Valor - SP 13/10/2026
Inda, associação que reúne as empresas do segmento, projeta crescimento modesto do mercado em 2027.
O Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), que congrega empresas responsáveis por aproximadamente 70% da distribuição nacional, prevê uma queda de 1% nas vendas de aços planos no conjunto de seus associados este ano. Até agosto, a retração desses negócios chegou a 1,4%. No ano passado, os associados reportaram alta de 1,3% na comercialização sobre 2024.
Os associados do Inda -- que têm o foco voltado para o atendimento a clientes de pequeno e médio porte, cujas demandas não atingem o pedido mínimo dos grandes fabricantes e distribuidores – sofrem os mesmos problemas de toda a cadeia setorial, especialmente a perda de competitividade da indústria nacional. No entanto, esses impactos levam um pouco mais de tempo para serem sentidos.
Isso porque os revendedores de aços vinculados ao Inda, que costumam comercializar volumes menores do que os grandes distribuidores, têm uma carteira mais pulverizada, contando com um maior número de clientes. "Essa característica pode retardar um pouco a chegada da falta de consumo", observa Gilson Santos Bertozzo, superintendente do Inda e Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider).
Notícias Agricolas - SP 23/10/2026
O Vietnã superou a China em setembro como principal origem de importações de aços planos pelo Brasil, após medidas antidumping tomadas nos últimos meses contra Pequim restringirem o fluxo de material chinês que chegava aos portos brasileiros, segundo dados apresentados nesta quinta-feira por distribuidores do produto.
Das 266 mil toneladas de aços planos importadas pelo Brasil em setembro, 176 mil vieram do Vietnã, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).
Enquanto isso, o Brasil importou da China cerca de 25 mil toneladas no mês passado, ante 135,5 mil trazidas do país em setembro de 2025, quando o Vietnã nem aparecia na lista das 15 principais origens de importações brasileiras de aço plano compilada pela entidade.
"Está havendo uma série de negócios com o Vietnã em que os importadores se juntam para trazer material para o Brasil", disse o presidente do Inda, Carlos Loureiro, a jornalistas. "Isso já está começando a azeitar. Os números mostram que o Vietnã está muito firme no Brasil", acrescentou.
No acumulado do ano, a China ainda é a principal origem das importações de aços planos pelo Brasil, com participação de 40,5% e um volume de 933,46 mil toneladas, quase o volume anual de um alto-forno de uma usina siderúrgica nacional. Mas o Vietnã aparece em seguida, com fatia de 20,4% que corresponde a 470,2 mil toneladas, segundo os dados do Inda.
Diário do Comércio - MG 23/10/2026
As importações de produtos que utilizam aço na fabricação, como automóveis, máquinas e equipamentos, estão entre os principais fatores de pressão sobre o mercado brasileiro de aços planos. O avanço desses produtos, especialmente os de origem chinesa, tem reduzido a demanda pelo aço nacional e dificultado a recuperação das vendas das distribuidoras. O cenário foi traçado pelo presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (22).
Segundo Loureiro, mesmo com medidas de defesa comercial, como as tarifas antidumping adotadas contra determinados produtos siderúrgicos, a importação de bens fabricados com aço continua afetando a demanda pelo aço nacional. Ele cita a entrada de automóveis chineses e o avanço das importações de máquinas e equipamentos, inclusive no segmento agrícola.
"Você pode segurar um pouco a importação do aço com as medidas antidumping, mas produtos contendo aço é o que está realmente causando mais problemas para o mercado interno, em termos de consumo", afirmou.
Portal Siderurgia Brasil - SP 30/10/2026
O setor de distribuição de aços planos deverá encerrar 2026 com queda de aproximadamente 2% em relação ao ano passado, segundo o presidente executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA), Carlos Loureiro.
Além do mercado enfraquecido, o executivo alerta para o avanço do chamado "aço contido" nas importações, considerando-o também uma ameaça crescente à indústria brasileira. O aço contido corresponde ao metal incorporado a produtos acabados importados, como máquinas, equipamentos, eletrodomésticos e implementos agrícolas, entre outros. Esses itens ampliam a concorrência com fabricantes nacionais, comprometendo não só a produção siderúrgica como o emprego e a demanda por aço brasileiro.
Em setembro, as compras das distribuidoras associadas somaram 333,7 mil toneladas, recuo de 1,9% sobre agosto e de 7,3% na comparação anual. As vendas totalizaram 335,8 mil toneladas, alta mensal de 0,5%, mas queda de 7,2% em relação a setembro de 2025. As importações de produtos planos acompanhados pelo INDA alcançaram 266 mil toneladas em setembro, alta de 34,3% sobre agosto e de 10,2% ante igual mês do ano passado.
Os estoques das distribuidoras ficaram praticamente estáveis, em 1,180 milhão de toneladas, com giro de 3,5 meses, acima dos 2,8 meses considerados adequados pelo setor. Para outubro, a expectativa da rede associada é de que compras e vendas apresentem desempenho semelhante ao registrado em setembro, sinalizando a continuidade de um mercado ainda sem recuperação consistente.
Portal Siderurgia Brasil - SP 30/10/2026
O setor de distribuição de aços planos deverá encerrar 2026 com queda de aproximadamente 2% em relação ao ano passado, segundo o presidente executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA), Carlos Loureiro.
