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09 de Dezembro de 2022

SIDERURGIA

Portal Fator Brasil - RJ   09/12/2022

A companhia também é destaque nos rankings de Inovação e Sustentabilidade.

A ArcelorMittal foi classificada em 1º lugar no ranking Estadão Empresas Mais, na categoria Metalurgia e Siderurgia. Anualmente, a premiação lista as 100 empresas que mais se destacaram no Brasil segundo o Coeficiente de Impacto Estadão/FIA, resultado do cruzamento de informações referentes ao porte e desempenho das empresas em seus respectivos setores. A ArcelorMittal destacou-se também entre as companhias mais sustentáveis e inovadoras do país. No ranking geral de Inovação foi classificada em 3º lugar. Já no ranking geral de Sustentabilidade, alcançou a 2ª posição.

— O reconhecimento do ranking Estadão Empresas Mais é uma conquista de todos os 16 mil colaboradores da empresa que há mais de 100 anos trabalha para oferecer as melhores soluções em aço, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade de forma inovadora e sustentável. Em 2021, a ArcelorMittal Brasil registrou a melhor performance da história, consolidando a liderança no país. Seguimos confiantes em nossa estratégia, sempre pautada no fortalecimento das relações com fornecedores, clientes e colaboradores, na diversidade e no crescimento aliado à sustentabilidade — diz o CEO da companhia, Jefferson De Paula.

Em 2021, a ArcelorMittal ficou em 3º lugar na categoria Metalurgia e Siderurgia no ranking Estadão Empresas Mais. Além disso, ficou na 7ª posição no ranking geral de Inovação, e em 8ª no ranking de sustentabilidade.

Diário do Aço - MG   09/12/2022

O fato foi desmentido pela empresa, por meio de comunicado à comunidade

No início da tarde desta quinta-feira (8) novos vídeos e áudios de um possível vazamento de gás, área da usina de Ipatinga, circularam nas mídias sociais. A Usiminas afirma entretanto que houve apenas uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. Nas imagens, trabalhadores relataram que o local, próximo ao alto-forno 3, havia sido evacuado e que um acidente com gás teria ocorrido. O fato foi desmentido pela empresa, por meio de comunicado à comunidade.

“A Usiminas esclarece que as imagens divulgadas nesta quinta-feira, dia 8 de dezembro, mostram o cumprimento de protocolo de segurança – por trabalhadores que atuavam próximo dos altos-fornos -, em função de uma queda de energia originada na geração da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, Pará. Conforme protocolo automático do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), vários consumidores industriais passam a ter a disponibilidade de energia reduzida e, nesse caso especifico, demandou a parada do Alto-Forno 3. Sempre que isso ocorre, apenas o pessoal essencial à operação (parada) permanece na respectiva área”, esclarece.

Trabalhadores
Na terça-feira (6), trabalhadores das empresas terceirizadas MG andaimes e RHI Magnesita, inalaram gás na área da siderúrgica, em Ipatinga. O fato aconteceu por volta das 20h30 de terça-feira e levou à hospitalização de trabalhadores. No fim da tarde de quarta-feira (7), a Usiminas informou que nove trabalhadores receberam alta do Hospital Márcio Cunha, seis empregados seguem internados sob cuidados intensivos, sendo um em estado grave. Todos os empregados foram hospitalizados em função de um vazamento pontual de gás.

InfraRoi - SP   09/12/2022

A produtora de aço Gerdau iniciou em dezembro a reforma e modernização de algumas de suas estruturas na Usina de Barão de Cocais, em Minas Gerais, com um investimento de R$ 100 milhões. As intervenções acontecem principalmente nos dois altos-fornos e na aciaria. No período entre 1º de dezembro e 31 de janeiro de 2023 a operação ficará paralisada e contará com 940 novos trabalhadores de empresas parcerias para execução das atividades.

As obras na usina da Gerdau contarão com reparos da estrutura dos altos-fornos, modernização de equipamentos para segurança de processo e controle de emissões no sistema de lavagem de gases e despoeiramentos. Na aciaria também serão trocados equipamentos importantes para garantir os controles de emissões, como a chaminé e o vaso, além da reforma do misturador.

Paulo Cesar Bueno, gerente executivo da Gerdau em Barão de Cocais, explica que a grande maioria dos projetos são de segurança operacional e estão voltados para estabilidade produtiva e diminuição dos riscos de parada. Ele afirma que os investimentos em modernização são necessários para garantir maior eficiência e eficácia operacional da usina, “de forma a garantir a melhor performance dos equipamentos, além de oferecer sempre mais segurança aos nossos colaboradores”.

Revista Mineração - SP   09/12/2022

Presidente eleito da Usiminas nos 60 anos da empresa, executivo terá o desafio de acelerar a agenda ESG da companhia e torná-la ainda mais eficiente.

Seis décadas transformando vidas e cidades por meio do aço. Assim se resume a trajetória da Usiminas, siderúrgica fundada em CoronelFabriciano (MG), em abril de 1956. Uma das mais influentes empresas mineiras, a companhia cresceu alicerçada pela inovação e pela busca da sustentabilidade ambiental e financeira. Não à toa, a Usiminas registrou no terceiro semestre de 2022 um lucro líquido de R$ 609 milhões, com 1,047 milhão de toneladas de aço vendidas.

Atualmente, a Usiminas se tornou uma âncora para o desenvolvimento de soluções complexas e tecnologias para a toda a cadeia produtiva do aço. Com empresas nas áreas de mineração, siderurgia, galvanização e mecânica, o grupo expandiu sua atuação para outros estados como Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Já com o apoio dos seus milhares de colaboradores, a sexagenária companhia pretende se manter entre as gigantes do mercado sob o comando do seu novo presidente, empossado em maio deste ano: Alberto Ono.

Na Usiminas desde 2009, Ono é engenheiro metalúrgico formado pela Universidade de São Paulo (USP), onde também realizou seu mestrado. Além disso, é PhD em Metalurgia pela Universidade de Tóquio, no Japão. Antes de se tornar o presidente da companhia, ele atuou no Grupo Votorantim, na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e na Aços Villares. Na Usiminas, foi diretor de Planejamento e Controle – de 2009 a 2018 – e vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores até o início de 2022.

Em entrevista à Revista Mineração & Sustentabilidade, o presidente da Usiminas revela os desafios da nova gestão, analisa o cenário político-econômico nacional e internacional, reassume o compromisso da companhia com a Agenda ESG e o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), detalha os recentes investimentos da empresa, enaltece os esforços para ampliar a diversidade e o trabalho social da Usiminas, além de traçar projeções para o futuro.

IstoÉ Online - SP   09/12/2022

A Gerdau espera demanda por aço nos Estados Unidos ainda em patamares elevados em 2023, apesar dos receios dos mercados financeiros sobre a possibilidade de uma recessão naquele país em razão da alta de juros, disseram executivos da companhia nesta quinta-feira.

“Alguns fundamentos da economia norte-americana continuam muito fortes”, disse o presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, durante conferência com analistas e investidores. Ele se referiu, por exemplo, ao mercado de trabalho, que segue aquecido, com a empresa tendo dificuldades para conseguir preencher vagas em aberto.

