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09 de Março de 2023

SIDERURGIA

Valor Investe - SP   09/03/2023

Lucro da companhia em 2022 foi de R$ 2,2 bilhões, queda de 84% em relação a 2021

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou lucro líquido de R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2022, em queda de 81% em relação ao lucro líquido de R$ 1,06 bilhão do quarto trimestre de 2021. No ano passado, o lucro líquido da companhia foi de R$ 2,2 bilhões, queda de 84% em relação ao ano anterior, quando a CSN alcançou recorde de rentabilidade e fez a oferta pública inicial (IPOm a sigla em inglês) da CSN Mineração.

De acordo com as demonstrações de resultados divulgadas na noite da quarta-feira (8), a receita líquida no quarto trimestre de 2022 foi de R$ 11,1 bilhões, em alta de 7% sobre a receita de R$ 10,3 bilhões de um ano antes.

O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa no quarto trimestre de 2022 ficou em R$ 3,12 bilhões, , em queda de 16% ante o resultado de R$ 3,72 bilhões no mesmo período do ano anterior.

No material de demonstração financeira, a companhia alega que, mesmo com um custo de produção menor, "o resultado da siderurgia no trimestre foi impactado por um ritmo comercial e por uma dinâmica de preços arrefecidos no final do ano."

No ano, o Ebitda ajustado da siderúrgica totalizou R$ 13,81 bilhões, queda de 37% sobre o mesmo indicador no ano de 2021 (R$ 22 bilhões). A alavancagem da empresa medida pela dívida líquida sobre o Ebitda ajustado encerrou o ano de 2022 em 2,21 vezes.

Portal Fator Brasil - RJ   09/03/2023

Produtora de aço possui meta de 25% de mulheres em cargos de liderança até 2030.

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a ArcelorMittal reitera a meta global anunciada de ter ao menos 25% de mulheres em posição de liderança até 2030. O desafio está colocado para todas as áreas da empresa. Atualmente, dos cerca de 14 mil empregados da ArcelorMittal no Brasil, 17% de mulheres ocupam cargos de liderança no segmento de aços longos. No segmento de aços planos, esse número está em 16%. Na área corporativa, o número de mulheres líderes sobe para 36%.

O estabelecimento da meta é um marco na história da empresa. —Precisamos de mais mulheres em posições de liderança na nossa empresa para termos novas perspectivas, outros olhares na tomada de decisão e gerar resultados sob novas visões. Queremos que a transformação que nos propusemos a fazer no ambiente organizacional tenha reflexo positivo na sociedade— afirma Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil.

As mulheres já são a maioria da sociedade brasileira, das universidades e estão aumentando a representatividade nos cursos de engenharia. Essa mudança também deve acontecer na ArcelorMittal, elevando a participação em todos os cargos e segmentos de negócio. —Celebramos um grande avanço na ArcelorMittal e temos muitos desafios pela frente. Acreditamos na diversidade como um fator essencial para a construção de uma sociedade mais justa. Nos comprometemos a criar condições para que elas se desenvolvam, se sintam acolhidas e prosperem dentro da empresa. A evolução no universo do trabalho passa por construções plurais e diversas— complementa Sofia Trombetta Camisasca, siretora de Pessoas, Saúde e Bem-estar da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e sponsor global do Conselho do Programa de Diversidade & Inclusão do grupo ArcelorMittal.

Meta — É um desdobramento do Programa de Diversidade & Inclusão da empresa, lançado em 2019 com foco em quatro dimensões da diversidade: Equidade de Gênero, Diversidade Racial, Pessoa com Deficiência e LGBTI+. Nos últimos anos, no âmbito do Programa, a empresa realizou treinamentos e fez uma série de campanhas de comunicação e sensibilização dos empregados a fim de construir um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo, onde o respeito prevaleça.

Em 2020, a empresa aderiu a quatro importantes compromissos externos: ONU Mulheres, Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, Rede Empresarial de Inclusão Social e Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero. O programa de Diversidade & Inclusão conta com o apoio da consultoria da Mais Diversidade. Ao todo, 80 empregados(as) atuam ativamente como embaixadores(as), dedicando tempo e promovendo iniciativas que contribuam para a transformação cultural que a empresa vem buscando.

Formação de meninas - Paralelamente à meta de contratação de mulheres, a Fundação ArcelorMittal lançou o programa STEAM Girls, voltado para a formação de meninas para as áreas da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. A iniciativa, que integra a Liga STEAM – estratégia da empresa para a educação brasileira, realizou uma série de encontros inspiradores com meninas e profissionais das áreas científicas. Em 2022, uma carreta itinerante com programação diversificada visitou municípios de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Para 2023 haverá a divulgação da Websérie “Fábrica Fantástica”, o Documentário “Meninas Exatas” e a distribuição do livro “Meninas Exatas”, que aborda personagens históricos. Além disso, será realizado em Piracicaba um projeto de E-Sports STEAM Girls, voltado para a formação de meninas na área de tecnologia e programação.

Mais mulheres na indústria — Dentro da programação do Dia Internacional da Mulher, a ArcelorMittal realizará um evento com transmissão ao vivo para todas as suas unidades, com o objetivo de discutir os desafios que as mulheres ainda encontram no contexto organizacional e de que forma a empresa, a partir de suas iniciativas e metas de gênero, está agindo para criar ambientes cada vez mais diversos. Também será apresentado um case de sucesso da unidade de Sabará, que no atual processo de contratação de mão de obra para atuar na expansão da planta, tem como meta preencher 50% das vagas abertas por mulheres em cargos operacionais. Outras ações comemorativas incluem a realização de dinâmicas, rodas de conversa, distribuição de conteúdos e dicas culturais e a realização de quizzes com sorteio de livros sobre Equidade de Gênero.

Diário do Aço - MG   09/03/2023

A Usiminas, avançando em seu programa de integridade e diversidade, realizou a formatura de dez maquinistas na Usina de Ipatinga. Depois da fase de treinamento, que durou quase um ano e meio, as dez profissionais, as primeiras mulheres da empresa a atuarem nessa função, foram contratadas para trabalhar na operação das locomotivas da unidade, informou a empresa nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher.

Para a estudante de administração, Nádia Soares, de 20 anos, atuar na área ferroviária é uma conquista importante, já que desde pequena admirava os trens que passavam nos trilhos em frente à sua casa. “Minha mãe sempre me contava histórias relacionadas ao trabalho ferroviário, mas nunca imaginei que um dia eu seria maquinista”, conta emocionada. Outro ponto que Nádia destaca é que hoje realiza um trabalho importante para o processo do aço e que até então era uma função direcionada para o público masculino.

Outra maquinista que está comemorando a formatura é Dayana Gomes, de 22 anos, que atuava há dois anos em outra área operacional da companhia, porém, como aprendiz de Caldeireira. Dayana conta que sempre foi bem acolhida nas áreas operacionais, além de ter facilidade para atuar nesse segmento. Prova disso é que cursa Engenharia de Produção e é formada em Técnico de Logística, pelo Senac. “Sempre me desafiei na vida pessoal e na profissional não seria diferente. Redescobrir novas áreas e avançar num ambiente até então masculino foi transformador. E diferentemente do que muitos pensam fui recebida de braços abertos pelos meus colegas de operação”, destaca Dayana.

