em julho, com as vendas de imóveis residenciais superando os lançamentos em praticamente todas as faixas de renda. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o Goldman Sachs destacou que o cenário foi especialmente favorável para Cury (CURY3) e Cyrela (CYRE3), duas de suas principais recomendações para o setor.
Segundo o banco, as vendas superaram a oferta em quase todos os segmentos de preço, com exceção da faixa intermediária entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão. O maior avanço ocorreu nos imóveis enquadrados no universo do programa Minha Casa, Minha Vida, especialmente aqueles com preços inferiores a R$ 240 mil, onde a relação entre vendas e lançamentos melhorou significativamente na comparação trimestral.
“O resultado é favorável para a Cury, pela forte exposição ao segmento de baixa renda, e para a Cyrela, por sua estratégia de atuação tanto nas faixas populares quanto nos empreendimentos de alto padrão”, afirmam os analistas Jorel Guilloty e Igor Machado.
Demanda continua sólida
Os números compilados pelo Goldman mostram que, em julho, as vendas de imóveis na cidade de São Paulo atingiram 10.301 unidades, alta de 67% em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo intervalo, os lançamentos cresceram 46%, para 8.354 unidades. Isso levou a relação de vendas sobre oferta para 10,3%, acima dos 9,2% observados no mês anterior e dos 8,8% registrados um ano antes.
Entre os imóveis de menor valor, o desempenho foi ainda mais forte. Na faixa de até R$ 275 mil, as vendas cresceram 64% na comparação anual, enquanto na categoria entre R$ 275 mil e R$ 400 mil a expansão chegou a 102%.
Nos segmentos de maior renda também houve melhora. As categorias entre R$ 1 milhão e R$ 2,25 milhões e acima de R$ 5 milhões apresentaram avanço da absorção em relação aos lançamentos, indicando demanda consistente mesmo no mercado de alto padrão.
Ações do setor voltam a superar o Ibovespa
Além dos fundamentos operacionais, agosto foi um mês positivo para as ações das incorporadoras brasileiras. Segundo o Goldman Sachs, a cobertura do banco avançou, em média, 9,7% no período, enquanto o Ibovespa praticamente ficou estável, com variação negativa de 0,3%.
Entre as empresas com recomendação de compra, Cyrela (CYRE3) subiu 14% no mês, seguida por Tenda (TEND3), com alta de 11%, e Cury (CURY3), que avançou 10%. A única exceção foi Direcional (DIRR3), com queda de 2%.
Já MRV (MRVE3), que possui recomendação neutra, ganhou 16% no período, enquanto EZTEC (EZTC3), que segue com recomendação de venda, avançou 8%.
Onde o Goldman vê mais potencial
O banco mantém visão positiva para diversas construtoras brasileiras. No segmento de baixa renda, as principais recomendações continuam sendo Cury (CURY3), com preço-alvo de R$ 43, Direcional (DIRR3), com preço-alvo de R$ 20, e Tenda (TEND3), com preço-alvo de R$ 37.
Entre as incorporadoras de média e alta renda, a preferência segue sendo Cyrela (CYRE3), cujo preço-alvo está em R$ 31 por ação.
O Goldman destaca que os múltiplos de valuation permanecem abaixo das médias históricas para boa parte da cobertura, especialmente em empresas como Cyrela, Direcional e Tenda, mesmo após a recuperação recente das cotações.
Embora o banco aponte melhora nos indicadores operacionais, a trajetória dos juros continua sendo um dos principais fatores para o setor.
O relatório mostra que as ações das incorporadoras permanecem bastante sensíveis aos movimentos dos rendimentos dos títulos públicos de dez anos no Brasil. Nesse contexto, uma continuidade do ciclo de queda da Selic tende a beneficiar especialmente as companhias mais expostas à demanda doméstica e ao financiamento imobiliário.
Revista Ferroviaria - RJ 18/09/2026
O Ministério dos Transportes apresentou nesta terça-feira (15) a empresas e bancos, em evento em São Paulo, uma carteira de sete trechos ferroviários shortline (de curta extensão) com potencial para transporte de cargas e passageiros.
A pasta prevê levar a leilão, até o fim do ano, pelo menos dois deles, no modelo de autorização.
Anteriormente, o ministério já havia anunciado o leilão do corredor Minas-Rio, também no modelo de autorização, para 17 de dezembro.
A autorização ferroviária foi instituída por meio do Marco Legal das Ferrovias, de 2021, e funciona de forma mais simples do que uma concessão. A modelagem permite que empresas privadas construam e explorem ferrovias por conta própria, seguindo as condições previstas na legislação.
Os sete trechos oferecidos pelo ministério atravessam estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
VEJA QUAIS SÃO OS TRECHOS DO CHAMAMENTO PÚBLICO
Cruz Alta Santo ngelo (RS): 108 km | potencial para transporte de soja, milho e fertilizantes) Santo ngelo Santa Rosa (RS): 65 km | Integração de cooperativas e volumes Roncador Novo Jardim Ingá (GO): 245 km | Potencial para porto seco General Carneiro Miguel Burnier (MG): 92 km | Minério e siderurgia, com vocação para turismo Aguaí Bauxita (SP e MG): 75,4 km | Integra a rede ferroviária paulista Campina Grande Cabedelo (PB): 163,2 km | Corredor logístico multimodal com integração urbana Brasília Luziânia (DF e GO): 60,5 km | Transporte regional de passageiros
O governo ainda não definiu quais dos sete trechos devem ir a leilão neste ano. Os ganhadores terão prazo de até dois anos para apresentar os projetos de ferrovias.
