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19 de Dezembro de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   19/12/2022

No mês passado, a queda foi de 4,7% em relação a um ano atrás

O mercado de aço no Brasil caminha para fechar o ano com recuo na faixa de 12% na comparação com o ano passado. Dados do Instituto Aço Brasil divulgados nesta tarde mostram retração no consumo aparente (vendas internas mais importações) de 11,5% no período janeiro-novembro, com 21,8 milhões de toneladas, ante igual intervalo de 2021. No mês passado, a queda foi de 4,7% em relação a um ano atrás.

As vendas internas das usinas tem cenário parecido — fecharam no acumulado do ano com baixa de 9,6%, em 18,9 milhões de toneladas. Já o volume comercializado em novembro registrou alta de 2% frente ao apurado um ano atrás, com 1,6 milhão de toneladas, conforme o relatório mensal do Aço Brasil.

As exportações de produtos acabados e semiacabados somaram no acumulado até novembro 11 milhões de toneladas, o que significou alta de 14,6% ante o mesmo período de 2021. As divisas geradas pelos embarques alcançaram US$ 10,1 bilhões — crescimento de 23,3% na mesma base de comparação.

No mês passado, entretanto, as vendas ao exterior foram negativas — 15,5% em volume, para 814 mil toneladas, e 22,3% na geração de receita, com US$ 687 milhões.

As importações mantiveram o ritmo de queda do ano e fecharam, até novembro, com baixa de 35,7%, em 3 milhões de toneladas. Em novembro, o volume internado somou 326 mil toneladas, menos 25,3% sobre mesmo mês de 2021.

Os números ruins da indústria siderúrgica no país ocorreram também na produção de aço bruto, que registrou forte recuo, de 16,3%, para 2,6 milhões de toneladas, em relação a um ano atrás. No acumulado de 2022, de 31,5 milhões de toneladas, houve recuo de 5,9% ao se comparar os mesmos períodos.

Em produtos semiacabados — material na forma de placas e tarugos — para vendas, a queda atingiu 30,8%, com 603 mil toneladas. Até novembro, totalizou 7,3 milhões de toneladas — menos 6,1% —, conforme as informações do Brasil.

Infomoney - SP   19/12/2022

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou, nesta quinta-feira (15), um aporte na i.Systems, uma startup especializada na aplicação de Inteligência Artificial para indústrias. A rodada de investimentos foi liderada pelo Inova Venture, braço de Corporate Venture Capital da gigante do aço.

A transação, que não teve valor divulgado, veio na esteira da parceria que as empresas já mantêm há alguns anos, e surge como forma de posicionar a siderúrgica no cenário da indústria 4.0. Este é o oitavo investimento do CSN Inova Ventures, fundado há cerca de dois anos.

A i.Systems foi fundada em 2007 por três estudantes de Engenharia da Computação da Unicamp (Universidade de Campinas). A empresa apostou em um setor que ainda estava distante da inovação tecnológica e logo se aliou a grandes players do mercado fabril.

“O começo foi bastante desafiador, porque ficamos quatro anos desenvolvendo um produto, mas fizemos nossa primeira instalação na Coca-Cola, controlando o envase de refrigerantes” lembra Igor Santiago, cofundador da indtech. Com um software desenvolvido pelos profissionais, o desperdício de líquido caiu de 5ml por garrafa para 0,5ml.

Passados alguns anos, já com sua tese testada e aprovada, a empresa conseguiu outros grandes clientes, como Ambev que viria a se tornar sócia da companhia. Agora, além de sistemas paralelos, a indtech é reconhecida pela tecnologia apelidada de LEAF, uma plataforma que usa inteligência artificial para controle avançado de processos, fazendo com que seus equipamentos funcionem sempre dentro das condições operacionais ideias definidas pela empresa. Em suma, significa menor variabilidade nas etapas industriais o que, por sua vez, gera menos erros e maiores economia e eficiência.

“O LEAF é uma tecnologia exclusiva e patenteada em diversos países, com ganhos comprovados na CSN e potencial de escala pensado por um time com expertise no setor e capacidade para desenvolver novos produtos”, destaca Eduardo Gebara, da equipe de investimentos da Inova Ventures.

Segundo a CSN, a estratégia em adquirir a i.Systems se sustenta na busca do grupo por recursos que usam inteligência artificial, internet das coisas e análise de dados no setor industrial. A companhia quer escalar o negócio e torná-lo ainda mais rentável.
Novos produtos em 2023

Ao InfoMoney, Igor adianta que a startup já vem trabalhando para lançar novos serviços no mercado no curtíssimo e curto prazo. Para o ano que vem, o foco está em um software de otimização de estoques -voltado para médias indústrias- que tem o objetivo de ajudar as empresas a prever demandas, reduzir custos de logística e evitar desperdícios.

“É importante que as empresas decidam onde vão estocar seus produtos, especialmente por causa da malha viária brasileira. Então, controlar o fluxo de mercadoria evita tanto a falta quanto o excesso em determinados lugares, ainda mais quando são perecíveis. Queremos que ele seja o primeiro parceiro de inteligência artificial para as indústrias médias brasileiras”.
CSN de olho no mercado

O fundo CSN Inova Venture foi criado em 2020, com o objetivo de aportar até R$ 30 milhões em soluções inovadoras nos três anos seguintes. A ideia era que os recursos individuais ficassem na faixa entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, conforme antecipou Felipe Steinbruch, responsável pela gestão do hub.

Só neste ano, o CVC assinou ao menos dois cheques, sendo o primeiro para uma startup israelense que tem a promessa de baratear a produção de hidrogênio verde. A H2Pro participou de uma rodada de investimento série A de US$ 75 milhões, que teve participação de diversos investidores, entre eles o Breakthrough Ventures, de Bill Gates.

Outra operação da Inova Ventures foi na Oico, que funciona como um marketplace da construção. Junto com Valor Capital e Tiger Global, a startup levantou R$ 30 milhões para avançar no seu mercado digital.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   19/12/2022

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 0,1% em outubro ante setembro, segundo o Monitor do PIB, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), divulgado nesta sexta-feira, 16. Na comparação com outubro de 2021, a atividade econômica teve expansão de 2,8% em outubro de 2022.

“O crescimento do PIB em outubro deve-se, principalmente, ao bom desempenho do setor de serviços e do consumo. Assim como tem ocorrido durante todo o ano de 2022, estes componentes seguem contribuindo positivamente para o desempenho da economia. Destaca-se que após dois recuos consecutivos da atividade econômica, o crescimento de 0,1% é considerado modesto, porém não deixa de mostrar que a economia ainda dá indícios de crescimento apesar da maior influência do aperto monetário causado pelos altos juros”, afirmou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB - FGV, em nota oficial.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

No trimestre terminado em outubro de 2022, a economia cresceu 3,3% ante o trimestre encerrado em outubro de 2021. Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 5,7% no período. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve uma elevação de 6,4% no trimestre até outubro deste ano ante o mesmo período do ano passado.

“Apesar de iniciado o ano contribuindo negativamente para a FBCF, no trimestre móvel findo em outubro a contribuição de máquinas e equipamentos representou cerca de 70% do crescimento do componente. Esse crescimento é explicado principalmente pelo desempenho das máquinas e equipamentos importados, com destaque para o segmento de caminhões, ônibus, reboques e carrocerias”, informou a FGV.

A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 11,4% no trimestre até outubro de 2022 ante o trimestre até outubro de 2021, enquanto a importação aumentou 11,9%.

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 8,159 trilhões de janeiro a outubro de 2022, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 20,6% em outubro de 2022.

O Estado de S.Paulo - SP   19/12/2022

Baixo crescimento, inflação persistente e mais buracos nas contas públicas poderão marcar o primeiro ano do novo governo, segundo as perspectivas desenhadas pelo Banco Central (BC) em seu novo relatório trimestral de inflação. O alerta é muito claro e o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva agirá de forma prudente se levá-lo em conta. Este ano poderá terminar com um balanço pouco melhor que o estimado na avaliação anterior, mas o cenário de 2023 continua sombrio e preocupante. Segundo o relatório de setembro, o País encerraria 2022 com crescimento econômico de 2,7%. A nova estimativa aponta uma expansão de 2,9%, mas a atividade perde impulso. Em 2023 o Produto Interno Bruto (PIB) deverá aumentar apenas 1%, como estava previsto havia três meses. Mas a insegurança dessa previsão é maior que a usual, porque “as incertezas domésticas e no exterior permanecem elevadas”, segundo o documento.

O nível excepcional de incertezas tem sido apontado pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do BC, como justificativa para a manutenção do crédito arrochado. Em novembro, o Copom sustentou em 13,75% a taxa básica de juros, sem dar indicação de quando poderá iniciar o afrouxamento. No mercado, as previsões de juros para o próximo ano têm sido revistas para cima e alguns analistas já consideram a hipótese de sustentação da taxa atual até dezembro de 2023.

