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29 de Junho de 2023

ECONOMIA

CNN Brasil - SP   29/06/2023

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1 ponto em junho, após queda de 1,6 ponto em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador atingiu 94,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) subiu 0,3 ponto porcentual nesta leitura, a 80,4%.

O economista do Ibre/FGV Stéfano Pacini avalia que a alta da confiança do mês mostra a redução do pessimismo por parte dos empresários.

“A melhora nos índices foi influenciada não apenas pela ligeira melhora da situação atual, mas também pelas perspectivas menos negativas em relação aos próximos meses”, afirma Pacini.

Para o economista, contudo, mesmo que tenha havido resultado positivo nas categorias de bens de consumo duráveis e não duráveis, a tendência é de manutenção da cautela nos segmentos aderentes a essas grandes categorias, que continuam lidando com elevado nível dos estoques e demanda ainda insuficiente.

“O atual cenário desafiador para a indústria, com taxa de juros elevada e aumento do endividamento, ainda cria um ambiente de incerteza nos empresários em relação a um segundo semestre difícil, porém com alguma melhora da demanda”, observa.

Nesta leitura houve alta da confiança de 13 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela sondagem. O Índice de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE) avançaram 0,6 ponto e 1,6 ponto, para 92,4 pontos e 95,6 pontos, respectivamente.

Nos componentes do ISA, a percepção dos empresários em relação ao nível de demanda foi a que mais influenciou positivamente o resultado do índice, com alta de 2,9 pontos, para 95,3 pontos, de acordo com a FGV.

O indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios também melhorou ao subir 2,2 pontos para 98,2 pontos.

Em contrapartida, o indicador que mede o nível de estoques piorou, ao subir 3,6 pontos para 110,2 pontos, resultado mais alto desde junho de 2020 (118,6 pontos).

Quando o indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos (ou acima do desejável).

Em relação às perspectivas futuras, os empresários estão menos pessimistas, após duas quedas consecutivas, de acordo com a FGV.

Os indicadores de produção prevista para os próximos três meses e a tendência dos negócios para os próximos seis meses subiram 1,7 ponto cada, atingindo 98,3 pontos e 89,3 pontos, respectivamente.

O emprego previsto também avançou nesta leitura, ao variar 1,5 ponto, atingindo 99,6 pontos.

IstoÉ Dinheiro - SP   29/06/2023

O Comitê de Política Monetária abriu a ata da reunião que definiu a continuidade da taxa básica de juros da economia no Brasil, com sinalização de baixa em agosto. Além da movimentação [ou estagnação] da Selic em 13,75%, o mês de junho foi resolutivo aos outros bancos centrais que também se reuniram para decidir os rumos dos juros de cada país.

O ritmo de alta da taxa também acompanha países da Europa e Ásia, mostrando os caminhos das maiores economias do mundo: apesar do ciclo de altas, os EUA mantém juros na faixa entre 5,00% e 5,25%; na China, houve queda de 0,10 pontos base, ficando em 3,55%; já o BCE (Banco Central Europeu ) elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 3,25% ao ano.

Diante de tais decisões, há relação entre as taxas de juros no mundo, já que os bancos centrais definem tais taxas a priori, “obviamente mirando na política monetária local e a o controle da sua inflação”, explica Walter Franco, professor de Macroeconomia no Ibmec SP.

A lógica de algumas dessas instituições monetárias é a mesma de Roberto Campos Neto, presidente do Bacen (Banco Central do Brasil), que acredita na máxima “elevar os juros para conter a inflação”. O integrante do Conselho do Banco Central Europeu, Gediminas Simkus, afirmou que pelo menos mais uma alta de juros é necessária para que a inflação retorne à meta de 2% na zona do euro, por exemplo.

Segundo os dados do Money You de ranking mundial de juros reais, o Brasil mantém a 1ª colocação, em qualquer cenário, seja de corte de juros de 25 ou alta de 25 bp. Veja aqui a lista completa.
Os juros pós-Covid

“De uma forma ou de outra, há uma relação entre essas taxas de juros mundiais porque obviamente elas não servem só como instrumento de política monetária para conter, por exemplo, a inflação, mas acaba também mobilizando e modificando os fluxos de capitais no mundo. Então, muitas vezes, uma subida de taxa de juros muito significativa, ou mesmo uma descida, atrai ou afasta os investimentos por exemplo de curto prazo, que buscam obter vantagens financeiras, aplicações, com esses movimentos”, acrescenta Franco.

Ricardo Meirelles de Faria, professor da EAESP-FGV e economista da Linus Galena Consultoria Econômica, recorda os efeitos da pandemia do coronavírus, evento extraordinário que afetou a política econômica indistintamente ao redor do globo. Para ele, há uma relação dos movimentos da política monetária dos países devido ao efeito causal único que foi a pandemia.

“Entretanto, o timing do movimento das políticas monetárias é atualmente distinto. A primeira reação comum dos bancos centrais (conjuntamente com os Tesouros Nacionais, via política fiscal) foi uma injeção forte de liquidez no mercado que correspondeu a uma redução drástica das taxas de juros”, explica. Uma redução na oferta de produtos e retratação na economia favoreceram o cenário de altas taxas, acreditam especialistas.

O economista também recorda que o Brasil foi um dos primeiros a subir as taxas de juros, já em 2021, “e o fez de forma bastante rápida e forte”. Já o FED, banco norte-americano, demorou mais para reagir, logicamente pelo impacto muito mais sensível globalmente de variações das suas taxas de juros.

“A definição da taxa de juros em cada país é basicamente voltada a questão da administração da inflação interna e do financiamento, certamente também da dívida interna, do seu déficit, então muitas vezes a definição de uma taxa de juros está conectada também com a necessidade de atração de capitais por parte do governo para financiamento da dívida pública”, adiciona o professor do Ibmec.

