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24 de Outubro de 2023

SIDERURGIA

Valor - SP   24/10/2023

Projeção do setor é de entrarem no país 5 milhões de toneladas em 2023, oriundas de China, Rússia, Coréia do Sul e outros países da Ásia

O mercado brasileiro de aço deve fechar o ano com recorde histórico de importação - cerca de 5 milhões de toneladas, ou até mais. A estimativa é do Instituto Aço Brasil, que acaba de fechar os dados de setembro. Os números mostram que o país continua a ser inundado com material importado. No mês passado, o volume oriundo de China e outros países, como Rússia, Coreia do Sul e Turquia, subiu 138%, comparado com um ano atrás. No ano, as importações de aço plano, longo, especiais e outros tipos tiveram salto de 58%.

O maior volume registrado no país foi em 2010, com cerca de 4,4 milhões de toneladas, num momento que o PIB brasileiro crescia na faixa de 7%. Até setembro, entraram no país 3,73 milhões de toneladas. Mas o ritmo, mesmo arrefecendo em dezembro, pode ficar numa média superior a 400 mil toneladas por mês no último trimestre, avalia a entidade.

Conforme o Aço Brasil, que reúne as siderúrgicas instaladas no país, na contramão as vendas internas recuaram 5,9% no mês passado. No acumulado, até setembro, foi registrada queda de 5,4% na mesma base de comparação.

Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Aço Brasil, comentou os números do balanço que será divulgado neste terça-feira (24). Disse que retratam o agravamento da situação que vive o setor siderúrgico no país. “Se nada for feito, certamente haverá consequências ruins na cadeia produtiva do setor de transformação”, afirmou.

“Considerando a importação direta de aço mais produtos contendo aço, o volume corresponde a duas usinas siderúrgicas integradas”, afirma o dirigente.

A aceleração das importações a partir de abril tornou-se o “fantasma” das siderúrgicas locais. Por quê não dizer, o dragão. O aço chinês lidera as compras de consumidores locais, sob argumentos de que os produtos chegam ao país com preços mais em conta, mesmo considerando fretes e taxas alfandegárias. Do volume que entrou em setembro (549 mil toneladas), 56% veio da China. “A China não esconde que está produzindo em ritmo firme e com exportações de 100 milhões de toneladas/ano para desovar excedentes que sua economia não consome”, diz Lopes.

Lopes afirma: “a competição é com o Estado chinês, dono da maioria das siderúrgicas que operam com margens negativas, pois praticam preços inferiores à realidade de custos. Além disso, o governo oferece subsídios e incentivos às empresas, mais preocupado em garantir empregos locais”.

“Diante dessa situação, o que estamos pleiteando ao governo é uma medida emergencial de proteção, pelo período de um ano, de 25% de alíquota de importação”, diz Lopes. Ele afirma que o objetivo é preservar mercado interno. “Não se prevê qualquer alta de preço em decorrência disso”, diz.

Segundo ele, a taxa de penetração de aço importado no consumo aparente local em setembro atingiu 23,2%, quase o dobro da média de 2013 a 2023, que foi de 12,3%.

Esse cenário foi levado ao ministro da Fazendo, Fernando Haddad, e seus secretários, na sexta-feira, em apresentação que durou uma hora e meia. “O ministro ficou sensibilizado com a situação do setor e procurou saber mais informações do comportamento das exportações chinesas”. O encontro com Haddad se segue a outros realizados com o ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

“O governo federal está ciente da situação existente, do agravamento que ocorre e das consequências que poderão vir se nenhuma medida de peso for tomada no curto prazo”, disse Lopes. Ele aponta, por exemplo, fechamentos de usinas siderúrgicas (algumas já paralisadas e outras com baixa ocupação de capacidade), corte de pessoal, desabastecimento de aço e desarranjo das cadeias produtivas.

Lopes reafirma que as sobretaxas sobre importações no Brasil estão desalinhadas em relação a outros países - EUA e União Europeia adotaram 25% mais cotas, mesmo percentual praticado pelo México e em avaliação no Chile. A alíquota de importação no Brasil é de 9,6%. “É uma baixíssima proteção, considerando que outros mercados da regão estão fechados ao aço chinês. E quase nula para 40% do aço que entra via portos de Santa Catarina, que reduz o ICMS de 12% para 4%”, diz.

Em setembro, a produção de aço bruto no país ficou em 2,53 milhões de toneladas - menos 9,3% (há que se ressaltar que o principal alto-forno da Usiminas está em reforma desde abril e a volta é prevista para o fim deste mês ou início de novembro). A última previsão para o ano é 32,4 milhões de toneladas - menos 5% em relação ao ano passado.

As exportações subiram 1,4% em setembro, mas no ano registram queda de 4,4%. A projeção de embarques para 2023 é de 11,9 milhões de toneladas (menos 0,3%, ante previsão de aumento de 7,6% feita em abril).

O consumo aparente, com aumento das importações, foi 8,5% maior em setembro e subiu 0,5% no acumulado de nove meses. A estimativa é encerrar o ano em queda de 1,5%, somando 23,2 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos. “Um grande problema é a estagnação do consumo per capita de aço no Brasil, que cresceu mirrados 5,5% desde 1980. No Chile subiu 117% e no México, 70%, enquanto a média mundial, foi de 74%”, diz Lopes.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   24/10/2023

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,75% para 4,65% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,87%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, o aumento de preços da gasolina pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi acima da taxa de agosto, que teve alta de 0,23%.

A inflação acumulada este ano atingiu 3,50%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 5,19%, ficando acima dos 4,61% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros - a Selic - definida em 12,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

Ainda assim, em ata da última reunião, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,9%.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,05.

IstoÉ Dinheiro - SP   24/10/2023

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma queda de 0,6% em agosto ante julho, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com agosto de 2022, a atividade econômica teve expansão de 2,5% em agosto de 2023.

“Na retração de 0,6% da economia brasileira em agosto, comparado a julho, destacam-se negativamente dois componentes. Pela ótica da oferta, a forte queda na agropecuária é explicada pela redução da colheita de safras, como a soja. Pela ótica da demanda, a retração na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) tem se aprofundado principalmente devido ao desempenho negativo do segmento de máquinas e equipamentos. O comportamento negativo da agropecuária era de certa forma esperado, devido ao calendário de colheitas e ao forte desempenho positivo observado no setor no primeiro semestre. No entanto, o contexto de retração da FBCF é bastante diferente tendo influência da alta taxa de juros do país”, afirmou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB – FGV, em nota oficial.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

No acumulado em 12 meses até agosto, o PIB teve um crescimento de 3,0%. No trimestre móvel terminado em agosto de 2023 ante o mesmo período de 2022, houve um avanço de 2,8%.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 3,1% no trimestre terminado em agosto ante o mesmo trimestre do ano passado. Segundo a FGV, desde o trimestre móvel encerrado em maio, “há uma estabilidade no crescimento do consumo das famílias, embora seja observada pequena modificação de composição”.

“O consumo de serviços tem reduzido a sua contribuição enquanto o consumo de produtos duráveis tem elevado a sua participação para o total do consumo nos últimos trimestres”, apontou a FGV.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve uma retração de 5,0% no trimestre até agosto ante o mesmo trimestre de 2022. O segmento da construção registrou redução no período, mas “não justifica a forte retração observada neste componente (FBCF) desde o início do ano”, ponderou a FGV. O segmento de máquinas e equipamentos “tem ampliado suas retrações ao longo dos trimestres”, tendo como destaque negativo o desempenho de caminhões e ônibus, justificou a nota do Monitor do PIB.