A análise das condições e das perspectivas das contas públicas agora se concentra em 2023 e nos anos seguintes. Algumas medidas em discussão acarretam, segundo o relatório, incertezas importantes sobre despesas e receitas fiscais de 2023, “com impactos potencialmente duradouros ou permanentes”.

Do lado das despesas, o documento ressalta o possível pagamento do Auxílio Brasil fora do teto, com abertura de espaço para gastos equivalentes a 1% do PIB. Do outro lado, projetos de revisão da tabela do Imposto de Renda e dos limites do Simples podem resultar em “perda substancial de arrecadação”. Além disso, o crescimento recente da receita foi ocasionado pela alta de preços de commodities. Esses preços são voláteis e seus efeitos fiscais, portanto, são instáveis.

Não há referência direta ao atual governo ou ao próximo, mas a mensagem é clara, tanto na advertência quanto na cobrança de esclarecimentos do presidente eleito e do futuro ministro da Fazenda. O futuro ministro criticou o teto de gastos, prometeu propor uma nova âncora fiscal e chegou a acenar com a obtenção de superávits primários – receitas maiores que despesas sem contar os juros da dívida pública. Não indicou, no entanto, como serão administradas as contas públicas nem apontou características possíveis da nova âncora.

O presidente eleito e o companheiro indicado para a Fazenda asseguram que têm compromisso com a responsabilidade fiscal, mas Lula insiste em dizer que o controle das contas não pode prevalecer sobre os programas sociais (ver o editorial Irresponsabilidade em nome dos pobres).

Ademais, desajustes podem ocorrer tanto pelo uso direto de verbas do Tesouro quanto pelos chamados estímulos parafiscais. Esses estímulos podem ser produzidos, por exemplo, por meio de instituições financeiras controladas pelo Estado, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dificilmente – espera-se – o governo petista reeditará a desastrosa política dos campeões nacionais, uma farra de benefícios financeiros a quem menos necessitava. Mas o mercado já mostrou temor de novos desmandos.

Mesmo sem as dúvidas motivadas pelo currículo petista, incertezas marcariam os cenários esboçados no relatório do BC. A economia global perde impulso e o aperto financeiro deve continuar. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) acaba de elevar de novo os juros básicos. O aumento foi de 0,50 ponto porcentual, depois de quatro altas de 0,75 ponto. Mas a inflação, apesar de algum recuo, continua perigosa e novos ajustes podem ser necessários, advertiu o presidente do Fed, Jerome Powell. O desarranjo internacional deveria bastar para o futuro governo brasileiro escolher o caminho da prudência.

O Estado de S.Paulo - SP   19/12/2022

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB), que manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, divulgada nesta semana, assim como a entrevista do presidente do BCB, Roberto Campos Neto, na divulgação do relatório trimestral de inflação deram uma mensagem direta sobre os efeitos de uma política fiscal mais expansionista sobre a trajetória da taxa de inflação e, portanto, da taxa de juros.

Além do efeito direto sobre a demanda agregada, uma política fiscal expansionista pode afetar a taxa de inflação por vários outros canais como, por exemplo, via preços dos ativos financeiros e aumento da incerteza, das expectativas para a inflação e da taxa neutra de juros.

Os documentos chamaram a atenção para o fato de que políticas parafiscais, ou seja, a utilização de empresas estatais para estimular a economia, principalmente a concessão de crédito a taxas de juros subsidiadas pelos bancos públicos, aumentam a taxa neutra de juros e reduzem a potência da política monetária.

As propostas de aumento de despesas, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição seja aprovada na Câmara dos Deputados como foi no Senado, com aumento de R$ 145 bilhões do teto dos gastos e exclusão de vários itens de despesas do teto – o que pode tornar o mecanismo praticamente inócuo –, e os sinais de utilização de crédito subsidiado pelos bancos públicos, anunciados pelo futuro governo, fizeram com que a expectativa de corte das taxas embutidas na curva de juros antes das eleições fosse substituída por aumento das mesmas.

A mudança na Lei das Estatais aprovada na Câmara dos Deputados, mas ainda em tramitação no Senado, que abre caminho para a indicação de políticos para a diretoria dessas empresas e viabilizaria a indicação do ex-ministro Aloizio Mercadante para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como já anunciou o ex-presidente Lula da Silva, reforçou o cenário de desconfiança em relação à volta do crédito subsidiado por parte dos bancos públicos.

Em conjunto, o processo de transição aponta para um déficit fiscal mais elevado e a volta do crédito subsidiado, o que está gerando aumento das taxas de juros demandadas pelos investidores para financiar a dívida. Nesse cenário, reduzir a Selic será uma tarefa árdua e, a nosso ver, pouco provável. O mais provável é que o próximo movimento do Banco Central do Brasil seja exatamente na direção contrária.

Agência Brasil - DF   19/12/2022

A produção econômica da China deve superar o equivalente a 17,2 trilhões de dólares neste ano, disse a mídia estatal, citando um alto funcionário do Partido Comunista Chinês neste sábado.

As interrupções induzidas pela covid, a demanda mais fraca no país e no exterior e uma desaceleração imobiliária trouxeram ventos contrários à segunda maior economia do mundo.

"Há uma lacuna entre o crescimento econômico e a meta esperada estabelecida no início do ano, mas muitos outros indicadores foram melhor alcançados", disse Han Wenxiu, vice-chefe do escritório do partido para assuntos financeiros e econômicos, citado pela emissora estatal CCTV.

A expectativa de Han de que a produção econômica total exceda 17 trilhões de dólares em 2022 equivale a uma expansão de 4,9% no Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao ano anterior, de acordo com um cálculo da Reuters baseado em dados oficiais.

A economia da China cresceu apenas 3% nos três primeiros trimestres do ano. Muitos economistas esperam que fique em torno dessa taxa para o ano inteiro, bem abaixo da meta oficial de cerca de 5,5%.

"A julgar pela deterioração da situação do covid e pelos dados de alta frequência acumulados no mês, dezembro pode sofrer ainda mais enfraquecimento", disseram analistas do Goldman Sachs em nota na sexta-feira.

"Dados os ventos contrários de curto prazo, revisamos para baixo nossa previsão de do PIB no quarto trimestre para -4% na comparação trimestral... (o que) reduz nossa projeção do ano para 2,6%."

O Estado de S.Paulo - SP   19/12/2022

Sustentada pelo consumo e pelos serviços, a economia avançou 0,1% em outubro, mas sem compensar o recuo de 0,8% em agosto e o de 0,2% em setembro, segundo o Monitor do PIB-FGV. Ainda há sinais de crescimento, portanto, apesar do aperto monetário causado pelo aumento de juros, comentou a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece. Publicado mensalmente, o Monitor é a prévia mais detalhada do Produto Interno Bruto (PIB) calculado a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O crescimento acumulado em 12 meses chegou a 3,1% em outubro, com evidente perda de ritmo a partir do segundo trimestre. A taxa acumulada superou 5% em cada um dos primeiros três meses, declinou e a partir de maio foi sempre inferior a 4%.

Duramente atingido nos primeiros meses da pandemia, quando as atividades presenciais foram muito reduzidas, o setor de serviços foi o mais dinâmico na fase seguinte, com a reativação do turismo, das viagens profissionais, da hotelaria, dos salões de beleza e de outros tipos de atendimento pessoal. O volume de serviços cresceu 0,4% em outubro e 4,5% em 12 meses, liderando com folga a retomada econômica. Nesse período, a produção industrial aumentou apenas 1,4%, enquanto a agropecuária diminuiu 1,4%, prejudicada principalmente por problemas meteorológicos em vários Estados.

O avanço dos serviços, o setor de maior peso na composição do PIB, é especialmente importante por seus efeitos na geração de empregos. Mas o setor inclui atividades muito diferenciadas em suas características tecnológicas e de organização. Há funções para pessoas altamente qualificadas, em alguns segmentos, mas boa parte das ocupações na área dos serviços é informal e de baixa remuneração.

A indústria produziu em outubro 0,1% mais que no mês anterior. Também na comparação mensal, o volume produzido havia diminuído 1,5% em agosto e 0,3% em setembro. O desempenho do setor industrial, principalmente da indústria de transformação, produtora da maior parte dos bens utilizados no dia a dia das famílias, tem sido medíocre há cerca de dez anos e piorou nos últimos quatro.

Com baixo dinamismo, a atividade fabril tem perdido peso na produção global e essa tendência se agravou a partir de 2014. Nos últimos anos, o Brasil foi superado, no ranking da atividade industrial, por vários países, incluídos México, Indonésia, Taiwan, Rússia e, em 2021, Turquia, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Neste ano, a participação brasileira foi de 1,28%, a menor da série iniciada em 1990. O modesto crescimento mostrado pelos números oficiais e também pelo Monitor é mais um reflexo da estagnação setorial – ou mesmo do retrocesso observado há vários anos.

