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09 de Outubro de 2025

SIDERURGIA

Brasil Mineral - SP   09/10/2025

Projeto de Lei propõe incentivos fiscais para a produção de minério de ferro por redução direta, um processo siderúrgico menos poluente.

O Projeto de Lei nº 737/25 está em análise na Câmara dos Deputados e inclui o beneficiamento do minério de ferro extraído em processo de redução direta (pellet feed) entre os projetos incentivados por debêntures de infraestrutura. O método utiliza gás natural em vez de coque o que propicia menores emissões de dióxido de carbono (CO2) em comparação aos altos-fornos tradicionais empregados na siderurgia.

A proposta modifica a Lei nº 14.801/24, que criou as debêntures de infraestrutura, tipo de debênture com incentivo fiscal para financiar projetos de infraestrutura no Brasil. O autor do projeto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), destaca que a iniciativa está alinhada com a necessidade de reduzir as emissões de CO2 no setor siderúrgico, um dos maiores responsáveis pelo aquecimento global. O CO2 é um dos principais gases do efeito estufa, atuando no aumento da temperatura média do planeta ao reter calor na atmosfera. “Nos altos fornos, a taxa de emissão é de 2 toneladas de CO2 por tonelada de aço produzido. Nos processos de redução direta, usando gás natural, a taxa de emissão é reduzida pela metade, podendo atingir valores ainda mais baixos”, disse Lopes.

O projeto será analisado de forma conclusiva nas comissões de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Infomoney - SP   09/10/2025

A guerra comercial desencadeada pelas tarifas impostas a importações americanas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está aumentando o fluxo de aço estrangeiro para o Brasil, preocupando a indústria siderúrgica nacional.

Segundo o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas no país, as importações de aço laminado saltaram 30% de janeiro a agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, e devem terminar 2025 com alta de 32,2%.

Citi prevê alta do minério de ferro e eleva preços-alvo de CSN e CSN Mineração

Citi espera um trimestre sólido para a CSN Mineração, impulsionado por preços médios do minério de ferro em torno de US$ 102 por tonelada

Em um comunicado divulgado hoje, a entidade pede maior proteção para o produto nacional e cita a proposta feita anteontem pela Comissão Europeia de dobrar a tarifa sobre todas as importações de aço da União Europeia (UE), chegando a 50% e se alinhando à taxação americana do produto, independentemente da origem.
Essa taxa será aplicada às importações europeias de aço que excederem uma cota, que será 45% menor que a vigente. O texto da entidade representativa sugere que o Brasil siga a mesma linha porque esse movimento tende a aumentar o excesso de oferta do produto no mundo, redirecionado o aço que ia para mercados que estão elevando suas tarifas, como EUA, Canadá e agora a Europa.

Na nota, o Aço Brasil diz ver a proposta da UE “como mais um exemplo drástico da escalada das reações frente ao produto estrangeiro vendido em condições desleais, capaz de acentuar o risco de desvios de comércio e o desequilíbrio do já sobreofertado mercado internacional”.

A entidade argumenta que a medida da Europa “eleva o grau de urgência com que o Brasil deve reagir, buscando tornar mais efetiva a aplicação de mecanismos de defesas comerciais em relação ao segmento”, embora diga reconhecer “os esforços do governo para conter as importações predatórias”.

Embora o texto não cite a origem das importações, o produto chinês tem sido o que gera mais preocupações do setor no Brasil. “Sem dispor de defesa comercial condizente com a gravidade do quadro global de guerra comercial desleal no setor, o Brasil vai se consolidando cada vez mais como destino preferencial do aço vendido abaixo do preço de custo, que não encontra mais espaço em mercados com defesas aplicadas de forma mais efetiva”, diz a nota do Aço Brasil, que pede uma reação imediata do governo brasileiro.
Protecionismo europeu

A elevação da taxa de importação de aço na Europa é vista por analistas como muito restritiva, sem precedentes na UE. A iniciativa responde ao temor crescente de que indústrias tradicionais europeias, como a siderúrgica, estejam em declínio, sufocadas pelo excesso de produtos chineses subsidiados, altos preços de energia e demanda interna em queda.

As medidas alinham as tarifas da UE à taxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a maioria das importações de aço e alumínio. O bloco tenta convencer Washington a reduzir a alíquota aplicada ao aço europeu e, em vez disso, concentrar os esforços conjuntos contra a China.

Até agora, as negociações não avançaram desde que os dois lados firmaram, em julho, um acordo comercial que limitou as tarifas americanas a 15% sobre a maioria das exportações europeias, inclusive automóveis.

Valor - SP   09/10/2025

O reflexo imediato para o Brasil é, na visão do instituto, o aumento da vulnerabilidade de sua indústria do aço frente ao constante crescimento das importações

O Instituto Aço Brasil acredita que a proposta da União Europeia de reduzir pela metade as cotas de importação de aço e elevar as tarifas para 50% é mais um "exemplo drástico da escalada das reações" frente ao produto estrangeiro vendido "em condições desleais". A medida, na visão do instituto, aumenta a necessidade do Brasil de aplicar mecanismos de defesa comercial no segmento siderúrgico.

Em nota, o Aço Brasil diz que a proposta, anunciada pela UE na terça-feira (7), significa o movimento de mais um "grande ator global" do setor siderúrgico para tentar preservar a capacidade de investimento e geração de emprego de suas usinas produtoras de aço. O instituto lembra que Estados Unidos e Canadá tomaram medidas de proteção.

O reflexo imediato para o Brasil é, na visão do instituto, o aumento da vulnerabilidade de sua indústria do aço frente ao constante crescimento das importações, "tornando ainda mais delicada sua já preocupante situação".

"Sem dispor de defesa comercial condizente com a gravidade do quadro global de guerra comercial desleal no setor, o Brasil vai se consolidando cada vez mais como destino preferencial do aço vendido abaixo do preço de custo, que não encontra mais espaço em mercados com defesas aplicadas de forma mais efetiva", diz a nota divulgada pelo Aço Brasil.

A instituição ressalta que, atualmente, de janeiro a agosto, as importações de aço laminado ao Brasil cresceram 30% em relação a igual período de 2024, e a previsão é de alta de 32,2% no ano, o triplo da média histórica. A alta ocorre mesmo após o Brasil ter reforçado as defesas comerciais em relação a 14 NCMs (Nomenclaturas Comuns do Mercosul), de 273 disponíveis, com a renovação do mecanismo cota-tarifa.

No comunicado, o instituto "reconhece os esforços do governo para conter as importações predatórias", mas diz que "o produto vendido a preços desleais continua entrando no país, facilitado por acordos comerciais, regimes especiais, incentivos estaduais e fraudes na classificação de produtos".

"O Aço Brasil tem defendido a necessidade imediata de o Brasil reagir, por entender que a situação ameaça não só a indústria do aço, mas toda a cadeia produtiva metalmetânica, bem como sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento do país, por meio dos investimentos realizados e empregos gerados, e para a segurança nacional", completa a nota.

Valor - SP   09/10/2025

A medida permanecerá em vigor até 31 de dezembro

O governo da Argentina suspendeu os impostos de exportação sobre alumínio, aço e derivados até o fim de 2025. A resolução foi publicada no Diário Oficial do país.

A medida permanecerá em vigor até 31 de dezembro ou até que países envolvidos nas negociações reduzam suas tarifas abaixo de 45%.

Segundo o decreto, a medida é uma resposta do governo às “práticas de diversos países que, por meio da aplicação de tarifas de importação de magnitude significativa, têm restringido o acesso dos produtos de alumínio e aço ao comércio internacional, configurando uma forma de protecionismo que afeta diretamente a competitividade das exportações argentinas.”

A resolução começa a valer a partir desta quinta-feira, abrangendo as exportações que sejam realizadas a partir dessa data.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   09/10/2025

Inflação recua em agosto; o que esperar daqui em diante?

Comer ficou mais barato em agosto e setembro, com recuos no custo da alimentação, mas o valor da comida ainda acumulou, no varejo, altas de 4,04% no ano e de 4,7% em 12 meses, segundo o Índice Geral de Preços – Mercado (IGPM) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com emprego recorde e desemprego reduzido a 5,6% no período junho-agosto, o menor nível da série iniciada em 2012, as famílias têm enfrentado mais facilmente os gastos essenciais. Mas o mercado ainda projeta para o próximo ano uma inflação de 4,28%, pouco inferior ao teto oficial (4,50%), mas ainda bem superior ao centro da meta (3%), de acordo com a pesquisa Focus.

Se o crescimento econômico recuar, como também apontam as projeções do setor financeiro, os consumidores enfrentarão uma alta de preços ainda considerável num cenário de menor expansão dos negócios e do emprego. Mas 2026 será um ano de eleições. Isso é um motivo adicional para o governo se preocupar com a evolução dos preços.

Essa evolução dependerá, em boa parte, da produção de alimentos na safra 2025-2026 e das condições do mercado internacional de produtos agropecuários. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, a chamada produção de grãos atingirá 353,8 milhões de toneladas, volume recorde, mas apenas 1% maior do que a do período anterior.

O maior volume, 177,7 milhões de toneladas, deverá provir, como tem sido normal há muitos anos, das lavouras de soja. As estimativas indicam 138,3 milhões de toneladas de milho, produção pouco menor do que a do ano anterior, 11,5 milhões de toneladas de arroz e 3,1 milhões de toneladas de feijão. Embora com pouca variação, as colheitas de arroz e feijão devem ser suficientes para a demanda nacional, de acordo com a avaliação oficial.

Em conjunto, o abastecimento dependerá também das condições de oferta de outros produtos básicos, como leite e seus derivados, mandioca, hortaliças e café, um item com fortes altas de preços neste ano e alguma redução de consumo pelas famílias de renda baixa e média-baixa.

Diante de perspectivas de inflação ainda preocupantes, os brasileiros têm motivos adicionais para cobrar do governo maiores cuidados com seus gastos, para evitar novas pressões sobre os preços. Conter os gastos pode ser, no entanto, especialmente complicado quando eleições importantes se avizinham.

O Estado de S.Paulo - SP   09/10/2025

O governo federal se colocou na corda bamba ao depender da aprovação da Medida Provisória 1.303 para ter alguma chance de fechar as contas no ano que vem. Com a forte derrota na Câmara, terá poucas alternativas sobre a mesa, entre elas um novo aumento nas alíquotas de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A verdade é que a MP era um emaranhado de propostas que atiravam para todos os lados e foi baixada sem debate com os setores atingidos antes de entrar em vigor. O Congresso, por sua vez, continua movido sob a pressão dos lobbies e o interesse político, e só derrubou a proposta para impor uma derrota ao governo, que vem recuperando popularidade nas últimas pesquisas de opinião. A prova disso é que conseguiu, durante a votação na Comissão Especial no Senado, piorar a proposta original, com redução de imposto para as bets e manutenção de privilégios para o agro.

O pensamento microeconômico é o grande problema do Ministério da Fazenda. São dezenas de pequenos projetos encaminhados ao Parlamento, com ajustes de alíquotas, restrições a operações, mudanças de regras, tudo que acaba criando uma situação confusa e que transmite apenas a mensagem de que o governo quer arrecadar mais para continuar gastando. A solução definitiva passa por propostas macro, que atinjam os grandes números do Orçamento, e não que fique contando migalhas em rubricas específicas.

Neste momento, o presidente Lula vive um momento de alívio na economia. O dólar está em queda no ano, a inflação parou de subir e o desemprego atingiu a mínima histórica, ainda que haja sinais de desaceleração do PIB. A inflação de alimentos cai há quatro meses, e isso tem atenuado as críticas ao Banco Central.

