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21 de Outubro de 2025

SIDERURGIA

Valor - SP   21/10/2025

Para analistas da instituição, sem medidas antidumping oficiais, o mercado siderúrgico brasileiro continuará pressionado pela concorrência estrangeira

O consumo aparente de aço no Brasil registrou queda de 4,6% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mas apresentou alta de 3,9% em relação a agosto, mantendo um crescimento acumulado de 4,7% no ano, diz o J.P. Morgan.

Os analistas Rodolfo Angele e Tathiane Martins Candini escrevem que, mesmo com queda nas importações em setembro, o volume no acumulado do ano ainda permanece elevado, com alta de 9,6%, principalmente devido aos aços planos.

Para eles, sem medidas antidumping oficiais, o mercado siderúrgico brasileiro continuará pressionado pela concorrência estrangeira, o que favorece companhias como Gerdau, com maior exposição ao mercado americano.

Em setembro, a queda anual na demanda foi puxada principalmente pela contração de 7,4% no consumo de aços planos, enquanto a alta mensal foi liderada pelos aços longos, enquanto vendas ficaram estáveis.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/10/2025

A Cleveland-Cliffs, empresa de aço americana, relatou prejuízo no terceiro trimestre, mas afirmou que a demanda por aço produzido em território americano está avançando por conta das tarifas impostas pela administração do presidente dos EUA, Donald Trump.

O prejuízo líquido foi de US$ 251 milhões, ou US$ 0,51, em comparação com perdas de US$ 244 milhões registradas no mesmo período do ano anterior. Ajustado por ação, a siderúrgica teve lucro de US$ 0,45 entre julho e setembro, em linha com as expectativas dos analistas.

A receita da Cleveland-Cliffs para o período foi de US$ 4,73 bilhões, acima dos US$ 4,57 bilhões do terceiro trimestre de 2024, mas aquém da expectativa da projeção da FactSet, de US$ 4,9 bilhões.

Junto aos resultados, o presidente da companhia, Lourenço Gonçalves, afirmou que, diante da importância renovada das terras raras, a Cleveland-Cliffs reorientou o foco para a “oportunidade potencial em ativos de mineração upstream”. “Analisamos todos os nossos corpos de minério e bacias de rejeitos, e dois locais em particular, um em Michigan e outro em Minnesota, apresentam o maior potencial”, mencionou, ao informar que nos dois locais as pesquisas geológicas mostram indicadores chave de mineralização de terras raras.

Segundo ele, o projeto “alinhará a Cleveland-Cliffs com a estratégia nacional de independência de materiais críticos”, bandeira levantada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir a dependência da China e ampliar a segurança nacional da cadeia de oferta.

A ação da Cleveland-Cliffs disparou 21,47% no pregão regular em Nova York e seguia em alta de 2,6% no after hours, por volta das 18h40 (de Brasília), após o anúncio.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   21/10/2025

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,72% para 4,70% este ano. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (20), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,28% para 4,27%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,83% e 3,6%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Depois de queda em agosto, em setembro a inflação oficial subiu 0,48%, com influência da alta da conta de luz. Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 5,17%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, no mês passado.

A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio

Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,16% para 2,17%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,82% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/10/2025

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,108 bilhão na terceira semana de outubro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 20, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,085 bilhões e importações de US$ 5,976 bilhões.

No ano, de janeiro a outubro de 2025, o superávit soma um total de US$ 48,776 bilhões, resultado de US$ 276,143 bilhões em exportações e US$ 227,367 bilhões em importações.

Outubro

Nas três primeiras semanas de outubro, o superávit na balança foi de US$ 3,297 bilhões.

Até a terceira semana de outubro, comparado ao mesmo período de outubro de 2024, as exportações cresceram 6% e somaram US$ 18,351 bilhões. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 12,7% em Agropecuária, que somou US$ 3,742 bilhões; crescimento de 23,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,606 bilhões e, por fim, queda de 2,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 9,890 bilhões.

As importações também subiram 1,1% nas primeiras três semanas de outubro e totalizaram US$ 15,053 bilhões na mesma comparação, com queda de 0,5% em Agropecuária, que somou US$ 274 milhões; queda de 22% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 709 milhões e, por fim, crescimento de 2,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 13,975 bilhões.

O Estado de S.Paulo - SP   21/10/2025

Com a postura cautelosa do Banco Central (BC), o mercado reduziu muito a aposta na possibilidade de um início de cortes da Selic em dezembro, preferindo jogar as fichas no primeiro trimestre do próximo ano (há reuniões do Copom em janeiro e março de 2026).

Chamou a atenção que, nesta reunião do FMI e Banco Mundial em Washington, quem falou pelo Banco Central (BC) foram Nilton David e Paulo Picchetti, respectivamente diretores de Política Monetária e de Assuntos Internacionais.

Como observa um gestor de recursos, os membros da cúpula do BC mais diretamente ligados à política monetária (apesar do nome do cargo de David) são o presidente Gabriel Galípolo e o diretor de Política Econômica, Diogo Guillen.

"Essas falas são programadas com bastante antecedência, e, se houvesse alguma ideia de mudar o "guidance", provavelmente isso viria do Galípolo ou do Guillen", nota a fonte.

Assim, e levando também em conta o conteúdo da comunicação recente do Copom (incluindo as falas em Washington de Picchetti e David), não parece haver nenhum sinal de mudança na postura do BC, de manutenção na Selic no atual patamar de 15% "por período bastante prolongado".

A fonte mencionada acima observa ainda que a desaceleração da economia está vindo dentro do esperado, um pouco mais intensa nos segmentos dependentes de crédito (como efeito dos altos juros reais) e um pouco menos nos dependentes de renda, com o mercado de trabalho ainda bastante aquecido.

Já a melhora das expectativas de inflação nos últimos dois ou três meses desacelerou, chegando a certo platô ainda bem acima do desejável, especialmente nos prazos mais longos. O câmbio, por sua vez, depois de testar o nível de R$ 5,3, está em torno de R$ 5,4, e a indagação agora é sobre o nível da pressão sazonal no fim do ano. Ninguém vê uma crise como a de dezembro de 2024, mas pode haver antecipação de remessa de dividendos ligada à nova regra de taxação.

Outro participante do mercado, que prevê 3 pontos porcentuais de queda em seis reuniões a partir de janeiro (0,5pp por reunião), frisa que a questão eleitoral, que está muito indefinida, pode vir a mexer com esse cronograma.

Na sua visão, se Lula consolidar um grande favoritismo até meados do segundo trimestre - na hipótese de o racha na direita se acentuar, e Tarcísio preferir tentar a reeleição em São Paulo -, pode haver estresse nos mercados, o que complicaria mesmo o cenário de corte de três pontos percentuais por ele projetado.

Já na hipótese, que parece pouco provável na fotografia atual, de a direita/centro-direita consolidar um grande favoritismo ao longo de 2026, ele considera que o espaço para cortes poderia ser até maior do que a sua projeção atual.

O analista nota que a redução da Selic de 15% para 12% no ano que vem ainda deixaria um juro real bastante restritivo de 8%.

Outro fator que pode mexer com o cronograma do esperado ciclo de baixa da Selic são as muitas medidas eleitoreiras, fiscais e parafiscais, que o governo está implementando, que vão pressionar a demanda, na contramão do aperto monetário promovido pelo BC.

A segunda fonte mencionada acima estimou em R$ 30 bilhões o impacto no consumo somente da isenção de IR até R$ 5 mil (e redução até R$ 7.350). Já o total do efeito das medidas poderia se aproximar de 1% do PIB.

E, finalmente, outro complicador para o BC seria uma eventual mudança para pior no cenário internacional para emergentes, no qual por enquanto os ventos permanecem bastante favoráveis.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/10/2025

A China atribuiu a desaceleração do crescimento econômico no terceiro trimestre a “abuso de tarifas por alguns países”, que, segundo o porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país, teria desorganizado a ordem do comércio global e ampliado as incertezas externas. Em coletiva realizada nesta segunda-feira, 20, o representante reconheceu que o ritmo da atividade perdeu fôlego entre julho e setembro, mas afirmou que a economia chinesa “mantém bases sólidas e ampla resiliência” diante de um cenário internacional adverso e de ajustes internos na estrutura produtiva.

O PIB chinês teve expansão anual de 4,8% no terceiro trimestre deste ano. Analistas consultados pela FactSet esperavam alta de 4,7%. No trimestre anterior, a economia chinesa havia avançado 5,2% no comparativo anual.

O porta-voz destacou que a China segue como “uma das principais fontes estáveis de crescimento global”, ressaltando que a desaceleração é resultado de “problemas do desenvolvimento, não de retrocesso”. Ele acrescentou que Pequim vem enfrentando “pressões externas e desafios domésticos” com medidas de estímulo voltadas à expansão da demanda e à modernização industrial, impulsionadas por setores como inteligência artificial (IA), robótica e energia limpa.

Para o restante do ano, o NBS afirmou que há “condições favoráveis” para o cumprimento das metas de crescimento, sustentadas pela continuidade das políticas fiscais e monetárias expansionistas e pelo avanço das chamadas “novas forças produtivas”. Segundo o porta-voz, Pequim pretende “reforçar o ajuste anticíclico, ampliar a demanda interna e estimular a confiança do mercado”, de modo a assegurar que a economia permaneça estável.

Infomoney - SP   21/10/2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 20, que as reclamações que costumam ser feitas em relação à política fiscal do governo ocorrem porque o Executivo decidiu reduzir o déficit público mirando o “andar de cima”, e não os mais pobres.

“Faço questão de terminar dizendo uma coisa importante. Vocês ouvem falar muito da questão fiscal, que o governo gasta muito, que o governo só pensa em taxar bet e banqueiro. Eu quero dizer, presidente, o senhor vai terminar o seu mandato com o melhor resultado fiscal desde 2015”, disse Haddad, participante do lançamento do programa “Reforma Casa Brasil”, no Palácio do Planalto, nesta segunda.

Na sequência, disse que as reclamações sobre o fiscal ocorrem porque pela primeira vez um governo resolveu diminuir o déficit público brasileiro cortando o que chamou de “bolsa-empresário”. “Não cortando dos de baixo, não com quem precisa de moradia, não com quem vive de salário mínimo, não do aposentado, não. Dessa vez, a gente viu um espaço importante para cortar o chamado gasto tributário, que vem a ser o seguinte, é aqueles que moram na cobertura e não pagam condomínio. Essas pessoas foram chamadas a contribuir com a redução do déficit fiscal”, afirmou.
Haddad também repetiu que o terceiro mandato de Lula vai ser marcado pela menor inflação acumulada em quatro anos no Plano Real, e pela menor taxa de desemprego na série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A renda do salário teve a maior alta desde o Plano Real, acrescentou o ministro.

