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CLIPPING DIÁRIO

25 de Agosto de 2026

SIDERURGIA

Valor - SP   25/08/2026

Para realizar a operação, a companhia ítalo-argentina ainda precisa da aprovação dos acionistas minoritários da Usiminas

A Ternium pretende fechar o capital da siderúrgica brasileira Usiminas, diz o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Mas para isso, a companhia ítalo-argentina ainda precisa da aprovação dos acionistas minoritários da Usiminas.

Os papéis da Usiminas, por volta das 10h57 desta segunda-feira (24), subiam mais que 7%, entrando em leilão por oscilação máxima permitida, reagindo à notícia.

Em 2023, a Ternium assinou um acordo para comprar o controle da Usiminas e no ano passado adquriu as participações restantes da Nippon Steel e Mitsubishi na empresa.

Exame - SP   25/08/2026

A siderurgia mundial vive um dos maiores processos de transformação de sua história, impulsionada pela urgência da descarbonização. Em Minas Gerais, a Aperam South America, principal produtora de aços inox e elétricos da América Latina, desenvolveu um modelo industrial que reposiciona o aço como um produto de origem renovável, ao integrar o agronegócio sustentável à produção siderúrgica. A substituição do coque - responsável por cerca de 90% das emissões da siderurgia global - por carvão vegetal, deu origem ao Aço Verde Aperam® , produzido a partir de florestas renováveis de eucalipto.

O impacto desse modelo é mensurável. Considerando as emissões evitadas tanto na produção do carvão vegetal quanto no processo siderúrgico, a Aperam evitou, em média, cerca de 250 mil toneladas de CO2 por ano nos últimos três anos. Como resultado, a usina de Timóteo (MG) produz aços - especialmente inoxidáveis e elétricos - com uma pegada de carbono significativamente inferior à média mundial do setor.

“A sustentabilidade não é um departamento isolado na empresa. Ela está no centro da nossa estratégia e orienta toda a cadeia produtiva. O futuro da siderurgia passa, inevitavelmente, pelo campo”, aponta Rodrigo Villela, CEO da Aperam South America.

Esse modelo começa no campo, mais precisamente no Vale do Jequitinhonha (MG), onde está instalada a Aperam BioEnergia. A unidade florestal produz anualmente cerca de 440 mil toneladas de carvão vegetal, a partir de florestas plantadas de eucalipto manejadas de forma responsável e com tecnologia 100% brasileira. “Criamos um modelo de silvicultura avançada, com soluções agroindustriais próprias, fornos de carbonização automatizados e queimadores de gases”, frisa Villela. São aproximadamente 150 mil hectares entre mata nativa e floresta plantada.

O modelo também é apoiado por mais de 45 patentes, que incluem tecnologia industrial e clones de eucalipto desenvolvidos para maior produtividade, resistência a pragas e adaptação climática.

Baixa pegada de carbono

Com emissões médias de 0,4 tonelada de CO2 equivalente por tonelada de aço produzido (Escopos 1 e 2), a Aperam figura entre os produtores com menor intensidade de carbono do setor no mundo. O resultado representa aproximadamente metade da média dos produtores de aço inox, estimada em 0,9 tonelada de CO2 equivalente por tonelada produzida, de acordo com dados da World Stainless.

Ao longo de sete anos, cada árvore captura CO2 da atmosfera, fixando carbono na madeira. Quando transformada em carvão, este processo completa um ciclo, certificado por protocolos internacionais como o Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol).

A eficiência energética também é determinante para a baixa pegada de carbono. Entre as soluções adotadas estão o reaproveitamento quase integral dos gases gerados na produção do aço, a substituição do GLP por gás natural e a adaptação do Alto-Forno 2 da Usina de Timóteo (MG), que permitiu que os dois altos-fornos passassem a operar exclusivamente com energia renovável - carvão vegetal - na produção de gusa.

Onde está o Aço Verde Aperam® ?

O Aço Verde Aperam® está presente no dia a dia da sociedade, da infraestrutura urbana à mobilidade elétrica. Os aços elétricos são usados em veículos elétricos, transformadores, motores e geradores elétricos, onde a eficiência energética é essencial. Já os aços inoxidáveis estão em eletrodomésticos, equipamentos hospitalares, construção civil, indústria alimentícia e setor automotivo. “O aço inox é essencial demais para não ser sustentável. Ele está presente em muito mais aplicações do que imaginamos e conseguimos identificar”, afirma Villela.

Bioeconomia

Além do aço, a base florestal da Aperam viabiliza novos produtos alinhados à bioeconomia. A partir da carbonização da madeira, a empresa produz bio-óleo, combustível de origem 100% renovável que substitui derivados fósseis em processos industriais, e biochar, coproduto rico em carbono.

O biochar deu origem aos primeiros contratos de certificados de créditos de remoção de carbono da América Latina. A Aperam BioEnergia está entre os maiores players globais na comercialização de créditos de remoção de carbono de biochar. Além da remoção de CO2 da atmosfera por centenas de anos, o produto oferece benefícios agronômicos, como maior retenção de água no solo e permeabilidade do solo.

Essa estratégia reflete a visão da Aperam de ser líder na criação de valor na economia circular de materiais infinitos, com impacto global, combinando inovação industrial, responsabilidade ambiental e geração de valor ao longo de toda a cadeia.

Responsabilidade compartilhada

Em 2025, a Aperam South America iniciou uma série de workshops com fornecedores para acelerar a descarbonização da cadeia de valor. Hoje, cerca de 78% das emissões totais da companhia estão concentradas no Escopo 3, que reúne as emissões indiretas. A estratégia busca engajar parceiros e alinhar toda a operação a metas ambientais mais ambiciosas. “Reduzir nossas próprias emissões é fundamental, mas avançar na descarbonização de toda a cadeia produtiva é uma responsabilidade compartilhada”, conclui Villela.

Infomoney - SP   25/08/2026

As ações da Usiminas (USIM5) figuram entre as maiores altas do Ibovespa na sessão desta segunda-feira (24), com investidores repercutindo a notícia sobre uma possível operação para fechamento de capital da siderúrgica.

Por volta das 11h15, os papéis da companhia mineira subiam 5,34%, cotados R$ 6,90, a terceira maior do principal índice da Bolsa.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Ternium pretende fechar o capital da Usiminas. Para concluir a operação, porém, a companhia ainda precisa obter a aprovação dos acionistas minoritários da siderúrgica.
Caso a operação avance, a Usiminas se juntará a uma lista de grandes companhias que deixaram ou estão em processo de saída da Bolsa em meio a uma onda de consolidação, com multinacionais ampliando o controle sobre suas subsidiárias.

Entre os movimentos recentes está o Santander Brasil (SANB11), cuja controladora espanhola lançou uma oferta para adquirir os cerca de 10% de ações em circulação da operação brasileira.

Exame - SP   25/08/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 24, que pretende elevar para 50% as tarifas sobre automóveis, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida acontece em meio ao agravamento da disputa comercial entre os dois países.

Atualmente, os automóveis canadenses são submetidos a uma tarifa de 25% quando não utilizam materiais americanos em sua fabricação. No caso do aço, as importações já são, em geral, taxadas em 50%.

Trump ameaça Canadá com guerra comercial 'devastadora'; veja o que está em jogo

A nova ameaça ocorre poucos dias depois de Estados Unidos e Canadá não conseguirem chegar a um acordo para evitar a aplicação de tarifas adicionais. As medidas anunciadas por Washington entraram em vigor no fim de semana e atingem produtos canadenses avaliados em cerca de US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões), equivalentes a 5,5% das exportações do Canadá para os Estados Unidos.

Washington afirma que o Canadá adota um “tratamento discriminatório” contra produtos americanos, incluindo bebidas alcoólicas, automóveis, produtos lácteos, papel e itens agrícolas.

Canadá rejeita acordo

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país vai adotar tarifas de retaliação e rejeitou o que classificou como um acordo ruim.

Segundo Carney, o objetivo das negociações era obter “o melhor acordo para os canadenses”, e não aceitar um acordo “a qualquer preço ou em qualquer prazo”. Ele afirmou ainda que os Estados Unidos queriam destruir setores importantes da economia canadense por meio de condições injustas.

'Dólar por dólar': Canadá diz que vai retaliar tarifas de Trump

Carney também disse que o Canadá pretende fortalecer a produção doméstica e ampliar sua rede de comércio com outros países, especialmente na Ásia e na União Europeia.

De acordo com o premiê, Washington chegou a pressionar o Canadá para impor restrições a seus acordos comerciais com outros países. Ele também mencionou ameaças relacionadas à língua francesa e à cultura de Quebec.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, por sua vez, atribuiu o fracasso das negociações a “exigências irracionais de última hora” feitas pelo Canadá.

Setores estratégicos são afetados

Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Canadá. As exportações canadenses para o país representam 70% do total.

As tarifas impostas por Trump já afetam setores considerados estratégicos para a economia canadense, como as indústrias automobilística e siderúrgica. O Canadá é, neste ano, o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos em bens, atrás do México, segundo dados do Departamento do Censo.

Trump aplica tarifa de 50% sobre Canadá após fracasso em acordo

Uma pesquisa do Angus Reid Institute apontou que três em cada quatro canadenses apoiaram a decisão de Carney de deixar as negociações comerciais. Ao mesmo tempo, dois em cada cinco disseram ter algum temor em relação aos próprios empregos.

O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, também criticou a ameaça de novas tarifas sobre os automóveis. Trump respondeu nas redes sociais e afirmou que as consequências poderiam ser “muito piores” caso as autoridades canadenses não se alinhassem aos Estados Unidos.

