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05 de Setembro de 2023

SIDERURGIA

Valor - SP   05/09/2023

Quanto mais adiarem o ajuste para conter emissões do setor altamente poluente, mais profundos serão os cortes necessários para adequar a oferta anual aos limites determinados por Pequim

Todos no setor siderúrgico da China sabem que este ano terão de reduzir novamente a produção. Resta saber quando.

Depois de a produção de aço do país ter atingido um recorde de mais de 1 bilhão de toneladas em 2020, o governo impôs cortes nos anos seguintes para conter as emissões do setor altamente poluente e equilibrar melhor a oferta e a demanda.

Mas a produção nos primeiros sete meses do ano foi quase 3% superior à do mesmo período em 2022, após um salto em julho. Quanto mais as usinas adiarem o ajuste, mais profundos serão os cortes necessários para adequar a oferta anual aos limites determinados por Pequim.

Por enquanto, o minério de ferro se beneficia. A matéria-prima siderúrgica é negociada acima de US$ 110 a tonelada em Singapura há quase duas semanas. Nesta segunda-feira (04), a cotação subiu até 1,9%, para US$ 116,10, o preço mais alto desde de 20 de abril.

A China produz mais da metade do aço mundial e é de longe a maior importadora de minério de ferro. Há anos o país produz mais aço do que consome.

A Baoshan, maior siderúrgica da China, afirmou na semana passada que este ano Pequim visará produção estável ou ligeiramente inferior à do ano passado. O setor não deveria estar “perseguindo cegamente uma produção mais alta”, Wu Xiaodi, membro do conselho da empresa, disse aos investidores na quinta-feira (31).

Com custos relativamente altos e demanda fraca do setor imobiliário, as margens de lucros das usinas este ano são as piores em mais de uma década.

Isso dá mais um motivo para as siderúrgicas ignorarem a necessidade de adequar a produção e tentarem aproveitar uma esperada melhora sazonal da demanda. Passado o calor e as férias de verão em julho e agosto, a atividade de construção na China costuma aumentar nos meses de setembro e outubro.

A Associação de Ferro e Aço da China relembrou aos membros, numa mensagem no WeChat, que a política siderúrgica da China é “realista, sensata, justificável e responsável, e deve ser respeitada e implementada”.

As restrições poderão começar em setembro ou outubro, de acordo com o UBS, citando discussões durante uma recente viagem ao centro siderúrgico de Tangshan.

As margens estão razoáveis ​​no momento e, embora as usinas tenham recebido avisos não oficiais de redução, elas estão “mantendo a produção até que mais detalhes sejam divulgados”, disse o banco.

Valor Investe - SP   05/09/2023

Papéis ligados às commodities metálicas sobem na sessão sob a expectativa de novos estímulos econômicos da China, em especial para apoio do setor imobiliário

A alta das ações ordinárias da Vale tentaram sustentar o Ibovespa no campo positivo no pregão desta segunda-feira (4), mas nem elas parecem ser capazes de salvar o dia, marcado pela baixa liquidez da bolsa com o feriado nos Estados Unidos. Com quase 15% de peso na carteira teórica, o ativo da mineradora é um importante condutor de movimento no índice. Enquanto o papel subia 0,68%, a R$ 69,36, perto das 15h15 de hoje, o Ibovespa recuava 0,16%.

Papéis ligados às commodities metálicas sobem na sessão sob a expectativa de novos estímulos econômicos da China, especialmente em apoio ao setor imobiliário, importante consumidor de aço, que tem como matéria-prima o minério de ferro. Assim, a ação Gerdau subia 0,58%, a R$ 26,25, no mesmo horário. Já a CSN avançava 2,68%, a R$ 12,64, e Usiminas valorizava 2,27%, a R$ 7,20, também contribuindo para segurar o índice no terreno dos ganhos.

O principal órgão de planejamento econômico chinês anunciou que vai estabelecer um departamento para reforçar a economia privada do país. Além disso, no caso da Vale, contribui para a alta de hoje a divulgação do comunicado ao mercado na última sexta-feira em a companhia confirmou a aprovação do Plano de Recuperação Judicial da Samarco Mineração pela Justiça mineira.

Brasil Mineral - SP   05/09/2023

A WEG e a CSN anunciam a assinatura de um acordo para cooperação tecnológica envolvendo a produção de tecnologias à base de grafeno para aplicação em produtos metálicos. Entre as iniciativas compreendidas pela parceria está a troca de conhecimento entre as companhias. O intercâmbio da expertise entre as duas gigantes industriais, com a atuação em conjunto dos seus pesquisadores, permitiu que as empresas desenvolvessem possíveis soluções para aplicações na indústria, entre elas um revestimento com grafeno em sua composição.

Essa solução confere ao material maior resistência e durabilidade, o que prolongará sua vida útil. O projeto está em fase piloto, e os testes em escala industrial estão previstos para começarem ainda em 2023, com a aplicação do material na superfície do aço produzido pela CSN em Araucária, no Paraná.

“A CSN e a WEG já mantêm um relacionamento comercial de longa data, que agora se estreita ainda mais por meio dessa cooperação tecnológica. Temos certeza de que o codesenvolvimento dessa nanotecnologia será mais uma parceria de sucesso entre as empresas e irá alavancar o uso do grafeno no aço utilizado em inúmeras aplicações”, destaca Felipe Spiri, Head de Gestão de Inovação e Desenvolvimento de Tecnologias na CSN Inova.

O grafeno tem despertado bastante interesse devido às suas características únicas. É o material mais fino conhecido atualmente e possui geometria bidimensional. É até 200 vezes mais forte do que o aço e com propriedades de resistência à corrosão, condução térmica e elétrica que não se comparam a qualquer outra tecnologia. Composto por átomos de carbono arranjados em uma estrutura hexagonal, esse nano-material 2D pode ser utilizado em diversas indústrias e aplicações. A combinação com outros elementos e moléculas permite a criação de novos materiais híbridos que se beneficiam das excelentes propriedades do grafeno.

“A WEG Tintas promove parcerias tecnológicas para acelerar a oferta de inovações de alto impacto para o mercado”, cita Rafael Torezan, Diretor Superintendente da WEG Tintas. “Esta importante iniciativa em conjunto com a CSN deverá viabilizar o fornecimento de novos revestimentos à base de grafeno, eliminando o uso de metais pesados e assegurando proteção anticorrosiva superior”.

O acordo de cooperação tecnológica entre CSN e WEG, duas gigantes multinacionais brasileiras, foi elaborado pela CSN Inova e a área de inovação da WEG Tintas e reforça o compromisso das companhias na sequência do desenvolvimento industrial e da inovação, buscando novas oportunidades com foco na alta tecnologia para aplicações em outros segmentos de mercado.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   05/09/2023

Pela segunda semana seguida, a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 2,31% para 2,56%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (4), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,32%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%.

O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. E no semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Inflação

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - considerada a inflação oficial do país – teve elevação de 4,9% para 4,92%. Para 2024, a estimativa de inflação ficou em 3,88%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o IBGE. A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros - a Selic - definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante da forte queda da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, iniciou, no mês passado, um ciclo de redução da Selic.

A última vez em que o Banco Central tinha diminuído a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio à contração econômica gerada pela pandemia de covid-19.

Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.
Demanda

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,98 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5.

IstoÉ Dinheiro - SP   05/09/2023

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), Guilherme Moreira, projeta que o indicador deve voltar para o terreno positivo em setembro, com alta prevista de 0,26%. Em agosto, o IPC-Fipe registrou recuo de 0,20%, a terceira leitura mensal seguida com variação negativa na cidade de São Paulo.

