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06 de Janeiro de 2023

SIDERURGIA

Valor - SP   06/01/2023

CSN abriu a temporada de aumentos, a primeira em oito meses, e foi seguida até quinta-feira (5) por Usiminas e ArcelorMittal Tubarão

O mercado de aço no país iniciou o ano com reajustes de preços para os chamados produtos siderúrgicos planos, usados, por exemplo, em carrocerias de automóveis. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), como faz tradicionalmente, saiu na frente das concorrentes ao anunciar antes do fim de 2022 que iria aplicar aumento linear de 10% em todos os tipos de aço que fabrica e comercializa.

Duas outras siderúrgicas, concorrentes da CSN, segundo uma fonte do setor, também definiram na quarta-feira aplicar aumento aos seus produtos. A ArcelorMittal Tubarão informou seus clientes de vários setores — compradores de produtos laminados a quete e a frio e bobinas zincadas — que aplicaria em torno de 10%.

Já a Usiminas, principal fornecedora de aço plano para o setor automotivo do país, além de produzir chapas grossas usadas em tubos e maquinas pesadas, informou que o reajuste entra em vigor no dia 16 de janeiro. Os preços serão majorados em 9% a 12%, a depender do tipo de produto.

A siderúrgica mineira também definiu alta de preço para o aço vendido diretamente para as montadoras, para aquelas com data de reajuste em janeiro. Outro grupo de companhias automotivas negocia em abril.

Com as montadoras, segundo outra fonte, ficou acertado mudança no calendário. Devido às oscilações de custos de matérias-primas do aço (como minério de ferro) e variação do preço no mercado global, as negociações deixam de ser anuais e passam a ser semestrais.

Os produtos siderúrgicos planos, formados por vários tipos de chapas e bobinas, tem aplicações nos setores automotivo (carros e autopeças), construção civil, linha branca, máquinas e equipamentos e tubos de pequeno e grande diâmetro.

A Gerdau, que faz laminados a quente e chapas grossas ainda não havia definido novos preços.

São três os principais argumentos para elevar preços — aumento do aço no mercado internacional, em alta desde meados de novembro; subida do minério de minério de ferro; e a queda no prêmio entre produto nacional e o importado.

A previsão é que o prêmio, que ficou bem acima de 10%, mantida a cotação do dólar na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,30 vai levar essa diferença para 3% a 5%, segundo disse uma fonte do mercado.

O preço da bobina laminada a quente, BQ, que é referência no mercado mundial, saiu de US$ 560 a tonelada em 30 de novembro na China para US$ 640 no fim de dezembro — alta de US$ 80 em um mês. Segundo outra fonte, a BQ chegou a bater em US$ 535 a tonelada, num processo de queda de preço verificado ao longo do segundo semestre com as medidas rigorosas de combate à covid adotadas pelo governo da China.

No mercado brasileiro a tonelada da BQ era comercializada na faixa de R$ 4,4 mil há uma semana (equivalente a US$ 846). Segundo a consultoria especializada S&P Global Commodity Insights, na última semana de 2022 o preço variava de R$ 4,3 mil a R$ 4,6 mil a tonelada. A avaliação é que há espaço para aplicação de aumentos pelas usinas.

Segundo a CSN, seus reajustes vão atingir o setor da distribuição (que vende no varejo e responde por um terço do comércio no país), construção e industrial.

As fabricantes de bens eletrodomésticos — chamados no mercado de linha branca — têm fechado negociações de reajuste com as usinas a cada trimestre.

As siderúrgicas no país estão em busca de recuperação de margens de ganho que alegam ter perdido no segundo semestre. Elas admitiram que tiveram de conceder descontos superiores a 40% nos preços do aço vendido internamente nesse período. O último reajuste de preço foi tentado em abril.

Chapa grossa, material fabricado por Usiminas e Gerdau, tem sido uma exceção: os preços não sofreram baixa devido à alta procura pelo material. A demanda no país está superior à capacidade de produção das duas usinas.

Segundo uma fonte, as duas empresas estão com a produção toda vendida até fim de fevereiro. Novos pedidos somente para março em diante. A demanda por chapa grossa é puxada principalmente nos setores de máquinas e equipamentos, tubos de grande diâmetro e na área de energia eólica (montagem de torres).

Depois de fechar 2022 com retração de 12% no consumo aparente, a expectativa é de leve alta neste ano — 2% a 3%. A rede de distribuição de aços planos registrou expansão de 3% a 3,5% e estima aumento entre 2,5% e 3% em 2023.

Ontem, impulsionadas pelos aumentos anunciados, as ações de CSN, Usiminas e Gerdau fecharam o dia com altas de 6,62%, 5,92% e 2,45%, respectivamente.

Na conta, estão precificadas a instabilidade do cenário global, bem como as variações do real frente ao dólar no país — Foto: Bloomberg

Portal Fator Brasil - RJ   06/01/2023

Marcando uma queda de 2,8%, diz Alacero. As importações provenientes dos países objeto de dumping continuam a ser uma ameaça latente para a região.

A indústria siderúrgica latino-americana apresenta um cenário de queda moderada da demanda. O consumo aparente da região, que em 2021 foi de 74,9 Mt (+25,8%), deverá sofrer uma diminuição de 9,5% face ao que foi registado nos primeiros 8 meses deste ano, fechando 2022 em 67,8 Mt.

A produção de aço bruto também pode cair 2,8% em relação a 2021, se as previsões de 62,8 Mt para o final de 2022 forem confirmadas. Enquanto isso, a produção de laminados, que encerrou 2021 em 55,9 Mt, apresentaria uma queda estimada de 1,1% em 2022, totalizando 55,3 Mt. Após um ano anterior de forte recuperação, em 2022 a América Latina demonstra que é possível manter altos níveis de produção, tendo como força motriz o apoio entre os mercados internos e menor dependência de importações extrarregionais. Um cenário de contração moderada é natural após um 2021 de recomposição do mercado.

Este ano, 2022, começou com boas expectativas de recuperação, mas a declaração de guerra da Rússia à Ucrânia trouxe incertezas políticas, comerciais e estruturais que retardaram essa recuperação e o ímpeto das cadeias de suprimentos. Assim, a produção de aço contabilizada em 2022 deverá atingir os 62,8 Mt, o que representaria uma queda de 2,8% face ao ano anterior.

