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08 de Março de 2023

SIDERURGIA

Infomoney - SP   08/03/2023

As empresas produtoras de aço na América Latina esperavam que 2022 mantivesse o mesmo nível de demanda observado em 2021, considerado o melhor ano para a atividade na região. Mas as expectativas começaram a se frustrar logo nos primeiros meses, com a deflagração da guerra entre Rússia e Ucrânia. Depois, o movimento de aperto monetário nas principais economias globais trouxe um cenário recessivo que afastou de vez a projeção de um consumo maior, tendência que continua em 2023.

“A previsão era de aumento no consumo, mas ela foi ‘virando’ ao longo do ano por causa dos problemas externos. O ano que tinha a expectativa de ser bom ficou na média”, reconhece Alejandro Wagner, diretor-executivo da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), fórum que reúne mais de 60 empresas do setor na região, como Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e ArcelorMittal.

Apesar desses problemas, a Alacero projeta atualmente um crescimento de consumo aparente de 1% para este ano – com perspectiva de queda neste percentual.

Ociosidade alta

O dirigente destaca que o atual momento joga a indústria de aço na região para uma capacidade ociosa de 30%. “Não temos problema de oferta, mas um problema estrutural de demanda”, reforça Wagner.

Como exemplo, o diretor-executivo da Alacero utiliza dados do consumo per capta na região em comparação com outras economias. Enquanto na América Latina, o índice está em 105 kg per capta, nos Estados Unidos é de 250 kg por habitante. Europa (350 kg) e China (600 kg) mostram também que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

“Há déficits habitacional e de infraestrutura na América Latina, o que por si só seria possível ampliar o consumo. Mas o cenário recessivo e a forte concorrência da China são desafios”, lembra Alejandro Wagner, ao citar uma vantagem de custos e de oferta que os chineses têm sobre a produção de aço latino-americana.

Para destravar a capacidade ociosa, a associação aposta em uma agenda de competitividade, desde a redução de burocracia e tributos, bem como a defesa de que o aço produzido na América Latina é um dos mais sustentáveis do planeta.

“Enquanto a China emite 2,17 toneladas de CO2 por tonelada de aço bruto, nós emitimos 1,66 tonelada. Nosso índice é menor até do que a média global, de 1,89 tonelada”, aponta Wagner.

Para garantir emissões ainda menores, o setor estima que serão necessários US$ 50 bilhões em investimentos até 2050. “As empresas já investem muito capital próprio na produção, mas não conseguirão chegar nestas cifras sozinhas, é necessária uma política pública dos países para isso”, conclui.

Consultor Jurídico - SP   08/03/2023

Por entender que a determinação de reintegrar funcionários demitidos pela Companhia Siderúrgica Nacional poderia provocar dano de difícil reparação à empresa, a ministra Dora Maria da Costa, do Tribunal Superior do Trabalho, acatou pedido de correição de decisão proferida pela desembargadora Rosana Salim Villela Travesedo, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.

Na decisão revogada, a desembargadora do TRT-1 havia negado pedido de suspensão da reintegração sob o argumento de que a CSN teria tido conduta antissindical ao demitir funcionários que representavam a categoria de maneira informal.

Segundo a empresa, os empregados dispensados estavam envolvidos em uma disputa política sindical e teriam organizado motins dentro da companhia, atrapalhando o seu funcionamento.

Na decisão, a ministra do TST afirmou que a decisão do TRT-1 não apresentou elementos que justificassem a negativa do pedido de suspensão e que, para garantir o resultado útil do processo até o julgamento da matéria, a reintegração deveria ser suspensa.

"Saliento, porque relevante, que, não obstante se rechace a dispensa de empregados por mera participação em greve, in casu, a controvérsia acerca dos elementos que alicerçaram as dispensas, enquanto pendente de análise o recurso interposto, impede que se abrace a conclusão de imediata reintegração, sobretudo diante da prova oral produzida nos autos, que sustenta ter havido ‘manifestações em local indevido, atrapalhando as atividades da empresa’, entre outros, ou seja, os elementos fáticos precisam ser esclarecidos por meio de decisão definitiva do Poder Judiciário a fim de pautar a reintegração dos trabalhadores", registrou.

Mauricio Corrêa da Veiga, sócio do Corrêa da Veiga Advogados e representante da CSN, afirmou que a decisão do TRT-1 chancelava a formação de uma espécie de sindicato paralelo.

Valor - SP   08/03/2023

3ª Turma da Corte julgou “leading case” sobre espécie de proteção aos acionistas minoritários

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o grupo econômico que assumiu a Usiminas em 2011, o Grupo Ternium, não precisava realizar Oferta Pública para Aquisição de Ações (OPA) aos acionistas minoritários. A decisão foi proferida por maioria dos votos.

Esse julgamento é considerado “leading case” sobre o assunto e, assim, pode servir de precedente para casos semelhantes, nos quais existe a substituição de parte do bloco que atua no grupo do controle da empresa.

Quando existe a venda do controle da companhia, o artigo 254-A da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404, de 1976), prevê que o comprador é obrigado a lançar uma oferta de aquisição pelos papéis com direito a voto dos demais acionistas por 80% do preço por ação pago na transação. Esse mecanismo, que visa proteger acionistas minoritários contra eventuais mudanças no controle das companhias, é chamada no mercado de “tag along”.

No processo, a discussão girou em torno de se definir se houve ou não a venda do controle da empresa.

No caso da Usiminas, a companhia tem um bloco de controle, composto por alguns grupos, que somente juntos tomam as decisões. Ele era composto pela Nippon Steel, Votorantim e Camargo Correia, além de representantes dos empregados. Em 2011, porém, a Votorantim e a Camargo Correia venderam sua participação para o Grupo Ternium por R$ 36 por ação. A operação superou R$ 4 bilhões. A fatia adquirida equivalia a 43,3% das ações ordinárias dentro do bloco de controle. Com o negócio, o grupo tornou-se sócio da Nippon Steel na gestão da Usiminas, com novo acordo de acionistas.

Diante disso, os minoritários, entre eles a CSN, entraram com uma ação na Justiça contra o grupo econômico que supostamente teria assumido o controle da Usiminas. Alegaram que eles teriam que ter promovido a OPA de ações dos minoritários com direito a voto. Estes argumentavam que não se pode impor ao acionista minoritário um novo controlador, com o qual não mantêm uma relação fiduciária.

O debate já havia passado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo entendimento também negou a necessidade de oferta aos minoritários.

Após perder a discussão em primeira instância, a CSN recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que também confirmou não haver a necessidade da OPA.

O relator no STJ, ministro Moura Ribeiro, votou por dar provimento ao recurso dos minoritários. Para ele, o Grupo Ternium teria que ter realizado a OPA porque ele passou a ter controle junto com o grupo detentor majoritário, até mesmo com o poder de eleger os administradores. Por isso, teria descumprido o que estabelece o artigo 254-A da Lei das Sociedades por Ações. Como a situação já ocorreu há muitos anos, decidiu por uma indenização por perdas e danos, a ser apurada na liquidação da sentença.

Em seguida, o ministro Villas Bôas Cueva abriu a divergência. Entendeu que se formou um novo bloco em 2011 e que o Grupo Ternium não comprou o controle da companhia. Portanto, não estaria obrigado a realizar o OPA.

Para Cueva, a norma legal é muito clara ao dizer que estaria condicionada ao OPA apenas se houvesse alteração do poder de controle da companhia. Ressaltou que a primeira e segunda instâncias, que analisam as provas do processo, também decidiram dessa maneira. Assim, negou o recurso aos minoritários.

Em seguida a ministra Nancy Andrighi votou com o relator, por entender que o Grupo Ternium passou a integrar o bloco de controle, e, portanto, teria influência na tomada de decisões, o que justificaria a realização da OPA. Porém, os ministros Paulo de Tarso Vieira Sanseverino e Marco Aurélio Bellizze seguiram a divergência. Compreenderam que, no caso da Usiminas, não houve alienação do controle da companhia.

Belizze ainda ressaltou que o Grupo Ternium adquiriu sua participação da Votorantim e Camargo Correia, que faziam parte do bloco. “Esses integrantes não tinham o poder de controle. Logo não poderiam vender o que não tinham”, diz. Por três votos a dois então, o STJ negou recurso aos minoritários (REsp 1837538).

Em 2013, Nippon Steel e Ternium travaram uma guerra societária na Usiminas. O conflito, contudo, resultou em acordo em 2018. Caso tivesse que fazer uma oferta, a Ternium gastaria R$ 3 bilhões pelos papéis com voto da CSN.

Segundo o advogado Marcelo Ribeiro, do Ribeiro & Ribeiro Advogados Associados, que assessora a Ternium, a decisão é muito importante porque mantém o que já era adotado pelo mercado e pela CVM. Dá segurança jurídica, agora no Judiciário, de que essas operações serão mantidas, sem a obrigação de OPA. Para ele, a compra das ações da Votorantim e da Camargo Correia não fazem com que a Ternium tivesse o controle da companhia, uma vez que o grupo faz parte de um bloco e não pode tomar decisões isoladamente.

Como é o leading case sobre o assunto, Ribeiro afirma que dificilmente deve haver recurso para a Seção do STJ, por não existir paradigmas em sentido contrário.

Para o advogado e professor do Insper, Romeu Amaral, do Amaral, Lewandowski Advogados, a decisão foi acertada e confirmou decisão do Tribunal de Justiça paulista ao negar o pedido dos minoritários. “Nesse caso não houve alienação do controle, mas a alienação de uma parcela do bloco de controle”, diz. Segundo ele, não haveria então a obrigação do OPA aos minoritários.

Por nota, a CSN e seus advogados informaram que “ examinarão as eventuais medidas a serem adotadas após o julgamento e não têm nada a declarar a respeito do assunto que já não tenha sido manifestado aos ministros da turma julgadora do STJ”.