Entre os vetores que devem pressionar o índice neste mês, Moreira destaca a tarifa de energia elétrica e os combustíveis.

“No caso da energia, é efeito da devolução dos descontos do bônus de Itaipu, que levaram a recuos nas leituras anteriores”, explica. “É importante lembrar que temos uma metodologia diferente de outros índices, como o IPCA, por exemplo, que já captou esse movimento em agosto; no IPC-Fipe, essa devolução vai aparecer em setembro”, acrescenta o coordenador.

Com isso, ele projeta que o grupo habitação deve sair da deflação de 0,20% em agosto para alta de 0,41% na próxima leitura mensal.

Em relação aos combustíveis, Moreira destaca que a pressão deve ocorrer pela continuidade dos efeitos dos reajustes da Petrobras, anunciados no dia 15 de agosto. De acordo com Moreira, o ponta da gasolina subiu de 3,03% para 5,08% na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de agosto, o que sugere que o item deve seguir pressionando a inflação deste mês.

No cenário do economista, não deve haver mais variações negativas nas leituras mensais do IPC-Fipe até o final do ano. “Em alimentos, por exemplo, que seguem em queda, devemos começar a ter algumas pressões altistas, pela sazonalidade de fim de ano”, destaca. “Tradicionalmente, a partir de outubro muitos preços sobem, mas a pressão não deve ser nada além do normal”, emenda.

Por ora, a projeção de Moreira é de IPC em 5,0% ao final do ano, mas o economista não descarta uma revisão para baixo na projeção, a depender dos resultados do mês de setembro.

Investing - SP   05/09/2023

Com os últimos dados econômicos nos Estados Unidos indicando uma desaceleração gradual no mercado de trabalho e avanços no processo de desinflação, o Federal Reserve (Fed) poderá adotar uma abordagem mais cautelosa na avaliação dos números da economia. De acordo com os analistas do Barclays (LON:BARC), isso significa que na decisão de política monetária de setembro, as autoridades provavelmente manterão as taxas de juros inalteradas.

No entanto, os estrategistas do banco têm convicção de que o arrefecimento da economia dos Estados Unidos e o progresso no processo de desinflação ainda não são suficientes para que o Fed conclua seu ciclo de aperto monetário.

“Continuamos projetando um aumento de 25 pontos-base nas taxas em novembro, após o qual esperamos que o Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed (Fomc) mantenha a faixa alvo das taxas de fundos inalterada entre 5,50% e 5,75% até setembro de 2024”, afirmaram em uma nota de análise.

Eles explicaram que a desaceleração gradual no mercado de trabalho e os avanços na frente inflacionária diminuem a urgência do Fomc em continuar elevando os juros, proporcionando ao comitê mais tempo para avaliar as condições econômicas de forma mais abrangente.

“No entanto, diante do robusto gasto do consumidor, do sólido crescimento nos salários em agosto, do mercado de trabalho ainda apertado e da retomada do componente supercore da inflação PCE em julho, o comitê provavelmente manterá um ceticismo em relação à continuação do recente progresso inflacionário sem que haja desaceleração na economia”, observaram.

No mercado, há uma perspectiva contrastante em relação às decisões finais do ano.

De acordo com o Monitor de Juros do Fed, disponível no Investing.com, com base nos preços dos contratos de juros futuros (Fed funds), o mercado atribui uma probabilidade de 94% de o banco central manter as taxas inalteradas em setembro, na faixa de 5,25% a 5,50%.

No entanto, a inclinação está apontando para uma perspectiva de que os formuladores de políticas monetárias não elevarão mais as taxas no futuro. Para novembro, as probabilidades agora ultrapassam 60%, enquanto para dezembro, as apostas giram em torno de 58,5%.

Fonte: Monitor de Juros do Fed (Investing.com)

Jorge Gordillo Arias, diretor de Análise Econômica e do Mercado do CIBanco, explicou que a natureza mais fraca do que o esperado dos dados econômicos dos Estados Unidos na semana passada reforçou a expectativa do mercado de que, na reunião de setembro do Fed, as autoridades americanas votarão pela manutenção das taxas inalteradas.

“O relatório de empregos urbanos com a menor criação de vagas desde janeiro de 2022; a moderação no mercado de trabalho do setor privado, medido pela ADP, atingindo seu nível mais baixo em cinco meses; o número de vagas medido pela pesquisa JOLTS caindo pela sexta vez, atingindo mínimas de dois anos; e uma queda inesperada na confiança do consumidor em agosto foram elementos que contribuíram para um viés de maior cautela e prudência por parte do Fed”, comentou.

Exame - SP   05/09/2023

O Brasil assumirá, em 1º de dezembro, a presidência do G20, com o desafio de emplacar as prioridades da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos debates entre os líderes das maiores economias do planeta. Na avaliação de interlocutores do governo e especialistas, Lula terá de demonstrar capacidade de construir consensos em torno das soluções, em um mundo polarizado entre Estados Unidos e China.

Lula receberá, simbolicamente, do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o comando do G20, em uma reunião de chefes de governo e Estado do bloco nos dias 9 e 10 de setembro, em Nova Délhi.

Oficialmente, a presidência começará em dezembro, para um mandato de um ano, que terminará com um encontro de líderes do bloco em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

Em seu discurso no encerramento da cúpula, Lula anunciará três pilares com os quais pretende trabalhar até novembro de 2024, quando passará a presidência do bloco para a África do Sul: combate a fome, pobreza e desigualdade; desenvolvimento sustentável a partir da harmonização entre meio ambiente, economia e políticas sociais; e governança global, que, na visão do presidente, não atende às necessidades das nações em desenvolvimento.

Em governança, o Brasil defende que instituições multilaterais de crédito, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, deem prioridade às necessidades das nações em desenvolvimento, sobretudo na área de infraestrutura, e estudem formas de renegociação de dívidas de países em dificuldades, como a Argentina. O fim do estado de paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a reforma do Conselho de Segurança da ONU, que hoje conta com apenas cinco países como membros permanentes e com direito a veto — Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia — também estão na pauta.

— O Brasil terá um papel central na definição das discussões e eventuais negociações — afirma Otaviano Canuto, ex-diretor do FMI.

Sanções à Rússia

A guerra na Ucrânia é um ponto que estará presente. Como pano de fundo, os EUA e os demais países que integram o G7 (grupo formado por EUA, Itália, Japão, Canadá, França, Reino Unido e Alemanha) querem medidas mais duras do que as sanções econômicas em vigor contra os russos — que, por sua vez, estão abrigados no Brics (grupo que tem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O Brics ficará ainda maior a partir do ano que vem, com a inclusão de mais seis países: Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Etiópia, Egito e Argentina.

Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), afirma que o mundo caminha para uma realidade bipolar, com os EUA liderando o Ocidente de um lado, representado no G7, e do outro, a China, agora com o Brics expandido.

Ele alerta que o Brasil, um país democrático e ocidental, mas com um governo que se contrapõe à liderança americana, sofrerá pressões dos dois lados para abordar temas de maior interesse de cada um.

— O Brasil enfrentará um grande desafio, tendo em vista a linha de política externa adotada pelo governo Lula e a conjuntura internacional — diz Rudzit. —Tendo em vista que os princípios defendidos por cada um dos blocos estão se tornando cada vez mais dicotômicos, o consenso se torna cada vez mais distante, gerando comunicados finais genéricos e sem medidas que de fato solucionem os problemas globais. Não se deve esperar nada diferente no ano que vem.

Ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente, Rubens Ricupero acredita que temas relacionados aos grandes desafios globais estarão presentes. Ele cita o aquecimento do planeta, a desigualdade entre países, e o endividamento de nações pobres, a guerra na Ucrânia e as eleições americanas, que ocorrerão dias antes da cúpula do Rio:

— Qual será a atmosfera se Trump ganhar? Como estará a guerra da Ucrânia? E a economia da China, terá se recuperado? A economia mundial estará em recessão ou voltará a crescer? Como se pode ver, há mais perguntas que respostas.

Diplomacia personalista

Segundo Ricupero, o Brasil terá de acompanhar atentamente a evolução desses temas. O governo Lula, diz, terá de encontrar o equilíbrio e o tom adequados para chamar atenção aos problemas prementes.

— Sobretudo, tem de buscar evitar o protagonismo personalista excessivo do presidente ou atitudes desequilibradas que possam ser interpretadas como favoráveis a um dos lados, como tem feito às vezes. O país precisa lembrar que o G20 é muito mais heterogêneo e complexo do que os Brics — pontuou.

Para o ex-secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, o Brasil tem vantagens importantes na área ambiental: a matriz energética é limpa e há um controle maior para evitar o desmatamento na Floresta Amazônica.

—É um bom momento para o Brasil assumir essa posição de liderança — diz.

Esta será a primeira vez que o Brasil assumirá a presidência do G20 desde que o grupo, no auge da crise financeira mundial de 2008, passou a ser chefiado não mais por ministros da Fazenda — como acontecia desde o fim dos anos 1990 — e sim pelos mandatários dos países-membros. Diplomatas experientes afirmam que o bloco é, hoje, o mais importante foro internacional de discussão sobre os grandes temas da atualidade e, por isso, é uma grande oportunidade.

Sem esconder o gosto que tem pela política externa, Lula tem um prato cheio pela frente. Além do G20, o Brasil preside neste semestre o Mercosul e o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

No entanto, na avaliação de interlocutores do governo brasileiro, a presidência do G20 tem um preço alto: vai exigir eficiência em logística, organização, infraestrutura, entre outras tarefas. Até novembro de 2024, haverá mais de cem reuniões técnicas do grupo em eventos em cidades e capitais de todas as regiões do país. Também estão previstos 20 encontros ministeriais antes do fim da presidência, na cúpula de líderes no Rio. Nunca o Brasil assumiu uma responsabilidade dessa magnitude.

Flexibilização

Lula assinou um decreto, há cerca de dois meses, delegando aos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores os cuidados na elaboração de documentos, discussões sobre temas variados, contatos diplomáticos e outras ações. Devem ser criados mais de 20 grupos de trabalho, sem contar 11 grupos de “engajamento”, que são de setores da sociedade civil.

O G20, lembra um interlocutor do governo, não é uma organização, ou seja, não tem secretariado. Isso, de alguma forma, garante alguma flexibilização nas conversas, para que sejam acomodadas visões diferentes.

Atualmente, o G20 é formado pela União Europeia e 19 países: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Coreia do Sul, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Exame - SP   05/09/2023

Depois de dois meses seguidos de queda, o IPCA-15 voltou a acelerar. Segundo dados divulgados na em 25 de agosto, a prévia da inflação apresentou um aumento de 0,28%.

De acordo com o analista da Empiricus Research Matheus Spiess, o número veio acima das expectativas, que eram de 0,16%.

E o que mais chamou a atenção do mercado, segundo o analista, foi a distribuição dos dados. Sete das nove categorias avaliadas registraram alta, com destaque para o preço dos combustíveis.

Esses números não foram muito bem recebidos pelos investidores, o que acabou resultando em uma queda de mais de 1% no Ibovespa no último pregão da semana passada.

O resultado da prévia da inflação pode assustar muitos investidores. Afinal, com a desaceleração da inflação em junho e julho e o corte da Selic no início de agosto, a expectativa era de que a economia brasileira entrasse em um novo ciclo.

Mas agora, diante dos números apresentados pelo IPCA-15, a questão que fica é:

Selic a 13,75% de novo?

Para Matheus Spiess, o movimento de aceleração da inflação já era esperado no segundo semestre.

Ainda assim, ele aponta que a alta indicada na prévia da inflação não deve ser motivo para que a Selic volte a subir. De acordo com Spiess, o IPCA-15 é uma amostra de curto prazo e o Banco Central costuma ser mais cauteloso com esse tipo de dado.

A visão do presidente do Banco Central corrobora a leitura do analista da Empiricus Research.

Em um evento organizado pela Warren Rena, Campos Neto avaliou que os dados não foram tão ruins assim. O presidente do BC ainda disse que a trajetória do IPCA-15 “indica mais ou menos” o que a autoridade monetária espera da inflação.

Por outro lado, Matheus Spiess aponta que, a aceleração da inflação em agosto “esvazia a chance de cortes de 0,75 p.p. em 2023.”.

Acontece que, em outros ciclos de afrouxamento monetário, o corte de juros costumava ser maior que as expectativas de analistas.

Entretanto, para que a queda da Selic volte a acelerar, a autoridade monetária dependerá dos dados econômicos.

Nesse sentido, o analista aponta que muitos investidores “corrigiram suas expectativas”. Isto é, com a possibilidade de uma queda de juros mais lenta, muitos acabaram desfazendo suas posições na bolsa.

Entretanto, pensando em investimentos, Spiess aponta que é preciso se distanciar de dados de curto prazo.

O momento pede cautela

Na visão do analista, ainda existe muito espaço para a Bolsa subir com o fechamento da curva de juros. Para a próxima reunião do Copom, a estimativa é de um corte de 0,50 p.p.

Contudo, no curto prazo, a bolsa ainda vai sofrer pressões, pois faltam gatilhos positivos, explica.

Por esse motivo, ele aponta que, se o próprio Banco Central tem cautela ao reagir a dados de curto prazo como o IPCA-15, o investidor também deveria ser menos reativo a eles.

Para Matheus Spiess, apesar do cenário ainda difícil, a Bolsa pode decolar nos próximos 12 meses.

E alguns setores tendem a entregar retornos maiores que outros.

O analista explica que empresas cíclicas domésticas, mais sensíveis a variações de juros, tendem a ter um maior potencial de valorização com a retomada da bolsa. Contudo, por estarem mais vulneráveis aos ciclos de juros, neste primeiro momento elas sofrem mais.

Assim, o investidor mais impaciente e que, a qualquer sinal de queda foge da bolsa, pode acabar perdendo algumas das maiores altas em um provável bull market.

Segundo os analistas da Empiricus Research, algumas ações com essas características têm potencial para dobrar de valor.

Atualmente, a casa aposta em uma carteira de 10 ações que pode valorizar 90% ou mais, segundo Rodolfo Amstalden, que é o analista responsável por este portfólio. Só no primeiro semestre de 2023, esse portfólio entregou uma rentabilidade de 62%.

Entretanto, o ciclo de queda da Selic pode beneficiar ainda mais essas ações. Por esse motivo, a Empiricus Research decidiu criar a Sociedade Microcap. Trata-se de um pequeno grupo de investidores que terá acesso à carteira com as 10 ações.

Como expliquei anteriormente, essas ações podem ser mais impactadas num primeiro momento. Por isso, essa carteira é recomendada apenas para os investidores que estão dispostos a enfrentar uma turbulência inicial em busca de lucros acima da média.

Diário do Comércio - MG   05/09/2023

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse ontem que as surpresas positivas observadas no crescimento econômico do Brasil no período recente podem ter origem em ganhos de eficiência gerados por reformas estruturais feitas no País nos últimos anos.

Falando em fórum promovido pelo JPMorgan, Campos Neto afirmou que há cerca de oito anos economistas estimavam o crescimento potencial do PIB brasileiro em cerca de 2,8%, citando a necessidade de implementação de reformas previdenciária, trabalhista e tributária, marcos de concessões, facilitação de abertura de empresas e modernização de sistemas de pagamento.

