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23 de Janeiro de 2023

SIDERURGIA

Mundo Conectado - SC   23/01/2023

Assunto será discutido entre os dias 9 e 10 de fevereiro, na reunião de cúpula da UE, em Bruxelas.

A Suécia está se esforçando para desenvolver um novo recurso tecnológico importante: uma maneira de criar aço sem gerar poluição. Em Kiruna, uma cidade no círculo Ártico, a empresa LKAB está investindo no hidrogênio ecológico. Com isso, a ideia é fazer com que a maior mina subterrânea de minério de ferro do planeta contribua para a transição para um modelo sustentável. Por sua vez, o local representa cerca de 80% de todo o minério de ferro extraído na União Europeia (UE), e é obtido a 1.600 metros de profundidade, sendo o principal componente do aço — tendo potencial de ser fundamental na intitulada revolução industrial ecológica.

A tecnologia desenvolvida se chama HYBRIT, segundo Susanne Eriksson Rostmark, líder de Investigação, à EuroNews. Susanne complementou a sua explicação:

“Quando entregamos granulado de minério de ferro, este consiste tanto em ferro quanto em oxigênio. Para remover o oxigênio, os nossos clientes utilizavam carvão e carbono, que geram dióxido de carbono. (…) Neste novo processo, utilizaremos hidrogênio e que, ao remover o oxigênio, produz apenas vapor de água. Portanto, é uma produção totalmente livre de dióxido de carbono”.

Para que o projeto possa ser reforçado, o Fundo de Inovação da UE investiu 143 milhões de dólares; todavia, apesar do auxílio multimilionário, autoridades acreditam que precisarão de uma quantia muito superior, visando não perder influência nesta disputa com grandes países, como os Estados Unidos e China. Independentemente deste aspecto, os envolvidos afirmaram que não pretendem iniciar uma “corrida” para definir quais Estados-membros usarão mais subsídios estatais, então evitarão entrar em guerras comerciais desnecessárias.

Maior depósito europeu de elementos “terras raras” está em Kiruna

O maior depósito da Europa, na cidade de Kiruna, conta com, no mínimo, um milhão de toneladas na sua parte interna. Mesmo sendo uma boa notícia, para que os recursos sejam explorados com eficiência, precisarão investir muito mais. Ebba Busch, Vice-primeira-ministra da Suécia, ressaltou:

“Obviamente que não estamos interessados numa guerra comercial com os EUA, não estamos interessados em ter os Estados-membros da União numa espécie de corrida para ver qual deles usa mais subsídios estatais (…) Contudo, precisamos encontrar uma forma da UE ter uma resposta enérgica e poderosa a tudo isto, assegurando que as nossas empresas e indústrias recebam melhores condições para atingirem os elevados objetivos climáticos estabelecidos. Penso que é possível, mas teremos discussões muito importantes com a Comissão e o Conselho Europeus nos próximos seis meses.”

Ainda neste mês, a Comissão Europeia apresentará propostas para um novo plano industrial ecológico, assim como um novo Fundo Soberano Europeu, visando aprimorar o investimento público. Entre os dias 9 e 10 de fevereiro, todos esses tópicos aqui explicados serão discutidos na reunião de cúpula da UE, em Bruxelas.

ECONOMIA

Globo Online - RJ   23/01/2023

As últimas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelam que a relação com o Banco Central (BC) impõe um desafio ao governo petista. Em entrevista à GloboNews na semana passada, Lula atacou a autonomia do BC, criticou a meta de inflação e disse que, no seu governo, o presidente do BC tinha mais independência — um disparate. No dia seguinte, voltou a atacar o nível dos juros e a soltar despropósitos sobre a política monetária. “A gente poderia não ter nem juro, não é verdade?”, afirmou.

Mesmo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem dado declarações sensatas quando fala na necessidade de equilibrar as contas públicas, derrapou em entrevista ao GLOBO ao sugerir que deveria haver colaboração do BC para recuperar a atividade econômica. Reclamou dos juros altos e da “situação anômala”, com “inflação comparativamente baixa e taxa de juros real fora de propósito para uma economia que já vem desacelerando”. Nada disso tem cabimento, já que a missão do BC é tão somente controlar a inflação — e nem isso tem conseguido.

Como acontece toda vez que a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) não é atingida, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, redigiu sua segunda carta aberta ao ministro da Fazenda explicando os motivos (a primeira foi dirigida ao então ministro Paulo Guedes em 2022). Os termos usados são técnicos, mas não é difícil entender o quadro traçado por Campos Neto. A economia já emite sinais de desaquecimento, mas mesmo juros altíssimos (de 13,75%) não bastaram para baixar a inflação para menos de 5%, o limite superior da meta (ela ficou em 5,79% no ano passado).

Na carta enviada a Haddad, Campos Neto aponta motivos conhecidos. “As pressões inflacionárias globais”, escreve, e “a elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais” aconselham “serenidade na avaliação dos riscos” antes de decidir o que fazer com os juros. Traduzindo: os juros continuarão nas alturas até que o governo — leia-se Haddad — apresente regras fiscais confiáveis para substituir o desmoralizado teto de gastos, que manteve as despesas públicas sob controle desde o governo Temer até ser na prática revogado por uma sucessão de emendas constitucionais.

Ao se queixar dos juros, tanto Lula quanto Haddad desdenham a autonomia do BC e põem sobre a mesa ingredientes que podem causar um inútil e desgastante choque com a autoridade monetária. Cobrar do BC que ajude a criar postos de trabalho é esquecer que uma inflação fora do controle e uma política monetária desacreditada empurram qualquer economia para a recessão. Foi essa a fórmula que levou a presidente Dilma Rousseff à crise econômica e política que produziu seu impeachment.

No primeiro mandato de Lula, em 2003, Henrique Meirelles assumiu o Banco Central com carta branca do presidente para apertar a política monetária, enquanto, no Ministério da Fazenda, Antonio Palocci segurava os gastos. Não houve recessão, e a inflação caiu de 12,5% no primeiro ano do governo para 3,1% em 2006. Campos Neto tem ainda dois anos de mandato para fazer a inflação convergir para o centro das metas: 3,25% neste ano e 3% nos dois seguintes. Antes de falar sobre o assunto, Lula deveria lembrar quanto o cumprimento das metas inflacionárias ajudou em sua reeleição.

O Estado de S.Paulo - SP   23/01/2023

A desorganização das cadeias produtivas após a pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia e as demandas por novas tecnologias rumo à transição energética inauguraram uma discussão sobre o nível de inflação aceitável nas economias avançadas. No Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Christian Ulbrich, CEO do grupo imobiliário global JLL, expressou o entendimento de uma parte de executivos das maiores empresas do mundo a respeito do impacto desses fatores no regime inflacionário. Essas mudanças, para os executivos, teriam um caráter estrutural e elevariam a inflação nas economias mais avançadas dos atuais 2% para 5%.

Ao qualificar esse cenário como “novo normal”, o Financial Times alertou que as impressões do executivo deveriam ser ouvidas com atenção pelos investidores, mesmo porque ele não é o único a pensar dessa forma. Em um artigo publicado pelo jornal recentemente, Olivier Blanchard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), defendeu a revisão da meta de inflação dos países ricos para 3%. Só o tempo dirá se essas mudanças na dinâmica inflacionária são temporárias ou permanentes, mas esse debate já gera consequências no mundo todo, inclusive no Brasil, onde o processo inflacionário tem suas particularidades.