Segundo o gerente de Transportes, Leonardo Aires, essa formatura comprova todo o comprometimento da Usiminas para avançar no Programa de Desenvolvimento e Inclusão e oferecer oportunidades para que todos e todas possam atuar nas diversas áreas da companhia. “Na companhia, acreditamos que todos os trabalhos podem ser realizados tanto por homens quanto por mulheres. A Usiminas busca a cada dia se tornar mais diversa e inclusiva. Na prática, isso quer dizer que queremos ser uma empresa em que todos possam ser quem realmente são e onde o respeito é inegociável”, afirma Aires.

Monitor Digital - RJ   09/03/2023

Em janeiro de 2019, a Comissão Europeia impôs medida de salvaguarda sobre determinados produtos siderúrgicos que teria vigência até 30 de junho de 2024. O objetivo da investigação, que levou à imposição da medida de defesa comercial, foi verificar se os volumes de aço que eram destinados para os Estados Unidos estavam sendo desviados para o mercado europeu.

Isto porque em março de 2018, o ex-presidente Trump acionou a Seção 232 do Trade Expansion Act of 1962, que permite a imposição de restrições às importações que podem ameaçar a segurança nacional, e tarifas adicionais foram impostas sobre as importações de aço pelos Estados Unidos.

A Comissão concluiu que, de fato, houve um aumento das importações de produtos de aço na União Europeia. Tal aumento foi causado porque os volumes de produção, sobretudo na China, mas também em outros países, não teriam diminuído após a medida imposta pelos Estados Unidos, levando ao redirecionamento das exportações de aço para o mercado europeu e causando dano à indústria siderúrgica europeia.

Em resposta a esse dano, foram estabelecidas medidas de salvaguarda na forma de quotas tarifárias e uma tarifa adicional de 25% aplicável aos volumes extra quota.
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Considerando que o Brasil detém o status de país em desenvolvimento perante a Organização Mundial do Comércio (OMC), o país não se submete às medidas de salvaguarda quando seu volume importado não ultrapassar 3% do total. Nesse cenário, foi definido que o Brasil estaria sujeito às medidas de salvaguarda somente em relação a chapas e tiras laminadas a quente sem liga e outras ligas, chapas laminadas a frio sem liga e outras ligas, produtos de estanho, chapas-quarto sem liga e outras ligas, chapas e tiras inoxidáveis laminadas a quente e ângulos, formas e seções de ferro ou aço sem liga.

As quotas de importação foram estabelecidas pela Comissão a partir do volume exportado pelos países nos três anos anteriores. Assim, foram estabelecidas quotas específicas para países cujos volumes exportados foram relevantes e quotas gerais, aplicáveis de forma coletiva pelo bloco.

O Brasil está atualmente sujeito a quotas específicas em relação às exportações de apenas três categorias de produtos, devido ao volume expressivo importado. Nas demais, as importações de produtos do Brasil enquadram-se nas quotas gerais.

Decorridos alguns anos da aplicação da medida, em dezembro de 2022 a Comissão Europeia iniciou a revisão da medida de salvaguarda com o propósito de abreviar a sua vigência para 30 de junho de 2023, ou seja, um ano antes do período original.

São objeto da revisão 26 categorias de produtos de aço, cujos códigos tarifários podem ser consultados no Anexo I do Regulamento 2019/159, que determinou a aplicação da medida salvaguarda em 2019. Os produtos abrangidos são utilizados na indústria hospitalar, farmacêutica, química, alimentícia, construção civil e automobilística, ainda sendo aplicados na agropecuária, eletrificação, cabos, barras para construção mecânica, molas, hastes de amortecedores e na condução de fluidos como água, óleo, vapor, sistemas de irrigação, poços artesianos, etc.

No procedimento de revisão, a Comissão também pretende revisar as quotas específicas estabelecidas, inclusive para o Brasil, uma vez que os volumes de importação desse país em 2021 não foram expressivos.

A Comissão Europeia informou que pretende concluir sua análise até 30 de junho de 2023. Em caso positivo, o encerramento das medidas passará pela aprovação dos membros.

ECONOMIA

Infomoney - SP   09/03/2023

O déficit comercial dos Estados Unidos subiu 1,6%, de US$ 67,2 bilhões em dezembro para US$ 68,3 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Bureau of Economic Analysis.

A exportações avançaram 3,4%, para US$ 257,5 bilhões no primeiro mês de 2023, enquanto as importações cresceram 3,%, para US$ 325,8 bilhões.

O aumento do déficit global em janeiro uma queda no saldo negativo de bens, de US$ 600 milhões, para um total de US$ 90,1 bilhões, e uma queda no superávit de serviços equivalente a US$ 1,7 bilhão, para US$ 21,8 bilhões.

Na comparação anual, o déficit de bens e serviços reduziu em US$ 19,2 bilhões (21,9%) em relação a janeiro de 2022. As exportações aumentaram US$ 30,2 bilhões (+13,3%) e as importações cresceram US$ 11,0 bilhões (+3,5%).

Em janeiro, os EUA tiveram superávit com a América do Sul e Central (de US$ 4,8 bilhões), Holanda (US$ 3,2 bilhões), Reino Unido (US$ 2,7 bilhões), Bélgica (US$ 1,8 bilhão), Austrália (US$ 1,5 bilhão), Hong Kong (US$ 1,5 bilhão), Brasil (US$ 600 milhões) e Cingapura (US$ 400 milhões).

Foram registrados déficits com a China (US$ 21,9 bilhões), União Europeia (US$ 18,5 bilhões), México (US$ 12,2 bilhões), Vietnã (US$ 8 bilhões), Alemanha (US$ 7,2 bilhões), Japão (US$ 5,6 bilhões), Canadá (US$ 5,4 bilhões), Irlanda (US$ 4,6 bilhões) , Índia (US$ 4,5 bilhões), Coreia do Sul (US$ 3,7 bilhões), Itália (US$ 3,6 bilhões), Taiwan (US$ $ 3,5 bilhões), Malásia (US$ 2,8 bilhões), Suíça (US$ 1,4 bilhão), França (US $ 1,1 bilhão), Israel (US 600 milhões) e Arábia Saudita (US$ 200 milhões).

IstoÉ Online - SP   09/03/2023

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de março segue em 0,90%, de acordo com o coordenador do indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti. Na manhã desta quarta-feira, 8, a FGV divulgou que o IPC-S acelerou a 0,48% na primeira quadrissemana do mês, após encerrar fevereiro em 0,34%.

Na avaliação de Picchetti, os principais vetores para o avanço do índice em março devem ser os grupos Alimentação e Transportes, este último sob impacto da reoneração dos combustíveis, especialmente a gasolina. Nesta leitura do IPC-S, tanto Alimentação (-0,03% para 0,21%) quanto Transportes (0,43% para 0,92%) já avançaram na comparação com o encerramento de fevereiro. Para a gasolina, a alta registrada foi de 1,60%, após queda de 0,26% em fevereiro.