Ele voltou a dizer que o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) será o maior desde 2010, fim do segundo mandato do petista.

“Além disso, presidente, o senhor aumentou a renda do salário no Brasil como não se via desde o começo do Plano Real”, acrescentou o ministro.

Haddad afirmou ainda que o Minha Casa, Minha Vida voltou a valer e que o País está a alguns passos de acabar com o déficit habitacional.

Globo Online - RJ   21/10/2025

A redução do preço da gasolina, anunciada pela Petrobras nesta segunda-feira, pode ser mais uma pressão para uma inflação menor que o esperado nos próximos meses. Com isso, alguns economistas preveem que o IPCA pode ficar até abaixo do teto da meta ao final de 2025, chegando a 4,4%.

A gasolina é um dos itens de maior impacto individual na inflação, com peso de 5% no índice. Segundo André Braz, economista do FGV Ibre, em 30 dias, o reajuste irá ocasionar uma redução de 0,11 ponto percentual. Para ele, esse impacto estará dividido entre o final de outubro, com uma queda de cerca de 0,04 ponto percentual, e o mês de novembro, com redução de até 0,7 p.p.

— Isso ajuda a inflação a convergir para a meta até porque é um subitem que tem bastante peso — disse o economista Matheus Dias, também do Ibre.

Já para Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, o impacto será praticamente integral em novembro. Se antes sua expectativa era de 0,18% nesse mês, com a revisão, o IPCA deve ficar em 0,10% no penúltimo mês do ano. Para outubro, a economista já previa um número baixo (0,13%). Por fim, para o final de 2025, a inflação foi revisada de 4,5% para 4,4%, de forma que ficaria abaixo do teto da meta.

Com isso, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo pode escapar do dever de fazer uma carta por estourar o teto da meta da inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) em 3,5%, com margem de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. No regime de meta contínua, é necessário que ele redija o documento caso a inflação fique fora do intervalo por 6 meses consecutivos.

Como a última carta foi escrita julho desde ano, o BC teria que escrever uma nova em janeiro, se o índice superasse os 4,5%. Mas o cenário parece estar favorável para uma conversão à meta. O Boletim Focus, realizado por economistas do próprio BC, reduziu a projeção da inflação para este ano pela quarta semana seguida, no relatório divulgado nessa segunda.

E o reajuste da gasolina parece ser apenas mais uma das pressões baixistas que os economistas veem para a inflação até o final do ano. Segundo eles, a energia elétrica não deve mais apresentar fortes altas, já que a expectativa é que retorne à bandeira verde até dezembro, e os alimentos devem se manter comportados.

— Mesmo que tenha um processo de reaceleração (do preço dos alimentos), ele vai ser menor do que ocorreu no ano passado. Então, ainda assim, a inflação está convergindo para a meta — prevê Matheus.

Para o economista, é possível até que haja mais reajustes da gasolina, já que a Petrobras vem mantendo seus preços acima do preço de paridade de importação do petróleo (PPI), e há ainda a perspectiva de queda no preço da commoditie. Já Andréa acredita que seja um pouco mais difícil um novo reajuste. Para ela, seria necessária uma queda maior no preço do petróleo, ou uma maior valorização do câmbio.

— A gente teria que ver algo muito favorável acontecendo para ter outro reajuste de queda de gasolina por parte da Petrobras, que agora não parece o caso — disse ela.

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No entanto, embora já comece a ser discutida, entre os economistas, a possibilidade de cortes de juros esse ano, os analistas ainda indicam expectativa de corte apenas para a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2026.

— Nossa inflação de 2026 ainda está maior que a de 2025. Então se a inflação de 2025 foi para 4,4% no último trimestre, que é onde a gente está mapeando o risco de baixa, a de 2026 ficaria em 4,6%. E aí provavelmente o Banco Central está esperando ter um pouco mais de confiança nesse cenário para depois começar a queda de juros.

Enquanto alguns economistas preveem o cenário mais otimista para o fechamento de 2025, há aqueles um pouco mais conservadores. A equipe de macroeconomia do ASA revisou as projeções de 4,7% para 4,5%, de forma que a inflação ficaria bem no limite do teto da meta.

Já os analistas do Terra Investimentos veem um IPCA de 4,96% no final do ano, mesmo com a queda no preço da gasolina, já que a previsão anterior era de 5,04%. Com isso, o índice ainda estaria fora da meta.

O Estado de S.Paulo - SP   21/10/2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 14 bilhões em financiamentos a projetos de inovação entre janeiro e setembro deste ano, no âmbito do plano Nova Indústria Brasil (NIB), segundo dados antecipados com exclusividade ao Estadão/Broadcast.

Para efeito de comparação, as aprovações nesses primeiros nove meses do ano já se igualam ao montante aprovado em todo o ano de 2023, lembrou o banco de fomento.

“A inovação está transformando a base produtiva nacional ao impulsionar novas tecnologias, aumentar a produtividade e fortalecer cadeias estratégicas. Com esses investimentos, o País está gerando empregos qualificados, ampliando a competitividade e colocando a indústria brasileira em um novo patamar de desenvolvimento”, declarou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, em nota.

Desde 2023, as duas instituições já aprovaram R$ 57,7 bilhões em crédito para projetos inovadores (R$ 33,4 bilhões da Finep e R$ 24,3 bilhões do BNDES), montante 209% superior às aprovações de crédito para inovação na indústria entre os anos de 2019 e 2022, quando somaram R$ 18,6 bilhões, informou o banco de fomento. Os recursos têm como objetivo apoiar projetos de digitalização, modernização, desenvolvimento de tecnologias, como o carro voador da Eve, inteligência artificial e semicondutores.

Para o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, o governo federal vem tomando medidas que priorizam o conhecimento, entre elas a recapitalização do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o fortalecimento da instituição financiadora como instrumento estratégico de Estado.

“O papel da Finep, em parceira com o BNDES, tem sido fundamental nesse momento de reconstrução da política industrial e tecnológica brasileira. A Finep, enquanto agência de inovação, vem impulsionando a base científica e tecnológica necessária para a reindustrialização em setores estratégicos nas seis grandes missões da Nova Indústria Brasil”, disse Elias, na nota.

MINERAÇÃO

Revista Ferroviaria - RJ   21/10/2025

Principal corredor para o escoamento de minério do Sudeste, a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) atualmente tem cerca de 40 milhões de toneladas de capacidade ociosa. E a maximização do uso da ferrovia é um dos desafios da Vale para os próximos anos.

A informação é do CEO da mineradora, Gustavo Pimenta, que participou nesta sexta-feira (17) do painel Papo de CEO, no Pedra Azul Summit 2025, evento da Rede Gazeta, que chega à 20ª edição reunindo nomes que ajudam a desenhar o futuro do Estado.

Na conversa com o colunista de A Gazeta Abdo Filho, Pimenta destacou a importância estratégica do Espírito Santo e revelou que a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) possui uma capacidade substancialmente subutilizada, anunciando planos para maximizar o uso da ferrovia.

O executivo assumiu o comando da mineradora há pouco mais de um ano e colocou como um de seus principais desafios a otimização da logística e do escoamento de minério.

“Quero encher essa estrada. Porque isso vai gerar mais negócio aqui, mais oportunidade de crescimento e de utilização do porto. Um dos desafios que eu venho trabalhando é como destravar as minas para gerar mais material para que a gente possa fazer pelota, para que a gente possa produzir mais minério. Passa por questões de licenciamento, passa por uma série de questões de abrir novas frentes de mina, para que a gente possa, de fato, encher essa ferrovia e gerar mais negócios”, afirmou.

A estratégia de crescimento no Estado é complementada pelo avanço do projeto de briquete verde, focado na descarbonização da indústria. E, nesse assunto, o Espírito Santo está no centro da pauta global de descarbonização da Vale.

O estado foi escolhido para sediar o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora, o briquete verde, produto que visa auxiliar os clientes da Vale — as siderúrgicas — a reduzir sua pegada de carbono.

Pimenta explicou que a maior parte das emissões da Vale ocorre exatamente no processo de produção de aço pelos clientes.

O briquete verde é descrito como uma pelota com menor pegada de carbono, tanto na produção do material quanto na sua utilização no alto-forno. Ele representa uma evolução, sendo um produto de maior valor agregado.

A Vale optou por instalar as duas primeiras usinas de briquete do mundo no Espírito Santo, aproveitando a infraestrutura existente e a vocação de agregação de minério já presente nas antigas pelotizadoras, que foram desmobilizadas para este fim. A logística facilitada pelo Porto de Tubarão também foi um diferencial.

Embora a primeira usina já tenha sido inaugurada no final de 2023, Pimenta ressaltou o caráter de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) do projeto, afirmando que a prioridade é estabilizar o processo: “A gente quer primeiro ter a certeza que vai funcionar bem, antes de avançar na segunda unidade.”

Pimenta destacou que o feedback de clientes internacionais tem sido muito positivo, indicando que a tecnologia é disruptiva e que pode gerar um enorme impacto positivo de produtividade e redução de pegada de carbono. O desafio agora é aumentar a produção e elevar o nível de produção, entregando o produto no custo adequado.
Desafios e segurança

O presidente da Vale destacou na conversa que o último ano foi o melhor operacionalmente para a Vale, com avanços na segurança e descaracterização de barragens.

Pimenta lembrou que a Vale eliminou a última barragem que estava em nível três de emergência. E afirmou que a empresa se comprometeu a descaracterizar 30 estruturas a montante (o modelo construtivo das barragens de Brumadinho e Mariana), sendo que 18 já foram concluídas.

O CEO destacou ainda que o modelo de produção foi profundamente transformado, com 85% da produção atual não utilizando mais barragens. Na região Sul/Sudeste, isso é alcançado pela filtragem e secagem do rejeito, permitindo o empilhamento seco e a reutilização da água.

Fonte: https://www.agazeta.com.br/pedra-azul-summit/temos-40-milhoes-de-toneladas-ociosas-na-vitoria-a-minas-diz-ceo-da-vale-1025
VÁ ALÉM DA MANCHETE

O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.

A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.

