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11 de Janeiro de 2023

SIDERURGIA

Monitor Digital - RJ   11/01/2023

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, encerraram o ano com queda de 60% em dezembro de 2022 em relação ao mesmo mês de 2021 e de 27,5% no comparativo anual, indicando, ainda, fragilidade dos negócios no exterior em função da guerra na Ucrânia, paralisação de usinas, portos e redução das compras pelos países asiáticos.

Em dezembro, foram exportadas 21.553 toneladas, ante 54.170 toneladas em igual mês de 2021. De janeiro a dezembro de 2022, o total exportado alcançou 369.305 toneladas, em comparação a 509.355 toneladas no mesmo período de 2021, conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia, Secex.

As vendas externas apresentaram instabilidade e forte declínio em alguns meses no ano de 2022, e a demanda fraca no mercado interno também não ajudou as empresas que comercializam a sucata ferrosa.

Segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), órgão de classe que representa mais de 5,6 mil recicladores que reinserem insumos na cadeia produtiva, “a crise de energia na Europa, provocada pela guerra na Ucrânia, foi determinante para reduzir as exportações. Para agravar o quadro, também no Brasil a demanda e preços da sucata se mantiveram em baixa quase o ano todo”.

De acordo com S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para os mercados de commodities, neste início de ano o quadro tem se mostrado mais favorável.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   11/01/2023

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou 2022 com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. O índice ficou abaixo dos 10,06% acumulados em 2021, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação acumulada de 2022 foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 11,64% no ano, acima dos 7,94% de 2021. Também tiveram impacto importante os gastos com saúde e cuidados pessoais, que ficaram 11,43% mais caros. O grupo de despesas vestuário, por sua vez, teve a maior variação no mês: 18,02%.

Os transportes ajudaram a frear o IPCA de 2022, ao registrar deflação (queda de preços) de 1,29% no ano. Esse grupo de despesas havia acumulado inflação de 21,03% no ano anterior.

O grupo comunicação também fechou o ano com deflação: -1,02%. Os demais grupos apresentaram as seguintes taxas de inflação no ano: artigos de residência (7,89%), despesas pessoais (7,77%), educação (7,48%) e habitação (0,07%).

Dezembro

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,62% em dezembro. A taxa ficou acima do 0,41% do mês anterior mas abaixo do 0,73% de dezembro de 2021.

A maior alta de preços do mês veio do grupo saúde e cuidados pessoais (1,60%), que também teve o maior impacto na inflação oficial no período. Os itens com maior impacto nesse grupo foram produtos de higiene pessoal (3,65%), em especial os perfumes que, com uma alta de 9,02% tiveram o maior impacto individual no IPCA.

Com uma inflação de 0,66%, os alimentos e bebidas tiveram o segundo maior impacto na inflação oficial de dezembro, puxados pelas altas de preços de produtos como tomate (14,17%), feijão-carioca (7,37%), cebola (4,56%) e arroz (3,77%).

Nenhum grupo de despesas apresentou queda de preços no mês. Mas grupos como transporte e habitação tiveram mais baixas que em novembro. Os transportes tiveram taxa de 0,21% em dezembro, abaixo do 0,83% de novembro, devido às quedas de preços da gasolina (1,04%), óleo diesel (2,07%) e gás veicular (0,45%).

As altas de preços do etanol (0,48%), das passagens aéreas (0,89%) e dos pedágios (3%) mantiveram os transportes com inflação.

Habitação passou de 0,51% em novembro para 0,20% em dezembro, devido às altas menos intensas, em dezembro, de itens como aluguel residencial (0,40%) e energia elétrica residencial (0,20%).

* Matéria alterada às 10h13 para acrescentar informações da inflação de dezembro.

CNN Brasil - SP   11/01/2023

Roberto Campos Neto vai precisar de tempo para voltar a entregar o IPCA na meta de inflação, seu principal mandato. As previsões mais recentes para o IPCA de 2023 rondam 5,5%, distante da meta de 3,25% e fora da banda de acomodação do índice de 4,75%. Para cumprir seu objetivo, o BC teria que subir a taxa de juros, que já está em 13,75% ao ano. Hoje, a redução tão forte do índice de inflação até dezembro é não só improvável, como praticamente impossível de acontecer.

O risco de descontrole das contas públicas e dos efeitos do excesso de gastos este ano tem sido ressaltado pela autoridade monetária há meses. Enquanto o Comitê de Política Monetária aperta os juros para segurar a inflação, o governo federal libera os cofres públicos, aumentando a pressão sobre os preços.

O resultado do IPCA de 2022 corroborou as expectativas de uma inflação ainda elevada e longe da meta. O índice ficou em 5,79% quando o objetivo era de 3,50%, com teto de tolerância em 5%. Os únicos preços que tiveram redução foram os afetados pela queda de impostos federais e estaduais. Os preços livres, formados pelo equilíbrio entre oferta e demanda, subiram 11% em 2022, entre eles os alimentos e os serviços prestados às famílias.

Pelas regras do sistema de metas adotado no Brasil, o Banco Central deve enviar uma carta aberta ao ministro da economia para explicar o porquê do descumprimento, e o que pretende fazer para garantir a convergência no ano corrente. No documento que vai publicar nesta terça-feira, os diretores do BC terão que apresentar os riscos e cenários mapeados para o controle do processo inflacionário num prazo mais longo que dezembro de 2023.

Na comunicação oficial que mantém com a sociedade, o Copom vem ressaltando que toma decisões sobre os juros já olhando para o primeiro trimestre de 2024, quando o colegiado espera que o IPCA se aproxime mais da meta de 3% para o ano que vem. Ainda assim, o calendário das regras do sistema brasileiro não acomoda desvios de tempo para o cumprimento da meta.

Até agora, a credibilidade do BC não está em jogo porque a sequência de choques que provocaram a alta dos preços fugiu ao controle de qualquer banco central do mundo. Ainda assim, o Roberto Campos Neto precisa assentar a percepção sobre seu trabalho como guia da estabilidade da moeda do país.

CNN Brasil - SP   11/01/2023

A independência do Federal Reserve da influência política é fundamental para sua capacidade de combater a inflação, mas exige que fique fora de questões como a mudança climática, que estão além de seu mandato estabelecido pelo Congresso, disse o chair do Fed, Jerome Powell, nesta terça-feira (10).

“Restaurar a estabilidade de preços quando a inflação está alta pode exigir medidas que não são populares no curto prazo, conforme aumentamos as taxas de juros para desacelerar a economia. A ausência de controle político direto sobre nossas decisões nos permite tomar essas medidas necessárias sem considerar fatores políticos de curto prazo”, disse Powell em um fórum sobre a independência dos bancos centrais patrocinado pelo banco central sueco.

Mas “devemos ‘manter nossos planos’ e não nos desviarmos para buscar benefícios sociais que não estejam fortemente ligados aos nossos objetivos estatutários e autoridades”, disse Powell. “Assumir novos objetivos, por mais dignos que sejam, sem um mandato estatutário claro minaria o argumento a favor de nossa independência.”