Produção e consumo de laminados — No início de 2022, graças à extensa cobertura vacinal, a demanda global por aço mostrou sinais de recuperação. No entanto, o contexto econômico global de recuperação industrial enfrentou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que exacerbou as crises estruturais das economias emergentes e em desenvolvimento, e destacou a necessidade de repensar nossas matrizes energéticas, rotas de produção de aço e sua pegada de carbono em todo o mundo.

A previsão é que em 2022 o consumo mundial de aço acabado atinja os 1.797 Mt, menos 2,3% do que no ano passado. Por sua vez, a Worldsteel projeta que o consumo de produtos laminados na China contrairá 4%, totalizando 914 Mt.

Portanto, a produção de aço acabado na América Latina deve chegar a 55,3 Mt até 2022. Se essa projeção se concretizar, o resultado representará uma queda de 1,1% em relação a 2021. O consumo estimado de aço acabado na região será reduzido em 9,5%, se a previsão de 67,8 Mt for confirmada.

Consumo de aço na região — A indústria siderúrgica teve um papel importante na recuperação regional em 2022, considerando o consumo per capita. No entanto, mesmo mantendo o nível de consumo anterior à pandemia, a América Latina apresentará uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior.

Assim, a região deve fechar 2022 com 105 kg/per capita, igual à média do período 2018-2019. Apesar da queda mais intensa na América Latina, observa-se que a região foi mais resiliente, consumindo os mesmos 46% da média mundial obtida naquele período por pessoa.

Uma ameaça latente — De acordo com o relatório da Alacero, as importações continuam a ameaçar o comércio latino-americano. Os produtos chegam à região a preços abaixo do mercado (dumping) enviados por países com economias não mercantis, que subsidiam a produção de aço e fornecem apoio financeiro fora da OMC e seus alinhamentos industriais.

Nesse cenário, as importações totais de aço da América Latina aumentaram 46,7% em 2021 em relação ao ano anterior. Naquele ano, a China registrou um aumento paralelo de 28,9% no total das exportações (em toneladas) em relação a 2020.

A participação das importações extrarregionais no consumo da América Latina permanece alta e deve chegar a 29% até o final de 2022, representando cerca de 87% de tudo o que a região importa. Em 2021, a China embarcou 10,4 milhões de toneladas de aço para a região. | MM

Petro Notícias - SP   06/01/2023

As empresas que trabalham com aço no Brasil começaram a receber as mensagens de aumento de preços cobrados pelas siderúrgicas brasileiras. A primeira delas foi a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Agora, a ArecelorMittal e a Usiminas já fizeram suas comunicações aos distribuidores e para algumas companhias que compram direto os seus produtos. Os reajustes, em média, vão ficar em 10% nas chapas e bobinas a quente e a frio, material estanhando para embalagens, e material zincado e pré-pintado. O aumento passou a vigorar dia 1º de janeiro. Já a Usiminas, principal fornecedora de aço plano para o setor automotivo do país, além de entregar também chapas grossas, informou a clientes que o reajuste entra em vigor no dia 16 de janeiro. Os aumentos ficarão até 12% mais caros a depender do tipo de produto. Em abril, terá um novo amento.

Nas negociações com as fabricantes de automóveis, devido às oscilações de custos de matérias-primas do aço (minério de ferro e carvão) e variação do preço no mercado internacional, as negociações passarão a ser a cada semestre e não mais uma vez por ano. As variações do real frente ao dólar no país, que influencia no prêmio do produto nacional frente a material importado, principalmente da China. Ainda se espera que a Gerdau, outra gigante do aço, anuncie os seus reajustes brevemente.

ECONOMIA

IstoÉ Online - SP   06/01/2023

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,54% em dezembro, acelerando em relação ao avanço de 0,47% de novembro, segundo dados publicados nesta quinta-feira, 5, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O resultado de dezembro superou o teto das estimativas de instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, de altas de 0,20% a 0,50%, com mediana de 0,34%.

Ao longo de 2022, o IPC-Fipe acumulou inflação de 7,32%, abaixo dos 9,73% de 2021. A taxa anual, porém, também ficou acima das expectativas, que variavam de 4,92% a 7,29%.

Apenas no mês passado, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe ganharam força: Habitação (de -0,09% em novembro a 0,05% em dezembro), Alimentação (de 0,47% a 1,07%), Despesas Pessoais (de 0,71% a 0,75%) e Educação (de 0,12% a 0,13%).

Por outro lado, houve arrefecimento nas categorias Transportes (de 0,84% em novembro a 0,04% em dezembro), Saúde (de 1,17% a 1,14%) e Vestuário (de 1,39% a 1,18%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em dezembro:

– Habitação: 0,05%

– Alimentação: 1,07%

– Transportes: 0,04%

– Despesas Pessoais: 0,75%

– Saúde: 1,14%

– Vestuário: 1,18%

– Educação: 0,13%

– Índice Geral: 0,54%

Infomoney - SP   06/01/2023

Os Estados Unidos reduziram seu déficit na balança comercial, de US$ 77,8 bilhões (revisados) em outubro para US$ 61,5 bilhões em novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio. O consenso Refinitiv esperava um saldo negativo maior, de US$ 73 bilhões.

No mês, as exportações somaram US$ 251,9 bilhões, US$ 5,1 bilhões a menos que as vendas externas de outubro. Já importações foram de US$ 313,4 bilhões em novembro, US$ 21,5 bilhões a menos que as contabilizadas um mês antes.

No acumulado do ano, o déficit de bens e serviços aumentou US$ 120,1 bilhões, ou 15,7%, em relação ao mesmo período de 2021. As exportações aumentaram US$ 439,4 bilhões, ou 18,9%. As importações aumentaram US$ 559,5 bilhões (+18,1%).

Os números de novembro mostram superávits com América do Sul e Central (US$ 5,3 bilhões), Holanda (US$ 2,4 bilhões), Hong Kong (US$ 1,6 bilhão), Reino Unido (US$ 1,2 bilhão), Austrália (US$ 1,0 bilhão), Cingapura (US$ 1,0 bilhão), Brasil (US$ 500 milhões) e Bélgica (US$ 100 milhões).

Foram registrados déficits com China (US$ 20,4 bilhões), União Europeia (US$ 19,5 bilhões), México (US$ 10,9 bilhões), Vietnã (US$ 8,5 bilhões), Alemanha (US$ 7,2 bilhões), Irlanda (US$ 5,6 bilhões), Japão (US$ 5,6 bilhões), Taiwan (US$ 4,1 bilhões) , Coreia do Sul (US$ 3,7 bilhões), Canadá (US$ 3,5 bilhões), Itália (US$ 3,4 bilhões), Malásia (US$ 3,1 bilhões), Índia (US$ 2,3 bilhões), Suíça (US$ 1,3 bilhão), Arábia Saudita (US$ 900 milhões), Israel (US$ 700 milhões) e França (US$ 600 milhões).

