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05 de Janeiro de 2023

ECONOMIA

IstoÉ Online - SP   05/01/2023

O Federal Reserve encerrou 2022 com uma promessa firme em sua reunião de política monetária de dezembro de que os juros continuarão subindo este ano, mas a um ritmo mais lento e talvez apenas por mais 0,75 ponto percentual.

A ata da próxima reunião, que será divulgada às 16h nesta quarta-feira, pode fornecer mais informações sobre como a fase final do atual ciclo de aperto monetário se desenvolverá e o quanto as autoridades do Fed estão começando a avaliar os riscos para o crescimento econômico diante de sua principal preocupação, a inflação alta.

O tom geral da ata deve mostrar que a inflação ainda tem a maior atenção entre as autoridades. Ela vem desacelerando há vários meses, mas em novembro o indicador de inflação preferido do Fed, o índice PCE, permanecia subindo a uma taxa anual de 5,5%, mais que o dobro da meta de 2% do banco central norte-americano.

A ata “se inclinará contra o afrouxamento prematuro” e manterá o foco na probabilidade de que os juros subam ainda mais e permaneçam altos, escreveu Derek Tang, economista da LH Meyer, na terça-feira.

Mas os detalhes do documento, com suas descrições de diferentes pontos de vista e os tamanhos aproximados dos grupos de autoridades que os defendem, podem mostrar que as deliberações internas do Fed entram em uma nova fase em que os riscos ao crescimento econômico e ao emprego ganham mais peso.

As projeções das autoridades do Fed divulgadas em 14 de dezembro mostraram quase unanimidade sobre o rumo dos juros em 2023, com 15 dos 19 formuladores de política monetária esperando que a taxa de juros suba 0,75 p.p. ou 1 p.p. acumulado nos próximos meses, uma faixa estreita que veria o ciclo atual terminar com essa taxa em torno de 5,25% ou 5,5%.

Mas para 2024 as projeções divergem dramaticamente, com uma autoridade vendo a taxa de juros continuar em 5,625% e outra vendo-a reduzida para 3,125%, em uma economia que ainda pode estar flertando ou atravessando uma recessão.

“O Fomc parece unido em ter a taxa acima de 5%, mas está bastante dividido na estratégia de saída; quanto tempo manter e com que profundidade e rapidez aliviar do outro lado”, escreveu Tang, referindo-se ao Comitê Federal de Mercado Aberto, que define a política monetária do banco central.

O Estado de S.Paulo - SP   05/01/2023

O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), tomou posse nesta quarta-feira, 4, como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e prometeu retomar a política de “reindustrialização’ alinhada com práticas de economia verde como condição para o crescimento sustentável do País. Ele disse que vai criar uma Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria para dar apoio na retomada da agenda da competitividade. A área trabalhará em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, comandado por Marina Silva.

“Essa é uma agenda prioritária, inclusive para assegurar competitividade do produto nacional. A politica precisa estar em sintonia com necessidade da economia mundial. A sociobiodiversidade será ponto de partida da nova política industrial, algumas frentes nessa natureza incluem complexo industrial da saúde, energias renováveis, hidrogênio verde e mobilidade”, disse.

Numa das cerimônias de posse mais prestigiadas a ocorrer no Palácio do Planalto, com filas que se formaram às 9 horas para o evento que só ocorreria às 11h, Alckmin prometeu tocar a agenda de interesse dos empresários, que inclui financiamento, simplificação tributária e redução do custo Brasil. Após a posse, foi cercado por dezenas de convidados que se espremiam em busca de fotos, apertos de mão e uma chance de falar com o ministro. Até mesmo apoiadores do governo com bonés do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) entraram na disputa para se aproximar dele.

Segundo Alckmin, os desafios relacionados às cadeiras de fornecimento e preservação do meio ambiente se proliferam e impactam nos fluxos internacionais de comércio. O vice-presidente ainda afirmou que o País dará exemplos positivos no processo de desenvolvimento verde. Para isso, a Secretaria de Economia Verde deve funcionar como um anteparo a sanções internacionais por causa do desmatamento, assim como terá a atribuição de atrair investimentos internacionais no que Alckmin chamou de “protecionismo” a partir da questão climática.

“O Brasil pode ser e será o grande protagonista no processo de descarbonização da economia global”, disse Alckmin. “Os desafios relacionados às cadeias de fornecimentos se proliferam e impactam fluxos de comércio.O Brasil de agora dará exemplos positivos, enfrentará riscos de maneira construtiva. Estamos seguros de uma maior integração do comércio exterior brasileiro no mundo. O comércio exterior é fundamental para fortalecer indústria e serviços no País”, completou.

De acordo com Alckmin, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) será a principal alavanca do ministério na retomada da industrialização e da política de desenvolvimento social no País. O ministro-presidente disse ainda que o banco deve atuar como um vetor da economia verde no País com investimentos. Ele ainda apontou a reforma tributária a ser desenhada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como um dos pontos de interesse da sua gestão no ministério por permitir a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) e a eficiência econômica.

O vice-presidente e agora ministro ainda elogiou uma das primeira medidas do novo governo na área, que, segundo ele, deve ditar o ritmo das articulações na pasta: a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNI), que criará uma mesa de discussões e negociações entre os setores público e privado.