A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 10,6% no trimestre terminado em agosto de 2023, enquanto a importação encolheu 4,6%.

“Como tem sido observado ao longo do ano, o forte desempenho das exportações tem sido explicado pelo crescimento das exportações de produtos agropecuários e da extrativa mineral. Apenas no trimestre móvel findo em agosto, estas duas commodities foram responsáveis por cerca de 90% do desempenho positivo das exportações”, apontou a FGV. “A importação de bens intermediários é a principal responsável por esta queda, embora as importações de serviços também tenham se reduzido no período.”

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 7,040 trilhões no acumulado de janeiro a agosto, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 17,5% em agosto.

Exame - SP   24/10/2023

A China tem tudo para se consolidar como um parceiro importante para a neoindustrialização do Brasil a partir de investimentos não só em manufatura, mas também em infraestrutura, afirmou nesta segunda-feira, 23, a secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.

"Os chineses são parceiros de primeira grandeza nesse novo momento de investimento em infraestrutura no Brasil", disse Prazeres, em referência ao novo PAC. "Esses investimentos serão cada vez mais necessários para o que nós buscamos."

A secretária de comércio exterior reiterou que a neoindustrialização é prioridade do governo e frisou que a sustentabilidade e a tecnologia são pilares desse projeto. "Destaco a indústria 4.0 e a manufatura avançada na importância da parceria com a China para que a gente consiga dar esse salto de qualidade que pretendemos para indústria brasileira", acrescentou.

Prazeres participou nesta segunda-feira de painel na Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). A secretária também chamou atenção para os números de comércio entre os países. "A China é o principal parceiro comercial do Brasil há muito tempo, desde 2009, e estamos caminhando para um recorde de exportação para a China neste ano, vamos superar os US$ 90 bilhões do ano passado", disse.

Questionada sobre a diversificação da pauta de exportações brasileira para o país, Prazeres destacou novamente a importância da neoindustrialização. "O Brasil perdeu competitividade industrial nos últimos anos e é importante retomá-la para diversificar as exportações. É importante que a neoindustrialização se refletia na nossa pauta exportadora."

A secretária de comércio exterior avaliou ainda que, ao abordar esse tema, é importante focar não só no que o Brasil já vende, mas no que poderia vender para a China. "Pensar em quais são os produtos, segmentos e como posicionar as marcas brasileiras na China, mas sem ter a pretensão de que isso se reflita rapidamente em grandes números. Os grandes números são muito grandes", emendou.

Prazeres ponderou que quando se pensa no potencial para a expansão da exportação de alimentos processados ou mesmo de bens industriais, como máquinas e equipamentos, é preciso ter em mente que esse movimento não tende a se refletir no curto prazo em uma pauta de exportação muito diferente da atual, dada a magnitude das exportações de soja. "Mas, para as empresas que poderiam vender e ainda não estão lá, as oportunidades podem ser revolucionárias", disse. "As perspectivas são muito positivas, mas precisamos pensar na métrica adequada."

Money Times - SP   24/10/2023

Na semana passada, falei, de um modo geral, sobre como a China pode enfrentar os desafios econômicos. A partir desta semana, irei abordar o assunto sob diferentes óticas, como o setor imobiliário, a modernização industrial e as empresas estatais e privadas.

Desta vez, irei concentrar-me na questão da demanda doméstica e os desafios do governo chinês em resgatar a confiança do consumidor.

Sabe-se que a desaceleração da economia chinesa e os riscos no sistema financeiro da China aumentaram, à medida que o bem-sucedido modelo de crescimento econômico orientado às exportações e alimentado por investimentos em ativos fixos atingiu a idade de “aposentar-se”.

Agora, a nova fase do crescimento econômico da China enfatiza o desenvolvimento de alta qualidade e o consumo interno. Esta é uma visão para o futuro. O motor desse modelo, claro, é a confiança do consumidor. Isso significa que as pessoas precisam gastar hoje, sem se preocupar com o que pode acontecer amanhã. Este é o dilema atual.

Qual o futuro do consumo na China?

A avaliação da cúpula do governo chinês, em uma reunião em julho, foi contundente ao reconhecer que a economia da China enfrenta novos desafios, sobretudo devido à demanda interna insuficiente.

Porém, as lideranças do país estão otimistas que a economia tem uma enorme resiliência e potencial para desenvolvimento, com os fundamentos sólidos a longo prazo permanecendo inalterados.

Tanto que, menos de uma semana depois, o Conselho de Estado anunciou 20 medidas direcionadas para restaurar e expandir o consumo doméstico. Entre elas, estão:
aliviar as restrições sobre compras de automóveis; apoiar a demanda das pessoas pela compra do primeiro imóvel; estimular o aprimoramento da moradia atual através de reformas residenciais; impulsionar o turismo cultural.

As medidas são notavelmente específicas, visando, por exemplo, elevar o consumo de artigos de residência, eletrodomésticos e eletrônicos, móveis e outros itens capazes de desenvolver a ideia de “casas inteligentes e verdes”.

Para tanto, é preciso melhorar o serviço pós-venda dos produtos, facilitando a troca de objetos antigos por novos e fortalecendo a reciclagem de peças usadas, além de estimular o uso de novas tecnologias.

Na expansão da demanda interna chinesa, as prioridades são o consumo digital, especialmente o e-commerce e o “comércio verde”, voltado a produtos de baixo carbono e que promovem economia de energia.
Desafios à frente

A única forma de a economia chinesa alcançar um crescimento sustentável a longo prazo, é desviar a atividade econômica do caminho do investimento em direção ao consumo das famílias. Atualmente, a demanda doméstica corresponde a 38% do Produto Interno Bruto (PIB) da China.

Trata-se de um patamar muito inferior à média global de 60%, enquanto nos Estados Unidos, o consumo representa cerca de 70% do PIB.

Assim, para além destas medidas de curto prazo e olhando para o longo prazo, a China divulgou em dezembro do ano passado diretrizes sobre a expansão da demanda interna de modo a promover seu desenvolvimento econômico até 2035.

As diretrizes enfatizam o consumo tradicional, indo desde roupas e alimentos até viagens, mas também desenvolvimento o consumo de serviços, sejam educacionais ou de cuidados com idosos e crianças, além de promover o consumo desportivo em massa e a economia compartilhada.

Para tanto, é preciso alcançar as metas de modernização da indústria, de revitalização agrícola e de urbanização. Por isso, a China pretende impulsionar o investimento no consumo – e não mais em ativos fixos – otimizando a distribuição, reforçando a qualidade do abastecimento e melhorando o sistema de mercado.

Infomoney - SP   24/10/2023

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) acelerou para a 0,35% na terceira quadrissemana de outubro, ante alta de 0,33% na leitura anterior. Com o resultado, o indicador acumula elevação de 3,81% em 12 meses, ante 3,79% na segunda quadrissemana do mês.

Nesta medição, três das oito classes de despesas registraram aceleração, com destaque para o grupo Educação, leitura e recreação (2,84% para 3,44%), puxado por passagem aérea (17,32% para 21,05%).
Também aceleraram os grupos Alimentação (-0,46% para -0,22%) e Saúde e cuidados pessoais (0,12% para 0,24%), influenciados, respectivamente, por carnes bovinas (-1,75% para -0,52%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,42% para 0,27%).