Em 2017 a economia brasileira começou a recuperar-se do tombo de 2015-2016, façanha da presidente Dilma Rousseff. A retomada perdeu impulso em 2019, continua incompleta no final do mandato do presidente Jair Bolsonaro e a indústria permanece carente de uma política dinamizadora, nunca esboçada, sequer, pelo atual governo.

MINERAÇÃO

Exame - SP   19/12/2022

A China está prestes a sacudir o comércio de minério de ferro, um mercado de US$ 160 bilhões, com a maior mudança dos últimos anos, em meio aos esforços do governo de Pequim para aumentar o controle sobre os recursos naturais necessários para alimentar sua economia.

Uma nova empresa estatal chamada China Mineral Resources Group deve se tornar a maior compradora de minério de ferro do mundo já no próximo ano, quando começará a consolidar os pedidos em nome de cerca de 20 das maiores siderúrgicas chinesas, incluindo a líder China Baowu Steel Group Corp., de acordo com pessoas com conhecimento do assunto.

A CMRG já começou a negociar contratos de fornecimento com grandes mineradoras como Rio Tinto, Vale e BHP, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas.

O passo para consolidar as compras da enorme indústria siderúrgica da China dará à CMRG um poder de negociação sem precedentes no mercado de minério de ferro, e a nova empresa planeja buscar descontos nos preços vigentes. É a mais recente de uma série de tentativas da China, maior importadora de quase todas as principais commodities, de aumentar sua influência sobre os mercados e preços globais.

Representantes das principais produtoras de minério de ferro foram informados sobre as mudanças por autoridades chinesas em reuniões recentes.

A estrutura atual para contratos de fornecimento a “prazo” – nos quais as siderúrgicas fazem pedidos trimestralmente e usam um índice spot para precificação – deve continuar, e a CMRG assumirá a responsabilidade por certos contratos inicialmente, disseram as pessoas.

A CMRG não respondeu a vários pedidos de comentário. A Baoshan Iron & Steel Co., unidade listada da Baowu, não respondeu a uma consulta por e-mail. BHP e Rio não quiseram comentar. A Vale tem trabalhado em estreita colaboração com a CMRG e vê uma oportunidade de fortalecer sua relação com a China nesse novo contexto, escreveu a empresa em resposta por e-mail. “Nós nos vemos como um parceiro de longo prazo da China e um fornecedor confiável para a indústria siderúrgica chinesa do futuro.”

A China, que responde por cerca de 75% das importações mundiais de minério de ferro, há muito tempo se queixa que as grandes mineradoras detêm muito poder de negociação, porque a oferta é muito concentrada - os três principais produtores controlam mais da metade das exportações globais.

A CMRG foi criada em julho com o objetivo de comprar matérias-primas para a gigante indústria siderúrgica na China, mas não está claro com que rapidez a empresa começará a operar ou quanto das compras do setor acabarão centralizadas.

Se implementadas, a compra por meio da CMRG será a maior mudança no mercado de minério de ferro desde 2010, quando produtoras lideradas pela BHP aproveitaram uma disputa por suprimentos para romper um sistema de 40 anos de venda de minério de ferro a um preço anual fixo, argumentando que os preços devem ser guiados pelos fundamentos do mercado.

Agora, o poder mudou de lado. A demanda está estagnada, o que enfraquece a posição das mineradoras, e a maior siderúrgica do mundo busca se fortalecer. A demanda chinesa por minério de ferro caiu em relação a um pico em 2020, e o Macquarie Group prevê que o consumo da commodity não retornará àquele nível nos próximos cinco anos.

As discussões recentes assustaram executivos do alto escalão das maiores mineradoras, que estão preocupados com o potencial da China de aumentar seu controle sobre os preços de sua commodity mais lucrativa.

O plano atual da China é transferir todos os contratos de fornecimento para as principais siderúrgicas ao longo do tempo para a CMRG, disseram as pessoas, embora as negociações ainda estejam em andamento e a situação possa mudar. A empresa atuará como agente das siderúrgicas e contratou líderes e importantes traders de metalúrgicas chinesas.

“Os mineradores não têm escolha – precisam se inscrever nessa agência de definição de preços com sede na China, porque não há mais ninguém lá fora para comprar essas toneladas”, disse Tom Price, chefe de estratégia de commodities da Liberum Capital. Com o tempo, a mudança pode levar grandes mineradoras a trabalharem mais de perto, já que a oferta está muito concentrada entre alguns poucos produtores, disse.

“Dada a estrutura deste mercado, se a China decidir ditar os termos de preços, devemos esperar que as mineradoras respondam com um comportamento menos competitivo e mais estratégico.”

Valor - SP   19/12/2022

Com isso, a principal matéria-prima do aço tem valorização acumulada de 11,4% em dezembro. No ano, as perdas no mercado à vista estão em 5,3%

Embalados pela guinada do governo chinês em direção ao crescimento econômico, em detrimento da política de covid zero, os preços do minério de ferro seguem acima do nível de US$ 110 por tonelada no mercado à vista, apagando boa parte das perdas registradas no ano.

Segundo agências internacionais, o Politburo, principal órgão de tomada de decisões do Partido Comunista, está elaborando um plano que prevê expansão econômica acima de 5% em 2023. Maior produtora de aço no mundo, a China é também a principal consumidora de minério de ferro. Logo, medidas de estímulo econômico podem impulsionar a demanda global da commodity.

Segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o minério com teor de 62% de ferro recuou 0,4% no norte do país asiático nesta sexta-feira, para US$ 112,70 por tonelada, depois do salto de mais de 3% no dia anterior.

Com isso, a principal matéria-prima do aço tem valorização acumulada de 11,4% em dezembro. No ano, as perdas no mercado à vista estão em 5,3%, bem abaixo dos 33% acumulados até 31 de outubro.

Os contratos futuros, que seguiam pressionados pelo receio de que o avanço recente da pandemia na China vá se refletir em recrudescimento da política de “covid zero”, voltaram ao terreno positivo nesta quinta-feira.

Na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados, para entrega em janeiro, fecharam o dia com alta de 0,5%, para 821 yuan por tonelada.

Agência Brasil - DF   19/12/2022

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) suspendeu as licenças prévia e de instalação do Complexo Minerário Serra do Taquaril, da mineradora Tamisa, que é alvo de contestações de entidades da sociedade civil, da prefeitura de Belo Horizonte, do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O empreendimento é voltado para a exploração em área da Serra do Curral, que é considerado um cartão postal da capital mineira. A decisão proferida pelo desembargador federal Álvaro Ricardo de Souza Cruz e publicada ontem (16) determina a paralisação imediata de quaisquer atividades em andamento no local.

Em maio desse ano, o empreendimento foi licenciado por 8 votos a 4 no Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), órgão colegiado consultivo e deliberativo vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). Com a decisão, a Tamisa estava liberada para instalar o complexo minerário de grande porte com vida útil de 13 anos em uma área de 101,24 hectares. O projeto prevê o desmatamento de 41,27 hectares de vegetação nativa de Mata Atlântica.

Os quatro representantes do governo mineiro defenderam o aval à mineradora enquanto as organizações da sociedade civil com assento no Copam - que incluem entidades empresariais e grupos ambientalistas - se dividiram. Também participaram da votação dois órgãos federais: a Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pela fiscalização do setor no país, posiciona-se a favor da Tamisa, enquanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, deu voto desfavorável à atividade minerária.

A decisão do TRF-6 que suspendeu o licenciamento atende um pedido do MPF em uma ação civil pública que aponta violação aos direitos da comunidade quilombola Mango Nzungo Kaiango. Eles teriam tomado conhecimento do projeto minerário apenas pela imprensa, o que afrontaria artigos da Constituição Federal que protegem a cultura dos povos tradicionais.

Além disso, o MPF acusou o descumprimento da  Organização Internacional do Trabalho (OIT). Trata-se de um tratado internacional ratificado pelo Brasil que garante às populações tradicionais o direito à consulta prévia, livre e informada todas as vezes que qualquer medida legislativa ou administrativa for suscetível de afetá-las diretamente.

Localizada em Belo Horizonte, a comunidade quilombola Manzo Ngunzo Kaiango é composta por 37 famílias, que somam 182 pessoas. Ela é certificada desde 2007 pela Fundação Palmares, vinculada ao Ministério da Cidadania. Também possui reconhecimento municipal e estadual como patrimônio cultural imaterial.

Sem sucesso em primeira instância, o MPF apresentou recurso que foi apreciado pelo desembargador Souza Cruz. O magistrado considerou que as licenças concedidas são nulas porque houve flagrante violação do direito à consulta de quilombolas residentes na área de influência do empreendimento. "Fica também evidenciado que o início das atividades de instalação autorizados pelo Estado trazem risco direto e imediato à manifestação existencial da comunidade Manzo”, escreveu.