“Na ponta, a gasolina já está subindo cerca de 7% e o etanol 3%, o que indica que devemos continuar tendo altas nesses itens nas próximas semanas”, observa Picchetti. “O impacto da reonoeração dos combustíveis para o IPC-S, porém, deve ficar restrito a março. É um novo patamar de preços, mais alto, mas em termos de variação de inflação, depois de março, não há impacto”, acrescenta o coordenador.

Ele ressalta, contudo, que esse cenário leva em conta apenas as informações disponíveis até o momento, e que eventuais mudanças na política de preços da Petrobras trazem incerteza às projeções do IPC-S.

Em relação aos alimentos, Picchetti atribui a perspectiva de avanço a dois fatores: uma acomodação de preços após quedas consecutivas registradas desde o fim de 2022 e questões climáticas, especialmente o período de seca na região Sul, trazendo impacto para produção de alimentos in natura.

Por outro lado, passagem aérea (-4,24% para -5,50%), além de ter sido o principal vetor negativo para o IPC-S desta leitura, deve conter um avanço mais significativo do indicador em março, na avaliação de Picchetti. “Na ponta, já observamos queda de cerca de 9% no item”, afirma o coordenador.

Nos cálculos de Picchetti, a difusão do IPC-S, que mede o porcentual de itens que apresentaram aumento de preços no período, avançou de 59,68% para 63,23% entre o encerramento de fevereiro e a primeira quadrissemana de março.

Infomoney - SP   09/03/2023

O faturamento real da indústria de transformação recuou pelo quinto mês consecutivo em janeiro, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês, a queda foi de 0,9% ante dezembro, considerando os dados com ajuste sazonal, o que, segundo a CNI, está alinhada “ao período de maior incerteza que marcou os últimos meses de 2022”.

Por outro lado, houve crescimento em janeiro na margem nos indicadores de horas trabalhadas na produção (0,5%), emprego (0,5%) e massa salarial real (1,5%).

Já o rendimento médio real dos trabalhadores caiu 0,3% no período. Em relação à Utilização da Capacidade Instalada, houve estabilidade em 79,7% entre janeiro e dezembro, considerando os dados dessazonalizados.

Na comparação com janeiro de 2022, o quadro é similar – queda no faturamento e crescimento nos indicadores relativos a emprego e renda.

O faturamento real caiu 1,1% ante o mesmo mês do ano passado, enquanto as horas trabalhadas na produção avançaram 3,2% e o emprego teve alta de 1,0%. Em relação à massa salarial, o aumento foi de 7,8% e o rendimento médio real teve elevação de 6,6%.

“Ao mesmo tempo que os indicadores associados ao mercado de trabalho seguem em alta, o faturamento apresenta uma queda disseminada entre os setores da indústria de transformação. Isso reflete, nos bens de capital, por exemplo, um contexto de cautela na aquisição de bens de capital associado ao início do novo ciclo político”, avalia a CNI, em nota.

O Estado de S.Paulo - SP   09/03/2023

A persistência da inflação continua a assombrar o mundo. Em sabatina no Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos nesta semana, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, reiterou o compromisso de conter a inflação e trazê-la de volta à meta de 2%. Segundo ele, o ritmo de aumento dos juros da economia norte-americana poderá ser intensificado caso a “totalidade dos dados” justifique tal decisão.

“A restauração da estabilidade de preços provavelmente exigirá que mantenhamos uma postura restritiva da política monetária por algum tempo”, disse Powell. Seu recado foi compreendido pelos investidores, que se anteciparam à divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho e a inflação e ajustaram suas expectativas a um discurso mais austero.

Até então, o mercado acreditava em um aumento da ordem de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Fed. Depois da sabatina, a maioria passou a esperar uma alta de 0,50 ponto porcentual. Assim, as estimativas sobre a taxa de juros ao fim do ciclo de aperto monetário subiram para um patamar entre 5,50% e 5,75%, e já há instituições projetando o pico dos juros em 6%.

Além da inflação, vários indicadores recentes, como os de produção e serviços, têm apontado para uma reversão na tendência de esfriamento da economia dos EUA – observada até o fim do ano passado. O comportamento do mercado de trabalho foi um dos que mais causaram surpresas em janeiro, com mais de 517 mil vagas criadas e uma taxa de desemprego de 3,4%, menor nível dos últimos 53 anos.

O discurso de Powell trouxe mais incertezas sobre a economia mundial, bem como novos desafios ao trabalho do Banco Central (BC) brasileiro. Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), quando os juros foram mantidos em 13,75% ao ano, o BC já havia destacado que a alta dos juros nos países avançados demandaria mais cautela dos países emergentes na condução de suas políticas econômicas.

Se, de um lado, o BC tem sido pressionado pelo governo a reduzir a Selic e evitar uma recessão, de outro, a inflação continua a demonstrar resiliência. A queda do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre, aliada à inadimplência das pessoas físicas e às dificuldades financeiras de empresas, deu força aos que defendem mais flexibilidade na condução da política monetária, mas as avaliações sobre a necessidade de maior comedimento por parte do governo na política fiscal ainda são predominantes.

A esse cenário se soma agora a perspectiva de um aumento mais intenso da taxa de juros norte-americana, movimento que deve fortalecer o dólar perante outras moedas. Internamente, isso pode trazer novos elementos a serem considerados pelo BC, haja vista que a desvalorização do real tende a trazer ainda mais pressão sobre a inflação. Além disso, investidores estrangeiros em busca de maiores retornos financeiros podem migrar do País para outros mercados. Tudo isso reforça a necessidade de um arcabouço fiscal crível, melhor forma de ancorar as expectativas e facilitar a difícil tarefa do BC.

O Estado de S.Paulo - SP   09/03/2023

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, precisa surpreender na apresentação do novo arcabouço fiscal se quiser ter algum ganho a valor presente com o impacto da apresentação da nova regra de controle das contas públicas.

Ganho, nesse caso específico, está relacionado a um sinal firme do projeto da nova regra fiscal capaz de abrir caminho para o início da queda da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75% ao ano.

A próxima reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central está marcada para os dias 21 e 22 deste mês.

Haddad antecipou a apresentação da nova regra para antes da reunião do Copom para, justamente, poder influenciar na decisão do BC.

A promessa do ministro da Fazenda animou o mercado financeiro após todo o estresse provocado pela pressão generalizada no governo e do PT contra os juros elevados praticados pelo Banco Central num cenário de retração do crédito, que ameaça esfriar ainda mais a atividade econômica.

Os sinais de uma crise de crédito a caminho têm reforçado a posição do governo de que o BC precisa começar a antecipar o início do corte de juros. Razão principal da artilharia do governo sobre o presidente do BC, Roberto Campos Neto. O próprio presidente Lula alertou que o Brasil pode sofrer uma crise de crédito “logo, logo” se os juros não forem reduzidos pelo BC.

