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01 de Agosto de 2023

SIDERURGIA

Brasil Mineral - SP   01/08/2023

Empresa do Grupo Aço Cearense, a SINOBRAS está concluindo as obras de duplicação da capacidade de produção do projeto que inclui a instalação da Laminação 2, com capacidade de produção de 500 mil toneladas/ano de aço laminado em bobina e spooler. A expansão da SINOBRAS irá gerar uma série de benefícios e crescimentos para a economia local, como o aumento de empregos e o desenvolvimento regional. Além disso, a siderúrgica está investindo em capacitações para deixar a mão de obra apta a operar a nova área.

Para a nova fase, a SINOBRAS realiza treinamentos em operação, manutenção mecânica e elétrica e automação desde maio de 2023 e que serão prorrogados até julho deste ano, focando em processos do forno de reaquecimento, laminador, bobinas, spooler e automação, entre outros. Os colaboradores que estão participando das capacitações receberão certificados emitidos pelo Grupo Danieli, multinacional responsável pela fabricação do novo laminador da SINOBRAS e um dos três maiores fornecedores do mundo em instalações e equipamentos para a indústria de metais. “A fim de capacitar a equipe que atuará na Laminação 2, a SINOBRAS está realizando investimentos em diversos programas de capacitação para a atual e futura equipe”, disse Ian Corrêa, vice-presidente de operações do Grupo Aço Cearense.

Participam dos treinamentos os colaboradores realocados da área de Laminação 1 (colaboradores de outras áreas da siderúrgica que passaram por um processo seletivo e foram promovidos para novos cargos na Laminação 2), bem como os recém-contratados para o início das operações. “Estimamos um investimento total de mais de R$ 1 milhão, incluindo visitas a empresas estrangeiras, como a Siderúrgica Alfa Acciai, localizada em Brescia, e a Siderúrgica ABS, localizada em Udine, ambas na Itália. O propósito dessas visitas é adquirir conhecimento sobre os processos de produção de empresas que já possuem o mesmo modelo de laminador que está sendo instalado na SINOBRAS”, afirma Corrêa.

A SINOBRAS também firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI de Marabá e realizou por cinco meses, de forma gratuita, o curso de Laminação para a população local e colaboradores da empresa.

Atualmente, a capacidade de produção da siderúrgica é de 380 mil toneladas de aço laminado/ano e, com a expansão, essa capacidade saltará para 850 mil toneladas/ano. Serão mais de R$ 920 milhões no projeto que compreende a instalação da Laminação 2, com capacidade de produção de 500 mil toneladas/ano de aço laminado em bobina e spooler e uma nova subestação e linha de transmissão de 230kV, que tem o objetivo de suprir as novas necessidades de cargas elétricas da produtora de aço e propiciar a utilização de energia da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, da qual é sócia como autoprodutora.

O projeto de expansão da SINOBRAS deve ser concluído no segundo semestre deste ano. Com a nova Laminação, a empresa vai disponibilizar para o mercado nacional novos produtos como o vergalhão em rolo (bobina e spooler) e fio-máquina. Outra novidade é que com a instalação da nova Subestação e Linha de Transmissão de 230kV, que vai atender a demanda de energia necessária para o funcionamento da empresa, haverá a disponibilização de 52 MVA de energia elétrica no município de Marabá e região, possibilitando a instalação de outros empreendimentos que necessitem dessa capacidade de energia.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   01/08/2023

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,9% para 4,84% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (31), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,89%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em junho, houve deflação no país, ou seja, um recuo nos preços na comparação com maio. O IPCA ficou negativo em 0,08%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o quarto mês seguido em que a inflação perdeu força. Em maio, o IPCA foi de 0,23%.

No ano, o índice soma 2,87% e, nos últimos 12 meses, 3,16%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores e seguindo a tendência de queda apresentada desde junho de 2022, quando o índice estava em 11,89%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é a maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Em março de 2021, o BC iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Nessa semana, dias 1º e 2 de agosto, o Copom realiza a quinta reunião do ano para definir a Selic e, com a inflação em queda, o mercado espera uma redução de, pelo menos, 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano.

Para os analistas financeiros ouvidos na pesquisa Focus, a expectativa é de que os juros básicos encerrem o ano em 12% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,25% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,75% ao ano e 8,5% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,24%, mesma do boletim da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,3%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 1,97%, respectivamente.

A previsão para a cotação do dólar está em R$ 4,91 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,00.

O Estado de S.Paulo - SP   01/08/2023

Trouxe boas notícias a divulgação hoje, relativa a junho, do principal índice de inflação americana para o Federal Reserve (Fed, BC do EUA), o deflator do consumo das famílias no PIB, conhecido como PCE. O PCE subiu 0,2% em junho, levando a inflação em um ano a 3%, ante 3,8% em maio.

Mas o melhor mesmo veio na seara dos núcleos inflacionários. O núcleo do PCE por exclusão de alimentos e energia, muito valorizado nos Estados Unidos, registrou 0,2% em junho, com a inflação em um ano nessa leitura caindo a 4,1% (comparado a expectativas de 4,2%), recuando dos 4,6% de maio.

A cereja do bolo, no entanto, foi o chamado "supernúcleo de serviços", uma medida que, nos últimos tempos, o Fed elegeu como um dos melhores termômetros da pressão inflacionária. O supernúcleo é o PCE dos serviços, excluindo "serviços de habitação", isto é, aluguéis residenciais e aluguéis "imputados" de residências habitadas pelos seus proprietários.

O supernúcleo é a inflação de itens tão variados quanto advogados, cabelereiros, médicos, escolas, turismo etc. Corresponde a mais da metade do núcleo do PCE.

O supernúcleo de serviços do PCE registrou também inflação de 0,2% em junho, pelo segundo mês consecutivo. A inflação desse núcleo em um ano, que era de 4,5% em maio, caiu para 4,1% no mês passado. Em três meses até junho, o quadro é ainda melhor, com o supernúcleo de serviços rodando a uma taxa anualizada de 3,3%.

Esse recuo do supernúcleo reforça a visão majoritária do mercado financeiro de que a elevação na quarta-feira (26/7) pelo Fed, em 0,25 ponto percentual (pp), dos Fed Funds (taxa básica de juros dos EUA) para o intervalo de 5,25%-5,5% pode ter sido a última deste ciclo de aperto monetário.

Tendo se tornado o foco da política monetária americana, o supernúcleo dos serviços vem sendo estudado em mais detalhe. Recente trabalho do Fed de São Francisco (O BC americano tem uma estrutura regionalizada), dos economistas Sylvain Leduc, Daniel J. Wilson e Cindy Zhao, investiga a relação entre o supernúcleo de serviços e a taxa de desemprego que, tomando-se dados dos estados americanos, revela-se historicamente fraca.

