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27 de Janeiro de 2023

SIDERURGIA

Money Times - SP   27/01/2023

A temporada de resultados do quarto trimestre de 2022 tem início nesta quinta-feira (26). Na visão do Bradesco BBI, as empresas de mineração devem reportar resultados mais fortes do que as siderúrgicas, embora a expectativa para o segmento siderúrgico é de números melhores ao longo de 2023.

O banco prevê recuperação nas linhas dos resultados de Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3), enquanto Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) devem mostrar queda. O BBI também estima que CSN (CSNA3) e CBA (CBAV3) mostrarão números mais fracos.
Vale com vendas mais fortes

Thiago Lofiego e Renato Chanes, que assinam o relatório divulgado nesta quinta, dizem que a Vale deve reportar vendas mais fortes no quarto trimestre. Na estimativa dos analistas, a mineradora deve apresentar um Ebitda ajustado de US$ 5 bilhões, sem considerar as despesas de Brumadinho, avanço de 25% frente 3T22.

Para Lofiego e Chanes, a alta vem suportada por volumes mais fortes de minério de ferro. Em relação a esse pilar, o time projeta uma melhora sazonal, estimando 91 milhões de toneladas no período.

O BBI pontuou que os preços do minério de ferro caíram 4% e ficaram em cerca de US$ 99 a tonelada no trimestre. A expectativa é de que o preço médio realizado da Vale fique em cerca de US$ 92 no 4T22, sendo 1% menor frente ao 3T22, impactado por mecanismos provisórios de precificação.

“Além disso, projetamos os custos C1 (mina até o porto) da Vale em US$ 21,50 a tonelada, contra os US$ 22,80 a tonelada no terceiro trimestre. Esperamos que os custos totais caiam para US$ 49 a tonelada, contra aproximadamente US$ 51 a tonelada no terceiro trimestre”, afirmam os analistas.

Para o Ebitda de metais básicos, é previsto aproximadamente US$ 800 milhões (contra US$ 364 milhões no 3T22), segundo o time, apoiado por volumes mais altos, cotações maiores e tendência de queda de custos.
Ebitda de CSN Mineração com salto de 85%

A CSN Mineração deve apresentar um Ebitda de aproximadamente R$ 1,6 bilhão no 4T22, o que mostra um aumento de 70% frente ao 3º trimestre de 2022 e 85% maior na base anual.

Segundo os analistas, assim como no caso da Vale, o resultado deve ser beneficiado por uma forte recuperação nos volumes de minério de ferro e maiores preços de venda.

Quanto à controladora CSN, o BBI projeta um Ebitda consolidado de R$ 3 bilhões, crescendo 12% ante o 3T22, mas caindo 18% ante o 4T21.

O banco espera a margem em siderurgia em cerca de 15% no 4T22, contra 33% no 4T21.

“Os resultados da divisão de aço devem cair no trimestre, devido aos preços de venda mais baixos (preços domésticos caíram cerca de 10% no trimestre) e volumes sazonalmente mais fracos”, diz.

Em cimento, a expectativa é de que a divisão alcance um Ebitda de R$ 260 milhões, “estável no trimestre, apesar dos volumes mais altos, já que a CSN incorre em custos temporariamente mais elevados, devido à integração dos ativos brasileiros da Holcim“, explica.
Usiminas em queda

A Usiminas deve apresentar resultados mais fracos no 4T22. O BBI estima um Ebitda recorrente de R$ 493
milhões, uma queda de 41% frente ao 3T22.

O time de análise menciona o recuo nos volumes domésticos de aço, caindo 11% e somando 833 mil toneladas. Segundo os analistas, o que motiva o desempenho é a demanda sazonalmente mais fraca e uma queda de 5% nos volumes exportados, para 103 mil toneladas.

Além disso, o BBI destaca a queda de aproximadamente 6% frente ao 3T22 nos preços realizados domésticos e o custo caixa do aço/tonelada caindo, em parte devido aos preços mais baixos de coque e placas fluindo através dos resultados.

Por fim, Lofiego e Chanes também mencionam que a divisão de minério de ferro deve ser impactada negativamente pelos preços um pouco mais baixos da commodity, enquanto os volumes devem somar 2,35 milhões de toneladas (contra 2,24 milhões de toneladas no terceiro trimestre) e as taxas de frete devem cair.

“Em geral, a divisão de aço deve contribuir com R$ 233 milhões de Ebitda, minério de ferro com R$ 140 milhões e
processamento de aço com mais R$ 44 milhões”, completam os analistas.
Margens da Gerdau devem recuar

Segundo o BBI, as margens de Gerdau tendem a cair no 4T22. Para o Ebitda, é estimado a marca de R$ 3,7 bilhões
no período, recuando 31% na base trimestral e 38% na comparação anual.

“No Brasil, os volumes de aços longos devem cair substancialmente (cerca de 17% abaixo do trimestre), enquanto os preços domésticos devem cair entre 5% e 6% e o custo caixa/tonelada permanecer estável no trimestre. Isso deve levar a margem Ebitda da divisão brasileira a cair para cerca de 12,5% (contra 18,4% no terceiro trimestre)”, estima.

Na América do Norte, é esperado que os volumes diminuam 8% no trimestre e que os preços realizados tendam a cair, embora um spread de metal ainda forte deva sustentar as margens em níveis elevados.

“Esperamos, portanto, que a margem Ebitda atinja 26% (contra 33% no 3T22). As divisões América Latina e Aços Especiais devem registrar volumes estáveis no trimestre, mas preços mais fracos”.
CBA em ritmo fraco

Fraqueza persiste com queda nos preços do alumínio e aumento de custos. A projeção de Ebitda para CBA é de R$ 105 milhões no quarto trimestre, 66% menor em comparação com o trimestre anterior e 79% na base anual.

Os volumes devem cair cerca de 8% no período, devido à sazonalidade mais fraca, enquanto os volumes de reciclagem também devem cair, segundo o time de análise.

Os preços praticados devem recuar aproximadamente 15% no trimestre, devido a cotações internacionais mais baixas. Já em relação ao custo, os analistas estimam que este pilar deve continuar aumentando no trimestre, impactado pelos valores líquidos mais altos do alumínio (por exemplo, custos mais altos de alumina e pasta anódica).

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   27/01/2023

O economista Jan Eeckhout, professor da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, disparou ontem [23/1, segunda-feira] na sua conta de Twitter uma afirmação ousada: "Eu acho que as pessoas ainda não se deram conta inteiramente de que a inflação nos Estados Unidos e na área do euro acabou. Voltamos a 2%".

Essa declaração, na verdade, deriva de um trabalho acadêmico ( também divulgado ontem) de Eeckhout, intitulado "Inflação Instantânea". No paper, ele desenvolve e explica o seu índice de inflação instantânea.

Obviamente, a ideia é que a inflação instantânea capta melhor o que está acontecendo no presente momento com a evolução dos preços do que o índice convencional. Assim, o acadêmico aponta que a inflação dos Estados Unidos em dezembro, na leitura tradicional, foi de 6,5%, enquanto seu índice instantâneo marcou 2%, precisamente a meta perseguida pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte americano).