O presidente da unidade norte-americana da Gerdau, Chia Yuan Wang, afirmou que a desaceleração da atividade nos EUA esperada com o aumento dos juros pelo Federal Reserve pode ser “atenuada” pelos pacotes de investimentos anunciados pelo governo de Joe Biden. Entre eles, o plano de infraestrutura de 1,2 trilhão de dólares e o fenômeno do “reshoring”, marcado pela volta ao país da produção de setores que antes era feita na Ásia,

“Mesma que haja um ‘slowdown’ (desaceleração), teremos uma média maior de utilização de nossos equipamentos em relação ao nosso histórico”, disse Wang. “Já começamos a observar entrada de pedidos que estão trazendo capacidade da Ásia para a América do Norte”, afirmou Werneck, citando como exemplo pneus e semicondutores.

No Brasil, o presidente da Gerdau afirmou que a companhia espera uma demanda por aço com “ligeiro crescimento” em 2023. O presidente da unidade brasileira, Fernando Pessanha, afirmou que há incertezas para o próximo ano que dependem dos planos do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Pessanha, 40% das entregas de aço da Gerdau são voltadas ao setor de construção civil. Ele afirmou que a companhia está com “carteira de pedidos cheia”. Os potenciais alavancadores de demanda no país no próximo ano, segundo ele, serão eventuais planos para infraestrutura e programas como o Minha Casa Minha Vida, que já passaram por diversas alterações ao longo do governo de Jair Bolsonaro mas que seguem produzindo poucos efeitos para o setor de construção civil.

Também para o ano que vem, a Gerdau está avaliando planos para uma reforma de equipamentos de sua usina integrada em Ouro Branco (MG), algo que Werneck afirmou que deve levar 10 anos de investimentos. Segundo ele, até fevereiro a Gerdau deverá ter definido o plano de reforma do alto forno 1 da usina.

Money Times - SP   09/12/2022

O CEO da Gerdau (GGBR4), Guilherme Werneck, afirmou que a metalúrgica não tem mais planos para voltar a investir fora do continente americano.

A fala foi feita nesta quinta-feira, 8, durante a realização da Gerdau Day.

“Desde 2015 montamos um programa de desinvestimento pragmático. Retiramos os nossos investimentos de países como Chile, Guatemala e Índia, pois não havia condições geográficas para aquelas instalações atraírem a rentabilidade esperada”, disse o executivo.

Werneck afirmou ainda que a companhia entrou em um “ciclo complicado”, fazendo referência às altas nas taxas de juros globais: “A empresa está muito saudável, austera e preparada mesmo para enfrentar ambientes mais complexos.”

ECONOMIA

IstoÉ Online - SP   09/12/2022

A mudança da política sanitária contra a Covid-19 da China, com a promessa de impulsionar uma recuperação econômica no próximo ano, deve reduzir o crescimento nos próximos meses devido ao aumento das infecções, garantindo uma recuperação apenas no final do ano, disseram economistas.

Já existem sinais do retorno da demanda por viagens e outros serviços, mas o frágil sistema de saúde da China e as baixas taxas de vacinação deixaram o país despreparado para uma grande onda de infecções, o que pode provocar escassez de mão de obra e deixar os consumidores ainda mais nervosos.

Alguns economistas reduziram as previsões de crescimento para o início do próximo ano, dando continuidade aos números fracos de crescimento deste ano, entre os piores do último meio século.

E embora a confiança de longo prazo sobre a recuperação permaneça inabalável, uma reabertura da economia também pode desencadear a inflação, que até agora permaneceu relativamente controlada na China, apesar do aumento dos preços em outras grandes economias.

“Em comparação com outros países desenvolvidos, os recursos médicos na China são insuficientes”, disse Nie Wen, economista do Hwabao Trust, que reduziu sua previsão de crescimento da China para o primeiro trimestre a 3,5%-4%, de 5% antes.

Ele citou particular risco de surtos de Covid quando a China comemorar o feriado do Ano Novo Lunar em janeiro, época popular de viagens no país.

A economia da China cresceu apenas 3% nos primeiros três trimestres deste ano, mas uma reunião anual das principais autoridades na próxima semana deve mirar mais alto: assessores do governo disseram à Reuters no mês passado que recomendarão metas de crescimento para 2023 variando de 4,5% a 5,5%, enquanto um assessor do banco central disse no mês passado que a China deveria estabelecer uma meta não inferior a 5%.

O crescimento menor deste ano, embora devido em parte a uma queda no mercado imobiliário doméstico e à desaceleração econômica global, também foi amplamente atribuído às severas restrições contra a Covid-19.

Lockdowns e quarentenas interromperam as cadeias de suprimentos e reduziram os gastos do consumidor e, por fim, desencadearam protestos generalizados que estimularam a recente mudança da política sanitária.

Com a China devendo enfrentar ondas de infecções por Covid-19 após o afrouxamento, os benefícios da reabertura devem chegar com um atraso significativo.

“Dado o cronograma acelerado de reabertura, acreditamos que o crescimento pode permanecer abaixo da média no curto prazo”, disse o Morgan Stanley após o anúncio das últimas medidas de flexibilização.

Os analistas do banco esperam que o crescimento melhore modestamente, mas permaneça abaixo da média, com “uma recuperação mais significativa” na segunda metade do ano e crescimento de 5% no ano inteiro.

Economistas e analistas estão confiantes de que, no geral, a reabertura foi mais positiva para o crescimento.

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2022

Continua incerto o futuro das contas públicas, embora um novo governo deva começar em janeiro e por isso o mais seguro é manter em 13,75% a taxa básica de juros, decidiu o Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC). A incerteza é maior que a usual, as projeções até 2024 apontam inflação longe da meta e o mais prudente é manter a estratégia atual, segundo nota do Comitê divulgada logo depois da reunião. Se necessário, poderá haver novo aumento dos juros. Com o cuidado habitual, os autores da nota evitam referências diretas ao atual governo e a seu sucessor, mas são claros ao indicar fatores de risco no cenário da inflação. Ganham destaque a maior persistência das pressões inflacionárias globais e a “elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal”. A insegurança inclui, nesse caso, possíveis novos estímulos à demanda, por meio de mais despesas ou de benefícios tributários.

Maiores gastos foram prometidos pelos dois candidatos principais, e a PEC da Transição, se aprovada nas duas Casas do Congresso, abrirá espaço em 2023 para um novo estouro do teto. As promessas do candidato eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, têm destaque evidente no cenário de referência do Copom, embora sem citação explícita. Mas, se houvesse referência ao futuro presidente, deveria incluir mais um detalhe importante. Ele e seus auxiliares da área econômica têm prometido responsabilidade fiscal, mas sem explicar como se manterão sustentáveis as finanças do governo central.

Não só no mercado, portanto, surgem expressões de preocupação quanto ao futuro das contas públicas, incluído, naturalmente, o endividamento do Tesouro. Pouco depois da eleição, o presidente eleito procurou desqualificar as manifestações de inquietação observadas no setor financeiro. Atribuiu esse tipo de reação, inicialmente, a um excesso de sensibilidade e, depois, a censuráveis jogadas especulativas, como se a especulação, normal no dia a dia de todos os mercados, fosse aberração ou imoralidade. Errou em todas essas avaliações, e errou também ao subestimar a relevância de uma clara sinalização de prudência fiscal.