Villas Bôas Cueva: lei é clara ao dizer que estaria condicionada ao OPA só se houvesse alteração do poder de controle da companhia — Foto: Gustavo Lima/STJ

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   08/03/2023

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,04%, um pouco menos do registrado em janeiro, de 0,06%. No ano, o indicador acumula alta de 0,09% e 1,53% em 12 meses. No mesmo mês no ano passado tinha avançado 1,50% e acumulava elevação de 15,35% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,04% em fevereiro, enquanto no mês anterior a queda foi de 0,19%. Segundo o Ibre, na avaliação por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais saiu da queda de 0,04% em janeiro para alta de 0,21% em fevereiro. O item combustíveis para o consumo, que, do recuo de 2,31% em janeiro, chegou à elevação de 3,84% em fevereiro, foi a principal influência na aceleração da taxa. O índice de Bens Finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, saiu do avanço de 0,15% em janeiro para a retração de 0,49% em fevereiro.

De acordo com o Ibre, a taxa do grupo Bens Intermediários saiu da queda de 1,19% em janeiro para o recuo de 0,70% em fevereiro. “O principal responsável pela queda menos intensa foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de menos 3,98% para menos 3,54%”, informou, acrescentando que o índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, teve queda mais acentuada em fevereiro, de 0,12% na comparação com a anterior, quando registrou redução de 0,60%.

Depois de avançar 0,79% em janeiro, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 0,44% em fevereiro. O resultado foi favorecido pelos desempenhos dos itens minério de ferro que passou de 7,05% para 2,63%; soja em grão de queda de 1,53% para queda de 3,06%, e bovinos, de queda de 1,08% para menos 2,37%. No movimento contrário, ficaram café em grão (0,92% para 10,07%), leite in natura (0,03% para 3,07%) e cana-de-açúcar (-0,70% para 0,72%).
IPC

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) após crescer 0,80% em janeiro variou 0,34% em fevereiro. Conforme o Ibre, quatro das oito classes de despesa componentes desse indicador apresentaram redução nas suas taxas de variação como Educação, Leitura e Recreação (de 3,28% para -0,80%), Alimentação (de 0,48% para -0,03%), Transportes (de 0,92% para 0,43%) e Comunicação (de 0,73% para 0,67%). “Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos seguintes itens: cursos formais (7,45% para 0,00%), hortaliças e legumes (-0,27% para -7,09%), gasolina (1,12% para -0,26%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1,66% para 0,96%)”, observou o Ibre em texto publicado no site da FGV.

Em desempenhos diferentes, os grupos Habitação (0,26% para 0,60%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,84%), Vestuário (-0,08% para 0,36%) e Despesas Diversas (0,97% para 1,01%) registraram elevação nas suas taxas. “Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: aluguel residencial (-1,08% para 2,71%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,17% para 1,35%), roupas (-0,20% para 0,49%) e serviços bancários (1,26% para 1,49%)”, aponta a pesquisa.
Núcleo

O núcleo do IPC subiu para 0,36% em fevereiro, enquanto em janeiro tinha sido de 0,28%. Dos 85 itens integrantes do IPC, 23 foram excluídos do cálculo do núcleo. Entre eles, 10 apresentaram taxas abaixo de menos 0,34% e 13 registraram variações acima de 0,80%. O Ibre informou ainda que o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, chegou a 60%, o que representa 9,68 pontos percentuais abaixo do registrado em janeiro. Naquele mês tinha ficado em 69,68%.
INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,05% em fevereiro, o que significa um recuo em relação ao mês anterior, quando registrou 0,46%. Os três grupos que compõem o INCC tiveram comportamentos diferentes na passagem de janeiro para fevereiro. Materiais e Equipamentos saíram de alta 0,05% para queda de 0,12%; Serviços recuaram de 1,02% para 0,97% e Mão de Obra de 0,70% para 0,02%.

Para o coordenador dos Índices de Preços, André Braz, embora o índice ao produtor tenha apresentado queda menos intensa (de menos 0,19% para menos 0,04%), os outros índices componentes do indicador geral desaceleraram, o que manteve praticamente estável a variação média do IGP.

“A inflação ao consumidor [de 0,80% para 0,34%] recuou dada a desaceleração do grupo Educação, Leitura e Recreação e a inflação para a construção civil [de 0,46% para 0,05%] cedeu diante da alta menos intensa registrada para os preços dos Materiais, Equipamentos e Serviços e da Mão de Obra”, disse o Ibre.

O Estado de S.Paulo - SP   08/03/2023

A disparada dos juros pagos pelos títulos públicos de várias economias desenvolvidas nas últimas semanas poderá ser, em breve, a mais nova dor de cabeça para os mercados emergentes dependentes do fluxo de capital estrangeiro. A turbulência será mais forte nos países que apresentam maior fragilidade fiscal ou nas suas contas externas.

Nos Estados Unidos, as taxas dos títulos de 10 anos de prazo do Tesouro voltaram a superar o patamar de 4% na semana passada, aproximando-se do maior pico recente (em outubro do ano passado) de 4,34%, uma taxa que não se observava desde 2007, início da grande crise financeira mundial.

O título do Tesouro americano de 10 anos é a referência do custo de oportunidade de investimento e é considerado livre de risco. Quanto maior for a taxa paga por ele, menos incentivo terão os investidores globais em comprar qualquer outro ativo mundo afora. E, ontem, a taxa paga pelo papel de dois anos de prazo subiu mais ainda e superou o patamar de 5%, ameaçando atrair até os fiéis investidores nas Bolsas americanas. Quem vai querer correr risco em qualquer outro investimento se há uma aplicação segura rendendo 5% em dólar?

Na Europa, os juros pagos pelo título de 10 anos do governo alemão atingiram 2,77% na semana passada, maior nível desde 2011, durante a crise da dívida da Zona do Euro. Já o papel de 2 anos, que é o mais sensível às decisões da política monetária de curto prazo, bateu em 3,209%, taxa que não se via desde 2008. Na Inglaterra, o juro pago pelo papel de 10 anos do governo subiu 0,8 ponto porcentual, para quase 3,90%, apenas nas últimas quatro semanas.

Os recentes indicadores de atividade e de inflação vieram bem mais fortes do que os analistas previam, forçando o mercado a projetar um ciclo de alta de juros mais duro e prolongado pelos principais bancos centrais do mundo. Primeiro, foi o número de criação de empregos nos EUA em janeiro (517 mil, superando em duas vezes e meia as projeções), mostrando que um mercado de trabalho mais apertado tornará mais difícil controlar os preços na economia americana. Recentemente, o núcleo da inflação (que exclui os preços voláteis, como energia e alimentos) na Zona do Euro voltou a acelerar em fevereiro.

Se os próximos dados surpreenderem para cima de novo, os juros dos títulos públicos de países desenvolvidos poderão atingir níveis críticos, levando os investidores a fugir do que consideram risco. E o Brasil, ainda sem âncora fiscal crível e com a monetária sob ataque pelo presidente Lula, está no topo da lista.

O Estado de S.Paulo - SP   08/03/2023

A meta oficial de crescimento de 5% da China, recém-decidida pelo governo do país, decepcionou muitos analistas que previam e torciam para um objetivo mais ambicioso. Mas o economista Livio Ribeiro, da consultoria BRCG e do IBRE-FGV, tem uma visão diferente e considera que a meta de 5% é adequada e sinaliza bom senso do governo chinês.

O economista, especialista em China, aponta que o país não voltou à tendência de crescimento pré-pandemia. O nível do PIB no final de 2022 se encontrava 11,2% abaixo do que seria caso aquela tendência tivesse sido mantida. Os números do varejo na China - refletindo a capacidade de consumo das famílias - a partir de 2020 também indicam uma clara e substancial quebra da tendência de crescimento anterior desde pelo menos 2010.

A confiança dos consumidores chineses sofreu uma drástica queda durante a fase recente de quarentenas contra a variante Ômicron no ano passado, saindo de um nível acima de 120 para o intervalo entre 85 e 90 do qual não logrou ainda sair, após vários meses. Desde pelo menos junho de 2006, esse índice se mantinha a esmagadora maioria do tempo acima de 100, sem cair em nenhum momento abaixo de 95 (antes da queda atual).

Ribeiro vê outros fatores além dos estritamente ligados à pandemia nessa recente queda da confiança do consumidor - relacionados a patrimônio imobiliário, emprego e renda -, catalisada pela ômicron e a condução desastrada pelo governo chinês da fase final da política de Covid zero, abandonada abrupta e desastradamente no final do ano passado.

Na visão do especialista, esse conjunto de fatores aumentou a incerteza dos cidadãos chineses sobre sua situação econômica futura, levando a uma alta da chamada "poupança precaucional".

A interpretação dos otimistas, que esperavam uma meta maior de crescimento do país para 2023, é de que a elevação da poupança das famílias chinesas nos últimos dois anos, marcados pela pandemia, teria as mesmas consequências do mesmo fenômeno ocorrido nesse período em outros países, como os Estados Unidos.

Por essa abordagem, esse estoque adicional de poupança na China seria desfeito numa onda de consumo que provocaria um forte boom na economia puxado pela demanda das famílias.

Só que, como nota Ribeiro, o governo chinês não transferiu renda para as famílias na pandemia e a poupança extra pode refletir insegurança por fatores como a queda do patrimônio em imóveis (abalados pela crise no setor residencial do país), o aumento do desemprego (com destaque entre os jovens) e a queda na confiança sobre as perspectivas de renda futura.

Tomando o período a partir da pandemia, a poupança das famílias chinesas saltou do nível médio anterior de aproximadamente 29% da renda disponível para 33%, sem sinais de que deva voltar ao patamar anterior - ao contrário, os últimos dados são para cima.

Ribeiro fez um exercício que supõe que todo o crescimento do PIB chinês acima do carregamento estatístico de 1,3% para 2023 (o menor desde pelo menos 2012, início dessa série histórica) venha do consumo das famílias.

Nesse caso, para que o país cresça 5% conforme a meta oficial, seria necessário que a poupança das famílias retornasse em 2023 ao nível médio anterior de 29% da renda disponível. Para um crescimento de 6%, conforme a meta desejada por alguns analistas desapontados, a poupança das famílias teria de recuar para ligeiramente mais de 26%, nível não visto há pouco mais de uma década.