A necessidade de o Fed administrar a inflação por meio de taxas de juros e outras medidas é “bem compreendida e amplamente aceita”, disse Powell, e incorporada a uma lei federal que encarrega o banco central de manter o pleno emprego e os preços estáveis.

Embora Powell tenha dito que os poderes regulatórios bancários do Fed atribuem a ele o papel de garantir que as instituições financeiras compreendam os riscos potenciais que enfrentam com as mudanças climáticas, “sem uma legislação explícita do Congresso, seria inapropriado usarmos nossa política monetária ou ferramentas de supervisão para promover uma economia mais verde ou para alcançar outras metas baseadas no clima. Não somos, e não seremos, um ‘formulador de políticas climáticas'”.

“As decisões sobre políticas para lidar diretamente com a mudança climática devem ser tomadas pelos ramos eleitos do governo e, assim, refletir a vontade do público expressa por meio de eleições”, disse ele, reafirmando os princípios que expôs antes quando questionado pelo público ou funcionários eleitos sobre a abordagem do banco central diante das mudanças climáticas.

A posição de Powell sobre o assunto contrasta com os principais bancos centrais da Europa, que integraram esforços por uma economia verde em suas decisões.

Mas sua visão também reconhece as realidades políticas nos Estados Unidos, onde a opinião entre as autoridades eleitas é mais dividida. Powell e o Fed têm enfrentado duras críticas dos republicanos, que agora controlam uma das duas Casas do Congresso dos EUA, até mesmo por esforços para incluir considerações relacionadas ao clima em sua supervisão do sistema financeiro.

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2023

Passados pouco mais de dois meses desde a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, em 30 de outubro, e apenas dez dias desde sua posse, analistas e executivos do mercado financeiro já começam a contabilizar o impacto do novo governo na economia – e o saldo, até agora, está no vermelho.

Além do déficit primário previsto no Orçamento aprovado pelo Congresso para 2023, de R$ 231,5 bilhões, decorrente principalmente da chamada PEC da Transição e de seus penduricalhos, o “efeito Lula” poderá gerar uma despesa extra ao Tesouro de até R$ 120 bilhões ao ano, segundo previsões de bancos e economistas, devido ao possível adiamento ou à desaceleração do corte na taxa básica de juros (Selic) e ao consequente aumento no custo de rolagem da dívida pública federal, calculada em R$ 5,9 trilhões.

“O governo Lula começou muito mal, porque está trazendo um custo adicional muito alto ao País”, diz o economista Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central (BC) e chairman da Jive Investments. “Se a gente começa o governo com um déficit tão grande, a curva de juros, que já é tão alta no Brasil, não vai cair”, afirma Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro e economista-chefe do banco BTG Pactual.

Mudança nas expectativas

Até as eleições, a previsão quase consensual no mercado era de que, com a queda da inflação e o quadro fiscal relativamente controlado, o BC começaria a cortar a taxa, hoje de 13,75% ao ano, a partir do segundo semestre, reduzindo o custo com a rolagem da dívida, que consumiu cerca de R$ 600 bilhões no ano passado, de acordo com as projeções mais recentes.

No mercado futuro de juros, a previsão era de que a taxa básica chegasse em dezembro em 13% ao ano, 0,75 ponto abaixo do nível atual (veja o gráfico). Já o Boletim Focus, que apura a média das previsões dos bancos, apontava um corte maior. Em 28 de outubro, último dia útil antes das eleições, a estimativa era de que a taxa básica (Selic) estaria em 11,25% ao ano no fim de 2023, 2,5 pontos a menos do que hoje. Algumas instituições financeiras, como a XP Investimentos, chegavam a projetar um juro de “apenas” 10% ao ano em dezembro – 3,75 pontos abaixo da taxa atual – ou perto disso.

Agora, com as declarações de Lula sobre um suposto conflito entre a estabilidade fiscal e a responsabilidade social e com os primeiros movimentos do novo governo na economia, ampliando o estouro no teto de gastos registrado no governo Bolsonaro e gerando um déficit primário equivalente a cerca de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, cresceram as incertezas em relação à sustentabilidade das contas públicas, provocando uma mudança nas expectativas dos investidores.

Ações concretas

Apesar das afirmações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de que vão trabalhar dentro das restrições orçamentárias, para manter a dívida pública sob controle, a percepção é de que ainda faltam ações concretas nesta direção, para que a confiança possa voltar, eventualmente, ao nível anterior e o quadro atual se altere.

“A única coisa concreta que a gente tem hoje é que se quer gastar mais”, diz Mansueto. “Em geral, sou uma pessoa otimista, mas o que aconteceu nas últimas semanas me assustou. O próprio presidente falou que se tiver que escolher entre responsabilidade fiscal e gasto social, vai escolher gasto social, como se fossem coisas antagônicas. Isso não existe. Países que conseguem ter políticas sociais consistentes são os que têm as contas em dia.”

Hoje, no mercado futuro, a projeção é de que a Selic esteja em 13,6% no fim do ano, 0,6 ponto percentual a mais do que antes das eleições, conforme os dados da TradeMap, uma empresa de informações financeiras. Já o Boletim Focus mais recente aponta que a taxa chegará em dezembro em 12,25% ao ano, um ponto acima da média das previsões feitas em 28 de outubro. A XP, que era uma das casas bancárias mais otimistas antes do pleito, estima agora que a taxa ficará estável, nos atuais 13,75%, até o fim de 2023. As previsões para os próximos anos também subiram, elevando as projeções da dívida do setor público consolidado, que fechou 2022 em 74,5% do PIB, para mais de 80% do PIB.

Se esse quadro se confirmar, o aumento de custo do Tesouro para rolagem do estoque atual da dívida federal indexada à Selic, que representa 40% do total, segundo o BC, deverá alcançar entre R$ 15 bilhões ao ano, se levarmos em conta as projeções do mercado futuro antes das eleições e hoje, e R$ 90 bilhões ao ano, se consideradas as estimativas da XP e de outros bancos que previam uma queda maior nos juros. Se incluirmos na conta o gasto adicional com a emissão líquida de papéis que será necessária para financiar o rombo ampliado pela PEC, o total poderá roçar os R$ 120 bilhões por ano, equivalentes a 1,2% do PIB, pelos cálculos dos analistas.

Em 2023, como a manutenção da Selic em 13,75% no primeiro semestre já era esperada e como a previsão era de que o corte na taxa seria feito de forma progressiva só a partir de julho, o aumento efetivo de custo para o Tesouro, decorrente do adiamento ou da desaceleração da queda nos juros, deverá ser menor. É difícil, porém, antecipar um valor com precisão, porque ele vai depender do ritmo a ser efetivamente implementado pelo BC na gestão da política monetária e da taxa média que será formada ao longo do ano.

“Existe uma incerteza muito grande que tem de ser resolvida com urgência”, afirma o economista Adriano Pitolli, responsável pela gestão do fundo de govtech da gestora de recursos KPTL “Essa incerteza já está afetando dramaticamente a atividade econômica e o risco de a gente mergulhar numa crise econômica é grande. Isso é muito sério.”