No caso dos EUA, ele adiciona, pesa a busca de controle da inflação americana e garantia da rolagem da dívida interna, ‘mas acaba num segundo momento como fazer um movimento muito importante significativo no fluxo internacionais e capitais que vão aproveitar por exemplo numa subida de taxa os retornos garantidos’.
Efeito no Brasil

Faria explica que, pela importância da moeda norte-americana ao redor do globo, o custo do crédito norte-americano afeta todas as economias – e também o Brasil. “Esse efeito se dá em termos práticos através dos movimentos de arbitragem da paridade das taxas de juros que afetam as variações nas taxas de câmbio e, indiretamente, nas variações de preços dos bens importados que compõem as cestas de bens, por exemplo, do IPCA”, argumenta.

“Somos uma economia aberta, dinâmica, que exporta e importa para muitos países; temos um fluxo do comércio que vem se destacando nos últimos anos de forma significativa; é um dos grandes receptores de investimentos estrangeiro direto, e é um mercado emergente. Quando as taxas de juros nos mercados centrais – Europa, Estados Unidos, Japão – se movimentam muito, a relação com o Brasil é muito clara, porque vai muitas vezes sentir indiretamente esses movimentos lá fora”, diz Franco.

Um exemplo é quando os EUA aumentam muito a taxa de juros, “esse fluxo mais volátil de capital pode sair dos mercados emergentes e correr em direção aos títulos americanos – um movimento chamado de flight-to-quality”. “É muito natural o entendimento de que existe sim uma relação entre essas taxas internacionais e o que acontece na economia brasileira porque é uma economia aberta e, portanto, esses fluxo de capitais terão comportamento em linha com essas diferenças entre juros, entre os países e por parte dos investidores”, finaliza o professor.

O Estado de S.Paulo - SP   29/06/2023

No esforço político de aparar arestas e viabilizar a votação e aprovação do texto da reforma tributária na Câmara dos Deputados na próxima semana, o grupo de parlamentares e técnicos do governo que se debruça sobre o texto avalia iniciar o modelo de cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) simultaneamente, apurou o Estadão/Broadcast.

A demanda atende a um pedido dos Estados, que pleiteavam que a CBS (tributo que ficará com a União, unificando PIS, Cofins e IPI) e IBS (imposto que será repartido entre Estados e municípios, unificando ICMS e ISS) fossem regulamentados ao mesmo tempo.

Pela proposta do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a cobrança da CBS iniciaria em 2027, enquanto a do IBS, apenas em 2029. Fonte a par do assunto disse à reportagem que esse ponto deve ser modificado, para permitir que o novo modelo de cobrança dos dois tributos ocorra ao mesmo tempo, com transição mais rápida para a União. O ano para início da cobrança do IVA Dual ainda está em discussão. A regulamentação dos novos tributos será feita por meio de lei complementar, e depois ainda serão definidas as obrigações acessórias para os fiscos.

A avaliação é de que a espinha dorsal da reforma -- IVA de base ampla, não cumulatividade plena e cobrança no destino -- tem consenso. O que vem agora são ajustes finos, como a definição de alíquotas menores para bens e serviços específicos, o tamanho do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), o ritmo da transição e a definição do comitê gestor do Conselho Federativo para o IBS. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai entrar na negociação direta desses pontos mais sensíveis, destacou a fonte.

O Estadão/Broadcast apurou que são as questões federativas que pesam mais no debate, enquanto, no âmbito setorial, a tendência é de que haja pressão para novos tratamentos diferenciados. A posição do governo sobre as exceções não é nova: a quantidade de alíquotas reduzidas vai influenciar diretamente no valor a ser fixado para a alíquota geral. Para manter um nível adequado, o ideal é que haja menos exceções.

As questões que precisam ser alinhadas agora exigem poder de articulação política, por isso o papel de Haddad ganha força. O custo fiscal da reforma tributária está no radar da equipe econômica, mas a sinalização dada na última semana pelo governo, de que está disposto a pôr recursos no FDR para viabilizar a aprovação do texto, já apaziguou os ânimos.

A proposta do governo foi adotada por Ribeiro em seu relatório e haverá dois fundos. O primeiro servirá para compensar a convalidação (manutenção) de benefícios fiscais já concedidos até 2032 -- o acúmulo de recursos começa em 2025, mas o fundo só será usado a partir de 2029, mesmo ano em que alguns incentivos encerram. Já o FDR é mais sensível e foi um ponto de travamento da última empreitada pró-reforma, porque o então ministro da Economia, Paulo Guedes, era contra.

Os aportes para o FDR começarão em 2029, em R$ 8 bilhões, até atingir R$ 40 bilhões em 2033, em valores que serão corrigidos pela inflação por ano. Esse montante será aportado anualmente, como contribuição da União para os benefícios regionais. A aplicação dos recursos ficará a cargo dos Estados.

Ainda se discute como será a distribuição dos recursos. O Estadão/Broadcast apurou que, se houver uma posição unânime dos Estados em relação a esse ponto, a ideia deverá ser incorporada ao substitutivo. Se os governos regionais permanecerem rachados em relação a esse ponto, outras alternativas podem ser avaliadas, inclusive proposta da União.

Outro ponto de discordância entre os Estados é a arrecadação centralizada no Conselho Federativo, com um comitê gestor para administrar os recursos obtidos com o IBS. Fonte a par do assunto defende a sensibilização pela simplificação. A “perda” de autonomia dos Estados seria para a definição de obrigação acessória e devolução de saldo credor para o contribuinte - este último é considerado um ponto negativo. A avaliação é de que os benefícios são maiores, principalmente por facilitar a vida do contribuinte e agregar os municípios no mesmo conselho.

O período da transição federativa, o período para a cobrança no destino, também está em debate. O relatório propôs 50 anos, enquanto Estados defendem redução para 26 anos, mediante um modelo de seguro-receita. O prazo pode ser diminuído, apurou a reportagem, mas dependerá do valor do seguro-receita a ser estabelecido, para não implicar transições mais pesadas para um dos entes.

Agência Brasil - DF   29/06/2023

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 106,4 pontos em junho, uma queda mensal de 0,6%, descontados os efeitos sazonais. O índice, apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi divulgado nesta quarta-feira (28).