Esse exercício deixa claro que, mesmo para que a meta de crescimento de 5% seja cumprida, é preciso ativismo governamental para aumentar os investimentos - o que, aliás, está nos planos do governo chinês.

Mesmo a meta de 5%, para Ribeiro, não é fácil de ser atingida, a menos de o governo provocar forte aprofundamento dos desequilíbrios econômicos chineses.

Um problema particular é que, como observa o economista, os anos da pandemia levaram à reversão do almejado processo de transição do modelo econômico chinês na direção dos serviços. Em 2020, o setor terciário (serviços) atingiu uma alta histórica de 54,5% do PIB chinês, e o secundário (indústria) um mínimo histórico de 37,8%. Em 2022, os serviços recuaram para 52,8% e a indústria recuperou-se para 39,9%.

O padrão de estímulo do governo chinês via investimento atua na contramão da desejada transição de modelo, além de agravar outros desequilíbrios, como os problemas do mercado de crédito.

Assim, como diz Ribeiro, "a definição da meta ao redor de 5% deixa claro que o governo não quer 'forçar a barra', o que é um bom movimento das autoridades chinesas".

Diário do Comércio - MG   08/03/2023

O faturamento do setor industrial de Minas Gerais cresceu 0,5% frente a dezembro do ano passado e 8,5% na comparação com o mesmo mês de 2022. É o que aponta a Pesquisa Indicadores Industriais (Index) de janeiro, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A economista da Fiemg, Júlia Silper, explica que esse crescimento foi puxado pelo segmento de transformação, que viu seu faturamento subir 0,8% na comparação com o mês anterior, e 9,4% frente a janeiro do ano passado. Porém, ela ressalta que ainda é muito difícil afirmar que esse resultado possa ser considerado sinal de uma possível tendência de melhora no setor industrial mineiro.

Ela lembra que o cenário previsto para os próximos meses é bem mais complexo com uma possível desaceleração econômica, o que pode ser observado por meio dos resultados do PIB do País, além da alta da inflação e dos juros. Ela destaca que setores como o de alimentação, bebidas, vestuários automotivos e de construção civil serão os mais impactados com essas elevações.

Por outro lado, a economista diz que o setor extrativista, voltado à mineração, poderá apresentar bons resultados, impulsionado pela atual normalização da atividade econômica na China, após o fim da política de Covid zero no país.

A pesquisa ainda mostrou que as horas trabalhadas na produção apresentaram crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior, devido a uma maior ocorrência de férias coletivas em dezembro. Já o índice de emprego diminuiu 0,3%, ao passo que a massa salarial (-0,1%) e o rendimento médio real (0%) registraram estabilidade no período. Enquanto a utilização da capacidade instalada registrou uma pequena expansão de 0,2 ponto porcentual, puxada pelo segmento de transformação.

Segmentos

O Index também apontou para um crescimento de 0,8% do faturamento real da indústria mineira de transformação na comparação com dezembro de 2022. Já a extrativa mineral fechou o mês com uma redução de 16% no índice.

O segmento de transformação também apresentou resultados positivos no indicador de rendimento médio real (0,7%) e de massa salarial real (0,3%) no comparativo com o mês anterior. Enquanto a indústria extrativa teve queda tanto na massa salarial quanto no rendimento médio, de -1,8% e -3,2%, respectivamente.

No caso do índice de empregos, o desempenho apresentado pelos segmentos se inverte; com a extrativa subindo de 1,2% frente ao mês anterior e a transformação caindo 0,4%. Já as horas trabalhadas na produção caíram 4,3% no segmento extrativo e cresceu 0,9% na transformação.
Jan/22 vs Jan/23

A indústria de transformação do Estado teve números positivos em cinco dos seis indicadores na comparação com janeiro de 2022, com destaque para a massa salarial, que cresceu 10,7%; rendimento, que subiu 10% e para o faturamento que fechou o mês com uma elevação de 9,4%. Já as horas trabalhadas (1,9%) e o índice de emprego do segmento (0,6%) ficaram com crescimento menos relevante.

Enquanto o segmento extrativo mineral apresentou redução em apenas três indicadores. Dentre eles está o faturamento real, que caiu 5,3% e o emprego (-1,4%). O maior crescimento foi das horas trabalhadas (10%), seguido pelo rendimento médio (5,4%) e massa salarial (3,9%).

A utilização da capacidade instalada de ambos os segmentos da indústria mineira apresentaram queda na comparação com o mesmo mês do ano anterior: extrativa (-24 p.p.) e transformação (0,5 p.p.).

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   08/03/2023

Os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Cingapura subiram nesta terça-feira, com o clima mais quente aumentando as expectativas de uma recuperação na demanda por aço e o mercado se concentrando na melhora dos fundamentos do consumo.

O contrato de minério de ferro de maio mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) da China encerrou as negociações diurnas com alta de 1,34%, a 909,5 iuanes (131,09 dólares) a tonelada, após uma queda de 2,13% na segunda-feira.

Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência em abril era negociado a 126,7 dólares a tonelada, um aumento de 1,93%.

“O aumento nos preços (do minério de ferro) é impulsionado principalmente pela expectativa de recuperação contínua da demanda downstream (aço)”, disse Pei Hao, analista sênior da corretora internacional FIS.

O mercado estava sob pressão devido às preocupações de que as autoridades pudessem tomar medidas para conter o aumento dos preços após uma reunião do governo na sexta-feira.

“Agora, parece que os fundamentos começaram a desempenhar um papel dominante novamente”, disse Pei.

A taxa média de utilização da capacidade de concreto e os volumes de transações de produtos de aço para construção aumentaram recentemente, indicando uma recuperação nos setores downstream de consumo de aço, disse a Everbright Futures em nota.

A China provavelmente produziu cerca de 2,69 milhões de toneladas de aço bruto por dia de 21 a 28 de fevereiro, um aumento de 5,16% em relação ao período anterior de 10 dias, disse a Associação de Ferro e Aço da China (CISA) em seu site oficial na segunda-feira.

IstoÉ Online - SP   08/03/2023

A China, maior consumidora de minério de ferro do mundo, importou um volume recorde do produto nos primeiros dois meses de 2023, já que os compradores anteciparam uma demanda doméstica de aço mais alta depois que o governo suspendeu as duras medidas de contenção da Covid-19.

A China importou 194 milhões de toneladas da matéria-prima siderúrgica em janeiro e fevereiro, registrando um aumento anual de 7,3% e o maior de todos os dois meses combinados, de acordo com cálculos baseados nos registros da Reuters de dados alfandegários.

A China divulga dados combinados de janeiro e fevereiro para explicar a distorção criada pelo calendário irregular do feriado de Ano Novo Lunar de uma semana, que começou em 21 de janeiro deste ano.

Os dados alfandegários estão alinhados com os dados da Refinitiv, que mostraram que 192,26 milhões de toneladas de minério de ferro dos principais fornecedores (Austrália e Brasil) deveriam chegar à China durante o período de janeiro a fevereiro.

Pei Hao, analista sênior da corretora FIS em Xangai, disse que o aumento estava de acordo com as expectativas.

“Algumas mineradoras embarcaram mais volume em meados de dezembro para alcançar as metas anuais, e isso parece ter se refletido bem nos números de importação de janeiro a fevereiro”, disse Pei.

“O volume de importação de março pode ser menor do que a média de janeiro a fevereiro, mas também é esperado um aumento ano a ano”, disse ele.

Máquinas e Equipamentos

Construção Latino-americana - SP   08/03/2023

A XCMG, com sede na China, apresentará 50 produtos emblemáticos em oito categorias principais na ConExpo em Las Vegas, EUA.

Este ano marca a décima aparição da XCMG no show em três décadas. Será a maior exposição internacional do grupo até hoje em termos de tamanho de estande e número de equipamentos a serem apresentados, incluindo os mais recentes guindastes, escavadeiras, carregadeiras, máquinas de empilhar, máquinas rodoviárias, plataformas de trabalho aéreo, máquinas de mineração e máquinas portuárias.
XCMG revelará 50 produtos emblemáticos em oito grandes categorias na ConExpo em Las Vegas, EUA.

“Esperamos que nossa exibição marcante na ConEpxo-Con/Agg não apenas traga os melhores produtos para clientes globais, mas também mostre o potencial próspero da XCMG como um fabricante chinês líder de máquinas de construção que conduz a inovação tecnológica e promove o desenvolvimento de produtos ecológicos e sustentáveis. produtos”, disse Yang Dongsheng, presidente da XCMG.

A XCMG lançará o mais recente guindaste todo-o-terreno projetado para o mercado norte-americano, o XCA150_U, que a empresa diz ter excelente capacidade de elevação, sistemas de controle inteligentes, design ergonômico e desempenho de direção líder do setor.

Na feira, a XCMG lançará 17 escavadeiras projetadas para a América do Norte, incluindo um produto premium, a XE35U. Este é equipado com tubulações hidráulicas auxiliares que podem alternar entre circuitos unidirecionais e bidirecionais; joysticks proporcionais elétricos com interruptores de roletes para obter controle preciso do polegar hidráulico e outras ferramentas; e um motor combinado com a potência do sistema hidráulico para garantir que funcione na melhor faixa de consumo de combustível.

A empresa também mostrará uma carregadeira de rodas XC948, um carro-chefe de 4 toneladas com um motor Cummins que atende aos requisitos de emissão T4F dos EUA e Estágio V da Europa.

Valor - SP   08/03/2023

Fábrica mineira receberá R$ 300 milhões até 2025

Sergei Epof, vice-presidente da Panasonic: “O mercado está mais difícil, mas nosso plano para o Brasil é de longo prazo” — Foto: Leonardo Rodrigues/Valor

A japonesa Panasonic está investindo R$ 300 milhões na expansão de sua fábrica de refrigeradores e máquinas de lavar roupa em Extrema (MG), até 2025.