Custo do crédito

Embora o impacto dos juros altos seja mais evidente nas contas públicas, talvez porque o Tesouro seja o maior devedor do País, o efeito perverso da medida deverá se estender ao setor privado, afetando o crescimento da economia, os investimentos, o emprego e o consumo. Com o custo do crédito mais salgado, as empresas e as pessoas tendem a adiar projetos, esperando um momento mais favorável para realizá-los.

Ao mesmo tempo, as companhias mais endividadas podem ter o fluxo de caixa comprometido, para poder honrar suas dívidas. Nos últimos anos, com a dinamização do mercado de capitais muitas empresas de médio e grande portes captaram recursos na praça e estavam contando com a queda nas taxas no planejamento de suas atividades, mas agora estão sendo surpreendidas com a perspectiva de destinar uma quantia maior para o pagamento de juros.

“A curva de juros pressionada desestimula o investimento e até leva a uma desvalorização cambial. As pessoas do setor privado já sentem uma paradeira na atividade econômica e economia com desempenho ruim não gera muito emprego”, diz o economista Samuel Pessôa, responsável pela área de pesquisa econômica da Julius Baer Family Office.

É certo, por enquanto, que esse custo extra ainda está no campo das hipóteses e o cenário pode mudar a qualquer momento, dependendo dos próximos passos do governo na área fiscal. No mercado futuro, por exemplo, a projeção para a Selic no fim de 2023 já chegou a 14,6% ao ano, 0,85 ponto acima da taxa atual e 1,6 ponto acima de projeção no fim de outubro, e depois recuou. Hoje, o que já pode ser colocado na conta de Lula de fato é o déficit primário de R$ 231,5 bilhões previsto no Orçamento deste ano.

“O custo adicional com a rolagem da dívida não está dado. Dependendo dos próximos movimentos do novo governo isso pode mudar abruptamente – ou não”, diz Pitolli. “Tudo que estamos dizendo não é obrigatório. É algo que pode se tornar real, mas pode tender a zero se a sociedade perceber que a estabilidade para o novo governo é para valer”, afirma Luiz Fernando Figueiredo.

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2023

Fernando Haddad e Gabriel Galípolo defenderam, em artigo na Folha de S.Paulo (1/4/2022), a criação de uma moeda sul-americana para “acelerar a integração regional”. Haddad reiterou a proposta logo que foi indicado como o próximo ministro da Fazenda. Trata-se de mero devaneio.

Ao longo da história, houve muitas iniciativas para se criar uma moeda única. A primeira ocorreu no Império Romano; a segunda, nas dinastias chinesas Qin e Han. A União Monetária Latina (1865) envolveu França, Bélgica, Suíça, Itália e Grécia. Problemas decretaram sua extinção em 1914, no início da 1.ª Guerra.

Haddad e Galípolo se equivocaram ao afirmar que a moeda única sul-americana aceleraria a integração regional. Deveria ser o contrário. No euro, a integração precedeu a moeda única. Por outro lado, falta à América do Sul a motivação fundamental que viabilizou o euro, qual seja a tragédia da 2.ª Guerra. Líderes europeus ocidentais pensaram a integração como meio para evitar um novo conflito catastrófico. O objetivo comum da prosperidade seria o caminho para a paz. Estavam certos.

O passo inicial foi a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (1951), composta por Alemanha Ocidental, França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Mais tarde, esses mesmos países assinaram o Tratado de Roma (1957), que estabeleceu a Comunidade Econômica Europeia (CEE) para promover a integração. A tributação do consumo seria harmonizada com a adoção obrigatória do imposto sobre o valor agregado (IVA), em vigor na França desde 1954. O arcabouço fiscal comum previa metas para o déficit e a dívida públicos.

A criação do Sistema Monetário Europeu (1979) visou a evitar excessiva volatilidade cambial. Simultaneamente, nasceu a Unidade de Conta Europeia (ECU, na sigla em inglês), equivalente à média ponderada das moedas das já agora 12 nações da CEE, que veio a ser substituída pela União Europeia com o Tratado de Maastricht (1993).

O Banco Central Europeu (1998) coroou as inovações institucionais do projeto. A ECU deu lugar ao euro em 1.º de janeiro de 1999, a ser inicialmente utilizado apenas em transações comerciais e financeiras. Notas e moedas foram introduzidas em 2002, 51 anos após o início do processo de integração.

A implantação do euro – que demandava mais tempo e a criação de uma união fiscal – acabou sendo antecipada diante da unificação da Alemanha. Margaret Thatcher e François Mitterrand, líderes do Reino Unido e da França, teriam visto em uma Alemanha fortalecida o fantasma da 2.ª Guerra. Para afastar esses e outros temores, o chanceler Helmut Kohl pronunciou uma frase marcante: “Não queremos uma Europa alemã, mas sim uma Alemanha europeia”. O euro aconteceu.

A trajetória que culminaria no euro enfrentou crises e sobressaltos. A mais grave foi a crise da dívida pública que irrompeu em 2009, agravada, entre outros fatores, pelo estouro de bolhas imobiliárias em alguns países. O setor público teve que assumir dívidas privadas para evitar o colapso do sistema bancário e das respectivas economias. A ausência da união fiscal tornou mais difícil o enfrentamento da crise.

À época, temeu-se que o euro não sobreviveria, mas isso não aconteceu. A zona do euro passou bem no teste. O muito que estava em jogo levou a um grande esforço para resolver a crise. A atuação conjunta da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (FMI) resgatou os países mais endividados. Em seguida, foram criados dois mecanismos de defesa do euro, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (Feef) e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

Esse breve sobrevoo histórico sobre o ambiente propício às transformações institucionais que asseguraram o nascimento do euro mostra que a América do Sul está longe de ostentar as mínimas condições para criar e manter o sur, nome que seria dado à moeda única da região. Mesmo que houvesse um incentivo tão poderoso como o de evitar os horrores de uma nova guerra catastrófica (o que não é o caso), as demais condições estariam ausentes, se é que um dia existirão neste continente pobre de ideias e da cultura capitalistas que explicam o nível de riqueza das nações europeias.

A moeda única seria inviável sem um dos principais países da América do Sul, a Argentina, que tem padecido de crônico desequilíbrio macroeconômico, fonte de frequentes crises inflacionárias. Sem ela o projeto não decolaria, a não ser que fosse expulsa do Mercosul. A harmonia tributária seria impossível quando o maior país, o Brasil, tem uma tributação do consumo distorciva e caótica. Mesmo que a reforma de que tratam as PECs n.º 45 e 110, de 2019, fosse aprovada, o pleno funcionamento do novo regime levaria pelo menos cinco anos.

Ao contrário do que sugere a proposta, a criação de uma moeda única não acontece por uma simples ação voluntarista. Nem pela inversão de suas fases. Se a moeda única impulsionasse a integração regional, o carro teria puxado os bois.