O risco com a proximidade das eleições é de que ideias mirabolantes ganhem corpo no Palácio do Planalto e transformem o que por ora é um céu azul em tempestade. A ideia da tarifa zero no transporte público é perigosa, ainda que esteja apenas em fase de estudos na Fazenda. Primeiro, pode piorar a percepção sobre o quadro fiscal. Segundo, causar frustração em eleitores caso a proposta seja inviável para as contas públicas. Interlocutores da pasta, contudo, dizem que tudo está em estágio preliminar, e que não há intenção de se elaborar um projeto dessa complexidade às pressas.

O próximo mandato presidencial - ganhe governo ou oposição - será inevitavelmente de ajuste nas contas públicas. Os gastos discricionários, como investimentos e de custeio, serão cada vez mais comprimidos pelas despesas obrigatórias, como os gastos sociais, a folha dos servidores e as despesas com Previdência, saúde e educação.

A MP era apenas um remendo. Falta ao governo dar uma solução definitiva para a desconfiança fiscal.

O Estado de S.Paulo - SP   09/10/2025

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, avaliou que o choque tarifário não foi tão grande quanto o anunciado, mas disputas entre os Estados Unidos e países como o Brasil e a Índia estão empurrando as alíquotas para cima.

A taxa tarifária ponderada pelo comércio dos EUA caiu de 23% em abril para 17,5%, mas ainda está em um patamar muito mais alto do que antes, conforme ela. Além disso, supera o nível global, cuja alíquota se manteve relativamente estável este ano, com muito poucos casos de retaliação, disse.

“O mundo evitou revidar na mesma moeda e gerar uma guerra comercial — até agora. Mas a abertura ainda assim sofreu um grande golpe”, disse Georgieva.

Ela alertou que a questão tarifária ainda não acabou, com as taxas cobradas pelos EUA a parceiros comerciais ainda sofrendo alterações. “Acordos comerciais com o Reino Unido, a UE, o Japão e em breve a Coreia do Sul empurraram algumas taxas para baixo, enquanto disputas com o Brasil e a Índia empurraram outras para cima”, exemplificou.

Georgieva destacou o papel do setor privado para a resiliência da economia mundial, a despeito de múltiplos choques. “As empresas têm antecipado pedidos de importação antes dos aumentos tarifários e reorganizado suas cadeias de suprimentos”, disse ela, em discurso de abre-alas das reuniões anuais do Fundo, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos, na semana que vem.

De acordo com Georgieva, os balanços corporativos estão fortes após anos de lucros robustos. A inteligência artificial (IA) está se tornando “mainstream”, e a mudança é enfrentada como um “desafio e abraçada como uma oportunidade”, disse. “Impulsionados pelo otimismo sobre o potencial de aumento de produtividade da IA, os preços das ações globais estão em alta”, avaliou.

Segundo ela, em muitas economias, a produtividade do setor privado está envolta de burocracia, o que dificulta o crescimento de empresas novas (startups). Apesar disso, Georgieva avaliou que a concorrência é fundamental, e a regulamentação não deve “tolerar ou criar vantagem injusta”.

“Um crescimento duradouro exige maior produtividade do setor privado”, alertou, cobrando que os governos devem estimular os livres mercados, regulação adequada, forte supervisão do setor financeiro, com instituições independentes, mas responsáveis.
Mercado emergentes

A diretora-geral do FMI enfatizou o melhor desempenho dos mercados emergentes no contexto atual. “As economias de mercado emergentes, especialmente, melhoraram significativamente seus quadros de política e instituições”, disse.

Estudos do FMI divulgados nesta semana mostram que, após enfrentar sucessivas ondas de aversão ao risco, os países emergentes, a exemplo do Brasil, têm se beneficiado do maior apetite dos investidores globais. Segundo o Fundo, é uma combinação de boas práticas monetárias e uma pitada de sorte.

A combinação de regras fiscais mais críveis, bancos centrais mais autônomos e mercados de dívida em moeda local mais profundos elevou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de países emergentes em 0,5 ponto porcentual (pp), calcula o FMI. Por sua vez, a inflação se reduziu em 0,6 pp nas turbulências pós-2008.

“Economias emergentes agora se saem melhor quando os choques ocorrem do que antes da crise financeira global. Boas políticas fazem a diferença”, afirmou.
Consolidação fiscal

A diretora-geral do FMI reforçou o alerta à necessidade de países riscos e pobres adotarem reformas que levem à consolidação fiscal.

A dívida pública global está projetada para exceder 100% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2029, liderada por economias avançadas e de mercados emergentes, calcula o organismo, com sede em Washington, nos Estados Unidos. “A consolidação fiscal é necessária em países ricos e pobres. A consolidação é difícil como muitos dos episódios recentes de agitação social mostram”, avaliou.

Segundo ela, é possível os países reduzirem os seus déficits de forma significativa com um plano fiscal que seja bem-planejado, comunicado e implementado.

Georgieva também alertou para a necessidade de os governos diminuírem os desequilíbrios de conta corrente. “Esses desequilíbrios podem desencadear uma reação protecionista, e sendo espelhados por fluxos de capital líquido, podem alimentar riscos de estabilidade financeira”, avaliou.

IstoÉ Dinheiro - SP   09/10/2025

A ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), divulgada nesta quarta-feira, 8, menciona que, ao discutir considerações de gerenciamento de riscos que poderiam influenciar as perspectivas para a política monetária, os participantes, no geral, julgaram que os riscos de alta para a inflação permanecem elevados e que os riscos de queda para o emprego estão altos e aumentaram.

Segundo o documento referente à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de 16 e 17 de setembro, os participantes notaram que, nessas circunstâncias, se a política for afrouxada demais ou muito cedo e a inflação permanecer elevada, as expectativas de inflação de longo prazo podem se desancorar e tornar a restauração da estabilidade de preços ainda mais desafiadora.

No entanto, o texto afirma que, se as taxas de política forem mantidas muito altas por muito tempo, então o desemprego pode aumentar “desnecessariamente”, e a economia pode desacelerar acentuadamente. “Nesse contexto, os participantes enfatizaram a importância de adotar uma abordagem equilibrada na promoção dos objetivos de emprego e inflação”, acrescenta.

A ata do Fed cita que os participantes notaram que as expectativas de inflação de longo prazo continuam “bem ancoradas” e que é importante que permaneçam assim para ajudar a retornar a inflação a meta de 2%.

A maioria dos integrantes enfatizou os riscos de alta para suas perspectivas de inflação. Alguns participantes comentaram que percebiam menos risco de alta para suas perspectivas de inflação do que no início do ano.

Meta de inflação

Dirigentes do Federal Reserve observaram que o progresso geral da inflação em direção à meta estagnou neste ano – mesmo excluindo os efeitos dos aumentos tarifários -, à medida que as leituras de inflação aumentaram, segundo a ata. No documento, divulgado nesta quarta-feira, eles expressaram preocupação de que as expectativas de inflação de longo prazo possam subir se a inflação não retornar ao seu objetivo em tempo hábil.

Segundo o texto, os participantes do encontro observaram que a inflação aumentou desde o início do ano e permaneceu um pouco acima da meta de longo prazo de 2% do Comitê.

Embora os integrantes do Fed tenham avaliado que os aumentos tarifários deste ano pressionaram a inflação para cima, alguns comentaram que esses efeitos pareceram ter sido um pouco atenuados até o momento em relação às expectativas do início do ano.

“Alguns participantes sugeriram que os ganhos de produtividade podem estar reduzindo as pressões inflacionárias. Alguns participantes expressaram a opinião de que, excluindo os efeitos dos aumentos tarifários deste ano, a inflação estaria próxima da meta”, menciona a ata.

Manutenção de juros

A ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve revelou que alguns dirigentes poderiam ter apoiado a manutenção de juros em setembro, embora maioria tenha dito que provavelmente seria apropriado afrouxar mais a política ainda este ano.

“Alguns participantes viram mérito em manter a taxa dos Fed Funds inalterada na reunião de setembro ou poderiam ter apoiado tal decisão”, pontuou o documento.

A ata também mostrou que diretor do Fed Stephen Miran, que votou por uma redução de 50 pontos-base no mês passado, tomou sua decisão devido a um maior enfraquecimento no mercado de trabalho durante a primeira metade do ano e da inflação subjacente que, em sua opinião, estava significativamente mais próxima de 2% do que aparentava nos dados.

Os membros do BC norte-americano concordaram que inflação permanecia um pouco elevada e não mais caracterizam as condições do mercado de trabalho como sólidas, pois o emprego havia desacelerado e a taxa de desemprego aumentado – ainda que permanecesse baixa.

Cenário do emprego

A ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve menciona que, na discussão sobre o mercado de trabalho durante a reunião do FOMC de 16 e 17 de setembro, os participantes observaram que os ganhos de emprego diminuíram e a taxa de desemprego aumentou ligeiramente.

De acordo com o documento, os participantes notaram que o baixo nível de ganhos de emprego estimado nos últimos meses provavelmente refletia declínios no crescimento tanto da oferta quanto da demanda de trabalho, potencialmente reduzida pela inteligência artificial, como um dos fatores.

Os integrantes do FOMC notaram que a baixa imigração líquida ou as mudanças na participação da força de trabalho são fatores que reduzem a oferta de trabalho.

“Quanto aos fatores que podem estar reduzindo a demanda de trabalho, os participantes notaram o crescimento econômico moderado ou os efeitos da alta incerteza nas decisões de contratação das empresas”, avalia a ata.

Diante da leitura de uma série de indicadores considerados “úteis” para avaliar as condições do mercado de trabalho, os participantes avaliaram que as leituras recentes desses indicadores não mostraram uma deterioração acentuada nas condições do mercado de trabalho. No entanto, segundo eles, algumas revisões sugerem que as condições do mercado de trabalho estão enfraquecendo há mais tempo do que se relatava anteriormente.

Para as perspectivas do mercado de trabalho, os participantes esperam que, com uma política monetária apropriada, as condições podem “mudar um pouco ou suavizar modestamente”. “Os participantes indicaram que suas perspectivas para o mercado de trabalho eram incertas e viam os riscos de queda para o emprego como tendo aumentado durante o período entre reuniões”, informa a ata.

Máquinas e Equipamentos

Monitor Digital - RJ   09/10/2025

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) realizará a 20ª edição do Tendências no Mercado da Construção, em formato presencial para convidados e patrocinadores, no dia 26 de novembro, no Espaço Apas, em São Paulo.

O evento é destinado a empresários, diretores, gerentes, profissionais e engenheiros de construtoras, mineradoras, pedreiras, locadoras, fabricantes de equipamentos, distribuidoras, demais companhias ligadas à indústria da construção, entidades setoriais e representantes do governo,

Será disponibilizado posteriormente no Canal da Sobratema no YouTube, contará com um novo formato, elevando a interação entre os debatedores convidados e o público participante, e ao mesmo tempo, destacando as informações inéditas do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, a serem apresentadas pelo coordenador do Estudo, o consultor Mario Miranda.

A programação será dividida em quatro blocos, com Miranda trazendo aspectos e dados distintos do Estudo de Mercado para iniciar o debate entre os especialistas: Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, Jonathan Pedro Butzke, head de Operações do Maquinalista, Lucas Novaes, diretor de Obras da Jofege Pavimentação e Construção, e Rafael Murrer, economista sênior do Banco Bradesco.

Ao longo do Tendências no Mercado da Construção, os participantes poderão acompanhar as avaliações sobre a conjuntura econômica e perspectivas para o próximo ano, o balanço das vendas dos principais equipamentos utilizados no setor de construção no país, as áreas que mais contribuíram para as vendas no setor, o comportamento do mercado de máquinas usados, e os resultados da pesquisa sobre o mercado da construção, o setor de máquinas e a economia, realizada com os usuários de equipamentos, fabricantes e dealers.