Infomoney - SP   06/01/2023

O cenário que motivou a perda de força da produção industrial brasileira no segundo semestre de 2022, gerado pela queda na demanda e pelas condições macroeconômicas mais desafiadoras, deve permanecer em 2023, segundo a opinião de analistas. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que a produção recuou 0,1% em novembro ante outubro, o quarto indicador negativo em seis meses.

Para a XP Investimentos, o setor manufatureiro provavelmente registrará uma contração no quarto trimestre, uma vez que o efeito estatístico de transferência para a variação do quarto trimestre ficou em -0,5%.

As “decepções” no mês foram a indústria de mineração, que encolheu 1,5% no mês, e a categoria de bens de consumo duráveis, que registrou a terceira queda mensal consecutiva, devido principalmente a condições de crédito mais apertadas e à maior percepção de risco. E, embora a categoria de bens de capital tenha crescido 0,8% no mês, tendência de curto prazo não é considerada animadora pela XP, uma vez que em outubro a queda foi 4%.

Três das quatro categorias industriais cresceram em novembro ante outubro. Entre esses destaques positivos, está a categoria de veículos automotores, cuja produção aumentou 4,4% em novembro, depois de cair 6,7% em outubro, o que evitou uma contração mais acentuada na produção geral de bens duráveis.

Segundo o relatório da XP, a estimativa preliminar para a produção industrial de dezembro é de uma alta de 0,4% na comparação mensal e de uma queda de 0,2% na anual, mas ainda é preciso aguardar a publicação dos indicadores coincidentes. Para o IBC-Br de novembro (considerado uma prévia mensal do Banco Central para o PIB), a XP prevê queda de 0,3% em relação a outubro (alta de 2,3% na comparação anula).

“O XP Tracker para a variação do PIB do quarto trimestre caiu para -0,1% no trimestre (2,2% no ano) de 0% no trimestre (2,3% no ano), principalmente devido a uma leitura mais fraca do que o esperado para a indústria de mineração. Continuamos estimando que o PIB do Brasil crescerá 3% em 2022. O crescimento econômico deve desacelerar significativamente daqui para frente: projetamos 1% em 2023 e 0,8% em 202”, diz a XP.

O Itaú também calcula que a divulgação de hoje deixa um carrego estatístico de -0,5% para a produção industrial do quarto trimestre. “Olhando à frente, esperamos que o setor permaneça relativamente estável na margem, o que significa que a produção industrial pode encerrar o 4° trimestre em território negativo. Nosso tracking do PIB para o trimestre permaneceu estável em -0,2% na comparação trimestral com ajuste sazonal”, diz relatório assinado por Natalia Cotarelli e Matheus Felipe Fuck.

Leonardo Costa, economista da ASA Investments, considerou a queda de novembro modesta, mas que reforço a imagem que a indústria continuou “patinando” ao longo de 2022, ou seja, andando de lado em com alguma quedas. “A expectativa é que a produção continue em queda moderada no ano”, previu. Ele afirma ainda que a divulgação de dados de serviços e comércio na semana que vem devem ser mais relevantes para uma visão do ambiente econômico.

Para o Goldman Sachs, a composição subjacente do relatório foi mais forte do que a manchete sugere, dado que o declínio da atividade industrial em novembro foi restrito. Houve, por exemplo, uma pressão da contração de bens de consumo duráveis, compensada de forma significativa por ganhos na produção de bens de consumo não duráveis, intermediários e de bens de capital.

O banco de investimentos avalia que o setor industrial deverá continuar a enfrentar ventos contrários do impacto defasado de condições financeiras mais apertadas (juros), retornos marginais decrescentes da normalização da atividade “pós-pandemia”, condições de crédito mais exigentes e demanda externa mais fraca. “Do lado positivo, transferências fiscais significativas para as famílias devem amortecer a esperada desaceleração da atividade”, diz relatório.

Segundo o banco a projeção para o quarto trimestre agora está -0,6% no trimestre e em -0,7% para 2022.

IstoÉ Online - SP   06/01/2023

A inflação nos Estados Unidos ainda não “dobrou a esquina” e é muito cedo para o Federal Reserve declarar vitória na batalha contra o aumento dos preços, disse uma autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI) em entrevista ao Financial Times nesta quinta-feira.

Gita Gopinath, primeira vice-diretora-gerente do FMI, pediu ao banco central norte-americano que continue com as altas de juros este ano.

Ela disse que é importante para o Fed “manter a política monetária restritiva” até que um “declínio muito definitivo e duradouro da inflação” fosse evidente nos salários e nas indústrias não relacionadas a alimentos ou energia.

“Se você observar os indicadores do mercado de trabalho e se observar componentes muito rígidos da inflação, como a inflação de serviços, acho que está claro que ainda não superamos a inflação”, disse ela ao jornal.

As declarações seguem dados de quarta-feira que mostraram que o número de vagas em aberto, analisadas como uma referência para a escassez no mercado de trabalho e a pressão sobre os empregadores para distribuir aumentos salariais acima do normal, caiu apenas de forma moderada em novembro nos Estados Unidos.

A ata da reunião de política monetária do Fed de 13 a 14 de dezembro, divulgada na quarta-feira, mostrou que as autoridades concordaram que o banco central agora precisa equilibrar sua luta contra as pressões sobre preços com os riscos de desacelerar demais a economia.

Monitor Digital - RJ   06/01/2023

O mercado tem sinalizado que dificilmente haverá queda de juros e inflação menor nesse primeiro semestre. Tudo dependerá da política fiscal que será empregada. Economistas da XP Investimentos, por exemplo, acreditam que o risco fiscal também tende a elevar as expectativas de inflação, limitando o espaço para cortes de juros. “Prevemos estabilidade da taxa Selic (no atual patamar de 13,75%) ao longo de 2023. Se o governo implementar uma âncora fiscal crível, vemos espaço para flexibilização monetária em 2024”, destacou relatório da XP.

Everton Gonçalves, superintendente da Assessoria Econômica da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) acredita que diante do nível de incertezas e do lento processo de desinflação, a taxa de juros deverá continuar em patamares significativamente contracionistas durante o primeiro semestre deste ano. “Com algum otimismo, esperamos que o início do ciclo de flexibilização da política monetária só seja possível para meados do segundo semestre, levando a atual taxa Selic de 13,75% a.a. para o patamar de 11,75% a.a. ao final de 2023”, analisa.