Ao mencionar que boa parte dessa lista foi trabalhada pelo País, ao menos com atendimento parcial das demandas, o presidente do BC argumentou que ainda assim os economistas veem um crescimento potencial mais baixo do que antes, em algo próximo a 1,8%.

“Aí você se pergunta, bom, deixa eu ver se entendi. Era 2,8% e precisava fazer dez coisas. O governo trabalhou e fez grande parte das dez coisas, e agora é 1,8%? É muito difícil, esse número é não observável, acho que é muito contaminado pelos crescimentos baixos recentes, pegamos um problema atrás do outro, como pandemia”, disse.

“Não tenho como provar empiricamente, mas pode ser que, em parte, as surpresas de crescimento que a gente está vendo – já tem 15 meses de surpresa de crescimento para cima — sejam por um ganho de eficiência cumulativo de várias coisas que foram feitas no passado”, acrescentou.

Na última sexta-feira, números do IBGE mostraram que o PIB brasileiro cresceu 0,9% no segundo do trimestre do ano sobre o trimestre anterior, bem acima do 0,3% projetado por economistas em pesquisa da Reuters.
Comércio exterior

Na apresentação, Campos Neto ainda afirmou que um sistema de pagamentos transfronteiriços melhorará o comércio exterior do Brasil, comentário que vem em meio a esforços da autarquia para internacionalizar o Pix.

“Poder ter uma legislação moderna, com câmbio mais moderno, com sistema de pagamento transfronteiriço digital, acho que vai melhorar muito a parte de comércio internacional, ajuda inclusive na abertura comercial”, afirmou.

O presidente do BC disse que o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) estuda mecanismos para conectar os sistemas de pagamento no mundo, citando como exemplo o modelo usado por Índia e Cingapura, que poderia ser integrado ao Pix.

“Quando a gente pensa que as pessoas ainda estão falando em moeda única quando a gente pode, na verdade, fazer um sistema digital interconectado, em tempo real, para que precisa de moeda única? Para que você vai abrir mão da sua política monetária se todos os benefícios da moeda única eu consigo hoje fazer de forma digital?”, indagou.

Na avaliação de Campos Neto, o mundo ainda avançou pouco nessa área, com dificuldades relacionadas aos sistemas de liquidação das operações internacionais. O presidente do BC disse ser importante reduzir custos dessas transações, o que teria impacto positivo para exportadores.

CNN Brasil - SP   05/09/2023

O crescimento surpreendente da economia brasileira no segundo trimestre mostra uma economia que está demorando mais do que o esperado para desacelerar, em resposta a uma taxa de juros acima dos 13%, e descarta a possibilidade de que o Banco Central acelere os cortes na Selic.

Divulgado na sexta-feira (4), o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,9% entre o primeiro e o segundo trimestre, número bem mais alto do que as expectativas, que estavam entre 0% e 0,3%.

Isto levou a uma série de revisões para cima para o crescimento da economia brasileira neste ano. As mais otimistas já falam em alta de 3% ou mais.

De acordo com economistas consultados pela CNN, esse retrato de uma economia mais aquecida impede que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC considere fazer cortes mais agressivos nos juros, e reforça a trajetória que o colegiado já vinha anunciando para a taxa, de novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões.

“Quando a inflação medida pelo IPCA-15 veio mais alta do que o esperado, já ficou mais ou menos claro, ali, que o espaço para um corte de 0,75 ponto não existe“, disse o economista-chefe da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo.

“A chance de que o Copom faça um corte diferente de 0,5 ponto é próxima de zero”, afirmou.

O IPCA-15 é a prévia da inflação mensal, e o resultado referente aos 15 primeiros dias de agosto foi divulgado no fim do mês, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,24%.

Altas moderadas

Depois de um ano estacionada nos 13,75%, a Selic teve seu primeiro corte no começo de agosto, quando foi reduzida em 0,5 ponto, para 13,25%.

Em seus comunicados, o Copom já sinalizou que os próximos cortes deverão ser da “mesma magnitude”, ou seja, também de 0,5%.

Parte do mercado, entretanto, seguiu “apostando” em um avanço no ritmo para cortes de 0,75. Isto é mensurado pelos economistas por meio das tendências dos juros futuros, definidas pelas negociações feitas diariamente entre investidores.

“Apesar da sinalização do Banco Central de que era muito pouco provável acelerar o ritmo dos cortes, o mercado não tinha acreditado realmente, e chegou a ver uma probabilidade razoável de que isso pudesse acontecer”, disse o economista-chefe da Constância Investimentos, Alexandre Lohmann.

“Mas com o IPCA acima do esperado e algumas declarações de integrantes do Copom, essa expectativa por cortes adicionais começou a ser reduzida, e o PIB acima do esperado reforça isso.”

De acordo com Lohmann, as projeções tanto de inflação, quando de juros, devem mudar pouco para 2023, mas podem acabar mais altas para 2024.

“O que deve acontecer é mudar a taxa terminal”, disse ele. A “taxa terminal” é o valor da Selic depois que o BC encerre todo o seu ciclo de cortes, o que pode durar meses e, no caso atual, deve chegar apenas em meados de 2024.

“Se a economia cresce mais do que o esperado, o mais provável é que o Banco Central continue fazer cortes na mesma velocidade [de 0,5 ponto cada], mas pode encerrar os cortes antes.”

Atualmente, a previsão do mercado é que esta “taxa terminal” será de 9%, que é a previsão média atual do mercado para a Selic ao fim de 2024, de acordo com o Boletim Focus, relatório semanal do BC que acompanha as projeções de bancos e consultorias para os principais indicadores econômicos.

Desaceleração à frente

Rafael Perez, economista da Suno Research, destaca que a expectativa de que a economia já esteja mais fraca em 2024, mesmo com o crescimento mais robusto agora, ajuda a segurar as pressões sobre a inflação e os juros até lá.

“Em 2024, caso a economia brasileira esteja operando muito próximo do seu PIB potencial, podemos ter maiores pressões que impeçam uma queda mais forte dos juros”, disse ele, mencionando pontos de atenção como o nível de consumo e o mercado de trabalho, que pode ver um aumento na taxa de desemprego até lá.

“Ainda assim, em nosso cenário para 2024 esperamos um crescimento menor do PIB, o que deve favorecer um comportamento mais benigno dos preços e diminui as chances de mudanças no ritmo de queda da Selic”, acrescenta.

O economista-chefe da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, menciona também o fato de que as principais “ameaças” de inflação, atualmente, vem por choques de oferta, e não de demanda, e por fatores que fogem do controle da taxa de juros do país.

É o caso do preço do barril de petróleo, que é negociado globalmente em bolsas internacionais, e, com ele, dos combustíveis, que abastecem os fretes no Brasil e acabam impactando em várias coisas.

“A inflação está vindo muito mais por uma pressão de custos do que de demanda”, disse ele.

“Já temos hoje a maior taxa de juros reais do mundo, então há espaço, sim, para realizar mais cortes, e o desempenho da atividade econômica não muda essa dinâmica.”

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   05/09/2023

Os contratos futuros do minério de ferro mantiveram ganhos modestos nesta segunda-feira, em meio ao otimismo com relação a medidas de apoio da China, principal produtor mundial de aço, ao setor imobiliário local em dificuldades.

A China está preparada para tomar novas medidas, incluindo o relaxamento de restrições a compra de casas, enquanto se esforça para enfrentar uma crise cada vez mais profunda em seu setor imobiliário endividado, informou a Reuters na sexta-feira, citando quatro pessoas familiarizadas com o assunto.