São dois anos que ele [o proponente vencedor] vai me dar um projeto que pode ser viável ou não viável. Se ele precisar de dinheiro público, eu reabro, como na otimização, e levo a mercado, explica o ministro dos Transportes, George Santoro.
O leilão do corredor Minas-Rio será o primeiro certame do setor em cinco anos. O trecho tem 733 quilômetros de extensão e hoje é operado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).
O trecho será dividido em dois lotes: o primeiro entre Iguatema (MG) e Barra Mansa (RJ), com ramal entre Varginha (MG) e Lavras (MG), e o segundo entre Barra Mansa e Angra dos Reis (RJ).
A nova concessionária assumirá a manutenção, recuperação e modernização de toda a infraestrutura, com prazo de até dois anos para apresentar um plano de recapacitação da ferrovia.
Santoro afirma que a CSN e a MRS estão estudando o projeto Minas-Rio, em conjunto.
O governo federal encontrou dificuldades neste ano para realizar os certames de ferrovias. Dos oito projetos previstos para 2026, só o Corredor Minas-Rio tem leilão marcado. Os sete chamamentos públicos não estavam previstos inicialmente na carteira divulgada pelo Ministério dos Transportes.
Segundo Santoro, o governo deve publicar ainda neste ano os editais do Anel Ferroviário Sudeste (EF-118) e da Malha Oeste.
A gente, acredito, vai publicar os editais neste ano, mas o leilão será no ano que vem. Acho que, dado o prazo, não dá mais tempo para a concessão, disse.
O próximo governo vai ter um monte de leilões já [com editais] publicados ou em fase final de marcação. Demoraram muito essas discussões no tribunal [TCU], muito mais do que a gente achava que ia demorar. Demoraram mais de oito meses as discussões. Eu acho que agora está muito maduro, completou Santoro.
Jornal de Brasília - DF 18/09/2026
O Distrito Federal tem em desenvolvimento três grandes projetos capazes de transformar a atual rede de transporte sobre trilhos. A proposta reúne a Linha 2 do Metrô-DF e duas linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma ligando o Aeroporto à W3 e ao Noroeste e outra entre Taguatinga e Ceilândia. Juntos, os projetos somam 119,7 quilômetros de novas linhas e 114 estações e paradas. Atualmente, o Metrô-DF opera 42,38 quilômetros e 27 estações, o que significa que a implantação integral das propostas quase quadruplicaria a extensão da rede existente.
A maior intervenção prevista é a Linha 2 do Metrô, projetada com 79,8 quilômetros e 67 estações. A rede terá um tronco de 40,1 quilômetros entre Santa Maria e a região central de Brasília, além de ramais para Gama e Recanto das Emas. O desenho apresentado prevê atendimento a oito regiões administrativas e capacidade estimada de 239,9 mil passageiros por dia útil. No tronco, o intervalo entre os trens no horário de pico seria de três minutos, e o percurso completo teria duração estimada de 57 minutos.
Outro eixo estratégico é o VLT Linha 1, que pretende conectar o Aeroporto de Brasília à W3 e ao Noroeste. São previstos 22,4 quilômetros e 25 estações, com implantação dividida em três fases: Hípica–BSB Shopping, Aeroporto–Hípica e BSB Shopping–Noroeste. Quando estiver completo, o sistema tem demanda projetada de 174,8 mil passageiros por dia útil, 39 trens e tempo de aproximadamente 49 minutos entre as extremidades.
Taguatinga e Ceilândia também entram no mapa
A terceira frente concentra-se no eixo mais populoso da região oeste. O VLT Linha 3 terá aproximadamente 17,5 quilômetros e 22 estações, passando por pontos como Sol Nascente/Pôr do Sol, Ceilândia, Avenida Hélio Prates, Praça do Relógio e Taguatinga. O documento indica que o traçado pelo Pistão ou pela Avenida Comercial ainda está em avaliação. A estimativa é transportar cerca de 100 mil passageiros por dia útil, com intervalo de seis minutos no pico e viagem de 39 minutos de ponta a ponta.
Somadas, as projeções dos três sistemas passam de 500 mil passageiros por dia útil, embora cada projeto trabalhe com horizontes de demanda diferentes. O material também mostra uma rede pensada de forma integrada, conectando áreas como Santa Maria, Gama e Recanto das Emas ao Plano Piloto e articulando os novos corredores com o sistema metroviário e outros pontos estratégicos da capital.