Pelo segundo ano consecutivo, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, teve de enviar uma carta ao governo para justificar o descumprimento da meta de inflação. Em 2021, a meta era de 3,75%, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano em 10,06%. Em 2022, o alvo era de 3,5%, e o índice fechou em 5,75%. A despeito dos esforços do BC, tudo indica que não será possível atingir o centro da meta deste ano, de 3,25%, tanto que a autarquia diz trabalhar com um horizonte de seis trimestres à frente.

Nesse contexto, o presidente Lula da Silva aproveitou para deixar claro seu incômodo com a autonomia do Banco Central (BC). Se suas críticas não trazem novidades, elas destacam uma teimosa convicção, compartilhada pela maioria do PT, de que uma inflação mais alta é capaz de impulsionar o crescimento econômico – diferentemente da maioria dos economistas ortodoxos, para quem o controle da inflação é premissa para um crescimento econômico sustentável. A experiência brasileira, de forma geral, e o governo Dilma Rousseff, em particular, mostram quem tem razão.

O Conselho Monetário Nacional (CMN), colegiado formado pelos ministros da Fazenda e Planejamento e pelo presidente do Banco Central, já definiu a meta de inflação para 2024 e 2025 em 3%. O novo governo, no entanto, pode mudar esses objetivos.

A inflação brasileira sofre os efeitos do câmbio, das cotações das commodities, dos preços dos alimentos e dos preços administrados, mas há ao menos dois aspectos que influenciam seu comportamento de forma muito particular e que, por essa razão, não podem ser desprezados: as fragilidades fiscais e o mercado de trabalho. Aliados, seus efeitos podem ser trágicos. Deveria servir de alerta ao governo, portanto, o fato de que o País acaba de aprovar um aumento de gastos que elevou o déficit primário a mais de R$ 200 bilhões e registrou um índice de desemprego de 8,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar desde abril de 2015.

Quando a inflação volta a ser um problema para economias no mundo todo, o Brasil pode e deve debater seus limites, mas dentro de uma perspectiva muito mais cautelosa e vigilante. A história prova que o controle da inflação não foi um trabalho fácil. Em um contexto de maior tolerância com a inflação, não se pode perder de vista que os picos registrados nos Estados Unidos no início da década de 1980 foram rapidamente debelados, enquanto no Brasil a batalha somente foi vencida mais de dez anos depois, com o Plano Real.

Antes de liderar esse debate, o governo precisa compreender que ter uma meta de inflação realista é muito diferente de não ter meta alguma, e que o controle da inflação não é um capricho, mas uma conquista civilizatória, da qual o País não pode abrir mão.

O Estado de S.Paulo - SP   23/01/2023

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu na quinta-feira, 19, que parte da desinflação ocorrida nos últimos meses decorreu do corte de impostos sobre combustíveis e energia elétrica. “A inflação estaria em 9%, e não em 5,8%, se não fosse essa redução de impostos”, respondeu, em palestra na UCLA Anderson School of Management.

Em entrevista na quarta-feira, 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, enquanto a inflação já está rodando abaixo de 6%. Campos Neto lembrou que mesmo as autoridades monetárias de países desenvolvidos estão subindo mais os juros para conter o movimento inflacionário global.

“Entendemos que nossa taxa de juros está alta”, admitiu. “Mas não manejamos curva futura, só meta a Selic. Não ajudaria em nada cortar juro de curto prazo, porque os investimentos usam taxas de longo prazo”, completou.

Monitor Digital - RJ   23/01/2023

Em 30 de dezembro, Qin Gang, o embaixador chinês nos Estados Unidos, foi nomeado ministro das Relações Exteriores da China. O novo chanceler chinês tornou-se muito popular, junto à elite econômica e política dos Estados Unidos, quando era embaixador em Washington. Sua nomeação, como ministro, acende esperanças para aqueles que acreditam que ele pode levar os dois lados do Pacífico à cooperação, para o bem-estar e a segurança do mundo.

No dia 4 de janeiro, o novo ministro escreveu um importante artigo no Washington Post no qual declarava que estava deixando os Estados Unidos para iniciar uma nova viagem e confessava que cenas memoráveis de sua passagem por este país continuam voltando à sua mente. Recorda as visitas que fez a 22 estados norte-americanos e as várias experiências que acumulou nessas visitas, confessando que ficou profundamente comovido com a sinceridade e hospitalidade dos seus anfitriões.

Em seguida, ele disse: “Vi, com meus próprios olhos, como a cooperação agrícola sino-americana beneficiou os dois países e contribuiu tanto para o suprimento global de alimentos, quanto para a luta contra a mudança climática”.

Qin Gang reiterou, então, que nas suas muitas visitas a empresas agroalimentares viu o que significa cooperação. Cooperação entre os dois lados do Pacífico para uma cadeia de abastecimento alimentar global segura. Ele falou abertamente sobre visitas a indústrias e fábricas onde se reuniu com trabalhadores americanos, observando os benefícios mútuos do investimento chinês nos EUA. Por fim, destacou a estreita interdependência entre Washington e Pequim, testemunhada pelos enormes contêineres que ele mesmo viu embarcados nos portos de Boston e Long Beach.

Em suas várias visitas, ele relembrou as visitas às fábricas de chineses em Ohio e na Califórnia, onde trabalhadores americanos explicaram que os investimentos chineses ajudaram a trazer comida para suas mesas.

Durante a sua passagem como embaixador em Washington, Qin conseguiu construir relações frutuosas com o tecido americano, em particular com a comunidade econômica, graças ao estilo pragmático com que costuma lidar com os problemas.

Ao contrário de outros diplomatas em Washington, Qin transmitiu algumas das mensagens mais moderadas, da China, sobre questões de interesse comum. Ele argumentou que Pequim teria tentado impedir que a Rússia invadisse a Ucrânia se soubesse e minimizou o risco de guerra com Taiwan.

Qin lembrou que se tornou embaixador nos Estados Unidos em um momento complexo e difícil para as relações sino-americanas. Quase todos os mecanismos de diálogo e intercâmbio foram suspensos. As empresas chinesas, na sua opinião, foram injustamente punidas. Agravadas pela pandemia, as trocas interpessoais foram severamente afetadas.

O novo ministro recorda que, enquanto embaixador, considerou ser sua missão promover o intercâmbio e a cooperação em vários domínios e trabalhar pela estabilidade e pelo melhoramento e desenvolvimento das relações sino-americanas. Sublinhou, no entanto, que é necessária a boa vontade de ambas as partes para melhorar as relações. Ele lembrou, que manteve um diálogo sincero e construiu fortes relações de trabalho com funcionários do governo dos EUA, para lidar adequadamente com questões espinhosas, como a questão de Taiwan, e promover a cooperação em áreas importantes.

Ele continuou: “Deixo os Estados Unidos mais convencido de que a porta para as relações China–EUA permanecerá aberta e não pode ser fechada. Também estou mais convencido de que os americanos, assim como os chineses, têm a mente aberta, são amigáveis e trabalham duro. O futuro de nossos dois povos – na verdade, o futuro de todo o planeta – depende de uma relação sino-americana saudável e estável”.