Correio Braziliense - DF   11/01/2023

Em carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, apontou vários motivos para o descumprimento da meta de inflação em 2022, como o efeito inercial da alta de 10,06% verificada em 2021 e as pressões inflacionárias decorrentes da elevação dos preços das commodities, provocada pela guerra da Ucrânia, além da retomada na demanda de serviços e no emprego após a reabertura da economia.

E, apesar de as desonerações dos impostos sobre combustíveis terem contribuído para a desaceleração do IPCA ao longo do ano, o presidente do BC destacou a preocupação com as incertezas fiscais, que atrapalham o trabalho do BC.

No documento, de 20 páginas, Campos Neto deixa a porta aberta para novas altas na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano, ao reforçar o alerta de que o BC não hesitará em retomar o ciclo de aperto monetário, interrompido em agosto, “caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

A carta é uma exigência da legislação, e deve ser escrita e publicada sempre que a inflação supera as metas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do qual Haddad é presidente. Essa é a sétima vez, desde a criação da política de metas de inflação, em 1999, em que o BC justifica o descumprimento do objetivo. No texto, Campos Neto dá ênfase à preocupação do Comitê de Política Monetária (Copom) com o desequilíbrio das contas públicas. A palavra fiscal é citada sete vezes, em um cenário em que o mercado está apreensivo, à espera do novo arcabouço prometido por Haddad para equilibrar receitas e despesas.

O documento menciona que o Comitê de Política Monetária do BC, o Copom, ressaltou na sua reunião mais recente que, “em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções”. Entre os riscos de alta, o destaque ficou para a maior persistência das pressões inflacionárias globais e “a elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais que impliquem sustentação da demanda agregada, parcialmente incorporados nas expectativas de inflação e nos preços de ativos”.

No alvo, só em 2024

Campos Neto ressalta que o BC tem tomado as devidas providências para que a inflação atinja as metas estabelecidas pelo CMN, de 3,25%, para 2023, e de 3%, para 2024 e para 2025. Ele reconhece, porém, que o centro da meta só deverá ser alcançado em 2024, uma vez que as projeções para o IPCA deste ano, de 5%, estão acima do teto, de 4,75%. (RH)

IstoÉ Online - SP   11/01/2023

O Banco Mundial cortou drasticamente suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China tanto em 2022 quanto em 2023, segundo relatório semestral de perspectiva econômica divulgado nesta terça-feira, 10.

No documento, a instituição aponta que a atividade econômica chinesa se deteriorou de forma marcante no ano passado, em meio a severas restrições adotadas para combater a covid-19, secas que atingiram níveis inéditos e a persistente crise do setor imobiliário.

Neste quadro desfavorável, o Banco Mundial estima que o avanço do PIB chinês desacelerou para 2,7% em 2022, que seria seu pior resultado desde meados da década de 70. Há seis meses, a previsão era de alta de 4,3%. Em 2021, a segunda maior economia do mundo cresceu 8,4%, segundo revisão oficial feita no fim de dezembro.

Para 2023, a instituição projeta alta mais robusta do PIB chinês, de 4,3%, à medida que a reversão da política de “covid zero” de Pequim liberar o consumo reprimido. No relatório anterior, contudo, o Banco Mundial acreditava que a China cresceria 5,2% este ano.

A revisão para 2023 foi atribuída a transtornos ligados à covid “mais duradouros do que o esperado”, demanda externa mais fraca e persistente fraqueza no setor imobiliário.

Já para 2024, o Banco Mundial agora prevê alta de 5% do PIB chinês, representando ligeiro ajuste em relação à estimativa anterior, de 5,1%.

CNN Brasil - SP   11/01/2023

O movimento dos juros futuros (DI) nos últimos meses indica a cautela dos investidores sobre os rumos da política econômica, em especial, da política fiscal. Segundo levantamento feito pelo economista-chefe do Banco Modal, Felipe Sichel, para o CNN Money, a curva de juros futuros aponta que a taxa está em 13,678% em janeiro de 2023, sobe pouco e começa a cair lentamente em 2024 até atingir 12,862% no começo de 2031.

Depois das eleições, com a aprovação da PEC da Transição prevendo quase R$ 200 bilhões a mais de gastos públicos este ano, e ruídos sobre a responsabilidade fiscal do novo governo, promoveram uma correção para pior na expectativa para os juros. Há 90 dias, no cenário de mercado, a taxa chegaria a 11,6% daqui a 8 anos.

Só nos últimos três meses, a curva longa dos juros subiu mais de 1 ponto percentual, um movimento considerado fortíssimo, com impactos na perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Os juros futuros negociados no mercado são um dos melhores indicadores para medir a percepção de risco do Brasil. Os DIs demonstram a expectativa dos investidores para taxa de juros efetiva do país no futuro. A Selic está hoje em 13,75% e os papéis com vencimentos em janeiro de 2031 estão em 12,83%. Quanto maiores forem os riscos, maiores são as taxas cobradas para financiar o setor público e o custo do crédito.

Há um ano, a previsão era melhor, porém mantendo a expectativa elevada para a Selic nos próximos anos. Em janeiro de 2021, os DIs partiam de 11,975% em 2023 e se mantinham praticamente estáveis até alcançar 11,36% em 2031. Esta diferença de mais de 1 ponto percentual deixa claro de como a percepção de risco do mercado aumentou em relação ao Brasil nos últimos meses.

CNN

Risco fiscal

Em entrevista à CNN, Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da Ryo Asset, afirmou que a política fiscal é o principal fator de risco do Brasil. Segundo ele, apenas a apresentação de uma nova regra sustentável para controle de despesas pode promover uma queda das taxas futuras.

“A composição [do arcabouço fiscal] é muito importante, não adianta apresentar medidas só do lado da receita para aumentar a arrecadação. O corte de gastos, que é um ajuste mais estrutural das contas, precisa estar presente. Infelizmente até agora não vimos esta disposição e por isso as taxas subiram, mas a gente sabe que tem muito espaço para reduzir as despesas”, disse o economista da Ryo Asset.

Barros calcula que é possível promover um corte de mais de R$ 700 bilhões em dez anos com a reforma administrativa e fusão de políticas fiscais. “Tem muita oportunidade de economia fiscal nessas duas medidas, dava para usar os recursos de forma mais eficiente”, pontua Leal de Barros.

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   11/01/2023

Os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Cingapura subiram nesta terça-feira depois que a China disse ter visto o pico de infecções por Covid-19 em muitas regiões, aumentando o otimismo quanto ao drástico afrouxamento das restrições pandêmicas na maior produtora de aço do mundo.

Os temores de uma intervenção regulatória para controlar os preços, no entanto, limitaram os ganhos do ingrediente siderúrgico.

O contrato de minério de ferro para maio mais negociado na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas com alta de 1,2%, a 839,50 iuanes (123,83 dólares) a tonelada, perto da máxima da sessão de 844 iuanes.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de fevereiro de referência do ingrediente siderúrgico subiu 2,5% para 119,95 dólares a tonelada. Mais cedo, atingiu 120,55 dólares, o maior nível desde o início de junho.