Além do mercado enfraquecido, o executivo alerta para o avanço do chamado "aço contido" nas importações, considerando-o também uma ameaça crescente à indústria brasileira. O aço contido corresponde ao metal incorporado a produtos acabados importados, como máquinas, equipamentos, eletrodomésticos e implementos agrícolas, entre outros. Esses itens ampliam a concorrência com fabricantes nacionais, comprometendo não só a produção siderúrgica como o emprego e a demanda por aço brasileiro.
Em setembro, as compras das distribuidoras associadas somaram 333,7 mil toneladas, recuo de 1,9% sobre agosto e de 7,3% na comparação anual. As vendas totalizaram 335,8 mil toneladas, alta mensal de 0,5%, mas queda de 7,2% em relação a setembro de 2025. As importações de produtos planos acompanhados pelo INDA alcançaram 266 mil toneladas em setembro, alta de 34,3% sobre agosto e de 10,2% ante igual mês do ano passado.
Os estoques das distribuidoras ficaram praticamente estáveis, em 1,180 milhão de toneladas, com giro de 3,5 meses, acima dos 2,8 meses considerados adequados pelo setor. Para outubro, a expectativa da rede associada é de que compras e vendas apresentem desempenho semelhante ao registrado em setembro, sinalizando a continuidade de um mercado ainda sem recuperação consistente.
Diário do Comércio - MG 01/10/2026
O setor siderúrgico está preocupado com a alta das importações indiretas de aço e pleiteia a aplicação de medidas efetivas de defesa comercial para preservação da cadeia metalmecânica, além de uma política eficaz de conteúdo local na aquisição de bens.
"Quem fabrica veículos, máquinas, tratores, implementos, linha branca e assim por diante, que são os nossos clientes, precisam estar competitivos", afirmou o presidente do conselho diretor do Instituto Aço Brasil, André B. Gerdau Johannpeter, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30), durante o Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo.
Segundo números apresentados pela entidade, as importações indiretas de aço devem fechar o ano com um aumento de 19,9% em relação a 2025, totalizando 7,2 milhões de toneladas. Esse mesmo percentual de crescimento foi observado no acumulado de janeiro a agosto, quando o volume chegou a 4,8 milhões de toneladas.
Portal Fator Brasil - RJ 05/10/2026
O encerramento da 36ª edição do Congresso Aço Brasil, no dia 30 desetembro (quarta-feira), em São Paulo, ocasião que aconteceu também a coletiva de imprensa, foi marcado por um alerta. O Instituto Aço Brasil destacou a ameaça à cadeia metalmecânica com o avanço das importações de "aço contido". Ou seja, o aço que vem embutido ou incorporado em produtos industrializados importados — entre eles, carros, geladeiras e outros eletrodomésticos —, que já chegam prontos ao país para o consumo ou a entrada em operação, como no caso de máquinas e equipamentos.
Esse cenário representa um desafio adicional para a indústria do aço brasileira, pois as 31 fábricas presentes em quatro das cinco regiões do país, que empregam diretamente 116 mil pessoas, passam a concorrer não só com o aço importado, mas também com produtos manufaturados estrangeiros que já incorporam aço produzido fora do país.
—A cadeia produtiva nacional está sob ataque. O mundo inteiro está tomando decisões para defender seus mercados. Estados Unidos, União Europeia e outros países estão defendendo suas indústrias diante de um cenário de excesso de capacidade. E o Brasil precisa fazer o mesmo: precisa defender o seu parque industrial —afirmou o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, acrescentando: —É importante também reconhecer que avançamos. O governo tomou medidas importantes, fortaleceu os instrumentos de defesa comercial e isso já começou a dar resultado. Mas ainda estamos muito longe do patamar histórico—conclui.
Grandes Construções - SP 19/10/2026
A indústria processadora de aço atravessa 2026 sob pressão de uma demanda doméstica mais fraca.
Dados analisados por relatório periódico econômico da Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço), mostram uma desaceleração da atividade que se intensificou a partir do 2º semestre de 2025, levando a uma retração de 11,3% do setor no acumulado até agosto.
O levantamento se baseia na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e em estatísticas de comércio exterior do Comex Stat.
Ao mesmo tempo, as importações de produtos processados de aço apresentam queda em relação a 2025, mas permanecem em níveis elevados quando comparadas à série histórica.
De acordo com o estudo da Abimetal-Sicetel, todos os meses do ano registraram volumes de importação superiores aos observados em 2024, enquanto agosto apresentou nível acima dos registrados em junho e julho.
O cenário indica que a redução das compras externas não foi suficiente para compensar a perda de ritmo da indústria brasileira.
Diário do Comércio - MG 23/10/2026
A produção de aço bruto em Minas Gerais aumentou 1,3% em setembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2025, para 880 mil toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil. Em agosto, o volume havia caído 5,3% na comparação interanual.
Embora as usinas do Estado tenham voltado a apresentar avanço na produção de aço bruto, o resultado no acumulado do ano seguiu negativo. Entre janeiro e setembro de 2026, foram 7,5 milhões de toneladas produzidas, queda de 1,9% frente a igual intervalo do ano passado.
No ranking nacional de produção de aço bruto, o parque siderúrgico mineiro liderou em ambos os casos. Em setembro, a participação foi de 31,5%, e no acumulado, de 30,4%, superando o Rio de Janeiro, com 25,8% e 26%, respectivamente.