Ele então esperava que “preconceito ou percepção errada não desencadeie confronto ou conflito entre dois grandes povos. Devemos seguir a orientação estratégica de nossos presidentes e encontrar o caminho certo para o bem-estar do mundo”.

Edoardo Pacelli é jornalista, ex-diretor de pesquisa do CNR (Itália), editor da revista Italiamiga e vice-presidente do Ideus.

IstoÉ Online - SP   23/01/2023

O Federal Reserve deve desacelerar novamente o ritmo de suas altas de juros na reunião de política monetária de 31 de janeiro e 1 fevereiro, ao mesmo tempo em que sinaliza que sua batalha contra a inflação está longe de terminar.

Dados econômicos desde a última reunião do banco central norte-americano em dezembro mostraram que a inflação continua diminuindo, com preços ao consumidor e ao produtor, lucros e salários crescendo mais lentamente, e os principais impulsionadores da inflação, como o aluguel, no caminho de queda.

As autoridades reagiram, com cada vez mais delas dizendo que estão prontas para elevar os juros em apenas 0,25 ponto percentual na próxima reunião, uma abordagem de volta à normalidade após um ano em que a taxa de juros foi elevada em 4,25 pontos, com aumentos consecutivos de 0,75 ponto percentual.

Foi o aperto mais rápido da política monetária desde a década de 1980. O Fed reduziu o ritmo em dezembro para um aumento de 0,5 ponto como forma de reconhecer que a principal força de seu aperto de crédito ainda não foi sentida nos mercados de trabalho e entre os consumidores, e para determinar com mais cautela o caminho para um eventual ponto de parada.

A vice-chair do Fed, Lael Brainard, disse na quinta-feira que a “lógica” ainda se aplica enquanto o banco central “sonda” o quanto mais aumentar os juros em um ambiente em que a inflação parece desacelerar e a economia pode estar enfraquecendo.

Após os rápidos aumentos de juros do ano passado, “agora estamos em um ambiente em que equilibramos os riscos de ambos os lados”, disse Brainard na quinta-feira durante um evento na Booth School of Business da Universidade de Chicago, mesmo evitando expressar uma preferência explícita para a próxima reunião.

Mas Brainard também reiterou a visão de que o próximo comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto e o chair do Fed, Jerome Powell, em sua coletiva de imprensa em 1º de fevereiro, devem martelar: a desaceleração da inflação não é inflação baixa, e um aumento menor da taxa não significa que o banco central está pronto para fazer uma pausa.

O índice PCE, a medida de inflação preferida do Fed, aumentou a uma taxa anual de 5,5% em novembro, abaixo da máxima de junho de 7%, mas ainda muito acima da meta de 2% do banco central. Os preços ao consumidor subiram a um ritmo ainda mais rápido de 6,5% em dezembro.

“A inflação está alta e levará tempo e determinação para reduzi-la a 2%. Estamos determinados a manter o curso”, disse Brainard.

A mensagem de uma batalha incessante contra a inflação tornou-se um mantra entre as 19 autoridades do Fed, mas elas podem ser desafiadas a sustentá-la se as evidências de que a economia está desacelerando continuarem aumentando.

Ao longo do ano passado, as rápidas séries de aumentos de juros do Fed foram anunciadas em um comunicado que também prometia “altas contínuas” até que os juros fossem “suficientemente restritivas para retornar a inflação a 2%”.

Essa linguagem pode estar pronta para mudanças, possivelmente assim que a próxima reunião terminar. Se o Fed seguir com o aumento esperado de 0,25 p.p. em 1º de fevereiro, a taxa de juros será fixada em uma faixa entre 4,50% e 4,75%, próximo ao nível pouco acima de 5% que as autoridades do Fed estimaram na reunião de dezembro como o provável ponto de parada.

As autoridades não divulgarão novas projeções na próxima reunião, portanto, qualquer mudança de ênfase precisará vir por meio do comunicado de política monetária, que será divulgado às 16h (horário de Brasília) em 1º de fevereiro. Powell começará a falar meia hora depois.

O Estado de S.Paulo - SP   23/01/2023

Em uma assembleia realizada há poucos dias, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, foi destituído do cargo. Seu afastamento foi referendado pelo voto de 47 industriais, em uma reunião extraordinária marcada por controvérsias, quórum questionável e sem a presença do empresário, argumentos que, por si sós, fortalecem a chance de reversão da medida na Justiça. Mas a patacoada vai além. Como a ata da assembleia ainda não foi registrada em cartório, Josué não apenas continua no comando da Fiesp, como foi convidado a participar de uma reunião com as Forças Armadas pelo presidente Lula da Silva, um ato de desagravo que evidencia o prestígio e o apoio ao empresário, filho do ex-vice-presidente José Alencar.

É a primeira vez que a Fiesp destitui um presidente em quase 100 anos de história, algo que diz muito sobre o tamanho da crise da indústria brasileira. Josué assumiu a Fiesp em janeiro de 2022 para cumprir um mandato de três anos, candidato único de uma chapa que sucedeu a Paulo Skaf e seus 17 anos na chefia da entidade. O empresário é dono da Coteminas, símbolo de uma indústria têxtil moderna e competitiva, líder no mercado interno e com forte presença no exterior.

Na assembleia, ele foi alvo de 12 questionamentos, nenhum sobre violações do estatuto da Fiesp. Foi inquirido, no entanto, sobre a quantidade de entrevistas que havia concedido e o número de vezes em que esteve no Congresso para defender pautas setoriais. Era um teatro para punir Josué por um ato imperdoável, na avaliação de seus pares: a publicação da carta Em defesa da Democracia e da Justiça, logo após o ex-presidente Jair Bolsonaro reunir embaixadores para atacar a lisura do processo eleitoral.

Não é por acaso que a liderança da rebelião é atribuída a Skaf. Os industriais, evidentemente, preferiam a postura pusilânime da Fiesp de um ano antes. Em agosto de 2021, Skaf articulou o apoio a um manifesto intitulado A Praça é dos Três Poderes, após o intimidatório desfile das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios e no dia em que a Câmara rejeitou o voto impresso. Ele desistiu da publicação após pressão do governo, mas o documento ressuscitou depois do dia 7 de Setembro, quando Bolsonaro fez ameaças públicas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O episódio em si só traz à tona mais do que uma mera disputa de poder pelo comando da Fiesp. Ele expõe a dificuldade de alguns de seus associados de enxergar a profundidade da crise em que a indústria brasileira está mergulhada. A desindustrialização é uma realidade inegável desde a década de 1980. A proporção da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) é de 11%, a menor desde 1947. As causas desse fracasso são múltiplas – crises internacionais, recessão econômica, falta de investimento, baixa produtividade e custos elevados, entre outros –, mas nenhuma delas tem qualquer conotação política.

Enfrentar esses desafios requer da indústria realismo para distinguir problemas e oportunidades. Após a ineficaz política de combate à covid-19 por parte da China, o País tem uma nova chance de inserção nas cadeias produtivas globais. A guerra na Ucrânia e o consequente aumento dos preços do petróleo proporcionaram competitividade à energia brasileira – ela já era majoritariamente limpa e, agora, tornou-se relativamente mais barata.