A decisão do Copom sobre os juros básicos e suas explicações evidenciam os equívocos do futuro presidente da República. Não há como desprezar o risco de maior inflação, quando o governante, atual ou futuro, anuncia a intenção de aumentar a despesa e se abstém de explicar como preservará a solidez das finanças públicas.

Gastança e alta de preços são noções estreitamente vinculadas. Esse vínculo é especialmente forte em países onde é preciso reafirmar com frequência a credibilidade do Tesouro. Não é o caso da Alemanha e de outros países onde a responsabilidade fiscal é uma tradição. No Brasil, como na maior parte da América do Sul, a confiabilidade financeira do setor público é muito menos clara.

O presidente eleito tem evocado seu primeiro governo, quando se obtiveram regularmente superávits primários – saldos positivos, excluído o custo dos juros da dívida pública. Não basta evocar essa história. A herança recebida pelo governo petista em 2003 foi muito melhor que o legado previsto para 2023. Além disso, a gestão financeira foi menos severa no segundo mandato e degringolou no final do período petista. Nessa fase, a presidente Dilma Rousseff deu espaço à inflação, devastou o Tesouro e jogou o País na recessão de 2015-2016.

Não adianta o futuro presidente evocar a disciplina fiscal mantida em seu primeiro mandato. Ele terá de restabelecer a imagem do PT como partido capaz de cuidar das finanças públicas.

No mercado, os juros básicos projetados para 2023 passaram em quatro semanas de 11,25% para 11,75%. A inflação estimada para o próximo ano subiu de 4,94% para 5,08%, segundo a pesquisa Focus. A projeção de crescimento econômico aumentou de 0,70% para 0,75%. Juros altos de nenhum modo ajudarão o novo governo em seu primeiro ano. Se levar esses dados em conta, o presidente eleito tratará de mandar mensagens mais claras e mais positivas ao mercado e ao BC. É só uma questão de bom senso.

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2022
O próximo ano será desafiador para a economia, mas há dúvidas sobre como o novo governo do PT reagirá ao cenário, conforme economistas da Fundação Getulio Vargas (FGV). A contribuição externa para a atividade econômica no Brasil será menor, com vários países preocupados em combater a inflação elevada que se espalhou pelo mundo por causa dos desequilíbrios causados pela covid-19 e pela guerra na Ucrânia. E impulsos temporários ou atípicos, alguns associados à pandemia, não se repetirão.

O quadro foi desenhado nesta quinta-feira, 8, por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), que participaram de seminário transmitido pela internet, organizado em parceria com o Estadão. Os especialistas externaram preocupações em relação a como a política econômica do novo governo enfrentará os desafios.

“Acho que 2023 é desafiador porque, do ponto de vista cíclico, precisamos desacelerar”, disse Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre.

Após a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todo o valor gerado na economia) do terceiro trimestre, na semana passada, o FGV Ibre passou a projetar crescimento econômico de 3,0% neste ano. Só que, para 2023, a estimativa aponta para uma estagnação, com crescimento de apenas 0,2%.

Segundo Matos, a desaceleração cíclica tem a ver com a combinação de aspectos específicos da crise causada pela pandemia – como as restrições inéditas ao funcionamento de negócios, cuja volta ao normal marcou a retomada – com politicas de estímulo fiscal ao consumo – tanto por causa da covid-19 quanto por causa da campanha eleitoral – e com um cenário externo mais desfavorável em 2023.

O problema é que parece haver uma “grande dificuldade de entendimento” sobre esse diagnóstico no Gabinete de Transição do governo federal, conforme os sinais emitidos até aqui, disse Matos. Nos discursos públicos dos integrantes da equipe de transição e no formato da proposta de emenda à Constituição (PEC) que permitirá abrir espaço no Orçamento de 2023 para gastos inicialmente tidos como essenciais, os pesquisadores do FGV Ibre identificaram uma postura favorável ao aumento de despesas públicas de forma indiscriminada.

Em suas apresentações no seminário, tanto Matos quanto José Júlio Senna, o chefe do Centro de Política Monetária do FGV Ibre, reconheceram que o Orçamento de 2023 elaborado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) não se sustenta. Por isso, requer ajustes, inclusive com mudanças nas regras fiscais, como teto de gastos. Senna chegou a elogiar as perspectivas de mudanças nas políticas públicas do governo Bolsonaro em áreas diferentes da política econômica, como relações exteriores, meio ambiente e assistência social.

A crítica surgida no seminário focou nos caminhos adotados para se recompor essas políticas públicas. Matos destacou que seria possível um processo de “recomposição” do orçamento mais eficiente. A pesquisadora citou especificamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) alternativa apresentada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O pesquisador Armando Castelar, também participante do seminário, afirmou ver nos sinais iniciais da equipe de transição de governo um viés favorável ao aumento da carga tributária. Especialmente se o ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad for confirmado como ministro da Fazenda.

“Haddad tem feito discurso de aumentar imposto. Ele não fala isso, fala em reforma tributária, mas a prioridade para isso parece ser pelo aumento da carga”, afirmou Castelar.

Inflação elevada

De acordo com Matos, o maior problema de uma política econômica sustentada no aumento indiscriminado de despesas do governo está relacionado à inflação elevada.

“Aqui, a preocupação é a inflação de serviços. E a inflação de serviços é componente relacionado a demanda doméstica”, afirmou a pesquisadora, lembrando que a inflação dos preços de serviços giram em torno de 8% no acumulado em 12 meses, ante os cerca de 6% no IPCA agregado.

Por isso, disseram os pesquisadores do FGV Ibre, seria importante que, a partir de 2023, a política fiscal atuasse de forma combinada com a política monetária. Ou seja, que a dinâmica de despesas do governo não estimulasse a demanda excessivamente.

Caso a estratégia do novo governo do PT seja apenas aumentar os gastos, como o Banco Central (BC) tem se mantido firme na disposição de manter os juros elevados para conter a demanda e, assim, arrefecer a inflação, há o risco de o novo governo tentar fazer a economia crescer com estímulos, mas a política monetária seguir “com o freio de mão puxado”, disse Senna.

Por isso, para Senna, que foi diretor do BC, o principal desafio da próxima gestão será “desfazer a ideia de que estão confiando, exclusivamente, no aumento de gastos” como elemento central da política econômica.

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   09/12/2022

Os contratos futuros de minério de ferro se recuperaram nesta quinta-feira, com o aumento das importações na China sugerindo uma melhora na demanda e o relaxamento das restrições da Covid no país aumentando as esperanças de maior consumo.

O contrato de minério de ferro de maio mais negociado na Dalian Commodity Exchange da China avançou 1,4%, para 790 iuanes (113,37 dólares) a tonelada.

Os preços do minério de ferro de Dalian subiram cerca de 30% desde o início de novembro, impulsionados pela intensificação do apoio da China a incorporadoras imobiliárias local em dificuldades e pelo alívio de suas restrições à Covid-19.