O otimismo dos varejistas caiu pela segunda vez consecutiva, levando o Icec ao menor nível desde junho de 2021. O indicador mantém a tendência de queda registrada nos últimos dois meses.

Na comparação anual, a redução da confiança caiu 13,1%, a maior retração nesse comparativo desde abril de 2021, quando a queda foi de 20,7%. Segundo a CNC, o destaque do mês foi a percepção desfavorável da situação vigente. Há três meses, o índice de condições atuais entrou na zona negativa (abaixo dos 100 pontos), com quedas intensas da avaliação dos varejistas sobre o desempenho da economia e do comércio. A maioria dos comerciantes, 61,2%, aponta que as vendas no comércio pioraram. A proporção também é a mais elevada desde junho de 2021.

“O resultado do Icec de junho mostra que os empresários do comércio estão cautelosos com a situação econômica atual do país, que afeta diretamente o consumo das famílias”, afirmou, em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Segundo ele, a queda da confiança é um sinal de alerta, pois o setor vem sofrendo com as altas taxas de juros e as dificuldades que os consumidores têm de acessar crédito e pagar dívidas.
Intenção de consumo

Embora os consumidores indiquem maior intenção de compra, como tem apontado a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), também realizada pela CNC, o nível de endividamento e inadimplência elevado e o crédito caro e restrito limitam a capacidade de consumo.

“O otimismo do consumidor, com maior segurança no emprego e melhora da renda disponível pela inflação mais baixa, não tem se traduzido em alta das vendas no varejo de forma geral e sustentada. Isso tem se refletido na redução da confiança do varejista”, disse, em nota, Izis Ferreira, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Outro índice que demonstra o pessimismo dos empresários é o de expectativas para desempenho do comércio, que caiu 10,1% entre junho de 2022 e 2023. “Dois em cada dez comerciantes consideram que as vendas no setor devem piorar no curto prazo, mesmo com a dinâmica mais favorável da inflação nos últimos meses. A permanência dos juros altos tem levado os comerciantes a redefinirem as estimativas para as vendas deste ano”, explicou a economista.

Exame - SP   29/06/2023

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), realizada no dia 21 de junho, o colegiado manteve a taxa básica de juro, a Selic, em 13,75% ao ano, mas abriu caminho para o início de um ciclo de cortes a partir de agosto. Em um cenário de juros em queda, o governo atingindo as metas fiscais e o Congresso Nacional aprovando a reforma tributária, o crescimento do produto interno bruto (PIB) do Brasil pode ficar acima do esperado. Essa é a avaliação de Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual (mesmo grupo de controle da EXAME).

Segundo ele, o ano começou com um panorama muito incerto e com investidores cautelosos com o país. "Ter um controle de gastos claro animou o mercado, principalmente em ativos de maior risco. Se entregar as metas fiscais e fazer a reforma tributária, pode ser uma surpresa positiva para o crescimento do Brasil. O mundo não está nos machucando, mas a taxa de juro precisa cair", disse ele durante o BTG Talks, realizado nesta quarta-feira, 28, em um painel mediado por Álvaro Frasson, economista do BTG Pactual.

Juros abaixo de 12%

Mansueto Almeida avalia que o Copom deve começar o ciclo de quedas já na próxima reunião, que será realizada em agosto. "Eu aposto que será em agosto o começo do corte. Há uma chance de ficar abaixo de 12% no fim do ano, mas a resposta para essa pergunta nem o Banco Central tem. Eles precisam ver como será o reflexo das quedas, como a economia e a inflação vão se comportar", afirmou.

O economista-chefe do BTG Pactual ainda comentou que o mercado precisa receber sinais únicos do governo sobre a meta de gastos. Para ele, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem se mostrado comprometido com a meta e estabelecer novas formas de arrecadação. "Precisamos do mesmo discurso da ala política do governo. E isso vai ser essencial para o nosso crescimento. Na hipótese de 2024 não ter juro baixo, o crescimento também vai ser baixo", disse.

Para Mansueto Almeida, o último dado do PIB surpreendeu, mas foi puxado por um único setor, o agronegócio. Segundo ele, para que esse processo seja sustentável, é necessário estimular outras áreas da economia. "Em breve devemos confirmar a meta de inflação contínua em 3% e isso dá mais previsibilidade", disse.

Globo Online - RJ   29/06/2023

O ministro Fernando Haddad não deve propor a mudança da meta na reunião de amanhã do Conselho Monetário Nacional. Ele disse que não anteciparia seu voto, mas disse que a meta do ano que vem permanecerá ( em 3%). E repetiu a defesa da mudança da aferição da meta de ano-calendário para a meta contínua.

–O ano que vem já está definido, estamos discutindo o futuro de 2025 para a frente.  Agora o que eu venho defendendo é que só dois países que adotam a meta de inflação em ano- calendário. E isso na minha cona causa apreensão desnecessária que a todo ano tem que recolocar o problema.

Haddad disse que é melhor definir um “horizonte relevante”, ou seja mais de um ano para ver se a meta foi cumprida ou não.

– Isso porque tem choques e já houve alteração da meta que eventualmente podem ser desnecessárias, se houvesse a filosofia do atingimento da meta mais coerente do resto do mundo.

Ele acha que a meta ano calendário causa “apreensões desnecessárias”.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   29/06/2023

Os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Cingapura continuaram em tendência de alta nesta quarta-feira, mas os ganhos diminuíram com alguns investidores recuando após a divulgação de dados industriais fracos na China, principal consumidor mundial de aço, e o enfraquecimento das expectativas de novas medidas de estímulo.

O minério de ferro mais negociado para setembro na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrou as negociações diurnas com alta de 2,47%, a 830,5 iuanes por tonelada métrica, o maior nível desde 15 de março.

O minério de ferro de referência em julho na Bolsa de Cingapura subiu 0,78%, para 113,45 dólares a tonelada, a maior cotação desde 19 de junho.

Os lucros das empresas industriais da China caíram 18,8% em relação ao ano anterior nos primeiros cinco meses de 2023, estendendo uma contração de 20,6% acumulada no período de janeiro a abril, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) nesta quarta-feira.