Quanto à dinâmica inflacionária, o especialista da ABBC recomenda atenção, já que vários indicadores mostram trajetória incompatível com o cumprimento das metas. “Mesmo com a evolução recente favorável, espera-se que a inflação em 2023 tenha um ritmo de elevação muito próximo do verificado nesse momento e a convergência só ocorreria em 2024.”

Pelo lado da oferta, a ABBC acredita que a atenção estará voltada para a eventual concretização na produção de insumos industriais, a evolução da taxa de câmbio e das cotações das commodities em reais, sem esquecer dos impactos da reversão ou não dos cortes de impostos sobre os combustíveis. “Já pelo lado da demanda, os indícios de estreitamento do hiato do produto, principalmente no mercado de trabalho, deverão ser compensados pela desaceleração econômica já contratada para 2023 e a deterioração das condições financeiras”, afirma o especialista da ABBC.

Gonçalves acredita que o processo de ajuste monetário brasileiro está mais adiantado quando comparado com as principais economias mundiais. “Assim, os efeitos restritivos sobre a demanda interna já estariam mais presentes, de modo que se espera uma desaceleração da expansão do PIB de 3,0% em 2022 para uma taxa entre 0,8% e 1,0% em 2023”, analisa. “Entretanto, dependendo do grau de impacto das variáveis da economia internacional, a dinâmica interna poderá ser afetada, principalmente pelo canal dos prêmios de riscos e termos de troca.”

Infomoney - SP   06/01/2023

O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em St. Louis, James Bullard, reconheceu nesta quinta-feira, 5, que a inflação nos Estados Unidos segue “muito alta”, mas projetou que a escalada dos preços deve arrefecer este ano. Em discurso durante evento da CFA Society de St,. Louis, afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA melhorou no segundo semestre de 2022, após o recuo no início do ano.

Segundo ele, os indicadores não confirmaram a recessão indicada pela retração do PIB nos primeiros trimestres.

O dirigente, que não vota nos encontros do Fed neste ano, acrescentou que os juros ainda não estão em níveis “suficientemente restritivos”, mas deve alcançar esse patamar em breve.

No entendimento dele, os aumentos mais forte dos juros no início do ciclo de aperto ajudaram a manter as expectativas de inflação “relativamente baixas”. “Esses fatores podem se combinar para fazer de 2023 um ano desinflacionário”, destacou.

O Estado de S.Paulo - SP   06/01/2023

Três semanas depois de Xi Jinping, o principal líder da China, tentar reanimar a economia estagnada do país, abrindo mão abruptamente das restrições rigorosas contra a pandemia, ele adotou um tom otimista em seu discurso anual na véspera de ano-novo. “A economia da China tem forte resiliência, grande potencial e vitalidade”, afirmou.

No entanto, não é fácil perceber esse otimismo no centro de Guangzhou, o centro comercial do sul da China. Quase três anos de medidas de “tolerância zero contra a covid” destruíram as empresas. As ruas estão repletas de lojas e escritórios de portas fechadas. As paredes estão cobertas não com cartazes de vagas de emprego, mas com placas de “vende-se”. As estradas e becos antes repletos de trabalhadores agora estão praticamente vazios.

A revogação das restrições contra a covid pela China no início de dezembro tinha como objetivo ajudar lugares como Guangzhou. Mas a estratégia caótica contribuiu para um tsunami de infecções que se espalharam por todo o país, sobrecarregando hospitais e funerárias. Em muitos setores, os motoristas de caminhões e outros trabalhadores adoeceram rápido, aumentando de forma temporária a carga de trabalho dos demais funcionários e desacelerando operações.

Agora, perante uma epidemia imprevisível – e descontrolada – e uma insegurança financeira, as pessoas e as empresas estão gastando com cautela, sugerindo que o caminho para a recuperação será irregular e doloroso.

A China também está enfrentando desafios maiores fora de suas fronteiras. A economia global está desacelerando, puxada pela inflação elevada, crise energética e instabilidade geopolítica. Conforme os consumidores americanos e europeus apertam seus orçamentos, o país asiático encara cada vez mais um duplo baque na redução da demanda, tanto no país quanto no exterior.

A redução nos gastos diminui ainda mais as margens de lucro já escassas ou inexistentes de muitas das pequenas empresas privadas que alimentam a economia chinesa.

Em Guangzhou, Tony Tang, proprietário de um ateliê que produz roupas femininas, disse que suas vendas caíram dois terços no ano passado. A concorrência entre as pequenas fábricas na China e no exterior é feroz, reduzindo o preço de atacado de r uma jaqueta feminina sem marca de US$ 14 (cerca de R$ 77) para US$ 11,30 (R$ 62).

O quadro de funcionários de Tang encolheu de 30 para 10, mas não há escassez de mão de obra. Quando ele precisou de um trabalhador para ajudar a costurar uma encomenda de blusas, foi até uma esquina com um cartaz feito de papelão e contratou um profissional em poucos minutos e pagando cerca de 16% a menos do que há mais ou menos um ano.

O problema, segundo Tang, é a falta de encomendas. Seu ateliê tem “muitos trabalhadores, mas não há trabalho a ser feito”, disse ele.

Encolhimento

A atividade industrial da China encolheu ainda mais em dezembro, ao mesmo tempo que as infecções se espalhavam rapidamente faziam os trabalhadores pararem, atrapalhavam as entregas e diminuíam a demanda, de acordo com uma pesquisa com fabricantes divulgada pelo governo chinês no sábado passado.

Segundo a mesma consulta, para o setor de serviços, os negócios estavam tão ruins quanto no início de 2020, durante o lockdown em quase todo o país depois do primeiro surto de covid na cidade de Wuhan. Restaurantes e outras empresas fecharam no mês passado porque os clientes permaneciam em casa para evitar infecções ou porque estavam doentes.

“A epidemia teve um grande impacto na produção e na demanda das empresas, na assiduidade dos funcionários, na logística e na distribuição”, disse o Gabinete Nacional de Estatística num comunicado que acompanhou a divulgação dos dados da pesquisa.

A produção já estava em queda em novembro, quando muitas cidades e regiões da China impuseram bloqueios totais aos residentes em uma tentativa inútil de conter os surtos. As concessionárias de automóveis estão repletas de carros. As lojas quase não precisam encomendar reposições para suas prateleiras, pois continuam cheias de mercadorias encalhadas.