Os economistas usam dados do conjunto de estados americanos para identificar choques derivados da demanda nas taxas de desemprego estaduais. A partir daí, analisam os efeitos desses choques nas inflações de bens, serviços em geral, serviços de habitação e do supernúcleo de serviços.

Ao fazer essa análise, os economistas encontram que quedas no desemprego elevam a inflação de serviços, mas esse efeito aparece basicamente na inflação dos aluguéis (serviços de habitação) e bem menos no supernúcleo dos serviços. Isso significa que esta última parcela da inflação é mais resistente e inercial - uma das razões de ser preocupante para o Fed.

Mas a possível boa notícia que os pesquisadores do Fed de São Francisco trazem é que a sensibilidade do supernúcleo dos serviços às condições do mercado de trabalho aumentou em 2021. Algumas possíveis razão para isso, mencionadas no artigo sobre o estudo no site do Fed de São Francisco, foram a escassez de trabalhadores e as restrições de oferta ligadas à pandemia.

A análise termina em 2021 porque até aí vão os dados estaduais de inflação disponíveis. Segundo os autores, se essa maior sensibilidade do supernúcleo de serviços permaneceu após 2021 e ainda está presente, a inflação poderia cair com apenas uma desaquecimento moderado do mercado de trabalho - o que seria positivo e reforçaria a possibilidade de pouso suave na economia norte-americana.

Mas eles alertam que, à medida que a economia vai deixando para trás as anomalias do período pandêmico, os antigos padrões e relações podem retornar - no caso, um supernúcleo de serviços menos sensível ao mercado de trabalho, o que tornaria a desinflação que ainda resta a fazer nos Estados Unidos mais dura de obter.

O Estado de S.Paulo - SP   01/08/2023

A aprovação pelo Senado no início deste mês, por unanimidade, do projeto de lei complementar (PLP) 178/2021, de facilitação de cumprimento de obrigações tributárias, pode ser uma "mão na roda" para o contribuinte e as receitas dos três níveis da Federação na fase de transição da reforma tributária.

A transição da CBS federal, que substituirá o IPI e o PIS-Cofins, se inicia em 2026, em forma de teste, com alíquota de 0,9%, mas já a partir de 2027 a nova contribuição será totalmente implementada, com o fim dos tributos atuais.

Já a transição do IBS, estadual e municipal, é bem mais longa. O novo imposto terá alíquota de apenas 0,1% no período de teste de 2026 a 2028, e a sua implementação total só ocorrerá em 2033, segundo um cronograma gradativo, mas com um grande ajuste repentino de 60% no final.

Dessa forma, receitas e contribuintes conviverão com dois regimes tributários sobre o consumo até 2033. Além disso, a busca pelas alíquotas neutras - isto é, que mantenham a carga tributária indireta, correspondente aos impostos a serem substituídos, no mesmo nível atual, como proporção do PIB - não se encerra em 2033, com o fim da transição. Isso adiciona incerteza à complexidade por um período de vários anos que se seguirá à esperada aprovação da reforma tributária.

Segundo diversos estudos e simulações, a reforma tributária trará ganhos de PIB ao Brasil, um crescimento adicional estimado entre cerca de 5% a 20% a depender de qual faceta da reforma se analisa. É evidente, no entanto, que esse impacto positivo só acontecerá no médio e longo prazo - até pela transição de 2026-2033 - ainda que os ativos brasileiros e os investimentos puxados pelo "espírito animal" dos empresários possam antecipar parcela dos impactos.

De qualquer forma, é bem possível que, na longa travessia até uma colheita mais substancial dos benefícios da reforma, o aumento temporário de complexidade e incerteza produza algum mau humor econômico e até político.

É nesse contexto que o PLP 178 pode ajudar. A facilitação do cumprimento de obrigações tributárias, em termos de preenchimento de documentos e outros tipos de obrigações acessórias, pode compensar parcialmente o aumento temporário de complexidade e ajudar a manter a popularidade da reforma.

O senador Efraim Filho (União-PB), que apresentou o projeto quando era deputado, explicou no plenário do Senado em 5/7, dia da aprovação do PLP, que as empresas brasileiras hoje gastam em média 1,5 mil horas por ano para cumprir as obrigações tributárias acessórias, que a nova legislação visa simplificar.

A lei cria a Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e) e estabelece um comitê nacional para simplificar as obrigações acessórias, com a tarefa também de criar a Declaração Fiscal Digital (DFD), reunindo tributos de todos os níveis da Federação, com exceção do IR e do IOF. Também está previsto o compartilhamento de cadastros entre as receitas de todos os níveis da União.

Como o PLP 178, que já havia sido aprovado na Câmara, não sofreu alterações no mérito, vai seguir para a sanção presidencial.

Sua entrada em vigor pode ser considerada mais um item dos extensos avanços microeconômicos no Brasil desde pelos menos 2015, que atravessam diversos governos, independentemente da feroz polarização política dos últimos anos.

Alguns economistas veem a impressão digital dessa agenda microeconômica na surpreendente melhora recente da economia brasileira, inclusive em termos de PIB potencial. Lula faria bem em não reverter esses avanços com as pautas intervencionistas arcaicas que ainda encantam muitos personagens influentes do entorno do presidente.

O Estado de S.Paulo - SP   01/08/2023

O principal órgão de planejamento da China divulgou nesta segunda-feira, 31, um comunicado detalhando medidas para impulsionar o consumo doméstico, uma vez que a recuperação pós-covid-19 da segunda maior economia do mundo perdeu força.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, pela sigla em inglês) orientou governos locais a aliviar restrições para compras de carros e lançar medidas para incentivar aquisições de novos veículos. O órgão também determinou que autoridades locais promovam o uso de carros elétricos em áreas do interior e aperfeiçoem a infraestrutura voltada a veículos movidos a bateria.

O NDRC também deseja estimular o consumo de eletrodomésticos por meio de medidas de troca e reciclagem. Os governos locais poderão oferecer subsídios para consumidores rurais comprarem e trocarem eletrodomésticos, segundo o comunicado.

A recuperação alimentada pelo consumo da China desacelerou nos últimos meses, após o forte impulso inicial do começo do ano. As vendas no varejo chinês, por exemplo, tiveram expansão anual de 3,1% em junho, bem abaixo do acréscimo de 12,7% de maio.

O NDRC disse ainda que irá acelerar as aprovações de filmes, shows, eventos esportivos e outras apresentações, de forma a estimular gastos com esportes e entretenimento, e que irá avançar com a reforma de prédios residenciais antigos, por meio de fundos especiais e fundos de previdência habitacional, além de promover reformas em favelas de grandes cidades.