A dimensão do plano aparece também na conta prevista para tirá-lo do papel. Os três projetos representam R$ 29,2 bilhões em investimentos ao longo de dez anos, em valores de 2026. Desse montante, R$ 21,6 bilhões, ou 73,7%, seriam recursos públicos destinados a obras civis e sistemas, enquanto R$ 7,7 bilhões, equivalentes a 26,3%, viriam da iniciativa privada para aquisição do material rodante. A Linha 2 concentra a maior fatia, com R$ 20,3 bilhões; o VLT da W3 soma R$ 4,8 bilhões e o VLT de Taguatinga, R$ 4,1 bilhões.
Veja - SP 18/09/2026
O Brasil precisa investir R$ 330 bilhões em 10 anos na infraestrutura rodoviária federal, aponta estudo da ANEOR. O plano visa modernizar 95 mil km de estradas, reduzindo o Custo Brasil e gerando economia de R$ 800 bilhões em custos operacionais, além de promover segurança e sustentabilidade. Saiba mais detalhes do projeto.
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Para revitalizar e modernizar a infraestrutura rodoviária federal, o Brasil precisa investir 330 bilhões de reais na próxima década, de acordo com estudo elaborado pela Associação Nacional de Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR).
A proposta da entidade foca na recuperação, duplicação e pavimentação em dezenas de milhares de quilômetros ao longo de 10 anos para reduzir o Custo Brasil. O diagnóstico, que considera os 95 mil quilômetros da malha rodoviária federal, recomenda a divisão das intervenções em:
Restauração de 32 mil km;
Duplicação de 24 mil km;
Pavimentação e implantação de 4,8 mil km;
Melhorias de 6 mil km.
Caso os investimentos sejam adotados, além de aumentar a competitividade econômica, o plano projeta uma economia de 800 bilhões de reais em custos operacionais, gerando maior eficiência logística, segurança viária e redução de emissões poluentes.
O diretor-presidente da ANEOR, Danniel Zveiter, avalia que o estudo é uma contribuição técnica para o fomento do debate nacional. “Queremos construir, em diálogo com o Executivo, o Congresso, os órgãos de controle e o setor produtivo, uma agenda capaz de transformar uma carteira de obras em uma política de Estado. A infraestrutura precisa deixar de depender de ciclos e passar a ter planejamento, governança e continuidade”, afirma o dirigente.
Para a execução das intervenções, o documento sugere a transição para um planejamento contínuo baseado em critérios técnicos e na busca por fontes de financiamento estáveis para garantir a previsibilidade dos recursos. Embora o plano reconheça a importância das concessões, reforça que o investimento público permanece como o pilar para a maior parte das estradas do país.
Globo Online - RJ 18/09/2026
Imagens de satélite divulgadas pelo site britânico The Sun mostram a construção de uma grande embarcação em um estaleiro de Xangai que pode ser usada como navio-mãe para transportar e lançar drones submarinos de última geração. A estrutura, que está sendo construída no estaleiro Hudong-Zhonghua, teria capacidade para transportar até quatro veículos submarinos autônomos de grande porte, segundo a reportagem publicada na quarta-feira (16).
As imagens, capturadas pela empresa americana de tecnologia de defesa Vantor, as quais o The Sun teve acesso, também revelaram a presença de drones submarinos ultragrandes em desenvolvimento pela China. Um dos modelos observados teria cerca de 45 metros (148 pés) de comprimento.
A China seria o primeiro país a desenvolver um submarino não tripulado classificado como XXLUUV (veículo submarino não tripulado extra-extra-grande).
Até o momento, foram identificados dois modelos de submarinos nas imagens. Um teria aproximadamente 35 metros (115 pés), enquanto o maior chegaria a 45 metros (148 pés). Os veículos são de seis a oito vezes maiores que o XLUUV Orca, desenvolvido pelos Estados Unidos, que mede cerca de 15,5 metros (51 pés).
Para o especialista em defesa submarina H. I. Sutton, que escreveu sobre a nova embarcação chinesa no site Naval News, ela poderia transportar até quatro desses drones submarinos. Os veículos poderiam ser utilizados em missões de longo alcance e operações não tripuladas.
O desenvolvimento também é apontado como parte da crescente disputa tecnológica entre China e Estados Unidos no setor de veículos submarinos autônomos. O Orca americano, por exemplo, tem cerca de 26 metros de comprimento e foi projetado para realizar missões de longa duração sem tripulação.
O Reino Unido também desenvolve um projeto semelhante, conhecido como XV Excalibur, dentro do Projeto Cetus. A previsão é que o sistema britânico entre em operação até 2028.
O novo navio-mãe chinês aparenta ter ainda um hangar próximo à proa, que poderia ser utilizado para transportar um helicóptero. A finalidade exata da embarcação, no entanto, ainda não foi confirmada publicamente.
A China é atualmente o maior produtor mundial de navios de guerra. Estimativas citadas em análises do setor apontam que a capacidade chinesa de construção naval é muito superior à dos Estados Unidos, enquanto a frota de guerra chinesa já supera a americana em número de embarcações.
A Tribuna - SP 18/09/2026
Três meses após o envio do pedido de inclusão de novas áreas na poligonal (traçado oficial) do Porto Organizado de Santos, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) ainda não tem uma resposta para dar à Autoridade Portuária de Santos (APS). O pedido segue travado, sob análise da área técnica da Secretaria Nacional de Portos (SNP).