Em movimento contrário ao do aço bruto, a produção de aços semiacabados para venda e laminados em Minas Gerais em setembro recuou 12,6%, ante o mesmo período do ano passado, para 749 mil toneladas. Em agosto, houve aumento interanual de 4,4%.
Portal Fator Brasil - RJ 30/10/2026
Queda de 1,7% frente ao mesmo período do ano anterior. As exportações de janeiro a setembro de 2026 atingiram 7,9 milhões de toneladas, ou US$ 5,4 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, crescimento de 1,1% e queda de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2025. As vendas internas totalizaram 16 milhões de toneladas no período, o mesmo patamar comparado com igual período do ano anterior.
Produção brasileira de aço bruto em setembro foi de 2,8 milhões de toneladas, uma redução de 0,8% frente ao apurado no mesmo mês de 2025. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 1,8% superior à registrada em setembro de 2025. A produção de semiacabados para vendas foi de 633 mil toneladas, uma retração de 18,8% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2025.
Vendas internas — As vendas internas reduziram 2,3% frente ao apurado em setembro de 2025, para 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos de aço foi de 2,3 milhões de toneladas, 0,9% superior ao apurado no mesmo período de 2025.
Exportações — As exportações de setembro de 2026 foram de 598 mil toneladas, ou US$ 453 milhões, o que resultou em queda de 22,7% e de 12,9%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2025.
Importações — As importações de setembro de 2026 foram de 600 mil toneladas e de US$ 541 milhões, um aumento de 34,6% em volume e um aumento de 29,6% em valor na comparação com o registrado em setembro de 2025.
Produção nos 9M26 — A produção brasileira de aço bruto foi de 24,6 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2026, o que representa uma queda de 1,7% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 17,4 milhões de toneladas, redução de 2,0% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2025. A produção de semiacabados para vendas totalizou 6,2 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2026, um aumento de 0,6% na mesma base de comparação.
CNN Brasil - SP 07/10/2026
As exportações brasileiras de minério de ferro e seus concentrados caíram 20,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, em meio à queda dos preços da commodity e à pressão do frete marítimo sobre as margens das mineradoras.
Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que as vendas externas do produto somaram US$ 2,02 bilhões no mês, ante US$ 2,54 bilhões em setembro do ano passado.
A retração foi provocada tanto pela redução dos preços quanto pelo menor volume embarcado. O preço médio do minério exportado caiu 15,1%, enquanto a quantidade enviada ao exterior recuou 6,3%.
O movimento ocorre em um momento de forte pressão do custo de transporte sobre o setor.
Mineradoras com operações de menor margem e minério de qualidade mais baixa vêm reduzindo ou interrompendo produção diante da combinação entre preços mais baixos e fretes elevados.
A queda dos preços do minério de ferro também ocorre em meio à demanda mais fraca da China, principal compradora da commodity brasileira, especialmente diante da desaceleração do setor imobiliário e da menor produção de aço. Ao mesmo tempo, a oferta global segue elevada, com grandes produtores mantendo volumes robustos, o que aumenta a pressão sobre as cotações.
Globo Online - RJ 05/10/2026
A produção industrial brasileira recuou 0,6% em agosto ante julho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Foi a queda mais intensa para um mês de agosto desde 2022, quando havia recuado 1,4%.
Todas as quatro categorias econômicas investigadas tiveram queda. Em termos de variação, o segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis - que inclui desde roupas a medicamentos e cigarros - teve maior recuo (1,7%), enquanto o setor de bens duráveis retraiu 1%, influenciada pela menor fabricação de eletrodomésticos das linhas branca e marrom, incluindo televisores.
Já a produção de bens intermediários recuou 0,2%, puxada pela menor atividade da indústria extrativa, que tem peso relevante no setor, e foi afetada pela baixa na produção de minério de ferro. Bens de capital tiveram retração de 0,6%.
Infomoney - SP 07/10/2026
As exportações de produtos brasileiros para a China caíram 7,6% em setembro de 2026 na comparação interanual, somando US$ 7,89 bilhões no mês passado, ante US$ 8,69 bilhões em setembro de 2025.
Pelo lado das importações, houve crescimento de 12,6% nas compras vindas da China em setembro, totalizando US$ 7,06 bilhões no mês, ante US$ 6,377 bilhões em igual mês do ano passado.
Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 0,83 bilhão com o país asiático no nono mês deste ano.
O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, explicou, durante entrevista coletiva relativa à balança comercial de setembro, que as exportações brasileiras para a China foram afetadas por uma queda nas vendas de carne bovina, soja, minério de ferro e milho.
Veja - SP 13/10/2026
A economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026 e 1,5% em 2027, após avançar 2,3% em 2025, segundo o relatório anual sobre comércio e desenvolvimento da Unctad, órgão das Nações Unidas, divulgado nesta sexta-feira, 9. A entidade atribui a desaceleração à pressão da inflação e à redução dos juros em ritmo mais lento do que o esperado antes da guerra no Oriente Médio.
Segundo o documento, o Brasil está entre os países que mantiveram taxas de juros elevadas, encarecendo o crédito para as famílias. O consumo, o investimento privado e as exportações agrícolas, porém, continuam sustentando a atividade e amortecendo a perda de ritmo.