O órgão também permitirá que projetos relacionados a consumo utilizem recursos de fundos de investimento imobiliário e pediu às instituições financeiras que reduzam taxas de juros de cartões de crédito e empréstimos de consumo. /Dow Jones Newswires

Monitor Digital - RJ   01/08/2023

O setor manufatureiro da China registrou uma melhora no ambiente de negócios em julho, com o principal indicador aumentando pelo segundo mês consecutivo, enquanto o setor de serviços continuou registrando atividades vibrantes, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro ficou em 49,3 em julho, ante os 49 em junho e os 48,8 em maio, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) da China. Uma leitura acima de 50 indica expansão, enquanto uma leitura abaixo, contração.

Entre os 21 setores pesquisados, 10 relataram expansão em julho, ante os 8 um mês antes. Houve uma melhora geral no clima da manufatura, disse Zhao Qinghe, estatístico do DNE.
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Os dados também mostraram que o PMI não manufatureiro -51,5 em julho- está bem acima da linha que distingue expansão e depressão por sete meses consecutivos, o que indica atividades robustas nos setores de serviços e construção.

Tanto as empresas manufatureiras quanto as não manufatureiras mantiveram uma perspectiva estável, já que os subíndices que medem as expectativas do mercado estavam na zona “de clima alto”, disse Zhao, observando que a economia chinesa manteve sua tendência de recuperação.

Embora os PMIs tenham continuado a se aquecer, um ambiente externo complicado ainda representa desafios para as empresas chinesas.

À medida que os setores de manufatura das principais economias, incluindo os Estados Unidos e os países europeus, continuaram a se contrair, as fábricas chinesas ainda enfrentaram grandes dificuldades com a queda dos pedidos e da demanda no exterior, disse Zhao.

Em uma recente reunião de alto nível, os formuladores de políticas chineses identificaram novas dificuldades e desafios enfrentados pela economia, como demanda interna insuficiente e dificuldades na operação de algumas empresas, e prometeram uma série de medidas para combater os ventos contrários.

Serão feitos esforços para melhorar as reduções de impostos e taxas, para apoiar a inovação, a economia real e as pequenas empresas, para estimular o consumo, para incentivar o investimento privado e para ajustar e otimizar as políticas imobiliárias em tempo hábil, de acordo com a reunião do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, realizada há uma semana.

A China tem confiança e capacidade para atingir as metas anuais de desenvolvimento econômico e social, afirmou a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, observando que a economia manterá uma tendência estável e sólida no segundo semestre do ano.

A China alcançou um aumento de 6,3% no PIB no segundo trimestre do ano, elevando o crescimento no primeiro semestre para 5,5%. A meta de crescimento para o ano inteiro foi estabelecida em cerca de 5%. Fim

Agência Brasil - DF   01/08/2023

O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou, no relatório regular de supervisão da economia brasileira (2023 Article IV Consultation), a “ambiciosa agenda de crescimento inclusivo e sustentável” proposta pelo novo governo brasileiro. O FMI prevê crescimento de 2,1% neste ano e de 1,2% em 2024 no Brasil, convergindo ao longo dos anos seguintes para o potencial da economia brasileira no médio prazo, em torno de 2%.

O relatório foi divulgado pelo FMI nesta segunda-feira (31). De acordo com o Artigo IV do Acordo Constitutivo do FMI, todos os 190 países-membros devem submeter-se regularmente a essa avaliação.

Segundo o Ministério da Fazenda, as estimativas do FMI são consideradas conservadoras pelo governo brasileiro e estão abaixo da mediana das estimativas de mercado. O FMI nota ainda que a inflação segue em uma forte trajetória de queda, embora o núcleo e as expectativas mostrem maior resistência.

O FMI ressalta que o Brasil precisará enfrentar desafios econômicos de curto e longo prazos para cumprir a agenda proposta pelo governo. Entre os desafios mencionados estão o crescimento potencial relativamente baixo, a inflação, o endividamento das famílias e a falta de espaço fiscal para gastos prioritários, incluindo investimentos públicos, além de riscos associados a mudanças climáticas.

A reforma tributária, o novo arcabouço fiscal, o fortalecimento de mecanismos de resolução de disputas tributárias e o Programa Desenrola do governo federal são mencionados de forma positiva no relatório.

Globo Online - RJ   01/08/2023

Seja qual for a decisão sobre a taxa básica de juros (Selic) tomada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e termina amanhã, o governo precisará ser contido na reação. Independentemente do teor do anúncio, novos ataques ao Banco Central (BC) vindos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não contribuirão em nada para o país. A Selic não pode ser definida do alto de um palanque. Até aqui, o Copom tem se mantido imune a pressões políticas. É imprescindível que continue assim. Quando se trata de inflação, comedimento é sempre melhor que populismo.

O encontro deste mês é aguardado com ansiedade porque, pela primeira vez desde a posse de Lula, a expectativa de quase todos os analistas é que a Selic, fixada em 13,75% desde agosto de 2022, comece enfim a cair. Os agentes econômicos se dividem entre os que apostam na queda de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual. Diante do bom trabalho do BC para conter a espiral inflacionária, o prognóstico é que os juros fechem o ano em 12%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho ficou em 0,08%. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses está em 3,16%. Mesmo levando em conta que ela deverá subir no segundo semestre, a previsão das instituições financeiras é que feche o ano em 4,84%, muito perto do teto da meta (4,75%). Na semana passada, a prévia do IPCA para julho (IPCA-15) confirmou a tendência. Com deflação de 0,07%, o acumulado em 12 meses ficou em 3,19%.

Tais números são, contudo, contaminados por preços de alta volatilidade, como combustíveis, alimentos ou energia. Para obter uma leitura mais precisa da realidade, o BC usa outra medida, conhecida como núcleo da inflação. Ela identifica a tendência dos preços sem levar em conta choques temporários. A média dos cinco núcleos inflacionários monitorados pela MCM Consultores caiu de 6,72% em maio para 5,99% em junho. Em julho, com base no IPCA-15, a queda alcançou 5,53%. É um percentual ainda alto, bem acima do teto da meta.

Esta reunião do Copom será a primeira de Gabriel Galípolo. Ex-secretário executivo da Fazenda, ele foi indicado pelo governo e aprovado pelo Senado como diretor de política monetária. Na sua chegada, houve ruído com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre a autonomia dos integrantes do Copom para falar com a imprensa. As diferenças entre os dois parecem ir além da política de comunicação. Mesmo que a decisão de amanhã seja unânime, continuará a disputa entre falcões — mais austeros — e pombos — mais tolerantes com a queda de juros. É positivo que haja o debate entre visões antagônicas, e Galípolo certamente é um economista qualificado para defender pontos de vista divergentes.

O principal erro que o BC pode cometer, contudo, é ceder às pressões populistas do Planalto. Todo o êxito da política de combate à inflação até agora tem repousado justamente na resistência de Campos Neto a tais pressões. O corte dos juros precisa seguir as mesmas diretrizes técnicas que o Copom tem adotado com competência. Dentro do Copom, entre quem entende do assunto, a discussão é positiva. Fora, só atrapalha.