Na véspera, os futuros chegaram a subir mais de 4%, com o sentimento do mercado impulsionado depois que o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse que o país adotaria medidas de apoio mais eficazes para expandir a demanda doméstica.

Também houve rumores no mercado de que a segunda maior economia do mundo anunciaria algumas políticas de estímulo no final do dia, como parte dos esforços para sustentar o mercado imobiliário local em dificuldades.

Porém, nada saiu ao longo do dia, levantando dúvidas sobre se as tão esperadas políticas de apoio virão.

Outros ingredientes siderúrgicos, o carvão metalúrgico subiu 0,84%, enquanto o coque avançou 1,07%. Da mesma forma, o aço reduziu ganhos.

“As transações spot de produtos siderúrgicos enfraqueceram esta manhã, em comparação com o dia anterior, e os estoques de aço começaram a se acumular, pesando sobre o sentimento”, disse Yu Chen, analista sênior da consultoria Mysteel em Xangai.

Money Times - SP   29/06/2023

Desde o anúncio de reestruturação da unidade de metais básicos, em setembro do ano passado, muita expectativa foi criada pelo mercado em cima da Vale (VALE3).

Analistas chegaram a avaliar que a divisão é a grande promessa da mineradora para 2023, uma vez que tem potencial de destravar valor à companhia conforme o movimento de transição energética ganha tração.

A Vale está em busca de um parceiro estratégico que compre uma fatia de até 10% na unidade de metais, enquanto ela mesma trabalha para aprimorar e expandir a gestão desses ativos.

A principal aposta do momento é que o Fundo de Investimento Público (PIF), da Arábia Saudita, acerte a compra de participação na divisão. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg na última semana, o fundo está em tratativas avançadas para fechar o negócio, que deve movimentar US$ 2,5 bilhões.

Outra matéria, desta vez do Valor Econômico, diz que a transação já recebeu sinal verde do conselho de administração da Vale. Agora, está em fase de preparação de documentos.

A venda de participação também tem data para acontecer: até dezembro deste ano, espera-se que a transação bilionária seja concluída.

Em comunicado para esclarecer as notícias veiculadas, a Vale disse que busca ativamente uma parceria para o seu negócio de metais, mas não pode confirmar o valor de um eventual investimento nem as partes envolvidas.

VALE3 pode ganhar impulso com venda?

Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, considera o valuation posto na transação como bom. Ele explica que a Vale já havia sinalizado a intenção de fazer a operação a 10 vezes EV/Ebitda (valor da empresa sobre Ebitda), e o processo que tem se desenrolado está próximo disso.

“Hoje, quando você pega Vale, ela está perto de 4 vezes EV/Ebitda. Então, há visualização desse valor”, afirma.

O ponto que chama a atenção é o parceiro, que o analista acredita que poderia ser mais “específico”. Apesar da diversidade dos negócios do PIF, a leitura de Arbetman é de que o mercado poderia estar esperando por um player mais aplicável ao negócio, que tivesse finalidade com o segmento e o movimento de transição energética.

“Se fosse, por exemplo, a Tesla ou uma outra empresa grande, com foco e necessidade de desenvolvimento grande em níquel e cobre, […] ou uma empresa do ramo de mineração com know-how e expertise maior, o mercado conferiria um valor maior”, avalia o especialista.

Arbetman enxerga que existe uma impressão por parte do mercado de que o potencial de valor futuro do negócio seria muito maior se o parceiro fosse mais estratégico, o que se refletiria no desempenho dos papéis da Vale.

Além disso, como o mercado tende a olhar para frente, o valor da operação, a princípio, está dado.

“Essa divisão vai estar sendo 10 vezes EV/Ebitda, e Vale é negociada a 4 vezes. Deveria haver, sim, um impacto no papel. Mas não é o que nós temos visto. E não dá pra falar que vai ter quando divulgarem, porque o mercado paga na frente, já sabe dessas negociações”, reforça Arbetman.

Pós-transação

Para a Ativa, a Vale deve mostrar recorrência na entrega da produção da unidade de metais básicos. Arbetman cita as dificuldades da mineradora de estabilizar as plantas da divisão. Nesse ponto, ter um parceiro com atuação no mercado poderia dar suporte à companhia no processo de estabilização da produção.

Na leitura de um analista do Citi, que conversou com a Reuters, os desafios sobre a independência da unidade em relação à mineradora serão grandes. Para Alex Hacking, o dinheiro da venda não é particularmente importante para a Vale. A questão é saber o que vem depois da transação.

Na avaliação de Hacking, o mercado parece muito focado na venda dos 10% e não está questionando “se a nova estrutura independente é viável”.

“Pode ter uma empresa independente dentro da Vale operando independentemente do conselho de administração geral da Vale?”, levanta o analista. Para ele, é cedo dizer que a nova estrutura terá o sucesso pretendido.

Máquinas e Equipamentos

Agência Brasil - DF   29/06/2023

Em maio, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou uma receita líquida de R$ 24,9 bilhões, o que significou recuperação em relação a abril, com aumento de 10,6%. No entanto, na comparação anual, houve queda de 15,6%, o que indicaria continuidade da desaceleração dos investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil, informou nesta quarta-feira (27) a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As vendas internas somaram R$ 18,3 bilhões em maio, valor 4,1% superior a abril e 23,2% inferior a maio do ano passado.

As exportações, por sua vez, atingiram US$ 1,3 bilhão, aumento de 35,7% na comparação com abril e de 22,2% sobre maio de 2022.

Já as importações somaram US$ 2,6 bilhões em maio, avanço de 27% sobre abril e de 24,8% sobre maio do ano passado.

O saldo da balança comercial na venda de máquinas e equipamentos ficou negativo em US$ 1,2 bilhão em maio.