A Agência Brasil tentou sem sucesso contatar a Tamisa. Em seu site, a mineradora afirma que representa um novo olhar sobre a mineração e que respeita o meio ambiente. "Uma série de benefícios de contrapartida está inserida no compromisso da Tamisa em relação à Serra do Curral assumido junto ao Estado e à população como forma de compensar os impactos. Muitos outros estão previstos mesmo sem ser uma obrigação do empreendedor. Ou seja, a Tamisa fará muito mais do que a lei prevê".

Diante das críticas da sociedade civil ao licenciamento, a Semad sustentou na época que os processos de licenciamento envolvem amplos estudos técnicos que servem de suporte para decisão dos membros do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e também da Câmara de Atividades Minerárias (CMI). O órgão também destacou a imposição de compensações ambientais e florestais.

De outro lado, organizações da sociedade civil têm considerado que conselhos ambientais de Minas Gerais se tornaram um mero espaço de legitimação de decisões do executivo. No mês passado, sete entidades divulgaram um manifesto criticando a forma de preenchimento das cadeiras, apontando um esvaziamento da participação social e renunciando aos seus mandatos.
Símbolo

Após o licenciamento do projeto da Tamisa pelo Copam, moradores e ambientalistas realizaram manifestações em diferentes pontos de Belo Horizonte defendendo a preservação da Serra do Curral. Além de abrigar grande diversidade de espécies de fauna e flora, ela é considerada uma referência histórica e geográfica da cidade. Em sua encosta, há vestígios arqueológicos remanescentes do antigo arraial de Curral Del Rei, que foi escolhido para dar lugar à capital mineira no final do século 19. A escolha do local levou em conta a beleza natural da região, a condição climática e a riqueza hídrica.

Em 1995, a Serra do Curral foi eleita símbolo da capital mineira em um plesbicito organizado pela prefeitura, superando a Igreja São Francisco de Assis, a Lagoa da Pampulha, a Praça da Liberdade e outras referências da cidade. Para estimular o ecoturismo na região, foi criado em 2012 o Parque da Serra do Curral. Abrangendo uma área de 400 mil metros quadrados, ele atrai interessados em fazer trilhas e conta com 10 mirantes.

O licenciamento também gerou críticas da prefeitura da capital mineira, que não foi chamada para dar seu parecer. A região a ser minerada pertence a Nova Lima, ainda que próximo aos limites que dividem as duas cidades. O município vizinho à capital mineira atestou a conformidade do projeto.

Desde 1960, a Serra do Curral é considerada patrimônio histórico e artístico nacional. No entanto, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apenas o trecho que, tendo como eixo central a Avenida Afonso Pena, se estendia 900 metros à esquerda e à direita. Na prática, protegeu-se apenas a vista a partir de Belo Horizonte. Ficaram de fora porções situadas em municípios vizinhos como Nova Lima e Sabará, onde outras incursões minerárias de menor porte já deixaram suas marcas. Em 1991, o tombamento realizado pela prefeitura de Belo Horizonte de toda a área inserida nos limites da capital reiterou a proteção que já existia.
Tombamento

Em âmbito estadual, tramita desde 2018 uma proposta que poderia garantir a preservação de porções ainda desprotegidas. Há um dossiê concluído, mas ainda pendente de apreciação pelo Conep (Conselho Estadual do Patrimônio Cultural) e sua inclusão na pauta tem sido alvo de disputas.

Em junho, após manifestações de grupos da sociedade civil, o governador Romeu Zema publicou um decreto  declarando a Serra do Curral como bem relevante de interesse cultural. Dias depois, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) estabeleceu uma proteção provisória por meio de portaria. Sua validade se estenderia até análise definitiva da proposta de tombamento estadual. Na prática, embora permanecessem válidas as licenças da Tamisa, a atividade minerária na Serra do Curral passou a depender também de aval do Iepha.

A portaria virou alvo de uma guerra judicial em âmbito estadual. Seus efeitos foram suspensos em decisão favorável à Tamisa. Posteriormente, eles foram restabelecidos por decisão do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho. Embora tenha validado a proteção provisória, o magistrado atendeu dias depois um pedido da mineradora e suspendeu reunião do Conep destinada a discutir o tombamento defintivo.

Pereira Filho estabeleceu também a realização de audiências de conciliação com todos os envolvidos. Em setembro, após duas reuniões terem sido realizadas, a prefeitura de Belo Horizonte abandonou as tratativas por discordar do cronograma proposto e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Conep fosse autorizado a apreciar o tombamento. O pedido, no entanto, foi negado pela ministra Rosa Weber.

Valor - SP   19/12/2022

Do valor total, R$ 120 milhões são despesas já efetuadas e R$ 380 milhões correspondem a obrigações previstas no acordo

Em uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a Vale assinou na quinta-feira (15) um acordo no valor de R$ 500 milhões para ações de reparação do Distrito de Macacos, em Nova Lima (MG). Do valor total, R$ 120 milhões são despesas já efetuadas e R$ 380 milhões correspondem a obrigações previstas no acordo.

O acordo refere-se à reparação da comunidade que foi impactada em 2019 pela evacuação de área, após o aumento no nível de emergência da barragem B3/B4. A Vale retirou 200 pessoas de suas casas nas proximidades da barragem em fevereiro de 2019, após acionar o nível 3 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) - nível máximo de emergência.

O acordo foi firmado com o Ministério Público de Minas Gerais e a Defensoria Pública do Estado, com interveniência do Município de Nova Lima e Ministério Público Federal.

O objetivo do acordo é formalizar e definir os próximos passos do trabalho de reparação. Desde o aumento de nível da barragem, a Vale aplicou R$ 120 milhões em pagamentos emergenciais à comunidade.

O acordo estabelece a manutenção do pagamento emergencial de R$ 77,5 milhões às pessoas atingidas de forma direta durante 36 meses. Há também ações previstas nas áreas de infraestrutura urbana, educação, segurança, saúde, assistência social e meio ambiente.

No dia 2 deste mês, a barragem B3/B4 teve seu nível de emergência reduzido de 3 para 2. De acordo com a companhia, isso foi possível graças ao avanço do processo de descaracterização da barragem, com a remoção de mais de 50% dos rejeitos do reservatório. A previsão da Vale é concluir a descaracterização em 2025.

Máquinas e Equipamentos

IstoÉ Online - SP   19/12/2022

A CNH Industrial acaba de inaugurar um novo centro técnico na região metropolitana de Detroit, nos Estados Unidos. Além disso, a empresa informa em comunicado que adquiriu uma participação minoritária de 10% na Stout Industrial Technology (Stout), startup, com sede nos EUA, focada em implementos inteligentes para agricultura alimentados por Inteligência Artificial (IA).

Conforme a companhia, o novo centro de Detroit complementa e faz parceria com a base de eletrificação existente da CNH Industrial em San Matteo, em Modena, na Itália. Juntos, eles serão protagonistas em propulsão alternativa – construída com base em mais de 15 anos de experiência em P&D e produtos comercialmente disponíveis.

“Esta nova localização realça nosso compromisso com o crescimento de nosso perfil de veículos elétricos e subsistemas, e representa mais um marco depois de expansão bem-sucedida de nossa equipe interna”, disse Marc Kermisch, diretor-geral Digital e de Informação e diretor interino de Tecnologia e Qualidade da CNH Industrial.

As máquinas See & Act permitem execução de tarefas com base em dados detectados por sensores. A CNH Industrial explicou que as Stout demonstrou resultados neste campo com seu Smart Cultivator (Cultivador Inteligente), implemento controlado por software para tratores que usam câmeras, IA e tecnologia de visão proprietária para distinguir as colheitas das ervas daninhas. Uma vez identificado, o implemento simultaneamente cultiva a cultura em questão e remove ervas daninhas.

Em última análise, diz a CNH, esta tecnologia simplifica o cultivo e a capina das daninhas, sem o uso de produtos químicos. A plataforma existente da Stout expande oferta de produtos de capina mecânica e acelerará o desenvolvimento de novas soluções de cultivo. As máquinas da Stout serão distribuídas em breve por meio da rede de concessionárias da marca New Holland.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   19/12/2022

Movidos por energia não poluente e planejados para economia circular, veículos do futuro podem atender consumidores que visam uso, não posse

Renate Fuchs, da Accenture: eletrificação, autonomia, conectividade e compartilhamento são pilares do setor — Foto: Divulgação

Os automóveis do futuro serão verdes, compartilhados, conectados, mais seguros e autônomos. Movidos por energia não poluente e planejados para economia circular, podem atender consumidores que visam uso, não posse, usar sensores para dialogar entre si e com o ambiente e ter cabine transformada em espaço de trabalho e entretenimento. Além disso, podem ganhar os ares.

Esse cenário já tem aplicações mais ou menos desenvolvidas. A Accenture destaca a eletrificação, autonomia, conectividade e compartilhamento como pilares do setor. A busca de sustentabilidade vai mais longe. Segundo Renate Fuchs, líder da prática da indústria automotiva na Accenture, ela exige investimento que vai desde a engenharia e o desenho das peças até materiais, padrões éticos, abordagem do cliente e manutenção, ao longo da cadeia de valor.