Trump: “Não precisamos do Canadá”

As negociações entre os dois países se intensificaram na última semana. O principal negociador canadense, Dominic LeBlanc, e sua equipe passaram horas reunidos em Washington com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na quinta e na sexta-feira, mas não chegaram a um acordo.

Trump havia adiado por três dias a aplicação das tarifas na semana passada enquanto as conversas avançavam.

Tarifas de Trump já afetam indústria e emprego em Quebec, diz agência

Nesta segunda-feira, o presidente americano voltou a criticar o Canadá e afirmou que o país “vem enganando os Estados Unidos da América há anos”. “Nós não precisamos do Canadá, eles é que precisam de nós”, disse.

Os dois países ainda precisam negociar a revisão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC), compartilhado com o México. Trump se recusou a renovar o acordo no mês passado.

As ameaças do presidente americano de transformar o Canadá no 51º estado dos Estados Unidos também têm provocado irritação entre os canadenses.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   25/08/2026

A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 seguiu em 5,02% nesta segunda-feira (24) pela segunda semana consecutiva. A estimativa está 0,52 ponto percentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%.

Considerando apenas as 69 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana caiu de 5,04% para 5,03%.

A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 oscilou 4,24% para 4,25%. Considerando apenas as 69 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 4,21% para 4,32%.

A mediana do Focus para a inflação de 2028 continuou em 3,80%. Para 2029, seguiu em 3,50%, pela 51ª semana consecutiva.

No início de agosto, o Banco Central ajustou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e de 2027, de 3,7% para 3,8%.

As estimativas constam no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado manteve a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 1º trimestre de 2028 em 3,2%. O período se tornou o horizonte relevante da política monetária nesta reunião.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
Projeção para taxa Selic em 2026 é mantida em 13,75% ao ano

A mediana do relatório para a taxa Selic no fim de 2026 seguiu em 13,75% ao ano, pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 14%.

Considerando só as 72 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano permaneceu em 13,75%

A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 continuou em 12,00% pela 10ª semana seguida. Levando em conta apenas as 71 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana continuou em 12,25%.

No início de agosto, o Copom do BC reduziu a Selic em mais 0,25 ponto porcentual, de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo.

Os juros já caíram um ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária.

O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o colegiado na ata da reunião.

A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,50% pela oitava semana seguida. A estimativa para 2029 continuou em 10,00% pela 16ª semana consecutiva.

Projeção para dólar no fim do ano está inalterada há 10 semanas

A mediana do Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,20 pela 10ª semana seguida.

Considerando apenas as 72 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária oscilou de R$ 5,20 para R$ 5,21.

A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 aumentou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,29.

A projeção para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,30 pela quinta semana seguida. A estimativa para 2029 continuou em R$ 5,36. Há um mês, era de R$ 5,37.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Globo Online - RJ   25/08/2026

O governo publicou nesta segunda-feira uma resolução que define a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e por outros episódios de instabilidade internacional. Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão destinados também a setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

A maior parcela, de R$ 5 bilhões, será reservada a exportadores e fornecedores atingidos pelo aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. Outros R$ 3,5 bilhões atenderão empresas que vendem para países do Golfo Pérsico e sofreram os efeitos do conflito no Oriente Médio.

Os R$ 5 bilhões restantes serão destinados a áreas consideradas estratégicas pelo governo. Desse total, R$ 2 bilhões irão para a produção de fertilizantes e insumos utilizados pelo setor; outros R$ 2 bilhões financiarão atividades ligadas a minerais críticos e estratégicos; e R$ 1 bilhão atenderá setores industriais relevantes para o comércio exterior.

No caso dos minerais, os recursos poderão financiar desde a extração, desde que associada ao beneficiamento, ao refino ou à transformação da matéria-prima. O objetivo é apoiar etapas industriais e tecnológicas da cadeia, e não apenas a retirada do minério.

Poderão solicitar os financiamentos empresas, cooperativas e associações exportadoras, além de fornecedores ligados a essas atividades. A medida contempla exportações de bens industriais, produtos agropecuários, recursos minerais, pesca, aquicultura e florestas plantadas.

As linhas poderão ser usadas para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e adaptação das atividades produtivas. Também estão previstos financiamentos para ampliar a capacidade de produção, fortalecer cadeias produtivas, desenvolver inovações e adequar produtos, serviços e processos.

A distribuição dos valores poderá ser revista pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano conforme o ritmo de utilização do dinheiro e as prioridades estabelecidas pelo governo. O BNDES ficará responsável por apresentar mensalmente dados sobre operações aprovadas e contratadas, além dos desembolsos realizados.

InfraRoi - SP   25/08/2026

A 15ª edição do Barômetro da Infraestrutura, pesquisa semestral realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústria de Base (ABDIB) em parceria com a EY-Parthenon, braço de estratégia e transações da EY, aponta queda significativa do otimismo em novos investimentos. A porcentagem de respondentes que avaliaram cenário para promoção de investimentos em infraestrutura no Brasil nos próximos seis meses como favorável caiu de 54,2% no segundo semestre de 2025 para 37,8% em 2026. Com isso, cresceu a avaliação desfavorável de 20,4% para 30,9%.

Segundo os pesquisadores da EY-Parthenon, o resultado sugere um ambiente mais cauteloso, que pode ser reflexo de uma soma de fatores, como as eleições, os efeitos decorrentes da guerra no Oriente Médio, inflação, juros e até a Reforma Tributária. Mesmo que a expectativa de continuidade dos investimentos permaneça presente, a convicção quanto às condições de promoção de novos projetos no curto prazo é menor.

A consultoria reforça que 2025 foi um ano bastante expressivo para o setor, com uma quantidade relevante de concessões e investimentos. No último ano, os investimentos em infraestrutura alcançaram R$ 280,4 bilhões, o que representa um novo recorde da série histórica iniciada em 2010. O setor privado foi fundamental para esse desempenho, sendo o grande protagonista dos investimentos com aproximadamente 80% das realizações no último ano.
PPPs e concessões avançam, na opinião dos respondentes do Barômetro da Infraestrutura

O resultado dessa edição quanto ao potencial de aproveitamento dos entes federativos em relação a parcerias público-privado (PPPs) e concessões traz um equilíbrio maior em relação ao começo do ano. No aspecto federal, a União teve um pequeno avanço, fazendo com que percepção favorável passasse de 53,2% para 54,6%, impulsionada pelo avanço da avaliação de aproveitamento parcial, que subiu de 46,4% para 48,5%.

Ainda assim, o patamar federal permanece inferior ao observado nos Estados, reforçando a leitura de que a esfera estadual continua sendo percebida como a principal referência na atração e estruturação de investimentos privados por meio de concessões e PPPs. E os municípios continuam como o principal gargalo federativo: 74% dos respondentes avaliam que esse potencial é pouco ou nada aproveitado, reforçando a necessidade de maior capacidade de estruturação de projetos em nível local.
Guerra no Oriente Médio impacta mercado de infraestrutura

O estudo aponta que a agenda do setor de infraestrutura vem sofrendo de forma mais explícita os efeitos da instabilidade geopolítica sobre petróleo, logística, inflação, juros, câmbio, cadeias de suprimento e comércio internacional, eleições e reforma tributária.

Enquanto a instabilidade no Oriente Médio aumenta a sensibilidade dos projetos à volatilidade do petróleo, com efeitos sobre combustíveis, fretes e cadeias de suprimento, a combinação entre inflação resistente, juros elevados e incerteza externa tende a encarecer o financiamento de longo prazo. Como explica a consultoria, isso significa maior pressão sobre o custo médio de capital, tarifas, contraprestações públicas, outorgas e necessidade de estruturas de funding mais robustas.

Quando questionados sobre o impacto do conflito no Oriente Médio na logística e preço do petróleo, a avaliação de médio impacto foi a mais recorrente, com 43,9% das respostas, seguida por 20,3% que apontaram alto impacto. Assim, 64,2% dos respondentes indicam algum grau relevante de exposição dos negócios aos efeitos associados ao petróleo e à logística.
Trump e Reforma Tributária também preocupam

A percepção sobre os efeitos do maior protecionismo e da guerra comercial, especialmente vindos dos Estados Unidos, também indica um ambiente de atenção. Mais de um terço (38%) avalia que esse movimento gera médio impacto sobre os seus negócios, enquanto 20,9% apontam alto impacto. Somadas, essas respostas indicam que 58,9% dos agentes percebem impactos relevantes decorrentes da reorganização das relações comerciais internacionais.

Já a Reforma Tributária deixou de ser apenas uma preocupação regulatória futura e passou a integrar a agenda operacional e contratual das empresas, com 62% dos entrevistados afirmando que suas empresas já estão estudando os impactos da reforma em seus contratos. Enquanto isso, 13,4% informaram não terem iniciado essa avaliação, mas pretendem iniciar ainda em 2026. Já 7% indicaram que a análise deve começar somente em 2027 ou posteriormente.

Outro aspecto importante da agenda interna do país é a eleição. Considerando o cenário de vitória de um candidato de oposição ao atual governo, 43,9% avaliam que esse resultado eleitoral deve impactar positivamente os investimentos. Ainda assim, 26,2% dos participantes indicam expectativa de impacto negativo, enquanto 23% avaliam que não haveria impacto relevante, com manutenção do nível atual de investimentos.