As informações trazidas pelos debatedores têm o intuito de contribuir com o planejamento da indústria de máquinas, de distribuidores, construtoras, concessionárias, locadores de equipamentos e outras empresas que participam do ecossistema da construção, fomentando, assim, o desenvolvimento desse mercado.

Tendências no Mercado da Construção é considerado um evento estratégico para o setor, ao apresentar temáticas e conteúdos relevantes, que norteiam os caminhos para competitividade, produtividade e crescimento sustentável do mercado.

AUTOMOTIVO

Globo Online - RJ   09/10/2025

Após uma dura queda em agosto, causada sobretudo pelo mercado de caminhões, o setor automotivo brasileiro voltou a crescer em setembro. As vendas de veículos aumentaram 7,9% em relação ao mês anterior, alcançando 243,2 mil unidades, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com o mesmo mês de 2024, o aumento foi de 2,9%. Segundo a entidade, o Programa Carro Sustentável alavancou as vendas em 24%. A medida do governo federal busca estimular a produção e o consumo de veículos menos poluentes.

— Houve recuo de mais de 8% nas vendas dos produtos nacionais no varejo, que só não foi maior por conta do Programa Carro Sustentável — disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Calvet acrescentou que dois mercados ainda geram incertezas para o setor: os Estados Unidos e a Argentina. No caso americano, há sinais de que a relação com o Brasil pode caminhar para a estabilidade. Já a Argentina, apesar das turbulências políticas, têm ampliado suas compras de veículos brasileiros.

Fenomeno vai de 0 a 100 km/h em 2,4s e supera 350 km/h

Apesar do bom desempenho nas vendas, a produção desacelerou. O país fabricou 243,4 mil veículos em setembro, uma queda de 1,5% em relação a agosto, influenciada principalmente pela redução na produção de caminhões e outros veículos pesados. Frente ao mesmo mês do ano passado, houve um avanço de 5,8%.

Em agosto, a indústria havia produzido 247 mil unidades, crescimento de 3% sobre julho, mas a queda nas vendas foi de 7,3%.

Segundo Calvet, a retração no segmento de caminhões segue sendo um grande problema para o setor. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de veículos pesados caíram mais de 20%. A taxa Selic em 15% ao ano também tem freado o mercado.

— Temos uma previsão de crescimento da economia, safra boa, mas também uma inadimplência crescendo no agro. Há uma demanda reprimida por caminhões pesados — disse em coletiva de imprensa durante a manhã. — O grande fator para a queda desse mercado (de caminhões) é a manutenção da taxa de juros. O que nós estamos prevendo é uma redução dos juros no primeiro semestre do ano que vem, o que amplia a possibilidade de nós começarmos a sair de onde nós estamos.

A Anfavea projeta um crescimento de 5% nos emplacamentos em 2025, mas o resultado ainda está abaixo do esperado: as vendas acumuladas até setembro subiram apenas 2,8%. Para atingir a meta, o setor precisará registrar um avanço superior a 10% no último trimestre, número que o próprio Calvet admite ser “desafiador”.

Enquanto o mercado interno tenta ganhar fôlego, o setor exportador continua ganhando destaque. As exportações aumentaram 26,2% em setembro frente ao mesmo mês de 2024, puxadas pela Argentina.

No mês passado, as exportações tiveram o melhor desempenho desde junho de 2018, crescimento de 49,3% sobre agosto de 2024. No início do ano, a Anfavea previa que as exportações cresceriam 7% no ano, dado que foi revisado para mais de 30% e agora, no acumulado do ano, já chegou a 51,6%. Foram embarcadas 430.800 unidades em 2025, maior do que todo o volume de 2024.

Jornal de Brasília - DF   09/10/2025

Entre janeiro e setembro deste ano, o Brasil já exportou mais veículos do que em todo o ano de 2024, divulgou nesta quarta-feira, 8, a Anfavea, entidade que representa as montadoras do País. Nos primeiros nove meses deste ano, os embarques somaram 430,8 mil veículos, ante pouco mais de 398 mil unidades em todo o ano passado.

Nos primeiros nove meses deste ano, as exportações cresceram 51,6% na comparação com igual período de 2024. Os números refletem, sobretudo, a retomada das compras da Argentina aos veículos brasileiros. Apesar do crescimento dos embarques neste ano, o cenário dos próximos meses ainda inspira alguma preocupação, conforme detalhou o presidente da entidade, Igor Calvet.

Ele destaca, sobretudo, o fim do acordo comercial de exportações de veículos do Brasil para a Colômbia.

“O fato novo é o fim do acordo com a Colômbia, que era o terceiro maior destino das nossas exportações. É um ponto que trará instabilidade”, disse Calvet durante coletiva na manhã desta quarta.

Desde 2017, o Brasil tinha um acordo que o permitia vender à Colômbia até 50 mil veículos por ano com tarifa zero de importação. O acordo venceu em 30 de setembro e não foi renovado “Passaremos a ser um parceiro menos prioritário para vender à Colômbia”, frisou Calvet, mencionando que há risco desse “vácuo” ser ocupado por outros parceiros comerciais da Colômbia.
Importações

A Anfavea também divulgou que, entre janeiro e setembro deste ano, o Brasil importou 355,7 mil veículos, alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Desse total, as duas principais origens desses veículos foram da Argentina (150.252 unidades) e China (123.482).

O Estado de S.Paulo - SP   09/10/2025

Vice-presidente da BYD do Brasil desde julho de 2024, Alexandre Baldy tem vários motivos para comemorar. Em menos de três anos, a fabricante chinesa de veículos eletrificados vendeu mais de 150 mil unidades no País. Também foi apontada como a marca mais bem avaliada pelos clientes. Além disso, o elétrico Dolphin Mini, seu modelo de entrada no mercado brasileiro, teve menor desvalorização que o Volkswagen Polo.

Agora, Baldy celebra a vinda da divisão de luxo Denza e de um supercarro de US$ 2,5 milhões, bem como anuncia o primeiro lote de modelos feitos na fábrica de Camaçari (BA). “A BYD será a maior marca de veículos do Brasil até 2030", afirma.

Como parte da estratégia de expansão, a BYD aposta na ampliação da oferta de produtos de grande volume de vendas, como uma futura picape rival da Fiat Toro. Além disso, a empresa iniciou a aposta em veículos de alto valor agregado, caso da linha Denza.

Conforme Baldy, a marca terá concessionárias próprias, inclusive de grupos que não fazem parte da atual rede da BYD. “A Denza foi criada em 2011, fruto de uma parceria entre a BYD e a Mercedes-Benz, com foco em carros de luxo”, diz. Assim, tanto as lojas quanto o padrão de atendimento serão exclusivos, segundo o executivo. “Trouxemos o principal executivo da Porsche no Brasil para construir a nova estrutura”, afirma.

Ele se refere a Werner Schaal, que comandou as vendas da marca alemã por oito anos após mais de duas décadas na Mercedes-Benz, onde foi responsável pelas áreas de vendas e marketing. Levar o cupê Z9GT à festa de celebração dos 50 anos da Vogue no Brasil foi a primeira ação capitaneada pelo suíço-brasileiro para promover a Denza. A nova marca também trará o SUV B5. Embora os preços não tenham sido revelados, a expectativa é que fique acima dos R$ 500 mil.

BYD trará supercarro de US$ 2,5 milhões

Outra iniciativa que indica o movimento da BYD para se aproximar do público mais abastado será a vinda de um U9 Xtreme, da divisão de esportivos Yangwang. A versão de topo do supercarro com quatro motores elétricos, cuja velocidade máxima beira 500 km/h, terá apenas uma unidade no País.

“Em outubro, vamos escolher quem poderá comprar o carro” diz Baldy. Ele não quis falar sobre valores, mas fontes ligadas à empresa dizem que a novidade não sairá por menos de US$ 2,5 milhões. Ou seja, estamos falando de R$ 13,3 milhões, na conversão direta.

De acordo com o executivo, a BYD revolucionou o mercado de veículos no Brasil. Ele afirma que em 2022 a empresa vendeu cerca de 200 veículos aqui. Em 2024, foram 77 mil. “Com o lançamento do elétrico Dolphin (em meados de 2023, por R$ 149,8 mil), os preços começaram a cair.”

A reação das concorrentes à vinda do hatch foi aplicar bônus de até R$ 100 mil na tabela de seus elétricos — inclusive de outras categorias (confira abaixo). E a BYD continua a todo vapor. “Temos feito apostas importantes”, afirma Baldy.

Conforme o executivo, os resultados já podem ser vistos. Ele cita o levantamento feito pela Decoupling, focada em análises de mercado, que apontou a BYD como a marca com os consumidores mais satisfeitos no País. Segundo a empresa, o levantamento feito no primeiro trimestre de 2025 foi baseado na opinião de donos de carros das 12 fabricantes que mais vendem aqui.

Além disso, um estudo da Mobiauto revelou que, entre agosto de 2024 e agosto deste ano, a desvalorização do Dolphin Mini foi de 7,8%. Ou seja, bem menor que os 17% do Volkswagen Polo, carro de passeio mais vendido em 2024.
Fábrica baiana fará 3 carros

Portanto, isso põe em xeque, ao menos em tese, um dos maiores temores dos donos de elétricos: a incerteza em relação à desvalorização na hora da revenda. “Quem compra quer saber se vai ou não perder dinheiro quando for vender o carro no futuro”, diz Baldy.

Segundo ele, o brasileiro não demonstra preconceito contra carros chineses. Porém, o executivo destaca a aposta da BYD na produção nacional no antigo complexo da Ford, em Camaçari, na Bahia, para comprovar seu compromisso de longo prazo no País.

“Recentemente, mostramos a planta para jornalistas e autoridades. Apenas nesta primeira fase de implantação, a área construída chega a 270 mil m². Ou seja, quase o total usado pela empresa anterior, que era de 330 mil m²”. “Inicialmente, vamos fazer o (hatch) Dophin Mini, o (SUV) Song Pro e o (sedã) King. O primeiro lote vai ser entregue no próximo dia 9 de outubro.” Vale dizer que por ora o trio será montado com peças vindas da China.

Aliás, isso gerou um embate entre a BYD e as marcas que fazem parte da Anfavea, a associação das fabricantes que estão no Brasil há mais tempo. A chinesa pediu ao governo a redução do imposto de importação de kits CKD e SKD da (peças importadas para montagem no país de destino) da China por três anos. Por sua vez, a Anfavea defendia a volta imediata da taxa de importação de 35%.

Isso desencadeou a publicação de cartas pelas duas partes. As veteranas se queixavam de um suposto pacote de benefícios do governo aos chineses. A BYD respondeu chamando essas empresas de “dinossauros”.

Consolidar marca de luxo é desafio

No fim, o governo federal adotou uma solução para acalmar os ânimos dos dois lados. Ou seja, por um lado criou cotas de importação sem imposto para os kits CKD e SKD. Por outro, reduziu em 18 meses o cronograma de retomada da alíquota de 35%. Seja como for, Baldy afirma que a fase seguinte da expansão da fábrica baiana inclui implementar as áreas de solda e pintura, por exemplo. De acordo com ele, isso deve ser concluído ao longo de 2026.