O que a "inflação instantânea" introduz de novo é dar muito mais peso às variações de preços mais recentes, comparada com a leitura convencional da inflação mensal.

Como o economista explica, a medida tradicional de inflação, divulgada a cada mês, corresponde à taxa de inflação média de 12 variações mensais, calculada com base na diferença entre o atual nível de preços e o nível de preços de um ano antes.

Segundo Eeckhout, quando a inflação aumenta ou diminui, a leitura tradicional tende a mostrar o que aconteceu seis meses antes. Num cenário de inflação mais estável, não há problema, mas isso pode ser bem enganoso quando a inflação muda rapidamente.

O pesquisador nota que não é à toa que essa leitura convencional se tornou dominante. Outra opção seria ficar com a inflação pela comparação dos preços de um mês com o do mês anterior, mas essa série é extremamente irregular, não só por causa da sazonalidade, mas também dos "ruídos": fatos incidentais como liquidação no estabelecimento específico da coleta, vendedores testando preços novos (que podem ser baixados diante da reação dos compradores) e até erros na coleta de dados.

A sua solução para o índice de inflação instantânea, portanto, é ficar com a taxa de inflação média de 12 variações mensais (da leitura convencional), mas utilizar uma metodologia que emprega o conceito de "kernel", que consiste simplificadamente em dar tanto mais peso para uma variação mensal quanto mais próxima ela estiver do presente. A metodologia também emprega um coeficiente, e, quanto maior ele for, maior é diferença de peso entre variações mensais mais e menos próximas do presente.

Empregando coeficiente que julga adequado para a maior parte das situações, Eeckhout, além dos dados para os Estados Unidos já mencionados, encontra inflação instantânea em dezembro um pouco abaixo de 4% na zona do euro (contra 9,2% da leitura convencional). Já no Reino Unido, Japão e Austrália, o exercício comparativo do pesquisador entre a inflação convencional e a instantânea não mostra recuo significativo da tendência inflacionária.

Em termos de setores, a inflação instantânea de Eeckhout mostra leituras mais benignas (em diferentes graus, e se referindo aos Estados Unidos) no núcleo por exclusão de comida e energia, nos alimentos e nas commodities (excluindo comida e energia).

O problema, porém, é que não há quase diferença no componente mais problemático do atual quadro inflacionário, que são os serviços, que nas duas leituras estão com inflação por volta de 6% nos Estados Unidos.

O economista Samuel Pessôa, do IBRE-FGV e do Julius Baer Family Office (JBFO), observa que, no caso da inflação de serviços, seria até de esperar uma inflação "instantânea" momentaneamente mais baixa, depois do grande salto inicial dos preços na reabertura da economia.

Assim, para Pessôa, o dado da inflação instantânea dos serviços de Eeckhout está longe de ser tranquilizador em relação ao panorama inflacionário como um todo dos Estados Unidos - e, neste sentido, o economista brasileiro não compartilha da visão de Eeckhout de que "a inflação nos Estados Unidos e na área do euro acabou".

O mercado de trabalho muito aquecido nos EUA, segundo Pessôa, é sinal de que a inflação de serviços, com sua grande importância para a inflação total, ainda vai dar bastante trabalho para o Fed.

Infomoney - SP   27/01/2023

O resultado das transações correntes ficou negativo em US$ 55,668 bilhões em 2022, informou nesta quinta-feira (26) o Banco Central. Este é pior desempenho desde 2019, quando o rombo nas contas externas foi de US$ 68,022 bilhões. O dado representa 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse é o maior déficit em proporção do PIB desde outubro de 2022, quando ficou em 3,24%.

O resultado negativo de 2022 foi maior que o esperado pelo mercado, ficando fora do intervalo de estimativas no levantamento realizado pelo Projeções Broadcast, que indicava déficit de US$ 53,00 bilhões a US$ 47,500 bilhões. A mediana era negativa em US$ 51,120 bilhões.

A estimativa do próprio BC era de déficit de US$ 60 bilhões na conta corrente em 2022. A projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

Pela metodologia do Banco Central, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 44,389 bilhões em 2022, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 39,994 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 63,866 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou negativo em US$ 58,439 bilhões.
Dezembro

O resultado das transações correntes ficou negativo em US$ 10,878 bilhões em dezembro. Este é pior desempenho para o último mês do ano desde o início da série do Banco Central, em 1995.

O número de dezembro ficou mais negativo do que o piso do levantamento apurado pelo Projeções Broadcast, de déficit de US$ 8,700 bilhões. A mediana era negativa em US$ 6,60 bilhões e o teto deficitário em US$4,800 bilhões.

Pela metodologia do Banco Central, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 3,154 bilhões em dezembro, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 4,593 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 9,669 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou negativo em US$ 10,742 bilhões.

Lucros e dividendos

A rubrica de lucros e dividendos do balanço de pagamentos apresentou saldo negativo de US$ 6,662 bilhões em dezembro, informou o Banco Central. A saída líquida é superior aos US$ 5,284 bilhões que deixaram no Brasil em igual mês de 2021, já descontadas as entradas.

No acumulado de 2022, houve saída líquida de recursos, via remessa de lucros e dividendos, de US$ 44,731 bilhões, também superior ao déficit de US$ 38,442 bilhões do ano anterior.

O BC informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram US$ 3,016 bilhões em dezembro, ante US$ 2,422 bilhões em igual mês de 2021. No total do ano passado, essas despesas alcançaram US$ 19,236 bilhões, ante US$ 20,629 bilhões do ano anterior.
Viagens internacionais

A conta de viagens internacionais registrou déficit de US$ 575 milhões em dezembro, informou o Banco Central. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil no período. Em dezembro de 2021, o déficit nessa conta foi de US$ 413 milhões.

O desempenho da conta de viagens internacionais no mês passado foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 1,046 bilhão. Já o gasto dos estrangeiros em viagem ao Brasil ficou em US$ 471 milhões no mês passado.

Em 2022, o saldo líquido da conta de viagens ficou negativo em US$ 7,233 bilhões, com US$ 12,185 bilhões em despesas e US$ 4,952 bilhões em receitas. Em 2021, o déficit nessa conta havia sido de US$ 2,302 bilhões, com US$ 5,250 bilhões em saídas e US$ 2,947 bilhões em entradas.

Infomoney - SP   27/01/2023

A utilização da capacidade instalada na indústria da China atingiu 75,7% no quarto trimestre de 2022, uma queda de 1,7 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas, informou nesta quinta-feira (26) a agência de notícias Xinhua. A taxa no ano foi de 75,6%, ou 1,9 ponto abaixo da verificada em.

Ante o terceiro trimestre, a queda do nível de utilização da capacidade foi de apenas 0,1 ponto.

Entre os principais setores, a taxa de utilização do setor de mineração chegou a 76,5% no quarto trimestre, caindo 0,5 ponto em relação ao mesmo período de 2021. A taxa de utilização do setor manufatureiro e a da produção e fornecimento de serviços públicos ficaram em 75,8% e 74%, respectivamente.