Já considerando o cenário de continuidade do governo atual, o viés de cautela permanece significativo. Dos participantes, 31% entendem que a reeleição do atual governo poderia impactar negativamente o volume de investimentos.
Setores para investimentos

O ranking de setores com maior intenção de investimento nos próximos três anos é composto por:
Saneamento Básico (50,4%), que manteve a liderança. Rodovias (45,7%), com recuo frente aos 47,8% registrados na edição anterior. Ferrovias, que passou de 32,8% para 40,9%, assumindo a terceira posição. Energia Elétrica, que recuou de 38,5% para 35,7%. Sobre o Barômetro da Infraestrutura

O Barômetro da Infraestrutura Brasileira é um levantamento semestral realizado pela EY-Parthenon, braço de estratégia e transações da EY, uma das principais consultorias e auditorias do mundo, e a ABDIB, Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, de forma digital, com o objetivo de captar a opinião de gestores, de investidores e de especialistas que apoiam a estruturação de projetos de infraestrutura e identificar o ânimo dos stakeholders a respeito de temas que impactam a realização de investimentos e o desenvolvimento de projetos.

O Intervalo de captura das respostas, nesta edição, foi de 08/06/2026 a 23/06/2026 e foram captadas 233 respostas.

Veja - SP   25/08/2026

A economia dos Estados Unidos pode entrar em recessão antes do fim deste ano. Ou, no limite, no início de 2027, caso o elevado nível de endividamento e alavancagem do sistema financeiro desencadeie uma correção abrupta nos mercados.

Essa é a avaliação do economista finlandês Tuomas Malinen, professor da Universidade de Helsinque e especialista em crises financeiras.

Malinen, que também dirige a consultoria GnS Economics, sustenta que o sistema financeiro americano acumulou riscos suficientes para transformar uma desaceleração econômica em uma crise de maiores proporções.

Na sua avaliação, o problema não está apenas na dívida das empresas, mas também no uso intenso de recursos emprestados por fundos e investidores para ampliar suas posições nos mercados.

A previsão contrasta com o cenário predominante em Wall Street, onde boa parte dos analistas continua projetando crescimento para a economia americana e vê a inteligência artificial como um dos principais motores dos lucros corporativos e do mercado acionário.

Para Malinen, no entanto, a combinação de dívida, ativos valorizados e uma eventual recessão pode expor fragilidades que ficaram encobertas durante anos de abundância de liquidez.

“Nosso sistema financeiro extremamente alavancado nunca enfrentou uma recessão que eliminasse simultaneamente maus investimentos financeiros e econômicos”, escreveu o economista.

O risco está na alavancagem

A tese de Malinen encontra ao menos um ponto de apoio nos dados do próprio Federal Reserve.

O relatório mais recente sobre estabilidade financeira mostra que a alavancagem dos hedge funds permanece próxima dos níveis mais altos desde o início da série histórica disponível.

O fenômeno está concentrado principalmente nos maiores fundos e envolve posições em títulos do Tesouro americano, derivativos de juros e ações.

O Banco Central americano, porém, faz uma avaliação bem menos alarmista do conjunto da economia.

Segundo o Fed, a relação entre a dívida total de empresas e famílias e o PIB continuou caindo e atingiu níveis não vistos desde o começo dos anos 2000.

Os bancos, por sua vez, mantêm níveis elevados de capital e o sistema bancário é considerado sólido e resiliente.

O problema, portanto, não está distribuído uniformemente pelo sistema.

O Fed aponta vulnerabilidades maiores entre fundos altamente alavancados, algumas seguradoras e empresas de maior risco, especialmente aquelas dependentes de crédito privado ou de dívida com taxas flutuantes.

Também há sinais de deterioração no crédito ao consumidor, com inadimplência de cartões e financiamentos de veículos acima dos níveis observados na última década.

A preocupação é que, em momentos de forte volatilidade, posições financiadas com dívida possam ser rapidamente desmontadas.

Isso cria um mecanismo conhecido dos mercados: a queda dos preços obriga investidores a vender ativos para cobrir perdas ou atender chamadas de margem, provocando novas quedas e ampliando o movimento.

Um estudo do Federal Reserve de Dallas mostra a dimensão dessa dependência. O endividamento líquido dos hedge funds no mercado de operações compromissadas, conhecidas como repo, chegou a cerca de US$ 1,8 trilhão no fim de 2025 — aproximadamente 6% do mercado de títulos negociáveis do Tesouro americano.

O dinheiro da inteligência artificial também entra na equação

Outro fator que preocupa Malinen é a escalada dos investimentos em inteligência artificial.

As grandes empresas de tecnologia estão comprometendo volumes inéditos de recursos na construção de data centers, compra de chips e expansão de infraestrutura computacional. Alphabet, Amazon, Microsoft e Meta devem superar US$ 700 bilhões em investimentos neste ano, segundo estimativas de mercado.

O ponto novo é que uma parcela crescente dessa expansão está sendo financiada fora do fluxo de caixa tradicional das empresas.

Companhias que historicamente dependiam de seus próprios recursos passaram a recorrer com mais intensidade aos mercados de dívida e de ações.

A S&P Global Ratings estima que cinco grandes empresas de computação em nuvem — Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft e Oracle — devem investir cerca de US$ 750 bilhões em despesas de capital em 2026, o equivalente a 38% de suas receitas.

Apenas no primeiro trimestre, essas empresas emitiram cerca de US$ 115 bilhões em dívida, mais do que os aproximadamente US$ 70 bilhões levantados durante todo o ano de 2025.

Esse movimento não significa, por si só, que uma crise seja iminente. As maiores empresas de tecnologia continuam altamente lucrativas e possuem balanços muito mais robustos do que empresas que estiveram no centro de crises anteriores.

Mas o crescimento do financiamento por dívida aumenta a exposição do mercado a uma eventual frustração com os retornos da inteligência artificial.

Caso os investimentos não produzam receitas e lucros na velocidade esperada, empresas e investidores podem ser obrigados a rever simultaneamente seus planos de expansão.

A terceira onda de uma crise

Malinen interpreta os episódios financeiros dos últimos anos como etapas de uma crise mais longa.

Na primeira fase, segundo ele, esteve o colapso do mercado de títulos do Reino Unido em 2022, que levou o Banco da Inglaterra a intervir depois que a queda dos papéis ameaçou fundos de pensão que utilizavam estratégias altamente alavancadas.

A segunda teria ocorrido em 2023, quando a quebra do Silicon Valley Bank e do Signature Bank desencadeou uma crise entre bancos regionais americanos.

Na visão do economista, uma recessão nos Estados Unidos poderia representar a terceira etapa desse processo. Se isso ocorrer, ele acredita que o impacto financeiro mais amplo poderia aparecer nos primeiros meses de 2027.

A comparação feita por Malinen é com o choque provocado pela pandemia em 2020, quando a rápida queda dos mercados levou o Federal Reserve a lançar medidas extraordinárias para restaurar a liquidez e estabilizar o sistema financeiro.

Desta vez, porém, ele argumenta que o desafio seria diferente: uma recessão poderia expor investimentos feitos durante anos de dinheiro abundante, crédito barato e valorização dos ativos.

O cenário traçado pelo economista permanece minoritário.

O próprio relatório do Fed reconhece riscos relevantes ligados à alavancagem, mas não descreve o sistema bancário ou o endividamento agregado de famílias e empresas como uma vulnerabilidade sistêmica comparável à observada antes da crise de 2008.

A grande questão, portanto, é se a economia americana conseguirá desacelerar sem provocar uma liquidação desordenada de posições financiadas por dívida.

O Estado de S.Paulo - SP   25/08/2026

Busca de autossuficiência alimentar pela China reforça necessidade de que Brasil sofistique sua cadeia produtiva agrícola e busque novos mercados para seus produtos

Como faz regularmente desde 1953, a China divulgou recentemente sua visão estratégica para o período de cinco anos entre 2026 e 2030. Em seu 15.º plano quinquenal, Pequim eleva a autossuficiência alimentar ao status de prioridade, pregando inclusive a moderação nas importações, algo que impacta diretamente o Brasil, principal fornecedor de produtos agrícolas para o gigante asiático.

Para atingir tal objetivo, a China está investindo em tecnologia e no aumento de produtividade para ampliar sua produção de proteína animal e de grãos como a soja. No primeiro trimestre de 2026, a produção de carne suína na China aumentou 4,2%, para 16,69 milhões de toneladas métricas, ante o mesmo período de 2025.

Apesar de ser a maior produtora de suínos do mundo, a China, dado o tamanho de sua população, ainda precisa importar carne de porco de outros mercados, entre os quais o Brasil. Mas quando amplia significativamente sua produção, como agora, a China acaba derrubando os preços no mercado internacional, comprimindo as margens de lucro dos exportadores brasileiros.

Além disso, traumatizado pelo surto de peste suína africana que levou ao abate de parte significativa do rebanho suíno chinês em 2019, o gigante asiático também está investindo em biossegurança para evitar que novos episódios de doenças impeçam o país de reduzir suas importações de carne de porco.

Paralelamente, Pequim visa ainda a ampliar a produção doméstica de soja nos próximos anos entre 13% e 30%, a depender da fonte da estimativa. Atualmente, a China produz cerca de 20 milhões de toneladas de soja por ano. Já o Brasil, apenas em 2025, exportou 80% de sua produção do grão, ou 87,1 milhões de toneladas, para o mercado chinês. Mesmo que a China só consiga incrementar sua produção de soja em 13%, isso não deixa de representar um desafio para os produtores brasileiros, especialmente porque os embarques recordes de soja daqui para a China no ano passado contaram com a ajuda inadvertida do presidente dos EUA, Donald Trump.