A transição para uma economia de baixo carbono pode dar ao País um protagonismo mundial. Para isso, é preciso que a indústria tenha uma compreensão mais moderna e menos dependente sobre seu papel no desenvolvimento do País. Passou da hora de o setor caminhar com as próprias pernas. Uma parte dos industriais brasileiros continua a apostar no retorno a um tempo em que desonerações, subsídios, protecionismo e favores políticos garantiam a prosperidade de seus donos em detrimento do crescimento econômico e da geração de empregos. A crise no comando da Fiesp não é causa, mas sintoma desse embate entre um passado que se recusa a ficar para trás e um futuro que ainda não chegou.

Money Times - SP   23/01/2023

A Selic está estacionada em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado e deve continuar assim por um bom tempo – pelo menos até as expectativas de inflação melhorarem.

Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a projeção é de que a taxa básica de juros permaneça no seu atual patamar até meados de 2023, recuando para 12% no fim do ano. A Selic prevista para o final do ano foi revisada para cima, ante a expectativa de 11,5%.

“A elevação das projeções para o IPCA no horizonte relevante (que inclui os anos de 2023 e 2024) tende a limitar o espaço existente para a redução dos juros possibilitado pelo processo de desinflação em curso. Por essa razão, ajustamos para cima a perspectiva para a taxa Selic em 2023, de 11,5% para 12,0% Para 2024, a projeção para a taxa básica de juros encontra-se em 9,5%”, diz o Relatório de Acompanhamento Fiscal.

A IFI ainda destaca que é esperada uma provável postergação do início e da redução da magnitude do ciclo de redução dos juros, sendo que o Banco Central deve monitorar a evolução das expectativas e o balanço de riscos.
Expectativa de inflação vs Selic mais baixa

Em 2022, a inflação acumulada ficou em 5,79%, influenciada pelo corte de impostos sobre combustíveis e acima do teto da meta, de 5%.

As expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 e 2024 continuam subindo, limitando o espaço para cortes na Selic.

No Relatório Focus da semana passada, o mercado elevou a projeção da inflação de 2023 de 5,36% para 5,39% – também acima do teto da meta.

“A pesquisa Focus mostra também elevação das projeções para 2025, horizonte mais longo, capturando possivelmente o aumento do risco fiscal”, indica o relatório.

Segundo a IFI, a inércia do ano passado foi o principal fator para o desvio da inflação em relação à meta.

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   23/01/2023

(Reuters) – Os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta sexta-feira, com o contínuo otimismo sobre uma recuperação econômica na China, maior produtora mundial de aço, elevando o ânimo da demanda. Mas, no cômputo semanal, os futuros ainda registraram perdas devido a uma queda nos preços no início da semana.

O minério de ferro mais negociado para maio na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas com alta de 1,8%, a 865,0 iuanes (127,51 dólares) a tonelada.

Na semana, o contrato de Dalian mais negociado registrou uma queda de aproximadamente 1,6%, em grande parte devido a um recuo nos preços no início da semana, depois que o planejador estatal da China emitiu seu terceiro alerta este mês sobre especulação excessiva no mercado.

A Bolsa de Dalian estará fechada de 21 a 27 de janeiro para os feriados do Ano Novo Lunar. A negociação será retomada em 30 de janeiro.

Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência de fevereiro subiu 1,8%, para 125,95 dólares a tonelada.

O sentimento está elevado, já que o otimismo quanto ao fortalecimento da demanda chinesa continua a aumentar.

O CEO da BHP, Mike Henry, disse que as políticas pró-crescimento da China, incluindo as do setor imobiliário, e a flexibilização das restrições da Covid-19 podem apoiar uma melhoria progressiva no segundo semestre do ano, apontou a ANZ Research em nota.

A China disse nesta sexta-feira que o pior já passou em sua batalha contra a Covid-19, antes do que se espera ser um dos dias de viagens mais movimentados em anos, um movimento em massa de pessoas que alimentou temores de um novo aumento de infecções.

Máquinas e Equipamentos

Construção Latino-americana - SP   23/01/2023

A Hyundai Doosan Infracore (HDI) substituirá a marca DOOSAN em seus equipamentos de construção e apresentará sua nova marca DEVELON. A mudança ocorre um ano e meio desde que a HDI ingressou como subsidiária da HD Hyundai em agosto de 2021.

DEVELON é uma combinação das palavras Develop e Onwards. A nova marca abrange a direção da HDI de avançar para o futuro por meio da inovação e seu desejo de mudar o mundo incansavelmente com produtos e soluções inovadoras.

A HDI planeja o lançamento da nova marca desde que se tornou uma subsidiária da HD Hyundai e planeja dar um salto para se tornar um player global de primeira linha na indústria de equipamentos de construção com o lançamento da nova marca.

Com o rebranding, o novo decalque DEVELON será aplicado aos kits de construção HDI.

“Os três negócios de equipamentos de construção já consolidaram seu status como um dos principais pilares de negócios da HD Hyundai e construíram uma base inabalável para atingir metas de desempenho e criar efeitos sinérgicos uns com os outros em meio ao ambiente econômico global em mudança rapidamente”, disse Cho. Youngcheul , CEO da HDI, acrescentando: “DEVELON liderará o futuro mercado de eletrificação e automação para estimular o crescimento e se tornar uma marca mais confiável entre nossos clientes”.

A HDI planeja apresentar uma visão e uma história de marca mais detalhada ao lançar uma ‘Nova vitrine de marca ‘ no final de fevereiro.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Exame - SP   23/01/2023

De uma sala envidraçada à beira-mar em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, o empresário Jean Graciola define os principais ensejos da FG Empreendimentos, holding do mercado de construção civil que comanda desde 2012. Segunda geração à frente do negócio—  a empresa foi criada por seu pai, Francisco Graciola, ainda na década de 1990 — o empresário é responsável por uma gestão que levou a FG a alcançar receitas na casa do bilhão. Em 2022, a companhia teve vendas de 1,1 bilhão de reais.

Parte desse resultado está relacionado à uma empreitada pessoal de Graciola: tornar a FG líder entre as construtoras e incorporadoras que por lá disputam a posição de proprietária do prédio mais alto. A ambição recentemente deu lugar à conquista oficial do título com a inauguração do One Tower, torre de 290 metros de altura que agora é também o residencial mais alto da América Latina. Para ter uma ideia, o Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo e maior cartão-postal de Dubai, tem 829 metros.

Tirar o projeto do papel custou caro à FG. Foram 650 milhões de reais investidos pela empresa e pela família Hang, da loja de departamentos Havan, também investidora do One Tower. E esse é apenas um dos superlativos envolvendo a construção. Para colocar de pé a edificação de 84 andares foram necessários 2.000 trabalhadores, nove mil toneladas de aço e uma fundação equivalente a um prédio de 12 andares.

Os esforços para a entrega do prédio representam bem um desejo compartilhado por concorrentes da região, dispostos a tornar Balneário Camboriú em um laboratório de testes e tendências para a construção civil. Juntas, algumas das principais construtoras da cidade — incluindo a FG — buscam em parcerias externas as tecnologias mais apropriadas para levantar prédios luxuosos e arranha-céus dignos de cartões postais. Dos dez maiores edifícios desse tipo do Brasil, sete estão em Balneário, hoje uma cidade de 140.000 moradores.