O Estado de S.Paulo - SP   01/08/2023

Depois de melhorar novamente a projeção para o crescimento do Brasil neste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu que o avanço da agenda legislativa no País, com o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, enviam um sinal positivo. Apesar disso, o organismo reforça a cobrança de uma consolidação fiscal mais ambiciosa no País, conforme o novo relatório Artigo IV, documento anual do Fundo que avalia a economia de seus países-membros, publicado nesta segunda-feira, 31. A missão do Fundo ao Brasil foi realizada entre os dias 2 e 16 de maio.

“Avanços recentes na agenda legislativa — com a reforma tributária, o novo arcabouço fiscal e o fortalecimento da revisão administrativa das disputas tributárias avançando a passos largos — enviam um sinal positivo”, disse o FMI, no documento.

Quanto ao crescimento do País, o Fundo alerta para uma moderação da expansão no resto do ano, embora veja a atividade econômica convergindo para níveis potenciais. O FMI espera que o Brasil tenha expansão de 2,1% neste ano, acima da sua estimativa anterior e que apontava alta de 1,2%, conforme as novas projeções divulgadas na semana passada. Ainda assim, o ritmo deve desacelerar frente a 2022, quando o País cresceu 2,9%.

“O abrandamento do consumo privado e a queda do investimento apontam para uma maior moderação do crescimento no resto do ano”, projeta o Fundo, lembrando que nos primeiros meses de 2023, a expansão foi sustentada por uma produção agrícola muito forte, enquanto a manufatura e os serviços foram moderados.

Às vésperas da reunião do Banco Central (BC), o FMI reconheceu a melhora da inflação brasileira e teceu elogios à resposta proativa da política monetária da autoridade monetária, que deve ser o segundo a iniciar o processo de relaxamento das taxas, após o Chile. O Fundo ressalta que as decisões do BC brasileiro devem continuar voltadas ao futuro e dependente de dados econômicos, mas também celebra a manutenção das metas de inflação.

Dirigentes do Fundo advertem que o núcleo da inflação brasileira, que serve para medir a real temperatura dos preços nas economias ao excluir itens voláteis como gastos com energia e alimentos, permanece elevado e que as expectativas de inflação também estão acima da meta. Apesar disso, o Fundo espera que a inflação nominal alcance 5,4% até o fim de 2023 e convirja para a meta em meados de 2025, enquanto a inflação básica deve cair mais de forma gradual.

O FMI alerta ainda para os riscos do contexto mundial e que incluem uma desaceleração global abrupta, um aperto acentuado das condições financeiras e volatilidade dos preços das commodities. No âmbito doméstico, acrescenta, os perigos residem na retomada da incerteza fiscal e de uma inflação mais persistente, mas acrescenta que os riscos mudaram de direção e, agora, são positivos.

“Consolidação fiscal mais ambiciosa, a aprovação e implementação da reforma dos impostos indiretos e as oportunidades de crescimento verde trazem riscos positivos”, observa o organismo, no documento.

Os dirigentes do FMI destacaram ainda os avanços de uma agenda mais competitiva no sistema financeiro, incluindo o Pix e o Real Digital, ressaltando possíveis riscos à estabilidade financeira relacionados à digitalização. Neste front, também reforçaram o coro para o cuidado em torno de um papel maior dos bancos públicos para mitigar os riscos para a sustentabilidade fiscal e a transmissão da política monetária.

Por fim, mencionando o papel do Brasil nos esforços internacionais para enfrentar os desafios da mudança climática, os diretores do organismo saudaram os planos para fortalecer a resiliência climática, deter o desmatamento ilegal e descarbonizar a economia doméstica.

Investing - SP   01/08/2023

O nível de incerteza da economia do país é o menor desde novembro de 2017. É o que aponta o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), divulgado nesta segunda-feira (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O IIE-Br caiu 4,12 pontos em julho, atingindo 103,5 pontos. Em novembro de 2017, o índice estava em 103,21. Nos últimos quatro meses, o indicador acumula recuo de 13,2 pontos.

Esse indicador é uma média ponderada de dois componentes: o IIE-Br Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nos principais jornais do país; e o IIE-Br Expectativa, obtido a partir de previsões do mercado financeiro para a taxa de câmbio, juros e inflação.
Expectativas

“Enquanto nos três meses anteriores a queda do IIE-Br havia sido determinada exclusivamente pelo componente de mídia, em julho o resultado é influenciado também pelo componente de expectativas. Com a desaceleração da inflação ficando mais clara, observa-se redução da heterogeneidade nas previsões de 12 meses tanto para o IPCA [considerado a inflação oficial do país] quanto para a [taxa] Selic”, explica Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

Em julho, o componente de Mídia caiu 2,6 pontos, menor nível desde fevereiro de 2015. Já o componente de Expectativas recuou 8,2 pontos.

Para a pesquisadora, a queda do IIE-Br nos últimos meses tem relação com a melhoria das perspectivas para o cenário macroeconômico do país, com redução também das incertezas fiscais e políticas.

“A continuidade desse quadro dependerá tanto da recuperação da atividade econômica quanto da manutenção de uma relação colaborativa e sinérgica entre as esferas do governo”, conclui.
Boletim Focus

O termômetro usado pelo IIE-Br para medir a expectativa do mercado é o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. A edição desta segunda-feira traz expectativa de queda da inflação e da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.

Infomoney - SP   01/08/2023

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago subiu de 41,5 em junho a 42,8 em julho, segundo pesquisa da própria instituição.

O resultado deste mês veio levemente abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do indicador a 43,0.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   01/08/2023

Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta segunda-feira depois que as autoridades chinesas anunciaram medidas para aumentar o consumo, embora a lentidão do setor manufatureiro na China e preocupações persistentes sobre a demanda por aço tenham limitado os ganhos.

O contrato de minério de ferro de setembro mais negociado na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas com alta de 0,5%, a 841,5 iuanes (117,79 dólares) por tonelada, após recuar nas duas sessões anteriores.

Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência em setembro subiu 0,9%, para 107,6 dólares a tonelada, também após duas sessões de quedas.

O Conselho de Estado da China emitiu medidas para restaurar e expandir o consumo nos setores automobilístico, imobiliário e de serviços, com o objetivo de desempenhar plenamente o “papel fundamental” do consumo no desenvolvimento econômico.
As maiores cidades da China, incluindo Pequim e Shenzhen, disseram no fim de semana que implementariam medidas para atender melhor as necessidades dos compradores de imóveis, sem dar detalhes, com o objetivo de sustentar um setor imobiliário que vê poucos sinais de recuperação.

A atividade manufatureira na segunda maior economia do mundo caiu pelo quarto mês consecutivo em julho, embora em um ritmo mais lento, mostrou uma pesquisa industrial oficial, reforçando a necessidade de mais apoio político para impulsionar a demanda doméstica.