Por outro lado, houve arrefecimento em Transportes (0,21% para -0,10%), Habitação (0,32% para 0,14%), Vestuário (0,27% para 0,22%) e Comunicação (0,08% para 0,07%). Nessas segmentos, destaque para os movimentos de gasolina (0,12% para -0,84%), aluguel residencial (0,72% para 0,02%), roupas masculinas (0,62% para 0,44%) e tarifa de telefone residencial (0,00% para -0,18%). Já o grupo Despesas diversas repetiu a taxa de variação nas duas leituras (0,06%).

Influências

A maior influência positiva para o IPC-S da terceira quadrissemana partiu de passagem aérea. Em seguida, aparecem plano e seguro de saúde (0,62% para 0,63%); condomínio residencial (0,67% para 0,76%); automóvel novo (0,70% para 0,57%) e arroz (3,26% para 2,92%).

Em contrapartida, pressionaram o índice para baixo gasolina (0,12% para -0,84%); leite tipo longa vida (-4,67% para -4,43%); ovos (-4,27% para -3,95%); banana nanica (-5,14% para -6,78%) e banana-prata (-3,21% para -2,94%).

Infomoney - SP   24/10/2023

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 2,403 bilhões na terceira semana de outubro de 2023. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,598 bilhões e importações de US$ 5,194 bilhões.Até a terceira semana do mês, o superávit acumulado em outubro chega a US$ 6,301 bilhões. No ano, o saldo é positivo em US$ 77,555 bilhões.

A média diária das exportações registrou na 3ª semana de outubro aumento de 2,1%, com alta de 1,12% em agropecuária, recuo de 7,17% em indústria da transformação e alta de 30,55% em produtos da indústria extrativa.

Já as importações caíram 19,7%, com baixa de 26,52% em agropecuária, avanço de 11,18% em indústria extrativa e baixa de 21,94% em produtos da indústria da transformação, sempre na comparação pela média diária.

O Estado de S.Paulo - SP   24/10/2023

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira, 23, que a inflação voltou a cair no mundo após o impacto nos preços de energia, mas não de forma linear. “Em grande parte, a inflação cai, mas a linearidade não é igual”, disse o presidente do BC.

As declarações foram dadas durante o evento “Reflexão sobre o cenário econômico brasileiro”, organizado pelo Estadão, com apoio do Broadcast, em parceria com o B3 Bora Investir, site de notícias e conteúdo educacional produzido pela Bolsa.

Ele observou que os preços de energia parecem ter se estabilizado depois do primeiro choque da guerra entre Israel e os terroristas do Hamas. Campos Neto ponderou, contudo, que ainda existe incerteza sobre a escalada do conflito, com potencial efeito na cotação do petróleo.

O presidente do BC lembrou da discussão sobre desinflação adicional durante a última reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas destacou que ainda não está claro de onde está vindo a desinflação adicional do mundo desenvolvido.

Nesse ponto, ele descartou a possibilidade de a desinflação vir da cena fiscal nos Estados Unidos, que segue “solta”, e tampouco do petróleo, dada a guerra na Ucrânia e o conflito em Israel. Do lado dos alimentos, continuou, os preços devem ficar voláteis em função das alterações climáticas causadas pelo El Niño.

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje que o governo acertou ao manter a meta de inflação em 3%, destacando que as expectativas no mercado sobre o comportamento dos preços melhoraram após a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Manutenção da meta

Após citar que as metas de inflação no mundo estão ao redor de 2% a 3%, Campos Neto considerou que o Brasil “fez bem” em manter o seu objetivo em 3% nos próximos anos. “Importante destacar que a expectativa de inflação caiu depois da manutenção da meta”, assinalou o presidente do BC.

Ele frisou ainda que os países emergentes estão com maior viés de queda dos juros, pois, no ciclo de aperto, começaram a subir suas taxas antes. Ele salientou que os juros altos por mais tempo frearam o crédito, pressionando assim os preços para baixo.

Mas expôs também a preocupação em relação a uma saída do ciclo de aperto monetário “não tão organizada” em mercados emergentes, na qual a inflação não responde à perda de tração nas economias. “Podemos ter uma saída organizada, mas uma saída também não tão organizada”, alertou.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   24/10/2023

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian caíram nesta segunda-feira, arrastados por preocupações persistentes sobre a crise do setor imobiliário da China e por sinais de enfraquecimento da demanda das siderúrgicas chinesas.

O contrato do minério de ferro mais negociado, encerrou as negociações diurnas com queda de 2,5%, a 835 iuanes (US$ 114,13) por tonelada métrica, e estava a caminho de sua terceira sessão consecutiva de queda.
Na Bolsa de Cingapura, o contrato de referência do ingrediente siderúrgico subia 0,3%, para 112,95 dólares, por volta das 8h (horário de Brasília), depois de cair 1,7%, atingindo seus níveis mais baixos desde 11 de outubro.

É provável que surjam mais inadimplências no setor imobiliário da China, que responde por uma parte substancial da demanda doméstica de aço, já que as incorporadoras enfrentam uma perspectiva de vendas fraca, enquanto a captação de recursos continua desafiadora, disseram os analistas de crédito.

Os detentores de títulos da Country Garden estão buscando negociações urgentes com a problemática incorporadora imobiliária depois que ela deixou de pagar um cupom de US$ 15 milhões, colocando-a em risco de inadimplência, de acordo com três fontes.

“A provável inadimplência aumenta a preocupação de que a fraca demanda no mercado doméstico da China continue sendo um obstáculo para o aço e o minério de ferro”, disseram os analistas da ANZ Research em uma nota.

Investing - SP   24/10/2023

Em relatório enviado aos clientes e ao mercado nesta segunda-feira, 23, sobre as perspectivas para os balanços do terceiro trimestre deste ano no setor de commodities para as empresas latino-americanas, o Santander (BVMF:SANB11) afirmou que a Vale (BVMF:VALE3), CSN (BVMF:CSNA3) e CSN Mineração (BVMF:CMIN3) devem apresentar os melhores resultados. Por outro lado, o destaque negativo deve ficar por conta de Usiminas (BVMF:USIM5), Ternium e Companhia Brasileira de Alumínio (BVMF:CBAV3), considerando metais e mineração, papel e celulose.

De acordo com os analistas Rafael Barcellos e Arthur Biscuola, os volumes devem ser impulsionados por melhores preços. A expectativa é de que o EBITDA da Vale no 3T23 alcance US$ 4,6 bilhões, uma alta trimestral de 12%.

Para a CSN, preços fortes e volumes recordes são esperados, com divisão de cimento mais do que compensando os resultados mais fracos da siderurgia.

“No lado negativo, acreditamos que as siderúrgicas latino-americanas parecem destinadas a reportar resultados fracos, com EBITDA do 3T23 caindo em média 37% em relação ao trimestre anterior. A Usiminas parece ter o pior desempenho, seguida pela Ternium, em nossa visão”.

Segundo o Santander, CBA e a Dexco (BVMF:DXCO3) também tendem a indicadores mais fracos.

O Santander possui recomendação Outperform para Vale com preço-alvo para ADRs em US$17,50.

Para CSN, a indicação é neutra, com preço-alvo de R$14,50 e, para CSN Mineração, também neutra, o preço-alvo é de R$5.

Usiminas e CBA também contam com classificações neutras, com preço-alvo de R$8 e R$6, respectivamente.

Às 14h22 (de Brasília), as ações da Vale subiam 0,22%, a R$62,78, enquanto as da CSN ganhavam 2,21%, a R$11,12.

Usiminas PNA estava em acréscimo de 0,50%, a R$5,98 e CBA em alta de 1,84%, a R$3,88.