Atualmente, o Brasil é o maior comprador do mundo de veículos fabricados na China. E pode se tornar um hub de produção das marcas chinesas na região. A fábrica da GWM, em Iracemápolis (SP), já está fazendo veículos em sistema de pré-série. As primeiras unidades feitas no País devem chegar às lojas em novembro. Em Anápolis (GO), o Grupo Caoa produz veículos da Chery e logo fará modelos da Changan, que voltará ao País com a marca Avatr. Assim, a estratégia da BYD faz todo sentido.

Conforme Rogelio Golfarb, especialista em estratégia empresarial e mentoria de altos executivos, as marcas chinesas ocuparam um espaço importante no mercado brasileiro. O consultor, que já foi presidente da Anfavea e vice-presidente da Ford, afirma que o carro chinês chegou ao País para se tornar referência em eletrificação. “Com design contemporâneo e soluções avançadas de conectividade, eles mudaram a percepção do público”, diz.

Assim, Golfarb afirma que é natural esse movimento em direção a segmentos de maior valor agregado. Porém, embora acredite no sucesso da estreia de novas marcas chinesas no Brasil, ele afirma que o grande desafio será construir e manter a imagem de luxo e alimentar o desejo do consumidor por novos produtos no médio e longo prazos.

“Luxo está ligado a exclusividade. Então, isso deve ser percebido na pré-venda, na venda e no pós-venda”, afirma. “É preciso haver essa percepção em todos os ‘pontos de contato’ da marca com o consumidor e o mercado. Ou seja, desde o site da empresa até, por exemplo, o call-center e os atendentes das concessionárias, que devem transmitir a sensação daquilo que o brasileiro entende como luxo.”
BYD está no Brasil desde 2015

Embora tenha ganhado os holofotes nos últimos três anos, BYD está no Brasil há cerca de uma década. Inicialmente, os veículos comerciais, como ônibus, caminhões e vans elétricos, bem como placas de painéis fotovoltaicos, eram o foco da empresa. Porém, no fim de 2021 a filial da empresa no País começou a apostar em carros de passeio.

O primeiro a chegar foi o Tan EV, um SUV elétrico com sete lugares, preço sugerido de R$ 487.590 e autonomia superior a 430 km — pelo sistema de medição chinês, bem mais “otimista” que o do Inmetro, utilizado no Brasil.

Um ano depois, a BYD entrou no segmento de alto volume de vendas com o Song Plus. Lançado com preço inicial de R$ 270 mil, o SUV híbrido plug-in (com baterias que podem ser recarregadas em tomadas) era cerca de R$ 90 mil mais barato que um Jeep Compass 4xe híbrido, por exemplo.

Entretanto, a grande virada ocorreu em 2023, com a estreia do hatch elétrico Dolphin, a R$ 149,8 mil. Como resultado, a Peugeot, por exemplo, aplicou descontos de até R$ 100 mil ao preço do SUV elétrico e-2008, que passou a ser vendido a R$ 159.990.

Atualmente, a BYD é a marca com a maior oferta de carros eletrificados do Brasil. São oito modelos 100% elétricos, sendo três variantes do hatch Dolphin, dois sedãs (Han e Seal), e três SUVs (Tan e duas gerações diferentes do Yuan). Além disso, há cinco opções de híbridos: o sedã King e a picape média Shark, bem como três configurações do SUV Song.

Valor - SP   09/10/2025

Programa foi lançado em julho pelo governo federal e reduz as alíquotas de IPI de carros mais leves e econômicos movidos a energia limpa

O Programa Carro Sustentável aumentou em mais de 20% a venda desses automóveis no país, de julho a setembro deste ano. O resultado amenizou a queda na venda de carros nacionais no varejo, de mais de 8% no acumulado de janeiro a setembro, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Essa queda que já está em 8% foi amenizada pelo Carro Sustentável e poderia ser maior se não fosse o programa”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, nesta quarta-feira (8), durante coletiva sobre dados de setembro do setor.

Segundo a associação, a venda desses veículos somou 109 mil unidades de 11 de julho a 30 de setembro, alta de 24% na comparação com o mesmo período de 2024.

O programa foi lançado em julho pelo governo federal e reduz as alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros mais leves e econômicos movidos a energia limpa.

“Nós sabemos que, como o programa termina no final deste ano, há uma tendência de acomodação desse número. Talvez, só talvez, esse número não se mantenha tão alto, mas, óbvio, o programa vai continuar fazendo com que o número seja positivo”, disse Calvet.

Avanço de importados

Segundo a Anfavea, a venda direta de automóveis aumentou 11,1% de janeiro a setembro, com 662 mil unidades entre importadas e nacionais, mas o varejo, considerando também os produtos nacionais e importados, teve queda de 3,2%, com 750 mil veículos vendidos.

Os dados mostram a queda ainda maior na venda de carros nacionais no segmento de varejo, de 8,1%, contra alta de 17,8% que teve a venda de importados. A associação disse que os importados representam 18% do mercado de veículos do Brasil. A China, no acumulado deste ano, responde por 34,7% dos veículos importados para o país.

Dados de setembro

No trimestre encerrado em setembro, a produção acumulada de veículos no Brasil caiu 0,8%, após os registros de altas de 10,5% e de 10,3% dos primeiro e segundo trimestres deste ano, respectivamente. O resultado, segundo a Anfavea, é influenciado pela queda de 9,4% na produção do segmento de caminhões no período.

“Internamente, tivemos a manutenção da taxa de juros básica da economia, a Selic, em 15% ao ano, o que restringe muito as operações do setor. E, também, um cenário externo desafiador, bastante instável. O fato novo que atingiu diretamente o setor automotivo neste último mês foi o fim do acordo [automotivo] com a Colômbia, o terceiro maior destino das nossas exportações. Isso traz também certa instabilidade do que acontecerá com as nossas exportações”, disse Calvet.

Já em setembro a produção de veículos no Brasil foi de 243,4 mil unidades, queda de 1,5% ante agosto, mas alta de 5,8% na comparação anual com o mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, a produção de veículos no Brasil registrou um avanço de 6%, totalizando 1,9 milhão de unidades.

Infomoney - SP   09/10/2025

A BMW reduziu sua previsão de lucratividade para o ano, já que a fabricante alemã de carros continua enfrentando uma demanda fraca na China. O grupo, que abriga sua marca homônima, bem como as marcas Mini e Rolls-Royce e um negócio de motocicletas, disse na terça-feira que os volumes de vendas cresceram na Europa e nas Américas nos primeiros nove meses do ano, mas não na China.

A empresa afirmou que as entregas de veículos aumentaram 8,8% globalmente, totalizando 588.300 unidades no terceiro trimestre, com um crescimento de 25% nos EUA e 9,3% na Europa, mas uma queda de 0,4% na China. A BMW disse que estava reduzindo suas previsões de volume para o mercado chinês no quarto trimestre.

Montadoras elétricas da China enfrentam europeias tradicionais – agora na casa delas

A empresa também mencionou que uma redução nas comissões dos bancos chineses para concessionárias pela intermediação de produtos financeiros e de seguros para clientes pesaria sobre a lucratividade.

A BMW espera que os lucros antes dos impostos diminuam ligeiramente este ano em relação aos 10,97 bilhões de euros (US$ 12,85 bilhões) em 2024. Enquanto isso, o fluxo de caixa livre em seu segmento automotivo deve ficar acima de 2,5 bilhões de euros este ano, em comparação com uma estimativa anterior acima de 5 bilhões de euros.

O grupo Mercedes-Benz relatou ontem uma queda de 12% nas vendas trimestrais, culpando os desafios no mercado chinês, bem como o impacto das tarifas dos EUA.

A BMW publicará os resultados do terceiro trimestre em 5 de novembro. Fonte: Dow Jones Newswires.

Valor - SP   09/10/2025

A Argentina tem o segundo maior mercado automotivo da América do Sul, atrás apenas do Brasil, mas também apresenta a menor penetração de veículos elétricos na região

Maior montadora da China, a BYD, abriu, nesta quarta-feira (8), as vendas de seus veículos elétricos na Argentina, aproveitando a suspensão das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos no país e ampliando sua presença em rápido crescimento na América do Sul.

Os modelos à venda são o SUV elétrico Yuan Pro, o SUV híbrido “plug-in” Song Pro e o elétrico Dolphin Mini. Todos têm preço inferior a US$ 16.000 na origem, antes de impostos e taxas, para aproveitar uma nova medida do governo argentino que permite a entrada de até 50.000 veículos elétricos e híbridos sem tarifas em 2026.

As marcas chinesas dominam esse setor, e a Argentina afirmou esperar que cerca de 40.000 veículos elétricos e híbridos sejam importados até o fim de janeiro. Normalmente, carros importados de marcas que não possuem operações de fabricação na Argentina ou em outros países do bloco comercial do Mercosul, que inclui o Brasil, pagam uma tarifa de 35%.

Stephen Deng, diretor-geral da BYD na Argentina, disse que a empresa pode atualmente importar cerca de 7.800 veículos elétricos e híbridos dentro da cota concedida pelo governo argentino. “Vemos um grande potencial de longo prazo para o desenvolvimento da eletromobilidade na Argentina”, disse Deng à Reuters durante o evento de lançamento nesta quarta-feira, classificando a nova política como uma “oportunidade tremenda”.

Concessionárias locais afirmam que o esquema tarifário provavelmente beneficiará montadoras chinesas de menor custo, como a BYD, que vem se expandindo pela América do Sul. “Veremos uma recuperação, a demanda finalmente vai decolar na Argentina”, disse Felipe Munoz, analista automotivo global da JATO Dynamics, sediada na Itália, referindo-se às vendas locais de veículos elétricos.

A Argentina tem o segundo maior mercado automotivo da América do Sul, atrás apenas do Brasil, mas também apresenta a menor penetração de veículos elétricos na região. De janeiro a agosto de 2025, apenas 486 carros elétricos de um total de 421.000 foram vendidos no país, segundo Munoz.

Por anos, os importadores enfrentaram taxas de câmbio desfavoráveis para trazer veículos elétricos, o que levou muitos consumidores a comprar carros com motor a combustão fabricados localmente. O mercado automotivo argentino como um todo, medido pelo número de novos veículos registrados, saltou 60,4% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela redução de tarifas e pela melhoria nas linhas de crédito, segundo dados do setor divulgados em setembro.

“Em meio a todos esses altos e baixos, continuamos vendendo veículos em um ritmo mais do que aceitável”, disse Sebastián Beato, presidente da Associação dos Concessionários de Automóveis da Argentina (ACARA), à imprensa local em outubro, mencionando oscilações cambiais e turbulência política.

No Brasil, onde a BYD possui uma nova fábrica, o crescimento da montadora enfrenta resistência de setores industriais e sindicais que afirmam que a entrada massiva de carros prejudicará a produção e os empregos locais.

Embora a BYD tenha crescido globalmente em ritmo acelerado, também enfrenta desafios devido à concorrência de rivais como Geely Auto e Leapmotor. Suas vendas trimestrais de automóveis caíram pela primeira vez desde 2020, segundo dados de um relatório da empresa divulgado neste mês.

O Estado de S.Paulo - SP   09/10/2025

Em um período surpreendentemente curto, a BYD conquistou feitos notáveis no mercado brasileiro. A marca chinesa, recém-chegada, já figura na lista das 10 que mais vendem carros no País e lidera com folga o licenciamento de veículos elétricos.

Em paralelo a esse sucesso, contudo, a empresa se envolveu em movimentações e polêmicas que deixaram o restante do setor automotivo de cabelos em pé.

Nesta quinta-feira, 9 de outubro, a companhia dará um passo crucial com a inauguração oficial de sua fábrica de carros em Camaçari (BA). Ali, vai montar elétrico Dolphin Mini e do híbrido Song Pro.