Em meio à guerra tarifária com Trump, Pequim reduziu em 2025 a compra de soja dos EUA, segundo maior produtor do grão, e ampliou importações oriundas do Brasil e da Argentina. Em 2026, porém, a China voltou a acelerar as importações de soja americana.

Como o principal alvo da renovada ofensiva protecionista de Trump é exatamente a China, a soja dos EUA é um fator importante nas negociações comerciais entre os dois países. O presidente chinês, Xi Jinping, será recebido por Trump na Casa Branca no final de setembro.

Não bastasse o contexto da guerra comercial, com o qual a China tem jogado muito bem escolhendo de quem compra ou não, Pequim também vem reduzindo o uso da soja como ração para animais, e tem apostado em um subproduto do milho chamado DDG. A China é um dos maiores produtores de milho do mundo, atrás apenas dos EUA e à frente do Brasil.

Embora especialistas apontem limitações no desejo manifesto chinês de ser autossuficiente na produção de alimentos – a disponibilidade de terras cultiváveis na China é pequena, e o uso do DDG como ração animal é desafiador porque o farelo de soja consumido pelos rebanhos é mais nutritivo –, o Brasil não pode ser apenas espectador das mudanças que Pequim vem buscando acelerar.

É verdade que a condição do Brasil de maior exportador de produtos agrícolas para a China não vai mudar da noite para o dia. Mas por mais que o plano de autossuficiência alimentar chinês envolva desafios de grande monta, convém não duvidar de uma nação que em pouco mais de três décadas converteu-se de um país miserável na segunda maior economia do mundo.

Cabe ao governo e ao setor agrícola do Brasil analisar conjuntamente os desdobramentos em curso na China e trabalhar para que o País amplie o valor de sua cadeia produtiva agrícola. A busca incessante de novos mercados para os produtos brasileiros também é um imperativo.

Se nada fizer, o Brasil corre o risco de perder protagonismo até mesmo em uma das poucas áreas, o agronegócio, nas quais se destaca globalmente.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   25/08/2026

Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta segunda-feira, impulsionados por novos sinais de estímulo da China e pelas expectativas de uma demanda mais forte antes do pico da temporada de construção, em setembro.

O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China fechou o pregão do dia com alta de 1,27%, a 716 iuanes (US$106,52) por tonelada.

A referência de minério de ferro para setembro na Bolsa de Cingapura subia 1,72%, para US$97,35 por tonelada.
A China lançará um novo pacote de medidas para expandir a demanda interna e impulsionar o crescimento econômico, afirmou o vice-ministro das Finanças, Liao Min, em uma coletiva de imprensa na sexta-feira, segundo a mídia estatal.

Separadamente, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China realizou reuniões consecutivas na semana passada, instando os governos locais a acelerarem a construção de grandes projetos, segundo reportagens da mídia local.

A taxa de operação dos altos-fornos em 247 siderúrgicas subiu para 82,8% na semana passada, um aumento de 0,16 ponto percentual em relação à semana anterior, segundo dados da consultoria Mysteel.

Espera-se que o foco do mercado mude gradualmente no final de agosto, passando das condições fracas do período de baixa sazonal para as expectativas de melhora na demanda durante a alta temporada, afirmou Yang Huidan, analista da corretora chinesa Guoyuan Futures, em nota.

A reposição antecipada de estoques antes da alta temporada de setembro deverá ser uma força motriz de uma recuperação gradual dos preços do aço, disse Yang.

Máquinas e Equipamentos

Auto Data - SP   25/08/2026

A Case Construction Equipment, marca da CNH Industrial dedicada à construção, espera para este ano leve crescimento de 4% frente a 2025. A estimativa está alinhada à Sobratema, que para o setor projeta a comercialização de 35 mil 843 máquinas.

Embora não conte o volume de vendas que aguarda para 2026 a capacidade de produção da fábrica de Contagem, MG, é de 8 mil máquinas, conforme Henrique Sá, responsável pela marca Case na América Latina. Segundo ele há, na unidade, bastante espaço para crescer.

O executivo apontou que o mercado vive bom momento, impulsionado por obras de infraestrutura, sendo o patamar do mercado esperado para este ano o maior dos últimos quatro: “Em 2015, durante a recessão econômica, por exemplo, chegaram a ser vendidas 7 mil máquinas”.

Contribui o fato de 2026 ser ano eleitoral, o que puxou fortemente a demanda por máquinas de construção no primeiro semestre. O setor público foi o que mais buscou por equipamentos, representando 23% do total, quase o mesmo porcentual de construção pesada, com 22%. Em terceiro lugar apareceu a locação, com 19%, movimento que ganha força em meio ao cenário de juros altos e crédito restrito.
Inadimplência chega a quase 20%

As expectativas positivas para o ano não isentam a empresa nem o setor de lidar com dificuldades econômicas, tanto que estes são alguns dos principais desafios, ao lado da dificuldade de qualificar mão de obra para operar máquinas e da gestão de ativos.

Segundo Thaís Martins, responsável pelo Banco CNH, que financia em torno de 30% das vendas, a inadimplência hoje gira em torno de 17% a 18%: “Apesar do cenário temos feito campanhas com taxa zero até 0,89% ao mês, além de oferecer a linha mista com taxa fixa Mais Inovação, de 0,97% ao mês e o CDC, de 1,5% a 1,6% ao mês”.

Outra forma de driblar as dificuldades internas é manter o patamar de exportação composto por cerca de um terço da produção de Contagem, onde são produzidas cinco de oito linhas de máquinas disponíveis no mercado latino-americano, como retroescavadeiras e pás carregadoras.

Os principais destinos são países da região, à exceção de Chile e Colômbia, onde vigora o Tier 4, equivalente ao MAR-II – e para onde vão equipamentos fabricados no Japão –, sendo que no Brasil e no restante dos países o motor é Tier 3 ou MAR-I, com portfólio composto por produtos de até 36 toneladas.

Um dos produtos tipo exportação, o trator de esteira, tem seu principal mercado nos Estados Unidos, onde a marca foi criada há 184 anos, e de onde três anos atrás a Case trouxe a linha e localizou sua produção. Desde então embarca as máquinas ao país, o que prossegue mesmo com o tarifaço em vigor, assegurou Sá. Além disto equipamentos também são enviados para países da África e do Oriente Médio.

O índice de nacionalização da fábrica de Contagem hoje gira em torno de 50% a 60%. E, de acordo com o líder da Case na América Latina, todos os produtos têm acesso a linhas de financiamento do Finame – conforme Martins, 70% dos produtos usam a linha Mais Inovação, do BNDES.

Embora reconheça a presença cada vez maior de fabricantes chinesas no mercado brasileiro Fábio Oliveira, diretor comercial de peças da CNH para a América Latina, afirmou que a empresa continua investindo no suporte ao cliente e na disponibilidade de peças, o que segundo ele faz toda a diferença na escolha pela marca.

Além disto, a fim de ampliar o portfólio com produtos de tecnologia diferenciada e preços menores, é feita parceria com outras fábricas da Case pelo mundo, a exemplo da unidade da Índia, de onde tem sido importadas mini-carregadeiras.

“Parte da estratégia está no portfólio, mas o nosso maior ativo é a rede de distribuição. Neste setor o suporte é fundamental”, afirmou Oliveira. “Sem falar no suporte dentro da fábrica, de onde monitoramos a máquina, com telemetria embarcada, a fim de reduzir paradas não programadas em até 40% para melhorar o TCO.”

Para o diretor pós-venda é cultura: “E nisto nos diferenciamos, principalmente dos chineses. Pode ser que em cinco ou dez anos eles estarão fazendo igual mas, hoje, este é nosso trunfo e disso não abrimos mão”.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   25/08/2026

Os principais fabricantes mundiais de máquinas pesadas e equipamentos para concreto estarão reunidos na 17ª edição do Concrete Show.

De 25 a 27 de agosto, no São Paulo Expo, o evento reunirá mais de 450 marcas expositoras, com lançamentos e novidades em autobetoneiras, bombas de concreto, betoneiras, centrais dosadoras e misturadoras de concreto, silos e sistemas para movimentação de agregados, acabamento de pisos de concreto, compactação de solo e corte de concreto e asfalto.

A alemã Liebherr, uma das principais fabricantes mundiais de equipamentos para construção, apresentará sua linha de betoneiras e lançará no mercado brasileiro uma nova geração de autobombas e bombas rebocáveis para concreto.

"A nova linha de autobombas e bombas rebocáveis para concreto foi desenvolvida para atender às necessidades do mercado brasileiro e latino-americano. Com esse lançamento, ampliamos nossa atuação também na etapa de distribuição do concreto, oferecendo soluções que combinam alta produtividade, robustez, operação segura e manutenção facilitada", afirma o gerente divisional de Tecnologia do Concreto da Liebherr, Gian Romano.

Segundo o executivo, outro diferencial é o desenvolvimento e a fabricação nacional dos equipamentos, aliados a uma estrutura de pós-venda consolidada. "Essa presença local garante suporte técnico ágil, disponibilidade de peças originais, maior disponibilidade mecânica dos equipamentos e aumento da produtividade nas operações dos clientes", destaca.

Para Romano, o mercado brasileiro apresenta perspectivas positivas, impulsionado pelos investimentos em infraestrutura, programas habitacionais e pela necessidade crescente de elevar a produtividade dos canteiros. Ao mesmo tempo, ressalta que fatores como juros elevados e custos operacionais tornam os clientes mais criteriosos na escolha dos equipamentos, priorizando confiabilidade, disponibilidade mecânica e suporte técnico especializado.