Considerando-se os cinco primeiros meses do ano, o setor acumulou uma receita líquida de R$ 117,5 bilhões, 8,5% a menos do que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o mercado interno acumulou R$ 88,5 bilhões no ano, o que representou recuo de 14,3% quando comparado com o mesmo período de 2022.
Ocupação

O número de pessoas ocupadas na indústria brasileira de máquinas e equipamentos encolheu 0,1% em maio, somando 393.286 empregados. Segundo a Abimaq, a queda se deve à desaceleração das atividades nos últimos meses, que levou a novas demissões em 2023. Em relação a setembro de 2022, mês que registrou número recorde de pessoas no setor, o quadro de pessoal encolheu em 6 mil pessoas.

Valor - SP   29/06/2023

A planta, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, recebeu investimento de R$ 10 milhões para a construção do galpão e tem previsão para ser inaugurada em 5 de julho

A Multotec, fabricante sul-africana de equipamentos para mineração, instala a sua primeira unidade fabril no país. A planta, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, recebeu investimento de R$ 10 milhões para a construção do galpão e tem previsão para ser inaugurada em 5 de julho.

A empresa, que atende clientes como Vale, AngloAmerican, BHP Billiton, Rio Tinto, Glencore e First Quantum, possui escritório comercial em Belo Horizonte há quatro anos e vende equipamentos para o processamento de minerais como ferro, ouro, cobre e lítio.

A unidade no Brasil vai produzir peneiras de borracha, telas de poliuretano, espirais, peneiras trommel, amostradores e outros produtos. O galpão, de 2 mil metros quadrados no Centro Logístico Condomínio VM5 (antigo Palácio dos Leilões).

A empresa estima chegar a 50 funcionários no fim deste ano e a 200 até o fim de 2024.

A Multotec informou que decidiu instalar a fábrica em Contagem devido à presença de outras indústrias de metalurgia e mecânica e à proximidade com as mineradoras.

De acordo com a companhia, a fábrica faz parte da estratégia global de expansão, com instalação de plantas nos países onde já opera.

A Multotec é uma empresa de capital fechado, fundada em Joanesburgo, África do Sul, em 1973. Atualmente, vende para mais de 100 países e tem subsidiárias em 30 países. Na América do Sul, possui escritórios no Brasil, Chile e Peru. No mundo, a companhia emprega 2,2 mil pessoas e fatura aproximadamente 3 bilhões de rands sul-africanos (US$ 162 milhões) por ano. Da produção global, 60% é exportada.

AUTOMOTIVO

O Estado de S.Paulo - SP   29/06/2023

A Volvo anunciou a assinatura de um acordo que dá aos motoristas de seus carros elétricos acesso à rede de 12 mil plugues de carregamento da Tesla nos EUA, Canadá e México.

O acordo fará com que a Volvo equipe seus novos carros com uma porta padrão de carregamento norte-americana a partir de 2025, com os atuais motoristas de carros elétricos capazes de acessar a rede Tesla a partir do primeiro semestre de 2024 com um adaptador.

“Como parte de nossa jornada para nos tornarmos totalmente elétricos até 2030, queremos tornar a vida com um carro elétrico o mais fácil possível”, disse o CEO da Volvo, Jim Rowan. “Um grande inibidor para mais pessoas mudarem para a direção elétrica é o acesso a uma infraestrutura de carregamento fácil e conveniente.”

Os motoristas de futuros carros Volvo equipados com a porta de carregamento americana que desejam continuar utilizando os atuais carregadores do sistema combinado poderão fazer isso com um adaptador fornecido pela empresa.

O acordo segue anúncios semelhantes nas últimas semanas da Ford e General Motors. Ambos também assinaram acordos com a Tesla, permitindo que suas linhas de veículos elétricos acessem a extensa rede de carregamento da empresa de Elon Musk. /Dow Jones Newswires.

O Estado de S.Paulo - SP   29/06/2023

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a montadora chinesa BYD anunciará, na terça-feira, 4, a instalação da fábrica de veículos em Camaçari. Segundo o chefe do Executivo estadual, foram demandados ao governo federal, por parte da presidente da BYD para as Américas, Stella Li, incentivos tanto na produção quanto no consumo dos automóveis.

O anúncio, que ocorrerá em Salvador na próxima semana, incluirá detalhes da fábrica e o cronograma de produção. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará da cerimônia, mas marcará presença quando a fábrica já estiver funcionando.

A declaração do governador ocorreu após reunião, nesta quarta-feira, 28, com Lula e Li. De acordo com ele, a BYD apresentou condições na Bahia que estão sendo atendidas, como o investimento na infraestrutura do porto de Candeias.

“Nós já reunimos com ministro dos Portos e Aeroportos (Márcio França) e já dialogamos a possibilidade de a BYD ser o gestor ou apresentar empresa parceira para que o porto não fique apenas com automóveis, mas outros produtos, inclusive equipamentos para indústria eólica, investimentos de estrada. O Estado fará investimento de infraestrutura”, declarou o petista.

Já sobre as demandas ao governo federal, a BYD solicitou a Lula a necessidade de rever condições de produção, a exemplo de PIS, Cofins e IPI. “Foi demandada uma política de incentivos tanto à produção quanto ao consumo”, disse. “Em relação à demanda da BYD ao governo federal, o presidente Lula acolheu e vai tratar com o Ministério da Fazenda e o da Indústria e Comércio.”

Além disso, o governador disse que o chefe do Executivo federal se colocou à disposição de estimular a compra de automóveis, como a renovação de frota de ônibus, viaturas e ambulâncias.

“A ideia é que os incentivos feitos já fazem parte de um incentivo para o consumo, mas mesmo assim, possivelmente, o presidente se colocou à disposição de estudar a possibilidade de estudar financiamento via BNDES ou alguma linha factível para que o governo possa estimular tanto a produção quanto o consumo”, disse.

Infomoney - SP   29/06/2023

Haddad afirmou em entrevista que a demanda por carros mais econômicos e menos poluentes surpreendeu montadoras e governo

Por Lucas Sampaio, Giovanna Sutto 28 jun 2023 16h00

Com os recursos perto de se esgotarem, o programa de incentivo à compra de carros de até R$ 120 mil será prorrogado e ampliado para empresas — o que tem o potencial de beneficiar locadoras de veículos como a Localiza (RENT3) e a Movida (MOVI3).