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O Jornal do Carro lista seis fatos que definem o histórico da BYD no Brasil e explicam por que o início da operação na Bahia marca uma fase decisiva para a gigante chinesa.
1- Compra da fábrica que pertencia à Ford

Em outubro de 2023, a fabricante chinesa anunciou a primeira etapa do seu “fincar de pés” no Brasil com a produção de automóveis. Antes disso, já fazia ônibus localmente, em Campinas (SP). A empresa comprou a antiga planta da Ford em Camaçari (BA) que foi devolvida ao governo do Estado quando a montadora norte-americana encerrou a produção nacional.

O complexo, inaugurado em 2001, estava inativo desde 2021. A parada na operação da Ford foi devastadora para a economia do município. Por isso, o anúncio de que uma montadora novata no Brasil retomaria a operação ali gerou forte repercussão positiva na esfera política e social da região.

2- Alto volume de carros importados irrita concorrência

Apesar da promessa de produção local, a BYD não parou de importar alto volume de carros. Com o início da montagem local marcado inicialmente para o fim de 2024 e uma série de atrasos subsequentes, a marca se apressou em trazer da China veículos prontos.

Desde 2022, a companhia licenciou mais de 170 mil carros no País e a estimativa é que dezenas de milhares de veículos adicionais estão em estoque. O motivo? Antecipar-se ao aumento escalonado do imposto de importação para elétricos e híbridos, que deve chegar a 35% em julho de 2026.

Esse movimento irritou a concorrência. Montadoras que produzem no Brasil alegam sofrer uma concorrência injusta com a BYD, que estaria conquistando mercado sem gerar o mesmo nível de empregos ou enfrentar os desafios do chamado “custo Brasil” de fabricação.
3- Flagra de trabalho similar à escravidão

Em dezembro de 2024, a BYD se envolveu no maior escândalo trabalhista recente do setor. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou pessoas em condições análogas à escravidão na construção da fábrica na Bahia.

Os trabalhadores eram chineses, contratados por companhias terceirizadas para a edificação da unidade. Foram 471 pessoas trazidas irregularmente ao Brasil. Desse total, 163 foram resgatados em condições degradantes, em jornadas exaustivas.

O Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) processou a montadora e duas empreiteiras em maio, pedindo R$ 257 milhões por trabalho escravo e tráfico de pessoas. Em comunicado, a BYD declarou compromisso com a defesa dos direitos humanos, mas o fato gerou uma onda de críticas sobre o controle de sua cadeia de fornecedores e parceiros.

4- Condições especiais para importar carros desmontados (CKD e SKD)

Outra movimentação que gerou revolta entre concorrentes envolveu a negociação de condições especiais para importar carros desmontados. A primeira etapa da operação em Camaçari não será de produção com alto índice de nacionalização, mas sim de montagem a partir de kits trazidos da China (regimes CKD e SKD).

Em julho deste ano, após pedido da BYD, o Governo Federal aprovou a isenção do imposto de importação por seis meses para montadoras que operam dessa maneira. O tributo normal varia de 18% a 20%. Essa medida provisória permitiu à BYD e outras empresas iniciarem a montagem local com custos reduzidos, gerando protesto das marcas tradicionais que já fazem carros aqui.

5- Inauguração solene, porém sem produção efetiva

A pressão para o início da produção gerou um fato inusitado: em julho deste ano, a BYD fez uma inauguração solene da fábrica baiana, chamando a imprensa e abrindo as portas da unidade. No entanto, o evento não marcou o início real da montagem local.

O evento “para valer” acontece agora, em 9 de outubro, com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que, a partir deste momento, a montagem dos kits CKD/SKD comece de fato e o caminho brasileiro da BYD seja pavimentado com menos polêmicas e mais carros “nacionalizados” nas concessionárias.

FERROVIÁRIO

O Estado de S.Paulo - SP   09/10/2025

Com a entrega dos estudos de viabilidade técnico financeira e projeto referencial, a implantação da Linha 16-Violeta chegou às últimas etapas antes da publicação do edital e posterior leilão, previsto para o primeiro semestre de 2026. A proposta passou por inclusão e retirada de estações, mudanças no trajeto e outras alterações após “acelerar” no último ano — e se tornar uma das principais frentes de avanço da rede de metrô de São Paulo.

Embora não tão conhecida, a linha passará por alguns dos bairros mais valorizados e movimentados da cidade, como Pinheiros, Jardins e Mooca. Também atenderá a uma antiga reivindicação de parte dos paulistanos: a abertura de uma estação de metrô em frente ao Parque do Ibirapuera. Os parques Independência e Aclimação igualmente devem ser contemplados.

O projeto teve mais detalhes divulgados nos últimos dias, com o início, neste mês, do período de consulta e audiências públicas anteriores à publicação do edital. A aceleração da proposta se deve em parte ao interesse da Acciona em participar do leilão, o que está em uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) divulgada em agosto do ano passado.

A multinacional espanhola foi contratada pelo Estado neste ano (por R$ 42,3 milhões) e entregou todos os documentos técnicos necessários para a licitação. Essa documentação inclui algumas mudanças no projeto, como a extensão para a estação Teodoro Sampaio.

A previsão é que as obras da fase um — entre os distritos Pinheiros e Vila Formosa, da zona oeste à leste — sejam entregues em 2035. A segunda etapa, até Cidade Tiradentes, no extremo leste, ficará para 2040, com trajeto ainda a ser definido.

As estações da fase 1 são:
Teodoro SampaioOscar FreireNove de JulhoJardim PaulistaParque IbirapueraDante PazzaneseAna RosaParque AclimaçãoParque IndependênciaSão CarlosPaes de BarrosVila BertiogaÁlvaro RamosRegente FeijóAnália Franco Abel Ferreira

Diretor de Assuntos Corporativos da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), Augusto Almudin reconhece que a linha acelerou. Destaca, contudo, que outros projetos de ampliação da rede metroferroviária também estão avançando, como o trem até Sorocaba e os recentes leilões de linhas da CPTM.

“Esse aqui, porque a Acciona demonstrou interesse, a gente avançou com ele, mas não impacta negativamente no resto do pipeline. É mais um projeto que a gente está tocando simultaneamente”, disse ao Estadão.

Além disso, destacou que a Linha 16-Violeta não teria “furado a fila” de estudos de novas linhas e expansões. Isso porque outras iniciativas estão tramitando em paralelo. “Os cronogramas são parecidos”, disse em referência às linhas 20-Rosa (zona oeste paulistana até Santo André) e 22-Marrom (Cotia até zona oeste da capital).

O representante do Governo também explicou os motivos para a extensão da linha até a estação Teodoro Sampaio, em Pinheiros — que, até então, atenderia apenas as futuras linhas 20-Rosa e 22-Marrom. Isso se deve em parte à primeira estação inicialmente apontada para a linha 16-Violeta (a Oscar Freire) já funcionar pela Linha 4-Amarela, o que exigiria que o tatuzão avançasse mais antes de ser removido.

“(Por causa do funcionamento da Oscar Freire) 0 Metrô (em estudos prévios) já previa uma extensão de túnel perto da Teodoro Sampaio. A gente achou que, já que chegaria ali perto, em fazer uma tripla integração entre as linhas 16, 20 e 22. Era uma oportunidade", explica Almudin. “Geraria bastante demanda essa nova integração.”

A implantação da linha será por meio de Parceria Público Privada (PPP) de 31 anos, com nove anos de obra. O modelo é semelhante ao atual da Linha 6-Laranja, cujo consórcio responsável é liderado justamente pela Acciona.

A previsão é de leilão no primeiro semestre e assinatura no contrato no terceiro trimestre, com concorrência nacional e internacional. A concessionária selecionada será a que propor menos despesas ao poder público.

A estimativa é de aporte (investimentos estaduais iniciais) de R$ 27,1 bilhões, com R$ 97,9 bilhões em contraprestações (distribuídas ao longo do contrato). Isto é, custo total estimado de R$ 125,1 bilhões, de acordo com a modelagem econômico-financeira. Os valores não incluem a fase dois, de modo que os custos dessa implantação tendem a estar em posterior aditivo ao contrato.

Em nota ao Estadão, a Acciona reafirmou o interesse em participar da PPP. “Está alinhado à estratégia da companhia de fortalecer sua atuação em mobilidade urbana e infraestrutura sustentável no Brasil”, justificou.

A primeira fase da linha contemplará 16 estações, da Teodoro Sampaio, na zona oeste, até Abel Ferreira, na leste, com duração média de 34 minutos. Irá abranger bairros de classe média e valorizados da cidade, como Pinheiros, na zona oeste, Jardins e Aclimação, no centro expandido, Vila Mariana, Moema e Ipiranga, na sul, e Mooca e Anália Franco, na leste.

Quatro estações tiveram o Decreto de Utilidade Pública (DUP) publicado em setembro: Jardim Paulista e Nove de Julho, nos Jardins, Ana Rosa, no distrito Vila Mariana, e Álvaro Ramos, no distrito Água Rasa. Esses despachos são necessários para indicar as áreas a serem futuramente desapropriadas — o que inclui a travessa nos Jardins cuja venda a um empreendimento de alto padrão foi sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Segundo o diretor de Assuntos Corporativos, os despachos começaram por esses perímetros porque são os que têm menos chance de alteração. Nesses locais, há áreas mais verticalizadas e grande valorização imobiliária.

“Ali, não tem outro espaço que não seja aquele para construir a estação, e construir um grande empreendimento imobiliário naquelas regiões com fundas fundações poderia impactar a passagem da Linha 16 naquela região”, disse. “Há quase uma inviabilidade da linha passar por outro local que não seja aquele. No entanto, a concessionária pode adotar outra solução.”

Ele salientou, contudo, que o proprietário poderá continuar no local e fazer alterações até a desapropriação. “Não está proibido de fazer nada. Você só vai saber que vai ser desapropriado no futuro. E a desapropriação segue os parâmetros da lei, padrões de mercado etc”, explicou.

Enquanto a Teodoro Sampaio foi incluída, o novo trajeto exclui a Estação Basílio da Cunha. Antes, era prevista para estar entre as estações os parques Aclimação e Independência.

Também não está mais completada uma conexão com a estação Paraíso, já existente, como se cogitou anos atrás, dentre outras alterações. O motivo apresentado é que uma expansão teria impacto significativo na Avenida 23 de Maio.
Polo industrial da Mooca critica instalação de pátio de manobras

Na primeira audiência pública do leilão, na terça-feira, 7, a maioria dos presentes que se manifestaram criticaram o local sugerido para a instalação do pátio de trens, na Avenida Henry Ford, um dos principais polos industriais da capital paulista, na Mooca. Diversos empresários e representantes do setor falaram em possíveis impactos na produção e em empregos, reivindicando a escolha de um novo endereço.

A Associação Avenida Henry Ford, Mooca e Região apontou risco de “demissão em massa” e “impacto devastador e irreversível”, destacando que representa 228 empresas, 15,9 mil empregos diretos e 60 mil indiretos. O grupo argumenta que muitas empresas estão na região há décadas e que seria difícil encontrar outra opção de endereço, além de afirmar que mesmo as não desapropriadas enfrentariam efeitos negativos.

Em resposta, os representantes da SPI indicaram que as empresas diretamente impactadas representam 1,6 mil empregos, ante as 600 vagas diretas que o pátio gerará. Também destacaram que as desapropriações envolvem processos longos, de alguns anos, de modo que haveria previsibilidade para mudanças de endereço.