MINERAÇÃO

Valor Investe - SP   27/01/2023

Segundo a casa, mineradoras devem ser impulsionadas pela recuperação nos preços do minério de ferro, enquanto as empresas de papel devem surfar a resiliência dos preços da celulose

As empresas que atuam no segmento de materiais básicos devem apresentar resultados diferenciados no quarto trimestre, com números positivos para mineração e papeleiras, mas fracos para siderúrgicas, diz a XP.

Os analistas André Vidal, Guilherme Nippes e Helena Kelm escrevem que mineradoras devem ter resultados mais fortes, impulsionados pela recuperação nos preços do minério de ferro e maior produção, enquanto incertezas sobre a China permanecem.

Já as siderúrgicas devem ser impactadas por menores volumes e preços de venda, além de custos ainda elevados. A demanda por aço, tanto doméstica quanto da China, deve ser alvo de questionamentos durante as teleconferências.

As empresas de papel e celulose, por sua vez, devem ter resultados positivos, puxados pela resiliência nos preços da celulose. Os preços realizados devem se manter elevados, mas volumes devem cair e custo por tonelada aumentarem.

“Para papel e embalagens, esperamos preços e volumes resilientes e custos-caixa estáveis”, comentam. Olhando para frente, as atenções estarão voltaras para os preços da commodity.

Em empresas de alumínio, os preços do metal continuaram caindo ao longo do trimestre, mesmo altos preços de energia e baixos estoques, o que deve enfraquecer os resultados. No ouro, preços e volumes mais altos podem impactar positivamente os números.

Infomoney - SP   27/01/2023

O Goldman Sachs destacou que o mercado vem negociando ações de mineradoras e siderúrgicas tendo como catalisador principal a reabertura do comércio da China e expectativas de melhoria da demanda.

“Mas, dada a magnitude do rali recente (as ações de Vale VALE3 e o minério de ferro subiram 50% das mínimas de setembro, o última acima dos US$ 120 a tonelada), muitos investidores têm se preocupado com suas posições e questionado se os preços do minério de ferro e ações estão além do que os fundamentos indicam”, comenta o banco, em relatório.

Diante disso, analistas veem gatilhos específicos nos próximos meses (principalmente março) para entender melhor se o atual rali deve se sustentar ou não.

Em primeiro lugar, segundo analistas, a produção de minério de ferro deve registrar crescimento sazonal de março em diante, pois as exportações de minério de ferro no Brasil e Austrália tendem a cair em janeiro e fevereiro devido às fortes chuvas no Brasil e furacões na Austrália.

Além disso, março marca a primeira sessão anual do Congresso Nacional do Povo da China. O evento acontecerá em 5 de março e deve revisar o trabalho do governo em 2022 e elaborar o Plano de Desenvolvimento Econômico para 2023, promovendo uma potencial clareza da política macroeconômica do gigante asiático.

Em terceiro lugar, depois de um período sazonal fraco para a produção e consumo de aço na China em torno do Ano Novo Lunar, siderúrgicas podem reabastecer matéria-prima e aumentar a produção se o sentimento e a demanda final forem favoráveis.

O Goldman Sachs também aponta a melhora da mobilidade na China à medida que os casos de Covid atingem o pico. O banco espera que as infecções por Covid em todo o país tenham atingindo o pico entre o final de dezembro e o início de janeiro. Para analistas “cidades reabertas cedo” podem adotar uma recuperação total da mobilidade no final de janeiro a fevereiro, enquanto algumas regiões retardatárias podem experimentá-la entre março e abril.

No cenário local, o banco citou que, em evento do setor no início desta semana, participantes do setor mencionaram que as siderúrgicas e montadoras no Brasil concordaram com um desconto de 9 %a 12% para contratos com vencimento em janeiro, o que é ligeiramente melhor do que as expectativas entre 10% e 15% em dezembro ou mesmo expectativas de 20% a 30% do 3T22.

Segundo analistas, o evento também sugere que muitos contratos foram alterados de anuais para semestrais ou trimestrais. Eles veem isso como positivo para a Usiminas (USIM5; 33% dos volumes do Brasil para o setor automotivo setor) e, em parte, à CSN (CSNA3; 13%). Os participantes também sugerem algumas melhorias da demanda em janeiro em relação às baixas de dezembro, mas ainda em um ritmo muito baixo.

AUTOMOTIVO

Investing - SP   27/01/2023

A Suzuki Motor vai investir 4,5 trilhões de ienes (34,8 bilhões de dólares) até o ano fiscal de 2030 em pesquisa e desenvolvimento para produzir veículos elétricos, anunciou a companhia nesta quinta-feira.

A montadora japonesa vai investir 2 trilhões de ienes em tecnologias de eletrificação e direção autônoma, e 2,5 trilhões para construir uma fábrica de veículos elétricos e instalações de energia renovável.

Dos recursos destinados à eletrificação, 500 bilhões serão investidos em baterias, disse a Suzuki.

Em novembro, a rival Mazda revelou plano de investimento de 10,6 bilhões de dólares para eletrificar seus veículos.

A Suzuki vai lançar seus primeiros carros elétricos a bateria no Japão no ano fiscal de 2023. A empresa pretende vender os modelos por cerca de 1 milhão de ienes.

No ano seguinte, a empresa pretende lançar os veículos elétricos na Europa e Índia e suas primeiras motocicletas elétricas no mundo.

A montadora afirmou que não está abandonando veículos de combustão interna e híbridos, citando falta de infraestrutura de recarregamento de baterias, custos elevados dos veículos elétricos e preocupações com oferta limitada de matéria-prima para baterias.

Valor - SP   27/01/2023

A Tata Motors vendeu 12.600 veículos elétricos durante o trimestre, elevando sua contagem nos nove meses até dezembro para 32.400

As vendas de automóveis de passageiros na Índia podem ficar moderadas após o "crescimento escaldante" do ano passado, disse um alto executivo da Tata Motors na quarta-feira, quando a montadora registrou lucro pela primeira vez em dois anos.

"Nos veículos de passageiros, a preocupação seria se há uma desaceleração do mercado acontecendo", disse P.B. Balaji, diretor financeiro do grupo, em entrevista coletiva.

A Tata espera um crescimento contínuo, mas o ritmo acelerado do mercado como um todo, impulsionado pela demanda reprimida em 2022, "é improvável que esteja ocorrendo" este ano, acrescentou.

O grupo, dono da unidade de luxo Jaguar Land Rover (JLR), superou as estimativas dos analistas com um lucro líquido consolidado de 29,57 bilhões de rúpias (US$ 363 milhões) no trimestre de outubro a dezembro, contra um prejuízo de 15,16 bilhões de rúpias no mesmo período do ano anterior. Os analistas previam, em média, uma perda de 185,6 milhões de rúpias, de acordo com o Refinitiv Ibes.