O executivo também avalia que conectividade, automação, inteligência artificial e eletrificação estarão entre as principais tendências para o segmento nos próximos anos.

"Soluções que permitam monitorar a operação em tempo real, reduzir desperdícios, planejar a manutenção e aumentar a disponibilidade dos equipamentos serão cada vez mais valorizadas. A conectividade terá um papel central, com recursos para monitoramento remoto, gestão de frotas e diagnóstico preventivo. A eletrificação também deve avançar gradualmente no Brasil, enquanto automação e inteligência artificial ganharão espaço como ferramentas para aumentar a eficiência e a segurança das operações", ressalta Romano.

Outra fabricante alemã que escolheu o Concrete Show para apresentar lançamentos é a Schwing-Stetter, especializada em equipamentos para bombeamento e transporte de concreto. Durante a feira, a companhia exibirá as novas autobombas da linha XS, desenvolvidas para aplicações de alto desempenho, além da nova geração de autobetoneiras da marca.

"Nosso estande será focado nas linhas S e XS da Schwing. Entre os lançamentos estão a autobomba XS10022MA, projetada para bombeamento em altura de edifícios de até 70 pavimentos, além dos modelos XS8010GB e XS12013GB para operações de alto volume. Também apresentaremos as novas autobetoneiras AM8FHC e AM10FHC, desenvolvidas para proporcionar rápida absorção dos agregados, homogeneização do concreto em tempo mínimo e elevada durabilidade", afirma o presidente da Schwing-Stetter, Renato Torres.

Para o executivo, a demanda por equipamentos permanece elevada tanto no mercado imobiliário quanto nas obras de infraestrutura, embora a ampliação das linhas de crédito seja fundamental para impulsionar novos investimentos.

Entre as tendências, Torres destaca o avanço da eletrificação, com o lançamento previsto para o final de 2026 das autobetoneiras elétricas da Schwing montadas sobre caminhões elétricos da XCMG, fabricante chinesa de máquinas pesadas que também participa do Concrete Show.

Além da Liebherr e da Schwing-Stetter, o Concrete Show reunirá alguns dos principais fabricantes mundiais de máquinas pesadas e equipamentos para construção.

Entre eles está a Putzmeister Brasil, subsidiária da tradicional empresa alemã especializada em bombas de concreto e soluções para grandes obras de infraestrutura; a italiana Fiori, referência em referência em equipamentos para produção de concreto em campo e sistemas de contenção inteligentes.

As fabricantes chinesas também terão presença no evento. A XCMG Brasil, braço da multinacional chinesa com amplo portfólio de escavadeiras, guindastes, carregadeiras, equipamentos rodoviários e máquinas para construção apresenta como destaques a Fresadora XM1005H e a Vibroacabadora RP505, equipamentos que reforçam a estratégia da empresa de oferecer soluções completas para o segmento de pavimentação.

Já a Zoomlion, uma das maiores fabricantes chinesas de equipamentos para concretagem, terraplenagem e içamento, apresenta três novidades, a primeira é uma autobomba chamada K110-13R, o segundo lançamento é a betoneira de 10 m³ que poderá ser montada sobre um caminhão de quatro eixos, e o terceiro lançamento é a perfuratriz modelo 255R, que chega com a configuração para trabalhar com estaca hélice.

A Yanmar, também marca presença no Concrete Show levando modelos compactos, motor e gerador voltados às demandas do setor de construção civil.

Os destaques são as miniescavadeiras, incluindo as SV08, VIO17, VIO20, VIO27, VIO33C, VIO55C e VIO80C, além do rompedor SB40.

A Yanmar também apresentará o motor 4TNV88-DSA e o gerador YBG28TE, ampliando a demonstração de soluções da companhia para diferentes necessidades relacionadas a máquinas e equipamentos utilizados no setor.

Representando a indústria nacional, entre os principais destaques deste ano da Convicta no Concrete Show está a Betoneira Rebocável de 14 m³ com módulo de bombeamento acoplado, uma evolução do conceito da tradicional Beton-Bomba, equipamento patenteado pela empresa.

Outro lançamento é a CMIX-2, uma nova central desenvolvida especificamente para a produção de concreto em pequenos volumes.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   25/08/2026

A América do Sul é uma das regiões mineradoras mais importantes do mundo e um fornecedor estratégico de minerais críticos.

Com quatro unidades dedicadas a serviços e reparos distribuídas pelo continente, a Metso oferece aos clientes acesso a expertise local e serviços de ciclo de vida que ajudam a aumentar a disponibilidade dos equipamentos e a produtividade em uma das principais regiões de mineração do planeta.

Nos últimos dois anos, a Metso investiu aproximadamente EUR 45 milhões na modernização de sua rede de centros de serviços na América do Sul. Esse montante inclui o investimento recentemente aprovado de EUR 19 milhões para a construção de uma nova unidade em Minas Gerais.

Localizada em uma das mais importantes regiões mineradoras do Brasil, a instalação ampliará a capacidade de atendimento da empresa no país e tem previsão de iniciar suas operações no primeiro trimestre de 2028.

Os investimentos anteriores contemplaram a ampliação das capacidades operacionais das unidades de Antofagasta, no Chile, e Parauapebas, no Brasil, além da construção de um novo centro de serviços em Arequipa, no Peru, cuja inauguração está prevista para 2027, e a expansão recentemente anunciada em San Juan, na Argentina.

Em conjunto, esses investimentos fortalecem uma das mais abrangentes redes de serviços e reparos da indústria de mineração na América do Sul, permitindo maior proximidade com os clientes, respostas mais rápidas às demandas operacionais e uma oferta ainda mais robusta de serviços de ciclo de vida.

“A América do Sul é um mercado estratégico para a Metso. Temos uma forte base instalada, com cerca de 20 mil equipamentos Metso em operação, e os investimentos contínuos de nossos clientes seguem impulsionando a demanda por serviços. Para ajudar nossos clientes a aumentar a disponibilidade dos equipamentos e a produtividade ao longo de todo o ciclo de vida de suas operações, continuamos investindo em nossa rede de serviços em locais estratégicos, alinhados à nossa ambição de oferecer a melhor experiência de ponta a ponta do setor”, afirma Heikki Metsälä, presidente da área de negócios de Serviços da Metso.

Ampliação da capacidade de serviços no coração da mineração brasileira - O crescimento da atividade mineradora, impulsionado pelo fortalecimento do mercado de minerais críticos, está ampliando a demanda por serviços de manutenção e reparo em todo o Brasil.

Atualmente, o centro de serviços da Metso em Sorocaba opera com sua capacidade totalmente utilizada, tornando necessária a expansão da estrutura de atendimento próxima às principais operações mineradoras do país.

Localizado nas proximidades de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, o novo centro de serviços ampliará a capacidade da Metso de atender clientes em uma das regiões mineradoras mais ativas do Brasil, reduzindo distâncias logísticas e aumentando a agilidade no atendimento.

O investimento também deverá gerar até 40 novos postos de trabalho e criar capacidade adicional para sustentar o crescimento futuro da empresa.

“Estamos muito satisfeitos com a expansão dos nossos centros de serviços para ampliar a capacidade de atendimento na região. Todas as unidades estão totalmente equipadas para realizar a manutenção e o reparo das mais recentes tecnologias da Metso, incluindo equipamentos HRC, contando com a capacidade de pontes rolantes necessária para movimentar esses ativos de alto valor com segurança e eficiência. Isso aproxima competências especializadas dos nossos clientes, permitindo respostas mais rápidas e maior continuidade operacional. Esse investimento praticamente dobra nossa capacidade e reforça nossa liderança em serviços de cominuição, além de reafirmar nosso compromisso em apoiar a indústria da mineração com as competências necessárias para os desafios atuais e futuros. Nossos clientes precisam de serviços seguros, confiáveis e ágeis para manter suas operações em máximo desempenho”, afirma Eduardo Nilo, presidente da área de mercado da Metso na América do Sul.

Forte presença na América do Sul - Além da expansão de sua rede de centros de serviços, a Metso consolidou uma das presenças industriais mais abrangentes do setor na América do Sul.

A estrutura regional inclui unidades de produção de revestimentos de desgaste em borracha e Poly-Met, operações de fundição, montagem de bombas, fabricação de equipamentos de britagem e peneiramento, além de um centro dedicado ao monitoramento e otimização de performance.

Portal Fator Brasil - RJ   25/08/2026

Multinacional chinesa apresenta na feira equipamentos para carregamento, escavação, pavimentação e infraestrutura, imprescindíveis para a eficiência operacional do setor.

Líder no segmento de máquinas pesadas na China, terceira maior do mundo e pioneira na introdução de caminhões elétricos no País, a XCMG Brasil participa da 17ª edição da Concrete Show South America, nos dias 25 e 27 de agosto (terça a quinta-feira)o no São Paulo Expo, em São Paulo, apresentando ao mercado soluções voltadas à construção civil, infraestrutura e pavimentação.

Com um dos maiores portfólios de máquinas e equipamentos do mercado, a XCMG Brasil apresenta como destaques a Fresadora XM1005H e a Vibroacabadora RP505, equipamentos que reforçam a estratégia da empresa de oferecer soluções completas para o segmento de pavimentação.