Alckmin ainda reservou uma parte do discurso para criticar a política econômica do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi tocada pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes. O antigo titular da economia acumulou funções no seu chamado “superministério” que estrutura do MDIC. O ministro-presidente disse que será necessário “reconstruir” a ações industriais. “Reconstrução porque depois de 4 anos de descaso, de má gestão e de desalinho dos reais problemas brasileiro, o presidente Lula, com acerto, determinou a recriação do MDIC como uma medida fundamental para ao Brasil retomar o caminho do desenvolvimento, como já aconteceu em seus governos bem sucedidos”, afirmou.

Na disputa plateia formada no Salão Oeste do Planalto estivem nomes influentes no mercado financeiro, como o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente em exercício do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (União Brasil-PB), e o ex-presidente José Sarney (MDB) também estiveram presentes, numa das poucas cerimônias de posse de ministros com autoridades dessa estatura política.

A nomeação de Alckmin para comandar a pasta do Desenvolvimento se deu após dificuldades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em convencer outros nomes a assumir o posto. Em dezembro, o petista convidou o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, para integrar o governo, mas recebeu negativa diante da crise que o industrial enfrentava dentro da organização por tentativas do ex-presidente Paulo Skaf de tentar demovê-lo da presidência.

Como alternativa, ainda em dezembro Lula convidou o presidente do Conselho de Administração do grupo Ultra, Pedro Wongtschowski, que também declinou da proposta por divergências com o posicionamento econômico anunciado pelo governo de transição até aquele momento. O executivo é um ávido defensor de políticas de concessão e privatização, numa toada liberal, que foram rechaçadas pelo plano de gestão petista. Durante a formação dos ministérios, Lula chegou a dizer que em seu novo mandato “vão acabar as privatizações” no País.

Sem um homem forte e com aceitação do mercado para ocupar o posta, Lula indicou o seu vice para a pasta, num recuo da posição adotada ainda na primeira leva de anúncios de ministros. Durante o período de transição de governo foi especulada a possibilidade de Alckmin assumir a pasta da Defesa, ao que Lula respondeu com a assertiva de que seu companheiro de chapa nas eleições não acumularia funções.

“Eu fiz questão de colocar o Alckmin como coordenador para que ninguém pensasse que o coordenador vai ser ministro. Ele não disputa vaga de ministro porque é o vice-presidente”, disse Lula.

Como mostrou o Estadão, o MDIC será um dos ministérios mais fortes do terceiro governo Lula. A pasta sob o guarda-chuva de Alckmin coordenará as ações do BNDES e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). O vice-presidente ainda pode acumular no ministério as atribuições de planejar e elaborar metas de longo e médio prazo.

O BNDES será presidido pelo ex-ministros de gestões petistas Aloízio Mercadante (PT). Ele foi alvo de represália do mercado financeiro por desconfiança de que adote no banco a mesma política de investimentos adotado no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), quando foi ministro da Casa Civil. Para Alckmin, é necessário que o BNDES estimule “mais investimentos” com o objetivo de gerar renda, emprego e aumento nas exportações.

IstoÉ Dinheiro - SP   05/01/2023

Todas as autoridades presentes na reunião de política monetária do Federal Reserve de 13 a 14 de dezembro concordaram que o banco central dos Estados Unidos deveria diminuir o ritmo de seus aumentos agressivos da taxa básica de juros, permitindo que o custo do crédito continue a ser elevado para controlar a inflação, mas de maneira gradual para limitar riscos ao crescimento econômico.

A ata da reunião, divulgada nesta quarta-feira, mostrou os formuladores de política monetária ainda focados em controlar o ritmo dos aumentos de preços, que ameaçam ser mais fortes do que o previsto, e preocupados com qualquer “percepção errônea” nos mercados financeiros de que seu compromisso com o combate à inflação esteja, de alguma forma, enfraquecendo.

Mas as autoridades também reconheceram que fizeram “progressos significativos” no ano passado ao subir os custos dos empréstimos o suficiente para reduzir a inflação. Como resultado, o banco central agora precisava equilibrar sua luta contra o aumento dos preços com os riscos de desacelerar demais a economia e “potencialmente colocar os maiores encargos sobre os grupos mais vulneráveis” por meio de desemprego acima do necessário.

“A maioria dos participantes (da reunião) enfatizou a necessidade de manter a flexibilidade e a opcionalidade ao mudar a política monetária para uma postura mais restritiva”, disse a ata, uma indicação de que as autoridades podem estar preparadas para reduzir o ritmo para incrementos de 0,25 ponto percentual a partir da reunião de 31 de janeiro a 1º de fevereiro, mas também permaneceram abertas a uma taxa “terminal” ainda maior do que o previsto se a inflação elevada persistir.

De fato, o documento enfatiza a explicação de que a decisão de passar para movimentos menores de juros não deve ser interpretada pelos investidores ou pelo público em geral como um enfraquecimento de seu compromisso de trazer a inflação de volta à meta de 2% do banco central.