Apesar de ter sede bem próxima ao novo empreendimento – o escritório da FG fica na mesma avenida que o One Tower –, boa parte da estratégia de diferenciação da companhia, hoje baseada na adoção de tecnologias de ponta, é definida bem longe dali. Graciola e um time de executivos costumam viajar com frequência em busca de referências de arquitetura, engenharia e design mundo afora, em destinos como Dubai, Estados Unidos e China. “A busca por novos parceiros e novas tecnologias é o que vai determinar a nossa indústria”, diz.

Alguns adicionais tecnológicos no One Towner refletem essa busca. Por lá, os cinco elevadores percorrem todos os andares em menos de 1 minuto. O feito é de uma tecnologia de corrediças da alemã TK Elevator, a mesma utilizada no One World Trade Center, em Nova York.

O uso inaugural da tecnologia abre precedentes para as edificações ainda maiores que estão por vir. De olho em vendas de 1,5 bilhão de reais, a FG deve manter os superlativos em seus apartamentos e nos outros arranha-céus com previsão de entrega nos próximos anos. Um deles, o Triumph Tower, terá 544 metros e deverá ser o prédio mais alto das Américas. “Nosso foco é a construção civil e continuará sendo o alto padrão, a qualidade e tudo que possa chamar a atenção à primeira vista”, diz Graciola.

Valor - SP   23/01/2023

Empresários do setor estão em uma corrida para reduzir os estoques de moradias que estão vazias há alguns anos

A desaceleração imobiliária da China deixou as empresas do setor lutando para descarregar um excesso de estoques de moradias, atraindo consumidores relutantes com grandes descontos e regalias adicionais, como BMWs grátis, enquanto tentam salvar suas finanças.

Essa urgência foi exibida no final do mês passado em um showroom de um condomínio nos subúrbios de Guangzhou, administrado pela Country Garden. A construtora, buscando vender unidades que permaneceram vazias alguns anos após a conclusão do projeto, cortou os preços em mais de 20% dos 13 mil yuan iniciais (US$ 1.920) por metro quadrado.

"Não se aplicará a menos que o contrato seja assinado este ano", disse um representante a um possível comprador.

A Country Garden diz que encontrou compradores para metade dos cerca de 10 quartos que pretendia vender. No mesmo mês, a empresa lançou uma venda nacional com até 25% de desconto em imóveis acabados, surpreendendo muitos do setor.

"Eu não iria tão longe a ponto de dizer que eles estão doando, mas é um desconto substancial", disse um ex-representante de vendas de imóveis.

A Country Garden - a maior incorporadora privada da China em valor de vendas de propriedades por seis anos consecutivos - tem lutado junto com seus pares desde que as autoridades apertaram a auditoria das finanças das empresas imobiliárias em 2020.

A onda resultante de inadimplência e atrasos na construção azedou a confiança do consumidor na indústria e esfriou a demanda por moradias. O lucro líquido da Country Garden caiu 96% no primeiro semestre de 2022, para 600 milhões de yuan, em meio a uma ampla queda nos ganhos entre outros grandes players.

A área de novas moradias a serem vendidas ou alugadas saltou 18% no ano para cerca de 270 milhões de metros quadrados no final de 2022, mostram dados do governo. Com a dificuldade de obter capital, os desenvolvedores estão reduzindo os preços dessas unidades não vendidas para levantar fundos, sacrificando as margens de lucro.

Alguns estão tentando adoçantes mais criativos. O Central China Group, com sede na província de Henan, no outono passado ofereceu BMWs grátis para compradores de certas propriedades, e um grupo corporativo na cidade de Nanning, no sul, anunciou 10 anos de viagens gratuitas nos metrôs do grupo com contratos de compra de casas neste inverno.

O sell-off reforçou as vendas. A China Real Estate Information Corp. constatou que as vendas de dezembro cresceram no ano ou caíram menos do que no ano inteiro em nove das 10 principais empresas imobiliárias.

Do outro lado do balanço, muitos estão controlando as compras de direitos de uso da terra das autoridades locais para novas propriedades.

Essa tendência é muito mais pronunciada entre as empresas imobiliárias privadas do que entre as estatais. As aquisições de terras da Country Garden chegaram a 6,1 bilhões de yuan no ano passado, um vigésimo do total de 2021, de acordo com o think tank China Index Academy. A Sunac, que não pagou um título no ano passado, também fez apenas compras mínimas.

Enquanto isso, empresas apoiadas pelo Estado, como China Poly Group e China Resources Land, tiveram mais facilidade em levantar dinheiro para a compra de terras graças a suas finanças mais sólidas.

Uma vez que o mercado finalmente se recupere, as empresas estatais que conseguiram continuar construindo podem acabar em uma posição mais forte, enquanto as empresas privadas se debatem - um padrão que levantou preocupações em outros setores da economia.

O BOC International (China) prevê que a participação dos desenvolvedores privados nas vendas cairá de 70% para cerca de 10% a 20%. Alguns se retirarão do setor, enquanto o restante se voltará para a subcontratação ou buscará parcerias com empresas estatais, diz.

Os consumidores permanecem frios com a ideia de comprar uma casa. Uma pesquisa do último trimestre do Banco do Povo da China (PBoC) constatou que apenas 16% esperam aumentar seus gastos com habitação, uma queda de 5 pontos percentuais em relação aos três anos anteriores.

A desaceleração em uma indústria que é direta ou indiretamente responsável por cerca de 30% do produto interno bruto da China é uma dor de cabeça para o governo. Um funcionário do banco central disse na semana passada que as restrições de empréstimos para os desenvolvedores serão atenuadas, e o governo recentemente ampliou uma medida que permite que as autoridades locais estabeleçam limites mais baixos para as taxas de juros hipotecários.

Valor - SP   23/01/2023

Maior parte das empresas segurou projetos, por eventos e dúvida sobre capacidade dos clientes; MRV&Co chamou a atenção por queima de caixa

Para Rafael Menin, copresidente da MRV&Co, a geração de caixa é o grande desafio de gestão da empresa em 2023 — Foto: Marcus Desimoni/NITRO/Valor

As prévias operacionais do quarto trimestre mostraram que as incorporadoras ficaram mais comedidas em lançamentos no final do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2021. Das 18 empresas que divulgaram seus resultados (16 com capital aberto, conforme a tabela abaixo), 13 apresentaram redução no valor geral de vendas (VGV) lançado no período.

Isso não é necessariamente ruim, ressalta Ygor Altero, chefe de real estate da XP. “É importante lançar se você está vendendo, senão você acumula estoque, que pesa no balanço, e não consegue gerar bom retorno ao acionista”.

A redução dos lançamentos é um movimento de cautela das empresas, frente a um cenário de juros elevados e com alta recente na taxa do crédito imobiliário em alguns bancos privados - no banco Itaú, a taxa média cobrada subiu de 9,5% para 10,5% ao ano, mais TR, lembra André Mazini, analista de real estate do Citi.

Outra explicação para a redução de lançamentos são as eleições e a Copa do Mundo, que ocorreram no último trimestre do ano. Para fugir de um período no qual as vendas poderiam ser prejudicadas pela “distração” dos consumidores, empresas optaram por lançar mais até o terceiro trimestre, como aconteceu com a Cury, que reduziu o VGV lançado em 40% do terceiro para o quarto trimestre de 2022.