A Fresadora XM1005H foi desenvolvida para operações de corte e remoção de pavimentos flexíveis de concreto asfáltico e fresagem de pavimentos rígidos, com aplicações em rodovias, vias urbanas, aeroportos, pátios e estacionamentos. O modelo possui 13.500 quilos de peso operacional, motor de 220 hp e largura de fresagem de mil milímetros. O sistema de acionamento hidrostático do cilindro de fresagem contribui para a eficiência da operação, além de reduzir itens de desgaste e custos de manutenção.

Destinada a aplicações em rodovias, vias urbanas, ciclovias e estacionamentos, a Vibroacabadora RP505 é equipada com mesa de pavimentação de 1,8 a cinco metros, sistema de aquecimento elétrico, pré-compactação por barras de tamper e controles independentes e automáticos dos helicoidais e transportadores. O equipamento possui motor Cummins de 139,5 hp, produção teórica máxima de 400 t/h e largura máxima de pavimentação de 5 metros.

Além dos equipamentos em exposição, vale ressaltar que a XCMG Brasil conta com uma linha completa de equipamentos para pavimentação, atendendo às diferentes necessidades de obras rodoviárias e urbanas. Um exemplo é a pá carregadeira de porte médio LW300KV, com capacidade nominal operacional de três mil quilos, peso operacional de 11.100 quilos motor de 130 hp e caçamba de 1,8 metros cúbicos. Versátil, o equipamento pode ser utilizado na construção civil, em terminais, areais, pedreiras e operações de mineração, além de contar com diferentes opcionais que ampliam sua capacidade de aplicação.

Para operações que exigem agilidade e dimensões compactas, a Minicarregadeira XC7-SR07 reúne tecnologia, segurança e produtividade. O modelo possui 2.950 kg de peso operacional, motor de 67,3 hp e caçamba de 0,45 m³. Seu mecanismo de elevação radial, sistema hidráulico de alta qualidade, cabine panorâmica com ROPS e FOPS e sistema de monitoramento eletrônico contribuem para uma operação eficiente, segura e confortável.

A Mini Escavadeira XE27U, por sua vez, foi projetada para atuar em espaços restritos. Seu design compacto e o reduzido raio de giro facilitam as operações próximas a paredes e em locais de difícil acesso. O modelo possui 2.880 kg de peso operacional, potência de 20,6 hp e caçamba de 0,06 metros cúbicos.

Cobertura nacional — O pós-vendas é um pilar importante da atuação da empresa no País. Além da tecnologia embarcada nos equipamentos, a XCMG Brasil destaca como diferencial sua ampla cobertura nacional, formada por uma das maiores e mais completas redes de dealers do Brasil. A empresa conta com revendedores e pontos de assistência técnica distribuídos pelo território nacional, aproximando a marca dos clientes e oferecendo suporte às operações.

Com um portfólio que contempla carregadeiras, escavadeiras, guindastes, equipamentos rodoviários, fresadoras, vibroacabadoras, rolos compactadores, motoniveladoras, perfuratrizes, plataformas, tratores e diversas outras categorias, a XCMG Brasil reafirma, durante a Concrete Show 2026, sua capacidade de atender às diferentes necessidades do mercado. A empresa possui fábrica localizada em Pouso Alegre, Minas Gerais, com mais de 1 milhão de metros quadrados de área, e mais de seis unidades dedicadas ao atendimento do segmento de mineração. Hoje, conta com cerca de três mil colaboradores capacitados, reforçando a capacidade da empresa de oferecer suporte especializado aos clientes, estreitando os laços com o mercado nacional, caracterizado pela alta demanda por qualidade, tecnologia e inovação. | www.xcmg-america.com

AUTOMOTIVO

Exame - SP   25/08/2026

O financiamento de veículos novos disparou 21% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025 e ajudou a levar o total de operações a 674.735 unidades, o maior volume para o mês desde 2008. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a dados, analytics e inteligência artificial, e mostram um consumidor que volta ao carro zero, financia valores maiores e por prazos mais longos.

Foram 124.933 unidades novas financiadas no mês, um ritmo bem acima do registrado pelos usados. Na comparação com julho do ano passado, o total de operações cresceu 5,6%. No acumulado de janeiro a julho, as vendas financiadas chegaram a 4,452 milhões de unidades, alta de 10% ante o mesmo período de 2025.

O movimento acontece em um ambiente de crédito ainda caro, ainda que o Copom tenha reduzido a Selic para 14% ao ano no início de agosto, na quarta redução consecutiva do ciclo iniciado em março. Via de regra, cortes nos juros tendem a aliviar gradualmente o custo das linhas com garantia, como o financiamento de veículos.

Novos crescem em ritmo mais forte que usados

Enquanto o financiamento de veículos 0 km avançou 21% na comparação anual, os usados cresceram em ritmo bem menor. Por tempo de uso, os veículos com até 3 anos subiram 11,8% e os acima de 12 anos, 15,9%. Já as faixas intermediárias recuaram: queda de 5,2% entre 4 e 8 anos e de 11,3% entre 9 e 12 anos.

Os autos leves seguiram concentrando a maior fatia do mercado, com 479.987 unidades financiadas em julho, sendo 124.933 novas e 355.054 usadas, alta de 6,1% na comparação anual. O segmento respondeu pelo principal volume de operações no mês.

Prazo médio se alonga para 47 meses

O perfil do crédito também mudou. O prazo médio total dos financiamentos passou de 45 meses em julho de 2025 para 47 meses em julho deste ano. O alongamento foi mais visível entre os veículos de 0 a 3 anos e na faixa de 4 a 8 anos, ambas com 51 meses. Entre os novos, o prazo médio ficou em 43 meses.

O prazo mais longo reduz o valor da parcela e ajuda a explicar por que o consumidor tem conseguido migrar de volta para o carro zero mesmo com a Selic ainda em patamar restritivo.

Motos e pesados lideram em crescimento percentual

As motos somaram 163.587 financiamentos em julho, com 118.318 unidades novas e 45.269 usadas, avanço de 8,8% na comparação anual. Os pesados totalizaram 30.005 operações, divididas entre 14.670 novos e 15.335 usados, com crescimento de 15,5% no ano, o maior avanço percentual entre os segmentos.

São Paulo lidera o volume regional

No recorte por estado, o Sudeste concentrou o maior número de operações. São Paulo somou 171.408 financiamentos em julho, seguido por Minas Gerais, com 61.433. Paraná (52.624), Santa Catarina (46.957) e Rio de Janeiro (34.593) completaram o top 5.

Tabela Auto B3 aponta queda nos preços

O acompanhamento mensal da Tabela Auto B3 mostrou recuo nos preços de transação tanto entre novos quanto usados em julho. Os veículos 0 km tiveram queda média de cerca de 1,2% ante o mês anterior, com as maiores retrações em pickups compactas (-2,3%), pickups derivadas de automóveis (-1,5%) e hatchbacks (-1,4%). No acumulado de 12 meses, a variação média dos novos ficou em aproximadamente -4,7%.

No mercado de usados, a queda média foi de cerca de 1,0% na comparação mensal, puxada por SUVs (-1,6%), crossovers (-1,5%) e pickups médias (-1,0%). Em 12 meses, a retração média também ficou em torno de -4,7%, com as maiores quedas concentradas em SUVs (-8,2%), pickups compactas (-7,6%) e crossovers (-7,6%).

CONSTRUÇÃO CIVIL

Monitor Digital - RJ   25/08/2026

O mercado imobiliário costuma antecipar os movimentos da economia. Sempre que o cenário macroeconômico começa a mudar, os ativos imobiliários estão entre os primeiros a refletir essa nova dinâmica, ainda que seus efeitos apareçam de forma gradual. É exatamente esse ponto de inflexão que o Brasil vive hoje. Em momentos como este, o timing faz toda a diferença e quem conseguir identificar a mudança de ciclo antes da maioria tende a encontrar as melhores oportunidades de investimento.

Depois de um ciclo prolongado de juros elevados e crédito mais restrito, a conjuntura econômica começa a dar sinais claros de melhora. A redução gradual da taxa Selic, a desaceleração da inflação e a manutenção da valorização dos imóveis criam um ambiente mais favorável para quem busca investir com foco na preservação patrimonial e na geração de renda recorrente.

A trajetória da política monetária reforça essa percepção. Após atingir 15% em 2025, a Selic iniciou um movimento de queda em 2026, com quatro cortes consecutivos, e chegou a 14% em agosto. Embora ainda permaneça elevada, o mercado trabalha com a expectativa de novas reduções ao longo dos próximos meses e a previsão é de encerrar o ano em 13,75%, segundo o Boletim Focus. A consequência mais direta é o aumento gradual da oferta de crédito, a melhora das condições de financiamento e o fortalecimento da demanda por imóveis.

O comportamento da inflação caminha na mesma direção. As revisões recentes do Boletim Focus também mostram uma redução das expectativas para o IPCA, sinalizando um ambiente de maior estabilidade econômica. Para investidores, previsibilidade costuma ser tão importante quanto rentabilidade. Com menor pressão inflacionária, cresce a confiança para decisões de investimento de longo prazo.

Há outro elemento que merece atenção. Diferentemente de ciclos anteriores, o mercado imobiliário brasileiro chega a esse momento com fundamentos sólidos. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que as vendas permaneceram resilientes mesmo durante o período de juros elevados, evidenciando que a demanda estrutural por moradia continua aquecida. Os lançamentos imobiliários também seguiram em alta. Segundo dados do Secovi, em 2025 foram lançadas na cidade de São Paulo 139,7 mil unidades, um crescimento de 34% em relação a 2024.