Diário do Comércio - MG   24/10/2023

A tendência para o preço do minério de ferro segue instável. Para especialistas, se por um lado o crescimento aquém do esperado na China e a crise do imobiliário impactam de forma negativa na cotação, por outro, o conflito entre Israel e Hamas pode reverberar para o mundo todo. Assim, há chance de alta nos preços das commodities em geral, o que pode incluir o preço do minério de ferro.

Conforme o CEO da iHUB Investimentos, Paulo Cunha, o preço do minério de ferro está em torno dos US$ 110 a US$ 115 a tonelada. O valor é considerado bom.

“O principal ponto para o minério de ferro é sempre a China. Ela é um dos maiores mercados consumidores do produto, principalmente o mercado imobiliário. Hoje, há uma preocupação do quão resiliente pode ser o mercado imobiliário chinês ao longo dos próximos anos, uma vez que ele já se expandiu tanto nessas últimas décadas”.
Ainda segundo Cunha, com a expansão significativa do mercado imobiliário chinês nas últimas décadas, hoje, o preço das residências está caindo. Esta redução que impacta na demanda pelo aço e, consequentemente, pelo minério de ferro.

“Temos visto uma expansão mais fraca desse mercado lá, e há muitos receios em relação à economia chinesa em relação a um ambiente de alta de juros mundialmente acontecendo, principalmente, no cenário norte-americano”.

Ao contrário de outras commodities, como o petróleo, que ainda têm mostrado resiliência e, até mesmo subido por questões de conflito tanto na Ucrânia quanto no Oriente Médio, o minério de ferro tem outra dinâmica. O minério tem correlação direta com a China, por isso, o produto pode vir a sofrer mais.

“Existe uma procura maior, de quem opera commodity, por petróleo, e o minério tem acabado ficando um pouco de lado. Há a incerteza na economia chinesa que precisa ficar um pouco mais clara, para vermos apostas um pouco mais assertivas”, explicou.

Queda da produção de aço impacta no preço do minério de ferro

O analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Marcos Marçal, explica que o preço do minério de ferro estava em torno de US$ 115 a tonelada no fechamento de ontem, na China. O valor mostrou um ligeiro aumento frente ao preço registrado na última sexta, que havia apresentado forte queda. Assim, o mercado segue instável em função das incertezas.

“O setor chinês tem enfrentado um cenário de incertezas e dificuldades financeiras relacionado às incorporadoras. A gente tem grandes incorporadoras que não estão conseguindo rolar as dívidas e pagar os bônus das dívidas, trazendo assim, uma certa incerteza quanto a demanda por aço. Em resposta ao elevado endividamento e também da queda do volume de moradias construídas, as siderúrgicas chinesas apontam para uma redução da produção de aço”.

Então, a queda na expectativa de produção de aço acaba pressionando negativamente o preço do minério de ferro. “Diante da situação, para o restante do ano, a gente espera que o preço oscile em torno de US$ 100 a US$ 115 a tonelada”.

Incertezas em 2024

Conforme Marçal, as grandes incertezas estão relacionadas ao próximo ano. “Existe a expectativa de que o governo chinês busque ferramentas financeiras para estabilizar o mercado das incorporadoras e que também invista em infraestrutura”.

Marçal ressalta ainda que, atualmente, a economia da China está em processo de transição. Hoje, a economia ainda é focada, um pouco, no investimento – moradia e infraestrutura -, mas há uma busca maior no consumo, com maior destaque para o setor de serviços.

“Então, essa mudança gera uma incerteza no mercado do aço. A China ainda vive um processo de transição demográfica do meio rural para o urbano, que, por sua vez, continua tendo uma demanda por moradia grande”.

Conflitos podem impactar os preços

Para o especialista e sócio da Valor Investimentos, Gabriel Meira, a tendência até o final do ano é de alta no preço do minério de ferro. Conforme ele, além do conflito entre Rússia e Ucrânia, agora, há também o conflito entre Israel e Hamas, o que vai reverberar para o mundo inteiro.

“Já há expectativas de que mais países estarão envolvidos no conflito. Isso tudo traz um temor global, fazendo com que as commodities subam de forma geral”.

Meira explica que, a retomada da China foi muito mais lenta do que o esperado pelo mercado. Assim, o impacto no mercado do minério vem sendo sentido desde o início do ano.

“O mercado tinha expectativa de que no segundo semestre a China teria uma recuperação maior, o que não veio. Além disso, há problemas envolvendo uma das maiores construtoras do país. Então, possivelmente, terá uma demanda um pouco menor. Mas, o temor dessa geopolítica global, acaba fazendo com que as commodities subam um pouco mais. Então a tendência que a gente enxerga é de alta até o final do ano. Não sei dar um número porque vai depender da escalada do conflito”.

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   24/10/2023

A JCB, fabricante de máquinas para construção e agricultura, realizou um comparativo sobre os lucros e o volume de negócios globais e concluiu que ambos aumentaram no ano passado. Porém, a empresa alerta para perspectivas incertas para o próximo ano no cenário global.

O volume de vendas em 2022 cresceu para £5,7 bilhões (2021: £4,4 bilhões) e o lucro antes de impostos cresceu para £557,7 bilhões (2021: £501,6 bilhões). As vendas de máquinas aumentaram para 105.148 unidades (2021: 95.650). O grupo manteve um balanço forte, sem empréstimos líquidos ao longo de 2022.

“O grupo apresentou um forte conjunto de resultados em 2022 em meio a um cenário conturbado da cadeia de abastecimento, elevados preços da energia e níveis crescentes de inflação. A situação para o resto deste ano e até 2024 permanece incerta, uma vez que alguns mercados e certos setores mostram sinais precoces de abrandamento”, afirma o CEO global da JCB, Graeme Macdonald.

Brasil – No cenário brasileiro, Adriano Merigli, CEO da JCB para América Latina, acrescenta que o mercado nacional deve ter uma queda entre 10% e 15%. Mesmo assim, 2023 continua sendo um ano muito positivo, com mais de 30.000 máquinas vendidas. É o segundo melhor dos últimos 10 anos, abaixo apenas de 2022.

“Justamente com os produtos que somos pioneiros, continuamos líderes de vendas: nas retroescavadeiras, contamos com aproximadamente 30% do market share, e nos manipuladores telescópicos (Loadall), temos cerca de 80% de participação no mercado. Tivemos um forte crescimento no segmento agrícola com estes produtos e com as pás carregadeiras”, revela.

O executivo também pontua que, passado o período da pandemia, o fornecimento de insumos está praticamente normalizado, permitindo que os clientes da JCB possam contar com a disponibilidade de máquinas e peças de reposição sem interferências.

Além disso, o JCB Finance, que oferece diversas formas de financiamento para toda a família de máquinas JCB, vem crescendo: aproximadamente 50% das vendas vêm sendo feitas através do JCB Finance. Os clientes estão também aderindo ao Consórcio JCB e assimilando que esta é uma boa ferramenta de planejamento de compra, com taxas muito menores do que um financiamento.

O cenário brasileiro está com a demanda reprimida em busca de produtividade e atualização tecnológica, além do histórico de altas de 10% em 2020, seguido por 28% em 2021. Olhando para o retrovisor, comparando com 2021, a operação brasileira da JCB fechou 2022 com um crescimento de 20% nas vendas de máquinas e 35% no pós-vendas.

Para o fechamento de 2023, Davi Lunardi, Diretor de Vendas e Marketing da JCB América Latina, afirma que a projeção é de que, mesmo com o mercado caindo entre 10% e 20%, o volume de vendas de máquinas seja mantido.