A NIO, fabricante de automóveis elétricos na província de Anhui, no centro-leste da China, disse que os surtos de covid afetaram sua cadeia de suprimentos e reduziram suas entregas de carros em dezembro. A Tesla interrompeu a produção de veículos em sua fábrica em Xangai na última semana de dezembro, uma medida que Yale Zhang, diretor-gerente da Automotive Foresight, uma consultoria em Xangai, viu como um sinal de queda nas vendas no país e em outros lugares, em parte porque outras montadoras estão produzindo mais carros elétricos.

Fôlego

No entanto, mesmo com muitas cidades e províncias em meio a surtos mortais que silenciaram ruas outrora movimentadas, em outros lugares, há os primeiros sinais da retomada da atividade econômica. Em algumas cidades no norte da China, como Pequim, onde os surtos generalizados já atingiram o pico, as pessoas voltaram a sair recentemente.

A flexibilização das regras de quarentena ajudou a impulsionar as vendas de passagens aéreas antes do feriado do Ano Novo Lunar no fim de janeiro. A retirada das restrições onerosas contra a covid, como testes diários de PCR em pessoas e mercadorias importadas, tem poupado tempo e dinheiro às empresas e aos trabalhadores.

Xu Zeqiang, um motorista de caminhão de Yangjiang, uma cidade no sudeste da China que é um centro de produção de facas e tesouras, disse que ele e seu companheiro de boleia agora conseguiam fazer uma viagem de ida e volta de Yangjiang para os portos de Shenzhen, a 321 quilômetros, em um dia, em vez de dois ou três dias. “Antes, talvez nos parassem para mostrar resultados de exames de PCR e fazer verificações do código sanitário – agora isso não é mais necessário, você pode ir e vir a qualquer momento”, disse ele.

Muitos fabricantes europeus na China foram obrigados a operar com cerca de metade de sua equipe habitual durante duas ou três semanas, afetando um pouco a produção, disse Klaus Zenkel, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia no sul da China. Como precaução contra os bloqueios totais, muitas empresas acumularam peças de reposição em seus armazéns antes da onda de covid e têm dependido delas para continuar funcionando.

No entanto, para economizar, alguns pequenos fornecedores de componentes específicos interromperam as operações um pouco antes das comemorações do Ano-Novo Lunar, que começam em 21 de janeiro. “Todos deram um jeito de continuar de alguma forma, para manter os danos no

Prejuízo

Os estragos provocados pelas políticas de “tolerância zero” contra a covid à atratividade antes imbatível da China como centro de manufatura podem ser difíceis de se remediar. Os lockdowns e as fronteiras fechadas atrasaram ou interromperam as entregas de mercadorias e impediram muitas empresas de enviar compradores às fábricas. Alguns varejistas globais, percebendo o risco da dependência excessiva da China, recorreram, em vez disso, a outros países em busca de suprimentos. O Walmart, por exemplo, planeja aumentar as importações da Índia para US$ 10 bilhões (R$ 54,5 bilhões) por ano até 2027.

O Partido Comunista comprometeu-se a estimular a demanda interna para recuperar o crescimento. Mas convencer as pessoas a gastar depois de três anos de atividades sendo paralisadas a todo instante e lockdowns penosos não vai ser fácil. Muitos trabalhadores chineses agora estão procurando formas de repor suas economias, mesmo com a aproximação das comemorações do Ano Novo Lunar, uma época em que as famílias costumavam esbanjar.

“Os salários como um todo estão bem baixos, não dá para ganhar muito dinheiro”, disse Gong Shuguang, um trabalhador do setor de vestuário em Guangzhou. “Quero encontrar outros empregos”, disse ele no final de dezembro. “Trabalho aqui há mais ou menos oito anos e este é o pior deles.”

Infomoney - SP   06/01/2023

A produção industrial brasileira subiu/caiu 0,1% em novembro ante outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador veio dentro do esperado pelo consenso Refinitiv, que apontava exatamente para a ligeira queda de 0,1%. Em outubro, o indicador tinha subido 0,3%, interrompendo dois meses de retração.

Na comparação com novembro de 2021, houve crescimento de 0,9% (previsão de +0,8%). No ano, a indústria acumula queda de 0,6% e, em 12 meses, de 1,0%.

Em novembro a média móvel trimestral ficou em -0,2%, após também recuar em outubro (-0,4%), setembro (-0,3%) e agosto (-0,2%).

Segundo o IBGE, 15 dos 26 ramos industriais pesquisados tiveram alta em outubro. Com o resultado do mês, o setor encontra-se 2,2% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,5% inferior ao nível recorde alcançado pelo setor em maio de 2011.

André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal destacou que, nos últimos seis meses, foram quatro resultados negativos. Ele lembrou que, no início de 2022, com as medidas de incremento de renda e impulsionamento do setor implementadas pelo governo, houve um ganho de ritmo pela indústria, que emplacou, a partir de fevereiro, quatro meses seguidos de crescimento.

“A recuperação, no entanto, foi pontual. Posteriormente, ainda tendo como pano de fundo inflação alta, especialmente de alimentos, elevado número de trabalhadores fora do mercado de trabalho, precarização dos postos de trabalho e uma massa de rendimentos que avançou muito pouco, o setor industrial voltou a mostrar perda de ritmo”, analisou.

Entre as atividades, as maiores influências negativas na medição mensal vieram das indústrias extrativas (-1,5%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%). O setor extrativo voltou ao campo negativo após dois meses em alta, puxado pela área de petróleo. Já os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos mostram o segundo mês seguido de queda, após dois meses seguidos de crescimento.

Macedo atribuiu essa perda à produção de eletrodomésticos da linha marrom, especialmente os televisores. “Os aumentos de agosto (6,5%) e setembro (0,9%) podem estar relacionados com a Copa do Mundo, e agora estaríamos apresentando um movimento de compensação. No entanto, não se pode tirar de vista que a economia mostra sinais de perda de intensidade”, afirmou.

Ele disse ainda que fatores como taxas de inadimplência em patamares altos, taxa de juros em elevação, que afetam a renda e o crédito, inibem o consumo na ponta final e consequentemente afetam a produção.

Outras contribuições negativas vieram dos ramos de produtos têxteis (-5,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,8%), de produtos de metal (-1,5%) e de produtos de minerais não metálicos (-1,2%).

Entre as 15 atividades com expansão na produção, produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), bebidas (10,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) tiveram as principais influências.