O Produto Interno Bruto (PIB) corresponde ao valor dos bens e serviços produzidos no país. As projeções indicam que a economia brasileira continuará crescendo, mas com expansão menor em cada um dos próximos dois anos.
Monitor Digital - RJ 14/10/2026
As exportações brasileiras para os EUA cresceram 31,9% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, alcançando US$ 3,5 bilhões. A recuperação ainda não foi suficiente para reverter a queda de 6,5% acumulada no ano, equivalente a US$ 1,9 bilhão a menos em vendas, segundo a nova edição do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em dados do Comexstat.
No mês de setembro, o crescimento das exportações ocorreu tanto em valor quanto em quantidade. O volume vendido aos EUA aumentou 3,1%, enquanto o preço médio avançou 28% em comparação com o mesmo mês de 2025 – período em que estavam em vigor tarifas adicionais de até 50%.
Já no acumulado deste ano, o resultado segue negativo: as exportações de bens com sobretaxas recuaram 8,1%, enquanto as de produtos sem sobretaxas caíram 5,1%. A maior retração ocorre entre os itens sujeitos às alíquotas mais elevadas (de 25% ou 37,5%): queda de 25,4% ou aproximadamente US$ 1,4 bilhão.
O Estado de S.Paulo - SP 16/10/2026
O fim da escala 6x1 pode elevar o custo do trabalho para as empresas, pressionar a atividade econômica e ampliar a demanda por compensações do governo, em um cenário de deterioração fiscal, avalia o professor de Políticas Públicas e coordenador do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Portela.
Para ele, o cenário adiciona mais incerteza sobre o momento econômico num futuro próximo. Já existem vários elementos de incertezas sobre o crescimento da economia brasileira devido à situação das contas públicas e à necessidade de um ajuste fiscal para estabelecer uma trajetória estável da dívida pública.
A mudança da escala prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, ampliando o descanso semanal remunerado. A medida foi aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, e aguarda a promulgação.
A redução da jornada também pode beneficiar Lula às vésperas do segundo turno, enquanto a mudança de posição de Flávio Bolsonaro sobre o tema coloca em dúvida sua credibilidade perante o mercado, segundo o economista.
Mundo Logística - PR 28/10/2026
De acordo com o SETCEPAR, a indefinição sobre a alíquota do novo imposto impacta na formação do frete, no aproveitamento de créditos tributários e no fluxo de caixa
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) alertou que a indefinição sobre a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027 afeta diretamente o transporte rodoviário de cargas, com impactos na formação do frete, no aproveitamento de créditos tributários, no fluxo de caixa e nas relações com fornecedores, agregados e Transportadores Autônomos de Cargas (TACs).
A mudança faz parte da Reforma Tributária, que prevê a extinção de PIS e Cofins e o início da cobrança efetiva da CBS no próximo ano. No entanto, a alíquota de referência de 2027 ainda não foi oficialmente definida e será fixada pelo Senado Federal com base nos cálculos previstos na Lei Complementar nº 214/2025.
Para 2026, os prazos legais foram prorrogados em 45 dias, permitindo que a definição pelo Senado ocorra até 15 de dezembro. Pela legislação, a alíquota aplicada em 2027 e 2028 corresponderá à alíquota de referência da CBS reduzida em 0,1 ponto percentual, ressalvadas as regras específicas previstas para determinados regimes.
Para o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, as decisões não podem ser adiadas até que todas as variáveis estejam definidas. "O calendário da empresa não espera o calendário do Senado. Estamos fechando orçamento, renovando contratos e discutindo fretes para 2027 sem conhecer ainda a alíquota definitiva da CBS. A orientação é trabalhar com diferentes cenários e prever mecanismos de revisão nos contratos para que os ajustes possam ser feitos assim que o percentual oficial for conhecido", observou.
Os contratos em renovação neste último trimestre estão entre os principais pontos de atenção. Para o SETCEPAR, a preocupação é evitar que preços definidos ainda em 2026 deixem de refletir os custos da operação no próximo ano. Segundo Kasnodzei, cláusulas de reequilíbrio tributário e uma separação clara entre o valor do serviço e os tributos podem reduzir esse risco.
A mudança também influencia decisões de investimento. Segundo o SETCEPAR, com uma nova lógica de créditos tributários, as empresas precisam avaliar os impactos antes de definir aquisições ou renovação de frota.
"A pequena e a média transportadora exigem atenção especial porque normalmente possuem estruturas menores para acompanhar uma transição dessa complexidade. O importante é não tomar decisões sem simular os efeitos para a própria operação", acrescentou.
CNN Brasil - SP 30/10/2026
O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe, alertou nesta quinta-feira (29) para o risco de aumento dos custos de produção diante de possíveis mudanças na jornada de trabalho e da implementação da reforma tributária.
Segundo ele, alguns segmentos industriais poderão precisar ampliar em até 20% o número de funcionários para manter o mesmo volume de produção caso a jornada seja reduzida.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva na abertura da nona edição do Imersão Indústria, realizado no BH Shopping, em Belo Horizonte.
O evento reúne empresários, especialistas e lideranças para discutir os obstáculos à competitividade do setor produtivo. Neste ano, o tema central é "Custo Brasil — O Brasil precisa. A indústria faz".