A China anunciou na quarta-feira mudanças mais radicais em seu rígido regime anti-Covid-19 desde o início da pandemia, três anos atrás, permitindo que pessoas infectadas com sintomas leves fiquem em quarentena em casa e eliminando os testes para pessoas que viajam internamente.

Os dados também mostraram que as importações chinesas de minério de ferro aumentaram 4,1% em novembro em relação ao mês anterior, já que os compradores estocaram antes do final do ano, antecipando as medidas de Pequim para apoiar o mercado imobiliário em dificuldades.

Analistas do ANZ disseram que os dados indicam sinais de demanda crescente.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de janeiro do ingrediente siderúrgico subiu 2,6%, para 108,85 dólares a tonelada.

O contrato de vergalhão mais ativo na Bolsa de Futuros de Xangai aumentou 0,8% para 3.839 iuanes por tonelada, a bobina laminada a quente subiu 0,6% para 3.945 iuanes a tonelada, o fio-máquina ganhou 1,3% para 4.588 iuanes a tonelada, enquanto o aço inoxidável caiu 0,1%, para 17.265 iuanes a tonelada.

O minério de ferro à vista para entrega na China subiu para 110,50 dólares a tonelada nesta quinta-feira, 2 dólares acima do registrado na véspera, de acordo com a consultoria SteelHome.

Valor Investe - SP   09/12/2022

Os analistas projetam menor produção e maiores custos e despesas apresentadas pela empresa em suas novas metas

O Goldman Sachs cortou o preço-alvo dos recibos de ação (ADRs) de Vale negociados na Bolsa de Nova York (Nyse) de US$ 12,50 para US$ 12, potencial de alta de 25,8% sobre o fechamento de ontem, reiterando recomendação neutra.

Os analistas Marcio Farid, Gabriel Simões e Henrique Marques cortaram estimativas de Ebitda da mineradora em 2% a 7% entre 2023 e 2024 com menor perspectiva de produção e maiores custos e despesas apresentadas pela empresa em suas novas metas.

“Mantemos nossa visão cautelosa, acreditando que a empresa está bem precificada sobre as perspectivas de commodities nos próximos anos e desconto sobre pares globais acima da média histórica”, comentam.

O banco nota que a empresa apresentou uma estratégia focada em geração de valor via minério de ferro de maior qualidade, deixando quantidade de lado, e por maiores volumes e eficiência nas operações de níquel e cobre.

“De acordo com a empresa, isso a beneficiaria de tendências como descarbonização na produção de aço e transição energética”, comentam. Maiores preços estruturais do minério também ajudam a Vale na busca por melhor qualidade de produtos.

Brasil Mineral - SP   09/12/2022

O documento aborda as condutas anticompetitivas analisadas pela autarquia entre os anos de 1999 a 2021.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) lançou hoje, 7 de dezembro, a 17ª edição da série Cadernos do Cade com estudo sobre o mercado de mineração. O objetivo é abordar as especificidades dos atos de concentração realizados no mercado de mineração, entre fusões e aquisições que envolveram a participação de empresas do setor.

O documento aborda ainda as condutas anticompetitivas analisadas pela autarquia entre os anos de 1999 a 2021, exceto o caso de Ato de Concentração de Manganês, que ocorreu em 1997 e o caso de Conduta de Calcário, de 1996. O estudo é dividido em seis seções e descreve a visão do órgão sobre o mercado de mineração. A primeira seção mostra breve introdução, a segunda aborda as disposições legais e regulatórias do setor, a terceira faz uma análise de mercado, enquanto as três últimas se referem aos atos de concentração por tipo de minério, os casos de condutas anticompetitivas avaliadas e, por fim, apresenta as considerações finais.

Atualmente, a mineração representa 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, em que a mineração considerando toda a IEM (Indústria Extrativa Mineral) representa 1,2% do PIB, e a siderurgia considerando toda a ITM (Indústria da Transformação Mineral) representa 1,9%. Entre 1999 e 2021, a entrada de capital estrangeiro colaborou para a expansão da mineração no Brasil, caminho aberto pela abertura comercial, com a privatização da Vale S.A em 1997. Nesse período, o Cade analisou 254 processos de atos de concentração, sendo com isso, o terceiro maior em número de processos quando analisado a quantidade de processos analisados nas 17 edições de Cadernos do Cade.

Lançada em 2014, a série de estudos “Cadernos do Cade” é produzida pelo Departamento de Estudos Econômicos da autarquia e tem como objetivo consolidar, sistematizar e divulgar a jurisprudência do Cade relativa a um mercado específico, considerando seus aspectos econômicos e concorrenciais. Na prática, o estudo alinha o Cade à sua missão institucional de contribuir com a geração de conhecimento técnico e prático, bem com a produção acadêmica em assuntos relacionados à defesa da concorrência.

Máquinas e Equipamentos

Valor - SP   09/12/2022

O resultado foi provocado pelo recuo no faturamento da área de bens de consumo, incluindo computadores, e de eletrodomésticos

A indústria eletroeletrônica encerra o ano de 2022 com faturamento de R$ 220,4 bilhões, um crescimento nominal de 4% na comparação com 2021. Porém, descontada a inflação, houve queda de 2% no faturamento do setor, informou hoje a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O resultado foi provocado pelo recuo no faturamento da área de bens de consumo, incluindo computadores, e de eletrodomésticos.

Áreas como geração, transmissão e distribuição (GTD) de energia elétrica, automação industrial e equipamentos industriais cresceram, em termos reais (descontada a inflação), 13%, 12% e 10%, respectivamente, enquanto segmentos como informática, dispositivos móveis (celulares) e utilidades domésticas apresentaram quedas de 6%, 2% e 11%, respectivamente.

“Nos anos de 2020 e 2021, a venda de produtos como celulares e computadores, entre outros bens de consumo eletrônicos, tiveram aumento acima da média em razão do home office e do ensino à distância, por esta razão, o desempenho deste ano foi menos expressivo, já que houve uma antecipação de compras”, disse o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato.

Além do impacto externo e das incertezas político-econômicas, o desempenho do setor segue afetado pela irregularidade no abastecimento de componentes eletroeletrônicos, desde o início da pandemia, informou o Barbato. Entre os principais problemas enfrentados pela indústria eletroeletrônica em 2022, ele destacou as dificuldades na aquisição de semicondutores, em razão de lockdowns na China e a guerra da Ucrânia.

As exportações do setor cresceram 16% em 2022, passando de US$ 5,7 bilhões para US$ 6,6 bilhões. Já as importações aumentaram 14%, de US$ 40,2 bilhões, em 2021, para US$ 45,9 bilhões este ano.

Com isso, o déficit da balança comercial atingiu US$ 39,3 bilhões, total 14% superior ao apresentado em 2021.

Os empresários do setor têm expectativas cautelosas para 2023. A mais recente sondagem realizada com os associados da Abinee indicou que 58% das empresas projetam crescimento nas vendas no próximo ano; 33%, estabilidade e 9%, queda.

O setor eletroeletrônico espera um crescimento nominal de 5% no faturamento, para R$ 231 bilhões, em 2023. Descontada a inflação, o setor espera registar estabilidade no indicador.