A reportagem foi divulgada depois que os reguladores relaxaram na semana passada os critérios para hipotecas de primeira casa, enquanto algumas cidades na China disseram que permitiriam que os compradores de imóveis desfrutassem de empréstimos preferenciais para a compra de uma primeira casa, independentemente dos registros de crédito.
O contrato de outubro mais ativo do minério de ferro na Bolsa de Cingapura subiu 0,4%, para 114,40 dólares por tonelada, após atingir mais cedo 116,10 dólares, o nível mais forte desde 3 de abril.

O minério de ferro mais negociado em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian, da China, encerrou as negociações do dia com alta de 0,1%, a 844,50 iuanes (116,20 dólares) por tonelada, abaixo da máxima de 865,50 iuanes atingida no início da sessão.

Somando-se ao sentimento otimista, o desenvolvedor chinês Country Garden obteve a aprovação de seus credores para estender os pagamentos de um título privado onshore, informou a Reuters.

Sem apoio adicional dos fundamentos, no entanto, “os preços do minério de ferro deverão eventualmente gravitar para baixo, de volta ao nosso intervalo-alvo de médio prazo (92-108 dólares/t) — uma vez que os mercados financeiros tenham se satisfeito com esperanças e sonhos de mais estímulos”, Widnell disse.

Outros ingredientes siderúrgicos na bolsa de Dalian ampliaram o rali, com o carvão metalúrgico avançando 5,1%, conforme verificações de segurança em minas na China alimentavam preocupações sobre o fornecimento.

Brasil Mineral - SP   05/09/2023

A SCS Global Services (SCS) realiza entre 28 de agosto até 5 de setembro uma auditoria de terceira parte na mina de minério de ferro Miguel Burnier, da Gerdau Açominas, com relação à Iniciativa de Garantia de Mineração Responsável (IRMA). A IRMA é um sistema de auditoria voluntário que oferece uma gama de diretrizes de melhores práticas e requisitos de engajamento participativo das partes interessadas, criado para melhorar o desempenho ambiental e social das operações de mineração.

A auditoria independente e de terceira parte fornece aos membros da comunidade, trabalhadores, sindicatos, representantes do governo e outros grupos afetados a oportunidade de opinar sobre o desempenho ambiental, de saúde, de segurança e de relacionamento com a comunidade da mina. A SCS usará os comentários das partes interessadas para ajudar a determinar o desempenho da operação da Mina Miguel Burnier em relação à Norma IRMA. Os interessados deverão enviar comentários por escrito para coincidir com a auditoria de campo.

As partes interessadas também podem entrar em contato com a SCS se quiserem ser entrevistadas. As entrevistas serão realizadas virtualmente (telefone ou videoconferência) ou pessoalmente. Os comentários, perguntas e solicitações de entrevistas podem ser feitos por meio do link https://info.scsglobalservices.com/feedback-das-partes-interessadas-do-irma. Após a conclusão da auditoria na Mina Miguel Burnier, pertencente à Gerdau, os resultados da auditoria independente serão publicados pela IRMA, que apresentará uma pontuação geral de realização: IRMA Transparência, IRMA 50, IRMA 75 ou IRMA 100. Apenas as minas com IRMA 100 serão “certificadas” de acordo com a Norma IRMA.

A Norma IRMA é a mais completa norma de mineração do mundo para minas em escala industrial e a única administrada igualmente por todas as partes interessadas: empresas de mineração, compradores de minérios, investidores, organizações trabalhistas, comunidades e ONGs da sociedade civil. Para obter mais informações sobre os requisitos e a certificação da Norma IRMA, acesse www.responsiblemining.net

Infomoney - SP   05/09/2023

A Vale (VALE3) voltou a encostar nos R$ 70 pela primeira vez desde o fim de julho, com um rali em meio à visão mais positiva para a companhia e um cenário mais positivo para o minério (após muitos temores com a economia da China). Às 13h45 (horário de Brasília), a ação subia 0,45%, a R$ 69,20, depois de ter chegado a R$ 70,05 na máxima do dia, avanço de 1,68%; desde 16 de agosto, a alta acumulada é de cerca de 6,5%.

Nesta segunda, o minério teve uma alta modesta, em meio ao otimismo com relação a medidas de apoio da China, principal produtor mundial de aço, ao setor imobiliário local em dificuldades.

A China está preparada para tomar novas medidas, incluindo o relaxamento de restrições a compra de casas, enquanto se esforça para enfrentar uma crise cada vez mais profunda em seu setor imobiliário endividado, informou a Reuters na sexta-feira, citando quatro pessoas familiarizadas com o assunto.
A reportagem foi divulgada depois que os reguladores relaxaram na semana passada os critérios para hipotecas de primeira casa, enquanto algumas cidades na China disseram que permitiriam que os compradores de imóveis desfrutassem de empréstimos preferenciais para a compra de uma primeira casa, independentemente dos registros de crédito.

O contrato de outubro mais ativo do minério de ferro na Bolsa de Cingapura subiu 0,4%, para US$ 114,40 por tonelada, após atingir mais cedo US$ 116,10, o nível mais forte desde 3 de abril. Já o minério de ferro mais negociado em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian, da China, encerrou as negociações do dia com alta de 0,1%, a 844,50 iuanes (US$ 116,20) por tonelada, abaixo da máxima de 865,50 iuanes atingida no início da sessão.

Na sexta, a ação VALE3 disparou 5,85% após o JPMorgan elevar a recomendação de neutro para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), em relatório chamado “mudança de maré”.

Além do valuation mais atrativo, com a ação negociada agora a um múltiplo de 4,2 vezes o EV/Ebitda (EV = Enterprise Value, a soma do valor de mercado das ações de uma companhia com a dívida líquida dessa empresa/ Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) esperado para 2024, ante um pico de 5,9 vezes no início de fevereiro deste ano, o JPMorgan também destaca outros pontos para a elevação da recomendação.

Segundo os analistas do banco, embora o setor imobiliário esteja pouco animador, a China tem produzido aço em excesso – as exportações estão em 84 milhões de toneladas por ano (Mtpa). À medida que a China produz aço em excesso, ela consome minério de ferro em excesso.

Cabe destacar que, nos últimos dias, algumas casas, como o Bradesco BBI e o BTG Pactual, têm destacado a sua visão positiva para a Vale, tanto pela resiliência do minério de ferro quanto pelos sinais de dias melhores para as operações da companhia.

Máquinas e Equipamentos

Valor - SP   05/09/2023

Abimaq aponta aumento de importações de máquinas e equipamentos, com alta de 14% até junho, e faz críticas ao arrocho monetário e ao custo Brasil

José Velloso: “O país tem de reduzir o custo Brasil e trabalhar uma agenda de competitividade” — Foto: Leo Pinheiro/Valor

A indústria de máquinas e equipamentos no país enfrenta neste ano um cenário difícil, em linha com outros setores da indústria de transformação. As vendas internas de bens fabricados está em queda, na casa dos 14%, e as importações têm aumentado no mesmo patamar. Por outro lado, o setor obteve até agora um bom desempenho nas exportações, embora com saldo negativo frente ao material importado.

Neste cenário, a previsão do setor é encerrar o ano com recuo de 5% a 8% nas vendas ao mercado interno, indicam as projeção da Abimaq, entidade que reúne os fabricantes que atuam no país.

“As empresas do setor convivem há muito tempo com juros altos para investimento - média anual de 18% a 24% -, além da taxa elevada de juro da Selic. Há um consenso de que o Banco Central agiu certo, mas errou na dose. Poderia ter iniciado o ciclo de corte de juros duas ou três reuniões antes”, avalia José Velloso, presidente executivo da Abimaq.