De acordo com Roscoe, o impacto de uma eventual redução da jornada tende a ser maior em atividades que operam continuamente, com máquinas e equipamentos em funcionamento durante 24 horas por dia. Nesses casos, a reorganização dos turnos pode exigir novas contratações para que o ritmo de produção seja mantido.
O Estado de S.Paulo - SP 05/10/2026
O próximo ano não tende a ser fácil para o mercado brasileiro de veículos. Ao menos essa é a visão de lideranças do segmento. "A indústria automotiva não vai crescer em 2027", diz Ciro Possobom, presidente da Volkswagen Brasil.
Ele participou de painel do #ABX26 - Automotive Business Experience, evento de negócios que reuniu 4 mil lideranças do setor automotivo na quint-feira, 1º. A discussão de encerramento do evento contou ainda com Mauro Correa, presidente da HPE Automotores, responsável pela montagem e distribuição de veículos Mitsubishi no Brasil e com a mediação de Giovanna Riato, editora-chefe do Jornal do Carro.
Se a estagnação acontecer, ela virá após crescimento. A associação que representa os fabricantes de veículos, Anfavea, prevê que 2026 termine com mais de 3 milhões de veículos vendidos - marca que não era alcançada desde 2014. Com isso, o mercado tende a crescer 11,7% sobre o ano passado.
O ritmo de produção, no entanto, terá expansão mais modesta, de 5,8%, para 2,8 milhões de unidades, segundo a entidade. A diferença é causada pelo aumento da importação de veículos para o mercado brasileiro.
Diário do Comércio - MG 06/10/2026
mplacamentos de veículos bateram recorde para o mês, em setembro. Foram registradas 509.686 unidades – crescimento de 8,32% na comparação com setembro de 2025 e de 1,15% sobre agosto. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Esse resultado engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias].
Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas.
"O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito", explica o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.
Segundo ele, para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor – como o Move Brasil e o Carro Sustentável – continuam tendo peso importante na decisão do consumidor.
De acordo com Arcelio Junior, o Programa Move, que ofereceu incentivos para a renovação da frota de caminhões, ajudou a "estancar o movimento de queda" desse segmento.
Auto Industria - SP 08/10/2026
Com 268,3 mil unidades, a produção de veículos em setembro, apesar de registrar pequena queda de 1,1% sobre agosto, foi a maior para o mês desde 2014.
No acumulado dos nove meses, já saiu das linhas de montagem das montadoras aqui instaladas um total de 2,166 milhões de veículos, expansão de 8,7% sobre o mesmo período de 2025 (1,99 milhão).
Números positivos, sem dúvida, mas motivo de preocupação do presidente da Anfavea, Igor Calvet, frente ao aumento da participação de unidades SKD/CKD nos números finais da indústria local.
"Boa parte da alta na produção se dá por veículos totalmente desmontados, os chamados SKD, que chegam da China sem utilizar o parque de autopeças nacional e com pouca mão de obra envolvida", destacou o executivo.
Além disso, lembrou, a balança comercial do setor sofre com a alta das importações e a queda expressiva das exportações, o que faz com que o mercado interno cresça bem acima da produção. No caso dos emplacamentos, a alta foi da ordem de 18%.
Globo Online - RJ 08/10/2026
Com o maior número de emplacamentos de veículos registrado em setembro, desde 2014, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima suas estimativas de vendas e de produção para este ano. A expectativa agora é que 3,09 milhões de veículos sejam vendidos este ano, uma alta de 15% em relação à estimativa anterior de venda de 3,01 milhões de unidades prevista em junho. Já para a produção, a previsão subiu 6,7% de 2,79 milhões de unidades, em junho, para 2,82 milhões agora.
— As revisões foram feitas de forma técnica, independente do cenário eleitoral. Não há variável política no cálculo. A Anfavea trabalha com qualquer governo eleito — disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.
No mês passado, foram emplacados 281,4 mil veículos , segundo a Anfavea. No acumulado do ano (em janeiro e setembro) o total de emplacamentos chega a 2,2 milhões de unidades, alta de 18,1% frente ao mesmo período de 2025, quando foram emplacados 1,9 milhão de unidades.
Calvet explica que a sequência de meses com médias diárias de vendas crescentes, impulsionada pelo ritmo forte dos veículos leves e pela rápida aceitação de novas tecnologias de eletrificação ampliaram as vendas e levaram à revisão das projeções, mesmo num cenário de juros elevados e restrições ao crédito. Calvet lembrou que nos primeiros nove meses deste ano, foram emplacadas 242 mil unidades de veículos leves eletrificados no Brasil, sendo 167 mil elétricos puros no período, o triplo do registrados nos primeiros nove meses de 2025. A alta do preço do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio, também é um fator que estimula a eletrificação da frota, disse o presidente da Anfavea.
Exame - SP 13/10/2026
Os veículos elétricos e híbridos alcançaram 16% das vendas de veículos leves no Brasil no primeiro semestre de 2026, quase o dobro dos 8,7% de um ano antes. Segundo estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo, o ICCT Brasil, os elétricos a bateria lideraram o avanço, com 90 mil unidades vendidas e alta de 196%.
Os veículos elétricos e híbridos chegaram a 16% das vendas de veículos leves no Brasil no primeiro semestre de 2026, praticamente o dobro dos 8,7% registrados no mesmo período de 2025.