O programa de “descontos patrocinados” do governo teria inicialmente quatro meses de duração, mas os R$ 500 milhões destinados à compra de automóveis e comerciais leves praticamente já acabaram. O governo já liberou 84% da verba para as montadoras em apenas 15 dias (veja mais abaixo).

Além disso, o programa seria exclusivo para pessoas físicas até o dia 6 de julho, o que impediria a participação de empresas caso os R$ 500 milhões de subsídio acabassem antes disso. Para a compra de caminhões e ônibus, no entanto, a procura está bem menor — tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), à jornalista Miriam Leitão. O ministro concedeu entrevista à GloboNews, que será exibida à noite no canal, mas a jornalista antecipou a informação na sua coluna no site do jornal O Globo.

O ministro disse que a demanda por carros mais econômicos e menos poluentes surpreendeu as montadoras e o governo, e que uma nova linha de subsídios será lançada e anunciada em breve, segundo Leitão. O Ministério da Fazenda confirmou à Agência Brasil as informações.
Descontos extras das montadoras

As montadoras já inscreveram 266 versões de 32 modelos no programa até o momento, segundo o MDIC, e estão aproveitado para anunciar reduções extras. Os “descontos patrocinados” pelo governo vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil por carro, para veículo de até R$ 120 mil, e as empresas estão aplicando descontos adicionais de até R$ 15 mil.

É o caso da Jeep, que reduziu o preço de duas versões do Renegade para entrar no programa e ganhou mais R$ 4 mil de subsídio do governo (com isso, o preço da versão Sport caiu R$ 19 mil). Outras montadoras fizeram o mesmo com outros SUVs, para se aproveitar do programa.

As empresas estão incluindo no programa até modelos fora de fabricação, como o Volkswagen Gol (que foi o carro mais vendido do país em 27 dos 40 anos em que foi produzido), e anunciando descontos em modelos que não fazem parte da medida, como a Caoa Chery, com o Tiggo 5X, e a Fiat, com a Toro (veículos que custam mais que R$ 120 mil).

Apesar de o MDIC dizer que 266 versões de 32 modelos fazem parte do programa de “descontos patrocinados”, o InfoMoney mostrou na semana passada que a tabela do governo está “inflada” e cheia de inconsistências — e que o número real de versões é bastante inferior: menos da metade do divulgado.

Levantamento do InfoMoneyCarros ‘populares’ com desconto: governo divulga tabela inflada e com inconsistênciasMDIC diz que 266 versões de 32 modelos fazem parte do programa de ‘descontos patrocinados’, mas o número real é bastante inferior

Montadoras suspendem produção

Apesar dos descontos extras das montadoras (e do interesse dos consumidores pelo programa), as empresas estão suspendendo e diminuindo a produção de veículos em diversas fábricas, alegando demanda fraca.

A Volkswagen parou completamente nesta semana a produção das fábricas de Taubaté, no interior de São Paulo, e de São José dos Pinhais, no Paraná — que já vinha funcionando em apenas um turno desde o início do mês. A unidade paranaense produz o utilitário esportivo T-Cross e a de Taubaté, o Novo Polo e o Polo Track (sucessor do Gol).

A montadora também vai parar por dez dias, a partir de 10 de julho, a fábrica de São Bernardo do Campo (onde são produzidos o Novo Virtus, o Novo Polo, o Nivus e a picape Saveiro). Os operários dos dois turnos da planta no ABC paulista vão entrar em férias coletivas.

Em São José dos Campos (SP), metalúrgicos da General Motors (GM) aprovaram acordo do sindicato com a montadora para suspender um turno da fábrica, que produz a picape S10 e o utilitário esportivo TrailBlazer, por até dez meses.

Até 1,2 mil trabalhadores terão os contratos suspensos (layoff) enquanto o segundo turno estiver inativo. O sindicato da região diz que há um compromisso da empresa de preservar todos os empregos da fábrica durante o layoff — inclusive de quem não terá o contrato suspenso.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O Estado de S.Paulo - SP   29/06/2023

Quando pensamos na cidade em que gostaríamos de morar, construir carreira, formar família, criar os filhos e estudar, quais são os pontos inegociáveis? Essa cidade é arborizada? Planejada para atender às demandas da população, como acesso à saúde, educação, água e esgoto? E como as pessoas se locomovem nesse espaço? Utilizam transporte público, metrô, trem e ônibus? Quanto tempo passam no trânsito? Quais são os equipamentos públicos disponíveis em seus bairros? Há quadras, parques, bibliotecas, creches, escolas e hospitais para atender a todos? São muitas as perguntas a serem feitas quando o assunto é planejar o futuro. Mas, a complexidade do tecido urbano ganhou novos contornos nas últimas semanas com a revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) do município de São Paulo, que tem pautado o noticiário e despertado uma série de discussões pertinentes e necessárias sobre os próximos anos da cidade mais populosa da América Latina.

Criado em 2014, o último Plano Diretor foi elaborado para nortear o planejamento urbano municipal até 2029. Entre os objetivos estratégicos, eram destaque: a necessidade de reduzir o deslocamento para equilibrar a relação entre locais de emprego e de moradia; a contenção do processo de expansão horizontal da aglomeração urbana para preservar o cinturão verde metropolitano; a acomodação do crescimento urbano nas áreas subutilizadas e dotadas de infraestrutura e no entorno da rede de transporte coletivo de alta e média capacidade etc.

A legislação prevê um balanço sobre os 10 primeiros anos de sua criação. A ideia é entender o que funcionou e o que não funcionou. Se por um lado há mais oferta de moradia próxima ao transporte público, por outro há supervalorização de áreas em detrimento de outras. A revisão é necessária para que as adequações abarquem as prioridades municipais, mas, principalmente, das pessoas. Afinal, somos nós que vivenciamos os desafios da cidade. Ou seja, a participação dos cidadãos é fundamental para o processo democrático e está prevista em lei, pois é a garantia de que o debate seja amplo e transparente. Além disso, o conhecimento técnico precisa ser levado em consideração, bem como os impactos das medidas devem ser analisados e mensurados.