A receita aumentou 22,5% no ano, para 884,8 bilhões de rúpias, impulsionada pelo aumento das vendas nos negócios da montadora. A receita em sua unidade de automóveis de passageiros saltou 37,4% no ano, seguida por um aumento de 28,1% na JLR e um aumento de 22,5% no negócio de veículos comerciais.

As vendas de automóveis na Índia diminuíram durante a pandemia do covid-19, quando as interrupções na cadeia de suprimentos paralisaram a produção, enquanto os consumidores ficaram cautelosos nos gastos em meio à incerteza econômica generalizada.

Mas as vendas voltaram a crescer. A Índia ultrapassou o Japão como terceiro maior mercado automotivo com uma alta de 23% para 3,7 milhões de automóveis de passageiros em 2022. China e Estados Unidos seguem como os maiores mercados.

A Tata Motors foi a terceira maior montadora da Índia, depois da Maruti Suzuki e da Hyundai Motor, nos nove meses até dezembro. A empresa registrou vendas domésticas de pouco mais de 400 mil automóveis durante esse período, apenas 11.752 atrás da Hyundai, de acordo com a Society of Indian Automobile Manufacturers. Fica atrás de Maruti Suzuki por uma margem mais ampla.

A Tata Motors vendeu 12.600 veículos elétricos durante o trimestre, elevando sua contagem nos nove meses até dezembro para 32.400.

A empresa continua "otimista" em relação ao crescimento nos próximos trimestres, mas "não pode simplesmente dar como certo que o crescimento será do nosso jeito", disse Balaji, em meio a temores de recessão e aumento das taxas de juros por parte dos bancos centrais que combatem a inflação pelo mundo, o que poderia forçar os consumidores a cortar gastos.

Infomoney - SP   27/01/2023

A produção global de veículos vai cair cerca de 20% até 2026 devido à falta de semicondutores se nenhuma medida for tomada para combater o problema, disse a associação automotiva alemã VDA nesta quinta-feira, citando um estudo encomendado.

O estudo descobriu que a escassez de componentes eletrônicos levou a uma queda de 9% na produção global de automóveis em 2021, acrescentou a VDA em comunicado.

A pesquisa afirma que a demanda por chips deve triplicar até 2030, à medida que as montadoras fazem a transição para veículos elétricos e incluem em seus modelos recursos de entretenimento e direção autônoma.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Agência Brasil - DF   27/01/2023

O Índice de Confiança da Construção Civil caiu 1,7 ponto em janeiro, com 93,6 pontos, representando o menor nível desde março de 2022 (92,9 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,4 pontos. O resultado foi divulgado hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Segundo a coordenadora de projetos da construção do Ibre/FGV, Ana Maria Castelo, os empresários da construção iniciam o ano mais pessimistas na comparação com o último trimestre de 2022. Ela afirmou que, pelo quarto mês consecutivo, a confiança registrou queda, resultado da piora no ambiente corrente de negócios e nas expectativas.

A pesquisadora destacou que as expectativas se deterioram ainda mais nesses últimos meses, refletindo uma percepção de maior incerteza para os negócios ante a possibilidade de manutenção das taxas de juros em níveis elevados por mais tempo.

“De todo modo, na comparação com o cenário de um ano atrás, a confiança em janeiro de 2023 ainda se mantém ligeiramente maior: nos últimos 12 meses, quando houve uma desaceleração expressiva dos custos das matérias-primas, que contribuiu para diminuição das dificuldades percebidas pelas empresas”, disse, em nota, Ana Maria.
Percepções diferentes

De acordo com o Ibre/FGV, o pessimismo de janeiro não está disseminado por todos os segmentos setoriais. Na comparação interanual, o indicador de confiança foi sustentado por uma melhora expressiva na percepção em relação à situação corrente dos empresários ligados à infraestrutura. Em menor magnitude também cresceu o índice das empresas de edificações. “Por outro lado, a queda nas expectativas afetou todos os segmentos, revelando o efeito mais disseminado das incertezas”, diz a sondagem.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   27/01/2023

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, conheceu, nesta terça-feira (24), na embaixada da Alemanha, em Brasília, o projeto de infraestrutura Grão-Pará Maranhão, que engloba o Terminal Portuário de Alcântara (TPA) e a Estrada de Ferro de Alcântara a Açailândia no território maranhense.

O empreendimento possibilitará o acesso das cargas de grãos vindas da região Centro-Oeste do Brasil.

“Tivemos a oportunidade de conhecer o projeto Grão-Pará Maranhão. Um projeto de logística integrada que contempla porto e ferrovia. Está bem estruturado em termos de compromissos sociais, ambientais, de infraestrutura verde e, também, de energia renovável. Está de acordo com que o governo e o ministério defendem, que tenha um olhar em relação à responsabilidade social e ambiental”, destacou Waldez Góes.

“Precisamos criar condições de infraestrutura para o Norte e Nordeste do Brasil. Além de outras políticas públicas que possam contribuir com a redução das desigualdades regionais”, completou.

O ministro Waldez Góes também ressaltou a importância do empreendimento como mais uma alternativa de escoamento de produtos para as várias regiões brasileiras. O projeto foi apresentado pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão, em parceria com as empresas alemãs Deutsche Bahn (DB), Sysfer e GPM, que vão investir no empreendimento.

“Hoje, só há as alternativas no porto de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Projetos estruturantes, integrados, socialmente justos, corretamente sustentado em termos ambientais e que tenham viabilidade econômica e capacidade de captar investidores estrangeiros, como esse, serão bem-vindos no Brasil. O governo cria condições para que os investidores tenham a garantia de que, no Brasil, haja sustentabilidade política, institucional e segurança jurídica para que os investimentos sejam feitos”, ressaltou Góes.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, reforçou a importância dos investidores no desenvolvimento do projeto Grão-Pará Maranhão.

“Talvez seja um dos projetos mais importantes do Brasil, um grande porto. Um projeto que conta com grandes parceiros da Alemanha que constroem rodovias, ferrovias e portos. Agora, o projeto se consolidou. Uma oportunidade para grandes negócios, com geração de renda e criação de empregos”, afirmou.

Também estiveram presentes ao encontro representantes do Ministério dos Portos e Aeroporto e os embaixadores da Alemanha, Heiko Thoms, e da Espanha, Mar Fernández-Palacios.

O projeto – O Terminal Portuário de Alcântara (TPA) é um porto de águas profundas localizado no município de Alcântara, no Maranhão. Já a Estrada de Ferro do Maranhão (EF-317), de aproximadamente 520 quilômetros de extensão, ligará o TPA à cidade maranhense de Açailândia, possibilitando o acesso da carga de grão vinda da região Centro-Oeste por meio da Ferrovia Norte Sul (FNS).