O aspecto mais interessante é que essa mudança ocorre sem que o mercado imobiliário tenha passado por uma desvalorização relevante durante o período de maior aperto monetário. Ao contrário do que muitos esperavam, os preços continuaram avançando. Dados do índice FipeZAP mostram que os imóveis residenciais seguiram acumulando valorização nos últimos anos, enquanto o mercado de locação registrou crescimento ainda mais expressivo, impulsionado pelo aumento da demanda por aluguel diante das condições mais restritivas de financiamento.

Esse comportamento revela uma característica importante do setor: ativos de qualidade, especialmente aqueles localizados em regiões consolidadas, tendem a preservar valor mesmo em cenários econômicos adversos. Quando o ciclo de juros começa a se inverter, esse movimento costuma ganhar intensidade.

Essa realidade é ainda mais evidente em São Paulo. A cidade reúne fatores que sustentam a atratividade do mercado imobiliário independentemente das oscilações de curto prazo. Concentração de empregos, renda, universidades, hospitais, centros empresariais e uma população que continua crescendo por meio da migração de estudantes e profissionais de diferentes regiões do país fazem do mercado imobiliário da capital paulista uma excelente opção de investimento.

Dentro desse universo, bairros como Jardins, Itaim Bibi, Pinheiros, Vila Mariana, Perdizes e Vila Nova Conceição apresentam uma vantagem competitiva difícil de replicar, que é a escassez de terrenos para novos empreendimentos. Com pouca oferta adicional e demanda permanente, esses mercados tendem a preservar liquidez e apresentar valorização consistente ao longo do tempo. Não por acaso, continuam entre os bairros com os maiores preços por metro quadrado e os aluguéis mais elevados da capital paulista, segundo levantamentos do FipeZAP.

Em investimentos, os melhores resultados raramente aparecem quando a oportunidade já é consenso. Eles costumam surgir justamente na transição entre ciclos econômicos, quando os fundamentos começam a melhorar antes que o mercado incorpore plenamente essa mudança aos preços.

O atual cenário reúne diversos desses sinais. Juros em trajetória de queda, inflação controlada, mercado de locação aquecido e ativos que demonstraram capacidade de preservar valor durante um dos períodos monetários mais restritivos das últimas décadas formam um conjunto de fatores que recoloca o mercado imobiliário entre as principais alternativas para quem busca combinar geração de renda, valorização patrimonial e visão de longo prazo.

Valor - SP   25/08/2026

Associação projeta aproximadamente R$ 411 bilhões em concessões

O mercado brasileiro de crédito imobiliário deverá encerrar 2026 com aproximadamente R$ 411 bilhões em concessões, com crescimento de 25% em relação ao ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os dados foram antecipados ao Valor.

A entidade revisou as estimativas para o ano diante do resultado acima do esperado no primeiro semestre e a atualização dos recursos disponíveis para o financiamento habitacional. A projeção anterior apontava um crescimento anual de 16%, para R$ 375 bilhões.

A leitura da Abecip é a de que, além da alta do crédito, indicadores como emprego e renda seguem contribuindo para sustentar a demanda habitacional. O nível elevado das taxas de juros, porém, continua sendo um dos principais fatores de atenção para a evolução das concessões nos próximos meses, segundo a entidade.

Para o ano, o esperado agora é que os financiamentos feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcancem aproximadamente R$ 185 bilhões em 2026, crescimento de 18% ante 2025. Anteriormente, a expectativa era de um avanço de 15%.

No caso dos financiamentos realizados com recursos livres, a Abecip espera a manutenção do volume em patamar semelhante ao registrado em 2025, em torno de R$ 31 bilhões. Antes, a projeção apontava um crescimento de 66%.

Já em relação ao financiamento com recursos do FGTS e do Fundo Social do Pré-Sal, a expectativa é que o crédito concedido neste ano chegue perto dos R$ 195 bilhões, com crescimento de 38% em relação ao ano anterior. Antes, era esperado um aumento de 5%.

“O primeiro semestre mostrou que a demanda por financiamento imobiliário continua consistente, mesmo em um ambiente de juros elevados. O desempenho do SBPE e a ampliação dos recursos destinados à habitação nos permitiram revisar as nossas estimativas”, afirma Michel Cury, presidente da Abecip, em nota.

Entre janeiro e junho, as concessões de crédito imobiliário somaram R$ 180,9 bilhões, alta de 23% sobre o mesmo período de 2025.

As concessões com recursos da poupança chegaram a R$ 93,7 bilhões, avanço de 29% ante igual período do ano passado. Somente os financiamentos destinados à aquisição de imóveis cresceram 12% no período.

NAVAL

CNN Brasil - SP   25/08/2026

O Irã anunciou a inclusão de 45 navios-tanque em uma lista de embarcações que violaram suas regras para a travessia do Estreito de Ormuz.

Teerã promete tomar medidas contra quem realizar transferências de cargas envolvendo esses navios, intensificando suas ameaças em relação a essa via navegável estratégica seis meses após o início do conflito.

As embarcações listadas podem sofrer multas, detenção e confisco de suas cargas, segundo uma publicação feita nas redes sociais pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, um novo órgão criado pelo Irã para administrar o estreito.

O alerta foi emitido poucos dias depois de os EUA ameaçarem o Irã com "as sanções mais severas da história" e de o Irã afirmar que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA seria "devastadora".

A lista de restrições inclui navios de grande porte para transporte de petróleo bruto, os chamados VLCCs na sigla em inglês, navios-tanque de GNL (gás natural liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo), além de navios para produtos refinados, entre outros.

Alguns dos navios citados pertencem à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos; à Navig8 Tankers, subsidiária da ADNOC; e à Bahri, a companhia nacional de transporte marítimo da Arábia Saudita.

Quaisquer embarcações envolvidas em transferências de carga entre navios com essas embarcações também poderão ser incluídas na lista, acrescentou a publicação iraniana no X.

A publicação não detalhou exatamente quais seriam as regras do Irã, mas Teerã já havia declarado anteriormente que os proprietários de navios deveriam obter autorização do país para transitar pelo estreito e que as embarcações deveriam pagar por serviços de segurança e outros serviços.

Os EUA também impuseram um bloqueio naval contra o transporte marítimo vinculado ao Irã.

A região do Golfo fornecia cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo antes que o conflito envolvendo o Irã perturbasse o tráfego de petroleiros.

Esforços coordenados pelos EUA para transportar discretamente petróleo através do Estreito de Ormuz, abastecendo superpetroleiros que aguardam logo na saída da via, estão ajudando a recuperar parte desses volumes de exportação.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira que a "média de sete dias de petróleo saindo do Estreito supera 8 milhões de barris por dia. Não se enganem: graças à Marinha dos EUA, o petróleo está fluindo pelo Estreito de Ormuz".

Navios pertencentes à Klaveness Ship Management, à Stolt Tankers e à sul-coreana Sinokor também foram incluídos na lista de embarcações.

As empresas de transporte marítimo não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou que os proprietários de cargas devem consultar uma lista atualizada de embarcações consideradas em situação de não conformidade para viagens relacionadas ao Golfo.

Os navios que buscam a remoção de seus nomes da lista de embarcações em situação de não conformidade devem apresentar uma solicitação, acompanhada das devidas justificativas, às autoridades marítimas do Irã, segundo a publicação.

PETROLÍFERO

CNN Brasil - SP   25/08/2026

Um barril de Brent acima de US$ 90 não combina com a ideia de que o choque energético ficou para trás. Na América Latina, os números ajudam a explicar por quê.

Em junho, a inflação energética anual da região chegou a 8,03%, diante de 4,49% da inflação geral. Em março, estava em apenas 2,12%. Em três meses, avançou quase seis pontos percentuais, refletindo principalmente os efeitos das tensões no Oriente Médio sobre petróleo, refino e transporte.

Os combustíveis concentram boa parte dessa pressão. Segundo a Organização LatinoAmericana e Caribenha de Energia (OLACDE), a gasolina passou, em média, de US$ 1,19 por litro em fevereiro para US$ 1,38 em junho.

O diesel subiu de US$ 1,12 para US$ 1,30. Nas duas primeiras semanas de agosto, ambos permaneciam nesses patamares.

Isso ocorreu mesmo durante uma acomodação temporária do petróleo em relação às máximas do primeiro semestre. Essa janela de alívio, porém, estreitou-se novamente: nesta segundafeira, o Brent fechou a US$ 92,17 por barril.

O preço na bomba não acompanha o petróleo de maneira automática. Estoques adquiridos anteriormente, refino, transporte, seguros, impostos, câmbio e mecanismos de estabilização criam defasagens. O barril é uma referência importante, mas não determina sozinho quanto famílias e empresas pagam pela energia.

Para a América Latina, o diesel torna essa diferença especialmente relevante. Ele atravessa o frete rodoviário, a agricultura, a mineração e a indústria. Se permanece caro, aumenta a possibilidade de transmissão para alimentos, mercadorias e serviços, transformando um choque externo de energia em pressão mais disseminada sobre os preços.

O Brasil oferece um contraponto importante. O IPCA subiu 0,16% em junho e acumulou 4,64% em 12 meses. No próprio mês, os combustíveis recuaram 0,48%, com quedas de 1,19% no diesel e 0,12% na gasolina. O choque regional, portanto, não chegou ao consumidor brasileiro com a mesma intensidade.

Há outro elemento importante nessa diferença. Enquanto a inflação energética acelerava na região, o etanol seguia na direção oposta no Brasil: caiu 3,09% em junho, acumulou queda de 3,98% no primeiro semestre e passou a registrar deflação de 0,32% em 12 meses.