Embora 2022 tenha sido um ano difícil para os fabricantes de eletrodomésticos de linha branca, como refrigeradores, fogões e máquinas de lavar roupa no Brasil, a empresa se diz otimista com a recuperação da demanda interna na segunda metade de 2023.

“O mercado está mais difícil, mas nosso plano para o Brasil é de longo prazo”, afirma Sergei Epof, vice-presidente da Panasonic no Brasil, em entrevista ao Valor.

Segundo o executivo, o faturamento da Panasonic Brasil com geladeiras e lava-roupas cresceu 9% em 2022, na comparação com o ano anterior - a empresa não vende fogões. No período, o setor como um todo enfrentou queda de 13% nas vendas ao consumidor em unidades e recuo de 1% em faturamento, diz Epof citando dados de mercado.

A retração geral reflete a alta de preços dos produtos, puxada pelo aumento do custo do frete internacional, a escassez de insumos como o aço e o efeito da guerra da Ucrânia sobre a cadeia global de suprimentos, informa Epof. “Todo mundo foi obrigado a subir o preço”, diz.

Com a expansão da fábrica mineira, que entra em operação em agosto, a Panasonic aposta em um segundo semestre de recuperação. A construção, iniciada em fevereiro de 2022, amplia a área de produção da empresa de 60 mil m2 para 80 mil m2, em um terreno de 120 m2.

“Nosso objetivo é dobrar a capacidade de produção atual nos próximos anos”, prevê o executivo. A decisão de ampliar a planta de Extrema foi tomada antes da pandemia e o início foi adiado por conta da crise sanitária.

A expansão da unidade industrial segue os princípios de sustentabilidade da planta de Extrema, incluindo iniciativas de coleta e reuso de água, consumo de energia 100% renovável e instalação de equipamentos internos que consomem menos energia.

Em 2024, a Panasonic entra com a produção própria de energia solar para abastecer 60% da fábrica, em parceria com a empresa Pontoon Clean Tech. A energia virá do complexo solar de Intrepid, no município de Mauriti (CE).

O foco da Panasonic está em abastecer o mercado interno, frisa Epof. Atualmente, pouco menos de 10% da produção que sai de Extrema vai para Bolívia, Panamá, Peru e México. “Com a expansão da fábrica, essa fatia tende a diminuir”, diz o vice-presidente da marca.

A aposta da empresa em refrigeradores está no potencial de renovação de eletrodomésticos no país. “Se considerar o ciclo de troca de refrigeradores em torno de dez anos em 75 milhões de residências, o segmento venderia 7,5 milhões de unidades anualmente, mas a média é de 4,2 milhões”, compara.

Com 12% do mercado de refrigeradores “frost free” no Brasil - a empresa não atua em linhas mais populares de descongelamento manual - a Panasonic busca diferenciais na eficiência energética e no design para ampliar sua presença ante concorrentes como Whirlpool, Electrolux, LG e Samsung.

Ontem, a Panasonic lançou um refrigerador e um microondas inspirados no personagem Darth Vader, o vilão da saga “Star Wars”, da Disney. Segundo a empresa, a estreia mundial da linha representa o primeiro licenciamento de linha branca com a Disney na América Latina.

Para a Disney, expandir suas franquias em eletrodomésticos é um bom negócio. A divisão de produtos de consumo da empresa faturou R$ 56,2 bilhões com a venda de itens licenciados em 2021, liderando o ranking mundial de marcas que mais faturam com licenciamento, informou a revista License Global em julho de 2022.

Os produtos inspirados em Star Warts chegam à loja on-line da Panasonic Brasil em maio com preços sugeridos de R$ 7 mil para o refrigerador, e de R$ 1.200, o microondas. A data coincide com o “Dia de Star Wars”, celebrado por fãs em 4 de maio.

AUTOMOTIVO

Brasil 247 - RJ   08/03/2023

No final desse mês, Lula viajará à China dos dias 27 a 30, e dentro dos assuntos a serem abordados, estarão os detalhes finais de uma negociação que já está avançada: a retomada da antiga fábrica da Ford pela montadora chinesa BYD.

Na semana passada, o negócio foi amplamente divulgado e metas foram informadas sobre o investimento de cerca de R$ 3 bilhões na instalação de três fábricas no estado, tendo como objetivo a produção de 30 mil veículos, podendo chegar à capacidade produtiva de 150 mil unidades por ano, conforme noticiado.

De acordo com o jornal O Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve defender que fornecedores de peças, baterias e pneus acompanhem a indústria automobilística e se instalem no polo da região.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim Costa Filho, aposta no aproveitamento da fábrica e acredita na formalização do negócio este mês. Segundo Costa Filho, houve perda de 50 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, com o fechamento da fábrica. "O governo Bolsonaro não tinha qualquer responsabilidade com a reindustrialização no país", disse o sindicalista.

As discussões vêm de algum tempo e resultaram na assinatura de um protocolo de intenções, no fim do ano passado, entre o governo da Bahia e a montadora chinesa. Portanto, o intuito do presidente de levar a negociação à China é o fato de que, mesmo com as tratativas em estado avançado, ao jornal, a BYD disse que ainda não há decisão final.

De acordo com o especialista em indústria automotiva Cassio Pagliarini, da Bright Consulting, as instalações em Camaçari são imensas. Eram fabricados mais de 250 mil veículos por ano.

"A BYD deve estar fazendo suas contas e verificando se vale a pena ficar com essa imensa instalação, tendo como contrapartida os incentivos oferecidos e talvez pensando numa eventual extensão do prazo para os incentivos. Se a negociação prosseguir, certamente a produção de veículos da BYD será bem inferior à capacidade física dessa fábrica", afirmou Pagliarini ouvido pela mídia.

No entanto, uma fonte na semana passada disse que a empresa poderá assumir o polo automotivo de Camaçari no mês que vem, com produção estimada para começar em 2024. Dirigentes da montadora chinesa estariam a caminho do Brasil nos próximos dias para reforçar a negociação.

Infomoney - SP   08/03/2023

A General Motors (GM) interrompeu as demissões na fábrica de São José dos Campos, no interior paulista, após protesto dos trabalhadores, que cruzaram os braços por uma hora e meia na entrada do turno da manhã. Segundo comunicado do sindicato dos metalúrgicos da região, a montadora se comprometeu a não demitir até o dia 19 de abril, quando uma nova reunião entre as partes será realizada.

O acordo foi fechado após três horas de negociações entre a GM e o sindicato.

A empresa prometeu também avaliar o cancelamento das demissões de 30 funcionários, conforme número atualizado, anunciadas desde a sexta-feira, 3.

O sindicato diz que as demissões foram feitas sem negociação prévia. Na reunião desta terça-feira, os representantes da montadora justificaram os cortes à necessidade de readequar a produção da fábrica, onde são montados os modelos S10 e Trailblazer.

Além das demissões, a GM vai dar férias coletivas na fábrica entre 27 de março e 13 de abril, período no qual a produção dos veículos estará suspensa.

Em São José dos Campos, onde também produz motores e transmissões, a GM emprega aproximadamente 4 mil funcionários.

Procurada, a montadora não se manifestou até o fechamento deste texto sobre os ajustes na fábrica do interior paulista.

Infomoney - SP   08/03/2023

A General Motors (GM) vai parar por três semanas a produção de carros na fábrica de São José dos Campos (SP), onde são montados o utilitário esportivo Trailblazer e a picape S10. Conforme comunicado divulgado nesta terça-feira, 7, pelo sindicato dos metalúrgicos da região, a montadora informou que precisa readequar a produção.

Vice-presidente do sindicato, Valmir Mariano diz que essa readequação, conforme justificou a empresa, se deve à queda das vendas. Em fevereiro, as vendas de veículos no País, inferiores a 130 mil unidades na soma de todas as marcas, caíram ao número mais baixo para o mês dos últimos 17 anos.

A GM vai dar férias coletivas na unidade do interior paulista entre 27 de março e 13 de abril. No mês passado, a montadora já tinha interrompido a produção do Onix, seu modelo mais vendido, em Gravataí (RS). Neste caso, porém, as férias já estavam previstas para atualização e modernização das linhas.

De acordo com o sindicato de São José dos Campos, além de anunciar férias, a GM começou a demitir funcionários na última sexta-feira, fato que fez os trabalhadores da unidade cruzarem os braços por uma hora e meia na entrada à fábrica na manhã desta terça-feira. Os cortes acontecem na esteira de notícias, divulgadas pela imprensa internacional, de que a GM planeja cortar US$ 2 bilhões em custos em todo o mundo nos próximos dois anos.

Segundo Valmir Mariano, 34 trabalhadores já foram demitidos pela montadora em São José dos Campos. O sindicato informa que as demissões ocorrem em todos os setores da fábrica, que também produz motores e transmissões, sem justificativa ou negociação prévia.

Em protesto, foi aprovado um aviso de greve, o que significa a possibilidade de nova paralisação caso não seja atendida a reivindicação do sindicato por estabilidade de emprego a todos os trabalhadores, com a negociação de alternativas às demissões. Uma nova assembleia dos metalúrgicos vai acontecer na entrada do segundo turno, às 14h30. Em São José dos Campos, a GM emprega cerca de 4 mil funcionários.

O Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) pediu um posicionamento da montadora, mas não teve retorno até o fechamento deste texto.

Valor - SP   08/03/2023

Investimentos em novos produtos e mudança cultural, ainda durante a pandemia, levaram a resultados recordes em 2022

Bellini, presidente: “As pessoas têm medo do erro porque não querem passar por incompetentes. Mas o erro pode ser saudável” — Foto: Gelson Mello da Costa/Divulgação

A fabricante de ônibus Marcopolo anunciou, na semana passada, o maior resultado anual dos seus 73 anos, receita de R$ 5,4 bilhões, alta de 54,8%, e lucro atribuído aos controladores de R$ 449,1 milhões, expansão de 22,5%. A produção no ano somou 14.725 unidades, aumento de 31,1%. Houve a contratação de 3 mil funcionários e a participação de mercado atingiu 53,5%. O segredo para um ano de tantos acertos? Investir e não ter medo de tropeços. Ao contrário, incentivar os funcionários a assumirem possíveis erros e falhas em qualquer área da companhia e em qualquer nível hierárquico. E sem medo de errar, a empresa começa agora a produzir e vender o primeiro ônibus 100% elétrico desenvolvido pela sua engenharia.