“A Autoridade Portuária de Santos (APS) apresentou, em junho, novos pedidos de inclusão de áreas não abrangidas pela jurisdição do Porto Organizado de Santos em sua última revisão, realizada em fevereiro de 2026. Portanto, as solicitações ainda estão em análise”, resumiu o MPor, em nota.
Procurada também, a gestora portuária informou apenas que “não tem novidade sobre o tema, por enquanto”, mas que “o diálogo sobre esse e outros assuntos é permanente com o Ministério de Portos e Aeroportos”.
Conforme A Tribuna noticiou em julho, a administração do complexo portuário santista solicitou ao Governo Federal a inclusão de áreas que englobam o Ecopátio, em Cubatão; espaços na Área Continental de São Vicente, especificamente nas regiões conhecidas como sítios Vale Novo e Areias; a Vila dos Criadores, na Alemoa, em Santos; e uma área no Centro Histórico, no Valongo, que deve abrigar um edifício-garagem, como parte da estrutura de movimentação de passageiros em navios de cruzeiro, em razão da futura transferência do terminal marítimo de passageiros para a área em frente ao Parque Valongo.
A Vila dos Criadores é, possivelmente, a situação mais delicada a ser enfrentada pela APS. Trata-se de uma área contaminada e invadida que abriga aproximadamente mil famílias, em moradias erguidas de forma desordenada no entorno do antigo lixão da Alemoa.
Para adquirir e desocupar a área, é preciso, primeiramente, resolver o impasse envolvendo uma ação judicial contra a Prefeitura de Santos, que se arrasta há anos na Justiça. Além disso, é necessário ter um projeto habitacional e tentar convencer os moradores a deixarem a região. O local também precisa passar por uma ação de descontaminação.
Novas áreas
Em fevereiro, o Porto de Santos incorporou mais 5,2 quilômetros quadrados (km2) de área, passando para o total de 14,5 km2, uma ampliação da extensão territorial em 56%. A expansão foi autorizada pelo MPor por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 10 de fevereiro.
Infomoney - SP 18/09/2026
O número de navios cargueiros que passam pelo vital Estreito de Ormuz atingiu nesta semana o nível mais baixo desde que as tensões militares na região se intensificaram.
De acordo com dados preliminares de rastreamento de embarcações divulgados na quinta-feira (16) pela Kpler, uma empresa especializada em dados globais de navegação, apenas três navios cargueiros atravessaram a estratégica via navegável na quarta-feira, em comparação com aproximadamente doze no dia anterior.
A empresa destaca que esse número representa uma queda enorme quando é comparado ao volume médio de trânsito nos dez dias anteriores, que era de cerca de dezessete navios por dia.
Presidente do Parlamento do Irã diz que alta de juros do Fed não pode reabrir Ormuz
Segundo sites especializados, fontes da área de navegação esclareceram que esses números e estatísticas contabilizam apenas embarcações que foram detectadas visualmente, ou seja, eles excluem as embarcações que possam ter transitado pelo Estreito com seus transponders desligados. Essa prática é uma tentativa de evitar a detecção e evitar riscos potenciais à segurança dos cargueiros.
Os dados divulgados na quarta-feira apontam que, das três travessias monitoradas, apenas um único navio vazio “Supramax” [categoria de grande graneleiro] entrou no Estreito pela rota iraniana.
Petróleo a US$ 150?
Nesta quinta-feira (17), Matt Stanley, chefe de Engajamento de Mercado da Kpler para Europa, Oriente Médio e África, comentou na CNBC que o aumento dos preços do petróleo está se tornando estrutural. Para ele, o preço do barril a US$ 150 ainda está na mesa para 2027, e as pressões de preço não são mais de curto prazo
Stanley disse ainda que a Europa pode ser a primeira a sentir a pressão causada pelo aumento da pressão do diesel e do combustível de aviação, já que a capacidade limitada das refinarias e os fluxos perturbados do Mar Vermelho e de Ormuz ameaçam elevar os preços na bomba.
Uma ponderação é que esses preços mais altos podem conter a demanda, oferecendo algum alívio temporário.
O Estado de S.Paulo - SP 18/09/2026
A Petrobras informou nesta quinta-feira, 17, que sua subsidiária integral, Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), assinou Contratos de Partilha de Produção (PSCs, na sigla em inglês) para oito blocos exploratórios offshore na República da Costa do Marfim.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia detalha que os contratos foram firmados com a República da Costa do Marfim e com a Petroci Holding. Os PSCs abrangem os blocos CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702.
A Petrobras afirmou que, por meio da PNBV, terá participação de 90% nos blocos, como operadora. A estatal local, Petroci Holding, ficará com os 10% restantes.
“Os contratos celebrados asseguram à Petrobras participação em áreas exploratórias de elevado potencial na margem equatorial africana”, destaca a estatal.