O movimento reforça o papel dos biocombustíveis como um dos amortecedores da exposição brasileira aos choques do petróleo, embora não elimine a influência das cotações internacionais sobre os preços internos.

Isso não significa isolamento. Dados da ANP mostram que o diesel A importado correspondeu a 11,86% das vendas nacionais em junho, abaixo dos 26,65% registrados um ano antes. Na gasolina A ocorreu o contrário: a participação externa aumentou de 6,81% para 12,85%.

Produção doméstica de petróleo e presença relevante de biocombustíveis ajudam a amortecer a exposição brasileira. Ainda assim, petróleo, derivados e câmbio mantêm o país conectado ao mercado internacional. Com o Brent novamente acima de US$ 90, contar apenas com o alívio observado nos combustíveis em junho seria prematuro.

Para a política econômica, a questão central é outra: saber se a energia continuará sendo um choque concentrado ou começará a contaminar outros componentes da inflação. Os números da OLACDE mostram que a pressão já ganhou dimensão regional. O comportamento recente do petróleo indica que o risco continua aberto.

Petro Notícias - SP   25/08/2026

A diretoria da Petrobrás se reuniu na última semana e chegou a uma decisão que pode mudar os rumos de um dos mais aguardados empreendimentos do setor. Por conta das discussões envolvendo o programa de gas release, a empresa achou por bem pisar no freio e reavaliar o projeto do gasoduto de exportação do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), informou uma fonte do setor ao Petronotícias. Apesar disso, a ideia não é abandonar o projeto SEAP, mas repensar a forma como o gás produzido no campo seria exportado.

Uma das opções em análise é a instalação de uma balsa de liquefação próxima à plataforma, permitindo transformar o gás produzido em GNL ainda no ambiente offshore e realizar sua exportação sem se submeter às regras do gas release. O gasoduto de escoamento previsto inicialmente para o SEAP foi planejado para ter cerca de 134 km de extensão — sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra.

Para lembrar, o gas release é um mecanismo que prevê a oferta de volumes de gás ao mercado e que vem sendo debatido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A avaliação interna da Petrobrás, segundo a fonte ouvida pelo Petronotícias, considera que eventuais mudanças nas regras podem afetar a viabilidade econômica do projeto do gasoduto concebido para o SEAP.

A ANP aprovou, no início deste mês, uma minuta do programa para entrar em consulta pública. Pelas regras propostas, 100% da produção da estatal seria preservada. Apenas o gás natural adquirido de outras petroleiras pela estatal na boca do poço, da União e importado da Bolívia via Gasbol será alvo do programa. No entanto, o projeto ainda pode passar por mudanças e aprimoramentos durante o processo de consulta pública. O foco do programa será a entrada do gás no mercado atacadista, destinado ao atendimento de consumidores não termelétricos.

A preocupação da diretoria da Petrobrás é que a obrigação de disponibilizar parte da produção de gás ao mercado possa reduzir o volume destinado à exportação e, consequentemente, comprometer a rentabilidade do projeto de escoamento originalmente planejado.

PLATAFORMA DO SEAP PODE SER TRANSFERIDA PARA A MARGEM EQUATORIAL

Segundo a fonte ouvida pelo Petronotícias, outra possibilidade discutida pela diretoria da companhia envolve a transferência de uma das plataformas inicialmente destinadas ao SEAP para a Margem Equatorial. Isso dependeria ainda dos resultados finais das perfurações que a Petrobrás pretende fazer no bloco FZA-M-059, na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.

A Petrobrás já encomendou à SBM Offshore duas plataformas para o SEAP: P-81 (SEAP I) e P-87 (SEAP II), cada uma com capacidade de produzir 120 mil bpd de óleo e 10 milhões de m³/dia de gás.

O projeto SEAP I abrange as jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobrás é operadora das concessões BM-SEAL-11 — com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA (40%) — e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.

O projeto SEAP II abrange jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta, localizados a cerca de 80 km da costa, nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, respectivamente. A Petrobrás é operadora da concessão BM-SEAL-4 — com 75% de participação, em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%) — e das concessões BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação.

A reportagem procurou a Petrobrás para um pedido de comentários, mas a empresa não pôde responder imediatamente ao nosso pedido. O espaço segue aberto para a manifestação da companhia.

IstoÉ Online - SP   25/08/2026

O Irã anunciou, neste domingo (23), a descoberta de uma vasta reserva de gás natural na província de Fars, no sul do país. Segundo o ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, citado pela mídia estatal, a jazida contém mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos (212,4 bilhões de metros cúbicos) de gás.
O Irã encontrou uma jazida de gás de mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos na província de Fars, no sul do país. Com a taxa de recuperação estimada, será possível extrair cerca de 5,7 bilhões de pés cúbicos do campo recém-descoberto. Apesar do achado, o país enfrenta sanções dos EUA e precisa restaurar sua infraestrutura energética danificada por conflitos anteriores.

Considerando uma taxa de recuperação estimada, Paknejad afirmou que seria possível extrair cerca de 5,7 bilhões de pés cúbicos de gás dessa área. Antes de recentes conflitos, o Irã estimava sua produção em aproximadamente 650 milhões de metros cúbicos (mcm) por dia, o que equivale a cerca de 8,4 trilhões de pés cúbicos anualmente.
Qual o impacto das sanções na produção de gás iraniana?

O governo de Teerã, que tem se dedicado a reparos em sua infraestrutura energética danificada durante a guerra com Israel e os Estados Unidos, agora lida com a iminência de novas sanções planejadas pelo governo norte-americano. Essas medidas podem sobrecarregar ainda mais a economia iraniana.

Em julho, uma alta autoridade do governo iraniano expressou a expectativa de restaurar cerca de 100 mcm por dia da capacidade de produção de gás natural “nos próximos meses”. Esta recuperação é crucial, visto que greves anteriores reduziram a produção em cerca de 230 mcm por dia desde o início da guerra, no final de fevereiro.

As vantagens da descoberta de gás “doce” no irã

Mohsen Paknejad destacou que o gás descoberto é classificado como “doce”. Essa característica é vantajosa, pois significa uma redução tanto nos custos de desenvolvimento quanto nos de operação da jazida, tornando a exploração economicamente mais atrativa.

Globo Online - RJ   25/08/2026

O Brasil hospedou a COP30 na Amazônia para mostrar ao mesmo tempo a importância e a vulnerabilidade da região. O país se apresenta como líder na transição energética. Descobriu hidrocarbonetos a 175 quilômetros da costa do Amapá e pretende abrir 15 poços na Margem Equatorial, faixa de bacias sedimentares, que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte. Estamos diante de uma contradição.

Um estudo do WWF estimou que o Brasil gastará R$ 47 bilhões que poderiam ser investidos em energia renovável e biocombustíveis. É o que um líder em transição energética faria. Mas a realidade é esta: a correlação de forças pende para os querem explorar o petróleo. Não adianta dar murros em ponta de faca.

É preciso ver a contradição como do tipo não antagônico, dessas em que um dos polos não desaparece. Em suma, uma contradição que segue seu caminho, no caso explorando o petróleo e tendo rigorosa atenção com o meio ambiente. De um lado, a pressão dos políticos, como Davi Alcolumbre, que querem resultados rápidos; de outro a vigilância internacional sobre uma região que o próprio Brasil mostrou como essencial à saúde do planeta.

Tive a oportunidade de viajar pela região para documentar no Pará a área com os maiores manguezais do mundo. Escrevi também um texto para o belo livro de fotos de João Farkas sobre a Costa Norte. Os manguezais são impressionantes. Árvores de 30 metros, as pessoas saindo da mata com fieiras de enormes caranguejos. No restaurante da cidade de Bragança, o caranguejo era o principal prato.

A região concentra 80% dos manguezais do Brasil. Até 2005, pensava-se que os maiores manguezais estavam na Índia e em Bangladesh. Um mapeamento por satélite revelou que a maior extensão está Costa Amazônica: aproximadamente 8 mil quilômetros quadrados. Manguezais, sabe-se bem, são berçários marinhos e abrigam grande biodiversidade. São um pouco ignorados, mas sua riqueza não monetária é muito superior ao petróleo que possa ser encontrado ali.

Numa das viagens, cruzei o Amapá da capital até Oiapoque, simpática cidade de cerca de 30 mil habitantes. Há uma inscrição: “Aqui começa o Brasil”, porque é o extremo norte do país. Ela está à margem do Rio Oiapoque, diante da Guiana Francesa. A julgar pelas cidades litorâneas do Rio, como Macaé, o petróleo atrai muita gente, e grandes hotéis serão construídos. No entanto, não vi saneamento básico na cidade, e seu hospital é bastante precário. Fomos atingidos por uma intoxicação alimentar. Diante do quadro hospitalar, a saída foi a automedicação.

Oiapoque abriga hoje o centro veterinário construído pela Petrobras. Exigência do Ibama, o centro atenderá à fauna em caso de vazamento. O tema é um pouco vasto para só um artigo. Uma das linhas de debate pode ser a comparação com os resultados do pré-sal nas cidades litorâneas do Rio. Ele vai se esgotar, e a Margem Equatorial é a esperança de renovação. Será que a Região Norte poderá aproveitar melhor a transitória riqueza do petróleo? O que funcionou e não funcionou no Litoral Fluminense?

O tema é vasto, mas a vantagem é que o tempo é generoso. Assim como em Oiapoque se diz que “aqui começa o Brasil”, aqui começa uma nova aventura com o petróleo.

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