A Abinee também projeta elevação de 1% na produção e aumento de 2% no nível de emprego, que deve passar de 270 mil para 275 mil trabalhadores. As exportações devem crescer 2% (US$ 6,8 bilhões) e as importações, 3% (US$ 47,3 bilhões).

Em 2022, a Abinee projeta aumento de 2% no nível de emprego do setor, que passou de 264 mil vagas em dezembro de 2021 para 270 mil pessoas no final deste ano, o que corresponde à geração de 6 mil vagas nas associadas da Abinee.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   09/12/2022

Apesar de um crescimento de quase 15% na produção de automóveis nos 11 meses até novembro em comparação com o ano anterior, a produção do mês caiu 9% em relação a outubro

As vendas no varejo de automóveis de passageiros da China caíram 9,2% em novembro em relação ao ano anterior, em meio à queda na demanda, enquanto o país lutava com uma economia em desaceleração sob as severas restrições da covid-19 que Pequim começou recentemente a aliviar.

As montadoras e concessionárias de automóveis da China venderam 1,65 milhão de automóveis de passageiros em novembro, uma queda de 10,5% em relação a outubro, de acordo com dados divulgados pela Associação de Carros de Passageiros da China.

Apesar de um crescimento de quase 15% na produção de automóveis nos 11 meses até novembro em comparação com o ano anterior, a produção do mês caiu 9% em relação a outubro.

As vendas no varejo de automóveis foram “muito menores do que esperávamos”, disse o secretário-geral da associação, Cui Dongshu, acrescentando que “é uma situação muito séria”. Como resultado, os fabricantes desaceleraram a produção, com alguns fazendo ajustes relativamente significativos, disse ele.

A fábrica de Xangai da Tesla quebrou seu recorde e entregou 100.291 veículos elétricos no mês passado.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   09/12/2022

Mudança viria na esteira da promessa do Politburo, órgão de decisão do Partido Comunista, que busca uma retomada da economia chinesa em 2023

Autoridades da China podem flexibilizar ainda mais sua abordagem para as políticas destinadas ao setor imobiliário em sua principal reunião econômica na próxima semana, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A mudança viria na esteira da promessa do Politburo, órgão de decisão do Partido Comunista, que busca uma retomada da economia chinesa em 2023.

Na Conferência Central de Trabalho Econômico, que acontece anualmente, autoridades discutem os objetivos do próximo ano, como a meta para o PIB e o déficit fiscal. A conferência começa em 15 de dezembro, disseram pessoas a par da reunião, que não quiseram ser identificadas.

O governo planeja minimizar o significado do conceito “casa é para morar, não para especular”, disseram as pessoas. Essa frase tem sido usada consistentemente por autoridades desde 2016 para refletir a determinação do governo em frear a especulação no setor, controlar a alta dos preços dos imóveis, limitar os riscos de endividamento e reduzir o excesso de oferta em cidades de menor porte. As autoridades pretendem reverter o desaquecimento no mercado imobiliário e retomar as operações do setor, disse uma das pessoas.

Também podem declarar que a campanha do país para desalavancar o mercado imobiliário, iniciada há um ano, está concluída e que agora o foco para o próximo ano é aumentar a demanda dos consumidores, segundo uma das fontes. As discussões estão em andamento e sujeitas a mudanças, acrescentaram as pessoas.

A reunião dos principais líderes, entre eles o presidente chinês, Xi Jinping, ocorrerá após a reunião do Politburo na terça-feira, onde autoridades disseram que vão buscar uma “melhoria geral” da economia no próximo ano. A frase “casa é para morar, não para especular” não foi incluída no comunicado divulgado após a reunião, que alguns analistas interpretaram como um sinal de que mais flexibilização pode estar a caminho.

O Banco Popular da China, a Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural não responderam de imediato a pedidos de comentário.

"Esperamos que a flexibilização das políticas ganhe uma tração muito melhor em 2023 em meio à guinada em relação à Covid e à política habitacional”, escreveram economistas do Morgan Stanley, incluindo Robin Xing, em comentários sobre a omissão da frase na declaração da reunião do Politburo.

A Conferência Central de Trabalho Econômico geralmente é realizada logo após uma reunião do Politburo.

Autoridades tomaram várias medidas decisivas nas últimas semanas para reativar a segunda maior economia do mundo, entre elas o alívio da política "covid zero" e a implementação de ações enérgicas para impulsionar o mercado imobiliário. A decisão segue uma campanha sustentada nos últimos anos que incluiu uma ampla repressão à iniciativa privada que afetou os mercados.

NAVAL

Porto Gente - SP   09/12/2022

Distinto de se opor ao comércio e aos investimentos globais, trata-se de colaborar para a construção de comunidades saudáveis, respeitadas e sustentáveis. (Fritjof Capra)

Sem sobra de dúvida, o assunto meio ambiente no governo Lula, será tratado com mais modernidade, do que foi nos últimos quatro anos, quando esse tema foi polêmico. Mundialmente, as cúpulas climáticas da ONU, as COPs, todos os anos vem demonstrando que o tema está evoluído com o engajamento dos países na solução dos problemas ambientais. Nos portos, essa meta é definida pelo conceito do Porto Verde. Há muito que ser feito. Hoje a atividade portuária transcende a movimentação de carga junto aos cais. Sua logística competitiva estende-se para o oceano e ao interior.

Esse fluxo do comércio impacta o desenvolvimento da sua área de influência e as suas relações envolvem os setores produtivo, de distribuição física e das decisões governamentais. Suas externalidades são refletidas nos três pilares ESG (sigla em inglês de ambiental, social e governança). É na sua relação com a cidade das pessoas onde ocorrem os conflitos mais notados e decorrem reações mais acirradas. Mundialmente, o compromisso com a sustentabilidade atrela conceito às marcas.

Ao focar ambientalmente o principal porto brasileiro, o de Santos, deveria ser prioritário esclarecer com todas as letras a situação do navio do grupo Cosan, para armazenar gás, denunciado como um potencial explosivo equivalente a 55 bombas de Hiroshima. Também explicar a segurança do terminal de Alemoa, para produtos químicos e inflamáveis, próximo à área urbana e onde, no passado recente, ocorreu o maior incêndio da história do porto. Deste acidente resultou uma degradação descomunal de natureza protegida.

É função da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fomentar a sustentabilidade na atividade portuária. Foi exemplar o evento por ela promovido, destacando e premiando as melhores práticas ESG. Um sinal de um novo tempo de operações dos portos, preservando a natureza. Como acelerador dessa iniciativa, os fatos do navio da Cosan e do terminal da Alemoa, no Porto de Santos, são dois casos que devem participar como debate desse programa.

Uma das tarefas básicas da agência reguladora é a fiscalização e controle da qualidade dos serviços prestados. Convém que a atividade no principal porto brasileiro seja paradigma nacional no cumprimento das normas e leis, que não se verificou na construção do tanque da Ultracargo e, por isso, ocorreu o terrível incêndio na região da Alemoa, prejudicando por dias o acesso ao porto. Trata-se da segurança que o investidor exige, na hora de aplicar seu capital, essencial à construção do porto do futuro.