Mesmo no Brasil, com pressão abrandada pelo etanol, a eletrificação será essencial para participação na cadeia global de suprimentos e mereceria uma agenda de incentivos, avalia ela. Enquanto isso, maior conectividade e dados de performance devem gerar serviços como manutenção preditiva, acionamento de serviços de segurança e novas experiências, embora a monetização dessa capacidade ainda esteja por vir.

A Stellantis, por exemplo, anunciou em setembro um acordo, no Brasil, com a empresa de tecnologia LexisNexis para seguros desenhados a partir dos dados de carros conectados. A Tesla inaugurou o modelo de cobrança por atualização de softwares pela internet para liberação de funções ou atualização de modelos mais antigos.

No quesito autonomia, montadoras já oferecem até nível 4 - em que o motorista pode se ocupar de outras atividades além de dirigir - e começam a surgir experiências de nível 5, sem motoristas, já em uso em taxis nos Estados Unidos com marcas como Cruise (GM) e Waymo (Google e Stellantis).

Serviços de compartilhamento já se tornam mais comuns. No Brasil incluem de veículos pesados, como os da Scania por meio da Lots, com cobrança por volume transportado, até assinaturas no segmento premium, como Audi Luxury Signature. A Audi anunciou a eletrificação de todos lançamentos a partir de 2026 e o fim da produção de veículos a combustão em 2033. Sua família Sphere, apresentada em 2021, já alcançou características como propulsor elétrico com aceleração de 0 a 100 km por hora em quatro segundos, autonomia elétrica superior a 500 km, direção autônoma nível 4 com recolhimento de volante, pedais e displays e capacidade para tarefas como fazer compras ou reservar um jantar de dentro do carro.

A fabricante, que entrou na Fórmula 1 depois de alterações permitirem o uso de combustíveis sintéticos sustentáveis e aumento da participação elétrica da unidade de potência em até 50%, possui tecnologia de cidades inteligentes que conecta carros à rede semafórica, usada nos Estados Unidos e Europa.

A Toyota está criando no Japão o protótipo de cidade inteligente Woven City para testar soluções de mobilidade. Além de futuro elétrico, a sensorização de pessoas, edifícios e veículos contará com caminhos sobre o solo para mobilidade automatizada, pessoal e pedestres, e no subsolo, para mercadorias e rede logística da cidade, descreve o diretor regional de mobilidade, transformação digital e value chain para América Latina e Caribe, Roger Armellini. Ele também dirige a Kinto, com serviços de compartilhamento e aluguel de veículos por hora, dia ou mês (share), gestão de frotas corporativas (One Fleet) e assinatura para pessoas físicas de modelos novos ou seminovos.

A japonesa, em 2020, investiu cerca de R$ 1,6 bilhão na Joby Aviation, para o desenvolvimento de uma aeronave elétrica de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL), para quatro passageiros e um piloto. Já a GM apresentou em 2021 o conceito Cadillac VTOL, autônomo, elétrico e para um passageiro, sem previsão de comercialização.

Segundo o diretor de estratégia de comunicação da GM América do Sul, Nelson Silveira, o objetivo da marca é lançar só elétricos a partir de 2035, enquanto investimentos privados, políticas públicas e ganhos de escala reduzirão custos de conectividade e autonomia. Hoje a marca oferece tecnologias semiautônomas, como frenagem automática de emergência, assistência de manutenção em taxa de rolagem e alerta de ponto cego, e deve aplicar o sistema de condução Super Cruise, capaz até de ultrapassagens em estradas mapeadas, em 22 veículos até 2023.

“A formação de um ecossistema em torno do 5G promoverá a aceleração de novos negócios e casos de uso”, avalia Marcelo Frateschi, sócio da EY. Para o presidente da Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) Brasil, Camilo Adas, a autonomia deve acelerar até o nível 4 em dez anos. O nível 5 ainda tem questões técnicas e éticas pela frente, como a tomada de decisão em caso de acidente, diz.

Valor - SP   19/12/2022

A Cruise LLC, divisão de veículos autônomos da GM, começou a oferecer viagens sem motorista em junho para clientes pagantes em partes de San Francisco, depois de receber a aprovação final dos reguladores estaduais

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), reguladora de segurança automotiva dos Estados Unidos, iniciou uma investigação sobre o sistema de direção autônoma usado pela unidade de carros sem motorista da General Motors (GM).

Os reguladores disseram, em documento divulgado nesta sexta-feira (16), que receberam três relatórios de acidentes envolvendo veículos da divisão Cruise LLC, da GM. Os automóveis teriam freado fortemente em resposta à aproximação por trás de outros motoristas na estrada. Além destes, há outros relatos de falhas. A investigação abrange 242 veículos da frota.

A divisão de veículos Cruise disse que está cooperando com a NHTSA. “Há sempre um equilíbrio entre o escrutínio regulatório saudável e a inovação de que precisamos desesperadamente para salvar vidas”, disse um porta-voz da Cruise.

O exame das operações de Cruise representa a terceira investigação formal que a NHTSA abriu em um desenvolvedor de sistemas de direção automatizada, disse a NHTSA. A agência já investigou uma startup apoiada pela Toyota Motor, Pony.ai, sobre como lidou com uma questão de segurança anterior, disse uma porta-voz.

A agência intensificou sua supervisão de recursos avançados de assistência ao motorista no ano passado, em particular exigindo que as empresas enviem relatórios de acidentes. Esses relatórios, em parte, levaram a NHTSA a iniciar sua investigação, disse o regulador em seu arquivamento.

A Cruise começou a oferecer viagens sem motorista em junho para clientes pagantes em partes de San Francisco, depois de receber a aprovação final dos reguladores estaduais. A empresa disse na quinta-feira (15) que obteve autorização do Departamento de Veículos Automotores da Califórnia para expandir o serviço em toda a cidade, embora ainda precise de aprovação dos reguladores de serviços públicos.

As operações comerciais do Cruise sofreram contratempos semanas após o lançamento em São Francisco. A empresa teve problemas com carros se aglomerando em cruzamentos e bloqueando o tráfego, incidentes que foram capturados em vídeo e postados nas redes sociais. Os funcionários tiveram que recuperar manualmente alguns dos veículos, disse um porta-voz da Cruise.

Um porta-voz da Cruise disse que a segurança é a prioridade da divisão da GM. Se seus carros encontram situações em que não conseguem prosseguir com segurança, eles encostam e acendem as luzes de emergência. Uma equipe normalmente está no local em 10 minutos, disse ele.

Apesar dos contratempos, a Cruise, de propriedade majoritária da GM, disse que está se expandindo para Phoenix, Arizona, e Austin, Texas, até o final deste ano, e planeja lançar em mais cidades dos EUA no ano que vem. A empresa tem como meta US$ 1 bilhão em receita anual até 2025 e até US$ 50 bilhões até o final da década.

NAVAL

Portos e Navios - SP   19/12/2022

A Fips terá que investir cerca de R$ 890 milhões e administrará o ativo por 35 anos

A Santos Port Authority (SPA) e as empresas Ferrovia Centro Atlântica S/A (VLI), MRS Logística S/A e Rumo S.A. assinaram na sexta-feira (16), em cerimônia formal realizada no Ministério da Infraestrutura, em Brasília, o contrato para a gestão da malha ferroviária do l, pelos próximos 35 anos.

“O contrato agora firmado garante os investimentos necessários para dar vazão, com eficiência, à movimentação de cargas por ferrovia no Porto de Santos, cuja projeção é dobrar no prazo de 5 a 10 anos”, afirma o presidente da SPA, Fernando Biral.

A nova cessionária, que será formada pelas três principais concessionárias ferroviárias do país, será responsável pela gestão, operação, manutenção e expansão do da infraestrutura ferroviária que atende o Porto de Santos e terá de realizar investimentos da ordem de R$ 891 milhões, no prazo máximo de 5 anos, para ampliar a capacidade ferroviária do complexo portuário, que está próxima da saturação.

A capacidade atual é de 50 milhões de toneladas por ano, com 94% de utilização, sendo imprescindível sua expansão imediata, que de acordo com os projetos conceituais estabelecidos no modelo, resultará em uma capacidade de 115 milhões de toneladas por ano.

As obras devem começar como ato contínuo à aprovação dos projetos executivos.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   19/12/2022

A Alemanha inaugurou neste sábado (17) seu primeiro terminal de gás natural liquefeito (GNL), construído em tempo recorde para se adaptar a viver sem os combustíveis russos após a invasão da Ucrânia. Com o inverno chegando ao Hemisfério Norte e visando a segurança energética a partir de 2023, toda a Europa agora busca alternativas aos hidrocarbonetos que importava em grandes quantidades da Rússia.

A instalação no porto de Wilhelmshaven, no Mar do Norte, foi inaugurada pelo chanceler Olaf Scholz em uma cerimônia a bordo do navio conhecido como Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FRSU), batizado de Hoegh Esperanza. O terminal, já carregado com gás nigeriano que pode abastecer 50 mil residências por um ano, começará o fornecimento em 22 de dezembro.