A Petrobras acrescentou que a iniciativa está alinhada à estratégia de recomposição das reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, no Brasil e no exterior, conforme previsto no Plano de Negócios. A companhia também informou que a avaliação de novas oportunidades busca diversificar o portfólio exploratório, com foco na geração de valor e na sustentabilidade de longo prazo dos negócios.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse na quarta-feira, 16, que a companhia iria oficializar a expansão de seu portfólio na costa da África. Ao participar de evento no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, que abordou a importância da estatal para o Brasil, ela também ressaltou que, mesmo com o barril de petróleo acima de US$ 100, o foco em disciplina de capital para a alocação de investimentos está mantido.
“A diretora Sylvia (Anjos) está indo para a Costa do Marfim. Nós vamos assinar contrato de oito blocos em águas profundas na Costa do Marfim. Uma contribuição boa para aumentar o portfólio e a área de exploração sob comando da Petrobras”, disse. “Compramos blocos da Namíbia. Ainda acho pouco, acho que dá para ampliar”, complementou.
A estatal já mantém operações na Namíbia e em São Tomé e Príncipe. Em recente entrevista ao Estadão/Broadcast, a executiva também citou interesse na avaliação do potencial petrolífero em Gana como mais um passo na busca de reservas pela Petrobras.
A executiva também falou sobre a descoberta de petróleo na Margem Equatorial. “Acredito que aquela área é bastante promissora. Pelo menos, todos os esforços que nós fizemos até agora confirmaram todo esse potencial, e nós vamos seguir explorando a Margem Equatorial.”
Ao comentar o cenário geopolítico, Magda disse que o investimento no parque de refino e o aumento da produção de diesel têm assegurado o abastecimento do mercado diante da volatilidade do preço do petróleo, fator de pressão sobre os combustíveis. Por outro lado, a alta da commodity abre espaço para, em suas palavras, “se aspirar à gastança”. Magda ressaltou, no entanto, que a estatal segue focada em disciplina de capital.
“Vivemos um período de petróleo alto, com projetos atrativos, mas cuja maturação leva dez anos. Ninguém sabe qual será o preço daqui a dez anos. Previsões estão indicando que o petróleo vai voltar para US$ 59, não sabemos quando. Não podemos fazer isso (gastança) sob pena de prejudicar essa empresa, que é a nossa casa.”/
Jornal de Brasília - DF 18/09/2026
O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, 17, após novos sinais diplomáticos no Oriente Médio darem certo alívio aos temores de uma escalada mais ampla, enquanto os traders também avaliam o retorno da oferta petrolífera da Arábia Saudita ao mercado global.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro, fechou em queda de 0,95% (US$ 1,01), a US$ 104,82 o barril. Já o petróleo WTI para outubro recuou 0,51% (US$ 0,52), a US$ 101,91 o barril na Nymex.
A China pediu reservadamente ao Irã que ajude a conter os houthis, do Iêmen, após um apelo da Arábia Saudita a Pequim, informou a Reuters. Riad buscou apoio depois que a milícia iemenita avançou pela costa do Mar Vermelho e nas proximidades do Estreito de Bab el-Mandeb, elevando os riscos para as exportações sauditas de petróleo. A agência de notícias também afirmou que o petróleo do reino teve seu fluxo aumentado via Omã.
O analista Christopher Tahir, da Exness, afirma que os avanços diplomáticos diminuem a pressão de alta no petróleo, embora o mercado físico permaneça apertado, o que limita a queda. “O tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz continua a cair, enquanto as tensões entre a Arábia Saudita e os houthis deixam o transporte no Mar Vermelho e a infraestrutura energética regional expostos a novas interrupções”, diz ele.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Axios nesta quinta-feira que está próximo de decidir sobre uma retomada de ataques em grande escala contra o Irã para tentar encerrar a guerra.
O impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis levou a Síria a anunciar um subsídio ao diesel, após protestos se alastrarem pelo país nesta semana com críticas à alta no custo de vida. Segundo a Reuters, a refinaria de petróleo russa Slavneft Yaroslavnefteorgsintez interrompeu o processamento de petróleo nesta quinta, após um ataque com drones ucranianos que danificou equipamentos nas instalações.
TN Petróleo - RJ 18/09/2026
A ANP publicou em 15/9, no Diário Oficial da União e em seu site, a sequência das ofertas e apuração dos resultados para as sessões públicas do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC) e do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), marcadas para o dia 7/10.
6º Ciclo da OPC
A sessão pública do 6º Ciclo da OPC terá início com a licitação das áreas de acumulações marginais localizadas nas bacias de Potiguar e Tucano Sul. Em seguida, serão licitados os blocos exploratórios marítimos localizados nos 22 setores que receberam declarações de interesse nas Bacias de Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos, Espírito Santo, Santos e Ceará.
Veja a sequência completa:
Saiba mais sobre o 6º Ciclo da OPC: https://www.gov.br/anp/pt-br/rodadas-anp/oferta-permanente/opc/6o-ciclo-da-oferta-permanente-de-concessao/6o-ciclo-da-oferta-permanente-de-concessao
4º Ciclo da OPP
A apresentação de ofertas pelos licitantes no 4º Ciclo da OPP ocorre em etapa única para todos os blocos ofertados. A ordem definida refere-se exclusivamente à apuração e à divulgação dos resultados dos blocos que tenham recebido ofertas. Nesse contexto, a sessão pública do 4º Ciclo da OPP terá início com a apuração dos resultados dos blocos exploratórios localizados na Bacia de Campos. Em seguida, serão apurados os resultados dos blocos exploratórios localizados na Bacia de Santos.