Mas o BC continua enxergando risco fiscal para controle da inflação. A preservação da arrecadação de R$ 29 bilhões com a reoneração da gasolina e do etanol, prevista no pacote de ajuste fiscal anunciado por Haddad em janeiro, garantiu uma vitória momentânea para a equipe econômica diante da tentativa de integrantes do PT de atrapalhar os seus planos de reverter o déficit das contas públicas.

Esse grupo não quer uma retomada do superávit tão cedo, em 2024, como acenou Haddad. Para ganhar credibilidade para a aprovação do arcabouço fiscal, Haddad não pode ficar tomando bola nas costas de aliados a todo tempo.

Se o ministro perguntasse o que seria essa surpresa, a receita é uma trajetória para as contas públicas que sinalize pelo menos um déficit de 1% em 2023; de 0% a superávit de 1% em 2024; e de um superávit entre 1% e 2% em 2025. Não é tarefa fácil. Toda a atenção está voltada nos próximos dias ao que Haddad vai conseguir entregar.

Monitor Digital - RJ   09/03/2023

Com as exportações batendo um novo recorde e o comércio exterior total mantendo-se geralmente estável, o mercado de comércio exterior da China teve um início estável, apesar da alta inflação persistente e do enfraquecimento do crescimento econômico e comercial global.

Dados da Administração Geral das Alfândegas (AGA) mostraram na terça-feira que as exportações de bens da China aumentaram 0,9% ano a ano durante os primeiros dois meses, para 3,5 trilhões de yuans (US$ 506,10 bilhões).

O comércio exterior de bens da China caiu 0,8% em termos anuais, para 6,18 trilhões de yuans no período. As importações de bens ficaram em 2,68 trilhões de yuans no mesmo intervalo, uma queda de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
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O superávit comercial do país atingiu 810,32 bilhões de yuans no período, saltando 16,2% ano a ano, mostraram os dados.

O comércio exterior da China enfrentou desafios de múltiplos fatores, como o enfraquecimento da demanda externa e a alta base do ano passado e continuou a apoiar o crescimento econômico do país, disse Lyu Daliang, funcionário da AGA.

No período de janeiro a fevereiro, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) permaneceu como o maior parceiro comercial da China. O comércio da China com os países da ASEAN aumentou anualmente 9,6% para 951,93 bilhões de yuans, representando 15,4% do total do país.

O comércio da China com os países ao longo do Cinturão e Rota subiu 10,1% em termos anuais, para 2,12 trilhões de yuans, impulsionando o crescimento geral de suas importações e exportações em 3,1 pontos percentuais nos primeiros dois meses.

O comércio do país com outros membros da Parceria Econômica Abrangente Regional cresceu 3,1% durante o mesmo período.

As empresas privadas fizeram contribuições positivas para estabilizar a escala e otimizar a estrutura do comércio exterior da China. Em janeiro e fevereiro, as importações e exportações dessas empresas subiram 5,3% em termos anuais, para 3,16 trilhões de yuans, representando 51,2% do total do país.

Nos dois primeiros meses, as importações e exportações das regiões no centro e oeste da China subiram 12,1% ano a ano, representando 19,2% do total do país, mostraram os dados.

As exportações de automóveis nessas regiões dobraram ano a ano no período, e a expansão das exportações de telefones celulares e produtos agrícolas excedeu 20%.

A China se comprometeu a adotar um pacote de medidas para estabilizar o comércio exterior, incluindo ajudar as empresas de comércio exterior a receber pedidos e manter a produção, acelerar o desenvolvimento de novas formas e novos modelos de comércio exterior, dar pleno desempenho ao papel do comércio eletrônico transfronteiriço e apoiar o estabelecimento de vários centros de distribuição no exterior.

Também prometeu aumentar ativamente as importações de produtos e serviços de qualidade e explorar novas maneiras para desenvolver o comércio de serviços e o comércio digital.

Desde o início de fevereiro, o comércio exterior da China registrou melhorias gerais, disse Lyu, enfatizando o crescimento significativo no final de fevereiro. Espera-se que o impulso positivo continue, de acordo com indicadores relativos, acrescentou Lyu. Fim

O Estado de S.Paulo - SP   09/03/2023

O secretário extraordinário para a reforma tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou nesta quarta-feira, 8, que a aprovação de uma proposta de reforma pelo Congresso tem o potencial de aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) em 12% em 15 anos, em um cenário conservador.

A declaração foi feita em audiência pública no grupo de trabalho da reforma na Câmara. Segundo Appy, no cenário mais otimista, esse crescimento pode chegar a 20%.

“A reforma tributária gerará crescimento adicional de 12% ou mais em 15 anos. Hoje, isso representaria R$ 1,2 trilhão a mais no PIB de 2023. Ou seja, se a reforma tivesse sido aprovada há 15 anos, cada brasileiro teria hoje mais R$ 460 por mês de renda”, disse.

Appy também declarou que o efeito da reforma tributária sobre finanças de Estados e municípios é muito diluído ao longo do tempo e que eles terão autonomia para fixar sua alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). “A alíquota do IVA dos entes federativos pode ser maior ou menor que a alíquota de referência. Os entes teriam de aprovar nas assembleias aumento ou diminuição da alíquota do IVA”, disse.

Convergências maiores que divergências

O secretário também afirmou que as convergências entre as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 45 e 110 são muito maiores que as divergências. Segundo ele, a maior diferença é que a PEC 45 prevê a criação de um tributo que reúne cinco impostos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) e a 110 determina a criação de um IVA dual. De acordo com ele, as duas mantêm os benefícios para a Zona Franca de Manaus e o Simples Nacional.

“Para os contribuintes, é melhor que seja um único imposto, mas o grupo de trabalho vai decidir. Todos os países que têm IVA adotam tributação no destino do produto. As duas PECs têm travas que impedem aumento da carga tributária e tratam de casos em que se justifica tratamento diferenciado a setores”, disse.

Segundo Appy, o ideal é que a alíquota única do imposto sobre consumo tenha o mínimo possível de exceções. Além disso, ele declarou que, quanto mais exceções na reforma tributária, maior será a alíquota de referência do IVA.

“A alíquota do IVA seria calibrada para manter a arrecadação atual. Também está previsto um sistema de cashback para pessoas de baixa renda traz progressividade na reforma. As famílias ricas consomem mais produtos da cesta básica que famílias pobres. A desoneração da cesta básica dá mais benefícios a famílias ricas. O Rio Grande do Sul tem modelo colocado em prática de cashback de imposto a famílias de baixa renda”, disse.

Globo Online - RJ   09/03/2023

A declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, de que a instituição poderá elevar os juros em um ritmo maior que o previsto fez analistas revisarem suas estimativas para a taxa no ano.

O CME Group prevê que a taxa possa alcança o intervalo de 5,5% a 5,75% ao ano em 2023. Hoje, o juro americano está num intervalo de 4,5% a 4,75% - nos EUA é usada uma banda para a taxa de juros.

- Os últimos dados econômicos vieram mais fortes do que o esperado, o que sugere que o nível das taxas de juros deverá ser mais alta que o previamente antecipado - disse o presidente do Fed em audiência no Senado.

Powell se referia principalmente à inflação e ao mercado de trabalho americanos. O índice de preços fechou janeiro em 6,4% no acumulado em 12 meses. E a taxa de desemprego ficou em 3,4% no mês, nível mais baixo desde 1969.