É a primeira vez que esse grupo de tecnologias supera a faixa de 10% do mercado brasileiro, segundo levantamento do Conselho Internacional de Transporte Limpo, o ICCT Brasil. Em 2022, elétricos a bateria, os BEVs, híbridos plug-in, os PHEVs, e híbridos convencionais, os HEVs, respondiam juntos por menos de 2% das vendas.
Entre as tecnologias analisadas, os elétricos a bateria apresentaram o maior avanço. As vendas passaram de 30 mil unidades no primeiro semestre de 2025 para 90 mil no mesmo período deste ano, uma alta de 196%. Os híbridos plug-in também cresceram, de 32 mil para 76 mil unidades, avanço de 80%. No mesmo intervalo, o mercado total de veículos leves aumentou 20%, de 1,1 milhão para 1,4 milhão de unidades.
Auto Industria - SP 15/10/2026
O discurso de nacionalização e reindustrialização do setor automotivo no Brasil não para mais de pé diante dos números e inúmeros projetos de instalação de linhas de montagem local. Essas operações são desenhadas para apertar parafusos de veículos que chegam da China já semimontados em kits SKD, ou soldar e pintar carrocerias que chegam completamente desmontadas no sistema CKD.
Só este ano, até agosto, mais de 100 mil carros foram montados no Brasil com quase 100% de partes importadas.
Também existem fábricas disfarçadas de produção nacional, que produzem carros com toneladas de componentes importados isentos de imposto e índice de conteúdo nacional rebaixado para menos de 30%.
Estas operações agregam pouco valor ao produto montado aqui, puxam a balança comercial do País para o saldo negativo, com impacto na desvalorização cambial que alimenta a inflação.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 16/10/2026
O mercado de caminhões teve em setembro um resultado melhor que o de um ano antes, mas o balanço de 2026 continua no vermelho.
Os emplacamentos de caminhões somaram 10,2 mil unidades no mês, alta de 4,4% sobre setembro de 2025, segundo dados da Anfavea, a associação que reúne as fabricantes de veículos.
De janeiro a setembro, o total é de 80,9 mil unidades, 3,8% menos que no mesmo período do ano passado.
Em relação a agosto, quando foram 10,0 mil caminhões emplacados, o avanço foi de 2,2%. Um ano antes, em setembro de 2025, o número havia sido de 9,8 mil.
No acumulado, a diferença para 2025 é de cerca de 3 mil caminhões: 80,9 mil neste ano, contra 84,0 mil de janeiro a setembro do ano passado.
Anfavea reduz projeções para caminhões e ônibus em 2026 - Junto com os números do mês, a entidade apresentou em outubro uma nova revisão das estimativas para os veículos pesados, grupo formado por caminhões e ônibus.
Monitor Digital - RJ 27/10/2026
A indústria automotiva brasileira registrou, em agosto, a maior produção mensal de veículos desde 2019. Foram 271,2 mil unidades, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O resultado positivo, porém, traz um ponto de atenção para o setor: de acordo com a entidade, cerca de dois terços do aumento do volume produzido no ano vieram de veículos montados nos regimes SKD (Semi Knocked Down, ou semidesmontado) e CKD (Completely Knocked Down, ou totalmente desmontado), que envolvem a chegada ao país de veículos ou conjuntos desmontados para montagem local.
O avanço amplia a integração da indústria brasileira às cadeias internacionais de fornecimento e coloca em evidência um desafio que vai além da capacidade produtiva: como garantir a qualidade e a continuidade da produção diante de uma maior conexão com fornecedores e mercados externos?
Para o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), a questão não está na origem nacional ou internacional do componente, mas na capacidade de assegurar os mesmos requisitos de qualidade em toda a cadeia.
A maior exposição às cadeias internacionais também amplia os riscos relacionados à logística, às instabilidades geopolíticas, às mudanças regulatórias e à capacidade produtiva dos fornecedores. Por isso, a gestão da qualidade precisa estar integrada à gestão de riscos.
Terra - SP 01/10/2026
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda de 15,5% na receita líquida em agosto, somando R$ 22,9 bilhões, com recuo acumulado de 13,2% no ano, segundo a Abimaq. O setor aponta os juros altos a 13,75% e as incertezas eleitorais como principais entraves para novos investimentos, projetando retração de 8,4% para 2026. Enquanto as exportações caíram 6,3%, as importações saltaram 16,7%, puxadas pela China, em um cenário de demanda doméstica enfraquecida por condições financeiras restritivas.
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos recuou em agosto na comparação anual, com a receita líquida caindo 15,5%, para R$22,9 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela associação de fabricantes Abimaq.
Na comparação com julho, o recuo foi de 11,3% considerando ajuste sazonal. No acumulado de janeiro a agosto, o setor registrou queda de 13,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, Cristina Zanella, os números de agosto confirmaram o cenário que a associação já vinha desenhando desde o começo do ano, que é de uma retração no mercado doméstico.
"O resultado reforça a percepção de que o investimento continua arrefecido", disse Zanella em entrevista coletiva.
Valor - SP 29/10/2026
Receita líquida total do setor nos nove primeiros meses somou R$ 201,1 bilhões
Alta de juros no mercado interno e concorrência dos importados, principalmente da China, pesaram no desempenho do setor de máquinas e equipamentos no acumulado do ano até setembro. Ao mesmo tempo que o mercado encolhe com menos investimentos em bens de capital pela indústria nacional, cresce a presença dos importados.