“Os participantes reafirmaram seu forte compromisso de retornar a inflação ao objetivo de 2% do Comitê (Federal do Mercado Aberto)”, disse a ata. “Vários participantes enfatizaram que seria importante comunicar claramente que uma desaceleração no ritmo de aumento dos juros não era uma indicação de qualquer enfraquecimento da determinação do Comitê de alcançar sua meta de estabilidade de preços.”

Os formuladores de política monetária aprovaram um aumento da taxa de 0,50 ponto percentual na reunião do mês passado, menor do que as altas de 0,75 ponto percentual promovidas ao longo de boa parte de 2022.

“Nenhum participante antecipou que seria apropriado começar a reduzir a meta da taxa básica em 2023”, disse a ata.

Os mercados e alguns economistas, no entanto, ainda não desistiram da ideia de que o Fed fará exatamente isso antes do final do ano, reforçando o desafio de comunicação enfrentado pelo presidente do Fed, Jerome Powell, e seus colegas este ano.

“Nossa visão ainda é que a rápida redução da inflação, combinada a uma queda notável no crescimento do emprego, alterará o cenário de forma bastante dramática no primeiro semestre deste ano”, disse o economista-chefe da Capital Economics, Paul Ashworth, em nota após a divulgação da ata.

“Depois de um aperto final de 50 (pontos básicos) no primeiro trimestre, levando a taxa dos fundos federais a um pico próximo a 5%, ainda esperamos que o Fed corte as taxas novamente antes do final deste ano.”

Os contratos futuros de taxas de juros também mostravam que os traders se apegaram amplamente às apostas de que o Fed elevará a meta de taxa de juros para pouco menos de 5% nos próximos meses e depois começará a cortá-la na segunda metade do ano.

As autoridades do Fed projetaram em dezembro que a taxa, atualmente na faixa de 4,25% a 4,50%, subiria para pouco mais de 5% até o final de 2023 e provavelmente permaneceria lá por algum tempo.

Por quanto tempo será necessária uma política monetária “restritiva” pode se tornar um tópico emergente de debate.

“Muitos participantes destacaram” que o Fed, após um ano em que elevou os juros no ritmo mais rápido desde os anos 1980, agora tem que equilibrar sua luta contra a inflação com a possibilidade de uma política monetária excessiva que “poderia acabar sendo mais restritiva do que o necessário”.

“Uma desaceleração no ritmo de elevações da taxa de juros nesta reunião permitiria melhor ao Comitê avaliar o progresso da economia… à medida que a política monetária se aproximasse de uma postura suficientemente restritiva.”

CNN Brasil - SP   05/01/2023

Em discurso durante a transmissão de cargo nesta quarta-feira (4), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), falou sobre a necessidade de reforma tributária.

“O fortalecimento da indústria passa, invariavelmente, pela redução do custo Brasil e pela melhoria do ambiente de negócios no país. Reforma tributária nesse contexto é fundamental”, disse Alckmin.

O vice-presidente e ministro deixou claro que a prioridade da pasta será investir na reindustrialização, com ênfase no desenvolvimento sustentável. “O Brasil pode ser e será o grande protagonista da descarbonização da economia global”, disse.

Ele também disse que a retomada da indústria será feita sob o prisma da justiça social. “O momento nos impõe o trabalho incansável pelo emprego e distribuição de renda em apoio à indústria, ao comércio e ao setor de serviços.”

Alckmin reiterou que a pasta trabalhará junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Ministério do Meio Ambiente durante sua gestão. E saudou Aloizio Mercadante e Marina Silva, que estão à frente dos órgãos, respectivamente.

Também destacou que o ministério terá uma Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria. “Sustentabilidade é o ponto de partida de toda política industrial.”

Alckmin disse que pretende “reposicionar a imagem do Brasil no mundo”, já que o ministério também incorpora a Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a Agência Nacional Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex).

Ele disse que sua gestão também vai incentivar a economia inclusiva, criativa e sustentável, com programas de apoio a startups e empreendedorismo inovador.

No final de seu discurso, Alckmin reforçou seu compromisso com Lula (PT): “Saiba que o senhor terá de mim não apenas a lealdade de um ministro que se soma à de um vice, mas minha dedicação integral em prol de uma agenda que contribua para reverter os resultados inaceitáveis que nossa economia vem acumulando nos últimos anos.”

CNN Brasil - SP   05/01/2023

A indústria dos Estados Unidos contraiu ainda mais em dezembro, mas o enfraquecimento da demanda em meio a custos de empréstimo mais altos levou uma medida dos preços pagos pelas fábricas pelos insumos ao nível mais baixo em mais de dois anos e meio, sinalizando que a desinflação de bens está em andamento.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) disse nesta quarta-feira que seu PMI de manufatura caiu de 49,0 em novembro para 48,4 no mês passado, contraindo por um segundo mês consecutivo.

Essa foi a leitura mais fraca desde maio de 2020, quando a economia foi abalada pela primeira onda de casos de Covid-19, e deixou o índice um pouco abaixo do nível 48,7, o que o ISM diz ser consistente com uma recessão na economia em geral.

Mas com o mercado de trabalho ainda abrindo postos de trabalho em um ritmo sólido e sustentando os gastos dos consumidores, é improvável que a economia esteja em recessão. Leitura do PMI abaixo de 50 indica contração na manufatura, que responde por 11,3% da economia dos Estados Unidos. Economistas consultados pela Reuters projetavam queda a 48,5.