Especialistas têm alertado para pontos sensíveis na proposta votada na Câmara Municipal nessa segunda-feira, 26 de junho. É o caso da ampliação das áreas construídas próximas aos eixos de transportes, que passa dos atuais 600 metros para até 700 m das estações de trem e metrô, e de 300m para 400m dos corredores de ônibus. A verticalização será intensificada nessas regiões, uma vez que não há limite de altura e o volume construído pode ser quatro vezes maior que a metragem da área. As regras mais flexíveis causam preocupação pois impactam na infraestrutura e em superadensamento. Levantamento do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) aponta que o atual texto aumenta em até 148% a expansão dos eixos de transportes.

Não é de agora que São Paulo clama por um debate sério e aprofundado sobre a sua atual realidade. O maior conglomerado urbano do País é marcado por contrastes: o mesmo lugar que abriga um cenário de emergência habitacional - com déficit de 369 mil domicílios, segundo o Plano Municipal de Habitação (PMH) -, lidera o ranking de geração de postos formais de trabalho em 2022, de acordo com o Ministério do Trabalho. Esses dados indicam o que sabemos na prática: as pessoas querem trabalhar e morar aqui. O papel da gestão pública, respaldado pelo conhecimento técnico, é oferecer soluções que ajudem nessa construção coletiva chamada cidade, agregando as múltiplas visões e vozes da sociedade, da academia e do mercado, para que, juntos, possamos avançar em direção a um ambiente com mais igualdade e justiça social, desenvolvimento econômico, cultura, sustentabilidade e preservação dos recursos naturais.

Com assunto em pauta e os olhos de todos voltados ao Legislativo, não podemos nos distanciar do debate público. Após a votação do PDE, e ainda mais importante para o destino do município, são as mudanças na lei do zoneamento, que deve ser enviada pelo Executivo nos próximos dias. Devemos acompanhar ponto a ponto o planejamento urbano e a ocupação do município, pois será esse o momento de debater a aplicação das regras, quadra a quadra. E saber, de fato, quais são as prioridades de São Paulo para sua população.

NAVAL

O Estado de S.Paulo - SP   29/06/2023

A construção da embarcação Icon of the Seas, da Royal Caribbean International, que deve ser o maior navio de cruzeiro do mundo, foi concluída no estaleiro Meyer Turku, na Finlândia, diz a CNN. Cerca de 2.600 funcionários têm trabalhado a cada dia na embarcação, que completou seu primeiro conjunto de testes no mar no último dia 22, com centenas de especialistas a bordo realizando avaliações de desempenho durante quatro dias.

Segundo a emissora, o Icon of the Seas tem 365 metros de comprimento e a estimativa é que ele pesará 250,8 toneladas. O atual detentor do título de maior navio de cruzeiro do mundo também é da Royal Caribbean: o Wonder of the Seas, que fez sua viagem inaugural no ano passado e tem 362 metros de comprimento e cerca de 236,8 toneladas.

O Icon of the Seas poderá acomodar cerca de 5.610 passageiros e 2.350 tripulantes, contando com 20 decks, sete piscinas e nove banheiras de hidromassagem, além do maior parque aquático do mundo no mar, com seis toboáguas recordes, aponta a CNN. O navio terá 28 tipos diferentes de acomodações e promete mais de 40 opções de entretenimento, além de ser o primeiro navio da Royal Caribbean International movido a gás natural liquefeito (GNL) e tecnologia de célula de combustível, em um movimento da empresa por um futuro com energia limpa.

A embarcação deve passar por um segundo conjunto de testes no mar no final de 2023. Ela deve se juntar à frota da Royal Caribbean em 26 de outubro, antes de sua estreia em 2024, quando deverá navegar em períodos de sete noites pelas águas do Caribe Oriental e Ocidental, partindo de Miami, durante todo o ano.

Valor - SP   29/06/2023

No próximo ano, poderá oscilar entre US$ 3 mil a US$ 5 mil, estima a Asia Shipping, empresa de logística internacional

Quase dois anos de pandemia mudaram o patamar do valor frete marítimo internacional. No auge da paralisação das economias para enfrentar a proliferação do vírus, o valor do frete por contêiner superou US$ 13 mil, com gargalos em várias cadeias, fechamento de portos e a redução da disponibilidade de espaço nos navios. Os efeitos perduraram além de 2021. Em julho do ano passado, o custo médio do frete alcançou US$ 6.500. Neste ano, as pressões arrefeceram: o valor do frete está em cerca de US$ 3 mil, mas o preço no segundo semestre e em 2024 deverá continuar acima dos valores pré-pandemia. No próximo ano, poderá oscilar entre US$ 3 mil a US$ 5 mil, estima a Asia Shipping, empresa de logística internacional.

Uma das razões de pressão sobre o preço está nos investimentos que os armadores estão promovendo para renovação de navios e em combustíveis mais sustentáveis até 2030. As emissões do setor de transporte marítimo respondem por cerca de 2% das emissões totais, segundo Organização Marítima Internacional (IMO).

A União Europeia tem criado regulações para pressionar as empresas a acelerar investimentos na área. “Isso cria impactos que elevam custos e podem ser repassados para os clientes”, diz Rafael Dantas, diretor de vendas da Asia Shipping. Hoje os cinco maiores armadores representam 70% da movimentação de cargas no mundo. Essa concentração também facilitaria o repasse dos preços.

Além dos custos de armadores, o frete marítimo é composto por outras variáveis como: câmbio, sobretaxa de combustível, congestionamento e adicional de porto. Os portos respondem por mais de 90% dos produtos enviados ao comércio exterior. Há uma série de gargalos, seja na chegada dos produtos aos terminais, seja na eficiência dos portos. Segundo o Plano Nacional de Logística (PNL) 2035, do Ministério da Infraestrutura, a atual matriz de transportes brasileira é altamente dependente do transporte rodoviário (66,21%).