“Achamos que o mercado entrará em superávit com o início dos crescentes controles de produção de aço, reduzindo as vendas; enquanto isso, esperamos que a oferta de minério de ferro permaneça relativamente estável no segundo semestre de 2023”, disseram analistas do Citi em nota.

As siderúrgicas da província de Yunnan, no sudoeste da China, foram instadas a se preparar para cortes de produção, a fim de cumprir um mandato do governo de limitar a produção de 2023 ao nível do ano passado, disseram duas consultorias chinesas na sexta-feira passada.

A maioria dos benchmarks de aço na Bolsa de Futuros de Xangai registrou ganhos. O contrato de vergalhão mais ativo subiu 0,2%, a bobina laminada a quente caiu 0,2%, fio-máquina subiu 1,2%, e o aço inox teve alta de 1,0%.

Infomoney - SP   01/08/2023

A ação da Vale (VALE3) registra ganhos na sessão após a forte queda de sexta-feira (31) pós-resultado, com ganhos de 2,45%, a R$ 69,29, nesta segunda às 13h (horário de Brasília).

Isso depois de alta de 0,9% do minério de ferro em Cingapura, após autoridades chinesas anunciarem medidas para aumentar o consumo no país, incluindo no setor imobiliário. No setor, CSN Mineração (CMIN3) ganhava 3,26%.

O principal órgão de planejamento da China divulgou um comunicado detalhando medidas para impulsionar o consumo doméstico, uma vez que a recuperação pós-covid-19 da segunda maior economia do mundo perdeu força.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, pela sigla em inglês) orientou governos locais a aliviar restrições para compras de carros e lançar medidas para incentivar aquisições de novos veículos. O órgão também determinou que autoridades locais promovam o uso de carros elétricos em áreas do interior e aperfeiçoem a infraestrutura voltada a veículos movidos a bateria.
O NDRC também deseja estimular o consumo de eletrodomésticos por meio de medidas de troca e reciclagem. Os governos locais poderão oferecer subsídios para consumidores rurais comprarem e trocarem eletrodomésticos, segundo o comunicado.

A recuperação alimentada pelo consumo da China desacelerou nos últimos meses, após o forte impulso inicial do começo do ano. As vendas no varejo chinês, por exemplo, tiveram expansão anual de 3,1% em junho, bem abaixo do acréscimo de 12,7% de maio.

O NDRC disse ainda que irá acelerar as aprovações de filmes, shows, eventos esportivos e outras apresentações, de forma a estimular gastos com esportes e entretenimento, e que irá avançar com a reforma de prédios residenciais antigos, por meio de fundos especiais e fundos de previdência habitacional, além de promover reformas em favelas de grandes cidades.

O órgão também permitirá que projetos relacionados a consumo utilizem recursos de fundos de investimento imobiliário e pediu às instituições financeiras que reduzam taxas de juros de cartões de crédito e empréstimos de consumo.

Valor - SP   01/08/2023

Commodity do aço encerrou o mês com queda acumulada de 1,4% no mercado à vista, em torno de US$ 110 a tonelada; no ano, recuo supera 6%.

Fonte: S&P Global Commodity Insight (Platts)

Depois de tocarem o maior nível em mais de três meses, os preços do minério de ferro voltaram a ceder na reta final de julho, encerrando o mês com queda acumulada de 1,4% no mercado à vista, em torno de US$ 110 a tonelada.

Embora Pequim tenha anunciado medidas de estímulo econômico em algumas regiões e para determinados setores, os dados ainda fracos de atividade industrial, incluindo os do importante setor de construção - que é grande consumidor de aço -, seguem no foco dos participantes do mercado.

No norte da China, segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o minério com teor de 62% de ferro subiu 0,6% ontem, para US$ 110,05 por tonelada, sem fôlego para compensar as perdas da semana passada. No ano, a desvalorização segue superior a 6%.

Com esse desempenho, observa o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, o preço médio em julho ficou em US$ 112,50 por tonelada, muito perto da média de cerca de US$ 111 por tonelada vista no segundo trimestre. “Ou seja, o terceiro trimestre começou, em termos de preço, mais ou menos nos mesmos níveis dos resultados que a Vale acabou de publicar”, disse.

A diferença, para o analista, foi a mudança recente no tom do governo chinês, agora um pouco mais concreto em relação às medidas de apoio. “De forma geral, os anúncios recentes vieram em linha com o que o mercado esperava e podem dar algum suporte ao setor de propriedades”, afirmou. “Mas é preciso lembrar que medidas anunciadas desde o fim do ano passado não tiveram tanto efeito”.

Para o segundo semestre, o Itaú BBA mantém a expectativa de preço médio entre US$ 100 e US$ 110 por tonelada. Para os resultados da Vale, porém, a perspectiva é mais otimista, uma vez que o intervalo costuma ser marcado por volume de produção e vendas sazonalmente mais fortes, com maior diluição de custo fixo.

Nesse cenário, avalia Sasson, se os preços da commodity se sustentarem perto dos níveis atuais, é possível que os resultados das mineradoras no terceiro e no quarto trimestre sejam melhores do que os vistos no segundo trimestre.

Já o petróleo ganhou força com a expectativa de redução da oferta global. Os contratos do tipo WTI subiram 16% em julho, para US$ 81,80 o barril (para setembro), maior ganho mensal desde janeiro de 2022. O Brent acumulou alta mensal de 13,59%, para US$ 85,43 (para outubro).

AUTOMOTIVO

G1 - RJ   01/08/2023

A Volkswagen iniciou nesta segunda-feira (31) as férias coletivas para cerca de 2 mil funcionários e suspendeu por 10 dias a produção de carro na fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo.

A medida acontece após a suspensão de um layoff (suspensão temporária de contratos), que estava previsto na unidade e que atingiria cerca de 800 trabalhadores por dois meses. O layoff, contudo, foi suspenso porque, segundo a montadora, houve um desempenho positivo com o modelo Polo.

Com isso, a empresa anunciou que decidiu ajustar as medidas de flexibilidade na fábrica de Taubaté, trocando o layoff por férias coletivas. A empresa destacou que essa medida de flexibilização está prevista no Acordo Coletivo firmado entre o Sindicato e colaboradores da Volkswagen.

Inicialmente, a Volks estava prevendo iniciar a suspensão dos contratos de trabalho no dia 1º de agosto, com duração de 2 meses para um turno de produção. A produção não seria paralisada, mas sim reduzida, já que a unidade conta com dois turnos de trabalho.

Na data do anúncio do layoff a montadora não informou os motivos para adoção da medida. Apesar disso, o sindicato afirmou na época que a empresa alegou que a suspensão dos contratos seria feita para adequar o volume de produção ao mercado, impactado pelos altos juros.