A linha de produção da fábrica de Caxias do Sul (RS) começa neste mês a montar o primeiro lote de 30 veículos elétricos da marca. Até o fim do ano serão, pelo menos, mais 100 unidades, todas para o mercado interno. A estratégia comercial da empresa é começar a colocar seus carros para rodar nas ruas de municípios menores e, por enquanto, não disputar sozinha as grandes capitais. Os protótipos estão na fase final de testes, inclusive em outros países. A empresa já produz no Brasil outros modelos elétricos, mas em parceria. Como, por exemplo, com a chinesa BYD.

“Saímos da pior crise em 73 anos da Marcopolo, em 2020 e 2021, para o melhor resultado da história no ano seguinte (em 2022). Foi uma virada muito grande”, afirma James Bellini, presidente da companhia e membro da família controladora. Ele explica que o resultado do ano passado começou a ser construído ainda durante a pandemia com duas decisões importantes: a continuidade dos investimentos em novos produtos e uma mudança de cultura interna.

O mercado interno foi o responsável pelo resultado recordes em 2022 em receita, lucro e produção total

Bellini conta que a pandemia praticamente parou a empresa em 2020, quando os principais clientes - empresas de transporte rodoviário de passageiros e de turismo - suspenderam as encomendas. Houve ajustes, a margem ficou apertada e a necessidade de preservar caixa levou a cortes de custos e demissão de cerca de 3,5 mil funcionários. A Marcopolo então definiu alguns projetos e manteve os investimentos. Em setembro de 2021, ainda com os negócios patinando, fez apresentações individuais dentro da fábrica para os principais clientes de uma nova geração de ônibus.

“Estava todo mundo ainda muito pessimista naquela época e o lançamento fez com que esses clientes olhassem as coisas já de forma diferente. Essa nova geração foi um dos maiores responsáveis não só pelo faturamento recorde, mas também por volume. Já são mais de 1,2 mil unidades vendidas”, afirma.

Mas Bellini fala com mais carinho do lema “Problema de um, problema de todos”. Um programa que estimulou os funcionários a não terem medo de errar e, principalmente, de assumirem e dividirem seus erros. Começou com a diretoria e foi sendo implantada em todos os níveis de gestão. A ideia agora é levar essa iniciativa às unidades no exterior.

“As pessoas têm medo do erro porque não querem passar por incompetentes. Mas o erro pode ser saudável na medida em que, em tempo hábil, pode ser solucionado e todos aprendem com essa experiência evitando que ocorra novamente. É muito mais saudável apresentar o erro e pedir ajuda do que empurrar para debaixo do tapete”, afirma.

Outro aspecto desse programa foi mostrar que não existem erros isolados. Qualquer falha tem impactos em toda a empresa. “Acabamos com aquela forma de pensar ‘isso não é um problema meu, é de outra área’. Um problema da engenharia, por exemplo, pode impactar na linha de produção, que tem reflexos no resultado. Se tem impacto no resultado, é problema de todos”, destaca.

O mercado interno foi o responsável pelo resultado de 2022. Só no quarto trimestre a receita da Marcopolo cresceu 65% na comparação anual, para R$ 1,78 bilhão, sendo 63,2% originada no Brasil. Da produção total no ano, 86,6% das unidades foram montadas no Brasil. A receita das vendas para o mercado interno foi de R$ 3,1 bilhões em 2022, 58,7% da receita líquida total, contra 51% em 2021.

Isso é reflexo da normalização na entrega de chassis por parte das montadoras e da volta do transporte de passageiros e do turismo. E também do repasse dos custos para os preços finais. Mesmo assim, durante o ano houve vários episódios de atrasos na entrega de chassis e problemas com outros fornecedores. Numa situação 100% normal, a empresa teria produzido mais, conta o executivo.

Já o mercado externo pesou no resultado final do grupo. Duas operações em especial apresentaram problemas: nos Estados Unidos (onde tem participação minoritária) e na Argentina. Durante o ano a Marcopolo saiu do Egito, onde tinha participação numa fabricante local. Hoje ela tem oito fábricas instaladas na Austrália (com três unidades), México, Argentina, Colômbia, China e África do Sul. A receita de exportações, somadas aos negócios no exterior, foi de R$ 2,2 bilhões em 2022, 41,3% do total, contra 49% em 2021.

A expectativa para 2023 é positiva. A demanda reprimida durante os dois piores anos da pandemia - 2020 e 2021 - ainda não foi totalmente atendida. E tanto a inflação de custos como a cadeia de fornecedores tendem a ter um ano mais equilibrado em 2023.

Bellini não faz estimativas para o ano, mas quer entregar o comando da empresa com um último trimestre tão bom o quarto de 2022. Ele deixa o cargo dia 31 de março e vai para a presidência do conselho. A empresa volta a ser dirigida por um executivo de carreira e a família fica apenas no conselho. Em seu lugar entra André Armaganijan, atual diretor de Mercado Externo da Marcopolo.

Rodoviário

O Estado de S.Paulo - SP   08/03/2023

O governo Lula nomeou nesta terça-feira, 7, a nova secretária Nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes. A escolhida foi Viviane Esse, engenheira civil e servidora de carreira da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo a pasta, comandada por Renan Filho (MDB), é a primeira vez que uma mulher estará à frente da política nacional de infraestrutura de transporte rodoviário no País.

No currículo, Viviane tem passagens por diversos órgãos do setor de infraestrutura, com quase 20 anos de experiência no setor público. Além de ter sido superintendente de exploração de infraestrutura rodoviária na ANTT, a servidora também foi secretária-executiva-adjunta do antigo Ministério da Infraestrutura; subchefe de articulação e monitoramento substituta da Casa Civil da Presidência da República; diretora de regulação da educação superior do Ministério da Educação; e assessora técnica da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União do antigo Ministério da Economia.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Viviane é formada em engenharia civil pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e graduada em tecnologia em processamento de dados pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps). Também é mestre pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com ênfase em modelos de previsão de desempenho de pavimentos, e especialista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em regulação de transportes terrestres.

“Tenho a certeza de que podemos resgatar a malha rodoviária nacional de modo a propiciar maior qualidade e segurança a todos os usuários e setores que rodam pelo nosso país”, disse a secretária, que é especialista em regulação de transportes terrestres de carreira da ANTT.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   08/03/2023

Novas informações de inteligência analisadas por autoridades dos EUA sugerem que um grupo pró-ucraniano realizou o ataque aos gasodutos Nord Stream no ano passado, um passo para determinar a responsabilidade por um ato de sabotagem que confundiu investigadores de ambos os lados do Atlântico por meses.

Autoridades dos EUA disseram que não tinham evidências de que o presidente Volodimir Zelenski da Ucrânia ou sua cúpula militar estavam envolvidos na operação, ou que os perpetradores estavam agindo sob a direção de qualquer funcionário do governo ucraniano.

O ataque aos gasodutos, que ligam a Rússia à Europa Ocidental, alimentou a especulação pública sobre quem era o culpado, de Moscou a Kiev e de Londres a Washington, e permaneceu como um dos mistérios não resolvidos de maior importância da invasão na Ucrânia.

Autoridades internacionais alegaram que a Ucrânia e seus aliados tinham o motivo potencial mais lógico para atacar os gasodutos. Eles se opuseram ao projeto por anos, chamando-o de ameaça à segurança nacional porque permitiria à Rússia vender gás mais facilmente para a Europa. Autoridades do governo ucraniano e da inteligência militar dizem que não tiveram nenhum papel no ataque e não sabem quem o executou.

Autoridades dos EUA disseram não saber quem seriam os perpetradores e suas afiliações. A revisão da inteligência recentemente coletada sugere que eles eram oponentes do presidente Vladimir Putin da Rússia, mas não especifica quem seriam os membros do grupo, ou quem dirigiu ou pagou pela operação. As autoridades americanas se recusaram a divulgar a natureza da inteligência, como ela foi obtida ou quaisquer detalhes sobre a força das evidências. Também disseram que não há conclusões firmes sobre isso, deixando em aberto a possibilidade de que a operação possa ter sido clandestina, conduzida por um grupo de mercenários com conexões com o governo ucraniano ou seus serviços de segurança.

Especulações iniciais dos EUA e da Europa culpavam a Rússia pelo ataque, principalmente pelas proezas russas em operações submarinas, embora não esteja claro qual motivação o Kremlin teria para sabotar seus próprios gasodutos, uma vez que eles têm sido uma importante fonte de receita e um meio para Moscou exercer influência sobre a Europa. Uma estimativa colocou o custo de reparar os gasodutos em cerca de US$ 500 milhões. Autoridades dos EUA dizem que não encontraram nenhuma evidência de envolvimento do governo russo no ataque.

Funcionários que revisaram as informações da inteligência disseram acreditar que os sabotadores eram provavelmente cidadãos ucranianos ou russos, ou os dois. Autoridades dos EUA disseram que nenhum cidadão americano ou britânico estava envolvido.

Os gasodutos foram destruídos por explosões submarinos em alto mar em setembro, o que as autoridades americanas descreveram na época como um ato de sabotagem. Autoridades europeias disseram publicamente que acreditavam que a operação que teve como alvo o Nord Stream foi provavelmente patrocinada por um Estado, por causa da sofisticação com que os perpetradores plantaram e detonaram os explosivos no fundo do Mar Báltico sem serem detectados. Autoridades americanas não declararam publicamente acreditar em uma operação patrocinada por um Estado.

Os explosivos provavelmente foram colocados com a ajuda de mergulhadores experientes que não pareciam estar trabalhando para militares ou serviços de inteligência, disseram autoridades dos EUA que analisaram os dados de inteligência. Mas é possível que os perpetradores tenham recebido treinamento especializado do governo no passado.