NAVAL

Porto Gente - SP   27/01/2023

Inegável o insucesso do programa de desestatização dos portos, no governo anterior. Até mesmo a única privatização, a toque de caixa, da Companhia Docas do Espírito Santos (Codesa), não conseguiu convencer que tenha sido a melhor solução para o Brasil. Construir o Porto de Santos oceânico é a oportunidade de desenvolver um modelo de logística que garanta o atendimento de navios cada vez maiores; maior movimentação de carga e com acesso eficiente dos modais do transporte terrestre de longa distância. Utilizando tecnologia blockchain, como inteligência logística descentralizada e com interações diretas entre parceiros contratuais, rumo ao futuro com resultados.

É necessário bem conceituar o papel do porto oceânico e debater as vantagens que ele promove em uma comunidade que compete entre si e, hoje, é servida por um canal insuficiente para receber os navios modernos de grandes calados, transportando maior volume de carga a menor custo. Considerando que se trata de construir uma infraestrutura portuária ampliando a capacidade operacional do Porto de Santos, possível através de uma “parceria pública privada” (PPP). Conforme anuncio o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, esse modelo de financiamento é estratégico para realizar as obras de infraestrutura necessárias e, atualmente, sem recursos.

Construtivamente, há manifestações de interesse em participar dessa obra. Logisticamente, é um novo tempo para fortalecer a perenidade de posicionamento líder do Porto de Santos e oportunidade para reformulação de contratos. O ânimo que impulsionou o movimento Santos17, até a constatação da sua inviabilidade técnica, aponta à necessidade de Santos também receber os maiores navios do mundo. Um desafio que envolve a navegação em evolução tecnológica para operar logísticas complexas eficientemente, da origem ao destino da carga.

A questão privado-estado é uma componente da estrutura de decisão, assim como a administração eficiente pode minimizar os custos da construção e da operação do porto oceânico. A localização em Praia Grande, na Ponta Itaipú, para o qual já há um estudo, tem opiniões favoráveis e influentes. O ministro dos Portos, Márcio França, quando prefeito de São Vicente, era entusiasmado com esse projeto, para fazer o comércio marítimo passar pela cidade que administrava. Sem sombra de dúvida, uma visão avançada. O ex-prefeito de Praia Grande e deputado federal, Alberto Mourão (MDB), também é favorável a esse porto oceânico e participou do seu estudo.

O cerne da questão é a competitividade do Porto de Santos ameaçada. Ou, cravar a oportunidade de aumentar a escala de movimentação de carga. Estes fatores são bem conhecidos no processo de decisão do que se trata e envolvem aspectos físicos, comerciais, sociais e estratégicos. Na visão de plataforma logística, é exigente trazer também para essa conversa, o projeto Andaraguá, na Praia Grande, que inclui um aeroporto. Importante, também, considerar o potencial de ligação hidroviária dessa região com o Porto de Santos, incluindo o canal e município de Bertioga. Uma possibilidade de mais uma logística global, na Baixada Santista.

Como parte destacada nesse pujante comércio marítimo, bem como por causa da intensidade do debate mundial sobre política industrial, a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) também é voz na discussão desse projeto, como foi do Santos17. Cenário em que a produtividade do porto compõe o preço final do produto e influencia a sobrevivência da empresa. Certamente, o porto oceânico tecnológico da Baixada Santista reduz custos operacionais e agiliza o curso da carga.

Jornal de Brasília - DF   27/01/2023

Pela terceira vez em um mês, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se reúne com o presidente Lula em Brasília nesta sexta-feira (27).

Convocado para participar da reunião com governadores, ele também avalia se encontrar pela primeira vez com deputados federais e conversar com o ministro Márcio França (Portos e Aeroportos) sobre o Porto de Santos.

A Lula o aliado de Jair Bolsonaro (PL) vai pedir financiamento para a saúde, como perdão ou renegociação de dívidas de hospitais filantrópicos, e reajuste da tabela SUS, referência para a remuneração do governo a prestadores de serviço.

Em almoço de comemoração ao aniversário de São Paulo na quarta-feira (25), o chefe do Executivo paulista afirmou que o repasse de verbas para a saúde não é uma demanda exclusiva de São Paulo, mas uma preocupação geral dos governadores que se encontrarão com o presidente.

Tarcísio também pedirá apoio para obras de mobilidade. “Vamos falar de trem intercidades, de linha de metrô, de metrô para o ABC, para Guarulhos e de obras na Baixada Santista”, disse.

Embora seja uma das prioridades, a desestatização do porto de Santos não deve ser um tema posto à mesa na reunião com Lula. Tarcísio pretende levar novos argumentos a Márcio França, que já descartou a possibilidade de conceder a área quando foi designado à pasta, em dezembro do ano passado.

O governo paulista, no entanto, vê abertura do governo para dialogar sobre o tema. No encontro bilateral de Lula e Tarcísio, em 10 de janeiro, o petista teve uma postura não dogmática sobre o assunto, segundo membros da equipe de Tarcísio, e pediu uma apresentação à equipe de parcerias e investimentos.

Em evento em Heliópolis durante a semana, Tarcísio disse que respeitará a decisão final do governo federal, mas que vai insistir no assunto. As privatizações estão no centro do seu plano de governo, e a concessão de Santos é vista por ele como a “redenção da Baixada Santista”.

Tarcísio também pretende se reunir com deputados federais paulistas na noite de quinta-feira (26) para falar de projetos que auxiliem o estado. Ainda não há confirmação sobre esse encontro. O chefe do Executivo paulista ainda não se reuniu com deputados estaduais.

O governador esteve com Lula pela primeira vez em 9 de janeiro, um dia depois da invasão e da depredação da sede dos Três Poderes por bolsonaristas. Ele considerou não comparecer à reunião com governadores, mas mudou de ideia após conversar com diferentes autoridades.

Em seu discurso na ocasião, mencionou Deus, afirmou estar feliz de participar e enalteceu a “capacidade do diálogo”. Também cumprimentou Lula e disse que tem que aprender sobre São Paulo com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

“A pacificação demanda gestos de todos, do Judiciário, do Legislativo, do Executivo, dos Estados”, afirmou.

Um dia depois, o governador se encontrou reservadamente com Lula. Eles trataram de porto de Santos e de obras na região, além de repasses para a saúde.

Participaram também Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República), Rui Costa e Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo. O encontro foi amistoso e Lula publicou foto apertando a mão de Tarcísio nas redes sociais.

A Tribuna - SP   27/01/2023

No Brasil Império, o Porto de Santos já era o pilar da economia local e, quiçá, do Brasil. A ideia do que seria o complexo portuário surgiu no século 16, quando a esquadra de Pero Lopes de Sousa – que trazia Martim Afonso de Sousa – aportou no dia 22 de janeiro de 1532 e as âncoras foram lançadas no fundo lodoso do canal onde fica a Praia do Góes. “Ali começa a história, apesar de já haver navios atracando em comércio ilegal desde meados de 1505”, lembra Sergio Willians. “Em 1541, Braz Cubas traz o Porto para as cercanias do atual Centro Histórico, entre o Valongo e o Outeiro de Santa Catarina, para iniciar a primeira exportação, como resultado da primeira atividade econômica do Brasil, que era a açucareira, o plantio de cana-de-açúcar”, completa.