Infomoney - SP   21/10/2025

Os preços futuros do minério de ferro caíram nesta segunda-feira, com um lote de dados pessimistas na China, principal consumidor, gerando preocupações sobre as perspectivas de demanda para a principal matéria-prima da fabricação de aço.

O contrato janeiro do minério de ferro na bolsa de Dalian encerrou as negociações diurnas em queda de 0,58%, a 767 iuanes (US$107,68) a tonelada métrica. No início da sessão, atingiu o valor mais baixo desde 1º de setembro, em 762,50 iuanes.

“O consumo de aço foi mais fraco do que o esperado no mês tradicionalmente de pico de demanda em setembro esperamos que a produção de aço bruto permaneça relativamente baixa em meio às crescentes incertezas”, disse Ge Xin, analista da consultoria Lange Steel, em uma nota.
É provável que o crescimento econômico da China tenha desacelerado para o nível mais baixo em um ano no terceiro trimestre, uma vez que a prolongada desaceleração do setor imobiliário e as tensões comerciais pesaram.

Alguns indicadores-chave, incluindo investimento imobiliário e início de novas construções, entre outros, apontaram para uma demanda de aço sombria, arrastando os preços do minério.

Além disso, os preços das casas novas na China caíram no ritmo mais rápido em 11 meses em setembro.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   21/10/2025

Mesmo com salário médio mais alto, setor não atrai trabalhador e já espera desaceleração

No momento em que o país vive a mais baixa taxa de desemprego já registrada - 5,6% no trimestre móvel até agosto, segundo o IBGE -, a construção civil tem enfrentado dificuldade para contratar. Mesmo com aumento da média salarial do setor para níveis recordes e acima de outros segmentos da economia, a construção tem se mostrado pouco atrativa para os trabalhadores. Embora o saldo de contratações tenha sido positivo, agosto registrou o pior resultado para o mês desde 2021.

O cenário indica desaceleração da atividade na construção - agravada por juros elevados e crédito mais caro - e pressão sobre a inflação. Os salários têm alto peso nos custos do setor e devem puxar os preços da construção, apontam economistas.

De acordo com o relatório de outubro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), antecipado com exclusividade ao Valor, em agosto, o saldo líquido de empregos formais na construção chegou a 17,3 mil, o segundo pior resultado entre 2021 e 2025. Embora o número revele alta de 25,5% em relação a agosto de 2024, é 51,8% menor do que o registrado em 2022, de 35,9 mil empregos.

O dado de janeiro a agosto de 2025 é ainda pior, com queda de 9,4% no saldo de empregos em relação ao mesmo período de 2024, um total de 194,5 mil postos formais. O resultado é o pior desde janeiro de 2021. Em relação a 2023, a queda das contratações na construção foi de 12,6%.

Os números da construção civil, tanto em agosto quanto no acumulado dos oito primeiros meses do ano, refletem o comportamento do mercado de trabalho formal no país. As contratações formais de todos os setores caíram 38,4% em agosto de 2025 ante o mesmo mês de 2024, registrando o pior resultado para o período desde 2020. De janeiro a agosto, o saldo de empregos formais somou cerca de 1,5 milhão de vagas, queda de 13,8% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando foi criado 1,74 milhão de postos.

Na avaliação da economista e pesquisadora do Ibre Janaína Feijó, o setor tem um comportamento que mostra certa resiliência, por manter saldos entre demissões e contratações positivos, ao mesmo tempo em que enfrenta “desaceleração persistente”, de caráter mais estrutural do que conjuntural - movimento que ameaça segmentos dependentes de expansão física, inovação tecnológica e modernização.

A dificuldade em contratar não está no salário, mas no desinteresse pela atividade - especialmente entre jovens. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Souza Ramalho, considera que há “preconceito” das novas gerações, por ser atividade braçal e pesada.

Em agosto, o salário médio da construção chegou a R$ 2.462,70 em São Paulo, o mais alto entre todos os segmentos da economia, atesta o Ibre. Para as empreiteiras, pagar mais é a única forma de manter equipes, mas o repasse dos custos eleva o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e, mais adiante, os preços ao consumidor. Se o aumento salarial persistir sem melhora da produtividade, o problema pode se agravar no médio prazo.

“Hoje o salário é atrativo, mas a maioria dos jovens não quer ir para a construção pelo preconceito com o peão de obra”, defende Ramalho. O piso do pedreiro está em torno de R$ 2,6 mil, mas o setor discute novas nomenclaturas profissionais para valorizar a carreira.

A falta de profissionais é mais acentuada nas áreas menos industrializadas, como a de ajudantes de pedreiro, ressalta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Yorki Estefan. Esforço físico e o baixo grau de mecanização tornam a reposição de mão de obra mais difícil. Para Estefan, o desafio é convencer quem busca emprego de que é possível construir uma carreira no setor.

Outras duas queixas das empresas é o aumento do custo da mão de obra, que subiu cerca de 10% nos últimos anos, segundo o Sinduscon-SP, e o juro alto. Segundo o vice-presidente de Relações Trabalhistas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ricardo Dias Michelon, a construção é mais sensível à taxa de juros e às incertezas políticas e macroeconômicas, o que afeta diretamente o índice de confiança. Na sondagem do Ibre, o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 1,1 ponto em agosto, para 91,6 - o menor nível desde maio de 2021.

Para Michelon, as incertezas macroeconômicas deste ano têm reduzido o ímpeto dos empresários. “Há um potencial de freio no setor. E, embora a escassez de mão de obra esteja relacionada a esse movimento, seus efeitos não são imediatos - podem levar até cinco anos, prazo médio de execução de uma obra”, explica.

Estefan complementa que os empreendimentos de médio padrão são os mais afetados. “Para esse segmento, o juro inibe o crédito, resultando em menor número de lançamentos e vendas”, detalha. Já a habitação popular mantém ritmo de crescimento e ajuda a compensar o quadro. Segundo o presidente do Sinduscon-SP, em períodos de maior restrição financeira, o setor depende mais de estímulos fiscais do governo, como a ampliação das linhas de crédito subsidiados para projetos sociais.

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção no Ibre, complementa que a construção tem um ciclo produtivo próprio, no qual vendas realizadas há três anos influenciam o ritmo atual da atividade. “Houve um achatamento nas vendas nesse período, o que agora se reflete em menor ritmo de obras. O adiamento de projetos ocorre em função de uma conjuntura econômica mais difícil”, detalha.

Juro inibe crédito, resultando em menos vendas e lançamentos”

— Yorki Estefan

Castelo reforça que a composição interna das atividades da construção também influencia no ritmo da atividade. São três grandes grupos - infraestrutura, edificações e serviços especializados. Este último inclui parte das empresas terceirizadas que executam pintura, instalação e acabamento. “São segmentos muito intensivos em mão de obra, e a principal demandante é a própria construção civil”, explica.

De acordo com Castelo, no consolidado do ano, os serviços especializados apresentaram retração de 25% e, em infraestrutura, o recuo foi de quase 19%.

Hoje, a construção civil emprega cerca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Um deles é Valderi Cardoso, gerente de mão de obra em uma construtora, que pensa que a desaceleração do segmento poderia ser ainda mais intensa se não fossem as evoluções dentro dos canteiros de obra - como a implantação de cantinas para os operários, assistência em segurança e saúde e cursos de capacitação. Os salários, acima do mínimo nacional, também tornam o setor mais competitivo em relação a serviços e comércio, lembra.

Cardoso, por exemplo, ganha mais de R$ 10 mil ao mês, mas, além do trabalho formal, mantém uma empresa prestadora de serviços e consegue de lucro líquido mensal de cerca de R$ 40 mil, bem acima do que o setor paga.

Ainda assim, Cardoso atribui a saída de trabalhadores da construção para a indústria devido a benefícios sociais, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a contribuição para a Previdência Social. “É preciso resolver um problema na construção, que é o pagamento por produtividade, que faz com que o operário busque outro posto e não se imagine em uma carreira de longo prazo no setor”, afirma.

Segundo o profissional, a modalidade funciona como um bônus por produção, semelhante a uma hora extra ou gratificação, pago a profissionais que cumprem metas por metro quadrado. Porém, o valor é “extrafolha” e não integra o cálculo do FGTS nem das contribuições previdenciárias.

Além disso, os pedidos de demissão cresceram em agosto, o que sinaliza maior atratividade em outros setores. O levantamento do Ibre mostram que as demissões na construção civil cresceram mais que as admissões em 12 meses (de agosto de 2024 a agosto de 2025): desligamentos subiram 5,8% contra alta de apenas 3% nas contratações, o que afeta diretamente o saldo de vagas formais.

Entre as demissões no período anual, 61% ocorreram sem justa causa, bem acima da média de 43% dos demais setores. O impacto aumenta entre trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto, cuja saída subiu 6,6%, e também entre os com ensino superior completo, com aumento de 9,2%.

Diante do cenário, Michelon vê um alerta para a revisão das regras trabalhistas. “O emprego formal se tornou excessivamente burocrático. Uma agenda de reforma é um caminho possível para modernizar o setor e dar mais fôlego às empresas”, conclui.

Feijó acredita que o próximo trimestre deve trazer segurar o emprego com aumento do comércio e serviços, impulsionado pelas festas de fim de ano. Para o primeiro semestre de 2026, ano eleitoral, a expectativa é de maior demanda e novas entregas de obras.

Ela também aposta em uma redução gradual dos juros e nos efeitos das políticas habitacionais - como o Minha Casa, Minha Vida e programas de reforma (ver Programa de reforma mira cidades com mais de 300 mil) - para reaquecer o setor. Ainda assim, o ritmo deve seguir moderado, diante do desafio de qualificar e reter trabalhadores.

Infomoney - SP   21/10/2025

A MRV Engenharia (MRVE3) é a líder em valor de marca entre as construtoras do Brasil, aponta o ranking elaborado pela TM20 Branding em parceria com o InfoMoney. O levantamento, que também conta com dados da Brazil Panels e da Elos Ayta, enumera as cinco marcas mais valiosas do setor e coloca Cury (CURY3) na segunda posição e Direcional (DIRR3) na terceira.

O estudo avalia o valor financeiro e a força das marcas a partir de uma metodologia que combina indicadores de percepção e performance de marca — reunidos pela Brazil Panels — com dados financeiros e de mercado apurados pela Elos Ayta, conforme as normas internacionais ISO 10668 e ISO 20671.

