Terra - SP 21/08/2026
Segundo o Inda, as vendas de aços planos no Brasil caíram 4,4% em julho na comparação anual, somando 330,2 mil toneladas, embora tenham subido 3,9% ante junho. Para agosto, projeta-se alta mensal de 1,5% em compras e vendas. No mês, as importações recuaram 31,5% e os estoques atingiram 1,2 milhão de toneladas. A entidade prevê estagnação da produção nacional em 33 milhões de toneladas em 2026, devido à queda no consumo da indústria local afetada por bens finais importados.
As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil somaram 330,2 mil toneladas em julho, recuo de 4,4% em relação ao mesmo mês de ?2025, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Inda, entidade que representa o setor.
Na comparação com junho, porém, as vendas cresceram 3,9%. Para o mês de agosto, a entidade prevê que tanto as compras como as vendas registrem aumento de 1,5% na base mensal.
As importações recuaram 31,5% ano a ano, com volume total de 175,4 mil toneladas.
O estoque no mês ?passado ?subiu 1,1% em ?números absolutos em relação a junho, atingindo cerca de 1,2 milhão de toneladas, o que ?equivale a 3,6 meses de comercialização.
De acordo com o presidente-executivo do Instituto, Carlos Jorge Loureiro, a produção de ?aço no Brasil dificilmente terá crescimento em 2026 e provavelmente continuará ?no patamar de 33 milhões de toneladas.
Segundo Loureiro, a principal razão da limitação do crescimento é a queda no consumo da indústria, que está sendo impactada pela importação de equipamentos já produzidos.
"Nossos consumidores estão perdendo mercado, então fica difícil crescer", disse.