Em meados de 1790, o Porto de Santos passou a exportar o produto que mudaria a história econômica do Brasil, mesmo depois de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao litoral. “O café começa a transitar pelo Porto trazido do Vale do Paraíba por tropas de mulas. Os tropeiros vinham com esse produto do Interior, descendo a Serra do Mar pela Calçada do Lorena (primeiro caminho pavimentado que ligou São Paulo a Santos), chegando assim a Cubatão e, de Cubatão, tomavam barcos até Santos, pois não existia uma ligação seca entre as duas cidades. Eles chegavam até o Rancho Grande, região onde hoje está a Cadeia Velha (Praça dos Andradas). Ali ficava o Rancho dos Tropeiros”.

Com o advento da ferrovia, a partir de 1867, o café começa a ganhar a importância decisiva para a economia do País, porque a quantidade transportada passou a ser muito maior, com nível de perda bem menor (os tropeiros perdiam grandes quantidades durante as viagens). Desse modo, o café transformou a vida do Brasil, de São Paulo e, principalmente, de Santos. “Por isso foi chamado de ouro verde. Toda a pujança do Centro Histórico se deveu ao café, representado no brasão de armas de Santos. No suporte são ramos de café que suportam nosso escudo”, conta o historiador. O Porto passa a ser exportador de café, mas também de algodão, que vinha do Interior, e de tabaco, enquanto trazia sal do exterior. Outros navios vinham com centenas de passageiros principalmente de países como Portugal, Espanha e Itália.

“A partir da segunda metade do século 19, o Porto se torna a porta de entrada de toda a imigração brasileira ou quase toda. São Paulo era uma província que já começava a se industrializar e tinha mais atrativos de oferta de mão de obra. E o café era produzido em São Paulo, sul de Minas Gerais e Paraná”.

Movimento sindical
Os trabalhadores que chegavam ao Porto, de acordo com Sergio Willians, traziam preceitos políticos da anarquia. E existia entre esses imigrantes um sentimento e uma consciência coletiva muito fortes pela defesa dos direitos das pessoas e das categorias. Tudo isso provocava intensas mobilizações.

“Quando falamos das categorias do Porto de Santos, lá no século 19, estamos falando de carroceiros, carregadores de sacas de café, que eram os estivadores, e essas pessoas lutavam pelos seus direitos. Então, havia vários embates contra o governo e isso foi tornando Santos uma cidade com essa característica de contestar. Santos tinha figuras públicas, formadores de opinião que lutavam por preceitos da época. Eram abolicionistas e republicanos. Toda essa inquietação do santista fez com que a Cidade ficasse marcada ou vista pelo status como um Município que brigava por seus direitos”.

Obviamente, os governantes não gostavam. Santos passou até a ser chamada de Cidade Vermelha e pagou pela fama. “Quando os regimes do País foram de intervenção ou frutos de um golpe de Estado, Santos, por sua postura ideológica e a estratégica posição no cenário nacional como um porto de escoação do produto brasileiro (o Porto movimenta boa parte do PIB), deixou o governo preocupado com os rumos da Cidade; então, ele intervinha, cassava prefeitos e não permitia que o Município elegesse os seus representantes”.

Um dos momentos mais emblemáticos aconteceu durante o governo militar de 1964 a 1985. Santos sofreu intervenção e passou a ter prefeitos nomeados. Iniciava-se, assim, uma luta pela autonomia da Cidade.

“Santos, em momentos críticos da história nacional, era castigada por todo o seu arcabouço de contestação. E a luta pela autonomia é uma imagem histórica do Município”.

Se a luta pela autonomia é motivo de orgulho, o santista pode ficar feliz por tudo o que a Cidade representa, por seu valor histórico e por também ter feito história. Um momento crucial poderia ter acontecido em Santos. Outros tiveram seu início no Município, mesmo que de passagem.

Agência Brasil - DF   27/01/2023

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou a Portos Rio Autoridade Portuária a reajustar as tarifas do Porto do Rio de Janeiro, que não eram alteradas desde 2016. As novas tarifas, bem como seus limites máximos e a estrutura tarifária, entrarão em vigor em 30 dias úteis, a contar do dia 19 deste mês, quando a deliberação da agência reguladora foi publicada.

Com a homologação do pedido de padronização tarifária e de reajuste tarifário, referente ao período de 20 de outubro de 2016 a 31 de maio de 2022, a Antaq autorizou um índice de reajuste médio de 29,07% e efeito médio tarifário de 12,33%.

De acordo com o diretor de Negócios e Sustentabilidade da PortosRio, Jean Paulo Castro e Silva, com a reestruturação tarifária, que revisou as tabelas defasadas, a PortosRio garante a devida remuneração pela infraestrutura portuária, que permitirá promover ganhos de eficiência a serem revertidos em benefício dos usuários do Porto do Rio.

As tarifas portuárias são cobradas pelo porto aos armadores (companhias de navegação), às empresas arrendatárias, operadores e usuários em geral, incidindo sobre o uso da infraestrutura de acesso aquaviário; de acostagem; terrestre; de armazenagem; entre outros serviços diversos. No acesso aquaviário, a cobrança é feita sobre a capacidade total das embarcações, não importa se vazias ou lotadas, porque todos os navios utilizam a mesma infraestrutura portuária pública e demais serviços.

Ganhos de eficiência são esperados porque o montante arrecadado com as tarifas é usado pela Autoridade Portuária para a melhoria do porto, uma vez que as tarifas cobrem os custos para manter as condições de navegação desde o canal de acesso até os berços de atracação.

A receita das operações portuárias também é utilizada para custear as redes e sistemas da área do cais, bem como a vigilância, de responsabilidade da Guarda Portuária, além das despesas indiretas com a administração portuária.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   27/01/2023

Na manhã desta quinta-feira, 26, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou, por unanimidade, o nome do ex-senador Jean-Paul Prates para o posto de presidência da estatal. Entenda, a seguir, o que planeja o indicado do Partido dos Trabalhadores para chefiar a Petrobras:

Empresa integrada de energia

Prates planeja levar a Petrobras para o setor de energia renováveis, seguindo os passos de outras petroleiras que apostaram na diversificação via energia limpa, como Equinor, Total e Shell. Para tanto, o foco da Petrobras seria em usinas eólicas offshore, hidrogênio verde e biocombustíveis. Na prática, o plano reverte a estratégia que norteou a empresa nos últimos sete anos, de focar em exploração e produção de óleo e gás a fim de maximizar as margens de lucro e distribuir mais dividendos aos acionistas. O plano vai exigir investimentos maciços em novos negócios, sem a retirada do foco em petróleo, o que deve drenar proventos no curto e médio prazos, para poder multiplicar o investimento de US$ 78 bilhões planejado de 2023 até 2027. A execução do plano, apurou o Broadcast/Estadão, deve ficar a cargo de uma nova diretoria, de Transição Energética, que seria a nona na estrutura da companhia. Prates convidou o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, para chefiar a pasta.