Uma compilação do Health Times de relatórios de funcionários de governos locais e especialistas em saúde em toda a China sugeriu que a onda do Covid-19 pode ter passado do pico em muitas regiões.

Mas, embora o clima geral tenha sido positivo, os traders permaneceram cautelosos depois que o planejador estatal da China prometeu intensificar os esforços para regular os preços do minério de ferro e reprimir a especulação “maliciosa” do mercado.

Outros insumos siderúrgicos de Dalian registraram variações moderadas, com carvão de coque caindo 0,2%, e o coque avançando 0,5%.

Máquinas e Equipamentos

Canal Executivo - SP   11/01/2023

São Paulo (SP) – O programa setorial Brazil Machinery Solutions (BMS) acaba de divulgar um compilado com os resultados de exportação conquistados pelas fabricantes brasileiras de máquinas e equipamentos industriais. A iniciativa é uma parceria entre a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Em 2022, 65 empresas foram atendidas pelo BMS no apoio a 16 ações, que promoveram a indústria nacional em feiras, eventos e missões empresariais, entre outras realizações, em mais de 15 países. Setores como o agro, metal-mecânico, têxtil, alimentício, plásticos e de mineração receberam as últimas novidades e tendências em tecnologia e inovação desenvolvidas pelo mercado brasileiro, de acordo com as necessidades das demandas mundiais.

As exportações atingiram US$22,3 milhões em negócios pontuais e US$82,5 milhões em futuras transações. “Algumas destas negociações já aconteceram ao longo do ano e outras estão em fase de fechamento. São cerca de US$105 milhões gerados pela exportação, reforçando a competitividade do nosso setor e potência da indústria nacional de máquinas e equipamentos”, diz Patrícia Gomes, diretora de Mercado Externo da ABIMAQ.

Inovação, conectividade e sustentabilidade marcaram os lançamentos apresentados no exterior. Somente na IFFA 2022, feira líder mundial no setor de carnes, que aconteceu no mês de maio, em Frankfurt, na Alemanha, foram realizados US$2,22 milhões em negócios pontuais, com expectativas de mais US$26,25 milhões para o futuro. Já na ColombiaPlast, evento para a indústria de plásticos, petroquímica, borracha e embalagens e recipientes, realizada em setembro, em Bogotá, na Colômbia, as companhias atingiram US$ 6,67 milhões em novos negócios e as estimativas em movimentações decorrentes são de US$19,67 milhões.

As empresas fabricantes de equipamentos e máquinas para as indústrias de plástico e borracha também estiveram na Alemanha, em Düsseldorf, no mês de outubro, para a Feira K. “A economia circular do plástico, as mudanças climáticas e o processo de digitalização foram temas recorrentes nas apresentações que aconteceram durante os oito dias de evento, que renderam pontualmente US$5,3 milhões, com projeção de US$10,1 milhões para os próximos meses”, completa a executiva.

Vale dizer que esses dados se referem apenas aos negócios realizados pelas empresas participantes do projeto setorial e são referentes às ações promovidas pelo BMS ao longo deste último ano. O total do setor será analisado e divulgado no primeiro trimestre de 2023, pela entidade.

Para o ano que se inicia, o programa setorial Brazil Machinery Solutions (BMS) já tem mais 16 ações programadas junto às empresas participantes do projeto.

No setor de máquinas e equipamentos como um todo, o Brasil exportou US$5,6 bilhões apenas no primeiro semestre de 2022.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   11/01/2023

Os representantes não esperam um ano muito melhor do que 2022. Mesmo assim, trabalham com a perspectiva de crescimento na média dos segmentos em que atuam

Os executivos da indústria automobilística costumam gastar um bom tempo explicando para as matrizes detalhes das situações econômicos e políticas de países voláteis como o Brasil e com relevância nas operações globais dessas multinacionais. Neste início de 2023, não será diferente.

Desta vez se faz desnecessário esmiuçar os estragos que os atos de vandalismo provocaram nas instalações do Executivo, Legislativo e Judiciário do país domingo passado. Imagens claras das depredações foram fartamente divulgadas pela imprensa em todo o mundo.

Mas caberá aos executivos das montadoras no Brasil preparar um detalhamento sobre as motivações que culminaram nesse tipo de violência. Será preciso explicar que parcela de radicais é essa, a persistência da polarização política no país e, principalmente, se haverá consequências na economia.

E aí dá-se as sinalizações que as multinacionais sempre esperam da parte do governo para tomar decisões sobre investimentos no país vão demorar mais tempo para aparecer em consequência desses atropelos.

Os atos de violência pegaram muita gente desprevenida no setor. Ainda mais numa época em que muitos deles decidiram tirar dias de descanso aproveitando o período fraco para vendas de veículos, como costuma ocorrer em janeiro.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estava pronta para um outro cenário. Acaba de preparar uma extensa agenda de temas sobre os quais pretende discutir com o novo governo.

Havia otimismo na sexta-feira passada, quando o setor divulgou os resultados do ano e o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite, elogiou a volta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e, principalmente, a escolha do vice-presidente, Geraldo Alckmin, para o comando.

Em governos anteriores ao de Jair Bolsonaro, que extinguiu a pasta, o ministro da Indústria costumava ser um dos mais procurados pela indústria automobilística nas ocasiões em que o setor buscava interlocutores do governo.

Mas Alckmin começou a semana percorrendo as instalações dos Três Poderes, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como aquele que visita áreas devastadas por uma catástrofe climática ou uma guerra. Todos sabem que, obviamente, o ministro não estará, portanto, disponível para ouvir lamentos setoriais num momento como esse.

Tão logo a situação se acalme a Anfavea pretende começar as conversas em torno do Imposto de Importação para carros elétricos, cuja alíquota hoje é zero. Não há um consenso no setor a respeito do assunto. Mas a indústria tem pressa em saber o tamanho da proteção que o governo concederá à indústria local.

Além da questão tributária, a agenda de discussões que a Anfavea preparou inclui reindustrialização, fortalecimento da cadeia de suprimentos, descarbonização, investimento em infraestrutura de mobilidade, estímulo à pesquisa e inovação, retomada das vendas a prazo e novos acordos comerciais com outros países.

Os representantes das montadoras não esperam um ano muito melhor do que 2022. Mesmo assim, trabalham com a perspectiva de crescimento na média dos segmentos em que atuam.

Na semana passada, a Anfavea apresentou as primeiras projeções para 2023: aumento de 2,2% na produção, sendo um avanço de 4,2% em carros e comerciais leves, mas queda de 20,4% na produção de caminhões e ônibus.

No caso dos veículos pesados, a expectativa de queda acentuada deve-se, principalmente, ao impacto da elevação de preços provocada pelo aumento de equipamentos nesses veículos que, a partir deste ano precisam atender a uma nova norma de emissões, o chamado Euro 6.