Segundo o levantamento, todas as cinco marcas mais valiosas do setor ultrapassam a casa do R$ 1 bilhão. No caso da MRV, o valor chega a R$ 5,16 bilhões. “Em uma pesquisa realizada com a população brasileira, predominantemente das classes B e C, a marca MRV se destaca como a mais valiosa porque conecta ótimas expectativas de crescimento com uma percepção de marca muito forte nesse público”, afirma o CEO da TM20 Branding, Eduardo Tomiya.

Confira a seguir o ranking completo de Marcas Mais Valiosas do setor de Construção Civil.
Marcas Mais Valiosas da Construção Civil

Nome

MRV Engenharia

R$ 5,16 bilhões

Cury Construtora

R$ 3,41 bilhões

Direcional Engenharia

R$ 2,48 bilhões

Cyrela

R$ 2,19 bilhões

Construtora Tenda

R$ 1,02 bilhões

Rodoviário

Infomoney - SP   21/10/2025

O próximo leilão de rodovias com pedágio no Brasil — Bloco 4 do Paraná — está marcado para a próxima quinta (23). A concessão federal de 30 anos, com 627 km de rodovias já existentes (brownfield), representa um corredor estratégico para o transporte de produtos agrícolas e industriais do estado do Paraná.

A XP Investimentos prevê um processo competitivo, impulsionado pela atratividade econômica, com taxa interna de retorno (TIR) regulatória de 12,34%, acima do retorno de leilões recentes), além de mecanismos favoráveis de compartilhamento de riscos.

Entre as operadoras listadas, a corretora acredita que a Motiva (MOTV3) deve demonstrar maior interesse, dado seu alinhamento estratégico e potencial de sinergias operacionais.
Por outro lado, a XP esperava apetite limitado da Ecorodovias (ECOR3), devido a presença regional restrita, já que suas concessões no Paraná (Ecovia e Ecocataratas) foram encerradas em 2021. A corretora também menciona a estrutura de capital mais restritiva, considerando sua posição de alavancagem e compromissos relativos de capex.

Além das companhias listadas, a XP apontou que o leilão poderia chamar a atenção da EPR, que já tem operação na região (Bloco 6 do Paraná), o que proporciona maior familiaridade com o ambiente operacional local e potencial para sinergias operacionais.

Segundo informações do Valor, o leilão atraiu 4 propostas: da Motiva, EPR, Pátria e Mota-Engil, que estiveram presentes na entrega de propostas realizada nesta segunda-feira (20), na sede da B3.

Sobre o Bloco 4 do Paraná

O Bloco 4 do Paraná é uma concessão federal de rodovias brownfield com duração de 30 anos, cobrindo 627 km, conectanto cidades de Guaíra e Cornélio Procópio, e Maringá e Diamante do Norte. O investimento total é de R$ 10,8 bilhões, sendo cerca de 58% até o 7º ano, enquanto o custo operacional total é de R$ 7,4 bilhões.

O critério de julgamento será o maior desconto na tarifa, com pagamento adicional de outorga para cada ponto percentual oferecido acima de 18% de desconto. A XP vê de forma positiva esse critério gradual de outorga, pois ajuda a evitar propostas excessivamente agressivas.
Alavancagem

Apesar da escala significativa do projeto (R$10,8 bilhões em capex vs. R$4,4-9,9 bilhões em leilões federais recentes), não analistas não esperam pressão relevante sobre o fluxo de caixa das operadoras listadas (alta de 0,1 vez na dívida líquida/EBITDA durante a fase de maior investimento, seguida por rápida desalavancagem conforme o fluxo de caixa amadurece).

Segundo relatório, essa perspectiva é sustentada por perfil equilibrado de desembolso de capex e geração robusta de EBITDA (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) desde os estágios iniciais de operação.

O Estado de S.Paulo - SP   21/10/2025

Dos sete leilões federais de rodovias realizados em 2025, três tiveram vencedores desqualificados, abrindo espaço para possíveis disputas judiciais. Embora o tema ainda preocupe o setor, a substituição dos ganhadores antes da execução dos projetos reduz riscos e indica amadurecimento do mercado, segundo especialistas. Ainda assim, há espaço para avanços que reforcem a segurança jurídica e regulatória.

Na semana passada, o Consórcio Rota Agro Brasil, vencedor do leilão da Rota Agro (BR-060/364/GO/MT), foi inabilitado por irregularidades trabalhistas e falhas no seguro-garantia. O grupo, formado por fundos da Reag Trust e da Azevedo & Travassos, havia vencido a disputa mais concorrida desde 2018. Com a decisão, a Way Concessões, segunda colocada, será chamada a assumir a gestão.

Situação semelhante ocorreu na Rota da Celulose. Composta por rodovias federais e estaduais de Mato Grosso do Sul, foi leiloada em maio. O consórcio formado pela K-Infra e Galápagos foi desclassificado por não apresentar atestado de qualificação técnica válido. O grupo havia indicado experiência na concessão da BR-393, cujo contrato teve declaração de caducidade pela União. O consórcio ganhador questiona a decisão na Justiça após o segundo colocado, liderado pela XP Investimentos, assumir a liderança do processo.

Em agosto, a argentina Plus Byte foi inabilitada do leilão da ponte binacional São Borja-Santo Tomé, entre Brasil e Argentina. Segundo a comissão binacional, a empresa não cumpriu as exigências de qualificação econômico-financeira, com patrimônio líquido muito inferior ao mínimo exigido no edital. Com isso, a CS Infra, subsidiária da Simpar, deve assumir a concessão.

Déjà vu?

A recorrência remete a etapas anteriores dos leilões, que resultaram em uma onda de concessões problemáticas. Em 2013, o governo federal lançou a terceira rodada de certames rodoviários. Todas as seis estradas repassadas à iniciativa privada naquela ocasião enfrentaram dificuldades: metade entrou em processo de relicitação e as demais passaram por trocas de controle em meio a uma “tempestade perfeita” de fatores econômicos e políticos.

Embora a judicialização ainda gere desconfiança no mercado, os dois momentos não são comparáveis, avalia Luis Felipe Valerim, sócio do VLR Valerim Advogados. Segundo ele, enquanto na década passada os impasses surgiam durante a execução dos contratos, agora os problemas são identificados antes da assinatura, indicando um amadurecimento do setor nos últimos anos.

“As contestações antes da execução fazem parte do jogo e podem até ser positivas. Se o modelo passa por um teste de estresse e se mantém de pé, sai mais fortalecido”, afirma. “Os editais atuais são mais rigorosos para evitar aventureiros, mas o principal desafio continua sendo no período de execução das obras, é aí que temos visto uma judicialização crescente”, pondera.

As recentes desqualificações demonstram maior atenção do poder público com a segurança jurídica das concessões, reforça Diogo Nebias, especialista em contratos de infraestrutura e sócio do Panucci, Severo e Nebias Advogados. “Apesar de, numa primeira impressão, soarem negativamente, essas decisões têm um objetivo positivo: garantir serviços adequados e evitar disputas futuras”, diz.
Responsabilidades e ajustes

Entre os três projetos com vencedores inabilitados neste ano, apenas o da Rota Agro foi conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A Rota da Celulose foi leiloada em parceria entre o governo federal e o de Mato Grosso do Sul, sob responsabilidade estadual, enquanto a ponte binacional teve gestão de uma comissão internacional.

A ANTT afirma estar revisando as regras de habilitação para os próximos certames. Já o Ministério dos Transportes destaca que as inabilitações refletem o cumprimento rigoroso dos editais, o que, segundo a pasta, reforça a segurança jurídica e demonstra que o Brasil se consolida como um ambiente previsível para investimentos em infraestrutura.

“As inabilitações ocorrem justamente porque os editais são cumpridos de forma estrita, assegurando que apenas empresas com plena capacidade técnica e financeira, que cumpram ao estabelecido no processo licitatório e disponham de garantias válidas, assumam compromissos de longo prazo com o País”, afirma a o ministério por meio de nota.

NAVAL

TN Petróleo - RJ   21/10/2025

A Transpetro lança, nesta segunda-feira (20/10), licitação pública para a aquisição de 18 barcaças e 18 empurradores. A encomenda integra a estratégia da companhia de entrada no modal logístico de navegação interior para o transporte de combustíveis nos principais portos da costa brasileira. A iniciativa está em linha com o plano de ampliação e diversificação dos negócios da empresa.

Das 18 barcaças a serem contratadas, dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil toneladas de TPB. O novo negócio posicionará a Transpetro como uma das maiores operadoras de barcaças para transporte de derivados de petróleo e biocombustíveis no Brasil nos próximos anos.

Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a expectativa é que a licitação mobilize os estaleiros brasileiros em torno dessas novas contratações.

"A Transpetro segue o compromisso de oferecer demandas perenes para a indústria naval brasileira. Nossa entrada no modal de navegação interior amplia e robustece a capacidade das nossas operações, com atuação em toda a costa brasileira. Com isso, a Transpetro oferece novas soluções logísticas aos mais de 170 clientes da companhia", afirma Bacci.

O mercado de barcaça no Brasil movimenta, por ano, um volume total de aproximadamente 10 milhões de toneladas de petróleo e derivados.

"Como empresa multimodal, buscamos expandir continuamente nossa atuação por meio da integração entre diferentes modais logísticos. Nosso plano é incrementar a infraestrutura já existente com novas soluções de transporte, ampliando a capacidade de atendimento. Nós seremos um grande player nesse modal", destaca o diretor de Dutos e Terminais da Transpetro, Márcio Guimarães (foto)

Novo edital

A licitação será dividida em seis lotes. Três deles para contratação das barcaças e outros três para contratação de empurradores. Conforme o edital, as barcaças devem permitir o transporte de um ou mais derivados de petróleo (modelos com e sem segregação), e incorporar tecnologias modernas. As embarcações têm previsão de entrada em operação em 2026. A concorrência permite que um estaleiro vença mais de um lote.

O edital está disponível no portal Petronect, plataforma eletrônica de compras do sistema Petrobras. A licitação é aberta e permite a participação de empresas que atendam aos critérios técnicos e econômicos estabelecidos no edital. Os estaleiros interessados terão 45 dias para apresentar suas propostas.

Sobre a Transpetro - Operadora de 48 terminais (27 aquaviários e 21 terrestres), de cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e de 33 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras e a maior empresa de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina.

A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 170 clientes.

PETROLÍFERO

Money Times - SP   21/10/2025

A Petrobras (PETR4) anunciou nesta segunda-feira (20) a assinatura de um Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV) com a PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.), relacionado à jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, localizada na Bacia de Campos.