No ano passado, quando a economia dos EUA apresentava forte recuperação no pós-pandemia, o Fed iniciou a trajetória de alta dos juros. Após quatro aumentos seguidos de 0,75 ponto perentual, o BC americano desacelerou a alta para 0,5 pp, na reunião de novembro, e para 0,25 pp no encontro de fevereiro de 2023.

Após essa sequência de altas, boa parte dos analistas esperavam que, na reunião do fim de março, houvesse um novo aumento da mesma magnitude do último ajuste. Agora, já veem chance de essa alta ser maior.

A média da taxa de juros para este ano divulgada pelo Fed em dezembro era de 5,1%. Mas o próprio Powell indicou que deve ficar acima desse patamar.

Ele volta ao Senado nesta quarta-feira, desta vez para uma audiência no Comitê de Finanças.

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   09/03/2023

O minério de ferro ampliou os ganhos na bolsa de Dalian nesta quarta-feira, com os agentes de mercado apostando na perspectiva de aumento da demanda de aço desde que a China entrou no pico de sua temporada de construção.

O contrato de minério de referência em Cingapura, no entanto, sentiu uma leve pressão de baixa depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, indicou que o banco central dos EUA poderia aumentar as taxas de juros em ritmo mais rápido.

O contrato futuro de minério de ferro para maio mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) da China encerrou as negociações diurnas com alta de 0,83%, a 912 iuanes (130,95 dólares) a tonelada, depois de ter subido 1,34% na terça-feira.

“Tanto a oferta quanto a demanda [por produtos de aço] continuam a se recuperar”, disseram analistas do Haitong Futures em nota.

Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência em abril era negociado a 126,8 dólares a tonelada, queda de 0,13%.

“Comentários ‘hawkish’ de bancos centrais pesaram sobre o sentimento nos mercados. O tom de risco subsequente fez com que as commodities ficassem sob pressão”, disseram analistas do banco ANZ em nota.

A China importou 194 milhões de toneladas de minério de ferro nos primeiros dois meses de 2023, um aumento de 7,3% em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários na terça-feira, e o maior volume de todos os dois meses combinados, segundo cálculos da Reuters.

“O aumento significativo das exportações [de aço] aliviaram, em certa medida, a pressão de oferta no mercado interno. Além disso, elevou a confiança das usinas em manter seus preços firmes”, disseram analistas da Everbright Futures em nota.

Valor - SP   09/03/2023

João Fukunaga, novo presidente da Previ, será indicado para o colegiado da mineradora

Com Fukunaga, atual presidente da Previ, e Daniel Stieler, fundo de pensão volta a ganhar poder no conselho da Vale — Foto: Reprodução

A Vale vai promover mudanças na composição do conselho de administração da companhia na Assembleia Geral Ordinária (AGO) prevista para 28 de abril e deve trocar boa parte do colegiado atual. O conselho da mineradora tem 13 integrantes, dos quais 12 são eleitos pelos investidores e um pelos empregados. Ontem, nos bastidores, havia expectativa de que até seis dos atuais conselheiros - sem considerar a vaga do funcionário - fossem substituídos na lista a ser apresentada pela empresa para avaliação dos investidores na assembleia de abril. A divulgação dos nomes que formam a chapa é esperada para os próximos dias, apurou o Valor.

A mexida no colegiado da Vale, responsável por definir os rumos da companhia a curto, médio e longo prazos, surpreende por várias razões. Uma delas é o tamanho das mudanças, que pode atingir até metade do conselho. Até pouco tempo o discurso de fontes próximas à companhia era de que o conselho da Vale era relativamente harmônico e havia expectativa de que se chegasse até a AGO sem maiores sobressaltos.

Nos últimos dias, porém, surgiram informações sobre supostas divergências entre representantes de acionistas de referência da mineradora e conselheiros independentes, todos eles eleitos na assembleia de 2021. Entre os conselheiros independentes, há quem tivesse visão mais crítica de como o colegiado opera, o que motivou alguns “ruídos” com os acionistas de referência da empresa: Previ, Bradespar e Mitsui. Esses grupos atuam no conselho de forma articulada. Essa foi uma realidade por décadas, enquanto a Vale se manteve como uma empresa de controle acionário definido, e continuou a ser depois que a companhia se transformou em uma “corporation”, de capital pulverizado, no fim de 2017.

Postura crítica de independentes causou “ruídos” com acionistas de referência: Previ, Bradespar e Mitsui

A crítica sempre foi que o conselho da Vale, na época de controle acionário definido, atuava como um “clube de amigos”, em que não se questionava o presidente-executivo. Era um ambiente de pouco debate, quase um conselho carimbador. A empresa tornou-se “corporation” e, em 2021, houve uma assembleia conturbada quando a Vale indicou uma chapa considerada “ideal” e, na última hora, apareceram candidatos independentes correndo por fora, entre eles Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e Mauro Cunha, ex-presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Ambos são conselheiros “críticos” em muitos temas, sem alinhamento automático aos acionistas de referência da Vale.

O Valor apurou que Cunha não será reconduzido. Castello Branco, por sua vez, decidiu não concorrer à reeleição do colegiado da Vale. Há outras mudanças relevantes previstas no conselho. A Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, vai indicar o novo presidente, o sindicalista João Fukunaga, que tomou posse na fundação há poucos dias. Ele será acompanhado pelo ex-presidente da Previ Daniel Stieler, que deve ser reconduzido para mais um mandato, desta vez na condição de presidente (“chairman”).

Dessa forma a Previ volta a aumentar o seu poder no colegiado. Desde a privatização da Vale em 1997, o fundo de pensão do BB comandou o conselho da mineradora até 2021, quando José Luciano Penido, um conselheiro independente, assumiu a função de “chairman”. Agora Penido também deve ser reconduzido para mais um mandato e pode se tornar um conselheiro independente líder (LID), dando suporte ao presidente do conselho.

Não está claro ainda o que motivou a Previ a retomar a presidência do conselho depois do movimento feito em 2021 para que um independente assumisse a função. A Previ ainda detém mais de 10% do capital da Vale depois de ter se desfeito, em bolsa, de posições nos últimos anos. O chairman tem o poder de determinar temas em pauta e o andamento dos trabalhos, entre outras funções. Fontes a par da discussão dizem que, com as mudanças, buscou-se formar uma chapa qualificada a partir de uma análise de competências dos candidatos. E foi nesse processo que se cristalizaram as mudanças.

Pessoas que participam do processo atribuem as críticas a conselheiros que não serão reconduzidos. Mas há também quem afirme que, apesar de o conselho da Vale ter amadurecido nos últimos anos, sobretudo depois da tragédia de Brumadinho em 2019, na qual morreram 270 pessoas, ainda há aspectos a aprimorar. Falta, por exemplo, fechar um acordo global com autoridades federais, Minas Gerais e Espírito Santo sobre outra tragédia mais antiga, a de Mariana (MG), em 2015, que provocou um dos maiores desastres ambientais do país. Será preciso também seguir buscando eficiência na alocação de capital, olhar para a política de dividendos e otimizar custos. A Vale tem problemas para aumentar a produção e enfrenta desafios no licenciamento ambiental de novas minas. Tudo isso precisará ser tratado pelo novo conselho em parceria com a diretoria-excutiva sob o comando de Eduardo Bartolomeo, o CEO da Vale.