Já no pós-vendas, a expectativa é encerrar o ano com um aumento de 30%. Também é esperado que o novo PAC, recém-anunciado pelo governo, a fim de melhorar os gargalos de infraestrutura no Brasil, atinja o mercado positivamente, visto que o país segue em franco desenvolvimento.

Para atender este crescimento de mercado e vendas a rede de distribuidores do Brasil inaugurou cinco filiais até setembro de 2023, e deve abrir mais uma até o final do ano.

“Para nós, o importante não é apenas vender a máquina, nosso objetivo é estar próximo ao cliente, desde a venda do equipamento até a realização do serviço, para que o equipamento fique parado o menor tempo possível”, comenta Fabio Santos, Gerente de Desenvolvimento de Distribuidores para a América Latina.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   24/10/2023

A margem operacional foi de quase 8%, cerca de 10 pontos percentuais abaixo do ano passado, ante expectativa de 9%

A Tesla divulgou seu formulário 10-Q trimestral junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla inglês) nesta segunda-feira, detalhando tendências ruins de investimentos.

Na última semana, a montadora de Elon Musk divulgou resultados de terceiro trimestre abaixo do esperado. A margem operacional foi de quase 8%, cerca de 10 pontos percentuais abaixo do ano passado, ante expectativa de 9%.

O documento divulgado hoje mostra que preços mais baixos dos veículos não são a única causa para a deterioração no indicador. A Tesla está investimento mais em pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial e em robôs humanoides.

Segundo a companhia, despesas em pesquisa e desenvolvimento chegaram a 5,9% das vendas de veículos no terceiro trimestre, ante número menor que 4% durante igual período do ano passado.

A empresa alertou que investimentos em fábricas e equipamentos devem superar US$ 9 bilhões neste ano e ficar entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões nos próximos dois anos. O número é maior que o esperado pelo mercado em 2023.

O dinheiro será utilizado para expandir fábricas na Alemanha e no Texas, assim como avançar na construção da nova fábrica no México. Nos últimos três anos, as tendências de investimentos da Tesla vêm dentro do esperado pelo mercado.

Muitos detalhes no formulário reforçam que o ambiente operacional é difícil para a Tesla. Maiores juros pressionam preços dos carros, o que por consequência reduz lucro. Essa tendência deve continuar até o ano que vem.

A empresa também detalhou que despesas e provisões com seguros aumentaram em um ano. Isso é um sinal de que, além dos juros, a inflação também está afetando a Tesla, uma vez que serviços de manutenção aumentaram de preços.

Valor - SP   24/10/2023

Mais de 40 mil funcionários de Stellantis, General Motors e Ford estão com braços cruzados

A United Auto Workers (UAW) convocou paralisação em uma fábrica de picapes da Stellantis em Michigan, a maior da montadora nos Estados Unidos, expandindo a greve contra as grandes companhias do setor automotivo.

A fábrica de 6,8 mil funcionários produz o modelo Ram 1500, entre os maiores sucessos de venda da Stellantis. Com isso, mais de 40 mil funcionários de Stellantis, General Motors (GM) e Ford estão com braços cruzados.

A decisão de paralisar a fábrica da Stellantis acontece dias após o presidente da UAW, Shawn Fain, dizer a membros que havia avançado na negociação com as companhias, mas acreditar que a Stellantis podia oferecer mais.

A Stellantis, formada em 2021 pela fusão da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) com a francesa PSA Group, fez proposta recente onde ofereceu 23% de aumento nos salários em quatro anos.

Segundo o sindicato, a montadora, que é maior dos Estados Unidos em termos de receitas e lucro, ainda está atrás de Ford e GM no que pode oferecer para os membros do sindicato, afirma a UAW.

Há pouco, as ações da Stellantis subiam 1,24% na Bolsa de Nova York (Nyse).

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   24/10/2023

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterou a importância da inclusão da classe média no Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, devem ter direito ao financiamento do programa habitacional pessoas que ganham R$ 10 mil por mês.

“Eu não quero financiar casa só para as pessoas mais pobres, porque está cheio de trabalhador que ganha R$ 8 mil, R$ 6 mil, R$ 5 mil, R$ 7 mil, R$ 10 mil que também tem direito de ter uma casa, ele tem direito de ter financiamento”, disse Lula, em discurso remoto durante evento de entrega de 1.651 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida na Bahia, Espírito Santo, Alagoas e São Paulo, nesta segunda-feira, 23.

O presidente participou do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência, ao lado do ministro das Cidades, Jader Filho. “Às vezes, a gente constrói [as casas] para os mais pobres e constrói para o mais rico, que tem financiamento e não precisa do governo, e essas pessoas que trabalham, metalúrgico, químico, gráfico, bancário, servidor público na saúde, no SUS, quer comprar uma casa e não é atendida porque nem é tão miserável, tão pobre, e não tem dinheiro para comprar”, acrescentou.

Lula reiterou a necessidade de atender a classe média no programa. “Porque essa gente é a chamada classe média, que paga imposto nesse país, essa gente que trabalha muito, essa gente que se dedica, que levanta cedo”, declarou.

Salário mínimo

No discurso, o presidente também destacou a necessidade de uma política de valorização anual do salário mínimo. De acordo com a política adotada em maio pelo governo federal, o salário mínimo será reajustado anualmente de acordo com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) consolidado dos dois anos anteriores.

Segundo Lula, a importância de se ter uma profissão é que ela dá abertura para os cidadãos ganharem mais que o salário mínimo.

“Precisamos aumentar o salário mínimo todo ano. É por isso que a gente não pode dar apenas a inflação, a inflação não é aumento, é apenas reposição daquilo que se comeu do nosso salário”, comentou o presidente da República.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   24/10/2023

A Diretoria Colegiada da Sudene — autarquia vinculada ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) — aprovou, nesta sexta-feira (20), a liberação da parcela de R$ 811 milhões do financiamento da Transnordestina Logística (TLSA) para a construção da ferrovia que liga o município Eliseu Martins (PI) ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CE).

A obra é apontada como a principal para o desenvolvimento do Nordeste e prioritária para o Governo Federal, incluída no Novo PAC.

CRESCIMENTO DO PIB

A ferrovia garantirá emprego e renda não apenas durante a construção, mas, principalmente, gerará crescimento estimado de R$ 7 bilhões no PIB, além de oportunidades para viabilizar o desenvolvimento em toda a região, especialmente para Ceará, Pernambuco e Piauí.

A autorização para a liberação dos recursos é parte do esforço do Foverno Federal para que a concessionária entregue a obra até 2026, para evitar o desperdício de recursos públicos já empregados e de dar efetividade à política pública de transporte ferroviário, bem como à de desenvolvimento regional.

O processo envolveu MIDR, Casa Civil, Ministério dos Transportes e Infraestrutura, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Banco do Nordeste, o BNDES, além do Tribunal de Contas da União (TCU), cujo ministro Walton Alencar – relator da auditoria especial que acompanha a obra – mediou o entendimento. Foram realizadas, pelo menos, 27 reuniões para tratar do assunto.

LIBERAÇÃO DE RECURSOS

A Sudene participa da Transnordestina, por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Autarquia, com R$ 3,8 bilhões da obra.

Do total, R$ 3 bilhões já foram liberados. Com a aprovação do pagamento da parcela, a Sudene solicita ao MIDR a adoção de gestão junto à Secretaria do Tesouro Nacional com vistas à disponibilização financeira dos recursos empenhados. Após a liberação dos recursos, a Autarquia emite e assina ordem bancária ao Banco do Nordeste.