O Estado ainda respondeu que estaria aberto a sugestões de novos endereços. Além disso, destacou que o atual perímetro previsto para o pátio tem quase metade do tamanho do anteriormente cogitado.
Concessionária terá receitas extras e poderá até conceder ‘naming rights’ da estação

Além dos valores pagos pelo Estado e os passageiros, estima-se que a concessionária tenha um retorno em “receitas acessórias”. A estimativa é de que sejam de R$ 20,9 milhões (projeção pessimista) a R$ 33,2 milhões (otimista) no primeiro ano de operação da linha. No último ano, poderá chegar às cifras de R$ 36,7 milhões a R$ 58,1 milhões, com todas as estações em pleno funcionamento.

Dentre as possibilidades indicadas, estão publicidade variada (sonora, painéis de LED, interativas etc), locação e cessão de espaços (lojas, eventos e outros), contrato de naming rights (inclusão de marcar em nomes de estações) e serviços (guarda-volumes, cobrança de passagem a trens de carga, venda de excedente de produção de energia, estacionamento e mais). A decisão sobre a exploração será da concessionária.

A Tribuna - SP   09/10/2025

A ideia do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, de se usar recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) em projetos ferroviários que operem nas poligonais dos portos brasileiros dividiu as opiniões dos especialistas consultados por A Tribuna. A proposta, ainda em elaboração, será apresentada à Casa Civil.

O ex-secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários e sócio-diretor da Agência Porto Consultoria Portuária, Fabrizio Pierdomenico, julga que essa medida está na contramão da criação original do Fundo, composto de recursos vindos da navegação.

“Qualquer coisa diferente disso me soa um problema porque desvirtua do que é a finalidade original: fomentar uma indústria de alto valor agregado e com potencial muito maior de geração de emprego, que é a naval, por mais que o investimento em ferrovia seja dentro do porto”, afirma.

Pierdomenico analisa também que já existe uma concorrência que são as instalações portuárias. “Mas, nesse momento, eu entendo que é benéfico você poder financiar, principalmente se for para instalações em portos públicos, já que estamos falando de recurso público. Mas dividir isso com outro demandante acho temerário”, emenda.

Detalhes
O objetivo, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), é permitir que empreendimentos ferroviários voltados à logística portuária, como ramais de acesso, pátios de manobra e terminais intermodais possam acessar o crédito do FMM.

Ele já destinou cerca de R$ 25 bilhões à indústria naval e R$ 10 bilhões ao setor portuário e ainda dispõe de recursos. Setenta por cento do Fundo da Marinha Mercante tem destinação para a navegação.

“O Fundo da Marinha Mercante tem como finalidade principal fomentar a indústria naval e a navegação. Por essa razão, a maior parte dos recursos é direcionada a esse segmento, conforme previsto na legislação que rege o Fundo. De acordo com a Portaria MPor 424/2024, até 30% da receita anual do Fundo pode ser aplicada em projetos em infraestrutura aquaviária associada”, explica, em nota, a pasta.

O MPor acrescenta que projetos ferroviários localizados dentro das poligonais portuárias podem ser apresentados ao Fundo, mas, por se enquadrarem na mesma categoria de infraestrutura, não podem ser aprovados neste momento.

“Para ampliar a capacidade de atendimento a essas iniciativas, estão em andamento estudos voltados a aumentar o limite de recursos destinados à infraestrutura aquaviária, que abrange os segmentos portuário e hidroviário. Essa medida permitirá a análise e eventual aprovação de novos projetos ferroviários situados em áreas de poligonais portuárias”, explica.

Taxas de juros atrativas
Diretor da Graf Infra Consulting, Rodrigo Paiva observa que a questão principal é que existam mecanismos de financiamento com taxas de juros atrativas para investimentos de longa maturação. Além do FMM, ele cita como exemplos o Banco da Amazônia (BASA) e o Banco do Nordeste.

“A ampliação de linhas de financiamento que tenham essa característica ajudará o desenvolvimento de projetos de infraestrutura no País. É um movimento fundamental para que, no longo prazo, tenhamos projetos efetivamente executados à disposição para geração de emprego e renda. A disponibilidade de recursos, taxas de juros atrativas e baixo risco regulatório tendem a fomentar esse tipo de investimento. Quando se fala em ampliar o alcance do Fundo para projetos ferroviários em portos, é isso que se está buscando”, argumenta.

Hoje, projetos ferroviários dentro das poligonais portuárias podem ser apresentados ao Fundo da Marinha Mercante, mas não são aprovados.

Setor ferroviário
O diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Davi Barreto, elogia qualquer iniciativa que contribua para ampliar os investimentos no setor ferroviário.

“A possibilidade de utilizar recursos do Fundo da Marinha Mercante para projetos ferroviários em áreas portuárias é positiva, pois amplia as fontes incentivadas de financiamento e fortalece a intermodalidade. Investimentos em acessos ferroviários aos portos são fundamentais para aumentar a eficiência logística, reduzir custos e tornar o transporte de cargas mais competitivo no País”, defende.

IstoÉ Dinheiro - SP   09/10/2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (8) o julgamento sobre a legalidade do projeto de construção da Ferrogrão, nova ferrovia que ligará Sinop, no norte de Mato Grosso, a Itaituba, no Pará.

A votação sobre a constitucionalidade da construção foi iniciada na sessão de hoje, mas após os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, Flávio Dino pediu vista do processo. Não há data para retomada do caso.

A construção da Ferrogrão é articulada desde o governo do ex-presidente Michel Temer, que editou uma medida provisória (MP) para tratar da questão. Em seguida, a MP foi convertida na Lei 13.452/2017.

Sob a justificativa de resolver problemas de escoamento da produção agrícola, as normas alteraram os limites do Parque Nacional do Jamanxim, localizado no Pará, para permitir a construção da ferrovia.

O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo PSOL. O partido alegou que medidas ambientais não foram cumpridas e que o traçado da ferrovia pode trazer prejuízos para as comunidades indígenas que estão nas proximidades do parque.

Voto

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou pela constitucionalidade da lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim.

No entendimento de Moraes, as normas previram a compensação ambiental da área reduzida do parque e não houve prejuízo considerável para o meio ambiente. O relator também descartou impactos para as comunidades indígenas.

“Ela [ferrovia] não passa por nenhuma terra indígena. O maior impacto registrado seria na Terra Indígena Praia do Mangue, que fica a quatro quilômetros de distância do traçado da ferrovia”, afirmou.

O voto do relator foi seguido pelo ministro Luís Roberto Barroso. Faltam os votos de nove ministros.

Valor - SP   09/10/2025

A discussão em torno da Ferrogrão tem sido motivo de embate entre o governo federal e organizações da sociedade civil que representam os interesses de povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia

No dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma julgamento sobre a Ferrogrão, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que o projeto de construção da ferrovia trata-se de uma obra no rol dos empreendimentos "altamente complexos com impacto ambiental muito relevante". E que ainda está em fase de estudos e sem licenciamento ambiental.

O STF vai decidir se considera inconstitucional uma lei de 2017, que alterou a demarcação do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para receber a Ferrogrão. O projeto pretende construir 976 quilômetros de ferrovia para escoar a produção de grãos do Mato Grosso até o porto de Mirituba, no rio Tapajós (PA), no chamado "Arco Norte".

Marina informou ainda, nesta quarta-feira (8), que o processo de licenciamento ambiental da Ferrogrão não está ativo e ainda se encontra em fase de estudos. O projeto foi incluído em 2023 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Lula, e vem sendo discutido desde a gestão do ex-presidente Michel Temer.

"No caso dos empreendimentos complexos, as licenças são faseadas: tem que ter a licença prévia, a licença de instalação e a de operação. No caso da Ferrogrão, ela não está num processo de licenciamento ativo e foi encaminhada para estudos", afirmou ela, durante a IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, em Luziânia (GO), acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ministra lembrou que quando lançou o PAC, o presidente Lula orientou que alguns "empreendimentos complexos" deveriam ser encaminhados para estudos. Como é o caso da Ferrogrão, a BR-319, a pesquisa e exploração de petróleo na Margem Equatorial e Angra 3.

Histórico

A discussão em torno da Ferrogrão tem sido motivo de embate entre o governo federal e organizações da sociedade civil que representam os interesses de povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia.

Nos autos do processo no STF, o Ministério dos Transportes propôs construir a ferrovia na área da rodovia BR-163 para não ser necessário mudar a demarcação do Parque Jamanxim.

Durante a votação da lei, o Congresso retirou do texto original a previsão de incorporação ao parque de 51 mil hectares de um território indígena (Tapajós), o que fragilizaria o regime de preservação já que a medida seria uma forma de compensar a supressão de 862 hectares da área.

Por conta da modificação da lei durante a discussão no Legislativo, a Advocacia-Geral da União (AGU), chegou a defender na semana passada, no início do julgamento, a inconstitucionalidade da lei.

O advogado da União, Antônio Marinho Rocha Neto, porém, admitiu que as obras têm o potencial de reduzir custos e a emissão de gases, além da geração de empregos. E que a construção da ferrovia pode ser viável, desde que o projeto observe as exigências legais e socioambientais.

Rodoviário

CNN Brasil - SP   09/10/2025

O agronegócio estima serem necessários, pelo menos, R$ 4,9 bilhões em investimentos anuais para adequar as estradas vicinais de regiões prioritárias a um padrão mínimo de qualidade. As vias, que conectam áreas rurais, são consideradas essenciais para o escoamento da produção agrícola.

O valor foi calculado pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O estudo considera 177 mil quilômetros de estradas terciárias em regiões altamente prioritárias. De acordo com o levantamento, custo anual de manutenção nesse padrão é de R$ 35 mil por km.

Já para elevar todos os 367 mil km de estradas terciárias ao padrão mínimo, o investimento necessário é de R$ 10 bilhões por ano.

Por outro lado, para elevar a qualidade dos 101 mil km de estradas vicinais do padrão ‘ruim’ para ‘superior’, nas regiões altamente prioritárias, a CNA calcula um investimento de R$ 12,6 bilhões. O custo para manutenção nesse patamar é de R$ 131 mil por km/ano.

As estradas vicinais são vias não pavimentadas, geralmente de terra ou com revestimento natural, que conectam áreas rurais entre si ou aos grandes corredores logísticos, facilitando o escoamento da produção até os portos ou centros de distribuição. Por essas vias, passam cerca de 1,4 toneladas de carga.

Os produtos mais transportados pelas estradas vicinais incluem cana-de-açúcar, cereais, leguminosas e oleaginosas, frutas, lavouras permanentes e temporárias, leite, madeira, milho, soja e produção animal.

De acordo com Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, o investimento de R$ 4,9 bilhões nas vias prioritárias é considerado estratégico.

“Estamos falando de um valor que representa menos de um terço do prejuízo anual (R$ 16,2 bilhões) causado pelas más condições dessas vias, apenas em custos operacionais. Com esse aporte, seria possível melhorar a qualidade de vida da população rural e garantir o escoamento de alimentos com mais segurança e eficiência”, diz Elisangela.
Ganhos

Com o investimento, a CNA projeta ganhos operacionais. A expectativa é de que a melhora nas estradas vicinais pode reduzir em R$ 6,4 bilhões por ano os custos operacionais, como combustível, manutenção, insumos e mão de obra. Atualmente, os custos operacionais ultrapassam R$ 16,2 bilhões por ano.

A entidade também projeta benefícios ambientais com os investimentos. Estima-se ser possível reduzir em 1 milhão de toneladas/ano as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao cenário atual.

O levantamento elaborado pela CNA considerou a infraestrutura da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraná. Foram percorridos mais de 1,2 mil quilômetros e 150 pessoas foram ouvidas.

O estudo também identificou obstáculos que dificultam investimentos e melhorias nessas vias, como orçamento público limitado, extensão elevada da malha e falta de mão-de-obra técnica qualificada para execução das obras.