O subíndice de novos pedidos do ISM caiu para 45,2, a leitura mais baixa desde maio de 2020, de 47,2 em novembro. Foi o quarto mês consecutivo em que essa medida teve contração.

A medida dos preços pagos pelos fabricantes na pesquisa do ISM caiu de 43,0 para 39,4 em novembro. Fora o mergulho em abril de 2020, esta foi a leitura mais baixa desde fevereiro de 2016 e marcou a nona queda mensal consecutiva no índice.

Exame - SP   05/01/2023

Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) avaliaram na reunião de política monetária de 13 e 14 de dezembro que o risco de alta da inflação continua sendo fator-chave para a política monetária. "Um par de participantes observou que os riscos para as perspectivas de inflação estavam se tornando mais equilibrados", destaca a ata do encontro, acrescentando que é apropriado manter uma política restritiva por "um período sustentado" para que a inflação volte à meta de 2% ao ano.

O documento ainda destaca que um número de dirigentes enfatizou que seria importante comunicar claramente que "a redução no ritmo de aumento de juros não é um indicador de qualquer enfraquecimento da determinação do Comitê em conquistar a meta de estabilidade de preços ou um julgamento de que a inflação já está em um caminho de baixa persistente".

Os dirigentes da autoridade monetária também defendem que, como a política monetária fez um trabalho importante nos mercados financeiros, uma "flexibilização injustificada" poderia atrapalhar os esforços do Comitê em restabelecer a estabilidade de preços.

Para a determinação do ritmo dos próximos aumentos, os membros devem considerar na sua avaliação "o aperto cumulativo da política monetária, as defasagens com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação e os desenvolvimentos econômico-financeiros".
Nenhum dirigente do Fed considerou apropriado corte de juros em 2023, diz ata

Nenhum dos dirigentes do Fed, durante a reunião de política monetária de 13 e 14 de dezembro, considerou apropriado corte de juros em 2023. Segundo a ata, os dirigentes observaram que a política restritiva "precisa ser mantida até novos dados providenciarem confiança de que a inflação está em baixa sustentada" para atingir a meta de 2%, algo que "deve levar tempo".

Vários integrantes comentaram que experiências em outros momentos da história alertam contra o "afrouxamento prematuro" da política monetária frente aos altos índices de inflação, pontua o documento.

Em geral, os dirigentes indicaram que os riscos de alta da inflação continuam sendo um fator-chave para a política monetária.

Todos os membros afirmaram que o Comitê segue "fortemente comprometido com o objetivo de retornar a inflação para a meta de 2%".

Além disso, os dirigentes concordaram que suas decisões devem levar em consideração uma gama ampla de informações, incluindo saúde pública, condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e desenvolvimento financeiro e internacional.
Ritmo

Os dirigentes do Federal Reserve avaliaram na última reunião de política monetária que a redução no ritmo da alta de juros poderia ajudar com as metas de inflação e máximo emprego nos Estados Unidos. Na ocasião, o banco central americano reduziu o ritmo de elevação de juros de 0,75 ponto percentual para 0,50 ponto percentual, para a faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.

"Uma redução do ritmo dos aumentos neste encontro permitiria que o Comitê avalie de forma melhor o progresso econômico para atingir os objetivos de máxima empregabilidade e estabilidade de preços, já que a política monetária se aproxima de um patamar que é suficientemente restritivo para conquistar essas metas", descreve a ata da reunião.

Os dirigentes analisaram que o cenário econômico ainda é incerto e a inflação continua muito acima da meta de 2%, apesar do progresso significativo durante o último ano em direção a uma política monetária mais restritiva.

Diante do aumento das incertezas sobre perspectivas futuras da inflação e atividade econômica real, a maioria dos integrantes enfatizou a necessidade de manter "flexibilidade e opcionalidade", enquanto continua movendo a política monetária para um patamar mais restritivo, com novos aumentos de juros capazes de atingir as metas determinadas pelo Comitê.

O Estado de S.Paulo - SP   05/01/2023

Uma coisa é sair por aí dizendo o que tem de ser feito na economia e proclamar sustentabilidade social e fiscal, sem explicar como se faz isso. E outra é executar essas coisas. O governo Lula começa a ter que lidar com trombadas e a ter de fazer escolhas dolorosas.

Política econômica é como o velho jogo do pega-varetas. É preciso concentração e habilidade para libertar pauzinho por pauzinho, porque o deslocamento de um pode desequilibrar irremediavelmente o outro e fazer ruir o todo.

O caso dos subsídios federais aos combustíveis que levou o governo ao primeiro bate-cabeças é a prova disso. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dava como certa a revogação dessas isenções tributárias, porque entendeu que é preciso reduzir o rombo fiscal. A área política vetou, pelo seu impacto sobre o orçamento do consumidor. A decisão do presidente Lula foi adiar a revogação das isenções - o que desautorizou Haddad -, que tinha anunciado outra coisa.