Segundo o dirigente, os efeitos da redução da Selic - que baixou de 13,75% para 13,25% em agosto - na economia vão demorar para acontecer. Portanto, para este ano não se vislumbra impacto positivo dessa desaceleração dos juros nas vendas internas.

“Estamos mais otimistas com a reforma tributária, o arcabouço fiscal, o início do ciclo de queda da Selic... São componentes macro-econômicos importantes, mas o custo dos juros no país ainda é muito elevado, um inimigo do setor produtivo”, afirma.

Para Velloso, há um déficit de investimento no Brasil, há quase dez anos em baixa. Está na faixa de 18% a 19% do Produto Interno Brasileiro (PIB), informa. “Tinha de ser 25%”, diz. Ele comenta que as empresas precisam melhorar tecnologia, produtividade, em resumo, precisam se modernizar.

O setor encerrou o primeiro semestre com retração de 13,9% nas vendas internas, em R$ 108,18 bilhões, conforme os dados da Abimaq. O desempenho total de receita líquida foi amenizado pela alta de 18,9% nas exportações, que somaram US$ 6,6 bilhões.

Segundo os dados da entidade dos fabricantes de máquinas, o consumo aparente - vendas internas mais importações - registrou recuo de 8% frente ao mesmo semestre do ano passado, somando R$ 179,67 bilhões. Segundo a Abimaq, o câmbio tem impacto na balança de exportação e importação, pois o valor das transações são em dólar.

As importações de bens de capital e equipamentos tiveram expansão de 14% no período, alcançando US$ 13,3 bilhões (dobro do material que foi exportado pelo país). Segundo Velloso, máquinas e equipamentos importados são 40% consumo desses bens no Brasil. Itens importados da China já representam 29% do total que entra, ou 12% do volume de material importado vendido no país.

Perguntado se o setor vê, com isso, a necessidade de uma proteção contra o crescimento das importações de máquinas e equipamentos, o dirigente da Abimaq afirma que é preciso “trabalhar na agenda de competitividade”, o que significa atacar o Custo Brasil. “Proteção é um tiro no pé”, diz

“São três os grande problemas que o setor enfrenta - custo de capital (juros elevados para investimentos), carga tributária e custos dos insumos (aço, tintas, resinas plásticas e outros)”, afirma Velloso. Segundo ele, os insumos usados pelo setor são 30% mais caros do que em outros países.

“Temos de procurar um caminho que aumente a assimetria”, diz ele. “A nossa proteção já é negativa e como o regime para BK (bens de capital) e BIT (outros equipamentos) é diferente do regime da Tarifa Externa Comum (TEC), do Mercosul, em se aumentando alíquotas para importação de insumos, antes teria de ajustar as tarifas para bens de capital, para haver assimetria com os importados”, comenta o dirigente.

“A nossa preocupação é com o aumento do custo Brasil, para que não se destrua a indústria de média e alta tecnologia”. Segundo Velloso, a indústria de máquinas e equipamentos tem alíquota de importação de 11,2% (era de 12,7%), mas que, na prática, a tarifa efetiva é negativa devido às tarifas ao longo da cadeia produtiva. “A questão tarifária no Brasil é complicada”.

Na sua avaliação, o governo está no caminho correto da neo-industrialização. Atualmente, informa, a indústria de transformação (cerca de 14 setores) responde por 10% a 11% do PIB do país. “Há 30 anos, a participação era de 20%”, diz. Ele aponta que no caso da indústria de alta e alta média tecnologia, a participação no setor de transformação caiu, em duas décadas, de 38% para 18%.

“Vivemos uma queda de densidade tecnológica dentro do PIB da indústria de transformação”.

Estado de Minas - MG   05/09/2023

Única fábrica de construção da Case na América Latina, a unidade de Contagem (MG) recebeu investimentos de US$ 10 milhões (R$ 49,5 milhões, ao câmbio de sexta-feira) para concentrar a produção global de tratores de esteira da marca. Até então, a fabricação das máquinas era dividida entre Brasil e Estados Unidos.

A mudança, válida desde o mês passado, resultou na ampliação da capacidade da linha de produção da unidade mineira, que tem a perspectiva de não sofrer neste ano a queda prevista nas vendas de máquinas de construção, a chamada linha amarela.

A previsão do setor é de que as vendas caiam 14% no ano em relação a 2022, com 34,6 mil unidades vendidas, ante as 39,9 mil comercializadas no ano passado, de acordo com a Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

Apesar disso, a entidade avalia 2023 como positivo, já que o ano passado foi considerado fora da curva. Caso o cenário se confirme, será o segundo melhor ano da série histórica, superando 2021 e 2013, que registraram 33 mil máquinas comercializadas.

A montadora optou por deixar Contagem como fonte global da produção dos tratores de esteira em detrimento da fábrica norte-americana devido à capacidade física da planta de absorver a produção e por ser mais atrativa em relação à cadeia de suprimentos, logística de transporte e recursos humanos, de acordo com o executivo Carlos França, líder da Case Construction na América Latina.

"Resolvemos estrategicamente concentrar a produção em Contagem e exportar para o mundo inteiro a partir daqui", disse. As primeiras unidades já foram embarcadas em julho, tendo como principais destinos Estados Unidos, Europa e Ásia.

A previsão é que a unidade trabalhe de maneira crescente até o final deste ano, estabilizando a produção a partir de 2024. A capacidade de produção com o investimento feito é de 1.100 tratores de seis modelos por ano.

Além de tratores de esteira, a linha amarela inclui equipamentos usados na construção, armazenagem e movimentação de terra, por exemplo, e cada vez mais têm sido utilizados também pelo agronegócio.

A Case pertence à CNH Industrial, que na América do Sul tem outras três fábricas no Brasil, em Sorocaba, Piracicaba e Curitiba, e uma na Argentina, em Córdoba -todas agrícolas.

Além do investimento para concentrar a produção na região metropolitana de Belo Horizonte, outro aporte, de US$ 8,5 milhões (R$ 42 milhões), foi feito para modernização e otimização dos processos na linha de produção.

França afirmou que, diferentemente do mercado, a Case Construction não sentiu a redução nas vendas apontada pela Sobratema. "Não tivemos nenhum tipo de retração em relação [a 2022], está estável no acumulado até julho."

Isso se deve, em parte, à maior presença do agronegócio no mercado de máquinas de construção. Há 20 anos, o setor representava 5% dos negócios da empresa, índice que atualmente é de 20%.

O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária segue acelerado neste ano, em relação ao anterior. A evolução acumulada no primeiro semestre foi de 17,9%, em comparação a janeiro e junho de 2022.

"Hoje você não vê uma propriedade rural sem uma retroescavadeira ou uma pá carregadeira. Os produtos de construção entram em quase todas as etapas do processo", afirmou França.

A marca lançou no último mês uma nova retroescavadeira, modelo 580N Series 2HD, com novos opcionais, conectada e com melhorias de conforto e segurança para o operador, para ser utilizada justamente na agricultura, na construção civil e em projetos de infraestrutura.

OPORTUNIDADES NO PAC

O executivo disse ver com bons olhos o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que, do R$ 1,7 trilhão de investimentos previstos, R$ 1,5 trilhão contempla diretamente as áreas de atuação da empresa.

"O mercado precisava de algumas sinalizações positivas por parte do governo. Não que o mercado estivesse ruim antes do anúncio do PAC, o mercado deste ano deve ser o segundo maior da série histórica de equipamentos de construção no Brasil. Então ainda é um mercado muito aquecido. Mas a gente via que o mercado estava demandando anúncios do governo já passados sete meses relacionados a investimentos. E o PAC pelo menos tenta ser de uma forma estruturada", disse.