A companhia também pretende lançar mais no primeiro trimestre deste ano, passando de R$ 1 bilhão em VGV, ante R$ 556 milhões no quarto trimestre.

Com 23% de elevação nas vendas líquidas, em comparação com o quarto trimestre de 2021, a Cury escapou da queda na comercialização, que atingiu metade das incorporadoras que divulgaram seus resultados.

Alguma queda nas vendas era esperada pelos analistas, uma vez que menos lançamentos costumam resultar em menos volume de unidades comercializadas. A cronologia dos lançamentos do trimestre também desafiou os corretores. Na Moura Dubeux, por exemplo, dois dos três lançamentos ocorreram apenas em dezembro, restando pouco tempo para dar vazão aos imóveis.

Bruno Mendonça, analisa de real estate do Bradesco BBI, lembra que há outros fatores em jogo, como a falta de confiança do consumidor na economia, que afeta a decisão de compra no segmento de média e alta renda.

A tendência de lançamentos mais tímidos deve continuar em 2023, segundo Mazini. “Acho difícil as companhias não reduzirem lançamentos, sem perspectiva de caírem os juros”, afirma.

Como lembra Mendonça, as incorporadoras já estão passando da metade do ciclo dos negócios lançados em 2021, ano com boom de vendas motivadas pela pandemia, e se aproxima a hora de saber se o cliente tem mesmo capacidade financeira para conseguir um financiamento no banco, com o repasse dos imóveis. “É o momento mais arriscado do ciclo, em que a renda do comprador vai ser testada”, afirma. “É natural que a decisão de negócio seja mais cautelosa”, diz.

Entre as incorporadoras que atuam no Casa Verde e Amarela, prestes a ser formalmente repaginado como Minha Casa, Minha Vida (MCMV), as expectativas e os problemas são outros.

Representante do setor, mas que também atua fora dele, a Cury é destacada como exemplo de bom desempenho no trimestre, com geração de caixa de R$ 135,8 milhões, alta anual de 46,5%.

O tema é delicado na MRV&Co, que, após ter registrado queima de caixa de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, chegou à porção final de 2022 com queima de R$ 539,5 milhões. No acumulado do ano, foram R$ 2,2 bilhões, quatro vezes o montante de 2021. “A grande decepção do trimestre foi a geração de caixa da MRV, que foi pior do que se esperava”, diz Mendonça.

O analista destaca a queima de R$ 286,3 milhões na operação brasileira de incorporação: a MRV&Co inclui ainda a subsidiária americana Resia e as marcas Luggo e Urba, de apartamentos para renda e loteamentos. “Deixa todo mundo um pouco desconfortável”.

“O grande desafio de gestão da companhia, para 2023, é ser geradora de caixa”, diz Rafael Menin, copresidente da MRV&Co. Ele afirma que, conforme a empresa recupere margem bruta nos projetos, via aumento do preço das unidades e seleção dos projetos, haverá melhora gradativa no caixa.

Para Mendonça, o mercado espera que a companhia apresente geração positiva de caixa somente no final do ano, mas o início dessa recuperação está demorando mais do que se pensava.

Na operação de incorporação nacional, a MRV&Co tem a meta de subir o preço das unidades acima da inflação e recuperar volume de lançamentos. Em 2022, a empresa elevou o valor médio das unidades lançadas na incorporação MRV em 25%, para R$ 220 mil, e os lançamentos em 1,8%, para R$ 7,1 bilhões em VGV.

Os executivos da companhia já afirmaram que queriam chegar a 70 mil unidades lançadas em um ano. Esse número, no entanto, teve um pico de mais de 50 mil em 2020 e depois caiu para 35 mil no ano passado. A meta agora é mais modesta. “A missão é fazer perto de 40 mil unidades lançadas”, diz Menin. A volta do MCMV pode dar “vento de cauda” para todo o setor de imóveis para a baixa renda, segundo o copresidente.

A Tenda, que há um ano reportou ao mercado um estouro de mais de R$ 500 milhões em seu orçamento de obras, seguiu no quarto trimestre sua trajetória de recuperação, com operação menor, visando priorizar projetos mais rentáveis - o preço médio da unidade lançada subiu 32% em um ano, para R$ 197 mil.

“Os erros do passado da Tenda ainda vão ser pedra no sapato o ano inteiro”, afirma Mazini, mas o mercado está reconhecendo os esforços da empresa: a ação da incorporadora subiu 8,25% desde a divulgação das prévias. Para Altero, da XP, a sensação é de que o pior ficou para trás.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   23/01/2023

A Greenbrier Maxion está produzindo 80 vagões tanque para a FS, empresa de etanol de milho, nutrição animal e bioenergia. O transporte de biocombustível deve ser iniciado entre janeiro e abril deste na malha da Rumo. A parceria entre as empresas irá ampliar o uso do modal ferroviário, elevando o volume transportado de 50 milhões para 75 milhões de litros de etanol ao mês.

Fabricado em aço baixa liga estrutural, com alta resistência mecânica e à corrosão atmosférica, segundo a GBMX, o vagão TCT fornecido à FS tem capacidade de 105 mil litros, um aumento de 2 mil litros em relação ao modelo anterior.

Foi projetado para carregamento superior e descarregamento inferior, com descarga central, além de serem equipados com o Engate tipo “E” Double Shelf com haste “F”, com operação rotativa inferior, mais robusto e antidesacoplamento, e com válvula sensora de carga.

Outro diferencial dos vagões, de acordo com a fabricante, é o truque tipo Motion Control® – Truques Premium, desenvolvido especificamente para as condições operacionais e de via permanente das ferrovias brasileiras. “Por meio da otimização do comportamento dinâmico do vagão, proporciona aumento significativo da segurança operacional e vida útil dos componentes, além da redução no custo de manutenção”, diz a GBMX em nota.

O etanol, que sai das unidades no Mato Grosso, seguirá em rota rodoviária até Rondonópolis (MT) e de lá para Paulínia (SP), em linha férrea, passando pelo estado do Mato Grosso do Sul e atravessando o estado de São Paulo até chegar ao principal mercado consumidor de combustíveis do país, percorrendo aproximadamente 1.200 km. A Rumo já transporta aproximadamente 45% do volume de diesel do estado de Mato Grosso. Em 2022, a operação registrou um aumento de mais de 20% no transporte de biocombustíveis.

A operação de transporte com os novos vagões deverá escoar 45% da produção da FS por ferrovias na rota entre Lucas do Rio Verde e Sorriso (MT) até Paulínia (SP). Dos 1,5 bilhão de litros de etanol produzidos anualmente pela FS, cerca de 50% têm como destino essas regiões. Além da economia de custos, a operação também reduzirá as emissões de carbono do transporte em 50%, substituindo 15 mil viagens de caminhões por ano nas estradas.

“A ampliação da nossa capacidade de transporte ferroviário está alinhada com a estratégia da FS de buscar atender os mercados com a máxima eficiência logística e menor pegada ambiental”, afirma o CEO da FS, Rafael Abud.