A despeito da complexidade que se traduz a busca da sustentabilidade na atividade portuária, há dois fatores que têm papeis relevantes no processo de produzir resultados e, ao mesmo tempo, preservar a natureza: uma autoridade portuária competente, alinhada com o negócio do porto e desejar uma beira-mar protegida.

IstoÉ Online - SP   09/12/2022

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 4,3 milhões de toneladas em cargas no mês de novembro, queda de 4,6% ante igual período de 2021, em meio a um clima mais chuvoso na região que normalmente limita embarques de grãos, mas acumularam alta de 2% na movimentação no acumulado do ano, disse nesta quinta-feira a administradora Portos do Paraná.

No mês passado, a unidade portuária de Paranaguá, uma das principais do Brasil para embarques de commodities agrícolas, precisou trabalhar com estoques para manter as exportações por um período, devido a um bloqueio do principal acesso ao porto por deslizamento de terra.

Algumas das principais cargas transportadas por Paranaguá são açúcar, soja, milho e farelos, sendo que parte delas continuou chegando normalmente ao porto no período mais crítico de novembro por meio de ferrovia.

Segundo a Portos do Paraná, a movimentação acumulada nos onze primeiros meses do ano pelas duas unidades portuárias foi de 54 milhões de toneladas, contra 53,03 milhões em igual período de 2021.

“Nossa expectativa é superar o recorde do ano passado, que foi de 57,5 milhões de toneladas. Paranaguá tem produtividade acima da média”, disse em nota o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O desempenho positivo contou com expressiva colaboração do milho, cujos embarques saltaram 533% no comparativo anual, para 4,52 milhões de toneladas, após uma quebra na segunda safra do ano passado.

No total, a exportação pelos portos paranaenses somou 33,3 milhões de toneladas até novembro, alta de 8%, enquanto as importações caíram 7% no mesmo intervalo, a 20,7 milhões de toneladas.

Também entre os destaques, o carregamento de farelo de soja totalizou 5,22 milhões de toneladas neste ano, 15% superior ao acumulado em onze meses de 2021. O óleo de soja avançou 38% em embarques para 1,47 milhão de toneladas.

No açúcar, a alta foi de 1%, somando o produto embarcado a granel e em saca, a 4,56 milhões de toneladas.

Portos e Navios - SP   09/12/2022

O Porto de Navegantes, a Portonave, em Santa Catarina, chegou aos 11 milhões de TEUs movimentados. O mais novo recorde foi batido na operação do navio "MSC Barcelona", de bandeira libanesa, nesta quinta-feira (8). Ao todo, foram 1,2 mil contêineres, entre exportação e importação.

Para chegar nessa conquista, já foram recebidas mais de 8,8 mil escalas de navios com diversas cargas, como madeiras, carnes congeladas, maquinários, cerâmicas, alimentos, plásticos, materiais têxteis, entre outras.

Neste ano, a Portonave bateu recordes históricos de movimentação. Em setembro, teve fluxo de 2,6 mil de caminhões em um único dia. Em outubro, a movimentação chegou em 111.879 de TEUs.

Ainda em dezembro, o terminal prevê ultrapassar a movimentação de 1.152.999 TEUs, alcançada em 2021, sendo a maior da história no mesmo ano. Até novembro foram 1.105.188 TEUs.

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   09/12/2022

O Projeto Perspectivas 2023 de hoje (7) abre espaço para ouvir a Federação Única dos Petroleiros (FUP) para sentir a temperatura das expectativas que os petroleiros estão para este novo governo do Presidente Lula. Nós conversamos com o coordenador da federação, Deyvid Bacelar, que mostrou estar muito otimista, porque antes de ser eleito, a FUP e os representantes do novo governo traçaram metas, caso a vitória de Lula se confirmasse. Por isso, Bacelar acredita que haverá uma forte retomada nos investimentos da Petrobrás, principalmente para a conclusão das obras do Comperj, a manutenção e expansão das refinarias e até mesmo a possibilidade da construção de uma nova refinaria. Ele acredita no fim das privatizações na empresa e na maior valorização profissional. Vamos, então, saber quais são as suas principais opiniões:

– Como a Federação navegou durante esse ano de 2022?

– O ano de 2022 foi de muitos desafios, que se desdobraram em três principais eixos. O primeiro, de defesa dos direitos dos petroleiros, tanto daqueles que atuam no sistema Petrobrás, como dos que atuam em empresas do setor privado de petróleo no Brasil, com as várias negociações coletivas que tivemos para garantir acordos com direitos aos trabalhadores. Eixo que trouxe uma dificuldade enorme para garantir esses direitos, devido à truculência do governo Bolsonaro e dos gestores que seguem a cartilha presidente, bem como do ministro Paulo Guedes.

Também tivemos outro grande desafio, que foi o de defesa do sistema Petrobrás, com a luta incessante contra as privatizações de refinarias, campos de petróleo e gás, parques eólicos e demais ativos. Infelizmente, tivemos privatizações que avançaram em 2022, mas conseguimos frear o plano de privatização da Petrobrás, a exemplo do parque de refino: o governo Bolsonaro queria vender 8 refinarias e conseguimos barrar a venda de cinco dessas oito.

Por fim, terceiro e, sem dúvida o maior desafio do país , foi a luta em defesa da democracia. O povo brasileiro foi às urnas de forma democrática, e elegeu Lula presidente da República, para termos, a partir de 2023, um governo popular, democrático, desenvolvimentista, com participação da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, da sociedade como um todo, com suas várias representações.

– Como o senhor acredita que será um terceiro governo do Presidente Lula?

– Com o presidente Lula, teremos um governo que se preocupa com a classe trabalhadora e, principalmente, com a população mais pobre do país. Para isso, será importante uma política de valorização do salário mínimo, um projeto econômico que garanta a distribuição de renda, tributação de grandes fortunas e que utilize o Estado, principalmente a partir das empresas públicas estatais, para o desenvolvimento econômico, social e regional do país.

Dentre essas empresas, temos a Petrobrás, com grande capacidade de geração de riquezas e que poderá contribuir muito para o desenvolvimento brasileiro, garantindo combustível a preço justo, geração de emprego e renda, projetos sociais, educacionais, culturais, ambientais, fazendo com que a empresa atue em favor da população e não de acionistas minoritários estrangeiros, como fez durante os governos Temer e principalmente Bolsonaro.

O ano de 2023 promete ser um ano de conquistas para a sociedade como um todo, inclusive para a categoria petroleira, pois, quando se tem uma política federal de valorização do salário mínimo, de valorização de negociações coletivas e de respeito ao diálogo, teremos possibilidade de avançar em negociações que virão no ano que vem.

– O senhor prevê uma retomada mais forte nos investimentos na Petrobrás neste novo governo?

– Numa primeira reunião itinerante com a então equipe de campanha de Lula, realizada na sede da FUP, apresentamos propostas para o setor de petróleo e gás. Entre elas, a de aumentar a capacidade de refino no país, com vistas à autossuficiência no refino e exportações de derivados , via o término das obras das refinarias paradas, como Comperj, no Rio, o segundo trem da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ampliando refinarias já existentes e, quem sabe, construindo nova refinaria.