O setor de veículos mostrou uma compensação das perdas dos dois meses anteriores. Segundo Macedo, “havia uma queda acumulada em setembro e outubro de -6,8%, e agora avança 4,4% como fator de compensação. O principal destaque foi o setor de autopeças”.
Comparação anual

A alta de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2021 representou o quarto mês consecutivo de variação positiva. Houve resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 26 ramos.

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (8,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (13,1%). Por outro lado, entre as 14 atividades que tiveram redução, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,5%), produtos de madeira (-25,1%) e indústrias extrativas (-2,9%) exerceram as maiores influências.

Macedo avaliou que o crescimento está associado a uma base deprimida e que os últimos meses de 2021 foram marcados pela questão da logística e dificuldades das cadeias de suprimento, falta de matérias primas e componentes eletrônicos, afetando a produção. “Essa base depreciada justifica muito dessa sequência de quatro meses de crescimento”, ponderou.

MINERAÇÃO

Valor - SP   06/01/2023

Os contratos futuros de minério chegaram ao final do dia em Singapura perto da estabilidade, após caírem até 1,3% para US$ 113,55 a tonelada

Após saltar quase 50% nos últimos dois meses com a reabertura da China, o minério de ferro empacou. Os investidores avaliam os riscos de curto prazo para a demanda, enquanto o governo em Pequim promete impulsionar a economia neste ano.

A queda da atividade industrial chinesa piorou no mês passado, e uma sondagem junto a empresários da China Beige Book International sinalizou que houve uma contração econômica no quarto trimestre em relação ao ano anterior.

“Os dados econômicos desta semana mostraram que o setor manufatureiro doméstico ainda está em crise”, disse a Holly Futures em nota, acrescentando que a reposição dos estoque de aço da China está abaixo das expectativas para o período que antecede o Ano Novo Lunar. Taxas baixas de operação das usinas siderúrgicas e margens apertadas pressionam o preço do minério, afirmou a corretora de commodities.

Por outro lado, embora a escalada das infecções por covid na China possa causar mais turbulência, também pode levar o governo a aumentar o estímulo à economia. As autoridades prometeram apoio fiscal e monetário para ajudar na recuperação este ano, aumentando as expectativas de longo prazo.

Há também sinais de aumento dos esforços do governo para fortalecer o setor imobiliário, que responde por boa parte da demanda chinesa por aço para construção.

Os contratos futuros de minério chegaram ao final do dia em Singapura perto da estabilidade, após caírem até 1,3% para US$ 113,55 a tonelada.

AUTOMOTIVO

CNN Brasil - SP   06/01/2023

Os registros de carros novos no Reino Unido caíram para 1,6 milhão no ano passado, o nível mais baixo desde 1992, já que a escassez global de chips afetou as vendas nos primeiros seis meses.

As restrições de oferta fizeram com que muitos fabricantes priorizassem a entrega de veículos elétricos a bateria, que tiveram vendas recordes e ultrapassaram os carros a diesel pela primeira vez no mercado do Reino Unido.

O Model Y da Tesla foi o terceiro mais vendido no geral, atrás do Nissan Qashqai e do Vauxhall Corsa.

As matrículas de veículos em 2022 ficaram 2% abaixo do ano anterior e cerca de 700 mil unidades abaixo dos níveis pré-pandemia, disse quinta-feira (5) a Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Motores, que publica os dados.

As vendas cresceram nos últimos cinco meses do ano, permitindo ao país recuperar a posição de segundo maior mercado de carros novos da Europa em volume, atrás apenas da Alemanha.

Essa tendência pode continuar este ano, apesar dos temores de uma longa recessão, desde que mais estações de recarga sejam construídas para veículos elétricos.

“O mercado automotivo continua à deriva de seu desempenho pré-pandêmico, mas pode muito bem resistir às tendências econômicas mais amplas, apresentando um crescimento significativo em 2023”, disse o CEO da SMMT, Mike Hawes, em comunicado.

“Para garantir esse crescimento de emissões zero, o governo deve ajudar todos os motoristas a se tornarem elétricos e obrigar outros a investir mais rapidamente em infraestrutura de carregamento nacional”, acrescentou Hawes.

O Reino Unido não é o único a sofrer com as fracas vendas de veículos, pois a escassez de peças, principalmente chips de computador, prejudica a produção. Espera-se que as vendas de carros novos nos Estados Unidos caiam para menos de 14 milhões quando a indústria divulgar os números finais para 2022 no final desta semana – o menor em mais de uma década.

Em comparação, os novos registros de veículos na Alemanha atingiram 2,65 milhões em 2022, um ligeiro aumento em relação ao ano anterior, informou a Autoridade Federal de Transporte Motorizado (KBA) do país na quarta-feira (4).

Conforme a SMMT, os veículos elétricos são agora a segunda escolha mais popular para novos compradores depois dos carros movidos a gasolina. A participação de mercado da Diesel no Reino Unido encolheu 40% em relação ao ano anterior.

Mas a SMMT disse que a falta de infraestrutura de carregamento e os planos do governo do Reino Unido de introduzir impostos rodoviários sobre veículos elétricos a partir de 2025 eram uma barreira para um maior crescimento.

Atualmente, os pontos de carregamento estão sendo instalados a uma taxa de apenas 23 por dia, segundo a SMMT, bem abaixo dos 100 por dia necessários para atender ao limite mínimo do governo de 300 mil tomadas até 2030.

“É necessário um investimento acelerado em infraestrutura de carregamento para que os consumidores tenham certeza de que podem fazer a mudança e as marcas tenham a chance de garantir fornecimento suficiente para apoiar o crescimento do mercado do Reino Unido e não perder para outros mercados que estão investindo mais rapidamente”, afirmou.

Em sua perspectiva mais recente, publicada em outubro, a SMMT prevê 1,8 milhão de registros de carros novos em 2023, no valor de cerca de 8,4 bilhões de libras (US$ 10 bilhões).

Valor - SP   06/01/2023

Montadora planeja instalar 10.000 carregadores ultrarrápidos na América do Norte, Europa e China

A Mercedes-Benz AG planeja construir uma rede global de 10.000 carregadores ultrarrápidos no mais recente esforço das montadoras tradicionais para rivalizar com a Tesla como líder em veículos elétricos.

A Mercedes começará a adicionar as primeiras estações este ano na América do Norte e depois expandirá para a Europa e China, informou a empresa nesta quinta-feira (05). As unidades terão até 350 quilowatts de potência, o suficiente para adicionar 20 milhas de alcance por minuto. A Tesla opera mais de 40.000 carregadores, com suas estações V3 geralmente tendo até 250 kilowatts de potência.