França afirmou ainda que as PPPs (Parcerias Público-Privadas) e as concessões são bem-vindas, já que o mercado quer investir.

CNH Industrial

Fundação: 2013 como CNH Industrial, que abrange marcas como Case, de 1842, e New Holland, de 1895

Receita: US$ 23,6 bilhões (2022), dos quais 76% se referem ao segmento agrícola; construção representou 15% e serviços financeiros, 9%

Investimento em pesquisa e desenvolvimento: US$ 1 bilhão (2022)

Fábricas no mundo: 38

Número de funcionários: 40 mil no mundo, sendo 8.500 no Brasil; a unidade de Contagem (MG) emprega 1.600

Principais concorrentes: John Deere, AGCO, Caterpillar e Volvo

AUTOMOTIVO

Monitor Digital - RJ   05/09/2023

Pessoas visitam o 27º Salão Internacional do Automóvel da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau no Centro de Convenções e Exposições de Shenzhen, Província de Guangdong, sul da China, em 16 de junho de 2023. (Xinhua/Liang Xu)

Beijing, 2 set (Xinhua) — A China pretende elevar as vendas anuais de automóveis deste ano para cerca de 27 milhões de veículos, um aumento de 3% em relação ao nível de 2022, de acordo com um plano de trabalho divulgado no último sábado.

Para veículos de novas energias (NEVs, sigla em inglês), o país tem como meta vendas anuais de cerca de 9 milhões de unidades, ou um aumento de 30% em termos anuais, aponta o plano divulgado conjuntamente pelo Ministério da Indústria e Informatização e outros seis departamentos governamentais.

Para atingir as metas de crescimento, o documento especificou medidas que incluem a expansão do consumo de NEV e a estabilização do consumo de veículos a gasolina, o aumento das exportações de automóveis, incentivando as vendas de automóveis usados, fortalecendo a qualidade dos produtos, mantendo estáveis as cadeias industriais e de abastecimento, bem como melhorando as infraestruturas.

Todas as políticas de apoio existentes ao consumo de NEVs devem ser bem implementadas, embora não devam ser impostas mais restrições à compra de veículos a gasolina, afirmou. Serão iniciados os trabalhos de teste de electrificação total de veículos de transporte público em zonas piloto.

As montadoras são incentivadas a desenvolver e fabricar produtos para o mercado internacional e a aumentar os esforços para explorar mercados nos países do Cinturão e Rota e nas economias emergentes, de acordo com o plano. Fim

FERROVIÁRIO

Diário do Comércio - MG   05/09/2023

Com mais de 35 anos de atuação, a mineira Cotrin já executou mais de 100 projetos, bem como construiu e recuperou mais de 2 mil quilômetros de ferrovias Brasil afora. Para isso, conta com uma infraestrutura robusta que inclui cerca de 200 equipamentos entre linha amarela, caminhões e ferroviários.

Nos últimos anos, a empresa tem acumulado crescimento robusto, feito que a gestão atribui ao desenvolvimento do próprio País. Para se ter uma ideia, apenas em 2022, o faturamento ultrapassou a casa dos R$ 120 milhões. Já para 2023, o foco não está no crescimento, mas na estruturação dos negócios.
As informações são do diretor da Cotrin, Henrique Trindade. Segundo ele, o bom desempenho dos últimos anos trouxe possibilidades de negócios, mas também desafios. “Foi necessário organizar a empresa. Passamos a focar mais em pessoas e processos, agregando muita inovação tecnológica para reforçar a operação. Não queremos ser a maior, mas a melhor”, resume.

Hoje a Cotrin possui 780 colaboradores e atua em três áreas: obras industriais, civis e ferroviárias, sendo essa última o carro-chefe, respondendo por cerca de 60% do negócio, por meio de construção e renovação e remodelação (troca de dormentes) do modal nos quatro cantos do País e também no exterior.

Não queremos ser a maior, mas a melhor, resumiu Trindade | Crédito: Fernanda Nazaré

Mas o executivo diz que essa representatividade para os negócios é cíclica e acompanha o cenário econômico nacional. As parcerias público-privadas (PPPs) que surgiram com o novo marco regulatório do setor, editado em 2021, por exemplo, é que elevaram a participação desses serviços junto à empresa. As renovações antecipadas dos contratos de concessão desses modais também.

“Além de nossos clientes já terem a obrigação perante a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) de fazer a manutenção das ferrovias, isso também é muito estratégico para eles, já que reduz o custo com a manutenção dos equipamentos e aumenta a capacidade de escoamento. Ou seja, há tanto a parte regulatória inerente à operação quanto a parte estratégica, valiosa para a produtividade”, explica.
Cotrin e as ferrovias

A história da empresa teve início em 1987, com o engenheiro mecânico Jaféte Trindade, que, depois de uma empreitada de quase três anos no Iraque, retornou ao Brasil para trabalhar nas principais obras ferroviárias. Dentre elas destacam-se a estrada de ferro de Carajás e a estrada de ferro do Aço. Em 1987, junto à esposa, criou a Construtora Trindade Ltda: Cotrin.

Atualmente, os filhos dos fundadores, Rafael e Henrique Trindade, estão à frente da empresa em uma bem-sucedida transição familiar.

PETROLÍFERO

IstoÉ Dinheiro - SP   05/09/2023

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 4, diante de expectativas por medidas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para apoiar o mercado nesta semana, além de notícias positivas sobre a China. As negociações, contudo, tiveram liquidez limitada devido a feriado nos Estados Unidos, que mantém mercados financeiros fechados no país.

Por volta das 14h20 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro operava em alta de 0,43% (US$ 0,37), a US$ 85,92 o barril, no pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Já o Brent para novembro fechou em alta de 0,51% (US$ 0,45), a US$ 89,00 o barril, negociado na Intercontinental Exchange (ICE). Com a alta, o petróleo Brent renovou maior nível desde 1º dezembro de 2022, na máxima intraday a US$ 89,22 o barril.

O petróleo começou a semana em alta, apoiado pelo bom humor na China diante do otimismo com possível recuperação econômica, refletido pelo salto das ações da Country Garden e desempenho positivo do mercado acionário, após medidas do governo para apoiar o setor imobiliário.

Para a comentarista financeira Susannah Streeter, da newsletter Word on the Street, os preços do petróleo “ganharam músculo” não só graças à China, mas também por expectativas de aperto contínuo na oferta de países da Opep+. Na última quinta-feira, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, afirmou que o cartel poderia anunciar novas medidas nesta semana, o que ampliou especulações sobre mais cortes na produção.

A CMC Markets analisa que esta perspectiva de cortes contínuos na produção de petróleo em outubro supera a possibilidade de oferta extra do Irã, por exemplo.

“O risco contínuo de um mercado mais apertado está ajudando a impulsionar alta dos mercados de energia, levantando a perspectiva de que, se a demanda chinesa aumentar no segundo semestre, os preços poderão saltar para US$ 90 por barril”, avalia a consultoria.

Analista da Oanda, Craig Erlam nota que um avanço dos preços do Brent acima do nível de US$ 90 o barril podem representar uma grande mudança na dinâmica do mercado, em um curto período de tempo.

O Estado de S.Paulo - SP   05/09/2023

A diretoria executiva da Petrobras decidiu encerrar os processos de desinvestimento no segmento de exploração e produção de petróleo e gás (E&P), que incluíam a venda dos polos Urucu (AM) e Bahia Terra (BA), o campo de gás Manati (BA) e a Petrobras Operaciones S.A. (subsidiária na Argentina). Segundo a empresa, a decisão considerou a “aderência estratégica ao portfólio” e o perfil de rentabilidade dos negócios.