De acordo com o vice-presidente Comercial da Rumo, Pedro Palma, os vagões de combustíveis rodam praticamente cheios o tempo todo, com capacidade disponibilizada. “Os fluxos são planejados para a melhor eficiência logística. O vagão investido pela FS vai no sentido Mato Grosso – Paulínia e retorna com derivados de petróleo para serem distribuídos por todo estado”, destaca.

Luis Gustavo Rocha Vilas Boas, diretor de vendas e marketing da Greenbrier Maxion, ressalta a importância da parceria entre indústria, operadora e usuário final na aquisição de material rodante. “Os vagões foram desenvolvidos com tecnologia de ponta, inovação e toda expertise da área de engenharia, atendendo as especificações técnicas da FS e da Rumo, proporcionando redução de custo, eficiência energética e produtividade para todo o ciclo, tornando assim o transporte ferroviário de carga mais competitivo e sustentável”.

Revista Ferroviaria - RJ   23/01/2023

Depois de um ano com os pedidos da Empresa Suzano Celulose parados, a diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) vai decidir nos próximos dias se autoriza a empresa a construir 136 quilômetros de ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado e ramal ferroviário de 24,7 quilômetros no município de Três Lagoas.

Os dois empreendimentos preveem investimentos de R$ 1,270 bilhão.

Estas análises ocorrem após a autarquia alterar algumas regras das concessões ao publicar no Diário Oficial da União no dia 2 de setembro do ano passado a Resolução 5.987.

Pelas novas regras a ANTT deve verificar a viabilidade “locacional” dos novos pleitos e “verificar a existência de conflito entre o traçado da ferrovia requerida e as demais infraestruturas ferroviárias implantadas ou outorgadas.”, que podem resultar em indeferimentos dos pedidos.

A resolução foi publicada em virtude da existência de vários pedidos no Ministério dos Transportes que buscam explorar o mesmo trecho,por isso estes critérios podem criar dificuldades técnicas para a Suzano Celulose obter a autorização da ANTT para construir o trecho de 136 quilômetros entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, com investimentos de R$ 1,1 bilhão.

É que a Eldorado Celulose já assinou em dezembro de 2021 contrato com a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) para construir linha férrea interligando as duas cidades, com extensão de 88,9 quilômetros e investimentos de R$ 890 milhões, fazendo com que tenha prioridade na construção conforme as novas regras contidas na norma.

Embora a Lei 14.273 defina que “ A outorga de determinada ferrovia não implica a preclusão da possibilidade de outorga de outras ferrovias, ainda que compartilhem os mesmos pares de origem e destino ou a mesma região geográfica”, a resolução cria uma brecha para que os pedidos pendentes com mesmo traçado tenham dificuldades técnicas para serem obtidos.

Além deste pleito, a diretoria da ANTT analisa hoje o pedido de autorização para construir o ramal ferroviário dedicado a “shortline” de 24,7 quilômetros no município de Três Lagoas, que vai interligar o Arco do Contorno da Rumo Malho Oeste (RMO) e a duas unidades de produção de celulose. Serão investidos R$ 170 milhões.

No requerimento, a Suzano explicou que “inicia-se em linha paralela ao atual arco do contorno de Três Lagoas em trecho a ser ajustado para bitola mista, possuirá uma extensão local para funcionar como pátio de entrada-espera com um comprimento útil de 1.800 m.

Já o ramal propriamente dito com traçado paralelo a BR-158 até chegar na região das unidades industriais. Dotado de uma pera de carregamento no armazém de expedição da fábrica terá ainda um pátio adicional de manobras e espera de despacho das composições formadas”.

Se os pedidos forem aprovados, a Suzano terá três autorizações aprovadas. Em janeiro do ano passado, a ANTT autorizou a empresa assinar contrato para construir 231 quilômetros de ferrovia ligando Ribas do Rio Pardo a Inocência, com investimentos de R$ 1,6 bilhão, com direito de a empresa de celulose explorar o serviço por 99 anos.

De acordo com pedido, o trecho entre Ribas e Inocência vai ser ligado com a linha férrea da Rumo Malha Norte (RMN), que foi criada inicialmente com o objetivo de transportar carga do Mato Grosso até o porto de Santos.

A Suzano vai construir um “pátio de espera-despacho com um comprimento útil de 1.800 m, podendo absorver composições de até 80 vagões típicos de celulose. Já em Ribas do Rio Pardo (Projeto Cerrado) considera-se utilizar uma pera ferroviária que acessará diretamente o armazém de estocagem”, segundo pedido da empresa.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura (MaInfra), além das solicitações da Suzano, outros dois pedidos já tiveram o contrato de autorização da construção assinado. Um da Ferroeste, ligando Maracaju a Dourados/MS.

Outro da Eldorado Brasil Celulose, para construir ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado/MS. Ainda esta em análise um pedido da empresa MRS com objetivo de interligar Três Lagoas a Panorama (SP) por meio da construção de 100 quilômetros de linha férrea com investimentos de R$ 1 bilhão.

NAVAL

Exame - SP   23/01/2023

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, voltou a falar nesta sexta-feira, 20, que descarta a venda de autoridades portuárias, como no caso do Porto de Santos. "Não concordo que autoridade portuária seja vendida em hipótese alguma", disse em entrevista à CNN Brasil. Mais cedo, em conversa com a BandNews, ele mencionou também que o governo tem "alternativas mais rápidas" para tirar do papel a obra do túnel seco para ligar Santos a Guarujá.

Na modelagem de privatização do Porto de Santos criada no governo Bolsonaro, a construção do túnel seco era uma das obrigações do operador que arrematasse o ativo. "Então o túnel vai dar, temos alternativas mais rápidas e mais fáceis do que foi pensado no governo anterior", disse França.

Ele afirmou ainda que o governo Bolsonaro conseguiu privatizar apenas uma autoridade portuária em quatro anos - a Codesa, no Espírito Santo -, mencionando que a pasta está olhando a documentação do caso. "E, além disso, no único país fora que foi feito (privatização), toda a parte de locação dos espaços públicos subiu 900%", disse o ministro.

França também reforçou as críticas ao modelo de concessão de aeroportos, e citou os três pedidos de devolução apresentados pelas concessionárias de São Gonçalo do Amarante, de Viracopos e do Galeão. "No mesmo governo, várias das licitações que foram feitas, sete lotes de aeroportos, para se ter noção hoje três desses aeroportos querem ser devolvidos", disse ele.

Esses aeroportos, contudo, não foram licitados no governo Bolsonaro. Todos os leilões foram efetuados ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT). "Os proprietários diga-se de passagem eram autoridades de outros países, veja a incongruência, não estamos desestatizando, mas internacionalizando, como se vendesse pedaço do país para Inglaterra, França. Por que nossa Infraero não pode gerenciar?."

IstoÉ Online - SP   23/01/2023

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, citou nesta sexta-feira, 20, a possibilidade de recursos da autoridade portuária de Santos bancarem, junto do governo federal, a construção do túnel seco entre Santos e Guarujá, obra que deve custar na casa de R$ 3 bilhões. Ele afirmou ter tratado com o secretário de governo de São Paulo, Gilberto Kassab, sobre o assunto, e disse que combinou uma conversa também com o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Eu encontrei com o Kassab, combinei para conversar com Tarcísio, e quem sabe fôssemos a Santos mostrar definição, seria muito bom para o Brasil mostrar que podemos caminhar juntos independente de posições ideológicas quando interesse público está se sobrepondo”, disse França, em entrevista à CBN São Paulo.