Além da ampliação do parque de refino, apresentamos a proposta de a Petrobrás voltar a investir na área petroquímica, a exemplo de fertilizantes nitrogenados, com a reabertura da Fafen Paraná, com o término da obra da Fafen em Mato Grosso do Sul, e também com renegociação sobre o arrendamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados em Sergipe e Alagoas. Apontamos também para a necessidade de a Petrobrás voltar a fazer investimentos na transição energética, em energias renováveis, como eólica, solar, biocombustíveis.

A expectativa é que a Petrobrás volte fazer investimentos que geram riquezas que ficavam no país, como a construção de plataformas marítimas em estaleiros da indústria naval brasileira, com engenharia nacional. Há a expectativa também de adoção de uma política de preços justos para os combustíveis, lembrando que o botijão de gás de cozinha já ultrapassa 120 reais, e de interrupção das privatizações.

Com essas sugestões, que estão registradas no plano de governo do presidente Lula, acreditamos que voltaremos a ter a Petrobrás como empresa de energia, integrada, voltada para o povo brasileiro, ao invés de servir aos interesses dos acionistas minoritários e estrangeiros, grandes privilegiados pelo atual governo.

Petro Notícias - SP   09/12/2022

Agora só falta sair do papel. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançou o Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), que soma quase de mil quilômetros e representam investimentos superior a R$ 20 bilhões. A EPE mapeou a construção de cinco novos gasodutos, confirmando a importância geopolítica que esta forma de transporte de combustíveis ganhou nos últimos anos. A ideia é reforçar a malha já existente e interiorizar a infraestrutura do gás, atendendo às necessidades das futuras termelétricas previstas na lei de privatização da Eletrobrás. O projeto prevê a construção de cinco novos gasodutos aos outros 17 projetos indicados pela EPE nos planos anteriores, de 2019 e 2020, e que totalizavam 6.349 km de extensão e investimentos de R$ 61 bilhões. A EPE prevê a contratação compulsória de 8 GW de termelétricas a gás natural, preferencialmente em regiões não atendidas por infraestrutura de gás.

O projeto Gasoduto Barcarena (PA) – Belém (PA) visa a ligar o futuro terminal de gás natural liquefeito (GNL) da New Fortress Energy, de Barcarena, à Belém, capital paraense. São 48,7 km de extensão, entre os municípios de Barcarena, Acará e Belém. A capacidade sugerida é de 4 milhões de m³/dia. O gasoduto seria responsável pelo escoamento de do excedente da capacidade da planta de regaseificação, que está ancorada na demanda da termelétrica Novo Tempo, do consórcio Celba, e no consumo da Alunorte. A capacidade será de 15 milhões de m3/dia e de atender eventuais novas térmicas.

Já no caso do gasoduto Jacutinga (MG) – Uberaba (MG), os custos estão avaliados em R$ 6 bilhões e uma extensão de 320 km, cortando 12 municípios nos estados de Minas Gerais e 16 em São Paulo. Foi dimensionado com uma vazão de 6 milhões de m³/dia, passando por cidades como Franca (SP) e Poços de Caldas (MG). Ele objetiva levar o gás não só para o Triângulo Mineiro, como também pode funcionar como um primeiro passo para a expansão da malha até o Centro-Oeste – viabilizando as termelétricas previstas na região, pela lei de desestatização da Eletrobrás. Uma alternativa ao primeiro trecho do antigo projeto do Brasil Central, – que prevê a conexão de São Carlos (SP) a Uberaba (MG), numa primeira fase, e de Uberaba a Brasília (DF) num segundo trecho. O gasoduto Jacutinga (MG) – Uberaba (MG) seria uma oportunidade de otimizar a utilização do gasoduto Gaspaj (Paulínia-Jacutinga), teria acesso da malha da NTS e do gás boliviano.

O quarto projeto é o Gasoduto Linhares (ES) – Governador Valadares (MG). Estimado em R$ 4,2 bilhões, tem 280 km de extensão e atravessa três municípios do Espírito Santo (Linhares, Colatina e Baixo Guandu) e seis de Minas Gerais (Aimorés, Conselheiro Pena, Galiléia, Itueta, Resplendor e Governador Valadares). Capacidade para 7 milhões de m3/dia. O gasoduto também poderia aumentar a demanda por gás natural ao longo do sistema Gasene. Além disso, poderia crescer para o interior do país a partir dele, conectando o Porto do Açu ao Terminal Cabiúnas (TECAB) da Petrobrás. É estimado em R$ 2 bilhões e 101 km de extensão, com vazão de 10 milhões de m³/dia. O traçado do projeto corta cinco municípios no Rio: São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus e Macaé.

Projeto de R$ 7,3 bilhões, com 294 km de extensão, o Gasoduto Duque de Caxias (RJ) – Taubaté (SP) atravessa dez municípios no Rio de Janeiro (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica, Paracambi, Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa e Resende) e 13 em São Paulo (Bananal, Arapeí, São José do Barreiro, Areais, Silveiras, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Roseira, Pindamonhangaba e Taubaté). A vazão projetada é de 25 milhões de m³/dia. É uma alternativa de ampliação do escoamento do gás do pré-sal, da malha da NTS, para a malha da TBG. A capacidade de transporte de gás natural do estado do Rio de Janeiro até Paulínia (SP), atualmente, está limitada a cerca de 12 milhões m³. A NTS anunciou este ano um plano de negócios de R$ 12 bilhões para realizar este projeto. O Maior projeto da NTS prevê a construção de 300 km de dutos, que permitirão aumentar em 24 milhões de m³/dia a oferta de gás do Rio até São Paulo, sobretudo no centro de consumo de Paulínia (SP). No PIG 2022, a EPE destaca o caráter fundamental das termelétricas, para ancorar os novos projetos de gasodutos propostos.

Valor - SP   09/12/2022

Tolmasquim também questiona revisão da estratégia de ofertas das reservas do pré-sal

Coordenador do grupo técnico de Minas e Energia, Mauricio Tolmasquim -  Foto:José Cruz/Agência Brasil

Coordenador do grupo técnico de Minas e Energia, Mauricio Tolmasquim - Foto:José Cruz/Agência Brasil

Coordenador do grupo técnico de Minas e Energia da transição de governo, Maurício Tolmasquim criticou a proposta da gestão de Jair Bolsonaro de privatizar a estatal Pré-sal Petróleo S.A., a PPSA, e rever a estratégia de oferta das reservas do pré-sal pelo regime de partilha, que contrasta com o modelo convencional de concessão.

Tolmasquim, que é especialista no setor e ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), explicou que o regime de partilha foi criado para que a sociedade brasileira se aproprie da renda do petróleo gerada por grandes reservas, com baixo risco exploratório. “É pegar toda a renda da geração futura e queimar”, disse.