“A ferrovia perpassa por três Estados da Região – Piauí, Pernambuco e Ceará – e é a maior obra assegurada no Novo PAC e faz parte da carteira de projetos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste. Tanto durante a implantação do empreendimento, quanto durante a sua operação, tem capacidade de promover o desenvolvimento de novas atividades econômicas”, afirmou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, durante a reunião da Diretoria Colegiada.

Revista Ferroviaria - RJ   24/10/2023

A ferrovia Norte-Sul, mais emblemático projeto ferroviário desenvolvido no país nas últimas décadas, foi finalmente concluída no fim do primeiro semestre após quase 40 anos e fez sua primeira viagem de contêineres em setembro e, também, a primeira até Anápolis (GO).

Vital para o desenvolvimento ferroviário do país por ser considerada uma espinha dorsal do sistema, a Norte-Sul passa por quatro das cinco regiões brasileiras –Centro-Oeste, Norte, Sudeste e Nordeste– e permite a ligação entre os portos de Itaqui (MA) e Santos, por meio de trilhos operados por três concessionárias.

Veja, a seguir, quatro pontos sobre a icônica ferrovia brasileira:

Três dias
O primeiro trem da ferrovia com destino a Anápolis (GO), com 58 vagões da Brado puxados por locomotivas da Rumo, chegou na última semana de setembro após viagem de 1.511 km a partir de Cubatão, no litoral paulista. A viagem levou três dias. A carga era de insumos industriais e defensivos agrícolas oriundos de China, Estados Unidos e Europa.

A viagem teste levou 112 contêineres de 40 pés, 32 carregados e 80 vazios, para serem destinados a clientes de exportação no sentido Anápolis-Santos e para formar um depósito na cidade goiana.

A Rumo foi vitoriosa num leilão em 2019 superando a VLI –só houve dois participantes na disputa. A concessão é válida por 30 anos.

Duas concessionárias
A ferrovia Norte-Sul tem sua gestão dividida por trechos, a maior parte nas mãos da Rumo. A VLI, porém, tem 720 quilômetros de concessão entre Porto Nacional (TO) e Açailândia (MA). É o chamado tramo norte da ferrovia, que em 2022 teve alta de 15% na movimentação de cargas no trecho —alcançando 15 milhões de toneladas.

Compra de vagões e locomotivas
A VLI concluiu em setembro pedidos de compra de 168 vagões e três locomotivas para transportar produtos do agronegócio brasileiro até o porto no Maranhão, de onde será exportado. O investimento foi de cerca de R$ 200 milhões. Os vagões começarão a ser entregues neste ano pela Greenbrier Maxion, de Hortolândia (SP). As locomotivas, produzidas pela Wabtec, em Contagem (MG), serão entregues até dezembro do ano que vem.

Ferrovia tem primeiro retorno de biocombustíveis em conjunto
Pela primeira vez foi feito um fluxo ferroviário de biocombustíveis entre Porto Nacional (TO) e São Luís (MA), pela Norte-Sul. A operação da VLI com a distribuidora ALE, em julho, transportou 545 metros cúbicos de etanol anidro (misturado à gasolina antes da comercialização nos postos de combustíveis). Até então, só era feito por ferrovia o sentido inverso da rota. O fluxo na rodovia demandava três caminhões para cada vagão carregado.

NAVAL

Portos e Navios - SP   24/10/2023

O Porto de Imbituba tem na pauta cerca de R$ 230 milhões em investimentos para ampliar sua infraestrutura e aumentar a eficiência na movimentação de cargas. Nos últimos 10 anos, o complexo portuário cresceu 186% na tonelagem movimentada, ultrapassando as sete milhões de toneladas anual, e segue com perspectiva de atração de novas operações, que podem significar um incremento em torno de três milhões de toneladas.

“Essa perspectiva de crescimento demanda a ampliação da infraestrutura, pois, nas condições atuais, a movimentação portuária ainda pode crescer de 10% a 15%”, explica Luís Antonio Braga Martins, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba.

O canteiro de obras toma forma com o início da recuperação do Cais 3, um dos três atracadouros presentes no porto. O local também será ampliado e representa um aporte em torno de r$ 95 milhões da autoridade portuária, previsto para ser concluído em 2025.

Na outra margem da área entre berços, a derrocagem (retirada de rochas submersas) do início do Cais 1 terá seu processo licitatório relançado até final de outubro. Já o Cais 2 receberá um dolfim de amarração de navios. A ordem de serviço para elaboração deste projeto executivo foi emitida recentemente e a obra está projetada para ser concluída em 2024. A execução das obras nos Cais 1 e 2 permitirá o atendimento simultâneo de três navios no local, passando dos atuais 660 metros de cais linear nos dois berços para 710 metros.

A proteção do porto pelo molhe de abrigo também será incrementada com a restauração e reforço do local. A obra estimada em R$ 100 milhões foi contemplada para receber recursos do Governo Federal dentro do Novo PAC. O projeto executivo foi encaminhado à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) e a previsão de início dos trabalhos é para 2024.

Além da requalificação da estrutura existente, está em fase de estudos o aproveitamento do costado do Cais 2 — área hoje sem uso — para implantação de um novo berço destinado à operação de granéis sólidos. Quando concretizada, esta melhoria vai possibilitar a atracação de navios em ambas laterais do cais.

Na área entre berços, a autoridade portuária busca identificar a possibilidade de criação de um novo atracadouro, transversal aos cais existentes. Para isso, emitiu este mês os termos de autorização para que duas empresas interessadas em doar o projeto básico de engenharia para implantação do novo cais possam iniciar seus estudos. A proposta é que o espaço seja utilizado prioritariamente para navios de granéis líquidos e carga geral.

No campo da automação tecnológica para uma operação mais eficiente, o Porto de Imbituba está investindo na implantação de um sistema de energia fotovoltaica, que contribuirá com 15% do consumo elétrico atual do Porto. Também está em curso a compra de duas novas balanças rodoviárias, aquisição de novos servidores, construção de novo data center de última geração e melhorias na automação dos gates.

Porto Gente - SP   24/10/2023

O porto não opera por si só.

Convém ao ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, praticar medidas eficazes para acelerar o seu processo de decisão para concretização do volume de obras do Porto de Santos, anunciadas e urgentes. Precisa definir a continuidade dos estudos aprovados em diretoria para dotar a gestão da Autoridade Portuária de estruturas administrativa e operacional bem definidas. Com essa inanição, perdem o (nosso maior) Porto e o (nosso bem maior) Brasil.

Numa análise criteriosa, percebe-se uma paralisação administrativa incompatível com o papel de uma liderança que se propõe fazer acontecer projetos importantes e contratos de longo prazo. Obras para expandir a logística do Porto e promover maior produtividade. Resultados excepcionais exigem uma cultura de alto desempenho, como é o caso da construção das perimetrais, em ambas as margens portuárias (Santos e Guarujá), em que são necessários processos licitatórios e de desapropriações de longo prazo.

As obras anunciadas de aumentar a profundidade do canal do Porto, para operar navios modernos com calado de 17 metros, e o túnel submerso ligando as margens desse canal, são projetos complexos e grandiosos. Um cenário, cuja solução na gestão anterior foi um fracasso, nutrido pela panaceia da privatização. Nesta, é preciso esclarecer como haverá dinamismo por meio da delegação. A comunidade do Porto e a sociedade em geral torcem pelo sucesso.

Tudo que foi anunciado até hoje, em sua maioria, são reivindicações de décadas. Entretanto, obras como a terceira via da Anchieta e a via verde são prioridades, como as demais, cuja execução deverá ser provida por contratos de Parceria Público-Privada (PPP), com o objetivo de garantir o financiamento, a construção ou a gestão de algum serviço. O clima não pode ser de desalento, caso dure mais uma semana de indecisão.