O valor devido pela Petrobras à PPSA é de R$ 1,54 bilhão, a ser pago em parcela única até o fim de outubro. Desse total, R$ 1,47 bilhão já estava provisionado nas demonstrações contábeis do segundo trimestre de 2025, segundo a nota explicativa 17.4, referente aos Acordos de Individualização da Produção (AIP).

O acordo é resultado da aprovação do AIP do pré-sal de Jubarte pela ANP, que definiu as participações de cada empresa na jazida: Petrobras (97,25%), Shell (0,43%), Brava (0,20%), ONGC (0,23%) e União, representada pela PPSA (1,89%).

Com essa nova configuração, foi necessário ajustar as receitas e despesas acumuladas — incluindo investimentos, custos operacionais, royalties e participações especiais — de acordo com a fatia de cada parte na produção.

Além da PPSA, a Petrobras informou que as negociações com os parceiros do campo de Argonauta — Shell Brasil, Enauta (Brava) e ONGC Campos — ainda estão em andamento e serão divulgadas ao mercado após a conclusão.

O período de equalização considerado vai de 6 de agosto de 1998, data da assinatura do contrato de concessão de Jubarte (BC-60), até 31 de julho de 2025, véspera da entrada em vigor do AIP do pré-sal de Jubarte.

Veja - SP   21/10/2025

Enquanto o planeta enfrenta guerras, crises políticas e uma fragmentação crescente das democracias, um movimento silencioso, porém profundo, começa a redesenhar o futuro energético global.

Diversos analistas já apontam que o mundo pode estar prestes a atingir o pico da demanda por petróleo, não por falta de oferta, mas por uma mudança estrutural no consumo.

Se confirmada, essa virada marca o início do declínio do principal combustível da economia moderna e o começo de uma disputa por quem dominará a era pós-carbono.

Durante três décadas, a China foi o grande motor do consumo de petróleo no planeta. Entre 2010 e 2020, suas importações dobraram, alcançando 10 milhões de barris por dia e sustentando o equilíbrio dos mercados internacionais.

Mas essa engrenagem começa a desacelerar.

A primeira razão é demográfica: a população chinesa atingiu o pico durante a pandemia e já encolheu cerca de 25 milhões de pessoas, o equivalente à soma da Dinamarca, Suécia e Noruega.

Menos habitantes e um crescimento econômico mais lento significam menor consumo de gasolina e diesel.

A segunda é tecnológica. Em apenas cinco anos, os veículos elétricos passaram de 5% para mais de 50% das vendas de carros novos no país.

Isso transformou o maior mercado consumidor de combustíveis fósseis do mundo em um campo de eletrificação em massa.

E há ainda a revolução energética. Pequim vem eletrificando o aquecimento, a indústria pesada e instalando capacidade renovável em ritmo recorde.

Somente no primeiro semestre de 2025, foram adicionados 270 gigawatts em novas fontes limpas, mais do que todo o restante do mundo combinado no mesmo período.

Com isso, analistas acreditam que a demanda chinesa por petróleo já atingiu o teto e pode entrar em declínio estrutural ainda neste ano.

Na teoria, a Índia poderia ocupar o espaço deixado pela China. Na prática, enfrenta limitações. O crescimento do consumo de petróleo indiano é desigual e prejudicado por gargalos de infraestrutura.

Além disso, o país tem uma economia baseada em serviços, menos dependente de setores intensivos em óleo, como construção e petroquímica.

O governo de Nova Déli aposta em metas ambiciosas de eletrificação: pretende que um terço dos novos automóveis vendidos até 2030 sejam elétricos.

Mesmo que o objetivo não seja alcançado integralmente, a direção é clara. O resultado é que a Índia dificilmente substituirá o papel chinês como motor da demanda global.
O excesso de oferta e o paradoxo dos produtores

Enquanto a demanda se estabiliza, os grandes produtores de petróleo reagem de maneira contraintuitiva: aumentam a oferta.

A Arábia Saudita e seus aliados da OPEP+ devem elevar a produção em mais de 1 milhão de barris por dia, numa tentativa de recuperar espaço de mercado e pressionar concorrentes.

Nos Estados Unidos, a produção atingiu recordes no último verão e tende a se manter elevada, sustentada pela eficiência e consolidação das empresas de xisto.

No Atlântico, Brasil e Guiana seguem adicionando barris offshore de baixo custo. A Noruega, por sua vez, mantém o fluxo constante para a Europa, praticamente imune à volatilidade dos preços.

Essa combinação de oferta abundante e demanda em desaceleração indica um cenário de preços mais baixos e margens menores para países cuja economia depende de petróleo caro, especialmente os que precisam de cotações acima de US$ 80 para equilibrar seus orçamentos.
Vista de Belém, no Pará, que sediará a COP-30 entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025 (Alexandre Costa/Agência Pará/Divulgação) Vencedores, perdedores e novos poderes

Para os consumidores, esse novo quadro é um alívio: economias importadoras da Ásia, Europa e América do Sul devem se beneficiar de custos energéticos mais baixos.

Já para os produtores, a conta pode ser amarga. Países que dependem fortemente do petróleo precisarão se reinventar ou enfrentar crises fiscais severas.

No tabuleiro geopolítico, a China surge como vencedora da transição. O país, que há pouco mais de uma década era o maior dependente de combustíveis fósseis, tornou-se o primeiro “eletroestado” do mundo.

Domina cadeias de baterias, painéis solares, veículos elétricos e minerais críticos — um poder que ultrapassa a energia e alcança a inteligência artificial e a segurança nacional.

Os Estados Unidos, ao contrário, arriscam perder protagonismo ao insistir em políticas de incentivo aos combustíveis fósseis, enquanto sua competitividade tecnológica diminui. Em um mundo movido a elétrons, essa pode ser uma desvantagem estratégica.
O dilema da transição

A perspectiva de pico do petróleo é boa notícia para o clima, mas longe de ser uma solução definitiva. Setores como aviação, transporte marítimo e petroquímica ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis.

Além disso, a eletrificação global exige investimentos colossais em redes elétricas, armazenamento e infraestrutura de recarga.

Com crescimento econômico fraco e juros altos, muitos governos enfrentam dificuldade para financiar a transição.

Ao mesmo tempo, interesses consolidados, empresas de energia, lobbies industriais e países exportadores, resistem a mudanças que ameaçam seus modelos de negócio.

O risco é que a transição energética seja desigual e lenta, reproduzindo injustiças históricas: países pobres arcando com custos desproporcionais, enquanto as grandes potências disputam o comando da nova economia verde.
A COP30 e o Brasil no centro do debate

É nesse cenário que o Brasil se prepara para sediar, entre 10 e 21 de novembro, a COP30, em Belém (PA). A conferência deve reunir quase 200 países e colocar a Amazônia no centro da geopolítica climática.

A pauta oficial inclui temas conhecidos, metas de redução de emissões, adaptação climática, financiamento e tecnologia, mas o foco recairá sobre justiça climática e bioeconomia, áreas em que o país tenta se apresentar como líder.

As últimas semanas, porém, foram marcadas por polêmicas. Países reclamam dos altos preços de hospedagem em Belém, que chegaram a custar até 20 vezes mais do que o normal.

O Brasil rejeitou subsídios propostos pela ONU para bancar delegações de países mais pobres, o que gerou desconforto diplomático.

Também há preocupações logísticas, com capacidade hoteleira limitada e críticas de que o evento possa se concentrar demais na vitrine e pouco na substância.

No campo das negociações, um plano de financiamento climático global, o “Baku a Belém Roadmap”, propõe elevar o volume de recursos internacionais para US$ 1,3 trilhão por ano até 2035.

Paralelamente, um rascunho vazado indica que o Brasil deve propor que os países quadripliquem o uso de biocombustíveis e e-fuels até 2034, medida vista por ambientalistas como um risco à integridade florestal se não houver salvaguardas robustas.

Outro destaque será o lançamento do Tropical Forest Forever Facility, fundo de US$ 125 bilhões destinado à preservação de florestas tropicais, com foco especial na Amazônia, no Congo e no Sudeste Asiático.
O que está em jogo

A COP30 será o grande teste do Brasil como articulador político e exemplo prático de desenvolvimento sustentável. O sucesso ou fracasso do encontro pode definir o ritmo da ação climática global nos próximos anos.

Se o mundo realmente estiver chegando ao pico da demanda por petróleo, a transição energética deixará de ser uma hipótese distante e passará a ser uma disputa por poder, tecnologia e influência.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/10/2025

A cada cinco anos, a cidade de Taft, epicentro da febre do ouro negro na Califórnia, retorna a seus dias de glória durante o festival “Oildorado”, no qual milhares de pessoas assistem ao desfile de cowboys a cavalo, carros antigos e carros alegóricos com bombas de extração de petróleo, em uma referência ao Velho Oeste.

Mas este ano, nove meses depois do retorno de Donald Trump à Casa Branca, o tom da celebração passou da lembrança ao renascimento.

O presidente americano aposta nos combustíveis fósseis com o objetivo de eliminar os “impedimentos” à produção energética nacional.

Alguns dos 7.000 habitantes de Taft antecipam a recuperação da indústria do petróleo na Califórnia, em oposição aos objetivos climáticos do estado, que se comprometeu a abandonar a perfuração deste hidrocarboneto até 2045.

“Estou 100% satisfeito com o presidente Trump. Ele está pressionando muito para que se reconsiderem os preconceitos contra o petróleo”, declara Buddy Binkley à AFP, uma opinião minoritária em um estado de maioria democrata.

“A indústria petrolífera na Califórnia está sofrendo por razões políticas”, afirma Binkley. Mas com Trump no poder, “poderia voltar a ser como antes”, afirmou o ex-funcionário da Chevron de 64 anos.

Localizada a cerca de 200 quilômetros ao norte de Los Angeles, Taft foi fundada em 1910 sobre o maior campo petrolífero da Califórnia. Atualmente, o condado de Kern, onde está situada, contribui com mais de 70% da produção total de petróleo do estado.

Sua paisagem rural é marcada por milhares de bombas de extração. Uma gigantesca torre de perfuração de madeira serve como ponto de referência na cidade, que financia suas escolas, departamento de bombeiros e polícia com os rendimentos do petróleo.

No festival, os participantes escolhem a “Rainha do Oildorado” enquanto competem pelo título de melhor soldador, operador de guindaste ou retroescavadeira.