Veja a sequência completa:
Saiba mais sobre o 4º Ciclo da OPP: https://www.gov.br/anp/pt-br/rodadas-anp/oferta-permanente/opp/4o-ciclo-da-oferta-permanente-de-partilha-de-producao/4o-ciclo-da-oferta-permanente-de-partilha-de-producao
O que é a Oferta Permanente
A Oferta Permanente é, atualmente, a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Diferentemente das rodadas tradicionais, esse modelo permite a disponibilização contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais, localizados em bacias terrestres ou marítimas.
Com isso, as empresas têm liberdade para estudar os dados técnicos das áreas e apresentar declaração de interesse no momento que julgarem mais adequado, sem depender de prazos rígidos ou ciclos específicos de licitações. Essa flexibilidade tem tornado a Oferta Permanente um instrumento essencial para fomentar a competitividade e atratividade do setor no Brasil.
Atualmente, há duas modalidades de Oferta Permanente: Oferta Permanente de Concessão (OPC) e Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP), de acordo com o regime de contratação (concessão e partilha).
O Estado de S.Paulo - SP 18/09/2026
A descoberta de grandes reservas de petróleo na margem norte da América do Sul tem impulsionado uma aproximação comercial entre o Mercosul e países como Suriname e Guiana, que passaram a ser vistos pelo bloco não apenas como parceiros para integração regional, mas também como mercados estratégicos para exportação de bens, serviços e infraestrutura ligados à indústria de óleo e gás, segundo relatos de fontes do governo ao Estadão/Broadcast.
As tratativas com o Suriname estão atualmente mais avançadas, e exclusivamente com o Brasil, por meio de um acordo bilateral. O Ministério das Relações Exteriores e a contraparte no Suriname assinaram, em maio deste ano, os termos de referência para negociar a ampliação do acordo comercial bilateral, hoje restrito basicamente a uma cota de exportação de arroz do país caribenho para o mercado brasileiro.
Embora a aproximação entre Mercosul, Guiana e Suriname remonte ao fim dos anos 1990 — quando o objetivo era fortalecer os laços entre o bloco sul-americano e a Comunidade do Caribe (Caricom) —, o cenário se intensificou com as oportunidades abertas após as descobertas de petróleo e gás nos dois países.
O principal interesse brasileiro está na abertura de espaço para exportação de equipamentos, serviços especializados e máquinas para a indústria petrolífera, que mais tem apoiado o avanço de acordos e negociações junto ao Itamaraty. O setor de bens e serviços para exploração offshore é apontado como uma das áreas com maior potencial de avanço nas negociações com o País.
Além da cadeia de óleo e gás, o Brasil também vê oportunidades para ampliar exportações de alimentos, produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e bens de capital à medida que as economias da região ganham renda e atraem investimentos.
Já a Guiana, que registra forte expansão econômica impulsionada pela produção de petróleo, desperta atenção especial dentro do Mercosul. Nesse caso, o crescimento acelerado do País aumentou o interesse dos demais sócios do bloco em aprofundar a relação comercial com Georgetown.
No ano de 2025, a corrente de comércio com Suriname foi de US$ 54,9 milhões, quase 99% em exportações brasileiras para o vizinho. Já com a Guiana, o cenário é bem diferente: a corrente de US$ 118,8 milhões foi deficitária em US$ 62,4 milhões para o Brasil — unicamente pela importação de óleo bruto.
O presidente-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (ABESPetro), Telmo Ghiorzi, defende que o Brasil deve aumentar a prospecção de petróleo, pensando na manutenção do nível de empregabilidade e geração de receita do setor. “O Brasil não pode ficar sem perfurar. A Noruega, que nem precisa, está perfurando quatro vezes mais que o Brasil. Guiana, Suriname, África, todo mundo está buscando petróleo desesperadamente”, declarou.
Para Walberto L. Oliveira Filho, sócio do escritório Ernesto Borges Advogados, Guiana e Suriname são países que precisam construir rapidamente uma cadeia de fornecedores que o Brasil já tem. Segundo ele, há uma combinação positiva: proximidade geográfica, escala industrial e experiência consolidada em águas profundas.
“A frente mais imediata é a exportação de equipamentos e serviços offshore: a cadeia de engenharia submarina desenvolvida no Pré-Sal (FPSOs, embarcações de apoio, válvulas, tubulações, risers, árvores de natal submarinas, manutenção e inspeção). A segunda frente é infraestrutura e integração regional”, avaliou.
Porta de entrada para o Caribe
Além do potencial energético, Guiana e Suriname são vistos pelo governo brasileiro como corredores estratégicos para ampliar a presença comercial do Mercosul no Caribe.
A avaliação é que o fortalecimento da infraestrutura logística entre o Norte do Brasil e os dois países poderá facilitar o acesso a portos voltados para os mercados caribenhos, reduzindo distâncias e custos para exportadores brasileiros.