Autoridades disseram ainda que há enormes lacunas no que as agências de espionagem dos EUA e seus parceiros europeus sabem. Mas disseram que esta é a a primeira pista significativa a surgir de várias investigações cuidadosamente conduzidas, cujas conclusões podem ter profundas implicações para a coalizão de apoio à Ucrânia.

Qualquer sugestão de envolvimento ucraniano, direta ou indiretamente, pode perturbar a delicada relação entre a Ucrânia e a Alemanha, azedando o apoio de um público alemão que engoliu os altos preços da energia em nome da solidariedade.

As autoridades americanas que foram informadas sobre os dados de inteligência estão divididas sobre quanto peso atribuir à nova informação. Todos falaram sob condição de anonimato para discutir informações sigilosas e assuntos delicados de diplomacia.

Autoridades dos EUA disseram que o novo relatório de inteligência aumentou seu otimismo de que as agências de espionagem americanas e seus parceiros na Europa possam encontrar mais informações, o que poderia permitir uma conclusão firme sobre quem promoveu o ataque. Não está claro quanto tempo esse processo levará. As autoridades americanas discutiram recentemente os dados de inteligência com seus colegas europeus, que assumiram a liderança na investigação do ataque.

Uma porta-voz da CIA se recusou a comentar. Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca encaminhou perguntas sobre os gasodutos às autoridades europeias, que estão conduzindo suas próprias investigações.

Nord Stream 1 e Nord Stream 2, como os dois gasodutos são conhecidos, estendem-se por quase mil quilômetros da costa noroeste da Rússia até Lubmin, no nordeste da Alemanha. O primeiro custou mais de US$ 12 bilhões para ser construído e foi concluído em 2011.

O Nord Stream 2 custou um pouco menos que o primeiro gasoduto e foi concluído em 2021, apesar das objeções de autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido, Polônia e Ucrânia, entre outros, que alertaram que isso aumentaria a dependência alemã do gás russo.

Durante uma crise diplomática entre o Ocidente e a Rússia, argumentaram esses funcionários na ocasião, Moscou poderia chantagear Berlim ameaçando reduzir o fornecimento de gás, do qual os alemães dependiam fortemente, especialmente durante os meses de inverno. (A Alemanha abandonou a dependência do gás russo no ano passado.)

No início do ano passado, o presidente Biden, depois de se encontrar com o chanceler Olaf Scholz da Alemanha na Casa Branca, disse que a decisão de Putin sobre atacar ou não a Ucrânia determinaria o destino do Nord Stream 2. “Se a Rússia invadir, isso significa que tanques e tropas cruzarão a fronteira da Ucrânia novamente, então não haverá mais um Nord Stream 2", disse Biden. “Vamos acabar com isso.”

Quando perguntado exatamente como isso seria feito, Biden disse enigmaticamente: “Prometo a você que seremos capazes de fazer isso”. Algumas semanas depois, Scholz anunciou que seu governo impediria que o gasoduto Nord Stream 2 se tornasse operacional. Dois dias depois, a Rússia lançou a invasão.

Desde as explosões nos gasodutos em setembro, tem havido muita especulação sobre o que aconteceu no fundo do mar perto da ilha dinamarquesa de Bornholm. A Polônia e a Ucrânia imediatamente acusaram a Rússia de plantar os explosivos, mas não ofereceram provas.

A Rússia, por sua vez, acusou o Reino Unido de realizar a operação – também sem provas. A Rússia e o Reino Unido negaram qualquer envolvimento nas explosões.

No mês passado, o jornalista investigativo Seymour Hersh publicou um artigo na plataforma de newsletter Substack concluindo que os Estados Unidos realizaram a operação sob a direção de Biden. Ao apresentar sua reportagem, Hersh citou a ameaça pré-invasão do presidente de “pôr fim” ao Nord Stream 2 e declarações semelhantes de outros altos funcionários dos EUA.

Autoridades dos EUA dizem que Biden e seus principais assessores não autorizaram uma missão para destruir os gasodutos Nord Stream e dizem que não houve envolvimento dos EUA.

Quaisquer descobertas que coloquem a culpa em Kiev ou em representantes ucranianos podem provocar uma reação na Europa e tornar mais difícil para o Ocidente manter uma frente unida em apoio à Ucrânia. Autoridades e agências de inteligência dos EUA reconhecem que têm visibilidade limitada na tomada de decisões ucraniana.

Apesar da profunda dependência da Ucrânia dos Estados Unidos para apoio militar, de inteligência e diplomático, as autoridades ucranianas nem sempre são transparentes com seus colegas americanos sobre suas operações militares, especialmente contra alvos russos atrás das linhas inimigas. Essas operações frustraram as autoridades dos EUA, que acreditam que não melhoraram de forma mensurável a posição da Ucrânia no campo de batalha, mas arriscaram alienar os aliados europeus e ampliar a guerra.

As operações que criaram uma crise com os Estados Unidos incluíram um ataque no início de agosto à base aérea russa de Saki, na costa oeste da Crimeia, um caminhão-bomba em outubro que destruiu parte da ponte do estreito de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia, e ataques de drones em dezembro em bases militares russas em Ryazan e Engels, cerca de 500 km além da fronteira ucraniana.

Mas houve outros atos de sabotagem e violência de procedência mais ambígua que as agências de inteligência dos EUA tiveram mais dificuldade em atribuir aos serviços de segurança ucranianos. Um deles foi um carro-bomba perto de Moscou em agosto que matou Daria Dugina, filha de um importante nacionalista russo.

Kiev negou qualquer envolvimento, mas as agências de inteligência dos EUA acabaram acreditando que o assassinato foi autorizado pelo que as autoridades chamaram de “elementos” do governo ucraniano. Em resposta à descoberta, o governo Biden repreendeu os ucranianos em particular e os advertiu contra ações semelhantes.

As explosões que romperam os gasodutos Nord Stream ocorreram cinco semanas após o assassinato de Dugina. Após a operação Nord Stream, houve especulação - e preocupação - em Washington de que partes do governo ucraniano também poderiam estar envolvidas nessa operação.

Os novos dados de inteligência não fornecem evidências até agora da cumplicidade do governo ucraniano no ataque aos gasodutos, e as autoridades dos EUA dizem que o nível de confiança do governo Biden em Zelenski e sua equipe sênior de segurança nacional tem aumentado constantemente.

Dias após a explosão, Dinamarca, Suécia e Alemanha iniciaram suas próprias investigações separadas sobre a chamada operação Nord Stream.

Agências de inteligência dos dois lados do Atlântico tiveram dificuldade em obter evidências concretas sobre o que aconteceu no fundo do mar nas horas, dias e semanas antes das explosões.

Os próprios gasodutos não foram monitorados de perto, nem por sensores comerciais nem pelo governo. Além disso, encontrar a embarcação ou embarcações envolvidas foi complicado pelo fato de as explosões terem ocorrido em uma área de tráfego intenso.

Mas agora os investigadores têm muitas pistas a seguir. De acordo com um legislador europeu informado no final do ano passado pelo principal serviço de inteligência estrangeiro de seu país, os investigadores coletaram informações sobre cerca de 45 “navios fantasmas” cujos transponders de localização não estavam ligados ou não estavam funcionando quando passaram pela área, possivelmente para encobrir seus movimentos.

O legislador também foi informado de que mais de 1.000 libras de explosivos de “grau militar” foram usados pelos perpetradores do ataque

Mats Ljungqvist, um promotor sênior que lidera a investigação da Suécia sobre o caso, disse ao The New York Times no final do mês passado que a caçada de seu país aos perpetradores continuava.

“É meu trabalho encontrar aqueles que explodiram o Nord Stream. Para me ajudar, tenho o Serviço de Segurança do nosso país”, disse Ljungqvist. “Se eu acho que foi a Rússia que explodiu o Nord Stream? Nunca pensei isso. Não é lógico. Mas, como no caso de um assassinato, é preciso estar aberto a todas as possibilidades”.

IstoÉ Dinheiro - SP   08/03/2023

A Petrobras começou neste mês a operar contratos que permitem o compartilhamento de suas infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural na Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catuna, localizada na Bahia, com outras empresas do setor, informou a estatal nesta terça-feira.

Os contratos que tiveram início de operação englobam as companhias Petrorecôncavo, SPE Miranga, Origem Energia e 3R Candeias, controlada pela 3R Petroleum, disse a Petrobras.

Além disso, a Petrobras disse que foi iniciada a operação do contrato de processamento de gás natural celebrado com a 3R Rio Ventura, também de controle da 3R.

Esses contratos substituem solução transitória vigente desde o início de 2022, “que tornou possível a antecipação do atendimento ao mercado de gás natural por essas empresas, antes do acesso às infraestruturas de escoamento e processamento da Petrobras”, disse a petrolífera estatal em comunicado em seu site.

O Estado de S.Paulo - SP   08/03/2023

Desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, o Brasil conquistou cinco vezes o campeonato. Na mesma década começamos a produzir petróleo e desde então perfuramos mais de 30 mil poços, transformando o setor em orgulho nacional. A história argentina foi menos notável: até 2022, só havia ganhado dois mundiais e ainda não está entre os dez maiores produtores de petróleo e gás.

Aqui, a última vitória na Copa e o frisson das grandes descobertas do pré-sal ficaram nos anos 2000. A Argentina, por sua vez, vem jogando na última década o bom futebol que a levou à vitória no Catar. No petróleo e gás, desenvolver a província de Neuquén a partir da produção em reservatórios não convencionais foi mais um golaço.

Esses reservatórios são jazidas de petróleo e gás com baixa permeabilidade que requerem técnica especial para extrair combustíveis: o “fraturamento hidráulico”. No Brasil, apesar de a atividade ser regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo desde 2014, até hoje não foi licenciada.