Porém, por trás dessa fachada de pompa e orgulho, Taft está em declínio. A produção de petróleo na Califórnia tem diminuído desde a década de 1980 e, nos últimos anos, foi afetada pela pressão por energias mais limpas, o que levou alguns moradores a se mudaram para o Texas, onde a perfuração é mais ampla.

“Nós temos todas as matérias-primas. Estávamos no caminho errado, agora temos uma liderança que liberará nosso potencial”, afirma Dave Noerr, o prefeito de Taft.

– “Ancorados no passado” –

O governo Trump cortou radicalmente os fundos federais para energias renováveis e ciência climática e quer retirar a autoridade da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) de regular as emissões de gases de efeito estufa.

Assim como o mandatário republicano, Noerr mostra-se cético em relação à “mudança climática”, entre aspas. “Precisamos questionar a narrativa e atualizá-la com a ciência existente”, diz ele.

No entanto, a Califórnia está cada vez mais vulnerável às condições climáticas extremas causadas pelo aquecimento global. No início deste ano, 31 pessoas morreram em Los Angeles em incêndios florestais propagados por rajadas de vento de 160 quilômetros por hora.

“Se todos se comportassem como os Estados Unidos, o mundo estaria caminhando para um aquecimento de 4ºC até 2100”, afirma Paasha Mahdavi, cientista político especializado em política ambiental da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara.

O condado de Kern, onde a agricultura continua sendo a principal fonte de emprego, “seria drasticamente afetado pelo aumento das secas e das ondas de calor”, acrescenta.

“Se eu tivesse um filho, não gostaria de criá-lo no condado de Kern. Precisamos nos afastar dos combustíveis fósseis”, diz a tosadora de cães Taylor Pritchett, de 31 anos. Mas em Taft, “estamos ancorados no passado, muito relutantes em mudar”, acrescenta.

Jornal de Brasília - DF   21/10/2025

De acordo com relatos feitos à Folha de S.Paulo, o tema deve se tornar a principal discussão na reta final do ano no conselho da Petrobras -que reúne tanto indicados pelo governo como representantes dos minoritários. Manter os investimentos mesmo com menores receitas pode gerar mais dívidas e menos pagamento de dividendos aos acionistas (entre eles, inclusive, a própria União).

Lula fala durante anúncio de investimentos da Petrobras no RJ; ao fundo (dir.), Chambriard ouve discurso Mauro Pimentel – A discussão ganhou ainda mais relevância depois do acordo entre Israel e Hamas, o que reduziu tensões no Oriente Médio e fez cair no mercado internacional o preço do petróleo -principal variável das receitas da Petrobras.

O barril do tipo Brent fechou a última sexta-feira (17) cotado a US$ 61,33, 16% abaixo do valor observado um ano atrás.

Também tem baixado o preço do petróleo o recrudescimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que aumenta preocupações com uma desaceleração econômica global e uma consequente diminuição na demanda por energia.

A AIE (Agência Internacional de Energia) afirmou neste mês que o mercado mundial de petróleo deve enfrentar um excedente ainda maior, no próximo ano, do que é atualmente observado.

O plano da Petrobras aprovado no fim do ano passado prevê US$ 111 bilhões de investimentos para o horizonte de 2025 a 2029. O valor é 4,7% maior, em termos reais, do que o plano anterior (que ia de 2024 a 2028).

Do total previsto, US$ 98 bilhões são de projetos em implantação que, em tese, já tiveram sua financiabilidade testada. A maioria é na área de exploração e produção, o que inclui busca por novas reservas.

Outros US$ 13 bilhões são projetos em avaliação, que precisam passar por uma avaliação adicional para se mostrarem financiáveis. De acordo com a Petrobras, o objetivo é não comprometer a sustentabilidade da companhia. Entre eles, está um investimento na produção de querosene sustentável de aviação a partir de etanol.

As conversas agora definirão as cifras para o período de 2026 a 2030, e os analistas aguardam o anúncio para reavaliarem o retorno esperado para quem tem ações da petroleira. Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras afirmou que a empresa não iria comentar.

Lula disse neste mês estar “convencido de que a Petrobras ainda não deu tudo o que ela tem que dar ao povo brasileiro”. Em discurso durante evento na Bahia, disse à atual CEO da Petrobras, Magda Chambriard, que a executiva tem a missão de superar a gestão de um antigo presidente da empresa, Sérgio Gabrielli.

Em seguida, disse que ameaçou demitir o então executivo caso não fosse contratada a construção de navios-sonda no Brasil. “Briguei muito com ele”, disse Lula. “Ele era um que tinha dúvida se ia fazer sonda aqui, porque ninguém consegue fazer sonda, porque é mais fácil fazer [em outro país]. Eu falei ‘mais fácil o cacete'”.

“É mais fácil para a Petrobras, ela vai economizar US$ 50 milhões. Mas se gerar emprego aqui, eu vou gerar conhecimento tecnológico, vou gerar mão de obra, vou gerar salário, vou gerar imposto e vou gerar a coisa mais sagrada que é emprego”, afirmou Lula, narrando que o então executivo acabou aceitando a tarefa (a Sete Brasil, criada para entregar os navios, teve falência decretada sem entregar nenhum). Chambriard assistiu à fala do mandatário do palco.

Sem citar nomes, Lula ainda afirmou que a petroleira foi desmontada no passado com o argumento de que “ela não precisava de investimento” e disse que a paralisação de um estaleiro como aquele, o Enseada (na cidade baiana de Maragogipe), significou “matar gente de desespero”. “É isso que eles gostam de fazer. E é isso que eu acho que não deve ser feito”, disse.

A diretoria da Petrobras, incluindo Chambriard, havia afirmado dois meses antes que o programa de investimentos seria revisto diante da queda do petróleo.

A CEO afirmou a investidores que projetos quase prontos e maduros para execução haviam entrado em reavaliação. “Quando nós olhamos para eles em um novo patamar de preço, eles voltaram para o portão dois [fase anterior] para serem otimizados, exatamente por conta do preço do petróleo”, afirmou a executiva em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, em 8 de agosto.

Um dos projetos citados, por exemplo, foi a retomada da produção de petróleo em terra em um polo na Bahia que havia sido posto à venda no governo Jair Bolsonaro (PL). A possível desistência desse investimento, no estado do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, gerou protestos de sindicatos.

A visão de Magda foi corroborada na conversa pelo diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo. “[No plano 2026-2030] vamos ter que reavaliar alguns projetos. Na verdade, vamos reavaliar todas as premissas e, com isso, colocar essas premissas nos projetos e identificar aqueles que são viáveis”, disse ele.

“Os que não passarem na nossa régua, por certo, ficarão pelo caminho ou serão postergados ou buscaremos alternativas de engenharia que barateiem esse Capex [valor de investimento] para ele ser viável financeiramente”, afirmou Melgarejo.

Pouco depois, em 18 de agosto, Magda reiterou a visão. “Vamos sim adaptar o nosso planejamento estratégico à realidade de um mercado que hoje trabalha com o preço de um produto, que é o que nós vendemos, a menor. Não podemos deixar de fazer isso”, afirmou ela à agência Eixos.

Na semana passada, em meio às discussões, Chambriard publicou em rede social um gráfico que mostra a queda do petróleo desde meados de setembro. “Uma figura vale mais do que muitas palavras”, escreveu, sem detalhar.

O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) afirmou em julho à Folha que Chambriard equilibra interesses de investidores e da União e que as divergências dele com o CEO anterior, Jean Paul Prates, diziam respeito a investimentos em certas áreas.

“Na campanha eleitoral, ele [Lula] fez alguns compromissos. Eu entendia que um deles era exatamente aumentar os investimentos da Petrobras em fertilizantes, o que tem sido feito agora, aumentar a capacidade da Petrobras, ampliar o fornecimento de gás para reindustrializar o Brasil. Investimentos que eram fundamentais. A Petrobras precisa se revigorar cada vez mais”, disse.

O Itaú BBA publicou neste mês um relatório em que classifica a possibilidade de uma redução nos investimentos em 2026 como um ponto central de debate sobre a empresa. “O sentimento dos investidores tem sido misto: enquanto alguns acreditam na concretização desse cenário [redução dos dispêndios], outros permanecem céticos”, afirma a equipe da analista Monique Martins Greco Natal.

Agência Brasil - DF   21/10/2025

A Petrobras obteve a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar operação de pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A região, localizada no norte do país, é apontada como novo pré-sal devido ao seu potencial petrolífero.

O Ibama fez o anúncio no começo da tarde desta segunda-feira (20).

De acordo com a Petrobras, a sonda exploratória se encontra na região do bloco FZA-M-059 e a perfuração está prevista para começar “imediatamente”. O poço fica em águas profundas do Amapá, a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.

A perfuração dessa fase inicial tem duração estimada em cinco meses, segundo a companhia. Nesse período, a empresa busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. “Não há produção de petróleo nessa fase”, frisou a Petrobras no comunicado.

A autorização foi obtida cerca de dois meses depois da última fase do processo de licenciamento, a chamada avaliação pré-operacional (APO), que consiste em um simulado de situação de emergência e plano de reação, com atenção especial à fauna.

Promessa de segurança

A Petrobras informou que atendeu a todos os requisitos estabelecidos pelo Ibama – órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – cumprindo integralmente o processo de licenciamento ambiental.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, classificou a obtenção da licença como “uma conquista da sociedade brasileira”.

“Revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que possam representar o desenvolvimento do país”, afirmou Chambriard no comunicado.

Ela lembrou que foram cinco anos de diálogo com governos e órgãos ambientais municipais, estaduais e federais até a licença. Chambriard considera que a estatal pôde comprovar “a robustez de toda a estrutura de proteção ao meio ambiente”.

“Vamos operar na Margem Equatorial com segurança, responsabilidade e qualidade técnica. Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, completou.
Ibama

Por meio de nota, o Ibama informou que a emissão da licença ocorreu após “rigoroso processo de licenciamento ambiental”. Esse processo contou com elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), três audiências públicas e 65 reuniões técnicas setoriais em mais de 20 municípios do Pará e do Amapá. Também foram feitas vistorias em todas as estruturas de resposta à emergência e unidade marítima de perfuração, além da realização da APO, que envolveu mais de 400 pessoas.

Ainda de acordo com o órgão ambiental, após a negativa de 2023, foi iniciada uma “intensa discussão” com a Petrobras, que permitiu “significativo” aprimoramento substancial do projeto apresentado, especialmente em relação à estrutura de resposta a emergência.