Para Aloizio Mercadante, coordenador dos grupos técnicos da transição de governo, o regime de partilha foi criado para ser o “passaporte para o futuro”, garantindo a renda para as futuras gerações. Ele foi ministro da Casa Civil e das pastas da Educação e da Ciência e Tecnologia nas gestões petistas.
Magda Chambriard, outra integrante da transição de governo, lembrou que, por meio do regime de partilha, a renda do pré-sal é destinada para as áreas de saúde e educação, através do Fundo Social. Ela, que é engenheira química e civil e coordenadora de pesquisa na FGV Energia, já foi diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

No regime de partilha, a Petrobras pode exercer a preferência na operação dos consórcios que vencem os leilões. A União passa a ser “a dona” do óleo extraído, tendo a PPSA como sua representante legal na contratação, responsável pela "partilha" da produção e comercialização do volume extraído no mercado. As petroleiras são remuneradas pelo custo de retirada do óleo em águas profundas. Por outro lado, no regime de concessão, as companhias se apropriam do óleo extraído e geram benefício para o Estado no pagamento de royalties e participação especial a União, Estado e Município.
Durante entrevista a jornalistas, Tolmasquim defendeu que a Petrobras assuma um papel relevante na transição energética. Para ele, isso é “algo inexorável”, que grande parte das companhias do setor aderiram. “Todas passaram a ser empresas de energia, chegaram a mudar de nome”, afirmou.

O ex-presidente da EPE reconheceu que a atividade de exploração e produção de petróleo é a “mais rentável”, mas, disse ele, isso não justifica “colocar todos os recursos” nessa área. “Claro que é [mais rentável], mas a Petrobras não pode colocar todos os ovos na mesma cesta. Tem que se preparar para o futuro”, afirmou.

Segundo Tolmasquim, esta é uma tendência tão forte no setor que muitas instituições não aceitam mais colocar capital em empresas que não têm meta de descarbonização.

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2022

Os preços do petróleo despencaram no mercado internacional. O Brent, referência para a Petrobras, chegou a US$ 110 por barril de 159 litros em 9 de junho. Nesta quinta-feira, fechou em US$ 76. No período, queda de 31%.

Não dá para cravar tendência de baixa porque as variáveis fora de controle são muitas. Ninguém sabe, por exemplo, como serão os desdobramentos da guerra na Ucrânia; se a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep+) vai reduzir a oferta de petróleo; e não se conhece o impacto da imposição do teto de preços da União Europeia sobre o petróleo russo. O consumo na Europa parece controlado, mas a recessão mundial pode reduzi-lo ainda mais. A maioria dos analistas parece apostar ou na baixa ou em que fique em torno do nível atual.

Se os preços mais baixos prevalecerem, o Brasil não terá com isso apenas benefícios. Terá de enfrentar também efeitos ruins.

A Petrobras terá de seguir no mercado interno a baixa externa, sob pena de perder participação no mercado de derivados para os importadores que comprariam o diesel e a gasolina mais baratos lá fora. Preços internos mais baixos ajudarão a reduzir a inflação e os custos de produção e poderá haver alguma sobra de dinheiro para outros consumos.Isso não é tudo. Uma conjuntura de baixa do petróleo tenderá a derrubar os preços das outras commodities, com impacto negativo para a balança comercial do Brasil – que é forte exportador de petróleo e de outras matérias-primas.

O outro impacto negativo acontecerá nas receitas da União. A arrecadação com royalties, participações especiais e com exportação de sua parte nos contratos de partilha deverá cair junto com os preços. As primeiras avaliações são de que, ao longo de 2022, a arrecadação federal poderá perder alguma coisa em torno dos R$ 40 bilhões.

É preciso ver, também, como ficarão as atuais isenções do PIS/Cofins para os combustíveis, que acabam dia 31, e já implicaram neste ano uma renúncia fiscal de R$ 18,4 bilhões até outubro. Como consta no Orçamento da União de 2023, se essa isenção se mantiver, o governo federal deixará de arrecadar R$ 52,9 bilhões no próximo ano.

No mais, falta saber como será a política do governo Lula, que prometeu “abrasileirar” os preços dos combustíveis. Na baixa, todo santo ajuda, e a política de paridade de preços internacionais será menos questionada, porque atuará a favor do consumidor. Mas há questões à espera de decisão. Uma delas depende de como ficam os subsídios ao consumo, num contexto de substituição quase compulsória dos combustíveis fósseis pelos de fonte renovável, que pede políticas de desestímulo desse consumo. O governo Lula vai continuar a favorecer os proprietários de automóvel?

AGRÍCOLA

Agroplanning - SP   09/12/2022

Empresa pretende lançar, na Agrishow 2023, um trator para agricultura familiar, fator que aumentam as expectativas por bons resultados no próximo ano

As vendas de máquinas agrícolas fecham o ano de 2022 com a sexta alta consecutiva, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), com um total de faturamento de R$ 92 bilhões para este ano. Para a entidade, o segmento se expande desde 2016, com altas excepcionais observadas entre os anos de 2020 e 2022.

Na avaliação da entidade, mesmo com a pandemia, que prejudicou a logística global dos fornecedores, 2022 foi um ano satisfatório com alta de 20% sobre o ano passado. Em razão dessa desorganização das entregas, o mercado deixou de crescer na velocidade que vinha apresentando. Para 2023, a demanda deve seguir estável, com margens menores, mas com boas perspectivas.

A previsão, para a indústria nacional do setor, é crescer entre 10% a 15%. A porcentagem está dentro da margem esperada pela Agritech – pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas de tratores, microtratores e implementos agrícolas voltados para a agricultura familiar.

“Nossos parâmetros de crescimento estão dentro das expectativas nacionais. A Agritech tem a pretensão de crescer até 15% no ano que vem”, afirma o Coordenador de Vendas/Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira (foto). Para ele, o carro-chefe na liderança de vendas irá continuar com o modelo da série 1155, que atende a variadas culturas.

Lançamento, consórcio e financiamento Agritech devem impulsionar segmento – Ainda de acordo com o Coordenador, o lançamento de um trator previsto para a Agrishow 2023 deve impulsionar ainda mais o crescimento das vendas.

Além disso, Oliveira acredita que o consórcio também deve aquecer o setor. Ele diz que o número de novos consorciados, em todos os segmentos, cresceu 326,5% no acumulado dos cinco últimos anos. “Diante disso, a Agritech tem investido esforços de ofertas para aquisição dos equipamentos por meio de consórcio e, também, por meio da longa e consolidada parceria com o banco de fábricas da empresa, o DLL”, aponta.

Os tratores da Agritech são equipados com motores ultramodernos que atendem às exigências das normas internacionais de emissões de poluente e baixo ruído, de acordo com o programa MAR-1 (Máquinas Agrícolas e Rodoviárias – Fase 1).

A empresa possui uma linha completa de tratores e microtratores entre 14CV e 82CV voltada para o produtor rural, que pode ser utilizada nas mais variadas culturas, entre elas, a fruticultura, citricultura, cafeicultura, cultura de grãos e cereais, entre outros.


A Agritech Lavrale – Divisão Agritech é pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas de tratores, microtratores e implementos agrícolas voltadas para a agricultura familiar. No final de 2014, a empresa atingiu a marca de 100 mil tratores produzidos pela sua fábrica, em Indaiatuba (SP). A Agritech faz parte do Grupo Stédile e surgiu com a cisão da Yanmar do Brasil. O Grupo Stédile, de Caxias do Sul (RS), é um dos mais respeitados conglomerados industriais do Brasil e engloba a empresa Agrale S.A.

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