No meio do deserto, Neuquén não tinha grandes perspectivas até a jogada que a levou ao seu maior PIB em 2019 e ao recorde de empregos em 2022. Não por menos: lá, um poço “não convencional” requer investimento de US$ 10 milhões e, desde 2016, foram perfurados mais de 1,2 mil. Além do impacto direto, a subcontratação de pequenos fornecedores, bem como comércio e serviços, inclui até mesmo trabalhadores de fora da indústria.

Há também efeitos sobre a independência energética. Assim como o Brasil exporta jogadores, importa gás não convencional de países como os Estados Unidos. A Argentina, por sua vez, começa a exportar o gás produzido em Neuquén.

O governo federal, em sua primeira visita diplomática ao vizinho, colocou em campo o financiamento, pelo BNDES, de um gasoduto para escoar gás não convencional argentino. O mesmo gás que até hoje nem sequer produzimos. Mais um gol dos hermanos.

No Brasil, o Projeto Poço Transparente, iniciativa de acesso à informação sobre o fraturamento hidráulico, foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia em dezembro. Caberá ao novo ministro renovar o apoio à empreitada e costurar o mais importante para a realização da atividade: licenças ambientais para os projetos-piloto.

Em campo ou na indústria, o Brasil pode aprender com a Argentina. É preciso usar novas técnicas e diversificar apostas para o prêmio maior: nosso desenvolvimento socioeconômico.

*É Secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP).

IstoÉ Online - SP   08/03/2023

Os contratos futuros mais líquidos do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, 7, encerrando uma sequência de cinco altas consecutivas, influenciados pela força do dólar após discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, no Senado dos Estados Unidos. A fala reverteu inclusive os ganhos de mais cedo, com a expectativa de uma recuperação da demanda da China após publicação de dados de importação.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril de 2023 fechou em queda de 3,58% (US$ 2,88), a US$ 77,58 o barril, enquanto o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em queda de 3,35% (US$ 2,89), a US$ 83,29 o barril.

O petróleo iniciou o dia em leve alta, mas passou a cair já no meio da manhã, perdendo parte dos ganhos recentes de cinco sessões de ganhos, o que pode ter levado investidores a realização de lucros.

Já no começo da tarde, entretanto, a commodity foi fortemente pressionada pelo dólar, que acentuou alta ante outras moedas em reação às expectativas de juros altos por mais tempo após fala do Powell no Senado americano.

Em segundo plano, estão dados de importação da China, que indicaram uma desaceleração no primeiro bimestre de 2023. Entretanto, segundo a Capital Economics, com um melhor desempenho dos dados relacionados a commodities, a previsão da consultoria é que as importações chinesas de petróleo deverão ganhar força a partir de agora.

Também no radar, está a publicação da perspectiva de curto prazo (Steo, na sigla em inglês) do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que indicou que a Rússia deverá cortar mais ainda a produção de petróleo, em 700 mil barris por dia.

AGRÍCOLA

Valor - SP   08/03/2023

Recursos poderão chegar a 100 milhões de euros

Os agricultores certificados pelo programa Pro Carbono, da Bayer, terão acesso a crédito subsidiado pelo banco AGCO Finance para compra de qualquer máquina agrícola da marca Fendt, que se tornou parceira do projeto. Os recursos disponibilizados podem chegar a um total de 100 milhões de euros. Não há um limite máximo para os financiamentos e os juros devem ficar cerca de 10% abaixo da média do mercado.

“Queremos fornecer produtos eficientes para que o agricultor possa continuar crescendo e para mudar a imagem que as pessoas têm dele. A grande maioria já é sustentável, porque quer a sua terra produzindo por mais 100 anos”, afirmou o diretor da Fendt na América do Sul, José Galli, de passagem pela 23ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). “Em breve, vamos aceitar outras certificações [além do Pro Carbono]”.

A Fendt também prevê recursos no futuro para baratear o serviço de manutenção preventiva dos equipamentos. “Uma máquina desregulada prejudica o agricultor e é mais poluente", destacou.

Pesquisa

O executivo afirmou que a empresa alemã mantém diversas linhas de pesquisa em sustentabilidade. Uma delas busca alternativas para o motor à combustão, como máquinas elétricas ou movidas a hidrogênio. “Mas, mesmo antes que esses novos motores estejam no mercado, queremos ajudar o agricultor a ser mais sustentável”, realçou.

A entrada da Fendt no programa passa uma mensagem importante, de que a busca por uma agricultura mais saudável envolve todo o setor, exaltou o líder do negócio de carbono da Bayer para a América Latina, Fabio Passos.

“Máquinas que trazem efetividade no uso de combustíveis e insumos são necessárias para que nossos defensivos sejam aplicados corretamente”, disse o executivo da Bayer. Em lavouras do programa Pro Carbono, estima-se que a rentabilidade seja 5% maior que o das plantações convencionais.

O programa conta com outros parceiros estratégicos que oferecem algum benefício imediato aos produtores participantes. “A Mosaic, por exemplo, oferece produtos de baixo carbono praticamente pelo preço de itens de prateleira”, mencionou Passos.

Expansão

A Fendt desembarcou no Brasil em 2019 e vem crescendo exponencialmente, segundo Galli. Assim como suas concorrentes, a marca precisou reinventar a forma de se conectar com os clientes em meio à pandemia da covid-19, porque feiras importantes como a Expodireto não aconteceram e mesmo as idas dos produtores às revendas diminuíram.

“No agro, a gente brinca que todo ano é atípico. Mas conseguimos posicionar a marca no lugar certo. Fizemos o primeiro lançamento de um trator em uma live [transmissão ao vivo nas redes sociais]”, afirmou Galli. No ano passado, o faturamento cresceu mais do que o projetado e atingiu o patamar previsto para ser alcançado em 2023. A AGCO não detalha o volume de vendas das marcas.

José Galli disse que os produtores rurais estão reduzindo aos poucos a dependência do crédito subsidiado, com produtos do setor privado mais interessantes. No Brasil, os clientes da Fendt são principalmente grandes produtores rurais. “Mas há agricultores com 300 hectares que compram um único equipamento para melhorar suas operações”, explicou.

A empresa quer estar em todo o país até o fim do ano com 30 lojas. Hoje, possui 22 concessionárias no Cerrado e uma no Rio Grande do Sul, inaugurada no segundo semestre do ano passado. Segundo Galli, também está entre as metas expandir as vendas para outros países da América do Sul, como o Paraguai, e trazer equipamentos de porte menor até o fim de 2024.

Portal do Agronegócio - MG   08/03/2023

Durante a Expodireto Cotrijal, que ocorre de 6 a 10 de março em Não-Me-Toque (RS), a Valtra apresenta novas soluções voltadas para a agricultura de precisão e máquinas agrícolas, ampliando as possibilidades de acesso do produtor rural a tecnologia, conforme suas características e necessidades específicas.

“Trouxemos soluções que se adequam à realidade de diversos produtores rurais, desde aqueles que estão iniciando na agricultura 4.0 quanto aos que já estão avançados nesse quesito. Aqui no Rio Grande do Sul temos essa diversidade de perfis, então trouxemos equipamentos que facilitam o dia a dia no campo, proporcionam mais qualidade no trabalho e potencializam os resultados de produtividade”, diz Alexandre Vinícius de Assis, diretor de Vendas da Valtra.

Como a feira coincide com o Dia Internacional da Mulher (8), a marca promete ações especiais impactantes em seu estande para comemorar a data. Além disso, a fabricante traz soluções de pós-vendas para agricultura de precisão, com ferramentas que atualizam a tecnologia embarcada em maquinários. Nesse segmento, o Fuse PRO SENSE chega para auxiliar no manejo da colheita, maximizando a qualidade do trabalho e resultando em maior rentabilidade para o produtor. Já a Geo-Bird é uma plataforma on-line gratuita que facilita o planejamento de linhas de operação, o primeiro passo para que os manejos no campo sejam realizados de forma racional e com sustentabilidade.

Outra novidade é a expansão de linha de plantadeiras Momentum. Sucesso em suas versões Sementes, de 24, 30 e 40 linhas, e Sementes & Fertilizantes, de 24 e 30 linhas, o implemento chega com opções para atender pequenos e médios produtores com tecnologia e alta rentabilidade no plantio.

Para o segmento de tratores, destaque para as séries A4 HiTech e T CVT. Já para quem busca pulverização em alto nível na lavoura, a Série R chega nas versões R530 e R535, oferecendo economia e alto desempenho nas operações. Todos esses equipamentos podem contar com o auxílio do Valtra Connect, mais uma ferramenta de agricultura 4.0 que permite acesso remoto aos dados gerados, com o monitoramento da frota em tempo real.

TECNOLOGIAS VALTRA NA FEIRA
FUSE PRO SENSE

Para o manejo da colheita a Valtra apresenta o Fuse PRO SENSE que, com o auxílio de uma série de sensores e dispositivos, gera dados precisos sobre a produtividade da lavoura. O equipamento pode ser instalado em diversas máquinas no campo, gerando resultados confiáveis sobre a colheita realizada. Para isso, o sistema conta com sensor óptico, que emite feixes de luz e realiza leituras consistentes até mesmo de culturas mais leves, como é o caso do sorgo.

A solução faz a compensação automática de inclinação, conforme a colheitadeira se movimenta no campo. A largura de corte também passa a ser automatizada, com a possibilidade de configuração para até 16 seções, resultando em informações fidedignas ao que é colhido pela máquina. Para aperfeiçoar essa acuracidade, um copo calibrador faz a aferição do volume colhido.
GEO-BIRD

A Geo-Bird é uma plataforma digital para criação de linhas de orientação para os trabalhos no campo. A ferramenta gratuita chega ao Brasil contando com o suporte das concessionárias Valtra e pode ser utilizada em todos os tamanhos de lavouras, especialmente para terrenos planos, que permitam linhas retas e bem definidas.