Entre os avanços, o Ibama cita a construção e operacionalização de mais um centro de atendimento à fauna, no município de Oiapoque (AP), que se soma ao já existente em Belém.

O Ibama afirmou que as exigências adicionais foram fundamentais para a viabilização ambiental do empreendimento, considerando as características ambientais excepcionais da região da bacia da Foz do Amazonas.

O instituto antecipou que, durante a atividade de perfuração, será realizado novo exercício simulado de resposta a emergência, com foco nas estratégias de atendimento à fauna.
Nova fonte de petróleo

A Margem Equatorial ganhou notoriedade nos últimos anos, por ser tratada como nova e promissora área de exploração de petróleo e gás. Descobertas recentes de petróleo nas costas da Guiana, da Guiana Francesa e do Suriname, países vizinhos ao Norte do país, mostraram o potencial exploratório da região, localizada próxima à linha do Equador. No Brasil, a área se estende do Rio Grande do Norte até o Amapá.

A busca pela licença de exploração se iniciou em 2013, quando a petrolífera multinacional britânica BP arrematou a licitação da área. Por decisão estratégica, a companhia repassou a concessão para a Petrobras em 2021.

A Petrobras tem poços na nova fronteira exploratória, mas, até então, só tinha autorização do Ibama para perfurar os dois da costa do Rio Grande do Norte.

Em maio de 2023, o Ibama chegou a negar a licença para a área chamada de Bacia da Foz do Amazonas, o que fez a Petrobras pedir a reconsideração.

Além da companhia, setores do governo, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defenderam a liberação da licença. No Congresso, presidente do senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi um dos principais articuladores para apressar e autorizar a licença.

Segundo a Petrobras, a espera pela licença de exploração custou R$ 4 milhões por dia à empresa.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Para efeito de comparação, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o Brasil tem 66 bilhões de barris entre reservas provadas, prováveis e possíveis.
Críticas

A exploração é criticada por ambientalistas, preocupados com possíveis impactos ao meio ambiente. Há também a percepção, por parte deles, de que se trata de uma contradição à transição energética, que significa a substituição dos combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis, que emitam menos gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

A Petrobras insiste que a produção de óleo a partir da Margem Equatorial é uma decisão estratégica para que o país não tenha que importar petróleo na próxima década. A estatal frisa que, apesar do nome Foz do Amazonas, o local fica a 540 quilômetros da desembocadura do rio propriamente dita.

O Estado de S.Paulo - SP   21/10/2025

Após 11 anos de espera, o Ibama concedeu nesta segunda-feira, 20, a licença de operação para a Petrobras perfurar um poço na bacia da Foz do Amazonas - uma das cinco bacias da Margem Equatorial brasileira -, onde é estimada a presença de 30 bilhões de barris de petróleo, segundo estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A confirmação da existência de petróleo na nova fronteira será um alívio para a Petrobras, que precisa recompor suas reservas, além de sinalizar uma injeção de investimentos em uma das regiões mais pobres do País.

Atualmente o Brasil produz 4 milhões de barris de petróleo por dia, com reservas provadas de 16,8 bilhões de barris. Nesse ritmo, sem novas reservas, o petróleo nacional acabaria em cerca de 12 anos. Ou seja, há a necessidade de o País buscar novas fontes se não quiser se tornar importador de petróleo no longo prazo.

O poço pioneiro Morpho, no bloco FZA-M-59, que será explorado pela estatal, fica a 175 km da costa do Amapá, Estado vizinho à Guiana e ao Suriname, países que encontraram reservatórios gigantes na Margem Equatorial. O primeiro pedido para explorar o bloco foi feita pela BP, em 2014 - a empresa abandonou o projeto em 2021, que passou a ser comandado pela Petrobrás.

A previsão da estatal é de que a perfuração, iniciada imediatamente após a concessão da licença, dure cerca de cinco meses. Se confirmada a existência dos reservatórios, a produção poderia ser iniciada em seis anos, quando está previsto o declínio dos poços do pré-sal - que hoje sustentam a produção da Petrobras, após o declínio da bacia de Campos.

“Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A executiva ressaltou recentemente que nem sempre a descoberta ocorre no primeiro poço, por isso mais três perfurações estão programadas.

Para o professor e pesquisador do Instituto de Energia da PUC-Rio, Edmar Almeida, a concessão da licença foi um passo importante para o País ter o direito de verificar se existe potencial petrolífero significativo na parte brasileira da Margem Equatorial.

“A gente tem as descobertas na Guiana e Suriname de classe mundial em reservas gigantes, e não seria justo para o Brasil não poder nem saber se existe ou não essa riqueza. A partir dessas descobertas, o Brasil saberá se é conveniente desenvolver essas reservas, e isso vai depender do volume dessas descobertas”, explicou Almeida.
Incerteza

A notícia da concessão da licença retirou a incerteza regulatória que pairava sobre a estatal, avaliou o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman. As ações da empresa chegaram a virar do negativo para o positivo, mas cederam ao longo do dia por conta da queda do preço do petróleo. Segundo Arbetman, o impacto só não foi maior porque os ganhos no caixa da empresa virão apenas no longo prazo.

“Embora o evento ainda não implique mudanças de curto prazo em produção ou fluxo de caixa, é positivo para as ações da Petrobras, pois marca o início de uma nova fase de exploração em uma das últimas fronteiras geológicas inexploradas do País”, disse em nota, ressaltando que as reservas provadas da companhia atualmente têm horizonte estimado de pouco mais de 10 anos, tornando a abertura dessa nova frente estratégica para o longo prazo.

Já a analista Monique Greco, do Itaú BBA, observou que, apesar de a concessão da licença ser positiva, “continua sendo um desafio avaliar sua relevância para a tese de investimento de longo prazo da Petrobras”.

Ainda segundo ela, “exemplos históricos como Tupi e Búzios (no pré-sal) demonstram que, mesmo após as descobertas iniciais, podem ser necessários anos de avaliação, testes e investimentos significativos para confirmar o potencial do reservatório e declarar a comercialidade”, alertou Greco.

Mas, para o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural (IBP), Roberto Ardenghy, a exploração da Margem Equatorial pode trazer benefícios socioeconômicos para o País. Ele projeta um aumento significativo da arrecadação de royalties, participações especiais e tributos, hoje na ordem de R$ 300 bilhões por ano, e que poderão ser investidos em políticas públicas essenciais para o Brasil.

“Esta é uma decisão importante que permitirá ao País conhecer melhor o potencial de suas reservas, apoiando a segurança energética e o desenvolvimento socioeconômico da Região Norte”, disse Ardenghy.

Da mesma tese compartilha o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, que vê nas atividades da Petrobras no Amapá uma oportunidade para desenvolver a região. Porém, ele destacou que a riqueza gerada precisa ajudar na proteção da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica, da Caatinga, projetos de fato socioambientais, que sejam feitos em parceria e diálogo com as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, dos povos originários e com os trabalhadores.

Às vésperas da COP-30, em Belém, no Pará, Bacelar avaliou que os recursos da produção na Margem Equatorial serão fundamentais para financiar a transição energética. Opinião que diverge das organizações ambientais, que já programam uma ação civil pública na Justiça Federal contra a concessão da licença, que está sendo chamada pelo Greenpeace de “um boicote contra a COP-30”.

Globo Online - RJ   21/10/2025

Membros do governo celebraram a licença de operação que a Petrobras recebeu, por meio do IBAMA, para a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas do Amapá, a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa, na Margem Equatorial brasileira. Por meio desta pesquisa exploratória, a companhia busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. Não há produção de petróleo nessa fase.

O plano de investimento da Petrobras 2025-2029 reserva cerca de US$ 3 bilhões para investimentos na Marquem Equatorial, incluindo a perfuração do poço liberado pelo Ibama nesta segunda-feira. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que se trata de um "dia histórico"

— O IBAMA autorizou, com toda segurança ambiental possível, que inicie as pesquisas e a exploração das nossas riquezas na costa amapaense, na Margem Equatorial. São pesquisas para a descoberta de riquezas como petróleo, que serão decisivas para o nosso presente e para o nosso futuro. Hoje é um dia histórico — disse Randolfe.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou que o processo será acompanhado de segurança ambiental.

— A Margem Equatorial representa o futuro da nossa soberania energética. O Brasil não pode abrir mão de conhecer seu potencial. Fizemos uma defesa firme e técnica para garantir que a exploração seja feita com total responsabilidade ambiental, dentro dos mais altos padrões internacionais, e com benefícios concretos para brasileiras e brasileiros. O nosso petróleo é um dos mais sustentáveis do mundo, com uma das menores pegadas de carbono por barril produzido, assim como a nossa matriz energética altamente renovável, que é exemplo para o mundo — afirmou o ministro.

Em agosto, quando a Petrobras e o Ibama chegaram a uma data para a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO) para a licença de perfuração do poço exploratório da Margem Equatorial, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou o calendário. O tema é prioritário para Alcolumbre, já que a faixa de terra que pode ter até 30 bilhões de barris de petróleo contempla o seu estado, o Amapá.

"Recebi com grande alegria a notícia sobre o avanço nas etapas para a pesquisa exploratória de petróleo na Margem Equatorial. Essa é uma vitória do Amapá e do Brasil. Um marco, resultado do empenho e do trabalho conjunto de vários atores que defendem um futuro energético sustentável para o nosso país", disse em comunicado.

A defesa da aprovação das pesquisas para a exploração de petróleo na Margem Equatorial é um compromisso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu com Alcolumbre.

Em 2023, o Ibama recusou a licença da Petrobras e desde então a estatal atuava para atender a uma série de requisitos ambientais do instituto. O governo calcula ainda que possa arrecadar R$ 1 trilhão com a produção de petróleo na região.

Money Times - SP   21/10/2025

A concessão da licença ambiental para a Petrobras (PETR4) realizar uma campanha exploratória na Bacia da Foz do Amazonas deve contribuir para elevar o interesse no leilão de áreas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), marcado para quarta-feira (20), disse à Reuters o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghy.

“O leilão desta semana envolve áreas nas bacias de Campos e Santos, mas a licença na Foz cria um ambiente positivo e favorável para o Brasil”, afirmou Ardenghy.

O Brasil ofertará sete novos blocos exploratórios de petróleo e gás natural no próximo leilão do pré-sal, sob modelo de partilha de produção, mas áreas da Margem Equatorial, como a Foz do Amazonas, não foram incluídas.