O ministro assume a Fazenda carregado de promessas. Mas, até agora, não foi capaz de apontar direções. Non hay camino; se hace camino al andar. E isso parece pouco diante do rombo fiscal de mais de R$ 230 bilhões previsto na Lei Orçamentária deste ano, e da rota de colisão pela qual se encaminha a dívida pública.

Deixar rolar esse déficit sem distribuição de contas a pagar pela sociedade vai produzir efeitos sobre cada pauzinho do pega-varetas. Um deles é mais inflação que, por sua vez, exige juros lá em cima, que Haddad já considera excessivos. Enfrentar mais juros é tirar o pé do acelerador, é tolerar mais desemprego e menos renda. O mais pobre paga o preço mais alto porque não tem as mesmas condições de defesa com que contam os mais ricos. Ou seja, déficit fiscal é antipolítica social.

Outra tentação é agir como a presidente Dilma, que tentou manter em pé sua “nova matriz econômica”. Entre outros desastres, obrigou o então presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a derrubar os juros a canetadas. Produziu mais inflação e mais confusão.

Mais um efeito de uma decisão desastrada pode ser a quebra de confiança ou a não criação de confiança. E isso tem potencial para reduzir investimentos e para elevar ainda mais as cotações do dólar, que tendem a produzir mais inflação a partir do aumento dos preços dos importados.

Como já está na PEC da Transição, Haddad garantiu também que trataria de decidir por nova âncora fiscal para substituir o teto de gastos que, em seu discurso de posse, o presidente Lula considerou “uma idiotice”.

Mas até onde Haddad poderá repetir o experimentalismo intervencionista do governo Dilma? Haddad é um animal político. Como todo político, é movido a ambições políticas. Ele sabe que, se conduzir uma política econômica equivocada, corre o risco de ter suas asas políticas irremediavelmente cortadas.

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   05/01/2023

Os contratos futuros de minério de ferro caíram em uma sessão volátil nesta quarta-feira, quando as interrupções provocadas pela Covid-19 e as preocupações persistentes com o fraco mercado imobiliário na China superaram o otimismo em torno da reabertura do país e das medidas de estímulo econômico.

O minério de ferro mais negociado para maio na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas com queda de 0,4%, a 846,50 iuanes (122,94 dólares) a tonelada, devolvendo ganhos iniciais.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de fevereiro de referência do ingrediente siderúrgico caiu 1,2%, para 114,70 dólares a tonelada.

Os preços das casas na China, maior produtora mundial de aço do mundo, caíram em um ritmo mais rápido em dezembro, de acordo com uma pesquisa privada, refletindo a demanda persistentemente fraca em meio ao aumento dos casos de Covid, apesar de uma série de medidas de apoio ao setor imobiliário em dificuldades.

“Mantemos nossa visão de que o consumo subjacente de aço do setor imobiliário da China não deve se recuperar significativamente nos próximos 3 a 6 meses”, disseram analistas do Citi em nota de 3 de janeiro.

“O setor imobiliário continua enfrentando desafios. A segurança do emprego e a confiança do consumidor continuam desafiadoras e a atual onda de infecções por Covid segue sendo um vento contrário”, disseram eles.

As referências do aço fecharam com comportamentos mistos, com vergalhão na Bolsa de Futuros de Xangai caindo 0,4%, enquanto a bobina a quente ganhou 0,1%.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   05/01/2023

Autoridades da China retomaram aprovações para que fundos de private equity captem recursos para empreendimentos imobiliários residenciais, uma das mais recentes tentativas de ajudar o setor a superar uma crise que custa a acabar.

A Associação de Gestão de Recursos da China recentemente começou a permitir que fundos de private equity registrem esses produtos de investimento, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, pedindo para não serem identificadas. A associação, supervisionada pela comissão regulatória de valores mobiliários da China, interrompeu as aprovações em 2021, segundo reportagem da Bloomberg à época.

A China intensificou os esforços para deter uma crise no setor imobiliário. O governo chinês também pediu aos reguladores bancários e de valores mobiliários que ajudem a melhorar o balanço de incorporadoras que têm importância sistêmica.

Apesar de 16 medidas implementadas em novembro, as vendas de imóveis residenciais na China continuaram a cair durante o mês passado, parcialmente prejudicadas por surtos de covid em todo o país.

Depois que as aprovações de novas captações foram interrompidas, o número de fundos de private equity imobiliários caiu 14% em 2021. Os investimentos nesse tipo de fundo também caíram para 438,9 bilhões de yuans (US$ 63,7 bilhões) em 2021, queda de 2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela associação de gestores.

O regulador de valores mobiliários não respondeu imediatamente a um pedido de comentários sobre o assunto.

A abrupta reversão da política de covid zero da China empurrou a atividade econômica para o ritmo mais lento desde fevereiro de 2020, quando o vírus varreu as principais cidades e levou as pessoas a ficarem em casa e as empresas a fecharem.

As 100 maiores incorporadoras imobiliárias viram as vendas de novas residências caírem 31% em relação ao ano anterior, para 677,5 bilhões de yuans em dezembro, de acordo com dados preliminares da China Real Estate Information Corp - uma piora em relação à queda de 26% registrada em novembro.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   05/01/2023

É o primeiro contrato após a privatização.