Em maio, a montadora havia informado que colocaria cerca de 800 trabalhadores em layoff a partir do mês seguinte. Apesar disso, voltou atrás e cancelou a medida de flexibilização após o governo federal comunicar o corte de impostos para reduzir o preço dos carros populares.

A produção ficou parada por oito dias entre junho e julho e foi retomada no último dia 4 de julho. A fábrica de Taubaté conta com cerca de 3,1 mil trabalhadores e produz o Polo Track.

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   01/08/2023

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção de 2,5% para 1,5% neste ano, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 31. A taxa de juros alta por um período prolongado e a demora nos ajustes do Minha Casa Minha Vida (MCMV) são os principais motivos para o corte da projeção, segundo a CBIC.

Se a previsão se confirmar, isso representará uma desaceleração importante no PIB da construção em 2023 na comparação com 2022, quando o nível de atividade do setor da construção subiu 6,9%. O dado também indica que o PIB da construção deve ter um resultado inferior ao PIB da economia brasileira como um todo, cuja projeção de crescimento para 2023 está em 2,2%.

Em junho, o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) já havia cortado a sua projeção para o PIB da Construção em 2023 de 2,5% para apenas 1%, conforme antecipou o Broadcast na ocasião.

Segundo a CBIC, o corte nas projeções foi motivado por um conjunto de fatores, sendo o principal deles a taxa de juros elevados por um longo período. “A taxa de juros elevada é o principal desafio para a Construção sustentar o seu ciclo de crescimento”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos. Desde o ano passado, a taxa de juros elevada é apontada como o maior ponto de preocupação por empresários da construção consultados na sondagem oficial da CBIC.

Além disso, a CBIC viu uma demora no anúncio das novas condições do Minha Casa, Minha Vida, que eram esperadas para o começo do ano, mas só foram confirmadas em junho. Os ajustes abrangeram a redução dos juros dentro do programa habitacional, aumento dos subsídios e elevação do teto de preços praticados – medidas que foram muito bem recebida pelo setor. Com a demora, porém, muitos projetos imobiliários foram adiados ou suspensos, devido à falta de viabilidade financeira.

O nível de atividade da construção nos últimos meses já vinha em queda. O PIB da construção registrou caiu 0,6% no quarto trimestre de 2022 e teve baixa de 0,8% no primeiro trimestre de 2023.

Apesar da redução da projeção de crescimento, a expectativa para o setor

permanece positiva, segundo a CBIC. A visão é que as novas condições do MCMV deem maior dinamismo aos lançamentos de projetos econômicos.

Além disso, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço acaba de aumentar em 42% o orçamento para o financiamento habitacional neste ano, passando de R$ 68,1 bilhões para R$ 96,9 bilhões. O acréscimo de R$ 28,8 bilhões será voltado para o reforço do MCMV e para a linha de crédito Pró-Cotista. “Isso é muito importante para o mercado, porque proporciona confiança para os lançamentos, sinalizando que não vai faltar recurso”, disse Vasconcelos.

A CBIC disse contar com a perspectiva de que o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) seja anunciado em agosto pelo governo federal, contribuindo para dar vazão às obras de infraestrutura.

No caso dos juros, é espero que o ciclo de redução da taxa de juros comece já neste mês de agosto, com a reunião do Comitê de Política Monetária desta semana. A visão é o início dos cortes de juros ajude a conter a fuga de recursos da caderneta de poupança e contribuir para a redução das taxas de juros do financiamento imobiliário ao longo dos meses seguintes.

O cenário macroeconômico também tem outros fatores positivos, apontou a CBIC. Exemplo disso é que o FMI aumentou a projeção de crescimento do PIB Brasil de 0,9% para 2,1%. Outra notícia positiva foi a elevação da nota de crédito do Brasil por duas agências de classificação de risco – a Fitch em julho, e Standard & Poors, em junho.

NAVAL

Portos e Navios - SP   01/08/2023

Ao todo, mais de R$ 700 milhões devem ser investidos nos terminais ATU-12 e ATU-18 até 2025

Próximo de completar um ano de operação, a CS Portos, empresa controlada pela CS Infra, do Grupo Simpar, investiu cerca de R$ 70 milhões em obras de melhorias e modernização nos terminais ATU-12 e ATU-18 do Porto de Aratu (BA). A companhia assumiu a gestão efetiva dos terminais em junho de 2022 e prevê investir mais de R$ 700 milhões nos primeiros três anos de operação.

Após os investimentos da CS Portos, a produtividade dos terminais passará de 300 para 2 mil toneladas/hora por berço. Em relação à capacidade de movimentação, estima-se uma ampliação de 2 milhões para 12,5 milhões de toneladas por ano.

Desde o início das obras, em junho de 2022, mais de 700 empregos diretos e indiretos serão gerados e a expectativa é criar mais de 200 vagas na operação direta dos terminais até 2025.

“Nesse primeiro ano, realizamos avanços significativos na modernização dos terminais. Após a conclusão dos trabalhos, o Porto de Aratu deve se equiparar aos principais portos do mundo em relação à movimentação de cargas e produtividade” comenta Marcos Tourinho, diretor presidente da CS Portos.

Na primeira fase das obras de reforma e modernização nos terminais ATU-12 e ATU-18 que já foram finalizadas, a companhia deu início a um processo de desmobilização de equipamentos antigos, aliado a aquisição de maquinário de última geração como pás carregadeiras, moegas ecológicas e grabs para descarregamento de granéis sólidos minerais.

A capacidade de recebimento de embarcações nos terminais administrados pela CS Portos vai dobrar de 60 mil dwt, para 120 mil dwt, após a conclusão da 2ª fase das obras, e a produtividade média deverá ser seis vezes maior que a produtividade de quando a CS Portos recebeu os terminais. A empresa ainda recuperou o sistema de carregamento de embarcações, reestruturou a parte de drenagem e realizou a pavimentação do pátio do terminal ATU-12. No mesmo terminal, o armazém foi todo reformado.

Também foram realizados acabamentos externos em toda área de arrendamento, a implementação do sistema de monitoramento por câmeras para o alfandegamento e implantação de sistema de combate a incêndio. Nos píeres, houve a construção de portarias com processo de controle de veículos e pessoas.

Até 2025, o cronograma de obras prevê a construção de um novo armazém exclusivo para fertilizantes, construção de pátio para armazenamento de enxofre, reforma estrutural do TGS I no ATU-12, implementação de um novo sistema de correias para importação e exportação, a aquisição de carregadores e descarregadores de navios, esteiras transportadoras, além da construção de balanças, tombadores e de três silos com capacidade de até 90 mil toneladas para movimentação de grãos. Também serão instalados painéis de captação solar para geração de até 20% da energia a ser consumida nos terminais.