Scholz celebrou o tempo recorde no qual o terminal foi inaugurado, em um país conhecido por licitações burocráticas. “Este é um bom dia para o nosso país e um bom sinal para todo o mundo de que a economia alemã estará em condições de continuar forte, de produzir e de enfrentar este desafio”, afirmou. “Esta é agora a nova velocidade alemã com a qual estamos avançando na infraestrutura”.

A Alemanha planeja abrir outros quatro terminais de GNL financiados pelo governo nos próximos meses, além de uma infraestrutura privada. Todos esses terminais juntos devem fornecer 30 bilhões de metros cúbicos de gás por ano a partir do ano que vem, o que representa um terço das necessidades totais do país.

As instalações portuárias foram concluídas há um mês e um navio especialmente equipado atracou na quinta-feira com 165 mil metros cúbicos de GNL. O Ministério da Economia adiantou que a regaseificação está prevista para começar nos próximos dias e o serviço regular em janeiro.

Os terminais fazem parte de um esforço para evitar uma crise de energia que também inclui a reativação temporária de antigas usinas movidas a óleo e carvão e a extensão da vida útil das últimas três usinas nucleares da Alemanha, que deveriam ser desligadas no final deste ano, até meados de abril.

Terminais sem gás?

Isso se Berlim encontrar GNL suficiente para enchê-los, já que o mercado do combustível é bastante limitando, sendo dominado por apenas três países: Estados Unidos, Austrália e Catar - além da Rússia.

Esses terminais permitem que o gás natural resfriado seja importado por via marítima e condensado em líquido para facilitar o transporte. As unidades FRSU armazenam GNL e o convertem em gás pronto para o uso. Até agora, a Alemanha não possuía esses terminais e 55% de seu abastecimento dependia do gás barato enviado por gasoduto da Rússia.

Mas desde a invasão da Ucrânia, as entregas de gás para a Alemanha caíram e Berlim foi forçada a recorrer ao GNL processado em portos da Bélgica, França e Holanda, pagando um bônus pelos custos de transporte. O governo decidiu investir para construir suas próprias instalações o mais rápido possível e gastou bilhões de euros para obter o FSRU.

No entanto, a Alemanha ainda não assinou nenhum contrato importante de longo prazo para garantir o fornecimento desses terminais a partir de janeiro. “A capacidade de importação existe. Mas estou preocupado com os suprimentos”, disse à AFP Johan Lilliestam, pesquisador da Universidade de Potsdam.

Existe um contrato com o Catar para abastecer o terminal de Wilhelmshaven, mas as entregas só estão previstas para 2026.

Os fornecedores querem contratos de longo prazo, mas a Alemanha não quer amarrar as mãos com acordos de muitos anos, já que o país pretende atingir a neutralidade de carbono até 2045. “As empresas precisam saber que as compras na Alemanha vão diminuir eventualmente se quisermos cumprir nossas metas de proteção climática”, disse o ministro da Economia, Robert Habeck.

Frio e inverno

Inicialmente, a primeira economia da zona do euro pode ser forçada a comprar GNL nos mercados à vista, o que significará preços mais altos para os consumidores. Além disso, o mercado pode encolher no próximo ano devido à demanda renovada da China, que deixa para trás sua rígida política anticovid, alertou à AFP Andreas Schroeder, especialista do instituto de energia ICIS.

“Se a Europa conseguiu receber tanto GNL nos últimos meses foi porque a demanda chinesa estava baixa”, explicou. O gigante asiático assinou um acordo para comprar gás do Catar por 27 anos, o mais longo da história, segundo o país árabe.

A Alemanha passou por um inverno frio até agora, o que reduziu as reservas mais rápido do que o esperado. “O consumo de gás está aumentando. Isso é um risco, especialmente se o frio continuar”, afirmou Klaus Mueller, diretor da agência governamental que regula o mercado de gás e eletricidade.

Existe um risco real de que a Alemanha sofra interrupções temporárias no fornecimento nos próximos meses, segundo Schroeder. /AFP e AP

Portos e Navios - SP   19/12/2022

O governo de Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira (16), a instalação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Porto de Suape, um investimento de R$ 2 bilhões. Mais conhecido como Regás, gerará 240 empregos durante a operação do empreendimento.

A holding brasileira OnCorp, presente nos mercados do Brasil e da Argentina, cuja atuação está voltada para o setor de produção e serviços de geração de energia, foi a vencedora do processo de seleção e arrendou o Cais de Múltiplos Usos (CMU), que passará a funcionar, exclusivamente, para esse tipo de operação.

A operação do terminal contará com a participação da Shell. Uma das primeiras companhias a receber o gás da Shell, via Terminal de Regás, será a Termopernambuco, termoelétrica de 498 MW, vencedora de Leilão de Reserva de Capacidade de 2021. O CMU está localizado na área do porto organizado. A cerimônia para divulgação oficial do empreendimento foi realizada no Palácio do Campo das Princesas e contou com a participação do governador do estado, Paulo Câmara; do diretor-presidente do Porto de Suape, Francisco Martins; e de representantes da Oncorp e da Shell.

Para Francisco Martins, o Regás vai dar mais amplitude aos negócios e maior competitividade comercial a Pernambuco, garantindo mais opções às indústrias e outros setores da cadeia produtiva. “Com o novo empreendimento, teremos um player privado fazendo a regaseificação em Suape e oferecendo o produto para o mercado, trazendo economia nos custos de produção e, consequentemente, redução de preços para os consumidores. É um excelente negócio para Suape e para a economia pernambucana e da região”, afirmou.

A operação

A operação funcionará por meio de um Floating Ship Regaseification Unit (FSRU), navio que ficará ancorado no Cais de Múltiplos Usos. “A operação de transformação do gás natural liquefeito (GNL) na forma gasosa será realizada pelo navio estacionário, conectado por gasodutos à Estação de Transferência de Custódia (ETC), para posterior distribuição pela rede que liga o porto às cidades do Grande Recife, interior do estado e outras regiões. O FSRU será abastecido por operação ship-to-ship.

A área arrendada para uso do terminal é de 33.375 metros quadrados e o Porto de Suape será remunerada pela cessão da área do CMU no valor global de R$ 6.295.860,00, para um período de 48 meses de contrato. O montante equivale a R$ 131,1 mil por mês. Além do valor do arrendamento, o investimento engloba os custos com o sistema de recepção aquaviária, infraestrutura de cais e amarração, gasoduto e a estação de transferência de custódia. As operações sem o FSRU começam na próxima semana e com o FSRU, nos próximos 12 meses.

Comercialização

Segundo João Mattos, diretor da OncCorp e Ongás, o GNL virá do portfólio internacional da Shell, com destaque de origem para os Estados Unidos, Trindade e Tobago (Caribe), África do Sul, enquanto o gás natural, na sua forma gasosa, será comercializado pela Shell a térmicas como a Termopernambuco e outras indústrias, além da própria distribuidora local.

Para o diretor da holding, outro aspecto importante é o da descarbonização da indústria, já que o GNL é menos poluente que outros combustíveis. “Nosso grupo nasceu da expertise na geração de energia, com mais de 500MW instalados no país e na Argentina. Portanto, sabemos que o gás natural é o combustível de transição e tem importante papel em manter a confiabilidade da matriz energética no Brasil, a um custo menor ao sistema e ao meio ambiente. “Com certeza, esse terminal tornará Pernambuco um importante hub de GNL no Nordeste, destacando ainda mais o papel relevante do Porto de Suape”, ressalta Mattos.

Oncorp

A OnCorp é uma holding brasileira atuante nos mercados do Brasil e da Argentina, principalmente no setor de produção e serviços de geração de energia termoelétrica independente, com atuação nos sistemas interligado e isolado do país, com sua própria linha de grupos geradores, desenvolvidos por sua subsidiária, a OnPower. Desde 2002, as empresas voltadas ao setor energético que compõem a OnCorp contribuem em cinco grandes projetos do Sistema Interligado de Energia Nacional, através da geração de mais de 455.040 MW/mês, distribuídos pelo território brasileiro pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

A OnCorp desenvolve projetos voltados a leilões nacionais de energia, baseados em grupo geradores movidos a gás natural. Recentemente, começou a implantar os primeiros projetos híbridos do Brasil, no sistema isolado, com térmicas que utilizam baterias e energia fotovoltaica, tendo obtido a primeira certificação de “selo verde” na Nint (empresa de consultoria e avaliação ESG), para um projeto de geração de energia no país. Em Pernambuco, a holding já conta com uma planta fotovoltaica de 2.5MWp de potência, no âmbito da geração distribuída, no munícipio de Ribeirão, na Zona da Mata Sul do Estado.