Além disso, a estatal preferiu dar continuidade aos processos de desinvestimentos no segmento de geração e energia (G&E) relativos à participação de 20% na sociedade Brasympe, proprietária da unidade termoelétrica (UTE) Termocabo, movida a óleo combustível; à participação de 20% na UTE Suape II, também movida a óleo combustível; e à participação de 18,8% na usina elétrica a gás (UEG) Araucária S.A.

Outros ativos no segmento de exploração e produção serão reavaliados periodicamente com base em premissas atualizadas de rentabilidade, aderência estratégica, oportunidades de descarbonização e estágio de sua vida produtiva.

Segundo comunicado ao mercado, a Petrobras deverá “maximizar o valor do portfólio com foco em ativos rentáveis, repor a reservas de óleo e gás, inclusive com a exploração de novas fronteiras, aumentar a oferta de gás natural e promover a descarbonização das operações”.

Desinvestimento com a Copel

O desinvestimento na UEG Araucária será feito em conjunto com a Copel, que possui participação, direta e indireta, de 81,2% no capital social total e votante da empresa, por meio de procedimento competitivo visando à venda de 100% das ações da UEGA.

“O desinvestimento desse ativo está em sintonia com o processo de descarbonização da matriz de geração do grupo Copel e aderente ao Planejamento Estratégico Empresarial da Copel - Visão 2030, fortalecendo os pilares para a perenidade e o crescimento sustentável dos negócios”, afirma a Copel, em outro comunicado ao mercado.

‘Reconstrução da estatal’

O cancelamento do processo de desinvestimentos foi definido pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) como “passo importante” para a reconstrução da estatal. Em nota, a entidade não comenta a decisão da Petrobras de manter os processos de venda de participações em termelétricas a gás.

Base de apoio ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a FUP demandava o encerramento dos processos de desinvestimento, sobretudo no E&P, desde o início do governo. Em fevereiro, a companhia os colocou em suspenso para análise e, agora, tomou a decisão final de cancelamento.

Para o futuro, em nota, a FUP também pede o retorno à Petrobras de subsidiárias e ativos já privatizados, como a BR Distribuidora, atual Vibra, da Liquigás, gasodutos, e refinarias. A FUP defende que a estatal volte a participar “do poço ao posto”, o que passaria pelo retorno da comercialização e distribuição em todo o Brasil.

Apesar do cancelamento das vendas em curso, nos bastidores a reversão ou recompra de ativos já vendidos é descartada por executivos da Petrobras em função das dificuldades legais envolvidas e da eventual repercussão ruim no mercado.

A decisão desta segunda, relativa a campos de óleo e gás e negócios na Argentina, foi comemorada, em nota, pelo coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacellar, que definiu os ativos como estratégicos e disse que sua manutenção e fortalecimento da Petrobras “faz parte do projeto eleito nas urnas”.

“O fato relevante divulgado hoje (segunda) ratifica o posicionamento do governo federal e da nova gestão da estatal, de que a empresa volta a cumprir seu papel de desenvolvimento econômico e social”, escreveu Bacellar.

Segundo o dirigente sindical, é preciso ficar claro que estatais “não devem ter o objetivo exclusivo de obter lucro apenas pelo lucro”, porque têm como acionista majoritário o governo federal e, por isso, também teriam compromisso com o desenvolvimento econômico-social do País.

AGRÍCOLA

IstoÉ Dinheiro - SP   05/09/2023

As vendas de tratores e máquinas agrícolas caíram 8,85% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2022, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 4 pela Fenabrave, associação que representa concessionárias e revendedores de equipamentos usados no campo. Na comparação com junho deste ano, houve queda de 27,52%, na série sem ajuste sazonal.

De janeiro a agosto de 2023, as vendas de tratores e máquinas agrícolas acumulam queda de 7,16% em relação ao mesmo período de 2022.

Apesar da baixa, o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, destaca que há sinais de melhora na comercialização de algumas máquinas em agosto, sobretudo de plantadeiras.

“Notamos uma melhora dos novos negócios em agosto, fruto do Plano Safra, cujo plantio começa em setembro e que faz com que a renovação de maquinário ocorra pouco antes”, diz Andreta Júnior, no relatório de divulgação dos números. “Acreditamos que veremos resultados melhores nos próximos meses, em função disso.”

Ao contrário das vendas de carros, que podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos diários de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados pela Fenabrave com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado há pouco pela associação, com dados já relativos a agosto.

Valor - SP   05/09/2023

Meta da empresa não envolve apenas tratores da própria marca, mas também caminhões e outros veículos de suporte à operação agrícola

Atualmente com 500 mil máquinas conectadas em todo o mundo — a maior parte delas nos Estados Unidos — a norte-americana John Deere está trabalhando para alcançar a marca de 1,5 milhão de implementos com acesso a internet até 2026.

A meta, segundo a diretora de Inovação da companhia para a América Latina, Heather Van Nest, não envolve apenas tratores da própria marca, mas também caminhões e outros veículos de suporte à operação agrícola com foco no desenvolvimento de tecnologias mais avançadas que dialoguem com todas as etapas da produção.

Com lançamentos cujos preços chegam a milhões de dólares, a empresa focará em máquinas que já estão em campo e de menor porte, hoje na mão de pequenos produtores. “Nós não temos nenhuma conectividade em pequenos tratores atualmente e esse é um passo que daremos nos próximos meses”, revela a executiva.

Como parte dessa estratégia, a linha de tratores de pequeno porte fabricados no Brasil passará a contar com conectividade de fábrica a partir deste ano, algo que nos EUA ocorre pelo menos desde 2011.

O pacote básico, que consiste na instalação de modem, monitor e software de operação, é considerado o primeiro passo para lançamentos mais avançados, hoje em fase de testes.

O principal deles, um trator autônomo que dispensa o uso de operador, já tem sido usado por produtores norte-americanos e brasileiros. São dezenas de unidades que, com a expansão da conectividade até 2026, se tornarão centenas para, até 2030, alcançar todas as operações com as quais a John Deere trabalha atualmente, do preparo de solo à colheita.

“Não importa em que região do mundo você esteja, não há tantos profissionais agropecuários se formando. Nós sabemos que um dos maiores desafios para o produtor é encontrar mão de obra capacitada, e a ideia é que a automação permita ao produtor concentrar esses profissionais em atividades mais estratégicas dentro da fazenda”, argumenta Heather Van Nest.

Ciente dos desafios de conectividade no Brasil, a companhia estima que cerca de 10% das máquinas conectadas nos próximos anos usarão tecnologia via satélite, sendo o restante via rede de celular.

Os dados das operações de plantio no Brasil no último ano apontam que as máquinas da John Deere passaram cerca de 24% do tempo ociosas, sendo que desse total, 44% foi reflexo de atrasos na operação e outros 52% gastos durante o abastecimento.

É de olho nesses números que a companhia tem trabalhado. “ Nós queremos ajudar o produtor a reduzir esse tempo desperdiçado”, afirma o gerente de produtos digitais da John Deere, Kevin Seidl.

Se hoje o produtor pode acompanhar em tempo real a evolução dos trabalhos em campo, a ideia é que, uma vez conectadas, as máquinas enviem notificações sobre o rendimento do plantio ou da colheita oferecendo insights sobre a produção.

“Nós começamos a incluir novas funções para leitura de dados que permitirão, por exemplo, prever o tempo restante para finalização da operação transformando um dado estático, como a localização da máquina, em uma ferramenta útil para gestão do produtor”, completa o executivo.

O jornalista viajou a convite da empresa

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