Nesse contexto, o governo brasileiro estaria trabalhando para ampliar a integração terrestre entre os países, com projetos de conexão rodoviária via Roraima (RR), por meio da BR-401, ou pelo Amapá (AP), pela BR-156.
O Mercosul também busca ampliar sua presença comercial no Caribe por meio de uma aproximação com a República Dominicana. O Brasil coordena as negociações do bloco com Santo Domingo desde 2020, mas os avanços têm sido limitados pela resistência dominicana a novos acordos comerciais.
O setor privado do País teme repetir experiências anteriores em que acordos de livre comércio resultaram em aumento das importações sem expansão equivalente das exportações. Diante desse cenário, os sócios do Mercosul passaram a discutir a possibilidade de um acordo-quadro semelhante ao firmado com o Panamá, que permitiria negociações bilaterais posteriores entre os países interessados. Entretanto, a República Dominicana ainda não respondeu formalmente às propostas apresentadas pelo Mercosul nos últimos anos.
CNN Brasil - SP 18/09/2026
O valor da produção agrícola brasileira alcançou o recorde de R$ 927,2 bilhões em 2025, um crescimento nominal de 18,4% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela safra recorde de grãos e pela recuperação da produtividade das lavouras de soja e milho. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 345,4 milhões de toneladas, alta de 18,2% em relação a 2024, equivalente a um acréscimo de 53,4 milhões de toneladas. Este é o maior volume da série histórica do levantamento .
Segundo o IBGE, a recuperação ocorre após uma safra de 2024 marcada por impactos climáticos do El Niño, que reduziu a produção em importantes regiões agrícolas, especialmente no Sul e no Centro-Oeste. Em 2025, as condições climáticas favoreceram o aumento da produtividade das principais culturas.
A área plantada no país também cresceu. Considerando todas as culturas pesquisadas pelo IBGE, a área plantada ocupou 101,3 milhões de hectares, expansão de 4,2% em relação ao ano anterior. A área colhida, por sua vez, totalizou 100,6 milhões de hectares, alta de 4,4%.
A soja foi a cultura de maior ampliação na área colhida, com aumento de 1,7 milhão de hectares, seguida pelo milho, com quase 1 milhão de hectares, e pelo sorgo.
Em contrapartida, feijão e trigo registraram redução das áreas cultivadas. De acordo com o IBGE, os preços mais baixos dessas culturas durante o período de plantio reduziram sua atratividade econômica em comparação com outras lavouras.
Soja e milho
A soja permaneceu como a principal cultura agrícola do país em valor de produção. A safra alcançou 165,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 14,4% sobre o ano anterior, com aumento de 20,8 milhões de toneladas.
O avanço foi resultado da combinação entre expansão da área colhida, de 3,7%, aumento de 10,3% na produtividade média das lavouras e uma leve recuperação dos preços em relação a 2024.
A oleaginosa respondeu por 34% de todo o valor da produção agrícola brasileira.
O IBGE destacou que o Brasil manteve a posição de maior produtor e exportador mundial de soja e que parte da expansão da cultura ocorreu sobre áreas anteriormente destinadas ao milho da primeira safra.
Já o milho teve crescimento de 23,1% na produção e atingiu o recorde de 141,2 milhões de toneladas.
Apesar da redução de 5,4% da área colhida da primeira safra, a produtividade aumentou 16,6%, favorecida por melhores condições climáticas.
A segunda safra também registrou recorde, com produção de 115,4 milhões de toneladas, acompanhada de aumento de área, produção e rendimento.
Com recuperação dos preços observada ao longo de 2024, o valor da produção do milho cresceu 38,9% em 2025, fazendo a cultura ultrapassar a cana-de-açúcar e ocupar a segunda posição no ranking nacional de valor da produção agrícola.
Café chega a R$ 100 bilhões
O café apresentou aumento de 3% na produção, totalizando 3,4 milhões de toneladas. O valor da produção, porém, cresceu 44,7% e alcançou R$ 100 bilhões, impulsionado pela valorização dos preços internacionais.
O café arábica produziu 2,2 milhões de toneladas, queda de 6,8% na comparação interanual, enquanto o café canéfora avançou 26,8%, chegando a 1,2 milhão de toneladas.
Segundo o IBGE, a produção de arábica foi afetada pela bienalidade negativa dos cafezais e por problemas climáticos registrados no segundo semestre de 2024, como falta de chuvas e temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras. Já o canéfora foi beneficiado pelo aumento da área colhida e da produtividade.
Algodão, arroz e trigo
A produção de algodão herbáceo atingiu 9,92 milhões de toneladas, alta de 16,4%, com crescimento da área colhida, da produtividade e dos preços da commodity. O valor da produção avançou 29,5%.
O arroz também teve aumento de produção, chegando a 12,6 milhões de toneladas, alta de 18,6% sobre 2024. A produtividade cresceu 7% e a área plantada aumentou 8%.
Apesar disso, o valor da produção caiu 12%, reflexo dos preços mais baixos praticados em 2025 diante do aumento da oferta interna e das oscilações do mercado internacional.