Para o mercado interno, a entidade estima um avanço de 3% nas vendas totais, sendo crescimento de 4% em vendas de automóveis e comerciais leves e uma queda de 11,1% em caminhões e ônibus. No caso dos carros, Lima disse que as altas taxas de juros levaram a entidade a previsões mais conservadoras.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), que representa os concessionários, está mais pessimista. Estima estagnação total no mercado de automóveis, comerciais leves e caminhões e avanço de 5% nas vendas de ônibus.

Passaram-se menos de duas semanas de um ano que promete ser agitado no setor, que, além das restrições ao crédito, ainda será afetado pela falta de componentes. Embora menos grave do que há um ano, a escassez de semicondutores ainda não se encerrou.

Embora menos grave do que há um ano, a escassez de semicondutores ainda não se encerrou — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg

CONSTRUÇÃO CIVIL

Agência Brasil - DF   11/01/2023

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fechou 2022 com elevação de 10,9%. É a segunda maior taxa desde 2014. Em relação ao ano anterior, quando ficou em 18,65%, houve recuo de 7,75 pontos percentuais.

Contribuiu para o resultado a taxa de dezembro, que apresentou variação de 0,08%, ficando 0,07 ponto percentual abaixo da de novembro. Naquele mês, a alta de 0,15% foi o menor índice de 2022 e manteve a tendência de desaceleração no ano. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, chamou a atenção para o fato de que mesmo com o resultado de dezembro sendo bem menor que a taxa dos meses anteriores, o acumulado em 2022 ficou abaixo apenas do que foi captado em 2021, com taxa de 18,65%, e pouco acima de 2020, com 10,16%. “Mesmo com quedas recorrentes desde julho, o acumulado no ano ainda tem influência das altas captadas no momento atípico de pandemia”, afirmou.

O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, que é medido pelo Sinapi, subiu para R$ 1.679,25 em dezembro. Desse valor, R$ 1.001,20 correspondem aos materiais e R$ 678,05 à mão de obra. Em novembro, o custo ficou em R$ 1.677,96.

Segundo o IBGE, a parcela dos materiais que apresentou estabilidade em novembro (0,01%) e outubro (0,04%) teve alta de 0,07% em dezembro. Se considerado o índice de dezembro de 2021, houve queda de 0,69 ponto percentual. Com apenas um reajuste anotado, a parcela de mão de obra avançou 0,08%, ainda assim a menor do ano, sendo também um recuo de 0,27 ponto percentual em relação a novembro, quando ficou em 0,35%.

No acumulado do ano, os materiais atingiram 10,02%. A parcela do custo com mão de obra foi mais elevada e alcançou 12,18%. Em 2021, a parcela dos materiais fechou em 28,12% e a mão de obra em 6,78%.

O gerente do Sinapi destacou que nos últimos meses de 2022, as variações na parcela dos materiais foram com taxas mais próximas às captadas em anos anteriores à pandemia, enquanto 2020, 2021 e os primeiros meses de 2022 sofreram mais fortemente o impacto da situação. No caso da mão de obra, os acordos coletivos influenciaram os resultados. “Em 2022, acordos coletivos passaram a repor os salários das categorias profissionais do segmento da construção civil, que tiveram poucos ganhos nos anos da pandemia. Além disso, o aumento da inflação, base para a reposição dos salários nos dissídios, acabou influenciando os valores acordados”.
Regiões

A maior variação regional em dezembro foi no Norte (0,67%), que registrou avanço em seis dos sete estados. Nas demais regiões, houve quedas de 0,04% na Nordeste e de 0,09% na Sudeste, enquanto tiveram altas o Sul (0,32%) e o Centro-Oeste (0,21%).

Os custos regionais, por metro quadrado, ficaram em R$ 1.697,69 no Norte; R$ 1.560,52 no Nordeste; R$ 1.735,03 no Sudeste; R$ 1.761,89 no Sul e R$ 1.722,72 no Centro-Oeste. A maior taxa para o último mês do ano foi no Piauí que apresentou 2,64%. No acumulado do ano, a taxa alta foi em Mato Grosso (20,52%), que também ficou com a maior taxa no acumulado da parcela dos materiais (22,39%).
Sinapi

O Índice Nacional da Construção Civil é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal. De acordo com o IBGE, as estatísticas do Sinap são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. “Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”.

Monitor Digital - RJ   11/01/2023

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fechou 2022 com elevação de 10,9%. É a segunda maior taxa desde 2014. Em relação ao ano anterior, quando ficou em 18,65%, houve recuo de 7,75 pontos percentuais.

Contribuiu para o resultado a taxa de dezembro, que apresentou variação de 0,08%, ficando 0,07 ponto percentual abaixo da de novembro. Naquele mês, a alta de 0,15% foi o menor índice de 2022 e manteve a tendência de desaceleração no ano. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, chamou a atenção para o fato de que mesmo com o resultado de dezembro sendo bem menor que a taxa dos meses anteriores, o acumulado em 2022 ficou abaixo apenas do que foi captado em 2021, com taxa de 18,65%, e pouco acima de 2020, com 10,16%.

“Mesmo com quedas recorrentes desde julho, o acumulado no ano ainda tem influência das altas captadas no momento atípico de pandemia”, afirmou.

O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, que é medido pelo Sinapi, subiu para R$ 1.679,25 em dezembro. Desse valor, R$ 1.001,20 correspondem aos materiais e R$ 678,05 à mão de obra. Em novembro, o custo ficou em R$ 1.677,96.

Segundo o IBGE, a parcela dos materiais que apresentou estabilidade em novembro (0,01%) e outubro (0,04%) teve alta de 0,07% em dezembro. Se considerado o índice de dezembro de 2021, houve queda de 0,69 ponto percentual. Com apenas um reajuste anotado, a parcela de mão de obra avançou 0,08%, ainda assim a menor do ano, sendo também um recuo de 0,27 ponto percentual em relação a novembro, quando ficou em 0,35%.

No acumulado do ano, os materiais atingiram 10,02%. A parcela do custo com mão de obra foi mais elevada e alcançou 12,18%. Em 2021, a parcela dos materiais fechou em 28,12% e a mão de obra em 6,78%.

O gerente do Sinapi destacou que nos últimos meses de 2022, as variações na parcela dos materiais foram com taxas mais próximas às captadas em anos anteriores à pandemia, enquanto 2020, 2021 e os primeiros meses de 2022 sofreram mais fortemente o impacto da situação. No caso da mão de obra, os acordos coletivos influenciaram os resultados.

“Em 2022, acordos coletivos passaram a repor os salários das categorias profissionais do segmento da construção civil, que tiveram poucos ganhos nos anos da pandemia. Além disso, o aumento da inflação, base para a reposição dos salários nos dissídios, acabou influenciando os valores acordados”.

A maior variação regional em dezembro foi no Norte (0,67%), que registrou avanço em seis dos sete estados. Nas demais regiões, houve quedas de 0,04% na Nordeste e de 0,09% na Sudeste, enquanto tiveram altas o Sul (0,32%) e o Centro-Oeste (0,21%).