“Nossos clientes merecem uma experiência de carregamento atraente que facilite a propriedade de um veículo elétrico e viagens de longa distância”, disse o CEO da Mercedes, Ola Kallenius.

A decisão está ligada ao esforço da Mercedes de gastar mais de 40 bilhões de euros (US$ 42,5 bilhões) para eletrificar sua linha e, até o final desta década, reduzir pela metade suas emissões de gases de efeito estufa em comparação com os níveis de 2018.

A empresa alemã pode obter ajuda nos EUA, onde o governo Biden revelou US$ 7,5 bilhões em doações para adicionar 500.000 carregadores.

Os países da Europa também estão pressionando para adicionar essa infraestrutura para ajudar na mudança do motor de combustão.

A Mercedes construirá a rede com parceiros, incluindo a empresa de energia solar MN8 Energy. As estações serão colocadas perto das principais cidades e rodovias. Nos Estados Unidos, o investimento será de pouco mais de 1 bilhão de euros nos próximos seis a sete anos, disse a Mercedes, com a montadora e a MN8 dividindo o custo. Até o final desse período, o mais tardar, a montadora espera que a operação seja rentável.

A Mercedes está mudando seu foco para veículos de margem mais alta para ajudar a pagar por sua mudança para o segmento de veículos elétricos. A empresa planeja reduzir seu conjunto de carros básicos e canalizar o investimento para modelos premium, como seu carro-chefe S-Class sedã e o veículo utilitário esportivo G-Class.

O desenvolvimento de sua própria rede de carregamento apoiará a estratégia de luxo em primeiro lugar, disse a Mercedes. Enquanto os motoristas de carros rivais poderão usar os carregadores, os clientes da montadora terão acesso preferencial para evitar tempos de espera.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Infomoney - SP   06/01/2023

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) informou nesta quinta-feira (5) que continuará permitindo que governos locais reduzam ou eliminem o piso de taxas de financiamento para compradores do primeiro imóvel se os preços de moradias caírem de forma persistente, em mais uma tentativa de reavivar o setor imobiliário do país.

Em comunicado divulgado em seu site, o PBoC anunciou que os incentivos para a compra do primeiro imóvel serão mantidos se os preços de moradias registrarem quedas mensais e anuais por três meses seguidos.

Os governos locais devem divulgar avaliações de preços de moradias para determinar se mantêm ou não a política de incentivos, detalhou o PBoC.

O BC chinês introduziu uma política semelhante em setembro, na tentativa de estimular a demanda por moradias, ressaltando na ocasião que a flexibilização só ficaria em vigor em 2022.

A renovação da política é o último sinal dos esforços contínuos do governo chinês para tentar reverter a prolongada crise imobiliária que tem pesado na segunda maior economia do mundo.

Em meio às dificuldades do setor imobiliário, a economia da China provavelmente não conseguirá cumprir a meta de avanço de cerca de 5,5% em 2022. Economistas acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês tenha crescido menos de 3% no ano passado.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   06/01/2023

Diário do Nordeste (CE) – A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) devolveu oficialmente a concessão do trecho da Transnordestina que ligaria o município de Eliseu Martins (PI) a Suape (PE). Dessa forma, a ferrovia passará a contar apenas com o trecho que segue até o Porto do Pecém.

Dessa forma, o projeto da Transnordestina no Ceará não foi modificado, mesmo com a exclusão do trecho em Pernambuco.

A alteração foi assinada em aditivo do contrato no fim de dezembro do ano passado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pela Transnordestina Logística, empresa responsável pelas obras, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e pela própria CSN.

Além da devolução do trecho citado, o documento também atualiza prazos e multas da implantação que resta. A Transnordestina Logística tem, a partir da data da assinatura, o prazo máximo de sete anos para concluir a construção.

O projeto foi dividido em lotes com diferentes datas de entrega previstas. Todos os trechos em municípios do Ceará precisam ser concluídos em até cinco anos.
CONFIRA O CRONOGRAMA:

Trecho 1 – 2 anos
Lotes: Salgueiro (PE) – Missão Velha (CE) ; Trindade (PE) – Salgueiro (PE) 01; Trindade (PE) – Salgueiro (PE) 02, Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 07

Trecho 2 – 2 anos
Lotes Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 03.1; Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 04; Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 05; Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 06; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 01; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 02; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 03

Trecho 3 – 3 anos
Lotes Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 04; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 05

Trecho 4 – 4 anos
Lotes Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 06; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 07; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 08

Trecho 5 – 5 anos
Lotes Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 09; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 10; Missão Velha (CE) – Pecém (PE) 11

Trecho 6 – 7 anos
Lotes Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 01; Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 02; Eliseu Martins (PI) – Trindade (PE) 03.2

PETROLÍFERO

Valor - SP   06/01/2023

A Petrobras informou que o processo de desinvestimento do Polo Bahia Terra está na fase de negociação com o consórcio Petrorecôncavo e Eneva e que, portanto, não foi suspenso, conforme reforçado pela empresa em dezembro e novembro de 2022. O comunicado dessa quinta-feira (5) se dá em resposta a notícias veiculadas na imprensa, segundo a companhia.

Em 13 de dezembro, a estatal anunciou que paralisaria a operação de 37 instalações terrestres de produção de petróleo e gás no polo Bahia Terra, após auditoria feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No mesmo comunicado, reafirmou que o processo de desinvestimento do polo estava na fase de negociação com o consórcio.

O site “Mover” informou, citando fontes, que a equipe do governo encarregada das discussões sobre o futuro da Petrobras defende a suspensão de alguns desinvestimentos da companhia em andamento, incluindo a venda do Polo Bahia.

Valor - SP   06/01/2023

O contrato futuro do petróleo Brent para o mês de março fechou o dia em alta de 1,09%, a US$ 78,69 o barril, e o WTI para fevereiro subiu 1,10%, negociado a US$ 73,67 o barril

Os contratos de petróleo encerraram esta quinta-feira (5) em alta, buscando uma recuperação após perdas seguidas nas primeiras sessões do ano, em meio aos temores de recessão.

O contrato futuro do petróleo Brent para o mês de março fechou o dia em alta de 1,09%, negociado a US$ 78,69 o barril, na ICE, em Londres. Ao mesmo tempo, a referência americana do West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro subiu 1,10%, negociado a US$ 73,67 o barril na Nymex.