O Porto de Vitória firmou o primeiro contrato, após sua privatização, com a empresa TechnipFMC, por um prazo de 5,5 anos para a Base de Vitória (BAVIT). A celebração do contrato vem após pouco mais de três meses desde que a Quadra Capital, representada pela FIP Shelf 119 Multiestratégia — que venceu o leilão de privatização realizado no começo do ano — assumiu a gestão do porto.

Neste novo contrato, com o acréscimo de área negociada, a capacidade de produção do local será duplicada, reforçando o potencial do Porto de Vitória como uma estratégia para suporte ao setor de óleo e gás.

Conforme o comunicado do Porto, os impactos positivos serão observados dentro e fora dos limites portuários e contribuirão para a consolidação do Espírito Santo como uma base logística competitiva no segmento de apoio offshore.

O presidente do Porto de Vitória, Ilson Hulle, explicou que esse contrato vai gerar um crescimento da atividade econômica na região do Centro de Vitória e consolida a presença da multinacional TechnipFMC, que atua no ramo de óleo e gás, no Estado.

— Esse fato que divulgamos hoje para o mercado é super relevante não só pelo processo de privatização, mas para todo o setor portuário, porque ele acaba afetando todo o setor, uma vez que é o primeiro contrato privado feito no âmbito de autoridade portuário privada. O fato relevante para o Estado, principalmente o município de Vitória. Isso nos remete a um futuro de esperança, que a gente possa celebrar novos contratos — disse Ilson.

O Estado de S.Paulo - SP   05/01/2023

Em audiência com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília, nesta quarta-feira (4), o secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Arthur Lima, defendeu a continuidade do processo de privatização do Porto de Santos.

Um dos argumentos de aliados de Tarcísio é que a privatização atrairia R$ 20 bilhões de investimentos privados para o porto. O encontro foi uma das primeiras agendas de Alckmin após ser empossado ministro de Indústria e Comércio Exterior. Ele é uma das pontes de Tarcisio com o governo do PT, segundo aliados do Palácio dos Bandeirantes.

O assunto, porém, é controverso e pode abrir um racha no governo federal.

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), já disse que a transferência da gestão do ativo para a iniciativa privada está descartada. A privatização do Porto de Santos era uma das vitrines de Tarcísio no Ministério da Infraestrutura de Jair Bolsonaro.

Portos e Navios - SP   05/01/2023

A Superintendência do Porto de Itajaí, na condição de autoridade portuária, teve sua Licença Ambiental de Operação (LOA) 2610/2019 prorrogada por mais dois anos. O documento foi concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC) e estava prevista para encerrar em 14 de maio de 2023.

O IMA realizou diversos monitoramentos ambientais ao longo da vigência da LAO, ao qual foram atendidos pela Superintendência com base nos resultados e demais performances de cunho ambiental, sendo reconhecidas nacionalmente, e obtendo o 1° lugar no Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA) da ANTAQ, em seu quarto ano consecutivo, e 1° colocado no prêmio Via Viva 2022 (MINFRA), na categoria Porto Público.

“O Porto de Itajaí também alcançou o Selo de Signatário 2022, com a efetivação dos compromissos de adesão ao Movimento Nacional ODS Santa Catarina com a obtenção do certificado do Programa Selo Social 2022 (Itajaí), que contemplou como destaque o Programa de Monitoramento Ambiental do Porto de Itajaí, sempre prezando pela relação Porto-Cidade, ou seja, as ações externas podem afetar a operação portuária e vice versa, necessitando assim da adequação às normas ambientais e a este contexto”, esclarece José Luís Carpes, agente de autoridade portuária.

Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a Licença Ambiental é uma medida administrativa por qual o órgão competente licencia a sua localização, instalação e operação em determinado empreendimento enquanto possível poluidor – estando sujeito a regulamentações e disposições legais aplicáveis ao caso.

No ano de 2020, o Porto de Itajaí realizou a implementação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), sendo certificado pela ISO 14001:2015, que trouxe um diferencial importante e decisivo para a prorrogação (LOA) 2610/2019.

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   05/01/2023

Ano novo, personagens novos. Em uma quarta-feira (4) com muita movimentação no mercado de óleo e gás, a operadora independente 3R Petroleum anunciou uma verdadeira dança de cadeiras em sua diretoria. A presidência da companhia passará para as mãos do executivo Matheus Dias (foto), que irá substituir Ricardo Savini. O novo diretor-presidente atuava até então como líder das áreas de Suprimentos, Tecnologia da Informação, Jurídico e Regulatório da 3R. Ele também era responsável pelos segmentos de Mid & Downstream.

Na 3R, Dias também atuou anteriormente nas áreas Comercial e de Novos Negócios como diretor estatutário de subsidiárias da companhia, sendo responsável pelas negociações referentes a aquisições dos ativos de produção de óleo e gás, parcerias estratégicas e contratos relevantes. O executivo é formado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (USP), com extensão da graduação na Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha (Technische Universität Darmstadt); e MBA em Gestão de Negócios, Comércio e Operações Internacionais na FIA Business School.

Durante sua carreira, acumula passagens na Promon Engenharia, onde atuou nas áreas de suprimentos, logística, engenharia e gerenciamento de grandes empreendimentos de óleo e gás e infraestrutura, bem como atuou como gerente de suprimentos e de contratos da Hidrovias do Brasil (parceria entre o Grupo Promon e o Pátria Investimentos, gestores à época do Fundo P2 Brasil).