Mudança no PPI, a política de preços de paridade de importação

Ponto de tensão entre o governo federal e a direção da Petrobras nos últimos anos, o preço dos combustíveis em refinarias da estatal será o maior desafio de Prates no curto prazo. Em 2022, o preço médio da gasolina nos postos de abastecimento do País chegou a R$ 7,39 o litro, pressionando a inflação, e agora gira em torno dos R$ 5. Em reação, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e lideranças do Congresso Nacional passaram a atacar a empresa de forma sistemática. Já na campanha para a presidência da República, o então candidato Lula dizia que iria “abrasileirar” os preços dos combustíveis, o que deveria ser feito com calma e sem grandes rupturas. Prates pretende manter a referência do mercado internacional, mas adotar bandas flutuantes e regionais, usando o preço de referência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ele defende uma maior atuação da ANP no monitoramento de estoques reguladores para amenizar os preços, assim como aposta na aprovação de uma conta de estabilização de preços, mas que depende ainda de aprovação no Congresso Nacional. Prates considera que alguma paridade deve existir para manter o abastecimento seguro do País, principalmente no caso do diesel, que tem pelo menos um terço do volume consumido importado.

Novas descobertas de Petróleo

Apesar da ambição em diversificar o portfólio da Petrobras, Prates vai manter a produção de petróleo como a principal. Para tanto, terá de ampliar as reservas da companhia, hoje muito focadas no pré-sal, cuja produção deve começar a declinar no início da próxima década. A aliados e fontes de mercado, ele reconhece a necessidade de explorar a Margem Equatorial, conjunto de bacias sedimentares que vão do litoral do Amapá ao do Rio Grande do Norte. Para tanto, Prates terá de superar a burocracia relacionada ao licenciamento ambiental de projetos na região, que avançam lentamente no Ibama, assim como enfrentar a resistência de ambientalistas e de alas do próprio governo, marcado pela preocupação com o meio ambiente.

Expansão do refino

Prates planeja expandir a capacidade de refino da Petrobras, com modernização (revamp) de unidades, ampliação, e até construção de uma nova unidade. A ideia é reduzir de forma estrutural a exposição do País à volatilidade dos preços internacionais. O processo começaria pelas refinarias Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), e a Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. Além disso, há recomendação de construção do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, que conclui seu projeto original.

Desinvestimentos

Vendas já realizadas não devem ser alteradas, já deixou claro o ex-senador, mas a porta está aberta para quem quiser negociar uma parceria. Nos últimos sete anos, a estatal vendeu ativos no valor de R$ 280,4 bilhões e ainda possui uma ampla lista de possíveis vendas, que serão todas reavaliadas. Prates pretende suspender o programa de venda de refinarias, com planos de inclusive ampliar e construir uma nova unidade, mas pode avaliar por exemplo, a venda de campos em terra, a maioria já transferida para a iniciativa privada, restando campos na Bahia (Polo Bahia Terra) e no Amazonas (Urucu).

Petro Notícias - SP   27/01/2023

A Petrobrás definiu um modelo verde para destinação das 26 plataformas que serão descomissionadas nos próximos cinco anos. A empresa diz que quer se tornar uma referência global nessa atividade, com foco em sustentabilidade, segurança e cuidado com pessoas e meio ambiente. O descomissionamento faz parte do ciclo de vida de um sistema de produção e consiste em um conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva das operações de uma plataforma e equipamentos associados, quando se esgotam as oportunidades de extensão ou manutenção da produção. A nova política será aplicada a partir deste ano para a destinação de todas as plataformas flutuantes próprias da Petrobrás previstas para serem descomissionadas, a começar pela P-32, com produção já interrompida. A P-32 está localizada no campo de Marlim, na Bacia de Campos.

“O trabalho, desenvolvido ao longo de 2022, buscou garantir a aplicação de regras ambientais e de direitos humanos ao longo de toda cadeia de fornecedores, bem como garantir a apropriada destinação final de materiais oriundos do descomissionamento, em alinhamento às melhores práticas da indústria e aos princípios estabelecidos na Carta Internacional de Direitos Humanos da ONU, com foco na sustentabilidade e na garantia de uma destinação sustentável”, explicou a gerente executiva de Projetos de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Mariana Cavassin Paes (foto).

P-32, a primeira plataforma a ser descomissionada dentro das novas regras

As oportunidades de melhoria identificadas ao longo dos trabalhos resultaram na adoção de uma Política de Reciclagem Verde para embarcações, que prevê as seguintes situações:

A – Implementar ações de minimização da geração de resíduos, prevenção de impactos à biodiversidade, além do reaproveitamento de equipamentos e o fomento à economia circular;

B – Só habilitar para os processos de licitação os estaleiros certificados em ISO 14001; ISO 45001 e ISO 9001 dotados de dique seco ou terreno impermeabilizado com sistema de drenagem;

C – Inventariar previamente os materiais existentes na embarcação de modo a garantir a elaboração adequada de um plano de reciclagem pelo estaleiro;

D – Reciclar a frota de embarcações de forma segura, protegendo o meio ambiente e pessoas que trabalham nos estaleiros de reciclagem;

E- Considerar os requisitos da European Union Ship Recycling Resolution nº 1257/2013 no caso de estaleiros internacionais e/ou, no caso dos brasileiros, as licenças de operação e a conformidade com a legislação, regras e regulamentos de meio ambiente, segurança e saúde dos trabalhadores aplicáveis, incluindo gerenciamento de subcontratados;

F – Atuar em conformidade com os compromissos que a Petrobrás é signatária, incluindo medidas de controle à corrupção e respeito aos direitos humanos reconhecidos internacionalmente.

Com essa política, a companhia acredita que ampliará o controle sobre a reciclagem das unidades, reforçando as garantias de que a atividade ocorra alinhada às melhores práticas ASG (Ambiental, Social e Governança) da indústria mundial, com foco na geração de valor, sustentabilidade, segurança e respeito às pessoas e ao meio ambiente. O planejamento estratégico da Petrobrás prevê o aporte de US$ 9,8 bilhões em atividades de descomissionamento no período 2023-27.

Infomoney - SP   27/01/2023

A PRIO (PRIO3) informou nesta quinta-feira (26) que realizou o pagamento referente à aquisição de participação de 90% e operação do Campo de Albacora Leste com a Petrobras (PETR3;PETR4). A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já foi comunicada a respeito da conclusão do negócio e espera-se a conclusão dos trâmites formais ao longo do dia de hoje, informou a empresa.

Concluídos os trâmites, a PRIO assumirá a operação do ativo, após um programa de transição realizado por uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da operadora anterior e colaboradores da PRIO, informou a petroleira privada. Desde a assinatura da transação, destacou, 16 grupos de trabalho viabilizaram a transferência de informações e conhecimento.

A parcela fixa da transação foi de US$ 1,951 bilhão, sendo US$ 293 milhões pagos na assinatura do contrato, em 28 de abril de 2022, e o remanescente pago nesta data, corrigido pelos devidos ajustes de preço. Adicionalmente, poderá ser feito um pagamento adicional (earnout) de até US$ 250 milhões, a depender das cotações futuras do petróleo tipo brent.