Ao longo dos últimos dias, o otimismo sobre as perspectivas para a economia da China, depois que Pequim abandonou a sua política de "Covid Zero", foi se dissipando à medida que o país foi registrando um aumento significativo nas infecções por coronavírus, ameaçando a recuperação do país.

“Os preços caíram quase 10% nos últimos dias, à medida que os esforços da China para fazer a transição rápida de sua campanha de 'Covid Zero' levaram a um forte aumento de casos, ameaçando interromper a atividade nos primeiros meses do ano. Embora a maioria concorde que a mudança deve levar a um crescimento mais alto e sustentável no final do ano, a perspectiva de curto prazo é nublada pela transição”, escreve Craig Erlam, analista-sênior de mercados da Oanda.

Hoje mais cedo, os investidores também se atentaram aos dados mostrando que os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 1,694 milhão de barris na semana encerrada na última sexta (30), segundo o Departamento de Energia (DoE) do país. Os economistas consultados pelo "Wall Street Journal", projetavam um alta de 400 mil barris no período. Com a alta, os estoques de petróleo totalizaram, na semana passada, 420,646 milhões de barris.

Infomoney - SP   06/01/2023

Os estoques comerciais de petróleo bruto dos EUA (excluindo os da Reserva Estratégica de Petróleo) aumentaram 1,694 milhão de barris na semana encerrada em 30 de dezembro em relação à semana anterior, informou nesta quinta-feira (5) o Departamento de Energia. O dado ficou abaixo da projeção do consenso Refinitiv, que previa alta de 2,227 milhões de barris.

Com 420,6 milhões de barris, os estoques de petróleo bruto dos EUA estão cerca de 4% abaixo da média de cinco anos para esta época do ano.

Os estoques totais de gasolina diminuíram 346 mil barris de barris em relação à semana anterior e estão cerca de 6% abaixo da média de cinco anos para esta época do ano.

Os estoques de combustível destilado diminuíram em 1,4 milhão de barris na semana passada e estão cerca de 14% abaixo da média de cinco anos para esta época do ano.

Segundo o Departamento de Energia, as refinarias dos EUA operaram com 79,6% de sua capacidade na semana passada. A produção de gasolina diminuiu no período, com média de 8,5 milhões de barris por dia.

Enquanto isso, as importações de petróleo bruto dos EUA atingiram uma média de 5,7 milhões de barris por dia na semana passada, uma queda de 540.000 barris por dia em relação à semana anterior.

Money Times - SP   06/01/2023

A situação do abastecimento de gás na Alemanha está “menos tensa” agora do que no início do inverno, disse a Agência Federal de Redes da Alemanha nesta quinta-feira, refletindo as temperaturas mais amenas e os níveis de armazenamento mais cheios que estão ajudando a principal economia da Europa.

Consideravelmente menos gás foi usado na 52ª semana do calendário de 2022 do que nos anos anteriores, escreveu o chefe da agência, Klaus Mueller, no Twitter antes do anúncio. O consumo caiu 30% em relação à média dos últimos quatro anos.

“No geral, a Agência Federal de Redes avalia a situação como menos tensa do que no início do inverno. Uma escassez de gás neste inverno está se tornando cada vez mais improvável”, afirmou na quinta-feira em seu relatório diário.

“No entanto, uma deterioração da situação ainda não pode ser descartada. O consumo econômico de gás continua importante.”

Os comentários fornecem algum alívio após meses de incerteza para a indústria alemã, que foi atingida por uma parada repentina no fornecimento de gás russo e pelos preços mais altos de energia.

Os níveis de armazenamento atualmente estão em 90,72%, muito acima do limite de 40% que Mueller disse que seria crítico no início de fevereiro.

TN Petróleo - RJ   06/01/2023

A Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), arrecadou R$ 4,71 bilhões em 2022 com a comercialização da parcela de petróleo e gás natural da União nos contratos de partilha de produção. A arrecadação recorde é cerca de quatro vezes a registrada em 2021 (R$ 1,22 bilhão). O resultado é reflexo do aumento da produção nos contratos de partilha de produção e da conjuntura do mercado internacional de preços de petróleo.

Ao longo de 2022, foram entregues 22 cargas de petróleo da União, totalizando 10,9 milhões de barris. O montante foi dividido em dez cargas do Campo de Mero, quatro de Tupi, quatro de Búzios, três de Entorno de Sapinhoá e uma de Sépia. À exceção desta última, que contou com um processo de comercialização em separado, vencido pela Galp Energia Brasil, as demais foram comercializadas em leilão realizado na B3, em 2021, que teve como vencedora a Petrobras. No período, também foram comercializados, para a Petrobras, 64,89 milhões de metros cúbicos de gás natural dos Campos Sapinhoá, Tupi, Búzios e Tartaruga Verde.

“Em 2021, comercializamos 3,5 milhões de barris de petróleo da União, enquanto, em 2022, saltamos para quase 11 milhões de barris. Nossos estudos demonstram que o crescimento continuará acelerado. Hoje, a média diária de petróleo da União é de 40 mil barris. Em cinco anos será de 450 mil barris e em dez anos de quase 900 mil. Tivemos um excelente resultado no leilão realizado em 2021 para comercializar cargas da União e estamos colhendo os resultados. Nosso próximo passo será a realização de um novo leilão de grande porte em 2024, para a comercialização de cargas futuras da União”, explicou Eduardo Gerk (foto), Diretor-Presidente da empresa.

Desde 2013, quando foi instituída, a PPSA arrecadou R$ 8,63 bilhões para a União, sendo R$ 7,33 bilhões com a atividade de comercialização do petróleo e gás e R$ 1,3 bilhão com equalização de gastos e volumes realizada pela companhia em áreas onde a União tem participação nos Acordos de Individualização da Produção (AIPs). Todos os recursos arrecadados são direcionados ao Tesouro Nacional.

AGRÍCOLA

IstoÉ Online - SP   06/01/2023

As vendas de máquinas agrícolas, entre tratores e colheitadeiras, tiveram queda de 1,4% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. No total, 5,2 mil unidades foram entregues a produtores rurais em novembro, o que representa um recuo de 22% no comparativo com outubro.

O balanço foi divulgado nesta quinta-feira, 5, pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de automóveis, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

Ao contrário das vendas de carros, que podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos diários de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados pela Fenabrave com os fabricantes.

Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de carros, cujos resultados divulgados hoje pela associação já são relativos a dezembro.

De janeiro a novembro de 2022, as vendas de máquinas agrícolas somaram 61,2 mil unidades, alta de 16,2% em relação a igual período do ano anterior.

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