Para utilizar o serviço, o primeiro passo é acessar o site https://app.geo-bird.com/#geobird e realizar um breve cadastro. Também é possível testar a plataforma clicando no modo de demonstração. Em qualquer uma das duas opções, o usuário será capaz de desenhar ou importar áreas para o sistema, e após isso, poderá inserir o tamanho do implemento que irá trabalhar no talhão e a velocidade média da operação. Com esses dados salvos, a plataforma irá gerar opções de linhas de orientação, com informações sobre o número de manobras, distância percorrida e o tempo dedicado para cada uma das alternativas.
PULVERIZADOR SÉRIE R (R530 E R535)

Os novos pulverizadores Valtra foram desenvolvidos para médios e grandes produtores rurais, com foco principal na aplicação de defensivos em lavouras de soja, milho, trigo, algodão e cana-de-açúcar. Estão disponíveis nas versões R530 e R535, ambos com barras de até 36 metros. A tecnologia embarcada conta com controlador de vazão com nove seções pneumáticas ou 36 seções com controle eletrônico, que proporcionam maior eficácia na aplicação, distribuição e deposição de gotas, possibilitando a economia de até 73% de defensivos com sobreposição em bordaduras.

Pelo painel digital lateral de abastecimento, a nova linha possibilita controlar o volume carregado no tanque, de 3,5 mil litros no modelo R535 e 3 mil litros no modelo R530, e acompanhar a leitura real do reservatório das máquinas. O sistema de recuperação de produto diminui em até 89% no desperdício de defensivo durante a operação. A cabine tem maior área envidraçada, comandos ergonomicamente dispostos e novo Arm Rest integrado. Aspectos que contribuem com a produtividade e a qualidade do trabalho do operador.

O motor AGCO Power atende à norma de emissão de poluentes MAR-1; enquanto a transmissão hidro-eletrônica independente AWD, com o controle automático da rotação, garante uma economia de 15% em combustível e uma maior capacidade de rampa, que chega aos 36%. A transmissão ainda permite que o operador mantenha a velocidade constante, com uma melhor qualidade de aplicação de defensivos, sem que haja variações bruscas de velocidade.

Outras novidades são o sistema de recirculação de produto na barra, reabastecimento frontal e lateral, e a Estação Meteorológica (item opcional), que auxiliará o operador na tomada de decisões em função do correto monitoramento das condições ambientais durante a aplicação.
SÉRIE A4 HITECH

Os tratores de média potência são voltados aos produtores de grãos, arroz e cana-de-açúcar, que demandam equipamentos potentes, robustos e econômicos. São três modelos - A124 HiTech (125cv), o A134 HiTech (135cv) e o A144 HiTech (145cv), equipados com o motor com injeção eletrônica AGCO Power de quatro cilindros, a melhor solução para redução de consumo, máximo desempenho e baixo custo de manutenção, com tecnologia iEGR para redução de emissões de poluentes, em atenção à regulamentação Proconve MAR-1.

A série traz o diferencial da transmissão HiTech4 powershift 16+16R, projetada para uma operação suave e sem esforço, minimizando o uso do pedal da embreagem e sem interromper a tração do trator, contemplando modelos para maior produtividade e rentabilidade, com máquinas confiáveis e econômicas, tanto com consumo de combustível quanto em manutenção.
T CVT

Disponível para as faixas de potência entre 195 a 250 cavalos, o trator T CVT vem com o Motor AGCO Power de gerenciamento eletrônico capaz de gerar até 25% mais economia de combustível. A maior eficiência de combustão combinada com a transmissão CVT permite a execução em rotações mais baixas e aumenta a durabilidade do óleo do sistema hidráulico em até 80%. A transmissão CVT é versátil e trabalha com um número infinito de marchas e velocidades, permitindo que o produtor encontre a velocidade ideal à sua operação.

Portal do Agronegócio - MG   08/03/2023

Com o objetivo de sempre levar soluções cada vez mais inovadoras e atender às demandas de seus clientes, a John Deere, empresa global de tecnologia que fornece, principalmente, software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, apresenta na Expodireto Cotrijal 2023 lançamentos focados no aumento da produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. O evento será realizado entre os dias 6 e 10 de março, na cidade de Não-Me-Toque (RS), e a companhia será representada pelos concessionários SLC Máquinas, Alvorada e Verdes Vales.

Com a produção agrícola do Rio Grande do Sul enfrentando as perdas expressivas provocadas pela estiagem que afetou as lavouras em diversas regiões do Estado, a John Deere leva à feira o que há de mais moderno em inovação, tecnologia e oportunidades no mercado. “Nosso objetivo é apoiar o produtor gaúcho e auxiliar na otimização do campo, diminuindo as perdas e amenizando os gastos, para tornar as operações cada vez mais sustentáveis”, explica Marcelo Lopes, diretor de Vendas da John Deere Brasil.

A presença da companhia no evento evidenciará como a tecnologia beneficia o trabalhador rural e otimiza seu trabalho, realizando serviços precisos e ágeis. Hoje, as máquinas são ferramentas fundamentais para a gestão no campo. O objetivo da empresa é democratizar e facilitar a vida do trabalhador com segurança e pensando nos mais diversos cenários.

“Trata-se de utilizar o equipamento certo, no momento certo, no lugar certo, e otimizar ao máximo o que cada máquina tem a oferecer em cada situação, fazendo ainda mais a diferença na questão de sustentabilidade. É um verdadeiro ecossistema colaborativo e eficiente”, reforça o diretor.
Conectividade e pós-vendas

Os visitantes da feira poderão conhecer mais de perto o Centro de Soluções Conectadas (CSC), um serviço de suporte remoto às operações agrícolas de clientes e parceiros que usa uma base de dados -- colhidos pelas próprias máquinas durante as operações -- para identificar oportunidades de redução de custos e otimização de equipamentos.

O Brasil tem hoje 42 Centros de Soluções Conectadas para auxiliar na gestão do produtor, a maior concentração do mundo desses centros de tecnologia em um único país. É uma inovação que altera o modo de trabalhar do produtor, e prova disso é que, em 2021, 85% dos chamados foram abertos ou resolvidos à distância. Além da eficácia, o suporte remoto exerce influência positiva sobre o bolso do produtor. O custo médio dos serviços/assistência técnica, quando feitos ou iniciados de forma remota, fica até 60% mais barato, com grande economia em gastos de deslocamento e, acima de tudo, redução do tempo de máquina parada.

Para manter a eficiência, a John Deere conta com a maior rede de concessionários agrícolas do Brasil, com mais de 300 pontos de vendas que oferecem serviços de manutenção e otimização capazes de manter o rendimento operacional dos equipamentos durante toda sua vida útil.
Destaques no estande

A John Deere apresenta seus lançamentos para lavoura, focados nas oportunidades para os agricultores do Rio Grande do Sul.

Entrando no mercado para ser o menor e mais versátil trator já comercializado pela John Deere no Brasil, o modelo 3036EN tem como foco pequenas propriedades, podendo também ser utilizado no cultivo de árvores frutíferas e granjas. O trator apresenta produtividade elevada, transmissão heavy duty -- que permite um funcionamento mais suave e com menos ruído por meio do eixo vedado na dianteira e traseira -- e um motor compacto, com potência de 36HP.

Outra novidade que a John Deere apresenta é a Plataforma de Milho Greensystem, disponível em três versões aos produtores: a Standard, com chapa despigadora hidráulica; a Deluxe, que além da chapa possui também um sensor de altura; e a Premium, que oferece o sistema automático AutoTrac RowSense (com piloto automático e sensores de linhas) instalado de fábrica. As plataformas Greensystem estão disponíveis em tamanhos que variam de 8 a 23 linhas e de espaçamentos de 45, 50 e 60 centímetros, visando à adequação perfeita à propriedade rural do cliente. Também estarão expostas no estande da John Deere outras novidades da linha Greensystem, como o pulverizador de pecuária, o distribuidor de nutrientes e o tanque de inoculantes para todos os modelos de plantadeiras 2100 e DB.

Como a precisão na aplicação é fundamental, a tecnologia se tornou uma das grandes aliadas do agricultor na pulverização. Por isso, estará na feira o pulverizador M4030 que conta com o novo sistema inteligente de controle de pontas (Individual Nozzle Control) da John Deere, o ExactApply, que permite maior qualidade de aplicação e melhor cobertura, independente da velocidade, topografia e formato do talhão, devido à tecnologia de pulverização pulsada de 30 Hz e à troca inteligente entre duas pontas. Outro ponto desenvolvido pensando na sustentabilidade, desta vez do negócio, é o tamanho do tanque de solução de 3.000 litros com três opções de barras: 27 e 30 metros de aço e 36 metros de fibra de carbono.

Quando falamos em plantio de qualidade, a Plantadeira John Deere PL1111 é capaz de garantir um bom desempenho mesmo em condições adversas. Desse modo, possui uma estrutura especializada para encarar terrenos irregulares, com alto volume de palha. O trabalho conjunto de seus componentes entrega precisão na deposição de sementes e fertilizante, além de uma notável economia de combustível. A máquina também proporciona uma economia de sementes 7% maior com a tecnologia de desligamento de linhas RowCommand.

Também estarão expostas no estande da John Deere as colheitadeiras S400, um projeto 100% nacional, pensado nas necessidades dos produtores do nosso País, e a S700, a mais automatizada do mercado. “A S400 foi pensada para o mercado brasileiro, é um produto focado na nossa agricultura e nos nossos produtores. Já a S700 conta com duas câmeras digitais que permitem que o sistema realize a leitura da passagem de grãos, identificando impurezas e grãos quebrados, e promovendo automaticamente os ajustes necessários -- a cada três minutos -- para manter a performance e a qualidade dos grãos. O resultado é um grão 17% superior em qualidade, somado a 13% de redução de perdas”, ressalta Lopes.
Construção

A John Deere também terá máquinas da Linha Amarela expostas na feira, destacando principalmente a comunicação entre as divisões agrícolas, de construção e pavimentação. Estarão disponíveis aos visitantes uma retroescavadeira 310L Retro, uma pá-carregadeira 524K-II e a 444G, projetada para as operações brasileiras agrícolas e de construção. Além disso, uma escavadeira hidráulica 210G LC, um trator de esteira 750J-II e uma motoniveladora 620G, também estarão à disposição para os visitantes conhecerem de perto.

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