Atualmente, há 2,2 milhões de km de estradas vicinais, distribuídas em 557 microrregiões brasileiras. Desse total, cerca de 367 mil km são estradas terciárias e 1,8 milhão de km (84,5%) são estradas “não classificadas”.

Propostas

Diante dos resultados, a CNA apresentou recomendações para viabilizar a transformação da malha vicinal em vias eficientes e estruturadas.

Entre as propostas apresentadas, estão medidas para aprimorar a logística de distribuição de materiais, fortalecer a articulação entre os setores público e privado e criar canais diretos de comunicação com os produtores rurais.

A CNA também destacou a importância de melhorar a eficiência operacional com capacitação de mão-de-obra e a formação de equipe técnica especializada na gestão e manutenção de estradas vicinais.

Para assegurar padrões mínimos de qualidade nesses locais, a entidade defende a criação de planos estruturados voltados à manutenção e readequação dessas vias e a efetiva implementação do Proner (Programa Nacional de Estradas Vicinais), do Ministério da Agricultura.
Metodologia

O estudo “Panorama das Estradas Vicinais no Brasil” foi realizado a partir de uma demanda da CNA ao Esalq-Log (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

O levantamento analisou bases públicas disponíveis no país, incluindo informações da Confederação Nacional do Transporte, do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) e da plataforma colaborativa OpenStreetMap.

Além da análise dos dados, a CNA e os pesquisadores da Esalq-Log realizaram visitas de campo a oito microrregiões para verificar in loco as condições das estradas vicinais relevantes.

Valor - SP   09/10/2025

Ação conta com 15 servidores do Cade atuam diretamente na ação, além de 51 policiais federais e quatro profissionais da CGU

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta quarta-feira (8) a operação Anteprojeto, de busca e apreensão, para investigar indícios de formação de cartel em licitações públicas promovidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul. As apurações envolvem empresas do setor de engenharia consultiva e assessoramento técnico contratadas para serviços emergenciais em rodovias federais do estado em 2024.

A conduta teria ocorrido em licitações realizadas para lidar com os efeitos das enchentes no Estado durante os meses de abril e maio de 2024.

A investigação começou a partir de uma análise realizada pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor/RS), da Polícia Federal, que identificou atuação coordenada de três empresas de engenharia com sede no Rio Grande do Sul.

De acordo com as investigações, as empresas teriam ajustado previamente suas propostas para obtenção de três contratos com o Dnit, que tinham como objeto a prestação de serviços de engenharia consultiva para elaboração de anteprojetos e projetos básicos e executivo de engenharia nas rodovias federais afetadas pelas enchentes.

O valor dos três contratos ultrapassa R$ 72 milhões e foi custeado com recursos federais oriundos de créditos extraordinários vinculados à reconstrução do Estado gaúcho.

Nove mandados judiciais estão sendo cumpridos na região metropolitana de Porto Alegre e em Brasília, no Distrito Federal.

Cerca de 15 servidores do Cade atuam diretamente na ação, além de 51 policiais federais e quatro profissionais da CGU.

Após a instrução processual, a Superintendência-Geral do Cade emitirá nota técnica e remeterá o caso ao Tribunal da autarquia para julgamento. O Cade poderá decidir pela condenação dos investigados, caso seja configurada a infração à ordem econômica, que estarão sujeitos ao pagamento de multas que podem variar entre 0,1% e 20% do faturamento bruto da empresa, grupo ou conglomerado obtido no ano anterior ao da instauração do processo administrativo, no ramo de atividade em que se deu a infração. Já as pessoas físicas estarão sujeitas a multas de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.

NAVAL

Portos e Navios - SP   09/10/2025

O Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), gestor Fundo da Marinha Mercante (FMM), informou que há em andamento no estado do Amazonas 194 obras, com R$ 1,25 bilhão financiados pelo FMM. Entre elas, estão a construção de embarcações e outras estruturas voltadas ao transporte fluvial. Segundo o MPor, os projetos aprovados em 2025 incluem financiamentos para a produção de barcaças graneleiras para transporte de grãos e carga a granel, balsas-tanque e balsa petroleira, para transporte de combustíveis, empurradores fluviais e uma balsa-guindaste para operações de carga e descarga. Além disso, estão sendo construídos um dique e uma estação flutuante, para serviços de apoio técnico e de manutenção, e sendo feitas obras de modernização de rebocadores portuários.

A pasta informou ainda que, além dos recursos para os contratos em andamento, foram aprovados em 2025 pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) mais R$ 511,6 milhões para 88 novos projetos voltados à construção de barcaças graneleiras, balsas-tanque, empurradores fluviais, diques flutuantes e outros equipamentos.

Segundo o ministro de portos e aeroportos, Silvio Costa Filho, a navegação é o principal eixo de integração do Amazonas e os investimentos, além de melhorar as condições de transporte no estado, visam fortalecer a indústria naval, gerar emprego e renda e melhorar a vida das pessoas que usam os rios para se locomover e os produtores que dependem deles para escoar seus produtos.

O ministério destacou que os recursos liberados pelo FMM para o Amazonas têm impacto em toda cadeia produtiva do estado, de estaleiros a oficinas de manutenção, passando pelo fornecimento de motores, peças e serviços técnicos. Isso, explicou o MPor, gera empregos, dinamiza a economia e garante mais eficiência ao escoamento da produção agrícola, mineral e industrial da região. “Cada embarcação construída significa mais conectividade, mais empregos e mais oportunidades para a população ribeirinha”, acrescentou o secretário nacional de hidrovias e navegação, Dino Antunes, que também é presidente do CDFMM.

Money Times - SP   09/10/2025

A Petrobras (PETR4) planeja investimentos de aproximadamente R$2,6 bilhões na Bahia, incluindo encomendas para o setor naval e fábrica de fertilizantes no Estado, afirmou a presidente da petroleira, Magda Chambriard, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Dentre os aportes, a maior parte irá para a contratação da construção de seis navios de apoio junto ao Estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA). Já para a área de fertilizantes, a petroleira prevê aportar neste ano R$38 milhões para cada uma de suas fábricas de fertilizantes nitrogenados do Nordeste, sendo uma na Bahia e outra em Sergipe.

Chambriard destacou que os seis barcos já haviam sido contratados junto a uma fornecedora, mas a escolha do Enseada ocorreu em setembro, em meio a uma busca da petroleira para diversificar o número de estaleiros que estão recebendo suas encomendas. A retomada de atividades do setor naval no Brasil é uma das demandas do governo Lula.

“A Petrobras ficou sem contratar barcos na indústria brasileira por oito anos e nós tivemos uma série de infraestruturas úteis no Brasil, hibernadas ou descontinuadas, sem manutenção. Então é isso que nós estamos retomando agora”, disse Chambriard, aos jornalistas.

A Petrobras vai lançar ainda um edital para a contratação de mais quatro barcos de apoio entre outubro e novembro, somando um total de 48 barcos de apoio contratados ou com editais lançados até o fim do ano, disse a executiva.

Os anúncios ocorrem antes de visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no estaleiro Enseada, marcada para quinta-feira, que irá destacar os investimentos no Estado.
Fertilizantes

Sobre as fábricas de fertilizantes (Fafens) do Nordeste, Chambriard disse que elas irão entrar em manutenção e no início de 2026 já deverão estar produzindo ureia e Arla. A retomada das unidades, que antes estavam arrendadas com a Unigel, e os planos de reinício de suas operações já haviam sido anunciados pela Petrobras.

A companhia assinou um contrato de operação e manutenção de até cinco anos com a empresa de serviços industriais Engeman que visa a retomada das operações de suas fábricas de nitrogenados na Bahia e em Sergipe, por cerca de R$1 bilhão.

As unidades foram paralisadas pela Unigel em 2023, sob a alegação da parceira de que os altos preços do gás natural no Brasil inviabilizavam a operação de forma lucrativa.

“O que nós fizemos foi aumentar a oferta (de gás), porque só com aumento da oferta que a gente consegue redução de preço. Então, a viabilidade das Fafens foi possível porque nesse período de um ano e meio a gente conseguiu aumentar o fornecimento de gás”, disse Chambriard.

O retorno de investimentos da Petrobras no setor naval brasileiro e na área de fertilizantes foi importante demanda do presidente Lula, assim que iniciou seu terceiro mandato.

No evento em Maragogipe, também será assinado um protocolo de intenções para realização de estudos de viabilidade para a utilização do canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu como área para acostamento de plataformas da Petrobras em processo de descomissionamento.

Por Reuters

A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   09/10/2025

Os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) reagiram negativamente ao anúncio realizado nesta quarta-feira (8) sobre aumento de investimentos na Bahia. Na sessão desta quarta (8), PETR3 perdeu cerca de 1%, a R$ 32,59, e PETR4 recuava 0,58%, a R$ 30,65.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, acompanhada de alguns executivos da Petrobras realizavam coletiva de imprensa, iniciada às 15h, sobre a retomada dos investimentos da companhia na Bahia, que envolve encomendas ao setor naval baiano e a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-BA).

Ao todo serão investidos mais R$ 2,6 bilhões no estado.
“A gente não acredita em negócio ruim, todo negócio tem que ser rentável, tem que ter ganha-ganha”, disse a presidente da petroleira. A Petrobras anunciou a previsão de plantas de fertilizantes no Nordeste para produção de ureia e arla no início de 2026, de acordo com a executiva.

Dentre os aportes, a maior parte irá para a contratação da construção de seis navios de apoio junto ao Estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA).

Já para a área de fertilizantes, a petroleira prevê R$38 milhões para cada uma de suas fábricas de fertilizantes nitrogenados do Nordeste, sendo uma na Bahia e outra em Sergipe.

As fábricas de fertilizantes vão entrar em manutenção e no início de 2026 já deverão estar produzindo ureia e Arla 32, segundo Chambriard. A retomada das unidades já havia sido anunciada pela Petrobras.

O anúncio de investimentos será oficializado na quinta-feira (9) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A operação também abarcará edital para contratação de mais 4 navios de apoio, segundo Magda.

IstoÉ Dinheiro - SP   09/10/2025

A Vallourec e a Petrobras celebraram contrato de compra e venda de gás natural no âmbito do mercado livre, cujo fornecimento se iniciou em 1º de julho de 2025, reforçando a parceria estratégica de longa data entre as duas empresas, informou a Vallourec em nota. O insumo será destinado às unidades da Vallourec em Barreiro e Jeceaba, ambas em Minas Gerais.

A Vallourec é uma das principais fornecedoras de tubos de aço premium para a Petrobras, por onde escoa parte significativa da sua produção de óleo e gás.

“Agora, com a Petrobras como fornecedora de gás natural, a parceria se fortalece”, disse a Vallourec. “A migração da Vallourec para o modelo de comercialização livre de gás natural simboliza um avanço estratégico na gestão da matriz energética da empresa. A nova modalidade proporciona maior autonomia, previsibilidade de custos e flexibilidade na escolha de fornecedores, além de contribuir para a competitividade e sustentabilidade das operações”, afirmou o diretor-presidente da Vallourec South America, André Lacerda.

Segundo a empresa, o contrato reforça o papel da Petrobras como agente importante na expansão do mercado livre de gás no Brasil.

“Cada novo contrato assinado reafirma o compromisso da Petrobras de atendimento ao mercado nacional e o acerto das estratégias adotadas. Registramos no segundo trimestre deste ano um acréscimo de mais de 240% no número de clientes do mercado livre, resultando em um volume de gás natural superior a 6 milhões de m3/dia no segmento, com preços mais competitivos”, destacou o gerente-executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu.