Desde o início da operação da CS Portos no Porto de Aratu, a companhia realizou uma série de ações para mitigar os impactos ambientais decorrentes da atividade portuária, como o aperfeiçoamento do sistema de contenção das águas de drenagem pluvial, para evitar contaminação e oferecer tratamento específico para cada tipo de produto (com correção de PH e remoção de particulados sólidos), além da destinação para rede de drenagem pluvial limpa. A empresa também estruturou um sistema de drenagem com deságue na baía e próximo ao pátio de armazenagem do ATU-12, com intuito de preservar a biodiversidade do entorno dos terminais.

Para redução da emissão de partículas durante operações de carregamento e descarregamento de produtos, a CS Portos investiu na aquisição de moegas ecológicas, que promovem o controle de particulados, principalmente durante a movimentação de grãos. O sistema de despoeiramento deve começar a operar ainda no segundo semestre de 2023.

PETROLÍFERO

IstoÉ Dinheiro - SP   01/08/2023

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) publica relatório nesta segunda-feira, 31, no qual aponta que a produção de petróleo do país sofreu recuo modesto, de 12,677 milhões de barris por dia (bpd) em abril a 12,662 milhões de bpd em maio. A mudança nos estoques também foi modesta na mesma comparação, com baixa de 8.419 barris.

Money Times - SP   01/08/2023

Os preços do petróleo subiram para uma nova máxima em três meses nesta segunda-feira e registraram seu maior ganho mensal desde janeiro de 2022, apoiados por sinais de aperto na oferta global e aumento da demanda até o final deste ano.

Os futuros de outubro do petróleo Brent subiram 1,02 dólar, ou 1,2%, para 85,43 dólares o barril, enquanto o setembro do Brent, que expirou no fechamento desta segunda-feira, subiu 0,7%, fechando a 85,56 dólares o barril.

Os futuros do petróleo bruto nos EUA (WTI) avançaram 1,22 dólar, ou 1,5%, para 81,80 dólares o barril.

Tanto o Brent quanto o WTI atingiram suas máximas desde o final de abril pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira, após registrarem seu quinto ganho semanal seguido na sexta-feira.

A Arábia Saudita deve estender uma redução voluntária de produção de petróleo de 1 milhão de barris por dia (bpd) por mais um mês até setembro. A produção saudita caiu 860.000 bpd em julho, enquanto a produção total da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) recuou 840.000 bpd, segundo pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira.

“Os preços do petróleo estão encerrando um mês sólido em alta, pois as perspectivas de demanda permanecem impressionantes e ninguém duvida que a Opep+ manterá esse mercado apertado”, disse Edward Moya, analista da OANDA.

Os estoques de petróleo também estão começando a cair em outros lugares, especialmente nos EUA, onde o governo começou a reabastecer a Reserva Estratégica de Petróleo a partir de seu nível mais baixo em várias décadas. Cinco analistas consultados pela Reuters nesta segunda-feira estimaram, em média, que os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram cerca de 900.000 barris na semana até 28 de julho.

O Goldman Sachs estimou que a demanda global por petróleo subiu para um recorde de 102,8 milhões de bpd em julho e revisou para cima a demanda para 2023 em cerca de 550.000 bpd devido a estimativas de crescimento econômico mais fortes na Índia e nos EUA, compensando uma redução no consumo da China.

Valor - SP   01/08/2023

Projetos na reserva do Choco Andino tem potencial de gerar US$ 176 bilhões em exportações, segundo o governo.

O Equador fará um plebiscito no dia 20 de agosto para definir sobre a continuação das atividades de exploração de petróleo na reserva florestal de Yasuni e sobre a mineração na floresta de Choco Andino. A votação vai ocorrer no mesmo dia do 1º turno das eleições gerais do país.

Os plebiscitos poderão ter forte impacto na arrecadação do Equador, já que a exploração de petróleo e mineração estão entre as principais práticas econômicas do país. O presidente Guillermo Lasso disse que, caso a exploração de petróleo na reserva de Yasuni seja interrompida, o país poderá perder cerca de US$ 1,2 bilhão em arrecadação por ano.

A região de Yasuni é responsável por cerca de 12% da produção de petróleo do Equador.

Já em Choco Andino, a Câmara de Mineração do país estima que os 12 projetos planejados para o local poderiam gerar US$ 176 bilhões em exportações, US$ 44 bilhões em impostos e cerca de US$ 21 bilhões em investimentos estrangeiros em 30 anos.

Fonte: Guillermo Lasso, presidente do Equador, diz que interrupção da exploração fará governo perder US$ 1,2 bi em arrecadação por ano — Foto: Dolores Ochoa/AP

Apesar dos impactos financeiros do possível encerramento dessas operações, grupos ambientalistas e indígenas afirmam que as ações são necessárias para manter a biodiversidade dos locais. Yasuni é o maior parque do Equador com uma área protegida de 1 milhão de hectares. Entre 2015 e 2022 registraram-se ao menos 23 acidentes.

Dados cruzados da Petrocuador, a petrolífera estatal, com o Ministério do Meio Ambiente mostraram ocorrências ambientais, como derramamentos, vazamentos e incêndios.

Já Choco Andino é uma das principais reservas florestais do país devido à vasta biodiversidade e também abriga um dos últimos rios limpos da região de Quito.

AGRÍCOLA

Valor - SP   01/08/2023

Apesar da retração de janeiro a maio, indústria aguarda melhor desempenho com os recursos do Plano Safra 2023/24 e apoio a tratores de média potência.

Aumento de área plantada, preços de commodities em patamares recordes e juros baixos responderam pela escalada de crescimento da venda de máquinas e equipamentos agrícolas no país nos últimos quatro anos. Essa trajetória de alta, no entanto, foi bruscamente interrompida, a partir de outubro de 2022, pelo aumento da taxa de juros Selic, com o consequente esgotamento das linhas de crédito e queda de preços das mercadorias agrícolas. De janeiro a maio, as receitas com vendas de máquinas agrícolas caíram 19,5%. Mas a expectativa do setor é que o movimento seja revertido, ao menos em parte.

“Com o lançamento do Plano Safra 2023/24, que consideramos adequado, a tendência é que as vendas melhorem, embora não consigamos recuperar a queda do primeiro semestre, e deveremos fechar o ano negativo entre 5% e 10%”, avalia Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da câmara setorial de máquinas e implementos agrícolas da Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq).

“Há boas expectativas com a alta de 28% nos recursos do Plano Safra 2023/24”, concorda Alexandre Bernardes, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “Indústria e produtores agrícolas estão animados com a possibilidade de voltarem a ter juros baixos para a compra de equipamentos e com o apoio ao desenvolvimento de tratores de baixa potência, fabricados no país, permeando todos os segmentos do agro, grandes e pequenos agricultores.”