Ainda segundo as mudanças previstas no conselho, a japonesa Mitsui deve perder um assento, na vaga ocupada por Eduardo de Oliveira Rodrigues Filho, que não será reconduzido. O outro assento da Mitsui terá o atual representante, Ken Yasuhara, trocado por outro executivo japonês. Também deixam o colegiado Murilo Passos e Roger Downey, considerados independentes.

Devem ser mantidos, além de Penido e Stieler, Fernando Buso, da Bradespar, mais antigo conselheiro da Vale; Marcelo Gasparino e Rachel Maia, ambos independentes. Também deve ser indicado para novo mandato o único estrangeiro hoje no conselho da Vale, Ollie Oliveira. Devem chegar mais uma mulher, a segunda no colegiado da mineradora (uma executiva canadense), e um conselheiro da Europa. A Cosan, que assumiu posição relevante na Vale, deve ser representada pelo CEO do grupo, Luiz Henrique Guimarães.

AUTOMOTIVO

O Estado de S.Paulo - SP   09/03/2023

A chinesa Great Wall Motor (GWM) iniciou negociações com fabricantes de autopeças do Brasil para o fornecimento de itens eletrônicos para sistemas de motor elétrico, de conexão, freios regenerativos e outros componentes mais complexos para não depender só de importações.

Peças mais comuns, como estamparia e pneus, já estão garantidas, pois o País dispõe de grande parque produtivo, embora a montadora ainda não tenha fechado contrato com nenhum fornecedor.

O grupo vai produzir apenas carros elétricos e híbridos plug-in e convencional nas instalações que comprou em Iracemápolis (SP) da Mercedes-Benz em 2021, depois que a companhia alemã decidiu parar de produzir automóveis no Brasil.

A fábrica passa por adaptações para fabricar os modelos eletrificados e entrará em operação no primeiro semestre de 2024. Nesta primeira fase, vai produzir uma picape e um utilitário-esportivo, mas com praticamente 100% das peças importadas. A nacionalização deve se intensificar após dois anos, informa Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da empresa no Brasil.

“Queremos ter fornecedores locais para a maior parte dos componentes, incluindo os mais tecnológicos, pois as peças mais comuns sabemos que têm aqui”, afirma Bastos. Segundo ele, a GWM tem produção própria de várias peças, mas só pretende importar as que realmente não tiverem condições de produção local.

O processo de busca de fornecedores será conduzido pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Flex para exportação

Com plano de investimentos de R$ 10 bilhões no País, sendo R$ 4 bilhões até 2025 e o restante até 2032, o GWM desenvolveu na China, com ajuda de brasileiros, a tecnologia flex que vai equipar modelos híbridos e híbridos plug-in de produção nacional.

“Só o Brasil terá carros flex da marca e, se outro país quiser essa tecnologia, como a Índia, nós que vamos fornecer”, afirma Bastos. Futuramente, o grupo também deve exportar veículos feitos no País para a América Latina.

A GWM iniciou a pré-venda de três versões do SUV Haval H6, os primeiros importados da marca. O H6 Premium, com motorização convencional (a eletricidade e a gasolina), custa R$ 209 mil e, o plug-in (a gasolina e a eletricidade, que pode ser carregada na tomada) sai por R$ 269 mil e o H6 GT, mais esportivo, R$ 299 mil.

Chinesa BYD segue em negociações com a Ford para compra da fábrica da Bahia

Grupo pretende investir R$ 3 bilhões em três unidades fabris para carros elétricos, chassis para caminhões e beneficiamento de lítio

A fabricante também vai importar – e futuramente produzir localmente – carros 100% elétricos. O grupo, segundo Bastos, defende que o Imposto sobre Importação (II) de modelos elétricos continue zerado por mais tempo, até que a tecnologia esteja mais difundida no Brasil.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defende que seja determinado um prazo de transição, em que o imposto volte a ser cobrado gradativamente para não afugentar investimentos na produção local. Carros importados a combustão recolhem atualmente 35% de II.

Rodoviário

O Estado de S.Paulo - SP   09/03/2023

Os estragos provocados pelas chuvas no litoral norte de São Paulo não chegaram ao trecho federal da Rodovia Rio-Santos (BR-101), cujo projeto de duplicação permanece inalterado, de acordo com informações da concessionária da via, a CCR. A empresa é a responsável por um trecho de 270 quilômetros que vai de Ubatuba (SP) até o Rio de Janeiro. O trecho foi incluído no leilão da Rodovia Presidente Dutra realizado no fim de 2021 e que foi vencido pela CCR após bater a Ecorodovias com um lance de R$ 1,7 bilhão.

A CCR informou que está na fase de desenvolvimento e aprovação dos projetos que antecedem o início das obras de duplicação da Rio-Santos. Ainda não há data definida para o início das obras. Já conclusão e a entrega da via modernizada deverá acontecer em etapas, que vão do sexto ao novo ano da concessão, isto é, entre 2028 e 2031, de acordo com o edital do leilão. Esse cronograma foi preservado.

Chuvas atingiram trecho estadual da via

A CCR afirmou que as chuvas que atingiram São Sebastião (SP) não causaram impactos no trecho administrado pela concessionária. Eles aconteceram no trecho estadual da via. Logo após o desastre, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, chegou a mencionar que alguns pontos da Rio-Santos poderiam até mesmo ‘não existir mais’ em decorrência de deslizamentos e alterações dos terrenos pelas chuvas.

Empresa recuperou mais de 230 km de pavimentos em um ano

As obrigações da concessão entre Ubatuba (SP) e Rio englobam 82 quilômetros de duplicações, 33 quilômetros de novas faixas adicionais e 11 quilômetros de novas pistas marginais, além da construção de 37 passarelas e iluminação de todos os trechos urbanos. Desde que assumiu o trecho em março do ano passado, a empresa já fez a recuperação de mais de 230 quilômetros de pavimentos, além da limpeza de 190 pontos para melhorar os sistemas de drenagem da rodovia.

Apesar de o trecho sob concessão ter escapado, a CCR lançou uma campanha de doação e de arrecadação de apoio às famílias atingidas pelas fortes chuvas nas demais áreas. A ação arrecadou mais de 9 toneladas de itens já entregues, entre água, alimento e roupas. Também houve disponibilização de escavadeiras e caminhões basculantes para ajudar nos trabalhos na região de Juquehy (SP), uma das mais atingidas.

NAVAL

Infomoney - SP   09/03/2023

O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou o julgamento do processo sobre a privatização do Porto de Santos, conforme adiantou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, indicou que a análise do tema pode ser retomada na próxima sessão plenária.

O processo estava previsto na pauta desta quarta-feira, 8, mas a discussão foi adiada por causa da ausência dos ministros Walton Rodrigues e Vital do Rêgo.