Ele defendeu que as companhias portuárias superavitárias invistam os recursos em obras. “Os recursos para o túnel vão vir de recursos do próprio porto, alguns recursos eles já tem, leva três, quatro anos, é obra que custa algo em torno de R$ 3 bilhões. É possível ser feito com o recursos da docas e do governo federal”, disse França, para quem também seria bem vinda uma ajuda do governo Estadual e de municípios, eventualmente com incentivos tributários à empresa que ganhar a concorrência.

Alternativas para o túnel seco estão sendo analisadas pelo governo porque, inicialmente, essa obra seria construída pelo operador privado que arrematasse a administração do Porto de Santos. Contudo, a privatização não deve ser mantida pela gestão Lula, como vem dizendo o ministro.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), Tarcísio já havia avaliado como um plano B fazer a obra do túnel com recursos do Tesouro do Estado, para depois conceder a operação da ligação seca. O empreendimento, cobrado há décadas pela população local, tem VPL negativo – ou seja, não daria retorno financeiro ao privado sem aporte do governo.

Aeroportos.

Na entrevista, França também voltou a falar sobre o caso dos aeroportos em relicitação, e sobre a possibilidade de a Infraero retomar o controle desses terminais enquanto um novo leilão não é realizado, especialmente no caso do Galeão, no Rio de Janeiro.

Ele apontou que há casos de empresas interessadas em se manter na operação mesmo após o pedido de devolução, mas destacou que, atualmente, o processo de relicitação é irrevogável.

Como mostrou o Broadcast, apesar de não ter citado nomes, esse é o caso da concessionária de Viracopos, que têm demonstrando interesse em manter o ativo.

Portos e Navios - SP   23/01/2023

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou 2022 com a maior movimentação de sua história, com 1,16 milhão de TEUs. O fechamento é 5% maior frente 2021, quando a empresa movimentou 1,1 milhão de TEUs.

Nas exportações, o destaque foi para os congelados, carro chefe da empresa, que possui o maior número de tomadas para contêineres refrigerados entre os terminais brasileiros. Foram 208.479 TEUs, número 8% maior do que em 2021.

O aumento se deve também ao modal ferroviário. Um em cada cinco contêineres de exportação chegam ao terminal pela ferrovia, grande diferencial logístico da empresa, a única do sul do país com acesso direto em zona alfandegada. Com aumento de quase 40% em comparação a 2021, foram movimentados 189.014 TEUs pelo modal.

Na importação, defensivos agrícolas cresceram 136% em relação ao ano anterior, no total de 21.024 contêineres em 2022, motivados pela liberação de novas licenças de importação e diferenciais logísticos da TCP. Também foram registrados aumentos nas importações de painéis solares e geradores fotovoltaicos, com 45% de crescimento.

Em 2022, a TCP assinou a aquisição de 11 novos guindastes do tipo RTG (Rubber Tyred Gantry). Os novos equipamentos devem chegam ao terminal em 2023 e fazem parte de um pacote maior de investimentos, que contempla expansão do número de tomadas para contêineres refrigerados em expressivos 43%, subestação de energia, expansão dos gates de acesso ao terminal, aplicativo para caminhoneiros e novos caminhões para transporte interno de cargas.

A produtividade de navio subiu expressivamente em 2022 no terminal. Em outubro, a empresa alcançou 202 movimentos por hora (MPH) em um navio, maior produtividade já registrada pela empresa.

PETROLÍFERO

Valor - SP   23/01/2023

Em encontro com o ministro Alexandre Silveira, entidades apresentam a agenda setorial com ênfase no desenvolvimento das indústrias químicas e de fertilizantes no Brasil

Entidades ligadas ao gás natural foram a Brasília para agenda com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a fim de apresentar a agenda setorial com ênfase no desenvolvimento das indústrias químicas e de fertilizantes no Brasil. A proposta do grupo Coalizão pela Competitividade Gás Natural (CCGNMP) é encontrar mecanismos para que o país fique menos dependente de importações de produtos químicos e fertilizantes nitrogenados, como amônia e ureia.

Durante a reunião, foram abordados temas como disponibilidade na oferta do gás natural, implantação de infraestrutura de escoamento para a costa, implantação de novas unidades de processamento do gás, aumento da malha de gasodutos de transporte e de distribuição para as indústrias químicas e implantação de infraestrutura para distribuição e abastecimento de gás natural veicular (GNV).

Em nota, a CCGNMP disse que Silveira determinou a criação de um grupo de trabalho misto entre os técnicos do MME e a coalizão para dar prosseguimento aos assuntos.

A CCGNMP é um grupo técnico multidisciplinar formado por associações ligadas aos setores de engenharia industrial (Abemi), infraestrutura e indústrias de base (Abdib), indústria química (Abiquim), distribuidoras de gás canalizado (Abegas), transportes (CNT), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe (Sedetec/SE) e transportadoras de gás (TGBC).

O encontro dá vazão à uma lista de pedidos e encontros de associações setoriais. Algumas entidades têm relatado que desde a nomeação de Silveira, no dia 1º de janeiro, ainda não conseguiram se encontrar com o ministro para apresentar suas pautas. A dificuldade se deve ao fato de que o ministro não consegue montar a equipe ministerial de segundo escalão.

Valor - SP   23/01/2023

O otimismo quanto à economia da China, maior país importador da commodity, superou preocupações quanto à possibilidade de que os Estados Unidos entrem em recessão

O petróleo voltou a fechar em alta nesta sexta-feira (20) e encerrou a semana com ganhos ao redor de 2%, impulsionado pela perspectiva de aumento da demanda chinesa em meio à reabertura econômica do país asiático. O otimismo quanto à economia da China superou preocupações quanto à possibilidade de que os Estados Unidos entrem em recessão.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para março subiu 1,63% hoje e 1,91% na semana, a US$ 81,64 o barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para o mesmo mês teve alta diária de 1,71% e semanal de 2,76%, a US$ 87,63 o barril.

Às vésperas do feriado do Ano Novo Lunar na China, que tende a aumentar o volume de viagens e, por consequência, a demanda por combustíveis, a perspectiva por um 2023 positivo para a atividade no país impulsionou os preços da commodity energética nos últimos dias.

“O início do feriado do Ano Novo Chinês será observado de perto para ver se as viagens serão tão robustas quanto muitos pensam”, aponta o analista Edward Moya, da Oanda. Há preocupação quanto à possibilidade de que o recente aumento de casos de covid-19 contenha o ímpeto dos consumidores chineses neste feriado, que dura até a sexta-feira da próxima semana.

Segundo o analista da Price Futures Phil Flynn, a perspectiva de curto prazo é positiva para o petróleo, mas ainda há risco de que a demanda global reduza por conta de uma eventual recessão econômica nos EUA, provocada pelo agressivo aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Hoje, o diretor do BC americano Christopher Waller foi mais um dirigente do Fed a defender uma redução do ritmo de aperto monetário em fevereiro, mas alertou que os juros seguirão elevados ao longo de 2023.

Ainda nos EUA, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade aumentou em dez, na última semana, para 613, de acordo com dados da Baker Hughes, empresa que presta serviços ao setor.

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