Os custos regionais, por metro quadrado, ficaram em R$ 1.697,69 no Norte; R$ 1.560,52 no Nordeste; R$ 1.735,03 no Sudeste; R$ 1.761,89 no Sul e R$ 1.722,72 no Centro-Oeste. A maior taxa para o último mês do ano foi no Piauí que apresentou 2,64%. No acumulado do ano, a taxa alta foi em Mato Grosso (20,52%), que também ficou com a maior taxa no acumulado da parcela dos materiais (22,39%).

O Índice Nacional da Construção Civil é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal. De acordo com o IBGE, as estatísticas do Sinap são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. “Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”.

Money Times - SP   11/01/2023

Os fabricantes de cimento esperam alta de 1% nas vendas de cimento este ano, depois que a comercialização do material no ano passado recuou mais que o esperado, caindo 2,8%, para cerca de 63 milhões de toneladas, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela entidade que representa os produtores do insumo, Snic.

“A construção residencial ainda deverá mostrar um desempenho razoável E há a possibilidade de incorporação de projetos de saneamento e o programa de habitação popular (Minha Casa Minha Vida) ao longo de 2023, disse o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna. “Mas retomar este ano um terço do que perdeu ano passado é extremamente modesto”, acrescentou.

A expectativa do setor, que vive um quadro de mais de 33% de capacidade ociosa por falta de demanda, indicava queda de 2% nas vendas no ano passado após crescimento de 6,6% em 2021.

Segundo o Snic, além da alta dos juros que impacta o setor imobiliário há meses, chuvas acima do previsto no final do ano, eleições e mesmo a Copa do Mundo pressionaram as vendas de cimento no ano passado.

Em dezembro, a houve queda de 6,3% no volume vendido sobre o mesmo período do ano anterior, para 4,5 milhões de toneladas, menor volume mensal desde abril de 2020. Por dia útil, a queda nas vendas foi mais intensa, 10,2%, para 186 mil toneladas.

No acumulado do ano, apenas as regiões Norte e Centro-Oeste mostraram crescimentos na comercialização de cimento, de 1,6% cada. Segundo Penna, o Centro-Oeste vem registrando demanda aquecida de infraestrutura com “muita obra rodoviária”, enquanto a área imobiliária segue forte.

No Norte, segundo ele, houve “aumento importante da autoconstrução e da construção imobiliária”.

O Sudeste, maior mercado do país, amargou retração de 3,6%, o Nordeste viu queda de 4,6% e o Sul registrou baixa de 2% nas vendas de cimento no ano passado, segundo os dados do Snic.
2023

As vendas de janeiro seguem deprimidas, segundo Penna, diante do quadro climático com várias regiões do país sofrendo intensos períodos de chuvas.

“Acreditamos que, a exemplo do ano passado, vamos começar o ano com desempenho sofrível do ponto de vista de venda de cimento”, disse o presidente do Snic. Em janeiro de 2022, as vendas do insumo caíram cerca de 9% sobre um ano antes.

O presidente do Snic ressalvou que o setor espera um segundo semestre mais aquecido, por um período tradicionalmente menos chuvoso e com uma eventual retomada mais significativa do Minha Casa Minha Vida a ser reformulado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa é semelhante à indicada pelo presidente da Câmara Brasileira da Industria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, na semana passada.

Mas, diferente de 2020 e 2021, em que as vendas de cimento foram impulsionadas pelo Auxílio Emergêncial, a continuação do benefício neste ano não deve gerar o mesmo efeito para o setor, na visão do presidente do Snic. “O nível de pobreza é extremo e as carências da população estão mais vinculadas às necessidades básicas, como alimentação, do que vimos antes. Houve um agravamento da situação socioeconômica”, afirmou.

Por outro lado, há a esperança de que os investimentos em saneamento derivados dos leilões de concessões no setor realizados nos últimos anos comecem a se transformar em obras neste ano, disse Penna, citando, por exemplo, o leilão realizado em 2020 pelo governo de Alagoas com ativos em Maceió, o primeiro após a aprovação do marco do saneamento.

Questionado sobre os eventos de domingo, em que hordas de bolsonaristas atacaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, o presidente do Snic afirmou que, apesar dos mercados financeiros locais não terem sido abalados nesta semana, o episódio pode gerar dúvidas sobre projetos de investidores internacionais no Brasil, em meio a um quadro internacional de incertezas como a guerra da Rússia contra a Ucrânia e a alta de juros nas principais economias.

“Vivemos um ambiente político difícil Os projetos em andamento não devem sofrer impactos, mas os novos vamos ter que acompanhar como os investidores vão avaliar este momento”, disse Penna. “A repercussão internacional foi muito grande, a percepção foi muito negativa. O Brasil não é uma ilha e disputa investimento com outros países.”

Valor Investe - SP   11/01/2023

De acordo com levantamento FipeZap, as unidades ficaram em média 6,12% mais caras este ano, percentual acima da inflação

O preço médio dos imóveis residencias subiu 6,12% em 2022, atingindo a maior alta nominal desde os 6,70% registrados em 2014, época de pico de interesse na compra de imóveis, de acordo com o índice FipeZap+. O levantamento reúne anúncios de venda em 50 cidades brasileiras, incluindo 16 capitais.

A alta do valor das residências ficou um pouco acima da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou o ano em 5,79%. Também superou a variação do IGP-M, de 5,45% no acumulado do ano. Em termo reais, a alta foi de 0,31% quando se compara o índice FipeZap+ com o IPCA e de 0,63% frente ao IGP-M.

Em média, o preço do metro quadrado residencial encerrou dezembro em R$ 8.321.

No total, 49 das 50 cidades registraram aumento no preço de casas e apartamentos. Entre as capitais, o destaque foi Vitória, no Espírito Santo, ontem os preços subiram 23,23%, fazendo com que o valor médio do metro quadrado chegasse a R$ 10.481 em dezembro. A capital capixaba desbancou São Paulo (R$ 10.196/m²) e se tornou aquela com o valor do metro quadrado mais caro do Brasil.

Em terceiro lugar aparece o Rio de Janeiro (R$ 9.860/m²), seguido de Florianópolis (R$ 9.569/m²), Brasília (R$ 8.726/m²) e Curitiba (R$ 8.522/m²).

Na outra ponta, as capitais com menor preço médio por metro quadrado em imóveis residencias são Campo Grande (R$ 5.232/m²), João Pessoa (R$ 5.430/m²), Salvador (R$ 5.649/m²), Manaus (R$ 6.136/m²) e Goiânia (R$ 6.182/m²).

Olhando não o preço do metro quadrado, mas as variações, as capitais abaixo tiveram elevação de preço acima da média nacional:

1. Goiânia (+20,91%);

2. Campo Grande (+14,03%);

3. Curitiba (+13,64%);

4. Maceió (+13,22%);

5. Recife (+11,35%);

6. Florianópolis (+11,33%);

7. João Pessoa (+10,26%);

8. Fortaleza (+8,29%);

9. Manaus (+7,32%);

10. Belo Horizonte (+6,86%).

A valorização dos imóveis normalmente ocorre quando o preço das unidades novas muda. Eles afetam toda a cadeia, porque servem de base de comparação para os imóveis usados.