Os ministros foram responsáveis por dois dos três pedidos de vista que interromperam o julgamento em dezembro do ano passado.

PETROLÍFERO

Valor - SP   09/03/2023

Companhia também informou que assinou com a Petrobras um contrato de escoamento e processamento de gás natural produzido no Polo Recôncavo

A 3R Petroleum anunciou nesta quarta-feira (08) que solucionou o problema no sistema de geração e abastecimento de energia da plataforma TLWP e já iniciou o processo para retomada operacional dos poços.

Segundo a companhia, a retomada será feita de forma gradual e deve ser concluída nos próximos dias. A empresa conduz testes nos sistemas de automação para garantir segurança na produção.

A 3R também informou que assinou com a Petrobras um contrato de escoamento e processamento de gás natural produzido no Polo Recôncavo.

O acordo permite acesso à infraestrutura na Unidade de Tratamento de Gás Natural (UTG) de Catu, em Pojuca (BA).

— Foto: Divulgação

O Estado de S.Paulo - SP   09/03/2023

A Ucrânia negou nesta quarta-feira, 8, qualquer envolvimento no ataque de setembro aos gasodutos Nord Stream, que foram construídos para transportar gás natural russo para a Alemanha.

Na terça-feira, o jornal americano The New York Times revelou que um grupo pró-ucraniano realizou o ataque aos gasodutos Nord Stream no ano passado, um passo para determinar a responsabilidade por um ato de sabotagem que confundiu investigadores de ambos os lados do Atlântico por meses.

Autoridades dos EUA disseram que não tinham evidências de que o presidente Volodimir Zelenski da Ucrânia ou sua cúpula militar estavam envolvidos na operação, ou que os perpetradores estavam agindo sob a direção de qualquer funcionário do governo ucraniano.

O ataque aos gasodutos, que ligam a Rússia à Europa Ocidental, alimentou a especulação pública sobre quem era o culpado, de Moscou a Kiev e de Londres a Washington, e permaneceu como um dos mistérios não resolvidos de maior importância da invasão na Ucrânia.

Mikhailo Podoliak, assessor do presidente ucraniano, disse que a Ucrânia “não está de forma alguma envolvida”. Moscou questionou como os EUA poderiam fazer suposições sem uma investigação.

Respondendo à reportagem do New York Times, Podolyak acrescentou que Kiev não tinha informações sobre o que havia acontecido.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, chamou o relatório de “cortina de fumaça, uma campanha falsa e coordenada de mídia” e disse à agência de notícias estatal Ria-Novosti que aqueles que atacaram o gasoduto “claramente queriam desviar a atenção”.

A Rússia culpou o Ocidente pelas explosões e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que as investigue de forma independente.

Peskov disse que os países acionistas da Nord Stream deveriam insistir em uma investigação urgente e transparente.

“Ainda não temos permissão para participar da investigação”, disse ele. “Apenas alguns dias atrás, recebemos notas nesse sentido dos dinamarqueses e suecos. Tudo isso não é apenas estranho. Cheira a um crime hediondo”.

Durante décadas, a Rússia forneceu enormes quantidades de gás natural para a Europa Ocidental. Mas depois que a guerra na Ucrânia começou em fevereiro do ano passado, a maioria dos países da UE reduziu drasticamente sua dependência da energia russa.

Investigadores alemães disseram na quarta-feira que revistaram um navio em janeiro, suspeito de transportar os explosivos usados para sabotar os dois gasodutos. Não havia, nesta fase, nenhuma evidência que sugerisse que um Estado estrangeiro estivesse envolvido, disseram eles.

O fornecimento de gás russo havia sido suspenso antes das explosões. A Rússia fechou o oleoduto Nord Stream 1 em agosto do ano passado, dizendo que precisava de manutenção. O Nord Stream 2 nunca havia sido colocado em serviço.

A causa exata das explosões de 26 de setembro que atingiram os gasodutos é desconhecida, mas acredita-se que foi um ato de sabotagem. Os líderes da Otan e do Ocidente não chegaram a acusar diretamente a Rússia de atacar seus próprios gasodutos, embora a UE tenha dito anteriormente que a Rússia usa seus gasodutos como uma arma contra o Ocidente.

Citando autoridades americanas anônimas, o relatório obtido pelo New York Times acusando “grupos pró-Ucrânia” pela sabotagem dizia não haver evidências de que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski ou seus principais assessores estivessem envolvidos na operação.

O jornal norte-americano informou que as autoridades se recusaram a revelar a natureza da inteligência, como ela foi obtida ou “qualquer detalhe sobre a força da evidência que ela contém”.

Enquanto isso, o site alemão Die Zeit informou que as autoridades alemãs fizeram um avanço em sua investigação sobre a causa dos ataques.

De acordo com uma pesquisa conjunta de várias organizações de mídia alemãs, o barco usado para plantar os explosivos era um iate alugado de uma empresa sediada na Polônia, que supostamente pertencia a dois ucranianos. As nacionalidades daqueles que realizaram o ataque não eram claras.

Mais tarde, os investigadores alemães se recusaram a confirmar os detalhes do relatório, mas disseram que um navio havia sido revistado há sete semanas.

Em sua reportagem, o jornal alemão Die Zeit disse que os passaportes fornecidos para alugar o iate usado pelos suspeitos foram “falsificados profissionalmente”. Embora os investigadores não tenham descartado a possibilidade de uma operação de bandeira falsa, eles a consideraram improvável, escreveu o jornal.

Acredita-se que pelo menos 50 metros do gasoduto submarino Nord Stream 1, que transporta gás russo para a Alemanha, tenham sido destruídos pela explosão de setembro. A polícia dinamarquesa acredita que “explosões poderosas” abriram quatro buracos no cano. Autoridades alemãs, dinamarquesas e suecas estão investigando o incidente.

Acusação precipitada

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, alertou que era precipitado tirar conclusões sobre o caso. “Pode ser uma operação de ‘bandeira falsa’ destinada a atribuir a culpa a grupos pró-ucranianos”, disse ele a uma rádio alemã: “A probabilidade de ser uma teoria ou outra é igualmente alta”.

O chefe da Otan disse que ainda é incerto quem realizou o ataque aos gasodutos Nord Stream em setembro do ano passado e que as investigações precisam ser concluídas.

“O que sabemos é que houve um ataque contra os gasodutos Nord Stream, mas não conseguimos determinar quem estava por trás disso”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. “Existem investigações nacionais em andamento e acho que é certo esperar até que sejam finalizadas antes de dizermos mais alguma coisa sobre quem está por trás disso”. / NYT, W.POST e AP

Petro Notícias - SP   09/03/2023

A Petrobrás informou que um passo importante na construção de um mercado de gás natural sustentável ao iniciar a operação dos contratos de escoamento e processamento de gás natural celebrados com as empresas Petroreconcavo, SPE Miranga, Origem Energia e 3R Candeias. Agora, as empresas podem ter acesso às infraestruturas de escoamento e de processamento na Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu – UTG Catu, localizado no município de Pojuca, na Bahia. Também foi iniciada a operação do contrato de processamento de gás natural celebrado com a 3R Rio Ventura.