O trigo apresentou cenário semelhante. A produção subiu 4,9%, alcançando 7,88 milhões de toneladas, graças ao aumento de 21,9% na produtividade. Entretanto, a área cultivada recuou 13,9% e o valor da produção caiu 2% devido aos preços baixos, ao elevado estoque internacional e à maior oferta doméstica.
Regionalização
Mato Grosso permaneceu como o estado com maior valor de produção agrícola do país. Em 2025, o valor produzido cresceu 37,1%, elevando sua participação para 17,9% do total nacional.
Na sequência aparecem São Paulo, com crescimento de 5,1%, e os demais estados do Centro-Oeste e Sudeste.
O IBGE apontou que o aumento da produção de soja, milho e algodão levou o Centro-Oeste a superar o Sudeste e assumir a liderança regional em valor da produção agrícola.
A região Centro-Oeste totalizou R$ 288 bilhões, crescimento de 31,8% em relação a 2024. O Sudeste ficou em segundo lugar, com alta de 17,7%, influenciado principalmente por café, cana-de-açúcar e laranja. A retração de 23,4% no valor da produção da laranja reduziu parte do desempenho da região.
O Sul registrou o menor crescimento regional, de 8,2%, totalizando R$ 181 bilhões. Segundo o instituto, os preços mais baixos de arroz e trigo e a queda da produção de soja no Rio Grande do Sul limitaram o avanço regional.
Sapezal (MT) passou a ocupar a primeira posição entre os municípios brasileiros com maior valor de produção agrícola, somando R$ 8,6 bilhões, alta de 46,6% frente ao ano anterior.
São Desidério (BA) aparece em segundo lugar, com R$ 8,2 bilhões, seguido por Sorriso (MT). O IBGE explica que Sorriso deixou a liderança após a criação do município de Boa Esperança do Norte (MT), que incorporou parte de sua área produtiva.
Os dez municípios com maior valor de produção responderam juntos por R$ 65,9 bilhões, o equivalente a 7,1% do valor da produção agrícola nacional. Oito deles estão localizados no Centro-Oeste.
Novos produtos
A edição de 2025 da pesquisa do IBGE ampliou o número de produtos pesquisados, incorporando culturas da horticultura como abóbora, alface, cenoura, chuchu, pimentão, repolho, milho verde, inhame, gergelim e canola.
Esses novos produtos representaram 1,4% do valor total da produção agrícola, com contribuição de R$ 13,1 bilhões.
Na fruticultura, passaram a ser contabilizados morango, acerola, cupuaçu e graviola. Com isso, o valor da produção das frutas chegou a R$ 95,6 bilhões, alta de 4,2% sobre 2024.
Sem a inclusão das novas frutas, o IBGE estima que o valor da fruticultura teria registrado queda de 1,8%, principalmente devido à redução do valor da produção de laranja.
Entre as novas culturas, o morango estreou como a sexta fruta de maior valor de produção no país, movimentando R$ 4,2 bilhões. Minas Gerais liderou a produção nacional da fruta, concentrando 46,4% do valor gerado.
RCN - SC 18/09/2026
O espaço dedicado ao segmento reunirá empresas especializadas em máquinas agrícolas, implementos e soluções para diferentes atividades do campo
A mecanização e a tecnologia estarão entre os destaques da EXPOMERCO 2026, que será realizada de 24 a 27 de setembro, no Parque de Exposições Dr. Valmor Ernesto Lunardi, na Efapi, em Chapecó. Organizada pelo Núcleo de Criadores de Bovinos de Chapecó, com apoio da Secretaria de Agricultura e Pesca do município, a feira terá entrada gratuita. O espaço dedicado ao segmento reunirá empresas especializadas em máquinas agrícolas, implementos e soluções para diferentes atividades do campo.
Estarão em exposição tratores, pulverizadores, colheitadeiras, semeadeiras, ensiladeiras, ordenhadeiras, empilhadeiras, minicarregadeiras, miniescavadeiras e veículos UTVs, além de drones utilizados no monitoramento e na pulverização de lavouras.
Segundo o diretor de Agricultura Familiar e Pesca e integrante da comissão organizadora, Antônio Dal Piva, “a expectativa é de uma prospecção de negócios na casa dos R$ 10 milhões, com cerca de R$ 3 milhões em comercializações durante os quatro dias do evento, mostrando a importância desse segmento para o agronegócio regional”, afirma.
Entre as empresas confirmadas estão Bugio Tratores, Piazza Tratores, Mantomac, Cooperar Alfa Implementos e Cooper Itaipu Implementos. O público também poderá conhecer equipamentos para movimentação de cargas e atividades dentro das propriedades, como empilhadeiras e mini-escavadeiras.
Para o presidente do Núcleo de Criadores de Bovinos de Chapecó e coordenador da EXPOMERCO, Gelson Dalla Costa, a modernização do campo passa pela incorporação de novas ferramentas capazes de melhorar a eficiência da produção. “A tecnologia passou a fazer parte da realidade das propriedades rurais.
Máquinas mais eficientes, equipamentos de precisão e novas soluções ajudam o produtor a ganhar produtividade, melhorar o manejo e tomar decisões com mais segurança. A EXPOMERCO é também uma oportunidade para aproximar essas tecnologias de quem está no campo”, destaca.