Como houve aumento de custo na produção da construção civil, o repasse foi espalhado no mercado imobiliário como um todo. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção Civil) subiu 9,28% em 2022, após alta de mais de 13% no ano anterior.

Índice FipeZap: Preço médio dos imóveis residencias subiu 6,12% em 2022 — Foto: Getty Images

Rodoviário

Valor - SP   11/01/2023

Ministério dos Transportes informou que sugestões serão consideradas na definição do plano de ação dos primeiros 100 dias de governo federal

O Ministério dos Transportes, chefiado por Renan Filho (MDB), lançou hoje uma "consulta popular" para receber sugestões de ações prioritárias para desenvolver os segmentos ferroviário e rodoviário no país. De acordo com a pasta, as contribuições serão consideradas na definição do plano de ação dos primeiros 100 dias de governo federal.

O plano para os 100 primeiros dias de governo incluirá, conforme sinalização do ministro, a retomada de obras paradas por falta de recursos. As ações devem ser apresentadas ao público "na próxima quinzena".

Na consulta popular, feita por meio eletrônico, as sugestões serão colhidas a partir do formulário elaborado com base na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP). Os participantes vão compartilhar e-mail, a unidade da federação, o ramo de atuação e de quais modais de transportes é usuário.

"Após o preenchimento inicial, será possível propor ações para ampliar a competitividade da infraestrutura e da logística de transportes de cargas e pessoas; promover a segurança do trânsito; melhorar a qualidade da infraestrutura e serviços de transportes; e outros pontos relacionados à redução da burocracia, sustentabilidade, governança e acesso à informação", informou o Ministério dos Transportes, por meio de nota.

Por meio da plataforma de consulta, o participante da pesquisa poderá dar notas para a performance dos transportes rodoviário e ferroviário (a avaliação vai de zero a cinco, variando entre péssimo e ótimo).

De acordo com o ministério, os eixos temáticos a serem avaliados incluem a integridade dos órgãos do setor, eficiência logística, contribuição para o desenvolvimento do país, satisfação com os serviços, competitividade, segurança jurídica, transporte de passageiros, integração com outros modais de transporte, dentre outros.

NAVAL

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quarta-feira, 11, no Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Para além da aproximação institucional entre os dois, um dos assuntos da reunião – intermediada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha – será a privatização do Porto de Santos.

Ex-ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro, Tarcísio foi idealizador do projeto de privatização do Porto de Santos. A iniciativa, porém, foi barrada no novo governo pelo ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França. O governador paulista apresentará seus argumentos a Lula e Padilha para, gradualmente, tentar convencer o novo governo a manter a privatização.

Ainda não há informações se Márcio França participará do encontro, mas Tarcísio deve procurar o novo ministro nos próximos dias para demovê-lo da ideia de manter o caráter estatal do Porto de Santos.

Tarcísio participou ontem da reunião de Lula com governadores e a cúpula do Congresso e do STF, um dia após os atos golpistas em Brasília. Ao discursar no encontro, disse que tem muito a aprender sobre São Paulo com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que governou o Estado por quatro vezes.

PETROLÍFERO

IstoÉ Online - SP   11/01/2023

Os preços do petróleo subiram levemente nesta terça-feira, com o governo dos EUA prevendo um consumo global recorde da commodity no próximo ano e com o dólar oscilando em mínimas de sete meses.

Prevê-se que o consumo global de combustíveis líquidos atinja 102,2 milhões de barris por dia em 2024, impulsionado principalmente pelo crescimento em países como Índia e China, refletindo as tendências da atividade econômica, disse a Administração de Informação de Energia dos EUA.

Os futuros do Brent subiram 0,45 dólar ou 0,6%, para 80,10 dólares o barril, enquanto o petróleo nos EUA subiu 0,49 dólar, ou 0,6%, a 75,12 dólares o barril.

Os mercados também aguardavam esclarecimentos sobre os planos do Federal Reserve dos EUA de aumentar as taxas de juros depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, evitou comentários sobre a política monetária e a economia em um simpósio.

O dólar oscilou em torno de seu nível mais fraco em sete meses. [USD/] Um dólar mais fraco pode aumentar a demanda por petróleo, já que as commodities denominadas em dólar ficam mais baratas para detentores de outras moedas.

A governadora do Fed, Michelle Bowman, disse que o banco central dos EUA terá que aumentar ainda mais as taxas de juros para combater a alta inflação e isso provavelmente levará a condições mais brandas no mercado de trabalho.

(Por Rowena Edwards em Londres, reportagem adicional de Arathy Somasekhar em Houston, e Muyu Xu em Cingapura)

AGRÍCOLA

Portal do Agronegócio - MG   11/01/2023

A AGCO, líder mundial na concepção, fabricação e distribuição de equipamentos e soluções agrícolas, apresenta a nova linha de motores CORE, desenvolvida pela AGCO Power, sua marca global de motores, resultado de investimento de 50 milhões de euros (R$ 174 milhões).

Os propulsores à diesel foram projetados para serem compatíveis, no futuro, com combustíveis alternativos, como hidrogênio, etanol, metanol e biogás, buscando a redução das emissões de gases de efeito estufa.

"Com pequenas mudanças, a plataforma dos motores CORE permitirá aplicações híbridas elétricas, com excelente desempenho ", explica Fernando Silva, coordenador comercial AGCO Power. O novo propulsor também é compatível com HVO renováveis, conhecidos como “diesel verde” e produzidos a partir de óleos vegetais hidratados.

Os motores serão fabricados em Linnavuori, na Finlândia, e comercializados inicialmente no mercado europeu, nos tratores Fendt 700 Vario Gen7. O primeiro propulsor é o CORE75, que possui características que garantem versatilidade na potência e um sistema avançado de controle de emissões. Além disso, oferece excelente torque em baixas velocidades, permitindo economia de combustível, bem como menor nível de ruído. O design inovador resulta em benefícios adicionais, como melhor raio de giro, maior distância ao solo e fácil manutenção. Ainda não há previsão para a chegada dos novos motores ao Brasil.

A AGCO Power fabrica motores agrícolas para as marcas Fendt, Massey Ferguson e Valtra. Suas operações no Brasil tiveram início em 1993, em Mogi das Cruzes (SP). Desde então, já foram fabricadas 297 mil unidades. Todas as linhas estão em conformidade com o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores para Máquinas Agrícolas e Rodoviárias (PROCONVE MAR-1), com redução da emissão de poluentes em até 90%. No caso do óxido de nitrogênio (NOx), a redução é de 75% e, em material particulado, 85%, segundo a Anfavea.

A AGCO tem investido continuamente no desenvolvimento de novos produtos, tecnologias inovadoras e aumento das capacidades de produção. Hoje, fabrica motores a diesel de 3, 4, 6 e 7 cilindros em quatro fábricas, em Linnavuori (Finlândia), Changzhou (China), Mogi das Cruzes (Brasil) e General Rodriguez (Argentina), com o volume de produção de 80 mil motores por ano.

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