A intenção do presidente do Porto de Santos de implementar a fabricação de pás eólicas junto ao cais, em área disponível, trata-se de um projeto de alta qualidade e com investidor manifesto. Excelente logística, fomenta a energia verde, porto indústria e Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Espera-se que esta semana essa ameaça de fracasso seja eliminada em definitivo. Pois o Porto de Santos precisa e pode inovar, e ajudar o crescimento e desenvolvimento do Brasil.

Petro Notícias - SP   24/10/2023

A Norsul e a empresa alemã Hapag-Lloyd criaram uma nova joint venture chamada Norcoast. Com base em uma parceria meio a meio, a nova empresa pretende oferecer serviços de cabotagem e feeder de contêineres nos portos brasileiros já no primeiro trimestre de 2024. A Norcoast será uma empresa independente no setor, aproveitando a força de ambas as controladoras, como explica Angelo Baroncini, diretor presidente da Norsul: “A criação da Norcoast é um marco importante ao combinar a experiência da Norsul e da Hapag-Lloyd. A Norcoast promoverá maior acesso e capacidade adicional para que mais empresas utilizem a cabotagem de contêiner como meio de transporte, ao mesmo tempo em que estará presente nos maiores portos do Brasil.” Para o diretor geral América Latina da Hapag-Lloyd, Andrés Kulka, “O setor brasileiro de transporte costeiro está em constante crescimento e movimentou mais de 1,2 milhão de TEU em 2022. A Norcoast oferecerá logística integrada, bem como soluções rápidas e eficientes para seus clientes, aproveitando assim a crescente demanda do mercado de cabotagem brasileiro.”

A nova joint venture será liderada por Gustavo Paschoa(foto), presidente da Norcoast, que traz consigo ampla experiência no setor de transporte e logística brasileiro – incluindo cargos anteriores de gestão sênior na Norsul, Damco, DSV e Penske Logistics. A parceria entre Norsul e Hapag-Lloyd também foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão regulador nacional de concorrência do Brasil. O pedido para operar como empresa brasileira de navegação (EBN) também foi aprovado pela Diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) – abrindo caminho para entrada no mercado de novas opções para os clientes brasileiros.

Petro Notícias - SP   24/10/2023

Está previsto para iniciar ainda em dezembro deste ano, a dragagem de aprofundamento no Porto do Rio de Janeiro, obra que foi oficializada em contrato assinado pela PortosRio e pelo consórcio vencedor da licitação, JDN-CHECD. O investimento total de R$ 163 milhões será financiado inteiramente pela Autoridade Portuária. A iniciativa é para aprimorar as condições de navegabilidade no porto e viabilizar a atracação de navios de grande porte, incluindo a Classe New Panamax, com 366 metros de comprimento. Isso resultará em um aumento significativo na capacidade de recebimento de cargas. A PortosRio reconhece a importância da dragagem para a ampliação e a modernização da infraestrutura aquaviária, bem como para a manutenção da competitividade dos terminais de contêineres do porto. O investimento não apenas fortalece a economia local, mas também contribui para o crescimento econômico do Estado do Rio de Janeiro e do país.

Além da dragagem propriamente dita, o contrato engloba a elaboração dos projetos básico e executivo, e ainda o desenvolvimento do projeto de sinalização e balizamento. Estima-se que aproximadamente 2,3 milhões de metros cúbicos serão dragados durante a operação. A previsão é que as obras sejam concluídas até o segundo semestre de 2024. O diretor-presidente da PortosRio, Francisco Martins, disse que “o início das obras de dragagem, que permitirá a ampliação da movimentação de contêineres no Porto do Rio, se alinha com a estratégia de maximização de investimento do Ministério de Portos e Aeroportos e com a diretriz de cumprimento do planejamento orçamentário da empresa. Outras obras no âmbito dos demais portos da companhia serão anunciadas em breve, inclusive aquelas que contarão com recursos do PAC, cuja execução tem prioridade absoluta no planejamento estratégico da PortosRio.”

PETROLÍFERO

Globo Online - RJ   24/10/2023

Uma nova plataforma de monitoramento da exploração de petróleo na Amazônia indica que o Brasil tem mais da metade dos projetos em áreas florestais e costeiras da região. O bioma abriga hoje 871 (29%) das 3.028 iniciativas da do setor nos nove países da bacia amazônica, quando incluídos blocos de exploração que ainda estão em estudo ou oferta.

A nova ferramenta de mapeamento foi criada por uma força-tarefa de ONGs ambientalistas, liderado pelo Instituto Arayara. O objetivo do grupo é alertar para o potencial de impacto ambiental do setor de petróleo e gás no bioma.

A maior parte dos projetos mapeados (78%) ainda ainda está na etapa de estudo ou oferta. Os outros 22% já estão sob concessão para exploração. O Brasil possui 52% dos blocos (451), considerando todas as etapas. A Bolívia vem em segundo com 129 blocos (15%), Colômbia em terceiro com 104 blocos (12%).

Ter mais blocos, porém, não implica necessariamente em maior produção, porque essas áreas delimitadas variam de tamanho. Os blocos no Brasil são pequenos, comparados aos da Guiana, Suriname e Venezuela.

Levando em consideração o histórico recente, o que chama à atenção no Brasil é a explosão de escala da prospecção, com a inclusão de 218 novos blocos em setembro de 2022, incluindo os da Foz do Amazonas.

Segundo comunicado do Arayara e dos parceiros do projeto, existia a necessidade de se reunir as informações sobre petróleo na Amazônia em uma única plataforma, porque os dados de cada país estavam todos fragmentados em sites de diferentes governos e agências.

Além do Arayara estão envolvidos no monitor pesquisadores da Coalizão Energia Limpa, Coalizão Não Fracking Brasil pela Água, Clima e Vida (Coesus), a Frente Nacional dos Consumidores de Energia e o Observatório do Petróleo e Gás.

Entre os especialistas envolvidos na iniciativa está Suely Araújo, ex-presidente do Ibama, hoje integrante do Observatório do Clima, que também integra o projeto.

"Acabar com a exploração de combustíveis fósseis é vital para alcançar as metas dos acordos de combate às mudanças climáticas", afirmou Araújo em comunicado.

"Enquanto o mundo tenta organizar caminhos para a transição energética, o avanço da exploração desse setor sobre a maior floresta tropical do mundo causa perplexidade."

A discussão sobre exploração de petróleo foi um dos assuntos mais controversos tratados na Cúpula da Amazônia, que reuniu presidentes dos países da região em Belém (PA), em agosto. O governo da Colômbia foi o único a propor uma moratória para projetos de hidrocarbonetos na região, mas a proposição acabou ficando de fora do acordo final assinado, por oposição dos outros países.

Há hoje um enfrentamento sobre a questão do petróleo dentro do próprio governo federal, após o Ibama ter negado em maio um pedido de licença da Petrobras para prospecção na foz do Amazonas. O Ministério das Minas e Energia criticou a medida na ocasião, e hoje o assunto é tema delicado dentro do Executivo.

Com a dificuldade e falta de praticidade para obter dados públicos sobre o tema, uma das vantagens da nova plataforma é analisar, por exemplo, sobreposições dos blocos de exploração em áreas críticas, como terras indígenas e unidades de conservação.

É possível separar projeto por projeto, como os que serão oferecidos no 4° Ciclo da Oferta Permanente, divulgado na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), com leilão marcado para 13 de dezembro.