Esses contratos substituem a solução transitória conhecida como Swap Comercial, vigente desde o dia primeiro de janeiro do ano passado, quando se tornou possível a antecipação do atendimento ao mercado de gás natural por essas empresas, antes do acesso às infraestruturas de escoamento e processamento da Petrobrás. A 3R Petroleum foi a primeira empresa privada a comunicar ao mercado e aos seus investidores o acordo celebrado junto à Petrobrás. Adicionalmente, na mesma data, a subsidiária integral 3R Rio Ventura S.A., detentora do Polo Rio Ventura, firmou contrato de processamento de gás natural com a Petrobrás para utilização da UTG Catu. A companhia reforçou o seu compromisso em manter seus investidores e o mercado em geral devidamente informados, em linha com as melhores práticas de governança corporativa e em estrita conformidade com a legislação em vigor.

Valor - SP   09/03/2023

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em baixa de 1,19%, a US$ 76,66, enquanto o do Brent para maio cedeu 0,76%, a US$ 82,66

O petróleo recuou em ritmo robusto mais uma vez nesta quarta-feira (8), pressionado por temores de que o aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) fortaleça mais o dólar no mercado cambial e tire força das economias americana e global.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em baixa de 1,19%, a US$ 76,66, enquanto o do Brent para maio cedeu 0,76%, a US$ 82,66.

“Os preços do petróleo não conseguem afastar os temores de que o Fed levará a economia dos EUA para uma recessão severa”, diz o analista da Oanda Edward Moya. Segundo ele, o barril da commodity oscilará entre a casa de US$ 70 a US$ 80, até que o mercado tenha mais certeza do nível de desaceleração a esperar para a maior economia do mundo.

“Nem a queda nos estoques americanos de petróleo na semana foi suficiente para ajudar os preços a se estabilizarem”, adiciona Moya, em comentário a clientes. O analista refere-se à queda de 1,694 milhão de barris de petróleo nos estoques semanais dos EUA. Esta foi a primeira baixa das últimas nove semanas.

Para Edward Gardner, economista de Commodities da Capital Economics, contudo, a demanda deve permanecer “fraca à medida que os juros altos do Fed pesam sobre o crescimento econômico”.

Money Times - SP   09/03/2023

O presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Jean Paul Prates, teve reuniões com executivos de outras grandes petroleiras na conferência CERAWeek, em Houston, para avaliar futuras parcerias em potencial, afirmou a empresa em comunicado nesta quarta-feira.

Segundo a Petrobras, os encontros com executivos da BP, Petronas, TotalEnergies e Equinor “visam futuras cooperações para transição enérgica e implantação de novas tecnologias no setor de óleo e gás”.

Prates, ex-senador nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar a estatal, assumiu o cargo em janeiro com a expectativa de comandar uma mudança estratégica para mais projetos de energia renovável.

O executivo disse anteriormente que a empresa precisa estar preparada para a “inevitável” transição energética e que terá um papel de liderança neste cenário.

No início desta semana, a empresa brasileira anunciou um acordo com a norueguesa Equinor para avaliar o desenvolvimento de sete projetos eólicos offshore no Brasil, que podem custar 70 bilhões de dólares, segundo cálculos preliminares, mas que ainda dependem de conclusões de estudos e confirmações.

Nas conversas com o presidente-executivo da BP, Bernard Looney, a Petrobras disse em nota em seu site que as duas empresas –que são sócias em cinco blocos de petróleo no Brasil– sinalizaram a intenção de firmar futuras parcerias e trocar experiências.

“Vamos prosseguir com visitas mútuas para o aprofundamento das discussões tanto na área de exploração e produção quanto de transição energética”, disse Prates, acrescentando que levantou o tema de possíveis parcerias em bioenergia e produção de hidrogênio.

O presidente da Petrobras também sugeriu a participação tanto da BP como de outras grandes empresas de petróleo em iniciativas de captura de carbono na Amazônia e regiões de manguezal.

Na nota, a Petrobras disse ainda que a malaia Petronas demonstrou interesse na produção de diesel renovável da concorrente brasileira, ao mesmo tempo em que destacou similaridades entre os países, ambos com grandes populações, e as potenciais sinergias entre as empresas.

A transição energética também esteve no centro das conversas de Prates com o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, e o CEO da Equinor, Anders Opedal, acrescentou a empresa.

AGRÍCOLA

Infomoney - SP   09/03/2023

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve anunciar nas próximas semanas uma linha de crédito em dólar para compra de equipamentos agrícolas, em uma tentativa de ampliar os recursos disponíveis para produtores rurais aumentarem seus investimentos.

O modelo, que está sendo negociado entre o Ministério da Agricultura, o BNDES e o Ministério da Fazenda, prevê o repasse de recursos captados em dólar pelo BNDES para uma rede de bancos que trabalham com empréstimos para o setor agrícola. Mas ainda há discussão em torno da taxa a ser aplicada, que poderia ser menor dependendo da atuação do Tesouro.

Os recursos adicionais poderiam ajudar produtores que estão colhendo uma safra recorde de soja em 2022/23, após montantes para investimentos repassados pelo BNDES aos bancos terem se esgotado nesta temporada, diante da forte demanda.

De acordo com o assessor especial do Ministério da Agricultura Carlos Ernesto Agustin, a linha de crédito em dólar atende uma demanda de médios e grandes produtores que trabalham basicamente com exportação e recebem na moeda norte-americana.

“O agricultor empresarial prefere. Para quem trabalha com exportação é inclusive mais seguro”, disse Agustin.

A lógica, explica, é que as safras negociadas com o exterior tem seus preços em dólar e a variação cambial não vai afetar esse produtor, ao mesmo tempo em que o BNDES consegue captar os recursos lá fora a juros mais baixos do que os programas de crédito no Brasil.

Nas próximas semanas o BNDES deve pôr na rua um piloto desta linha de crédito para ver a real demanda.

Uma fonte do BNDES ouvida pela Reuters explica que o banco tem recursos já captados no exterior, em dólares. Mas seria caro transformá-los em linhas em real, e o ideal é de fato já oferecer o produto na moeda dos EUA.

“Tem essa demanda e estamos montando uma linha de crédito para usar esses recursos já captados”, disse a fonte.

O que está sendo estudado agora é a taxa que deve ser usada nesses empréstimos para compra de equipamentos agrícolas, como tratores, colheitadeiras, etc –produtos que, frequentemente, chegam na casa do milhão de reais.

Agustin explica que o ideal seria uma taxa em torno da variação do dólar mais 5%. No entanto, de acordo com a fonte do BNDES, esse é hoje o custo dos recursos para o banco.

O BNDES trabalha com uma taxa em torno de 8% acima da variação do dólar, que poderia baixar em um ou dois pontos percentuais se o governo federal entrar com equalização.

“Estamos nessa fase agora de definir essas questões, mas a gente acha que dólar mais 8% tem uma demanda. Seria 8% de taxa real para o produtor que recebe em dólar, muito abaixo da Selic atual (13,75%)”, disse a fonte.

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