“A notícia impacta positivamente os leilões de áreas de petróleo programados pela ANP e reforça o papel do Brasil como produtor relevante de energia no contexto mundial.”

Segundo ele, notícias “positivas” para o setor de petróleo acabam se refletindo no interesse pelos certames.

O Ibama concedeu nesta segunda-feira a licença para a Petrobras perfurar um poço em águas profundas da Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.

A autorização ocorre após anos de tentativas da estatal para obter o aval, com o objetivo de verificar o potencial de reservas de petróleo e gás na região e abrir uma nova fronteira exploratória.

A decisão foi tomada às vésperas da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, e gerou protestos de ambientalistas e representantes da sociedade civil, que alertam para os riscos à biodiversidade marinha da região amazônica.

Segundo o presidente do IBP, a exploração permitirá ao país conhecer melhor o potencial de suas reservas, “apoiando a segurança energética e o desenvolvimento socioeconômico da região Norte”.

“Foi um ato sensato. É um poço exploratório. Ninguém sabe o que realmente tem lá. Pobre o país que não sabe o que existe no seu subsolo.”

Globo Online - RJ   21/10/2025

O volume recuperável estimado com o mapeamento da porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas é de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com base em estudo que integra um projeto de análises das bacias sedimentares brasileiras.

Nesta segunda-feira, a Petrobras informou que obteve a licença para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas. O setor comemora a licença, enquanto que ambientalistas a veem com preocupação, e consideram desastrosa a liberação por parte do Ibama. A duas semanas da COP30, a decisão foi vista por entidades ambientais como uma sabotagem à conferência.

Como base de comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

Segundo a companhia, com base no Plano de Negócios 2025-2029, estão previstos 15 poços na Margem Equatorial, com investimento total de US$ 3 bilhões. Desse total, oito poços serão perfurados somente na Bacia da Foz do Amazonas.

Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE, afirma que o Brasil precisa de novas fronteiras para se manter relevante como grande produtor de petróleo. Para isso, é necessário avançar, já que o pré-sal deve entrar em declínio a partir de meados da próxima década, projeção já confirmada pela Petrobras.

— Depois das águas rasas, das águas profundas e ultraprofundas com o pré-sal na Bacia de Santos, o Brasil se tornou uma potência global. Mas esses campos todos têm uma vida útil; por isso, é preciso seguir descobrindo novas reservas — disse Rodrigues.

Para ele, o Brasil perdeu muito tempo nos últimos dez anos discutindo o licenciamento para a Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Enquanto isso, o país vizinho Guiana começou a explorar suas reservas e foi um dos que mais registraram crescimento em seu PIB.

— Ao longo dos últimos dez anos, houve um grande atraso no desenvolvimento das reservas de petróleo no Brasil. A crítica é se esse tempo é, de fato, razoável para isso. Hoje vimos que, com essa licença, houve uma vitória da ala do bom senso do governo, já que havia rumores de que a licença só sairia após a COP 30 — afirmou Rodrigues.

Para o consultor, o Brasil está bem posicionado do ponto de vista ambiental, devido ao baixo número de acidentes envolvendo campos de petróleo. No entanto, ele alerta para o uso adequado dos royalties em regiões produtoras, como o Norte Fluminense, no Rio de Janeiro.

— Você pode questionar o uso dos royalties, como ocorreu na região Norte do Rio de Janeiro, mas é importante destacar que o Brasil tem um baixo volume de vazamentos, o que mostra sua eficiência do ponto de vista operacional — destacou.

Críticas de órgãos ambientais

Edmar de Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, lembra que o licenciamento é apenas o início do processo e que as expectativas se apoiam na descoberta de reservas de classe mundial no Suriname e na Guiana.

— Existe a estimativa de que esse potencial em petróleo também existe na parte brasileira. A licença, por ora, dá direito ao Brasil de verificar se existe potencial. E, se sim, a empresa vai poder também explorar o petróleo — explica. — Para a Petrobras, é fundamental, porque ela precisa de novas áreas de exploração para renovar suas reservas de petróleo. Hoje, está muito concentrada em Santos, no pré-sal. E essa área vai atingir maturidade em breve. A partir daí, vai cair a produção.

Órgãos ambientalistas questionam a decisão do Ibama. Juliano Bueno de Araújo, diretor do Instituto Internacional Arayara, diz se tratar do “canto da sereia dos fósseis”, frisando que o aval às exploração na Foz do Amazonas lança dúvidas sobre o futuro climático e ambiental do Brasil.

“Demonstra nitidamente o verdadeiro compromisso do governo com a indústria petroleira e que vira as costas para a proteção ambiental, a descarbonização do brasil e um modelo sustentável. O canto da sereia dos fósseis, o lobby e os interesses políticos, superaram a razão e a ciência ambiental e climática ! A conta desta decisão infelizmente fica para esta geração e futuras!”, diz Araújo.

O Observatório do Clima — que reúne 130 entidades ambientalistas voltadas para discutir o aquecimento global — classificou o licenciamento como uma “sabotagem” à COP30 e afirma que irá a Justiça para derrubar a decisão.

“A decisão é desastrosa do ponto de vista ambiental, climático e da sociobiodiversidade e, para enfrentá-la, organizações da sociedade civil e movimentos sociais irão à Justiça denunciar as ilegalidades e falhas técnicas do processo de licenciamento, que poderiam tornar a licença nula”, diz em nota.

O organismo defende a não expansão de exploração em óleo e gás, principalmente em áreas de alta biodiversidade, e que sejam criadas zonas onde sejam proibidas as atividades extrativistas de forma a proteger ecossistemas críticos, a exemplo da Amazônia.

“A emissão da licença para o Bloco 59 é uma dupla sabotagem. Por um lado, o governo brasileiro atua contra a humanidade, ao estimular mais expansão fóssil contrariando à ciência e apostando em mais aquecimento global. Por outro, atrapalha a própria COP30, cuja entrega mais importante precisa ser a implementação da determinação de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis”, diz Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima.

O organismo divulgou ainda nota de Carlos Nobre, copresidente do Painel Cientívido para a Amazônia, frisando não haver justificativa para nova exploração de petróleo e defendendo a suspensão dessa atividade. “A Amazônia está muito próxima do ponto de não retorno, que será irreversivelmente atingido se o aquecimento global atingir 2°C e o desmatamento ultrapassar 20%. Além de zerar todo desmatamento, degradação e fogo na Amazônia, torna-se urgente reduzir todas as emissões de combustíveis fósseis”, afirmou.

Clara Junger, coordenadora de campanha no Brasil da Iniciativa do Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis, diz que o licenciamento “contraria os compromissos com a transição energética e coloca em risco as comunidades, os ecossistemas (na bacia Amazônica) e o planeta”.

Transição energética e petróleo

Almeida, da PUC-Rio, discorda do ponto defendido pelas entidades ambientais de que é preciso suspender a produção de petróleo:

— É uma visão política e estratégica com a qual não concordo. Não se pode dizer que não houve análise do Ibama — argumenta. — A política de transição energética tem que focar na demanda. É a mudança na demanda que vai definir a oferta. Como se reduz a demanda? Com políticas para substituição de combustíveis fósseis por eletricidade ou biocombustíveis, algo que o Brasil vem fazendo.

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, avalia Cleveland Prates, ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e professor da FGV, precisa ser uma escolha ponderada:

— Em qualquer processo de exploração de petróleo, a questão é como gerenciar o risco e até onde se está disposto a incorrer nesse risco. Porque não fazer a exploração também tem o custo de não gerar riqueza para um estado que depende muito da União. então, é analisar os riscos que sempre vão existir e medir o custo-benefício — diz ele.

Na visão de Prates, a disputa em torno do licenciamento da Foz do Amazonas se transformou em “briga política no governo”, defendendo que seja criada uma agência reguladora específica:

— Temos um órgão aparelhado e que não tem a independência de uma agência reguladora. Passou da hora de termos uma Agência Reguladora de Meio Ambiente, o que permitiria ter processos mais técnicos e mais céleres — opina ele. — Em paralelo, as pessoas criticam o Ibama, mas o órgão não dispõe da estrutura que deveria ter para atender a tanta demanda.

Peso na matriz energética

De acordo com a ABESPetro, que reúne as empresas de serviços do setor, a licença representa um passo histórico para o Brasil manter a autossuficiência em petróleo. Para Telmo Ghiorzi, presidente-executivo da associação, o petróleo continuará a ser uma fonte relevante da matriz energética global por muitas décadas.

— A produção de petróleo e a industrialização que ela induz são fatores imprescindíveis para que o Brasil mantenha o ritmo de criação de empregos de alta qualificação e remuneração. Isso é de particular relevância para as regiões Norte e Nordeste do país, que serão intensa e positivamente impactadas por este avanço — ressaltou Ghiorzi.

Ele afirmou que o Brasil precisará “correr contra o tempo”, já que desde 2018 o país não perfura poços em novas fronteiras exploratórias.

— Mas a Petrobras e a cadeia produtiva brasileira já superaram desafios igualmente difíceis e importantes. Nós superaremos novamente e manteremos o vigor do crescimento e do desenvolvimento socioeconômico do Brasil — concluiu.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Petrobras cumpriu o seu papel, fazendo análise pré-operacional e os testes simulados exigidos. Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, após a confirmação da reserva, o início da produção de petróleo deverá levar de cinco a seis anos, o que ajudará no desenvolvimento econômico, mas que precisa ser também social e sustentável.

— A riqueza gerada pela região precisa ajudar na proteção da floresta amazônica, da mata atlântica, da caatinga, projetos de fato socioambientais, que sejam feitos em parceria e diálogo com as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, dos povos originários e com os trabalhadores. Estes, por sua vez, precisarão passar por todo um processo de requalificação profissional voltado para a nova indústria que está sendo gerada a partir da transição energética justa — diz o dirigente da FUP.

Ele lembra do projeto de lei (PL 4184/2025) que tramita no Congresso Nacional, sobre a necessidade de utilização desses recursos na própria região.

— É preciso também falar da criação de fundos subnacionais, capazes de garantir que essa riqueza ficará, de fato, no Norte e Nordeste do país, onde temos os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil — destacou Bacelar.

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) destacou que, se o potencial em reservas previsto para a região for confirmado, virão benefícios em geração de emprego, renda e melhoria de qualidade de vida no país.

"Esta é uma decisão importante que permitirá ao país conhecer melhor o potencial de suas reservas, apoiando a segurança energética e o desenvolvimento socioeconômico da Região Norte”, disse Roberto Ardenghy, presidente do IBP, em nota.

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