A Petrobras quer expandir e consolidar a carteira de clientes no mercado livre de gás natural, e conta com mais de US$ 7 bilhões de investimentos previstos em novas infraestruturas de ofertas de gás natural no seu Plano Estratégico.

Petro Notícias - SP   09/10/2025

O Governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, parece que está com encosto do Ministro Fernando Haddad. Só pensa em aumentar impostos. Desta vez, o governador mandou para Assembleia Legislativa Estadual (ALERJ) um pedido de aumento da alíquota do Fundo Orçamentário Temporário (FOT) no Estado do Rio de Janeiro, que foi transformado em um projeto de lei nº 6034/2025. O FOT, criado em 2019, foi concebido como medida excepcional e temporária, condicionando aos benefícios fiscais de ICMS ao depósito pelas empresas, com 10% sobre o incentivo. Esta intenção do governador fez reunir nove instituições contra este projeto: Abespetro, Abeemar, Sinaval, IBP, Ompetro, Logística Brasil, Cidennef, Todos pelo Rio e ABPIP. Juntas, elas elaboraram um manifesto que vamos reproduzir na íntegra:

A AERJ vai decidir se mais este bote do governo do Estado no trabalho alheio vai valer

“As entidades aqui signatárias, que representam toda a cadeia da indústria de petróleo e gás natural no Brasil, manifestam sua forte preocupação com a possibilidade de aumento da alíquota do Fundo Orçamentário Temporário (FOT) no Estado do Rio de Janeiro.

O regime especial do REPETRO, foi a forma encontrada para que o Brasil tivesse o mesmo tratamento fiscal utilizado por outros países à indústria do petróleo, ou seja, deixando de onerar investimentos e passando a tributar as receitas decorrentes da produção (royalties e participações especiais, IRPJ, CSLL, Pis/Cofins, dentre outros).

Sem o sistema do REPETRO, qualquer bem adquirido na etapa de investimentos sofreria um acréscimo expressivo correspondente aos tributos de equipamentos importados ou produzidos no Brasil, tornando economicamente inviável parte dos projetos de exploração e produção no país, incluindo os do pré-sal e os campos maduros e marginais da Bacia de Campos.

Um dado impressionante. De cada dez barris extraídos, sete vão para o bolso do Estado, que não mexe uma palha para que isto aconteça

A indústria de óleo e gás ressalta que o setor já contribui de forma relevante para as receitas estaduais, seja por meio do ICMS, royalties, participações especiais e outros tributos e encargos, seja pelo impacto econômico direto e indireto sobre fornecedores, empregos e arrecadação local. De fato, trata-se de um setor que já é altamente onerado. De acordo com levantamento do IBP, de cada 10 barris de petróleo equivalente (boe), sete são destinados à arrecadação da União, Estados e Municípios, em royalties, participações especiais e tributos.

Elevar o percentual do FOT significaria, na prática, comprometer mais ainda a previsibilidade tributária, segurança jurídica e o planejamento de investimentos de longo prazo, fatores essenciais em um setor de capital intensivo, como o de petróleo e gás natural, bem como enfraquecer a competitividade do Rio de Janeiro frente a outros estados, podendo deslocar novos investimentos e operações.

A proposta trará impactos para os custos da cadeia produtiva, com reflexos na manutenção de empregos e no dinamismo econômico regional, além de contradizer políticas públicas anunciadas para fortalecer o Estado como polo de energia e gás no país.

No caso do Gás natural, o aumento do custo tributário relativo à venda interna, conforme previsto pelo referido projeto de lei, tornará o preço da molécula produzida e consumida dentro do Estado mais cara que a dos demais Estados. Desta forma, o Estado perderá qualquer vantagem em relação ao gás natural produzido ou processado fora do Rio de Janeiro, sobretudo porque o custo da venda interestadual seria menor, principalmente quando o gás natural for utilizado com insumo para a energia termoelétrica.

Além disso, as indústrias do plástico, lubrificantes e de abastecimento de aeronaves, onde o aumento do FOT representa aumento direto do custo, teriam sua competitividade reduzida frente a indústrias instaladas em outros estados, podendo gerar redução de empregos, a migração de empresas para outros Estados e, consequentemente, a redução de arrecadação.

Por fim, é importante destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou o entendimento segundo o qual não é possível que os benefícios concedidos a tempo e condição, como o Repetro, sejam livremente revogados pelo Estado do Rio de Janeiro, ainda que de forma parcial por meio da obrigatoriedade de depósito no FOT.

Além disso, o STF deixou claro que os depósitos ao FOT se submetem ao princípio da não cumulatividade, já que a metodologia de apuração do depósito destinado ao FOT não altera a natureza jurídica do ICMS. Dessa maneira, o não alinhamento do PL 6034/2025 com o que foi reconhecido pelo STF no julgamento da ADI nº 5.635/RJ incrementa a insegurança jurídica e resultará em uma nova onda de contenciosos.

Por tudo isso, as entidades signatárias, propõem que qualquer alteração na política fiscal seja precedida de diálogo transparente com os setores produtivos, avaliação técnica de impacto e compromisso com a manutenção de um ambiente de negócios estável e competitivo. Nesse sentido, as entidades colocam-se à disposição do Estado do Rio de Janeiro e dos parlamentares da Assembleia Legislativa para contribuir com dados e estudos que permitam a constatação da impropriedade dessa iniciativa de aumento de carga tributária pelo FOT, sem comprometer investimentos estratégicos, empregos e arrecadação futura.”

Infomoney - SP   09/10/2025

A produção média da PetroRecôncavo (RECV3) registrou baixa de 1,8% na produção de setembro no mês de setembro foi de 26,0 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), o que representa uma queda de 1,8% em relação ao mês anterior, em função da queda de produção no campo de Tiê.

O que está por trás da queda de 11,9% na produção da PRIO que não assustou analistas

Estrategistas do Itaú BBA, JPMorgan e Goldman Sachs afirmam que paralisação temporária em Peregrino não altera perspectivas para a PRIO

No Ativo Potiguar, a produção foi de 12,9 mil boed, mantendo-se estável em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 8,3 mil barris por dia e a de gás de 4,6 mil boed.

No Ativo Bahia, a produção foi de 13,1 mil boed, redução de 3,6% em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 6,9 mil barris por dia e a de gás de 6,2 mil boed.

nfomoney - SP   09/10/2025

A Shell está se preparando para retomar trabalhos preliminares em um campo de gás offshore na Venezuela para abastecer Trinidad e Tobago, à medida que cresce a confiança de que o governo de Donald Trump emitirá uma nova licença que isente o projeto das sanções, segundo fontes próximas ao assunto.

O projeto, que envolve o desenvolvimento do campo de gás Dragon, localizado em águas rasas entre os dois países, pretende reforçar o fornecimento para o complexo de liquefação e plantas petroquímicas de Trinidad, que enfrentam escassez de gás. O país é um importante exportador de GNL, amônia e outros produtos derivados do gás.

A possível licença para a Shell evidencia a abordagem dupla da administração Trump em relação à Venezuela: de um lado, navios de guerra e caças dos EUA atuando contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas; de outro, executivos de petrolíferas e autoridades de Trinidad negociando em Washington, Caracas e Porto de Espanha para viabilizar projetos de gás.

Em abril, a Casa Branca revogou licenças de petróleo e gás na Venezuela para aumentar a pressão sobre o país, que o governo Trump considera um refúgio para cartéis de drogas. O campo Dragon é um dos vários projetos offshore que estavam em desenvolvimento antes da mudança de postura.

Em julho, a administração concedeu uma licença restrita à Chevron para retomar produção e exportação de petróleo pesado venezuelano, e deve fazer o mesmo com a Shell e outras empresas ligadas a projetos de gás que beneficiariam Trinidad, segundo as fontes.

A Shell busca que a nova licença tenha duração de até 10 anos, em vez do prazo curto da anterior, para viabilizar investimentos de longo prazo. A parceira da Shell no projeto é a estatal National Gas Co. de Trinidad.

Paralelamente, a BP tenta restaurar sua licença para desenvolver o campo de gás Manakin-Cocuina, que se estende pela fronteira marítima entre Venezuela e Trinidad.

Shell e BP são os principais acionistas do complexo de liquefação Atlantic em Trinidad, onde a produção de gás vem caindo há mais de uma década, afetando exportações de GNL e petroquímicos, incluindo amônia usada por agricultores nos EUA.

O campo Dragon fica a poucos quilômetros da plataforma Hibiscus da Shell, na costa de Trinidad. O governo Trump estaria disposto a permitir que empresas retomem operações na Venezuela desde que não paguem impostos e royalties ao governo venezuelano em moeda forte.

Em 30 de setembro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou apoio para que Trinidad acesse o campo Dragon, desde que sejam tomadas medidas para evitar benefícios significativos ao regime de Nicolás Maduro.

Em 2023, o Ministério do Petróleo da Venezuela concedeu à Shell e à NGC um contrato de compartilhamento de produção de 30 anos para o campo Dragon, que possui mais de 4 trilhões de pés cúbicos em reservas. Os termos iniciais haviam sido definidos em 2018, antes das sanções impostas em janeiro de 2019.

Infomoney - SP   09/10/2025

A Petrobras (PETR3; PETR4) informou nesta quarta-feira, 8, que divulgará seu relatório de Produção e Vendas referente ao terceiro trimestre de 2025 no dia 24 de outubro, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O balanço com os resultados do período será publicados em 6 de novembro. Ambos os relatórios serão apresentados após o fechamento dos mercados.

Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2025 da Bolsa brasileira

A empresa informou ainda que realizará um webcast em 7 de novembro para comentar os resultados, às 11h30 (horário de Brasília). O evento será apresentado em português e contará com tradução simultânea para o inglês.

Infomoney - SP   09/10/2025

O mercado recebeu com um tom de cautela os dados de produção de setembro divulgados pela PetroRecôncavo (RECV3) nesta quarta-feira (8). A empresa registrou queda de 1,8% no volume total extraído de petróleo e gás, para uma média de 26 mil barris de óleo equivalente por dia (boed).

Tanto a XP Investimentos quanto o Itaú BBA classificaram o resultado como negativo e apontaram que a redução reforça a dificuldade da companhia em sustentar o crescimento observado no primeiro semestre deste ano.

A principal explicação para os dados considerados insatisfatórios está na queda de produção no campo de Tiê, localizado no Ativo Bahia, onde houve uma diminuição de 3,6% no volume total, chegando a 13,1 mil boed, segundo dados divulgados pela companhia.
A produção de petróleo nesse ativo recuou 6,8%, para 6,9 mil barris por dia, enquanto o gás natural manteve-se estável, em 6,2 mil boed. Já no Ativo Potiguar, a produção permaneceu praticamente inalterada, com média de 12,9 mil boed, sendo 8,3 mil barris de petróleo e 4,6 mil de gás.

O Itaú BBA diz que a sequência de cinco meses de queda, desde o pico de 27,8 mil boed em abril, deve manter o mercado atento. Com ponto de vista parecido com o do BBA, a XP observa que a produção total caiu 1,9 mil boed desde abril e que a estabilidade em Potiguar não foi suficiente para compensar o recuo na Bahia.

Os analistas do BBA mantêm preço-alvo de R$ 16,50 para o fim deste ano. A XP avalia que o comportamento recente da produção pode gerar volatilidade nas ações, à medida que investidores buscam sinais mais claros de retomada nos volumes extraídos.

Às 13h28 desta quarta, o sinal de alerta já era espelhado nas ações da RECV3: os papéis tinham queda de 1,28%, negociados a R$ 12,30.

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