O setor de bens de capital mecânico acumula queda de 13,4% no faturamento entre janeiro e setembro deste ano. Segundo números divulgados na tarde desta quarta-feira (28) pela Abimaq, associação que representa os fabricantes de máquinas, nos nove primeiros meses do ano a receita líquida total do setor somou R$ 201,1 bilhões.
Segundo a entidade, o resultado reflete tanto a queda no mercado interno, afetado pela taxa de juros ainda muito alta, como nas exportações. A receita líquida interna em nove meses ficou em R$ 148,7 bilhões, redução de 15,8% na comparação com o mesmo período de 2025.
A Tribuna - SP 05/10/2026
O custo para construir no Estado avançou acima da inflação em 12 meses. O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil, calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), acumulou 6,21% até agosto, mais do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,22% em igual período.
O indicador acompanha a evolução dos custos dos principais componentes envolvidos em uma obra, como materiais, mão de obra e equipamentos, e serve como uma referência para o setor.
Na prática, a alta acima da inflação sinaliza uma pressão maior sobre o orçamento das empresas e pode influenciar decisões relacionadas a novos empreendimentos, preços dos imóveis e margem das construtoras.
Segundo o presidente-executivo do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, os custos com mão de obra e materiais foram vetores importantes para esse resultado no setor.
Grandes Construções - SP 19/10/2026
O Produto Interno Bruto (PIB) da construção deverá crescer entre 0,5% e 1% em 2026, com desempenho superior ao projetado para 2025, 0,5%, e sustentado principalmente pelo segmento formal das construtoras.
A avaliação foi apresentada durante a Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP, realizada no dia 14 de outubro.
Segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, os indicadores mostram que a atividade segue aquecida no mercado formal. Nos primeiros oito meses do ano, o emprego com carteira assinada na construção cresceu 3% no Brasil, 2,4% no Estado de São Paulo e 3,3% na capital paulista.
Apesar da perspectiva positiva, o setor mantém preocupações relevantes para os próximos anos. A principal delas é a redução das fontes de crédito imobiliário para famílias de renda média.
Há uma preocupação com a queda dos recursos da poupança e a retração dos financiamentos com recursos livres podem dificultar a compra de imóveis fora do programa Minha Casa, Minha Vida.
Outro desafio é a escassez de mão de obra, apontada pelas empresas como a principal limitação aos negócios. Ao mesmo tempo, os custos da construção acumulam alta superior a 7% nos últimos 12 meses.
Valor - SP 28/10/2026
Resultado reflete uma avaliação mais positiva das expectativas empresariais com os negócios nos próximos meses, mas também a pior percepção sobre a situação atual desde maio de 2021, disse a FGV
O Índice de Confiança da Construção (ICST) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) subiu 0,2 ponto em outubro, para 90,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,6 ponto, para 91,0 pontos.
"O Índice de Confiança da Construção (ICST) teve leve melhora, refletindo uma avaliação mais positiva das expectativas empresariais com os negócios nos próximos meses. Em contrapartida, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) alcançou o pior resultado desde maio de 2021", observou a coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo.
Em outubro, o ICST subiu 0,2 ponto, alcançando 90,7 pontos. O ISA-CST, por sua vez, recuou 1,7 ponto, para 89,0 pontos, enquanto o IE-CST avançou 2,1 pontos, chegando a 92,6 pontos.
O Indicador da Situação Atual dos Negócios registrou 89,0 pontos, mantendo trajetória de queda por três meses consecutivos. A Carteira de Contratos, por sua vez, alcançou 89,2 pontos, registrando queda por três meses consecutivos. Comparado ao mês anterior, o indicador de negócios correntes apresentou uma variação negativa de 0,3, enquanto o indicador da carteira de contratos recuou 3,0 pontos.
Exame - SP 14/10/2026
A produção de petróleo no Brasil atingiu o volume de 4,615 milhões de barris por dia em agosto. De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume cresceu 2,6% em relação a julho e avançou 18,4% na comparação com agosto de 2025.
O resultado representa o terceiro recorde mensal consecutivo alcançado pelo País. A marca anterior havia sido registrada em julho, quando a produção chegou a 4,498 milhões de barris por dia.
O desempenho brasileiro tem sido favorecido principalmente pela expansão da atividade nos grandes campos do pré-sal. Entre os principais destaques estão Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos, região que concentra parte importante da produção nacional.
Além do petróleo, o Brasil também registrou crescimento na produção de gás natural. Em agosto, foram produzidos 220,55 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 2,6% frente a julho e de 16,8% sobre o mesmo mês do ano anterior.
Cultivar - RS 01/10/2026
A indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas acumulou queda de 22,4% na receita líquida total entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O faturamento alcançou R$ 36,30 bilhões. A retração ganhou força no mercado doméstico. A receita interna caiu 25,7% no período e somou R$ 30,37 bilhões.
Em agosto, a receita líquida total do segmento agrícola atingiu R$ 4,79 bilhões. O resultado ficou 1,7% abaixo de julho e 22,8% abaixo de agosto de 2025. As vendas destinadas ao mercado brasileiro geraram R$ 4,10 bilhões no mês. Houve recuo de 1,1% na comparação mensal e de 24,9% na comparação anual.