Futuro promissor

Com o Regás, o Complexo Industrial do Porto de Suape encerra 2022 com o anúncio de uma série de grandes empreendimentos estratégicos confirmados para Pernambuco, prevendo um total de R$ 44,1 bilhões de investimentos até 2027, que deverão gerar cerca de 25 mil novos postos de trabalho. Entre os empreendimentos, estão a Planta de Produção de Hidrogênio Verde da Qair Brasil (R$ 22,5 bilhões e 2.900 empregos), o novo terminal de contêineres da APM Terminals-Moller-Maersk (R$ 2,5 bilhões e 1.600 empregos), a nova fábrica da Blau Farmacêutica (R$ 1,5 bilhão e 1.400 empregos) e o terminal de granéis sólidos minerais de Suape da Bemisa (R$ 1,5 bilhão e 3 mil empregos).

A ampliação da Refinaria Abreu e Lima (R$ 5 bilhões e 12 mil empregos), a construção da Ferrovia do Sertão, que ligará Suape às jazidas de ferro de Curral Novo, no Piauí, numa extensão de 717 quilômetros (R$ 6 bilhões e 2 mil empregos) são outros empreendimentos nos próximos anos. Atualmente, 229 empresas estão instaladas no Complexo de Suape e adjacências, gerando cerca de 24 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Valor - SP   19/12/2022

Em discurso de abertura da sessão pública da oferta permanente da partilha de produção de petróleo, direot-geral da agência indicou que, nos últimos dez anos, foram arrecadados mais de R$ 140 bilhões em licitações

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Saboia, disse nesta sexta-feira que, nos próximos cinco anos, estão previstos mais de R$ 500 bilhões em investimentos em exploração e produção no setor de petróleo e gás, para uma produção estimada de cerca de 5 milhões de barris de petróleo por dia.

Em discurso de abertura da sessão pública da oferta permanente da partilha de produção de petróleo, Saboia afirmou que, nos últimos dez anos, foram arrecadados mais de R$ 140 bilhões em licitações.

À medida que a exploração avança, “descobrimos que há áreas com maior risco geológico”, nas palavras de Saboia.

O diretor-geral da ANP defendeu alcançar uma solução sobre o que se pretende na Margem Equatorial, “que tem enorme potencial”. A Margem Equatorial é uma área exploratória que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. “Hoje sabemos que nem todas as áreas do polígono do pré-sal têm o mesmo potencial”, disse.

Na abertura da sessão pública, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou em vídeo que a oferta permanente da partilha é importante para o país mais pela “manutenção da pujança da atividade do setor” do que pelo bônus de assinatura.

“Esperamos que as políticas públicas do setor sejam mantidas para que o Brasil sirva como um porto seguro de investimentos”, disse o ministro, em vídeo.

Petro Notícias - SP   19/12/2022

Mais uma disputa no primeiro ciclo da Oferta Permanente da Partilha, que acontece hoje (16) no Rio de Janeiro. Na concorrência pelo bloco de Norte de Brava, na Bacia de Campos, duas ofertas foram apresentadas. A vencedora foi a Petrobrás, que ofereceu um percentual de excedente em óleo de 61,71%. O lance superou a proposta do consórcio formado por Equinor e Petronas (30,71%).

O primeiro ciclo da Oferta Permanente da Partilha, que está sendo realizado hoje pela ANP, marca a estreia de blocos do pré-sal nessa modalidade de licitação. Ao todo, são 11 blocos em oferta – Água Marinha, Norte de Brava, Itaimbezinho, Turmalina, Ágata, Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Esmeralda, Jade, Sudoeste de Sagitário e Tupinambá.

Nove empresas estão qualificadas para o leilão desta sexta-feira: Petrobrás; Equinor; Shell; Chevron; BP Energy; Ecopetrol; Petronas; Qatar Energy Brasil e TotalEnergies.

Para lembrar, o sistema de Oferta Permanente de Partilha de Produção tem por objetivo contratar, sob o regime de partilha de produção, as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em blocos localizados no polígono do Pré-Sal e de áreas estratégicas, assim determinados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Nesse sistema, blocos ficam permanentemente à disposição de agentes regulados interessados. Os ciclos se iniciam por provocação dos agentes inscritos, por meio da submissão à ANP de Declaração de Interesse, acompanhada de garantia de oferta, para um ou mais blocos disponíveis.

Valor - SP   19/12/2022

Ao mesmo tempo que focam nos juros, agentes do mercado também se atentam a situação da China, diante do avanço da covid

Os contratos de petróleo encerraram o dia em queda firme, à medida que aumentam as preocupações em relação ao futuro da demanda do produto após os principais bancos centrais da Europa e da América do Norte anunciarem aumentos em suas taxas de juros nesta semana.

No fim das negociações, os preços dos contratos para fevereiro do Brent, a referência global, terminaram em queda de 2,67%, a US$ 79,04 o barril, na ICE, em Londres. Enquanto isso, os preços dos contratos para janeiro do WTI, a referência americana, também caíram, 2,39%, a US$ 74,29 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Na quarta-feira,o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou um aumento de 0,5 ponto porcentual em sua taxa de juros. O presidente da autarquia, Jerome Powell, reforçou em seu discurso que o foco do banco é combater a inflação, que permanece em níveis elevados. Ontem fo a vez do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) também elevaram suas taxas em 0,50 p.p.. Contudo, o primeiro alertou que, diante da forte inflação, novas altas significativas serão efetivadas. Já a taxa do BoE foi para 3,5%, maior patamar desde 2008.

"Há muitas forças motrizes no mercado de petróleo no momento e uma perspectiva econômica mais sombria por trás da mensagem dura dos bancos centrais parece ser a tônica dominante durante o fim de semana", afirmou Craig Erlam, analista da Oanda.

Ao mesmo tempo que focam nos juros, agentes do mercado também se atentam a situação da China, diante do avanço da covid. Em Xangai, o distrito histórico de Bund e o centro da cidade estão praticamente desertos à medida que cresce o número de casos de covid-19 no centro financeiro chinês. Em outras partes do país, milhões de pessoas estão em casa para evitar a infecção após Pequim ter retirado as medidas de controle da pandemia, a chamada política de "covid zero". Assim como na capital Pequim, os hospitais e clínicas médicas de Xangai estão lotados de pacientes em busca de tratamento, já que as farmácias estão sem ibuprofeno e Lianhua Qingwen, um popular medicamento anti-inflamatório.

Nesse cenário, o Goldman Sachs já reduziu a previsão do produto interno bruto (PIB) da China de 3% para 2,6% ao ano por conta da covid.

O Petróleo - SP   19/12/2022

Historicamente, os preços de duas das maiores commodities do mundo, petróleo bruto e minério de ferro, estão fortemente correlacionados, o que não surpreende, visto que são a força vital da economia global, inclusive nos setores de transporte, produção industrial e construção.

No entanto, nas últimas semanas houve uma desconexão peculiar com os preços do petróleo em queda e os preços do minério de ferro desfrutando de uma alta maciça.  De fato, os futuros do Brent atingiram uma alta intradiária de US$ 99,56 o barril em 7 de novembro, mas depois caíram 25%, para uma mínima de US$ 75,11 em 9 de dezembro. saltou 42%, de US$ 79 a tonelada em 31 de outubro para US$ 112,15 em 9 de dezembro.

As trajetórias das duas commodities se inverteram recentemente, com os preços do petróleo bruto ganhando cerca de 5% na semana passada e os preços do minério de ferro caindo cerca de 1%, ainda não suficientemente grandes para estabelecer uma nova tendência. De acordo com Clyde Russell, colunista de Commodities e Energia da Ásia na Reuters, os eventos que acontecem na China são responsáveis pela desconexão contínua.

Desvendando o mistério do declínio do minério de ferro na segunda-feira, Russell atribui isso – provavelmente – ao aumento acentuado nos casos de COVID-19 na China e às indicações de que o sistema de saúde do país está em dificuldades.

Na história recente, os preços do minério de ferro aumentaram normalmente com qualquer notícia sugerindo que Pequim poderia estimular sua economia, impulsionando a demanda por aço à medida que o setor imobiliário residencial se recupera, observou Russell.

A China é o maior produtor mundial e também o maior consumidor mundial de aço, com o Reino do Meio comprando cerca de dois terços de todos os volumes transoceânicos da matéria-prima do aço. Hordas de cidades chinesas ultimamente vêm implementando medidas para aumentar a demanda por moradias, com
Pequim empenhada em deter uma crise imobiliária.

Vários governos locais emitiram pelo menos 70 medidas de flexibilização imobiliária depois que o Politburo pediu esforços dos governos locais para neutralizar a crise imobiliária, incluindo o corte da taxa mínima de pagamento inicial e pedindo aos pais que estendam a mão para ajudar seus filhos na compra de casas, tirando patrimônio em suas próprias casas.