A 3R também anunciou que o executivo Maurício Diniz (foto à direita) foi escolhido para assumir a diretoria de exploração e produção. Ele possui 39 anos de experiência no setor de petróleo e gás. Diniz foi funcionário de carreira da Petrobrás, onde ocupou as posições de Gerente Executivo de Saúde Segurança e Meio Ambiente (HSE), Gerente Executivo de Logística Manutenção e Suporte a Operações, Gerente Geral de Implantação e Operações Submarinas, Gerente de Ativo de Produção, entre outras funções de liderança nas áreas de Planejamento da Produção e Operação. Desde 2021, Diniz liderava a Diretoria de Operações Offshore da 3R Petroleum.

O dia está movimentadíssimo nos bastidores da indústria de óleo e gás. Mais cedo, como noticiamos, foi confirmada também a renúncia de Caio Mario Paes de Andrade da Petrobrás. A estatal será chefiada interinamente pelo diretor de desenvolvimento da produção, João Henrique Rittershaussen. O governo federal já indicou o ex-senador Jean Paul Prates para ser o próximo presidente da companhia.

CNN Brasil - SP   05/01/2023

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da Petrobras, tem duas empresas ligadas ao setor de óleo e gás e petróleo.

Uma das empresas tem o próprio Prates como sócio. A outra tem como dona uma “holding” da qual o indicado à presidência da Petrobras é sócio. O parlamentar nega qualquer irregularidade e que haja conflito de interesses das empresas com a sua ida à Petrobras, que ainda precisa passar pela aprovação da própria estatal.

A participação de Jean Paul Prates nas empresas foi revelada pelos sites O Bastidor e Poder360 e confirmada pela CNN junto à Receita Federal. Prates é sócio da empresa Carcará Petróleo, que tem como atividade econômica principal registrada a “extração de petróleo e gás natural”.

Também figuram como atividades secundárias “atividades de estudos geológicos, representantes comerciais e agentes do comércio de combustíveis, minerais, produtos siderúrgicos e químicos, serviços de engenharia e holdings de instituições não-financeiras”.

A empresa foi aberta em maio de 2000 e consta como ativa no sistema da Receita Federal.Outra empresa ligada a Jean Paul Prates é a Bioconsultants Consultoria em Recursos Naturais e Meio Ambiente Ltda. Neste caso, o indicado a Petrobras figura como sócio de uma holding (ou seja, uma gestora matriz de participações sociais em outras empresas), a Singleton Participações Imobiliárias, esta que consta como sócia da Bioconsultants.

Pela Lei das Estatais, a indicação de “pessoa que tenha ou possa ter qualquer forma de conflito de interesse” com a posição em uma empresa estatal é vedada. No caso de Prates, uma das empresas atua no mesmo ramo da Petrobras (extração de petróleo e gás natural) e outras podem prestar serviços ao setor (como consultoria).

Outro lado

Em nota, o senador afirmou que a “Carcará é uma empresa que está inativa”. “Jean Paul Prates aguarda a regularização da empresa para formalizar sua saída”, afirmou.

Apesar disso, no sistema da Receita Federal disponível ao público, a empresa consta como “ativa”. O mesmo foi alegado em relação à empresa Bioconsultants. “A Singleton [holding da qual Prates é sócio] possui participação na Bioconsultants. A empresa, no entanto está inativa junto a Receita Federal”, afirmou.

No site da Receita, a empresa consta como ativa. “Todos esses esclarecimentos, bem como os documentos comprobatórios sobre os fatos aqui apresentados vão ser encaminhados à Petrobras, quando da indicação do nome de Jean Paul Prates, para exame pelo Comitê de Elegibilidade da empresa encarregado de apresentar um relatório sobre o currículo dos candidatos ao Conselho de Administração”, completou o indicado à Petrobras.

IstoÉ Online - SP   05/01/2023

O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira, 4, acima de 5%, em um começo de ano de forte retração da commodity que levou o barril do Brent a ficar abaixo dos US$ 80, o que não ocorria desde 21 de dezembro. Em um ano que analistas apontam a demanda como o grande catalisador para os preços, as dificuldades com a reabertura da China diante de sua postura para a covid-19 e as chances de uma recessão em uma série de economias pressionam o petróleo. Nesta quarta, dados da indústria americana apresentaram queda, o que aumentou a cautela.

O petróleo WTI para fevereiro fechou em queda de 5,32% (US$ 4,09), a US$ 72,84 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para março recuou 5,19% (US$ 4,26), a US$ 77,84 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Muitos investidores temem que os EUA e as economias globais possam estar inevitavelmente se voltando para recessões que podem reduzir ainda mais a demanda por óleo.

Os analistas também observam que as previsões de maior demanda de petróleo para gerar eletricidade na costa leste dos EUA não deram certo até agora neste inverno, já que um período de condições mais amenas reduziu a demanda por aquecimento em cidades como Nova York e Boston. Os mercados agora aguardarão os relatórios semanais de estoque do grupo comercial American Petroleum Institute (API) nesta noite e os dados oficiais do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) na quinta-feira.