Posteriormente, a estatal informou em comunicado que recebeu hoje o pagamento à vista de US$ 1,635 bilhão (R$ 8,455 bilhões) relativo à venda da totalidade do campo, que se soma ao montante de US$ 292,7 milhões pagos à Petrobras na ocasião da assinatura do contrato de venda realizada em 28 de abril de 2022. A estatal também confirma que, além desse montante, é previsto o recebimento pela Petrobras de até US$ 250 milhões em pagamentos contingentes, a depender das
cotações futuras do Brent.

Sobre Albacora Leste

Albacora Leste fica localizado em lâmina d’água de 1.200 metros, no norte da Bacia de Campos, a 23 quilômetros (km) do campo de Frade. Descoberto em 1986, o campo teve seu first oil em 1998 e atualmente conta com uma produção de aproximadamente 32 mil barris de petróleo por dia, ou kbbld (média dos últimos 30 dias), sendo 27,2 kbbld líquidos para a PRIO, de API 19º e com baixo teor de enxofre, através de seus 10 poços produtores e 6 poços injetores em operação atualmente.

De acordo com a Certificação de Reservas, solicitada pela PRIO e elaborada pela DeGolyer & MacNaughton (“D&M”) em outubro de 2022, o campo possuía uma reserva economicamente recuperável 1P de aproximadamente 280 milhões de barris, sendo, líquido para a PRIO, uma reserva superior a 240 milhões de barris, com previsão de abandono posterior a 2050. As estimativas consideram uma cotação de longo prazo de US$ 60 por barril de petróleo.

IstoÉ Online - SP   27/01/2023

Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta quinta-feira, diante de expectativas de que a demanda global se fortalecerá com a reabertura da economia da China, principal importador de petróleo, e dados econômicos positivos dos EUA.

Os futuros do Brent subiram 1,35 dólar, ou 1,6%, para 87,47 dólares o barril, enquanto o petróleo nos EUA (WTI) subiu 0,86 dólar, ou 1,1%, para 81,01 dólares.

A economia dos EUA cresceu mais rápido do que o esperado no quarto trimestre, mas uma medida da demanda doméstica aumentou em seu ritmo mais lento em dois anos e meio, refletindo custos de empréstimos mais altos.

“Os preços do petróleo receberam um impulso inesperado de uma economia dos EUA que não quer quebrar”, disse Edward Moya, analista sênior de mercado da empresa de dados e análises OANDA.

Os estoques de petróleo dos EUA aumentaram em 533.000 barris, para 448,5 milhões de barris na semana encerrada em 20 de janeiro, informou a Administração de Informação de Energia dos EUA (AIE). Isso ficou aquém das previsões de um aumento de 1 milhão de barris, embora a AIE diga que os estoques de petróleo estão no nível mais alto desde junho de 2021.

A China tem diminuído as restrições rigorosas contra Covid-19 neste mês, com Pequim reabrindo as fronteiras pela primeira vez em três anos.

“A reabertura da China está apoiando as perspectivas de demanda”, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

Petro Notícias - SP   27/01/2023

O acesso de terceiros a gasodutos vai entrar em debate. A diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou hoje (26) a realização de uma consulta prévia de 60 dias para recolher comentários e sugestões do mercado a cerca de uma nota técnica que trata do tema. O documento é composto do “Estudo Prévio para Regulamentação do Acesso de Terceiros Negociado e Não Discriminatório às Infraestruturas Essenciais de Gás Natural no Brasil: Gasodutos de Escoamento, Unidades de Processamento de Gás Natural e Terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL)”.

“O estudo foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) instituído pela Portaria ANP nº 116, de 19 de abril de 2022, e composto por diferentes áreas técnicas da Agência. O objetivo do GT é propor a regulamentação do acesso a essas infraestruturas, prevista no artigo 28 da Lei nº 14.134/2021, a ‘Nova Lei do Gás’, e correspondente à Ação nº 2.12 da Agenda Regulatória da ANP do biênio 2022-2023”, explicou a agência.

A consulta prévia será a primeira etapa do processo de regulamentação do acesso a essas infraestruturas. O principal objetivo será, além de dar transparência e legitimidade às ações da ANP, reunir contribuições da sociedade por meio de uma série de questões relativas a temas elencados no estudo e considerados relevantes para a construção da regulamentação do acesso às infraestruturas essenciais. “As sugestões recebidas na consulta prévia serão avaliadas pelo GT e serão fundamentais para subsidiar a etapa seguinte da elaboração da regulamentação, que será a realização da análise de impacto regulatório (AIR)”, finalizou a ANP.

Infomoney - SP   27/01/2023

A Petrobras (PETR3;PETR4) informou nesta quinta-feira (26) que suas estimativas de reservas provadas de óleo, condensado e gás natural, segundo critérios da SEC (a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), resultaram em 10,5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), em 31 de dezembro de 2022. Deste total, 85% são de óleo e condensado e 15% de gás natural.

Em 2022, a estatal realizou a maior adição de reservas de sua história (2,0 bilhões de boe), pelo segundo ano consecutivo, reflexo do excelente desempenho dos nossos ativos.

De acordo com a Petrobras, essa adição de reservas ocorreu, principalmente, em função do prosseguimento no desenvolvimento do campo de Búzios, e de novos projetos para aumento da recuperação de petróleo em outros campos das Bacias de Santos e Campos, além de apropriações pelo bom desempenho das jazidas.

A petrolífera ainda informou que ocorreram reduções decorrentes da cessão de 5% de nossa participação no Excedente da Cessão Onerosa em Búzios e do efeito dos acordos de coparticipação do Excedente da Cessão Onerosa de Atapu e Sépia, além de ações de cessão de direitos em campos maduros. “A reposição orgânica de reservas, isto é, desconsiderando esses efeitos, resultou em 239% da produção desse ano”, diz comunicado.

Por fim, a Petrobras diz que a relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) aumentou para 12,2 anos.

Valor - SP   27/01/2023

“Prates conhece bem o setor de petróleo e gás natural e, como senador, sempre foi particularmente atento ao potencial do gás natural como vetor de desenvolvimento do país”, disse a Abegás

O presidente da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Augusto Salomon, disse que é “animadora” para o mercado de gás natural a eleição de Jean Paul Prates para a presidência da Petrobras.

“Prates conhece bem o setor de petróleo e gás natural e, como senador, sempre foi particularmente atento ao potencial do gás natural como vetor de desenvolvimento do país”, disse.

Em reunião hoje, o conselho de administração da Petrobras elegeu Prates para uma cadeira no colegiado e confirmou o executivo como CEO. Ele renunciou ao cargo de senador hoje pela manhã, antes da votação na Petrobras.

Em nota, a Abegás se dispôs à contribuição para a gestão do executivo e a encontrar soluções para a evolução do mercado brasileiro.

Jean Paul Prates, novo presidente da Petrobras — Foto: Roque de Sá/Agência Senado

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