O mercado de residências novas de US$ 2,4 trilhões da China mostrou poucos sinais de recuperação, com a economia crescendo pouco no segundo trimestre. Enquanto isso, boicotes a hipotecas por parte de compradores de casas que aguardam a conclusão dos apartamentos diminuíram a confiança do consumidor, pressionando ainda mais os preços das casas, que caíram por 11 meses consecutivos.

O UBS estima que as novas políticas poderiam contribuir com mais de 1 trilhão de yuans (US$ 142 bilhões) em novos financiamentos para o setor em dificuldades. O setor imobiliário, que contribui com cerca de um quarto da produção de US$ 17 trilhões da China, é um monstro especulativo que canibalizou o capital melhor usado para outros empreendimentos – uma grande razão pela qual o presidente Xi Jinping relutou em resgatá-lo, apesar do custo.

Enquanto isso, a política zero-Covid de Pequim foi responsabilizada pela queda dos preços do petróleo.

Já se passaram quase três longos anos desde que a China implementou suas políticas de controle de pandemia hiperrígidas, impondo bloqueios consistentes em todo o país , fechando fronteiras e realizando testes de COVID-19 em grande escala para conter a propagação do vírus.
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Com o líder chinês Xi Jinping concedido um terceiro mandato sem precedentes como presidente, a política de zero COVID parecia cimentada em pedra. Apenas alguns meses após a reabertura da economia, os principais distritos do centro de tecnologia chinês Shenzhen foram forçados a voltar ao bloqueio , estenderam as restrições às atividades públicas e fecharam o transporte público enquanto as cidades da China continuavam a combater novos surtos de COVID-19 que atenuaram as perspectivas de recuperação económica.

Pequim emitiu ordens para que residentes em seis distritos que compreendem a maioria da população da cidade de 18 milhões sejam testados duas vezes para o Covid-19, e os trabalhadores foram forçados a trabalhar em casa.

Mas a situação tomou um rumo inesperado na semana passada, depois que Pequim anunciou as mudanças mais radicais em suas rígidas diretrizes do Covid-19, incluindo o relaxamento dos requisitos de teste e restrições de viagens.

Além disso, as pessoas infectadas com Covid-19, mas com sintomas leves ou inexistentes, agora podem se isolar em casa, em vez de convalescer em instalações gerenciadas centralmente. Nesta semana, Pequim dobrou a pressão e anunciou planos para parar de rastrear algumas viagens na segunda-feira, reduzindo potencialmente a probabilidade de as pessoas serem forçadas a entrar em quarentena por visitar os pontos quentes do COVID-19.

Esses desenvolvimentos foram positivos nos mercados de energia, com os preços do gás e do petróleo subindo desde que Pequim deu uma reviravolta no Covid-19. A reabertura da China, juntamente com a luta da Rússia para encontrar compradores para seu petróleo, pode levar o petróleo a US$ 100 em 2023 , disseram analistas do UBS na segunda-feira.

Money Times - SP   19/12/2022

A Petrobras (PETR4) saiu como a grande vencedora em leilão de blocos exploratórios de petróleo e gás nesta sexta-feira, arrematando como operadora três dos quatro blocos do pré-sal negociados, de um total de onze ofertados sob um novo modelo de concorrência de oferta permanente.

A Petrobras levou como operadora de Água-Marinha e Sudoeste de Sagitário, integrando consórcios, e Norte de Brava como única licitante. Já o bloco Bumerangue foi 100% arrematado pela britânica BP.

O leilão, sob modelo de partilha de produção, arrecadou um total de 916,252 milhões de reais em bônus de assinatura para a União. O certame também registrou ágios nos lances em óleo lucro que variaram de 4,24% a 220,48%.

O bloco Norte de Brava, na Bacia de Campos, onde a Petrobras já havia manifestado interesse de ser operadora antes do leilão, era o de maior bônus de assinatura do certame, de 511,7 milhões de reais.

A estatal derrotou um consórcio concorrente formado por Equinor e Petronas e levou a área sozinha, com lance de óleo lucro de 61,71%.

Em Sudoeste de Sagitário (na Bacia de Santos), segunda área com o maior bônus de assinatura do leilão, de 330,256 milhões de reais, a Petrobras venceu em consórcio com a Shell com um lance de 25% de óleo lucro para a União, ante percentual mínimo de 21,3%, sem concorrência.

No consórcio para Sudoeste de Sagitário, a Petrobras ficou com 60%, enquanto Shell com os 40% restantes.

No caso de Água-Marinha, a área foi vencida por Petrobras, TotalEnergies, Petronas e QatarEnergy, no pré-sal da Bacia de Campos.

TotalEnergies, Petronas e QatarEnergy haviam feito o melhor lance, com oferta de óleo lucro de 42,40%, ante percentual mínimo de 13,23%. A Petrobras exerceu seu direito de preferência e se juntou aos vencedores.

O consórcio original de TotalEnergies, Petronas e QatarEnergy havia derrotado oferta feita pela própria Petrobras, em parceria com a Shell.

Pela lei, a petroleira estatal do Brasil tem direito de preferência em áreas do pré-sal.

Ao arrematar o bloco, o consórcio pagará um bônus de assinatura 65,443 milhões de reais à União.

Com a nova configuração do consórcio, Petrobras ficou com 30% de participação, TotalEnergies com 30%, Petronas com 20% e QatarEnergy com 20%.

Já Bumerangue (Santos) foi vencido pela BP, também sem concorrência, com oferta de 5,90% de óleo lucro ante percentual mínimo de 5,66%.

No modelo de partilha, os bônus de assinatura são fixos e ganha quem oferta o maior percentual de produção futura ao governo.

Contexto desafiador

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que organizou o leilão, prevê que as áreas leiloadas gerem investimentos de 1,44 bilhão de reais.

O diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, minimizou o fato de menos da metade das áreas leiloadas terem sido vendidas, frisando que “é preciso compreender o contexto em que esse leilão ocorreu”.

“Temos um cenário internacional muito desafiador, processo de transição energética em curso, que obviamente torna as empresas muito seletivas em seus investimentos, temos países concorrendo por esses investimentos com o Brasil ”, disse ele, quando questionado por jornalistas.

“Portanto, isso mostra a necessidade de nós mantermos esforços em sermos cada vez mais competitivos na disputa por esses investimentos”, acrescentou Saboia.

Ele destacou ainda que os riscos exploratórios do pré-sal hoje são mais conhecidos.

“Inicialmente imaginava-se que qualquer área do pré-sal era 100% de sucesso, hoje já há a compreensão de que existe risco geológico envolvido e esse cenário como um todo sempre impõe desafios para empresas selecionarem melhores oportunidades”.

As áreas do pré-sal agora leiloadas não apresentam, pelo menos preliminarmente, os mesmos potenciais de volumes de áreas vendidas no passado.

No entanto, o diretor-geral da ANP destacou os altos percentuais de lucro em óleo para a União.

Os blocos que não tiveram lances foram Itaimbezinho e Turmalina, na Bacia de Campos, e Ágata, Cruzeiro do Sul, Esmeralda, Jade e Tupinambá, na Bacia de Santos.

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Rafael Bastos, ressaltou os resultados obtidos.

“Houve uma diversificação, seis empresas foram vencedoras no leilão, então não fica concentrado na mão de uma única empresa A indústria do petróleo continua sendo desenvolvida no Brasil, essas áreas vão gerar durante muitos anos empregos e investimentos. Sem dúvida, foi bastante relevante e um sucesso esse leilão”, disse.

Esse foi o último leilão de petróleo do governo de Jair Bolsonaro, que fez um total de nove certames e arrecadaram 96,5 bilhões de reais, segundo dados compilados pela ANP.

O bônus de assinatura obtido no leilão desta sexta-feira sinaliza que o novo governo não mais terá à disposição as volumosas receitas dos certames do pré-sal, como ocorreu no passado, quando áreas de maior potencial atraíram maior interesse das petroleiras.

Os ganhos ao governo deverão se concentrar mais no óleo lucro, à medida que os maiores campos avancem com suas atividades. Os contratos em vigor de partilha de produção vão contribuir com cerca de 344 bilhões de dólares para os cofres públicos nos próximos dez anos, segundo estimativa anterior da estatal PPSA.

O diretor-executivo de Exploração e Produção do IBP, que representa as petroleiras no Brasil, Júlio César Moreira, presente no leilão, destacou que ainda assim foi um certame positivo, considerando o cenário de transição de governo.

“A gente viu várias empresas participantes em um ambiente, cenário, que não vou dizer instável, mas de transição de governo”, pontuou Moreira, citando que nesta semana houve a aprovação na Câmara dos Deputados para alterar a Lei das Estatais, em uma medida que segundo ele impacta o setor de petróleo.

“O setor tem uma característica de investimentos e projetos que têm um tempo de maturação longo, então qualquer mudança regulatória que pode impactar a indústria, como essa (na Lei das Estatais), assusta. No IBP a gente pauta a importância da estabilidade e previsibilidade das regras da indústria.”

“Acho que, nesse cenário, houve comprometimento importante de investimentos minha leitura foi super positiva.”

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