Nesta quarta, o JP Morgan revisou para baixo o PIB chinês do quarto trimestre de 2022, de crescimento de 0,8% sobre o trimestre anterior para contração de 1,1%, devido à expansão dos casos de covid-19 e dados “decepcionantes” nos índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de dezembro. Nos EUA, o PMI da indústria elaborado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) caiu de 49,0 em novembro a 48,4 em dezembro. Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam uma queda levemente menor, a 48,5.

Com os riscos, analistas esperam que Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) devem seguir cautelosos com o volume da produção, enquanto investimentos no setor são retomados após anos sem grande impulso à exploração. Ainda assim, a conclusão majoritária é de que o mercado segue apertado, com os preços tendendo a subir ao longo de 2023.

AGRÍCOLA

SEGS.com.br - SP   05/01/2023

Resultado conquistado tem base comparativa 2021 e é puxado pelo retorno das feiras e eventos do setor, além de lançamentos da marca para o mercado

Após quase dois anos paralisados devido à pandemia, a retomada das feiras e eventos presenciais trouxe um novo ânimo para o agronegócio brasileiro. Além de recorde de público, as atividades deste ano também atingiram um novo marco em negócios. Somente na Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), realizada em abril deste ano, foram mais de R$ 11,2 bilhões em negociações, que registraram um crescimento de quase 300% no comparativo com a última edição, realizada em 2019, que gerou R$ 2,9 bilhões em negociações.

Na fabricante de máquinas agrícolas YANMAR - multinacional japonesa também fabricante de maquinário compacto para outros segmentos - o saldo positivo das feiras pode ser refletido nos resultados, como o crescimento de 70% nas vendas. De acordo com o gerente Comercial Agrícola da marca, Fernando Figueiredo, é evidente que a participação ativa nas atividades do setor contribuíram para o crescimento. “Foi notável. Esse retorno era bastante esperado, não só pelos clientes, que aproveitam esses momentos para avaliar e apreciar de perto nossas máquinas, mas também pelo nosso time, que como premissa da YANMAR, preza pelo contato próximo e direto com os clientes”, conta.

Além da estratégia de exposição em feiras e eventos, a YANMAR conta que o crescimento nas vendas de equipamentos agrícolas da marca em 2022 também é puxado pelos lançamentos e novidades da marca. “Sabemos que o agronegócio está pujante e é uma peça fundamental para o PIB do país. Com os clientes e o mercado mais otimistas, percebemos que este era o momento de explorar outras oportunidades e apresentar novidades”, explica Figueiredo.

Visando atender um ‘gap’, a marca lançou em 2022 a menor colheitadeira de grãos do mercado brasileiro, que se enquadra na classe 2. “Percebemos que muitos clientes buscavam - e ainda buscam - justamente um equipamento capaz de acessar áreas das lavouras onde os equipamentos maiores têm dificuldade de acessar ou não apresentam uma eficiência satisfatória. Nesse sentido, nossa colheitadeira YH 880 tem por característica o seu dimensionamento compacto, que permite trabalhar com mais precisão nas áreas periféricas da lavoura, como as bordas, e também fazer o transporte da máquina entre uma lavoura e outra com mais facilidade”, acrescenta o especialista.

Além da novidade para o mercado, o aumento das vendas da marca ao longo do ano pode ser notado pela comercialização de tratores. Com 7% de market share (participação de mercado), a YANMAR tem como destaques de vendas os tratores Solis 75, 90 e 26 cv, respectivamente, nesta ordem. “Nossa participação de mercado também foi positiva em 2022, uma vez que no comparativo com algumas marcas, nós conseguimos aumentar ao invés de apenas manter a participação ao longo do ano”, enfatiza.

Ainda de acordo com o especialista da marca, mesmo com incertezas, a YANMAR segue otimista e continuará apostando na força do agronegócio em 2023. “Seguiremos trabalhando para apresentar novas soluções ao mercado, ao mesmo tempo que também continuaremos investindo em treinamentos para capacitação de nossos times para melhorar a experiência de nossos clientes”, conclui o especialista.

Sobre a YANMAR

Fundada em 1912 em Osaka, no Japão, a YANMAR foi a primeira empresa a ter sucesso ao fazer um motor compacto a diesel para uso prático, em 1933. No Brasil, a marca possui 65 anos de atuação e está localizada em Indaiatuba, interior do estado de São Paulo.

Como pioneira na indústria de motores a diesel, a YANMAR é uma inovadora mundial quando se trata de equipamentos e de motores industriais, maquinário agrícola, equipamentos de construção, sistemas de energia e motores marítimos. Para isso, investe na melhoria contínua dos seus produtos para que eles possam trabalhar com excelência dentro dos seus segmentos e em todos os seus processos.

Guiados pelo espírito pioneiro de liderança mundial em tecnologia, a YANMAR conta com seis centros de pesquisa espalhados pelo mundo todo. Ao longo da sua história, realiza e investe em estudos para desenvolver soluções tecnológicas integradas aos seus equipamentos, visando contribuir para a construção de um futuro para toda a sociedade, tendo sempre como compromisso o bem-estar social e ambiental.

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