Os números integram o levantamento conjuntural da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A entidade aponta o setor agrícola entre os segmentos com pior desempenho na aquisição de máquinas produzidas no país em 2026. O ambiente de juros elevados encareceu o crédito e o serviço da dívida. Esse cenário reduziu os investimentos produtivos e pressionou a demanda doméstica por bens de capital.
Portal Fator Brasil - RJ 23/10/2026
Nas licitações públicas, dois em cada três tratores comprados foram importados.
As importações de tratores agrícolas da China cresceram 117% de janeiro a setembro de 2026, para cerca de 5,2 mil unidades, enquanto as vendas de tratores no mercado interno caíram 14,1% até agosto, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea ). A Índia despontou como outro relevante competidor, empatando com a China com um volume semelhante de unidades vendidas. Somados, os dois países responderam por 93% dos tratores importados.
As compras públicas funcionaram como um importante fator de mudança no mercado. Segundo levantamento da entidade com base no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), 65% dos 3.318 tratores agrícolas licitados em 2025 foram importados.
Entre as 10,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias licitadas no ano, no valor de R$ 3,7 bilhões, as de origem chinesa ficaram com 33,5% das unidades e 26% do valor, cerca de R$ 960 milhões. Os demais países estrangeiros, somados, não chegaram a 1%.
O estudo classifica as máquinas pelo local de produção: marcas estrangeiras com fábrica no Brasil entram como produção nacional.
BPMoney - SP 22/10/2026
Em unidades, a comercialização de máquinas agrícolas recuou 15,8% entre janeiro e agosto de 2026, informa a AnfaveaColheitadeiras tiveram a maior retração do setor, com recuo de 39,4% no períodoNo comparativo anual, as compras externas de máquinas agrícolas subiram 42% entre janeiro e setembroTratores da China saltaram 117% em doze meses; o fornecimento de fora é puxado por China e ÍndiaFaturamento do segmento somou R$ 36,3 bilhões até agosto, queda de 22,4%, segundo a AbimaqMáquinas rodoviárias contrariam o setor e crescem 13,1% puxadas pela construção civil
Entre os meses de janeiro e agosto de 2026, as vendas de máquinas agrícolas no Brasil, medidas em unidades, recuaram 15,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, aponta levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). No caso específico das colheitadeiras, o recuo é ainda maior e chega a 39,4%.
As importações desses equipamentos, por sua vez, cresceram 42% de janeiro a setembro, pressionando ainda mais a concorrência para a produção nacional.
Essa tendência de queda já aparecia nos dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). De acordo com a entidade, no início de outubro o faturamento do segmento ligado a equipamentos para o campo chegou a R$ 36,3 bilhões entre janeiro e agosto, o que significa recuo de 22,4% na comparação com o mesmo período de 2025.
Ipesi - SP 26/10/2026
As importações de tratores agrícolas da China cresceram 117% de janeiro a setembro de 2026, para cerca de 5,2 mil unidades, enquanto as vendas de tratores no mercado interno caíram 14,1% até agosto, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A Índia despontou como outro relevante competidor, empatando com a China com um volume semelhante de unidades vendidas. Somados, os dois países responderam por 93% dos tratores importados.
As compras públicas funcionaram como um importante fator de mudança no mercado. Segundo levantamento da entidade com base no PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas), 65% dos 3.318 tratores agrícolas licitados em 2025 foram importados.
Entre as 10,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias licitadas no ano, no valor de R$ 3,7 bilhões, as de origem chinesa ficaram com 33,5% das unidades e 26% do valor, cerca de R$ 960 milhões. Os demais países estrangeiros, somados, não chegaram a 1%.
O estudo classifica as máquinas pelo local de produção: marcas estrangeiras com fábrica no Brasil entram como produção nacional.
O avanço das importações ocorre em um mercado que encolhe desde 2021. As vendas internas de máquinas agrícolas no varejo somaram 27 mil unidades até agosto, queda de 15,8%, e as de colheitadeiras recuaram 39,4%. Já as importações de máquinas agrícolas subiram 42% de janeiro a setembro, para 11,2 mil unidades, mais que o dobro das 5 mil exportadas no período.
Para a Anfavea, além do preço de aquisição, as compras públicas devem considerar o custo total de propriedade ao longo da vida útil do equipamento.
CN1 - BA 29/10/2026
A receita líquida proveniente da venda de máquinas agrícolas atingiu R$ 5,2 milhões em setembro, registrando uma queda de 15,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. Na variação mensal em relação a agosto, contudo, houve uma reação de 8,2%, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o encolhimento do mercado nacional é ainda mais severo: recuo de 21,6%, movimentando R$ 41,5 milhões em faturamento.
O fraco desempenho reflete um ambiente de forte restrição aos investimentos por parte dos produtores rurais, pressionados pelo alto endividamento do setor agropecuário e pelo elevado custo das linhas de financiamento. Esse cenário tem desacelerado a renovação da frota e do parque de equipamentos no campo. Apesar do momento adverso, a Abimaq projeta estabilização com margem para leve recuperação das vendas nos próximos meses.
O desaquecimento na compra de bens de capital agrícola também se reflete nas cotas de crédito. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), as comercializações do setor de consórcios agrícolas somaram R$ 17,57 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, montante 10,8% inferior ao registrado em igual período do ano passado.