Para tentar equilibrá-la, o PNL estima um crescimento de 193% do transporte ferroviário e participação deste modal em 35%. Porém, a cabotagem deve representar apenas 9,3%. Problemas de infraestrutura viária, falta de terminais de transbordo e barreiras burocráticas são os principais obstáculos regulatórios ao transporte multimodal no Brasil, de acordo com um estudo realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca a ineficiência dos portos brasileiros para manuseio e embarque de cargas como um dos gargalos dos industriais.

“Os gargalos atraem capital ao setor”, diz o sócio da Una Partners, Daniel Keller. Estudo da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) aponta que o sistema portuário deveria passar por modernização também. No documento, cita-se por exemplo o caso do Porto de Porto Velho (RO), que herdou equipamentos da década de 1970 do Porto de Santos, que continuam os mesmos até hoje.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   29/06/2023

O presidente Lula está obcecado por ajudar a Argentina a construir um gasoduto de mais de 400 quilômetros. A ideia é levar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a financiar a exportação por empresas do Brasil de tubos de aço sem costura e outros materiais a serem utilizados na segunda etapa da construção do Gasoduto Presidente Néstor Kirchner.

Há um punhado de razões geopolíticas para essa iniciativa, algumas admitidas e outras indizíveis, digamos assim.

O Brasil precisa de gás porque a produção nacional é insuficiente para as necessidades da economia. Desse ponto de vista, a proposta faz sentido.

A Argentina precisa de desenvolvimento urgente e de mercado para o gás a ser produzido na imensa área de xisto betuminoso denominada Vaca Muerta, uma das maiores do mundo, que fica na Patagônia.

A razão indizível é a de que a China quer pagar as exportações da Argentina em yuan, a moeda de lá, e não mais em dólares. Como não há o que fazer com esses yuans senão gastá-los em importações da China, cresce a ameaça de estreitamento do mercado de exportações do Brasil para a Argentina. Enfim, aí está a razão principal pela qual este seria um projeto de Estado, e não de governo, como diz Lula.

Há os problemas. Se tudo der certo, esse gasoduto pode levar mais de dois anos para entrar em operação. Só a partir de então, a Argentina teria condições de exportar gás para o Brasil, com o que pagaria o fornecimento dos materiais brasileiros.

A Argentina precisa desesperadamente de dólares. Não é por outra razão que o presidente argentino, Alberto Fernández, se encontrou cinco vezes neste ano com o presidente Lula. Ou seja, esse plano não resolve o problema da hora da Argentina.

A rigor, tanto empresas, como famílias e pessoas físicas da Argentina guardam US$ 250 bilhões – pode ser mais, pode ser menos – ou em bancos no exterior ou no forro dos colchões. O problema aí não é propriamente a falta de dólares, mas a falta de confiança na condução da economia que as obriga a trocarem por moeda forte suas poupanças em pesos, que derrete à proporção de uma inflação de 114% em 12 meses.

Além desse gasoduto até a fronteira do Brasil, seria necessário prever sua extensão até Porto Alegre e daí para outros destinos do Brasil. É outro projeto. O segundo trecho do gasoduto ligará a província de Buenos Aires até a província de Santa Fé - norte da Argentina.

A proposta do presidente Lula é que o BNDES desempenhe funções de banco financiador de exportações, ou seja, de uma espécie de Eximbank, a agência que executa esse papel nos Estados Unidos. Mas isso exige mudanças de porte no BNDES.

A produção desse gás requer o craqueamento da rocha pela injeção, sob alta pressão, de um composto de água, areia e produtos químicos - em um processo chamado de fracking. Além de consumir grandes quantidades de água, seria inevitável a contaminação dos aquíferos e dos lençóis freáticos. Daí a oposição dos ambientalistas à produção desse gás.

Se for levado adiante, esse projeto trombaria com os compromissos ambientais assumidos pelo presidente Lula.

Infomoney - SP   29/06/2023

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 9,603 milhões de barris na semana encerrada em 23 de junho, a 453,69 milhões de barris, informou nesta quarta-feira, 28, o Departamento de Energia americano (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal esperavam uma queda de 1,8 milhão de barris.

Os estoques de gasolina tiveram alta de 603 mil barris na semana, a 222,005 milhões de barris, ante previsão de queda de 400 mil barris. Já os estoques de destilados subiram 123 mil barris, a 114,411 milhões de barris, quando se esperava aumento de 400 mil.

A taxa de utilização das refinarias nos EUA recuou de 93,1% na semana anterior para 92,2% na mais recente, abaixo da previsão de 93,2%. Os estoques de petróleo em Cushing recuaram 1,209 milhão de barris, a 42,244 milhões de barris.

Já a produção média diária de petróleo dos EUA permaneceu em 12,2 milhões de barris nesta semana, segundo o DoE.

AGRÍCOLA

Canal Rural - SP   29/06/2023

Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, destacou alguns aspectos positivos das condições anunciadas pelo governo federal.

“Se analisarmos especificamente o Moderfrota e o Pronamp Moderfrota, observamos um crescimento de 36% em comparação ao ano passado. Outro fator positivo é o retorno do Pronamp, com uma taxa de juros intermediária, altamente competitiva nas circunstâncias atuais. Além disso, o governo demonstrou sensibilidade ao fornecer recursos para investimentos e garantir financiamento adequado para o Plano Safra”, afirmou.

A disponibilidade de quatro linhas de crédito (Moderfrota, Pronamp Moderfrota, Pronaf e linha em dólar) tem o potencial de impulsionar o mercado em um momento propício para a venda de máquinas, considerando a preparação para a safra de verão.

“Certamente, o setor apresentará melhorias. Ainda não podemos determinar exatamente quando, mas elas serão alcançadas”, acrescentou Bastos.

De acordo com Cristina Zanella, diretora da Abimaq, a receita acumulada da entidade no ano até maio apresenta uma queda de 19,5% em relação ao mesmo período de 2022.

“Esperamos que, com os recursos disponíveis no Plano Safra, possamos reverter essa situação. Embora o ano possa não fechar com o crescimento esperado, projetamos uma redução mais próxima de 5%”, afirmou.

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