Os dados de monitoramento da exploração de petróleo na região amazônica podem ser acessados no site do projeto.

Exame - SP   24/10/2023

A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) anunciou a descoberta do primeiro campo de gás natural de carvão profundo de 100 bilhões de metros cúbicos da China. O campo foi encontrado na cidade de Yulin, província de Shaanxi, no estrato de 2 mil metros na borda leste da Bacia de Ordos, com uma reserva geológica comprovada de mais de 110 bilhões de metros cúbicos.

O gás natural de jazida de carvão é um gás natural armazenado nas camadas de carvão. O setor geralmente se refere ao gás natural nas profundezas de leito de carvão com uma profundidade de enterramento de mais de 1.500 metros como gás natural de leito de carvão profundo.

A exploração e o desenvolvimento do gás de jazidas de carvão na China se concentraram principalmente em veios de carvão rasos com uma profundidade de enterramento inferior a 1.000 metros. Devido à falta de tecnologia de apoio, os leitos profundos de carvão com mais de 1.500 metros foram considerados por muito tempo como uma área restrita para exploração.

Zhu Guanghui, vice-gerente geral da CNOOC Zoomlion, disse que a descoberta do campo de gás natural profundo de carvão de Shenfu demonstra a perspectiva de exploração e desenvolvimento de reservatórios profundos de gás natural de carvão na borda oriental da Bacia de Ordos. Ele afirmou que é de extrema importância para a exploração de recursos em bacias semelhantes na China, assim como para o aumento das reservas e da produção de petróleo e gás não convencionais.

A China é rica em recursos de gás natural de leito de carvão e tem grande potencial de desenvolvimento e exploração. O Relatório de Desenvolvimento de Gás Natural da China (2023) apontou que, em 2022, o modo de formação e o mecanismo de infiltração de gás natural em camadas profundas de carvão adquiriram um novo entendimento, e foram feitos avanços na tecnologia de perfuração e fraturamento, expandindo novas ideias e novos campos de desenvolvimento de gás em camadas de carvão.

A Administração Nacional de Energia (NEA) afirmou no “Resumo da Resposta à Proposta nº 1274 da Primeira Sessão do 14º Congresso Nacional do Povo”, publicado em seu site, que o próximo passo será implementar e aprimorar as políticas de apoio à exploração do gás natural de jazidas de carvão. Além disso, haverá o apoio à inovação teórica e tecnológica da exploração e desenvolvimento do gás de jazidas de carvão em profundidade nos programas nacionais de ciência e tecnologia relevantes. Será feita também a implantação de demonstrações de tecnologia relevantes, a divulgação dos resultados da demonstração e a promoção do rápido desenvolvimento do setor de gás de jazidas de carvão.

Globo Online - RJ   24/10/2023

A Chevron concordou em comprar a petrolífera Hess por US$ 53 bilhões, um acordo que visa a impulsionar o crescimento da produção, já que o setor petrolífero dos Estados Unidos aposta em um futuro duradouro para os combustíveis fósseis.

A aquisição dará à Chevron uma base significativa na Guiana, o país sul-americano que é um dos mais novos produtores de petróleo do mundo. As reservas da Guiana estão na chamada Margem Equatorial, nova fronteira petrolífera que se estende ao litoral brasileiro.

No Brasil, a Margem Equatorial abrange cinco bacias em alto-mar, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, entre elas a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, cuja licença para exploração foi negada pelo Ibama à Petrobras em maio deste ano.

A área é considerada sensível, por sua biodiversidade marinha, o que gerou debates sobre a possibilidade de exploração de petróleo na região. No fim de setembro, o Ibama liberou a perfuração de um poço na Bacia Potiguar.

A Hess é uma das empresas que integra um consórcio que produz petróleo no litoral da Guiana. Ela detém 30% da propriedade dos mais de 11 bilhões de barris equivalentes de recursos recuperáveis no país,.

De acordo com comunicado da Chevron, a aquisição da empresa possibilitará um crescimento mais rápido da produção e retornos mais generosos para os investidores.

Guiana como prêmio

- O prêmio aqui é a Guiana - disse Peter McNally, analista do Third Bridge Group, acrescentando que "ele só tem aumentado" desde que o petróleo foi descoberto pela primeira vez no país, há menos de uma década.

Em uma transação que envolve todas as ações, a Chevron pagará US$ 171 por ação da Hess, um prêmio de cerca de 10% em relação ao preço médio de 20 dias, de acordo com um comunicado das empresas na segunda-feira. Os acionistas da Hess receberão 1,025 ação da Chevron para cada ação da Hess, dando à empresa um valor de mercado total de US$ 60 bilhões, incluindo a dívida.

A transação foi aprovada por unanimidade pelas diretorias de ambas as empresas e deve ser concluída no primeiro semestre de 2024, de acordo com o comunicado. Ela está sujeita à aprovação dos acionistas da Hess, dos órgãos reguladores e de outras condições habituais de fechamento.

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Esse é o segundo grande negócio no setor petrolífero dos EUA em apenas algumas semanas. A Exxon Mobil anunciou a compra da produtora de óleo de xisto Pioneer Natural Resources por US$ 58 bilhões, reforçando a aposta de que o petróleo e o gás continuarão a ser fundamentais para a matriz energética mundial nas próximas décadas.

A aquisição solidificará a posição das principais empresas dos EUA no topo da industrial global de petróleo e gás. Embora seus pares europeus tenham reconquistado a preferência dos investidores ao mudar a ênfase da energia de baixo carbono para os combustíveis fósseis desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, as avaliações da Exxon e da Chevron continuam muito mais altas.

"Essa combinação posiciona a Chevron para fortalecer nosso desempenho de longo prazo e aprimorar ainda mais nosso portfólio vantajoso, acrescentando ativos de classe mundial", disse o presidente e CEO, Mike Wirth,no comunicado.

Hess, uma longa trajetória

Entre as empresas petrolíferas independentes dos Estados Unidos, a Hess tem uma história longa e célebre em comparação com as empresas iniciantes de xisto que passaram a dominar o cenário nos últimos anos.

Ela foi fundada em 1933 por Leon Hess, de 19 anos, que começou com um único caminhão de entrega de combustível e gradualmente expandiu para uma frota de veículos e um terminal de petróleo em Nova Jersey, de acordo com o site da empresa.

A Hess comprou seu primeiro caminhão-tanque de petróleo em 1948, construiu uma refinaria de petróleo em 1957 e, em 1960, abriu o primeiro de seus icônicos postos de gasolina verdes e brancos que se tornariam comuns em todo o nordeste dos EUA. Quando Leon Hess se aposentou em 1995, ele havia construído uma multinacional com ativos no Mar do Norte, no Alasca e no Caribe.

Bacia de xisto

Além da Guiana, a compra da Hess também adicionará ao portfólio da Chevron áreas no Golfo do México e em Bakken, uma bacia de xisto dos EUA menor do que a Bacia Permiana, onde a produção já atingiu seu pico.

O acordo aumentará a produção estimada da Chevron em cinco anos e as taxas de crescimento do fluxo de caixa livre e as estenderá para a próxima década, de acordo com o comunicado. Os retornos para os investidores também serão aumentados, com a empresa esperando recomendar um aumento de 8% em seus dividendos do primeiro trimestre em janeiro e mais US$ 2,5 bilhões em recompras de ações após o fechamento do negócio.

A Morgan Stanley é o principal consultor financeiro da Chevron, juntamente com a Evercore. A Goldman Sachs está atuando como principal consultor financeiro da Hess, juntamente com a JP Morgan Securities.

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