Fonte: Miotto, da CNH: máquinas com tecnologia embarcada — Foto: Guilherme Pupo/Divulgação

Para Rafael Miotto, presidente da CNH Industrial para a América Latina, multinacional italiana que atua na fabricação de equipamentos agrícolas (colheitadeiras e tratores), o plano safra, num primeiro momento, traz previsibilidade para a oferta de financiamento ao agronegócio, algo muito positivo, depois de um período desafiador e algumas incertezas. “A taxa de juros restringe um pouco os investimentos”, diz ele. “Em linhas gerais, para investir, o agricultor precisa de previsibilidade, que passa segurança, e acesso favorável ao crédito, com juros mais atrativos”, afirma.

A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, soluções e serviços agrícolas, também espera um ano bom em 2023, “embora menor do que nos dois últimos anos, que foram excelentes em termos de rentabilidade para o produtor rural”, destaca Wanderson Tosta, diretor de marketing. “O Plano Safra trouxe avanços do ponto de vista de valores e tende a estimular os agricultores a fazer uma boa safra”, diz. “No entanto, a taxa de juros, que se mantém alta, somada à queda no preço das commodities, ainda tem deixado os produtores receosos em investir em novos equipamentos”, destaca.

Apesar dos fatores inibidores, os fabricantes apostam nos novos atrativos tecnológicos de seus equipamentos. Segundo a Abimaq, a demanda por novidades tecnológicas se concentra muito nas chamadas culturas de exportação – soja, milho, cana, algodão, café e celulose –, especialmente, soja, milho e cana, que representam 60% do mercado de máquinas agrícolas. “As inovações tecnológicas estão indo na direção da chamada agricultura digital, mais especificamente em máquinas para automação das operações agrícolas”, diz Oliveira. “As máquinas têm sensores com capacidade de ler o meio ambiente, ou um banco de dados, e tomar decisões autônomas para condições específicas no momento da operação”, explica.

Fonte: Anfavea

A nova fronteira do agronegócio mundial passa pela intensificação do uso de automação, visão computacional e inteligência artificial, diz Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos da John Deere para a América Latina. Segundo ele, a empresa investe no desenvolvimento do setor, trazendo inovações em equipamentos e soluções tecnológicas, que são cada vez mais importantes para que o agricultor consiga obter a máxima produtividade de sua lavoura, com redução de custos e sustentabilidade. “Com um investimento diário US$ 13,7 milhões em pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo, a John Deere oferece um ecossistema conectado entre todas as soluções já presentes nos produtos e em utilização no campo, visando potencializar a capacidade humana”, afirma.

Os resultados desses investimentos aparecem no campo, diz Miguel Neto. “A colhedora de cana CH950, desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro, diminui em 50% as perdas por estilhaço (cerca de 3 toneladas por hectare) e em 60% a área compactada, além de reduzir em 28% a necessidade de tratores transbordos”, ressalta.

A CNH Industrial atua com três fábricas de máquinas agrícolas, em Curitiba (PR), Piracicaba (SP) e Sorocaba (SP), com produtos e soluções das marcas Case IH e New Holland Agriculture. Segundo Miotto, a conectividade já é uma realidade na linha de máquinas, que contam com tecnologia embarcada, ferramentas digitais, operações remotas e monitoramento em tempo real. A empresa fabrica um dos primeiros tratores do mundo movido a biometano. “São soluções que melhoram as diferentes etapas do cultivo, reduzem o uso de fertilizantes, diminuem os custos e impactos no meio ambiente, reduzem o custo operacional e aumentam a produtividade”, diz.

Nos últimos anos, segundo o executivo, a Case IH teve praticamente 90% do seu portfólio renovado, com máquinas conectadas em condições de antecipar manutenções e evitar que os equipamentos fiquem parados. Um dos grandes destaques é a colhedora de cana-de-açúcar da linha Austof Série 9000, fruto de um investimento de cerca de R$ 100 milhões, desenvolvida na planta de Piracicaba, que é um centro mundial de pesquisa em soluções para a colheita de cana.

Na New Holland Agriculture, a principal atração é a colheitadeira CR Intellisense, dotada de inteligência artificial. “É uma máquina com novo conceito de colheita, que ajuda a aumentar a eficiência das lavouras”, afirma Miotto. “Com o novo equipamento, o produtor consegue escolher entre diferentes estratégias de colheita, de acordo com a condição da lavoura e o objetivo que pretende atingir. A máquina faz regulagens automáticas, o que aumenta a eficiência e a produtividade em tempo real”, assinala.

Atualmente com fábricas no Brasil, Argentina e Tailândia, e centros de distribuição no México e Estados Unidos, a Jacto, sediada na cidade de Pompeia (SP), também investe em produtos de alta tecnologia, de acordo com Tosta. São equipamentos para poda e pulverizadores portáteis, máquinas de grande porte para pulverização, adubação, plantio, colheita de café e cana-de-açúcar. Para aperfeiçoar a disponibilidade das máquinas em campo, a empresa trabalha com um conceito tecnológico que possibilita o acesso e diagnóstico remoto aos sistemas com eletrônica embarcada das máquinas agrícolas. “Investimos pesado em soluções e serviços para a agricultura de precisão digital e agricultura digital, propiciando uma produção cada vez mais sustentável”, comenta o diretor da Jacto. No ano passado, a empresa teve um faturamento em torno de R$ 4 bilhões.

As dificuldades de financiamento para compra direta de máquinas agrícolas abrem espaço para a aquisição de equipamentos em novas condições de negócios. Uma das maiores locadoras de máquinas e equipamentos pesados do país, a Unidas registrou crescimento expressivo na operação de equipamentos para aluguel no agronegócio, nos últimos anos, informa Manuel Silva, diretor-executivo comercial da empresa. “Foram mais de 500 equipamentos locados para os produtores do setor, um aumento de 40%”, indica.

A modalidade de consórcio de máquinas e equipamentos ganhou, igualmente, adesão das empresas agrícolas. Um dos motivos é que no consórcio não existe incidência de juros e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de oferecer o poder de compra à vista do ativo. “No momento, pelo menos 5% de nossa receita de todas as nossas operações (cerca de R$ 7,8 bilhões em 2022) provém da modalidade de consórcio de máquinas e equipamentos agrícolas”, afirma Luis Toscano, vice-presidente de negócios da Embracon, uma das principais empresas especializadas em consórcios de automóveis, motos e veículos pesados do país. “Nossa expectativa é um crescimento de 6% este ano, com uma estimativa de R$ 10 bilhões de faturamento total”, diz ele.

A preocupação dos produtores rurais com a proteção de seus ativos incrementa, no final de tudo, a busca por tecnologias e coberturas que contemplem o uso dos equipamentos nas lavouras. Só nos quatro primeiros meses de 2023, a japonesa Sompo Seguros, por exemplo, atingiu R$ 141 milhões em prêmios de seguros voltados ao campo, destaca Felipe Prado Ribeiro, diretor técnico da seguradora.

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